Monografia Mácia Pedagogia 2009

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Pedagogia 2009

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Monografia Mácia Pedagogia 2009

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS VII – SENHOR DO BONFIM MÁCIA SANTOS CARVALHO LEITURA: COMPREENSÃO DO PROCESSO DECONSTRUÇÃO DO SENTIDO PELOS PROFESSORES DA ESCOLA JOSÉ BARRETO FILHO DO MUNICÍPIO DE CAMPO FORMOSO. SENHOR DO BONFIM ABRIL DE 2009
  2. 2. 2 MÁCIA SANTOS CARVALHO LEITURA: COMPREENSÃO DO PROCESSO DECONSTRUÇÃO DO SENTIDO PELOS PROFESSORES DA ESCOLA JOSÉ BARRETO FILHO DO MUNICÍPIO DE CAMPO FORMOSO. Trabalho monográfico apresentado como pré- requisito para a conclusão do curso de licenciatura em Pedagogia, Habilitação nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental pelo Departamento de Educação do Campus VII. Senhor do Bonfim. Orientadora: Rita de Cássia Braz Conceição Melo. Senhor do Bonfim Abril de 2009
  3. 3. 3 MÁCIA SANTOS CARVALHOLeitura: Compreensão e vivência do processo de construção do sentido pelosprofessores da Escola José Barreto Filho. APROVADA:_______________DE_________________DE 2009 Orientadora:Rita de Cássia Braz Conceição Melo._______________________ ________________________ BANCA EXAMINADORA BANCA EXAMINADORA _______________________________________________ PROFª. RITA DE CÁSSIA BRAZ CONCEIÇÃO MELO ORIENTADORA
  4. 4. 4A Deus que iluminou minha mente escrevercada linha deste trabalho. E aos meusfamiliares que torceram pelo meu sucesso.
  5. 5. 5 AGRADECIMENTOS Agradeço ao colegiado de Pedagogia e aos professores que foram corpodocente do Curso de Pedagogia. A reitoria da Universidade do Estado da Bahia-UNEB, especialmente oCampus VII. A professora orientadora Rita de Cássia Braz Conceição Melo que foiimportante durante o período de desenvolvimento desta pesquisa. Aos funcionários da biblioteca meu muito obrigado. E aos demais funcionais deste departamento de educação.
  6. 6. 6“A leitura amplia e integra os conhecimentos.Quem lê, constrói sua própria ciência, quemnão lê, memoriza elementos de um todo quenão se atingiu”.(RUIZ, J. A)
  7. 7. 7 LISTA DE FIGURAFigura 4.1.1 – Percentual em relação à faixa etária.Figura 4.1.2 – Percentual em relação ao sexo.Figura 4.1.3 – Percentual em relação ao nível de escolaridade.Figura 4.1.4 – Percentual em relação à instituição onde concluíram o ensino médio.Figura 4.1.5 – Percentual em relação ao tempo de atuação no magistérioFigura 4.1.6 – Percentual em relação à renda familiar.Figura 4.1.7 – Percentual em relação ao vínculo com o município.Figura 4.1.8 - Percentual em relação à área de atuação.Figura 4.1.9 – Percentual em relação onde se costuma buscar informações.Figura 4.1.10 – Percentual em relação à quantidade de livros que lê durante o ano.Figura 4.1.11 – Percentual em relação a tipos de livros que mais lê.
  8. 8. 8 RESUMOEstá pesquisa visou identificar e analisar as compreensões que os professores dasséries iniciais, da Escola José Barreto Filho de Campo formoso – BA têm sobre aleitura. Este estudo teve como suporte teórico: Silva (2005); Cagliari (1989); Alarcão(2005); Kleiman (2002); Barbosa (1994); Solé (1998), dentre muitos outros, com ointuito de fundamentar epistemologicamente a pesquisa, contribuindo dessa formapara uma reflexão crítica realizada neste estudo. Os procedimentos metodológicosseguirão um enfoque qualitativo com os seguintes instrumentos de trabalho: umquestionário fechado traçando o perfil dos sujeitos e um questionário semi-estruturado para identificar as compreensões dos sujeitos da investigação.A partir da análise dos questionários, foi possível identificar que 50% dasprofessoras compreendem a leitura como: ampliação de conhecimento, comoprocesso de compreender o texto e leitura simultaneamente com a prática.Como considerações finais são necessárias que se pesquise muito sobre a leiturapara poder melhorar a prática pedagógica das professoras das séries iniciais queainda não estão aptas sobre compreensão de leitura.Palavra-Chave: Compreensão, Leitura, Prática docente.
  9. 9. 9 SUMÁRIOINTRODUÇÃO..................................................................................................... 111. PROBLEMATIZAÇÃO – Leitura: Compreensões dos professores dasséries inicias do Ensino Fundamental............................................................ 122. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..................................................................... 162.1. Compreensão............................................................................................... 162.2. Leitura........................................................................................................... 182.3 Prática docente.............................................................................................. 223. METODOLOGIA.............................................................................................. 263.1. Tipo de Pesquisa.......................................................................................... 263.2. Instrumento de coleta de dados................................................................... 273.3. Local............................................................................................................ 273.4. Sujeito da pesquisa...................................................................................... 283.5. Etapas........................................................................................................... 294. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS................................... 304.1. Resultado do questionário fechado: O perfil dos sujeitos........................... 304.1.1 Faixa etária................................................................................................. 304.1.2 Sexo............................................................................................................ 314.1.3 Nível de escolaridade................................................................................. 314.1.4 Instituição onde concluiu o Ensino Médio.................................................. 324.1.5 Tempo de atuação no magistério............................................................... 324.1.6 Renda familiar............................................................................................ 334.1.7 Vínculo com o município............................................................................. 34
  10. 10. 104.1.8 Área de atuação......................................................................................... 344.1.9 Onde costuma buscar informações............................................................ 354.1.10 Quantidade de livros que lê durante o ano.............................................. 374.1.11 Tipos de livros que mais lê....................................................................... 374.2 Resultados dos questionários....................................................................... 374.2.1 Leitura como ampliação de conhecimento................................................. 384.2.2 Leitura como processo de compreender o texto........................................ 394.2.3 Leitura simultaneamente com a prática docente........................................ 40CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................ 42REFERÊNCIAS.................................................................................................. 44APÊNDICES ...................................................................................................... 46
  11. 11. 11 INTRODUÇÃO Identificar e analisar as concepções e compreensões que os professores daescola José Barreto Filho do Município de Campo Formoso-BA, têm sobre a leitura. Essa identificação é de grande relevância numa sociedade marcada poravanços tecnológicos, que atribuem à escola, e primeiramente aos professores aresponsabilidade maior de formar cidadãos críticos, reflexivos e participativos na suacidadania. Desta forma, com o objetivo de identificar as compreensões; apresentadasinicialmente nessa pesquisa sobre a importância da compreensão de leitura iniciam-se o presente trabalho. No I Capítulo, abordamos sobre leitura, as indagações e questionamentosdesta problemática e os objetivos desta pesquisa. No Capítulo II, apresentaremos os conceitos-chave, discutimos o amparo dealguns teóricos. No Capítulo III, apresenta-se a metodologia, amparados em autores paraconcretização da pesquisa qualitativa. No Capítulo IV, apresentamos a análise e interpretações dos resultados,utilizamos os questionários fechados no intuito de traçar o perfil das professoras e osemi-estruturado para identificar as compreensões que as mesmas têm sobreleitura. Nas considerações finas centramos nossa preocupação na compreensão deleitura e esperamos que o estudo sirva de orientação e estímulo a todos que a elativerem acesso e que sirva de subsídios para futuras pesquisas.
  12. 12. 12 CAPÍTULO I LEITURA: COMPREENSÕES DOS PROFESSORES DAS SÉRIES INICIAIS DE ENSINO FUNDAMENTAL O mundo apresenta um ritmo de inovação, informação e aperfeiçoamento.Sendo assim, no decorrer dos últimos anos em que proliferam os recursosaudiovisuais, ainda é, através da leitura que se realiza o processo de transmissão eaquisição da cultura, adquirimos conhecimentos que nos permitem interagirmos nasociedade. Como afirma Silva (2005): As experiências conseguidas através da leitura, além de facilitarem o posicionamento do ser do homem, numa condição especial (o usufruir dos bens culturais escritos, por exemplo), são ainda, as grandes fontes de energia que impulsionam a descoberta, elaboração e difusão do conhecimento. (p.38) Daí a importância que se atribui ao ato de ler, enquanto lemos vivemos umaexperiência transformadora, buscamos a liberação, adquirimos consciência dos atose do potencial na construção e reconstrução de uma sociedade mais justa. Pois éatravés do ato de ler que adquirimos conhecimentos para posicionarmos de maneiracrítica diante dos fatos sociais, que segundo Silva (2005) uma leitura crítica écondição para educação libertadora, para uma verdadeira ação cultura. A leitura se faz presente em todos os níveis educacionais e da sociedadeletrada. A mesma começa no lar, aperfeiçoa-se na escola, após continua a seencontrar nos livros-texto, ao longo da trajetória acadêmica e continua pela vidaafora, ou seja, a prática de leitura se faz presente em nossas vidas desde omomento em que começamos a compreender o mundo a nossa volta. Nos tempos antigos, antes da invenção da imprensa, reservava-se apouquíssimos o privilégio da leitura, ela só era acessível a uma elite culta quesegundo Silva (2005) dada às condições do desenvolvimento histórico e cultural do
  13. 13. 13Brasil, a leitura enquanto lazer e atualização sempre foram de uma minoria deindivíduos que tiveram acesso à educação. Enquanto a grande maioria dapopulação não teve condição de estudar, utilizaram os meios de comunicação parase informarem. Só nestes últimos anos, com o desenvolvimento tecnológico e econômicoexigindo continuamente a colaboração intelectual da maioria das pessoas,preocupou-se em tornar o direito de ler para todos. Dessa forma, a leitura se faz imprescindível, pois o indivíduo letrado tem apossibilidade de captar elementos determinados pelo poder massificador eautoritário, tornando-se um leitor crítico. Como afirma Bamberger (2004) a leituradesprovida de crítica pode levar a aceitação mecânica de argumentos e situações. Todos precisam estar seriamente convencidos da importância da leitura paraa vida individual, social, cultural, pois se a pessoa não compreende o materialimpresso, não tem possibilidade de usufruir dos bens culturais que compõe opatrimônio. Por todas essas razões, a leitura é uma forma exemplar deaprendizagem. Hoje, ninguém diz acreditar que a leitura é tida apenas como decodificação eprocessamento de palavras, porém em dizer como uma interação em que o leitor e oautor constroem um texto. Como afirma Bamberger (2004): A habilidade de ler perfeitamente não consiste na capacitação bem treinada de “combinar sons em palavras e palavras em unidades de pensamento” (como se acreditava anteriormente), mas no” reconhecimento imediato de grupos armazenado de palavras (p.23). Para Kleiman (2004) leitura é um ato individual de construção de significadoem um contexto onde há interação entre o autor e o leitor, ou seja diferente paracada leitor, pois dependerão dos conhecimentos, interesses e objetivos do
  14. 14. 14momento. Pois ela é uma atividade individual, já mais duas pessoas fazem a mesmaleitura de um texto. Cotidianamente, identificam-se situações em que se requer o uso de leitura.Desde da escolha de um ônibus até a leitura de bula de remédio. Desta forma, umdos múltiplos desafios a ser enfrentado pela escola é o de fazer com que os alunosaprendam a ler. O aluno que saber agir com autonomia dentro da sociedade letrada. Segundo Cagliari (1989) é muito mais importante saber ler do escrever. Omelhor que a escola pode oferecer aos alunos deve estar voltado para a leitura.Porque, de acordo com o autor se aluno não sair muito bem em determinadaatividade, porém, for bom leitor, pode-se afirmar que a escola cumpriu grande partede sua função. A leitura está presente em muitos momentos da vida, não se restringindoapenas ao âmbito escola, a maioria do que se aprende na vida deve ser conseguidoatravés da leitura fora da escola. O ato de ler se manifesta através dosconhecimentos de outros mundo, realizando nossas descobertas e aumentandoexperiências de mundo. Segundo Solé (1998). Um dos múltiplos desafios a ser enfrentado pelaescola é o de fazer com que seus alunos aprendam a ler, pois a aquisição da leituraé muito importante para que o aluno possa agir com autonomia nas sociedadesletradas e a leitura provoca uma desvantagem nas pessoas que não realiza essaaprendizagem. É comum afirmarmos que as crianças não gostam de ler e nãocompreendem o que ler. Culpamos os interesses e hábitos diferentes das crianças,mais poucas vezes questionamos o papel do modo de aprendizagem a qualaderimos em quanto contribuidor. Solé (1998) considera que o problema do ensino de leitura na escola não sesitua no nível do método, mais na própria conceitualização do que é leitura.
  15. 15. 15 Os desafios encontrados na área de ensino de leitura no Brasil sãoinúmeras, basta ver os resultados da Provinha Brasil, que foi realizada nas sériesiniciais do Ensino Fundamental. Essa é uma realidade que nos obriga a refletir arespeito da formação de conceitos de leitura adquiridos por sujeitos responsáveispelo ensino aprendizagem de leitura em sala de aula. Talvez, o grande desafio sejaas compreensões de leitura do professores e futuros professores. O âmbito de tais discussões e a preocupação com a leitura em geral temtrazido inquietações e mobilizações, nos motivando a pesquisar sobre a mesma, àmedida que estudamos e refletimos sobre a leitura, projetou nova luz sobre o seusignificado, não só em relação às necessidades da sociedade, mas também às doindivíduo. Ler significa igualmente o de desenvolver a potencialidade intelectual, ode aprender e progredir. Baseado nessa realidade e buscando o enriquecimento de nossasexperiências profissionais, pretendemos através desta pesquisa refletir algunsaspectos sobre a conceitualização da leitura pelos professores do município deCampo Formoso, trazendo a seguinte questão: Quais são as compreensões que osprofessores da Escola José Barreto Filho do Ensino Fundamental I têm sobre aleitura? A presente pesquisa tem como objetivos: Identificar e analisar ascompreensões que os professores de educação das séries iniciais do EnsinoFundamental têm sobre leitura. Acreditamos que os resultados do presente trabalho poderão contribuir para aEscola José Barreto Filho, pois a partir dos objetivos deste trabalho conduziremospara essa instituição uma discussão que possibilite aos professores que atuam nasSéries Iniciais do ensino fundamental a refletirem sobre sua pratica pedagógica efornecer fundamentos teóricos para melhor compreenderem e, se necessário,alterarem suas práticas de ensino de leitura para melhoria da educação pública domunicípio.
  16. 16. 16 CAPÍTULO II FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Diante do nosso problema que objetiva identificar e analisar ascompreensões que os professores de educação das séries iniciais do ensinofundamental têm sobre a leitura. Trabalharemos com os seguintes conceitos –chave: Compreensão, leitura, prática docente. Nesse sentido refletiremos inicialmente a palavra chave compreensão.2.1. Compreensão A sociedade vem sofrendo transformações em sua estrutura social,econômica e política, passando assim a exigir da escola a formação de um novoaluno capaz de atuar na sociedade de maneira a transformá-la. Exigindo umprofessor que tenha capacidade, que leia para adquirir conhecimento e que sejareflexivo capaz de compreender a complexidade da situação de hoje, para atuar narealidade presente, para poder melhorar, ou seja, o professor precisa compreender oconhecimento que ele tem sobre a leitura. Segundo Alarcão (2005): Para que os cidadãos possam assumir este papel de actores críticos, situado, têm de desenvolver a grande competência da compreensão que assenta na capacidade de escutar, de observar e de pensar, mas também na capacidade de utilizar as várias linguagens que permitem o ser humano estabelecer com os outros e com o mundo mecanismos de interação e de intercompreensão. (p.23). Nesse sentido sobre compreensão consultamos o dicionário Aurélio (1999) eencontramos a seguinte definição: ato ou efeito de compreender, faculdade de
  17. 17. 17perceber, percepção: conjunto das características gerais que formam um conceito eque são os atributos dos objetivos designados por um termo. Sendo assim, faz-se necessário que o professor compreenda que a leituradeve está dirigida por objetivos e que o leitor conheça o que vai ler para podercompreender. Para que aconteça o educador precisa buscar conhecer bem comotrabalhar com leitura, aperfeiçoar continuamente com responsabilidade, ser criativo ecrítico e tenha a sensibilidade para compreender aqueles com que atua. Assim oprofessor precisa ter uma compreensão mesmo que elementar do desenvolvimentoda criança e da aprendizagem, que possibilitem conduzir à aprendizagem doseducandos a realidade, compreendendo o seu modo de ser e ver o mundo. Para Burker (2003): O professor que precisamos e o professor que conhece bem sua matéria, que tem uma boa compreensão das inúmeras interdependências, e que, principalmente conhece profundamente como as pessoas constroem seus conhecimentos (...) e como na prática, estimular e orientar esses processos. (p.96). Podemos dizer que quando a leitura envolve compreensão ler torna-se uminstrumento útil para aprender significativamente, pois precisamos ter objetivos,idéias, experiências prévias para poder compreender o que está lendo e assim àleitura torna-se útil, ou seja, a construção de significado do texto acontece mediantea interação entre o autor e o leitor, o seu conhecimento e o leitor completa o textocom os seus conhecimentos. Segundo Silva (2005): O “compreender” deve ser visto de forma de ser, emergindo através das atitudes do leitor diante do texto, assim como através do seu conteúdo, ou seja, o texto como uma percepção ou panorama dentro do quais os significados são atribuídos. (p.44) Nesse sentido, não basta simplesmente decodificar as representaçõesindicadas por sinais e signos é necessário que o leitor que compreende o que lê
  18. 18. 18porta-se diante do texto transformando-o e ao mesmo tempo transformando-se, ouseja, quando um leitor compreende o que lê, está aprendendo, à medida que sualeitura o informa permite que o leitor se aproxime do mundo de significados de umdeterminado autor e oferece opiniões sobre determinados aspectos. Para Freire (1992) a compreensão do texto a ser alcançada por sua leituracrítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ou seja, seentende que a partir dos diversos conhecimentos que o leitor possui ele temcompreensão do texto lido, pois ler é acima de tudo compreender. Para que issoaconteça é preciso que o leitor esteja comprometido com sua leitura, ele precisamanter um posicionamento crítico sobre o que lê. Quando atende a essanecessidade, o leitor se projeta no texto, levando para dentro dele toda a suavivência pessoal, com suas emoções, expectativas e seus preceitos. Segundo Kleiman (2002) a noção de compreensão de texto é um ato quenão é apenas [...] cognitivo com seus processos múltiplos, mas também é um atosocial entre o leitor e o autor que interagem entre si. Ou seja, o leitor transmite aostextos lidos as cargas de suas experiências humanas e intelectuais. Compreendernão é uma questão de tudo ou nada, mas está associado ao conhecimento de que oleitor dispõe sobre o texto e os seus objetivos. Se ensinarmos a ler compreensivamente e aprender a partir da leituraestamos fazendo com que aprendam a aprenderem, isto é, com que possamosaprender de forma autonomia em uma multiplicidade de situações. Discutiremos agora o segundo conceito-chave leitura.2.2. Leitura É de fundamental importância frisar que a leitura é muitíssima importante,pois a mesma amplia e integra o conhecimento, abrindo cada vez mais oshorizontes, enriquecendo o vocabulário e a facilidade de comunicação. Podemosdizer que a leitura é a atividade principal, desenvolvida pela escola para formação
  19. 19. 19dos educandos. A leitura é a extensão da escola na vida das pessoas. Pois a maiorparte do que se aprende na vida é conseguido através da leitura fora da escola. Segundo Cagliari (1989) a leitura é a extensão da vida na escola daspessoas. A maioria do que se aprende na vida terá de ser conseguido através daleitura fora da escola, de acordo com o autor a leitura é uma herança maior do quequalquer diploma. Quando pensamos em ler e escrever, imediatamente nos vêm à mente aspráticas escolares ou as práticas profissionais formais de emprego de leitura eescrita. Mas podemos pensar é que fora da escola também se lê e se escrevem demodos diversos, muito singulares para as mais diferentes necessidades e nos maisdiversificados grupos sociais. O processo de ler extrapola os muros escolares epassam a ser praticados muito além, passam a fazer parte da vida cotidiana. Por essa razão não poderíamos de deixar de resgatar o que Freire nos traz:Segundo Freire (1998) a leitura do mundo precede a leitura da palavra. A tarefaprincipalmente dos educadores não é fácil, as crianças chegam à escola com aleitura do seu mundo particular e a tarefa do professor é construir aos pouco apassagem desse mundo particular para o mundo geral, ou seja, passa da leiturasimples para a leitura simples para a leitura crítica do mundo. Segundo Cagliari (1989) “Ler é uma atividade complexa e que envolvemuitos problemas não só semânticos, culturais, ideológicos filosóficos, mas atéfonético” (p.149). Portanto o ato de ler em sentido amplo corresponde ao processode apreensão da realidade que cerca o individuo e essa realidade apresenta paracada um de nós através de várias linguagens. Ler é saber compreender e interpretar, e essa interpretação não são a única,depende de cada pessoa de seu contexto de vida, sociedade, trabalho, família,época. Ler implica não só aprender o significado, mas trazer para o texto lidoexperiência e visão de mundo do leitor. Para Silva (2005) o ato de ler é umanecessidade concreta para a aquisição de significados e experiências nassociedades onde a escrita se faz presente.
  20. 20. 20 É por isso que a leitura é considerada um processo interativo, no sentido deque os diversos conhecimentos do leitor interagem em todo momento em parachegar à compreensão. Para Cagliari (1989): A leitura é, pois, uma decifração e uma decodificação. O leitor deverá em primeiro lugar decifrar à escrita depois entender a linguagem encontrada, em seguida decodificar todas as implicações que o texto tem e, finalmente refletir sobre isso e formar o próprio conhecimento e opinião a respeito do que leu.(p.150). Para Lanza (1998) a leitura é uma realização intermediada pelo texto em seuprocesso de expressão e formação do conhecimento. Dessa forma o leitor pode serdescrito de três maneiras: Como ser plural, tendo a capacidade de se envolver emum mundo informatizado, psicológico ser literário para utilização e desenvolvimentode suas competências e habilidades cognitivas, ou seja, sendo capaz de ler,escrever, produzir e interpretar o universo a sua volta; e ser social, quando eleconsegue inseri-se diante dos fatos históricos sociais de leitura com a possibilidadede compreender o ato de ler. A leitura não pode ser confundida com decodificação de sinais, comreprodução mecânica de informações ou respostas convergentes a estímulosescritos pré-elaborados. Segundo Cagliari (1989) “a leitura é uma atividade deassimilação de conhecimentos, de interiorização de reflexão”(p.150). A leitura deve ser colocada com objetivo, pois o leitor constrói o significadodo texto, exprime opiniões próprias sobre o que leu. Para Silva (2005): A leitura crítica sempre leva a produção de construção de um outro texto: O texto do próprio leitor. Em outras palavras a leitura crítica sempre gera expressão. O desvelamento do ser do leitor. Assim, esse tipo de leitura é muito mais do que um simples processo de apropriação de significado; a leitura crítica deve ser caracterizada como um PROJETO, pois se concretiza numa proposta pensada pelo ser-no-mundo, dirigido ao outro (p.81).
  21. 21. 21 Segundo Kleiman (2004) a leitura é um ato individual de construção designificados num contexto que se configura mediante a interação entre autor e leitor,e que, portanto, serão diferentes para cada leitor, dependendo de seusconhecimentos, interesses e objetivos do momento. O leitor coloca em jogo todo seuconhecimento, quando lê, além disso, completa o texto com seus conhecimentos,por isso, um mesmo leitor pode atribuir diferentes significados a um mesmo texto seeste for lido em diferentes momentos da vida. Para Solé (1998) a leitura: “é um processo mediante o qual se compreende alinguagem escrita (...). Para ler necessitamos simultaneamente manejar comdestreza as habilidades de decodificar e aportar ao texto nossos objetivos, idéias eexperiências prévias (...)”. (Solé, 1998, p.23). Segundo Solé, para uma pessoa se envolver em qualquer atividade deleitura, é necessário que ela se sinta que é capaz de ler e compreender o texto tantode forma autônoma, como pode apoiar-se em leitores mais experientes. Ainda conforme: (Solé, 1998) a leitura é um processo de emissão everificação de previsões que levam à compreensão do texto. Que enquanto lê, asprevisões feitas pelo leitor devem ser compatíveis com o texto ou substituídos poroutros. Pois quando as previsões são encontradas, a informação do texto integra-seaos conhecimentos do leitor e a compreensão do texto lido vem acontecer. Segundo Kleiman (2000) Compreensão é o esforço para criar o sentido dotexto, tem sido várias vezes descrito como um esforço inconsciente na busca decoerência do texto. A compreensão do texto é um ato difícil e está ligadoprincipalmente a inúmeros processos cognitivos que fazem com que o leitor interajacom o texto, dando sentido ao mesmo. Esses processos contribuem na formação do leitor enriquecendo osaspectos criativos na hora da leitura. Segundo Luckesi (2003) a leitura para atender o seu pleno sentido deve,refere-se à realidade. Caso contrário ela, ela será um processo, mecânico dedecodificação de símbolos.
  22. 22. 22 A leitura tem uma importância fundamental na vida das pessoas. Anecessidade de muita leitura está posto entre todos. Pois, segundo Kleiman (2004)O bom leitor é aquele que lê muito e que gosta de ler. De acordo com a autora ocaminho para chegar a ser um bom leitor consiste em lê muito. Pois quem lê muitoobtém conhecimento, informação em relação a qualquer contexto e área deconhecimento. Para Vygotsk (1996) a leitura é um ato de reconstrução dos processos deprodução. Para ele a leitura nunca é mera decodificação dos signos está presente aleitura que vem empregada de sentido e predomina sobre o significado da palavra. Freire (1998) também se refere a uma compreensão crítica do ato de ler (...)que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escritamas que antecipa do mundo e se alonga na inteligência. Para que o leitor compreenda o texto a leitura não deve ser restringir apenasa um ato de reprodução de palavras frases, nenhuma atitude passiva perante otexto. O leitor deve utilizar na leitura os conhecimentos adquiridos ao longo de suavida para obter compreensão. Discutiremos agora sobre a Prática Docente2.3. Prática docente O professor não pode e não deve confiar em uma metodologia especial,milagrosa, mas na sua experiência fundamentada por sua competência pedagógica.Pois o educador observando seus alunos, refletindo sobre sua prática eaprofundando seus conhecimentos sobre leitura e aprendizagem, pode compreendere atender as necessidades, as dificuldades e os interesses de cada criança numdado momento. Segundo Barbosa (1994):
  23. 23. 23 O professor deixa de ser o mero transmissor de conteúdo e técnicas e assume o papel de orientador, de facilitador da aprendizagem. Para isto, ele necessita, de um lado, aprofundar-se no conteúdo referente às questões de leitura e, de outro, ter um bom conhecimento das crianças que lhe são confiadas, uma atitude positiva e atenta frente aos alunos, uma possibilidade pelos interesses e possibilidades de cada um. (p.137). Isso implica que além de desempenhar um papel de educador. Entendo queser educador significa orientar os educandos em todos os momentos e em situaçõesque podem surgir dentro e fora da escola. Segundo Cagliari (1999): Ser mediador não pode ser entendido apenas como um aplicador de pacotes educacionais ou um mero constatador do que o aluno faz ou deixa de fazer. Ser Mediador deve significar, antes de qualquer coisa, estar entre o conhecimento e o aprendiz e estabelecer um canal de comunicação entre estes dois pontos. (p.225). Sabemos que a orientação dada pelo professor tende a influenciar nodesenvolvimento do educador, por isso é fundamental que o profissional aja comdiscernimento, boa vontade e respeito pelo que faz, afinal são seres em formaçãoque estão procurando ajustar-se aos novos conceitos principalmente os da língua.Ou seja, a prática docente dos professores não se resume a um simples trabalhocom os conteúdos. Sua prática deve ir além, pois, é através da mesma que oprofessor adquiri conhecimentos e refleti sobre sua experiência em sala de aula. Segundo Ghendin (2002): A experiência docente é espaço gerador e produtor de conhecimentos, mas isso não é possível sem uma sistematização que passa por uma postura crítica do educador sobre suas próprias experiências. Refletir sobre os conteúdos trabalhados, as maneiras como se trabalha a postura frente aos educandos, frente ao sistema social, político, econômico, cultural é fundamental para se chegar à produção de um saber fundado na experiência (p.65).
  24. 24. 24 Partindo de uma perspectiva dinâmica a prática docente deve ser entendidacomo ação reflexiva, pois, a reflexão sobre a prática, ajuda o, profissional a progredirno seu desenvolvimento e a construir a sua forma pessoal de conhecer. Trata-se deolhar retrospectivamente para a ação e refletir sobre o momento, o que aconteceu,que significados podem atribuir ao que aconteceu. Segundo Libânio, (2004): “oprofessor deve compreender seu próprio pensamento e a refletir de modo criticosobre sua formação e prática docente. Então ensinar constitui uma forma de reflexão na ação, ou seja, refletir osacontecimentos e sobre as formas espontâneas de pensar e de agir de alguémsurgida no contexto da ação. No entanto vale ressaltar, de acordo com Freire (1996).“Que ensinar exige reflexão crítica sobre a prática. (...) A prática docente críticaimplica, implicamente do pensar certo, envolver o movimento dinâmico dialético,entre o fazer e o pensar sobre o fazer.” (p.43). Por tudo isso, que destacamos a necessidade da reflexão do professor sobresua prática para apropriação de um ensino significativo e prazeroso. É importante que o professor assuma uma proposta que possa partir dopressuposto de que a leitura é formada e produto de interação entre leitor e autor,desenvolvendo uma prática em que a leitura seja vivenciada dinamicamente. Sendo importante entender que um leitor só se forma através de uma práticaconstante de leitura, organizada em torno da diversidade de gêneros textuais.Entendemos o leitor não como um mero decodificador, mas como alguém quecompreenda as idéias veiculadas por um autor, posiciona-se diante dela comcriticidade. Segundo Silva (2005): “O leitor crítico movido por sua intencionalidade,desvela o significado pretendido pelo autor (emissor), mas não permanece nessenível ele reage, questiona, problematiza, aprecia com criatividade”. (p.80). Considerando que a prática docente deve viabilizar diferentes situações deleitura e ter por objetivo que os alunos construam significados, reflitam sobre o
  25. 25. 25sentido do texto com base em suas experiências, que sejam capazes detransformarem os sentidos do texto, gerando outro texto, adquirindo novosconhecimentos. Podemos perceber que o professor precisa ir ao encontro do aluno e doconhecimento que é significativo para sua realidade, desenvolvendo-lheshabilidades competências que ajudem na prática do saber fazer.
  26. 26. 26 CAPÍTULO III 3. METODOLOGIA3.1. Tipo de Pesquisa A presente pesquisa desenvolveu-se por meio da pesquisa qualitativa,através de instrumentos que possibilitaram ao pesquisador uma compreensão sobreo objetivo pesquisado: Identificar e analisar as compreensões que os professores deeducação das séries iniciais do Ensino Fundamental I têm sobre a leitura. Segundo Lakatos (1991) define a “pesquisa como um procedimento formal,com método de pensamento reflexivo que requer um tratamento científico e seconstitui no caminho para conhecer a realidade ou para descobrir verdadesparciais.” (p.155). Apontamos que a pesquisa desenvolvida será de cunho qualitativa, quedeve-se levar em conta os fatos reais, fundamentados em questões metodológicascom a finalidade de observar, analisar e constatar a fidelidade, verdades e idéias seinteragem em função das significações e modos peculiares de cada ator socialencara o mundo e toda uma gama de situações e eventos inerentes a existênciaconcreta das sociedades. Segundo Godoy (1995): “Na pesquisa qualitativa, é freqüente que opesquisador procure entender os fenômenos segundo a perspectiva dosparticipantes da situação estudada e, a partir, daí situar sua interação dosfenômenos estudados” (p.62). Assim Ludke e André (1986) postulam que a pesquisa qualitativa “tem oambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como seu principalinstrumento”.(p.11).
  27. 27. 273.2. Instrumentos de coleta de dados. Para a realização da pesquisa foram utilizados instrumentos de abordagemqualitativa visando atingir os objetivos propostos. Utilizou-se como instrumento decoleta de dados o questionário que é composto por uma série de questões pré-elaborada sistematicamente e seqüencialmente disposta em itens que constitui otema da pesquisa com o objetivo de suscitar dos informantes respostas por escritoou verbalmente sobre o assunto que (...) saibam opinar informar. Chizzotti: (2005). Trata-se de dois questionários utilizou-se em primeira instância umquestionário fechado contendo perguntas fechada, sendo que o pesquisador deveescolher entre as respostas previamente elaboradas com questões de multiplicasescolha, buscando traçar o perfil de cada sujeito entrevistado. Andrade (1999) dizque “perguntas fechadas são aquelas que indicam três ou quatro opções derespostas ou se limitam à respostas afirmativas ou negativas e já trazem espaçosdestinados à marcação da escolha” (p. 131). E também um questionário semi-estruturado composto de questões de relevância para o estudo proposto, buscandoa coleta dos dados gerais do sujeito e sobre suas compreensões a cerca doproblema estudo. Minayo (2004) considera que o questionário semi-estruturado“combina perguntas fechadas (ou estruturadas) e abertas, onde o entrevistado tem apossibilidade de discorrer o tema proposto, sem respostas ou condições prefixadaspelo pesquisador” (p, 108). Optou-se pelo seu uso porque se não houver uma ordemdas questões as pessoas pesquisadas poderão discorrer sobre o tema com basenas informações que possui.3.3. Local da pesquisa Esta pesquisa ocorreu na Escola Municipal José Barreto Filho, que ficalocalizada na Rua Manoel Joaquim de Oliveira, no município de Campo Formoso-Ba, cidade que esta localizada no sertão semi-árido baiano, a cerca de 400Km deSalvador Capital da Bahia. Seu clima semi-árido. Tendo suas atividades economiasbaseadas na agricultura, atividade de artesanais, pecuária, entre outras. Dispõe deuma ampla rede escolar que atende todos os níveis de ensino desde a EducaçãoInfantil ao Ensino Superior.
  28. 28. 28 A referida escola, pertence à rede pública de ensino, o órgão mantenedor éa prefeitura do município, atendendo um total de 725 alunos, possui uma extensãoque esta localizada na Rua Cleriston Andrade, do mesmo município. Constatamos que a sede da escola possui (07) salas, uma (01) secretaria,três (03) banheiros, uma (01) cozinha, um (01) deposito, um (01) pátio pararecreação das crianças. O corpo administrativo de funcionários é composto por uma (01) diretora,uma (01) vice-diretora, três (03) secretárias, nove (09) professores de EducaçãoInfantil e cinco (05) professoras do Ensino Fundamental I. A extensão da escola possui dez (10) salas, três (03) banheiros, uma (01cozinha, uma (01) secretária, um (01) depósito e uma área onde as criançasbrincam. O corpo administrativo e de funcionário são composto por uma (01) vice-diretora, duas (02) secretária, quatro (04) professoras de Educação Infantil, quatorze(14) professoras do ensino fundamental e duas (02) professoras do ensinofundamental e duas (02) professoras de EJA I Educação de Jovens e Adultos.3.4. Sujeitos da Pesquisa São sujeitos deste estudo os professores que atuam na referida escola, nasseries iniciais do ensino fundamental I, pois de acordo com os objetivos destapesquisa, somente através dos professores que atuam nesta modalidade de ensinoe que poderíamos obter as informações para o desenvolvimento do nosso objeto deestudo. Embora a escola tenha trinta e dois (32) professoras, foram pesquisadasapenas 16 professoras que atuam nas series inicial do ensino fundamental e asdemais professoras atuam na Educação Infantil e na EJA I Educação de Jovens eAdultos
  29. 29. 293.5. Etapas O desenvolvimento da pesquisa seguiu algumas etapas. De início, fizemoscontato com a vice-diretora para deixá-la ciente da pesquisa e coletar dados sobre aescola e a quantidade de professoras. De posse desses dados mantivemos contato com os 16 professores,entregando os mesmos os questionários, estipulamos um prazo de sete dias paradevolução dos mesmos. Apenas dez (10) dos professores pesquisados devolveramos questionários.
  30. 30. 30 CAPÍTULO IV ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Buscando analisar os dados coletados e interpretar com percepção docontexto das teorias abordadas quanto ao tema em questão. Julgamos essencialordenar cada momento. No primeiro momento traçaremos o perfil das professoraspesquisadas segundo as variantes de faixa etária, sexo, nível de escolaridade, etc.no segundo memento analisaremos a discussão dos sujeitos, confortando-os com adiscussão conceitual presente no capítulo II, em busca dos resultados pré vistos nosobjetivos da pesquisa. Apresentaremos agora o perfil dos sujeitos pesquisados, através doquestionário fechado.4.1. Resultado do Questionário Fechado: O Perfil dos Sujeitos. Apresentação do perfil dos sujeitos através das informações coletadas como questionário fechado.4.1.1. Faixa etária Fonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa
  31. 31. 31 No que se refere a faixa etária e o grau de escolaridade das professorasconforme o gráfico, verificamos que a maioria dos pesquisados 50% (05) estão nafaixa etária acima dos 36 anos. 20% (02) têm entre 27 a 31 anos e 30% (03) tem 32a 35 anos. Chamou a atenção, a grande incidência de professoras com idade acimade 36 anos. Evidenciamos que os professores das serieis iniciais possuem umrelativo grau de amadurecimento no que se refere a idade.4.1.2. Sexo 100Fonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa Dentre os participantes da pesquisa, em sua totalidade são do sexofeminino. Evidenciando que até os diais de hoje é muito forte a presença da mulherna educação. Perdura a idéia de que lidar com criança é serviço de mulher.Reforçando a idéia a cerca da profissionalização da mulher como professora.4.1.3. Nível de EscolaridadeFonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa
  32. 32. 32 Quanto ao grau de instrução das professoras, constatou-se que das 10professoras, 70% (07) estão cursando o ensino superior, 10% (01) tem o ensinosuperior completo, 10% (01) tem pós-graduação e apenas 10% (01) possui o ensinomédio completo. Percebemos então a busca dos professores para uma graduação,o que passa a surgir um preparo especial dessas professoras para lidar com asséries iniciais. Evidenciamos a presença maciça da Universidade do Estado daBahia – UNEB, pois 70% dos professores estão cursando o curso de Pedagogia naRede UNEB 2000 (Programa Especial em Convênio com Prefeituras Municipais), emnosso município, que vem contribuindo diretamente com a formação dos professorescontribuindo também para melhoria da qualidade da educação.4.1.4. Instituição onde concluiu o Ensino MédioFonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa Quanto à instituição que concluíram o ensino médio, percebemos que 80%(08) concluíram o ensino médio em instituições públicas e 20% (02) fizeramformação em instituições privadas. As professoras concluíram em escolas públicas porque não tinhamcondições financeiras.4.1.5. Tempo de Atuação no Magistério
  33. 33. 33 Fonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa Observando o gráfico percebemos que há uma experiência considerável naprática docente, visto que 80% (08) das professoras já atuam a mais de cinco anos,20% (02) atuam há três anos. Possibilitando aos docentes um maior conhecimentosobre sua profissão e melhoria na prática de sala de aula. Nesse sentido reportamos a Ghendin (2002), ao afirmar que a experiênciadocente é espaço gerador e produtor de conhecimentos, mais isso não é possívelsem sistematização que possa por uma postura crítica do educador sobre as suaspróprias experiências. Os professores precisam refletir sobre suas práticas em salade aula.4.1.6. Renda FamiliarFonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa
  34. 34. 34 Com relação ao salário 90% (09) dos professores declaram que suaremuneração é de apenas um a dois salários mínimos e 10% (01) declara que suaremuneração é de 2 a 4 salários mínimos. Observa-se que a maioria dasprofessoras têm renda familiar situada na faixa de um a dois salários mínimos,trabalhando apenas 20 horas semanais. Apontando-nos que a remuneração ainda émuito baixa, confirmando-se a tendência brasileira da má insatisfatória remuneraçãodo professor. Levando-nos a refletir sobre o FUNDEB – Fundo de Desenvolvimentoda Educação Básica no Brasil, que foi criado com intuito de valorizar o profissionalda educação básica.4.1.7. Vínculo com o MunicípioFonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa Observamos que todas as professoras são concursadas, ou seja, todos sãoefetivos. Percebemos que o município vem realizando concursos para estabilidadefuncional de seus profissionais. Porque a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) tem feitosexigências e o município tem que se adequar, pois é preciso que a classe deprofessores sejam todos concursados.4.1.8. Área de Atuação
  35. 35. 35 Fonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa Em relação à área de atuação do município 90% (09) dos professores atuamapenas em uma escola e 10% (01) atua em mais de uma escola. Percebemos queas professoras dispõem de tempo para planejar suas aulas e buscar informaçõespara melhorar a sua prática docente. A realidade da escola pesquisada é diferente da apresentação social, pois aidéia que passa é que os professores trabalhem em mais de uma escola paraaumentar sua renda.4.1.9 Onde costuma buscar informações Fonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa
  36. 36. 36 A observação do gráfico nos leva a perceber que 90% (09) dos sujeitospesquisados buscam informação através da internet e 10% (01) em jornais. Ossujeitos pesquisados demonstram formas pelas quais buscam apropria-se dasinformações. A sociedade tecnológica e globalizada do mundo pós-moderno necessita deprofessores capazes de buscar informações e está consciente da realidade em quevivem. As professoras precisam ser desafiadas a buscar informações sobre o seutrabalho pedagógico.4.1.10. Quantidade de livros que lê durante o ano.Fonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa Verifica-se no gráfico que 60% (06) dos professores lêem entre 3 e 5 (três ecinco) livros durante o ano e 40% (04) lê entre seis e oito livros. Evidenciamos queos professores lêem muito pouco durante o ano. Nesse sentido reportamos a Kleiman (2004) quando diz: (...) Hoje, que oleitor é aquele que lê muito e que gosta de ler. De acordo com a autora o caminhopara chegar a ser um bom leitor consiste em ler muito.
  37. 37. 37 Os professores precisam ler mais para adquire conhecimentos einformações para ajudar na sua prática docente.4.1.11. Tipos de livros que mais lê Fonte: Questionário fechado aplicado com sujeito da pesquisa Percebemos que as maiorias dos professores gostam de ler livros de auto-ajuda 60% (06), 10% (01) gosta de ler livros técnicos e 30% (03) lê outros livros.Evidenciamos que as pessoas que lêem são consideradas cultas, precisamoslembrar de que a leitura oferece possibilidades suficientes para que cada leitorpossa desfrutar de acordo com suas necessidades. A maioria das professoras nãodeveriam simplesmente se prender na leitura de livros de auto-ajuda, pois os mesmosó vão lhe auto-ajudar, não vão contribuir para ampliar seus conhecimentos e tornarprofissionais críticos. Sendo assim os professores, devem dedicar-se a leitura delivros técnicos que vão contribuiu para melhorar a sua prática docente. Os livros desempenham inúmeros papeis nessa auto-educação. Primeiro háa necessidade de satisfazer os interesses, necessidades e aspirações individuaisatravés da seleção individual do material de leitura.4.2. Resultados do Questionário Semi – Estruturado
  38. 38. 38 A partir da análise do questionário semi-estruturado aplicado as professoras, conseguiram obter a compreensão de leitura dentro das séries iniciais do ensino fundamental. Sobre compreensão de leitura pudemos identificar que as professoras têm as seguintes compreensões: 4.1.2. Leitura como ampliação de conhecimento Em relação a essa categoria podemos observar que 80% das professoras compreendem que a leitura serve para formar conhecimentos. Sobre isso, o P72 enfatiza que: “Para obter informações e formar conhecimentos” Ao fazer essa afirmação a professora reforça o que nos afirmou Lanza (1998) que a leitura é uma realização intermediada pelo texto em seu processo de expressão, e formação do conhecimento. Pois é através da leitura que o mesmo adquiri conhecimento, expressa e defende pontos de vista e se coloca de maneira crítica diante dos fatos. A P3 Afirma que a leitura: “Abre caminhos para o conhecimento ajudando o individuo descobrir novos horizontes, passando a fazer isso de uma linguagem, mas rebuscada.” A P3 em suas palavras ressalta que a leitura não deve ser entendida apenas como a aquisição de conhecimento. Na sua concepção a leitura ajuda também a desenvolver a linguagem. Nesse sentido a professora concorda com a definição de Cagliari (1989) “Ler é uma atividade muito complexa e que envolve muitos problemas não só semânticos, culturais, ideológicos, filosóficos, mas até fonético” (p, 149).______________2-Termo utilizado para preservação da identidade dos sujeitos pesquisados, utilizaremos a letra P,seguida de números arábicos para identificar os sujeitos pesquisados.
  39. 39. 39 As demais professoras dessa categoria, afirmara o seguinte: “Para desenvolver a expressão oral e escrita e ampliar os conhecimentos das pessoas”. (P8) “Assimilar conhecimentos” (P9) “É uma prática social como ferramenta essencial do ofício dos leitores para entender melhor o mundo a qual está inserido”. (P10) Ressaltando a compreensão da P8, P9 E P10, nos reportamos mais umavez a Cagliari (1989) “a leitura é uma atividade de assimilação de conhecimento, deinteriorização de reflexão” (p.150). Além da compreensão de leitura como ampliação de conhecimento, asprofessoras evidenciam também outra compreensão sobre o assunto, quepassaremos a apresentar agora.4.2.2. Leitura como processo de compreender o texto. Nessa categoria 50% das professoras compreendem a leitura como: “Leitura não significa decodificar letra e palavras, precisa da sentido as mesmas fazendo com que elas se tornem viva podendo ser reavaliada a todo momento em busca de melhorar.” (P2) “É uma prática que auxilia na nossa concentração, na criatividade, no raciocínio e no relacionamento com o próximo, ou seja, desenvolver a percepção entre texto e contexto e das dimensões efetivas e sociais do conhecimento.” (P5) Com essa compreensão, é importante perceber que as professoras,compreendem que a leitura não é simplesmente decodificar é ler e compreender oque está lendo. Nesse sentido as professoras concordam com a definição de Solé (1998) “éum processo mediante o qual se compreende a linguagem escrita (...). Para lernecessitamos simultaneamente manejar com destreza as habilidades de decodificare aportar ao texto nossos objetivos, idéias e experiências prévias (...”) (p.23).
  40. 40. 40 A P4 salienta que: “A leitura é um hábito muito importante, pois é através dela que buscamos entendimento das coisas e uma compreensão melhor de tudo a nossa volta”. A compreensão da professora revela que a leitura está presente em muitosmomentos da vida, não se restringindo apenas ao âmbito escolar. As demais professoras dessa categoria afirmam o seguinte: “Entender o que está lendo para poder compreender a linguagem escrita”. P6 “Leitura é compreender e buscar significados e sentidos existentes no texto”. P10 Nesse sentido de compreensão é importante perceber que as professorascompreendem que leitura é buscar significados e sentido existentes no texto. Ao fazer essa afirmação as professoras reforçam o que afirmou Cagliari(1989): “A leitura é, pois, uma decifração e uma decodificação. O leitor deverá em primeiro lugar decifrar à escrita depois entender a linguagem encontrada, em seguida decodificar todas as implicações que o texto tem e, finalmente, refletir sobre isso e formar o próprio conhecimento e opinião a respeito do que leu.” (p.150) É por isso que a leitura é considerada um processo de interação, ou seja,para se chegar à compreensão do texto o leitor precisa ter conhecimentos que vãose interagir a todo o momento. Isso conduz o professor das séries inicias a necessidade de está lendo ecompreendo o que lê.4.2.3. Leitura simultaneamente com prática docente.
  41. 41. 41 Quando se fala em prática pedagógica voltada para a leitura quais asprimeiras palavras que lhe vem à mente. P1 “escrita, criatividade, leitura, conhecimento informação”. P6 “Prazer, crítica, informação, conhecimento compreensão”. Percebemos que as palavras citadas pelos pesquisados devem fazer parteda prática pedagoga voltada para leitura. Segundo Freire (1996) “(...) A prática docente crítica implica, implicamentedo pensar certo, envolver o movimento dinâmico, dialético entre o fazer e o pensarsobre o fazer” (p.43). O professor precisa esta sempre fazendo uma reflexão sobre a sua práticadocente para que a leitura seja significativa para os seus alunos. Sendo importanteentender que o leitor deve compreender o texto e se posicionar criticamente diantedas idéias do autor. Segundo Silva (2005): O leitor crítico movido por sua intencionalidade, desvela o significado pretendido pelo autor (emissor), mas não permanece nesse nível – ele reage, questiona, problematiza, aprecia com criatividade. (p.80) Nesse sentido o professor precisa e ao encontro do aluno e doconhecimento que é significativo para sua realidade e que ajude na sua práticadocente. A prática de leitura deve está presente na ação educativa. Desta formaatendendo ao objetivo da nossa pesquisa, identificar e analisar as compreensõesque as professoras da Escola José Barreto Filho do Município de Campo Formosodas séries iniciais tem sobre leitura. Chegamos às seguintes compreensões:1. Leitura como ampliação de conhecimento.2.Leitura como processo de compreender o texto.3.Leitura simultaneamente com a prática.
  42. 42. 42 CONSIDERAÇÕES FINAIS Dentro do contexto da pesquisa apresentada, com o intuito de responder asquestões norteadoras do problema exposto no I Capítulo, surgiu à necessidade deidentificar e analisar as compreensões que os professores da Escola José BarretoFilho do município de Campo Formoso têm sobre leitura. É importante salientar quepor se tratar de uma pesquisa qualitativa, não se pretende apresentar respostaspara os questionamentos aqui abordados, mas sim, refletir criticamente sobre ascompreensões das professoras pesquisadas. Dentre muitas informações coletadas pudemos observar o seguinte: Emrelação ao perfil das professoras observou-se que as professoras têm um relativograu de amadurecimento, pois a maioria está com idade à cima de 36 anos e 70%das professoras estão cursando o Ensino Superior. Perante as questões levantadas com as professoras percebe-se que 50%das professoras pesquisadas têm compreensão de leitura de acordo com osseguintes autores: Solé (1998), Kleiman (2004), Kleiman (2000), Cagliari (1989),Vygotsk (1996) e Freire (1998). Por se tratar de professoras que estão cursando o ensino superior e porprofessoras graduadas, percebemos que as mesmas compreendem a leitura comoampliação de conhecimento; leitura como processo de compreender o texto e leiturasimultaneamente com a prática. Verificou-se também que 50% das professorasestão distante do real contexto que essa temática vem trazendo, uma vez que foiexplicitada nas respostas a ausência e falta de conhecimento sobre a compreensãode leitura. Os resultados obtidos aqui permitiu-nos perceber que ainda a muito que sepesquisar sobre a leitura para melhorar a situação da leitura na série iniciais doEnsino Fundamental.
  43. 43. 43 Acreditamos que este trabalho nos deu a oportunidade de aprofundarmosnossos conhecimentos em relação à temática e esperamos que esse estudo possaser utilizado como fonte de informação e desperte novas investigações paramelhorar a compreensão de leitura.
  44. 44. 44 REFERÊNCIASALARCÃO, I. Professores reflexivos em uma escola reflexiva, 4ª. ed - São Paulo,Cortez, 2005.ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico.4ª. ed. São Paulo: Atlas, 1999.BAMBERG, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. São Paulo: Ática, 2004.BARBOSA, José Juvêncio. Alfabetização e leitura. São Paulo: Cortez – 1994 – 2ed. Ver – (Coleção magistério 2º grau, série formação do professor: v16)BURKE, Thomas Joseph: O professor revolucionário: da pré-escola auniversidade Petrópolis, RJ: vozes, 2003.CAGLIARI, Luiz Carlos. A mediação professor na alfabetização In: MASSIN,CAGLIARI, ARI, GLADIS, CAGLIARI, Luiz Carlos. Diante das letras: a escrita naalfabetização. Campinas. SP. Mercado de letras, Associação de Leitura no BRASIL,ALP: São Paulo, Fapesp, 1999.___________, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. São Paulo: Scipione,1989.CHIZZOTTI, Antônio. Pesquisa Qualitativa em ciências humanas e sociais.Petrópolis: Vozes, (2005).FERREIRA, Aurélio. Buarque de Holanda. Dicionário da Língua Portuguesa. 3. ed.– Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. Chizzolt (2005).FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança um Reencontro com a Pedagogia doOprimido, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992, 245p.___________, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez 1998.___________, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessário à práticaeducativa. S.P: Paz e Terra, 1996.GHENDIN, E. Professor Reflexivo: da alienação da Técnica à autonomia dacrítica. In. PIMENTA, S G , GHENDIN, e ( Orgs.) Professor Reflexivo no Brasil;gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez, 2002, ps. 129 – 150.GODOY, Arilda S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. IN:Revista de Administração de Empresas. V. 35, n.2, Mar./Abr. 1995, os. 57 – 63.KLEIMAN, Ângela. Leitura: Ensino e Pesquisa, 7ª ed. Campinas, Pontes. 2000.
  45. 45. 45___________, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 8ª ed.Campinas: Pontes, 2002._________, Ângela. Oficina de literatura: Teoria e Prática, 10ª edição, Campinas,SP: Pontes, 2004.LANZA, Avanir Avelar Xavier. Projeto pró-leitura na formação do professor.Brasília: MEC, 1998.LAKATOS, Eva Mari; Marconi; MARCONI, Marina de Andrade, Fundamentos emmetodologia cientifica. 3ª ed. Ver. E ampl. São Paulo: Atlas, 1991.LIBANEO; José Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigênciaseducacionais e profissão docente. 8ª ed. São Paulo: Cortez. 2004.LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E.A.D. Pesquisa em educação: abordagensqualitativas. São Paulo. : EPU, 1986.LUCHESI, C.C. (et. al) Universidade: Uma proposta metodológica. 13ª. Ed. SÃOPaulo. Cortez, 2003.MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisaqualitativa em saúde. 8ª. ed. São Paulo: Hucitec, 2004.SILVA, Ezequiel Theodoro da, O ato de ler: fundamentos psicológicos para umanova pedagogia da leitura – 10ª. ed. – São Paulo: Cortez, 2005.SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6ª. ed. Porto Alegre: Artemed, 1998.VYGOTSKY. L. S. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo:Ícone, 1988.
  46. 46. 46APÊNDICES
  47. 47. 47 QUESTIONÁRIO – FECHADOCaro Professor Estamos realizando esta pesquisa para a elaboração do trabalho monográficorelativo à conclusão do curso de pedagogia da Universidade do Estado da Bahia –UNEB. Por isso solicitamos a sua colaboração no sentido de responder as questõesabaixo, pois os dados servirão de apoio para efetivação da nossa pesquisa.Lembramos que a sua identidade será mantida em sigilo na apresentação dosresultados. QUESTIONÁRIO 1 – PERFIL DOS SUJEITOS DA PESQUISA I IDENTIFICAÇÃO1. Escola que ensina:_______________________________2. Faixa etária: ( ) 17 – 21 anos ( ) 22 – 26 anos ( ) 27 – 31 anos ( ) 32 – 35 anos ( ) Acima de 36 anos3. Sexo ( ) Feminino ( ) Masculino4. Local onde mora: ( ) Zona urbana ( ) Zona rural
  48. 48. 485. Nível de escolaridade: ( ) Ensino médio completo ( ) Ensino superior incompleto ( ) Ensino superior completo. Curso _________________________ ( ) Pós graduação incompleto. ( ) Pós-graduação completo. Curso _________________________6. Instituição onde concluiu o ensino médio: ( ) Pública ( ) Privada7. Tempo de atuação no magistério: ( ) 1 ano ( ) 2 anos ( ) 3 anos ( ) 4 anos ( ) Mais de 5 anos.8. Vínculo com o município: ( ) Concursado (a) ( ) Contratado(a)9. Renda familiar: ( ) de 1 a 2 salários mínimos ( ) de 2 a 4 salários mínimos ( ) de 4 a 6 salários mínimos ( ) de 6 a 8 salários mínimos10. Em quantas escolas você atua: ( ) Apenas 1 ( ) mais de 111. Exerce outras função na escola: ( ) Sim. Qual?_________________
  49. 49. 49 ( ) Não12. Onde você costuma buscar informações: ( ) Jornais. ( ) TV ( ) Internet ( ) Revistas ( ) Rádio ( ) Outros meios. Quais?________________________13. Quantos livros você lê durante o ano? ( ) Nenhum ( ) No máximo 2 ( ) Entre três e cinco ( ) Entre seis e oito ( ) Mais de oito14. Quais os tipos de livros que você mais lê? ( ) Obras literárias de ficção ( ) Livros técnicos ( ) Livros de auto-ajuda ( ) Outros
  50. 50. 50 QUESTIONÁRIO SEMI-ESTRUTURADO1. Você gosta de ler?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________2. Na sua opinião o que é ler?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________3. Na sua opinião para que serve a leitura?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________4. Explique o que você compreende de leitura?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________5. Quais são as práticas de leitura utilizada em sala de aula?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________6. Quando se fala em prática pedagógica voltada para a leitura quais asprimeiras palavras que lhe vem a mente?______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

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