Your SlideShare is downloading. ×
Monografia Érica Pedagogia 2012
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×

Introducing the official SlideShare app

Stunning, full-screen experience for iPhone and Android

Text the download link to your phone

Standard text messaging rates apply

Monografia Érica Pedagogia 2012

4,502
views

Published on

Pedagogia 2012

Pedagogia 2012


0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
4,502
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
40
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE PEDAGOGIA ERICA CAVALCANTEO SIGNIFICADO DO DESENHO NOS PROCESSOS DEAPRENDIZAGEM E DE DESENVOLVIMENTO INFANTIS SENHOR DO BONFIM-BA 2012
  • 2. 2 ERICA CAVALCANTEO SIGNIFICADO DO DESENHO NOS PROCESSOS DEAPRENDIZAGEM E DE DESENVOLVIMENTO INFANTIS Monografia apresentada ao Departamento de Educação-Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Orientador: ProfºDrº Gilberto Lima dos Santos SENHOR DO BONFIM-BA 2012
  • 3. 3 ERICA CAVALCANTE Monografia apresentada ao Departamento de Educação-Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de Licenciatura Plena em PedagogiaAprovada em 17 de Agosto, de 2012. BANCA EXAMINADORA _______________________________________________________ Profº Drº Gilberto Lima dos Santos Universidade do Estado da Bahia – UNEB Orientador _____________________________________________________ Prof _________________________________ Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinadora (a) _____________________________________________________ Prof____________________________ Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinador (a)
  • 4. 4 A meus irmãosEverton e Helder.
  • 5. 5Primordialmente a Deus!A meu marido, Alexandre, a quem tanto amo!A meu Orientador Gilberto, pelo constante estímuloe pela sua singular paciência!E as minhas queridas parceiras de estágios, risos esorvetes: Magali, Michelle e Vanessa. Muito Obrigada!
  • 6. 6"Antes eu desenhava como Rafael,mas precisei de toda uma existênciapara aprender a desenhar como ascrianças”. (Picasso)
  • 7. 7 RESUMOEste estudo tem por tema o desenho Infantil e como objetivo uma analise daimportância do desenho na aprendizagem da criança, bem como a sua possívelcontribuição ao desenvolvimento inicial da grafia infantil. Trata-se, portanto, de umestudo de cunho teórico que utilizou como método de pesquisa um levantamentobibliográfico. Suas bases são os estudiosos que abordam o fenômeno em foco,possibilitando entender e avaliar a sua importância. Alguns autores como Mèredieu(2006), Lowenfeld (1970), Luquet (1969), Vigotsky (2000), Widlöcher (1971), Pillar(1973) e Derdyck (1989) nos ajudaram a compreender o espaço do desenho nodesenvolvimento infantil, as suas concepções e atribuições. E outros autores comoPiaget (1973), Bessa (2010), Cagliari (1993), Ferrero (2011), Teberosky (2003),Grossi (1997) e Sinclair (1987) esboçaram em seus estudos a relação do desenhocom o desenvolvimento cognitivo e social da criança e a sua real associação econtribuição para o desenvolvimento da escrita infantil. Todos os autores citadosassinalaram as idéias e as características que norteiam o desenho infantil. Comoresultado, encontramos o reconhecimento da importância do tema, citado eidentificado por respeitáveis estudiosos que ressaltaram a seriedade e a contribuiçãodo desenho para o desenvolvimento infantil, como meio de comunicação que ajudaa criança a expor sua imaginação e expressão, auxiliando o entendimento danatureza da escrita alfabética através do registro, facilitando assim odesenvolvimento da aprendizagem e a futura aquisição da escrita infantil.Palavras-Chave: Desenho Infantil, Grafismo, Aprendizagem, Desenvolvimento.
  • 8. 8 LISTA DE ILUSTRAÇÕESFIGURA FONTE PÁGINA 01 Imagem do livro: A didática do Nível pré-silábico 32 02 Imagem do livro: A didática do Nível pré-silábico 33 03 Imagem do livro: A didática do Nível Alfabético 35 04 Imagem do livro: A didática do Nível Alfabético 37
  • 9. 9 SUMÁRIOINTRODUÇÃO 101. CAPITULO I 15 1.1. Delineamento Metodológico 15 1.1.2. Procedimento de Coleta de Dados 16 1.1.3. Procedimento de Análise de Dados 172. CAPITULO II 19 2.1. O Desenho 19 2.2. A importância do desenho para o conhecimento da criança 21 2.3. O desenho e sua percepção verbalizada 233. CAPITULO III 26 3.1. A relação entre o Desenho e a Escrita 26 3.2. Do desenho a Escrita Infantil 29 3.2.1. Nível Pré-silábico ou Nível I 30 3.2.2. Nível Intermediário I 34 3.2.3. Nível Silábico 34 3.2.4. Nível Intermediário II ou Silábico-Alfabético 36 3.2.5. Nível Alfabético 36 4. CAPITULO IV 39 4.1. Discussões 39CONSIDERAÇÕES FINAIS 43 REFERÊNCIAS 44
  • 10. 10 INTRODUÇÃODesde a pré-história, de forma bem rudimentar, vários desenhos eram feitos nasparedes das cavernas. Mesmo sem conhecer a escrita formal, os primórdios játransmitiam suas informações através de uma representação cultural, onde cadadesenho era um símbolo de determinados objetos e/ou acontecimentos,identificando as prováveis palavras de sua língua e iniciando, por sua vez, umaprimitiva comunicação.A comunicação descreve acontecimentos e características. Hoje, uma das principaisrepresentações da nossa comunicação é a escrita; um instrumento essencial para adecodificação da língua, que veio se desenvolvendo quando a representação dasimbologia passou a ser reproduzida de uma forma gráfica. Os desenhos deraminicio a uma linguagem informativa, que é caracterizada pela representação. É oprimeiro registro que uma criança faz em um papel, na sua forma de comunicação eexpressão, representando o seu modo de pensar e as suas sensações; são os seusconhecimentos além de uma exata intenção. Neste sentido pode-se dizer que: Seja no significado mágico que o desenho assumiu para o homem das cavernas, seja no desenvolvimento do desenho para a construção dos maquinários no início da era industrial, seja na função de comunicação que o desenho exerce na ilustração, na história em quadrinhos, o desenho reclama a sua autonomia e sua capacidade de abrangência como meio de comunicação, expressão e conhecimento (DERDYCK, 1989. p. 29).Os traços e rabiscos da criança são a expressão do seu ‘’mundo’’, numa simplesimitação da maneira de como ela o interpreta no seu modelo particular. É umespaço criado por uma linguagem transcrita, que é assinalado pela união daimaginação e das coisas que a criança sente, vê e vivencia no seu dia a dia. Comoafirma Moreira (2008):
  • 11. 11 O que se pode perceber é que no ato de desenhar, pensamento e sentimento estão juntos. Pois também é possível constatar que as crianças, com algum comprometimento a nível intelectual, apresentam acentuado comprometimento no desenho (p.24).Os desenhos estão ligados a uma arte infantil, numa estrutura psicológica queestimula a expressão e as emoções da criança, pois é o momento em que ela estaaberta a se autodescobrir, através de simples ações como pensar, inventar, sentir eimaginar. Lipman (1998) afirma que as crianças, assim como todo mundo, esperampor uma vida carregada de experiências que sejam ricas e significativas. E é diantedisso, que podemos perceber a importância que a arte do desenho tem para aintegração da identidade infantil. Os autores Tiburi e Chuí (2010), ressaltam que odesenho é uma arte que se encontra dentro da vida humana, pois o ser humano éum animal que desenha, e no ato de desenhar, descobri que desenha. Logo, odesenho é a ponderação e representação sobre si mesmo.É Interessante observar, que esses aspectos que envolvem o desenho infantil estãointimamente ligados ao desenvolvimento da criança, seja como veículo deautoexpressão ou de incremento da capacidade representativa, como é salientadopor Lowenfeld (1977).E assim como a brincadeira, ao desenhar, a criança também representa a suarealidade, transformando-a de acordo com a sua vontade. Ela brinca de desenhar etem prazer com sua produção, sucumbindo uma atividade lúdica. Desta forma,Moreira (2008), nos diz que a criança desenha brinquedos e brinca com osdesenhos. Assim sendo, alguns desenhos também refletem muita sensibilidade euma correlação com a personalidade da criança. As crianças que apresentamdificuldade ou timidez com a comunicação verbal descobrem mais facilidade emexpressar-se através dos desenhos, ao invés das palavras.O que não se pode perder de vista é a extraordinária contribuição e importância queo desenho pode trazer para o desenvolvimento global da criança, e é através desse
  • 12. 12envolvimento e transparência que a criança tem com seus desenhos queacreditamos ser possível descobrir um caminho pedagógico que a leve a interagircom as suas aquisições, num processo contínuo de desenvolvimento eaprendizagem. Como salienta Piaget (1973): Aprendizagem é o processo de apropriação da experiência acumulada historicamente, permitindo que cada indivíduo desenvolva capacidades e habilidades, adquirindo características humanas, desta maneira o mesmo é compreendido como sujeito ativo, tanto no processo de socialização como no de aprendizagem (p. 49).O limiar dessa aprendizagem se dá nas séries iniciais, onde o conhecimentoacontece sobre várias situações, num processo integrado entre pensar, sentir, agir efalar, onde a criança passa a expandir, gradativamente, as suas expressões e ideiasgarantindo, assim, uma parte significativa do seu desenvolvimento. Sobre aaprendizagem com desenhos, Os Parâmetros Curriculares Nacionais (2001), dizem: A educação com desenhos deve considerar a complexidade de uma proposta educacional que leve em conta as possibilidades e os modos de os alunos transformarem seus conhecimentos em arte ou vice-versa; ou seja: o modo como aprendem, criam e se desenvolvem (p.49).Logo, podemos caracterizar a aprendizagem como um dos principais aspectos paraa constituição da identidade do ser humano. Onde, nas séries iniciais, acomunicação com o desenho pode contribuir para este desenvolvimento. Para Weil(2000, p. 49), a função essencial do professor é ajudar a criança a desenvolver osseus conhecimentos e a sua personalidade. Partindo deste pressuposto, aexperiência que a criança tem com o desenho infantil e a sua utilização pode serusada como uma poderosa arma para cunhar o desenvolvimento do seuconhecimento. Para Pillar (1996), a criança, quando desenha, inter-relaciona seusconhecimentos, sejam eles objetivos ou imaginários.
  • 13. 13Convém enfatizar a importância do desenho infantil na pré-escola, fase inicial dacriança, visto que o desenho estabelece o espaço em que a expressão da criançapassa a ter liberdade, como uma forma de linguagem, comunicação edesenvolvimento.Discutir e avaliar sobre a importância que o desenho infantil proporciona nodesenvolvimento infantil não é uma tarefa fácil, considerando que a inspiração dacriança parte de um significado particular, numa integração entre sentir, pensar efazer, onde interpretações não apontam para uma singular direção.A busca da importância da manifestação do desenho infantil no seu processoeducativo vai além do simples ensino escolar, visto que abarca o próprioconhecimento humano. O desenho envolve diferentes operações que secorrelacionam com estímulos e aspectos que dão início a um processo gradativo dedesenvolvimento. E é na pré-escola que a criança deixa as garatujas por traços quevão aprimorando o seu sistema de representação gráfica, num processo dedesenvolvimento. É uma característica que possibilita referenciar o desenho comoprecursor da escrita, como é salientado por Vygotsky (1987).O objetivo geral deste estudo é:  Analisar e caracterizar o significado do desenho nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento infantis, a partir dos diversos aportes teóricos que o abordam.
  • 14. 14E os Objetivos específicos são: o Realizar uma leitura crítica das contribuições existentes na literatura que tomam o desenho como representação inicial de comunicação da criança. o Caracterizar a compreensão do desenho infantil, relacionado à aprendizagem, apresentada por diversos pesquisadores. o Identificar como o desenho infantil pode contribuir e auxiliar na aprendizagem infantil e no subseqüente desenvolvimento.
  • 15. 15 CAPITULO I 1.1 Delineamento MetodológicoO presente trabalho é um estudo de caráter teórico que visa considerar e situar,através de uma visão crítica, o desenho infantil - fenômeno principal deste estudo.Trata-se, portanto, de uma pesquisa bibliográfica, que assume como objetivo geralcaracterizar a importância dos desenhos no desenvolvimento infantil. Buscou-seatravés da analise dos conteúdos do fenômeno deste estudo, obter, além daorganização de ideias, uma maior compreensão do desenho infantil no contexto daaprendizagem e do desenvolvimento do grafismo infantil. Diante deste processo,Severino (2000) nos diz que uma documentação temática se completa peladocumentação bibliográfica. „‟A documentação bibliográfica deve ser realizadapaulatinamente, à medida que o estudante toma contato com os livros ou com osinformes sobre os mesmos‟‟(p. 39).O delineamento do método se fez necessário para que se pudesse entender eorganizar os conhecimentos, assim como desenvolver as considerações que foramsucumbidas nesta pesquisa através de um caminho. ‘‟A pesquisa deve começar poruma reflexão sobre determinadas informações, que se transformam em dadoimediato, e ir apanhando os diversos elementos deste universo sensível, suas variasdeterminações e significações‟‟ (ECCOS, 2005).Desta forma, considerando a característica descritiva deste estudo, tentamos buscaros subsídios necessários para fundamentar o fenômeno. „‟Assim, o conhecimentocientífico exige a utilização de métodos, processos e técnicas especiais para analise,compreensão e intervenção da realidade‟‟ (TEIXEIRA, 2009, p. 85)
  • 16. 161.1.2 Procedimentos de coleta de dadosPara o desenvolvimento deste estudo foram, então, utilizados livros e revistascientificas como aporte teórico para entendermos a abordagem realizada pordiversos estudiosos do fenômeno. Alguns livros foram encontrados na biblioteca daUniversidade do Estado da Bahia, Campus VII; outros textos foram buscados embases de dados disponíveis na Internet, para subsidiar essa pesquisa de cunhoteórico. „‟A pesquisa é desenvolvida mediante o curso dos conhecimentosdisponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentoscientíficos‟‟ (GIL, 1991, p.19). E para o levantamento destes foram utilizados osseguintes descritores: Desenho; Desenvolvimento Infantil, Escrita infantil; Grafismo.Neste trabalho optou-se por autores e estudiosos que direcionaram seus estudospara o desenvolvimento infantil, escrita infantil e desenhos, focando umacircunscrição e discussão dos aspectos em que o desenho produzido por criançasauxilie em sua aprendizagem e em seu desenvolvimento. As concepções econceitos básicos foram desenvolvidos tendo como referência os estudos dosseguintes Autores Clássicos:  O Suíço Jean Piaget, que se dedicou ao estudo do desenvolvimento intelectual, aos fatores sociais e aos métodos de aquisição do conhecimento da criança, desde o seu nascimento.  Lev Semenovich Vygotsky, que estudou os meios que pudessem levar a criança a desenvolver as suas habilidades cognitivas, seu desenvolvimento e sua aprendizagem através de experiências que são cronologicamente infantis.
  • 17. 17  Viktor Lowenfeld, que ressalta a importância da expressão artística da criança para o seu desenvolvimento, creditando ao desenho a experiência necessária para o desenvolvimento da capacidade intelectual infantil.  Georges-Henri Luquet, que estudou o desenvolvimento da comunicação humana e procurou compreender no desenho da criança as suas intenções e interpretações.  E as autoras Ana Cecília Oñativia, Esther Grossi e Emília Ferrero que contribuíram através de seus estudos, para que pudéssemos entender a relação do desenho com o limiar da escrita infantil, através das fases da Alfabetização.A despeito disso, foram necessárias e efetivamente utilizadas as contribuições dealguns autores Contemporâneos, como: Bessa; Mèredieu; Pillar; Wallon; Cagliari;Moreira; Derdyck; Reily; Sinclair, Widlöcher; Merlau-ponty; Paula e Mendonça,dentre outros; para o desenvolvimento deste trabalho e para a compreensão dofenômeno focado.1.1.3 Procedimentos de Análise de dadosAtravés das leituras realizadas, as informações e os conceitos obtidos foramorganizados de acordo com itens ou categorias, distribuídas nos capítulos II e III,para a melhor compreensão do fenômeno deste estudo, conforme segue:Capitulo II 1. O desenho 1.2 A importância do desenho para o desenvolvimento da criança
  • 18. 18 1.3 O desenho e sua percepção verbalizadaCapitulo III 1. A relação entre o desenho e a escrita 1.2 Do desenho à escrita infantil 2. Nível pré-silábico ou Nível I 3. Nível intermediário I 4. Nível Silábico 5. Nível Intermediário II ou Silábico Alfabético 6. Nível Alfabético
  • 19. 19 CAPITULO II 2.1 O desenhoO desenvolvimento do desenho é processado pelas etapas em que a criançaapresenta seu jeito de se instituir no mundo. Para Piaget (1973), a criançaprimeiramente conhece o objeto, até preponderar uma ação com relação a esteobjeto, em contínuos movimentos de equilibração, o chamado período sensório-motor; essa ação passa a ser suprida pela reprodução, numa forma de assimilação.Essa assimilação é, ao mesmo momento, reprodutora e reconhecedora.O desenho é como um fruto da interação da criança com determinado objeto; elaestabelece seu conhecimento acerca do mesmo, não desenhando exatamente o quese vê, mas o que a sua estrutura mental admite. Dessa forma o desenho não é oresultado de uma relação direta com o objeto, mas a interpretação que a criança temsobre ele. Segundo Merleau-ponty, (1990, p.130):“O desenho é uma intima ligaçãodo psíquico e do moral. A interação de desenhar tal objeto não é senão oprolongamento e a manifestação da sua representação mental; o objetorepresentado é que, neste momento, ocupará no espírito do desenhador um lugarexclusivo ou preponderante‟‟.Em limiar, o desenho infantil é produzido de forma involuntária, a criança desenhasem intencionalidade de fazer exata ou determinada imagem, pois ela sabe queseus traços podem representar qualquer outro objeto. Piaget (1973) ratifica que noestagio inicial do desenvolvimento gráfico a criança não apresenta uma fase desimbolismo, ela repete traços pelo simples prazer que tem de brincar, de desenhar,em atividades motoras adquiridas.
  • 20. 20Diante desta fase em que as crianças começam a desenhar, Vygotsky (1988) diz: As crianças pequenas comentam em voz alta sobre a cor do lápis que irão utilizar, os traços que irão fazer, o que pretendem desenhar – enfim, descrevem o processo que irão realizar. No entanto, elas dão nome aos desenhos somente depois de completá-los, pois têm necessidade de ver primeiro antes de decidir o que o desenho significa. Diferentemente, as crianças maiores, antes de desenhar, já conseguem planejar e nomear o que vão fazer (p. 61-62).O desenho intencional só se inicia a partir do momento em que a criança já adotaalguns de seus traços e a estrutura de um objeto real. É na etapa do desenhovoluntário que a criança passa a ter a intenção de representar no seu desenho tudoo que aspira. Luquet (1969), como um dos primeiros estudiosos a se interessar pelodesenho, afirma que o quê e como a criança desenha estão no aspecto do sujeito daação. É a fase onde a ação é provida pela representação, e inicialmente seprevalece à ação em relação aos objetos que são conhecidos pela criança. Similarao brincar, pois se caracteriza, primeiramente, pelo exercício da ação.O desenho passa a ser cotado como tal a partir do reconhecimento da criança sobreo traço que realizou. Sobre os traços reconhecidos pela criança, Piaget (1973)ressalta que essa ação é uma fonte de conhecimento; quanto mais intensa é essaação da criança, maior é a sua apropriação. Fazendo uma analogia com a teoria dePiaget, as autoras Paula e Mendonça (2009) dizem: O conhecimento, portanto, procede da ação e, desta forma, toda ação que se generaliza por aplicação a novos objetos gera um esquema, uma espécie de conceito prático. O que constitui conhecimento não é apenas uma simples associação entre objetos, mas a assimilação dos objetos ao esquema do indivíduo. [...] A partir da assimilação dos objetos, a ação e o pensamento se acomodam a estes, reajustando-se (p. 93).
  • 21. 212.2. A importância do desenho para o conhecimento da criançaO limiar da vida de uma criança apresenta momentos decisivos para o seudesenvolvimento, pois é durante este período que a criança desenvolve algunsmoldes de aprendizagem através de suas atitudes. Esse período de autoexpressão,vem normalmente seguido das garatujas, uma fase entre os 2 e 4 anos, ato este quecontribui intensamente no seu desenvolvimento, pois é um dos meios em que aaprendizagem infantil é estimulada. Lowenfeld (1970) nos diz que os primeirosrabiscos têm um admirável facilitador no desenvolvimento infantil, pois é o inicio daexpressão que conduzirá a palavra escrita.Os traços que uma criança faz num papel noticiam o que ela sente e pensa sobre ascoisas, e ela o faz de maneira prazerosa, brincando. Logo, é difícil idealizar umacriança que não goste ou que jamais tenha desenhado; Sobre o desenho infantil,Moreira (2008), afirma: Toda criança desenha. Tendo um instrumento que deixe uma marca: a varinha na areia, a pedra na terra, o caco de tijolo no cimento, o carvão nos muros e calçadas, o lápis, o pincel com tinta no papel, a criança brincando vai deixando a sua marca. Desenhando, cria em torno de si um espaço de jogo, seguido de comentários e canções, mas sempre um espaço de criação. A criança desenha para brincar (p.15).A criança, desde muito pequena, já começa a registrar seus primeiros traços numpapel, antes mesmo do seu ingresso na escola. “O desenho em si já se faz presenteem sua vida, através de desenhos infantis na televisão, desenhos de amigos,irmãos, do pai ou da mãe, em livros para colorir e/ou nas mais variadas formas derepresentação gráfica‟‟. O ambiente que as cerca foi constituído historicamente, paraa criança estabelecer os conceitos sobre o mundo ao seu redor, e ela precisainteragir com esse mundo e suas representações‟‟ (PAULA; MENDONÇA, 2009, p.68).
  • 22. 22Sobre este “mundo’‟ comum à cultura infantil, Wallon e Lurcart (1979) nos dizem quea importância dos desenhos está nos esquemas representacionais, que sãofornecidos principalmente pelo meio exterior, de maneira cultural, e produzidos apartir dos desenhos aprendidos (vendo o desenho de outras crianças, desenhosanimados ou histórias em quadrinhos).Piaget (1973) considera que o conhecimento da criança resulta na sua interação eação com o ambiente em que vive. Todo conhecimento é uma espécie de edificaçãoque vai sendo ordenado desde a infância, por meio de interações do sujeito com osobjetos que busca conhecer, sejam eles do mundo físico ou do mundo cultural.Sobre os aspectos culturais, Vygotsky (1988) ressalta que é por meio dessesprocessos de interiorização que as crianças começam a controlar o ambiente e opróprio comportamento. São esses aspectos que geram novas relações sociais quecompõem a estrutura para a formação do intelecto.Bessa (2010, p. 69) beneficia-se dos estudos de Vygotsky (1988) para salientar quea aprendizagem pode ser determinada, como o despertar de processos dedesenvolvimento no interior do sujeito, o que não ocorreria sem o seu contato comum ambiente cultural. Diante disso: “(...) a criança que desenha presentificaconstantes movimentos de recriação e reinterpretações de informações, conceitos esignificados. Desenvolvendo seu conhecimento e aprendizagem a partir dasaquisições e experiências‟‟(BESSA apud VYGOTSKY,2010, p 71).O desenho é como produto do que a criança vê e sente, e é utilizado por meio damemória, o que garante a sua imaginação. Vygotsky (2000) afirma que o desenho,assim como o brinquedo, participa deste aspecto em comum que é a funçãosimbólica, pois é a partir de então que se inicia o desenvolvimento da aprendizagem.
  • 23. 23Sobre o desenvolvimento da aprendizagem, Lev Vygotsky enfatiza que a brincadeirae os desenhos estão relacionados ao desenvolvimento da linguagem escrita.“Brincar e desenhar devem ser estágios preparatórios ao desenvolvimento dalinguagem escrita. O desenho constitui uma passagem do gesto à imagem, o quecaracteriza a representação gráfica. O desenho é precedido pela garatuja, faseinicial do grafismo‟‟ (VYGOTSKY, 2000. p. 134).Sendo assim, o desenho é como a primeira escrita da criança. Para Piaget (1986) éo limiar do caminho para que a criança evolua juntamente com seu desenho,seguindo em caminho da escrita, que já então é compreendida, pela criança, como arepresentação mais apropriada do que se pensa e se fala. Através dessedesenvolvimento a criança vai construindo suas interações por meio do seudesenvolvimento motor, cognitivo e social; como é visto por Vygotsky (1988), queressalta que o desenvolvimento por meio do desenho começa quando a criança jáestá habituada a falar; logo, o desenho é uma linguagem gráfica que vem depois dalinguagem verbal.2.3 O desenho e sua percepção verbalizadaA linguagem falada é comumente usada como um meio de comunicação, nospermitindo traduzir e expressar o que se sente e o que se sabe. Vigotsky (2000, p.24), em estudo sobre a percepção e atenção no desenvolvimento infantil – Aformação social da mente – observou que a fala adota o desenho como umaatividade prática e especifica, fazendo uma ligação entre as garatujas e o seusignificado. „‟O desenho é uma linguagem gráfica que surge tendo por base alinguagem verbal (...) é possível presenciar a fala como um elo intermediário entre odesenho e a ação da criança em produzi-lo‟‟.
  • 24. 24E complementa: “O desenho começa quando a linguagem falada já alcançou grandeprogresso e já se tornou habitual à criança (...) a fala predomina no geral e modela amaior parte da vida interior, submetendo-se a suas leis. Isso inclui o desenho.‟‟(VYGOTSKY, 1987. P. 24).Para Wallon e Lurcart (1979), é factual que os desenhos passam a ser concebidos apartir de reproduções aprendidas, como as palavras. A criança utiliza-se da fala paraque seu desenho seja identificado, inclusive ele próprio. Essa ação seguida da falaestá construída em um campo visual, assinalando o comportamento infantil.“A fala da criança é tão importante quanto a ação para atingir um objeto, as criançasnão ficam simplesmente falando o que elas estão fazendo, sua fala e ação fazemparte de uma mesma função psicológica‟‟ (VIGOTSKY, 2000. p. 34); A fala e a ação,de formas coordenadas, formam uma linguagem, uma forma de comunicação dacriança; é a sua maneira ordenada que elas encontram para planejar uma ação. Évisível notar essa ordenação quando as crianças se aproveitam da fala para aatuação do que estão desejando realizar.Vygotsky (1988, p. 62-63) analisa que na fase em que as crianças pequenascomeçam a desenhar elas comentam em voz alta sobre a cor do lápis que irãoutilizar; os traços que irão fazer, o que pretendem desenhar enfim, descrevem oprocesso que irão realizar. No entanto, elas dão nome aos desenhos somentedepois de completá-los, pois têm necessidade de ver primeiro o desenho prontoantes de decidir o que ele realmente significa. Diferentemente, as crianças maiores,antes de desenhar, já conseguem esquematizar e nomear o que vão fazer antesdesse processo.Vygotsky considera que a fala acompanha as ações das crianças pequenas, a falairá anteceder uma ação. Inicialmente a criança desenha e escuta os seus próprioscomentários. Sobre tal procedimento, Vygotsky (2000) diz:
  • 25. 25 Inicialmente a fala segue a ação, sendo provocada e dominada pela atividade. Posteriormente, entretanto, a fala se desloca para o inicio da atividade, surge uma nova relação entre palavra e ação. Neste instante a fala dirige, determina e domina o curso da ação; surge à função planejadora da fala, além da função já existente da linguagem, de refletir o mundo exterior. (p. 38).A linguagem, como uma habilitação especialmente humana, capacita as crianças emseu desenvolvimento. A percepção verbalizada da criança faz parte de um sistemadinâmico do seu comportamento, comum no seu cotidiano e de imprescindívelimportância no seu desenvolvimento intelectual. „‟A fala adquire uma funçãosintetizadora, a qual, por sua vez, é instrumental para se atingirem formas maiscomplexas da percepção cognitiva.‟‟. (VIGOTSKY, 2000, p. 40).Vygotsky (1987, p. 47) afirma que o desenho infantil é tão natural quanto à fala.‘‟Acriança que fala tem, dessa forma, a capacidade de dirigir sua atenção de umamaneira dinâmica‟‟E acrescenta: “(...) em todas as formas da criação literária, a arteda palavra, do falar é mais típica da idade escolar. ‟‟.
  • 26. 26 CAPITULO III3.1 A relação entre Desenho e a EscritaAlguns dados históricos alegam que o desenho nasceu primeiro que a escrita. ParaWidlöcher (1971), a escrita, historicamente, nasceu de um encontro entre a coisadesenhada e a palavra. O desenho e a escrita são meios de comunicação eexpressão, com simultâneos elementos comuns, dentre eles o desenvolvimento daaprendizagem. „‟O desenho, todavia, possibilita uma leitura que ultrapassa alinguagem individual de cada um, ao passo que a escrita é dependente dalinguagem‟‟ (REILY, 1990, p.66).É sabido que o desenho é uma linguagem que a criança utiliza para representar oque ela sabe e/ou sente. Sobre essa ‘’transcrição’’ em um papel, Moreira (2008)afirma: „‟A criança desenha para registrar sua fala. Para escrever. O desenho é asua primeira escrita. Para deixar a sua marca, antes de aprender a escrever acriança se serve do desenho‟‟(p. 20).A escrita pode ser considerada como a representação da linguagem, assim como afala e o gesto, no caso das crianças é caracterizado na forma de desenhos. Todavia,faz-se necessário a distinção entre „‟desenhar‟‟ e „‟escrever‟‟ sobre; Emília Ferrero(2011), nos diz: Ao desenhar se está no domínio do icônico¹; as formas dos grafismos importam porque reproduzem a forma dos objetos. Ao escrever se está fora do icônico: as formas do grafismo não reproduzem a forma dos objetos, nem sua ordenação espacial reproduz o contorno dos mesmos. Por isso, tanto a arbitrariedade das formas utilizadas como ordenação linear das mesmas são as primeiras características manifestadas da escrita pré- escolar‟‟(p. 22).¹ Descrição gráfica de aspecto perceptível, ou com a aparência de algum elemento do conteúdo da mensagem.
  • 27. 27No processo da construção da escrita, é possível ver uma notória relação entre olimiar da escrita e o desenho infantil. Ferrero (2011) faz uma analogia entre aconstrução da escrita e a pictografia: a forma de escrita mais antiga, onde eramrepresentados objetos através do desenho, portanto, pode-se dizer que a escritacomeça como uma forma de desenho. Diante disso, Ferrero apud Luria (1998), nosdiz: Linhas e rabiscos são substituídos por figuras e imagens, e estas dão lugar a signos. Nesta sequencia de acontecimentos está todo o caminho do desenvolvimento da escrita, tanto na historia da civilização como no desenvolvimento da criança. (p. 154).E mesmo sem ainda traçar exatos signos gráficos, os desenhos infantis sãomarcados por suas espontâneas produções; talvez seja a forma mais natural dacriança compreender a natureza da escrita (seus rabiscos). Na fase pré-escolar, ascrianças „’escrevem’’ as palavras da maneira como imaginam que elas sejam. EmíliaFerrero considera que essa primeira escrita é um documento de grande estima, poiscada uma delas tem as suas interpretações, que podem ser avaliadas. Diante disso,pode-se dizer que: Essas escritas infantis têm sido consideradas, displicentemente, como garatujas, „‟puro jogo‟‟, o resultado de fazer „‟como se‟‟ soubesse escrever. Aprender a lê-las – Isto é, a interpretá-las – é um longo aprendizado que requer uma atitude teórica definida. Se pensarmos que a criança aprende só quando submetida a um ensino sistemático, e que sua ignorância está garantida ate que receba tal tipo de ensino, nada poderemos enxergar. Mas se pensarmos que as crianças são seres que ignoram que devem pedir permissão para começar a aprender, talvez comecemos a aceitar que podem saber, embora não tenha sido dada a elas a autorização institucional para tanto‟‟ (FERRERO, 2011, p. 20).Para a autora, a criança constrói a sua noção sobre a língua escrita na interaçãocom o objeto (o que ocorre com o desenho). E como vimos acima, esse processorumo à alfabetização é uma conquista que a criança comete, na abrangência desta
  • 28. 28natureza da escrita, do seu princípio. Acerca de seus estudos sobre a prática daalfabetização infantil, Ferrero (2011, p.55) nos diz: „‟Sabemos, desde Luquet, quedesenhar não é reproduzir o que se vê, mas sim o que se sabe. Se este princípio éverdadeiro para o desenho, com mais razão o é para a escrita ‟‟.E concordando com essa ideia de Ferrero, a autora Ana Teberosky (2003, p.15) dizque é possível notar essa apropriação do desenho com a escrita quando se pedepara uma criança que escreva determinada história e ela irá responder desenhandoalguma coisa relacionada ao que ela conhece da história.Sabemos que para escrever, de maneira tradicional, são necessários lápis e papel,itens comuns no cotidiano da criança que desenha. Esses itens além de sereminstrumentos de um exercício agradável e prazeroso, trazem benfeitorias para acomunicação da criança. Para Lowenfeld (1977), o desenho é um meio pelo qual acriança vai desenvolver suas relações e pensamentos. O ato de desenhar é umaexperiência essencial para seu aprendizado.Sobre o desenvolvimento da aprendizagem infantil através dos desenhos como pré-estágios da escrita, Mèredieu (2006: 10) nos diz que “A escrita exerce umaverdadeira fascinação sobre a criança, e isso bem antes de ela própria poder traçarverdadeiros signos‟‟.
  • 29. 293.2. Do desenho à Escrita InfantilSeguindo a teoria construtivista da psicogênese da alfabetização, de Emília Ferrero -psicolinguística dedicada à alfabetização- é necessário respeitar o ritmo de cadacriança, não inibindo seu contato com o „‟lápis e papel‟‟. Segundo a mesma, estaproposta estabelece progressivamente as estruturas da inteligência infantil, partindodo ponto do limiar da construção da escrita, onde é indispensável um número préviode experiências para o alcance da alfabetização.Sobre essas experiências, Luria (1988) nos diz que a história da escrita na criançacomeça muito antes da primeira vez em que o professor põe um lápis em sua mão elhe mostra como desenvolver letras. Para Luria, a criança, ao entrar na escola, jápossui um tipo de escrita de brincadeira, que é uma cópia imitativa dos movimentosda mão de um adulto ao escrever, sem ainda nenhum significado ativo.Os autores Viktor Lowenfeld e Brittain (1977) afirmam que as experiências gráficasse iniciam através das garatujas e rabiscos, por meio dos desenhos de simplesriscos, e que estas experiências são um estagio de caráter expressivo para odesenvolvimento da criança. „‟O primeiro rabisco é um importante passo para seudesenvolvimento, pois é o inicio da expressão que conduzirá não só ao desenho e àpintura, mas também à palavra escrita‟‟ (p. 115).Esse desenvolvimento é uma das principais características do desenho nessa fase.É através dos desenhos, do domínio do lápis e da ‘intimidade’ com os traços erabiscos que a criança começará a analisar e desenvolver mais facilmente a escritaalfabética. Sinclair (1987, p. 77) afirma que „‟(...) existe uma evolução da garatuja aodesenho, como linha evolutiva direta e reta, mas a escrita com derivação particular‟‟.
  • 30. 30E seguindo a mesma linha de pensamento de Sinclair, os autores Santos & Sanson(2005), salientam a imensa contribuição que os estudos de Emília Ferrero (2011)trouxeram para a alfabetização infantil, pois eles consideram, através de umaconsciência critica, um universo que envolva a criança num contexto deaprendizagem.Diante disto, podemos perceber que os desenhos, como estágios no processo dealfabetização infantil, são o pontapé inicial para que a criança aproprie-se,gradativamente, da língua escrita. Todavia, é importante perceber e respeitar o ritmode desenvolvimento de cada criança, onde cada momento é assinalado pordeterminado nível de aprendizagem, que é caracterizado pelos procedimentos,representações ou atributos. Alguns autores, como Emília Ferrero (1998), Grossi(1997) e Pillar (1996), regeram parte de suas indagações nos processos dealfabetização infantil definindo os cinco níveis na psicogênese da alfabetização: pré-silábico, Intermediário I, silábico, Intermediário II ou silábico-alfabético e alfabético.3.2.1. Nível pré-silábico ou Nível IEsse nível é caracterizado pelas crianças que, realmente, escrevem com desenhos.As letras, até então, não apresentam nenhum significado, pois ainda nãocompreendem que elas estão co-relacionadas com o som da fala. Logo, as letras,números, símbolos e desenhos não apresentam diferença para a criança. „‟ Acriança pensa que letras e números são a mesma coisa, pois são sinais gráficosmuito parecidos para ela‟‟ (PILLAR, 1996, p. 59).As Autoras Emília Ferrero e Ana Teberosky afirmam que a criança para, ler textos,acredita que sejam necessários desenhos e figuras onde, através das ilustrações,possa entender o que está ali. Nessa fase, de limiar da escrita, a criança desenha o
  • 31. 31„‟nome‟‟ do objeto, ou sua hipótese, por exemplo: um desenho de uma flor e umdesenho de uma menina: Isso pode significar ser uma menina tão bonita como umaflor, ou uma menina cheirando a flor...A escrita, nessa fase, não é interpretável por outra pessoa, a não ser pela própriacriança, pois ela enleia o desenho com a escrita vista em seu repertório, não lheadmitindo, ainda, conhecer o verdadeiro desígnio da escrita.Para Grossi (1997), essas características linguísticas (letras, palavras, traços) nãosão claramente definidas, são amalgamadas e por esta razão é necessário trabalhá-las simultaneamente para que a criança, então, se familiarize com elas e comece aesquematizar a sua distinção. As crianças que já apresentam essa distinção entre oselementos começam a ter uma visão sincrética dos elementos que dirigem aalfabetização. „‟Letras podem estar associadas a palavras inteiras, portanto,representam um ente global, por exemplo, quando eles se referem á „minha letra‟,isto é, à letra do seu nome. Por outro lado, uma página inteira de letras podecorresponder a uma só palavra‟‟(p. 56). Grossi (1997), apresenta em seu livroDidática da Alfabetização Ilustrações de desempenhos de crianças nas fases dealfabetização.
  • 32. 32Figura 1. Fonte: Claudiomiro, criança com 7 anos.Claudiomiro, em seu desenho acima, „‟escreveu‟‟: gato, cavalo, borboleta, cão e gatobebe leite, apenas com desenhos; esta é uma característica do Nível pré-silábico.No mesmo Nível pré-silábico vemos, abaixo, o desempenho de Jaime, uma criançade 6 anos e 8 meses, e Luiz Paulo, uma criança de 8 anos. Ambos apresentam emsua „’escrita’’ desenhos figurativos, típicos dessa fase.
  • 33. 33Figura 2. Fonte: Luiz Paulo, criança de 8 anos e Jaime, criança com 6 anos e 8meses.Nessa fase a criança acredita que o nome dos objetos, os desenhos, sãoproporcionais aos seus tamanhos reais, alheia a qualquer outra característica(sonora ou realidade qualificada); é o que é chamado de „‟Realismo nominal‟‟,expressão usada por Jean Piaget para denominar a concepção que a criança temem relação ao objeto.Por exemplo, uma criança nessa fase acredita que a palavra ‘’pequeno’’ deve sermenor que a palavra ‘’grande‟’. É possível notar essa característica nas ilustrações
  • 34. 34acima, onde a ‘’palavra’’ borboleta desenhada pelas crianças Jaime e Claudiomiro évisivelmente menor que a palavra cavalo.3.2.2 Nível Intermediário INesse nível a criança vai deixando gradativamente de utilizar os traços com aspectofigurativo para utilizar sinais gráficos. Já consegue compreender que o desenhodifere da escrita convencional e consegue distinguir alguns traços de letras e denúmeros. “No nível intermediário I, a escrita começa a se desvincular das imagens eos números podem se distinguir das letras, isto é, as concepções do nível-silábicovão sendo questionadas á luz de ideias da vinculação da pronúncia com escrita‟‟(GROSSI, 1997, p. 58).É nessa fase que a criança esboça certa estabilidade na escrita, normalmente comuma quantidade mínima de letras, em torno de três, pois ainda conserva o valor depalavras com varias letras e diferentes umas das outras.3.2.3 Nível SilábicoNessa fase de nível silábico a criança já passa a estabelecer certa relação entre afala e a escrita, utilizando-se do grafismo e de outros símbolos. Suascorrespondências silábicas estão mais próximas da escrita convencional. ‘‟As letraspodem começar a adquirir valores sonoros (silábicos) relativamente estáveis, o quea leva a estabelecer correspondência com o eixo qualitativo‟‟(FERRERO, 2011. p.25). Uma das hipóteses deste terceiro nível é de que, para a criança, cada silabavai corresponder a uma letra, e uma letra corresponde a cada palavra. NesteSentido, pode-se dizer:
  • 35. 35 É muito comum ouvir as crianças dizendo que precisam escrever o número de letras que corresponde à quantidade de vezes que abriram a boca para falar. Isso confere uma sistemática à escrita da criança. Muitas vezes ela “conta” os pedaços sonoros antes de escrever. Outras vezes, principalmente no início dessa fase, a criança não prevê a quantidade de letras que deve colocar na palavra, mas ao ler, como sua leitura já é silábica, percebe que sobram elementos e decide apagá-los ou riscá-los. (OÑATIVIA, 2009, p. 30)Diante disso, Grossi (1997, p. 19) diz „‟ (...) é importante assinalar que, neste nívelsilábico, a leitura e escrita começam a ser vistas como duas ações com certo tipo deinterligação coerente‟‟. Na figura abaixo, veremos o desenho de Luis Gustavo, umacriança no nível silábico, que esboçou em seu desenho sinais gráficos aparentadoscom letras.Figura 3. Fonte: Luis Gustavo, criança com 7 anos.
  • 36. 363.2.4 Nível Intermediário II ou Silábico-AlfabéticoEsse nível depara um momento em que a criança apresenta um certo conflito quepoderá fazê-la regredir para o nível intermediário I, caso ela não „‟abandone‟‟ o nívelsilábico. Pois o nível intermediário II se caracteriza pela superação da hipótesesilábica (de que cada silaba corresponde a uma letra). Emília Ferrero (1998)acredita que o período silábico-Alfabético assinala a passagem entre os esquemasprévios a ponto de serem abdicados, e os esquemas futuros em vias de seremconstruídos. Sobre esta linha de pensamento, Grossi (1997, p. 60) complementa: „‟Aexperiência desta instabilidade é difícil de ser vivida, tanto pelo aluno como peloprofessor. Mas somente ela permite a passagem para o nível alfabético‟‟.Doravante a esta dificuldade, Cagliari (1993) diz que, para começar a escrever, acriança não necessita estudar nem conhecer a gramática, pois já domina a LínguaPortuguesa na sua modalidade Oral. Passando do nível Intermediário II,a sua futurae possível, dificuldade será unicamente ortográfica, por ainda estar entrando emcontato com o alfabeto.3.2.5 Nível AlfabéticoNesse momento existe uma „‟desconstrução‟‟ necessária de alguns elementos quecompõem o sistema de escrita. Os desenhos e rabiscos que deram um pontapéinicial na escrita infantil deverão ser separados de forma mais clara para a criança,pois nesse nível não poderá mais haver o desenvolvimento desordenado dos traços.
  • 37. 37É o momento da estruturação dos elementos que compõem o sistema de escrita, deum estagio significativo; será nesse momento que a criança conhecerá com maisclareza e definição as letras, e irá começar a „juntá-las‟ na constituição das silabas.É nesse momento que a criança desvenda que a silaba não representa uma únicaunidade, como então era imaginado. E como é visto no desenho abaixo, de umacriança no nível alfabético, que já consegue escrever com letras bem definidas.Figura 4. Fonte: Noberto, uma criança de 7 anos.
  • 38. 38Segundo Grossi (1997, p.62), é importante assinalar que a vivência deste nívelsignifica a etapa de vinculação de diversos elementos que antes estavam ouamalgamados ou independentes. Esses elementos constituem agora o sistema deescrita e leitura, no qual se relacionam mutuamente; “No entanto, desejamosenfatizar que essas novas aprendizagens são posteriores a um fato fundamental,qual seja o da estruturação primeira do sistema da escrita na cabeça do aluno,vivido no nível alfabético da psicogênese da leitura e da escrita‟‟.O desenvolvimento da criança acontece na escola e no âmbito em que vive; eatravés de algumas leituras podemos conhecer diversos pontos que assinalam aimportância que o desenho infantil traz consigo, nesses dois momentos, no que serefere à aprendizagem infantil. Para Vygotsky (1987, p. 134), o desenho é um meiode expressão da criança e é considerado como uma linguagem indispensável para aaquisição da linguagem escrita. „‟Desenhar e brincar deveriam ser estágiospreparatórios ao desenvolvimento da linguagem das crianças‟‟. Considerando quepor este motivo as crianças introduzidas neste meio assimilam com mais facilidade aescrita alfabética. Diante deste pensamento, Moreira (2008), afirma que a supostaperda do desenho é, visivelmente, a substituição de um código por outro, o que éfeito quando a criança entra na escola.
  • 39. 39 CAPITULO IV 4.1 DiscussãoAtravés dos conteúdos sintetizados nos capítulos II e III deste trabalho foi efetuadauma analogia dos autores estudados e de suas considerações sobre o fenômenodeste estudo. O fim é situar o significado do desenho nos processos deaprendizagem e desenvolvimento infantis. Num primeiro momento veremos odesenho como uma produção da criança, gerada através de sua imaginação eexpressão. Moreira (2008); Lowenfeld (1970-1977), Pillar (1996) e Luquet (1969)seguem essa linha de pensamento, incorporando ao desenho a representação einterpretação do que a criança sabe, vê e vivencia no seu dia-a-dia. É o registro dasinformações que cabem á criança, onde esta usa o desenho como um meio decomunicação, meio que lhe é cultural, como é visto por Derdyck (1989), Paula eMendonça (2009) e Bessa (2010).Num segundo momento, observaremos que desenho, também é acrescentado comoum fator de desenvolvimento da criança. O desenho é o reflexo da criatividade eautonomia infantil, além de estimular o desenvolvimento social, cognitivo e motor,itens que, segundo Jean Piaget (1973-1986), são característicos de um contínuoprocesso de conhecimento e de aprendizagem da criança.Diante das leituras feitas sobre o fenômeno objeto deste estudo, acreditamos que osdiversos autores que foram utilizados neste estudo concordam entre si no que dizrespeito ao desenho como estimulador do conhecimento e como um estágio dodesenvolvimento da futura escrita infantil. Diferem apenas pelos seusaprofundamentos.Para Jean Piaget (1973), o desenho infantil é uma manifestação semiótica ousimbólica, pois o desenho é produzido – inicialmente- de forma involuntária, pelo belprazer da criança em rabiscar um papel, é uma brincadeira! Depois de algum tempo,com um maior contato da criança com seu desenho é possível notar traços eestruturas que são intencionais na representação do que ela conhece e desejaregistrar naquele momento, é a expressão da criança, do seu meio físico e social. Oautor Piaget acredita que de alguma forma a criança constrói conhecimentos, assimcomo toda atividade lúdica que, nesse caso, é o desenho.
  • 40. 40Seguindo essa linha de pensamento, Piaget (1986) e os estudiosos Lowenfeld(1970) e Lev Vygotsky (1987-1988-2000) aderem, mais profundamente, à ideia dodesenvolvimento de traços e rabiscos como um facilitador e precursor da futuraescrita da criança, defendendo o desenho como o limiar do desenvolvimento gráfico,numa espécie de ensaio preparatório.Notamos que as ideias desses autores se assimilam em pontos comuns; eles partemda ideia de que o desenho é como a escrita de palavras e frases, pois a criançadesenha o que pode ser visto, sentido e falado, assim como uma palavra escritanum papel.E, neste sentido, Vygotsky (1987) e Lowenfeld (1970) interpretam o desenvolvimentoe a produção do desenho através de um ponto de vista social, onde esse desenho éa representação do que a criança sabe e/ou interpreta, é a manifestação da suaautoexpressão, que leva ao desenvolvimento da capacidade criativa e intelectual dacriança.Os autores Wallon e Lurcart (1979) e Reily (1990) acreditam que o desenho surgeatravés do que a criança já aprendeu, como a fala. Afirmam que essa linguagemgráfica só nasce através da linguagem verbal. No esquema de que a escrita vem dodesenho que, por sua vez, depende da fala oral da criança.Ana Angélica Moreira (2008), com seus estudos, irá nos expor que desenho, alémde prazeroso para a criança, é caracterizado como a sua primeira escrita, e assimcomo Ana Teberosky (2003) acredita que existe uma disponibilidade do desenhosobre a escrita, é o instrumento de comunicação que a criança utiliza, já que ela (acriança) -ainda- não sabe escrever (escrita convencional), ela desenha! O desenho éo registro de sua fala, é o meio que a criança tem para se comunicar com liberdade.E em meio a suas análises, as autoras Moreira e Teberosky ainda acreditam serconveniente relacionar a ação da criança em desenhar no meio escolar, período daalfabetização, pois o desenho e a escrita são espaços de linguagem, como tambémé creditado por Emília Ferrero(2011).Observamos que esses estudos apontam o desenho e a escrita como linguagem -que mais se complementam do que diferem- pois é através dos rabiscos e traços
  • 41. 41que a criança começa a produzir suas variadas representações gráficas, que vão seapurando e evoluindo até atingir a escrita alfabética.Desta forma, Luria (1988), Lowenfeld e Brittani (1977) e Sinclair (1987) direcionaramseus pensamentos ao momento em que o desenho começa a ser um facilitador daescrita infantil; logo, afirmam que a escrita da criança começa desde o momento emque ela começa a desenhar seus primeiros traços, as garatujas. Ferrero (1998-2011), Grossi (1997) e Oñatavia (2009) já direcionam seus estudos ligados aodesenho infantil diretamente para o processo do desenvolvimento da aprendizagemda criança na alfabetização e, assim como Mèredieu (2006), creditam ao desenho aconfiança e a compreensão que ela, a criança, precisa para entender a natureza daescrita rumo à alfabetização.Sobre este inicial desenvolvimento da aprendizagem da criança, Emília Ferrero(2011), que foi aluna de Jean Piaget, começa assimilando o desenho infantil com apictografia, uma escrita antiga representada pelo uso de desenhos; ela entãoassocia o desenho como o limiar da construção da escrita e observa a maneiracomo a criança atribui essa escrita. Porém, a ideia principal de Ferrero diferencia-seda ideia de Luria e Vygotsky (1998), que assinalam a escrita como uma ‘’técnicasociocultural’’. Luria caracteriza a escrita através de duas funções: a mnemônica e acomunicativa, não observando as funções ou subsídios que a escrita pode ocasionara um sujeito em desenvolvimento, como é feito nos estudos de Ferrero.Ferrero (2011), não atribui ao desenho, nem à inicial escrita, as funções que elasassumem sobre um ser adulto, como assim foi feito pelo psicólogo Luria (1988).Logo, Ferrero (1998: 155), não tenta antecipar nenhum processo dedesenvolvimento do desenho infantil para algum avanço da escrita convencional; elaconfia serem viáveis apenas circunstâncias que colaborem para essedesenvolvimento. „‟Mal poderia nessa época tratar de acelerar um processo que,ainda, se desconhece‟‟. E é através dessa ideia que é notório perceber oaprofundamento de Ferrero sobre o desenho infantil com a escrita inicial da criança.Ferrero acredita que o ingresso da criança na escola interage com osconhecimentos e as concepções prévias que a criança leva consigo, contribuindopara seu desenvolvimento em sistemas silábicos.Emília Ferrero (1998-2011), juntamente com Teberosky (2003), Pillar (1996) e Grossi(1997), representam em fases a gradativa evolução do desenho que leva aaprendizagem da criança até chegar aos signos gráficos aprendidos na pré-escola.Essas fases são subdivididas em cinco níveis na psicogênese da alfabetização:
  • 42. 42 Pré-silábico; Intermediário I; Silábico; Intermediário II ou Silábico-alfabético; Alfabético.
  • 43. 43 CONSIDERAÇÕES FINAISÉ sabido que o desenho é uma ação natural da criança, pois é uma forma criativa eoriginal que ela tem para expressar, seus sentimentos e conhecimento, inclusivesobre si mesmo. O desenho nos consente descobrir dados sobre o temperamento eo caráter da criança, assim como reconhecer as diferentes fases pelas quais elaesta atravessando (Bédard; 1998). Com bases nas leituras realizadas, buscamosidentificar a contribuição do desenho infantil na aprendizagem e no desenvolvimentoda criança. Vimos que o desenho – a garatuja-mesmo surgindo de formaespontânea, demonstra toda a autonomia e criatividade que há em uma criança.Percebemos através da contribuição de vários autores que o desenho, além de seruma forma de expressão e comunicação da criança e, de contribuir para o seudesenvolvimento, é uma espécie de estágio preparatório para a escrita alfabética. Equando cultivado, contribui para que a criança aprenda a escrever, como é creditadopor Lev Vygotsky e Jean Piaget. Ao alcançar nossos objetivos, acreditamos serválido e estimulante estudar e conhecer os demais aspectos que envolvem odesenho e o seu universo de significados e explorações.Enquanto estudante de pedagogia acredita-se que, um estudo aprofundado dodesenho infantil irá ajudar o educador a compreender as várias etapas do desenhoproduzido pela criança, assim como sua importância e benefícios no âmbito escolar,se utilizado através de um caráter lúdico e educativo. Neste sentido vale ressaltar aimportância do educador no processo de desenvolvimento da criança, para que estetenha como objetivo principal criar situações que promovam o conhecimento,preservando a autenticidade e a liberdade de expressão infantil, sempre na busca deuma aprendizagem significativa.
  • 44. 44 REFERÊNCIASA pesquisa na produção do conhecimento: Questões Metodológicas. Eccosrevista cientifica. Julho-dezembro. Vol7. nº 002 (UNINOVE), São Paulo, Brasil. 2005.Disponível em: http://redalyc.uaemex.mx/pdf/715/71570202.pdf. Acesso:30.05.2012BÉDARD, Nicole. Como interpretar os desenhos das crianças. São Paulo: EditoraIsis Ltda. 1998.BESSA, Valéria da Hora. Teorias da Aprendizagem. Curitiba: IESDE S.A, 2010.CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização &Lingüística. 6º edição. São Paulo:Scipione, 1993.CASTORINA, José Antonio; FERRERO, Emilia; LERNER, Delia; OLIVEIRA, MartaKohl de. PIAGET-VYGOTSKY: novas contribuições para o debate. 5ª edição. Ed.Ática: 1998.DERDYCK, E. Formas de pensar o desenho: desenvolvimento do grafismoinfantil. São Paulo: Scipione, 1989.FERRERO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. 26 ed. São Paulo: Cortez,2011. Volume 6.GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa.3Ed. São Paulo: Atlas,1991.GROSSI, Esther Pillar. Didática da alfabetização: Didática do Nível Pré-silábico.Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1997(p. 20 e 21).GROSSI, Esther Pillar. Didática da alfabetização: Didática do Nível alfabético.Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1997 (p. 22 e 24).LIPMAN , Mathew. A filosofia vai à escola. 2ª ed. Summus, São Paulo, 1990.LOWENFELD, V. Desenvolvimento da capacidade criadora. São Paulo:MestraJou, 1970.LOWENFELD, Viktor; BRITTAIN, W. Lambert. Desenvolvimento da capacidadecriadora. São Paulo, Editora Mestre Jou, 1977.
  • 45. 45LUQUET, G. H. O desenho infantil. Porto, Ed; do Minho, 1969.MEREDIEU, Florence. O desenho Infantil. 11ed. São Paulo: Editora Cultrix, 2006.MERLEAU-PONTY,Maurice. Merleau-Ponty na Sorbone. Resumo de cursosfilosofia e linguagem.Campinas: Papirus, 1990.MOREIRA, Ana Angélica Albano. O espaço do desenho: A educação doeducador. 12 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2008.OÑATIVIA, Ana Cecília. Alfabetização em três propostas: Da teoria à prática.São Paulo: Ática, 2009.PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: ARTE / Ministério da educação.Secretaria da educação básica. Volume 6; Brasília, 2001.PAULA, Ercília Maria Angeli Teixeira de; MENDONÇA, Fernando Wolff. Psicologiado Desenvolvimento. 3 ed. Curitiba :IESDE Brasil S.A, 2009.PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. 3ª edição ed. GuanabarakooganS.A ; 1973.PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. Colecção: Plural, nº 10.1971, Delachaux&Niestlé S.A I. a Ed: Outubro 1986.PILLAR, A. D. P. Desenho e construção de conhecimento na criança. PortoAlegre: Artes Médicas, 1996.REILY, Lúcia H.Atividades de artes plásticas na escola: Hoje é meu dia, donaaula de artes? São Paulo: Pioneira, 1990.SANTOS, C.M.C dos & J.M de S. SANSON. Descobertas & Relações -Alfabetização. Cibele Mendes Curto dos Santos e Josiane Maria de Souza Sanson.2ª EDIÇÃO. São Paulo: Editora do Brasil. 2005.SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico – 21ed.Revisada e ampliada. São Paulo: Cortez, 2000.SINCLAIR, Hermine. O desenvolvimento da escrita: avanços, problemas eperspectiva, In: PALACIO, Margarita Gomes; FERRERO, Emília. Os processos deleitura e escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.TEBEROSKY, Ana. Aprendendo a escrever. Perspectivas psicológicas eimplicações educacionais. Editorial Horsori, Barcelona. 3ª edição, 2003.
  • 46. 46TEIXEIRA, Elizabeth. As três metodologias: acadêmica, da ciência e dapesquisa. 6ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.TIBURI, Marcia; CHUÍ, Fernando. Dialogo/Desenho. Editora Senac, São Paulo,2010.VIGOTSKY, L. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processossuperiores. São Paulo, Martins Fontes, 2000.VIGOTSKY, L. S., LURIA, A. R. & LEONTIEV, A. N. Linguagem, Desenvolvimentoe Aprendizagem. São Paulo: cone. 1988.VYGOTSKY, Lev. S. Imaginación y El arte em La infância. México: Hispanicas(Editado em 1930) 1987.VYGOTSKII; LURIA; LEONTIV.Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem.São Paulo; Ícone Editora& Editora da USP. 1988.WALLON, Henri; LURCART, L. El dibujo Del personaje por El niño. Em Xerox s/d.Ensaio de psicologia comparada. Lisboa: Moraes Editores, 1979.WEIL, Pierre, A criança, o lar e a escola. Editora Vozes_ 21ed. - Petrópolis, 2000.WIDLÖCHER, Daniel, Interpretação dos desenhos infantis. Rio de Janeiro:Vozes. 1971.