Jardim do ramalhete simbologia

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Jardim do ramalhete simbologia

  1. 1. Colégio Amor de Deus – Cascais Português 11º ano Os  Maias  de  Eça  Queirós O Jardim do Ramalhete – simbologia (Cf. Pág.249-250 do Manual) Descrição Simbologia Girassóis Elementos da família Maia «seu quintalejo […] tinha um ar simpático com os seus girassóis perfilados ao pé dos degraus do terraço, o cipreste e o cedro envelhecendo juntos, e a Vénus Citereia parecendo agora, no seu tom claro de estátua de parque, Cipreste e cedro A vida da família Carlos e Ega - Espelho da ruína, da decadência a que a família foi votada pelo suicídio de Pedro. - Tristeza e abandono. 1ª descrição (Cap.I – pág.6) «um pobre quintal inculto, abandonado às ervas bravas, com um cipreste, um cedro, uma cascatazinha seca, um tanque entulhado, uma estátua de mármore (onde Monsenhor reconheceu logo Vénus Citereia) enegrecendo a um canto [...] na lenta humidade das ramagens silvestres» 2ª descrição (Cap. I – pág.10) Quintal / jardim - Amizade, longevidade, vida e morte. - Assistem à passagem do tempo, resistem a ela querendo mostrar uma união incorruptível; Cascatazinha Vida (ou a ausência dela) - a cascata não tem água, representando, por isso, a ausência de vida, a morte de Pedro da Maia; Estátua de Vénus A mulher amada - Maria Monforte, que com a sua sedução e volúpia (= deusa Vénus), foi a causadora da morte de Pedro; - mulher fria, como o mármore, pela forma impiedosa como trai e abandona Pedro; - a morte (=enegrecendo) de Pedro por amor . Visão negativa da mulher - Atitude do/da amante que se vira continuamente para olhar o seu amado: atitude de submissão e de fidelidade; - Tom depreciativo (“quintalejo”) que está relacionado com a visão de Carlos quando regressa da Europa e compara o seu - O único sentimento incorruptível na obra será a amizade de Carlos e Ega que permanece ao longo dos tempos - a regeneração e purificação da família (= a água abundava); - esta não acontece na totalidade e perfeição , pois a água (elemento - Maria Eduarda: em todo o seu esplendor e elegância - a ressurreição da família, no entanto é sempre um indício trágico, pois relaciona-se com o universo feminino; Visão positiva da mulher
  2. 2. ter chegado de Versalhes […] e desde que a água abundava a cascatazinha era deliciosa» - Incapacidade de ultrapassar a paixão e a falta de recetividade do ser amado. - É inebriante enquanto o amor dura, mas torna-se moribundo quando este acaba; quintal com os envelhecendo como chales e palácios as próprias que visitara. personagens; - Alegria e recuperação desse espaço com luxo purificador) é «gota a gota». - morte de Afonso (=frio /inverno); – o choro e a saudade provocados pela morte de Afonso - Esperança no renascimento da família Maia 3ª descrição (cap. XVIII – pág. 710 «Em baixo o jardim, bem areado, limpo e frio na sua nudez de inverno, tinha a melancolia de um retiro esquecido, que já ninguém ama, uma ferrugem verde de humidade, cobria os grossos membros da Vénus Citereia; o cipreste e o cedro envelheciam juntos como dois amigos num ermo: e mais lento corria o prantozinho da cascata esfiado saudosamente, gota a gota, na bacia de mármore.» - permanece a amizade incorruptível de Carlos e Ega (que - melancolia / após 10 anos se tristeza na reencontram e separação de Carlos recordam o passado) e Mª Eduarda - (tentativa) de esquecimento dessa relação /amor; - a vida já escassa da família (=gota a gota) - Maria Eduarda: relação impossibilitada pela sua natureza incestuosa (=ferrugem) Visão negativa da mulher

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