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  • 1. Coesão Textual      Os  fragmentos  de  um  texto  estão  ligados  entre  si,  isto  é,  estabelecem entre eles determinadas relações através de uma série de  mecanismos, fundamentalmente, linguísticos, a que se dá o nome de  coesão.     São vários os mecanismos que estabelecem a coesão textual:      Coesão interfrásica    Coesão temporo‐aspectual    Coesão lexical    Cadeia de referência 
  • 2. Coesão Interfrásica      Articulação  relevante  e  adequada  de  frases  ou  de  sequências  de  frases,  assegurada  por  conectores  do  discurso, advérbios e locuções adverbiais de conexão.    Exemplos:      Parto para férias, quando acabar o relatório.    Primeiro  preparei  as  aulas,  depois  corrigi  as  composições  do  8º  ano  e,  por  fim,  elaborei  os  testes  para as turmas de 10º ano.   
  • 3. Coesão Temporo‐aspectual  Sequencialização dos enunciados de acordo com uma lógica temporal, através de:  Utilização correlativa dos tempos verbais   Quando o Miguel entrou para o primeiro ano da escola,  tinha seis anos.    Compatibilidade  entre  os  advérbios  de  localização  temporal e os tempos verbais seleccionados.    Ontem, fui trabalhar.   Ordenação textual linear dos eventos representados.    Entrou na biblioteca e requisitou um livro de Virgílio Ferreira. 
  • 4. Coesão lexical    Obtém‐se  através  do  uso  da  repetição  da  mesma  palavra  ao  longo  de  um  texto  ou  através  da  substituição  de  uma  palavra  por  outras  que  mantêm  com a primeira relações de sentido.  Exemplos:  a) Repetição    As crias ficam indefesas quando nascem e precisam de muitos   cuidados. Os animais que podem esconder as crias num lugar seguro, ninho, têm normalmente vários filhotes. Os animais que não   como umfazer têm apenas um ou dois filhotes, para os poderem vigiar o podem   com atenção.  
  • 5. Coesão Lexical  Exemplos: b) Substituição Por sinonímia: Os ratos têm grandes ninhadas – oito crias é bastante frequente. Os filhotes nascem num ninho que os mantém quentes. Por antonímia: A Rita não disse a verdade. A história que contou não passa de uma grande mentira. Por hiperonímia/ hiponímia: A Lili gosta de peixe, muito particularmente de sardinhas. Por holonímia/ meronímia: Depois das obras, a minha casa ficou muito mais bonita. A sala, então, está fantástica.
  • 6. Cadeia de Referência      Recurso  a  termos/  expressões  sem  referência  autónoma  que  retomam  o  discurso  anterior  ou  que  preparam o que se segue.   Recorre a diversos mecanismos: a) Anáfora b) Catáfora c) Elipse d) Co-referência não anafórica
  • 7. Cadeia de Referência    a) Anáfora      É na bolsa que os mamíferos marsupiais, como o canguru, transportam os seus bebés. Nela as crias alimentam-se de leite.   b) Catáfora      O empregado veio perguntar-lhe se o jantar estava bom. João respondeu que sim e deu umas garfadas.   c) Elipse    Ivo António era um homem de aproximadamente quarenta anos. [Ivo António] Tinha feições grosseiras e nariz largo.   d) Co‐referência não anafórica  O João só faz habilidades. O malandro adora partidas.
  • 8. Coesão textual - Cadeia de referência Catáfora – o referente ao qual se relaciona este pronome encontra-se numa posição subsequente Referente – é sobre ele que se fala e em relação ao qual as cadeias de referência se relacionam Atribuíram-lhe o Nobel da Literatura. José Saramago é um dos maiores escritores portugueses. Escreveu inúmeras obras que deliciaram sempre os leitores. Ele é um dos exemplos para os novos escritores que tentam dar os primeiros passos na literatura portuguesa. O autor de Memorial do Convento é um génio da literatura. Anáfora – palavra/ expressão que retoma o significado do referente que lhe antecede Co-referência não anafórica – expressão que identifica o referente sem ser dependente dele Elipse – embora não esteja descrito o sujeito da frase, sabe-se que é o referente do texto