UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB     DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII     LICENCIATURA EM MATEMÁTICA           ...
LUCIANO SOBRINHO BATISTACOMPARAÇÃO ENTRE AS CONCEPÇÕES SOBRE AMATEMÁTICA E SEU ENSINO, DOS PROFESSORES DASSÉRIES INICIAIS ...
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A meus pais: Raimundo Silva Batista, Maria Moreira                Sobrinho e todos os meus irmãos.AGRADECIMENTOS
Agradeço:A Deus, em primeiro lugar, que mim deu força para suportar os momentosdifíceis dessa caminhada.A meu orientador, ...
“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder oque, com freqüência, poderíamos ganhar, porsimples medo de arriscar”.   ...
RESUMO      Este trabalho de pesquisa, apresentado ao Departamento de EducaçãoCAMPUS VII, como parte das exigências da dis...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO...................................................................................................10CAPÍ...
4.2 QUAL O SEU EMBASAMENTO TEÓRICO PARA ESTA VISÃO DEMATEMÁTICA?.............................................................
INTRODUÇÃO                   Matemática: palavra de origem grega que significa aquilo que se                   pode aprend...
O desempenho dos alunos na área de matemática apresenta baixosíndices de rendimento, fazendo com que a mesma funcione como...
Adota-se como metodologia uma abordagem qualitativa, através dosinstrumentos questionário, entrevista e observação, que fo...
Nas considerações finais, espera-se que este trabalho possa oferecer atodos que a ele tiverem acesso, subsídio importante ...
CAPÍTULO I1. PROBLEMÁTICA      A vista da elaboração que tivemos durante a revisão bibliográfica, querealizamos sobre o te...
como um importante fator de seleção social. Possuindo por tudo isso, umaimagem forte, suscitando medos e admirações.      ...
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Neste contexto é que se insere a problemática do ensino-aprendizagemde matemática das séries iniciais do município de Pont...
professores das séries iniciais do ensino fundamental do município de PontoNovo e comparar com o que diz os PCN`s de matem...
CAPÍTULO II2. A MATEMÁTICA ESCOLAR E SEU ENSINO: UM PROBLEMAMETODOLÓGICO OU DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES2.1 A MATEMÁTICA ESC...
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E são esses profissionais que voltam as séries iniciais, como professores e ociclo recomeça.                       Dessa m...
Muitos professores nem sequer tem formação para lecionar. Dados doMinistério da Educação, confirmam que nas regiões do Nor...
CAPÍTULO III3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E INSTRUMENTOS USADOS         Este estudo foi norteado pelos parâmetros das abo...
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CAPÍTULO IV4. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS      A análise dos dados se deu através da coleta obtida com...
“É uma ciências, ou até mesmo a disciplina que estuda os números e                     suas relações. sendo que a mesma fa...
4.2 QUAL O SEU EMBASAMENTO TEÓRICO PARA ESTA VISÃO DEMATEMÁTICA?      Indagados a respeito do embasamento que os levaram a...
Neste sentido os PCN’s pregam que o conhecimento da história dosconceitos matemáticos precisa fazer parte da formação dos ...
“Facilitando a compreensão da mesma de modo significativo párea os                   alunos, mostrando sua utilização no d...
A escola diz respeito ao conhecimento elaborado e não ao                   conhecimento espontâneo; ao saber sistematizado...
Podemos observar nas falas dos professores que estes não concordamque a matemática é o castigo da escola, e que este conce...
Curriculares Nacionais para a área de matemática no ensino fundamentalentão pautados por princípios decorrentes de estudos...
CONSIDERAÇÕES FINAIS        Ultimamente, cresceu bastante as discussões a respeito do Ensino-Aprendizagem de matemática na...
pronunciamentos dos professores com os PNC’s de matemática e teóricos daárea, visto que os professores dão destaque aos as...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALVES, NILDA, (org).Formação de professores_pensar e fazer 3º.Ed.cortez,São paulo 1995.ALVES, A....
DEMO, Pedro_a nova LBD,Ranços,e Avnços,3° ed.Papirus,Campinas_SP,1997.p.31_1995. Educação Matemática: Temas de Investigaçã...
MEIRA, Luciano-o mundo real e o dia-dia no ensino da matemática.Departamento de Psicologia_UFPE_PE.p.12-20.MENGA, Lucke e ...
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Monografia Luciano Matemática 2008

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII LICENCIATURA EM MATEMÁTICA LUCIANO SOBRINHO BATISTACOMPARAÇÃO ENTRE AS CONCEPÇÕES SOBRE AMATEMÁTICA E SEU ENSINO, DOS PROFESSORES DASSÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DO MUNICÍPIODE PONTO NOVO E O QUE DIZ OS PCN`S DE MATEMÁTICA SENHOR DO BONFIM-BA OUTUBRO DE 2008
  2. 2. LUCIANO SOBRINHO BATISTACOMPARAÇÃO ENTRE AS CONCEPÇÕES SOBRE AMATEMÁTICA E SEU ENSINO, DOS PROFESSORES DASSÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DO MUNICÍPIODE PONTO NOVO E O QUE DIZ OS PCN`S DE MATEMÁTICA Monografia apresentada como requisito parcial para conclusão do curso de licenciatura em Matemática, pelo Departamento de Educação CAMPUS VII, Universidade do Estado da Bahia- UNEB Orientador: Prof. Helder Luiz Amorim Barbosa SENHOR DO BONFIM-BA OUTUBRO DE 2008
  3. 3. LUCIANO SOBRINHO BATISTACOMPARAÇÃO ENTRE AS CONCEPÇÕES SOBRE AMATEMÁTICA E SEU ENSINO, DOS PROFESSORES DASSÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DO MUNICÍPIODE PONTO NOVO E O QUE DIZ OS PCN`S DE MATEMÁTICA Monografia apresentada como pré-requisito para obtenção do título de Licenciatura em Matemática, submetida à aprovação da banca examinadora composta pelos seguintes membros: ______________________________________________ Prof. Helder Luiz Amorim Barbosa - Orientador _______________________________________________ Professor _______________________________________________ Professor SENHOR DO BONFIM-BA OUTOBRO DE 2008 DEDICATÓRIA
  4. 4. A meus pais: Raimundo Silva Batista, Maria Moreira Sobrinho e todos os meus irmãos.AGRADECIMENTOS
  5. 5. Agradeço:A Deus, em primeiro lugar, que mim deu força para suportar os momentosdifíceis dessa caminhada.A meu orientador, Helder Luiz Amorim Barbosa.Aos meus familiares, que sempre mim apoiaram incondicionalmente.A todos os meus amigos que sempre mim deram força.A meus professores, Hélcio, Danton, Fabíola, Mirian, Vagner, Celeste, Alaíde,Elizete, Rita, em fim, a todos que de alguma forma me ajudaram na realizaçãodeste trabalho.
  6. 6. “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder oque, com freqüência, poderíamos ganhar, porsimples medo de arriscar”. (William Shakespeare)
  7. 7. RESUMO Este trabalho de pesquisa, apresentado ao Departamento de EducaçãoCAMPUS VII, como parte das exigências da disciplina monográfica,tem origem em minha experiência como professor de matemática no ensinofundamental II, do município de Ponto Novo, pois, quando lecionei nestamodalidade de ensino pude constatar que grande maioria dos alunos chegam aesta modalidade de escolar sem possuírem conceito matemáticos básicos eindispensáveis a este nível de estudo. Em virtude disto é que propus esteestudo no intuito de comparar as concepções sobre a matemáticas e seuensino, dos professores das séries iniciais do ensino fundamental do municípiosupracitado e o que diz os PCN`s de matemática. Adota-se como metodologiauma abordagem qualitativa, através de questionário, entrevista e observação.O mesmo foi aplicado aos professores citado acima. Para tanto, realizamosuma pesquisa bibliográfica qualitativa, utilizando instrumentos diversosprocurando referências que nos fornecesse subsídio ao tema abordado. Comoprocedimentos de análise e interpretação dos dados, fizemos uma reflexãosobre as informações coletadas com o objetivo de discutir estas concepções,confrontando-as com as concepções propostas pelos PCN’s de matemática eteóricas da área.Palavras chaves: Ensino de Matemática e Professores de Matemática.
  8. 8. SUMÁRIOINTRODUÇÃO...................................................................................................10CAPÍTULO I1. P ROBLEMÁTICA.........................................................................................141.1 OBJETIVO GERAL......................................................................................181.2 OBJETIVOS EXPECÍFICOS........................................................................18CAPÍTULO II2. A MATEMÁTICA ESCOLAR E SEU ENSINO: UM PROBLEMAMETODOLÓGICO OU DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES........................192.1 A MATEMÁTICA ESCOLAR E SEU ENSINO.............................................192.2 PROFESSORES DE MATEMÁTICA: DISCUTINDO SUA FORMAÇÃO....21CAPÍTULO III3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E INSTRUMENTOS USADOS....243.1 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS...............................................253.1.1 QUESTIONÁRIO......................................................................................253.1.2 ENTREVISTA...........................................................................................263.2 IDENTIFICAÇÃO DO LOCUS.....................................................................263.3 IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO.................................................................27CAPÍTULO IV4. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOSDADOS..............................................................................................................284.1 O QUE É MATEMÁTICA PARA VOCÊ?.....................................................28
  9. 9. 4.2 QUAL O SEU EMBASAMENTO TEÓRICO PARA ESTA VISÃO DEMATEMÁTICA?.................................................................................................304.3 VOCÊ NA CONDIÇÃO DE PROFESSOR, COMO PERCEBE AIMPORTÂNCIA DA MATEMÁTICA PARA SEUS ALUNOS?............................314.4 PARA MUITOS A MATEMÁTICA É VISTA COMO O CASTIGO DAESCOLA. QUAL A SUA OPNIÃO SOBRE ESTA VISÃO?........................334.5 QUAL A SUA VISÃO A RESPEITO DOS PCN`S DE MATEMÁTICA?.......34CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................36REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................38ANEXOS............................................................................................................41
  10. 10. INTRODUÇÃO Matemática: palavra de origem grega que significa aquilo que se pode aprender. Não é fácil dar uma idéia do que vem a ser matemática, e os dicionários dão definições bastante diversas. Uma possibilidade é considerá-la como a ciência que estuda quantidades e formas. Pode-se acrescentar que ela é uma linguagem, isto é, uma maneira de representar e falar ou escrever sobre quantidades e formas. A matemática tem vários ramos ou divisões, sendo as principais álgebra, geometria, aritmética estatística e medidas, (Microdicionário de Matemática - Imenes & Lellis). Desde a antiguidade, o homem utiliza a matemática para facilitar a vidae organizar a sociedade. A matemática foi usada pelos egípcios na construçãode pirâmides, diques, canais de irrigação e estudo de astronomia. Os gregosantigos também desenvolveram vários conceitos matemáticos, onde osprincipais destes encontram-se expresso nos 13 livros que constituem osElementos de Euclides. Podemos dizer que em tudo que olhamos existematemática, pois atualmente, esta ciência está presente em várias áreas dasociedade como, por exemplo, arquitetura, informática, medicina, física,química etc. A matemática desempenha papel fundamental na formação básica detodo cidadão, na inserção das pessoas no mundo do trabalho das relaçõessociais e da cultura em todo ambiente social. No entanto, o que se observa ematividades comuns da vida, é que muitas pessoas tem dificuldades em relaçãoa ela, empecilhos que podem ser estabelecidos no primeiro contato com essadisciplina nas primeiras séries do ensino fundamental, e que se manifesta portoda sua vida. Dessa forma para que o aluno tenha um bom desempenho nelaé necessário que o mesmo seja alfabetizado matematicamente desde osprimeiros contatos, nas séries iniciais, com a compreensão da lógica e dosconceitos fundamentais da matemática.
  11. 11. O desempenho dos alunos na área de matemática apresenta baixosíndices de rendimento, fazendo com que a mesma funcione como um filtro paraselecionar alunos no ensino fundamental. Este fato contribui para a elevaçãoda taxa de retenção, provocando aversão nos alunos e dificuldades nautilização dos conceitos e definições matemáticas, no decorrer de toda a suavida escolar. Em fonte mais precisa, SAEB (Sistema Nacional de Avaliação daEducação Básica), aplicada em novembro 2007: “Em matemática 51,6% dosalunos da quarta série não dominavam as quatro operações básicas”. Sem ter domínio das quatro operações básicas, como será possívelutilizar a matemática como ferramenta da vida cotidiana? Como pagar ascontas, receber troco ou calcular juros de uma prestação? Alunos que até aquarta série do ensino fundamental não conseguem dominar conceitosnuméricos básicos terão enorme dificuldade para prosseguir seus estudos nodecorrer dos anos, comprometendo a aprendizagem futura e mais tarde, odesempenho profissional. E, é neste cenário que se encontra o quadro atual do ensino dematemática nas escolas públicas do ensino fundamental do município de PontoNovo. Digo isto em virtude de experiência própria, quando lecionei matemáticano ensino fundamental II deste município e constatei que a maioria dos alunoschega a esta modalidade de ensino com uma defasagem de conceitosmatemáticos importantes e indispensáveis a esta modalidade de ensino e aosestudos futuros e como mostra o IDEB (Índice de Desenvolvimento daEducação Básica) referente ao ano de 2007 deste município que emmatemática (em uma escala de 0 a 10) está em uma classificação de 2,7 (doisvírgula sete), mediante a estes fatos, sinto-me motivado a realizar este trabalhode pesquisa, cujo tema proposto é: Comparação entre as Concepções sobre aMatemática e seu ensino, dos Professores das séries iniciais do município dePonto Novo e o que diz os PCN`s de Matemática.
  12. 12. Adota-se como metodologia uma abordagem qualitativa, através dosinstrumentos questionário, entrevista e observação, que foram aplicados aosprofessores do município citado acima. Para tanto, realizamos uma pesquisabibliográfica qualitativa, utilizando instrumentos diversos: livros, internet,revistas, PCN`s, dicionários, dentre outros, procurando referências que nosfornecesse subsídio ao tema abordado. Como procedimentos de análise einterpretação dos dados, fizemos uma reflexão sobre as informaçõescoletadas. Desse modo, o trabalho está organizado em quatro capítulos. Noprimeiro capítulo, procura justificar a relevância da pesquisa, se valendo desubsídios teóricos para demonstrar a precariedade em que se encontra oensino-aprendizagem de matemática nas séries iniciais do ensino fundamentalno município de Ponto Novo, evidenciando que o mesmo precisa de mudanças,enfatizando que este trabalho pode trazer contribuições significativas. No segundo capítulo, traz fundamentos teóricos que destaca aimportância da matemática na formação intelectual e social do aluno. Procurardá ênfase à defasagem existente na formação dos professores no que serefere aos conceitos matemáticos. No terceiro capítulo, aborda os procedimentos metodológicos trazendoautores que fundamentam o uso dos mesmos. Traz a identificação do lócus apopulação amostra e o pronunciamento da mesma. No quarto capítulo, traz uma análise dos dados coletados traçando umparalelo das concepções matemáticas dos professores das séries iniciais dePonto Novo com as propostas pelos PCN’s de matemática e teóricos destaárea.
  13. 13. Nas considerações finais, espera-se que este trabalho possa oferecer atodos que a ele tiverem acesso, subsídio importante para auxiliar na práticadocente,podendo garantir uma melhor aprendizagem matemática aos alunosdo ensino fundamental do município de Ponto Novo.
  14. 14. CAPÍTULO I1. PROBLEMÁTICA A vista da elaboração que tivemos durante a revisão bibliográfica, querealizamos sobre o tema, assumimos o termo concepção como sendo algo denatureza cognitiva que pode ditar as normas de ação de um professor nomomento de sua prática. Não assumimos, porém, que as concepções sejamdeterminantes dessa ação. Preferimos acreditar que concepções e práticas sãofatores que se retro-alimentam. As concepções que temos de um objeto podem ser vistas como o amalgamado de significados vários, produzidos no interior de atividades, que atribuímos ao referido objeto. Em particular, as concepções que um professor de Matemática tem acerca da Matemática, seu ensino e aprendizagem, podem ser vistas como a amalgamado desses vários significados, produzidos durante sua formação, atribuídos por ele a essa ciência, determinantes da (e determinadas por) sua ação em sala de aula. (GARNICA e FERNANDES, 2002, p. 19). De acordo com Ponte (1992), as concepções formam-se num processosimultaneamente individual (como resultado da elaboração sobre a nossaexperiência) e social (como resultado do confronto das nossas elaboraçõescom as dos outros), assim as nossas concepções sobre a matemática sãoinfluenciadas pelas experiências que nos habituamos a reconhecer como tal etambém pelas representações sociais dominantes. Percebemos a matemática como uma ciência da qual é difícil não terconcepção alguma, pois ela além de ser ciência muito antiga, também faz partedo conjunto das matérias escolares que há muito tempo é ensinada comcaráter obrigatório durante largos anos de escolaridade e tem sido apresentada
  15. 15. como um importante fator de seleção social. Possuindo por tudo isso, umaimagem forte, suscitando medos e admirações. Ela é geralmente tida como uma disciplina extremamente difícil, que lidacom objetos e teorias fortemente abstratas, mais ou menos incompreensívelpara alguns. É às vezes, vista como uma ciência atraente às pessoas com oseu quê de especial. Em todos estes aspectos poderá existir uma parte deverdade ou de mentira, mas o fato é que em conjunto eles representam umagrosseira simplificação, cujos efeitos se projetam de forma intensa e negativano processo de ensino-aprendizagem ao ensino de matemática. Todos conhecem o velho medo da matemática. Ele até pode terdiminuído, pois com o mundo em mudança, o ensino naturalmente buscanovos paradigmas. Mas mesmo hoje, a matemática continua sendo ensinadade maneira tradicional e é a disciplina que apresenta o mais baixo desempenhodos alunos, sendo esta ainda a que mais reprova. É como afirma Machado(1997): Aprender e ensinar matemática não tem sido tarefa fácil, as dificuldades internas, relacionadas a aplicação de conteúdos e metodologias somam-se aos problemas causados por uma visão distorcida da matemática formal e difícil, cheia de formulas sem nenhuma utilidade prática que começa desde os primeiros contatos com a disciplina nas séries iniciais. Para a maioria das crianças, jovens e adultos que estão na escola amatemática ainda é motivo de grande inquietudes, medos “o bicho papão” etantas outras manifestação de desgosto e desilusão, fazendo dela a vilã dasrepetências e evasões escolares. No entanto, transformar a matemática emuma disciplina agradável não é uma tarefa fácil, nem rápida, assim comodesmistificar a concepção comum que massifica a idéia de extrema dificuldade
  16. 16. na aprendizagem dos conteúdos matemático, isto constitui ao mesmo tempoum grande desafio e objetivo a ser alcançado. É na perspectiva de mudança dessa realidade, que grupos de estudiosos ligados às universidades e a outras instituições, trocam propostas curriculares que tem uma prática pedagógica pautada na abordagem contextualizada dos conteúdos matemáticos. No entanto estas propostas não são aplicadas na prática por alguns professores, por diversos motivos que vão desde a concepção de ensino que tem os professores desta disciplina até a estrutura pedagógica da escola. Provocando dessa forma um “caos” matemático em que os alunos são excluídos do processo e atribuem o fracasso a disciplina. (BRASIL- MEC, 1998). Os objetivos para o Ensino Fundamental, de acordo com os PCN’s, eaqui trazido de modo resumido, visam levar o aluno a compreender etransformar o mundo à sua volta, estabelecer relações qualitativas equantitativas, resolver situações-problemas, comunicar-se matematicamenteestabelecer as intraconexões matemáticas e as interconexões com as demaisáreas do conhecimento, desenvolver sua autoconfiança no seu fazermatemático e interagir adequadamente com seus pares. Sendo assim amatemática pode colaborar para o desenvolvimento de novas competências,novos conhecimentos de diferentes tecnologias e linguagens que o mundoglobalizado exige das pessoas. Para tal, o ensino de matemática prestará sua contribuição à medida que forem exploradas metodologias que priorizem a criação de estratégias, a comprovação, a justificativa, a argumentação, o espírito crítico e favoreçam a criatividade, o trabalho coletivo, a iniciativa pessoal e a autonomia advinda do desenvolvimento da confiança na própria capacidade de conhecer e enfrentar desafios, (MEC/SEF, 1997).
  17. 17. Neste contexto é que se insere a problemática do ensino-aprendizagemde matemática das séries iniciais do município de Ponto Novo. Onde de umlado temos os manuais, PCN`s, guias curriculares e teóricos que colocam ascompetências e habilidades a serem desenvolvidas em sala de aula e do outrolado alguns professores que são resistentes às mudanças neles existentes, eque se fazem necessárias e encaram o ensino numa cadeia linear dereprodução, aplicação e avaliação de regras e conteúdos.Observa-se quetalvez essa resistência aconteça por causa de não possuírem uma formaçãocompatível e necessária com estas mudanças, como destacam Antonio Mengae André(1986) em seu trabalho de pesquisa em educação matemática. E no meio desse impasse temos o aluno, que sofre por ser excluído do processo de construção do conhecimento desde as séries iniciais, em que o trabalho com a disciplina matemática é de fundamental importância. Diante disso é que proponho uma análise a respeito das concepçõesmatemáticas dos professore das séries iniciais das escolas públicas domunicípio de Ponto Novo, no intuito de que este trabalho venha a serdisponibilizado a Secretaria de Educação deste município, para que a mesmaprocure, junto aos professores soluções pedagógicas que venha aperfeiçoar osconceitos matemáticos dos mesmos de modo a proporcionar aos educandoum ensino que os levem a compreender e transformar o mundo à sua volta,estabelecer relações qualitativas e quantitativas, resolver situações-problemas,comunicar-se matematicamente estabelecer as intraconexões matemáticas eas interconexões com as demais áreas do conhecimento, desenvolver suaautoconfiança no seu fazer matemático e interagir adequadamente com seuspares. Portanto esse trabalho apresenta sua questão de pesquisa, que é:conhecer as concepções sobre a matemática e seu ensino, que tem os
  18. 18. professores das séries iniciais do ensino fundamental do município de PontoNovo e comparar com o que diz os PCN`s de matemática. E apresenta osseguintes objetivos.1.1 OBJETIVO GERALComparar e Discutir as concepções sobre a matemática e seu ensino, dosprofessores das séries iniciais do ensino fundamental do município de PontoNovo.1.2 OBJETIVOS EXPECÍFICOSIdentificar quais são as concepções sobre a matemática e seu ensino, dosprofessores acima citados.Identificar o embasamento teórico que os levaram a estas concepções.Confrontar estas concepções com as concepções propostas pelos PCN’s dematemática e teóricos desta área. Utiliza-se como apostes teóricos basilares. BICUDO(1991),D`AMBRÓSIO(1990), FIORENTINI(2006), LORENZATO(2006), LUDKE(1986),MACHADO(1997). Os teóricos citados acima se preocupam com aaprendizagem matemática sobretudo através da formação de professores dematemática. Além desses fundamentos, os Parâmetros Curriculares Nacionaispara o ensino fundamental foram utilizados como fonte de esclarecimento eelucidações das propostas vigentes na atualidade, acerca do ensino dematemática.
  19. 19. CAPÍTULO II2. A MATEMÁTICA ESCOLAR E SEU ENSINO: UM PROBLEMAMETODOLÓGICO OU DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES2.1 A MATEMÁTICA ESCOLAR E SEU ENSINO Integrando ao conjunto das disciplinas que compõem o núcleo comum,há muito tempo a matemática faz parte dos currículos escolares desde aEducação Infantil até toda a Educação Básica. E desde as primeiras series écomum ouvir que essa disciplina é a que mais reprova e põe temor em tantagente na escola. A maioria dos alunos atribui a ela um sentido punitivo, comose ela fosse o ‘ castigo da escola’, e, portanto responsável pela evasão erepetência e conseqüentemente a exclusão desses alunos da vida escolar. É neste propósito que Antonio Miguel e Ângela Miorim (1991) destacama importância do ensino da matemática na escola elementar. Pois, quase que totalidade da tecnologia em que se baseiam as formais de decisão, produção, consumo e destruição de bens maternais e culturais contemporâneos está relacionado com os resultados das diversas ciências. E em particular a matemática. Nesse sentido, ensinar e aprender matemática é um dos meios necessários, ainda que não suficiente, para penetrar nesse modo de ser das sociedades contemporâneos e poder interferir individual ou coletivamente, nos seus rumos. Esse mesmo ensino costuma provocar duas sensações contraditóriascomo afirma pesquisa realizada pêlos PCN’s – BRASIL, (1998), tanto por partede quem ensina como por parte de quem aprende: de um lado a constatação
  20. 20. de se trata de uma área do conhecimento importante; de outro, a insatisfaçãodiante dos resultados negativos obtidos com muita freqüência em relação a suaaprendizagem. A constatação de sua importância apóia-se no fato de que a matemáticadesempenha papel fundamental, pois, permite resolver problemas da vidacotidianas, tem muitas aplicações no mundo do trabalho funciona comoinstrumento essencial para construção dos conhecimentos em outras áreascurriculares, do mesmo modo interfere fortemente na formação de capacidadesintelectuais, na estruturação do pensamento na agilização do raciocíniodedutivo do aluno. A insatisfação revela que há problemas a seremenfrentados, tais como a necessidade de reverter o ensino centrado emprocedimentos mecânicos desprovidos de significados para o aluno. Háurgência em reformular objetivos, rever conteúdos buscar metodologiascompatíveis com a formação que hoje a sociedade reclama. Fazendo uma retrospectiva percebemos que num determinadomomento os homens sentiram necessidade de contar objetos, animais epessoas. E essa necessidade fez com que inventassem uma forma derepresentar essas contagens. Da contagem surgiu a necessidade de fazercomparações, durante o renascimento, por exemplo, (século XV e XVI) asoperações comerciais de venda e troca de mercadorias eram intensas e decerta forma, inspiraram os matemáticos da época na escolha de um novo tipode número para representar perdas ou dividas (os negativos), que já eramrepresentados pelos hindus no século VII. (IMENES, LELIS, v.2.2000). Mediante a estes fatos, vê-se então, que foi a partir das necessidadeshumanas que surgiu a matemática convertendo-se em uma disciplina, quecomo as demais ciências, refletem leis sociais e serve de poderoso instrumentopara o conhecimento do mundo e domínio da natureza, ela constitui-se a partir
  21. 21. de uma coleção de regras escolares decorrentes da experiência e diretamenteconectadas com a vida diária.2.2 PROFESSORES DE MATEMÁTICA: DISCUTINDO SUA FORMAÇÃO Com certeza há algo de errado no ensino da matemática. A escola, ospais, a sociedade, consideram importante sua aprendizagem, porém ela temsido um obstáculo para muitos e isto a transforma em forte instrumento depoder exercido pelo professor, e também de seleção dos supostamentemelhores e piores. O aluno que não consegue resultados satisfatórios emmatemática se frustra e passa a acreditar não ser capaz de aprendê-la.Segundo Antonio Miguel e Ângela Miorim (1991): Os altos índice de evasão e repetência nas escolas públicas denunciam ser a matemática a disciplina que mais reprova, que mais contribui para o fracasso escolar, isto é uma parte da população se vê alijada da escola e a conseqüência é a falta de melhores oportunidades e condições de trabalho, na formação geral do individuo na busca da conquista pela cidadania e o ensino da matemática é marcado pela exclusão. Dessa forma, e evidente que o ensino da matemática não estáatendendo as expectativas da sociedade. Ela não tem sido mostrada em suaimportância, como instrumento de investigação e transformação do real, elapassa por dificuldades metodológicas, psico-pedagógicas, disciplinares, deconteúdos e outros mais. A que se deve isso? Como andam os ensinamentosde álgebra, aritmética e geometria nas escolas de ensino fundamental I e II?Muitos alunos chegam ao ensino médio sem ter visto geometria e sem teraprendido álgebra, aritmética, e saem do curso formado sem aprender essesconteúdos por deficiência anteriores, as quais não importam aos professorespor falta de um currículo metodológico e matemático adequado a esses cursos.
  22. 22. E são esses profissionais que voltam as séries iniciais, como professores e ociclo recomeça. Dessa maneira a escola já não serve para formar o professor que hoje a sociedade precisa, capaz de produzir conhecimentos e de se apropriar dos já existentes, de modo que possa intervir significativamente no processo de transformação, pois para a formação dos alunos, é essencial mudar a formação dos professores, (MIGUEL e MIORIM, 1991, p.35). Segundo Demo (1997), ‘não há como esconder que a aprendizagem noBrasil é um vexame’. No entanto, seria o cúmulo colocar esse problema nasmãos dos professores, que são tão vitimas do sistema quanto os alunos.(Demo, 1997). ’ Mas também é inegável que um professor mal preparado,desatualizado, a par de mal remuneração, contribui para o fracasso escolartambém’. Demo (1997), nos diz que, a LDB trata o professor como o eixo centralda qualidade da educação e direciona premissas voltadas para oaperfeiçoamento profissional continuado e para a melhoria da formação eenfatiza que somente o professor que aprende bem e continuamente podefazer o aluno aprender, já que nenhuma profissão se desgasta mais que a doprofessor, precisamente porque lida com a própria lógica da reconstrução doconhecimento. Mas será que esses futuros professores estão sendo metodológicos ematematicamente preparados para enfrentar os problemas apresentados pelaeducação matemática em questão, se então, porque os alunos continuam nãoaprendendo matemática?
  23. 23. Muitos professores nem sequer tem formação para lecionar. Dados doMinistério da Educação, confirmam que nas regiões do Nordeste, Norte eCentro – Oeste do Brasil há cerca de 50.000 professores que estão lecionandonas quatro series iniciais do ensino, sem a habilitação exigida pela LDB. A própria LDB/96, infelizmente, confirma; nosso maior atraso histórico não está na economia, reconhecida com já importante no mundo, mas na educação. Ou resolvemos isso, ou ficaremos para trás. O resgate completo do professor básico é a premissa primeira. (Demo, Pedro, 1997, p.26). De acordo com D’ Ambrósio (1986), O futuro da educação matemáticanão depende de revisões de conteúdos, mas da dinamização da própriamatemática procurando levar nossa pratica a geração de conhecimento.Tampouco depende de uma metodologia mágica, depende essencialmente deo professor assumir sua nova posição, reconhecer que ele é um companheirode seus estudantes na busca de conhecimento que dia-a-dia se renova e seenriquece pela experiência vivida por todos os indivíduos. No entanto, as propostas curriculares mais recentes são ainda bastante desconhecidas de parte considerável dos professores, que, por sua vez, não têm uma clara visão dos problemas que motivaram as reformas. O que se observa é que idéias ricas e inovadoras, veiculadas por essas propostas, não chegam a eles, ou são incorporadas superficialmente, ou ainda recebem interpretações inadequadas, sem provocar mudanças desejáveis.
  24. 24. CAPÍTULO III3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E INSTRUMENTOS USADOS Este estudo foi norteado pelos parâmetros das abordagensqualitativas de pesquisa, que estão baseados fundamentalmente em Bogdan eBiklen (1994), cuja leitura, juntamente com a de outros autores, levou-nos aacreditar que a busca por compreender as concepções dos sujeitospesquisados envolve a compreensão de um universo de significações,atitudes, atos e valores que são elementos cuja quantificação é questionávelem suas possibilidades de deixar compreender, de modo mais amplo, o quese deseja. Alves (1991), por sua vez, afirma que a abordagem qualitativa: [...] parte do pressuposto de que as pessoas agem em função de suas crenças, percepções, sentimentos e valores e seu comportamento tem sempre um sentido, um significado que não se dá a conhecer de modo imediato, precisando ser desvelado. Este mesmo autor indica ainda três características essenciais aosestudos qualitativos: visão holística, abordagem indutiva e investigaçãonaturalística. Essas três características permitem que o pesquisador tenhauma observação mais livre do fenômeno. O fenômeno será observado eanalisado dentro de um contexto, considerando suas inter-relações. Entendemos que os parâmetros para uma possível regulação dopesquisar qualitativamente podem estar ancorados nas características básicasque Lüdke e André (1986) citam para uma investigação qualitativa. São elas:
  25. 25. Ter o ambiente natural como sua fonte de dados e o pesquisador como seu principal instrumento; coletar dados predominantemente descritivos; ter maior atenção ao processo que ao produto; o processo de análise tende a ser indutivo, sendo que os pesquisadores não se preocupam em buscar evidências que comprovem hipóteses definidas antes do início dos estudos. As abstrações formam-se ou se consolidam basicamente, a partir da inspeção dos dados num processo de baixo para cima. Como supracitado foi utilizado o método qualitativo para obtenção dedados, através de questionários, entrevistas e observação. Mediante a estesdados, este trabalho teve um caráter comparativo entre as concepções sobre amatemática e seu ensino, dos professores das séries iniciais do ensinofundamental do município de Ponto Novo e o que diz os PCN`s e teóricos deMatemática.3.1 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS3.1.1 QUESTIONÁRIO Fez-se uso do questionário, pois segundo Ludke e André (1986) omesmo apresenta uma série de vantagens: atinge grande número de pessoas,implica em menores gastos e garante anonimato das respostas. Elaborou-se oquestionário com questões abertas cujas respostas proporcionaram os dadosnecessários para a elaboração do diagnóstico das concepções dosprofessores.3.1.2 ENTREVISTA A entrevista representa um dos principais instrumentos para a coleta dedados, que segundo Ludke e André (1986), é durante a entrevista que se cria
  26. 26. uma relação de interação, existindo desta forma atmosfera de influênciarecíproca entre quem pergunta e quem responde.Baraldi (1999) define: A entrevista é um recurso metodológico muito eficaz para obtenção das informações desejadas, e por permitir o aprofundamento de pontos levantados por outros recursos. Também permite correções, esclarecimentos e num encontro social, que possui característica de empatia, intuição e imaginação,criando assim uma interação, uma atmosfera de influência recíproca entre quem pergunta e quem responde, ( Baraldi,1999,p 20) Desta forma criaram-se subsídios para analisar as diferentes respostasapresentadas pelos professores. Utilizamos estes instrumentos, pois, osmesmo nos permitiram maior acesso às informações de relevância à pesquisa.3.2 IDENTIFICAÇÃO DO LOCUS O lócus escolhido para o desenvolvimento da pesquisa foram asseguintes escolas municipais: Escola Municipal Lafaiete Maia Freitas, EscolaMunicipal Manoel Inácio, Escola Municipal Miranda Maia, Escola MunicipalSérgio Carneiro, Escola Municipal Antonio Carlos Magalhães, Escola Municipalde Ponto Novo, Escola Municipal Carlos Santana, Escola Municipal de NovaRepresa, Escola Municipal Marilene Silva dos Reis, Escola Municipal deVárzea do Poço, Escola Municipal de Várzea do Capim e Escola Municipal deMarrecas.
  27. 27. 3.3 IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO Os sujeitos pesquisados foram os docentes das escolas citadas acima,totalizando 85 (oitenta e cinco) professores, sendo que cerca de 8% (oito porcento) desses sujeitos tem graduação em pedagogia sendo os demais comformação em magistério sem possuírem graduação.
  28. 28. CAPÍTULO IV4. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS A análise dos dados se deu através da coleta obtida com as entrevistasos questionários e as observações a fim de se chegar aos objetivos almejados.Para mantermos a anonimato dos professores classificamos alguns destescomo ( P1, P2, P3, P4, P5, P6).4.1 O QUE É MATEMÁTICA PARA VOCÊ? Quando questionados “o que é matemática para você” percebemos nasfalas dos professores várias formas de conceber matemática. Conformetrechos das falas: “É uma disciplina de suma importância que faz parte do nosso cotidiano”, (P1). “É uma disciplina de grande importância, pois, sempre está relacionada ao nosso dia-a-dia”, (P2). “Matemática para mim é: o nosso dia-a-dia é querer aprender matemática, gostar de matemática, é buscar soluções que eliminem da cabeça das pessoas esse mito de que a matemática é bicho de sete cabeças” (P3). “É uma disciplina de muita utilidade e que está presente no dia-a-dia, ferramenta indispensável na resolução de problemas”.(p 4) “É a resolução de problemas que envolve a vida cotidiana”.(p 5)
  29. 29. “É uma ciências, ou até mesmo a disciplina que estuda os números e suas relações. sendo que a mesma faz se presente em, diversos situações doa cotidiano”. (p 6) Percebemos nas falas dos professores o destaque dado aos aspectossimples e utilitário da matemática, determinado pelas situações de uso docotidiano. Constatamos que há um conceito amplamente partilhado pelosprofessores: “Matemática é uma disciplina importante”, “ Matemática faz partedo cotidiano”. Esta concepção matemática dos professores denuncia umainterpretação equivocada da idéia de cotidiano, transparecendo, que estestrabalham apenas com o que supõe fazer parte do dia-a-dia do aluno. Assimmuitos conteúdos importantes são descartados porque estes julgam, sem umaanalise adequada, que não são de interesse para os alunos, ou porque nãofazem parte de sua “realidade”, ou seja, não há uma aplicação pratica imediata. Essa postura, de acordo com os PCN’s, leva ao empobrecimento dotrabalho produzindo efeito contrário ao de enriquecer o processo ensino-aprendizagem. Quanto a isso Libâneo (2004), chama a atenção quando diz: Se for enfatizado apenas o caráter concreto da experiência da criança, pouco se conseguirá em termos de desenvolvimento mental. [...] se o ensino nutre a criança somente de conhecimentos empíricos, ela só poderá realizar ações empíricas, sem influir substancialmente no seu desenvolvimento intelectual, (p.27).
  30. 30. 4.2 QUAL O SEU EMBASAMENTO TEÓRICO PARA ESTA VISÃO DEMATEMÁTICA? Indagados a respeito do embasamento que os levaram a este conceitode matemática responderam como seque abaixo. “A matemática faz parte da nossa vida, está em tudo que fazemos, seja em casa ou na escola (p 1) “Matemática ela está presente em nossa vida, seja em casa na escola, na rua, então eu vejo ela como um desafio no dia-a-dia”. (p 2) “A matemática faz parte do nono cotidiano e principalmente na vida do professor”.(p 3) “É que a matemática faz parte da minha vida diária”. (p 4) “O dia-a-dia”. (p 5) “Acredito que tudo que estar ao nosso redor faça parte da matemática”. (p 6) No que diz respeito ao embasamento teórico do conceito de matemática,fica evidente que existem uma deficiência na formação destes professores.Uma vez que em nenhum momento mencionam a matemática como umacriação humana em virtude de suas necessidades e que está em constanteevolução.
  31. 31. Neste sentido os PCN’s pregam que o conhecimento da história dosconceitos matemáticos precisa fazer parte da formação dos professores paraque tenham elementos que lhes permitam mostra aos alunos a matemáticascomo ciências que não trata de verdades eternas, infláveis e imutáveis, mascomo ciências dinâmicas, sempre aberta a incorporação de novosConhecimentos.Neste intuito Carvalho (1991) afirma que: Foi a partir das necessidades humanas que surgiu a matemática convertendo-se em um sistema de variados e extensas disciplinas que como as demais ciências, refletem leis sócias e serve de poderoso instrumento para o conhecimento do mundo e domínio da natureza.4.3 VOCÊ NA CONDIÇÃO DE PROFESSOR, COMO PERCEBE AIMPORTÂNCIA DA MATEMÁTICA PARA SEUS ALUNOS? Ao perguntarmos como eles, na condição de professor conceituava aimportância da matemática para seus alunos, responderam: “Tento mostrar as utilidades da matemática no seu dia-a-dia”.(p 1) “ Como algo que esta presente no cotidiano e que contribui bastante para a formação dos educando como ser social” .(p 2) “A matemática está presente no dia-a-dia desde a nossa concepção no ventre da mãe, até a morte, em tudo usamos matemática”. (p 3)
  32. 32. “Facilitando a compreensão da mesma de modo significativo párea os alunos, mostrando sua utilização no dia-a-dia (p 4) “Explico que a matemática está aí presente no dia-a-dia”. (p 5) “Como uma disciplina que está ai presente no dia-a-dia de toda criança e professor e todas as pessoas” (p 6) No que se refere à importância da matemática para os alunos, estes, emvirtude de um conceito equivocado de “cotidiano” mesclado com uma formaçãodeficiente, ambos citado acima, parece restringir os alunos a conteúdoscorriqueiros do dia-a-dia, em detrimentos de outros importantes por julgar nãohaver uma aplicação prática de imediata. Segundo os PCN’s estes pecam, visto que, no ensino fundamental amatemática deve levar o aluno a compreender e transformar o mundo à suavolta, estabelecer relações qualitativas e quantitativas, resolver situações-problemas, comunicar-se matematicamente, estabelecer as intraconexõesmatemáticas e as interconexões com as demais áreas do conhecimento,desenvolver sua autoconfiança no seu fazer matemático e interagiradequadamente com seus pares. A matemática pode colaborar para odesenvolvimento de novas competências, novos conhecimentos, para odesenvolvimento de diferentes tecnologias e linguagens que o mundoglobalizado exige das pessoas. Quando se fala em produção docente, (Saviani,2003) afirma que:
  33. 33. A escola diz respeito ao conhecimento elaborado e não ao conhecimento espontâneo; ao saber sistematizado e não ao saber fragmentado; à cultura erudita e não à cultura popular.4.4 PARA MUITOS A MATEMÁTICA É VISTA COMO O CASTIGO DAESCOLA. QUAL A SUA OPNIÃO SOBRE ESTA VISÃO? Ao questionarmos sobre suas opiniões a respeito de que para muitos amatemática é vista como o castigo da escola, opinaram: “Eu não vejo como castigo e sim como um desafio que a pratica pedagógica deve apontar para a construção do conhecimento (p 1) “Algo totalmente errado. Pois a criança fica com trama, chegando ao ponto de ‘detestar’ a disciplina”. (p 2) “Não é castigo é uma disciplina fundamental para o nosso dia-a-dia”. (p 3) “Acredito que seja um mito. Porem, devemos reconhecer que cada aluno tem um jeito diferente de aprender e habilidade diferente para cada disciplina”. (p 4) “Para mim esse conceito é antigo, mas não concordo com ele e tento mostrar aos meus alunos que a matemática não é bicho de sete cabeças”.. (p 5) “É um conceito bastante infeliz já que a matemática é tal útil em nossas vidas, uma vez que a mesma nos leva a aprender a pensar e a pesquisar as soluções”. (p 6)
  34. 34. Podemos observar nas falas dos professores que estes não concordamque a matemática é o castigo da escola, e que este conceito é infelizcontribuindo assim de modo negativo para a aprendizagem dos alunos. Noentanto este conceito por parte dos professores é preocupante, visto quedurante a entrevista estes deixam transparecer, em outras falas que de certaforma não pensam exatamente assim.4.5 QUAL A SUA VISÃO A RESPEITO DOS PCN`s DE MATEMÁTICA?Quando perguntamos a visão deles a respeito dos PCN’s de matemática: “Não utilizo, pois, não faz condiz com a realidade de meus alunos” (p 1) “Já li mas não utilizo muito” ( p 2) “É importante”. (p 3) “resumindo, são complicados, tudo é lindo o que está nele, mas na prática a realidade é outra. (p 4) É que tem alguns conteúdos fora da realidade do educando e do nível de aprendizagem que o mesmo se encontra (p 5) “Eu vou ser sincera é vergonhoso falar isso, mas eu nunca parei para ler os PCN’s de matemática. ” (p 6) Percebemos que de forma geral, os professores não tem intimidade comos PCN`s de matemática. Este fato é preocupante visto que os Parâmetros
  35. 35. Curriculares Nacionais para a área de matemática no ensino fundamentalentão pautados por princípios decorrentes de estudos, pesquisas, praticas edebates daqueles que se preocupam com a Educação Matemática,desenvolvidos nos últimos anos. Os Parâmetros Curriculares Nacionais de matemática visam à construção de um referencial que oriente a prática escolar de forma a contribuir para que toda criança e jovem brasileiros tenham acesso a um conhecimento matemático que lhes possibilite de fato sua inserção, como cidadãos, no mundo do trabalho, das relações sociais e da cultura. Como decorrência, poderão nortear a formação inicial e continuada de professores, pois à medida que os fundamentos do currículo se tornam claros fica implícito o tipo de formação que se pretende para o professor, como também orientar a produção de livros e de outros materiais didáticos, contribuindo dessa forma para a configuração de uma política voltada à melhoria do ensino fundamental.(MEC/SESI/1998).
  36. 36. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ultimamente, cresceu bastante as discussões a respeito do Ensino-Aprendizagem de matemática nas escolas públicas brasileiras, estasdiscussões estão condicionadas às preocupações daqueles comprometidoscom a Educação Matemática, mediante aos baixos rendimentos dos alunos emmatemática, denunciado em diversas fontes de pesquisas desenvolvidas nosúltimos anos. Os resultados insatisfatórios à aprendizagem dos alunos em matemáticaestão impulsionando aos Educadores Matemáticos ligados às universidades eoutras instituições a proporem e traçarem propostas curriculares inovadoras,que apontam caminhos possíveis para sanar ou amenizar o caos em que seencontra o ensino de matemática. No entanto, estas propostas ainda sãobastante desconhecidas de parte considerável dos professores, que, por suavez, não tem uma visão clara dos problemas que motivaram as reformas. Oque se observa é que idéias ricas e inovadoras, veiculadas por estaspropostas, não chegam a eles, ou são incorporadas superficialmente, ou aindarecebem interpretações inadequadas sem provocar mudanças desejáveis. Esta falta de mudança desejável e urgente fica transparente nestetrabalho de pesquisa quando mencionado dados estatísticos que denuncia obaixo rendimento dos alunos no que diz respeito à aprendizagem dematemática. Diante dos dados apresentados e discutidos neste trabalho de pesquisa,no que diz respeito às concepções sobre a matemática e seu ensino, dosprofessores das séries iniciais do ensino fundamental do município de PontoNovo, fica evidente que os conceitos matemáticos destes professores nãoestão em consenso com os propostos pelos PCN’s e teóricos da área. Estafalta de consenso fica evidenciado ao traçarmos um paralelo dos
  37. 37. pronunciamentos dos professores com os PNC’s de matemática e teóricos daárea, visto que os professores dão destaque aos aspectos simples e utilitárioda matemática, determinado pelas situações de uso do cotidiano, emdetrimento de outros importantes e indispensáveis aos estudos futuro do aluno.Estes aspectos por parte dos professores estão condicionados a uma formaçãodeficiente com relação aos conceitos matemáticos, acrescido de um conceitoequivocado e excessivo de “cotidiano”. Diante destes fatos, fica claro queprecisa haver uma reciclagem no que se refere às concepções matemáticasdestes professores, esta sem dúvida é uma possibilidade de estudo no que serefere a uma formação continuada de matemática para com estesprofessores...
  38. 38. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALVES, NILDA, (org).Formação de professores_pensar e fazer 3º.Ed.cortez,São paulo 1995.ALVES, A. J. O planejamento de pesquisas qualitativas em educação.Cadernos de Pesquisa. São Paulo (77): 53-61, maio 1991.BICUDO, Maria Aparecida V(org) .Educação Matemática.Ed.Mares.SãoPaulo,1991.BOGDAN, e BIKLEN, S.K.: in LUDKE, M e ANDRÈ, M.E.D.A. Pesquisa emEducação: Abordagens qualitativas, São Paulo; EPU, 1992.Brasil.Lei de diretrizes e Bases da educação Nacionais.lei n°.9394.20 dedezembro de 1996.Brasil.MEC, Parâmetros curricular para o Ensino Médio. Brasília,2000p.251_269.Brasil-MEC, Parâmetro curriculares Nacionais para o EnsinoFundametal_Brasilia, 1998,v.3,p,142.CARVALHO,A.M. P. & GIL PEREZ, D. (1993) Formação de professores deCiências. São Paulo: Cortez, 120 p.CARVALHO,Dione Luches de_Metodologia do ensinio daMatemática.Cortez,SP,1991DAMBROSIO,Ubiratam_Da realidade a ação, reflexão sobre educaçãomatemática.Summus, SP,1986.DAMBROSIO,Ubiratan_Entonomatica arte ou técnica de explicar e conheser.Atica, SP,1990.DAMROSIO,Ubiratram.Etnomatematica.TV Escola n° 35. Ano 1997_p.27_31.
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  41. 41. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII LICENCIATURA EM MATEMÁTICA O presente questionário tem por finalidade a coleta de dados para suautilização no trabalho de conclusão de curso (monografia), desde já agradeço acolaboração de todos. Cordialmente: Luciano BatistaI- O que é matemática para você?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________II- Qual o seu embasamento teórico para esta visão de matemática?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________IIII- Você na condição de professor, como percebe a importância da matemáticapara seus alunos?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________IV- Para muitos a matemática é vista como o castigo da escola. Qual a suaopinião sobre esta visão?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________V- Qual a sua visão a respeito dos PCN’s de matemática?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________VI- Qual a sua formação?______________________________________________________________________________________________________________________________
  42. 42. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII LICENCIATURA EM MATEMÁTICARoteiro da entrevista pré-definida com finalidade de coleta de dados para suautilização no trabalho de conclusão de curso (monografia).I- Qual o seu conceito de matemática?II- Qual o seu embasamento teórico para este conceito de matemática?III- Você na condição de professor, como conceitua a importância damatemática para seus alunos?IV- Para muitos a matemática é vista como o castigo da escola. Qual a suaopinião sobre este conceito?V- Como você ver os PCN’s de matemática?

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