Morfofisiologia sistema endócrino

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Morfofisiologia sistema endócrino

  1. 1. Morfofisiologia do Sistema endócrino Dr. Adriano Alvarenga
  2. 2. O que é endocrinologia? • Como as técnicas de dosagem hormonal auxiliaram em diagnósticos e estudos? – Imunoensaio, Radioimunoensaio, ...  “é possível dosar a quantidade/concentração de um cubo de açúcar em uma piscina cheia de água!!!”
  3. 3. Morfofisiologia do Sistema endócrino • • • • Roteiro da aula: Controle e integração do sistema endócrino; Visão geral dos sistemas endócrinos; Sistema endócrino de invertebrados; Sistema endócrino de vertebrados;
  4. 4. Controle e integração do sistema endócrino • Integração: em fisiologia, o significado abrange o controle de todos os componentes funcionais, incorporados em um organismo que opera de forma integrada, no qual nenhum processo isolado pode ocorrer em um ritmo independente;
  5. 5. Controle e integração do sistema endócrino • Controle das funções fisiológicas: Hormônios e sistema nervoso, apresentando 2 diferenças básicas; 1- velocidade de ação; 2- tamanho do alvo;
  6. 6. Controle e integração do sistema endócrino Exemplificando 1: As reações dos músculos esqueléticos dependente de impulsos nervosos resultam em tempo de resposta de apenas milissegundos, enquanto que o efeito de um hormônio em um tecido alvo, através da circulação sanguínea, dura segundos, minutos ou até mais;
  7. 7. Controle e integração do sistema endócrino Exemplificando 2: Um axônio em um nervo motor age apenas sobre um único músculo ou uma porção dele sem afetar outros músculos, enquanto que os hormônios agem em todas as células sensíveis, órgãos inteiros ou sistemas;
  8. 8. Controle e integração do sistema endócrino Existem várias conexões entre sistema nervoso e endócrino  sistema nervoso além de regular várias funções endócrinas é também produtor de hormônios; Bom exemplo de controle: feedback retroalimentação positiva ou negativa; ou
  9. 9. Controle e integração do sistema endócrino • Sistema endócrino + sistema nervoso = homeostase;
  10. 10. TIPOS DE COMUNICAÇÃO CELULAR
  11. 11. Hormônios regulam: • Crescimento • Desenvolvimento • Reprodução • Pressão sanguínea • Concentração de íons e outras substâncias no sangue • Comportamento
  12. 12. Visão geral dos sistemas endócrinos • 1º hormônio a ser descoberto = secretina (intestino delgado)  estimula fluxo no pâncreas; • Geralmente são secretados em pequena quantidade (a resposta depende do nº e afinidade de receptores); 3 características que definem os hormônios: a) sintetizados por tecidos ou glândulas especializadas; b) secretados na corrente sanguínea e transportados para os sítios de ação; c) alteram as atividades dos tecido ou órgãos alvos;
  13. 13. • Níveis circulantes hormonais são importante mas, não são os únicos a determinar a resposta de um tecido-alvo • A responsividade de um tecido-alvo a um hormônio é expressa na relação dose-resposta • Sensibilidade = concentração do hormônio que produz 50% da resposta máxima
  14. 14. • Sensibilização >> aumento do número de receptores ou da afinidade destes para o hormônio • Dessensibilização >> redução do número de receptores ou da afinidade destes para o hormônio
  15. 15. Visão geral dos sistemas endócrinos • Sinalização química envolvem secreções: Autócrina; Parácrina; Endócrina; Exócrina;
  16. 16. SINERGISMO NO SISTEMA ENDÓCRINO
  17. 17. Visão geral dos sistemas endócrinos • Ligação de hormônios com seus receptores estimula a cascata de 2 ou mais moléculas sinalizadoras intracelulares = segundos mensageiros  promovem resposta específica no tecido alvo;
  18. 18. Visão geral dos sistemas endócrinos • Tipos químicos de hormônios: 1) Aminas: são derivado do aminoácido tirosina  dopamina, epinefrinas, norepinefrinas (catecolaminas) e hormônios tireóideanos ou tireóideos; 2) Prostaglandinas ou eicosanóides: hidróxidos de ác. gráxos insaturados cíclicos sintetizados na membrana a partir de ác. gráxos com 20 carbonos; 3) Esteróides: derivados de hidrocarbonetos cíclicos sintetizados a partir de um esteróide precursor (colesterol)  ex.: estrógeno e testosterona; 4) Peptídeos e as proteínas: são os maiores e os mais complexos  ex.: insulina;
  19. 19. Síntese de hormônios peptídicos e protéicos (maioria dos hormônios) DNA núcleo mRNA ribossomos Pré-pró-hormônio ret. endoplasmático Pró-hormônio Hormônio vesícula secretora aparelho de Golgi
  20. 20. Visão geral dos sistemas endócrinos Regulação da secreção hormonal: MECANISMOS NEURAIS São ilustrados pela secreção de catecolaminas, em que os nervos simpáticos pré-ganglionares fazem sinapse na medula adrenal e, quando estimulados, causam secreção das catecolaminas na circulação
  21. 21. Visão geral dos sistemas endócrinos • Regulação da secreção hormonal: Feedback ou negativa retroalimentação positiva ou
  22. 22. AUSÊNCIA DE FEEDBACK PRESENÇA DE FEEDBACK + -
  23. 23. TIPOS DE RECEPTORES
  24. 24. Mecanismos celulares da ação endócrina • O mecanismo de ação intracelular de um hormônio depende de ele se ligar a receptores citoplasmáticos ou à superfície celular;
  25. 25. 3 mais importantes grupos de 2º mensageiros AMPc (adenosina 3´5´monofosfato cíclico) GMPc (guanosina 3´5´monofosfato cíclico)
  26. 26. Mecanismos celulares da ação endócrina 2º mensageiro = AMPc (adenosina 3´5´monofosfato cíclico)
  27. 27. Mecanismos celulares da ação endócrina
  28. 28. Mobilização de glicose estimulada por hormônio
  29. 29. Um dos papéis do Ca++ como 2º mensageiro
  30. 30. EFEITO CASCATA
  31. 31. CASCATA DA COAGULAÇÃO SANGUÍNEA
  32. 32. Sistema endócrino de invertebrados • Controle e integração: – Invertebrados mais organizados  funções controladas por sistema endócrino e nervoso; – semelhantemente aos vertebrados: sistema nervoso serve para a rápida comunicação, essencial para ações relacionadas à fuga, alimentação, acasalamento... – semelhantemente aos vertebrados: sistema endócrino produção de hormônios controlando processos mais lentos, como o crescimento, maturação e outras funções metabólicas;
  33. 33. Sistema endócrino de invertebrados • Neurossecreção: os invertebrados possuem órgãos e células neurossecretoras especializadas que foram descritas antes dos vertebrados; • Órgãos neuro-hemais: são grupos de neurônios que atuam como fonte de secreção; – As células possuem fibras nervosas nas quais o agente secretado é transportado e geralmente terminam em íntima associação com estrutura vascular, formando um órgão neuro-hemal onde a secreção é armazenada e liberada;
  34. 34. Sistema endócrino de invertebrados • Hormônios e função endócrina: – Mais estudada em invertebrados considerados mais organizados, do ponto de vista morfológico; • Razões: • a) animal altamente organizado necessita de maior controle e integração do que um menos organizado Inseto vs. anêmona; • b) animais organizados muitas das funções são delegadas a órgãos especializados, permitindo experimentos: remoção e reimplante, extração de compostos ativos...
  35. 35. Sistema endócrino de invertebrados Hormônios e função endócrina: • Maioria dos hormônios de invertebrados difere dos vertebrados: composição química e efeitos; – Muitos hormônios de vertebrados não exercem nenhum efeito nos invertebrados, porém muitas moléculas mensageiras e receptores de vertebrados foram identificados em vários invertebrados e até em organismos unicelulares e vegetais; • Endorfinas – alteram comportamento alimentar de amebas e seu efeito é bloqueado pela naloxona que é um inibidor do sítio receptor específico de endorfina em vertebrados; • Insulina ou materiais que em radioimunoensaios reagem da mesma forma que a insulina, foram encontrados em insetos, anelídeos, moluscos e eucariontes unicelulares; • Colecistoquinina foi identificada em moscas-varejeiras e caracóis; • Sugestão de que várias substâncias sejam bem mais antigas do que o esperado;
  36. 36. Sistema endócrino de invertebrados • Hydra  secreção de um hormônio envolvido na promoção do crescimento durante o estado inicial, regeneração e crescimento; • Insetos: a parabiose permitiu o aprofundamento dos estudos; • Parabiose: experimentos prolongados nos quais 2 insetos ou 2 partes de um inseto estão juntas de forma que eles compartilham uma circulação em comum, trocando líquido corporal; • Janelas de vidro para observação de alterações tissulares separadamente;
  37. 37. Sistema endócrino de invertebrados Hormônios que controlam o desenvolvimento dos insetos: • Hormônio pró-toracicotrópico (PTTH) ou hormônio cerebral: neuro-hormônio produzido por células neurossecretoras que possem os corpos celulares na pars intercerebralis do cérebro; • Hormônio juvenil: sintetizado e liberado do corpora allata ou corpus allatum  glândulas não-neurais pareadas; • Ecdisona: produzida pelas glândulas prótorácicas, sintetizado a partir do colesterol (semelhante aos esteróides dos vertebrados);
  38. 38. Sistema endócrino de invertebrados Hormônios que controlam o desenvolvimento dos insetos: PTTH  estimula a glândula pró-torácica a sintetizar e secretar o hormônio ecdisona α (fisiologicamente inativo); Pró-hormônio ecdisona α é convertido na forma fisiologicamente ativa ecdisona β = indutor da muda; Ecdisona inicia a produção de nova cutícula (cobertura externa quitinosa), dando início a apólise = destacamento da cutícula velha das células epidérmicas subjacentes;
  39. 39. Sistema endócrino de invertebrados Hormônios que controlam o desenvolvimento dos insetos • • • • Descoberta acidental do fator papel: Percevejos Pyrrhocoris criados em laboratório e papaltoalha usado como substrato de escalada; Insetos não se desenvolviam em adulto após 5º estádio, continuando imaturos no 6º e 7º, com tamanhos anormais; Presença de uma substância chamada fator papel que não era adicionada na manufatura mas estava presente na madeira de eucalipto; Semelhança química (são terpenos e estão presentes em diversas árvores) com o hormônio juvenil, sugere que estas substâncias sejam protetores naturais que evoluíram para combater insetos predadores;
  40. 40. Sistema endócrino de invertebrados Hormônios que controlam o desenvolvimento dos insetos: • Hormônio da eclosão: neuro-hormônio peptídico, libreado de células neuriossecretoras com terminais situados na corpora cardiaca ou corpus cardiacum (órgão neuro-hemais pareados, posterior ao cérebro); • Bursicon: neuro-hormônio (proteína), produzidos por outras células neurossecretoras do cérebro e cordão nervoso
  41. 41. Sistema endócrino de invertebrados Hormônios que controlam o desenvolvimento dos insetos: O desenvolvimento normal de um inseto depende de concentrações ajustadas, do hormônio juvenil, de forma bastante precisa e em cada estágio; hormônio com papel análogo aos hormônios tireóideos no desenvolvimento de anfíbios;
  42. 42. Sistema endócrino de invertebrados Hormônios que controlam o desenvolvimento dos insetos: Hormônio juvenil e seus análogos  potentes na prevenção da maturação de insetos = importantes e promissores no controle de pragas  ecologicamente seguros, nãotóxicos e “impossível” de desenvolver resistência pelos insetos!
  43. 43. Sistema endócrino de invertebrados Controle neuro-hormonal da mobilização de lipídeos em gafanhotos migratórios Schistocerca gregaria: Esgotamento de carboidratos no período inicial da migração; Experimentos demonstraram que injeção de extratos de corpora cardiaca causaram aumento da concentração de lipídeos sanguíneos;
  44. 44. Sistema endócrino de invertebrados Hormônio diurético para eliminação de água em insetos hematófagos: Age de modo inverso ao hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina em mamíferos; Resolução do problema de excesso de água (sangue) ingerida que corresponde a 2 vezes o seu peso corporal; Ação nos túbulos de Mapighi;
  45. 45. Morfofisiologia do sistema endócrino de vertebrados
  46. 46. Visão geral de glândulas e hormônios específicos
  47. 47. Sistemas neuroendócrinos neuropeptídeos cerebrais • Alguns neuro-hormônios secretados por células neurosecretoras no hipotálamo regulam a secreção de vários outros hormônios glandulares da glândula pituitária ou hipófise (porção anterior - não-neural); Conhecida como “glândula mestra” por secretar pelo menos 9 hormônios!!!
  48. 48. LH e FSH = conhecidos como gonodotropinas
  49. 49. • Hormônios trópicos da adeno-hipófise (ação indireta)
  50. 50. Hormônios hipotalâmicos Hormônios adenohipófise Alvos endócrinos e os hormônios que eles secretam Alvos não endócrinos
  51. 51. Regulação da liberação/inibição e feedback -
  52. 52. Exemplo de feedbacks
  53. 53. Demais hormônios adenohipofisários • agem direto no tecido alvo • Prolactina  ↑produção de ptns do leite, crescimento das gls. mamárias e estimula comportamento materno; • MSH (hormônio estimulador de malanócitos) - ação regulada pelo MIH (hormônio inibidor de MSH), age em células pigmentares da pele aumentando a síntese e dispersão de melanina;
  54. 54. Demais hormônios adenohipofisários • agem direto no tecido alvo • GH  hormônio do crescimento (growth hormone) = somatotrofina ação em todos os tecidos, ↑síntese RNA, PTN e crescimento tissular; • Crescimento epifisário e aumento da densidade óssea; • ↑transporte de glicose e aa nas células; • ↑ lipólise e produção de an corpos;
  55. 55. Demais hormônios adenohipofisários • agem direto no tecido alvo • GH  hormônio do crescimento (growth hormone) = somatotrofina; • Considerado diabetogênico  secreção excessiva leva ao aumento da glicose sanguínea, podendo resultar na insensibilidade da insulina, ou diabetes; – diminuindo a captação e a utilização de glicose pelos tecidos-alvo;
  56. 56. Demais hormônios adenohipofisários GH Ausência do h. do crescimento >> falência do crescimento, baixa estatura (nanismo), obesidade moderada e retardo da puberdade; excesso de h. do crescimento >> acromegalia >>antes da puberdade = gigantismo >>após puberdade = aumento do periósteo, aumento do tamanho dos órgãos, aumento da língua, resistência à insulina e intolerância à glicose Tratamento>> com análogo de somatostatina, que semelhante à somatostatina endógena, inibe a secreção de h. do crescimento
  57. 57. Demais hormônios adenohipofisários GH • Ação indireta no crescimento estimulando libração, pelo fígado, de fator de crescimento insulina-símile (IGF) ou somatomedina  *promove a mobilização dos estoques de glicogênio e lipídios necessários para o processo de crescimento;
  58. 58. Glândula Pineal • Presente em todos os vertebrados; • Na parte dorsal do cérebro, o diencéfalo, dá origem a uma evaginação em forma de saco, denominada de complexo pineal; • Contém tecido glandular e um órgão fotorreceptor envolvidos em respostas pigmentares e nos ritmos biológicos influenciados pelo fotoperíodo;
  59. 59. Glândula Pineal • lampréias, muitos anfíbios, lagartos e na tuatara órgão fotorreceptor mediano é tão desenvolvido que apresenta estruturas análogas ao cristalino e às córneas dos olhos laterais sendo chamado de terceiro olho;
  60. 60. Glândula Pineal
  61. 61. Glândula Pineal • Aves e mamíferos produz hormônio melatonina com secreção fortemente afetada pela exposição à luz; • Vertebrados (exceto mamíferos) a pineal é responsável pela manutenção dos ritmos circadianos – “relógio biológico”; • Mamíferos  área do hipotálamo = núcleo supraquiasmático = é o marca-passo circadiano mas com produção noturna de melatonina (pineal) para reforçar o ritmo do NSQ.
  62. 62. Glândula Pineal • Aves e mamíferos  fotoperíodo  melatonina desempenha papel crítico na regulação das atividades das gônadas = atua indiretamente na reprodução; • Leitura e resumo do texto: http://www.crono.icb.usp.br/glandpineal.htm
  63. 63. Prostaglandinas • Descoberta em 1930 no fluido seminal, produzida pela próstata e, por isso o nome! • Encontrada em todos os tecidos dos mamíferos; • Maioria dos efeitos envolvem a musculatura lisa como a vasodilatação e vasoconstrição do endotélio; • Estimula contração da parede do útero durante o parto; evidências indicam que são responsáveis pela dor durante cólicas menstruais (dismenorréia); • Outras ações: intensificação da dor em tecidos danificados, mediação da resposta inflamatória e envolvimento na febre.
  64. 64. Citocinas • Hormônios polipeptídicos que medeiam a comunicação entre as células que participam da resposta imunológica; • As células alvo são receptores específicos ligados à superfície da membrana; • Envolvidas na produção de sangue e recentemente investigações sobre o seu papel no controle do balanço energético pelo sistema nervoso central;
  65. 65. Neuro-hormônios secretados pelo lobo posterior da hipófise (neuro-hipófise – pars nervosa) Ocitocina em aves estimula a motilidade do oviduto;
  66. 66. ADH = hormônio responsável por aumentar a permeabilidade do ducto coletor que é responsável por 96% da reabsorção hídrica!
  67. 67. Substituição dos resíduos de aa durante a evolução nas posições 3, 4 e 8; Conservação dos resíduos na posição 1,2,5,6,7 e 9 provavelmente necessários para a sua função;
  68. 68. Também conhecida como Vasotocina • Controle hídrico em anfíbios, principalmente nos sapos; Conservação de água: • aumentando a permeabilidade cutânea aumentando a absorção a partir do meio; • Estimula reabsorção de água da urina na bexiga; • Diminuindo o fluxo urinário; * Importante em aves e répteis.
  69. 69. Visão geral dos sistemas endócrinos Outros neuropeptídeos cerebrais: Colecistocinina ou colecistoquinina  foram por muito tempo considerados atuantes apenas no sistema gastrointestinal; Já foram descobertos no córtex cerebral, hipocampo e hipotálamo; Colecistocinina atua no controle da alimentação e da saciedade assim como outras funções neuroreguladoras;
  70. 70. Visão geral dos sistemas endócrinos Outros neuropeptídeos cerebrais: Endorfinas e encefalinas  percepção da dor e prazer; Também encontradas em circuitos cerebrais que controlam pressão sanguínea, temperatura, movimentos do corpo, alimentação e reprodução; Endorfinas são derivadas do mesmo pró-hormônio que dá origem ao ACTH e MSH (hipófise anterior)
  71. 71. Tireóide
  72. 72. Hormônios do metabolismo Hormônios da tireóide ou hormônios tireoidianos: Triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) >> sintetizados e secretados pelas células epiteliais da tireóide >> efeito em quase todos os sistemas do organismo
  73. 73. Hormônios do metabolismo A tireóide >> um dos 1º órgãos endócrinos a ser descrito por um distúrbio de deficiência 1850 >> pacientes sem tireóide possuíam retardo mental e de crescimento (cretinismo)  1891 >> pacientes foram tratados com extratos crus de tireóide (terapia de reposição hormonal)
  74. 74. Hormônios do metabolismo Síntese dos hormônios tireoidianos é uma das mais complexas T 4 >> principal produto de secreção da tireóide Nos tecidos-alvo >> T3 5’ iodase T4
  75. 75. FISIOPATOLOGIA DOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS Hipertireoidismo >> doença de Graves – distúrbio auto-imune caracterizado por níveis circulantes aumentados de imunoglobulinas estimulantes da tireóide Imunoglobulinas = são anticorpos contra receptores de TSH
  76. 76. BÓCIO
  77. 77. SINTOMAS HIPERTIREOIDISMO tx. metabolismo basal   peso aumento da produção de calor sudorese dispnéia tremor e fraqueza muscular exoftalmia bócio
  78. 78. Hipotireoidismo Causa mais comum >> destruição auto-imune da tireóide (tireoidite) >> anticorpos podem destruir a glândula ou bloquear a síntese dos hormônios tireoideanos
  79. 79. SINTOMAS HIPOTIREOIDISMO tx. metabolismo basal   peso produção de calor reduzida sensibilidade ao frio hipoventilação letargia ptose palpebral retardo de crescimento e mental bócio
  80. 80. T3 e T4 no crescimento e metamorfose de anfíbios
  81. 81. Hormônios do metabolismo do Cálcio Homeostase!!! Redução dos níveis plasmáticos de cálcio conduz a um sério aumento na excitabilidade do sistema nervoso, a fortes espasmos musculares, à tetania e, finalmente, morte; Importantes para formação de ossos saudáveis, na liberação de neurotransmissores e hormônios, contração muscular e coagulação sanguínea;
  82. 82. Tireóide e paratireóide
  83. 83. Hormônios do metabolismo do Cálcio Ossos contêm ≈ 98% cálcio e 80% de fósforo do organismo; Paratormônio ou hormônio da Paratireóide (PTH)  estimula osteoclastos a dissolver o osso por perto e liberando cálcio na corrente sanguínea; Reduz a taxa de excreção de cálcio pelos rins; Estimula a produção do hormônio 1,25diidroxicolecalciferol; 1,25-diidroxicolecalciferol é responsável pela absorção ativa do cálcio pelo intestino;
  84. 84. Hormônios do metabolismo do Cálcio Calcitonina •  secretado pela tireóide (células C) em mamíferos e órgão ultimobranquial dos demais vertebrados; • Secretada em resposta aos altos níveis plasmáticos de cálcio; • Reduz a reabsorção de cálcio (ossos e intestino) e aumente a excreção pelos rins.
  85. 85. Hormônios do metabolismo
  86. 86. Vitamina D Forma hormonal esteróide essencial na absorção ativa de cálcio pelo intestino.
  87. 87. Supra renais
  88. 88. Hormônios do metabolismo • CÓRTEX E MEDULA ADRENAL >> situam-se acima dos rins >> 2 glândulas separadas – medula e córtex adrenal Medula adrenal – secreta catecolaminas Córtex adrenal – secreta os hormônios esteróides adrenocorticais
  89. 89. Córtex adrenal é dividido em 3 zonas: • Zona reticular – sintetiza e secreta androgênios adrenais (desidroepiandrosterona – DHEA) • Zona fascicular/intermediária – sintetiza e secreta glicocorticóides (cortisol, corticosterona) • Zona glomerular/externa – secreta mineralocorticóides (aldosterona)
  90. 90. • AÇÕES DOS ESTERÓIDES ADRENOCORTICAIS CORTISOL E CORTICOSTERONA - estimulação da gliconeogênese - imunomodulação - inibição da formação óssea - aumento do ritmo de filtração glomerular - efeitos no SNC
  91. 91. CORTISOL
  92. 92. AÇÕES DOS MINERALOCORTICÓIDES Aldosterona (t. distal e ductos coletores)>> reabsorção de sódio, secreção de potássio e hidrogênio
  93. 93. • AÇÕES DOS ANDROGÊNIOS ADRENAIS Homem >> androgênios adrenais desempenham pequena função A síntese de nova “testosterona” nos testículos, a partir do colesterol, é bem maior do que nas adrenais Mulheres >> androgênios adrenais são os principais responsáveis por pelos púbicos e axilares e pela libido
  94. 94. Pâncreas endócrino
  95. 95. Pâncreas endócrino Principais hormônios >> insulina e glucagon >> funções coordenadas, regulando o metabolismo da glicose, dos ácidos gráxos e de aminoácidos Células endócrinas do pâncreas >>dispostas em aglomerados (ilhotas de Langerhans) >> correspondem a 1 – 2% da massa pancreática  1 milhão de ilhotas >>  2500 células cada
  96. 96. Pâncreas endócrino Ilhotas de Langerhans 65% células  >> insulina 20% células  >> glucagon 10% células  >> somatostatina Gap junctions (interligações)
  97. 97. Pâncreas endócrino • Insulina 1º hormônio a ser isolado de fontes animais 1º a ter o seu mecanismo de ação elucidado 1º a ser dosado por radioimunoensaio 1º a ser sintetizado a partir de um precursor maior (pró-hormônio) 1º a ser sintetizado a partir da tecnologia de DNA recombinante
  98. 98. Pâncreas endócrino • Ações da insulina Quando a disponibilidade de nutrientes excede as demandas do organismo, a insulina assegura o armazenamento em forma de glicogênio no fígado, em forma de lipídeo nos tecidos adiposos e em forma de proteína nos músculos
  99. 99. Pâncreas endócrino Ações do glucagon Age ao contrário da insulina (“espelho”) >> promove utilização dos combustíveis metabólicos armazenados pela insulina
  100. 100. Pâncreas endócrino FISIOPATOLOGIA DA INSULINA Diabetes mellitus tipo I >> secreção inadequada Diabetes mellitus tipo II >> resistência à insulina nos tecidos-alvo
  101. 101. Pâncreas endócrino Somatostatina Secreção estimulada pela ingestão de todas as formas de nutrientes (aminoácidos, glicose, ác. gráxos...), pelos hormônios gastrointestinais e pelo glucagon Somatostatina pancreática inibe a secreção de insulina e glucagon
  102. 102. E o pâncreas exócrino???
  103. 103. Timo
  104. 104. Timo • Glândula situada entre a paratireóide e o coração  secreta peptídeos = timosina e timopoietina  tecido-alvo são os linfócitos  seu efeito principal é o desenvolvimento dos linfócitos;
  105. 105. Fígado • Possuem células que secretam peptídeos: • Hormônio angiotensinogênio  age no córtex da supra renal  induzindo liberação de outro hormônio  Aldosterona  aumento da pressão arterial; e nos vasos sanguíneos (vasoconstrição); • Fatores de crescimento similares à insulina  age em vários tecidos e possui efeito geral de promover o crescimento.
  106. 106. Coração • Células cardíacas  Hormônio peptídeo atrial natriurético  ação nos rins  causando aumento da excreção de sódio;
  107. 107. Estômago e intestino delgado Células  secretam peptídeos: • Hormônios: gastrina, secretina e outros; colecistocinina e • Ação no trato gastrointestinal e pâncreas; • Efeito principal: auxiliam na digestão e absorção de nutrientes.
  108. 108. Rins • Células que secretam peptídeo •  hormônio eritropoietina  ação na medula óssea •  estimulando a produção de eritrócitos.
  109. 109. Rins • Células que secretam esteróide •  hormônio 1,25 diidroxicolecalciferol ou diidroxivitamina D3 (calciferol); •  ação no intestino •  estimulando a absorção de cálcio.
  110. 110. Pele • Células que secretam esteróide •  hormônio vitamina D3 •  ação na forma intermediária do hormônio; •  precursor da 1,25 diidroxicolecalciferol ou diidroxivitamina D3 (calciferol);
  111. 111. Tecido adiposo • Células que secretam peptídeo = hormônio LEPTINA • O “mais novo hormônio” = descoberta do gene ob - 1994; • Hormônio presente na circulação e produzido pelas células adiposas brancas (tecido adiposo); • Receptores em vários tecidos mas com ação primária no cérebro (hipotálamo);
  112. 112. LEPTINA • Regula comportamento alimentar e equilíbrio energético (retroalimentação informando o cérebro sobre situação energética da periferia); • Importante em estudos de obesidade  sinais de saciedade e gasto energético; • Níveis plasmáticos semelhantes ao da insulina que também é um importante sinalizador (retroalimentação) ao cérebro.
  113. 113. LEPTINA • Envolvida no início da puberdade; • Mulheres com baixa concentração = amenorréia; • Ratos com baixa concentração = inférteis; • Nutrição dos últimos séculos pode ter contribuído para aumento da secreção própuberal  “antecipando” a puberdade!
  114. 114. FIM!!!

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