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A corrida de cavalos
 

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    A corrida de cavalos A corrida de cavalos Document Transcript

    • A corrida de cavalos (cap. X) Este episódio espelha a crítica à tendência dos portugueses para imitar aquilo que se fazia nos países estrangeiros e que se considerava como sinal de progresso, quando, afinal, muitas vezes, não nos identificávamos com as ideias ou medidas que importávamos. Assim, o ambiente que deveria ser requintado, mas que também deveria apresentar a ligeireza desportiva para que remete o acontecimento, torna-se o espelho da falta de gosto e de educação dos participantes. É Dâmaso Salcede quem representa a mentalidade que se pretende, a todo custo, estrangeirar, para parecer mais civilizado, «chic a valer». As corridas de cavalos são organizadas precisamente com o objetivo de transpor para Lisboa uma atmosfera de cosmopolitismo que, por postiço, a capital acaba por não suportar, quebrando o verniz de civilização e requinte social. Desmascara-se a aparência e salta à vista a essência provinciana da mentalidade lisboeta. Há um contraste entre o ser e o parecer, que a visão de Carlos focaliza de uma forma muito crítica. Alvo de crítica: - a falta de coerência entre o traje e a ocasião, o que fazia com que alguns cavalheiros se sentissem «embaraçados e quase arrependidos do seu chique» e com que as senhoras se apresentassem com «vestidos sérios de missa»; - a sensaboria, motivada pelo facto das pessoas não revelarem qualquer interesse pelo evento; - a desordem, originada pelo jóquei que montava o cavalo Júpiter e que insultava Mendonça, o juiz das corridas, pois considerava ter perdido injustamente, por «compadrice e ladroeira» em detrimento de Pinheiro, que montara o Escocês e que obtivera a vitória «por ser íntimo do Mendonça». Tomava-se partido, havia insultos, até que o Vargas resolveu «com um encontrão para os lados» desafiar o jóquei – foi, então, que se ouviu uma série de expressões como «Morra» e «Ordem», se viram «chapéus pelo ar», se ouviram «baques surdos de murros». C o l é g i o A m o r d e D e u s – C a s c a i s P o r t u g u ê s 1 1 º a n o A n o l e c t i v o 2 0 1 3 / 2 0 1 4