Monografia Valci Pedagogia 2012

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Pedagogia 2012

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Monografia Valci Pedagogia 2012

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE PEDAGOGIA VALCI SOARES DA SILVA MOREIRAA LITERATURA NO IMAGINÁRIO INFANTIL SENHOR DO BONFIM 2012
  2. 2. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE PEDAGOGIA VALCI SOARES DA SILVA MOREIRAA LITERATURA NO IMAGINÁRIO INFANTIL Monografia apresentada ao Departamento de Educação-Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de Pedagogia Habilitação em Docência e Gestão de Processos Educativos. Orientadora: Profª. Maria Elizabethe Souza Gonçalves SENHOR DO BONFIM 2012
  3. 3. VALCI SOARES DA SILVA MOREIRA Monografia apresentada ao Departamento de Educação-Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de Pedagogia Habilitação em Docência e Gestão de Processos Educativos.Aprovada em_______de ________________de 2012. BANCA EXAMINADORA _______________________________________________________ Profª ..................................................................... Universidade do Estado da Bahia –UNEB Orientadora _____________________________________________________ Profª................................................................................ Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinadora _____________________________________________________ Profª............................................................................ Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinadora
  4. 4. Dedico a todas as crianças que estudam noCentro Estudantil Fundame, que os sonhosnão deixem de abrigá-los, aos meusfamiliares, colegas e a meus filhosinspiração para a construção deste trabalho.
  5. 5. AGRADECIMENTOSA DEUS em primeiro lugar por me dar sabedoria e discernimento para a realizaçãodeste trabalho.Aos meus pais, Eutalia e Valmir, grandes incentivadores, parte de tudo do que hojesou. E, aos meus irmãos, Carine, Elizangela, Etiones, Livia, Valdeones, Valmivan,amigos e companheiros de todas as horas.Ao meu marido companheiro por compreender o difícil momento de distância naelaboração de minha monografia. Que mesmo distante se fez presente, com todoseu apoio e incentivo, contribuindo para que eu chegasse até aqui.Aos meus queridos filhos Ysnei e Varlei pelo amor, carinho, paciência e incentivoconstante em todas as decisões importantes que tive que assumir.Agradeço aos meus sobrinhos por estarem sempre presente quando eu precisava.Aos professores e professoras do curso de Pedagogia do Campus VII que aosocializar seus conhecimentos me deram a oportunidade de concluir este trabalho.A UNEB-Universidade do Estado da Bahia e seus funcionários pelo carinho quesempre demonstram para comigo durante estes anos especialmente asbibliotecárias Maria e Margarida.À minha orientadora, Profª. Maria Elizabethe Souza Gonçalves e a Profª. SimoneWanderley, pelo apoio, paciência e dedicação em suas orientações.Aos funcionários do Centro Estudantil e da Fundação de Apoio a Criança e aoAdolescente Fundame, pelo apoio e compreensão nos momentos mais angustiantesna elaboração deste trabalho.Ás amiga e Pedagogas, Jacira Lola, Viviane Santos, Jeane Lola, Amanda Feitosa,Eliciene Trindade e Aurelina grandes amigas. Todas juntas fomos fortes econseguimos atenuar a caminhada. E meus mais sinceros agradecimentos mais que especial as minhas Amigas e irmãsJeane Lola e Lívia soares pelas inestimáveis contribuições e por estarem juntosa mim nestes dias de aflição, angustias e lagrimas. Sem vocês eu não teriaconseguido. Valeu!
  6. 6. EPÍGRAFE “O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, osair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver olivro, o escrever, o querer ouvir de novo ( a mesma história ououtra). Afinal, tudo pode nascer dum texto!” ABRAMOVICH
  7. 7. RESUMOEsse trabalho de conclusão de curso teve como objetivo identificar as compreensõesdos professores da educação infantil do Centro Estudantil Fundame (CEF) sobre aLiteratura Infantil e a Importância de Contar Historias no desenvolvimento cognitivodos alunos. Essa pesquisa teve como aporte teórico: Coelho (2000), Pires (2000),Bettlheim (2007), Abramovich (1989), Lajolo e Zilberman (2004), Gentille e Alencar(2005), Ludke e Andre (1986), Cruz Neto (1994), Gil (1991), Minayo (2004),Machado (2001), e tantos outros que nos deram embasamento teórico para arealização dessa pesquisa. A metodologia utilizada foi à qualitativa, por nospossibilitar uma maior interação com os sujeitos. Tivemos como instrumentos decoleta de dados: observação participante, questionário fechado, e a entrevista semi-estruturada. Com o auxilio desses instrumentos conseguimos fazer algumasreflexões sobre a problemática proposta, onde constatamos que a maioria dossujeitos da pesquisa compreende a importância da literatura infantil nodesenvolvimento cognitivo das crianças, porém, a freqüência com que essesmomentos de prazer e aprendizado ocorrem e de maneira esporádica, edescompromissada, por parte de algumas professoras. Contudo, ressaltamos quealgumas professoras procuram realizar um trabalho criativo, dinâmico, porém aindahá um longo caminho a percorrer, no sentido uma prática mais consciente, quealcance os alunos e suas vivencias de modo integral.Palavras-chave: Literatura Infantil. Educação Infantil. Prática Docente
  8. 8. ABSTRACT This course conclusion work aimed to identify teachers understandings ofearly childhood education Fundame Student Center (EFC) on the ChildrensLiterature and the Importance of Telling Stories in the cognitive development ofstudents. This research was theoretical: Rabbit (2000), Pires (2000), Bettlheim(2007), Abramovich (1989), Lajolo and Zilberman (2004), and Alencar Gentille(2005), Ludke and Andre (1986), Cruz Neto (1994), Gil (1991), Minayo (2004),Machado (2001), and many others who gave us theoretical basis for performing thisresearch. The methodology was qualitative, by enabling us greater interaction withthe subject. We as instruments of data collection: participant observation, closedquestionnaire and semi-structured interview. With the aid of these tools we can makesome reflections on the problematic proposal, which found that the majority of theresearch subjects understand the importance of childrens literature in the cognitivedevelopment of children, however, the frequency with which these moments ofpleasure and learning occur and sporadically, and uncompromising on the part ofsome teachers. However, we note that some teachers try to make a creative,dynamic, but there is still a long way to go towards a practice more aware that reachstudents and their livings so full.Keywords: Childrens Literature. Early Childhood Education. Teaching Practice
  9. 9. SumárioINTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 11CAPITULO I...............................................................................................................15REFERENCIAL TEORICO.........................................................................................151 PASSENDO PELA EDUCAÇÃO INFANTIL .............................................................. 151.1 O surgimento da literatura infantil no Brasil ......................................................... 171.2 A fantasia enquanto auxílio na formação da personalidade ............................ 191.3 Pratica docente no trabalho com a literatura infantil ....................................... 23CAPITULO II.............................................................................................................26METODOLOGIA........................................................................................................262.1 Lócus da Pesquisa............................................................................................272.2 Os sujeitos.........................................................................................................272.3. Os instrumentos de Coleta de Dados............................................................282.3.1. Observação Participante...............................................................................282.3.2. Questionário Fechado...................................................................................282.3.3. Entrevista Semi-Estruturada........................................................................29CAPITULO III.............................................................................................................30ANALISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS..........................................................303.1. Perfil dos Sujeitos.............................................................................................303.1.1. Gênero.............................................................................................................303.1.2. Formação dos Sujeitos..................................................................................313.1.3. Jornada de Trabalho......................................................................................313.1.4. Meios de Comunicações Utilizados..............................................................323.1.5. Tempo de atuação na Educação Infantil......................................................323.1.6. Vocação para atuar na Educação Infantil....................................................333.2. Analise da Entrevista Semi-Estruturada.........................................................333.2.1. Compreensão sobre Literatura Infantil........................................................343.2.2. A importância de se trabalhar com a literatura infantil..............................363.2.3. Despertando o gosto pela leitura através da literatura infantil..................37
  10. 10. 3.2.4. A hora da história... Era uma vez... ..............................................................383.2.5. A literatura infantil contribuindo para o desenvolvimento da criança.....403.2.6. Espaço utilizado para a contação de histórias............................................423.2.7. A frequência com que são contadas às histórias para as crianças..........433.2.8. Materiais usados para ilustrar as contações de histórias.........................45CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................47REFERÊNCIAS.....................................................................................48APÊNDICE A - QUESTIONÁRIO FECHADO...........................................................50APÊNDICE B - ROTEIRO PARA ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA...............51
  11. 11. 11 INTRODUÇÃO A sociedade contemporânea passa por profundas transformaçõestecnológicas e estas modificações têm alterado a forma de viver da sociedade,influenciando a educação. O mundo globalizado e altamente informatizado temroubado a cena de modos de ensinamentos e aprendizados construídos ao longodos anos e compreendidos como adequados e eficientes para o desenvolvimentocognitivo e afetivo do aluno, como é o caso dos contos da literatura infantil. Esse fatose dá pela própria exigência do acompanhamento do professor ao desenvolvimentotecnológico, e ao ritmo frenético dos discentes. Entretanto, A literatura infantil é uma ferramenta de aprendizagem significativaque pode ser utilizada nas escolas com o intuito de colaborar na formação doindivíduo desde a mais tenra idade. Rossini (2003) fundamenta bem esse pensamento quando diz: Nossa missão é preparar nossos filhos e alunos para vida, por meio da vida; lembrar que hoje o mundo globalizado exige uma socialização cada vez mais intensa do ser humano, que deve ser cada vez mais bem equipado intelectualmente e preparado emocionalmente para conviver em harmonia com seu grupo social (2003, p.8) Tem crescido, portanto, a busca pelo conhecimento e informação sobre aliteratura infantil, assim as práticas de leituras ou desenvolvimento de hábitos de lerpassam a ser fundamental para a formação de cidadãos reflexivos e criticamente,mais atuantes. Nesta análise para que essa apreciação pelos contos de literaturaocorra, é importante que as crianças, os jovens e adultos se encontrem comdiferentes formas de leitura, tenham a oportunidade de enriquecer, ampliar etransformar suas experiências de vida, pois a literatura por seu caráter prazerosopode facilitar a compreensão da realidade. Abramovich, (1997) afirma que: Ao ler uma história a criança desenvolve todo um potencial critico. A partir daí ela pode pensar duvidar, se perguntar, questionar... Pode se sentir inquietado, cutucada, querendo saber mais e melhor ou percebendo que pode mudar de opinião... (p.125).
  12. 12. 12 Diante disso percebemos que a literatura infantil desenvolve o senso critico nodiscente, tornando-o capaz de escrever e descrever a história que ouviu. Assimsurge a preocupação com essa temática, pois não podemos deixar de salientar opapel do educador em classe como facilitador nesse processo de transformação econstrução de identidade e de saberes, a atuação docente é um ato importante etransformador, porém essa atuação não deve vir somente para transferir, masconstruir conhecimento. Cabe ao docente não apenas ensinar a ler corretamente,mas também levar o aluno a decifrar e compreender o texto, auxiliando-o napercepção do mundo. E a literatura infantil amplia e enriquece nossa visão,permitindo ao discente um posicionamento perante a realidade, incentivando odesenvolvimento crítico das condições e possibilidades do ser humano. É no contato com a literatura infantil na escola que o discente tem aoportunidade de desenvolver seu conhecimento, acompanhado de delicadezas esonhos, proporcionando-lhe a participação e o relacionamento com os textosliterários com a realidade em que vive. No entendimento de que o docente no uso da literatura infantil enquantocontador de história pode abrir horizontes, sendo um artista e no momento de suasleituras, desencadear o interesse do discente pela leitura e decifrar os códigos doslivros possibilitando a formação de um futuro leitor. Escola e docentes devem levar em conta que as crianças estão expostas aexperiências interessantes em seu cotidiano, isso resulta numa melhor compreensãodo mundo natural e social no qual estão inseridas, para que isso seja possível elasdevem ser induzidas a desenvolver o gosto pela leitura, como principal função epropiciar o encontro entre crianças e livro de forma prazerosa. Conforme Abramovich(1997): É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranquilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo o que os narrativos provocam em quem as [ouve]... (p. 17) Dessa maneira a utilização da literatura no ambiente escolar constitui-se numsuporte inigualável de grande valor educativo que pode levar o discente aconstituição do seu próprio conhecimento, de expressar suas experiências de vidacomo também àquela que ainda adquirirá na convivência social.
  13. 13. 13 Nesta perspectiva, em Coelho (2000) vamos encontrar o seguinteesclarecimento: [...] A escola é, hoje, privilegiada, em que deverão ser lançadas as bases para a formação do individuo. E nesse espaço, privilegiamos os estudos literários, pois, eles estimulam o exercício da mente, a percepção do real em suas múltiplas significações; a consciência do eu em relação ao outro; a leitura do mundo em seus vários níveis e, principalmente dinamizam o estudo e conhecimento da língua, da expressão verbal significante e consciente, condição para a plena realidade de ser. (p. 16) Partindo dessa premissa foi que se identificou a necessidade de avaliar quaissão as concepções dos professores da educação infantil do Centro EstudantilFundame (CEF) sobre a Importância de Contar Historias no desenvolvimentocognitivo do discente. Pode-se considerar a relevância deste trabalho na medida em que o mesmo,sem querer esgotar as discussões sobre a temática proposta e nem dar respostasconclusivas, visa refletir acerca dos significados atribuídos pelos professores daEducação Infantil do CEF sobre o uso da literatura infantil nesse nível de ensino,conhecendo como se dão às significações sobre a temática no contexto local etrazendo a mesma para o ambiente acadêmico reforçando a importância do uso damesma na melhoria da aprendizagem das crianças nessa idade escolar. Partindo dessas considerações o trabalho de pesquisa tem como objetivoanalisar as compreensões que norteiam a pratica de contação de historia e qual asua importância no desenvolvimento cognitivo da criança. Utilizaram-se comosuporte principal os estudos de Abramovich (1997), o qual nos faz refletir sobre aimportância e a necessidade de ouvir muitas, mas muitas histórias mesmo.A metodologia aplicada foi à pesquisa qualitativa, pois segundo Nascimento, (2005)a pesquisa qualitativa serve para emergir aspectos subjetivos e atingem motivaçõesnão explícitas, ou mesmo conscientes, de maneira espontânea, sendo utilizadaquando se busca percepções e entendimento sobre a natureza geral de umaquestão, abrindo espaço para a interpretação. Para se realizar uma pesquisa, é preciso promover confronto entre dados,evidências, informações coletadas sobre determinado assunto e do conhecimentoteórico acumulado a respeito dele.
  14. 14. 14 A análise de dados tende a seguir um processo indutivo, partindo do mínimo,até chegar a conclusões maiores. Na pesquisa qualitativa o significado que aspessoas dão as coisas e a sua vida são focos de atenção especial pelo pesquisador. Organizou-se esse trabalho em três capítulos.No primeiro capitulo faz se referencia a Educação Infantil, dentro deste capituloainda faz-se uma abordagem critica do surgimento da Literatura Infantil no Brasil, afantasia enquanto auxílio na formação da personalidade e por ultimo pratica docenteno trabalho com a literatura infantil. No Segundo capitulo é trabalharam-se os pressupostos metodológicos,pautado em algumas considerações entendidas como importantes durante apesquisa, que contribuíram para análise de dados: a metodologia utilizada, osinstrumentos de coleta de dados, o desenvolvimento de algumas etapas cumpridas,os sujeitos da pesquisa e uma breve descrição da instituição. No ultimo capitulo, a Análise de Dados, o material coletado nas entrevistascom as professoras é devidamente discutido, a fim de que se conseguisseresponder à nossa questão de pesquisa.
  15. 15. 15 CAPITULO I REFERENCIAL TEORICO1. PASSEANDO PELA EDUCAÇÃO INFANTIL Nos dias de hoje pode-se notar a fragilidade existente no atendimento aCriança no sentido de educação infantil, esta que se constitui um dos níveis maisfrágeis da educação, tanto pela sua clientela como também pela sua presençahistoricamente nova dentro dos moldes educacionais brasileiros. No Brasil oatendimento à infância remonta mais de cem anos, todavia, a real inclusão aoatendimento de crianças de zero a seis anos de idade (creches e pré-escola) nosistema educacional regular é um fato ainda mais recente, previstos no final dadécada de 80 do século IX através da constituição federal de 1988, e consolidadopela lei de diretrizes e bases da educação nacional de 1996, garantindo a educaçãocomo direito e dever do estado. A partir desta lei fica evidente que a criança passa ser vista como um serpertencente à sociedade com necessidades especifica, havendo um reconhecimentode um atendimento pedagógico e não apenas de cuidados exigidas pela poucaidade.Observa-se que depois de uma nova legislação,inúmeras perguntas vem seavolumando. Para complementar o que tem-se dito toma-se as considerações deGuimarães (2005) Cresce a consciência no mundo inteiro, sobre a importância da educação das crianças de 0 a 6 anos, em estabelecimentos específicos como orientações e práticas pedagógicas apropriadas, como decorrência das transformações socioeconômicas verificadas nas últimas décadas, e também apoiada em fortes argumentos consistentes advindos das ciências que investigam o processo de desenvolvimento da criança (p. 44). Neste sentido pode-se notar a relevância da educação infantil principalmentenas ultimas décadas, contudo, a educação infantil no Brasil tem uma trajetória muitorecente e foi aplicada, mesmo sem ter uma legislação específica.
  16. 16. 16 Desde a década de 30 do século XX quando aparece a necessidade deformar mão de obra qualificada para o processo de industrialização do país. O atendimento a crianças ao longo da história tem demonstrado significativafragilidade, segundo afirma Abramovich e Kramer (1991), as primeiras instituições deatendimento à infância, surgiram a partir do século XVII com caráter assistencialista.Em que a educação oferecida assumia apenas um caráter compensatório, estacaracterística reforçou a tônica preconceituosa desse atendimento. Não pode-se deixar de fora a ótica pela qual se têm das instituições deeducação infantil que são freqüentemente chamadas de “escolinhas” e até os nomesde algumas delas são tão infantilizados, a partir da visão do adulto, que sócontribuem para confundir ainda mais o imaginário das pessoas em relação ao papelda educação durante a infância, deste ponto de vista o inconsciente da massaencontra-se bitolado de uma menor importância por conta dessa inferiorizaçãoprejudicando também na construção de políticas publicas para esse níveleducacional. Princípios como a maternagem, que acompanharam a história da Educação Infantil, desde seus primórdios, segundo o qual bastava ser mulher para assumir a educação da criança pequena e a socialização, apenas no âmbito doméstico, impediram a profissionalização da área. (KISHIMOTO; 2002, p. 07). Além disso, aspectos que refletem uma noção retrógrada do que deve ser aEducação Infantil no século XXI e contribuem para mantê-la como a mais inferior epoliticamente desqualificada do sistema educacional na área ou apenas oassistencialismo como acontece em creches e a real aprendizagem deixada aoescanteio por conta da fragilidade historicamente construída acerca deste nível deensino. Sendo assim, ao longo de sua existência a pré-escola tem apresentadoalgumas tendências, na pretensão de compensar as carências existentes nascrianças e acabam prejudicando a qualidade do trabalho educativo por ser vistoapenas como assistência aos pobres e carentes. Por isso, torna-se imprescindívelum profissional qualificado e reflexivo, ciente de que a assistencialista não podemais sobrepor à dimensão pedagógica que ela comporá e que essa dimensão é
  17. 17. 17constitutiva do trabalho docente. Neste sentido encontramos nos Parâmetrosnacionais de qualidade para a educação infantil o seguinte: A intenção de aliar uma concepção de criança à qualidade dos serviços educacionais a ela oferecidos implica atribuir um papel específico a pedagogia desenvolvida nas instituições pelos profissionais de educação infantil. (...) profissionais da educação infantil precisam desenvolver, ao lado do estudo das diferentes áreas de conhecimento que incidem sobre essa faixa etária, a fim de subsidiar de modo consciente as decisões sobre as atividades desenvolvidas, o formato de organização do espaço, do tempo, dos materiais e dos agrupamentos de crianças. (BRASIL; 2008) Pode-se notar que o discurso destes parâmetros estão fundamentados nosprincipais teóricos sobre o assunto haja visto que, por ser recente as discussões elegislações as mudanças não ocorrem de imediato e sim com o passar do tempocontudo não podemos deixar de apontar o ar romântico tido no texto dos parâmetrose que coloca ainda muito da carga de responsabilidade no educador que por muitasdas vezes não tem uma formação sólida perante mesmo a fragilidade existentesobre a temática. Neste sentido é que partimos também para uma discussão sobreformação docente, para melhor compreensão desse estudo e da importância daliteratura infantil na educação infantil1. 1 O surgimento da Literatura Infantil no Brasil Desde o século XVIII a literatura infantil já era utilizada na educação no Brasil,porém, não havia uma preocupação com a literatura voltada para o desenvolvimentoda criança ou para a psicologia infantil. Os pedagogos e professores escreveram osprimeiros textos para crianças e eles possuíam um forte intuito educativo. Somente apartir do século XIX foram definidos tipos de livros que despertassem o interesse dascrianças e instituições envolvidas com educação de crianças passaram a determinaro uso de livros que fossem atrativos para elas. (LAJOLO e ZILBERMAN, 1988). Passa a existir um grande contingente de consumidores de bens culturais e oconhecimento passa a ser importante para o novo modelo social. Inicialmente, essaliteratura foi utilizada no campo escolar com o objetivo de ensinar conteúdos da
  18. 18. 18língua portuguesa, ou seja, como um recurso especificamente didático, concedidopara a população que possuía maior renda social (LAJOLO E ZILBERMAN, 2004). No decorrer do tempo à literatura infantil foi ganhando especial atenção notangente a sua colaboração na construção do ser enquanto cidadão, pois incutia nosujeito por meio de histórias, o que vinha ser a sociedade, os valores éticos e oscostumes do povo (GREANEY, 1996). De acordo com Sandroni (1998): Até os fins do século XIX, a literatura voltada para crianças e jovens era importada e vendida no mercado disponível apenas para a elite brasileira, constituindo-se principalmente de traduções feitas em Portugal, pois, no Brasil ainda não havia editoras e os autores brasileiros tinham seus textos impressos na Europa. (p. 11). O publico estava ávido por produtos culturais dos novos tempos, e como asociedade sofria transformações e se firmava o desenvolvimento das traduções eadaptações de obras para o público infanto juvenil, começa à compreensão de umaliteratura nacional própria para criança brasileira que necessitava se instruir. Lajolo e Zilberman, (1988) relatam que o ato de contar história surge nomomento em que o homem sentiu o desejo de comunicar aos outros algumaexperiência sua. Esse processo tem seu início a partir dos primórdios quandopassaram a registrar nas cavernas por meio de pinturas rupestres ações vivenciadaspor eles. Segundo Coelho (2000): A literatura infantil é, antes de tudo, literatura; ou melhor, é arte: fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem, a vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, as idéias e sua possível/impossível realização (p.27). Assim, entendemos que a literatura infantil é uma necessidade na vida dosindivíduos, ela requer acima de tudo que haja uma linguagem especifica, umalinguagem próxima da criança e do adolescente para quem ela é voltada. A literatura infantil é uma forma prazerosa de levar conhecimento paracrianças e jovens, através desta leitura, eles podem sorri imaginar, inventar o mundonovo, oportunizando a cada leitor um sentido de mundo único, sem fugir é claro de
  19. 19. 19sua realidade, mas ajudando-o a distinguir essa realidade sem prejuízos a suaformação e aprendizagem, o papel da escola e do professor merece destaque namedida em que proporcionam esse entendimento de mundo a seus alunos. Para Pires (2000): Literatura infantil torna-se, deste modo, imprescindível. Os professores dos primeiros anos da escola fundamental devem trabalhar diariamente com a literatura, pois esta se constitui em material indispensável, que aflora a criatividade infantil e desperta as veias artísticas da criança. Nessa faixa etária, os livros de literatura devem ser oferecidos às crianças, através de uma espécie de caleidoscópio de sentimentos e emoções que favoreçam a proliferação do gosto pela literatura, enquanto forma de lazer e diversão. (p. 43). A valorização da literatura infantil é antes uma necessidade de buscarcompreender como esta arte é fundamental para formação do individuo em busca deuma identidade.1.2 A fantasia enquanto auxílio na formação da personalidade No final do século XVII surgiram os primeiros livros destinados a crianças eestes eram escritos por pedagogos no afã de que estas aprendessem os valores ecompreendessem a realidade social. Coelho, (2000) mostra-nos que a literatura é uma arte que se utiliza dacriatividade para representar o mundo, o homem e a vida através da palavra. Onde osonho e a vida prática, o imaginário e o real, os ideais e sua possível realização sefundem. Não devemos compreender a utilização da literatura infantil apenas pelo seucaráter pedagógico, didático ou ainda como estímulo à leitura. Mas também comoinstrumento fundamental ao exercício do imaginário através do seu poder deencantamento que conduz o público infantil a adentrar no maravilhoso mundo dafantasia.
  20. 20. 20 Abramovich, (1989) expressa que a literatura por meio do conto convoca àcriança a “experienciar e superar um problema”, seguindo para o amadurecimento.Esse processo se dá na vivência por meio da fantasia, do imaginário e no processointerventivo de entidades fantásticas. Bettlheim, (2007) relata que o conto pode apresentar de modo disfarçadoenvolto pelo maravilhoso mundo da imaginação sentimentos internos da criança, taiscomo: raiva, esperteza e persistência para enfrentar às dificuldades, e aindaapresenta em seus personagens características natas da criança tais comoimaturidade. No momento em que o discente se encontra com o mundo imaginário, e podede modo seguro para si, realizar suas fantasias este está amadurecendo eenfrentando de certo modo, as dificuldades internas e sociais da sua vida real. Desorte que a literatura exerce para o discente a função de fio condutor, pois otransporta num movimento de ida e volta do real para o imaginário e vice-versa. Bettelheim, (2007) afirma que o conto ao tempo em que diverte o discente,possibilita o desenvolvimento da própria personalidade, fornecendo em níveisdiferentes, significados que enriquecem a existência da criança por meio dadiversidade de contribuições que os contos oferecem. A literatura infantil de certo modo, tem ligação com os dilemas enfrentados nocotidiano da vida seja na fase adulta ou na infância onde começam surgir situaçõesque necessitem o exercício da defesa inerente para resolução de conflitos presentesno dia-a-dia das crianças. Desse modo, a literatura apresenta sua contribuição para formação da criançaem relação ao estranho mundo que está à sua volta. Abramovich, (1989) relata que: Os Contos de Fadas mantêm uma estrutura fixa. Partem de um problema vinculado à realidade, que desequilibra a tranqüilidade inicial. O desenvolvimento é a busca de soluções, no plano da fantasia, com a introdução de elementos mágicos. A restauração da ordem acontece no desfecho da narrativa, quanto há uma volta ao real. Valendo-se desta estrutura, os autores, de um lado, demonstram que aceitam o potencial imaginativo infantil e, de outro, transmitem à criança a idéia de que ela não pode viver indefinidamente no mundo da fantasia, sendo necessário assumir o real, no momento certo. (p.120)
  21. 21. 21 Conforme Borges, (1994) quando se pensa na formação do ser humano, éinesgotável a importância da literatura, pois promove o desenvolvimento dainteligência e da afetividade, e contribuem no entendimento do equilíbrio entre razãoe emoção, utilitário e estético. É a palavra escrita que se atribui à maior responsabilidade concernente àformação da consciência de mundo no qual a criança está inserida podendo explorartudo a sua volta (COELHO, 2000). A criança, por meio das histórias, consegue encontrar maneiras de resolverseus conflitos. Por meio da imaginação, a criança brinca, foge da realidade que seencontra, pois as histórias têm efeito anestésico, portanto, todas as crianças queparticipam da atividade de contação de histórias são beneficiadas. O poeta alemão Schiller (apud BETTELHEIM, 1980, p. 14) dizia que: “hámaior significado profundo nos contos de fadas que me contaram na infância do quena verdade que a vida me ensina.” Ainda Segundo Bettelheim (1980), uma criançanão alcança uma compreensão racional do que acontece em sua vida, sendo assim,ela preenche essas lacunas com suas fantasias. Os contos de fadas contribuempara o desenvolvimento da criança, estimulando o imaginário, ampliando a visão demundo, ajudam a criança a interiorizar de maneira equilibrada alguns sentimentos,confortam e acalentam. A criança, na perspectiva de Steiner (2002), que se alimenta das imagens doscontos de fada pode se desenvolver de forma mais harmônica e se transformar emuma criança menos cansada e entediada. Estudos de Tanouye (2005 apud CARVALHO, 2008 p. 32) mostram que oscontos de fadas possibilitam à criança uma influência benéfica em seudesenvolvimento, facilitando o vivenciar das dificuldades, numa perspectiva desuperação, por meio do trabalho com conteúdos que apresentam muitos tipos deconflitos, como: morte, envelhecimento, luta entre bem e mal, inveja, abandono etc.,quase sempre buscando desfechos otimistas. Oferecem uma aprendizagem que acriança capta de modo intuitivo, o que se torna possível, pelo fato de as históriasserem carregadas de elementos simbólicos e, caso haja verdadeira identificaçãocom os personagens, ela poderá insistir muitas vezes na sua repetição, até que ahistória ofereça maiores significados ao conflito vivenciado.
  22. 22. 22 De acordo com Bettelheim (1980), os contos enfocam um ego em formação eajudam a encorajar o desenvolvimento da criança, haja vista serem caracterizadospor simplicidade e facilidade de comunicação, situações humanas parecidas, semexigências sobre-humanas (presentes nos mitos) que poderiam levar, no caso deuma criança pequena, a sentimentos de inferioridade. As histórias bonitas ou feias têm sempre muita importância para a formaçãodo ser humano, pois segundo Dieckmann (1986, p. 49) “[...] As figuras e feições,como também a ação do conto, são vividas não mais como acontecimento real domundo, exterior, mas como personificação de formações e evoluções interiores damente”. A história deve descrever todos os aspectos da personalidade e darimportância às qualidades das crianças e promover, ao mesmo tempo, a confiançaem si mesma e no futuro. Para que uma estória realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas para enriquecer sua vida, deve estimular-lhe a imaginação: ajudá-la a desenvolver seu intelecto e a tornar claras suas emoções; estar harmonizada com suas ansiedades e aspirações; reconhecer plenamente suas dificuldades e, ao mesmo tempo, sugerir soluções para os problemas que a perturbam (BETTELHEIM, 1980 p.13) A criança com seu olhar atento e curioso, olha o mundo, ouve, vê, colhesignificados, registra, dá respostas. A partir das histórias que escuta e experiênciasque vivencia vai descobrindo o mundo e se descobrindo nele, e nessa descobertavai formulando ideias e conceitos. Ainda segundo Bettelheim (1980), quando as histórias que as criançasescutam ou lêem são vazias, elas não têm acesso a um significado mais profundode relações e de experiências e não depreende nada realmente significativo quepossa ajudá-la nas etapas de seu desenvolvimento. Através das histórias infantis a criança pode despertar a criatividade, aautonomia e a criticidade da criança. Portanto, a contação de histórias ajuda adesenvolver nas crianças uma postura investigativa tornado-as assim capazes deconstruir planejamentos que considerem a pluralidade, diversidade étnica, religiosa,cultural, identidade e autonomia, ou seja, que levem a um conhecimento do mundo.De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - RCNEI:
  23. 23. 23 “é também por meio da possibilidade de formular suas próprias questões, buscar respostas, imaginar soluções, formular explicações, expressar suas opiniões, interpretações e concepções de mundo, confrontar seu modo de pensar com os de outras crianças e adultos, e de relacionar seus conhecimentos e ideias a contextos mais amplos, que a criança poderá construir conhecimentos cada vez mais elaborados”. (BRASIL, 1998, p.172).1.3 Prática docente no trabalho com a literatura infantil A literatura infantil tem feito um papel multidisciplinar muito importante, elapode e deve ser adaptada para ser utilizada como ferramenta de aprendizagem emqualquer disciplina. Atualmente o uso de historias na escola busca unir a literatura prazerosa paracrianças e adolescentes a conhecimentos didáticos, é o caso dos livros que contamhistórias sobre a utilização da matemática, experimentos científicos, sobre apoluição do meio ambiente entre outros. Uma das grandes possibilidades que a leitura infantil garante ao individuo ésua familiarização com a oralidade e a importância da língua materna, é a utilizaçãoda palavra como fonte de expressão de conhecimento. O conto faz parte da própria historia do desenvolvimento humano, assim esteartefato cultural está articulado diretamente com os acontecimentos, os processos eos ideários de uma época, deixando clara sua contribuição multidisciplinar. Abramovich (1997) ressalta que: Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo [....] Podemos, assim, começar a compreender a importância da Literatura Infantil no desenvolvimento cognitivo das crianças. Ser leitor é o meio para conhecer os diferentes tipos de textos, de vocabulários. É uma forma de ampliar o universo lingüístico. (p.16) É de suma importância a forma de se contar uma história para a criança, épreciso que ela seja desperta para interagir, expressando suas preferências pelospersonagens por exemplo. Chamar a atenção da criança, de modo que seu olhar sevolte para o mundo encantado que a história lhe propõe, através de ilustrações,
  24. 24. 24insumos, indumentárias, sons, cores e imagens; e levá-la a buscar algo novo,construindo sua própria análise dos contos, pois cada criança tem sua própriapercepção e modo de interpretar as situações que estão presentes nas histórias;cada um vai aprendendo do seu jeito. Destarte é determinante o fato de ser o professor um agente colaborador parao processo de aprendizagem, assim, ele deve estar a par das teorias que envolvema utilização da Literatura Infantil dentro do ambiente escolar, tirando o melhorproveito possível desta ferramenta para buscar uma nova mentalidade dentro daeducação. Segundo Coelho (2000) ela deve ser utilizada: (...) Como objeto que provoca emoções, dá prazer ou diverte e, acima de tudo, modifica a consciência de mundo de seu leitor, a literatura infantil é arte. Sobre outro aspecto, como instrumento manipulado por uma intenção educativa, ela se inscreve na área da pedagogia (p.46). O acompanhamento sistemático voltando à leitura com objetivos previamenteestabelecidos, pode influenciar positiva ou negativamente no despertar da criançapara a leitura, desse modo, é importante que ao lado de atividades livres, osprofessores se preocupem em transformar a habilidade de contar histórias emaprendizagem significativa, criando situações e métodos que possibilitem identificaros diversos problemas individuais de compreensão direcionando os alunos para umdeterminado ponto. O docente no uso da literatura infantil enquanto contador de história podeabrir horizontes, sendo um artista e no momento de suas leituras, além dedesencadear o interesse do discente pela leitura e decifrar os códigos dos livrospossibilitando a formação de um futuro leitor. Escola e docentes devem levar em conta que as crianças estão expostas aexperiências interessantes em seu cotidiano, isso resulta numa melhor compreensãodo mundo natural e social no qual estão inseridas, para que isso seja possível elasdevem ser induzidas a desenvolver o gosto pela leitura, como principal função epropiciar o encontro entre crianças e livro de forma prazerosa. Conforme Abramovich (1997):
  25. 25. 25 É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranqüilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo o que os narrativos provocam em quem as [ouve]... (p. 17) Dessa maneira a utilização da literatura no ambiente escolar constitui-se numsuporte inigualável de grande valor educativo que pode levar o discente aconstituição do seu próprio conhecimento, de expressar suas experiências de vidacomo também àquela que ainda adquirirá na convivência social. Nesta perspectiva, Coelho (2000) nos exorta: [...] A escola é, hoje, privilegiada, em que deverão ser lançadas as bases para a formação do individuo. E nesse espaço, privilegiamos os estudos literários, pois, eles estimulam o exercício da mente, a percepção do real em suas múltiplas significações; a consciência do eu em relação ao outro; a leitura do mundo em seus vários níveis e, principalmente dinamizam o estudo e conhecimento da língua, da expressão verbal significante e consciente, condição para a plena realidade de ser. (p. 16) Nesta ótica a atuação do professor é um ato importante e transformador,porém essa atuação não deve vir somente para transferir, mas construirconhecimento cabe ao docente não apenas ensinar a ler corretamente, mas tambémlevar o aluno a decifrar e compreender o texto, auxiliando-o na percepção do mundo.E a literatura infantil amplia e enriquece nossa visão, permitindo ao discente umposicionamento perante a realidade, incentivando o desenvolvimento crítico dascondições e possibilidades do ser humano. É no contato com a literatura infantil na escola que os alunos têm aoportunidade de desenvolver seu conhecimento, acompanhado de delicadezas esonhos, proporcionando-lhe a participação e o relacionamento com os textosliterários, e com a realidade em que vive de maneira reflexiva e sendo autor de suahistória.
  26. 26. 26 CAPITULO II METODOLOGIA O trabalho aqui proposto volta-se para as experiências e vivências dosdocentes que lecionam no Centro Estudantil Fundame (Fundação de Apoio aCriança e ao Adolescente), a opção pela instituição não se limita à sua estruturafísica, mas principalmente às observações das relações internas, e amplia-se aocontexto social. Desse modo, adotamos a pesquisa qualitativa em busca de ummelhor alcance dos resultados em busca de elucidar a problemática apresentadasneste estudo. Nascimento, (2005) descreve que a pesquisa qualitativa serve paraemergir aspectos subjetivos e atingem motivações não explícitas, ou mesmoconscientes, de maneira espontânea, sendo utilizada quando se busca percepções eentendimento sobre a natureza geral de uma questão, abrindo espaço para ainterpretação. Para se realizar uma pesquisa, é preciso promover confronto entre dados,evidências, informações coletadas sobre determinado assunto e do conhecimentoteórico acumulado a respeito dele. Ludke e Andre (1986) expressa muito bem essa questão quando diz: Um princípio básico desse tipo de estudo é que, para uma apreensão mais completa do objeto, é preciso levar em conta o contexto em que ele se situa. Assim, para compreender melhor a manifestação geral de um problema, as ações, as percepções, os comportamentos e as interações das pessoas devem ser relacionados à situação específica, onde ocorrem à problemática determinada a que estão ligadas. (p. 19) Se os indivíduos são significativamente influenciados pelo contexto em que sesituam, então qualquer tipo de pesquisa que desloca o indivíduo de seu ambientenatural, negando a influência do contexto, deixa de compreender o fenômenoestudado em sua totalidade.
  27. 27. 272.1 Lócus da Pesquisa Esta pesquisa foi realizada no Centro Estudantil Fundame (Fundação deApoio a Criança e ao Adolescente) está situado à Rua 02, Quadra B, nº. 49 Casaspopulares na cidade de senhor do Bonfim, Bahia. Fundação de apoio a Criança e ao Adolescente instituição que tem caráterfilantrópico com formação cristã evangélica, sem fins lucrativos, sendo seu objetivo,promover assistência social, educacional e religiosa às crianças e aos adolescentesmenos favorecidos da cidade de Senhor do Bonfim. Esta Fundação é mantida pormeio de verbas, convênios e doações dos seguintes órgãos: Programa ConexãoVida, PMSB Prefeitura Municipal de Senhor do Bonfim, Secretaria Municipal deEducação, Cultura e Esporte – SEMEC. Também, contamos com o apoio deMantenedores Voluntários e da Igreja Presbiteriana 1º de Maio. Uma parte dessasdoações é destinada ao Centro Estudantil Fundame, fundado em 01 de abril de 1990.Por membro da Igreja Presbiteriana 1º de Maio, municipalizou-se em 2005. A Unidade conta atualmente com 07 docentes, 01(uma) diretora, 01(uma)coordenadora, 02 merendeiras e 03 funcionários de apoio, Sendo composta por: 05(cinco) salas para aulas, 01(um) secretaria, 01(um) diretoria, 01(um) escritório,01(um) biblioteca, 01(um) refeitório, 01(um) cozinha, 01(um) almoxarifado, 03 (três)banheiros, jardim e campo amplo, destinado à recreação dos alunos e outrasatividades.2.2. Os sujeitos No Brasil a literatura é rica e varia de região para região, com tanta riquezapodemos facilitar ainda mais que crianças, jovens e adultos, possam refletir edescobrir o fabuloso, a fantasia, o imaginário e o mistério das histórias infantis. Noambiente escolar o docente é o elemento chave para o desenvolvimento cognitivo,afetivo e social do discente, partindo desse pressuposto, os sujeitos da nossapesquisa foram 7 (sete) docentes que lecionam nos turno matutino e vespertino, noCentro Estudantil Fundame, no município Senhor do Bonfim-bahia. Ressaltamos quea escolha pelos entrevistados se deu de modo aleatório dentre aquelas que
  28. 28. 28trabalham no local pesquisado. Pontuamos que, a colaboração dos sujeitos foi desuma importância para o desenvolvimento dessa pesquisa.2.3. Os instrumentos de Coleta de Dados Buscando compreender e interpretar a questão apresentada, utilizamos comoinstrumentos de coleta de dados: Observação participante, questionário fechado eentrevista semi-estruturada.2.3.1. Observação Participante Através da observação participante foi possível perceber o trabalhodesenvolvido pelos sujeitos, nos faz chegar aos questionamentos, respostas ereflexões levantadas no decorrer dessa pesquisa. Sobre o uso desse instrumento Cruz Neto (1994) diz: A técnica de observação participante se realiza através do contato direto do pesquisador com o fenômeno observado para obter informações sobre a realidade dos atores sociais em seu próprio contexto. O observador, enquanto parte do contexto de observação, estabelece uma relação face a face com os obstáculos. (p.29)O processo de observação aconteceu de forma agradável, numa parceria entreambas as partes.2.3.2. Questionário Fechado Segundo Marconi e Lakatos (2000), o questionário é um instrumento de coletade dados constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem serrespondidas por escrito e sem a presença de investigador. A opção pelo questionário foi feita pela necessidade de levantar dados quepermitissem traçar o perfil dos entrevistados, buscando posteriormente delinear ossujeitos em seus aspectos sociais, psicológicos e culturais.
  29. 29. 29 O questionário fechado visa resgatar as seguintes variáveis: a idade, sexo,escolaridade, situação econômica, profissão de cada profissional, entre outros epossibilita conhecer o perfil dos profissionais envolvidos na pesquisa.2.3.3. Entrevista Semi-Estruturada Convencionalmente a entrevista é considerada um encontro entre duaspessoas a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinadoassunto, mediante uma conversação de natureza profissional (MARCONI eLAKATOS, 2000 p. 195). A entrevista semi-estruturada foi o principal instrumento utilizado nessapesquisa, tendo em vista que a mesma permite a aquisição de informações dossujeitos acerca dos fenômenos pesquisados no âmbito das aspirações esentimentos, sem deixar de estar atento ao contexto. Nesse instrumento foramentrevistados os profissionais do “Centro Estudantil Fundame” no município deSenhor do Bonfim-Ba. As informações foram obtidas através de um roteiro dequestões fechadas que possibilitou um espaço de interação com os profissionais. As entrevistas foram realizadas em encontros individuais com professores,sendo gravadas as falas, minuciosamente para posterior análise.
  30. 30. 30 CAPITULO III ANALISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS Todo esse processo de pesquisa nos fez chegar a essa fase, que é a analisee interpretação dos dados, pois a mesma é de suma relevância para uma reflexãomais crítica do tema proposto, a fim de se chegar ao objetivo que é identificar ascompreensões que os professores da educação infantil têm sobre a contação dehistórias para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Segundo Gil (1991): O processo de analise dos dados envolve diversos procedimentos: Codificação das respostas, tabulação dos dados, e calculo estáticos... Pode ocorrer também a interpretação dos dados. (p.102) A princípio, traçamos o perfil dos sujeitos da pesquisa, tendo como aporte asinformações coletadas no questionário fechado aplicado, em seguida passaremos adiscutir sobre as respostas dos professores, través da observação participante e daentrevista semi-estruturada.3.1. Perfil dos Sujeitos Os sujeitos dessa pesquisa foram sete professores da educação infantil. Paratraçar o perfil dos entrevistados utilizaremos as respostas contidas no questionáriofechado e a demonstração nos gráficos.3.1.1. Gênero Gráfico n°1 FEMININO 100% Fonte:questionário aplicado aos professores do(CEF), Senhor do Bonfim – BA/ mar.2012
  31. 31. 31 Percebemos no gráfico que 100% dos entrevistados são do sexo feminino.Isso reforça o contexto atual, onde a mulher tem ocupado espaço em vários setoresda sociedade e principalmente na área educacional.3.1.2. Formação dos Sujeitos Gráfico nº 2 Fonte:questionário aplicado aos professores do(CEF), Senhor do Bonfim – BA/ mar.2012 Conforme o gráfico, 43% dos sujeitos possui nível superior em pedagogia e43% Já tem especialização em educação infantil e psicopedagogia, 14% possuiapenas o magistério. Diante desses dados percebemos um maior empenho dosprofessores na sua formação acadêmica. É importante que haja essa busca peloconhecimento e o aperfeiçoamento profissional, já que estamos inseridos numasociedade de intensa qualificação em todos os níveis e em todas as áreas.3.1.3. Jornada de Trabalho Gráfico nº 3 Fonte:questionário aplicado aos professores do(CEF), Senhor do Bonfim – BA/ mar.2012
  32. 32. 32 Visualizamos no gráfico, que 72% das professoras possuem carga-horaria de40 horas e 14% 20 e 60 horas. Percebemos uma dupla e tripla jornada de trabalhopor parte dos profissionais, o que nos faz pensar se esse desdobramento não veminfluenciar no tempo em que estes professores têm em planejar e desenvolver otrabalho com a literatura infantil e outros, tantos recursos e disciplinas em sala deaula.3.1.4 Meios de Comunicações Utilizados Gráfico nº 4 29% JORNAIS, REVISTAS, LIVROS E TV. 71% JORNAIS, REVISTAS, LIVROS , TV e INTERNET Fonte:questionário aplicado aos professores do(CEF), Senhor do Bonfim – BA/ mar.2012 Percebe-se que 71% das professoras utilizam jornais, revistas, livros, TV,internet; buscando uma maior variedade de informações, enquanto que 29% usamjornais, revistas, livros e TV, demonstrando assim, que ainda há aqueles que poralgum motivo não conseguem se adaptar aos avanços da informática, ou seja, dainternet.3.1.5. Tempo de atuação na Educação Infantil Gráfico nº 5 29% 6 à 10 anos 71% Mais de 10 anos Fonte:questionário aplicado aos professores do(CEF), Senhor do Bonfim – BA/ mar.2012
  33. 33. 33 Segundo o gráfico, 29% das professoras, atuam na educação infantil entre 6 a10 anos, e 71% já trabalham a mais de 10 anos, o que demonstram teremexperiência nessa área, além de ser relevante para desenvolvimento da temáticapesquisada.3.1.6. Vocação para atuar na Educação Infantil Gráfico nº 6 TODOS 100% Fonte:questionário aplicado aos professores do(CEF), Senhor do Bonfim – BA/ mar.2012 Conforme os dados do gráfico, 100% das professoras dizem atuar nesse nívelde ensino por vocação, o que é de suma importância para a realização de umtrabalho produtivo e significativo. Como ressalta Gentili e Alencar (2003): “Magistérionão é sacerdócio, todos já sabemos. Mas é missão. Profissão de Fe. Tarefagrandiosa que se escolhe e leva adiante, apesar dos sacrifícios”.3.2. Analise da Entrevista Semi-Estruturada Para obtenção dos resultados dessa pesquisa, utilizamos a entrevista semi-estruturada, fazendo uso do gravador, e em seguida os dados foram transcritos naintegra. A fala de cada sujeito será descriminada pela letra P e pelos algarismosarábicos (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7), para que a identidade das professoras seja mantida emsigilo. Sobre a entrevista Minayo (2004) pontua: [...] a entrevista não é simplesmente um trabalho de coleta de dados, mas sempre uma situação de interação na qual as informações
  34. 34. 34 dadas pelos sujeitos podem ser profundamente afetadas pela natureza de suas relações com o entrevistador. (p.113) Os discursos das professoras foram divididos em categorias, para uma melhorcompreensão do objeto de estudo.3.2.1. Compreensão sobre Literatura Infantil A literatura infantil, em sim mesma faz articulação entre o mundo real eimaginário da criança, de maneira lúdica, espontânea, despertando em seusouvintes e leitores a sensibilidade, o senso critico, gerando conscientização sobre omundo em sua volta. Para Coelho (2000) a literatura destinada às crianças: “É o meio ideal não sópara auxiliá-las nas várias etapas de amadurecimento que medeiam entre a infânciae a idade adulta”. (p.43). Analisando as respostas obtidas, foi possível perceber as compreensões dosprofessores sobre a literatura infantil. Para mim, literatura infantil é reconto de fabulas. (P1) São livros voltados para crianças. (P2) Histórias infantis que as crianças ouvem da vovó, titias e mamães. (P3) É mais que contar histórias... É você fazer com que as crianças se encantem pelo mundo dos livros. (P4) Literatura infantil é algo prazeroso, gostoso e voltado para crianças. (P5) Percebemos, através de alguns discursos que a literatura infantil, ainda é vistacomo algo superficial, sem atribuir o devido valor que a mesma representa. Nodiscurso da P1, encontramos uma concepção limitada reconto de fabulas, ou seja,não é explorado o universo, e os recursos disponíveis na literatura infantil. Como destaca Machado (2001p. 41 ): “A literatura infantil nas escolas devedespertar o gosto pela leitura, pois a mesma pode proporcionar fruição, alegria eencanto, quando trabalho é feito de forma significativa”.
  35. 35. 35 A fala da P3 nos chamou muito atenção, pois a mesma atribui a literaturainfantil como algo a ser utilizado no seio familiar, sem citar em nenhum momento aimportância de se trabalhar com a literatura na escola, deixando as crianças aléia aesses momentos tão prazerosos e fundamentais para sua formação tanto nosaspectos físicos como cognitivos. Como pontua Coelho (2000): A literatura, e em especial a infantil tem uma tarefa fundamental a cumprir nesta sociedade em transformação, a de servir como agente de formação, seja no espontâneo convívio leitor/livro, seja no dialogo leitor/texto, estimulado pela escola. (p.15) A escola, juntamente com seus professores, deve proporcionar e mediar esseencontro mágico, fantástico da literatura com as crianças, e, é claro, que é de sumaimportância a parceria da família nesse processo de humanização. Nos discursos da P4 e P5, percebemos uma visão mais ampla da questão daliteratura e infantil, pois as mesmas discorrem o assunto com mais propriedade eentusiasmo que o mesmo merece. Porem observamos, que a compreensão dealguns professores sobre a literatura infantil ainda é restrita, o que nos inquieta, jáesses profissionais são de algum modo os “responsáveis” em ampliar a visão demundo desses discentes, e a literatura, é sem duvida a porta para grandesdescobertas e possibilidades. Neste aspecto Candido (1989), nos diz com profundidade: [...] a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. (p.122) A literatura tem essa influencia sobre a vida dos indivíduos. Ela amplia a visãode mundo, emancipa o indivíduo tornando-o critico, e questionador do modelo desociedade no qual está inserido.
  36. 36. 36 3.2.2. A importância de se trabalhar com a literatura infantil. O trabalho com literatura infantil envolve um contexto cheio de fantasia,magia, criatividade, descobertas, além de ser um importante recurso para oprocesso de ensino-aprendizagem. Veremos os discursos de alguns professores: E importante sim. Porque eles vivem um momento divertido de imaginação. P1 É importante, pois desperta a criatividade e vontade de aprender. P2 Sim. É importante trabalhar com a literatura infantil, pois a criança desenvolve vários eixos nesse período de formação como: A linguagem oral, escrita, vocabulário, vai saber expressar os seus sentimentos e desejos. P5 Sim. Porque além de trabalhar o imaginário da criança, vai também ajudar na formação de futuros leitores. P6 Percebemos nos discursos que todas as professoras demonstramcompreender a importância de se trabalhar com a literatura infantil, o que é muitoimportante para o desenvolvimento deste trabalho na sala de aula. Para Coelho (2010, p. 18): “A literatura infantil: abertura para formação deuma nova mentalidade... Agente formador, por excelência”. Nos discursos da P5 e P6, notamos um leque de possibilidades atribuídas àliteratura infantil, as mesmas dilatam mais a discussão trazendo características noque diz respeito ao desenvolvimento das crianças que tem acesso a esses meiosliterários.Como destaca Abramovich (1995) A literatura é arte, a literatura é prazer... que a escola encampe esse lado. É apreciar e isso inclui criticar... Se ler for mais uma lição de casa, a gente bem sabe que é que dá... Cobrança nunca foi passaporte ou aval para vontade de descoberta ou pro crescimento de ninguém. (p 148).
  37. 37. 37 A autora traz uma reflexão sobre o trabalho com a literatura infantil, de formalúdica, prazerosa, sem cobranças, pois a mesma faz o seu papel de (formadora)tornando o individuo agente de sua própria história.3.2.3. Despertando o gosto pela leitura através da literatura infantil Despertar o gosto pela leitura é uma das qualidades da literatura, pois, ascrianças se sentem tão próximas dos personagens, se identificam com as histórias eassim se interessam em saber ler os livros, e às vezes escrevem suas própriashistórias. Além, despertar para a compreensão da realidade, sem deixar de lado afantasia, a emoção. Diante disso, buscamos através do discurso das professoras, perceber ointeresse dos alunos pela leitura, despertados pela literatura infantil. Alguns sim. Gostam de ouvir histórias e só procuram livros do seu interesse. P2 Trabalho com desenhos, pintura, completa histórias, confecção de livrinhos. P3 Deixo-os pegarem os livros, folhear, trabalho com receitas, livros coloridos, reconto de histórias. P4 Naturalmente as crianças já despertam, já demonstram interesse pelas leituras. Deixando a criança bem à vontade com acervos de livros, gibis, revistas, diversos textos, biblioteca disponível na hora do conto, parlendas e musicas. P5 Trabalho na roda com recantos de histórias. Eles demonstram interesse em ouvir e folhear os livros. P7 Notamos nas falas das professoras, que os alunos demonstram interesse pelouniverso da leitura de várias maneiras. Como no discurso da P2, em que os alunosprocuram livros que realmente chamam a sua atenção, o que é de inteiracompreensão, já que é esse um dos aspectos da literatura, motivar as crianças afazerem suas próprias escolhas, através da leitura e contação das histórias. Conforme Coelho (2001): [....] a história é importante alimento da imaginação. Permite a auto- identificação, favorecendo a aceitação de situações desagradáveis, ajuda a resolver conflitos, acenando com a
  38. 38. 38 esperança. Agrada a todos, de modo geral, sem distinção de idade, de classe social, de circunstancias de vida. (p.12). A P5 utiliza vários recursos literários com o intuito de tornar seus alunosinteressados pela leitura. Esse acervo é muito interessante, já que disponibiliza paraessas crianças diferentes formas e estilos de leitura.3.2.4. A hora da história... Era uma vez... Quando se conta história, se resgata a tradição oral que existe muito antesdas narrativas escritas. O contador encaminha seus ouvintes ao mundo de fantasiase emoções. Como diz Abramovich (1997): “É ouvindo histórias que de pode sentiremoções importantes como: tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, aalegria, a insegurança, a tranqüilidade e tantas outras mais.” (p.42) Diante dessa constatação, observaremos os depoimentos das professorassobre a contação de histórias na educação infantil. Procuro ler histórias com uma boa entonação de voz. Procuro sempre livros ilustrados. P1 Eu conto histórias, usando tudo que tem na sala, inclusive objetos dos alunos como: mochilas, lancheira, boné, e também fantoches, a depender do momento. P4 No momento do conto, ouvimos ou contamos histórias, utilizando o baú encantado, onde há uma boa quantidade de livros com diferentes formas e ilustrações bem atraentes. Deixo os alunos manusearem e olharem as figuras. Utilizo também mosquiteiro para fazer a tenda de leitura. P5 À hora de história se dar de várias maneiras, na roda de leitura, caracterização tanto por mim como pelos alunos, utilizamos, bonecos, avental, caixa mágica (onde há sempre uma nova história). P7 Foi possível perceber através da entrevista que as professoras fazemutilização de vários recursos para enriquecer a hora da contação de histórias.Observando a P1, vemos que a mesma se preocupa com a entonação da voz, deforma que a história seja compreendida pelos discentes de forma clara. Isso é muito
  39. 39. 39importante, pois é preciso que haja uma química entre o narrador e quem escuta oconto. Como pontua Coelho (2010): Contar histórias e uma arte, por conseguinte requer certa tendência inata, uma predisposição latente, alias, em todo educador, em toda pessoa que se predispõe a lidar com crianças... As emoções se transmitem pela voz, principal instrumento do narrador. (p.50) As professoras, através de seus depoimentos, deixam claro o empenho emtransformar a hora da história em um momento único e prazeroso, onde as criançassão levadas a vários lugares e épocas, através da imaginação. Percebemos tambémque alem dos recursos disponíveis para o enriquecimento do conto, as prós usamcoisas simples como os próprios objetos dos alunos, tornando possível criar e recriarhistórias, como foram citados pela P4. Ainda Analisando o papel do contador de histórias Alice Prieto (apud.COELHO 2010 P.2) ressalta: ...Todos os elementos são sugeridos pela voz e pela mímica do narrador, que esquece seu rosto, dissimula “seu” corpo, esquece “sua” voz, para converter-se todo ele, em pincel e paleta, cor e som, forma e emoção. E a emoção chega aos pequenos. Neste sentido, percebemos o quanto tem sido importante para o crescimentoemocional, intelectual e criativo das crianças a contação de histórias, por permitir umleque de possibilidades para o desenvolvimento cognitivo. E para que esse trabalhoaconteça de forma significativa, o professor precisa compreender que está lidandocom o lúdico dos alunos. Conforme Abramovich (1995): Lidam com toda uma ludicidade verbal, sonora, ás vezes musical, ás vezes engraçada, no jeito como vão juntando palavras, fazendo com que se movam pela pagina quase como uma cantiga, e ao mesmo tempo jogando os significados diferentes que uma palavra possui. (p.67)
  40. 40. 40 Desta forma, o professor quando trabalhar com a literatura infantil, precisacompreender que e responsável ao contribuir com a formação dos seus pequenosleitores, devendo sempre questionar sua prática e procurar a melhor forma, a melhortécnica para a promoção de uma aprendizagem significativa.3.2.5. A literatura infantil contribuindo para o desenvolvimento da criança Ao se trabalhar com a literatura infantil, o professor favorece ao aluno umarelação com o livro, seu grupo social, outras culturas e sua própria realidade.Estabelece também, condições para que os alunos se identifiquem ou se posicionemsobre os contos, lendas, histórias a partir de suas próprias opiniões ecompreensões. Neste sentido, Candido (1972, p.804), atribui algumas funções aliteratura infantil, uma delas refere-se ao seu papel de humanizar, pois envolvevários aspectos, dentre eles o psicológico. Através dos decursos das professoras, poderemos perceber a contribuição daliteratura infantil no desenvolvimento dos seus alunos. Tornando a criança mais interessada no estudo, na própria leitura, mais desenvolvida, até mais alegre. P2 Na criatividade, no desbloqueio de traumas psicológicos, na leitura matemática, na conversa com outras crianças. P4 A literatura contribui em vários aspectos na formação da criança, na formação da personalidade, no seu desenvolvimento oral, escrito,no se desenvolvimento enquanto ser humano. P5 Ela contribui tanto na formação, como leitor, como da própria escrita e a oralidade. P6 Todas as professoras comungam da mesma opinião acerca dos benefíciosque a literatura infantil promove para o desenvolvimento da criança. Discorrendo umpouco mais nos discursos, notamos que a P1, ressalta a colaboração da literaturainfantil na formação da criança, no que diz respeito a aspectos psicológicos, pois a
  41. 41. 41mesma relata que além de perceber as crianças mais interessadas nos estudos,também influencia no humor, já que as mesmas ficam mais alegres. Abramovich (1997) também pontua algumas habilidades que a literaturapromove para desenvolvimento das crianças: Além disso, a criança que ouve histórias com freqüência educa sua atenção, desenvolve a linguagem oral e a escrita, amplia seu vocabulário e principalmente aprende a procurar, nos livros, novas histórias para o seu entretenimento. (p.18) Além, de promover uma relação harmoniosa com os livros e convívio uns comos outros, a literatura possibilita ingressar no universo infantil, tão particular e único,como ressalta Cunha (1991, p.99) “mais do que conhecer as fases dodesenvolvimento infantil, importa conhecer a criança, sua história, suas experiênciase ligações com o livro”. A P4 atribui à literatura infantil como sendo auxiliadora no processo dedesbloqueio de traumas, ou seja, ela interfere de maneira positiva no psicológicoinfantil, na criatividade, nas disciplinas, como matemática, que envolve trabalho como raciocínio, além de aguçar a fantasia e o desenvolvimento da personalidadeinfantil. Bettilheim (1980) destaca os contos de fadas como sendo os mais indicadospara ajudar as crianças a encontrar um significado na vida, pois ao passo queestimula a imaginação, desenvolve também o intelecto, harmonizando suasansiedades e inquietações. Nos depoimentos da P5 e P6, percebemos que elas também descrevem osbenefícios produzidos pelo trabalho realizado com a literatura infantil, na formaçãoda personalidade, e no processo de aprendizagem dos alunos, nesse sentido épertinente salientar que o professor deve ser o mediador nesse processo entre alunoe literatura infantil. Conforme Gentille e Alencar (2005, p.100): “O primeiro saber básico paraqualquer educador humanista é o da compreensão da realidade” Como educadorconsciente do seu papel como formador e humanista comprometido com umaeducação voltada para o desenvolvimento das crianças de um modo geral e aomesmo tempo particular, onde veja cada individuo como ser com defeitos equalidades capazes de influenciarem na sociedade e em que vivem.
  42. 42. 423.2.6. Espaço utilizado para a contação de histórias É imprescindível ter um espaço acolhedor, onde as crianças sintam-seestimuladas para ouvir as histórias, pois assim como os ambientes do fato narrado,nos levam a estar em contato com os personagens através da imaginação, assimtambém o local externo nos permite uma maior interação e atenção ao que estásendo contado. Nos depoimentos a seguir observamos os locais utilizados pelas professorasna contação de histórias. Já contei na sala, no pátio, ali na sala é porque é o cotidiano da gente e no pátio às vezes fica um pouco diferente para as crianças. P1 Conto na sala de aula e na biblioteca P2 Conto na sala e no pátio. P3 Na maioria das vezes na sala, mas de vez em quando, eu conto nas escadas que tem na escola, no parque, perto do refeitório, embaixo de uma árvore grande que tem aqui, e na biblioteca. P4 Aqui na escola tem vários locais que podem ser usufruídos, como: O parque, a biblioteca, em baixo das árvores. Usamos nossa criatividade para estimular a criatividade das crianças, pois não é só a sala de aula o local mais importante. P5 Geralmente eu conto na sala, mais também tem lugares que e bem legal. Como: a biblioteca e perto do refeitório. P6 Eu conto na sala de aula e tento explorar os outros espaços aqui da escola, já que temos um bom espaço. P7 A escola em si mesma já é um espaço privilegiado para o desenvolvimento dotrabalho com contação de historias, por possibilitar uma interação com os demaissaberes e estudos literários, estimulando o raciocínio e demais habilidades. Através dos discursos, percebemos que as professoras já fazem uso deoutros locais para o conto, não ficando apenas no espaço da sala de aula, o que émuito interessante e relevante para o desenvolvimento criativo e imaginário das
  43. 43. 43crianças, pois as mesmas saem da rotina de sala de aula e são desafiadas eestimuladas por esses novos espaços. Como destaca Coelho (2000): A atmosfera criada pelo espaço pode transmitir sensações de calor, frio, luminosidade, escuridão, opressão, transparência, bem-estar, fatalidade, leveza, colorido, ocupacidade, etc. (p, 78). Compreendemos, portanto, que o espaço, ou seja, o ambiente, influência nascircunstâncias, aja visto que o mesmo dar um clima história, cooperando para umatransposição do imaginário para o real, dando um maior significado e compreensãodo que está sendo transmitido aos os ouvintes, ou seja, os alunos.3.2.7. A frequência com que são contadas às histórias para as crianças Lidar com o universo infantil requer motivação, criatividade, interesse e muitoafeto para ser transmitido a essa clientela tão diversificada como a que temos nosdias de hoje. O trabalho com a literatura infantil e seus enredos e diversidadepossibilita esse encontro. Nos depoimentos veremos com que frequência esse encontro acontece. Todo o dia inicia com uma história ou poema. P1 No mínimo uma vez por semana. P2 Uma vez na semana eu conto. P3 Conto de duas a três vezes por semana, mas tem também o dia da biblioteca, então ficam quatro dias. P4 Conto com frequência, ou seja, trabalho com educação infantil, entendo que é de suma importância contar histórias de segunda a sexta. P5 Conto quase todos os dias. P6 Eu utilizo as histórias, e parlendas, contos e trava-lingua com frequência, sempre relacionando a um tema estudado. P7 Foi possível perceber nos depoimentos das P1, P5, P6 e P7 que as mesmasfazem uso da contação de histórias diariamente, o que é muito importante. Pois,
  44. 44. 44desperta nas crianças o gosto pela leitura, além de intervir nos demais aspectoscognitivos, em conseguinte as crianças ficam mais desinibidas, comunicativas comos outros colegas, permitindo um relacionamento mais intimo, e facilitador naresolução de possíveis conflitos que por ventura venham surgir durante o processoescolar. Sobre a freqüência de se contar histórias para crianças, Abramovich (1997)Pontua: (...) ler histórias para crianças, sempre, sempre... É poder sorrir, rir, gargalhar com as situações vividas pelas personagens, com a idéia do conto ou com o jeito de escrever do autor e, então, poder ser um pouco cúmplice desse momento de humor, de brincadeira, de divertimento... É também suscitar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a tantas pergunta, é encontrar outras idéias para solucionar questões (como as personagens fizeram...) (p. 17). Assim, entendemos que os benefícios causados pela contação de historias,são inúmeros, e que essa prática deveria se tornar um hábito por todas asprofessoras, porém, notamos que algumas professoras utilizam vez em quando, e aP7, Vaz uso das histórias, parlendas e trava-lingua, somente relacionado ao temaestudado. Ao passo, que admiramos o empenho da professora em desenvolver umaaula criativa e dinâmica, todavia, lamentamos por não ter sido expresso pelamesma, a hora do conto, da história sem cobrança, como puro momento deencantamento, entretenimento e prazer. Como afirma Abramochich (1995): Literatura é arte, literatura é prazer... Que a escola encampe esse lado. É apreciar e isso inclui criticar... Se ler for mais uma lição de casa, a gente bem sabe que e que dá... Cobrança nunca foi passaporte ou aval pra vontade, descoberta ou pro crescimento de ninguém. (p.148) Neste sentido, a escola, professores precisam da literatura como aliada nesseprocesso de ensino-aprendizagem, não como avaliadora, mas sim como libertadora,para abertura de um caminho infinito de descobertas e de compreensão de mundo.
  45. 45. 453.2.8. Materiais usados para ilustrar as contações de histórias Estamos vivendo numa sociedade onde a visão está muito aguçada, visto quehá um enorme atrativo, tanto na TV, computadores, desenhos, etc. A escola estánesse contexto e precisa está preparada para saber usar materiais atrativos em suascontações de histórias. Observaremos os depoimentos dos professores Uso mais imagens e o livro, e eu mesma desenho e faço na folha de oficio. P1 Utilizo DVD, imagens, gravuras. P2 Uso, bastante papel, papel madeira, sucata, cartazes, fantoches. Dramatizações, tudo eu gosto muito de coisas recicladas. P3 Só de vez em quando, figuras ou objetos que possa representar a historia que você ta contando. P4 Sim, utilizo outros materiais, a não ser o livro como eu já falei fantoches, mosquiteiro encantado, o conto seu o próprio livro p data Show, uma historia no vídeo, com slide Então existe diversas formas de contar também historias que não sejam exatamente com o livro. P5 Sim, na maioria das vezes eu gosto de contar com figuras ilustradas fantoches ou arte com a própria caracterização. P6 Notamos, nos discursos, que as professoras buscam materiais ricos emilustrações, a fim de proporcionarem aos seus alunos momentos de muitodivertimento e prazer desenvolvidos durante a apresentação das histórias. Concordocom Bussato, quando afirma que: Se quisermos que a narrativas atinja toda a sua potencialidade devemos sim narrar com o coração o que implica em estar intimamente disponível para isso, doando o que temos de mais genuíno, e entregando-se a esta tarefa com prazer e boa vontade. Ao contar damos o nosso afeto ,a nossa experiência de vida abrimos o peito e compactuamos com o que o conto quer dizer .Por isso torna –se fundamental que haja uma identificação entre o narrador e o conto narrado (BUSSATO ,2003, p. 47).
  46. 46. 46 Diante de tudo isso, é possível notar a importância das histórias para odesenvolvimento comportamental das crianças, já que elas têm a capacidade detransportá-las para o mundo encantado, onde as mesmas podem ser qualquerpersonagem, basta querer. E que a criança que tem contato com histórias infantisdesde a primeira infância pode ser estimulada para quando crescerem, saíremfelizes de determinada situações e assim saber resolver seus problemas.
  47. 47. 47 CONSIDERAÇÕES FINAIS Essa pesquisa nos ajudou a entender algumas compreensões, dosprofessores da Educação infantil, sobre a literatura infantil, e a pratica de contaçãode história no desenvolvimento cognitivo dos alunos, através dos depoimentos dossujeitos. Através dos discursos, das professoras conseguimos fazer algumas reflexões,entre estas podemos citar: A literatura infantil com todas as suas faces, como mitos,contos regionais, contos de fadas, tem sido de algum modo apresentada na escola,todavia, a compreensão por parte de algumas professoras ainda é restrita. Refletimos também, sobre o trabalho realizado com a literatura infantil naescola, e a freqüência com que as contações de histórias são vivenciadas, percebe-se que, a teoria continua desassociada da prática, uma vez que a maioria dasprofessoras compreende a importância da literatura infantil no desenvolvimentocognitivo das crianças, porém, esses momentos de prazer e aprendizado ocorremesporadicamente e de forma descompromissada, por parte de algumas professoras. Pontuamos ainda, que o trabalho realizado pela maioria das professoras, temacontecido de forma dinâmica e criativa, pois as mesmas utilizam vários acessóriose diferentes ambientes, a fim de enriquecer esses momentos, de modo a estimular acriatividade de seus discentes. Diante das respostas obtidas, foi possível confirmar e constatar o papel que aliteratura infantil exerce nas crianças, visto que a mesma desenvolve a capacidadede raciocínio, de julgamento, de argumentação, tornando indivíduos críticos,auxiliando também na resolução de problemas, sem deixar por um momento deaguçar a fantasia, a criatividade, descontração e alegria de ser criança. Esta pesquisa se apresenta como uma provocação, para estudos posteriores,visto que compreender, vivenciar e refletir sobre a literatura infantil, se apresentacomo um caminho a ser percorridos, tanto pelos professores, pais e escola, a fim deuma aprendizagem significativa e que alcance todas as crianças de maneira integral.
  48. 48. 48 REFERÊNCIASABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil:gostosuras e bobices 5.ed. São Paulo:Scipione, 1997. ____________O estranho mundo que se mostra às crianças: São Paulo.Summus, 1999.BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas. São Paulo: Paz e Terra,2008. 22 edição.BUSATTO, Cléo. A Arte de Contar histórias no Século XXI: Tradição e Ciberespaço. Petrópolis: Vozes, 2006._____ Contar e encantar: pequenos segredos da narrativa. Petrópolis, RJ: Vozes,2003.BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Referencial Curricular Nacional paraa Educação Infantil. Brasília, DF, 1998.BORGES , A . L . - O Movimento Natural na Construção do Ser e do Saber . In SargoClaudete . A Práxis Psicopedagógica Brasileira . São Paulo , ABPp , 1994.BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básic Parâmetrosnacionais de qualidade para a educação infantil/Ministé- rio da Educação. Secretariade Educação Básica – Brasília. DFCOELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil: teoria, análise, didática. São Paulo:Moderna, 2000.CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura Infantil: Teoria e Prática. São Paulo,Ática, 1985.CRUZ NETO, Otávio. O trabalho de Campo como descoberto e criação. IN. MariaCecília de Souza Minayo. Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade. Petrópolis,Rio de Janeiro: Vozes, 1994.CARVALHO, Cíntia. Um olhar sobre o abrigamento: a importância das históriasinfantis em contexto de abrigo. Disponivel em:http://www.webposgrad.propp.ufu.br/ppg/producao_anexos/014_DissertacaoCintiaCarvalho.pdf. Acesso em 26/03/2012CÂNDIDO, A Formação da Literatura Brasileira; Momentos Decisórios, ed. 5. BeloHorizonte, MG, 2000.DIECKMANN, Hans. Contos de fadas vividos. São Paulo: Paulinas, 1986GREANEY,J. & REASON, R. Braille reading by children: is there a phonological explanation for
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  50. 50. 50 UNEB-UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM PEDAGOGIA 2006.1 APÊNDICE A - QUESTIONÁRIO FECHADOPerfil dos sujeitos da pesquisa1- sexo: ( ) feminino ( ) masculino2-Nível de escolaridade.( ) nível médio Completo ( ) superior completo .Curso_____________( )Superior incompleto.Curso_______________( ) curso de especialização _______________3 -Jornada de trabalho( ) 20h ( ) 40h ( ) 60h4 - Onde você costuma buscar informações:( ) jornais e revistas ( ) televisão ( ) internet( ) outros meios .Quais________________________5 - Tempo de atuação na Educação Infantil( ) 1 a 2 ano ( ) 3 a 5 anos ( ) 6 a 10 anos ( ) mais de 10 anos6 - Qual a série que você atua?( ) Maternal ( ) Educação Infantil I ( ) Educação Infantil II( ) Outra série ________________________7 - Você trabalha nesse nível de Ensino:( ) Por vocação ( ) Por falta de opção( ) Outra _____________________

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