Ecologia

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Ecologia

  1. 1. ECOLOGIA ECOLOGIA (do grego oikos = casa, ambiente; logus = estudo) é a ciência que estuda as relaçõesdos seres vivos entre si, bem como as relações dos seres vivos com o meio ambiente. A Ecologia estuda a estrutura e a função da Natureza.NOMENCLATURA ECOLÓGICA1. Meio ambiente - conjunto de condições físicas e biológicas que cercam o indivíduo, sendo essas condições fundamentais para a sobrevivência.2. Meio biótico - tudo aquilo que nos cerca e que é dotado de vida ou que morreu recentemente, pois no recém-morto algumas células ainda estão metabolizando e, conseqüentemente, produzindo energia.3. Meio abiótico - tudo aquilo que não é dotado de vida, mas que é necessário à vida, como as condições climáticas, a oxigenação, a água etc.4. Ecobiose - é a parte da Biologia que estuda as relações existentes entre os seres vivos e o meio ambiente.5. Alelobiose - é a parte da Ecologia que estuda as relações dos seres vivos entre si.6. Hábitat - é um sinônimo de casa, pois é o local específico onde o indivíduo vive. É o ―endereço‖ do indivíduo.7. Nicho ecológico - é a função que o ser vivo desempenha. O nicho pode ser representado pela profissão, porque caracteriza o hábito, aquilo que o indivíduo faz no seu dia-a-dia.8. Equivalência ecológica - quando duas ou mais espécies apresentam nichos ecológicos semelhantes em diferentes tipos de hábitat. Ex.: os búfalos das pradarias americanas e as zebras das savanas africanas, que se nutrem das pastagens. 1
  2. 2. ESTUDO DAS POPULAÇÕES População é um conjunto de indivíduos da mesma espécie que vive numa mesma área,estabelecendo laços de interdependência mais ou menos profundos com os indivíduos das demaispopulações ali instaladas. Espécie é um conjunto de indivíduos semelhantes, sob vários aspectos, capazes de se reproduzireme de produzirem descendentes férteis.CRESCIMENTO POPULACIONAL Cada espécie tem um padrão genético de crescimento; logo, apresenta uma série de exigências parao seu crescimento. As populações controlam o seu crescimento de várias maneiras, a depender de fatores extrínsecos eintrínsecos. Uma população ao se instalar em determinada área enfrenta as condições ambientais, sofrendo umligeiro ou demorado processo adaptativo. Se o potencial da população superar as imposições do meio, ocrescimento torna-se bastante acentuado, aumentando o número de indivíduos, pois a natalidade supera amortalidade. Ao atingir um determinado tamanho, os fatores limitantes — alimento disponível, espaço —começam a ser mais sentidos pela população. A partir deste ponto, o tamanho da população começa aoscilar, aumentando e diminuindo ao redor de um valor médio; isto significa que a mesma atingiu o seuequilíbrio, que é mantido pela equivalência de suas taxas de natalidade e mortalidade, principalmente, etambém pela equivalência das taxas de emigração e de imigração. A alteração brusca de um fator-limitante pode tirar o equilíbrio da população. Potencial biótico ou reprodutivo - É a capacidade natural de crescimento de uma população emcondições favoráveis. Fator-limitante – é qualquer fator que interfira numa população, dificultando ou impedindo o seucrescimento natural. Resistência ambiental – é o conjunto de fatores capazes de limitar o crescimento de umapopulação. Ocorrerá crescimento quando o potencial biótico for maior que a resistênciaambiental, P. B. > R. A. e ocorrerá diminuição quando o potencial biótico da população nãosuperar as condições limitantes, P. B < R. A. 2
  3. 3. COMUNIDADES OU BIOCENOSES Podemos definir uma comunidade como um conjunto de populações, ou grupo de indivíduos deespécies diferentes vivendo numa mesma área física, mantendo entre si relações de diversos níveisecológicos. Frequentemente numa comunidade existe uma espécie que se destaca, seja pela sua capacidadereprodutiva, seja pelo maior número de indivíduos, seja pelo seu porte físico, sendo bem mais notada queas outras. Essa espécie é chamada de Dominante e seu nome é usado para designar a comunidade.Exemplo: Comunidade de pinheirais, comunidade de carnaubeiras etc. Ecótone ou Ecótono - Numa determinada área, é muito difícil definir a área de fronteira entre duascomunidades distintas. Na zona fronteiriça, existem elementos da comunidade A e elementos dacomunidade B, além de elementos específicos dessa região. ECÓTONE = Área de transição ou área fronteiriça entre duas comunidades distintas. Na ilustração a seguir, I e III representam comunidades distintas e II corresponde ao ecótone: ecótone III II I 3
  4. 4. Características da zona de ecótonea) Maior variedade de indivíduos.b) Maior variedade de nichos ecológicos.SUCESSÃO DE COMUNIDADES ou SUCESSÃO ECOLÓGICA É um processo de mudanças na constituição das comunidades que se sucedem em um determinadolocal. É um processo lento ou gradual em que ocorre a substituição de uma comunidade por outra, e assimsucessivamente até o estabelecimento de uma comunidade definitiva, chamada de comunidade CLÍMAX.Fases da Sucessão Ecese - é a comunidade pioneira (inicial). É a espécie que primeiro chega a um local onde não existem seres vivos. Série ou Sere - é a comunidade intermediária, temporária, que surge no decorrer da sucessão. Clímax - é a comunidade final ou definitiva que se estabelece de modo permanente. É a que encerra a sucessão. Apresenta grande estabilidade e significa que o ecossistema atingiu a sua maturidade. 4
  5. 5. Sucessão ecológica em lagoa: a) na lagoa recém-formada, ocorrem algas microscópicas (fitoplâncton). b) algumas plantas submersas forram o fundo. c) a lagoa torna-se cada vez mais rasa, ocorrem plantas emersas como a taboa e junco. d) plantas terrestres invadem a área que se transformará aos poucos em floresta. Observe que a comunidade pioneira é formada nesse caso por seres microscópicos, passando avegetais inferiores, chegando no estágio final a vegetais mais evoluídos. A floresta é um bom exemplo de comunidade Clímax, com grande estabilidade (= homeostase ouhomeostasia). A sucessão num ecossistema pode ser descrita como uma evolução em direção a uma grande diversidade e, consequentemente, a um grande número de nichos ecológicos. No estágio Clímax é atingida uma grande estabilidade . (homeostase), capaz de pronta resposta a um ambiente físico em flutuação.TIPOS DE SUCESSÕES ECOLÓGICAS 5
  6. 6. a) Primária. b) Secundária.a) Sucessão Primária É aquela que ocorre num local nunca antes habitado. Exemplo: LÍquens  Musgos  Ervas  Arbustos  Árvores Rocha Nua ECESE SÉRIES CLÍMAXb) Sucessão Secundária É aquela que ocorre num local anteriormente habitado, cujas comunidades foram eliminadas pormodificações climáticas (erupções vulcânicas, incêndios, inundações, glaciações etc), ou pelaintervenção do próprio homem (queimadas, desmatamentos etc). Exemplo: Capins  Ervas  Arbustos  Árvores Terreno Desmatado ECESE SÉRIES CLÍMAXAs sucessões ainda podem ser:I. Autotróficas;II. Heterotróficas.I. Autotróficas – quando iniciadas por organismos autótrofos em locais predominantemente inorgânicos. Exemplo: LÍquens  Musgos  Ervas  Arbustos  Árvores Rocha Nua ECESE SÉRIES CLÍMAXII. Heterotróficas – quando iniciadas por organismos heterótrofos em locais predominantemente orgânicos. Exemplo: as sucessões iniciadas em rios poluídos ou sobre restos de vegetais e de animais. 6
  7. 7. Uma sucessão primária em região de clima temperado. Uma sucessão secundária. O bioma da lagoa é substituído pelo bioma da floresta.ECOSSISTEMA Já sabemos que Ecossistema Comunidade ou Biocenose (Fatores Bióticos) + Meio-abiótìco ou Biótopo (Fatores Abióticos)Definição É qualquer unidade de área onde os meios biótico e abiótico se inter-relacionam, havendo produção,troca e aproveitamento de MATÉRIA e ENERGIA. O meio biótico é representado por todos os elementosdotados de vida, ou que acabaram de morrer, enquanto o meio abiótico compreende as condições físicas equímicas do ambiente.Divisão e Generalidades O meio biótico é dividido em três grandes categorais: produtor, consumidor e decompositor. Para quehaja vida é necessária uma fonte constante de energia que mantenha o sistema. O Sol é a fonte natural deenergia para todos os ecossistemas. A energia entra no meio vivo por uma única via: o vegetal, que, através do pigmento clorofila,absorve energia luminosa e a transforma em energia química, graças ao processo da fotossíntese. Os 7
  8. 8. vegetais fotossintetizadores utilizam a energia luminosa para sintetizar açúcar e outros compostos queservem como reserva de energia. No mundo animal, a energia entra sempre através dos herbívoros, animais que se alimentam devegetais. Do herbívoro, parte dessa energia é transferida para um carnívoro, que se alimenta do herbívoroe assim sucessivamente. O fluxo de energia é unidirecional; ao passar de um nível trófico para outro, ela vai diminuindo e éperdida pelo ecossistema. Na natureza nada se perde. Os restos de animais e vegetais mortos não são perdidos pela natureza,pois existe uma categoria biótica, denominada de decompositores (fungos e bactérias saprófitas) que seencarregam de decompor a matéria morta, tirando dela a energia para sua sobrevivência e deixando nomeio ambiente os seus elementos constituintes. Sem a ação dos decompositores (os carbonos, nitrogêniose enxofres), elementos existentes na matéria morta, seriam imobilizados, não retornando mais ao meiovivo. Consumidor terciário Consumidor secundário Consumidor quaternário Consumidores primários (pequenos Produtor (algas crustáceos, larvas, microscópicas) protozoários) Uma teia alimentar que passa integralmente em meio aquático. As setas indicam que o alimento e a energia são transferidos do produtor para os consumidores. O dique do Tororó é um excelente exemplo para caracterizar um ecossistema. A água, o cloro, ooxigênio e a luz representarão o meio abiótico, enquanto as plantas, os peixes, os caramujos, os sapos eos microorganismos representarão a comunidade biótica. Os produtores serão representados pelas plantas da margem, do fundo e as flutuantes e tambémpelas algas microscópicas; todas elas são clorofiladas, capazes de transformar a energia solar em energiaquímica, para fornecê-la a todo o ecossistema. Os consumidores são incapazes de utilizar a energia solar diretamente; utilizam a energia produzidapelos vegetais de uma maneira direta ou indireta. A morte de qualquer desses elementos não implica perda de matéria, pois os fungos e as bactériassaprófitas ali existentes se encarregam de decompor a matéria morta, devolvendo seus elementosconstituintes novamente ao meio, a fim de serem incorporados pelos produtores.A Cadeia Alimentar ou Cadeia Trófica Consiste numa sequência de organismos em que um serve de alimento para o outro, e, atravésdessa cadeia, há um fluxo de matéria e energia dentro do ecossistema. A primeira etapa de uma cadeiaalimentar é sempre um produtor, enquanto a última etapa é um decompositor. 8
  9. 9. Nível Trófico É a posição ocupada pelo indivíduo na cadeia alimentar.Tipos de níveis tróficos1º) Produtor - produz o alimento captando a energia luminosa, através da fotossíntese. Exemplo: vegetais clorofilados.2º) Consumidor - utiliza a energia diretamente dos vegetais ou indiretamente dos animais. Exemplos: predadores, parasitas etc. A depender do grau de utilização, os consumidores podem ser classificados nos seguintes tipos: a) Consumidores primários ou de 1ª ordem – obtêm a energia do produtor. Exemplo: os herbívoros ou fitófagos. b) Consumidores secundários ou de 2ª ordem - animais que se alimentam de herbívoros. c) Consumidores terciários ou de 3ª ordem - animais que se alimentam de consumidores secundários. Exemplo: grandes carnívoros.3º) Decompositores - são os organismos que decompõem a matéria orgânica morta, transformando-a em matéria inorgânica e devolvendo seus elementos ao meio. Exemplos: fungos microscópicos saprófitas e bactérias saprófitas. Os decompositores são também chamados de microconsumidores ou biorredutores.Teia Alimentar Conjunto de cadeias alimentares que interagem num ecossistema. Muitos animais têmalimentação variada, da mesma forma que outros servem de alimento para várias espécies distintas.Dessa maneira, o fluxo de energia segue em várias direções, formando, assim, um conjunto de cadeiasdenominado teia alimentar. Produtores comsumidores primários consumidores secundários consumidor terciário consumidor quaternário 9
  10. 10. Devido à alimentação variada dos animais, as cadeias alimentares se cruzam e se ramificam na natureza, formando as teias alimentares.Pirâmides Ecológicas São representações quantitativas de uma cadeia alimentar. Imaginemos uma determinada área de pés de capim que servem de alimento para coelhos, queservirão de alimentos para gaviões.1. Pirâmide energética Cada nível trófico será representado por um retângulo cujo comprimento representa a quantidadede energia acumulada. A base da pirâmide será representada pelo produtor (capim), que é o indivíduocapaz de produzir a energia que será utilizada por toda a cadeia. Parte dessa energia produzida o capimutilizará nas suas atividades metabólicas (respiração), sendo posteriormente liberada para o meio, sob aforma de calor. O coelho ao se alimentar de capim obterá a energia. que restou; por isso que o retângulocorrespondente à quantidade energética do coelho é menor. Dessa energia que foi tirada do capim, ocoelho utilizará grande parte dela nas suas atividades metabólicas, restando apenas pequena quantidadeenergética acumulada. O gavião, que utiliza o coelho como alimento, obterá uma quantidade energéticamenor ainda e assim, sucessivamente. Podemos concluir então que quanto mais elevado o nível trófico, menor será a obtenção de energiana cadeia. 10
  11. 11. Consumidor terciário (1,5kcal) Consumidor secundário (15kcal) Consumidor primário (150kcal) Produtor (1.500kcal) Pirâmide de energia num ecossistema de floresta temperada. Para cada 1.500 kcal fornecidas pela vegetação (produtores), apenas 150 kcal são efetivamente transferidas e aproveitadas pelos consumidores de primeira ordem. Da mesma forma, para cada 150 kcal disponíveis desses consumidores para os de segunda ordem, só 15 kcal serão aproveitadas. O aproveitamento é sempre de um décimo de energia no grupo trófico anterior.2. Pirâmide de números Expressa a quantidade de indivíduos presentes em cada nível trófico da cadeia alimentar. Aquantidade de pés de capim será sempre maior que a quantidade de coelhos existentes na área, assimcomo a quantidade de coelhos será sempre maior que a quantidade de gaviões, para que haja equilíbrioecológico. Numa cadeia alimentar em que os produtores sejam árvores de grande porte, um só produtor pode sustentarvários herbívoros. Nesse caso a pirâmide terá uma representação específica (invertida), conforme o esquema aseguir: 11
  12. 12. Outra situação em que a pirâmide dos números aparece invertida, ou seja, com o ápice bem maior que a base, équando uma árvore suporta inúmeros parasitas, como insetos, tipo: gafanhotos, pulgões etc.3. Pirâmide de biomassa Expressa a quantidade de Biomassa ou matéria viva acumulada em cada nível trófico da cadeiaalimentar. Normalmente a biomassa total dos produtores é maior que a dos herbívoros que, por sua vez, émaior que a dos carnívoros e assim, sucessivamente. Em outras palavras, no ecossistema observa-seuma disposição piramidal da massa dos seres vivos. Na base ficarão sempre os produtores e nos demaisníveis, os consumidores. Individualmente, o consumidor de 3ª ordem é maior que o de 2ª ordem, e este émaior que o de 1ª ordem. 12
  13. 13. LEITURA COMPLEMENTAR IFATORES ABIÓTICOS DO ECOSSISTEMA1º) Luz A luz solar se relaciona fundamentalmente com fotossíntese. E quem diz fotossíntese, diz produçãode alimentos orgânicos por parte dos vegetais verdes. As plantas clorofiladas (tanto as que nos cercam, as árvores dos continentes, como também —principalmente — as algas que vivem nas águas dos rios e dos mares em geral), em presença da luz solar,captam o gás carbônico do ar e, com a participação da água, elaboram alimentos orgânicos do grupo dosaçúcares principalmente; estes servirão depois para os próprios vegetais e, em seguida, para todos osdemais animais da Terra. Como resíduo da fotossíntese, as plantas verdes ainda eliminam o oxigênio, gás de fundamentalimportância nos processos respiratórios das próprias plantas, bem como de todos os animais. Por aí se vêa suma importância da fotossíntese (e da luz solar) para a vida. As plantas são seres autotróficos, ou seja, são capazes de produzir o seu próprio alimento. A luz solar é também indispensável ao sentido da visão dos animais em geral. Exerce, outrossim,papel importante na pigmentação da pele. Animais que vivem expostos à radiação solar mais intensa(como nos desertos e nas montanhas) são normalmente mais pigmentados, ao passo que os que vivemem lugares sombrios (nas cavernas) por exemplo são despigmentados. Certos seres vivos são capazes de produzir luz. É o que se chama bioluminescência. Incluemcertas bactérias, protozoários, insetos (como vagalumes) e ainda algumas espécies de peixes. Nas células destes seres há uma proteína especial chamada de luciferina, que produz luz com aação de um fermento ou enzima chamada de luciferinase. 13
  14. 14. 2º) Água ... não se concebe a vida sem a água. Pelo menos nos moldes como a vida é encontrada aqui naTerra. Ela faz parte da composição química das células de todos os seres vivos; toma parte em todos osprocessos biológicos celulares; dissolve um sem-número de substâncias (chamadas por isso hidrófilas)que estão constituindo o protoplasma; é o solvente dos colóides protoplasmáticos. A água atua comoreagente químico em muitos processos metabólicos.QUANTIDADE DE ÁGUA NOS SERES VIVOS Sua quantidade nas espécies varia de uma para outra. A água-viva, por exemplo, apresenta cercade 95% de seu peso em água. Já as sementes apresentam em teor entre 10 a 20%. Mesmo dentro deuma espécie, essa quantidade hídrica vai depender da idade do indivíduo considerado. A criança, aonascer, tem uns 90%. O adulto, contém 65%. Além disso, deve-se levar em conta que há variaçãotambém de órgão para órgão. Há certos vegetais que só vivem em lugares onde haja água. São os vegetais hidrófilos ouhidrófitos. Mas há outros que, ao contrário, conseguem viver em lugares áridos ou semi-áridos, como acaatinga do Nordeste. São os vegetais xerófilos ou xerófitos. Ex.: mandacaru, cactus, palmas, umbuzeiro, juazeiro, xique-xique etc.3º) Umidade do Ar (Grau Higroscópico do Ar) O grau higroscópico do ar de uma certa região é fator de fundamental importância nas paisagensflorísticas e nos aspectos faunísticos dessa mesma região. Alta umidade do ar corresponde a uma vegetação higrofítica como a que se desenvolve emambientes úmidos, situando-se, nesses casos, também os vegetais umbrófilos que vivem às sombras dasárvores maiores em plena floresta tropical, como é o caso dos musgos, das samambaias, das avencasetc., que não resistem à exposição direta ao sol. Baixo grau higroscópico do ar corresponde ao contrário a uma vegetação tipicamente xerofítica,como acontece nas caatingas nordestinas, assoladas por um clima árido ou semi-árido, com pequenaquantidade pluviométrica anual, ambiente propício para a Família das Cactáceas. Os animais que procuram viver em ambientes úmidos, como as lesmas, os caracóis, minhocas,muitos vermes terrestres, são denominados de higrobiontes, ao passo que aquele que preferem ambientessecos, como é o caso das abelhas, tatus, teius, cotias, lagartos etc., são ditos xerobiontes.4º) Pressão Atmosférica Ao nível do mar, a pressão atmosférica é de apenas 1 atm = 760 mmHg. À medida que se sobe, apressão atmosférica diminui de valor; assim, nas grandes altitudes, a pressão é bem menor que ao níveldo mar. É aí também menor o teor de oxigênio atmosférico — o que faz com que o número de glóbulosvermelhos no sangue dos animais mamíferos aumente por milímetro cúbico (poliglobulia ou policitemia). Ao contrário, a cada 10 metros de profundidade nos mares e oceanos corresponde um aumento deuma atmosfera de pressão, de sorte que nos abismos do fundo do mar a pressão é bem acentuada.5º) Salinidade Há animais estritamente marinhos. Nunca suportariam a água doce. Por exemplo, osEquinodermas. Outros são estritamente de água doce (dulcícolas). E nesse segundo caso se situamtodos os Anfíbios. São animais estenohalinos: não suportam variações de salinidade do meio ambiente. Existem vegetais que só conseguem viver em meio onde devam absorver sais em altasconcentrações. Várias espécies do gênero Salicornia constituem colônias exatamente nos lugares maissalgados à beira-mar, assim como nas salinas abandonadas. Ainda neste grupo estão os vegetais dos 14
  15. 15. nossos manguezais, das nossas praias. Denominamos a estas formações de halófitas (ou vegetaishalófilos). Por outro lado, há animais que podem suportar variações de salinidade, de tal maneira que chegammesmo a mudar de ambiente. Do mar passam para os rios ou vice- -versa. São os Erihalinos. Ex.: Salmão e Enguias.6º) Temperatura É a temperatura um dos mais importantes fatores abióticos. É ela que determina a distribuição dosvegetais e, em conseqüência, a distribuição dos animais. Como sempre, cada espécie de ser vivo suporta um mínimo e um máximo de temperatura ambiente,cujo intervalo entre o mínimo e o máximo está localizado um ponto ótimo de temperatura. As plantasgeralmente não suportam um ambiente acima de 40 °C mas, como exceção, vamos encontrar aschamadas algas termais, que suportam temperatura ambiente de até mais de 65 °C.CLASSIFICAÇÃO DOS ANIMAIS QUANTO À TEMPERATURAOs animais podem ser de dois tipos gerais, segundo a temperatura corporal:a) Animais Homeotérmicos - são aqueles de temperatura corporal constante. São os animais de sangue quente. São animais que conseguem mantê-la constante, apesar das variações da temperatura do ambiente, daí serem chamados de sangue quente, como os mamíferos e as aves. Estes animais têm um Centro Termorregulador. São seres euritérmicos, pois suportam grandes variações de temperatura ambiente.b) Animais Pecilotérmicos ou Heterotérmicos - são aqueles de temperatura corporal variável. São animais que não conseguem mantê-la constante. Ela desce ou sobe, acompanhando as flutuações do meio. Exemplo: todos os animais, com exceção das aves e dos mamíferos. Os Pecilotérmicos são ESTENOTÉRMICOS, pois não suportam grandes variações de temperatura ambiente. 15
  16. 16. BIOSFERA Etimologicamente, significa esfera da vida. Recebe o nome de Biosfera a camada da Terra ocupada pelos seres vivos. Constitui-se de trêsbiociclos, a saber:Biociclosa) Epinociclo ou biociclo terrestre (domínio terrestre);b) Talassociclo ou biociclo das águas salgadas (domínio marinho);c) Limnociclo ou biociclo das águas doces (domínio dulcícola).TalassocicloO Talassociclo é dividido quanto à penetração da luz solar em três regiões:a) Região eufótica - fortemente iluminada. A luz solar penetra ativamente até uns 80 metros. Devido a esta luz intensa, as algas ali vivem abundantemente;b) Região disfótica - difusamente iluminada. A luz solar encontra dificuldade de penetrar além dos 200 m. Assim, a região disfótica vai até 200 m de profundidade oceânica;c) Região afótica - totalmente escura, onde é ausente a vida vegetal e, em conseqüência, a fauna é formada de animais carnívoros.Seres vivos do talassocicloa) Seres Planctônicos ou Seres do Plâncton - seres que se deixam levar ao sabor das correntezas. São seres microscópicos ou não que flutuam passivamente sobre a superfície das águas.Exemplos: Fitoplanctônicos - são os vegetais microscópicos ou milimétricos que flutuam passivamente nas águas. Ex.: as algas marinhas. Zooplanctônicos - são os animais flutuantes. Ex.: os protozoários marinhos.b) Seres Nectônicos ou Seres do Nécton - seres que se deslocam ativamente no seio da massa líquida. Ex.: peixes, mamíferos, tartarugas, medusas, polvos etc.c) Seres Bentônicos ou Seres do Bênton - seres que se arrastam no fundo dos mares ou estão fixos em um substrato rochoso.Limnociclo O limnociclo se divide em duas províncias:a) Província Lótica - compreende as águas com correnteza (rios, córregos, cachoeiras etc.);b) Província Lêntica - compreende as águas paradas (lagos, lagunas, pântanos etc.). 16
  17. 17. Damos o nome de fitolimno às águas retidas sobre as folhas (das Bromeliáceas, por exemplo) ou nos ocos dos troncos. Aí vivem as planárias, as larvas de insetos variados, protozoários, bactérias, fungos, cianobactérias, etc.CICLOS BIOGEOQUÍMICOS ou CICLOS DA MATÉRIA Os decompositores, ao realizarem a decomposição de matéria orgânica, devolvem ao solo, à água eà atmosfera os elementos que formarão novos animais e vegetais, recomeçando o ciclo. Os ciclos biogeoquímicos incluem os componentes da cadeia alimentar e os componentesgeológicos.Ciclo da Água A água existe nos rios, lagos e mares. Através da evaporação forma as nuvens e volta como chuva. Os animais ingerem a água, os vegetais a absorvem para suas funções orgânicas, liberando umafração menor. Ao ingerir os vegetais, os animais também consomem água que, pela respiração, volta ao estado devapor. Ciclo da água 17
  18. 18. Ciclo do Carbono O CO2 existe no ar atmosférico numa proporçãoaproximada de 0,03% a 0,04%. Através da fotossíntese, ovegetal o transforma em glicose, que serve de alimento para osanimais, ou pela morte origina restos orgânicos. O CO2 volta aoar atmosférico através da respiração.Ciclo do O 2 O oxigênio existe no ar atmosférico numa proporção de21%. Este oxigênio é utilizado pelos animais e vegetais narespiração. O oxigênio é devolvido ao ar atmosférico atravésda fotossíntese. É bom lembrar que o O2 desprendido na fotossínteseprovém da água. Convém acrescentar que, na atmosfera, oozônio (O3) se converte em oxigênio (O2). Essa camada deozônio funciona como uma barreira protetora contra o excessode radiações ultravioleta que chegam à Terra.Ciclo do Nitrogênio O nitrogênio é um elemento químico que entra na composição de moléculas orgânicas, como osaminoácidos, as proteínas e os ácidos nucléicos. Trata-se de um elemento indispensável para acontinuidade da vida em nosso planeta. O nitrogênio é encontrado na atmosfera sob a forma de nitrogênio molecular (N2). Esse gás constituicerca de 78% da atmosfera terrestre e existe também dissolvido na água. Apesar de sua abundância, a grande maioria dos seres vivos não consegue aproveitá-lo. Assim, o N2penetra nos seres vivos, mas retorna ao meio, não sendo usado em nenhum fenômeno biológico.Fixação do Nitrogênio O nitrogênio, em sua forma molecular, é inaproveitável pela grande maioria dos seres vivos. Essefato impõe uma questão: como os organismos vivos conseguem fixar e incorporar o nitrogênio molecularem seus compostos nitrogenados? A resposta está na existência de algumas bactérias e certas cianofícias, capazes de fixar o nitrogêniodo ar atmosférico ou o dissolvido na água. As bactérias que fixam o nitrogênio molecular pertencem a dois gêneros: Rhizobium e Azotobacter.As do gênero Rhizobium vivem em mutualismo com as células das raízes de leguminosas, como feijão,soja, ervilha, alfafa e trevo, onde formam pequenos nódulos. Essas bactérias conseguem fixar cerca de300 kg de N2 por hectare, anualmente. São elas as grandes responsáveis, em termos quantitativos, pelafixação da maior parte do N2 atmosférico. As bactérias do gênero Azotobacter vivem livremente no solo e fixam, em média, 5 kg de N2 porhectare, anualmente. 18
  19. 19. As cianofícias fixadoras de nitrogênio molecular são encontradas principalmente na água e em solosencharcados. As bactérias e cianofícias, após fixarem o nitrogênio molecular, fazem a sua conversão em nitratos(NO3). Esse fenômeno é denominado nitrificacão: Após a conversão, os nitratos, então dissolvidos naágua, são absorvidos pelos vegetais, que os usam na síntese de seus aminoácidos e proteínas. Uma quantidade mínima de nitrogênio atmosférico é fixada naturalmente por meio das descargaselétricas e raios cósmicos que fornecem a energia necessária para esse processo. A fixação do nitrogênioatmosférico também pode ser feita artificialmente por processos industriais. Um exemplo é a produção defertilizantes.O Nitrogênio em Animais e Vegetais As proteínas, sintetizadas pelos vegetais, podem chegar aos animais através das cadeias alimentares ou, ainda,ir para o solo com a morte da planta. Os animais possuindo proteínas excretam subprodutos de seu metabolismo, na forma de compostosnitrogenados como amônia, uréia e ácido úrico. Estes, uma vez eliminados, vão para o solo. Ciclo do Nitrogênio 19
  20. 20. Importância das Leguminosas As leguminosas, pela sua associação com bactérias fixadoras de nitrogênio, têm grande importânciana nutrição animal e na agricultura. Na nutrição animal, as leguminosas como soja, feijão, ervilha ealfafa constituem razoável fonte de proteínas. Na agricultura, o cultivo alternado de outras plantas comas leguminosas é um dos melhores procedimentos para evitar o empobrecimento do solo. Enquantoboa parte das plantas de cultivo agrícola esgota a maioria dos compostos nitrogenados do solo, asleguminosas repõem esses nutrientes, graças ao mutualismo que apresentam com as bactérias fixadorasde nitrogênio. Daí a grande importância da rotação de culturas com as leguminosas. As leguminosas podem ser usadas também como adubo verde, um tipo natural de adubação dosolo. As leguminosas, após a colheita, enterradas no próprio local de plantio, fornecem pela decomposiçãoum solo rico em compostos nitrogenados. Como essa decomposição é lenta, o adubo verde forma umaverdadeira camada protetora do solo.Bactérias Nitrificantes As bactérias nitrificantes são responsáveis pelos fenômenos de nitrificacão. Elas transformam a    2   amônia ou os íons amônio em nitritos NO e nitratos NO . São encontradas no solo e na água. 3 A nitrificacão é um fenômeno que se processa em duas etapas distintas: nitrosação enitratação.   A nitrosação consiste na oxidação dos íons amônio NH ou da amônia (NH3) transformando- 4   os em nitrito NO . Estes, embora solúveis na água, são tóxicos para as plantas superiores. A nitrosação 2é realizada pelas bactérias do gênero Nitrosomonas e pode ser assim esquematizada:  NH4 + 2 O2    NITROSOMON AS  2H2O + NO + energia 2 A nitratação consiste na transformação dos íons nitritos (NO) em nitratos (NO). Tambémsolúveis em água, os nitratos podem ser absorvidos pelos vegetais. A nitratação é realizada pelasbactérias do gênero Nitrobacter, podendo ser representada da seguinte forma:  2 NO + O2 2    NITROBACTE R  2 NO + energia 3 As bactérias nitrificantes são exemplos de seres autótrofos quimiossintetizantes. Essas bactériasobtêm energia para a síntese de seus compostos orgânicos, oxidando substâncias inorgânicasnitrogenadas. Elas só operam em condições aeróbias, isto é, só na presença do oxigênio (O2) no solo ouna água.Bactérias Denitrificantes ou Desnitrificantes Essas bactérias transformam os nitratos e compostos amoniacais (NH 3 ou NH) em nitrogênio molecular.Pertencem a esse grupo as bactérias do gênero Pseudomonas, encontradas no solo e na água. A denitrificaçãopode ser assim esquematizada:  Glicose + NO - 3   CO PSEUDOMONAS 2 + H2 O + N 2 + energia 20
  21. 21. As bactérias denitrificantes podem viver tanto na presença como na ausência do oxigênio. Napresença do oxigênio (O2), a taxa de denitrificação não é elevada. Nessas condições, as bactériasdenitrificantes usam o O2 disponível para oxidar os seus compostos orgânicos. Na ausência do oxigênio, tanto no solo como na água, a taxa de denitrificação torna-se elevada, casoem que os nitratos e nitritos funcionam como aceptadores de elétrons e fornecem o oxigênio para aoxidação de seus compostos orgânicos. Quando isso ocorre, a denitrificação funciona como um processode respiração anaeróbia.ALELOBIOSE CONCEITO: é a parte da Ecologia que estuda as relações dos seres vivos entre si.Tipos de Relações entre os Seres Vivosa) Harmônicas ou Positivas – quando um ser não prejudica o outro.b) Desarmônicas ou Negativas – quando um ser prejudica o outro, ou quando a vantagem de um indivíduo determina dano ou desvantagem ao outro.Quanto às Espécies Relacionadasa) Interespecíficas ou Heterotípicas – quando os seres relacionados são de espécies diferentes.b) Intra-específicas ou Homotípicas – quando os seres relacionados são da mesma espécie.RELAÇÕES HARMÔNICAS INTER-ESPECÍFICASI. Mutualismo: (+/+) Relação harmônica interespecífica, em que há vantagens recíprocas e é necessária à sobrevivênciadas duas espécies. Há coexistência obrigatória.1) LÍQUEN = ALGA UNICELULAR (azul ou verde) + FUNGO (geralmente Ascomiceto). A alga realiza a fotossíntese através da qual fornece ao fungo a matéria orgânica. Este por sua vezfornece à alga CO2 + H2O + sais minerais, imprescindíveis à fotossíntese. Além disso, os fungos envolvemo grupo de Algas, protegendo-as contra a desidratação. Corte esquemático do talo de um líquen. 21
  22. 22. Alguns autores usam o termo simbiose como sinônimo de mutualismo. Atualmente o termosimbiose está resguardado a qualquer relação entre os seres de espécies diferentes, não importando otipo de relação. SIMBIÔNTICOS – são os seres que vivem em simbiose.2) BACTÉRIAS FÍXADORAS DE N2 + PLANTAS LEGUMINOSAS (= BACTERIORRIZA) Vimos no ciclo do nitrogênio que as bactérias fixadoras de nitrogênio formam nódulos nas raízes de plantas leguminosas, fixando o N2 para a planta. Em troca, as bactérias recebem o suco, do qual se nutrem.3) CUPINS + PROTOZOÁRIOS FLAGELADOS (Triconympha collaris) Sabemos que a celulase (enzima que hidrolisa a celulose) não é encontrada em muitos animais. O cupim alimenta-se de madeira com celulose. No seu intestino existe um protozoário que possui a enzima, hidrolisando a celulose e originando glicose para ambos sobreviverem.4) Ocorrem também em ruminantes a associação com bactérias. Tais bactérias promovem a digestão da celulose. Elas vivem na pança ou rúmen dos ruminantes.5) Mutualismo entre o homem e as bactérias produtoras de vitamina K, que vivem no nosso intestino grosso.Il. Protocooperação: (+/+) Associação harmônica interespecífica em que os seres se beneficiam, não havendo a coexistênciaobrigatória. A protocooperação é um mutualismo não-obrigatório. Exemplos:1. O Paguro é um crustáceo marinho (caranguejo) apelidado de Bernardo, o Eremita, que possui o abdômem mole. Para se proteger dos inimigos naturais, o Paguro coloca uma concha abandonada por um molusco para proteger o seu abdômem, e sobre si coloca uma ou duas actíneas, que são Celenterados ou Cnidários, que produzem um veneno que não o afeta, mas é tóxico para os seus inimigos. A actínea tem o seu alimento fornecido pelo Paguro. A actínea e o paguro podem viver isoladamente, porém com a associação vivem melhor. A actínea é também chamada de anêmona-do-mar. 22
  23. 23. 2. JACARÉS + PÁSSARO-PALITO – Alguns vermes parasitam os jacarés, ao nível da faringe, causando falta de ar. Algumas aves (ex.: pássaro-palito) nutrem-se destes vermes. O jacaré se sente aliviado e as aves têm sua alimentação garantida. O jacaré abre a boca propositalmente, não fazendo nenhum mal à ave. É comum o jacaré se parasitar também por sanguessugas que ficam na sua boca. O sanguessuga serve também de alimento para o pássaro-palito.3. AVES (anum ou anus) + GADO – As aves se alimentam de carrapatos que parasitam o gado.III. Comensalismo ou Trofobiose: (+/O) É uma associação interespecífica em que um organismo procura recursos alimentares no outro, sem lhe causardanos. O termo comensalismo quer dizer comer em uma mesma mesa, ou aquele que come (come o que érejeitado por outro). Exemplos: 1. Protozoário + anfíbios (Opalina ranarum) (rãs e sapos) É um protozoário ciliado ANFÍBIO OPALINA O protozoário vive no tubo digestivo dos anfíbios, nutrindo-se dos excrementos. 2. O protozoário Entamoeba coli, que vive comendo detritos alimentares no intestino do homem. IMPORTANTE! Vejamos como é a relação entre Tubarões e Rêmoras e a relação entre Tubarão e Peixe-Piloto.TUBARÃO E RÊMORA OU PEIXE-PIOLHO Um tipo de peixe denominado rêmora se gruda através de ventosas à superfície dos tubarões, alimentando-se derestos das refeições dos mesmos. Esta relação é comensalismo. A rêmora é um comensal do tubarão: ela come restos de sua comida sem prejudicá-lo.TUBARÃO E PEIXE-PILOTO 23
  24. 24. A relação entre Tubarão e Peixe-Piloto (Naucrates ductor): o peixe-piloto leva o tubarão para os locais onde otubarão comerá suas vítimas. O peixe-piloto aproveita-se também da refeição. Esta relação é protocooperação, poisambos se aproveitam da relação. Exemplo de comensalismo: um tubarão e um peixe-piloto à sua frente. No vestibular, preste atenção à história contada.IV. Foresia: (+/O) É quando um ser vivo utiliza outro de espécie diferente como meio de transporte. O caso do tubarãoe a rêmora.V. Inquilinismo: (+/O) Relação interespecífica, harmônica, em que um indivíduo busca abrigo no outro sem lhe causardanos. Exemplos:1. O Peixinho Fierasfer, conhecido como Peixe-agulha, vive dentro de um equinoderma denominado Holotúria, ou Pepino do mar, só saindo daí para se alimentar. O peixe-agulha abriga-se no tubo digestivo do pepino do mar. Quando está sendo perseguido, o fierásfer esconde-se dentro do pepino-do-mar sem prejudicá-lo.2. As plantas epífitas (orquídeas, bromélias e algumas samambaias) se desenvolvem sobre vegetais de grande porte à procura de luminosidade. As plantas epífitas não parasitam o vegetal. Portanto, o Inquilinismo entre os vegetais é chamado de epifitismo.RELAÇÕES HARMÔNICAS INTRA-ESPECÍFICASI. Colônias 24
  25. 25. Relação intra-específica e harmônica em que seres da mesma espécie se mantêm ligados entre si,podendo ou não apresentar uma divisão de trabalho. Em geral, os seres perdem a capacidade de viverisoladamente. Nas colônias há uma profunda interdependência fisiológica entre os indivíduos que asconstituem.TIPOS DE COLÔNIASa) Homeomórficas ou lsomórficas: não há divisão de trabalho.b) Heteromórficas ou Anisomórficas: há divisão de trabalho. Exemplo de colônia PANDORINA ENDORINA VOLVOX As Algas (VOLVOX) associam-se, formando colônias, o mesmo acontecendo com Esponjas eCelenterados. O Volvox globator é uma colônia heteromórfica. A Obélia (Celenterado) é formada por uma colônia de indivíduos com divisão de trabalho: osgastrozóides se encarregam da nutrição, os gonozóides se encarregam da reprodução; há também osindivíduos encarregados da proteção, defesa, flutuação etc. As caravelas (Celenterados) são formadas por vários indivíduos: alguns reprodutores, outrosprotetores, através de tentáculos urticantes. Inclusive um indivíduo cheio de ar (flutuador) funciona comouma vela, arrastando os outros indivíduos. Como exemplos de colônias homeomórficas, citamos: ascolônias de corais, as colônias de estreptococos, colônia de cracas (crustáceos).II. Sociedades Diferem das colônias basicamente pela independência física exibida pelos seus integrantes. São relações intra-específicas, harmônicas, em que seres da mesma espécie não-ligadosanatomicamente e se agrupam para divisão do trabalho. Apresentam também profundo grau deinterdependência. Exemplo: abelhas, cupins ou térmitas, formigas.A SOCIEDADE DAS ABELHAS (Apis mellifera) Nesta sociedade podemos detectar a presença de três castas: rainha, operárias e zangões.a) Abelha rainha – apresenta o abdômem grande, cheio de ovos, sendo a única fêmea capaz de reproduzir. É uma fêmea fértil diplóide. Contém cerca de 300 ou mais ovaríolos.b) Abelha operária ou obreira – corresponde à maioria, responsável pela procura do néctar para confecção do mel. Possui ferrão e glândulas que secretam a cera. 25
  26. 26. c) Abelha zangão – é responsável pela fecundação da rainha, sendo em seguida morto por ela. A comunicação entre as abelhas é feita através de danças. A dança das abelhas constitui um rito no qual uma abelha informa às demais a localização do alimento em relação ao Sol e à colmeia.A SOCIEDADE DOS CUPINS Os machos e fêmeas formam casais com sua própria família. Os soldados têm como função ocombate e são alimentados pelas operárias. Há rei alado e rainha alada, sendo esta imensamentedesenvolvida; há também machos e fêmeas estéreis.A SOCIEDADE DAS FORMIGAS Exemplo: a Sociedade das saúvas. Em um formigueiro encontramos: as obreiras, fêmeas que não reproduzem; a rainha ou içá,encarregada da reprodução; os machos (soldados) e os reis (Bitus) existem para fecundar a rainha. Asoperárias são estéreis.III. Bandos São agrupamentos de animais da mesma espécie em que existe uma liderança. Exemplo: bando de andorinhas, bando de babuínos, as manadas de búfalos, as alcatéias (bandosde lobos), os cardumes etc. Os Bandos são agrupamentos temporários.RELAÇÕES DESARMÔNICAS1. Competição (+ / –) ou (– / –) – É uma rivalidade; é a luta pelo mesmo objetivo. A competição é importante na regulação do tamanho da população. A competição pode ser intra e interespecífica.2. Predatismo (+ / –) – Um indivíduo (o predador) alimenta-se de uma presa, que lhe serve de fonte de energia.3. Esclavagismo ou Escravagismo (+ / –) – Uma espécie escraviza outra. Exemplo: certas espécies de formigas capturam pulgões para que estes tenham acesso aos vegetais, facilitando a ação das formigas.4. Amensalismo ou Antibiose (+ / –) – É quando um ser vivo produz substâncias tóxicas que são prejudiciais a outros. Ou quando uma espécie inibe o crescimento de uma outra, chamada de amensal. 26
  27. 27. Exemplo: O fungo Penicilium notatum (mofo verde) produz a penicilina, que age destruindo ou inibindo o crescimento de bactérias. Outro exemplo clássico é observado no fenômeno conhecido por maré vermelha; aqui ocorre proliferação excessiva de certas algas planctônicas unicelulares (Dinoflageladas), que passam a liberar no meio ambiente quantidades significativas de toxinas, provocando a morte de indivíduos de inúmeras espécies marinhas.5. Mimetismo (+ / –) – do grego: mimetis = imitação. É uma adaptação que certas espécies apresentam e que consiste em imitar outras espécies, partes ou objetos do meio ambiente, de modo que, passando despercebidas, têm facilitado seu processo de defesa ou seu acesso a presas. Mimetismo é a arte de camuflagem. Tipos de mimetismo: a) Por Homocromia; b) Por Homotipia; c) Batesiano.a) Por Homocromia – quando um indivíduo imita a cor de outro, ou a cor do meio onde vive. Exemplo: gafanhotos na grama; os ursos polares na neve etc.b) Por Homotipia – quando um indivíduo imita a forma de objetos do meio ambiente. Exemplo: o inseto bicho-pau, que imita ramos secos.c) Batesiano – (em homenagem ao naturalista inglês Bates, que foi o primeiro a descrevê-lo) - quando um indivíduo imita outros perigosos. Exemplo: a falsa-coral, que imita a coral verdadeira; a borboleta-coruja, em cujas asas existem manchas que lembram os olhos da coruja.6. Parasitismo (+ / –) - É uma relação interespecífica, desarmônica, em que um indivíduo vive às custas do outro, espoliando-o, podendo até matá-lo por acidente.Características do parasita:a) O parasita se aloja no hospedeiro (internamente ou externamente);b) O parasita causa danos ao hospedeiro;c) O parasita apresenta adaptações parasitárias.Exemplo: ventosas, como é o caso das Taenias, da Fascíola hepática etc.Hóspede ou bionte – é o parasita.Hospedeiro ou biosado – é o parasitado, que pode ser Intermediário ou Definitivo.Hospedeiro Intermediário – é aquele no qual o parasita se reproduz assexuadamente.Hospedeiro Definitivo – é aquele no qual o parasita se reproduz sexuadamente.Tipos de Parasitas:a) Parasitas Animais = zooparasitas. Exemplo: determinados Insetos, Vermes etc.b) Parasitas Vegetais = fitoparasitas. Exemplo: erva de passarinho. 27
  28. 28. Quanto à localização:1. Ectoparasitas - Vivem do lado de fora do hospedeiro, ou seja, exteriormente. Exemplo: piolho, pulga, sanguessuga, carrapatos etc.2. Endoparasitas - Vivem no interior do hospedeiro. Exemplo: Ascaris, Taenias, Entamoeba histolytica etc.Quanto ao ciclo biológico ou ciclo evolutivo:1. Monoxenos ou Monogenéticos ou Autoxenos - Quando têm todo o ciclo evolutivo em um único hospedeiro. Exemplo: Ascaris lombricóides, Oxiúros etc.2. Heteroxenos ou Digenéticos - Quando têm, durante o ciclo evolutivo, mais de um hospedeiro. Exemplo: a Taenia solium parasita o porco e o homem. A Taenia saginata tem como hospedeiro intermediário o boi e definitivo, o homem.LEITURAPOLUIÇÃO O termo poluição é normalmente aplicado apenas às alterações ambientais provocadas pelohomem. De maneira geral, a poluição pode ser conceituada como qualquer mudança nas propriedadesfísicas, químicas ou biológicas de um determinado ecossistema, ocasionada ou não pela ação humana eque acarreta prejuízos ao desenvolvimento das populações ou cause desfiguração da natureza.A. Gases tóxicos1. MONÓXIDO DE CARBONO (CO) O monóxido de carbono é um gás inodoro e incolor que normalmente constitui o principal poluenteencontrado na atmosfera. É produzido sempre que ocorre a queima de algum combustível portador decarbono. Uma vez inspirado, o CO passa dos alvéolos pulmonares para o sangue, penetrando nashemácias e estabelecendo com a hemoglobina uma ligação tão estável (carboxiemoglobina), que essaimportante molécula torna-se completamente inutilizada para o transporte de oxigênio, pois o O2 nãoconsegue deslocar o CO que se acha ligado à hemoglobina.2. Dióxido de carbono (CO 2 ) O dióxido de carbono (gás carbônico) encontra-se na atmosfera numa proporção em torno de 0,04%,servindo de matéria-prima para a atividade fotossintetizante das plantas clorofiladas. Mas existeatualmente uma forte tendência de aumento desse gás na atmosfera, provocado principalmente pela 28
  29. 29. excessiva combustão do carbono fossilizado (petróleo, carvão), o que pode acarretar, segundo alguns, ochamado efeito estufa.3. Dióxido de enxofre (SO 2 ) O SO2 é um dos poluentes mais comuns na atmosfera, onde aparece como resultado da atividadevulcânica, da decomposição natural da matéria orgânica e da combustão de carvão e petróleo. A presençaexcessiva de SO2 no ar atmosférico pode exterminar quase totalmente muitas espécies vegetais oucomprometer seriamente a produtividade de plantas cultivadas. Nos seres humanos, o SO2 acarreta irritação dos olhos, da pele, do nariz e da garganta, bronquite,estreitamento dos bronquíolos e até mesmo morte, especialmente em indivíduos atingidos por afecçõescardíacas e pulmonares. O SO2 é um dos principais fatores geradores das chamadas chuvas ácidas. Na atmosfera úmida, oSO2 passa por transformações até originar ácido sulfúrico; óxidos de nitrogênio, por sua vez, originamácidos nítricos. Esses ácidos conferem à água da chuva uma acidez que pode apresentar um pH em tornode 4 ou até menos. Formam- -se, assim, as chuvas ácidas, que podem acarretar danos materiais(corrosão de carros, mármores etc), envenenamento de rios (causando a morte de peixes diversos), danosàs folhas de inúmeras espécies vegetais, com comprometimento da produtividade etc.INVERSÃO TÉRMICA Normalmente, a luz solar é absorvida pela superfície terrestre e irradiada na forma de raiosinfravermelhos (calor) que provocam o aquecimento do ar superficial. O ar atmosférico das camadassuperiores é, porém, mais frio e, portanto, mais denso que o ar das camadas inferiores (superficiais).Então, em condições normais, o ar frio (das camadas superiores) desce, enquanto o ar quente (dascamadas inferiores) sobe, acarretando um contínuo fluxo de ar entre as altas e as baixas camadas daatmosfera. Entretanto, principalmente no inverno, pode ocorrer um fenômeno natural chamado inversãotérmica. Nessas condições, o solo esfria ou o ar das camadas superiores aquece, de maneira que o arinterior, mais frio, não sobe, interrompendo-se o fluxo de ar entre as altas e as baixas camadas daatmosfera. Esse fenômeno, aliado à ausência de ventos, agrava fortemente a poluição nos grandescentros, uma vez que os poluentes ficam retidos e concentrados no ar inferior. Surge, então, o smog(palavra inglesa formada pela contração de smoke = fumaça; fog = névoa), uma névoa portadora depoluentes diversos. Muitas vezes, e principalmente pela alta concentração de SO2, o smog tem provocadoa morte de centenas de pessoas, geralmente idosas, com afecções pulmonares e cardíacas.4. Óxidos de nitrogênio Os óxidos de nitrogênio, juntamente com o freon (propelente dos aerossóis), são gases quecontribuem para a destruição da camada de ozônio (O3) situada nas altas camadas da atmosfera, podendoacarretar um aumento na incidência dos mutagênicos raios ultravioletas sobre a superfície terrestre.B. Eutrofização Eutrofização é o fenômeno pelo qual a água é enriquecida por nutrientes diversos, principalmentecompostos nitrogenados e fosforados. A eutrofização resulta da lixiviação de fertilizantes utilizados naagricultura ou da adição excessiva na água de lixo e esgotos domésticos, além de resíduos industriaisdiversos, como o vinhoto, oriundo da indústria açucareira. O enriquecimento da água favorece odesenvolvimento de uma superpopulação de microrganismos decompositores, que consomemrapidamente o oxigênio disponível. Em conseqüência, o nível de O2 da água reduz-se drasticamente,acarretando a morte por asfixia das espécies aeróbicas. O ambiente, então, passa a exibir uma nítidapredominância de organismos anaeróbicos, que produzem substâncias tóxicas diversas, como omalcheiroso ácido sulfídrico (H2S), com odor semelhante ao de ovos podres. 29
  30. 30. C. Pesticidas Pesticidas ou praguicidas são os produtos químicos utilizados no combate às pragas animais ouvegetais que prejudicam o homem e as plantas cultivadas. Um grande problema do uso de pesticidas reside nos deploráveis abusos praticados pelo homem.Aqui vale a mesma observação aplicada a muitos medicamentos: o limite entre o veneno e o remédio estána dosagem aplicada. De fato, os inseticidas, por exemplo, são com freqüência utilizados em doses muitosuperiores àquelas necessárias; inúmeras vezes, ainda, os alimentos são colhidos e colocados paraconsumo antes que o inseticida perca seu efeito tóxico. O mau emprego desses produtos, portanto, estáprovocando o envenenamento maciço dos nossos alimentos, com conseqüências potencialmentedesastrosas para o organismo humano. Os inseticidas clorados (DDD, DDT etc.) são dotados de médio ou alto poder residual e, emboramenos tóxicos do que os fosforados, podem-se acumular, às vezes, durante anos no ecossistema. Essesinseticidas têm uma notável resistência à biodegradação, podendo, em média, persistir ativos de dez aquinze anos no ambiente. Um exemplo clássico do efeito cumulativo dos inseticidas ocorreu num lago da Califórnia (EUA).Aplicou-se DDT nesse lugar para o combate a determinados mosquitos, numa proporção de 0,014 ppm(ppm = parte por milhão) de DDT em relação à água ambiental. O inseticida foi absorvido pelo fitoplânctone transferido, sucessivamente, para o zooplâncton, os peixes planctófagos e os peixes carnívoros, atéatingir, finalmente, os mergulhões (aves piscívoras). Nessas aves, as doses encontradas de DDT atingiamaté 2500 ppm, significando que o inseticida havia se concentrado nelas mais de 1 700 000 vezes emrelação à proporção inicialmente encontrada na água do lago. No início do tratamento existiam cerca de 30000 casais férteis de mergulhões na região; no final do tratamento, a região abrigava apenas 30 casaisaparentemente estéreis, fato que ilustra a verdadeira devastação que o inseticida ocasionou na populaçãodessas aves, situadas nos últimos elos das cadeias alimentares das quais participam. Evidentemente, oefeito cumulativo deve-se ao fato de o produto tóxico, não sendo biodegradável, permanecer inalterado eser transferido ao longo da cadeia, com perdas relativamente pequenas. 30
  31. 31. Concentração de DDT ao longo das cadeias alimentares em um lago (valores em partes por milhão). DDT Carnívero 2 Carnívoro 1 Herbívoro Plantas Concentração de resíduos de DDT, ao longo de uma cadeia alimentar. A concentração do DDT aumenta ao longo da cadeia, atingindo nos carnívoros níveis muito altos.D. Radiatividade Entre os vários poluentes radiativos, um dos mais perigosos é o estrôncio 90, que é um elementometabolizado pelo organismo de forma semelhante ao cálcio. Como imitador do cálcio, o estrôncio 90,que pode ser adquirido pela ingestão de leite e ovos contaminados, aloja-se nos ossos, próximo à medula. 31
  32. 32. A radiatividade emitida pode alterar a atividade da medula óssea na produção de células sanguíneas, como perigo de levar o indivíduo a uma forte anemia ou a adquirir leucemia. O perigo da radiatividade pode ser tristemente comprovado no Brasil, em setembro de 1987. Umabomba de césio (equipamento usado para tratamento de câncer) abandonada nas antigas instalações deuma clínica, no centro de Goiânia, foi aberta a golpes de marreta num ferro-velho. A fonte radiativa, umapequena pastilha com pó de césio 137, ficou exposta durante vários dias e foi intensamente manuseada,contaminando mais de duzentas pessoas. Cerca de vinte adoeceram gravemente e algumas delasmorreram. Muitas áreas da cidade ficaram contaminadas e várias casas tiveram até de ser demolidas. Os elementos radiativos, entretanto, quando bem manipulados, podem ser muito úteis ao homem.Assim, o césio 137 e o cobalto 60 são muito utilizados em equipamentos para tratamento de tumorescancerosos ou em bombas que se prestam à esterilização de insetos nocivos à agricultura.E. Petróleo Uma camada de óleo sobrenadante, de 1 cm de espessura, basta para reduzir a capacidade de luzna água de cerca de 200 m para cerca de 20 m, afetando significativamente a atividade fotossintetizantedas algas situadas nas regiões mais profundas. A mancha negra dificulta a oxigenação da água,provocando a morte de inúmeras formas de vida aeróbicas por asfixia. O fitoplâncton envenenado transfere o óleo, através da cadeia alimentar, intoxicando os demaisníveis tróficos.F. Poluição sonora A intensidade de um som pode ser medida através de uma unidade chamada de decibel (o aparelhoque mede a intensidade de um som chama-se decibelímetro). Valor médio de decibéis produzidos em determinadas situações e atividades humanas: Decibéis: Situação Efeitos no organismo (aprox.)a) Janelas abertas para a rua de circulação 60 Possível interferência no sono. média.b) Pessoas conversando animadamente. 70 Limite de desconfortoc) Rua de circulação intensa. 80 Irritaçãod) Rua de circulação intensa no horário do Risco de problemas auditivos e nervosos, 90 rush. sob exposição prolongada.e) Britadeira, buzina veicula com Risco de surdez, sob exposição de 8h ou 100 escapamento aberto, ônibus acerando. mais ao dia.f) Discoteca. 110 Risco de surdez, problemas nervosos.g) Avião a jato decolando a 100m de Início de dor, problemas variados, sob 120 distância exposição frequente. A poluição sonora pode diminuir gradualmente a audição. A surdez progressiva é comum em pessoas submetidas a sons fortes em seu trabalho (indústriaspesadas, serrarias etc.). Intensidades sonoras a partir de 120 decibéis são estressantes, estimulam aprodução de adrenalina e, se uma pessoa for submetida durante longo tempo a tais intensidades, poderáter distúrbios nervosos, enfarte, úlcera gástrica e outras doenças de stress. 32
  33. 33. Segundo as diretrizes da Comunidade Econômica Européia, o nível máximo de ruído nas fábricas deve ser de 85 decibéis. Quando esse nível for superado, os trabalhadores devem ser informados, além de terem à sua disposição protetores auriculares. Se o ruído chegar a 90 decibéis, devem ser tomadas medidas para diminuí-lo, e o uso dos protetores será obrigatório. O nível médio de ruídos (= sons fortes e indesejáveis) no Rio de Janeiro, considerada uma das cidades mais barulhentas do mundo, é de 85 decibéis, quando o padrão aceitável é de 55 decibéis, no máximo.Combate à poluição sonora (algumas medidas)I. O tráfego terrestre pesado e o aéreo devem ser mantidos afastados dos centros residenciais e das áreas de lazer.II. Os aeroportos só devem ser construídos longe dos centros urbanos.III. Manutenção de áreas verdes, pois uma vegetação protetora funciona como isolante acústico e elimina boa parte dos ruídos.IV. É necessário que se façam campanhas educativas para evitar buzinadas desnecessárias, freadas violentas e escapamentos abertos (proibidos por lei).V. Uso de técnicas de isolamento acústico em residências, equipamentos protetores para pessoas que trabalham expostas a ruídos e dispositivos que reduzam o barulho das máquinas.EFEITO ESTUFAA TERRA ESTÁ ESQUENTANDO Desde que as indústrias surgiram, a atmosfera do nosso planeta vem recebendo continuadamentevários tipos de gases eliminados pelas chaminés das fábricas. Muitos desses gases são tóxicos e, portanto, prejudiciais às várias formas de vida. Outros podem atémesmo ser utilizados por alguns seres vivos. Mas todos eles provocam profundas alterações no clima doplaneta caso seu acúmulo na atmosfera seja excessivo. Um dos gases responsáveis por isso é o gás carbônico, o CO2 . Ele provém da respiração dosanimais e das plantas e, principalmente, de queima de carvão, xisto, lenha, de combustíveis fósseis –petróleo e seus derivados – para obtenção de energia. O acúmulo de CO2 na atmosfera tem formado uma camada em torno da Terra, impedindo queparte do calor recebido por ela seja liberado. Essa camada funciona, então, como uma capa, demaneira que nosso planeta passa a funcionar de modo semelhante a uma estufa. A teoria científica que previa esse fato, chamada de efeito estufa, permaneceu obscura durantenoventa anos. Só recentemente ela passou a ter grande aceitação entre os cientistas, na medida em que omundo foi se tornando mais quente que em qualquer outra época. Para se ter uma idéia, na década de 80tivemos os quatro anos mais quentes do século. O aumento da temperatura poderá provocar o degelo das calotas polares, ocasionando um aumentono nível dos mares. Com a subida dos mares, as cidades litorâneas desaparecerão, as vegetaçõesmorrerão e as plantações serão destruídas. Nas próximas décadas, por exemplo, os Estados Unidospoderão perder uma parte do seu litoral equivalente ao tamanho do Estado de Massachusetts e 25% desua safra na região das grandes planícies. Essas previsões constam de um relatório da Agência de Proteção do Ambiente, dos Estados Unidos.Elas estão baseadas em dados aceitos de que a temperatura mundial deverá aumentar de 3 a 9 °C atémeados do próximo século. Esse documento afirma que a mudança de clima mundial terá implicações significativas sobreos ecossistemas naturais. Isso influirá sobre a época e os métodos de plantio; sobre adisponibilidade de água, sobre o estilo de vida nas cidades; a desova dos peixes; e sobre o uso daspraias para a recreação. 33
  34. 34. Pode-se dizer que, caso as concentrações de CO2 na atmosfera continuem aumentando no mesmoritmo, a vida na Terra será muito diferente no futuro, pois a fauna e a flora terão dificuldades em se adaptaràs rápidas mudanças do clima. Resta perguntar quais serão os custos dessas mudanças para aspopulações do nosso planeta. (Adaptado de Michael Weisskopf).ALTERAÇÕES NA CAMADA DE OZÔNIO:UMA AMEAÇA À VIDA NA TERRA Nesta última década, a camada de ozônio que envolve a Terra, protegendo-a contra os perigosos raiosultravioleta do Sol, tem diminuído gradativamente. Quanto mais os cientistas investigam a causa da diminuição de ozônio na atmosfera, mais certos estão de queum composto químico chamado clorofluorcarbono, produzido pelo homem, está por trás desse desastre. O gás clorofluorcarbono – ou CFC – é usado em sprays de inseticidas, produtos de limpeza e tintas, noscircuitos de refrigeração de geladeiras e ar condicionado, além de entrar na composição de embalagens porosas desanduíches e ovos. Quando liberado, o CFC passa intacto pela troposfera, alcançando a estratosfera. Ali os raios ultravioletaquebram as partículas do gás, que começam, então, a se combinar com o ozônio, transformando-o em oxigênio. As conseqüências mais graves da ação destruidora do CFC e de outros gases tão perigosos quanto ele (metanoe óxido nitroso) se fazem sentir principalmente na Antártida, onde cientistas ingleses e norte-americanos constataramum verdadeiro, rombo na camada de ozônio que se forma todo início de primavera. Verificou-se o mesmo fenômenosobre o Ártico, porém em menores proporções, apenas a cada estação fria. A explicação para o que ocorre nos pólos é a seguinte: Durante as estações mais quentes existem correntes de ar que se deslocam dos pólos para o Equador a baixasaltitudes, e do Equador para os pólos a altitudes mais elevadas. Porém, no inverno (que na Antártida começa emabril), essas regiões permanecem escuras e os ventos giram em círculos, atraindo as massas de ar de outras partesdo planeta, com grandes quantidades de substâncias químicas poluentes. É o vértice polar, que provoca um buracona camada de ozônio. Em setembro, com os primeiros raios ultravioleta, as partículas de CFC começam a quebrar,destruindo o ozônio. O buraco só se fecha em novembro com a renovação do ar vindo de outras regiões. Comprovada a agressão do CFC, o mais lógico seria acabar com a produção desse gás. Porém os interesses dasindústrias que o fabricam, assim como o conforto a que se acostumaram as pessoas que utilizam aerossóis eaparelhos de refrigeração, impedem que isso aconteça. No entanto é necessário que as pessoas se conscientizem de que o problema da destruição do ozônio é muitosério e compromete toda a vida do planeta. Isso porque a redução da camada de ozônio aumenta o índice de câncerde pele, além de comprometer o ciclo biológico dos animais e vegetais e alterar o clima da Terra. Para combater essa destruição, um primeiro passo já foi dado: em 1987, representantes dos maiores produtoresde CFC – Estados Unidos, Japão, Alemanha e França – assinaram em Montreal, no Canadá, o compromisso dereduzir a produção desse gás pela metade até o ano de 1999. Enquanto isso, alguns pesquisadores procuramencontrar um substituto para o CFC. Resta apenas perguntar até que ponto essas medidas são realmente eficazes e se elas não chegarão tardedemais... (Adaptado de artigo publicado em Superinteressante)CONTROLE BIOLÓGICO O controle biológico é uma técnica utilizada para combater espécies que nos são nocivas, reduzindo osprejuízos causados por elas. Comumente, esse método consiste em introduzir no ecossistema um inimigonatural (predador ou parasita) da espécie nociva, para manter a densidade populacional dessa espécie emníveis compatíveis com os recursos do meio ambiente. Quando bem planejado, o controle biológicoacarreta evidentes vantagens em relação ao uso de agentes químicos, uma vez que não polui o ambientee não causa desequilíbrios ecológicos.RESUMO 34
  35. 35. I. Conceitos ecológicos fundamentaisPopulação: conjunto de indivíduos da mesma espécie, vivendo em determinado ambiente e emdeterminada época.Comunidade: conjunto dos indivíduos das diversas espécies que vivem em um ambiente, numadeterminada época. É a parte biótica do meio.Ecossistema: a interação da comunidade (parte biótica) com os componentes não vivos (abióticos) doambiente.Bloma: conjunto de ecossistemas parecidos quanto à cobertura vegetal, espalhados pela Terra.Exs.: Floresta Pluvial Tropical Latifoliada, Savana, Floresta de Coníferas, Floresta Temperada Caducifólia.Biosfera: a reunião de todos os ecossistemas da Terra.Hábitat: o lugar do ambiente em que pode ser encontrado um ser vivo de determinada espécie. Aresidência do indivíduo. Nicho ecológico: o papel desempenhado por uma espécie no meio em que vive.A profissão da espécie. Ex.: o nicho ecológico do sapo consiste, no meio úmido em que vive, emalimentar-se de insetos, ser presa de corujas, reproduzir-se em meio aquático etc.II. Fluxo de energia do ecossistema - cadeias e teias alimentares pirâmide deenergia A energia descreve um fluxo unidirecional no ecossistema. A luz do Sol é captada pelos produtores - que executam a fotossíntese - e flui pelos consumidores e decompositores de uma teia alimentar. Cadeia alimentar representa os passos seguidos pela energia e inclui: produtores, consumidores e decompositores. No meio aquático, os produtores, representados pelo fitoplâncton (microalgas), fabricam alimento orgânico, consumido pelo zooplâncton (microcrustáceos), que são comidos por peixes pequenos, consumidos por peixes maiores, que servem de alimento para o homem. (Produtor) (Cons.1ário) (Cons.2ário) (Cons.3ário) (Cons.4ário) Fitoplâncton  Zooplâncton  Sardinha  Robalo  Homem DECOMPOSITORES (Bactérias e Fungos)  Teia alimentar: conjunto de todas as cadeias alimentares de um ecossistema. Pirâmide de energia: gráfico em forma de pirâmide que descreve o fluxo de energia ao longo de uma cadeia alimentar. Alargada na base, progressivamente os degraus são menos largos, o que evidencia que a energia, a cada nível trófico, vai diminuindo. 35
  36. 36. III. Ciclos biogeoquímicos Ciclo biogeoquímico: ciclo que descreve o trajeto dos elementos e substâncias minerais no ecossistema. Os mais importantes são o da água, o do carbono e o do nitrogênio. Ciclo do carbono: o carbono (gás carbônico) é introduzido nos seres vivos pela fotossíntese e a sua devolução para o meio ocorre pela respiração aeróbica, pela decomposição e pela combustão da matéria orgânica.  Ciclo de nitrogênio: é importante a participação de bactérias em todo o ciclo. Bactérias fixadoras, principalmente as do gênero Rhizobium (associadas a raízes de leguminosas - adubo verde), transformam o nitrogênio molecular em amônia. Bactérias nitrificantes transformam a amônia em nitritos e nitratos (que ficam disponíveis para os vegetais sintetizarem os seus aminoácidos). Bactérias denitrificantes fecham o ciclo ao efetuarem a devolução do nitrogênio molecular para a atmosfera.IV. Populações e interações biológicas na comunidade 36
  37. 37. Crescimento populacional: uma população apresenta crescimento no ambiente em que vive segundo umacurva do tipo S: fase inicial, de crescimento lento; fase acelerada, de crescimento rápido; fase de estabilização, emque não ocorre aumento da população. A densidade populacional aumenta nas fases iniciais, estabilizando-se aseguir. Toda população tende a crescer indefinidamente, segundo o seu potencial biótico. No entanto, fatores deresistência ambiental (predatismo, parasitismo, competições) limitam o crescimento populacional, fazendo-a respeitara capacidade limite (capacidade de carga) do ambiente, que é o número máximo de indivíduos da população que omeio suporta. Interações biológicas: os indivíduos das diversas espécies interagem no ecossistema. As interações podem ser intraespecíficas ou interespecíficas. Interações intraespecíficas: são interações que ocorrem entre indivíduos da mesma espécie. São exemplos as colônias (de algas, de esponjas) e as sociedades (de insetos sociais, como a das formigas e a dos cupins). Interações interspecíficas: são as interações que ocorrem entre indivíduos de espécies diferentes e podem ser divididas em dois tipos: simbioses (também chamadas de positivas ou harmônicas) e antagonismos (também chamadas de negativas ou desarmônicas). Simbioses podem ser: mutualismo (benefício para ambas as espécies e obrigatória), cooperação (benefício para ambas as espécies e não obrigatória) e comensalismo (benefício apenas para uma das espécies; para a outra, a interação é indiferente). O epifitismo é um tipo de inquilinismo onde, uma planta do tipo da orquídea, vive apoiado na planta hospedeira, sem prejudicá-la. Antagonismos podem ser: parasitismo, predatismo, esclavagismo, amensalismo, antibiose e competição interespecífica. Sucessão ecológica primária: seqüência de eventos que conduzem à formação de uma comunidade complexa em um ecossistema. Inicia-se com a instalação de organismos pioneiros (em rochas são os líquens, no meio aquático é o fitoplâncton), seguíndose uma fase de alterações constantes, até a formação de uma comunidade complexa, em estágio clímax. Na sucessão ecológica secundária que ocorre, por exemplo, após a derrubada de uma mata, atuam como pioneiros as gramíneas e diversas espécies de ervas invasoras. Segue-se a fase de alterações que culmina, com o tempo, na comunidade clímax.V. Poluição: a biosfera agredida CFC: a destruição da camada de ozônio. Aumenta a passagem de radiação ultravioleta para a Terra, com conseqüências desastrosas para o material genético dos seres vivos, o que provoca, no homem, aumento das taxas de câncer de pele. Gás carbônico e o efeito estufa: retenção da radiação infravermelha (calor) gerada pela radiação solar que atinge a Biosfera. Derretimento das calotas polares e alterações climáticas. Eutroficação: o despejo de matéria orgânica em lagos, rios e represas, levando à poluição da água e ao empobrecimento do oxigênio no meio aquático. DDT e o seu acúmulo nas cadeias alimentares (magnificação). O maior teor de DDT é encontrado nos consumidores dos últimos níveis tróficos das cadeias alimentares. 37
  38. 38.  Mercúrio do garimpo e o seu acúmulo na cadeia alimentar. A tragédia de Minamata. Poluição atmosférica por ozônio, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio (os dois últimos associados com a chuva ácida). Problemas pulmonares decorrentes dessa poluição. Desgaste de esculturas e obras de arte em conseqüência da chuva ácida. Controle biológico de pragas: uma alternativa viável, em contraposição à utilização de agrotóxicos. FONTE: RESUMÃO - ISTO É/ANGLOQuestão 01. (Cescem-SP) Analisando as trocas efetuadas entre o meio e cada nível trófico de uma cadeiaalimentar, nota-se:a) devolução de energia, de CO2 e de O2 para o meio. A energia não pode ser reutilizada. O CO2 é utilizado pelos produtores de O2, para seres vivos em geral;b) devolução de energia e de CO2 para o meio. A energia e o CO2 só poderão ser reutilizados pelos produtores;c) devolução de energia e de CO2 para o meio. A energia não pode ser reaproveitada. O CO2 pode ser reutilizado pelos produtores;d) aproveitamento total da energia incorporada e desprendimento de O2, que poderá ser utilizado na respiração dos seres vivos;e) aproveitamento total da energia incorporada e desprendimento de CO2, que poderá ser utilizado pelos produtores.Questão 02. (PUC) Na figura, que representa um ecossistema, ostermos componentes abióticos, produtores, consumidorese decompositores podem ser relacionados, respectivamente,com os seguintes números:a) 5, 1, 3, 3b) 5, 2, 3, 1c) 1, 2, 3, 5d) 4, 5, 1, 3e) 4, 1, 3, 5Questão 03. (Cescem-SP) Imagine uma teia alimentar que represente as relações entre bactérias, plantas,minhocas, cobras, preás e homens. 38
  39. 39. Nessa comunidade, a energia:a) é totalmente reaproveitada pelos vegetais;b) é totalmente reaproveitada pelos animais;c) vai diminuindo em cada nível da teia;d) vai aumentando em cada nível da teia;e) vai sendo recomposta em cada nível da teia;Questão 04. (Med. Santo Amaro) Pode-se considerar como um dos grandes princípios da Ecologia geral, o fluxounidirecional da energia. Considerando-se a energia utilizada por um organismo ou população, observa-se que é convertidaem calor e a seguir:a) é armazenada sob outra forma;b) passa a circular entre os componentes do ecossistema;c) é perdida pelo ecossistema;d) é captada pelos organismos de menor nível energético do ecossistema;e) difunde-se para outros ecossistemas de maior nível energético.Questão 05. (UMC-SP) A energia absorvida pelos mecanismos fotossintetizantes dos seres autótrofos, ao passarde um nível trófico a outro num ecossistema.a) permanece igual;b) aumenta;c) diminui;d) é totalmente consumida;e) perde-se totalmente;Questão 06. (Med. Santo Amaro) A quantidade total de matéria viva numa determinada área é denominada:a) população;b) ecossistema;c) biosfera;d) biomassa;e) bioma.Questão 07. (Cescem) A quantidade de nitrogênio atmosférico, fixada industrialmente, vem dobrando a cadaseis anos. As atuais culturas de leguminosas fixam, anualmente, mais nitrogênio (cerca de 10%) que todosos processos naturais somados. O crescimento da população humana e das populações de animaisdomésticos aumenta a quantidade de excretos nitrogenados. 39
  40. 40. Esta interferência do homem no ciclo do nitrogênio:a) poderá causar um desequilíbrio entre a fixação desse elemento e a dinitrificação, que só é feita por certas bactérias anaeróbicas;b) poderá ser contrabalançada por técnicas que aumentam o teor de oxigênio no solo, favorecendo a ação das bactérias dinitrificantes;c) não alterará em nada o equilíbrio entre reações que levam à fixação de nitrogênio e às reações de dinitrificação, uma vez que elas obedecem a uma seqüência cíclica;d) não alterará em nada o ciclo, mas levará a um melhor rendimento dos compostos nitrogenados;e) não alterará em nada o ciclo, mas deslocará seu equilíbrio para um outro ponto.Questão 08. (UFBA) A cultura de leguminosas enriquece o solo de produtos nitrogenados, razão por que elas sãocultivadas, alternadamente, com outras culturas. Este procedimento é justificado porque as leguminosas:a) transformam o nitrogênio do ar em nitratos;b) fixam o nitrogênio do ar, utilizando-o para a síntese de aminoácidos;c) possuem em suas raízes nódulos formados por bactérias nitrificantes;d) são parasitadas por bactérias capazes de fixar o nitrogênio do ar;e) abrigam em suas raízes fungos capazes de converter o nitrogênio do ar em amônia.Questão 09. (PUC-SP) Caso a população humana cresça exageradamente, você acha que a maneira maiseficiente de supri-la de energia, através de alimentos, será por meio de:a) vegetais verdes;b) carne de herbívoros;c) carne de carnívoros; .d) cogumelos;e) bactérias decompositoras.Questão 10. (Cescem-SP) Indicar a afirmativa errada. Uma diferença importante entre os ciclos de carbono e do nitrogênio na biosfera é a seguinte.a) espécies muito diversas podem executar a mesma fase do ciclo do carbono;b) ambos os ciclos podem ser considerados como completos no sentido de que as quantidades incorporadas anualmente na biosfera podem voltar à origem;c) nos dois ciclos aparecem compostos sólidos, líquidos e gasosos;d) partes determinadas do ciclo do nitrogênio são executadas por organismos pouco específicos;e) em ambos os ciclos intervêm organismos autotróficos e heterotróficos.Questão 11. (Med. Santo Amaro) São animais homeotérmicos:a) peixes e mamíferos; 40
  41. 41. b) peixes e aves;c) mamíferos e aves;d) aves e répteis;e) répteis e mamíferos.Questão 12. (Cescem-SP) Duas espécies de protozoários foram colocadas no mesmo frasco contendo um meiode cultura. Sabe-se que o potencial biótico da espécie I é de 1,46 e o da espécie II é de 0,88. O fator dedecréscimo da população da espécie I é de 0,006 e o da espécie II é de 0,13. Com base nestes dados, qual é o gráfico que representa as curvas de decréscimo das populações Ie II?Questão 13. (FCMSC-SP) O melhor gráfico dos seguintes, que retrata a situação de duas populações, uma depredadores (linha cheia) e outra de presas (linha interrompida) em Equilíbrio, é o:a) Nº tb) Nº tc) Nº t 41
  42. 42. d) Nº te) Nº tQuestão 14. (UFMG) O equilíbrio biológico de uma comunidade depende da proporção existente entre produtores,consumidores e predadores. Considerando que sejam eles assim representados:I. produtores.II. herbívoros.III. carnívoros. e que haja relacionamento entre eles, podemos considerar que:a) se I e II aumentarem, III diminuirá.b) se III aumentar, I e II diminuirão.c) se II diminuir, I aumentará e III diminuirád) se I diminuir, II e III aumentarão.e) se III aumentar, I e II aumentarão.Questão 15. (Goiânia) Duas populações de animais de espécies diferentes que vivem num hábitat e possuem asmesmas necessidades alimentares, apresentam a seguinte curva de crescimento. Interpretando o gráfico, pode-se afirmar que:a) não ocorreu competição entre as populações;b) a competição começa a ocorrer no momento C;c) a competição começa a ocorrer no momento D;d) ocorreu mutualismo no momento D.Questão 16. (Med. ABC) A tabela mostra três tipos diferentes de interação (I, ll e III) entre as espécies A e B,quando reunidas ou separadas: ESPÉCIES REUNIDAS ESPÉCIES SEPARADAS A B A BI – – 0 0II + + – –III + – – 0 42
  43. 43. Na tabela, (0) indica que a espécie não é afetada em seu desenvolvimento; (+) indica que odesenvolvimento da espécie torna-se possível ou é melhorado; (-) indica que o desenvolvimento daespécie torna-se reduzido ou impossível. De acordo com os dados, as interações I, II e III podem, respectivamente, corresponder a:a) competição, parasitismo e mutualismo;b) competição, mutualismo e parasitismo;c) mutualismo, competição e parasitismo;d) mutualismo, parasitismo e competição;e) parasitismo, mutualismo e competição.Questão 17. (UFMG) Espécies de peixes do gênero Fierasfer vivem geralmente no interior de holotúrias, onde serefugiam de seus inimigos. Esses peixes normalmente alimentam-se de pequenos crustáceos, podendoalgumas vezes, entretanto, comer as entranhas do seu hospedeiro. Essas associações, envolvendo o peixe e a holotúria, podem ser, respectivamente, dos tipos:a) parasitismo e parasitismo;b) inquilinismo e predatismo;c) mutualismo e parasitismo;d) parasitismo e comensalismo;e) inquilinismo e parasitismo.Questão 18. (UMC-SP) Num ecossistema, se o mesmo nicho ecológico é explorado simultaneamente por duasespécies, essas serão:a) simbiontes;b) mutualistas;c) parasitas;d) comensais;e) competidoras.Questão 19. (UMC-SP) Se novos nichos ecológicos são introduzidos num ecossistema, espera-se:a) um aumento da competição intra-específica;b) um aumento da competição interespecífica;c) um aumento da diversidade de espécies;d) uma diminuição na diversidade de espécies;e) que não haja alterações na comunidade.Questão 20. (Med. Bragança) Citam-se, a seguir, vários tipos de relação entre os seres vivos:I. Líquens, resultado da associação de alga, elementos produtores e fungos, elementos consumidores.II. Morcegos e tartarugas amazônicas cujos hábitos alimentares são o mesmo tipo de frutos.III. A rêmora, que se fixa aos tubarões através de ventosas, e, sem prejudicá-lo, economiza energia. 43
  44. 44. Baseando-se nas informações dadas, identifique a alternativa que na ordem I, II, III contenha anomenclatura adequada para tais tipos de associações.a) competição, mutualismo, comensalismo;b) comensalismo, mutualismo, competição;c) mutualismo, comensalismo, competição;d) competição, comensalismo, mutualismo;e) mutualismo, competição, comensalismo.Questão 21. (Cescem-SP) Esta questão baseia-se no esquema que representa uma teia alimentar: Neste esquema, os únicos organismos carnívoros estritos que ocupam dois níveis tróficos são osrepresentados pelo número:a) Ib) IIc) IIId) IVe) VQuestão 22. (PUC-SP) Numa sucessão de comunidade ocorre:a) constância de biomassa e de espécie;b) diminuição de biomassa e menor diversificação de espécies;c) diminuição de biomassa e maior diversificação de espécies;d) aumento da biomassa e menor diversificação de espécies;e) aumento de biomassa e maior diversificação de espécies.Questão 23. (PUC-SP) Qual destes ecossistemas apresenta maior produtividade primária?a) campo.b) floresta.c) tundra. 44
  45. 45. d) deserto.e) oceano profundo.Questão 24. (UCP-Pelotas) O mais extenso dos biociclos é conhecido como:a) bioma;b) epinociclo;c) limnociclo;d) plâncton;e) talassociclo.Questão 25. (Cescem-SP) Numa comunidade climática, como a floresta Amazônica, a produção de oxigênio é:a) igual ao próprio consumo, nada sendo incorporado a mais na atmosfera terrestre, visto que há aumento na biomassa;b) igual ao próprio consumo; nada sendo incorporado a mais na atmosfera terrestre, visto que não há aumento na biomassa;c) maior que o próprio consumo, incorporando-se o saldo à atmosfera terrestre, visto que há aumento na biomassa;d) maior que o próprio consumo, incorporando-se o saldo à atmosfera terrestre, visto que há aumento na biomassa;e) menor que o próprio consumo, retirando; pois, oxigênio da atmosfera, visto que a biomassa diminui.Questão 26. (FCMSC-SP) Considere o seguinte processo: em uma infusão predominam primeiramente algas, emseguida ciliados e finalmente rotíferos. O processo considerado é um caso de;a) cadeia alimentar;b) teia alimentar;c) sucessão;d) metamorfose;e) pirâmide de números.Questão 27. (FCMSC-SP) O fluxo de energia que atravessa determinado nível trófico constitui a produtividadebruta, que é a soma da produtividade líquida é da energia das substâncias perdidas para a respiração. Assim, se considerarmos os produtores, a produtividade bruta corresponde ao total de energia:a) assimilado por eles na fotossíntese;b) incorporado à sua biomassa;c) disponível para os herbívoros e decompositores;d) consumido pelos herbívoros e decompositores;e) incorporados à biomassa de herbívoros e decompositores.Questão 28. 45
  46. 46. (PUC-SP) Durante o processo de evolução de uma comunidade ou sucessão ecológica, não seobserva:a) aumento de produtividade primária;b) aumento de taxa respiratória;c) aumento de complexidade da cadeia alimentar;d) diminuição do fluxo de energia;e) diminuição da biomassa.Questão 29. (PUC-SP) No ciclo do nitrogênio esquematizado a seguir, as etapas de nitrificação, fixação edinitrificação estão, respectivamente, indicadas por:a) III, I e IIb) I, II e IIIc) I, III e IId) II, III e Ie) II, I e IIIQuestão 30. (PUC-SP) Em uma região, duas espécies de artrópodes (I e Il), que apresentavam hábitosalimentares diferentes, vinham sendo estudadas por alguns pesquisadores. Após certo tempo de estudo foiintroduzida nessa região uma outra espécie (III), constatando-se em seguida alterações nas duaspopulações anteriores, conforme é mostrado no gráfico a seguir. A seta e a linha pontilhada indicam, nográfico, o movimento em que a nova espécie foi introduzida na região. Assinale a alternativa que seja mais compatível com a análise dessa situação:a) a espécie III pode ser presa fácil de l.b) a espécie Ill pode competir com lI por alimento. 46
  47. 47. c) a espécie I pode ser presa fácil de III.d) a espécie I pode ser predadora de III.e) as espécies I e II não se relacionam com a espécie lll.Questão 31. (MACK-SP) Num ecossistema aquático em equilíbrio, a seqüência correta de uma cadeia alimentaré:a) vitória-régia –– fitoplâncton –– caracol –– baleia –– bactérias:b) zooplâcton –– peixes –– pequenos –– baleia –– alga vermelha –– fungos.c) bactérias e fungos –– equinodermas –– moluscos algas verdes –– bactérias –– fungos.d) fitoplâncton –– zooplâcton –– peixes pequenos –– tubarão –– bactérias e fungos.e) algas verdes –– bactérias e fungos –– copépodas moluscos –– golfinhos.Questão 32. (UFRS) No tubo digestivo dos cupins (térmitas) vivem protozoários flagelados que segregam umaenzima capaz de digerir a celulose ou outras substâncias da madeira. Os cupins ingerem a madeira, osflagelados intestinais a digerem e ambos compartilham dos glicídios resultantes. Submetendo-se os cupinsa uma temperatura elevada, os flagelados desaparecem sem afetar os hospedeiros; estes, livres dosprotozoários, continuam a ingerir a madeira,porém, não conseguindo digeri-las, morrem de inanição. Sob o ponto de vista ecológico, essa associação é do tipo:a) mutualismo;b) comensalismo;c) inquilinismo;d) parasitismo;e) sociedade.Questão 33. (UFPR) Poucos animais podem aproveitar a celulose como alimento. Muitos cupins, entretanto,alimentam-se quase que exclusivamente de madeira graças à (a):a) endossimbiose com flagelados e bactérias;b) glândulas que secretam celulose;c) digestão extracorpórea;d) endossimbiose exclusiva com bactérias;e) endossimbiose com fungos.Questão 34. (Fuvest-SP) Os líquens, formados pela associação de algas e fungos com alto grau deinterdependência constituem exemplo de:a) saprofitismo;b) parasitismo;c) mutualismo;e) inquilinismo.d) comensalismoQuestão 35. (Fuvest-SP) Cobras que se alimentam exclusivamente de roedores são considerados:a) produtores; 47

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