1premio ao virar da esquina o perigo espreita sofia_6_e
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    1premio ao virar da esquina o perigo espreita sofia_6_e 1premio ao virar da esquina o perigo espreita sofia_6_e Document Transcript

    • Sessão de escrita criativa Orientada pelo jornalista Rui Barbosa Batista março de 20121º Prémio: Ao virar da esquina o perigo espreita-nos… Era o último dia de aulas e Margarida, uma rapariga alta, de olhos do mais profundo azul ecabelo loiro, estava estranhamente nervosa, quase se conseguia ver o suor a escorrer-lhe pelatesta. Quando, finalmente, soou o toque da campainha, saltei do meu lugar nas traseiras de umapequena sala de aula toda pintada de bege com os cortinados do mais bonito azul, dirigi-me omais rapidamente possível à Margarida e perguntei-lhe: -Que se passa? -Nada. Só estou um pouco cansada- respondeu-me secamente. Não convencida com a resposta e, ao mesmo tempo, preocupada com ela, decidi segui-laaté casa. Passámos por montes de ruas estreitas cheias de curvas que cheiravam a uma mistura decigarro e terra húmida tal como quando as primeiras chuvas caem. A cada curva, a Margaridaapressava mais o passo e quanto mais eu me concentrava na perseguição silenciosa, maisdesorientada ficava. “Para onde é que ela vai?”- pensava eu surpreendida. Margarida parou bruscamente, atrás de uma casa velha e abandonada, e eu parei também.Só consegui perceber um pouco da conversa que ela teve com um homem alto, magro, todotatuado e cheio de piercings, mas pelo que consegui ouvir, apercebi-me que ela ia transportardroga para o Brasil. Entretanto, o homem saiu da casa e desapareceu por uma ruela sem deixar rasto.Aproximei-me de Margarida, empurrei-a contra a parede húmida e fria. Desta forma, ela nãorecusaria ouvir-me: - Tu és doida ou o quê?! Vais transportar droga, sabes que isso pode arruinar a tua vida?!-gritei furiosamente.
    • - Não te preocupes, eu apenas vim até aqui, com receio que o homem me fizesse mal, vimdesmarcar tudo. Eu não quero meter-me neste esquema do tráfico de droga, pois sei exatamenteque tudo acabaria mal – replicou com muita calma. Dito isto, resolvemos voltar para casa da Margarida, porque afinal ela estava tão nervosaquanto eu, embora não aparentasse. Falámos com os pais dela que foram bastante compreensivose nos deram a segurança que nos faltava. A ajuda deles foi duplamente preciosa. Quando ligarampara a polícia a relatar os factos, não só nos sentimos aliviadas do peso que trazíamos, comoachámos importante a divulgação, através dos meios de comunicação, da descrição do traficante,para alertar outras jovens. Finalmente, pudemos ficar descansadas, dado que a polícia organizou uma busca cerrada,tendo detido este perigoso traficante, ao fim de três dias. Assim, o nosso último dia de aulas serviu de exemplo para aquilo que nunca devemosfazer, ou seja, conversar com estranhos sem a presença de um adulto no qual possamos confiar. Sofia Gomes da Rocha, nº17, 6ºE