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Monografia Poliana Enfermagem 2012
 

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Enfermagem 2012

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    Monografia Poliana Enfermagem 2012 Monografia Poliana Enfermagem 2012 Document Transcript

    • UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE ENFERMAGEM POLIANA DANTAS DE SANTANAPERCEPÇÃO DE PUÉRPERAS SOBRE AS VANTAGENS DOALEITAMENTO MATERNO X ADESÃO À AMAMENTAÇÃO. Senhor do Bonfim 2011
    • POLIANA DANTAS DE SANTANAPERCEPÇÃO DE PUÉRPERAS SOBRE AS VANTAGENS DOALEITAMENTO MATERNO X ADESÃO À AMAMENTAÇÃO. Monografia apresentada como pré- requisito para conclusão do curso de Bacharelado em Enfermagem da Universidade do Estado da Bahia, tendo como orientadora a Enfermeira especialista Thaisy Luzia Campos Fernandes, e como Co-orientadora professora Dra Maria de Fátima Brazil dos Santos Souto. Senhor do Bonfim 2011
    • POLIANA DANTAS DE SANTANA PERCEPÇÃO DE PUÉRPERAS SOBRE AS VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO X ADESÃO À AMAMENTAÇÃO. Trabalho de Conclusão de curso como requisito para obtenção do titulo deBacharelado em Enfermagem da Universidade do Estado da Bahia Departamento de Educação-Campus VII / / Data da aprovação Banca Thaisy Luzia Campos Fernandes Orientadora Eliana do Sacramento de Almeida Membro da banca Dra. Maria de Fátima Brazil dos Santos Souto Membro da banca
    • Quero dedicar esse momento a todos que me apoiaram e me incentivaram para queeu chegasse até aqui. Quero agradecer a Deus, por tudo, por cada sorriso, cadalágrima, pois foram os altos e baixos que me fizeram crescer, e que trouxeram umgosto inexplicável de vitória nesse momento, obrigada Senhor por me proteger e meguiar sempre pelos caminhos corretos. Não poderia faltar o agradecimento a todaminha família, que tanto esperaram, acreditaram e torceram por essa conquista,meus pais, tios, primos irmãos, cada um tem um papel especial nessa vitória, semvocês eu não teria conseguido e nada disso teria sentido. Amo vocês demais! Emespecial, agradecer a meu pai Claudézio, minha mãe Dalva, meu tio Cacilândio, meuavô Cornel e minha avó Maria (Mãe Teté... In memória), que se doaram em prol domeu sucesso; as minhas sempre amigas (Alice, Lika e Natália) que assim comominha família, souberam entender minha ausência em certos momentos e mesmoassim sempre estiveram ao meu lado nas horas mais angustiantes além de aturaremminhas loucuras... Não poderia deixar de agradecer a Laís e a Larissa (titia ama!)por serem minhas maiores fãs e torcedoras! Agradeço também a Deus por terconhecido pessoas novas e maravilhosas enquanto percorria este caminho, (emespecial ao meus amigos-irmãos Ubiratan e Samuel) estas pessoas tambémcontribuíram demais com meu sucesso e hoje são muito mais que parte do caminho,são parte de mim.Os momentos de angústia e ansiedade assim como os de Felicidade... ahfelicidade... quantas resenhas, quantas gargalhadas...vou sentir tanta saudade, cadasegundo, cada passo rumo ao meu sonho valeu apena e todos eles vão ficar prasempre em meu coração!Percorrer essa estrada me tornou mais forte e determinada, pois tinha certeza deque a vitória chegaria...e chegou!!! Neste momento faltam palavras para expressar aalegria que sinto em meu coração, por isso só queria dizer um MUITO OBRIGADA eestou FELIZ DEMAIS!!!
    • Deus fez você para que você pudesse valer à pena! Opte por aquilo que te constrói. Diga, eu nasci para celebrar a vitória! (Padre Fábio de Melo)
    • RESUMOSão indiscutíveis os benefícios do aleitamento materno para o bebê e para a mãe.Diversos estudos confirmam essa relação benéfica o que tem impulsionado diversosprogramas de incentivo à amamentação. Verificar conhecimento das puérperassobre amamentação, o que influência ou interfere na decisão e na duração daamamentação, assim como as orientações recebidas durante a consulta no pré-natalsão de fundamental valor para traçar estratégias de estimulo a amamentação.Objetivos: Verificar o nível de conhecimento das puérperas sobre o aleitamentomaterno correlacionando com o perfil socioeconômico traçado dessa população,identificando a adesão ao aleitamento, além de conhecer o acompanhamento pré-natal. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagemqualiquantitativa, realizada com puérperas internadas na maternidade do hospitalpúblico da cidade de Senhor do Bonfim-Bahia. Os dados foram analisados atravésdo programa estatístico EpiInfo versão 3.5.2. Resultados: Foi possível observar que“mitos” sobre amamentação influenciaram negativamente na duração doaleitamento, o desejo de amamentar não foi determinante para a maior duração daamamentação, existe uma influência positiva das informações recebidas no pré-natalno aumento do nível de conhecimento sobre amamentação. Conclusão: Percepçõeserrôneas sobre aleitamento foram determinantes para a diminuição do tempo deamamentação, na população estudada, a educação em saúde contribuiu para aprevenção do desmame precoce.Palavras- Chave: Puérperas, aleitamento, amamentar, desmame precoce.
    • ABSTRACTAre indisputable benefits of breastfeeding for baby and mother. Several studiesconfirm that beneficial relationship that has driven several programs to encouragebreastfeeding. Verify knowledge of mothers about breastfeeding, which influence orinterfere with the decision and the duration of breastfeeding, as well as guidancereceived during the consultation on pre-natal are of fundamental value to devisestrategies to stimulate breastfeeding. Objectives: To determine the level ofknowledge of mothers about breastfeeding correlated with the socioeconomic profileof stroke in this population, identifying adherence to breastfeeding and learn aboutthe prenatal care. Methodology: This is a descriptive study with qualitative andquantitative approach, performed with women interned in public maternity hospital inthe city of Bahia, Senhor do Bonfim. Data were analyzed using the statisticalprogram EpiInfo version 3.5.2. Results: We observed that "myths" about a negativeinfluence on breastfeeding duration of breastfeeding, the desire to breastfeed wasnot decisive for the longest duration of breastfeeding, there is a positive influence ofthe information received during prenatal care in raising the level of knowledge aboutbreastfeeding. Conclusion: Perceptions misconceptions about breastfeeding wereinstrumental in reducing the duration of breastfeeding in this population, healtheducation contributed to the prevention of early weaning.Keywords: women, breast feeding, breast feeding, early weaning.
    • Lista de GráficosGráfico 01 Distribuição por número de gestações 20Gráfico 02 23 Frequência de amamentação exclusiva.Gráfico 03 Distribuição dos motivos que levaram ao desmame precoce. 24Gráfico 04 Frequência de acertos sobre a necessidade de acrescentar água 25 ou chá ao leite maternoGráfico 05 Frequência de acertos sobre as vantagens da amamentação para 27 a mãeGráfico 06 27 Frequência de acertos sobre as vantagens da amamentação para o bebê.
    • Lista de TabelasTabela 01 Distribuição de puérperas por faixa etária. 18Tabela 02 Distribuição de puérperas por escolaridade. 19Tabela 03 19 Distribuição de puérperas por renda familiar.Tabela 04 Distribuição das puérperas do Hospital Dom Antônio monteiro 20 segundo realização do pré-natalTabela 05 20 Distribuição das puérperas segundo número de consultas pré- natal.Tabela 06 21 Distribuição das puérperas segundo informações sobre aleitamento materno durante o pré-natal.Tabela 07 22 Adesão ao pré-natal das gestações anteriores e orientações recebidas durante as consultas.Tabela 08 25 Distribuição da duração da amamentação exclsiva em relação a faixa etária.Tabela 09 26 Distribuição da duração da amamentação exclusiva em relação a renda familiar.Tabela 10 28 Distribuição da relação entre as informações sobre aleitamento obtidas no pré-natal e a percepção das puérperas sobre as vantagens do aleitamento para elas.Tabela 11 29 Relação entre as informações sobre aleitamento obtidas no pré- natal e a percepção das puérperas sobre as vantagens do aleitamento para o bebê.Tabela 12 29 Relação entre as informações sobre aleitamento no pré natal e o questionamento sobre a necessidade de acrescentar água ou chá ao leite materno.
    • SUMÁRIO1 APRESENTAÇÃO 112 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 123 METODOLOGIA 164 RESULTADOS E DISCUSSÃO 185 CONCLUSÃO 30BIBLIOGRAFIA 32APÊNDICES 35 APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO 36 APÊNDICE B- TCLE 39
    • 111 APRESENTAÇÃODe acordo com Giugliani, (2000) o aleitamento materno traz vantagens para acriança, a mãe, a família e a sociedade em geral, sendo que o efeito de proteçãoque merece mais destaque é a redução da mortalidade de crianças pequenas, jáque no leite materno existem fatores de proteção contra infecções comuns emcrianças como 11diarreia e doenças respiratórias agudas.Segundo Nakano, et al., (2007) a prática do desmame precoce coloca em risco asaúde da criança, aumentando os índices de morbimortalidade infantil; ele aponta afalta de conhecimento da mãe a respeito da qualidade do seu leite para sanar afome e também pra o desenvolvimento do bebê, como uma das causas dodesmame precoce.Para Motta (1990), Silva (1999 apud SILVA, 2000), os programas de incentivo aoaleitamento materno, envolvem ações educativas, baseando-se no princípio de queas mães que possuírem conhecimento em relação aos aspectos básicos e práticosda amamentação, com certeza estarão bem mais preparadas para o ato deamamentar, levando em consideração que a falta de conhecimento pode serapontada com uma das causas do desmame precoce.Este estudo visa justamente entender a relação entre a percepção da mãe queacaba de dar a luz sobre as vantagens do aleitamento materno para ela e para o seubebê, a sua intenção de amamentar e analisar se o conhecimento foi fator decisivopara a adesão ao aleitamento e para a duração da amamentação dos filhosanteriores, além de traçar o perfil dessas mães, e correlacioná-los com as variáveiscitadas, assim saberemos se a escolaridade, a idade, o estado civil e outrasvariáveis possuem influência ou não nessa adesão. Outro ponto questionado foisobre o incentivo ao aleitamento materno durante o pré- natal dessas mulheres e seessas informações contribuíram para o conhecimento das puérperas.O estudo foi realizado com puérperas atendidas pelo SUS em um hospital municipalda cidade de Senhor do Bonfim – BA.
    • 122 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAPara Ichisato e Shimo (2001), o processo de amamentar vai além de uma etapabiológica, e é influenciado por muito mais que a necessidade de alimentar o filho, éinfluenciado além de outras coisas pelas crenças e tabus históricos presentes nomeio social e transmitidas pelos familiares da mãe, podendo determinar a escolhade amamentar ou não. Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe. (BRASIL 2009 p.11)De acordo com Percegoni, et al., (2002), o desmame precoce pode estar associadoa diversos fatores, porém, a falta de conhecimento das mães sobre aleitamentomaterno, ganha um importante destaque na redução do tempo de amamentação dosbebês.Para Nakano, et al., (2007), as ações de incentivo à amamentação são mantidas edisseminadas em diversos países, pois estes consideram o aleitamento materno umfator importante na manutenção e desenvolvimento de suas estruturas econômicas,já que este interfere diretamente na sobrevivência da criança.Brasil (2001) traçou inúmeros os benefícios para a prática do aleitamento materno,pois o mesmo oferece vantagens tanto para o crescimento e desenvolvimento delactentes, como para a mãe, criança e família, do ponto de vista biológico epsicossocial: Para a mulher: facilita o estabelecimento do vínculo afetivo mãe-filho; previne as complicações hemorrágicas no pós-parto e favorece a regressão uterina ao seu tamanho normal; contribui para o retorno mais rápido ao peso pré-gestacional [...] pode reduzir o risco de câncer de ovário e mama; e pode prevenir a osteoporose. Para a criança: é o alimento completo para o lactente menor de seis meses, tanto no aspecto nutricional, como digestivo; facilita a eliminação de mecônio e diminui o risco de icterícia; protege contra infecções (especialmente diarréias e pneumonias) pela
    • 13 ausência do risco de contaminação e pela presença de anticorpos e de fatores anti-infecciosos; aumenta o laço afetivo mãe-filho, promovendo mais segurança ao bebê. Colabora efetivamente para diminuir a taxa de desnutrição proteico-calórica e, consequentemente, para a diminuição dos índices de mortalidade infantil; diminui a probabilidade do desencadeamento de processos alérgicos pelo retardo da introdução de proteínas heterólogas existentes no leite de vaca; e melhor resposta às vacinações e capacidade de combater doenças mais rapidamente. Para a família e a sociedade: o leite materno não custa nada; é limpo e não contém micróbios; já vem pronto e está na temperatura certa; diminui os custos de internações por problemas gastrointestinais, respiratórios e outras doenças; representa uma economia quanto ao uso de gás de cozinha, porque dispensa o aquecimento e preparo; diminui o absenteísmo dos pais ao trabalho, uma vez que a criança se mantém mais saudável. (BRASIL, 2001 p 135-136).Brasil (2009) define como Aleitamento materno exclusivo quando a criança recebesomente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outrafonte, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendovitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendamaleitamento materno exclusivo por seis meses e complementado até os dois anos oumais, não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seismeses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança, pois a introduçãoprecoce de outros alimentos está associada a maior número de episódios dediarréia; maior número de hospitalizações por doença respiratória; risco dedesnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao leitematerno, como por exemplo quando os alimentos são muito diluídos; menorabsorção de nutrientes importantes do leite materno como o ferro e o zinco; menorduração do aleitamento materno. (BRASIL 2009).Quanto à composição do leite materno, Brasil (2009, p. 20-21) afirma: Apesar de a alimentação variar enormemente, o leite materno, surpreendentemente, apresenta composição semelhante para todas as mulheres que amamentam do mundo. [...] O leite humano possui numerosos fatores imunológicos que protegem a criança contra infecções. A IgA secretória é o principal anticorpo, atuando contra microorganismos presentes nas superfícies mucosas. Os anticorpos IgA no leite humano são
    • 14 um reflexo dos antígenos entéricos e respiratórios da mãe, ou seja, ela produz anticorpos contra agentes infecciosos com os quais já teve contato, proporcionando, dessa maneira, proteção à criança contra os germens prevalentes no meio em que a mãe vive. Além de outros anticorpos como IgM e IgG, macrófagos, neutrófilos, linfócitos B e T, lactoferrina, lisosima e fator bífido. Este favorece o crescimento do Lactobacilus bifidus, uma bactéria não patogênica que acidifica as fezes, dificultando a instalação de bactérias que causam diarréia, tais como Shigella, Salmonella e Escherichia coli.De acordo com Brasil (2007), não existe leite fraco, como o leite materno é dedigestão mais fácil, às vezes a criança quer mamar mais vezes, o que leva as mãesa ter a impressão errônea que o leite não está alimentando seu filho; o colostro é oprimeiro leite que sai do peito e é produzido nos primeiros dias após o parto, sendoimportante que o recém-nascido mame o colostro, porque ele contém tudo o que obebê necessita nos primeiros dias, se tratando do número de mamadas, elas podemvariar e o bebê que deve escolher o horário de mamar e decidir quanto tempo devedurar a mamada.O leite do início da mamada é mais ralo porque contém mais água, açúcar e osfatores de proteção, já o leite do final da mamada é rico em gorduras que faz o bebêengordar, além disso, é fundamental oferecer só peito nos primeiros seis meses devida, sendo que nesse período não há necessidade de água ou chá, mesmo quandoo tempo estiver muito quente, seco ou o bebê estiver com cólica. (BRASIL, 2007).Quanto a influência da amamentação no desenvolvimento motor-oral, Neiva et al.,(2003, p. 7- 9) asseguram que: Nos primeiros meses de vida, o desenvolvimento motor-oral ocorre através dos movimentos realizados pelos OFAs (lábios, língua, mandíbula, maxila, bochechas, palato mole, palato duro, soalho da boca, musculatura oral e arcadas dentárias) durante a função de sucção. [...] O desmame precoce pode levar à ruptura do desenvolvimento motor-oral adequado, provocando alterações na postura e força dos OFAs e prejudicando as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala. A falta da sucção fisiológica ao peito pode interferir no desenvolvimento motor-oral, possibilitando a instalação de má oclusão, respiração oral e alteração motora-oral.
    • 15Um estudo realizado por Marques et al., (2004) em Belém do Pará, acompanhou102 crianças que recebiam aleitamento materno durante 6 meses, com o intuito deavaliar o crescimento e desenvolvimento dos mesmos, ao final do estudo pode-seperceber que todas as crianças dobraram seu peso de nascimento antes dos 4meses de idade, chegando eutróficas aos 6 meses, o crescimento também se deude forma adequada, e nenhuma apresentou desnutrição durante o estudo, o quereforça a teoria que nos seis primeiros meses somente o leite materno é suficiente.Bener; Ehlayel; Abdulrahman (2003) realizaram um estududo no Katar, com oobjetivo de avaliar a relação entre o aleitamento materno exclusivo, e o risco paradiarréia; seus resultados demonstraram que o risco para diarréia em crianças quenão foram amamentadas com leite materno foi em média 11% maior em relação àscrianças com amamentação exclusiva, comprovando mais uma vez a importância daamamentação em crianças de 0 a 3 anos, que foi a população estudada.A constituição brasileira de 1988, (BRASIL, 1988), reconhece o valor daamamentação para o bebê, quando em seu Capítulo II, Artigo 7o, Parágrafo XVIII,dispõe sobre a licença maternidade, que dá a gestante o direito de se ausentar dotrabalho para cuidar de amamentar seu bebê durante cento e vinte dias, semprejuízo do emprego e do salário. Esse valor é ressaltado no Decreto-Lei nº 5.452seu capítulo III, Seção IV, Artigo 389 (BRASIL, 1943) que dispõe sobre aConsolidação das Leis do Trabalho, tratando das obrigações das empresas, traz queas empresas que empregarem pelo menos 30 (trinta) mulheres com mais de 16(dezesseis) anos de idade devem dispor de um local adequado para que suasfuncionárias guardem sob vigilância e assistências seus bebês no período daamamentação. Id., (1943) na Seção V, Art. 396 tratando da proteção à maternidadecita que até que seu filho complete 6 (seis) meses de idade, a mãe tem direito a doisdescansos de meia hora cada um durante o expediente para amamenta-lo.
    • 163 METODOLOGIATrata-se de uma pesquisa descritiva, segundo Gil (1999 apud CALLADO; ALMEIDA,2000, p.5) “as pesquisas descritivas têm como objetivo primordial à descrição dascaracterísticas de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento derelações entre as variáveis.” Sua abordagem será qualiquantitativa, para Cavalcantee Dantas (2006) a pesquisa qualitativa possibilita ao entrevistador estimular osentrevistados a pensarem livremente e de maneira espontânea sobre algum tema ouobjeto, geralmente é utilizada quando se busca as percepções e o entendimentosobre a natureza geral de uma questão. No que se refere à pesquisa quantitativa, osautores acima a definem como a mais adequada para apurar opiniões e atitudesexplícitas e conscientes dos entrevistados, já que a mesma se utiliza deinstrumentos estruturados, permitindo a mensuração e também o teste dehipóteses, pois seus resultados são concretos e menos passíveis de erros deinterpretação, criando-se índices que podem ser comparados ao longo do tempo epermitindo traçar um histórico de tais informações.Para Neves (1996), quando se consegue combinar os métodos quantitativo equalitativo numa mesma pesquisa, esta se torna mais forte, e se reduz os problemasde adoção exclusiva de um desses métodos; segundo ele: “a omissão no empregode métodos qualitativos, num estudo em que se faz possível e útil empregá-losempobrece a visão do pesquisador quanto ao contexto em que ocorre o fenômeno.”A pesquisa foi realizada no hospital público Hospital Dom Antônio Monteiro na idadede Senhor do Bonfim, o único que atende pelo SUS na cidade, considerado hospitalde médio porte, possui 130 leitos, sendo que trinta são destinados ao setor dematernidade; destes, cinco são para a sala de parto, três para atendimentoparticular/convênio e vinte e dois leitos para as puérperas atendidas pelo SUS.Os sujeitos da pesquisa foram as puérperas, que tinham dado a luz nas últimas 24horas, que tiveram parto normal com filhos nascidos vivos, que se encontravaminternadas na maternidade do hospital, no mês de fevereiro de 2012, nasenfermarias atendidas pelo SUS, e que concordaram em participar da pesquisamediante a assinatura no termo de consentimento livre e esclarecido. Como forma
    • 17de recrutamento, as mulheres foram abordadas nestas enfermarias, sendoconvidadas individualmente a participar da pesquisa após esclarecimentos.O instrumento da pesquisa foi uma entrevista estruturada, contendo perguntasobjetivas e subjetivas, coletadas no intervalo de 10 dias do mês de fevereiro.Foram criadas categorias para tabulação e análise dos dados. As variáveisconsideradas foram: idade, escolaridade, nível sócio econômico, número degestações, número de consultas de pré-natal, conhecimento sobre o aleitamento, minformações recebidas sobre o assunto no pré-natal e adesão a amamentação.As categorias de respostas relativas ao conhecimento materno sobre as vantagensdo aleitamento para mãe e filho, foram consideradas assertivas as respostas ondeas mães acertaram mais de 50% das respostas do tipo “Sim ou Não”, a variável“necessidade de acrescentar água ou chá ao leite materno”, foram consideradasassertivas apenas as respostas “Não”, já a variável intervalo ideal entre as mamadasforam consideradas corretas as respostas: “de acordo com a fome do bebê”,“sempre que ele quiser”, ou “não tem hora marcada”.Para analisar os dados foi utilizado o programa estatístico Epiinfo, versão 3.5.2. Osresultados estão expressos através de gráficos e tabelas dos programas MicrosoftOffice Word 2007.Em relação aos Aspectos Éticos o projeto aprovado pelo Comitê de Ética ePesquisa, respeitando as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisasenvolvendo seres humanos, conforme a Resolução 196/96 (BRASIL, 1996).
    • 184 RESULTADOS E DISCUSSÃOA população estudada, foi formada por puérperas, mulheres que deram a luzrecentemente, no Hospital Dom Antônio Monteiro, na cidade de Senhor do Bonfim -BA BA, constando de 21 mulheres entrevistadas que tinham idade entre 16 a 34anos de idade, sendo que sua maioria, (61,9%) tinha entre 15 e 25 anos, com nívelde escolaridade que variava do primeiro grau incompleto ao segundo grau completo,porém a maior parte das mulheres, (81%) não completaram o segundo grau; quantoa renda familiar total, os valores oscilavam desde menos de um salário mínimo, atémais de dois salários mínimos, com a maior porcentagem (76,2%) representandouma renda familiar de menos de um salário mínimo, como demonstrado na Tabelas01, 02 e 03. TABELA 01. PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO SENHOR DO BOMFIM - BAHIA: DISTRIBUIÇÃO POR FAIXA ETÁRIA. FEVEREIRO - 2012 FAIXA ETÁRIA N % 15 A 20 7 33,3 21 A 25 6 28,6 26 A 30 5 23,8 31 A 35 3 14,3 TABELA 01 – Distribuição de puérperas por faixa etária.
    • 19 TABELA 02. PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO SENHOR DO BOMFIM - BAHIA: DISTRIBUIÇÃO POR ESCOLARIDADE. FEVEREIRO - 2012 GRAU DE ESCOLARIDADE N % 1° grau incompleto 9 42,9 2° grau completo 8 38,1 2° grau incompleto 4 19 TABELA 02 – Distribuição de puérperas por escolaridade. TABELA 03. PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO SENHOR DO BOMFIM - BAHIA: DISTRIBUIÇÃO POR RENDA FAMILIAR. FEVEREIRO - 2012 RENDA FAMILIAR N % Menos de 1 salário mínimo 16 76,2% Entre 1 e 2 salários mínimos 4 19% Acima de 2 salários mínimos 1 4,8% TABELA 03 – Distribuição de puérperas por renda familiar.Quanto ao número de gestações, 38% das mães tinham dado a luz pela primeiravez, enquanto o restante apresentou de duas a seis gestações, como exemplificadono gráfico 01. Distribuição das puérperas do Hospital Dom Antônio Monteiro 5% segundo número de gestações. Bahia,2012. UMA GESTAÇÃO 14% 38% DUAS GESTAÇÕES 10% TRÊS GESTAÇÕES 33% QUATRO GESTAÇÕES SEIS GESTAÇÕES GRAFICO 01 – Distribuição das puérperas por número de gestações.
    • 20Em relação à realização de consultas de pré-natal, somente uma mãe não realizouas consultas, se tratando do número dessas consultas, a grande maioria (90%)realizou o número mínimo de consultas preconizadas pelo Ministério da saúde,(BRASIL, 2005) que é de pelo menos 6 consultas.Quando questionadas se receberam informações sobre aleitamento maternodurante o pré-natal, a maioria (65,0%) recebeu algum tipo de informação, o que ficaevidenciado na Tabela 04. TABELA 04 - DISTRIBUIÇÃO DAS PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO SEGUNDO REALIZAÇÃO DO PRÉ-NATAL. SENHOR DO BONFIM - BAHIA, FEVEREIRO DE 2012REALIZAÇÃO DE PRÉ-NATAL NESSA GESTAÇÃO N % SIM 20 95,2% NÃO 1 4,8% TABELA 04 – Distribuição das puérperas do Hospital Dom Antônio monteiro segundo realização do pré-natalNa Tabela 05 observa-se uma relação entre a freqüência de realização de pré-natalcom o numero de consultas. TABELA 05 - DISTRIBUIÇÃO DAS PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO SEGUNDO REALIZAÇÃO E NÚMERO DE CONSULTAS PRÉ- NATAL. SENHOR DO BONFIM - BAHIA, FEVEREIRO DE 2012 SE FEZ PRÉ NATAL, QUANTAS CONSULTAS N % REALIZOU 3a4 2 10,0% 5a6 7 35,0% 7a8 6 30,0% 9 ou mais 5 25,0% TABELA 05 – Distribuição das puérperas segundo número de consultas pré-natal.
    • 21Um Número maior do que o encontrado por Giugliani, et al.,(1995) no estudorealizado com puérperas em Porto Alegre, onde o número de mães que receberamorientação sobre aleitamento materno nas consultas de pré-natal foi de 53% emenor do que o encontrado por Nogueira, (2009) no Ceará, onde 70% das mãesreceberam tais informações, como mostra a tabela 06. TABELA 06 - DISTRIBUIÇÃO DAS PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO SEGUNDOINFORMAÇÕES RECEBIDAS DURANTE O PRÉ-NATAL SOBRE ALEITAMENTO MATERNO. SENHOR DO BONFIM - BAHIA, FEVEREIRO DE 2012 NO PRÉ-NATAL FORAM RECEBIDAS INFORMAÇÕES SOBRE ALEITAMENTO N % MATERNO SIM 13 65,0% NÃO 7 35,0%TABELA 06 – Distribuição das puérperas segundo informações sobre aleitamento materno durante o pré-natal.Já se tratando das gestações anteriores, o número de realização do pré-natal(76,9%) foi menor que das gestações atuais (95,2%), quanto ao recebimento deinformações sobre aleitamento materno no pré-natal das gestações anteriores,metade (50%) foi informada sobre o assunto durante as consultas, o que pode serobservado na Tabela 07.
    • 22 TABELA 07 - DISTRIBUIÇÃO DAS PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO SEGUNDOREALIZAÇÃO DO PRÉ-NATAL EM GESTAÇÕES ANTERIORES E INFORMAÇÕES RECEBIDAS DURANTE O PRÉ-NATAL DAS OUTRAS GESTAÇÕES SOBRE ALEITAMENTO MATERNO. SENHOR DO BONFIM - BAHIA, FEVEREIRO DE 2012 REALIZAÇÃO DE PRÉ-NATAL NAS OUTRAS N % GESTAÇÕES SIM, EM TODAS. 10 76,9% NÃO, EM NENHUMA. 3 23,1% NO PRÉ-NATAL DAS GESTAÇÕES ANTERIORES FORAM RECEBIDAS INFORMAÇÕES SOBRE ALEITAMENTO MATERNO SIM 5 50,0% NÃO 5 50,0% TABELA 07 – Adesão ao pré-natal das gestações anteriores e orientações recebidas durante as consultas.O gráfico 02 aponta a duração de aleitamento materno exclusivo entre asentrevistadas, das 13 mães que já possuíam filhos, 69% amamentaram por mais de6 meses, índice maior do que a média Nacional de amamentação exclusiva, que éde 41%, do nordeste que é de 37% e da cidade de Salvador-Ba que é de 36,5%segundo dados do Ministério da Saúde (BRASIL 2009). Frequência da amamentação exclusiva entre as puérperas do Hospital Dom Antônio Monteiro. Bahia,2012. 31% Menos de seis meses 69% Seis meses ou mais GRÀFICO 02 – Frequência de amamentação exclusiva entre as puérperas.
    • 23Das variáveis analisadas, três obtiveram unanimidade nas respostas, a primeira foiaumento do vínculo afetivo entre mãe e filho pela amamentação, onde todas asmães (100%) concordaram com a afirmação.A segunda variável, sobre quanto tempo as mães pretendiam manter amamentaçãoexclusiva aos seus bebês, 100% das puérperas responderam seis meses ou mais, oque é considerado ideal pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 2007).A terceira variável foi à intenção de amamentar, em que a totalidade das mães(100%) demonstrou desejo de dar mama aos seus filhos, porém assim como notrabalho de Carrascoza, et al., (2005), não houve relação entre o desejo deamamentar e tempo de amamentação, pois das treze mães que já tem filhos eque tem a intenção de amamentar o bebê mais novo exclusivamente com leitematerno por seis meses ou mais, quatro não conseguiram tal feito com os filhosanteriores.Nogueira, (2009) também enfatiza que a intenção de amamentar exclusivamente porseis meses não garante uma prática adequada, pois em sua pesquisa, 90% dasmães disseram que o aleitamento deveria ser de 6 meses, mas 14% delasafirmaram que seria necessário acrescentar água ou chá aos filhos, uma opçãoerrônea, que influênciará negativamente no tempo de amamentação.O gráfico 03 demonstra os motivos citados pelas mães como causa do desmameprecoce de seus filhos, as causas apontadas são consideradas “mito” pelo Ministérioda Saúde (BRASIL 2007) o que nos leva concluir que é necessário informar essasmães, quanto à desmistificação de certos conceitos errôneos, que nesses casosdeterminaram a diminuição do tempo de amamentação. Foram encontradosresultados semelhantes quanto às causa do desmame precoce em um estudorealizado em 2011 por Polido,et al.,(2011, pag 627) onde ele refere em seusresultados que “A influência negativa dos hábitos sócioculturais, concepçõesfamiliares e do meio externo quanto à amamentação estiveram presentes nosdepoimentos das mulheres que desmamaram precocemente.” Caldeira e Goulart,(2000) em Minas Gerais também encontraram as crenças de que “o leite nãosustentava” e “o leite secou” como principais motivos para o desmame precoce, aúnica diferença foi que no estudo citado, o primeiro motivo teve uma prevalênciamaior que o segundo, ao contrário do encontrado no presente estudo.
    • 24 DISTRIBUIÇÃO DOS MOTIVOS QUE LEVARAM AO DESMAME PRECOCE PELAS PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO. BAHIA,2012. 25% "O LEITE SECOU" 50% "O LEITE NÃO MATAVA A FOME DO BEBÊ" 25% "PORQUE O BEBÊ NÃO CONSEGUIA PEGAR O PEITO" GRÁFICO 03 – Distribuição dos motivos que levaram ao desmame precoce.A variável intervalo de tempo ideal entre as mamadas não foi influenciada pornenhum fator socioeconômico, sendo que a maioria das mães não sabiam ou nãoacertaram as questões.Como podemos perceber no gráfico 04, a maioria das mulheres acertou a respostasobre a necessidade de acrescentar água ou chá ao leite materno, respondendo nãoao questionamento, ao contrário do que ocorreu na pesquisa de Polido,et al.,(2011,p.04) onde segundo os autores “Independente da idade do bebê, oferecer outrolíquido ou alimento que não o leite materno foi considerado necessário pelasmulheres”. FREQUENCIA DE ACERTOS DO QUESTIONAMENTO SOBRE A NECESSIDADE DE ACRESCENTAR ÁGUA OU CHÁ AO LEITE MATERNO, FEITO ÀS PUÉRPERS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO. BAHIA,2012. 43% 57% ACERTOS ERROS GRÁFICO 04 – Frequência de acertos sobre a necessidade de acrescentar água ou chá ao leite maternoNa tabela abaixo, ao correlacionarmos idade com tempo de amamentação exclusivadas gestações anteriores, podemos perceber que as mulheres que possuem mais
    • 25de 21 anos, conseguiram amamentar exclusivamente por mais tempo do que as quetem até 20 anos, contrastando com Vieira, et al.,(2004) em um estudo na cidade deFeira de Santana - BA, onde a idade não obteve influência na duração daamamentação, já em relação ao grau de escolaridade, os dois trabalhos seassemelham, pois em nenhum esta variável teve ifluência significativa no tempo deamamentação, contrastando com Bernardi, et al.,(2009) que na cidade deCampinas-SP concluiu que mães que estudaram por menos anos amamentaram pormenos tempo. TABELA 08 DISTRIBUIÇÃO DA DURAÇÃO DA AMAMENTAÇÃO EXCLSIVA EM RELAÇÃO A FAIXAETÁRIA DAS PUÉRPERAS ENTREVISTADAS NO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO. BAHIA, 2012. MENOS DE 6 MESES 6 MESES OU MAIS IDADE EM ANOS N % N % 15 A 20 1 50 1 50 21 A 25 1 25 3 75 26 A 30 1 25 3 75 31 A 35 1 33,3 2 66,7 TABELA 08 - Distribuição da duração da amamentação exclsiva em relação a faixa etária.Horta e Olinto (1996 apud KUMMER,2000) consideram o baixo nível de renda comouma influência para a duração do aleitamento materno, os autores afirmam que emlocais mais desenvolvidos as mães que amamentam por maior tempo sãojustamente as que possuem um maior nível educacional econômico. Justamente oque ocorreu como demostra a tabela abaixo, com as mães entrevistadas: a medidaque aumentou a renda, aumentou também a porcentagem de mulheres queamamentaram por seis meses ou mais, totalizando 60% delas, nas que possuemmenos de um salário, e 100 % nas que possuem entre um e dois salários. TABELA 09 DISTRIBUIÇÃO DA DURAÇÃO DA AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA EM RELAÇÃO A RENDA
    • 26FAMILIAR DAS PUÉRPERAS ENTREVISTADAS NO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO. BAHIA, 2012. MENOS DE 6 MESES 6 MESES OU MAIS RENDA FAMILIAR N % N % TOTAL MENOS DE UM SALARIO 4 40 6 60 MÍNIMO ENTRE UM E DOIS 0 0 3 100 SALARIOS MÍNIMOS TABELA 09 - Distribuição da duração da amamentação exclusiva em relação a renda familiar.A renda familiar, o grau de escolaridade e a faixa etária influenciaram as respostassobre as vantagens do aleitamento materno para a puérpera, o número de acertosfoi mais alto entre as puérperas com idade maior que vinte e um (21) anos,principalmente entre as que tinham entre vinte e seis (26) e trinta anos (30), queacertaram o maior número de respostas.Quanto à renda familiar, as puérperas que possuíam entre um e dois saláriosmínimos, obtiveram 100%, ou seja, totalidade de acertos das perguntas referentesás vantagens da amamentação para a mulher, confrontando com apenas 50% deacerto das puérperas com renda menor que um salário mínimo.Mediante o grau de escolaridade, puérperas que iniciaram o segundo graumostraram-se mais sabedoras dos benefícios da amamentação para a saúde damulher do que as que não chegaram a terminar o primeiro grau.Assim como em Nogueira, (2009) a porcentagem de puérperas que concordaramque a amamentação traz benefícios para a mulher, foi significativa, sendo 62% nestee 75% naquele estudo.
    • 27 FREQUÊNCIA DOS ACERTOS RELATIVOS AO QUESTIONAMENTO FEITO ÀS PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO SOBRE AS VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO PARA A MÃE . BAHIA, 2012 38% ERROS ACERTOS 62% GRÁFICO 05 - Frequência de acertos sobre as vantagens da amamentação para a puérpera. .A variável vantagens da amamentação para a saúde do bebê não sofreu influênciasignificativa de nenhuma condição socioeconômica, pois a grande maioria daspuérperas concordaram com tais vantagens, como se pode perceber no gráficoabaixo. FREQUÊNCIA DOS ACERTOS RELATIVOS AO QUESTIONAMENTO FEITO ÀS PUÉRPERAS DO HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO SOBRE AS VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O BEBÊ . BAHIA, 2012 5% ERROS ACERTOS 95% GRÁFICO 06 - Frequência de acertos sobre as vantagens da amamentação para o bebê.Tratando das informações recebidas durante o pré-natal sobre aleitamento materno,pode-se perceber que tais informações fizeram diferença no nível de conhecimentodas puérperas, pois das quatro variáveis que analisavam o nível de conhecimentomaterno, três, como pode ser observado nas tabelas, 06, 07, 08 obtiveram influênciada condição de ter sido orientada em relação ao número de acertos, foram elas:vantagens do aleitamento para a puérpera, vantagens para o bebê e necessidade deacrescentar água ou chá ao leite, o mesmo ocorreu no estudo de Giugliani, etal.,(1995) onde aquelas mães que afirmaram ter recebido orientação sobre
    • 28 aleitamento materno no pré-natal apresentaram melhor conhecimento sobre amamentação.TABELA 10 DISTRIBUIÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE AS INFORMAÇÕES SOBRE ALEITAMENTO OBTIDAS NOPRÉ NATAL E A PERCEPÇÃO DAS PUÉRPERASSOBRE AS VANTAGENS DO ALEITAMENTO PARA ELAS. HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO. BAHIA, 2012. ACERTOS ERROS RECEBEU N % N % INFORMAÇÃO SOBRE ALEITAMENTO MATERNO DURANTE O PRÉ-NATAL SIM 9 69,2 4 30,8 NÃO 3 57,1 4 42,9 TABELA 10 - Distribuição da relação entre as informações sobre aleitamento obtidas no pré-natal e a percepção das puérperas sobre as vantagens do aleitamento para elas.TABELA 11 DISTRIBUIÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE AS INFORMAÇÕES SOBRE ALEITAMENTO OBTIDAS NO PRÉ NATAL E A PERCEPÇÃO DAS PUÉRPERAS SOBRE AS VANTAGENS DO ALEITAMENTO PARA O BEBÊ. HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO. BAHIA, 2012. ACERTOS ERROS RECEBEU N % N % INFORMAÇÃO SOBRE ALEITAMENTO MATERNO DURANTE O PRÉ-NATAL SIM 7 100 0 0 NÃO 12 92,3 1 7,7 TABELA 11 - Relação entre as informações sobre aleitamento obtidas no pré-natal e a percepção das puérperas sobre as vantagens do aleitamento para o bebê.
    • 29 TABELA12 DISTRIBUIÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE AS INFORMAÇÕES SOBRE ALEITAMENTO NO PRÉNATAL E O QUESTIONAMENTO SOBRE A NECESSIDADE DE ACRESCENTAR ÁGUA OU CHÁ AO LEITE MATERNO.HOSPITAL DOM ANTÔNIO MONTEIRO. BAHIA, 2012. MATERNO ACERTOS ERROS RECEBEU N % N % INFORMAÇÃO SOBRE ALEITAMENTO MATERNO DURANTE O PRÉ-NATAL SIM 9 62,9 4 37,1 NÃO 3 42,8 4 57,2TABELA 12 - Relação entre as informações sobre aleitamento no pré natal e o questionamento sobre a necessidade de acrescentar água ou chá ao leite materno.Giugliani, et al.,(1995) realizou um estudo em Porto Alegre onde o nível deconhecimento materno sobre o aleitamento não interferiu na duração daamamentação, já no presente estudo ao analisarmos esta relação, percebemos ocontrário: a influência da falta de conhecimento materno para o desmame precoce,pois dos quatro questionamentos feitos, em três: vantagens do aleitamento para amãe, vantagens do aleitamento para o bebê necessidade de acrescentar água ouchá ao leite materno as mães que amamentaram por seis meses, obtiveram umaporcentagem de acerto maior:Ao serem questionadas sobre a necessidade de acrescentar água ou chá ao leitematerno, entre as puérperas que amamentaram seus filhos por seis meses ou maisa porcentagem de acertos foi de 66,7%, já nas que amamentaram menos de seismeses, a porcentagem de acerto foi de apenas 25%.As puérperas que amamentaram por seis meses ou mais obtiveram 100% de acertoem relação às vantagens do aleitamento materno para o bebê.Em relação às vantagens da amamentação para a mulher, as puérperas que tinhamamamentado durante seis meses ou mais, tiveram uma média de acerto 16,6%maior do que as deram mama por menos de seis meses.
    • 305 CONCLUSÃOÁ medida que possibilitou-se identificar o conhecimento das puérperas sobrealeitamento materno, verificar a adesão ao aleitamento, conhecer oacompanhamento pré-natal e traçar o perfil socioeconômico dessa população, seentendeu que os objetivos propostos para esta pesquisa foram alcançados.As puérperas admitidas pelo SUS no hospital do município de Senhor do Bonfim emsua maioria entre quinze e vinte e cinco anos, possuíam nível de escolaridade quevariava do primeiro grau incompleto ao segundo grau completo e tinham rendafamiliar que variava entre menos de um salário mínimo, até mais de dois saláriosmínimos.A maioria das puérperas entrevistadas, seja do seu primeiro ou de mais filhorealizaram um número mínimo de consultas preconizadas pelo Ministério da saúde.Entre as que fizeram o acompanhamento pré-natal na última gestação mais dametade recebeu algum tipo de orientação sobre aleitamento materno durante asconsultas. Em geral nas gestações anteriores, o número consulta pré-natal foi menorque o destas últimas gestações, e quanto às orientações sobre aleitamento maternodurante o pré-natal das gestações anteriores, metade das mães receberamorientação sobre o assunto, assim ao perceber que as mães tanto aderiram mais aopré-natal, quanto receberam mais informações na última gestação, pode-se pensarem um reflexo das campanhas de incentivo à realização do pré-natal, como tambémuma maior conscientização das equipes de saúde em relação à sua influência comomultiplicadores das campanhas e prevenção e promoção a saúde que vem com opassar dos anos sendo mais difundidas.O tempo de duração da amamentação foi mais elevado que em outros municípios daBahia a exemplo de Salvador.As puérperas reconhecem que o ato de amamentar promove o aumento da relaçãoamorosa, do vínculo afetivo entre elas e seu filho, assim como a intenção deamamentar, porém, esse desejo de amamentar não foi determinante para a duraçãoda amamentação.Percepções errôneas como “o leite não sustentava” e “o leite secou”, influenciaramnegativamente a duração da amamentação, podendo ser apontadas como as
    • 31causas do desmame precoce, já o aumento da idade materna e o aumento da rendacolaboraram positivamente com o tempo de amamentação.As vantagens do aleitamento para a saúde do bebê foi defendida pela grandemaioria das puérperas e apesar das vantagens do aleitamento para a mãe ainda nãoserem tão difundidas quanto às vantagens para o bebê, também foi significativa aporcentagem de puérperas que concordaram com esses benefícios.A importância da educação em saúde foi ressaltada ao perceber que as informaçõessobre amamentação durante as consultas no pré-natal colaboram positivamentecom nível de conhecimento sobre aleitamento materno.Um dos pontos mais interessantes da pesquisa foi justamente compreender que aeducação em saúde contribui com o conhecimento, e este conhecimento maternoteve uma influência positiva em relação ao tempo de amamentação exclusiva, ouseja, esse tipo de ação deve ser incentivada, pois ela pode ser determinante para seevitar o desmame precoce.
    • 32BIBLIOGRAFIABERNARDI,J.L.D.; JORDÃO,R.E.; FILHO,A.A.B. Fatores associados à duraçãomediana do aleitamento materno em lactentes nascidos em município do estado deSão Paulo1 Rev Nutr., Campinas, 22(6):867-878, nov./dez., 2009.BENER, A; EHLAYEL, S.E; ABDULRAHMAN, H.M. Aleitamento materno exclusivo eprevenção de doenças diarréicas. Um estudo no Qatar. Rev. Bras. Saude Mater.Infantil. Vol. 11 no. 1. Recife, Jan/Mar 2011.BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Capítulo II,Artigo 7o, Parágrafo XVIII.________ Decreto-Lei Nº. 5.452, de 1º de Maio de 1943. Capítulo III, Seção IV,Artigo 389; seção V, Art. 396._______ Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área Técnica deSaúde da Mulher. Parto, aborto e puerpério: assistência humanizada à mulher/Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica da Mulher. –Brasília: Ministério da Saúde, 2001. (p. 135,136)._______ Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento deAções Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Pré-natal ePuerpério: atenção qualificada e humanizada – manual técnico/Ministério da Saúde,Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas– Brasília: Ministério da Saúde, 2005._______ Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Promovendo oAleitamento Materno, Álbum seriado. 2ª edição, revisada. Brasília: 2007 (p.04-12)._______ Ministério da Saúde. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamentomaterno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção àSaúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério daSaúde, 2009. 112 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos deAtenção Básica, n. 23) (Pag: 12, 13, 20, 21)._______ Ministerio da Saude. Secretaria de Atencao a Saude. Departamento deAcoes Programaticas e Estrategicas. II Pesquisa de Prevalencia de AleitamentoMaterno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal / Ministerio da Saude, Secretaria
    • 33de Atencao a Saude, Departamento de Acoes Programaticas e Estrategicas. –Brasilia : Editora do Ministerio da Saude, 2009.Caldeira, A.P.; Eugênio,M.A.; Goulart,J. A situação do aleitamento materno emMontes Claros, Minas Gerais: estudo de uma amostra representativa Breastfeedingin Montes Claros, Minas Gerais: a representative sample study. Pediatr (Rio J)2000;76(1):65-72CALLADO, A.L.C; ALMEIDA, M.A. Perfil dos artigos sobre custos no agronegóciopublicados nos anais do Congresso Brasileiro de Custos. Disponível em:www.custoseagronegocioonline.com.br. v. 1, n. 1 - Jan/Jun – 2005. Acesso em:18/09/11 às 18:23hCARRASCOZA, K.C.; JÚNIOR,A.L.C,; MORAES,A.B.A. Fatores que influenciam odesmame precoce e a extensão do aleitamento materno,Estudos de Psicologia ICampinas I 22(4) I 433-440 I outubro - dezembro 2005.DANTAS, M.; CAVALCANTE, V. Pesquisa Qualitativa E Pesquisa Quantitativa.Recife. 2006.GIUGLIANI,E.R.J.; ROCHA,L.V.L.; NEVES,M.J.; POLANCZYK,C.A.; SEFFRIN,C.F.;SUSIN.O.L. Conhecimentos maternos em amamentação e fatores associados. JPediatr (Rio J) 1995;71(2):77-81GIUGLIANI, E.R.J. O aleitamento materno na prática clínica. Jornal de Pediatria,Rio de Janeiro, 2000;7HORTA e OLINTO (1996) IN KUMMER,S.C; C GIUGLIANIBE.R.J.; SUSINC,O.L.;FOLLETTOD,J.L.; LERMENE,N.R.; YJ WUF,V.; SANTOS,L.D .; CAETANO,M.B.Evolução do padrão de aleitamento materno. Revista de saúde pública,volume34,número 2, abril 2000.ICHISATO, S.M.T.; SHIMO, A.K.K. Aleitamento materno e as crenças alimentares.Rev Latino-am Enfermagem. Setembro-Outubro, 2001.MARQUES, R. F. S. V; LOPEZ F.A; BRAGA, J.A.P. O crescimento de criançasalimentadas com leite materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida. Jornal dePediatria - Vol. 80, Nº2, 2004.
    • 34MOTTA (1990); SILVA (1999) IN SILVA, I.A. Enfermagem e aleitamento materno:combinando práticas seculares. Revista Escola de Enfermagem da USP, v.34, n.4,p. 362-9, dez. 2000.NAKANO, M.A.S; Reis, M.C.G; Pereira, M.J.B; Gomes, F.A.l. O espaço social dasmulheres e a referencia para o cuidado na prática da amamentação. Rev Latino-amEnfermagem. Março-Abril, 2007.NEIVA F.C.B; Cattoni, D.M; Ramos, J.L.A; Issler,H. Desmame precoce: implicaçõespara o desenvolvimento motor-oral. Jornal de Pediatria. Vol. 79, Nº1. Rio deJaneiro, 2003.NEVES, L.J. Pesquisa qualitativa: características, usos e possibilidades. Cadernosde pesquisa em administração, São Paulo, V01, nº 3, 2º sem, 1996.NOGUEIRA,C.M.R. Conhecimento sobre aleitamento materno de parturientes eprática de aleitamento cruzado na Unidade Hospitalar e Maternidade VenâncioRaimundo de Sousa – Horizonte - Ceará. Rio de Janeiro: s.n., 2009. 58 f., tab.PERCEGONI, N. et al. Revista de Nutrição vol.15 no.1 Campinas Jan. 2002.POLIDO,C.G.; Débora Falleiros de Mello.; D.F Cristina.; Parada,C.M.G.L.; LeiteCarvalhaes,M.A.B.L.; Tonete,V.L.P. Vivências maternas associadas ao aleitamentomaterno exclusivo mais duradouro: um estudo etnográfico. Acta Paul Enferm2011;24(5):624-30.VIEIRA,G.O.; Almeida,J.A.G.; Silva.L.R.; Cabral,V.A.; Netto,P.V.S. Fatoresassociados ao aleitamento materno e desmame em Feira de Santana,Bahia Rev. Bras. Saude Mater. Infant. vol.4 no.2 Recife Apr./June 2004
    • 35APÊNDICES
    • 36APÊNDICE A - QUESTIONÁRIO QUESTIONÁRIO PARA ENTREVISTA 1- Qual a sua idade? 2- Até que série você estudou? 3- Qual a renda familiar total?( ) Nenhuma ( ) Menos de 1 salário mínimo( ) Entre 1 e 2 salários mínimos ( ) Acima de 2 salários mínimos 4- Você fez pré – natal?( ) Sim ( ) Não 5- Se sim quantas consultas você fez? 6- Você recebeu informação sobre aleitamento materno no pré-natal?( ) Sim ( ) Não 7- Quantas gestações você já teve contando algum possível aborto? 8- Se já tem filhos, você o(s) amamentou exclusivamente por quanto tempo?
    • 37 9- Se amamentou exclusivamente por menos de 6 meses, qual foi o motivo? 10- Fez pré-natal nas gestações anteriores? Em quantas? 11- Durante o pré- natal nas gestações anteriores, recebeu informaçõessobre aleitamento materno?( ) Sim ( ) Não12- Além do Pré-Natal você recebeu informações sobre aleitamento materno de outra pessoa? De quem? 13- Você pretende amamentar seu filho?( ) Sim ( )Não 14- Se sim, por que você pretende amamentá-lo? 15- Se pretende amamentar, por quanto tempo você dará apenas o leite materno ao seu bebê e por quê? 16- O intervalo entre as mamadas deve ser de quanto tempo?
    • 38 17- É necessário acrescentar água ou chás pra complementar o leite dopeito?( ) Sim ( )Não 18- Entre as vantagens do aleitamento materno estão: ( ) Previne o bebê contra doenças ( ) Diminui as chances do bebê ter alguns tipos de alergia ( ) Ajuda no desenvolvimento da fala e da respiração adequada no bebê ( ) Ajuda no crescimento e desenvolvimento do bebê ( ) Aumenta o vínculo afetivo entre mãe e filho ( ) Previne Câncer de mama na mãe ( ) Previne Câncer de ovário na mãe ( ) Previne Osteoporose na mãe ( ) Previne Hemorragia depois do parto ( ) Ajuda o útero a voltar ao tamanho normal mais rapidamente ( ) A mulher volta mais rápido ao peso que tinha antes da gravidez
    • 39APÊNDICE B- TCLE TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE)A Sra está sendo convidada a participar da pesquisa intitulada: “Percepção depuérperas sobre as vantagens do aleitamento materno x a escolha deamamentar” de responsabilidade da pesquisadora Thaisy Luzia Campos Fernandes, RG:2153185 CPF: 034.412.354-52Esclareço que a pesquisa não traz risco nenhum a Sra participante, e que a Sra pode terseus dados retirados da pesquisa a qualquer momento sem aplicação de penalidade, ouinterferência na assistência prestada na unidade em que se encontra para tratamento. Damesma forma, será garantido o sigilo dos dados, confidencialidade e anonimato. Suaparticipação consistirá em responder às perguntas presentes em uma entrevista, que serárealizada mediante assinatura deste termo.O conteúdo da entrevista será arquivado por um período de 5 (cinco) anos, ficando sob aguarda da pesquisadora e posteriormente incinerado. Informo também que não haveránenhum tipo de gratificação ou bonificação a senhora nem ao pesquisador pela participaçãono estudo, e que os dados obtidos serão utilizados para elaboração de um trabalho deconclusão do curso de Bacharelado em Enfermagem da Universidade do Estado da Bahia,da acadêmica Poliana Dantas de Santana, podendo ser posteriormente publicado emrevistas científicas, ou apresentado em congressos.Informo que como pesquisadora responsável, cumprirei a resolução 196/96Assim, após prestados todos os esclarecimentos, solicitamos sua participação, agradecendodesde já.Eu, abaixo assinado, declaro, para devidos fins, que após ter sido esclarecido sobre apesquisa e ter entendido o que me foi explicado, aceito participar voluntariamente damesma. Declaro também que o termo foi assinado em duas vias, uma ficando comigo eoutra com o responsável pela aplicação da entrevista.______________________________ ________________________________ Assinatura da Participante Thaisy Luzia Campos Fernandes (Pesquisadora)