Segredo de Marina
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Segredo de Marina

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Fotonovela realizada pelas minhas alunas de Tecnologia Educacional, do Curso de Pedagogia da Faculdade Sumaré, unidade Imirim, outubro de 2007.

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Segredo de Marina Presentation Transcript

  • 1. FOTONOVELA O segredo de Marina
  • 2. N ossa história se desenrola num bairro periférico da Zona Norte de São Paulo. N um pequeno espaço, cedido por Dona Olga, funciona a Associação Vida , Instituição assistencial , de cunho social, fundada por ela há muitos anos e que atende às famílias carentes da região. R ecém admitida no grupo, encontramos Marina, moça muito educada e prestativa, que por sua delicadeza e carinho, para com as pessoas que procuram a Instituição, logo conquista a amizade e a admiração de Dona Olga. M as, as colegas de trabalho não vêem essa amizade e admiração com bons olhos.
  • 3. Dona Rute, essa moça não me engana. Faz uma cara de santinha mas não convence. Santinha? Só se for do pau oco, isso sim! Dona Zezé, a senhora não acha ela uma fingida? Isso tudo é pose! Garanto que fora daqui ela não se comporta tão certinha! Desde a sua chegada, Marina enfrenta os olhares ríspidos de ciúme das demais do grupo. Talvez, o tratamento diferenciado por parte de Dona Olga, tenha desencadeado essa antipatia das “colegas”, pois , mal a moça vira as costas, logo começam os comentários:
  • 4. As meninas também acham, mas, a Dona Olga adora a moça! Acho que essa cara de sonsa é só fachada! Bom dia Dona Zezé! Hoje é um dia muito especial, vamos começar a entregar as cestas básicas não é? E você, como sempre, está muito bem disposta para essa tarefa não é Marina? Marina passa os dias trabalhando, reservada e introspectiva, nada fala sobre suas particularidades, o que instiga ainda mais as línguas afiadas das fofoqueiras de plantão:
  • 5. Meninas, não estou gostando dos comentários que fazem às costas da pobre moça, isso não é correto, não vêem que é uma pessoa tímida? Porque não tentam conquistar a amizade dela aproximando-se um pouco? Essa moça tem um comportamento estranho, não fala com a gente, há algo de errado com ela Dona Olga! Dona Olga passou um sabão em todo mundo. Disse que a moça é tímida. Pode uma coisa dessas?. Puxa saco, a Dona Olga não tem noção da safadeza dela. Dona Olga percebe a animosidade entre elas e tem uma conversa, Marina não participa desse diálogo, Dona Olga sabe que a moça não percebe os olhares das outras.
  • 6. Onde será que ela vai? Na certa pra farra! Vou ficar de olho nela! Mais uma vez eu agradeço, não sei como retribuir tanto carinho Dona Olga. Você merece Marina, retribua trabalhando com amor, apenas isso. Que cara-de-pau! Numa sexta feira, algumas horas antes do encerramento do expediente, Marina conversa particularmente com Dona Olga no escritório. Quando sai da sala, Marina se despede do grupo e vai embora.
  • 7. Dona Meninas, tive uma idéia! Na próxima sexta feira uma de nós vai sair mais cedo, inventa qualquer história para a Dona Olga, e então segue a fulaninha. Vamos ver quantos cachorros saem desse mato. Não falei que ai tinha dente de coelho, vocês acham que tem alguma irmã doente? Nas semanas seguintes as saídas antecipadas se sucedem . Inconformadas, perguntam à Dona Olga o motivo do privilégio. Sei, irmã doente... Essa Dona Olga é tolinha... Entendo a preocupação de vocês. Fiquem tranqüilas, a Marina está com problemas de doença na família. Precisa viajar para o interior e o último horário do ônibus é as 17hs.
  • 8. Regininha logo se oferece para o trabalho sujo. Na sexta-feira seguinte, conforme o combinado, Regininha pede dispensa à Dona Olga alegando forte dor de cabeça. Esconde-se numa esquina, onde aguarda a saída de Marina para começar a segui-la. Ao sair do trabalho, Marina toma um ônibus e Regininha a segue de táxi... Alguns minutos depois Regininha vê Marina descendo do ônibus e entrando numa igreja. Minha filha, como vai você? Estou bem irmã Lúcia e a senhora?
  • 9. As coisas vão melhorar, você não pode perder a sua fé Eu sei irmã, Deus tem me dado força para superar os problemas. A Senhora tem sido um anjo na minha vida. Marina, conversa com a freira, sem perceber que bem perto dali, Regininha a observa e tenta ouvir a conversa . O que será que essas duas conversam, não consigo ouvir nada daqui!, que droga! Mas não é que a moça é mesmo uma santinha?
  • 10. Marina, se cuida. Você sabe que pode contar com a minha ajuda no que for preciso. Obrigada irmã Lucia, Deus a abençoe por tudo que tem feito por mim. Marina continua na Igreja, após conversar com a freira entra num quartinho e ali permanece por alguns minutos, quando sai do recinto... fica transformada! Estou bem assim irmã?
  • 11. As duas se despedem. Marina sai da igreja e caminha pela calçada. Enquanto isso Regininha liga para as colegas e conta o que viu. Até breve Marina. Fique com Deus irmã. Alô, Dona Zezé? Sou eu, a Regininha! A senhora não vai acreditar; segui a moça até uma igreja, depois de ter conversado com uma freira ... Nem parece a mesma pessoa! Bem que vocês disseram, ela não tem irmã doente coisa nenhuma!. Agora vou desligar, porque preciso saber onde ela vai, tchau.
  • 12. Eu sabia!, ela nunca me enganou!, Será que ela viu a Reginha escondida? Nossa!, a Dona Olga vai ficar muito decepciona! Mas ainda deve ter mais cachorro nesse mato. A Regininha está no encalço dela. Que horror, se vestiu numa igreja? Ola Marina, como vai? Vou bem e você Rafael? Dona Zezé conta às demais sobre o telefonema e a descoberta de Regininha. Enquanto isso, do outro lado da cidade...
  • 13. Você está linda como sempre. Preciso entrar Rafael, você abre a porta pra mim? Marina chega ao seu último destino, cumprimenta o seu amigo Rafael, segurança da boate. Ele abre a porta para a moça...
  • 14. Marina pára diante da entrada, tem um olhar distante... Logo em seguida, chega Regininha, que mais uma vez liga para as colegas aflita. O que houve, parece preocupada? Não sei explicar, mas hoje estou com uma sensação muito ruim.. É pura verdade Dona Santa, ela entrou numa boate, eu vi com esses olhos que a terra há de comer...
  • 15. Algumas horas mais tarde, Regininha volta para a Associação e procura Dona Olga, conta tudo o que viu... O que você está me dizendo Regininha? É verdade Dona Olga, eu juro! Eu a segui e vi tudo, ela enganou a todas nós. Mas ela me parecia uma pessoa tão correta, como pôde mentir tanto? Se a senhora quiser posso leva-la amanhã na casa dela, quem sabe ela possa explicar, embora eu duvide que isso tenha uma explicação.
  • 16. No Dia seguinte, Dona Olga segue com todas as demais funcionárias até a casa de Marina. Quando estão se aproximando do local, avistam a moça do outro lado da calçada já acenando para um ônibus que passava. Imediatamente começam a seguir o veículo. Alguns minutos mais tarde, Marina desce do ônibus e se dirige para uma casa enorme, com um grande jardim e pátio. Que boa´idéia a sua Iarinha, escondidas aqui, podemos observar tudo de longe e ver o que ela veio fazer nesse lugar. Quero ver ela explicar mais essa aventura pra Dona Olga. Quietas meninas!, não façam barulho, podemos ser vistas! Bem vindos! Internato Santa Paula
  • 17. Alguns minutos depois, Marina aparece no hall do prédio e desce as escadas em direção ao jardim. Dona Olga e as outras moças ficam surpresas ao ver a jovem abraçada à um garotinho. Olhem!, ela está saindo! Tem uma criança com ela! É um garotinho! Cuidado para não cair.
  • 18. Marina, vai para o jardim onde brinca e conversa com a criança. Eu estava com muitas saudades de você. Eu também. Promete que não vai demorar para voltar a me ver? Sinto muito a sua falta. Eu te amo tanto. Eu também, meu querido.
  • 19. Do outro lado do pátio, escondidas, as colegas continuam a empreitar a moça. Der repente Dona Zezé se desequilibra e cai sobre as outras, derrubando todas as lixeiras e as amigas também. O barulho dos cestos caindo ao chão e os gritos de dor são ouvidos por Marina. Socorro, minha perna! Dona Zezé, o que a senhora fez? Ai, o meu braço está preso! Mas que droga, justo agora a senhora vai cair! Que dor! Acho que tirei a coluna fora do lugar. Que barulho é esse Felipe? Acho que foi aquelas mulheres que caíram nas lixeiras, olha só elas no chão.
  • 20. Marina, constata que a patroa está ali e as colegas de trabalho também. Pensa em fugir, mas logo é alcançada por elas. Meu Deus, é a Dona Olga e as meninas! Corra Felipe, vamos sair daqui! Quem são elas mamãe? Porque temos que fugir delas? Calma, não fiquem bravas. Dona Olga, por favor eu posso explicar tudo. Nossa, elas parecem muito nervosas!
  • 21. Quando se aproximam, investem sobre Marina e começam a questiona-la. Marina, você enganou à todas, com essa sua carinha de anjo. Acalmem-se, por favor, Marina diga o que está acontecendo? Vai ter que contar o que anda fazendo naquela boate. E esse garoto quem é? E tem a freira, o que ela tem a haver com tudo isso? Eu vou contar toda a verdade pra vocês. Tudo começou quando vim para São Paulo há 09 anos atrás... Você mentiu pra Dona Olga e ela não merece.
  • 22. M arina conta que quando veio do interior para a capital, tinha o objetivo de trabalhar e ajudar os pais. Nas primeiras semanas aqui conheceu um rapaz e apaixonou-se, alguns meses depois engravidou, e quando contou para ele sobre a gravidez ele a abandonou, na época perdeu o emprego e não conseguiu arranjar outra colocação porque estava grávida. Todas as portas se fecharam pra ela, com vergonha de voltar para a sua cidade naquela situação ficou por uma semana na rua, quando conheceu a irmã Lúcia que a amparou e acolheu. A irmã Lucia conseguiu um abrigo para Marina morar até que a criança nascesse, e depois ajudou na bolsa de estudos do garoto. O Internato Santa Paula é uma escola particular, Marina paga apenas uma parte da mensalidade, somente assim poderia garantir os estudos do filho e dar um lugar decente para morar e dormir, já que até hoje divide um cômodo e cozinha com uma amiga porque não tem condições de sustentar e conseguir um outro lugar para se instalar com o filho. Também foi por intermédio da irmã Lucia que Marina conseguiu uma colocação na boate, ela sabe da necessidade que Marina tem em sustentar o filho e pagar a parte da mensalidade, por essa razão Marina trabalha lá às sextas, sábados e domingo, na cozinha e servindo as mesas. Nesse momento Marina começa a chorar. Fiquei com medo de contar pra vocês sobre o meu filho e sobre o meu outro trabalho, mas eu preciso muito, porque não quero ficar na rua como fiquei, e os meus pais precisam da minha ajuda. Marina porque você não contou pra nós sobre o seu problema?. Ajudamos tanta gente, certamente a Dona Olga te ajudaria também.
  • 23. As colegas ficam impressionadas com a história de Marina, arrependidas do mal julgamento, consolam a moça. Não chore Marina, se nós soubéssemos de tudo isso... Nós vamos te ajudar em tudo que for possível. Vocês não podiam adivinhar, eu que devo um pedido de desculpas por ter enganado vocês e a Dona Olga. Dona Olga, a senhora me perdoa, prometo que nunca mais... Não diga mais nada minha filha, você está perdoada.
  • 24. Aqui nasce uma nova história, Marina agora tem amigos de verdade com quem contar.
  • 25. FACULDADE SUMARÉ – 1º A – CAMPUS IMIRIM Disciplina: Tecnologia Educacional Professor: Donizete Soares Alunos: Alexandra Gomes C. Fazzato – 0720992 Giselda Rocha Santos – 0720342 Izilda Aparecida Lira – 0721059 Marcia Caetano Nogueira – 0720290 Maria Zélia Borges Bispo – 0720422 Marilene Rosa Conceição – 0720298 Sueli Marisa Cadima Pinheiro – 0720359
  • 26. Agradecimentos Participações Especiais (Créditos) À Direção e Administração da Faculdade Sumaré, Campus Imirim, por ter permitido a realização do nosso trabalho em suas dependências. Especialmente Priscila e Telma, da administração que gentilmente cederam os seus espaços de trabalho para as fotos.
    • A querida Irmã Tercilia, do Colégio Consolata, que fez o papel da irmã Lúcia, pela gentil colaboração e participação no nosso trabalho.
    • Ao segurança da Faculdade Sumaré Leonardo, pela gentileza e disponibilidade em nos ajudar no papel de Rafael, segurança da boate.
    • Ao fofo e talentoso filho da nossa colega Alexandra, Guilherme Fazzato, pela paciência e disposição em nos ajudar no papel do Felipe, filho de Marina.
  • 27. FIM