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Monografia Thiago Victor Matemática 2010

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Matemática 2010

Matemática 2010

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  • 1. 1UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII Curso de Licenciatura em MatemáticaO Uso das Tecnologias/Informática nas aulas da Creche Escola Francesco Galli Thiago Virgilio Victor dos Santos Senhor do Bonfim 2010
  • 2. 2 Thiago Virgilio Victor dos SantosO Uso das Tecnologias nas aulas da Creche Escola Francesco Galli Monografia apresentada ao Departamento de Educação, da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, como requisito parcial para a obtenção do título de licenciado em Matemática.CONCEITO: _______________________________________________________ BANCA AVALIADORAProf. (a) 1: ________________________________________________________Prof. (a) 2: ________________________________________________________Prof. (a) 3: ________________________________________________________ Professor Orientador: Geraldo Caetano Senhor do Bonfim 2010
  • 3. 3DEDICATÓRIA Dedico essa tão almejada vitória à memória do colega Amadeu Nascimento, a meus familiares, em especial aos meus pais Cefas Alves e Dionê Victor, aos meus irmãos Hyggor Victor e André Victor, aos meus sobrinhos Lucas Victor, Kaiky Victor e Letícia Victor, que tanto participaram dos grandes momentos, de alegrias e tristezas, dos sonhos e realidades, fazendo-me muitas das vezes persistir quando queria jogar tudo pro alto. A vocês, que me ajudaram a continuar nesta jornada incansável, concedendo-mealém do importante apoio, o maior carinho e amor. A vocês, que entenderam a abdicação e o sacrifício, o meu muito obrigado! Com certeza, vocês são incríveis, por isso concedo os méritos desta vitória a todos vocês, porque sem vocês ela se tornaria mais difícil.
  • 4. 4 AGRADECIMENTOS A Deus, em primeiro lugar, pelo dom da vida, dando-me condições parasuperar as dificuldades, concedendo-me o necessário para essa conquista, e que,incondicionalmente, esteve sempre ao meu lado em todos os momentos de minhavida, tanto na alegria quanto na tristeza, fazendo da minha fraqueza um salto para avitória. As pessoas especiais que sempre estiveram ao meu lado, aos meusverdadeiros amigos, e especialmente aos que conheci na universidade, com osquais adquiri bastante conhecimento e admiração através do apoio, das palavras,das lutas, que me fortaleceram a seguir na trajetória da concretização dos meusideais. A Universidade do Estado da Bahia - UNEB – CAMPUS VII por ter meproporcionado este momento. Às coordenadoras do Colegiado de Matemática, àminha época, Elizete Barbosa e Mirian Brito, bem como a todos os funcionários quefazem parte desta instituição de ensino. A todos os professores que desde o primeiro momento de ingresso nauniversidade sempre estiveram dispostos a apoiar e nos ajudar em tudo que erapossível e necessário, em especial ao meu orientador Geraldo Caetano, pelosesforços empenhados em orientar-me sempre que possível, e por sua disposição acada encontro. Agradeço, enfim, a todos que me ajudaram diretamente ou indiretamentenessa trajetória, na certeza de que ela não termina aqui. Por isso conto com o apoioe o carinho de todos com o intuito de alcançar outras e maiores vitórias.
  • 5. 5“O mundo da linguagem sem omundo da prática é um mundovazio”(Joaquim César Mota – KIM)
  • 6. 6 RESUMO A presença das tecnologias em nossa cultura atual cria novas possibilidadesde expressão e comunicação, e cada vez mais estão fazendo parte do cotidiano,introduzindo novos modos de comunicações. O grande desafio da educação épreparar os educadores para desempenhar um papel diferenciado frente a essastransformações. Embora muitas escolas disponham dos equipamentos e pessoalcapacitado, nem sempre essas tecnologias e esses profissionais se integram,fazendo com que o ensino permaneça isolado, sem incorporar recursos tecnológicosàs praticas pedagógicas. A presente pesquisa monográfica aborda a interação dosprofessores da Creche Escola Francesco Galli com os recursos tecnológicos, dandoênfase ao seu uso frequente em sala de aula, fazendo-se uma reflexão acerca daimportância de sua utilização contínua, bem como da capacitação dos professores, afim de otimizar o desempenho docente nessa prática e, consequentemente,melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Foram pesquisados e analisadosdiversos aspectos e características da referida escola de forma quantitativa equalitativa, fundamentados pelos estudos bibliográficos, dando-nos uma melhorvisão sobre a real situação dessa instituição de ensino frente aos desafioseducacionais e tecnológicos.Palavras chave:Professores. Recursos Tecnológicos. Ensino/Aprendizagem. Práticas pedagógicas
  • 7. 7 LISTA DE TABELASTabela 1 – Recursos Tecnológicos adequados e em quantidade 3 suficiente para a demanda .......................................................... 5Tabela 2 – Cursos de capacitação para manuseio dos equipamentos ..... 3 6Tabela 3 – Pleno domínio dos recursos disponíveis pelos professores .. 3 7Tabela 4 – Importância que a escola atribui ao uso dos Recursos 3 Tecnológicos em sala de aula ..................................................... 8Tabela 5 – Demonstração de interesse dos professores ao uso dos 3 Recursos Tecnológicos em sala de aula ................................... 9Tabela 6 – Recursos Tecnológicos adequados e em quantidade 4 suficiente para a demanda .......................................................... 1Tabela 7 – Uso dos Recursos Tecnológicos disponíveis ........................... 4 2Tabela 8 – Cursos de capacitação para manuseio dos equipamentos ..... 4 3Tabela 9 – Acesso a software referente a conteúdos trabalhados em 4 sala de aula ................................................................................... 5Tabela 10 – Importância atribuída pela escola aos Recursos 4 Tecnológicos ................................................................................ 6Tabela 11 – Existe empecilho para o uso frequente dos Recursos 4 Tecnológicos? .............................................................................. 7Tabela 12 – Possui Recursos Tecnológicos em casa? ................................. 4 8Tabela 13 – Sente-se apto e seguro para trabalhar com Recursos 4 Tecnológicos? .............................................................................. 9
  • 8. 8 SUMÁRIOINTRODUÇÃO ..................................................................................................... 8 11. OS RECURSOS TECNOLÓGICOS NO ÂMBITO EDUCACIONAL ................ 1 11.1 A INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO ............................................................... 1 11.2 O ACESSO ÀS TECNOLOGIAS ................................................................... 4 11.3 AS TECNOLOGIAS DISPONÍVEIS NAS ESCOLAS .................................... 9 22. A UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS PELOS PROFESSORES 3 22.1 O PAPEL DO PROFESSOR COMO MEDIADOR ......................................... 3 22.2 O PROFESSOR FRENTE ÀS NOVAS TECNOLOGIAS ............................... 7 33. METODOLOGIA ............................................................................................... 1 34. ANÁLISE DE DADOS ...................................................................................... 4 34.1 RESULTADO DOS QUESTIONÁRIOS À DIREÇÃO/COORDENAÇÃO ...... 5 44.2 RESULTADO DOS QUESTIONÁRIOS AOS PROFESSORES .................... 1 5CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 1 5REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................... 3 5APÊNDICES.......................................................................................................... 7
  • 9. 9 INTRODUÇÃO O ambiente escolar tem a função de garantir ao aluno o acesso aoconhecimento e a abordagem dos saberes necessários à vida social ofertando aformação moral e intelectual dos educandos. Porém quais os principais problemasvivenciados no cotidiano para que esse acesso ao conhecimento seja feito de formamais significativa, utilizando-se os recursos tecnológicos disponíveis? A presente pesquisa aborda questões relacionadas à pratica pedagógica dosprofessores da Creche Escola Francesco Galli, discutindo formas de inserção dastecnologias da informação aliadas ao currículo escolar, como parâmetro a contribuirpara a acessibilidade e inclusão dos estudantes no mundo informatizado, buscandoainda a detecção das principais dificuldades vividas pelos educandos e educadoresnesse processo de ensino/aprendizagem no que diz respeito ao uso dos recursostecnológicos em sala de aula. As escolas que utilizam as tecnologias com os estudantes em sala de aula, namaioria das vezes o fazem usando a técnica pela técnica; o uso do computador paraampliar conhecimentos das disciplinas ainda é muito restrito, apesar de todoinvestimento e das diversas ações governamentais que vem sendo desenvolvidashá vários anos. A busca desenfreada e o anseio dos órgãos públicos para ampliar tecnologiasnas escolas ofertam uma grande diversidade de recursos cujo acesso é facilitado.No entanto o investimento nestes aparelhos, aliado à má utilização, podem nãotrazer o retorno esperado e cair no esquecimento, pois há evidências de que oprofessor não tem sido considerado quando da implantação de tais recursos nasescolas faltando-lhe a capacitação para usar e dominar as novas tecnologias. O fato de a escola possuir computadores e outros recursos, não garante ainserção do aluno no universo informatizado, pois depende do uso adequado porparte do professor para o aprendizado tornar-se significativo.
  • 10. 10 O que se busca são alternativas no tocante à garantia da aprendizagem dosalunos, e isto envolve muitas relações, como a questão da valorização dasexperiências já adquiridas, o grau de maturidade e o ritmo de cada um, respeitandoas individualidades. Portanto as principais metas deste trabalho consistem na abordagem dequestões relacionadas à pratica pedagógica dos professores, discutindo formas deinserção das tecnologias da informação aliadas ao currículo escolar, oferecerembasamento teórico acerca do uso destas em sala de aula e analisar a postura dosprofessores em relação às inovações tecnológicas, detectando as principaisdificuldades vividas cotidianamente. Com isso o primeiro capítulo deste trabalho consta de estudos e pesquisasteóricas a respeito da evolução da informática e demais recursos tecnológicos naeducação, trazendo um breve histórico no cenário brasileiro, com alguns relatos docrescente incentivo e investimento ao acesso a essas tecnologias nas escolas,mostrando a diversidade desses recursos os quais estão disponíveis atualmente noespaço educacional, retratando estudos acerca do indispensável papel do professorcomo mediador no processo de construção do conhecimento, bem como e seucomportamento diante dos desafios da utilização dos recursos tecnológicoscotidianamente. O segundo capítulo apresenta a metodologia deste trabalho, ondedescrevemos detalhadamente, todo o desenvolvimento desta pesquisa, ou seja,métodos utilizados, clientela pesquisada, público alvo, dentre outros, no intuito de sechegar aos objetivos traçados. A etapa posterior desta monografia apresenta a análise dos dados obtidos ementrevista com os gestores, coordenador e professores da Creche Escola FrancescoGalli, onde registramos importantes relatos acerca do uso dos recursos tecnológicos,no referido espaço educacional. Ao final temos as Considerações Finais e os Apêndices, explicitandorespectivamente, a conclusão deste trabalho, e os questionários aplicados,
  • 11. 11estudados, consultados e expostos, a fim de trazer os dados mais relevantespossíveis ao deslinde proposto.
  • 12. 121. Os Recursos tecnológicos no âmbito educacional1.1 A Informática na Educação A história da informática na Educação no Brasil data de mais de 30 anos,tendo início por volta dos anos 70, a partir de algumas experiências na UFRJ,UFRGS e Unicamp. Nos anos 80 se estabeleceu através de diversas atividades quepermitiram que essa área hoje tenha uma identidade própria, raízes sólidas erelativa maturidade. Os primeiros defensores do uso da televisão e de filmes na educação, fizeramprevisões bastante otimistas de que esses meios trariam mudanças profundas nanatureza da aprendizagem. A mesma expectativa está em torno do uso dastecnologias, como o computador, data show, softwares educativos, etc, cujointeresse de inseri-los na sala de aula é motivado por empresas comerciais quevisam novos mercados para seus produtos e por governos com anseios de resolver,em curto prazo, o problema da educação pública. Segundo Valente: A atividade de uso do computador pode ser feita tanto para continuar transmitindo a informação para o aluno e, portanto, para reforçar o processo instrucionista, quanto para criar condições do aluno construir seu conhecimento. Quando o computador transmite informação para o aluno, o computador assume o papel de máquina de ensinar e a abordagem pedagógica é a instrução auxiliada por ele. Essa abordagem tem suas raízes nos métodos tradicionais de ensino, porém ao invés da folha de instrução ou do livro de instrução, é usado o computador. Os softwares que implementam essa abordagem são os tutoriais e os de exercício-e-prática. (1997, p. 01) Para Buckingham (2008), os estudos sugerem que o impacto da tecnologia naprática cotidiana docente é bastante limitado. Apresentam, assim, resistência ao usofreqüente dos mesmos, não por serem antiquados ou ignorantes, mas porqueacham que ela não contribui para o alcance dos objetivos.
  • 13. 13 Ainda segundo Valente (1997), mesmo em países como a França e osEstados Unidos, as mudanças do ponto de vista pedagógico resultantes do avançotecnológico nas escolas não são tão significativas. Não se encontram práticasrealmente transformadoras e enraizadas para que se possa afirmar que houvemudanças no processo educacional, como por exemplo, o aluno sendo construtor dopróprio conhecimento. Embora a mudança pedagógica tenha sido o objetivo de todas as ações dosprojetos de informática na educação, os resultados obtidos ainda não foramsuficientes para alterar o sistema educacional como um todo. Os trabalhos noscentros do EDUCOM1 tiveram o mérito de elevar a informática na educação de zeropara o estado atual, possibilitando discutir as questões da área. Os cursos FORMAR I2e FORMAR II3, criados com o objetivo de desenvolvercursos de especialização na área de informática na Educação, com aulas teóricas epráticas, seminários e conferências, não obtiveram os resultados almejados. Osprofessores precisaram sair de várias localidades do país, deixando sua residência,família e trabalho, para tomar o curso em Campinas (de junho a agosto de 1987),pois lá havia um laboratório completo para este fim. Também muito do que foiaprendido não foi posto em prática, pois ao retornarem ao local de trabalho, ascondições existentes, muitas das vezes, eram bem diferentes daquelas vivenciadasdurante o curso e muitos não tiveram condições de aliar a teoria à prática. Segundo Ackermann (1990), apud Valente (1997), “a aplicação de umconhecimento requer outro tipo de conhecimento. O fato de conhecermos algumacoisa não implica que saibamos aplicar esse conhecimento. A aplicação desseconhecimento deve ser exercitado de modo a aprender como usá-lo em diferentessituações.” Todavia, o Programa Nacional de Informática na Educação, de acordo comValente (1997), era, à época, bastante ambicioso, tendo o computador como recurso1 Projeto da Unicamp que visa a inserção da informática como metodologia cotidiana de ensino.2 Cursos realizados pela UNICAMP onde objetivo principal foi o desenvolvimento de cursos deespecialização na área de informática na educação.
  • 14. 14 principal de apoio ao processo de mudança pedagógica, objetivando também a criação de ambientes de aprendizagem que enfatizam a construção do próprio conhecimento, não se limitando à instrução. Essa realidade, entretanto, perdura até os dias atuais, uma vez que em muitas escolas o computador continua a ser utilizado apenas para uso administrativo, não rompendo ainda as barreiras do medo e da insegurança que pairam na mentalidade educativa docente. A tecnologia computacional atua justamente nesse sentido, de instigar ao aluno a adquirir e construir o seu conhecimento, interagindo através dos recursos computacionais, melhorando assim a qualidade de ensino, tanto pela velocidade em que as informações são passadas e adquiridas, quanto também por ser algo novo e atraente para o aluno e de extrema facilidade de transmissão. A revolução da informática é tamanha que possibilita hoje a realização de cursos virtuais à distância, via Internet, com professores residentes em estados diferentes, lecionando para uma quantidade incrível de alunos, ao mesmo tempo. Porém, para assegurar a incorporação de computadores no Sistema Educacional é necessário que os líderes governamentais e educacionais persistam na implantação e disseminação da Informática na Educação, no que tange ao apoio técnico e principalmente ao apoio pedagógico, criando-se estruturas adequadas para capacitação e treinamento dos professores, os incentivado a pôr em prática o que é aprendido. Com esse intuito, temos atualmente em pleno funcionamento alguns programas apoiados pelos governos municipais, estaduais e federais que visam a real difusão da informática na educação, ampliando as possibilidades de aprendizado em todas as camadas da população, de forma igualitária. O principal deles é o PROINFO3 - Programa Nacional de Tecnologia Educacional. Segundo o MEC (2010), é um programa educacional que tem o objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica. Esse programa leva às escolas computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais. Em contrapartida, os estados, o Distrito Federal e os municípios devem garantir a estrutura adequada para receber os laboratórios e capacitar os educadores para uso das máquinas e tecnologias.3 Programa Nacional de Tecnologia Educacional: Programa educacional, desenvolvido pelo MEC,que tem o objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educaçãobásica.
  • 15. 151.2 O Acesso às Tecnologias O livre acesso à informação é um direito de todo cidadão (Constituição de1988, Art. 5º, Inc. XIV). Diante disso observamos que a evolução e as possibilidadesde acesso aos recursos tecnológicos tem crescido consideravelmente,principalmente no que diz respeito à área educacional, pois tem recebido inúmerosincentivos através de esforços do governo federal, organizações nãogovernamentais, empresas do ramo de informática, entre outros, que tem se unidopara tentar amenizar o quadro de exclusão digital da nossa população. Os programas do governo federal criados para garantir a todos o acesso àstecnologias, como o PROINFO, já proporcionaram a muitas escolas rurais eurbanas, o acesso às tecnologias da informação. O PROINFO foi criado pelo Ministério da Educação e Cultura, através daportaria nº 522 de 9 de abril de 1997, cujo objetivo é promover o uso pedagógico dainformática na rede pública de ensino fundamental e médio; o mesmo édesenvolvido pela Secretaria de Educação à Distância (SEED). Para participar desteprograma a escola deve fazer a adesão e o cadastro, e posteriormente serãoselecionadas as escolas que irão receber os info-centros. Segundo o Ministério da Educação e Cultura (Portal MEC, 2008), apreocupação inicial é elevar o grau de inclusão digital nas escolas públicas de 5ª a8ª série visando a melhoria dos índices de aproveitamento no IDEB – Índice deDesenvolvimento da Educação Básica – atendendo prioritariamente o IDEB inferior a2. Também os cursos de Educação à Distância (EAD), na rede particular oupública, visam a inclusão digital dos que não tem condições, por razões diversas, decursar um ensino presencial, seja ele básico, graduação ou pós-graduação; osreferidos cursos tem decreto para funcionamento desde o ano de 2005 (DECRETO Nº5.622, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005).
  • 16. 16 Sobre a Educação à Distância a LDB 9.394/96 diz: Art. 32 §4 – O Ensino Fundamental será presencial, sendo o ensino à distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais. Art. 80 – O poder público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino à distância, em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação continuada. Sabe-se que não são todas as escolas públicas as quais dispõem do recursoda Internet para uso pelos alunos, no entanto não se distanciam das mídias, pois acerto tempo tem à disposição os telecursos e TV Escola, vídeos-produções da TVEscola auxiliando o processo de educação presencial e o Ensino à Distância. Além do poder público, existem também inúmeras ONG´s que no país inteiroproporcionam às comunidades carentes o acesso à inclusão digital, trazendo assimuma melhor estrutura para o desenvolvimento satisfatório da educação das crianças,adolescentes e jovens brasileiros. Segundo Baggio (2002), criador da ONG Comitê para a Democratização daInformática (CDI), apud Falzetta (2002), a implantação dos laboratórios deinformática em comunidades carentes se dá por três etapas: “olhamos as condiçõesfísicas do espaço e identificamos os líderes comunitários e as pessoas que podemse tornar educadores”. Dentre as mais recentes experiências de inclusão digital no Brasil está adistribuição de laptops a um baixo custo, desenvolvido pela ONG – OLPC (sigla, eminglês, que significa um laptop por criança) fundada por Nicholas Negroponte doInstituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). As experiências desse projeto-pilotoUCA (Um Computador por Aluno) serão avaliadas por grupos de pesquisadores deuniversidades públicas conceituadas em todo país. Para Fagundes (2008), uma militante da difusão da informática, apud Bagatinie Camargo (2008), “a tecnologia digital revoluciona práticas, ajuda o homem aadquirir e multiplicar rapidamente o conhecimento, expandindo o poder de pensar,favorece a interoperabilidade, embora também ajude a destruir.”
  • 17. 17 O acesso à tecnologia digital melhora a auto-estima e evidencia odesempenho de pessoas socialmente integradas. As crianças de menor poderaquisitivo e conseqüentemente, menor acesso ao mundo digital, quando seconectam e se comunicam pela Internet apresentam as mesmas possibilidades dedesenvolvimento que os alunos já inteirados e acostumados a esse tipo demetodologia. Para Setzer (2001, p. 49), “a aquisição de informação deve ser um processoindividual, lento e consciente, a educação requer, além de lentidão, interação social(da criança com seus familiares e com seus mestres) e não passividade.” A escola deve possibilitar e incentivar que os alunos usem seusconhecimentos sobre tecnologia para realizar trabalhos das diferentes áreas,oferecendo grau diferenciado de contextualização dos conteúdos vinculados. Percebe-se que o uso das (TICs) Tecnologias da Informação e Comunicaçãodinamizam as aulas, motivam e conduzem o aluno a descobertas, dependendo douso e dos parâmetros que se querem alcançar. Isto tem contribuído para umamelhor socialização do direito de estudar e aprender com mais atratividade einteração. De acordo com David Buckingham, apud Rev. Pátio (2008), apesar doinvestimento em tecnologia nas escolas e do grande entusiasmo que o temacompanhado, grande parte das coisas que acontecem na educação permanecerelativamente afastada desse investimento por inúmeros fatores, tais como a falta deplanejamento, capacitação, interesse, etc. Fora da escola, no entanto, as crianças estão tendo uma infância cada vezmais saturada da mídia; dessa maneira a mídia torna-se um meio para a culturapopular contrariando as intenções propostas pela escola de usá-la com objetivospedagógicos. As crianças que tem acesso ao computador em casa estão usando-o parajogar, navegar nos sites de entretenimento na Internet, trocar mensagens
  • 18. 18instantâneas, participar de redes sociais, baixar e editar vídeos e músicas. Além detarefas funcionais, como dever de casa, muito poucos estão utilizando a tecnologiapara algo que se assemelhe à aprendizagem escolar, justamente por falta de umacompanhamento mais próximo, incentivo e uma devida orientação. De acordo com D´Espíndola (2009), o processo de uso da tecnologiaprivilegia a autonomia do indivíduo: A grande revolução que o computador promove é permitir uma educação massificada no sentido de que há muita informação disponível e ao mesmo tempo individualizada. Com o andar dos anos o que vai acontecer é que o ensino não vai mais se reduzir ao livro didático. Os livros estarão melhores e adequados à informática, até mesmo com sugestões de sites e atividades. As aulas expositivas, o papel, as pesquisas de campo, os trabalhos de laboratórios, as consultas na web são recursos complementares, que devem ser utilizados de maneira integrada e inteligente. Exatamente o oposto do que se faz na educação convencional, que desperdiça o mais precioso de todos os recursos... o PROFESSOR fazendo dele mero fornecedor de informações, quando deveria ser um organizador de situações de aprendizagem. Diante disso, grifa-se a necessidade de o computador fazer parte da práticapedagógica contemporânea, trazendo para sala de aula programas de últimageração capazes de contribuir no acesso à tecnologia e na democratização dainformação. Implantar a informática na educação requer a união de quatro elementosbásicos: computador, software educativo, professor capacitado e aluno. Sem isso amodernidade está cada vez mais distante de nós e este é o momento parasuperarmos o nosso herdado atraso técnico-científico e cultural. Certamente com o computador e com toda “filosofia” que o acompanha, ofuturo será diferente, seja pelo fato de que as tecnologias informáticas promovemtransformações substanciais, que vão além daquelas propostas no âmbito dasatividades didático-pedagógicas, seja porque estamos nos movendo inevitavelmenteem direção a uma sociedade caracterizada por um elevado grau de informatizaçãode todos os seus segmentos.
  • 19. 19 É importante lembrar que não basta ter a tecnologia, mas saber usá-la; nemtodas as escolas públicas possuem laboratórios de informática, vídeo, som e outrasmodernidades, mas ainda existem muitas mídias a serem utilizadas para tornar asaulas mais humanas e prazerosas. Não se deve esquecer que é preciso aparticipação dos educadores nas formações/treinamento continuado, no intuito decapacitá-los e criar meios para qualificar a educação de nossas crianças e garantir oacesso às tecnologias da informação. No mapa das Desigualdades Digitais no Brasil, Waiselfisz (2007), do InstitutoSangari, há alguns anos atrás, mostra que o país ocupava a 76ª posição entre os193 países do mundo pesquisados no que tange à porcentagem da população comacesso à Internet, porém isso já tem mudado bastante nos últimos anos. No mesmo sentido, a Fundação Getúlio Vargas, por Wittmann (2003),publicou um amplo estudo denominado Mapa da Exclusão Digital, reunindo dadosde várias fontes. De acordo com o estudo, nesse ano encontravam-se em situaçãode exclusão 149,8 milhões de brasileiros, porém isso tem sido modificado nosúltimos anos, pois segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação emCiências e Tecnologia (IBICT, 2007), o número de telecentros passou de 12 mil em2005 para 16,7 mil em 2006, graças a 108 iniciativas de prefeituras, secretarias deEstado e ONG´s e isso só tem aumentado cada vez mais.
  • 20. 201.3 As tecnologias disponíveis nas escolas Temos observado constantemente no cotidiano escolar a extremanecessidade de readaptação do seu currículo, voltado às multiculturas, à realidadedo aluno, interdisciplinaridade, etc. Para que isso ocorra de forma mais satisfatória,faz-se necessário uma mudança de metodologia, utilizando-se das mais diversas einúmeras ferramentas que vem a cada dia se tornando imprescindíveis à educação,tais como a televisão, o vídeo, o DVD, computador, internet, Data show, Retro-Projetor e até mesmo a recém-lançada Lousa Educacional Interativa. Esses equipamentos, se trabalhados de forma correta, podem trazer umgrande avanço no processo de ensino-aprendizagem, auxiliando o professor a darmais ênfase no seu trabalho, além de despertar um maior interesse e motivação aosalunos, incentivando-os a participar mais diretamente das aulas, interagindo nasmesmas. Até mesmo um simples Retroprojetor pode auxiliar o professor com ainserção de imagens, destaques a trechos de textos, instigando os alunos aquestionarem, debaterem e, conseqüentemente, enriquecendo a troca deinformações. “Os recursos tecnológicos são armas fundamentais para tornar asaulas mais instigantes e apreciadas.” (Vilarinho, 2010) Necessário se faz, entretanto, sabermos, primeiramente, o que na verdade étecnologia. Segundo D´Espíndola (2009), Tecnologias são os meios, os apoios, as ferramentas que utilizamos para que os alunos aprendam. A forma como os organizamos em grupos, em salas, em outros espaços isso também é tecnologia. O giz que escreve na louça é tecnologia de comunicação e uma boa organização da escrita facilita e muito a aprendizagem. A forma de olhar, de gesticular, de falar com os outros, isso também é tecnologia. O livro, a revista e o jornal são tecnologias fundamentais para a gestão e para a aprendizagem e ainda não sabemos utilizá-las adequadamente. O gravador, o retroprojetor, a televisão, o vídeo também são tecnologias importantes e também muito mal utilizadas, em geral. As tecnologias estão presentes no dia-a-dia da escola, em todos os gestos e atitudes dos profissionais, facilitando o aprendizado do aluno e a atualização dos professores aos devidos recursos. Os recursos tecnológicos devem ser utilizados como mais uma ferramenta eficiente na construção de conhecimentos, baseando-se em epistemologias que priorizem a ação do sujeito, como a epistemologia genética de Jean Piaget.
  • 21. 21 Porém o que mais nos chama a atenção em termos de tecnologia sãojustamente as novidades da “Era Digital” que tem surgido constantemente, e semprecom o objetivo de uma maior interação entre as pessoas que lidam com estesrecursos, quais sejam, professores e alunos, trazendo uma melhor interatividade dousuário com tais ferramentas tecnológicas, construindo assim suas própriasmetodologias de ensino e aprendizado, respectivamente. Para Gasparetti (2001), apud Casimiro (2001), “o estudante do futuro serácada vez mais interativo e participará da construção do próprio saber utilizando asnovas tecnologias”. Dentre os recursos mais inovadores disponíveis no mercado e em muitasescolas, destacaremos os principais com suas respectivas descrições, segundoSegundo D´Espíndola (2009): • RETROPROJETOR O retro projetor é um recurso visual de apoio à comunicação do pensamento apresentando de forma clara figuras, textos, tópicos de assuntos, apresentado de uma forma clara e objetiva. • DATA SHOW Equipamento eletrônico que permite a projeção de imagens, slides, vídeos, entre outros, transmitidos pelo micro, tornando-se, assim, uma excelente ferramenta para fazer apresentações de aulas e palestras. • TELEVISÃO Sistema eletrônico de recepção de imagens e som de forma instantânea. Funciona a partir da análise e conversão da luz e do som em ondas eletromagnéticas e de sua reconversão em um aparelho - o televisor - que recebe também o mesmo nome do sistema ou pode ainda ser chamado de aparelho de TV. • APARELHO DE DVD O leitor de DVD é um acessório doméstico capaz de reproduzir mídias no formato DVD. Alguns mais modernos reproduzem também outros formatos como CD (de música mp3 e fotos), VCD, SVCD, mini-CD, DVD-RAM e discos de dados, com por exemplo, filmes no formato *.avi (que foram compactados em DivX ou XviD). Existem DVD Players com entradas USB para assim poder inserir algum MP3 ou MP4. Também é possivel visualizar DVD em computadores pessoais, usando uma unidade de leitura de DVD, e um software ou programa tocador de DVD, como por exemplo o Windows Media Player , WinDVD ou PowerDVD, para o sistema operacional Windows, e mplayer, vlc, xine ou totem para os sistemas GNU/Linux e derivados do BSD.
  • 22. 22 • COMPUTADORES Denomina-se computador uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Exemplos de computadores incluem o ábaco, a calculadora, o computador analógico e o computador digital. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura. Assumiu-se que os computadores pessoais e laptops são ícones da Era da Informação[1]; e isto é o que muitas pessoas consideram como "computador". Entretanto, atualmente as formas mais comuns de computador em uso são os sistemas embarcados, pequenos dispositivos usados para controlar outros dispositivos, como robôs, câmeras digitais ou brinquedos. • LOUSA EDUCACIONAL INTERATIVA A Lousa Educacional Interativa tem o mesmo aspecto de uma lousa convencional porém funciona como uma tela de computador sensível ao toque (Tecnologia Touch Screen). Os movimentos realizados pelo usuário na tela geram diversas intervenções com o que foi projetado. A lousa para ser operada perfeitamente, necessita estar conectada à internet, via computador. Temos ainda a ferramenta da internet (rede mundial de computadores) naqual aumentamos a nossa capacidade de acesso às informações, bem como anossa interação com o mundo, a tudo e todos que nos rodeia, independente docontato pessoal. Podemos realizar troca de informações através de fóruns dediscussão entre alunos e professores, pesquisas escolares, publicação de trabalhos,dentre outros. Em contrapartida, podemos obter todo tipo de conteúdo disponível nareferida rede, sendo ele ruim ou bom. Com isso é preciso uma maior atenção eorientação com relação a essa tão poderosa ferramenta para que se alcancem osobjetivos construtivos da relação ensino-aprendizagem. Face a essa grande diversidade de recursos virtuais, dentre outros, a maioriadeles já disponíveis há algum tempo nas escolas tanto particulares quanto públicas,com maior intensidade a cada dia. Temos, portanto, um grande desafio para nossoseducadores e educandos: o desafio de reaprender. As Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) estão derrubando as paredes das salas de aula das nossas escolas e universidades, fazendo com que professores e alunos ingressem no espaço virtual. O jovem aluno não procura mais o conhecimento bem estruturado e de fácil acesso nos livros didáticos, mas no imenso universo do hipertexto. Diante dessa realidade, o aluno tem que reaprender a estudar e o professor a ensinar. (Oliveira e Vigneron, 2005)
  • 23. 23 Ante ao exposto, vemos que não há mais como se afastar dessa realidade,cabendo a cada profissional de educação a disposição de adentrar nessa “EraDigital”, com a responsabilidade de romper alguns paradigmas, vencendo os seus“medos”, até porque grande parte destes educadores foram formados distantesdessa nova realidade digital, tendo a mesma como um grande desafio a serenfrentado.
  • 24. 242. A utilização dos recursos tecnológicos pelos professores2.1 O Papel do Professor como Mediador A sociedade atual vive cercada de vídeo games, caixas eletrônicos,computadores, televisão, DVD, fornos de microondas, celulares e equipamentos detodo tipo. Os alunos não só vivem numa era tecnológica avançada, como também jánascem nesse mundo “do futuro”. Diante disso, a metodologia limitada apenas ao uso do quadro podedesmotivar o aluno que vive em constante contato com o mundo digital fora daescola. Portanto é primordial uma maior interação dos mesmos com esses novosrecursos. Porém estar inteirado com a modernidade em sala de aula não dependeapenas de equipamentos atuais e de ponta. Isto porque a interação que elespermitem pede uma revisão de métodos tradicionais de ensino. Quanto mais semantiverem os hábitos os quais relegam ao aluno um papel meramente receptor,menos diferença a tecnologia fará no aprendizado. ... Em muitas escolas os computadores ficam a maior parte do tempo confinados as salas que só se abrem para aulas de informática, sem se incorporar ao projeto pedagógico. É como deixar trancados os livros da biblioteca ou limitar seu uso ao processo estrito da alfabetização. (MENEZES e COSTA, 2008, p. 1) Em contrapartida, a vida extra-escolar oferece inúmeras possibilidades deinteração com os recursos tecnológicos. Pode-se constatar isto na reportagem feitapela emissora R74 (2010), veiculada em um site de vídeos na internet (youtube),com o título “LAN HOUSE BRASILEIRA, MERCADO CRESCENTE”, onde destaca ocrescente número de lan-houses nos grandes e pequenos centros urbanos, semcontar a quantidade de celulares por habitante e a familiaridade com que nossosalunos lidam com as tecnologias recentes.4 R7 – Emissora filiada à Rede Record de Televisão
  • 25. 25 Sendo esta realidade atual, não se pode afirmar que a tecnologia é nociva,pois na verdade fornece conhecimentos úteis à vida pessoal e social. Ao contrário,se bem utilizada ela só tem a somar no processo de aprendizagem. Da mesma forma, esta gama de equipamentos e recursos, por si só, nãoauxilia na resolução de problemas relacionados ao processo educativo nas escolas.O professor é o responsável pelo elo entre o conhecimento e o uso dos recursos.Esta complementação é essencial, pois a máquina não desempenha os papéisespecíficos das pessoas. ... O educador que adota as novas tecnologias perde o posto de dono absoluto do saber (como recomendam todos os especialistas), mas ganha a função de coordenador da aprendizagem. Ele passa a dirigir as pesquisas dos alunos, apontar caminhos, esclarecer dúvidas, propor projetos e, claro, aprender mais. (FALZETTA, 2000, p. 55) É importante lembrar que não basta a compra de computadores se nãohouver treinamento adequado de pessoal e manutenção constante de hardware,software e de “peopleware”. Talvez seja a falta de tais requisitos que levam algunsprofessores a resistir às essas novas tecnologias, desprezando a utilização derecursos os quais poderiam modificar e melhorar a sua prática. Perrenoud (2000) destaca como uma das dez competências fundamentais doprofessor, a de conhecer as possibilidades e dominar os recursos computacionaisexistentes, cabendo-lhe atualizar-se constantemente, buscando novas práticaseducativas capazes de contribuir para um processo educacional qualificado. Vale ressaltar que ser professor é visto como uma profissão extremamenteparadoxal (Barlow, 1999), compósita (Tardif & Lessard, 1999) e altamente complexa(Doyle, 1986; Gauthier et al., 1997) por todos os pormenores vividos no seucotidiano. Tais adjetivos impõem inevitavelmente aos professores a obrigação deestarem em constante estado de reflexão, a fim de analisar as situaçõesvivenciadas, o comportamento dos alunos e ao mesmo tempo procurar soluçõescom o objetivo de amenizar as dificuldades ou problemas encontrados.
  • 26. 26 Tal afirmação é corroborada por Barlow: O ensino é uma profissão tão paradoxal que quem a exerce deveria possuir, ao mesmo tempo, as qualidades de estrategista e de tático de um general do exército; as qualidades de planejador e de líder de um dirigente de empresa; a habilidade e a delicadeza de um artesão; a destreza e a imaginação de um artista; a astúcia de um político; o profissionalismo de um clínico-geral; a imparcialidade de um juiz; a engenhosidade de um publicitário; os talentos, a ousadia e os artifícios de um ator; o senso de observação de um etnólogo; a erudição de um hermeneuta; o charme de um sedutor; a destreza de um mágico e muitas outras qualidades cuja lista seria praticamente ilimitada. (1999, p. 145-156) Nesse contexto, o professor torna-se indispensável tornando-se orientador doprocesso de aprendizagem, podendo dispor dos inúmeros métodos de ensino(tecnologia, meios computacionais) para atender aos alunos de forma diversificada,de acordo com suas necessidades. Essa importância e relevância do papel do professor em sala de aula tornam-se mais acentuadas quando se trata de alunos de séries iniciais, por estes nãopossuírem independência na busca do conhecimento adquirido no espaço escolar.Através da vivência com os outros (professores e alunos), importantes aquisiçõesocorrerão, sendo essenciais ao desenvolvimento mental. Isso acontece pelaelaboração das informações recebidas do meio em que vive, através das pessoasao seu redor, influenciando diretamente no processo de aprendizagem. Nestesentido, podemos dizer que nenhum conhecimento é constituído pela pessoasozinha, mas em parceria com os outros, os mediadores. O mediador ajuda a concretizar um desenvolvimento ainda não atingidoisoladamente. Na escola o professor e os colegas mais experientes são os principaismediadores. O professor em consonância com a proposta pedagógica construtivista sócio-interacionista, deve compreender o significado do processo de aprendizagem através da construção do conhecimento, ter pleno domínio do conteúdo que está sendo abordado e conhecer as possibilidades dos softwares utilizados para, então, poder acompanhar o aluno nesse ambiente e intervir adequadamente quando se fizer necessário. (VALENTE, 1997, p. 21)
  • 27. 27 Os estudos recentes têm mostrado a relevância da afetividade no processode construção do conhecimento, pois para que este ocorra de forma satisfatória, oambiente escolar deve ser para o aprendiz um espaço de convivência prazerosa,estimulando a interação com os demais. Gomide (2007), diz que “muitas vezes, as crianças não estão preparadaspara entrarem na escola, pois essa entrada significa o primeiro afastamento dafamília. Com isso o afeto da professora poderá ajudar muito a criança se interagircom a escola e os colegas.” Sendo assim, o professor é o principal elo entro o conhecimento e o aprendiz,pois transmite confiança e o torna apto nas aprendizagens. Exercendo o papel demediador, este conduz o aluno a buscar o conhecimento fornecendo alternativas eproblematizações sem oferecer fórmulas e resultados prontos, instigando o mesmo abuscar o conhecimento. Desta maneira o conhecimento torna-se real e receptivo a múltiplosresultados, pois a educação deste século requer conteúdos contextualizados comuma boa dose de interação entre o aluno e o principal mediador do processo deensino/aprendizagem, ou seja, o professor.
  • 28. 282.2 O Professor Frente às Novas Tecnologias Como foi dito anteriormente, para a construção do conhecimento doeducando atual no processo de ensino/aprendizagem, o professor assume o papelde mediador e orientador, sendo um desafiador constante do aluno em busca deinformações novas e relevantes ao seu desenvolvimento. Porém para que isso ocorra de forma satisfatória, o professor precisa estaratento à realidade contemporânea, incluindo às novas tecnologias disponíveis aserem utilizadas nas salas de aula, pois segundo Moran, Massetto e Behrens (2000)através do uso de tais recursos, o educador pode trabalhar de maneira equilibrada aorientação intelectual, emocional e gerencial do aluno. Isso porque, fazendo uso detais ferramentas é que o orientador irá desenvolver sua metodologia própria deensino, utilizando as tecnologias digitais com o objetivo de fazer com que o alunoconstrua estruturas mentais as quais darão o suporte necessário para o uso dasnovas tecnologias em qualquer situação cotidiana. “... o professor que trabalha na educação com a informática há que desenvolver na relação aluno-computador uma mediação pedagógica que se explicite em atitudes que intervenham para promover o pensamento do aluno, implementar seus projetos, compartilhar problemas sem apresentar soluções, ajudando assim o aprendiz a entender, analisar, testar e corrigir erros”.(MORAN, MASETTO e BEHRENS, 2000, p. 171). No entanto observamos professores, em sua maioria, distante dessarealidade pedagógica, com limitações metodológicas vinculadas ao ensinotradicional, alienados à tecnologia e ao seu uso, tanto na sua prática pedagógicaquanto na sua vida cotidiana. Torna-se essencial ao professor o redimensionamento e encurtamento de suarelação com as novas tecnologias existentes, objetivando o domínio de taisrecursos, com a apropriação do seu conhecimento, sendo possível a reconstruçãode novos paradigmas, métodos e objetivos de forma geral e específica.
  • 29. 29 De acordo com Morán, Masetto e Behrens (2003), a teoria na educação estámuito além da sua prática, pois muito do que se prega, no dia-a-dia não é cumpridopor muitos fatores. Entretanto, quando o educador é motivado a trabalhar cominformática em sala de aula, o mesmo percebe-se um agente transformador da açãopedagógica, tendo como conseqüência principal, a reestruturação de seus métodose didática. Ainda segundo Morán, Masetto e Behrens (2003), um dos passos primordiaisna gestão tecnológica em sala de aula é o domínio técnico dos recursos disponíveis.É a capacitação para saber usar, é a experiência a qual se adquire com a prática. Seo professor só lida com o computador esporadicamente, demorará muito mais paradominá-lo, caso contrário, ou seja, tendo-o sempre à disposição, a evolução naaquisição de habilidades é significativa. Tal domínio é importante por parte do professor, pois o mesmo poderá aliaros conhecimentos tecnológicos às práticas pedagógicas, adequando seu trabalho àsindividualidades dos educandos. Mas o caminho do computador para a sala de aula passa pela familiarização do professor com ele. Para o professor se familiarizar com o computador, ele precisa usá-lo nas mais variadas atividades, mesmo que elas não sejam de especial significado pedagógico nem voltadas para a sala de aula. Quando os professores tiverem com o computador a intimidade que hoje têm com o livro, descobrirão ou inventarão maneiras de inseri-lo em suas rotinas de sala de aula, encontrarão formas de criar, em torno do computador, ambientes ricos em possibilidades de aprendizagem que propiciarão aos alunos uma educação que os motivará tanto quanto hoje o fazem os jogos computadorizados, os desenhos animados, os filmes de ação e a música do rock. (CHAVES, 2007) Vale salientar a extrema importância da capacitação do profissional deeducação em relação ao manuseio dos recursos tecnológicos disponíveis, issoporque a falta de conhecimento pode acarretar uma desmotivação ao seu devido econstante uso, além também da alienação do mesmo face a necessidade dotrabalho de interdisciplinaridade nas escolas, bem como a trabalhar com os alunosde forma individual, o que poderá trazer melhorias à educação de cada indivíduo.
  • 30. 30 As aulas de informática podem propiciar aos alunos a oportunidade de aprender dentro do seu próprio ritmo, permitindo ao aluno trabalhar individualmente, em dupla ou em grupo. O professor deve fornecer as informações e/ou orientações preliminares acerca da atividade que será desenvolvida. Deve utilizar a interdisciplinaridade. Esta ocorre quando diversas disciplinas estabelecem reciprocidade e igualdade para a solução de um problema. É fundamentada na certeza de que a troca enriquece. Ao tentar solucionar uma determinada situação, o aluno vai colocar em ação os elementos teóricos de que dispõe sem se limitar, necessariamente, a um único campo do conhecimento, reorganizando-os de maneira a perceber uma solução ou uma nova necessidade. Por exemplo, os alunos que desenvolvem atividades no computador necessitam conciliar, pelo menos, alguns conhecimentos básicos de informática com outros específicos do tema em que estão trabalhando. (MENDEL, 2009) Sabemos que ser educador implica em estar em permanente atualização eestudos, buscando sempre novas e relevantes informações, estando ciente darelação entre os diferentes saberes (interdisciplinaridade). Isso inclui o conhecer oque for relevante das diversas disciplinas, além de dominar as inúmerasmetodologias existentes e disponíveis, tais como computador, data show, internet,etc. Ele precisa estar atento a tudo que lhe cerca, para, de uma forma maiscompetente e direcionada, educar o aluno a utilizar e manusear da melhor formapossível tudo que lhe disponibilizam. Para Lima, Andrade e Damasceno (2009), “Os novos recursos tecnológicossão para ajudar o professor no processo de ensino aprendizagem e cabe aoprofessor perceber qual recurso deve, quando e como usar” Diante do crescente uso dos recursos tecnológicos por parte do corpoestudantil, nossos professores precisam cada vez mais se apropriar disso, utilizandosua criatividade e visão pedagógica, no intuito de promover um ensino de melhorqualidade. Para isso o educador conta com uma poderosa ferramenta de auxílio,estudo e pesquisa, a internet. Através dela ele pode estar em constante contato como mundo, com as pessoas, trocando experiências e renovando a sua visãopedagógica. Ensinar com a Internet será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas do ensino. Caso contrário servirá somente como um verniz, um paliativo ou uma jogada de marketing para dizer que o nosso ensino é moderno e cobrar preços mais caros nas já salgadas mensalidade. (MORAN, 2008. p.8).
  • 31. 31 No entanto, temos ainda bastante resistência à utilização dessa ferramenta,pois demanda de tempo para pesquisa e estudo, sendo ainda necessário um maiore melhor planejamento das aulas, visto que a internet deve ser utilizada com cautelapara não prejudicar o desenvolvimento do aluno, isso porque a quantidade deinformações disponíveis é muito grande e pode-se cometer a falha de se trazereminformações prontas a estes, sem instigá-los a ler e buscar o conhecimento próprio. “[...] o homem está irremediavelmente preso ás ferramentas tecnológicas emuma relação dialética entre a adesão e a critica ao novo”. (PAIVA, 2008. p.1). “As novas tecnologias levarão o homem a uma evolução mais rápida e aoconhecimento mais preciso. É necessário, apenas, dominá-las.” (LIMA, ANDRADE eDAMASCENO, 2009). Os professores têm, portanto, inúmeros desafios a serem enfrentados evencidos para se conseguir a evolução almejada no campo pedagógico/tecnológico,como a quebra de alguns paradigmas educacionais, fuga do tradicionalismo, dentreoutros, porém o maior deles é o domínio das ferramentas tecnológicas, ou seja, adisposição aos estudos constantes e permanentes. Isto é reafirmado por Kenski (2007, p. 18) que fala acerca dos desafios daeducação: “o duplo desafio da educação: adaptar-se aos avanços tecnológicos eorientar o caminho de todos para o domínio e a apropriação crítica desses novosmeios”.
  • 32. 323. METODOLOGIA De acordo com a Enciclopédia digital Wikipédia (2010), A Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa. É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista etc), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa. A presente monografia é constituída de algumas fases de estudos epesquisas, ambos no intuito de adquirir maior embasamento e entendimento aotema proposto, a fim de serem alcançados todos os objetivos previamente traçados. A pesquisa teórico-bibliográfica foi a primeira a ser utilizada com o objetivo deenriquecer e fundamentar melhor o entendimento acerca da importância do uso dosrecursos tecnológicos em sala de aula. Ela é o primeiro passo para uma efetivainvestigação, pois mediante a mesma é possível conhecer mais intimamente o temaestudado, bem como construir uma metodologia apropriada para as fasessubseqüentes. A importância da pesquisa bibliográfica é fundamental em qualquer trabalho científico, pois tal pesquisa enriquece e influencia todas as etapas do trabalho através do embasamento teórico, possibilitando levantamentos, seleções, fichamentos e arquivamentos de informações relacionados à pesquisa. (AMARAL, 2007, apud RAYALA, 2008 p. 36). Esta fase da pesquisa foi feita através de estudos teóricos utilizando-se abiblioteca do Campus VII, bem como publicações de artigos, monografias,reportagens e entrevistas por intermédio da internet. Segundo Amaral (2007), apudRayala (2008) “...é imprescindível antecipar em todo e qualquer trabalho científicouma esgotante pesquisa bibliográfica sobre o tema em estudo, e posteriormenteiniciar a coleta os dados” (p.36). A fase subseqüente da pesquisa realizada corresponde à pesquisa de campo,executada na Creche Escola Francesco Galli, para a obtenção de informações
  • 33. 33imprescindíveis a este trabalho em relação ao uso dos recursos tecnológicos emsala de aula, bem como as principais dificuldades em adotá-las no cotidianoestudantil. Essa etapa da pesquisa foi desenvolvida mediante a aplicação dosquestionários (apêndices 1 e 2) a serem interpretados de forma qualitativa equantitativa. É importante ressaltar que as pesquisas Quantitativas e Qualitativas oferecem perspectivas diferentes, mas não são opostas. De fato, representam abordagens que podem ser utilizadas em conjunto, de acordo com a necessidade em questão, obtendo assim mais informações do que poderia se obter para cercar o mercado, se os métodos fossem utilizados isoladamente. (MONFERRARI, 2010) A pesquisa qualitativa é projetada exclusivamente para gerar dadosnuméricos e percentuais. Tais dados permitem a confiança suficiente para a criaçãode uma análise estatística do objeto estudado. Entretanto essa pesquisa, apesar de ser exposta também de formaquantitativa, direcionou uma maior atenção à pesquisa qualitativa, pois segundoMinayo (1994), apud Miranda (2009) a pesquisa qualitativa foca uma realidade quenão pode ser quantificada ou medida, respondendo à questões mediante o ponto devista particular de cada indivíduo, “trabalhando com um universo de significados ecrenças e que correspondem a um espaço mais profundo das relações, dosfenômenos que podem não ser reduzidos à operacionalização de variáveis.” Já Chizzotti (2003), apud Miranda (2009), afirmam que: A pesquisa qualitativa refere-se a um trabalho empírico, por meio do desenvolvimento de uma pesquisa de campo que visa reunir e organizar um conjunto comprobatório de informações, sendo que as informações retiradas desta pesquisa são documentadas, abrangendo qualquer tipo de informação disponível, escrita, oral, gravada ou filmada, que se preste para fundamentar o relatório do caso que será, por sua vez, objeto de análise crítica pelos informantes ou qualquer interessado. A pesquisa de campo foi realizada com os gestores, coordenador eprofessores que atuam na Creche Escola Francesco Galli, situada à Rua Milão, s/n,
  • 34. 34Vila Itália, Bonfim III, Senhor do Bonfim-BA. A mesma é mantida por um grupo deitalianos, através de uma ONG5, em convênio com a Prefeitura Municipal local quecedem os profissionais para o ensino. Foram aplicados um total de 08 questionários,dentre os quais, 03 foram direcionados ao corpo gestor e coordenação e os outros05 direcionados aos professores. O questionário aplicado aos gestores ecoordenador é composto de 08 questões, contendo perguntas acerca da escola edos profissionais que ali trabalham, em relação às questões tecnológicas. Já oquestionário dos professores é composto de 12 questões, com perguntas tambémacerca da escola e da prática cotidiana de cada indivíduo entrevistado, frente àstecnologias. Esse período da pesquisa iniciou-se em meados de julho do correnteano, com a distribuição dos questionários elaborados contendo questões subjetivas,a fim de facilitar a discussão e análise dos dados e para que os entrevistadospudessem responder com clareza às questões propostas. O principal objetivo do trabalho é questionar a atuação da escola, eprincipalmente do professor em sala de aula no que tange o uso freqüente dosrecursos tecnológicos e da forma como estes auxiliam os alunos no processo deaprendizagem dos conteúdos. Após a aplicação, foram recolhidos os questionários devidamenterespondidos e as informações obtidas estão apresentadas em forma de análise,discussão dos dados e tabelas a respeito das questões propostas, conformeapêndices. Inicialmente foram analisados os questionários dos gestores e coordenador,seqüenciado pelos professores, seguindo o mesmo processo de apresentação eestudo. As questões mais relevantes foram apresentadas na análise de dados, emforma de tabelas demonstrativas das informações obtidas, seguidas de comentários,aliados ao conhecimento teórico, com opiniões acerca dos problemas detectadosmediante relatos obtidos, onde transcrevemos algumas falas e elucidamos valorespercentuais, a fim de se chegar a um resultado satisfatório.5 Organização não-governamental sem fins lucrativos. Estas organizações podem aindacomplementar o trabalho do Estado, realizando ações onde ele não consegue chegar, podendoreceber financiamentos e doações do mesmo, e também de entidades privadas, para tal fim.
  • 35. 354. ANÁLISE DOS DADOS A Análise de Dados consiste na exploração máxima dos mesmos para sepoder identificar os aspectos mais relevantes no intuito de chegar ao objetivotraçado inicialmente, ou seja, consiste em transformar as informações obtidas emdados úteis para a a evolução do que foi pesquisado, tanto quantitativamente quantoqualitativamente. Através desta pesquisa, mediante entrevista, foram indentificadosas principais características da Creche Escola Francesco Galli no que diz respeitoao uso das tecnologias em sala de aula. Segundo Rayala (2008): A análise de dados é construída através de relatos obtidos de questionário desenvolvido pelos sujeitos pesquisados, onde são feitos transcrições das resoluções, construções gráficas para elucidar valores numéricos e comentários fundamentados sobre cada pergunta e resposta realizada aos objetos de pesquisa, portanto constando eventos essenciais ao trabalho. (pg. 38) Os sujeitos pesquisados consistem em oito funcionários, dentre elesprofessores e gestores, bem como a coordenadora da escola. Inicialmente serãoapresentados e analisados os dados referentes à direção e coordenação da CrecheEscola Francesco Galli. Os entrevistados em questão serão identificados por D1, D2e D3, respectivamente. Posteriormente mostraremos os resultados adquiridos nasentrevistas com os professores da referida escola, onde os mesmos serãoidentificados por P1, P2, P3, P4 e P5. O período de execução de coleta de dados aconteceu entre os dias 08 e 24de julho de 2010, primeiramente com a entrevista dos gestores e da coordenadora,tendo como seqüência a entrevista dos professores, ambos realizados através dequestionários de perguntas subjetivas (apêndices 1 e 2), no intuito de obter-se amaior quantidade de dados possíveis para uma análise melhor da realidade. Vale ressaltar que os questionários foram elaborados de forma minuciosa, afim de instigar os entrevistados a mostrarem a realidade da escola no que diz
  • 36. 36respeito ao uso cotidiano das tecnologias em sala de aula, através de suas própriaspalavras.4.1 RESULTADO DOS QUESTIONÁRIOS À DIREÇÃO/COORDENAÇÃO Tabela 1 – RECURSOS TECNOLÓGICOS ADEQUADOS E EM QUANTIDADE SUFICIENTE PARA A DEMANDADIREÇÃO/COORDENAÇÃO SIM NÃO D1 X D2 X D3 XTOTAL APROXIMADO (%) 33,3% 66,6%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. Na tabela acima percebemos uma certa contradição nas informações ou atémesmo no ponto de vista dos entrevistados, uma vez que um desses acha a escolapossuidora recursos tecnológicos adequados e em quantidade suficiente paraatender à demanda, e os outros dois discordam, diagnosticando como insuficientesos recursos disponíveis da escola ou por não atenderem à toda demanda ou porserem inadequados. O entrevistado D3 disse que: “Sim, a escola possui.” Já oentrevistado D1 disse: “possui recursos tecnológicos, porém não o suficiente paraatender a todos” No processo educativo é primordial que as escolas estejam devidamenteequipadas para o atendimento docente e discente, até porque como poderá umprofessor desenvolver a sua metodologia da forma planejada e satisfatória se nãoexistirem os recursos adequados e em quantidade suficiente? De acordo com Brasil, Moro e Santarosa (2005), para modificar a situaçãodas nossas escolas, é preciso investir na educação e em recursos para osambientes de aprendizagem os quais são suporte na extensão da sala de aula, taiscomo laboratórios e bibliotecas.
  • 37. 37 Starobinas, (2006), em trecho da entrevista à Revista Virtual Viva São Paulodisse: Um simples micro e datashow na sala de aula pode fazer muita diferença – auxiliar os professores a inserir mais imagens em suas aulas, dar destaque ao trecho de um texto discutido, preparar apresentações provocativas para estimular o debate em sala de aula, etc.. Uma sala de informática bem aparelhada pode permitir o desenvolvimento de excelentes projetos – que precisam ser bem preparados previamente pelos professores. Entendemos assim que a Creche Escola Francesco Galli possui recursostecnológicos, entretanto não são suficientes para atender toda a demanda,carecendo de maior investimento no sentido de aquisição dos mesmos. Tabela 2 – CURSOS DE CAPACITAÇÃO PARA MANUSEIO DOS EQUIPAMENTOSDIREÇÃO/COORDENAÇÃO SIM NÃO D1 X D2 X D3 X TOTAL (%) 100% 0%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. Acerca da promoção de cursos de capacitação e treinamento dos professorespara usarem os recursos disponíveis, as respostas foram unânimes, no sentido deque a escola promove tais eventos, tendo como objetivo a qualificação dosprofissionais para o manuseio. Ainda de acordo com Brasil, Moro e Santarosa (2005), faz-se necessária acapacitação dos professores dando-lhes condições mínimas de conhecer osrecursos disponíveis e seu potencial, bem como compreender melhor o seu aluno,suas limitações, dificuldades e superações. Há necessidade de uma mudança nasformas de aprender e ensinar, buscando alternativas para a inclusão dos mesmosno processo de ensino-aprendizagem.
  • 38. 38 Os entrevistados concordam plenamente com a visão de Brasil, Moro eSantarosa (2005), pois entendem como essencial a promoção de cursos decapacitação. No ponto de vista de D1 “é importante para subsidiar mecanismos decapacitação para os educadores terem as condições mínimas necessárias paraimplementar uma educação eminentemente significativa”. Já D3 diz que acapacitação é importante porque o “... saber manusear esses recursos facilita otrabalho do profissional de educação”. De acordo com os entrevistados, a escola promove ainda a troca deinformações e experiências, entre os educadores, acerca do uso dos recursostecnológicos em sala de aula. Segundo eles, elas acontecem sempre às sextas-feiras, nas atividades educativas previamente planejadas, bem como também nasreuniões de coordenação, onde ocorrem as discussões sobre as vivências noperíodo semanal das aulas, apresentando-se sugestões e soluções aos possíveisproblemas surgidos. Segundo Modesto (2003) a participação em fóruns de discussão permite aoseducadores a interação entre os colegas de profissão, tanto no que se refere à trocade informações e discussão de cunho teórico, quanto à resolução conjunta deproblemas. Com isso permitem-se a expressão, discussão e contraposição deidéias entre os sujeitos, e isso é um recurso que promove a aprendizagem e aevolução da educação. Tabela 3 – PLENO DOMÍNIO DOS RECURSOS DISPONÍVEIS PELOS PROFESSORESDIREÇÃO/COORDENAÇÃO SIM NÃO D1 X D2 X D3 XTOTAL APROXIMADO (%) 33,3% 66,6%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010.
  • 39. 39 Percebemos uma divergência de opiniões entre os entrevistados, mas amaioria destes avalia os professores como não dominadores plenos dos recursostecnológicos disponíveis. Em relação a isso D1 disse que: “como existe umarotatividade constante dos profissionais, os cursos de capacitação oferecidos nãotem uma prática continuada com os mesmos”. Segundo a maioria deles, esse é ofator principal que tem gerado o despreparo por partes dos professores nessesentido. O entrevistado D3 afirma que ainda contam bastante a falta de experiênciae de “traquejo” com os recursos, bem como a falta dos recursos suficientes pelo fatodo alto custo dos mesmos. Em nada contribui para o ensino o fato de se ter computadores de últimageração e programas modernos, caso os educadores não os domine. Como já foiexemplificado anteriormente, e segundo Perrenoud (2000), uma das competênciasfundamentais do professor é a de conhecer as possibilidades e dominar os recursoscomputacionais existentes, cabendo ao mesmo atualizar-se constantemente,buscando novas práticas educativas que possam contribuir para um processoeducacional qualificado. Os entrevistados ainda afirmaram que na escola possui um profissional deapoio para o uso dos recursos disponíveis. Segundo D2 o referido apoio limita-seapenas na digitação de Projetos e Trabalhos da escola, no entanto D1 e D3 afirmamque o mesmo auxilia devidamente na utilização e manuseio dos recursostecnológicos disponíveis, sempre que necessário. Certamente a falta de experiênciae de “traquejo” no manuseio dos equipamentos poderá perfeitamente serminimizada, e até mesmo extinta, através do auxílio desse profissional Tabela 4 – IMPORTÂNCIA QUE A ESCOLA ATRIBUI AO USO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS EM SALA DE AULADIREÇÃO/COORDENAÇÃO IMPORTANTE NÃO TÃO IMPORTANTE D1 X D2 X D3 X TOTAL (%) 100% 0%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010.
  • 40. 40 Acerca da importância que a escola atribui ao uso dos recursos tecnológicos,todos afirmaram ser extremamente importante, tendo D1 dito ser “fundamental nasatividades cotidianas”. Também é citado pelo entrevistado que pelo uso de taisrecursos nota-se uma melhora bastante significativa no desempenho do aluno, poistraz uma motivação extra ao mesmo. D2 observa nos alunos que utilizam essesrecursos cotidianamente, mais desenvolvimento intelectual. As Tecnologias da Informação e Comunicação trazem novos componentes ao mundo educacional: a informação é encontrada em maior quantidade, é possível ter contato com outros colegas, outros professores, especialistas em várias áreas do conhecimento. É muito mais fácil propor projetos de estudo que não usem só a prova escrita como estratégia de avaliação. Exposições fotográficas, filmes, construção de sites, tudo isso pode ajudar a enriquecer a experiência educacional. (STAROBINAS, 2006) Temos, portanto, na escola, uma direção e coordenação consciente daimportância e relevância do uso dessas novas metodologias em sala de aula, poismediante estas poderemos enriquecer e maximizar o processo de ensino-aprendizagem, tornando mais motivador tanto aos alunos quanto ao professor. Tabela 5 – DEMONSTRAÇÃO DE INTERESSE DOS PROFESSORES AO USO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS EM SALA DE AULADIREÇÃO/COORDENAÇÃO SIM NÃO NEM SEMRE D1 X D2 X D3 XTOTAL (%) APROXIMADO 33,3% 33,3% 33,3%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. Pelo exposto, observamos ser a aula expositiva o recurso mais utilizado pelosprofessores. Certamente nem tudo o que prega a tendência tradicional deverá serdesprezado, contudo faz-se necessário dar-lhe uma reestruturada metodológica,oportunizando ao aluno a vez de participar, opinar, inferir e etc., tendo em mente aquestão do conhecimento como algo a ser construído e alcançado, sendo possívelchegar a bons resultados através de variados caminhos.
  • 41. 41 Segundo Graça (2007), a utilização das tecnologias no sistema educativodeve visar um horizonte de atuação dos professores o qual não se limita à simplesmelhoria da eficácia do ensino tradicional ou à mera utilização tecnológica escolar,através dos meios informáticos, mas instigar o aluno a construir e buscar o próprioconhecimento. Na grande maioria das vezes, o não uso do computador e demaisrecursos tecnológicos se dá pela falta de motivação e da devida preparação doprofessor para adequar estes novos recursos às disciplinas ensinadas. Notamos uma realidade escolar onde, na visão do corpo gestor/coordenador,se possui os requisitos mínimos para a implantação constante e devida do uso dasnovas tecnologias em sala de aula, uma vez que a mesma detém de recursostecnológicos na qual podem ser usados, sempre que possível e necessário, apesarde insuficientes para toda a demanda. Há ainda cursos de capacitação aosprofissionais de educação e possuem técnico de informática especializado nomanuseio dos referidos equipamentos. Em contra partida notamos a falta decontinuidade no trabalho de capacitação dos educadores, justamente por conta darotatividade dos profissionais, causando a falta de domínio pleno das ferramentasdisponíveis para uso. Vale salientar que os professores nem sempre demonstram ointeresse em utilizar tais recursos, limitando a sua metodologia de trabalho.
  • 42. 424.2 RESULTADO DOS QUESTIONÁRIOS AOS PROFESSORES Tabela 6 – RECURSOS TECNOLÓGICOS ADEQUADOS E EM QUANTIDADE SUFICIENTE PARA A DEMANDA PROFESSOR SIM NÃO O SUFICIENTE P1 X P2 X P3 X P4 X P5 X TOTAL (%) 40% 60%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. Percebemos na tabela acima que no ponto de vista de 40% dosentrevistados, a escola possui os recursos necessários para a realização dostrabalhos de forma satisfatória e em quantidade suficiente. Por outro lado 60% dosprofessores acreditam terem recursos tecnológicos adequados, porém emquantidade insuficiente para o devido atendimento de toda a demanda da escola. O professor P5 exemplifica que a escola possui “TV, DVD, Data-show,Computador, Som”, mostrando a diversidade de recursos disponíveis a todoseducadores. Todavia P4 diz que “a escola possui recursos tecnológicos sim, masnão o suficiente para atender a toda a demanda”. Sabemos que nossos alunos vivem em uma sociedade informatizada, ondenos deparamos a todo o instante com as tecnologias em nosso cotidiano (internet,celular, dvd, tv, câmera digital, vídeo game, etc.), fazendo-se necessário portantoque as escolas se adequem a essa realidade, orientando os educandos acerca dosbenefícios do uso de tais tecnologias, ensinando-os a explorá-los da melhor formapossível, sempre no intuito de toná-los cidadãos capazes de pesquisar, ler,entender, buscar e construir o seu próprio conhecimento.
  • 43. 43 Tabela 7 – USO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS DISPONÍVEIS PROFESSOR FREQUENTEMENTE ÀS VEZES NUNCA P1 X P2 X P3 X P4 X P5 X TOTAL (%) 80% 20% 0%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. No que diz respeito ao uso de recursos tecnológicos, os professores foramquase unânimes nas suas respostas, informando que utilizam os mesmos poracreditarem na diversificação das atividades, tornando as aulas mais dinâmicas eprazerosas. Vejamos o que disse o professor P4 a esse respeito: “uso os recursostecnológicos, principalmente computadores, sala de TV e vídeo, além de aparelhode som”. O professor P5 disse que utiliza tais recursos porque “... tornam as aulasmais dinâmicas e prazerosas” O professor P2 apresentou algumas restrições ao uso de certos recursos, emvirtude de inaptidão e insegurança. Nota-se a grande necessidade das capacitaçõespara o manuseio dos recursos e as trocas de experiências entre os profissionais nointuito de aumentar as possibilidades de utilização destes no desenvolvimento dasaulas. Stelmaki e Teruya (2009) dizem que a inclusão digital nas escolas deve serconstante, porém não pode se limitar apenas em colocar computadores e outrastecnologias na sala de aula, mas deve ter como objetivo a melhoria da qualidade deensino e da aprendizagem, tendo sempre como meta principal a formação decidadãos críticos, capazes de compreender as implicações positivas e negativas dastecnologias.
  • 44. 44 Nesse sentido temos que a maioria dos profissionais da educação destaescola já estão no rumo certo para a “quebra da monotonia” em sala de aula,utilizando-se dos mais diversos métodos tecnológicos, aumentando a possibilidadede aprendizado, ou seja, na visão dos educadores entrevistados é costumeiro o usodos recursos tecnológicos disponíveis, por acreditarem na mudança para esse tipode metodologia a qual desperta maior interesse por parte dos alunos, gerandoeuforia nos mesmos, dinamizando as atividades propostas, maximizando o processode aprendizagem. Tabela 8 – CURSOS DE CAPACITAÇÃO PARA MANUSEIO DOS EQUIPAMENTOS PROFESSOR SIM NÃO P1 X P2 X P3 X P4 X P5 X TOTAL (%) 80% 20%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. Em relação à promoção de cursos de capacitação para os professores, osentrevistados responderam, em sua maioria, já terem recebido treinamento paraesse fim, contudo o professor P5 afirmou nunca ter recebido treinamento algum,provavelmente pela rotatividade constante que a escola sofre em relação aoseducadores, como foi citado anteriormente na análise do corpo gestor ecoordenação. Segundo Moran, Masetto e Behrens (2003) um dos passos primordiais nagestão tecnológica em sala de aula é o domínio técnico dos recursos disponíveis. acapacitação para saber usar, é a experiência cuja aquisição provém da práticacotidiana.
  • 45. 45 A capacitação é pontuada pelos educadores entrevistados, os quaisconcordam plenamente acerca da necessidade da mesma, afirmando inclusive serde fundamental importância para o bom desenvolvimento e desempenho doprofessor em sala de aula, até porque é somente através de treinamento e práticaque se adquire a experiência necessária à evolução profissional e conseqüentealcance dos objetivos traçados. É o que diz o professor P4: “A capacitação nos tornaprofissionais ainda mais capacitados e comprometidos, com uma boa metodologiade ensino e bom desempenho nas atividades”. O professor P5 afirmou que: “Acapacitação é importante pois através dela nos sentimos preparados para omanuseio dos recursos”. É importante os educadores estarem sempre abertos às inovaçõestecnológicas e metodológicas objetivando principalmente garantir ao aluno o acessoà educação e informação, e não somente utilizando os recursos disponíveis, sem tersegurança, simplesmente para demonstrar que está atualizado, mas capacitando-see interagindo com os mesmos. Com isso o professor reaprender a ensinar, tornando-se um profissional mais maleável à modernidade. Da mesma forma que responderam os diretores e coordenadores, no sentindoda promoção de momentos de trocas de experiências, os professores afirmaram queos mesmos ocorrem sempre às sextas-feiras, nos momentos de planejamentosemanal com a coordenadora da escola, onde se relatam o uso dos recursostecnológicos a fim de que todos possam compartilhar tudo o que foi vivenciadodurante a semana, sempre objetivando à oitiva de diversas opiniões para uma maiorevolução de suas respectivas metodologias. a possibilidade de refletir e discutir com outros docentes, com fundamento em abordagens teóricas a respeito da inserção desse recurso em atividades de sala de aula, poderá proporcionar segurança ao professor quando ele se colocar frente a essa atuação pedagógica que foge dos convencionais, giz e lousa. (GABINI e DINIZ, 2009)
  • 46. 46 Tabela 9 – ACESSO A SOFTWARE REFERENTE A CONTEÚDOS TRABALHADOS EM SALA DE AULA PROFESSOR SIM SIM MAS NÃO UTILIZO NÃO P1 X P2 X P3 X P4 X P5 X TOTAL (%) 20% 40% 40%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. O acesso aos softwares ainda é bastante restrito, distante do que se almejapara uma maior influência da informática no cotidiano escolar, e principalmente emsala de aula. O computador se devidamente utilizado como recurso pedagógicoauxilia o educador no processo de ensino e aprendizagem, facilitando a explanaçãodos conteúdos aos alunos, instigando-os a participarem mais ativamente das aulas,oferecendo um maior suporte na construção do seu próprio conhecimento. Vale a pena ressaltar que o computador “não é o detentor do conhecimento,mas uma ferramenta tutorada pelo aluno”, (ALMEIDA, 2000, p. 32). Portanto éimprescindível a intervenção humana na utilização dessa ferramenta para que amesma cumpra o seu papel metodológico, principalmente do professor pois precisaestar ciente da sua relevância nesse sentido, propiciando ao alunado as ferramentasessenciais para o aprendizado. Para que isso ocorra, não é suficiente apenas saber manusear osequipamentos tecnológicos e o computador. Faz-se necessário, contudo, o mínimoconhecimento acerca dos diferentes tipos de softwares existentes e disponíveis, poissão eles que auxiliarão efetivamente o educador, uma vez que, sem essesprogramas o computador não funciona. Portando o professor, antes de tudo, precisaconhecê-los, analisá-los e explorá-los possivelmente para serem utilizados emdeterminados momentos ou determinados conteúdos, a fim de que se cumpra opropósito da aprendizagem.
  • 47. 47 Conforme Valente (1998), o conhecimento acerca dos softwares é bastanteinteressante e pertinente, pois facilita a compreensão da função do computador esuas respectivas limitações, bem como a influência que o mesmo pode exercer noprocesso de construção do conhecimento. Tendo na escola um profissional especializado na área de informática, o qualse dispõe sempre no auxílio e manuseio dos recursos tecnológicos, a não utilizaçãoou a falta de acesso a softwares educativos poderia ser minimizado, se feito atravésde um trabalho em grupo, com o intuito de “abrir o leque” de opções metodológicas,motivando assim à sua devida utilização constante. Tabela 10 – IMPORTÂNCIA ATRIBUÍDA PELA ESCOLA AOS RECURSOS TECNOLÓGICOS PROFESSOR GRANDE IMPORTÂNCIA PEQUENA IMPORTÂNCIA P1 X P2 X P3 X P4 X P5 X TOTAL (%) 100% 0%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. Pelas informações colhidas, detectamos que a direção investe razoavelmentebem na aquisição de recursos, buscando sempre o melhor para a escola,professores e alunos, prezando sempre pelo cuidado e conservação dosequipamentos adquiridos, dando importância significativa ao uso cotidiano dosmesmos. P1 relata: “a escola dá muita importância, pois adquire os recursos paraauxiliar os professores”. P2 afirma que “a escola preocupa-se com o zelo dosrecursos”.
  • 48. 48 Segundo os entrevistados, os principais resultados desse investimento sãoum maior desenvolvimento dos alunos e a maior motivação destes em participarmais ativamente das aulas. O professor P1 afirma: “os alunos reagem comempolgação às aulas mais interativas”. Já o professor P4 disse que: “...os alunosficam animados e muito contentes, já que se empolgam com as atividadesinovadoras...”. Na visão de P5 “Os alunos sentem mais prazer e prestam bem maisatenção nas aulas”. Knave (1997) diz que o uso das tecnologias deixa a aula mais agradável paraos estudantes, fazendo da escola um ambiente mais agradável, tornando-os maismotivados e concentrados, possibilitando, assim, um maior desenvolvimento,interação e solidariedade. Tabela 11 – EXISTE EMPECILHO PARA O USO FREQUENTE DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS? PROFESSOR SIM NÃO P1 X P2 X P3 X P4 X P5 X TOTAL (%) 40% 60%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. Apesar de todo o investimento e esforço realizado pela direção da escola naaquisição de novos equipamentos tecnológicos, 40% dos professores acreditamterem empecilhos para o uso constante dos mesmos em sala. Destacaram que oprincipal empecilho para tal é a questão da falta de recursos em quantidadesuficiente para atender toda a demanda, tendo como exemplo o número decomputadores reduzido. Como foi destacado anteriormente, a escola possui boadiversidade de recursos inovadores e interativos, porém ainda em quantidadeinsuficiente para atender toda a demanda. Segundo P2 há empecilho “sim, não há
  • 49. 49recursos suficientes para tal”. P4 corrobora com o comentário anterior afirmando queexiste impedimento “porque não há recursos suficientes para todos”. Por outro lado,60% destes acreditam não haver qualquer empecilho para o uso frequente dessesrecursos em aula, sendo todos eles bem diretos em suas respostas, informando que“não existe empecilho” (P1, P3, P5).. Para extinção do problema levantado, faz-se necessário a aquisição derecursos tecnológicos em maior quantidade, isso porque observamos que existediversidade de equipamentos como data show, TV, DVD, som, etc, entretanto temfaltado quantidade suficiente para o constante e devido atendimento a todos. Tabela 12 – POSSUI RECURSOS TECNOLÓGICOS EM CASA? PROFESSOR SIM NÃO P1 X P2 X P3 X P4 X P5 X TOTAL (%) 80% 20%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. Dentre os professores entrevistados, 80% destes afirmam possuir recursostecnológicos em casa, porém nem todos os usam com freqüência e com o objetivode estudo e capacitação. Apenas metade destes os utilizam com a finalidade depesquisa, os outros o fazem apenas para o seu lazer e diversão. P2 e P3 afirmamterem “computador com internet”, P4 possui “TV, DVD, aparelho de som ecomputador”. Já P5 afirmou não possuir recurso tecnológico algum. Entretanto acompreensão de recursos tecnológicos por parte dos entrevistados parece limitadaapenas à ferramenta do computador, pois 20% destes afirmam não possuir qualquerrecurso tecnológico, algo muito raro na sociedade em que vivemos, e outros 40%afirmam possuir unicamente computador como tecnologia, desprezando a provável
  • 50. 50posse de outras ferramentas muito importantes como a TV, DVD, aparelho de som,máquinas digitais, celulares, etc. Para Moran, Masetto e Behrens (2003) é imprescindível o uso constante dosrecursos tecnológicos cotidianamente, principalmente do computador. Aindasegundo ele o professor deve ter o domínio da máquina, capacitando-se para saberusar, adquirindo experiência que só vem pela prática. Alega ainda que se oprofessor só toca no computador uma vez por semana demorará muito mais paradominá-lo do que se tivesse em constante uso. Vale ressaltar que os recursos tecnológicos/tecnologias estão em contínuaevolução, sendo inovados constantemente, através de novosequipamentos/ferramentas. Se o contato do educador com essas tecnologias selimitar apenas ao uso esporádico, o domínio dos mesmos se tornarão cada vez maislimitado, uma vez que estarão sempre em atraso em relação à evolução contínuadestes.Tabela 13 – SENTE-SE APTO E SEGURO PARA TRABALHAR COM RECURSOS TECNOLÓGICOS? PROFESSOR SIM NÃO COM ALGUNS P1 X P2 X P3 X P4 X P5 X TOTAL (%) 40% 40% 20%Fonte: Questionário apresentado para analise de dados da Creche Escola Francesco Galli – 2010. A maior prova da falta de uso constante do computador e demais recursos porparte dos professores no seu cotidiano é a tabela acima, uma vez que 40% destessentem-se ainda inseguros e inaptos ao trabalho, utilizando essas novastecnologias. De acordo com P2 precisa-se de ajuda para a realização desses
  • 51. 51trabalhos, P4 disse que necessita da colaboração de outros membros da escolapara o manuseio dos referidos equipamentos. Já P5 diz ter domínio de algunsrecursos como o computador, porém deixa a desejar nos demais. Com isso vemos que os referidos professores precisam ainda de uma maiorprática educativa no sentindo de interação com as novas metodologias, com o intuitode aquisição de experiência no manuseio dos equipamentos, bem como doconhecimento do extenso poderio que essas novas ferramentas podem trazer embenefício da educação, se bem trabalhadas. Para Stelmaki e Teruya (2009, pg. 08) “atualmente, quem não estáfamiliarizado com as tecnologias de informação e comunicação é considerado um“analfabeto tecnológico”.” É necessário que a escola ofereça o acesso a estarealidade tecnológica como ferramenta educacional. Para isso é fundamental aformação contínua e constante dos professores, tornando-os capazes de utilizar osrecursos tecnológicos de forma crítica e segura para transformar as informaçõesdisponíveis em conhecimento para os alunos
  • 52. 525. CONSIDERAÇÕES FINAIS A presente pesquisa monográfica apresenta um estudo referente ao uso dosrecursos tecnológicos/informática e sua aplicação em sala de aula da Creche EscolaFrancesco Galli. Este trabalho não pretende solucionar todos os problemas detectadosdurante a referida pesquisa, mas possivelmente despertará o corpo gestor a saná-los de forma gradativa, bem como auxiliará o professor em sua prática pedagógica,pois oferece subsídios e suporte teórico para uma segurança na escolha do usofreqüente dos recursos tecnológicos. Sabemos que a escola é composta por diversos alunos, contudo, há anecessidade de se observar que nem todos possuem o mesmo ritmo deaprendizagem, não se podendo tratar a todos como iguais. Na educaçãocontemporânea enfrentamos o desafio da busca por uma escola mais justa quevalorize diferenças individuais e construa novas formas de ser e de atuar emeducação. Na sociedade em que vivemos, estamos constantemente rodeados detecnologias por toda a parte, em casa, nos centros comerciais, no trabalho, e aescola não pode fugir dessa realidade. Portanto, faz-se necessário o uso cada vezmais freqüente dos recursos tecnológicos em sala de aula, no intuito de orientar osalunos na busca do próprio conhecimento, motivando-os e instigando-os. Osprofessores têm papel decisivo nisso, pois são os responsáveis pelo contato diretocom os alunos, sendo primordial o conhecimento das tecnologias por parte destes,as trocas de experiências entre os colegas e o devido treinamento. Starobinas, (2006) afirma: Acho que conhecer o que é o mundo digital traz grandes ganhos para os educadores, pois ele também cria suas redes, e tem muito o que aprender com outros colegas, com o contato com outros materiais, etc. Também pode ter seu trabalho divulgado e reconhecido, para além do espaço de sua
  • 53. 53 escola. Ao se apropriar destas tecnologias, o educador transitará mais facilmente pelo seu uso com as crianças. Não é um "transmitir", é um "produzir conjuntamente". Neste sentido, tanto professores como alunos aprendem, e isso é uma das situações mais importantes quando falamos em educação. Nesse sentido, observamos que a Creche Escola Francesco Galli temtentado se adequar a esta realidade, uma vez que possui, apesar de insuficientespara a demanda, os recursos tecnológicos necessários para uma mudançasignificativa na sua metodologia, objetivando uma maior interação dos alunos, comos conteúdos, com a escola, professores, demais colegas de turma, aumentandoassim o aprendizado. Tem promovido cursos de capacitação, sempre que possívelao corpo docente da escola, no entanto é preciso que essa capacitação sejacontínua, vez que esse corpo tem sofrido bastante com a rotatividade dosprofissionais, ocasionando inaptidão, insegurança e restrições por parte de algunsdestes ao uso freqüente dos recursos tecnológicos em sala de aula. Esseseducadores, portanto, carecem de maior contato com as tecnologias, não apenaspara o lazer, mas para a busca e conhecimento acerca das diversidades detecnologias existentes, do poderio de exploração dos mesmos, bem como dossoftwares disponíveis no mercado para o devido uso escolar. O uso dos recursos tecnológicos no currículo pode representar um novocaminho para o aprendizado, pois desse modo a escola mostra atratividade e osalunos podem aprender com mais significação, pois do contrário, a aprendizagem écompreendida como uma aquisição mecânica, o que acaba transformando essaprática num ato de sacrifício, sem desejo e prazer.
  • 54. 546. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALMEIDA, Maria Elisabeth de. ProInfo: Informática e formação de professores/Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, Seed,2000, p.32.BAGATINI, Fernanda & CAMARGO Paulo. Sono Digital. Rio de Janeiro, 2008.Disponível em http://www.educarede.org.br/. Acesso em 12/02/2010.BARLOW, M. Le métier denseigner: essai de définition. Paris: Anthropos, 1999.BRASIL, Lisandra, MORO, Eliane L. S. e SANTAROSA, Lucila M. C. O Acesso ÀsTecnologias De Informação E De Comunicação E A Superação Das LimitaçõesDos Pnees Com Limitaçao Visual Incluindo-Os Em Um Ambiente DeAprendizagem Mediado Por Computador. Porto Alegre-RS, 2005, disponível em<www.cinted.ufrgs.br>. Acesso em 31/07/2010.BRASIL. Constituição (1988) Constituição da República Federativa do Brasil.Brasília: Senado, 1988.BRASIL. DECRETO Nº 5.622, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005. Regulamenta oart. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizese bases da educação nacional. Diário Oficial, Brasília, 19 dez. 2005.BRASIL. Lei n.9.394 de 20 de dezembro de 1996, que Estabelece as diretrizes ebases da educação nacional. Diário Oficial, Brasília, p.7, 20 dez. 1996.BUCKINGHAM, David. Aprendizagem e Cultura Digital. Revista Pátio, Ano XI, No.44, Jan.2008. Disponível em http://www.educarede.org.br. Acesso em 31/07/2010.CASIMIRO, Vitor. O CD-ROM, o DVD ou o próximo suporte que surgir são ametáfora da mente. 2001. Disponível em<http://www.educacional.com.br/entrevistas/a0032.asp>. Acesso em 01/03/2010.CHAVES, Eduardo O. C. O Computador como Tecnologia Educacional. 2007.Disponível em <http://chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/zoom.htm>. Acesso em01/03/2009.D`ESPÍNDOLA, Vamilson Souza. As Tecnologias disponíveis nas escolas,Publicado em 25/05/2009. Disponível em <http://www.webartigos.com>. Acesso em31/07/2010.DOYLE, W. Classroom organization and management. In: WITTROCK, M.C.(Org.). Handbook of research on teaching; a project of the AmericanEducational Research Association. New York: Macmillan, 1986.
  • 55. 55EMISSORA DE TV R7. Lan House Brasileira, mercado crescente. São Paulo,2010. Disponível em <http://www.youtube.com/watch?v=j8x3Ljfge_A>. Acesso em31/07/2010.ENCICLOPÉDIA LIVRE DIDIGAL WIKIPÉDIA. Conceito de Metodologia. 2010.Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Metodologia>. Acesso em 10/08/2010.FALZETTA, Ricardo. Ele já formou mais de 200 mil. Revista Nova Escola, Ed. 155de setembro de 2002. Rio de Janeiro, 2002.FALZETTA, Ricardo. Na Era das Tecnoaulas. Revista Nova Escola, v. 15, n. 138.Brasília, nov. 2000.GABINI, Wanderlei e DINIZ, Renato E. S. Os professores de química e o uso docomputador em sala de aula: discussão de um processo de formaçãocontinuada, 2009. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-73132009000200007&script=sci_arttext>. Acesso em 31/07/2010.GAUTHIER, C.; DESBIENS, J-F.; MALO, A., MARTINEAU, S.; SIMARD, D. Pourune théorie de la pédagogie. Sainte-Foy: Université Laval, 1997.GOMIDE, Rafaela Vale S. A afetividade e o processo de ensino e aprendizagem.2007. Disponível em <http://artigos.netsaber.com.br>. Acesso em 01/03/2010.GRAÇA, Ana. Importância das TIC na Sociedade Atual, Publicado em23/02/2007. Disponível <www.notapositiva.com>, Acesso em 15/07/2010.INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS E TECNOLOGIA.Mapa da inclusão digital mostra expansão de PIDs no Brasil. Brasília, 2007.disponível em <http://www.telecentros.desenvolvimento.gov.br/>. Acesso em31/10/2009.KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação.Campinas, SP: Papirus, 2007.KNAVE, B. Information Technology (IT) in schools. In: INTERNATIONALSCIENTIFIC CONFERENCE ON WORK WITH DISPLAY UNITS, 5., 1997, Tóquio.Proceedings. Tóquio, 1997. p.107- 108.LIMA, Jeane O., ANDRADE Maria N. e DAMASCENO Rogério J. A. A resistênciado professor diante das novas tecnologias. Lagarto-Se, 2009. Disponível em<http://www.meuartigo.brasilescola.com>. Acesso em 31/07/2010.MENDEL, Cássia Ravena M. A. Escola e Tecnologia Educacional. 2009.Disponível em <http://sitededicas.uol.com.br/art_tecnologia_ed.htm>. Acesso em310/07/2010.MENEZES, Débora e COSTA Cynthia. Internet no dia-a-dia da escola. São Paulo,2008. Disponível em <http://educarparacrescer.abril.com.br/>. Acesso em01/03/2009.
  • 56. 56MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. O que é ProInfo. Brasília, 2008. Disponível em<www.mec.gov.br/seed>. Acesso em 01/03/2010.MIRANDA, Natalia Monteiro. Importância da pesquisa qualitativa para a eficáciada norma jurídica de relevante valor social: a problemática do genomahumano. Ribeirão Preto, 2009. Disponível em<http://www.sociologiajuridica.net.br/numero-8/212-importancia-da-pesquisa-qualitativa-para-a-eficacia-da-norma-juridica-de-relevante-valor-social-a-problematica-do-genoma-humano>. Acesso em 10/08/2010.MODESTO, ITALO. Tecnologia na Escola. 2003. Rio Grande do Sul. Disponível em<www.cinted.ufrgs.br/renote/fev2003/artigos/italo_tecnologias.pdf>. Acesso em31/07/2010.MONFERRARI, Cecília Petres. Pesquisa Quantitativa X Pesquisa Qualitativa.São Paulo, 2010. Disponível em <http://www.ucj.com.br/noticias/14-diario-do-comercio/59-pesquisa-quantitativa-x-pesquisa-qualitativa.html>. Acesso em10/08/2010.MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos & BEHRENS, Marilda. Novastecnologias e mediação pedagógica. 7a ed. São Paulo: Papirus, 2003.MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos T., BEHRENS, Marilda A. Novastecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2000.MORAN, José Manuel. Mudar a forma de ensinar e de aprender comtecnologias. Campinas-Sp, 2008. Disponível em <http://www.eca.usp.br>. Acessoem 31/07/2010.OLIVEIRA, Vera B. e VIGNERON, Jacques. Sala de aula e tecnologias. São Paulo,2005. Disponível em <http://www.universia.com.br/ead/materia.jsp?materia=7079>. Acesso em 01/03/2009.PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira. O Uso da Tecnologia no Ensino deLínguas Estrangeira: breve retrospectiva histórica. Disponível em<www.veramenezes.com/techist.pdf>. Acesso em 01/03/2009.PERRENOUD, Philippe. 10 novas competências para ensinar. Porto Alegre:Artmed, 2000.RAYALA, Roberto. A Relação Matemática-Biologia no Estudo e/ou Pesquisa daHereditariedade na Uneb/Campus VII Senhor do Bonfim: Uma questãointerdisciplinar. Senhor do Bonfim, 2008, Cap. 2, p. 36-38.SETZER Valdemar W., Meios Eletrônicos e Educação: uma visão alternativa.São Paulo: Escrituras Editora, 2001 - Coleções Ensaios Transversais.
  • 57. 57STAROBINAS, Lilian. Tecnologias na escola. Revista Viva SP. São Paulo, 2006.Disponível em <http://weblab.tk/2007/04/entrevista-sobre-tecnologias-na-escola-para-revista-viva-sp>. Acesso em 31/07/2010.STELMAKI, Mariluci e TERUYA, Teresa. Informática Na Educação: Um DesafioPara A Ação Docente, 2009, disponível em <www.diaadiaeducacao.pr.gov.br>.Acesso em 31/07/2010.TARDIF, M. e LESSARD, C. Le travail enseignant au quotidien. Québec:Université Laval, 1999.VALENTE, José & ALMEIDA, Fernando. Visão analítica da informática naeducação: a questão da formação do professor. Revista Brasileira deInformática na Educação, Sociedade Brasileira de Informática na Educação, 1997,nº 1, pp. 45-60.VALENTE, José A. O Uso inteligente do computador na educação. Campinas-SP, 1998. Disponível em <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br>. Acesso em31/07/2010.VALENTE, José Armando. O uso inteligente do computador na educação, In:Revista Pátio, 1997, ano I, n. 1, p. 19-21, Porto Alegre: Artes Médicas Sul.VALENTE, José Armando. Informática na Educação no Brasil. Campinas, 1997.Disponível em <www.nied.unicamp.br/~dafe/download/cap1.doc>. Acesso em31/07/2010.VILARINHO, Sabrina. A tecnologia e a sala de aula. 2010. Disponível em<http://www.educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/a-tecnologia-sala-aula.htm>. Acesso em 31/10/2009.WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa das desigualdades digitais no Brasil, 2007,disponível em <http://www.dominiopublico.gov.br>. Acesso em 31/07/2010.WITTMANN, Tatiana. Mapa da exclusão digital. Publicado em 16/04/2003.disponível em <http://www.fgv.br>. Acesso em 31/10/2009.
  • 58. 58 APÊNDICE 1 QUESTIONÁRIO (DIREÇÃO/COORDENAÇÃO)1. escola possui recursos tecnológicos adequados e em quantidade suficiente paraatender a demanda?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________2. Esta escola promove cursos ou treinamento de capacitação para manuseio dosreferidos recursos?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________3. Na sua visão, qual a importância da capacitação?______________________________________________________________________________________________________________________________________4. Existem momentos para trocas de experiências acerca do uso dos recursos emsala de aula? Quando? Como?__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________5. O corpo docente domina plenamente os recursos disponíveis? De que forma aescola avalia as possíveis deficiências?_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  • 59. 596. Existe profissional de apoio para o uso dos recursos tecnológicos? O que elerealmente faz?____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________7. Que importância a escola atribui ao uso dos recursos tecnológicos? Quais osresultados mais visíveis?__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________8. Os professores demonstram interesse em utilizar tais recursos em sala de aula?______________________________________________________________________________________________________________________________________
  • 60. 60 APÊNDICE 2 QUESTIONÁRIO (PROFESSORES) 1) A escola possui recursos tecnológicos adequados e em quantidade suficiente para atender a demanda______________________________________________________________________________________________________________________________________ 2) Você os usa ou não? Porque?______________________________________________________________________________________________________________________________________ 3) Esta escola promove cursos ou treinamento de capacitação para manuseio dos referidos recursos?______________________________________________________________________________________________________________________________________ 4) Na sua visão, qual a importância da capacitação?______________________________________________________________________________________________________________________________________ 5) Existem momentos trocas de experiências acerca do uso dos recursos em sala de aula? Quando? Como?__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 6) Você tem acesso a softwares referente aos conteúdos trabalhados em sala de aula?______________________________________________________________________________________________________________________________________
  • 61. 61 7) Existe profissional de apoio para o uso dos recursos tecnológicos? O que ele realmente faz?____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 8) Que importância a escola atribui ao uso dos recursos tecnológicos? Quais os resultados mais visíveis?__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 9) Existe algum empecilho para o uso frequente desses recursos em sala?______________________________________________________________________________________________________________________________________ 10)Você possui alguns desses recursos tecnológicos em casa? Quais? Qual a sua frequência de uso? Como os utiliza?____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 11)Você se sente apto e seguro para trabalhar com os recursos tecnológicos disponíveis?____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 12)De que forma o aluno reage em sala de aula quando se utilizam os recursos tecnológicos disponíveis?______________________________________________________________________________________________________________________________________