8                                      INTRODUÇÃO        Esta pesquisa foi realizada com o intuito de identificar e analis...
9                                     Capítulo I               EDUCAÇÃO ESCOLAR: UM ESPAÇO DE HUMANIZAÇÃO    A educação é ...
10    A educação escolar pressupõe, o encontro entre os homens, essa relaçãotransforma o processo de humanização entre os ...
11principalmente na Educação Infantil, deve ser configurada a uma Prática Pedagógica doprofessor e suas vertentes em sala ...
12estabelecem naturalmente sentimentos e afeições por estarem em contato compessoas que lhes são importantes e amadas. (RO...
13     Nossa pesquisa foi realizada na cidade de Senhor do Bonfim - Ba com professoresda rede Municipal e Particular de en...
14                                          Capítulo II                             UMA ABORDAGEM CONCEITUAL     Com o pro...
15     Nesta etapa escolar, as crianças buscam ativamente o conhecimento. Momentode descobertas e de transições, que se to...
16    Nesta visão, a Educação Infantil deve oportunizar situações em que a criançadesenvolva a experiência e a consciência...
17     É fundamental que toda criança passe por este período da Educação Básica,porque se constitui elemento fundamental p...
18     A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) nos oferece osdois mais importantes princípios da af...
19     Portanto, pais e professores, devem ter todo cuidado na primeira infância de cadaser humano, pois nesta fase da vid...
20de conhecimento, assumindo o educador um papel fundamental nesse processo, comoum indivíduo mais experiente.    Sobre is...
21                                Nos dias de hoje, o professor deve ser um “líder”. Deve                                s...
22     A relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do climaestabelecido pelo professor, da relação empáti...
23    Nessa perspectiva, a aprendizagem deve ser para o aluno algo desejado,importante e acima de tudo rotineiro. Aprendem...
24de todo o processo de aquisição de experiências, estudos e observações. (ROSSINI,2003)    Os alunos devem ser vistos, co...
25                                        Capítulo III                              PERCURSO METODOLÓGICO     A presente p...
26sua vez, é uma instituição da rede Pública Municipal de ensino, composta por 150alunos, 8 professores ( 2 de Educação In...
27     Com o intuito de coletarmos dados que sejam relevantes para a pesquisa,utilizamos uma técnica importante na realiza...
28                                       Capítulo IV                        ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS     A análise...
29      Foi possível identificar, através deste estudo, que para os sujeitos, o ato deeducar, é um ato de sabedoria, deve ...
30    Nesse momento único da vida escolar de qualquer criança, o professor é umagente formador importante no processo de c...
31                      “Porque é muito mais fácil você conviver e aprender com as                     pessoas que a gente...
32    Por esta razão, os sujeitos demonstram acreditar que a relação com seus alunos éuma relação de humanização, de respe...
33    Acreditamos que este estudo não se encerra aqui, ele traz subsídios importantespara outros estudos referentes ao tem...
34GOLDENBERG, Miriam. A arte de pesquisar. Como fazer pesquisa qualitativa emciências sociais. 4. ed. Rio de janeiro: Reco...
35SAVIANI, D. Pedagogia histórico- critica: primeiras aproximações. Campinas:Cortez/ Autores associados, 1997.TRIVIÑOS, Au...
36
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Monografia Carla Pedagogia 2008

9,423

Published on

Pedagogia 2008

0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
9,423
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
73
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Transcript of "Monografia Carla Pedagogia 2008"

  1. 1. 8 INTRODUÇÃO Esta pesquisa foi realizada com o intuito de identificar e analisar como se dá aaprendizagem aliada à relação afetiva entre professor e alunos na Educação Infantil. Ecom os resultados obtidos buscaremos estender nossos conhecimentos e criarpossibilidades que auxiliam nas discussões sobre este tema. O capítulo I constitui – se de uma visão global do termo Educação, abarcando arealidade da Educação Infantil e de sua importância para a vida das crianças, emseguida, ressalta a importância da relação afetiva entre professores e alunos nestafase. O capítulo II apresenta os conceitos – chave: Educação Infantil; Afetividade;Relação professor e aluno e Aprendizagem. Baseando-se nos pressupostos teóricosdos autores escolhidos situando socialmente no que se refere à relação entre professore aluno na Educação Infantil. O capítulo III transcorre sob a metodologia de pesquisa traçada para a obtençãodos dados da pesquisa, local da pesquisa, sujeitos da pesquisa e instrumentos para acoleta de dados. O capítulo IV demonstra a analise e interpretação dos dados, as conclusõesobtidas, os questionamentos e a relevância deste trabalho. Por fim, as considerações finais que evidencia o que esta pesquisa nos trouxe emrelação ao tema estudado.
  2. 2. 9 Capítulo I EDUCAÇÃO ESCOLAR: UM ESPAÇO DE HUMANIZAÇÃO A educação é um processo, que está presente em todo e qualquer lugar, seja emcasa, na rua, na igreja ou até mesmo numa roda de amigos. Todos os dias aprendemosalgo novo, principalmente no convívio e na relação com outras pessoas. Ninguém estáfora dessa relação, pois todo ser humano vive em um constante aprendizado. O termo Educação significa, ato ou efeito de educar, é um processo vital que semanifesta no desenvolvimento físico, intelectual e moral do ser humano. Esse processonão se limita somente à preparação dos indivíduos para extremidades utilitáriasprofissionais, nem se restringe ao desenvolvimento de particularidades da suapersonalidade, pois este é um processo continuado e de reconhecimento individual.(LIBÂNEO, 2001) A educação se constitui como direito fundamental e essencial ao ser humano, todapessoa tem o direito à educação na sua esfera formal. A educação escolar no Brasilcompõe-se de: I - Educação Básica (formada pela Educação Infantil, EnsinoFundamental e Médio) e II - Educação Superior. (LDB 9394/96 - Lei de Diretrizes eBases da Educação). A escola é um espaço de construção do conhecimento, um ambiente formador desujeitos. Propicia a aquisição dos instrumentos que permitem a aproximação doeducando com o saber sistematizado e elaborado, ou seja, o científico. (SAVIANI 1997)
  3. 3. 10 A educação escolar pressupõe, o encontro entre os homens, essa relaçãotransforma o processo de humanização entre os seres humanos, pois o homem sóconstrói sua verdadeira identidade, a partir da convivência com outros homens. A escola é um local de trocas, de transmissão de saberes necessários para aformação intelectual e física do indivíduo. Interagindo com a comunidade, a instituiçãoescolar deve levar em conta os costumes, as tradições e a cultura do povo que dela fazparte, possibilitando uma nova dimensão dos saberes e conhecimentos refletidos nesteespaço. (REIS, 2004) Neste estudo daremos mais ênfase a um período escolar da Educação Básica, aEducação Infantil, que evidencia um momento muito significante no que se refere aodesenvolvimento dos indivíduos. É o período de vida escolar que se aplica a criançasde 0 a 6 anos de idade. Durante esse período a criança começa a se desenvolver nos aspectos, físico,intelectual e mental. Para que esse desenvolvimento se torne cada vez maissignificante é preciso proporcionar - lhes momentos de descontração e prazer. AEducação Infantil é um direito de toda criança, deve oferecer a capacidade deconstrução de regras e recursos fundamentais que podem se tornar consignados entreas pessoas que a cercam. (Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96). O desenvolvimento dos sujeitos ocorre quando os mesmos adquirem umaconcepção de mundo que até então não concebiam, lhes possibilitando um estado deadequação e de estabilidade em relação a situações às quais estão presentes.(RAPPARPORT, 1981) Neste envolvimento da criança com o ambiente escolar e com esse processo dedesenvolvimento, estreita-se uma relação entre professor e alunos, de sumaimportância. O professor se caracteriza como um agente formador e essencial, pois éaquele que ensina uma ciência, arte, técnica, é por tanto o mestre. Essa relação,
  4. 4. 11principalmente na Educação Infantil, deve ser configurada a uma Prática Pedagógica doprofessor e suas vertentes em sala de aula. O educador dedica-se ao estado ativo de proporcionar, com intenção, aelaboração de meios de desenvolvimento de procedimentos desejáveis ao individuo,nas suas relações individuais e grupais. Cria condições estimuladoras e desafiadoraspara serem refletidas e entendidas pelos educandos no meio social. (CANDAU, 1986) Em sala de aula, o professor deve aproximar da criança os processos relevantesna construção do conhecimento, tornando - os mais compreensíveis e relevantes,favorecendo o surgimento de uma forte autonomia intelectual, para que possa fortalecera capacidade crítica e criativa dos educandos. O que deve implicar ao professor é o desenvolvimento da intelectualidade dascrianças, aperfeiçoando suas maneiras de ensinar para que venham contribuir para umbom aproveitamento dos alunos em sala de aula, uma aprendizagem significativa. Ao chegar na instituição escolar, a criança desconhece todo espaço e as relaçõesali presentes, o educador, tem o papel de possibilitar e encorajar essas crianças, a iremem busca de diversas experiências que possam consolidar e influenciar no seucrescimento, e também na concepção dos conhecimentos necessários para suaformação. (ROSSINI, 2003). Um bom relacionamento, uma boa interação, uma comunicação ativa entre omestre e seus alunos pode desenvolver algumas capacidades que até então não sepodia identificar. Todo ser humano tem a necessidade de cuidar e ser cuidado, amar e ser amado,de dar e receber atenção, de se sentir importante. Podemos perceber, essa relaçãoafetiva no seio familiar, pois lá, existem trocas fundamentais quando os indivíduos
  5. 5. 12estabelecem naturalmente sentimentos e afeições por estarem em contato compessoas que lhes são importantes e amadas. (ROSSINI, 2001) Sendo a instituição escolar uma extensão da casa da criança, principalmentenessa faixa de idade de 0 a 6 anos, quando estão na Educação Infantil, todas asrelações que poderão surgir serão interpretadas e vivenciadas por elas de uma formamais maternal e afetiva. Por isso, evidenciamos que as relações, no âmbito escolar, devem surgir demaneira espontânea entre o educador e educando, os laços de confiança, respeito ecarinho se estreitam no momento em que o educando passa a confiar no educador. É fundamental que o professor tenha uma intenção de se relacionar mais“humanamente” com seus alunos, nessa relação poderíamos identificar uma relaçãoafetiva. Pois, a criança precisa ser encarada como um ser em formação em váriascategorias, tanto nos aspectos intelectuais como nos aspectos pessoais. As relações que se estabelecem, na sala de aula, entre professor e alunos oualunos e alunos podem influenciar o nível de comunicação e os vínculos afetivos que seproduzem e determinam o clima de convivência. São os tipos de comunicações e devínculos que irão determinar os modelos didáticos que estejam de acordo, com asnecessidades de aprendizagem dos alunos. (ZABALA, 1998). As discussões aqui apresentadas surgiram durante o aprofundamento do seguinteproblema: Qual a importância da relação afetiva entre professor e aluno no processo dealfabetização na Educação Infantil? O professor de Educação Infantil deve ter mesmouma relação carinhosa com os seus alunos? O bom relacionamento entre professores ealunos resulta numa boa aprendizagem? Neste contexto, buscamos nesta pesquisa identificar e analisar como se dáaprendizagem aliada à relação afetiva entre professor e alunos na Educação Infantil.
  6. 6. 13 Nossa pesquisa foi realizada na cidade de Senhor do Bonfim - Ba com professoresda rede Municipal e Particular de ensino, especificamente na Escola Municipal NossaSenhora do Perpétuo Socorro com Professores de Educação Infantil. Os que nos levou a pesquisar nessa direção foram às indagações e situaçõesvivenciadas no período de estágio durante o curso de graduação em Pedagogia,principalmente no estágio de Educação Infantil. Este estudo é de suma importância, para que os professores possam refletir comovem se dando a sua prática pedagógica e o seu relacionamento com os educandos. Emvista dessa relação e dos seus resultados, é possível analisar o aproveitamento daqualidade da aprendizagem em sala de aula.
  7. 7. 14 Capítulo II UMA ABORDAGEM CONCEITUAL Com o propósito de elucidar as reflexões e compreensões neste trabalho depesquisa e considerando que os elementos de estudo citados no capitulo anterior sãorelevantes para a construção deste capitulo teórico, procuramos estruturar os seguintesconceitos – chave: Educação Infantil; Afetividade; Relação professor e aluno eAprendizagem. 2.1. A importância da Educação Infantil Considera-se como Educação Infantil, o período de vida escolar em que seatende, pedagogicamente, crianças com idade entre 0 e 6 anos, é parte integrante daEducação Básica e possui extrema importância no desenvolvimento infantil. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) caracteriza a educaçãoinfantil como: Primeira etapa da educação básica tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos: físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. A educação infantil será oferecida em: creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; pré-escolas, para crianças de quatro a seis anos de idade. (Art. 29 e 30) Nesse período as crianças encontram-se em fase de grandes transformações. Arespeito disso, Drouet (1990) acrescenta que, “os seis primeiros anos de vida sãoextraordinariamente importantes e mesmo fundamentais para um bom desenvolvimentogeral do indivíduo”.(p.92)
  8. 8. 15 Nesta etapa escolar, as crianças buscam ativamente o conhecimento. Momentode descobertas e de transições, que se tornam cada vez mais interessantes com opassar do tempo. Buscam acima de tudo o prazer e não há nada mais prazeroso paraelas do que o brincar. Para as crianças, a ação corporal predomina sobre a ação mental, pois naverdade, a sua maior especialidade é brincar. É justamente pelo que chamamos debrincadeiras, que ela aprende a conhecer a si própria, as pessoas que a cercam, asrelações entre as pessoas e os papéis que assumem. (MACHADO, 2001) Numa perspectiva piagetiana, a criança que brinca está desenvolvendo sualinguagem oral, seu pensamento associativo, suas habilidades auditivas e sociais, seapropria de relações de conservação, seriação e muitas outras. (BRENELLI, 2000)Em relação a isso Machado (2001), afirma que: Brincar é também raciocinar, descobrir, persistir e perseverar, aprender a perder percebendo que haverá novas oportunidades para ganhar, esforçar-se, ter paciência, não desistindo facilmente. Brincar é, para a criança pequena, o que trabalhar deveria ser para o adulto: fonte de auto descoberta, prazer e crescimento. (p.27) Sendo assim, o brinquedo, o cantar, o rir, não tem função apenas de dar prazer àcriança, mas de libertá-la de frustrações, canalizar sua energia, dar motivo e ação,explorar sua criatividade e imaginação. (MACHADO, 2001) Rossini (2003) acredita que: Devemos tomar todo cuidado possível ao criarmos atividades, curriculares ou não, que, pela facilidade não sejam desafiadoras ou, então as difíceis demais que irão deixar as crianças desmotivadas, sem vontade de realizar qualquer ação. (p.34)
  9. 9. 16 Nesta visão, a Educação Infantil deve oportunizar situações em que a criançadesenvolva a experiência e a consciência da própria capacidade de aprender, o gostopela descoberta, à capacidade de interação, o espírito crítico, o pensamento, aexpressão pessoal e grupal. Ressalta Rossini (2003): Os jogos, por exemplo, devem ser oferecidos em local tranqüilo da sala, com um clima saudável de competição e desafio, onde, ao final todos alcançam alguma forma de sucesso e satisfação pela dificuldade vencida, oferecendo o estímulo à formação do sentimento de grupo e de equipe. (p.32) O professor deve organizar as atividades, selecionando aquelas mais importantespara seus alunos, que possam estimular a capacidade de desenvolvimento e deinteração, criando condições para que sejam realizadas, individualmente ou em grupos.Cabe ao professor, em sala de aula ou fora dela, estabelecer metodologias e condiçõespara desenvolver e facilitar este tipo de trabalho, introduzindo os conteúdos que sãoprogramados para os educandos nesta fase. Em relação a isso, Rizzo (1989) afirma: O professor da Educação Infantil deve se responsabilizar pelo oferecimento e manutenção das condições essenciais que propiciem o desenvolvimento pleno da criança e a sua integração social. Além disso, o professor, deve ser capaz de transformar a criança num indivíduo investigador consciente e com autonomia de ação, num ser inteligente e capaz de continuar o seu crescimento e ampliar o seu conhecimento por direção própria. (p.236) A escola, ambiente onde a criança passa uma boa parte de sua vida, deveoferecer essa aproximação das atividades lúdicas no período de Educação Infantil,onde, o professor assume uma importante tarefa, pois, o educando precisa que ele criee assuma condições necessárias que venham estimular o seu desenvolvimento.
  10. 10. 17 É fundamental que toda criança passe por este período da Educação Básica,porque se constitui elemento fundamental para o bom aproveitamento dos outros níveisde educação existentes no Brasil. 2.2 Afetividade A afetividade é uma ação relacionada aos sentimentos de carinho, amizade, amor,apego sincero por alguém ou algo. A palavra afeto vem do latim affectur (afetar, tocar) econstitui o elemento básico da afetividade. (AURÉLIO, 1994) Numa visão piagetiana, a afetividade deve ser tratada sempre do ponto de vista dodesenvolvimento cognitivo das crianças representado pela inteligência, considerando aimportância da primeira infância no desenvolvimento afetivo. Ressalta a relevânciatanto da cognição como do afeto para a adaptação psíquica das crianças no mundoexterior. (BRENELLI, 2000) Rossini (2001), diz que: A afetividade domina a atividade pessoal na esfera instintiva, nas percepções, na memória, no pensamento, na vontade, nas ações, na sensibilidade corporal – é componente do equilíbrio e da harmonia da personalidade. (p.10) Até os 12 anos de idade, a vida do ser humano é extremamente afetiva, e a partirdaí o futuro adulto já tem estabelecidas as suas principais formas de afetividade. Se oser humano não está bem afetivamente, sua ação como um ser social, estarácomprometida, sem expressão, sem força, sem vitalidade. A criança é um ser social e,por isso, está sujeita a interferências do meio em que vive. (ROSSINI, 2001)
  11. 11. 18 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) nos oferece osdois mais importantes princípios da afetividade e amor no âmbito escolar, o respeito àliberdade e o apreço à tolerância, que são inspirados nos princípios de liberdade e nosideais de solidariedade humana. Entendendo que cada ser participa ativamente de seu mundo social e que obtémseus conceitos mediante as suas relações socioculturais e as influências que sofremdestas relações, entendemos que o ambiente familiar, o escolar e os outros cenáriossociais participam na configuração de nossa individualidade, sejam nos traçospsicológicos como nos aspectos afetivos. É da natureza humana procurar o que lhe proporciona prazer e fugir do que lhecausa desprazer. Satisfazer uma necessidade causa muito prazer, seja ela umanecessidade fisiológica ou até mesmo psicológica. Ressalta Rossini (2003): As necessidades são intrínsecas ao ser humano, gerando certos tipos de comportamentos observáveis. O ser humano movido por uma necessidade interna, pode procurar descanso, aprovação social, alimento, abrigo e amor. (p.35) As necessidades psicológicas podem proporcionar: segurança, participação ouaceitação no grupo, consideração e estima, tudo que possa culminar na auto-realização. Uma das necessidades psicológicas fundamentais a qualquer ser humano,é a necessidade de amar e ser amado, o ser humano, tem a necessidade de dar ereceber afeto, carinho, amor em relações de reciprocidade. (ROSSINI, 2003) No inicio da vida é muito importante o amor familiar para que, mais tarde, com amaturidade, a pessoa possa incluir outras pessoas, como amigos, namoradas, cônjugee filhos em sua vida. Muitas vezes na fase adulta, um ser humano apresenta total faltade amor com seus semelhantes. Isto se deve ao fato de que, na primeira infância ele foirejeitado, ou seja, não foi amado ou foi “mal-amado”. (ROSSINI, 2003)
  12. 12. 19 Portanto, pais e professores, devem ter todo cuidado na primeira infância de cadaser humano, pois nesta fase da vida serão lançadas as bases afetivas do futuro adulto,não devemos economizar manifestações de amor e carinho por meio do contato físico,possuindo um valor incomensurável. Na concepção de Piaget, a afetividade não modifica a estrutura no funcionamentoda inteligência, porém, poderá acelerar ou retardar o desenvolvimento dos indivíduos,podendo até interferir no funcionamento das estruturas da inteligência.(GOULART,2003) Na perspectiva de Wallon, a afetividade desempenha um papel fundamental naconstituição e funcionamento da inteligência, determinando os interesses enecessidades individuais. (GÓMEZ, 2000) Portanto, é fundamental que no processo educacional haja uma relação afetivaentre professores e alunos, pois, a criança aprende afetivamente quando relaciona oque aprende com seus próprios interesses. 2.3. Relação professor e aluno no processo de ensino e aprendizagem naEducação Infantil As relações humanas são peças fundamentais na realização comportamental eprofissional de um indivíduo. Desta forma, a análise dos relacionamentos entreprofessor e aluno envolve interesses e intenções, pois a educação é uma das fontesmais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nosmembros da espécie humana. A relação professor-aluno é fundamental em todos os níveis e modalidades deensino. Através dela o aluno pode ser motivado a construir seu conhecimento. O alunodeve ser considerado como um sujeito interativo e ativo no seu processo de construção
  13. 13. 20de conhecimento, assumindo o educador um papel fundamental nesse processo, comoum indivíduo mais experiente. Sobre isso, Candau (1986) afirma: O educador é o profissional que se dedica a atividade de, intencionalmente, criar condições de desenvolvimento de condutas desejáveis, seja do ponto de vista do indivíduo seja do ponto de vista do grupamento humano. (p.24) Por essa razão cabe ao professor considerar também, o que o aluno já sabe, suabagagem cultural e intelectual, para a construção da aprendizagem. A relação entreeducador e educando não deve ser uma relação de imposição, mas sim, uma relaçãode cooperação, de respeito e de crescimento. Gadotti (1999) completa que: O educador para pôr em prática o diálogo, não deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem não sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida. (p.2) A relação estabelecida entre professores e alunos constitui o cerne do processopedagógico. Pois o ensino não pode e não deve ser algo estático e unidirecional,devemos nos lembrar de que a sala de aula não é apenas um lugar para transmitirconteúdos teóricos, é, também, local de aprendizado de valores e comportamentos, deaquisição de uma mentalidade científica e participativa, que poderá possibilitar aoindivíduo, bem orientado, interpretar e transformar a sociedade e a natureza embenefício do bem-estar coletivo e pessoal. (CANDAU, 1986) Rossini (2001) comenta que:
  14. 14. 21 Nos dias de hoje, o professor deve ser um “líder”. Deve saber que liderança não se impõe, se conquista. Na sala de aula, ele representa a direção, a própria família. Ali ele é o “dono da lei”. Deve ter qualidades imprescindíveis num educador de hoje: equilíbrio emocional, responsabilidade, caráter, alegria de viver, ética e principalmente gostar de ser professor. (p.44) Se por um lado é importante a existência de afetividade, confiança, empatia erespeito entre docente e discente para que melhor se desenvolva a leitura, a escrita, areflexão, a aprendizagem e a pesquisa autônoma, por outro, os educadores não podempermitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever deprofessor. Para exercer sua real função, o educador precisa aprender a combinar autoridade,respeito e afetividade, isto é, ao mesmo tempo em que estabelece normas, deixandobem claro o que espera dos alunos, deve respeitar a individualidade e a liberdade queesses trazem, para neles poder desenvolver o senso de responsabilidade. Gadotti (1999), fala das competências que o professor deve ter: Nós não podemos nunca perder o censo crítico e a capacidade de sonhar. Um professor que não sonha, que não pensa, que não tem um projeto de vida, é incompetente. Faz parte da competência dele a utopia, o sonho, o compromisso, a vontade de mudar as coisas. Porque ele educa um mundo que está em construção, portanto o sonho faz parte do projeto educativo. Infelizmente, há um desencantamento, mas existem pessoas com muita vontade e são essas pessoas que fazem que a escola pública tenha um sentido. (p.7) É preciso que na educação encontremos professores, comprometidos com aprodução do conhecimento em sala de aula, que desenvolvem com seus alunos umlaço muito estreito de amizade e respeito mútuo. Professores, ou melhor, educadoresque levem aos seus alunos uma reflexão crítica, respeitando o desenvolvimento que osmesmos adquiriram através de suas experiências de vida, conhecimentos jáassimilados, idade e desenvolvimento mental.
  15. 15. 22 A relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do climaestabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidadede ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontesentre o seu conhecimento e o deles. Com isso, o aluno poderá desfrutar melhor de umaaprendizagem mais prazerosa, sem cobranças e sem limitações. 2.4. A aprendizagem no desenvolvimento infantil Aprendizagem é um processo de mudança de comportamento obtido através daexperiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais. Na perspectiva de Vygotsky, uma boa aprendizagem é aquela que se direciona emrelação ao desenvolvimento, a aprendizagem orientada para o desenvolvimento dacriança já alcançado não é efetiva, do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo doaprendiz. (MOREIRA, 1999) Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. Oprofessor é co-autor do processo de aprendizagem dos alunos. Nesse enfoquecentrado na aprendizagem, o conhecimento é construído e reconstruído continuamente. Segundo Rossini (2003), “as crianças aprendem porque têm necessidade dereconhecimento social ou necessidade de se verem livres. É importante que aaprendizagem seja algo interessante, gostoso, prazeroso”. (p, 16). O processo de aprendizagem pode ser definido de forma sintética como o modocomo os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam ocomportamento. A aprendizagem é muito mais significativa à medida que o novoconteúdo é incorporado às estruturas de conhecimento de um aluno e adquiresignificado para ele a partir da relação com seu conhecimento prévio. (ROSSINI, 2003)
  16. 16. 23 Nessa perspectiva, a aprendizagem deve ser para o aluno algo desejado,importante e acima de tudo rotineiro. Aprendemos todos os dias algo novo, e com ascrianças isso não é diferente, aliás, é muito mais comum por se tratar de indivíduos emum constante processo de construção do conhecimento. O professor deve exercer práticas em sala de aula que venham implicar numaaproximação mais estreita entre os conteúdos e os alunos. Acreditando sempre naspotencialidades e na capacidade dos seus educandos, preocupando-se com suaaprendizagem e com seu nível de satisfação. Sobre isso, Moreira (1999), comenta: Pode-se identificar três tipos gerais de aprendizagem, a cognitiva que resulta no armazenamento organizado de informações na mente do ser que aprende; a afetiva, que resulta de sinais internos ao individuo e pode ser identificada como experiências tais como prazer e dor, satisfação ou descontentamento, alegria ou ansiedade; e a motora, que envolve respostas musculares adquiridas por meio de treino e prática. (p.140) Um bom planejamento aliado a uma prática docente qualificada, trazendo para oseducandos uma forma mais prazerosa de se aprender, culmina em um aproveitamentomais sólido e mais significativo para a vida desses seres que vivem em umapermanente construção do conhecimento. Acreditamos que a aprendizagem está inteiramente associada a uma boa práticaeducativa do professor, em sala de aula. Pois os educandos devem ser encorajados eimpulsionados a aprender. Aprender tem que ser gostoso, no sentido de ser algo natural, entendido como umprocesso comum na vida da criança. Não devemos tratar o processo de aprendizagemcomo algo obscuro, acima de tudo rigoroso e obrigatório. A criança deve conceber queaprender aquilo que lhe é vivenciado no contexto educacional, na sala de aula faz parte
  17. 17. 24de todo o processo de aquisição de experiências, estudos e observações. (ROSSINI,2003) Os alunos devem ser vistos, como seres capazes de adquirir os conhecimentosexpostos pelo professor, como um ser que possui potencialidades e condições deaprender. Assim, entendemos que o processo de aprendizagem na Educação Infantil nãoconsiste somente na relação proveniente da instrução dos adultos durante a práticaescolar, mas também, no lançamento das bases afetivas, que irão formar e desenvolvero futuro adulto, possibilitando a construção de um componente do equilíbrio dapersonalidade, a afetividade, muito importante na vida de qualquer ser humano.
  18. 18. 25 Capítulo III PERCURSO METODOLÓGICO A presente pesquisa é de caráter qualitativo, utilizamos instrumentos de pesquisapara a aquisição de dados e descrições detalhadas referente ao objeto de estudo, como propósito de compreendê-lo e analisá-lo de forma crítica. A pesquisa qualitativa se preocupa em dar respostas a questões particulares, comum nível de realidade que não se pode quantificar. Ela trabalha com representatividadeda intuição, da exploração e do subjetivismo. Portanto, a realidade é o própriodinamismo da vida individual e coletiva com toda a riqueza de significados delatransbordante. (MINAYO, 1994) Com o intuito de suprir qualquer tipo de curiosidade ou resolver qualquer problemado cotidiano os seres humanos, que são seres pensantes, buscam sempre respostasbaseando-se no bom senso. O pesquisador torna o trabalho de pesquisa muito maisinstigante, mesmo que o objeto não pareça tão interessante, pois o seu olhar sobre talestudo se direciona para aquisição de conhecimentos. O investigador deve buscar acriatividade na maneira de pensar sistematizada com um olhar científico. A ação detalhada e desenvolvida no decorrer deste trabalho de pesquisa estáestruturada na descrição do local da pesquisa - o lócus, definição do objeto de estudo einstrumentos utilizados para a obtenção de respostas para os questionamentosexplicitados anteriormente. 3.1. Local da pesquisa A pesquisa foi realizada na Escola Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro,situada na Rua 03 quadra B – Bonfim I, na cidade de Senhor do Bonfim - BA, esta por
  19. 19. 26sua vez, é uma instituição da rede Pública Municipal de ensino, composta por 150alunos, 8 professores ( 2 de Educação Infantil e 6 de Ensino Fundamental I), umacoordenadora pedagógica, uma secretária, 3 serventes e uma diretora. A instituição possui uma boa estrutura física, composta por 9 salas de aula, pátiopara recreação, banheiros. O funcionamento da escola ocorre nos turnos, matutino evespertino. Os alunos que compõem a instituição possuem perfil sócio e econômicoprovenientes da classe menos favorecida e residem nos bairros próximos da instituição. A gestão da escola está bem organizada, consegue desenvolver um bom trabalhode acompanhamento com os professores, para avaliar o desempenho e o nível daaprendizagem dos alunos. Exerce uma proposta de interação entre a escola e acomunidade, quando proporciona atividades de aproximação entre os pais, a escola eos alunos. 3.2. Sujeitos da pesquisa Foram pesquisados por meio de questionário, duas professoras de EducaçãoInfantil, graduandas em Pedagogia, da Escola Municipal Nossa Senhora do PerpétuoSocorro da cidade de Senhor do Bonfim - BA. Foi relevante questioná-las, pois assim, pudemos obter respostas para as questõeslançadas, resultando no aproveitamento positivo desse estudo. 3.3. Instrumentos de pesquisa A pesquisa qualitativa compreende um conjunto de diferentes técnicasinterpretativas que visam a descrever e decodificar os componentes de um sistemacomplexo de significados.
  20. 20. 27 Com o intuito de coletarmos dados que sejam relevantes para a pesquisa,utilizamos uma técnica importante na realização de uma pesquisa qualitativa: oquestionário aberto. Por meio do questionário aberto o pesquisador busca, através das respostas dossujeitos, obter informações sobre uma determinada realidade que está sendofocalizada. (MINAYO, 1994). O questionário aberto possuía 10 questões que foram direcionadas aosprofessores de Educação Infantil, da instituição já mencionada. Abordamos questõesreferentes à relação entre os mesmos e seus alunos evidenciando a aprendizagem e arelação afetiva no meio escolar.
  21. 21. 28 Capítulo IV ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS A análise de dados é o núcleo central da pesquisa, neste capítulo apresentamosos dados obtidos por meio de questionários com perguntas abertas, a identificação e ainterpretação das informações adquiridas, que nos facilitará a identificar e analisarcomo se dá aprendizagem aliada à relação afetiva entre professor e alunos naEducação Infantil. Após a análise, segue a interpretação dos dados, sendo esta uma atividade queleva o pesquisador a dar um significado mais amplo às respostas que foram cedidas apartir das indagações explicitadas no questionário aberto. (LEHFELD, 2000) Para uma melhor interpretação dos dados desta pesquisa, utilizamos códigos paraa diferenciação das respostas e reflexões obtidas por parte das professoras, já quecontamos com total sigilo da identidade dos sujeitos. Usamos Professora A eProfessora B, para a identificação. 4.1. Dados do questionário aberto e interpretação A partir da aplicação do questionário aberto nos aproximamos do nosso objeto deestudo, foram fornecidas informações que apontaram alguns fatores relevantes à nossapesquisa. Os sujeitos dessa pesquisa são duas professoras da Educação Infantil da EscolaMunicipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ambas são graduandas do curso dePedagogia.
  22. 22. 29 Foi possível identificar, através deste estudo, que para os sujeitos, o ato deeducar, é um ato de sabedoria, deve existir sempre o respeito a si mesmo e aopróximo. Afirma a Professora A: “O ato de educar é um ato de sabedoria, sabedoria de todas as formas”. A Professora B, diz: “Ensinar a ser humano, respeitado o próximo e a si mesmo”. Sobre isso, Brandão (1983), nos diz: A educação é a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver na criança certo numero de estados físicos, intelectuais e morais reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destina.(p.71) A pesquisa constatou que os sujeitos identificaram a importância da EducaçãoInfantil, afirmam que é essencial porque é o alicerce da vida escolar das crianças epossui uma importância única. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), caracteriza a EducaçãoInfantil como um período em que a criança começa a se desenvolver nos aspectos,físico, intelectual e mental. Para que esse desenvolvimento se torne cada vez maissignificante é preciso proporcionar - lhes momentos de descontração e prazer.
  23. 23. 30 Nesse momento único da vida escolar de qualquer criança, o professor é umagente formador importante no processo de construção do conhecimento e deaquisição de habilidades importantes no desenvolvimento dos educandos. A partir da pesquisa realizada, identificamos que os professores acreditam que asua relação com seus alunos deve existir compreensão, respeito e amizade. AProfessora B caracteriza: “Deve ser uma relação de amigos sempre levando os alunos a agir de forma certa”. A Professora A, descreve a sua relação com seus alunos: “É uma relação de carinho, amizade e até materna, pois as crianças são pequenas”. O educador e o educando devem ter uma boa relação, uma relação decooperação, de respeito e se crescimento, não deve ser uma relação de imposição.(CANDAU, 1986) Os sujeitos da pesquisa definem a relação afetiva como uma relação carinhosa emque há um apego entre as pessoas, surgindo uma cumplicidade. A Professora A diz: “Relação afetiva é quando você tem uma relação mútua de amizade, do gostar, do carinho”. A relação afetiva é um componente do equilíbrio e da harmonia da personalidadedos indivíduos. (ROSSINI, 2001) O estudo se preocupou em saber se os sujeitos acreditam que a sua relação comseus alunos poderia influenciar na aprendizagem deles. Foi identificado que os sujeitosaqui analisados afirmam que sua relação com os educandos influencia naaprendizagem. Como afirma a Professora A:
  24. 24. 31 “Porque é muito mais fácil você conviver e aprender com as pessoas que a gente mais gosta”. A relação afetiva desempenha um papel essencial na constituição efuncionamento da inteligência, determinando os interesses e necessidades individuais.(GÓMEZ, 2000) O estudo identificou que para os sujeitos da pesquisa, a falta de um bomrelacionamento entre professor e aluno, traz desinteresse por parte dos alunos edesrespeito por parte do professor. Completa a Professora A: “O aluno terá dificuldade em compreender e também de gostar daquela disciplina ou até mesmo da escola em que não é aceito pelos professores”. A relação professor-aluno é essencial no processo de educação, por meio dela oaluno pode ser estimulado a construir seu conhecimento. (CANDAU, 1986) Os sujeitos da pesquisa afirmam que a relação afetiva entre professor e aluno éimportante no processo de alfabetização na Educação infantil, pois estimula oaprendizado e melhora a auto – estima da criança. O professor representa para a criança em sala de aula, a própria família, ele devese tornar um líder, um líder que não impõe, mas que conquista. O educador de hojedeve ter algumas qualidades importantes que irão contribuir na sua vivência com oseducandos, a mais importante delas é a de gostar de ser professor. (ROSSINI 2001) A presente pesquisa detectou que os professores acreditam que devem ter umarelação carinhosa com seus alunos. Afirma a Professora B: “Muitos deles não têm atenção e nem carinho da família e encontra isso no professor”.
  25. 25. 32 Por esta razão, os sujeitos demonstram acreditar que a relação com seus alunos éuma relação de humanização, de respeito e carinho. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo teve como objetivo, identificar e analisar como se dá a aprendizagemaliada à relação afetiva entre professor e alunos na Educação Infantil. Após termosestudado sobre questões referentes a esse fator, podemos afirmar que a pesquisaapresentada para objeto de análise nos trouxe muitas contribuições para aconcretização final de nossos estudos. No decorrer da pesquisa, não encontramos nenhum empecilho, pois asprofessoras colocaram-se a disposição de uma forma bastante receptiva pararesponderem ao questionário, contamos também com o apoio da direção da referidaentidade. Por meio desta pesquisa pudemos obter informações que nos levaram a conhecermelhor a relação existente entre professores e alunos e como esta relação podeinfluenciar na aprendizagem. Acreditamos que nossos objetivos traçados foramalcançados com êxito, trazendo mais significado à pesquisa. Os sujeitos da pesquisa mostraram-se conscientes do seu papel, enquantoeducadores, formadores, capazes de contribuir no desenvolvimento dos educandos,estimulando a aprendizagem de forma prazerosa. Este estudo nos trouxe contribuições essenciais para a nossa formação, nospermitiu enxergar como se dão as relações interpessoais no ambiente escolar.Possibilitou-nos avaliar a nossa prática cotidiana e tomar como base para melhoraralgumas situações que podem surgir no decorrer do processo educacional.
  26. 26. 33 Acreditamos que este estudo não se encerra aqui, ele traz subsídios importantespara outros estudos referentes ao tema, pois neste tema existem vertentes que podemser pesquisadas, visto que, o processo educacional é algo contínuo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBARROS, Adil J. da Silveira e LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos demetodologia científica. Um guia para iniciação científica. São Paulo: PearsonPrentice Hall, 2006.BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Lei de Diretrizes e Bases daEducação Nacional, promulgada em 20 de dezembro de 1996. São Paulo: Editorado Brasil, 1996.BRASIL, Ministério da Educação Assessoria de Comunicação Social. Estatuto dacriança e do adolescente. Brasília: MEC, 2004.BRANDÃO, C. R. O que é Educação. São Paulo: Brasiliense, 1983.BRENELLI, Rosely P. Piaget e a afetividade. In: FINI, Lucila Dehel Tolaine; OLIVEIRA,Gislene de Campos e SISTO, Firmino Fernandes. Leitura de psicologia para formaçãode professores. 3. ed. Petrópolis – RJ: Vozes, 2000.CANDAU, Vera Maria (org). A didática em questão. Petrópolis – RJ: Vozes, 1986.CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pesquisa. 2. ed. São Paulo: PearsonPrentice Hall, 2006.DEMO, Pedro. Metodologia científica em ciências socias. 2. ed. São Paulo: Atlas,1989.DROUET, Ruth Caribe da Rocha. Fundamentos da educação pré - escolar. SãoPaulo: Ática, 1990.FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (org). Ta pronto seu lobo? Didática /Prática na pré- escola. 2. ed. São Paulo: Ática, 1991.FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à práticaeducativa. (Coleção Leitura) São Paulo: Paz e Terra, 1996.GADOTTI, M. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo: Scipione, 1999.
  27. 27. 34GOLDENBERG, Miriam. A arte de pesquisar. Como fazer pesquisa qualitativa emciências sociais. 4. ed. Rio de janeiro: Record, 2000.GOULART, Íris Barbosa. Piaget Experiências básicas para utilização peloprofessor. 20. ed. Petrópolis – RJ: Vozes, 2003.KRAMER, Sônia. Com a Pré - escola nas mãos. Uma alternativa curricular para aeducação infantil. 14. ed. São Paulo: Ática, 2001.LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de pesquisa: Propostasmetodológicas. 14. ed. Petrópolis – RJ: Vozes, 2003.LIBANEO, J. C. Pedagogia e pedagogos para quê? São Paulo: Cortez, 2001.MACHADO, Marina Marcondes. O brinquedo - sucata e a criança. A importância dobrincar. Atividades e materiais. 4. ed. São Paulo: Loyola, 2001.MICHALISZYN, Sérgio Mário e TOMASINI, Ricardo. Pesquisa, orientação e normaspara elaboração de projetos, monografias e artigos científicos. 2. ed. Petrópolis –RJ: Vozes, 2006.MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa Social. Teoria, método e criatividade.24. ed. Petrópolis – RJ: Vozes, 1994.MOREIRA, Marco Antônio. Teorias da aprendizagem. São Paulo: Pedagógica eUniversitária LTDA, 1999.MOROZ, Melania e GIANFALDONI, Mônica Helene Tieppo Alves. O processo depesquisa e iniciação. Brasília: Plano, 2002.RAPPAPORT, Clara Regina. Psicologia do desenvolvimento. A idade pré-escolar.Vol. 3. São Paulo: EPU. 1981.REIS, Edmerson dos Santos. Educação do campo e desenvolvimento sustentável:avaliação de uma prática educativa. Juazeiro – Ba: São Franciscana, 2004.RIZZO, Gilda. Educação pré - escolar. 6 ed.Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1898.ROSSINI, Maria Augusta Sanches. Aprender tem que ser gostoso. 3. ed. Petrópolis –RJ: Vozes, 2003._____________________________ Pedagogia Afetiva. 2. ed. Petrópolis – RJ: Vozes,2001.SACRISTÁN, J. Gimeno e GÓMEZ, A. I. Pérez. Compreender e transformar oensino. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  28. 28. 35SAVIANI, D. Pedagogia histórico- critica: primeiras aproximações. Campinas:Cortez/ Autores associados, 1997.TRIVIÑOS, Augusto N. Introdução à pesquisa em Ciências socias. A pesquisa emeducação. São Paulo: Atlas, 1987.VEIGA, Ilma. Passos Alencastro (coord.). Repensando a Didática. São Paulo: Papirus,1991.ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes médicas,1998.
  29. 29. 36

×