Fichas didáticas português
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Fichas didáticas português Fichas didáticas português Document Transcript

  • ApresentaçãoAtividade de educação ambiental na forma de uma exposição de divulgação sobre abiodiversidade vegetal. Dirigida ao alunado de 12 a 18 anos, que na Galiza corresponde aoensino secundário obrigatório e o bacharelato e em Portugal cobre o terceiro ciclo da educaçãoescolar e o ensino secundário.A exposição fornece diversa informação sobre a diversidade vegetal na Galiza e no norte dePortugal, e está organizada arredor de 3 núcleos principais:- A biodiversidade e os seus condicionantes- As espécies ameaçadas e as ameaças- Ações para a conservação das plantas ameaçadasEstes núcleos completam-se com uma última área onde queremos recolher as opiniões,pensamentos e ideias que a exposição motiva nas pessoas que a visitam.O documento que está a ler serve de apoio aos conteúdos da exposição e inclui váriasatividades a desenvolver antes e depois da visita à exposição. A nossa intenção é que estasatividades sirvam a educadoras/es para poder integrar esta exposição na programaçãoeducativa não só como uma atividade pontual, mas como um projeto educativo-investigativoarredor da biodiversidade vegetal.No endereço web www.biodiversidade.eu, plataforma digital do projeto BIODIV-GNP, acharáinformação mais completa e atualizada, além doutros recursos úteis.Objetivos e competências:Esta exposição é uma atividade de educação ambiental e, como tal, pretende contribuir a quepessoas e comunidades tomem consciência do ambiente e, ao mesmo tempo, adquirirconhecimentos, valores, destrezas, experiência e também a determinação que as capacitarápara atuar, individual e coletivamente, na prevenção e afrontamento dos riscos ambientaispresentes e futuros. Mais em concreto, são objetivos desta exposição:- Conscientizar sobre os valores da biodiversidade vegetal e as ameaças que sofre naGaliza e Norte de Portugal
  • - Divulgar o projeto BIODIV-GNP e, em especial, as ferramentas públicas que estarãodisponíveis na sua web.A exposição está dirigida a um público escolar, pelo que também são tidas em conta asdiferentes competências básicas no currículo escolar. De jeito geral, as competências maisligadas a esta exposição e ao projeto BIODIV-GNP são:- Competência no conhecimento e interação com o mundo físico- Tratamento da informação e competência digital- Competência social e cidadãPara mais informação sobre educação ambiental e competências básicas podem-se consultaros seguintes documentos:- Estratégia Galega de Educação Ambiental:http://www.sgea.org/documentos/000117_egea.pdf- Apresentação da Xunta de Galiza sobre competências:http://www.slideshare.net/guest5795fb9/competencias-basicas-presentation-856074Fichas de atividades:Nas seguintes páginas apresentam-se as fichas das diferentes atividades propostas. Em cadaatividade assinalam-se:- Justificação e apresentação da atividade- Objetivos e competências básicas que se trabalham- Duração proposta (número de sessões) e organização temporal (antes ou depois davisita à exposição).- Material necessário- Desenvolvimento da actividade- Recursos adicionaisMuitas das atividades têm uns conteúdos transversais, relacionadas não apenas com a área deciências naturais, mas também com as áreas de línguas, matemáticas, geografia..., podendotrabalhar-se em diferentes disciplinas.
  • 1.O teu nome em uma planta:Justificação: Além dos nomes que os seres vivos têm em cada língua (nome vernáculo),todos os organismos vivos possuem um nome científico que consiste em duas palavrasem latim e escritas em letra cursiva. A primeira palavra indica o género (uma categoriataxionómica) a que pertence esse organismo e a segunda palavra identifica a espécie dentrodo género.Por exemplo: Pinus pinaster (pinheiro-bravo) pertence ao género Pinus, onde também temosPinus pinea (pinheiro-manso), Pinus halepensis (pinheiro-de-Alepo), Pinus sylvestris (pinheiro-da-Escócia) e outros.Esta nomenclatura binomial foi estabelecida pelo científico Carlos Lineu a finais do séculoXVIII. Hoje é de uso generalizado de jeito que todos os organismos vivos têm um nomecientífico único, inconfundível e universal (igual para todas as línguas).Por exemplo o carvalho (galego-português) tem muitos nomes noutras línguas: roble(espanhol), chêne (francês), oak (inglês), roure pènol (catalã), stieleiche (alemão), mas só umnome científico: Quercus robur.Existem normas para dar-lhe o nome científico a uma nova espécie. Algumas vezes essesnomes são uma homenagem a um científico singular. Por exemplo, a Armeria merinoi leva oseu nome em honra de Baltasar Merino (1845-1917) botânico autor da primeira (e única) florade Galiza; por enquanto a Ornithogalum broteroi está dedicada a Félix de Avelar Brotero(1744-1828), pai da botânica em Portugal que publicou em 1804 a Flora Lusitanica, primeiroinventário da flora portuguesa.Na rede:- Mais info de Brotero: http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/p6.html- Mais info de Merino: http://gl.wikipedia.org/wiki/Baltasar_MerinoA distinção entre espécies de plantas faz-se tradicionalmente em base à sua morfologia eoutras características do ciclo vital (p. ex. época de floração) se bem em tempos recentesoutros tipos de carateres (número de cromossomas, análise do ADN) estão a ser maisutilizados.E se por um bocado brincamos a ser cientistas? Acabamos de descobrir uma nova espécie deplanta! Como é que é? Que nome lhe pomos? Que propriedades tem?
  • * Desenvolvimento da atividade:- Organizar o alunado em pequenos grupos.- Apresentar o conceito de nome científico.- Entregar a cada grupo folhas com desenhos de diferentes formas de folhas, flores,frutos... (ver secção de recursos).- Convidar a cada grupo a que imagine (e desenhe em papel) a sua própria espécie deplanta, o seu caule, as suas folhas e flores, os seus frutos, e que invente o seu nome.Optativo:- Em lugar de entregar papéis com desenhos de folhas, caules, raízes..., pode-se programar umasaída ao pátio da escola e fazer uma recolha de material vegetal e logo usá-lo como modelo.Objetivos- Fazer um achegamento à nomenclatura científica.- Observar a enorme .diversidade morfológica que existe nas plantas- Estimular a imaginação e a criatividadeCompetencias- Competência em comunicação linguística.- Competência no conhecimento e interação com o mundo físico.- Competência cultural e artística.- Competência para aprender a aprender.DuraçãoaproximadaUma sessão (preferivelmente antes da visita à exposição).MaterialnecessárioFichas impressas com esquemas de diferentes tipos de raízes, caules, folhas,flores..., ou bem disponibilidade de acesso à internet para a consulta de imagens.RecursosLigações onde se podem ver desenhos e fotografias de diferentes formas de folhas,caules, flores, cores...- http://plants.ifas.ufl.edu/education/images/a_glossary_leaf_shapes.jpg- http://www.vplants.org/plants/glossary/plate01.html- https://charge.wisc.edu/botany/sales.asp - posters
  • 2.Plantas no pratoJustificação: um dos principais valores das plantas para o ser humano é o da alimentação,de jeito que a população mundial obtém 95 % da sua alimentação de 30 espécies vegetais.Três delas (milho, trigo e arroz) proporcionam 60 %. Cada uma das plantas cultivadas para aalimentação “domesticou-se” a partir de exemplares silvestres numa região do mundo (p. ex. omilho no sul de México e América Central), mas agora muitas delas são cultivadas e/outransportadas fora dessa região.Partindo das perguntas E nós que é o que comemos? Temos uma dieta “internacional”?Propomos uma pequena atividade de investigação.* Desenvolvimento da atividade:1ª sessão- Organizaremos o alunado em pequenos grupos.- Cada grupo terá que pensar sobre as coisas que comeu o dia anterior nas 3 principaiscomidas (pequeno-almoço, almoço, jantar) e quais dessas coisas eram plantas. Cadagrupo fará uma listagem com as plantas que consumiu. As plantas podem serconsumidas cruas (uma salada, um sumo...) ou preparadas (um pedaço de pão, oscereais do pequeno almoço, chocolate). Pode-se dar para isto 15-20 minutos.- Depois, uma (ou duas) pessoa(s) por grupo irão lendo a sua listagem, e será feita umalistagem comum para a aula. Esta posta em comum pode ser aproveitada para resolverdúvidas que possam surgir.- Com os resultados para toda a aula pode-se elaborar um painel.Optativo:- Podemos agrupar as espécies em categorias, por exemplo: cereais, raízes ou tubérculos, frutase verduras, óleos.- Dependendo do nível educativo, pode-se contar também o número de pessoas que consumiramum determinado vegetal, e calcular que percentagem constitui cada categoria (ou cada vegetal)sobre o total. P. ex.: 35 % do total de vegetais consumidos foram cereais, 12 % foram óleos...
  • 2ª sessão- Organizaremos o alunado em pequenos grupos.- Dividiremos a listagem de plantas da sessão anterior, dando-lhe a cada grupo umaparte da listagem.- Cada grupo terá que procurar a área de origem de cada planta. Esta procura pode-sefacilitar empregando a rede.- Haverá uma posta em comum dos resultados. Esta posta em comum pode-se fazerempregando um mapa-múndi mudo e escrevendo o nome de cada planta sobre aregião na qual o cultivo dessa planta foi iniciado.- Como remate desta sessão pode-se falar do trabalho do científico russo Nikolai I.Vavilov, que a começos do século XX identificou oito centros primários de origem dasplantas cultivadas, que são áreas nas quais o ser humano começou o cultivo deplantas (domesticou) a partir de parentes silvestres. Poderíamos sublinhar que o serhumano dispõe agora de milho, trigo ou arroz graças a que na natureza existiamplantas silvestres que puderam ser domesticadas. A biodiversidade foi imprescindívelpara a origem da agricultura.Objetivos- Reflexionar sobre o papel das plantas na nossa vida e na nossaalimentação.- Conhecer a origem das plantas cultivadas.Competencias- Competência matemática.- Competência no conhecimento e interação com o mundo físico.- Tratamento da informação e competência digital.- Competência para aprender a aprender.- Autonomia e iniciativa pessoal.DuraçãoaproximadaDuas sessões (para a segunda é preferível ter acesso à Internet),preferivelmente antes da visita à exposição.Materialnecessário- Papel grande para elaboração de painel.- Mapa-múndi impresso em A3, sobre o qual se possam pintar as áreas deorigem das plantas cultivadas; como alternativa pode-se imprimir um mapados centros de origem de Vavilov (ver Recursos).- Disponibilidade de acesso à Internet.
  • Recursos- Embora na rede existam muitos lugares onde procurar, nesta ligaçãohttp://www.fao.org/docrep/u8480e/u8480e07.htm pode-se ver informaçãosobre a origem de muitas plantas de cultivo. É um documento da FAO(organismo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) que fazparte de um livro que celebrava os 50 anos deste organismo.- Mapa dos centros de origem de Vavilov:http://en.wikipedia.org/wiki/File:Vavilov-center.jpg
  • 3.Reflexionando na belezaJustificação: além do valor material ou produtivo, as plantas têm um valor estético quetodas as pessoas precisam. É essa sensação que toda pessoa experimenta quando olhar umapaisagem bela, da qual habitualmente as plantas são uma parte muito importante. Propomosuma atividade de reflexão sobre a beleza.Eis algumas perguntas que nos poderíamos fazer: As paisagens naturais são belas? E aspaisagens artificiais? E as paisagens degradadas? Que é o que sinto/sentimos ante cada umadessas situações? Qual é o meu/nosso ideal de beleza? Temos todas/os o mesmo ideal debeleza?Eis algumas imagens ilustrativas:1. Paisagem do Courel (fonte: FlickR, Xoán Piñón). / 2.Canteira no Courel (fonte: SOS Courel)3. Porto (fonte: wikimedia commons) / 4. Tokyo (fonte: wikimedia commons).*Desenvolvimento da atividade:- Apresentaremos a atividade e convidaremos a que cada aluno/a imagine e plasme emum papel, empregando se quer as pinturas, o lugar mais belo onde gostaria de viver oude estar.- Cada aluno/a apresentará a sua criação por turnos, descrevendo o porquê da belezade cada um dos lugares.- Apresentaremos as diferentes fotografias e podemos abrir um debate para falar sobrequal das fotografias é mais semelhante à ideia de beleza expressada nos desenhosdos/as alunos/as.
  • Proposta opcional 1: pode-se completar este tema com uma exposição fotográfica (físicaou virtual-powerpoint) elaborada com imagens de lugares belos e lugares feios ou degradadosdo município ao qual pertence a escola ou liceu, tomadas pelas/os próprias/os alunas/os.Proposta opcional 2: elaboração do “meu mapa emocional", com as paisagens/lugaresfavoritos, convidando a se fotografar naqueles lugares com significado pessoal e emocional,junto aquelas pessoas que relacionamos com estes lugares especiais. Pode-se elaborartambém uma apresentação ou exposição.Ambas as propostas podem complementar-se com uma pequena investigação preenchendouma ficha didática com as principais caraterísticas (nome do lugar, situação geográfica, motivopelo qual foi escolhido, principais valores -espécies, recursos da zona...-, problemas ambientaisobservados, etc.).Objetivos- Reflexionar sobre o valor emotivo das plantas e das paisagens.- Estimular as habilidades criativas.Competencias- Competência em comunicação linguística.- Competência no conhecimento e interação com o mundo físico.- Competência social e cidadã.- Competência cultural e artística.- Autonomia e iniciativa pessoal.DuraçãoaproximadaUma sessão.Materialnecessário- Papel e pinturas de cores.- Fotografias ou imagens de paisagens “naturais”, paisagens urbanas epaisagens destruídas/degradadas (minaria, sucatas, lixeiras,...).
  • 4.Plantas no mapaJustificação: as plantas têm um papel importante nas sociedades humanas, bem comofornecedoras de recursos (fonte de alimento, fibras, material de construção, combustível) oupelo seu valor emocional, simbólico ou cultural. Uma amostra disto são os fitotopónimos,nomes comuns de plantas usados em muitos topónimos (nomes próprios de vilas, aldeias...) etambém em microtopónimos (nomes de caminhos, de fontes, de terras de cultivo...).Aproveitando recursos geográficos disponíveis na rede (ver secção de recursos), ou bemmapas topográficos em papel, propomos nesta atividade explorar os topónimos de uma zona(por exemplo, o município ao qual pertence a escola) procurando nomes de plantas (p. ex. emCompostela há uma freguesia chamada “Figueiras”) ou de formações da vegetação (p.ex. há muitoslugares com o nome “Souto”...). Completaremos a nossa procura com uma investigação fora daaula, perguntando a família e vizinhos/as por microtopónimos relacionados com a flora.* Previamente à sessão:Previamente à sessão entregaremos a cada aluno/a uma cópia do mapa topográfico (reduzidaou só de pedaços do mapa) correspondente ao município: animaremos a que o/a aluno/apergunte à família e vizinhos/as por fitotopónimos, e que a ser possível marque a sualocalização no mapa.*Desenvolvimento da atividade:- Organizaremos a aula em pequenos grupos.- Dividiremos a área do município entre todos os grupos.- Cada grupo olhará o mapa (digital ou em papel), procurando e anotando topónimosrelacionados com a flora e a vegetação.- Vai fazer-seuma posta em comum para toda a aula das duas investigações (dentro efora da aula).- Pode-se comentar quais são as plantas que aparecem (São plantas silvestres oucultivadas? São plantas “úteis” ou “daninhas”?).- Como conclusão gráfica, propomos que em um papel grande onde estão marcados oslimites do município, cada grupo situe e escreva os nomes dos fitotopónimos.
  • Objetivos- Reconhecer o valor simbólico das plantas na sociedade e na cultura.- Ter contacto com informação geográfica, seja em papel (mapas) ou emsuportes digitais (plataformas de visionado de mapas e fotografia aérea).- Conhecer melhor o nosso entorno mais próximo.Competencias- Competência matemática.- Competência no conhecimento e interação com o mundo físico.- Tratamento da informação e competência digital.- Competência social e cidadã.- Competência cultural e artística.- Autonomia e iniciativa pessoal.DuraçãoaproximadaUma sessão.Materialnecessário- Folhas de mapa topográfico (escala 1:25.000) que correspondam aomunicípio ao qual pertence o centro, ou bem disponibilidade de acesso àinternet (preferivelmente com computador de aula) para poder consultarmapas digitais.- Fotocópias em papel do mapa topográfico, para investigação fora da aula.- Papel grande para poder elaborar painel de conclusão.RecursosLigações onde se podem consultar os mapas topográficos da Galiza e dePortugal- http://signa.ign.es/signa/- http://mapas.igeo.pt/igp/igp.phtml
  • 5.Ervas de poesiaJustificação: poetas têm nas plantas fonte de inspiração, bem na beleza das flores:“Sonhei com lúcidos delíriosÀ luz de um puro amanhecerNuma planície onde crescem líriosE há regatos cantantes a correr.”Sophia de Mello Breyner Andresen (Portugal 1919-2004)ou bem nas paisagens e imensidade dos bosques:Courel dos tesos cumes que olham de longe!Eiqui sinte-se bem o pouco que é um home.Augas brancas da Rogueira!Bouças pechas duzes e gestas!Abrairas teixos faias jardois e reboleiras!Outo bosco calado!Fontinhas do corço!Carroços picafondo!Nom hai outro templo mais vastonim outro credoque este silêncioUxío Novoneyra (Galiza, 1930-1999).Nesta atividade propomos um aproximação à poesia e às plantas, empregando os haikus. Oshaikus (no Brasil haikai) são um tipo de poemas curtos tradicionais do Japão relacionados coma natureza (as estações, as plantas...). Têm uma estrutura de apenas três versos sem rima. Eisum exemplo:Porque não sabemos o nomeTenho de exclamar apenas:“Quantas flores amarelas!”Paulo Franchetti (Brasil, 1954)
  • *Desenvolvimento da atividade:- Apresentaremos o painel/diapositivo ou daremos links para ver imagens.- Motivaremos os/as alunos/as a fazer as suas próprias obras.- Partilharemos as criações lendo por turnos.- silvestres ou cultivadas? São plantas “úteis” ou “daninhas”?).- Como conclusão gráfica, propomos que em um papel grande onde estão marcados oslimites do município, cada grupo situe e escreva os nomes dos fitotopónimos.Objetivos- Reconhecer o valor simbólico das plantas nas artes.- Estimular a criatividade e a expressão artística.Competencias- Competência em comunicação linguística.- Competência social e cidadã.- Competência cultural e artística.- Autonomia e iniciativa pessoal.DuraçãoaproximadaUma sessão.Materialnecessário- Papel.- Opcionalmente, pode-se preparar um painel (ou um grupo de diapositivos) comimagens lindas de plantas e vegetação (ver recursos).- Opcionalmente, podem-se procurar poemas sobre plantas (ver recursos).- Como alternativa, pode-se dar acesso à internet para procurar imagenslindas (ver recursos).RecursosGrupos de Flickr dedicados à botânica e às flores, de onde podemos tirarfotografias:- http://www.flickr.com/groups/48889066957@N01/pool/- http://www.flickr.com/groups/plantimages/pool/- http://www.flickr.com/groups/flowercloseups/pool/Ligação a uma página com diversos haikus de poetas do Brasil e outrospaíses de América do Sul:http://seabra.com/haikai/
  • 6.Plantas e contaminaçãoJustificação: o solo serve de suporte físico para as plantas. Aliás, do solo as plantas tomama água e diferentes elementos químicos necessários para o seu desenvolvimento. Existemdiferentes tipos de solo, em função de diversas variáveis: material de origem, conteúdo dematéria orgânica, temperatura ambiental, humidade... Muitas plantas têm preferência por soloscom umas determinadas propriedades.Um exemplo extremo disto são as plantas serpentinófitas (como Santolina melidensis, Armeria eryophyllaou Alyssum serpyllifolium subsp. lusitanicum, estas três endémicas da Galiza e Norte de Portugal),espécies capazes de crescer sobre solos pobres em nutrientes mas ricos em metais pesados (como Ni,Cr ou Co).Porém, diversas ações humanas afetam as condições e a fertilidade dos solos, alterando oufazendo impossível o crescimento das plantas.Nesta atividade apresentamos um experimento no que poder observar os efeitos dacontaminação do solo sobre as plantas.Desenvolvimento da atividade:Apresentação teórica- Temos uma hipótese: a contaminação do solo afeta ao crescimento das plantas.- Para testar esta hipótese vamos crescer sementes de plantas em dois grupos de vasoscuja única diferença é a presença ou ausência de contaminação; para isso é muitoimportante que o resto dos fatores seja igual em todo o experimento. Se é possível, osvasos devem ser iguais, devem conter a mesma quantidade de substrato, devemosregar com a mesma quantidade de água e em cada vaso colocaremos o mesmonúmero de sementes.- Observaremos os resultados do experimento e tentaremos tirar conclusões dele.Sessão inicial- Dividiremos os vasos em dois grupos: “Controle” e “Contaminado”. Marcaremos cadagrupo com diferentes autocolantes ou etiquetas.- Encheremos os vasos “controle” com o substrato.
  • - Misturaremos substrato com sal de cozinha (se usamos copos de iogurte, podemosadicionar uma colherada de sopa cheia de sal para cada copo) para obtermossubstrato “contaminado”. Encheremos com este substrato os vasos “contaminados”.- Colocaremos em cada vaso duas sementes (se é lentilha ou grelo/couve) ou umasemente (se é ervilha).- Acrescentaremos água e deixaremos todos os vasos sobre a bandeja num lugariluminado da aula, não muito perto dos calefatores. Devemos manter a terra dos vasoshúmida.NOTA: para favorecer a germinação das sementes, podemos deixá-las em um algodão com água o dia anterior aocomeço do experimento.Seguimento- Uma vez por semana observaremos os vasos, tomando dados do número de sementesgerminadas em cada vaso e do estado de desenvolvimento das plantas (p. ex.: númerode folhas, longitude dos caules...). A informação pode-se recolher em tabelas comoestas:Tabela 1: número de sementes germinadasVaso / Semana Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4Vaso 1Vaso 2...Vaso nTabela 2: altura da planta (cm)Vaso / Semana Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4Vaso 1Vaso 2...
  • Vaso nTabela 3: número de folhas.Vaso / Semana Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4Vaso 1Vaso 2...Vaso n- Depois das nossas observações, recolocaremos os vasos mudando as suas posiçõesna bandeja.Sessão final- Tentaremos responder a nossa pergunta inicial: A contaminação afetou ao crescimentodas plantas?- Para isso compararemos os dados dos dois grupos de plantas (“controle” e“contaminado”) procurando diferenças entre eles:o diferenças no tempo que tardaram em germinaro diferenças na altura das plantaso diferenças na quantidade de folhas que produziram- Para simplificar, a comparação entre grupos pode-se fazer de jeito qualitativo e indicarapenas qual grupo tem as plantas maiores ou mais pequenas.- Em base às diferenças observadas, redigiremos entre toda a aula as conclusões.Optativo: este experimento pode-se refletir em um painel coletivo com fotografias das plantas, tabelas ougráficos com os dados, as conclusões...
  • Objetivos- Observar os efeitos da contaminação do solo sobre as plantas.- Valorar o solo fértil como recurso não renovável.- Fazer uma aproximação à metodologia científica.Competencias- Competência matemática.- Competência no conhecimento e interação com o mundo físico.- Tratamento da informação e competência digital.- Competência para aprender a aprender.DuraçãoaproximadaDuas sessões (montagem e desmontagem) e seguimento durante 4semanas.Materialnecessário- Sementes (podem ser ervilhas, lentilhas ou sementes de grelo/couve).- Oito vasos pequenos para as plantas. Podem ser copos de iogurte ou outrocontentor (podemos aumentar o número de vasos em função do espaço naaula, do número de alunas/os...).- Bandeja- Terra ou substrato suficiente para encher os vasos.- Autocolantes ou etiquetas para marcar os diferentes vasos.- Sal de cozinha (que usaremos como “poluente”).- Régua para tomar medidas.
  • 7.As plantas e a mudança climaticaJustificação: a atividade industrial humana durante os últimos séculos tem alterado ofuncionamento do ecossistema da Terra a nível global. Uma destas alterações é a chamadamudança climática, elevação da temperatura média da terra causada por um aumento daquantidade de CO2 e outros gases de efeito estufa (como o metano) na atmosfera, causado àsua vez pelo nosso elevado consumo de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás natural).As mudanças no clima afetam às plantas: estudos científicos revelaram que, por exemplo,durante as glaciações muitas espécies de plantas que agora crescem no norte de Europa sópuderam sobreviver em diferentes lugares do sul do continente. Porém, não se conhecem osefeitos concretos que a elevação da temperatura da Terra pode ter sobre a sobrevivênciafutura de muitas plantas ameaçadas.Esta atividade apresenta um exemplo de experimento no qual poder estudar os efeitos damudança climática sobre as plantas.*Desenvolvimento da atividade:Apresentação teórica- Temos uma hipótese: a elevação da temperatura afeta ao crescimento das plantas.- Para testar esta hipótese vamos crescer sementes de plantas em dois grupos de vasoscuja única diferença é a presença de uma estufa; para isso é muitoimportante que oresto dos fatores seja igual em todo o experimento. Se é possível, os vasos devem seriguais, devem conter a mesma quantidade de substrato, devemos regar com a mesmaquantidade de água e em cada vaso colocaremos o mesmo número de sementes.- Observaremos os resultados do experimento e tentaremos tirar conclusões dele.Sessão inicial- Dividiremos os vasos em dois grupos: “Controle” e “Estufa”. Marcaremos cada grupocom diferentes autocolantes ou etiquetas.- Encheremos todos os vasos com a mesma quantidade de substrato.
  • - Colocaremos em cada vaso duas sementes (se é lentilha ou grelo/couve) ou umasemente (se é ervilha) e adicionaremos água.- Usaremos as garrafas sem fundo como estufas artificiais, para o qual as colocaremossobre cada um dos vasos do grupo “Estufa”. Esses vasos devem ficar semprecobertos, e só retiraremos as garrafas quando queiramos regar.- Deixaremos todos os vasos sobre a bandeja em um lugar iluminado da aula, não muitoperto dos calefatores. Devemos manter a terra dos vasos húmida.- Para favorecer a germinação das sementes, podemos deixá-las em um algodão comágua o dia anterior ao começo do experimento.Seguimento- Uma vez por semana observaremos os vasos, tomando dados sobre o estado dedesenvolvimento das plantas (p. ex.: número de folhas, longitude dos caules...). Ainformação pode-se recolher em tabelas como estas:Tabela 1: altura da planta (cm)Vaso / Semana Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4Vaso 1Vaso 2...Vaso nTabela 2: número de folhas.Vaso / Semana Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4Vaso 1Vaso 2
  • ...Vaso n- Depois das nossas observações, recolocaremos os vasos mudando as suas posiçõesna bandeja.Sessão final- Tentaremos responder a nossa pergunta inicial: afetou a temperatura ao crescimentodas plantas?- Para isso compararemos os dados dos dois grupos de plantas (“Controle” e “Estufa”)procurando diferenças entre eles:o diferenças na altura das plantaso diferenças na quantidade de folhas que produziram- Para simplificar, a comparação entre grupos pode-se fazer de jeito qualitativo e, porexemplo, indicar apenas qual grupo tem as plantas maiores ou mais pequenas.- Em base às diferenças observadas, redigiremos entre toda a aula as conclusões.Optativo:- Este experimento pode-se refletir em um painel coletivo com fotografias das plantas, tabelas ougráficos com os dados, as conclusões...- Em paralelo a este experimento, pode-se aproveitar para debater na aula sobre o fenómeno damudança climática, as suas causas, as possíveis soluções, as ações que cada aluno/a podefazer na sua vida para reduzir a sua contribuição ao efeito estufa...
  • Objetivos - Refletir o fenómeno da mudança climática e os seus efeitos.- Fazer uma aproximação à metodologia científica.Competencias- Competência matemática.- Competência no conhecimento e interação com o mundo físico.- Tratamento da informação e competência digital.- Competência para aprender a aprender.DuraçãoaproximadaDuas sessões (montagem e desmontagem) e seguimento durante quatrosemanas.Materialnecessário- Sementes (podem ser de relva ou sementes de grelo/couve).- Oito vasos pequenos para as plantas, podem ser copos de iogurte ou outrocontentor (podemos aumentar o número de vasos em função do espaço naaula, do número de alunas/os...).- Quatro garrafas transparentes de plástico com tampa (podem ser de águaou refresco) de 1.5 ou 2 litros, às que previamente lhes tiramos o fundo.- Bandeja.- Terra ou substrato suficiente para encher os vasos.- Autocolantes ou etiquetas para marcar os diferentes vasos.