UNEB - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA           DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - CAMPUS VII                     SENHOR DO BONFI...
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Dedico a Deus por sua presença em minha vida em      todos os momentos.      Ao meu companheiro Neilton Ribeiro pela      ...
Agradeço primeiramente a Deus, responsável pela minha vida e por me dar sabedoria epaciência na elaboração deste trabalho....
Para melhor conhecer a criança é preciso aprender a vê-la.Observá-la enquanto brinca: o brilho dos olhos, a mudança deexpr...
A presente pesquisa visou analisar “Quais as concepções que os professores da EscolaMunicipal Nossa Senhora do Perpétuo So...
Gráfico 1- Quanto ao Gênero..................................................................................................
INTRODUÇÃO...................................................................................................10CAPÍTULO I ...
4.1.4 Tempo de Atuação na área educacional..........................................39          4.1.5 Tempo de Atuação na ...
O contexto atual de educação em nosso país apresenta preocupantes indicadores no que se referem aoaprendizado escolar, mui...
No capítulo II, abordamos o referencial teórico, conceituando as palavras chaves que norteiam estapesquisa. Aqui estão cen...
A música ao longo do tempo vem exercendo as mais diferentes funções, além de estar presente nomundo em todas as culturas e...
Dessa maneira, podemos dizer que várias situações podem atrapalhar a aprendizagem. Neste sentido,Souza (2001, p. 25) comen...
De acordo com Angotti, (1996, p.157) Musicalizar é construir o conhecimento musical humano,possível de ser realizado em ca...
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As atividades que envolvam a ludicidade não devem ser vista apenas como momentos de distração oupassatempo, mas momentos c...
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Diante de toda essa reflexão sobre aprendizagem, é importante lembrar que muitas criançasmanifestam dificuldades na aprend...
Assim, fala-se que a aprendizagem é um processo complexo que se realiza no interior do indivíduo ese manifesta em uma muda...
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Pode-se destacar algumas das principais causas das dificuldades de aprendizagem como: causas  físicas, sensoriais, neuroló...
A cobrança de que a criança se alfabetize em delimitado espaço de tempo, dentro de regras, motivou eainda provoca graves d...
A implantação de novas estratégias lúdico-musicais e suas múltiplas facetas                        como o canto, os folgue...
Em outras palavras, somente se faz com vontade de aprender, aquilo que fazemos com empenho e nosgera desafios. Quando as t...
universal. Platão chegou a afirmar: “música é a expressão da ordem da simetria que através do corpo,penetra na alma e em t...
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Garcia (1992, p.35), a maior parte do repertorio de canções, é de origem Lusitana. No entanto, ainfluência Francesa também...
uma síntese de elementos imprescindíveis a educação global. Quanto a isso Santos, (2002 p.55)evidencia que.               ...
apenas como uma diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, odesenvolvimento pessoal, social e ...
A organização do tempo e do espaço é fator fundamental para o exercício de atividades com música. Otrabalho com cantigas d...
Para que haja uma maior qualidade no procedimento educativo o professor deve refletir firmemente asua pratica pedagógica e...
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Muitas. Além de desenvolver a leitura e a escrita ajuda no raciocínio das crianças (P6)         .Podemos considerar a part...
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CONSIDERAÇÕES FINAISO objetivo principal desta pesquisa realizada com as professoras da Escola Municipal Nossa Senhorado P...
Uma coisa é certa, as crianças que estão em nível de alfabetização precisam ser estimuladas e oprocesso de aprendizagem de...
Monografia Polianne Pedagogia 2011
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  1. 1. UNEB - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM PEDAGOGIA POLIANNE DE OLIVEIRA MENDESCANTIGAS DE RODA: UM IMPORTANTE RECURSO PARA APRENDIZAGEM Monografia apresentada à UNEB _ Universidade do Estado da Bahia, como requisito parcial para a conclusão do Curso de Licenciatura em Pedagogia. Orientadora: Profª. Rita de Cássia Braz Senhor do Bonfim Março de 2011
  2. 2. UNEB - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM PEDAGOGIA POLIANNE DE OLIVEIRA MENDESCANTIGAS DE RODA: UM IMPORTANTE RECURSO PARA APRENDIZAGEMAprovado______________de_____________-de 2011______________________________________Profª. Rita de Cássia Braz (OrientadoraUNEB _ Universidade do Estado da Bahia____________________________________AVALIADOR____________________________________AVALIADOR
  3. 3. Dedico a Deus por sua presença em minha vida em todos os momentos. Ao meu companheiro Neilton Ribeiro pela compreensão e incentivo. A meu filho João Victor. Aos meus pais. Aos amigos que adquiri durante o curso, em especial Ariane, Joângela, Renata e verônica. Enfim a todos que de maneira direta ou indiretamente mim apoiaram nessa caminhada.AGRADECIMENTOS
  4. 4. Agradeço primeiramente a Deus, responsável pela minha vida e por me dar sabedoria epaciência na elaboração deste trabalho.A Universidade do Estado da Bahia – Campus VII, representada pela direção, professores efuncionários. Obrigado por me proporcionar um crescimento profissional e social.A professora Rita de Cássia Braz por ter confiado em mim, pela competência e incentivo.Obrigado!As professoras da escola onde foi realizada a pesquisa pela cooperação e atenção e porfornecer informações essenciais a esta investigação.A minhas queridas amigas e companheiras de curso Ariane, Joângela, Renata e Verônica, quetorceram pela minha realização, enfim por todos os momentos que passamos juntas. Muitoobrigada.Enfim, a todos que de alguma forma contribuíram para minha realização. Muito Obrigado!
  5. 5. Para melhor conhecer a criança é preciso aprender a vê-la.Observá-la enquanto brinca: o brilho dos olhos, a mudança deexpressão no rosto, a movimentação do corpo.Estar atento à maneira como desenha seu espaço, aprende aler a maneira como escreve sua história. RESUMO Ana Angélica A. Moreira RESUMO
  6. 6. A presente pesquisa visou analisar “Quais as concepções que os professores da EscolaMunicipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem sobre a utilização das cantigas de roda noprocesso de aprendizagem”. Entendendo as cantigas de roda como uma atividade lúdica quepossibilita o desenvolvimento da criança por um caminho prazeroso. Nessa trajetória,fazemos um breve histórico da história da música, além de evidenciar temas comoaprendizagem e dificuldades de aprendizagem e a importância das relações de atividadeslúdicas como as cantigas de roda para o ensino fundamental I. Para isso buscou-se suporteteórico em alguns autores tais como: Bréscia (2003), Jeandot (1990), Dutra (2000), Ferreiro(2004), Angotti (2006), Santos (2002), Garcia (1998), Sisto (2001), Marcellino (1997), entreoutros que também proporcionam contribuições significantes para a pesquisa. Os caminhosmetodológicos trilhados foram construídos sobre o foco qualitativo, utilizando comoinstrumento de coleta de dados o questionário fechado que nos permitiu traçar o perfil dossujeitos, e o questionário aberto que nos permitiu uma maior aproximação das visões dosmesmos, na qual foram analisadas as concepções que possuem sobre a utilização da música naaprendizagem, Diante do exposto compreendemos que os professores reconhecem aimportância da música como suporte no processo de alfabetização. Visto que a maioria nãovisa uma amplitude de utilização da música, com perspectivas de construção do ser sócio-cultural.Palavras chaves: cantigas de roda, aprendizagem, dificuldades de aprendizagem, professor LISTA DE GRÁFICOS
  7. 7. Gráfico 1- Quanto ao Gênero....................................................................................................36Gráfico 2 – Nível de escolaridade.............................................................................................37Gráfico 3 – Faixa Etária............................................................................................................38Gráfico 4 – Tempo de atuação na área educacional.................................................................39Gráfico 5 – Tempo de atuação nas séries de alfabetização......................................................40 SUMÁRIO
  8. 8. INTRODUÇÃO...................................................................................................10CAPÍTULO I ......................................................................................................12O PROBLEMA QUE DEU ORIGEM AO ESTUDO.........................................12CAPÍTULO II......................................................................................................182.1 Concepções de Aprendizagem.......................................................................18 2.1.1 Definindo Dificuldades de Aprendizagem......................................19 2.1.2 As Cantigas de Roda como Recurso de Aprendizagem..................222.2 A História da Música e a sua utilização na aprendizagem............................25 2.2.1 Cantigas de Roda sua origem e importância para educação...........272.3 O Professor e as Cantigas de Roda...............................................................29 2.3.1 O Professor e a Prática Pedagógica................................................31CAPÍTULO III ....................................................................................................33CAMINHOS METODÓLOGICOS....................................................................333.1 Tipo de Pesquisa............................................................................................333.2 Lócus de Pesquisa..........................................................................................343.3 Sujeitos de Pesquisa.......................................................................................343.4 Instrumentos de coleta de dados....................................................................34 3.4.1 Questionário Fechado.....................................................................35 3.4.2 Questionário Aberto........................................................................35CAPÍTULO IV....................................................................................................364 Análise de dados e interpretação dos resultados...............................................364.1 Resultados do Questionário Fechado.............................................................36 4.1.1 Quanto ao Gênero...........................................................................36 4.1.2 Nível de Escolaridade.....................................................................37 4.1.3 Faixa Etária.....................................................................................38
  9. 9. 4.1.4 Tempo de Atuação na área educacional..........................................39 4.1.5 Tempo de Atuação na Série de Alfabetização................................40 4.2 Análises dos resultados Questionário Aberto....................................41 4.2.1 A visão dos professores...................................................................41 4.2.2 Cantigas de Roda como auxiliadora no processo deaprendizagem.......................................................................................................43 4.2.3 As dificuldades no Trabalho com as cantigas de roda....................46 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................48 REFERÊNCIAS.......................................................................................46 ANEXOS.................................................................................................53 INTRODUÇÃO
  10. 10. O contexto atual de educação em nosso país apresenta preocupantes indicadores no que se referem aoaprendizado escolar, muitas crianças ao chegarem pela primeira vez a escola acabam não conseguindoaprender ou acompanhar o que é exigido na educação formal, consecutivamente gerando problemas deaprendizagem.Para que esses indicadores não continuem a crescer é importante que exista uma preocupação emdiagnosticar previamente a causa dos problemas de aprendizagem, além de valorizar práticaspedagógicas voltadas para uma educação lúdica, realizando atividades que despertem a atenção e avontade de aprender.Partindo dessa análise, a escola de Educação Infantil para conseguir alcançar um patamar de qualidadevisando o desenvolvimento integral da criança necessita incorporar práticas que motivem os alunos aaprender a língua, conhecer a cultura do seu povo de maneira divertida e prazerosa. E para muitosestudiosos as Cantigas de roda por ser um gênero musical fácil e de simples memorização é um grandealiado ao professor no processo de alfabetização.Educar através da música é reconhecer que o desenvolvimento e aprendizado ocorrem em tempointegral, através da letra, do canto, do movimento da socialização com os colegas. Para que isso setorne relevante é necessário que os educadores se empenhem em contribuir para que a prática destaatividade não seja vista apenas como momentos de lazer e recreação. Isso implica que os professoresprecisam esta sempre em constante processo de reflexão sobre sua prática, procurando continuamenteinová-la.As cantigas de roda também proporcionam um ambiente alegre estimulando a criança a se desenvolverem vários aspectos, além de permitir a comunicação com o outro, auxilia na construção doconhecimento. E assim ponderando todas essas reflexões, realizamos este trabalho que esta dispostoda seguinte forma:No capítulo I, abordamos a respeito da problemática, os objetivos a que nos propomos, ou seja, ocaminho que trilhamos para expressar a importância das cantigas de roda em se tratando dedificuldades de aprendizagem.
  11. 11. No capítulo II, abordamos o referencial teórico, conceituando as palavras chaves que norteiam estapesquisa. Aqui estão centradas as principais idéias do trabalho. Fazendo uma reflexão sobre ascantigas de roda em todos os aspectos, ambientes e sujeitos da educação.No capítulo III, reservado à metodologia, enfatizamos os instrumentos de coleta de dados utilizados, otipo de pesquisa que norteia o trabalho, como também o lócus e os sujeitos. Visando atingir umconhecimento mais específico da realidade e percepção dos sujeitos investigados.No capítulo IV analisamos e interpretamos os dados obtidos através da análise dos questionáriosrespondidos pelos professores, e a partir destas informações, traçaremos o perfil destes, diante dautilização das cantigas de roda no processo de aprendizagemPor último nas considerações finais distinguimos os frutos da pesquisa, as reflexões sobre tudo o quefoi mencionado, as características principais dos dados analisados. Obtendo uma breve avaliação detodo o trabalho, expondo e refletindo as conclusões sobre o tema. CAPÍTULO I O PROBLEMA QUE DEU ORIGEM AO ESTUDO
  12. 12. A música ao longo do tempo vem exercendo as mais diferentes funções, além de estar presente nomundo em todas as culturas e todas as épocas, é uma linguagem que vai além das barreiras do tempo edo espaço, e também é reconhecida como uma das mais importantes formas de comunicação. SegundoBréscia (2003, p.25), “A música é uma linguagem universal, tendo participado da história dahumanidade desde as primeiras civilizações”. De acordo com dados antropológicos, as primeirasmúsicas eram empregadas em rituais como: nascimento, morte, casamento, recuperação de doentes efertilidade.Partindo deste pressuposto, percebemos que a música possibilita expressar nossos anseios e emoções,além de distrair proporciona sensações prazerosas, podendo ser utilizada como recurso para aaprendizagem. Desse modo, compreendemos que a necessidade de se comunicar é muito importantepara a educação, e essas canções populares são capazes de promover uma aprendizagem maisprazerosa divertida, e eficiente no cotidiano escolar, auxiliando no contexto didático.A aprendizagem é vista como uma mudança, uma sistematização no comportamento humano, sendomodificado constantemente, e com aprendizagem escolar não é diferente. De acordo com Santos(2002, p.39). A aprendizagem da leitura e da escrita deve ser entendida como um processo demúltiplas dimensões que promoverá o indivíduo à condição de ser social ativo, considerando suasexperiências e interações com seus pares, afim de que ele possa construir a escrita.Mas as crianças ao ingressarem na escola se deparam com um novo mundo, o mundo da escrita e daleitura e a ela será exigido o dever de aprender frases, textos enfim variadas atividades; e quando issonão ocorre, na maioria das vezes o aluno é tomado por um sentimento de inferioridade, queconseqüentemente acaba por caracterizar o fracasso escolar. Sisto (2007) aponta que: As dificuldades para aprender aparecem nas crianças sob distintas formas, e é muito difícil encontrar uma pessoa que não teve dificuldades em aprender alguma coisa algum dia em sua vida, algumas crianças chamam a atenção devido ao fato de estarem atrasadas ou defasadas em determinadas tarefas específicas como escrita, se comparadas com seus colegas de classe ou idade, ou uma dificuldade geral, quando a aprendizagem é mais lenta do que a média das crianças em uma serie de tarefas. (p.63)
  13. 13. Dessa maneira, podemos dizer que várias situações podem atrapalhar a aprendizagem. Neste sentido,Souza (2001, p. 25) comenta que “A criança é suscetível aos fatores externos que provavelmente sechocam com sua fragilidade interna, prejudicando seu aprendizado”. Visto assim, a falta de motivaçãopode este relacionado com inúmeras circunstâncias. Bossa (2000) enumera algumas: (...) Uma criança pode não aprender por que não sabe lidar com as leis e regras da vida. Uma criança pode não aprender por que seus pais, na tentativa de acertar, erraram por não estabelecer regras e limites (...) uma crianças pode não aprender porque esta na escola onde a forma de ensinar, não esta de acordo com sua forma de aprender. Uma criança pode não compreender a importância do que está sendo ensinado na escola, por que o professor não lhe mostra como utilizar aquele conhecimento na vida (...). Assim percebemos que a não – aprendizagem dos alunos exige uma profunda reflexão sobre as formas de ensino, pois quando tratamos de dificuldades de aprendizagem precisamos compreender o aluno como um ser completo que pensa, tem medo, tem alegrias e tristezas. (p. 59)Diante desse contexto, percebemos que a não – aprendizagem das crianças pode esta ligada a uma gama de atributos e características, onde devemos levar em conta inúmeras possibilidades, por isso é importante que exista uma preocupação, em diagnosticar precocemente a causa dos problemas de aprendizagem, pois o quanto mais cedo for detectadao as dificuldades, menores serão as resultados negativos na vida destes alunos. E a escola como instituição de ensino, precisa esta organizada de forma que a criança possa aprender com prazer, a fim de utilizar seus conhecimentos em todas as dimensões da sua vida. Santos (2002) argumenta que: Tomemos a alfabetização como um processo em permanente construção que não se reduz a técnicas de decodificação mecânica, adquirida através da organização de padrões regulares de correspondência entre som e grafema, mas é um momento de reordenação de estruturas que servirão de suporte para que a criança se aproprie de significado de sentido, dominando paulatinamente suas funções e usos sociais. (p.40)Neste aspecto, a escola enquanto espaço institucional, precisa realizar atividades que promovam aconstrução de conhecimento, e para muitos estudiosos as cantigas de roda é uma forte aliada naformação do aluno. De acordo com a reflexão de Faria (2001) “A música está presente em todos oslugares e no ambiente escolar não é diferente.” Desse modo, vemos que a prática de atividades queenvolvam canções é de suma importância na formação e no desenvolvimento da criança, afinalsabemos que a presença da música na vida dos seres humanos é indiscutível, desde cedo à criançademonstra interesse por ritmos e sons musicais, a receptividade a música na criança, acontece quandoela entra em contato com o universo sonoro que a cerca, isso acontece desde antes do seu nascimento.
  14. 14. De acordo com Angotti, (1996, p.157) Musicalizar é construir o conhecimento musical humano,possível de ser realizado em casa e na escola, desde os primeiros meses de vida de um bebê ainda noútero materno.Desta forma, percebemos que os momentos de utilização das cantigas de roda, precisam ser levadosem conta, pois a música em si é uma rica atividade lúdica e essa prática é muito significante nodesenvolvimento e formação dos alunos, mas para que esse método ocorra de fato, o educador tempapel fundamental nesse processo, pois é ele o norteador, ou seja, faz a mediação no processo deaprendizagem, planejando e disponibilizando os recursos didáticos, além disso, a escola deve serpercebida como um lugar que proporcione prazer e alegria, mas para que esse objetivo seja alcançadoé imprescindível que os professores repensem o conteúdo e a sua técnica pedagógica.Nestas circunstâncias, o educador não deve estar sozinho ele deve procurar envolver a escola e acomunidade, e assim compartilhar os problemas com as crianças que estão incluídas em grupos queapresentem dificuldades em aprender, procurando uma alternativa que busque facilitar o sucessoescolar desses indivíduos.Por esta razão, achamos que as cantigas de roda são fortes aliadas nas atividades pedagógicas,especialmente pelo fato de estarem intimamente relacionadas com a ludicidade, essas músicas além defavorecer a relação da criança com o lúdico de forma natural e prazerosa, favorecem também aaprendizagem. Faria (2001) define que a música é um importante fator de aprendizagem, pois acriança desde pequena já ouve música na qual muitas vezes é cantada pela mãe ao dormir conhecidacomo cantigas de ninar.As cantigas de roda consistem em atividades de extrema importância para o auxilio da aprendizagem,Rosa (1990, p.27) afirma que a simples atividade de cantar uma música proporciona à criança otreinamento de uma série de aptidões importantes. Oferecem aos alunos experiências reais e concretas,experiências essas indispensáveis para o desenvolvimento e aprendizagem, por intermédio do lúdicoos alunos se habilitam para distintas circunstâncias da vida, aprendendo valores culturais do cotidiano,interagem com os colegas, aprendem a superar desafios, enfim exerce seu papel em quanto individuo,além de ajudar na participação social e afetiva, a criança se comunica tem acesso a informação econsegue se expressar melhor.
  15. 15. Apesar de todas essas considerações, em alguns momentos as atividades que abrangem a música sedeparam com muitas dificuldades para acontecer com resultados significativos. Sobre esta questãoSantos (2000) reflete que: Pela análise da realidade educacional concluímos que nas instituições infantis as atividades lúdicas são pouco exploradas, e mesmo quando são realizadas, não lhes é dado o valor que elas merecem. Os alunos não são instigados por atividades musicais e os professores pouco motivados e muitas vezes sem formação adequada acabam deixando ausente a música no ambiente escolar (p.09).Assim, ao longo da história da educação, a música principalmente as cantigas de roda vem atendendoa muitos objetivos, tendo cada vez mais lugar de destaque nas propostas pedagógicas, mais na suamaioria com finalidades comportamentais e atitudinais como ir ao recreio, lavar as mãos, entrar e sairda sala de aula, nas datas comemorativas sem nenhum objetivo, na recreação, cantando e dançandotendo uma maior utilização da musica no aspecto de expressão corporal e artística. Ainda citandoSantos(2000) a autora afirma que: É preciso, portanto que tais currículos sejam repensados, dando a estes uma visão de criança, jogo, brinquedo, desenvolvimento e aprendizagem. Estas características oportunizarão a seus egressos a descoberta da própria ludicidade, levando – os a desenvolver nas crianças a alegria de entender a escola como um espaço, acima de tudo prazeroso.(p.61)Com isso, devemos levar em conta que esse tipo de atividade, está cada dia mais presente na vidaescolar, e devemos ter preocupação de apresentar a sua aplicação de forma correta, de maneira, que amúsica não seja banalizada apenas a momentos de recreação.A música é um recurso cultural e instrumental próxima a todas as pessoas, como aponta o ReferencialCurricular Nacional para Educação Infantil: “A música esta presente em diversas situações da vidahumana. Existe música para adormecer, música para dançar, para chorar os mortos, para conclamar opovo a lutar”. (pág. 47,1998 vol.03).Dessa forma, vale lembrar que a musica é um incomparável beneficio para a formação, odesenvolvimento e equilíbrio da personalidade das crianças. Na sociedade contemporânea, professores
  16. 16. e alunos são igualmente influenciados pelas sugestões da mídia. Porém, na escola é preciso dar ascrianças o acesso as músicas de boa qualidade.Assim, a música em particular as cantigas de roda, proporcionam as crianças possibilidades depropagar seus pensamentos, por meio da letra e do movimento da canção. O contato musical permiteuma integração intensa, rica e satisfatória sendo associada com a cultura e a emoção. Para Bréscia(2003, p. 81) [...] O aprendizado de música, além de favorecer o desenvolvimento afetivo da criança,amplia a atividade cerebral, melhora o desempenho escolar dos alunos e contribui para integrarsocialmente o individuo.Desse modo, partindo da compreensão das reflexões mencionadas, surgiu a seguinte questão:Identificar como os professores da Escola Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro utilizam ascantigas de roda em sala de aula? Diante desta inquietação apresentamos o objetivo de nossa pesquisaque é: Analisar as concepções que os professores da series iniciais têm sobre a utilização das cantigasde roda como recurso para aprendizagem.A escolha desse tema brota na expectativa de tornar as experiências vividas uma realidade, auxiliandoas crianças com déficit de aprendizagem de maneira lúdica, pois, através das cantigas de rodapodemos efetivamente, oferece ao aluno uma forma mais prazerosa e dinâmica. Para tanto, a escola etodos os profissionais envolvidos devem colaborar para que esses alunos, que estão incluídos emgrupos que tenham algum tipo de dificuldades em aprender, possam reconquistar uma imagem desucesso, sempre considerando o ritmo que cada criança tem. E para este trabalho se tornar relevanteserá necessário que os professores como facilitadores da aprendizagem visem novas reflexões sobresua Prática Pedagógica, tornando assim a alfabetização um processo que possibilite o aprendizado e odesenvolvimento social da criança.Estas contribuições poderão nos desafiar a criar novas estratégias de intervenção, por perceber, aimportância que a música tem na aprendizagem, mostrando que a mesma não é simplesmente umaagregação de sons e palavras, mas sim um rico instrumento que pode fazer a diferença nas escolas,pois ela desperta os alunos, para um mundo prazeroso e satisfatório, além de facilitar a aprendizagem ea socialização dos mesmos.
  17. 17. As atividades que envolvam a ludicidade não devem ser vista apenas como momentos de distração oupassatempo, mas momentos cheios de significação e que possam ser empregados e interpretados comoforma de colaborar para o avanço da educação. CAPITULO II2.1 CONCEPÇÕES DE APRENDIZAGEM
  18. 18. Entendemos por aprender como algo inerente ao comportamento, através da aprendizagem,adquirimos informações essenciais para viver. Aprendemos desde como nos comportar, diante daspessoas, até como se vestir, calçar sapatos, pentear cabelos ou mesmo acontecimentos mais complexoscomo respeito, amor e aprender a ler e escrever. Estas colocações nos acarretam a pensar sobre aspeculiaridades da aprendizagem. Como ressalva Feil (1990, p.16) O Processo de aprendizagem émuito complexo por que nele implicam não só capacidade intelectual, mas também fatores de ordemsocial, emocional, perceptual, física e psicológica.A aprendizagem ainda é vista como uma modificação constante do comportamento por conseqüênciada prática que se apresenta através de gestos da vida social do individuo. Para Dutra (2000, p. 15) “Aquestão é que aprender não é apenas – nem principalmente – apropriar-se de conteúdo, mas modificaro comportamento. Dizemos que determinado individuo aprendeu algo quando seu comportamento foimodificado”.Pensando nesta questão podemos dizer que cada pessoa aprende de maneira distinta, pois convivemoscom a diversidade. “O jeito de cada um aprender o mundo é individual", explica Rego,( 2001, p.25).Ainda sobre esta discussão Derval (2001 p.54) ressalta que “Os indivíduos aprendem de maneirasmuito diferentes em função de seus interesses, de suas possibilidades e das situações em que seencontram.”Pérez e Garcia (2001 p.45) refletem que: “Assumir que a educação é um meio de favorecer nas jovensgerações a compreensão e a transformação de sua realidade social e pessoal significa que qualqueratividade educativa realizada na escola ou fora dela não – pode nem deve resumir-se a uma simplestransmissão de informação”.Nas concepções expostas neste capítulo percebemos que a maioria dos teóricos aspira umaaprendizagem visando além do aprendizado escolar. Pérez e Gárcia (2001, p.42) complementam que“Sem Dúvida, a aprendizagem da escrita alfabética implica algo mais do que a mera aprendizagem deum conjunto de signos (...) é ensinar quem está aprendendo a escrever a pensar de novo a linguagemem sua totalidade de uma maneira completamente nova (...)”
  19. 19. Diante de toda essa reflexão sobre aprendizagem, é importante lembrar que muitas criançasmanifestam dificuldades na aprendizagem escolar, e Moraes (1997, p.30) defende Que “Todas ascrianças tem possibilidades para aprender e gostam de fazê-lo e, quando esta não ocorre é por quealguma coisa na verdade não está indo bem.” Partindo deste olhar é evidente que toda criança é capazde aprender, mesmo sofrendo limitações ou estando em qualquer idade e se alguém não aprende, épreciso averiguar a ação de quem ensina, pois muitos professores acreditam ainda que todos os seusalunos sejam iguais, não levando em conta o que cada educando sabe. Santos (2002) acredita que: Educar não se limita a repassar informações ou mostrar apenas o caminho, aquele caminho que o professor considera o mais correto, mas ajudar a pessoas tomar consciência de si mesma, dos outros e da sociedade. É aceitar–se como pessoa e saber aceitar os outros. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo e com as circunstancias adversas que cada um irá encontrar. Educar é preparar para a vida. ( p.11 ,12)Assim, o processo da não aprendizagem das crianças demanda uma intensa reflexão sobre as formasde conceber o ensino dos professores e a aprendizagem dos alunos. Scoz (1994, p. 22) (...) reforça quede que os problemas de aprendizagem não são restringíveis nem as causas físicas ou psicológicas, nema analise das conjunturas sociais. É preciso compreendê-las a partir de um enfoque multidimensional,que amalgame fatores orgânicos, cognitivos, afetivos, sociais e pedagógicos, percebidos dentro dasarticulações sociais.2.1.1 DEFININDO DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM As dificuldades de aprendizagem, como o próprio nome insinua, referem-se aos problemas apresentados por alguns alunos de assimilar conhecimentos, acarretando deste modo, o baixo rendimento escolar. Segundo a literatura, essas dificuldades caracterizam-se por um conjunto estruturado de argumentos contraditórios e, apesar do conceito oferecer diversas definições ainda apresenta caráter duvidoso. Muitos são as definições e conceitos para entender a real causa que explique as dificuldades de aprendizagem. Porém, para conhecer em uma criança a dificuldade de aprendizagem, se faz necessário primeiramente entender o que é aprendizagem e quais os fatores que nela interferem.
  20. 20. Assim, fala-se que a aprendizagem é um processo complexo que se realiza no interior do indivíduo ese manifesta em uma mudança de comportamento. E, para saber se houve ou não a aprendizagem ese o individuo “sofre” de dificuldades de aprendizagem é necessário um diagnóstico claro e preciso,onde se percebam fatores evidentes e que sejam relativamente permanentes.Nesse sentido, é necessário que tentemos determinar a que fazer referência com tal expressão ouetiqueta diagnóstica, de modo que se possa correlacionar com outros termos, tais como,“necessidades educativas especiais, inadaptação, déficit socioambiental”.Em síntese, só é procedente falar em dificuldades de aprendizagem quando fizer referência a alunosque têm um quociente intelectual normal, ou muito próximo da normalidade ainda superior,possuem ambiente sócio-familiar normal e não apresentam deficiências sensoriais nem aficçõesneurológicas significativas.Assim, é pertinente assinalar como elementos de definições mais relevantes que a criança comtranstornos de aprendizagem tem uma linha desigual em seu desenvolvimento cognitivo, seusproblemas de aprendizagem não são causados por pobreza ambiental e os que apresentam não sãoresultantes de atraso mental ou transtornos emocionais.Santos (2001, p. 51) considera dificuldade como “aquilo que atrapalha fazer alguma coisa”; eaprendizagem como “o processo de ser levado a aprender”. Assim pode-se observar que dificuldadesde aprendizagem referem-se a algo que atrapalha o processo de aprender.Sisto (2001) acredita que as dificuldades de aprendizagem, interpretadas de forma unitária foram eestão consideradas em transtorno relacionado à linguagem – fala, compreensão, leitura,soletramento, causado neurologicamente produto de uma rede complexa de interações sociais.Strick e Smith (2001) definem as dificuldades não a um único distúrbio, mas a uma ampla gama deproblemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico. As dificuldades são definidas
  21. 21. como problemas que interferem no domínio de habilidades escolares básicas e elas só podem serformalmente identificadas até que uma criança comece a ter problemas na escola.As crianças com dificuldades de aprendizagem enfrentam muitos obstáculos na escola, contudo,também são capazes de construir conhecimento. São curiosas e querem aprender, mas inquietação eincapacidade de prestar atenção tornam difícil explicar qualquer coisa a elas. Segundo Smith (2001,p. 146) dificuldades de aprendizagem são “problemas neurológicos que afetam a capacidade docérebro para entender, recordar ou comunicar”.É imprescindível questionar se, de fato, a criança apresenta dificuldades de aprendizagem ou se seurendimento não satisfaz às expectativas do professor ou da escola, e que, sobretudo, as crianças comdificuldades de aprendizagem não são crianças incapazes, apenas apresentam alguma dificuldadepara aprender. Nesse sentido, cabe à escola desenvolver mecanismos para resgatar a confiança dacriança nas suas reais possibilidades, a fim de que ela possa adquirir um bom conceito de si mesma econsiga trabalhar com suas dificuldades.Guerra (2002) pondera que crianças com dificuldades de aprendizagem não são deficientes, não sãoincapazes, apenas demonstram dificuldades para aprender. Portanto, Incapacidades de aprendizagemnão devem ser confundidas com Dificuldades de aprendizagem.Smith (2001) ressalta ainda como causa das dificuldades de aprendizagem, a ausência de estímulosdas habilidades básicas necessárias à alfabetização, os métodos de ensino inadequados, problemasemocionais, falta de maturidade para aprender.No ponto de vista de Koehler (1984), dificuldade de aprendizagem é: uma desarmonia dodesenvolvimento, normalmente caracterizada por uma maturidade psicomotora que incluiperturbações nos processos receptivos, integrativos e expressivos das atividades simbólicas (p. 228).Existem sete importantes fatores fundamentais para que a aprendizagem se efetive, são elas: saúdefísica e mental, motivação, prévio domínio, maturação, inteligência, concentração ou atenção ememória. Assim, a ausência de um desses fatores pode ser a causa dos insucessos e das dificuldadesde aprendizagem que irão surgindo.
  22. 22. Pode-se destacar algumas das principais causas das dificuldades de aprendizagem como: causas físicas, sensoriais, neurológicas, intelectuais ou cognitivas, socioeconômicas e emocionais, sendo a última uma das principais causas que dificultam a aprendizagem; por tratar de questões que afetam a auto-estima, a autoconfiança, a motivação, podendo conduzir o afastamento, crises de ansiedade, estresses e até mesmo depressão. Muitas vezes, as dificuldades de aprendizagem são reações compreensíveis de crianças neurologicamente normais, porém, obrigadas a adequar-se às condições adversas das salas de aula. Podemos ver na diagnose diária, muitas crianças sensíveis e emocionalmente retraídas que passam a apresentar dificuldades de aprendizagem depois de submetidas a alguma situação constrangedora não percebida pelos demais. Diante de todas estas dificuldades é importante citar que, todos os profissionais envolvidos na educação necessitam ter um olhar desafiador com as crianças que estão adicionadas em grupos com baixo rendimento escolar, avaliando que cada um apresenta seu ritmo. Nessa perspectiva comprometer-se com as dificuldades de aprendizagem é basicamente, assumir o compromisso com a qualidade de vida daqueles que, por determinado motivo não conseguem aprender.2.1.2 AS CANTIGAS DE RODA COMO RECURSO PARA A APRENDIZAGEMQuando a criança chega pela primeira vez na escola, já traz uma série de conhecimentos, mas durantealgum tempo pensou-se, que a criança, para ser alfabetizada teria que desenvolver certas aptidões epossuir pré-requisitos. De acordo com as palavras de Ferreiro e Teberosky (1999, p.291) (...) Nenhum sujeito parte do zero ao ingressar na escola de ensino fundamental, nem sequer as crianças de classe baixa, ,os desfavorecidos de sempre. Aos 6 anos, as crianças “sabem” muitas coisas sobre a escrita e resolveram sozinhas numerosos problemas para compreender as regras da representação escrita.
  23. 23. A cobrança de que a criança se alfabetize em delimitado espaço de tempo, dentro de regras, motivou eainda provoca graves dificuldades de aprendizagem, muitas vezes coligada à metodologia escolar enão a questão particular do aluno.Weiss (2002, p.96) nos alerta para esta questão, afirmando: ”O desrespeito ao ritmo de construção dacriança no ler no escrever pode criar uma dificuldade que se avoluma como “bola de neve”, podemoschegar a estancar o seu processo de verdadeira alfabetização. Ela começa a apelar exclusivamente paraa memória , a partir de um certo ponto passa a não caminhar mais, ou mesmo a se recusar a cumprirqualquer tarefa relacionada à escrita e a leitura”.É papel da escola, educar as crianças de maneira a proporcionar e instigar a aprendizagem da leitura eda escrita, de modo a diminuir as histórias de fracasso e permitir o sucesso desses alunos. De acordocom Ferreiro (2004, p. 57) o conjunto de conhecimento que um indivíduo adquire no curso de seudesenvolvimento depende das exigências do meio da cultura em que cresce.Entende-se que a ação da alfabetização acontece num espaço social. Entretanto estes aprendizados e oselementos sociais não são aceitos passivamente pelas crianças. Elas reelaboram o que é conhecido,considerando o objeto como se fosse seu, atribuindo-lhe identidade. Ainda citando Ferreiro, a autoraafirma que a Alfabetização é um processo pelo qual o aprendiz coloca em jogo tudo o que sabe fazrelações, observa, organiza e duvida de seus conceitos.Assim, as Cantigas de roda proporcionam primorosas condições de aprendizagem, para os alunos emfase de alfabetização, pois, trata-se de um texto simples e acessível, onde o aluno aprende e constróisua identidade com bastante facilidade. Freire (1996, p. 46) destaca “A importância doreconhecimento da identidade cultural tanto no ato de ensinar quanto no ato de aprender, comofator que contribui na prática educativo-crítica para o sujeito .assumir-se como ser social ehistórico, como ser pensante,comunicante(...) “ Visto que a música traduz sentimento e ações,promove ocasiões de alegria e descontração. Angotti (2006, p.158) Destaca que Incentivá-lo a brincarde roda, conhecer cantigas e também os clássicos ora para relaxar, ora para alegrar, pode levá-lo a umapaixão pela música e propiciar-lhe um elemento facilitador na hora do aprendizado da leitura e daescrita, pois especialistas afirmam que, a familiaridade com textos conhecidos e apreciados pelascrianças facilita a aprendizagem. Cauduro (1989, p. 14) diz que:
  24. 24. A implantação de novas estratégias lúdico-musicais e suas múltiplas facetas como o canto, os folguedos cantados, o movimento ritmado e expressivo, a percussão corporal e instrumental, a improvisação e declamação ritmada, contribuem no desenvolvimento ensino-aprendizagem, por ser nesta etapa da vida escolar que suas percepções, sua atenção e sua memória estão mais receptivas a todo tipo de estímulo e informação.Ante o procedimento de construção da leitura e escrita, as cantigas de roda na sala de aula, quandobem orientada, trazem resultados importantes, transformando-se numa forte aliada dos professores ealunos das series iniciais. As letras das músicas por sua vez, desempenham uma função particular, quena maioria das vezes encontra boa aceitação por parte dos alunos. Para Bréscia (2003) : A musica é um processo facilitador na construção do conhecimento, que tem como objetivo despertar e desenvolver o gosto musical, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso rítmico, do prazer de ouvir música, da imaginação, memória, concentração, atenção, autodisciplina, do respeito ao próximo, da socialização e afetividade, também contribuindo para uma efetiva consciência corporal e de movimentação. (p.14)As atividades com cantigas de roda permitem que a criança conheça melhor a si mesma,desenvolvendo-a em muitos aspectos, e também permitem a comunicação com o outro. Para Gainza(1988 p.33), a música é um elemento de fundamental importância, pois movimenta, mobiliza e porisso contribui para a transformação e o desenvolvimento.As cantigas de roda são textos musicais que comportam tanto o uso da leitura convencional, comotambém ajudam a ajustar o texto falado a escrita, pois são escritos de fácil memorização e de simplescompreensão e apreciação por parte daqueles alunos que ainda não estão completamente alfabetizados,encorajando-os a ler e escrever mesmo sem dominarem convencionalmente estas habilidades, o quecompõe práticas fundamentais para a reflexão do funcionamento da linguagem escrita. Conformeevidencia Jeandot (1990 p. 20) música é linguagem. Assim devemos seguir em relação à música, omesmo processo de desenvolvimento que adotamos quanto à linguagem falada, ou seja, devemosexpor a criança à linguagem musical e dialogar com ela sobre e por meio da música. ConformeMattos (1998) coloca: Com uma linguagem própria, descobrindo e repetindo sons, cantando, criando ritmos e melodias numa brincadeira prazerosa, a criança constrói o seu processo musical, servindo-se dele para compreender e expressar criativamente suas sensações, sentimentos e idéias sobre o mundo. (p.26)
  25. 25. Em outras palavras, somente se faz com vontade de aprender, aquilo que fazemos com empenho e nosgera desafios. Quando as tarefas com leitura e escrita são dinâmicas e tem uma intenção real oalfabetizando tende a fazer espontaneamente. "As crianças são facilmente alfabetizáveis, desde quedescubram, através de contextos funcionais, que a escrita é um objeto interessante que merece serconhecido". (Ferreiro, 1993,p.25)E para que haja sucesso nestas atividades, a primeira etapa se dá com a seleção da música, que podeacontecer de maneira democrática com a participação ativa dos alunos. Lembrando que essa escolhadeve estar compatível com o nível de aprendizagem das crianças. Para Faria (2001, p. 24), “A músicacomo sempre esteve presente na vida dos seres humanos, ela também sempre está presente na escolapara dar vida ao ambiente escolar e favorecer a socialização dos alunos, além de despertar neles osenso de criação e recreação”.E na procura de conseguir almejar uma aprendizagem com qualidade, para os nossos educandos, épreciso antes de tudo despertá-los para o universo das palavras, como despertamos o desejo de tomarparte das brincadeiras preferidas deles. Assim aprender a ler e escrever, pode ser tão fascinante, quantobrincar. E as cantigas de roda, sem hesitação nenhuma, necessitará fazer parte dessa atmosfera,tornando esse período um momento sublime na vida do alfabetizando.2.2 A HISTÓRIA DA MÚSICA E A SUA UTILIZAÇÃO NA APRENDIZAGEM A música é uma demonstração exteriorizada dos sentimentos internos. Talvez por este motivoconsecutivamente, sempre esteve presente na história da humanidade. Não ha registros que possamprecisar o aparecimento da música, os historiadores divergem quanto a sua origem. Alguns crêem quea própria tenha aparecido sob formato de dança em cerimônias sagradas por meio dos quais os homenspré-históricos imitavam os ruídos da natureza e dos animais.Jeandot ao fazer uma retrospectiva histórica aponta que Pitágoras, por exemplo, partindo de uma idéiados egípcios, desenvolveu uma teoria segundo a qual cada planeta movendo-se no espaço emitiria umdeterminado som... Na Grécia Antiga, música expressava a “arte das musas” representava a harmonia
  26. 26. universal. Platão chegou a afirmar: “música é a expressão da ordem da simetria que através do corpo,penetra na alma e em todo o ser, revelando-lhe a harmonia de sua personalidade”. Darwim, biólogo,acreditava que a música deriva dos gritos dos animais. E assim o tempo foi passando e a música seestabeleceu dentro do contexto social nas cerimônias de coroamento, casamento, guerra, trabalho elazer.A mesma autora revela ainda que a música não nasceu das reflexões de Pitágoras... Ela é o resultadode longas e incontáveis vivencias individuais com a música e de civilizações musicais diversas. (1990,p.15)Buscando a história brasileira da música descobre-se que os índios a utilizavam em assuntos religiosose episódios solenes. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os jesuítas começaram a catequizar osíndios fazendo o uso de sua música.A música brasileira foi enriquecida com a chegada dos escravos africanos, que tinham nas cançõestraços intenso de sua cultura, mas foram os portugueses que influenciaram a música brasileira.A autora continua sua retrospectiva histórica afirmando que “Foi necessário muito tempo para quesurgisse um gênero musical que pudesse ser reconhecido como brasileiro e popular, composto porautores conhecidos, divulgados por meio gráficos.A origem da música brasileira se deu pela miscelânea de três músicas distintas: a portuguesa, africanae indígena. Ainda de acordo com Priori (2000, pg. 245) é principalmente a partir do século XIX, como ingresso de levas de imigrantes no país que, além da miscigenação étnica e a aquisição de hábitos ecostumes diferentes, muitas brincadeiras, principalmente as cantigas de roda... Se incorporam aobrincar das crianças brasileiras.A música é algo que esta associada à cultura e as tradições de um povo e de sua época, e por isso émuito complexo definir com exatidão o que seja música. O seu conceito pode varia de cultura paracultura. Para Ferreira (2006, p. 477), a música é definida como a “Arte e Ciência de combinar os
  27. 27. sons de modo agradável ao ouvido”. Brito (1998, p.45) define a música como a “linguagem que setraduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos epensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo do som e o silêncio.”Como podemos observar à música indiscutivelmente, está presente em nossas vidas, e ao longo dotempo, desempenha inúmeras funções. Segundo Stefani (1987 p.35), “a música afeta as emoções, poisas pessoas vivem mergulhadas em um oceano de sons. Em qualquer lugar e qualquer hora respira-se amúsica, sem se dar conta disso.Mesmo que possamos falar de música com muita propriedade, sem necessariamente nos basearmos emdados precisos e sim como algo que a música produz. Gainza (1998, p.22) observa que “A música e osom, enquanto energia estimula o movimento interno e externo no homem, impulsionando-o a ação epromovem nele uma multiplicidade de condutas de diferentes qualidades e graus.” Considerando amúsica como uma atividade vinculada a situações particulares, que nos auxilia a entendê-la não apartir de conceitos, mas a partir dos sentimentos que ela traduz. Faria (2001, p. 4), reflete que “Amúsica passa uma mensagem e revela a forma de vida mais nobre, a qual, a humanidade almeja, elademonstra emoção, não ocorrendo apenas no inconsciente, mas toma conta das pessoas, envolvendo-as trazendo lucidez à consciência”.Como vimos à música é algo constante na vida da humanidade, pode-se confirmar isto, em todos osregistros do curso da história, As canções na vida do seres humanos são tão importantes, pois, sãoelementos que auxilia no bem estar das pessoas. Por isso no contexto escolar a música tem a finalidadede ampliar e facilitar a aprendizagem do educando, para Gainza (1988, p.33), “A música é umelemento de fundamental importância, pois movimenta, mobiliza e por isso contribui para atransformação e o desenvolvimento...” por isso vemos a música como um meio de incentivar criançaaprende brincando, pois ela pode por meio de cantigas e ações, aprender que alegrias e tristezas,conquistas e perdas, coragem, medo e dificuldades podem ocorrer, mas que também podem sersuperadas.2.2.1CANTIGAS DE RODA SUA ORIGEM E IMPORTÂNCIA PARA A EDUCAÇÃOAs origens das cantigas de roda são diversas, na sua grande parte esse tipo de música é de caráterimigratório. Podemos confirmar isto nos vestígios encontrados nas próprias letras das canções. Para
  28. 28. Garcia (1992, p.35), a maior parte do repertorio de canções, é de origem Lusitana. No entanto, ainfluência Francesa também se faz presente em algumas cantigas.As cantigas de roda são poesias e poemas cantados em que a linguagem verbal (o texto), a música (osom), a coreografia (o movimento) e o jogo cênico (a representação) se fundem numa única atividadelúdica (Martins, 2003, p 27). Introduzidas nas escolas no Brasil pelos povos colonizadores,principalmente pelos povos portugueses, as cantigas de roda foram sendo modificadas e adaptadas aocontexto brasileiro através do tempo, e inicialmente eram difundidas como uma atividade tipicamentede meninas e durante muito tempo foi às principais atividades lúdicas das crianças, sendo muito usadaem todo o território nacional. Felinto (2000) constata que "cantigas e rodas infantis conhecidas desde oséculo XVII resistem, da mesma forma ou com algumas adaptações, nas cinco regiões do Brasil,ajudando as crianças a entender o mundo".Ao longo do tempo esse passatempo ajudou a transmitir lendas, histórias e culturas, além defortalecer os elos afetivos e culturais, as cantigas de roda também asseguraram um vinculoafetuoso de muitas gerações que cantaram e dançaram juntas apesar da mudança dos tempos.Estas canções podem ser muito apreciadas pelas crianças, pois sua maioria são de versos simples.Jeandot (1990, p.67) afirma que nosso repertório cultural é muito vasto em cantigas de roda. Amovimentação, o canto e o ritmo podem ser simples ou complexos, mas sempre agradam as crianças.O fato é que essas canções populares fazem parte da cultura espontânea e nos foram transmitidasoralmente através de várias gerações. No Dictionaire Pratique et Historique de la Musique de MichelBrinet, por exemplo encontramos a seguinte definição de música Popular:”Peças conservadas namemória do povo, em diversos países e cuja origem é algumas vezes, muito antiga.” Cascudo (1988,p.600). Essas músicas consistem em uma rica atividade para o trabalho pedagógico, além de ser umaforma inteligente na hora de trabalhar aprendizagem da criança e seu desenvolvimento. Os parâmetrosCurriculares Nacionais propõem uma articulação do ensino com a cultura popular tornando assim asatividades com cantigas de roda ainda mais significativa.Dessa forma, as cantigas de roda apresentam uma contribuição para que a criança tenha uma interaçãocom o mundo e com os indivíduos ao seu redor. Do ponto de vista pedagógico, as estas cançõesinfantis são consideradas completas: brincando de roda a criança exercita naturalmente o seu corpo,desenvolve o raciocínio e a memória, estimula o gosto pelo canto. Poesia, música e dança unem-se em
  29. 29. uma síntese de elementos imprescindíveis a educação global. Quanto a isso Santos, (2002 p.55)evidencia que. As atividades lúdicas são indispensáveis à criança para a apreensão dos conhecimentos musicais, do desenvolvimento cognitivo, além de possibilitarem o desenvolvimento da percepção, da imaginação, das fantasias e de sentimentos, onde jogos e brincadeiras podem ser uma maneira prazerosa de experimentar novas situações e ajuda - lá a compreender e a interagir mais facilmente com o mundo cultural e estético.. Nas mais diversas culturas, as crianças brincam ao som de músicas envolvendo gestos,movimentos, cantos, danças, estabelecendo relação consigo mesma com o outro e com omundo. É interessante observar a grande influência que a música exerce sobre a criança. É por issoque jogos ritmados, próprios dos primeiros anos de vida, devem ser trabalhados e incentivados.Jeandot (1990, p. 20). Enfim a música garante às crianças momentos de alegria, descontração,ao mesmo tempo em que proporciona a aquisição de habilidades, atitudes e conceitosreferente à linguagem musical e a outros conteúdos.2.3 O PROFESSOR E AS CANTIGAS DE RODAO debate em volta dos professores e suas práticas são marcadas pela intensa tentativa de reconstruçãoe reflexão sobre ela, o docente em hipótese nenhuma poderá ser acomodado, pois, os alunos precisamdo acompanhamento constante do mediador, já que seu papel essencial é auxiliar o aluno no processode aprendizagem. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997, vol. 2,): Toda educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade e de uso eficaz da linguagem que satisfaça necessidades pessoais que podem estar relacionadas às ações efetivas do cotidiano,à transmissão e busca de informação ao exercício da reflexão. (p.30)O educador que escolhe trabalhar com as Cantigas de roda na sala de aula precisará, antes de tudodesenvolver sua criatividade, de forma que lhe dê a perceptibilidade dos objetivos e da metodologiaplanejada. Em seguida, respeitar o amadurecimento e o desenvolvimento dos alunos em cada etapa,bem como as diferenças sociais, religiosas e culturais presente entre as crianças. Segundo Santos(2002, p.12) A Ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista
  30. 30. apenas como uma diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, odesenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora com uma boa saúde mental, prepara para umestado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção doconhecimento.Nos primeiros anos de vida escolar da criança, o trabalho envolvendo cantigas de roda deverá sernorteado por meio das atividades lúdicas, com intenção de cooperar para o desenvolvimento dapercepção e atenção, além de ocasionar a interação entre a criança e o meio social. As cantigas deroda, os ritmos embalados por gestos e movimentos precisam ser componentes da rotina pedagógicado professor.Escolher letras de música apropriadas à faixa etária e a maturidade dos alunos necessita serpreocupação constante do professor. Letras complicadas e que exigem muitos gestos podemcomprometer a qualidade da atividade musical por exigir das crianças demasiada atenção parainterpretar e ter que parar de cantar para acompanhar os gestos.As cantigas de roda permitem a vivencia de atividades interessantes, assim como a musicalidade dashistórias, os contos de fadas e literatura infantil são grandes aliados aos professores, pois se orientandopelas imagens dos livros o educador mostrará aos alunos os sons representados nas figuras. Essasugestão consegue despertar a atenção e o desenvolvimento e para que essa proposta aconteça comsucesso é recomendável o uso de vasto repertório com canções populares, cirandas, rodas, musicasregionais e do cancioneiro infantil. Rosa (1990) destaca: A importância do educador proporcionar momentos onde a criança descubra, analise e compreenda os ritmos do mundo, através da observação e do contado com instrumentos musicais, com a dança, com o folclore, etc. Deve estar atento a valorizar todas as formas de expressão escolhidas pelas crianças, pois a mesma comunica-se principalmente através do corpo.( p.22)Por tanto as atividades que envolva as cantigas de roda devem ser apresentadas também em textos,pois o escrito unido ao cantado abre possibilidades para o imaginário, auditivo, criativo e sentindo acanção, a criança deixa sensibilizar-se e encantar-se pelas atividades que envolvam a música.
  31. 31. A organização do tempo e do espaço é fator fundamental para o exercício de atividades com música. Otrabalho com cantigas de roda apóia e valoriza a expressão musical, além de aumentar a autonomia dascrianças, esse tipo de atividade pode ser realizado cotidianamente E de acordo com a idade eexperiência musical que a criança vem acumulando pode-se inserir nas atividades com música aconfecção de instrumentos. Segundo Weigel, (1988): Criar é o ato de originar alguma coisa. Ser criativo é viver adaptando formas de expressões as necessidades da vida. O processo criativo está em desenvolvimento quando somos capazes de criar ou recriar determinadas situações com a qual nos deparamos. Para estimular a criatividade, é necessário que o professor seja criativo para estimular a criança, podendo auxiliar na reelaboração do pensamento para idéias produtivas. A música por si só contribui para o desenvolvimento criativo (p.188).No trabalho com música, os brinquedos, objetos do cotidiano e instrumentos musicais devem ter lugarde destaque, pois ajudam na capacidade de atenção e concentração, mas vale lembrar que voz é oprincipal recurso para a produção sonora.Dentro desta mesma proposta, o educador poderá direcionar a prática das atividades musicais por meiode projetos pedagógicos e oficinas que interajam vários conhecimentos referente à músicaprincipalmente ao que se referem às cantigas de roda. Angotti (2006, p.161) destaca que quando umadulto experimenta sons, explora a música como linguagem, amplia seu repertório musical, entende aimportância do brinquedo musical(rodas e brinquedos cantados), conseguindo mudar a sua sala deaula.2.3.1 O PROFESSOR E A PRÁTICA PEDAGÓGICAA escola enquanto ambiente que gera construção do conhecimento, busca a realização de atividadesque despertem a atenção e cuidado, no desenvolvimento e na formação do aluno. Segundo Marcellino(1997) A escola pode contribuir muito para o resgate do lúdico na infância. Deve haver nela um trabalho educacional que possibilite o aprendizado e o desenvolvimento infantil explorando, por exemplo, jogos,cantigas e brincadeiras com movimento, para tornar o processo ensino- aprendizagem não só mais agradável como mais eficiente. (p.39)
  32. 32. Para que haja uma maior qualidade no procedimento educativo o professor deve refletir firmemente asua pratica pedagógica e constantemente levar para a sala de aula atividades que se tornem prazerosano cotidiano escolar. Para Santos (2002, p.61) O educador é um mediador, um organizador do tempo,do espaço, das atividades, dos limites, das certezas e das incertezas do dia -a - dia da criança em seuprocesso de construção do conhecimento.As cantigas de roda podem colaborar, por ser uma atividade que promove o desenvolvimento dascrianças, contribuindo muito no processo de ensino e aprendizagem. Por isso, sugerimos como essaprática, pois além de cooperar para o ambiente escolar permanecer mais contente e afetuoso, ofereceuma sensação de calma além de ser um instrumento para auxiliar o aprendizado de várioscomponentes curriculares. Pereira (2002) afirma que trazer a brincadeira para a escola não é umaquestão de “receitas”, pois os educadores precisam se colocar num constante quadro de inquietações,reflexões e revisões de sua prática educacionalO professor pode usar a música de diversas maneiras, em sala de aula levando em conta a importânciado aprendizado lúdico no desenvolvimento e formação dos alunos. Somente desta maneira oseducadores poderão criar situações que possibilitem aos seus alunos condições de construir o seuconhecimento de maneira mais proveitosa e prazerosa. Segundo Mattos (1998): Pensamos uma prática que abra caminhos a um fazer criativo, que propicie a construção de conceitos significativos através do reconhecimento, exploração e utilização de sons e ritmos do repertório natural e cultural, bem como a criação de diversos outros, por meio de jogos e atividades afins. (p. 55)No caso da alfabetização, o professor deverá acompanhar até que ponto as atividades deleitura e escrita estão colaborando para a reflexão da linguagem, e como o aluno estáavançando nesta fase. Estas atividades devem ser acompanhadas e estimuladas, de forma clarae objetiva, não se constituindo somente para fins comportamentais e atitudinais, mas comoatividades, que valorize a música como uma maneira diferente de enxergar as pessoas e omundo. Para Zabala (1998, p.209) “O meio mais adequado para nos informarmos do processode aprendizagem e do grau de desenvolvimento e competência que os meninos e meninas
  33. 33. alcançam consiste na observação sistemática de cada um deles na realização das diferentesatividades e tarefas.” CAPITULO III3. CAMINHOS METODOLÓGICOS A metodologia é entendida como o momento da pesquisa onde se busca os conhecimentos einformações mais detalhada sobre a temática estudada, na perspectiva do alcance de uma possívelresposta para os questionamentos, delineamos caminhos utilizando alguns instrumentos quepossibilitem desenvolver a pesquisa de forma investigadora, com a finalidade de compreender eperceber o significado que os sujeitos dão ao assunto pesquisado.O trabalho apresentado teve como questão fundamental entender Qual a concepção que os professoresdão as cantigas de roda como recurso para aprendizagem. Buscando uma possível resposta utilizamosalguns instrumentos que nos possibilitaram o contato com o ambiente e os sujeitos envolvidos napesquisa3.1 TIPO DE PESQUISAA pesquisa aqui apresentada se caracteriza por qualitativa, pois normalmente este tipo de pesquisatem peculiaridades de investigar os significados que os envolvidos na pesquisa dão ao assunto.
  34. 34. É conseqüentemente uma investigação descritiva que procura por meio de descrições do ambientepesquisado, pessoas envolvidas, ações é fundamental para identificarmos a questão da pesquisa. ParaLudke e André (1986): A pesquisa qualitativa tem um ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento (...) A pesquisa qualitativa supõe o contato direto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo investigada, ia de regras através do trabalho intensivo de campo (p.11)Nessa perspectiva percebemos que esse tipo de pesquisa nos da maior oportunidade depermanecermos em relação direta com os sujeitos pesquisados, proporcionando assim odesenvolvimento amplo da investigação e um resultado que realmente tenha ênfase, achando assim aresposta dos questionamentos.3.2 LÓCUS DE PESQUISAO lócus escolhido para o desenvolvimento da pesquisa foi a Escola municipal Nossa PerpetuoSocorro, localizada na Quadra B Caminho G no Bairro das Casas Populares no município de Senhordo Bonfim. Seu espaço físico é composto por nove salas de aula, diretoria, secretaria, sala de professores,biblioteca, sala de informática, sala de vídeo, cantina e pátio para recreação. A instituição atende 523alunos da educação infantil e Ensino fundamental, funciona nos turnos, matutino e vespertino. Possuiuma equipe de funcionários composto por dezenove professores, uma coordenadora, uma diretora,uma vice – diretora, além de secretaria, porteiro, serviços gerais e assistentes, mas todos se auxiliamquando a necessidade.
  35. 35. A citada instituição foi selecionada como Lócus por permitir o desenvolvimento desta investigação;além do fácil acesso, já tivemos a oportunidade de realizar outros trabalhos durante o andamento docurso de pedagogia.3.3 SUJEITOS DE PESQUISA O sujeito de pesquisa é uma mina de conhecimento para o pesquisador, pois através de suasinformações e elementos do meio pesquisado é que podemos ter o respaldo para poder desenvolver ainvestigação. Os sujeitos de pesquisa foram sete professores das series de alfabetização da EscolaMunicipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.3.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Para se alcançar os objetivos traçados no presente trabalho, de analisar as concepções que osprofessores tem sobre a utilização das cantigas de roda para aprendizagem, foram utilizados comoinstrumentos para nos assistir na coleta de dados, o questionário fechado e o questionário aberto, assimatravés do emprego destes, percebemos que foram de suma importância no intuito de possibilitar, ocontato com o ambiente e os sujeitos envolvidos, além de desenvolver e alcançar os resultados, a fimde realizarmos o desenvolvimento e análise desta pesquisa.3.4.1QUESTIONÁRIO FECHADOÉ um instrumento de grande importância para o desenvolvimento da pesquisa. O questionário fechadofoi muito relevante para a efetivação deste trabalho, pois nos possibilitou esboçar o perfil dos sujeitosenvolvidos na investigação, obtendo dados como faixa etária, escolaridade, formação tempo deatuação entre outros. Ao se tratar de um instrumento de coleta de dados, e ser de grande importânciaem uma pesquisa, Marconi e Lakatos (1996) definem o questionário como: É um instrumento de coleta de dados, constituído por uma serie ordenada de perguntas, que devem ser respondido por escrito e sem a presença do investigador. Em geral, o pesquisador envia o questionário ao informante, pelo correio ou por um portador, depois de preenchido, o pesquisado, devolve-o do mesmo modo. (p. 88)
  36. 36. Este instrumento enriquece os dados obtidos, pois permite uma visão da realidade e contexto dossujeitos envolvidos na pesquisa.3.4.2 QUESTIONÁRIO ABERTOOutro instrumento utilizado para o andamento da pesquisa foi questionário aberto. Do ponto de vistaconceitual encontramos algumas considerações importantes sobre esse tipo de questionário. Marconi eLakatos (1990) Chamamos de livre ou não ilimitados, são os que permitem ao informante responderlivremente, usando a linguagem própria, e emitir opiniões. Possibilita investigações mais profundas eprecisas (p.89).Por meio do questionário aberto obtemos respostas dos sujeitos a serem investigados, sem influenciá-los, além de ser um instrumento respeitável por originar as respostas necessárias à pesquisa é ummétodo e rápido e Prático no qual os pesquisados se sentem mais livres para responder osquestionamentos. É importante ressaltar que com questões norteadoras sobre o tema e a analise de dados podemoscompreender a visão dos sujeitos desta pesquisa e a conexão dos mesmos ao nosso elemento deestudo, seus ponto de vista, suas interações e conhecimentos sobre o assunto tratado, os dadosalcançados por meio do questionário foram salientes e expressivos para o diagnóstico edesenvolvimento deste trabalho.
  37. 37. CAPITULO IV 4. ANÁLISE DE DADOS E INTERPRETAÇÕES DOS RESULTADOSNo presente capitulo apresentamos as análises e interpretações dos dados que foram alcançados pormeio dos seguintes instrumentos: questionário fechado, questionário aberto. No qual obtivemosinformações importantes a partir do contexto estudado e nas revelações dos sujeitos.Todos os detalhes foram considerados importantes, pois, nos possibilitaram traçar, a partir dos dadoscoletados, o perfil dos sujeitos e suas da concepções sobre a utilização das cantigas de roda noprocesso da aprendizagem.4.1 RESULTADO DO QUESTIONÁRIO FECHADOPERFIL DOS PROFESSORES4.1.1QUANTO AO GÊNERO GRÁFICO 1Figura 1 Gênero dos Sujeitos
  38. 38. 0% Feminino Masculino 100%Fonte: Questionário Fechado Aplicado aos SujeitosA partir da amostra do gráfico observamos que 100% dos sujeitos pesquisados são do sexo feminino,perante a este fato compreendemos que a mulher ainda é maioria no cenário da educação infantil.Novaes (1992, p.105) Afirma que tradicionalmente, nas escolas a professora é vista como “segundamãe”. E continua destacando que a incorporação da mulher na função docente foi justificada comouma extensão das atividades femininas além dos limites domésticos.Nessa correlação de pensamentos, compreendemos que na maioria das vezes a função da mulher aindaesta relacionado ao cuidar ou até mesmo em função de prendas domésticas. Dessa forma é ratificada adescaracterização da profissão docente, pois como nos alerta Novaes (1992, p.95) (...) professora não émãe, não é tia, professora é professora e tem que se assumir como tal.4.2.2 NÍVEL DE ESCOLARIDADE – GRÁFICO 2
  39. 39. Figura 2 Nível de EscolaridadeFonte: Questionário aplicado aos SujeitosDos Sujeitos pesquisados, 14% têm a formação somente no magistério, outros 14% nível tem superiorem outro curso, 29% possuem nível superior incompleto em pedagogia e 43% dos professoresquestionados tem nível superior completo no curso de pedagogia. Constatamos que há umaporcentagem bastante significativa de professores com nível superior, isso evidencia que os docentesestão buscando uma formação acadêmica, uma vez que esta o instiga a compreender o processoeducacional, além de auxiliar o professor a refletir sobre sua prática, a formação acadêmica seapresenta essencial na educação atual.Percebemos que a qualificação dos professores contribui muito para a qualidade de ensino, mas nãodeve ser vista somente no aspecto de acúmulo de conhecimento como nos faz refletir Angotti (2006): A formação docente não pode ser vista apenas como um processo de acumulação de conhecimento de forma estática, como cursos, teorias, leituras e técnicas, mas sim como a contínua reconstrução da identidade pessoal e profissional do professor. Esse processo deve estar vinculado à concepção e à análise dos contextos sociais e culturais, produzindo um conjunto de valores, saberes, e atitudes encontrados nas próprias experiências e vivências pessoais, as quais imprimem significados ao fazer educativo (p.164).Nesta perspectiva a autora nos faz perceber que a formação apenas, não garante tal qualificação énecessário que esta venha contornada de uma reflexão sobre a sua prática, quanto maior e mais rica for
  40. 40. sua história de vida e profissional, maiores serão as probabilidades dele, desempenhar uma práticaeducativa, consistente e significativa.4.2.3 FAIXA ETÁRIA GRÁFICO 3Fonte: Questionário aplicado aos SujeitosCom relação à faixa etária das professoras, podemos analisar por meio do gráfico que o maiorpercentual encontra-se entre 25 a 30 anos, representando 72% dos docentes, e a menor porcentagemcorrespondem empatados entre 30 a 40 anos e acima de 40 com 14%. Constatamos que os sujeitos emquestão são pessoas jovens mais que possuem um nível de maturidade na arte de lecionar. Contudo naeducação a idade não é empecilho para que o educador mostre um grau de amadurecimento narealização de sua função, o mais importante de acordo com Garcia (1998, p.222) é trocar os saberes eexperiências de cada um, e perseguir outros conhecimentos, de preferência, juntos em grupos.Desta maneira averiguamos que para educação, o que verdadeiramente importa é o grau deamadurecimento do professor, que este esteja sempre liberando sua potencialidades, buscando oconhecimento, para uma prática mais significativa.4.2.4 TEMPO DE ATUAÇÃO NA ARÉA EDUCACIONAL GRÁFICO 4Figura 4 Tempo de atuação na área Educacional
  41. 41. 14% Menos de 5 anos 5 a 10 anos 57% 29% Acima de 10 anosFonte: Questionário fechado aplicado aos SujeitosObservamos que em meio ha os sujeitos investigados, 57% atuam na área de educação a mais de 10anos, 29% de 5 a 10 anos e 14% menos de 5 anos analisando esta questão percebemos, que a maioriados professores tem uma boa experiência em sala de aula, portanto é indispensável que o educadorpossibilite que seus potenciais sejam liberados, buscando sempre conhecimentos que permitam umaprática docente voltada ao seu crescimento profissional.Garcia (1998) faz uma reflexão sobre aprática: A professora no exercício de sua prática docente é portadora de uma teoria adquirida no seu curso de formação inicial, teoria atualizada a cada dia, em sua relação com as crianças na sala de aula e com sua colegas professoras nas reuniões pedagógicas, nas experiências que vive dentro e fora da escola, nas leituras que faz, nos cursos que participa, nas reflexões que produz (p.21).É importante destacar que processo de atuação não deve ser visto como uma linha reta, ele se dádesordenadamente com avanços, retrocessos, contradições e conflitos. A Garcia (1998, p.55) continuarefletindo que “A construção de uma nova prática está intimamente relacionada à possibilidade daprofessora experimentar, criar, ousar, investigar sobre suas intervenções (...) 4.2.5 TEMPO DE ATUAÇÃO NAS SERIES DE ALFABETIZAÇÃO
  42. 42. Figura 5 Tempo de Atuação nas series de Alfabetização 14% Menos de 5 anos Mais de 5 anos 29% 57% Mais de 10 anosFonte: Questionário fechado aplicado aos sujeitosAtravés da ilustração do gráfico notamos que a maioria, 57% dos professores que trabalham comalfabetização fazem isso há menos de 5 anos, 29% a mais de 5 anos e 14% a mais de 10 anos. Mas énotável que esses professores são inquiridos a cada vez mais a levar em consideração uma práticapedagógica voltada ao lúdico. Santos (2002 p.40) afirma que O professor alfabetizador deve apropriar-se desse referencial teórico, que estará a serviço de uma reflexão sobre sua prática cotidiana,instigando-o a compreender o processo e não apenas a busca o produto, alimentando suas incertezas edúvidas, tornando assim seu fazer pedagógico mais rico e desafiador. Sobre isto Zabala (2007) nos fazrefletir sobre nos dizendo que: Um dos objetivos de qualquer bom profissional consiste em ser cada vez mais competente em seu oficio. Geralmente se consegue esta melhora profissional mediante o conhecimento e a experiência: o conhecimento das variáveis que intervêm na prática e a experiência para dominá-las. A experiência, a nossa e a dos outros professores. O conhecimento, aquele que provém da investigação, das experiências dos outros e de modelos, exemplos e propostas.Desse modo deve-se buscar refletir que o educador precisa sempre buscar inovações,sobretudo se tratando de uma área tão peculiar quanto à alfabetização e através das cantigasde roda podemos proporcionar esta possibilidade, pois através da “A ação de buscar e deapropriar-se dos conhecimentos para transformar exige dos estudantes esforço, participação,
  43. 43. indagação, criação, reflexão, socialização que constituem a essência psicológica da educaçãolúdica”. Almeida (2000, p.31).Com isso refletimos o quão é importante, que o educador independente do tempo de atuaçãona área educacional busque inovações, sobretudo se tratando da educação nas series iniciais ea música acarreta essa possibilidade de novas descobertas. 4.2 ANÁLISE DOS RESULTADOS QUESTIONÁRIO ABERTONeste componente analisaremos as informações obtidas através do questionário aberto, conscientes deque esse procedimento demanda atenção e sigilo no que se refere a identificação dos sujeitos,estaremos utilizando um código a letra P acrescida de algarismos para indicar o discurso dosprofessores envolvidos na pesquisa. 4.2.1 A VISÃO DOS PROFESSORESDe acordo com os dados colhidos junto aos professores em estudo, elegemos três categorias pararevelar a visão destes em relação às cantigas de roda no âmbito escolar.CANTIGAS DE RODA COMO PRÁTICA PEDAGOGICASabendo-se que música independente do gênero esta presente constantemente na rotina pedagógica dodocente, todos os professores sem restrição, afirmam que a maioria dos alunos conseguem realizarcom desenvoltura as atividades voltadas para a música, o que confirma a boa aceitação desse recursona sala de aula. Em relação a esta questão, três respostas merecem destaque.
  44. 44. Quando os alunos conhecem a música e a letra é fácil de cantar eles cantam e interpretamcom mais facilidade; (P4) É interessante, pois nos dias que não estou trabalhando com a música, mas mesmo assim elesestão cantando; (P 1) Quando eles já têm a música na mente, eles têm mais finalidade de por em prática o que estasendo pedido na atividade. (P5)Podemos analisar a partir das falas que, quando pensamos na questão da aprendizagem , logo nosremetemos a procurar alternativas, que permitam tornar o ensino mais prazeroso e fica evidente quepara os professores pesquisados as crianças recebem as atividades que envolvem a música cominteresse alegria e muita descontração, e através das cantigas da roda o aluno é reportado a momentosde alegria. Para Almeida (2000, p.48) A criança aprende muito mais depressa quando a linguagemverbal e escrita ao seu redor é mais rica.Em volta dessas falas observamos que a música é vista como uma atividade que desperta o empenhodos alunos e contribui para a construção do conhecimento, e essa aceitação é muito importante,principalmente nesta fase inicial da escola, pois a criança precisa aprender de forma prazerosa, avantagem de levar aos alunos essas canções tem como circunstância básica, explorar atividades quepossibilitem facilitar o processo da leitura e escrita. Para Gainza (1986): [...] o conceito e a prática caminham juntos. Por princípio todo conceito deverá ser precedido e apoiado pela prática e manipulação ativa do som: a exploração do ambiente sonoro, a invenção e construção dos instrumentos, o uso sem preconceito dos instrumentos tradicionais, a descoberta e a valorização do objeto sonoro. Na pedagogia como na arte, a única constante é o movimento, a busca interna e a exploração da realidade circundante. (p.110)Nesse sentido podemos perceber que o fazer pedagógico dos professores precisam ser constantementeexplorados sempre adicionando embasamento teórico e planejando as atividades lúdicas.
  45. 45. Percebemos que as concepções que elas trazem sobre a música na aprendizagem são de extremaimportância. Ao serem indagadas sobre a sua compreensão da música, obtivemos as seguintesrespostasPara mim as cantigas de roda devem ser utilizadas pois é uma atividade que auxilia na processo dealfabetização (P1);Na minha concepção as cantigas de roda são de grande valia e pode ser utilizada de várias maneirasatravés do lúdico, não devemos “Só cantar por cantar” devemos ter sempre um objetivo. (P4);No meu ponto de vista as cantigas de roda desenvolvem o aprendizado nos alunos; (P6)Percebo que através dessas músicas eu consigo proporcionar uma socialização em sala de aula, alémde auxiliar nas questões de aprendizagem (P7).Percebemos nas respostas das professoras que eles atribuem grande valor a utilização das cantigas deroda na aprendizagem do aluno transformando conteúdos tediosos m atividades agradáveis de seremdesempenhadas. No entanto ficou claro que a maioria entende essa atividade como essencial somenteno processo de alfabetização no sentido de memorização, assimilação de conteúdos, no entanto comesta sugestão de utilização da musica é possível valorizar a fala das crianças, iniciarem o gosto pelaleitura e estimular a imaginação. Através de todo o discurso levantado nesta pesquisa podemosconstatar que a música traz inúmeras possibilidades, tanto na aprendizagem do código oral e escrito,quanto a formação sócio-cultural. Zabala (2007, p.28) Educar quer dizer formar cidadãos e cidadãs,que não estão parcelados em compartimentos estanques , em capacidades isoladas.4.2.2 CANTIGAS DE RODA COMO AUXILIADORAS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
  46. 46. De acordo com os dados colhidos junto aos professores, a música independente do gênero estápresente constantemente na rotina pedagógica do docente. Todos os professores sem restrição,afirmam que trabalham com música em suas aulas. Sim, trabalho com música duas vezes na semana, para fixar os conteúdos e em algunsmomentos para acalmar a turma.(p 1) Sim! Costumo sempre cantar em momentos como a recepção, quando voltamos do recreio eem algumas atividades pedagógicas. (p 5)Percebemos nas expressões destes professores uma homogeneização no que se menciona àabrangência da música como uma atividade que se reduz apenas ao ensino de conteúdos escolares, ouseja, os professores possuem uma compreensão conteudista, caracterizado pelo ensino tradicional ondese prioriza apenas um aspecto do desenvolvimento humano, consistindo em atividades realizadas coma música que não desenvolve os potenciais das crianças. Para Rosa (1990) “A criança desenvolve ossentidos desde que nasce, por isso um dos papéis da escola é proporcionar situações em que ela possaexplorar e desenvolver em todos os sentidos harmonicamente”. Daí então vem a importância de reveras práticas em relação as Cantigas de roda em sala de aula, pois como já foi visto, a música élinguagem podendo ser usada como mediadora da aprendizagem e das interações sociais.Dos professores questionados a maioria concorda que a música faz refletir sobre a escrita e a leituraprincipalmente a leitura e interpretação e que reescrever a letra das músicas podem gerar reflexãosobre o sistema de escrita e assim avançar em suas hipóteses, mas é necessário que o professor procureexplorar todas as possibilidades que a música pode proporcionar. De acordo com Bréscia (2003, p 81)Solicitados a relatarem, a partir da experiência como alfabetizadores, algum caso em que a músicafuncionou como recurso auxiliar ou como referencia principal no processo de alfabetização doisdepoimentos chamaram minhaatenção:
  47. 47. Fui trabalhar pela primeira vez com música memorizada e depois com o texto fatiado fiqueisurpreendida como eles cantando e observando os versos conseguiram colocar na ordem certa.Depois deste dia eles começaram a participar mais das atividades; (P7) Eu tinha alguns alunos no ano passado que não conseguiam nem falar direito e depois quecomecei a trabalhar com cantigas de roda, parlendas e outros, então eles começaram a ter maisinteresse pela escrita e leitura melhorando o seu vocabulário. (P5)Percebemos na fala destes sujeitos a importância da música como instrumento que promove o trabalhopedagógico, pois ela possui contribuições que potencializam a aprendizagem, e diante de taisrevelações, podemos verificar então que os professores percebem o progresso dos alunos nas práticastrabalhadas com a música.Assim podemos averiguar que os professores buscam alternativas simples, mas que o auxiliem nodesenvolvimento do seu trabalho, além de ajudar no desenvolvimento dos alunos. Santos (2002, p.39)Assim a criança consolida e constrói suas concepções a partir de suas experiências, ampliando seuconhecimento sobre o mundo, desenvolvendo novas hipóteses, à medida que este processo avança. Outra situação importante a ser analisada é a resposta dos professores quanto aos benefícios dautilização das cantigas de roda no processo de aprendizagem na alfabetização obtivemos as seguintesrespostas: A música funciona como motivação mesmo os que não sabem ler “fazem” de conta que jásabem; (P5) Desenvolve a oralidade e a escrita; (P1) As cantigas de roda na minha opinião, proporcionam a socialização dos alunos, desperta ointeresse em aprender e é um método fácil de ensino e aprendizagem. Além do resgate da cultura;(P7) As crianças prestam atenção na letra e dessa maneira se torna bem mais fácil o aprendizadodo aluno. (P4)
  48. 48. Muitas. Além de desenvolver a leitura e a escrita ajuda no raciocínio das crianças (P6) .Podemos considerar a partir dos discursos acima que para esses professores as Cantigas de Roda sãoverdadeiramente recursos valiosos no processo de ensino e aprendizagem. Nesta circunstância osmesmos fazem referência entre outros aspectos, a ludicidade, à motivação a facilidade dememorização e ao desenvolvimento do raciocínio. Santos 2002 p.12 argumenta que A ludicidade éuma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. Odesenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal. Social ecultural (...)4.2.3 AS DIFICULDADES NO TRABALHO COM AS CANTIGAS DE RODAAs dificuldades apontadas para o desenvolvimento do trabalho com as cantigas de roda em sala deaula, segundo os professores estão ligadas a diversos fatores: muitas asseguram que não encontramdificuldades no trabalho com música, mas algumas afirmam que: Tenho dificuldades no trabalho com música porque falta de espaço na sala, a quantidade dealuno é muito grande e às vezes perco o controle da turma. (P. 3) Minha maior dificuldade no trabalho com música é a falta de materiais como CDs, Vídeos,aparelho de som, que possam ajudar no desenvolvimento. (P.5)Diante das colocações, percebemos que na fala da P3 as atividades que envolvem a música apresentadificuldades para acontecer em relação à questão do espaço e da quantidade de alunos em sala de aula,mas mesmo assim percebe-se que apesar dos problemas, a música é vista como algo que faz parte doseu cotidiano, visto quando ela se menciona a perca de controle da turma, revelando que para aprofessora, a empolgação dos alunos é encarada como uma atitude negativa das crianças para comatividade.
  49. 49. Na fala da P5 percebemos a atribuição da dificuldade de trabalhar com a música mediante a falta derecursos matérias, com isso, vemos a necessidade e importância da disponibilização de materialdidático pela escola, para que o educador seja auxiliado no trabalho com música.Mas isto revela que mesmo a escola não estando preparada para um trabalho eficaz com música eleacontece e de maneira a da suporte as professoras em todos os níveis de educação. Isto nos mostra queapesar de todos os obstáculos encontrados pelos educadores eles sempre procuram uma forma deaproveitar essas canções para ajudar no processo de construção da leitura e escrita e nodesenvolvimento pessoal e sócio-cultural. Como evidencia Santos(2002) Educar não se limita a repassar informações ou mostrar apenas um caminho, aquele caminho que o professor considera o mais correto, mas é ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesma, dos outros e da sociedade. E aceitar-se como pessoa e saber aceitar os outros. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher entre muitos caminhos aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo (...)P 11De acordo com tudo que foi apontado, podemos potencializar a análise mostrada nesta pesquisa de quea música e em particular as Cantigas de Roda, quando bem direcionada, torna-se uma importantealiada do professor alfabetizador. De fato foi evidenciado que a maioria dos professores compreendeque a música não é um simples recurso de lazer, mas sim uma atividade rica, ocorre sem dificuldadeonde o aluno pode perceber a função social da leitura e da escrita e continuam afirmando que asatividades musicais favorecem a obtenção dos objetivos propostos e que ajudam o aluno a avançar noprocesso de alfabetização.Diante dessas colocações pôde se verificar que na prática pedagógica dos professores pesquisados ascantigas de roda além de outros gêneros musicais estão presentes cotidianamente em sala de aula maisna expectativa de oferecer um suporte ao processo educativo. Por fim é importante ressaltar que asCantigas de roda ou qualquer outro gênero musical tem função de se aliar a aprendizagem da leitura eescrita, deve-se compreender que ludicidade e educação precisam andar juntas para que a criançapossa aprender e mostrar toda a sua capacidade.
  50. 50. CONSIDERAÇÕES FINAISO objetivo principal desta pesquisa realizada com as professoras da Escola Municipal Nossa Senhorado Perpétuo Socorro foi analisar as Concepções que as mesmas têm sobre a utilização das cantigas deroda no processo de aprendizagem, para detectar como elas utilizam as cantigas de roda como recursopara aprendizagem.De acordo com teóricos nós percebemos que a utilização da música na aprendizagem da criança émuito importante, pois além de possibilitar o aprendizado através de momentos descontraídos eespontâneos, do mesmo modo ela facilita a socialização, a comunicação e a expressão.
  51. 51. Uma coisa é certa, as crianças que estão em nível de alfabetização precisam ser estimuladas e oprocesso de aprendizagem deve acontecer com prazer, ser norteada e estimulante, para que dessaforma esse processo se conclua com sucesso. Assim se faz necessário entender que a aprendizagemocorre em todos os momentos. A todo instante ao brincar, ao se relacionar com o outro eles constroem,conhecem e exploram e nessa relação durante atividades habituais é que se praticam atividadeslúdicas.De acordo com o que foi coletado através dos nossos instrumentos de pesquisa: questionário fechado eaberto. Averiguamos que todos os sujeitos pesquisados atribuem à música a função de instrumento desuporte, para facilitar o processo de aprendizagem, ficou claro que as professoras se retém somente naquestão dos conteúdos escolares, sem uma contextualização histórica, cultural e social.E diante a tudo que foi exposto, consideramos que o trabalho com música na alfabetização, podeauxiliar no desenvolvimento das crianças, a partir do momento que o professor explora esta atividadecom uma autêntica finalidade pedagógica, descobrindo as verdadeiras contribuições e significados queela pode trazer para a sala de aula. Para que o trabalho ocorra de maneira a alcançar os objetivosproposto pelo professor, deve-se planejar as atividade e saber interferir quando necessário. Assim como em outras atividades percebemos que essa atividade também apresenta certasdificuldades, mas cabe ao professor através da reflexão de sua prática resolver estes problemas.Portanto, percebemos a necessidade permanente dos professores estarem sempre se capacitando,participando de cursos, pois, a função de alfabetizar não requer apenas pessoas formadas. Comoexpressa Angotti (2006) a formação docente não pode ser vista apenas como um processo deacumulação de conhecimento (...) esse processo deve estar vinculado a analise dos contextos sociais eculturais(...) as quais imprimem significados ao fazer educativo.Refletindo sobre esta questão reconhecemos que a maioria dos professores entende que a música éuma ferramenta importante para a aprendizagem, e percebemos que elas se retêm somente na questãoda aprendizagem de disciplinas, esquecendo que a música possibilita ir além de questões escolares,como já foi apresentado pelos teóricos a educação através da música vai além do simples aprendizadoescolar, através deste recurso podemos ajudar as crianças no desenvolvimento da linguagem e daexpressão humana. Para que a música seja vista realmente como uma proposta viável nos espaços

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