10                                   INTRODUÇÃO     Essa pesquisa propõe identificar como os professores da Escola José Ba...
11     No terceiro capítulo, amparado em autores, como: Demo (1993), Ludke eAndré (1986), Goldenberg (2000), Cervo (1983),...
12                                   CAPÍTULO I                                PROBLEMÁTICA1. OS CAMINHOS PARA CHEGAR AO P...
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27     Para o desenvolvimento dessa pesquisa, será utilizado como instrumentos decoleta de dados: questionário aberto e fe...
28     A extensão da Escola José Barreto Filho, conta com 18 professores, sendonove no turno matutino e nove no turno vesp...
29                                   CAPÍTULO IV                4. ANALISANDO E INTERPRETANDO OS DADOS     Neste capítulo ...
30                      tarefa aborrecida, tornem-se como uma diversão, um brinco. Em vez                      de cara dur...
31preparar o profissional, entre outras, enfim, com essa valorização, as pessoassentem-se mais estimulados para trabalhar ...
324.1.4 Etnia                                            10% Negros                                            30% Brancos...
33comprometido, o aluno não entenderá o que leu. Mas o desenvolvimento dos alunostambém depende bastante do professor, se ...
34estão preocupados, com o aprendizado dos alunos, muito menos com o salário dosprofessores e as condições de trabalhos qu...
35     Dos sujeitos pesquisados, 50% têm o Nível Superior completo, os outros 50%estão cursando.     Esse resultado é inte...
364.1.7 Tempo que atua no magistério                                      10% Lecionam de                                 ...
37      A pesquisa aponta, que apesar das dificuldades no processo de leitura,detectado na escola, 100% das professoras af...
38por seus alunos. Por isso eles devem dar bons exemplos, praticando a leitura emsala de aula, levando para os alunos vári...
39são alguns alunos, e não todos têm dificuldades, para não serem responsável Poresse fracasso desses alunos. Até porque d...
40                      (P1) “Leitura é saber ler, interpretar e manter um envolvimento cabal                      com o q...
41                      atividades de análise fonológica que o façam compreender que a                      leitura aprese...
424.2.3Tipos de livros (textos) utilizados pelos professores para desenvolver nosalunos o gosto pela leitura...     Ao inv...
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44                     facilidade de interpretar, produzir, e sem dúvida assimilar os                     conteúdos das di...
454.2.5 As dificuldades encontradas pelos professores para realizar um bomtrabalho, envolvendo a leitura...     Observam-s...
46                     funcionamento das instituições sociais envolvidas, como a família, a                     escola e a...
47que ofereça uma diversidade de textos e autores. Como podemos observarMachado (1998) ele vem reforçando as palavras dos ...
48                            CONSIDERAÇÕES FINAIS     O TCC (Trabalho de Conclusão de curso) é de grande importância na v...
49                     ...Todas as autoridades do Estado, da comunidade e da escola,                     todos os professo...
50                                   REFERÊNCIASABRAMOVICH, Fanny. Formato, Catálogo Infantil. Rio de Janeiro, 1999.AGUIAR...
51KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura: Teoria e Prática. 10.ed. Campinas SãoPaulo: Pontes 2004.LUDKI, Menga; ANDRÉ, Marli ...
52ZILBERMAN, Regina; Marisa Lajolo. A formação da leitura no Brasil. 2.ed. SãoPaulo, Ática, 1996.
53APÊNDICES
54             UNEB: Universidade do Estado da Bahia- Campus VII             Dezembro de 20011                         QUE...
55    (     ) Negro    (     ) Pardo    (     ) Mulato5. Como professora qual sua faixa salarial?(       ) Um salário míni...
569. Quantas vezes você trabalha a leitura em sala de aula?(   ) Todos os dias;(   ) Uma vez por semana;(   ) De quinze em...
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  1. 1. 10 INTRODUÇÃO Essa pesquisa propõe identificar como os professores da Escola José BarretoFilho, localizada na cidade de Campo Formoso-BA, vêem o processo dedesenvolvimento e aprendizagem da leitura dos seus próprios alunos. Tem comotítulo: Identificando e Compreendendo as Dificuldades de Leitura dos Alunos dasSéries Iniciais do Ensino Fundamental, da Escola José Barreto Filho. O que nosmotivou a escolha desse tema foi ter realizado no decorrer do curso de pedagogia,projetos e estágio com essa temática, com alunos das Séries Iniciais. Essa pesquisa tem como relevância as contribuições que a mesma poderátrazer para compreender as principais dificuldades no processo de leitura, dar-nosoportunidade de conhecer experiências de como os professores trabalham aquestão da leitura com seus alunos. Acreditamos que a reflexão em torno desseassunto possibilite, uma maior compreensão sobre a importância do ato de ler.Levando em conta que a leitura é indispensável a todos os conteúdos trabalhadosna escola, ela proporciona a quem tem acesso, um leque de desenvolvimento ecompreensão de tudo que está ao seu redor. O primeiro capítulo é composto pelas inquietações que motivaram essapesquisa, que tem como objetivos: Identificar e compreende as dificuldades deleitura dos alunos das séries iniciais do ensino fundamental. No segundo capítulo, apresentamos os aportes teóricos onde enfatizamos umadiscussão sobre: Leitura, Professor e a prática pedagógica, O papel da escola noprocesso de aprendizagem e desenvolvimento da criança, e compreensão leitora.Dialogamos com autores que fazem reflexão sobre os temas abordados, tais como:Martins (2004) que na sua obra vem expor conceitos sobre leitura, Lajolo (1993)também vem falando sobre a leitura e sua importância. Kleiman (2004) mostra asestratégias de leitura, que é fundamental para um bom desenvolvimento no ato deler, Gadotti (2007) e Silva (1997) traz reflexões sobre professor e a escola, Machado(1998) vem nos falar sobre a leitura na nossa vida, Solé (1998) nos mostra aimportância da compreensão leitora.
  2. 2. 11 No terceiro capítulo, amparado em autores, como: Demo (1993), Ludke eAndré (1986), Goldenberg (2000), Cervo (1983), Andrade (1994), buscamos utilizara metodologia adequada ao tipo de trabalho proposto, expomos o tipo de pesquisa,o instrumento de pesquisa da coleta de dados, o lócus, que foi a Escola JoséBarreto Filho, os sujeitos da pesquisa que foram: os professores da instituição citadaanteriormente. No quarto capítulo, apresentamos a análise e interpretação dos resultados,utilizando o questionário fechado para traçar o perfil dos professores, e umquestionário aberto no intuito de tentar descobrir se realmente na escola JoséBarreto Filho, há Dificuldades no Processo de Aprendizagem da Leitura dos Alunosnas séries Iniciais do Ensino Fundamental, e compreender quais os motivos quecausam essas dificuldades. Nas considerações finais, tentaremos revelar as dificuldades no processo deaprendizagem da leitura nas séries iniciais do ensino fundamental, e compreenderos motivos causadores dessas dificuldades. Esperamos que essa pesquisa sirvacomo subsídio para outras pesquisas na mesma área.
  3. 3. 12 CAPÍTULO I PROBLEMÁTICA1. OS CAMINHOS PARA CHEGAR AO PROBLEMA... A leitura nos mostra novos horizontes, nos proporciona novos conhecimentos eamplia nossa visão de mundo. Ela se introduz na nossa vida ainda quando somospequenos, e nos acompanha durante toda nossa existência, ela não cessa no finalda escola, isso nos mostra a sua importância. Sem ela, não tem como haver umaboa compreensão dos assuntos discutido no mundo que nos cerca.O ato de ler, sempre foi privilegio das pessoas que gozavam de boas condiçõessociais. As pessoas que tinha proficiência na leitura exerciam uma ação dominantesobre todo o resto da população. Sendo utilizada como instrumento paraapropriação do poder em relação às classes populares. Silva (1997) contribuidizendo: A ação da leitura é um ato de libertação, é uma atividade provocadora de consciência dos fatos sociais de um povo, então é de total interesse do poder dominante que as condições de aprendizagem e produção da leitura sejam empobrecidas ao máximo. (p.63) Tudo mencionado acima gera reflexo no desenvolvimento dos alunos damaioria das escolas públicas, como nos mostra os resultados do IDEB (Índice deDesenvolvimento da Educação Básica). Site: www.inep “vem nos mostrar, que oIDEB foi criado pelo INEP em 2007 em escala de zero a dez, sua forma de avaliaçãoé feita através do fluxo escolar e média de desempenho nas avaliações”. Sabemosque o IDEB do nosso país é baixo comparado aos países do ocidente. O sonho doBrasil é alcançar em 2022, ano do bicentenário da Independência a nota 6,0 nasavaliações. Tratando-se de Bahia, a questão é mais complicada, a educação fica abaixo dameta nacional do IDEB, O município baiano de Apuarema (a 353 km de Salvador),no sul do estado, teve a pior avaliação no Índice de Desenvolvimento da EducaçãoBásica (IDEB) dos 5.404 municípios analisados em 2009. Mas a Bahia ainda temcinco outros municípios na lista das dez cidades com piores médias. Como nos
  4. 4. 13mostra o site: www.inep “São eles Pedro Alexandre (2,0), Nilo Peçanha (2,1),Manoel Vitorino (2,1), Dario Meira (2,2) e Pilão Arcado (2,2). O estado da Bahiainfelizmente não tem nenhum município na lista das dez melhores notas”. Também a nossa cidade, Campo Formoso, fica com nota baixa no IDEB, cujoresultado no ano de 2009, publicado no site: www.inep “foi à seguinte nota (3.2). Ostestes são feitos em alunos da 4ª e 8ª série, o rendimento mais baixo do municípiode Campo Formoso, foi de 2,1 da Escola Municipal Manoel Ricardo de Almeida”. Aescola José Barreto Filho na qual estou realizando a pesquisa para TCC, em 2011foi o primeiro ano a participar do IDEB. Diante desta discussão, temos conhecimento que no Brasil existe uma grandedeficiência relacionada à educação, em especial à leitura, por motivos culturais,econômicos, assim, ela ainda é privilégio de uma minoria, não porque essa maioriaseja desinteressada, mas pelas oportunidades restritas. Lajolo (1993) vem nos dizer: Por desencadear um processo de democratização do saber e maior acesso aos bens culturais, a escola é um elemento de transformação que não pode ser negligenciado. E este fator relaciona-se especialmente com a leitura, o que pode ser comprovado, num primeiro momento, a partir das distintas políticas de alfabetização que caracterizam os países do Terceiro Mundo. (p.15). A leitura constitui-se em um poderoso instrumento no processo de transmissãodo conhecimento, é através dela que esse processo acontece de forma maissatisfatória e eficiente, já que a humanidade poderia até ter continuado a viver sem aleitura, mas foi com o seu surgimento que o homem construiu sua cultura e podepassar seu conhecimento às futuras gerações como diz: Machado (1998): O homem poderia viver sem ela e, durante séculos, foi isso mesmo que aconteceu. No entanto, depois que os sons foram transformados em sinais gráficos, a humanidade, sem dúvida, enriqueceu-se culturalmente. Surgiu a possibilidade de guardar o conhecimento adquirido e transmiti-lo às novas gerações. (p. 10). Ler é uma prática básica essencial para aprender. Nada, equipamento algumsubstitui a leitura. O sujeito adquire, dessa maneira, habilidades, capacidades dereflexão e outra visão de mundo. A aprendizagem da leitura é fundamental, para aintegração do individuo no seu contexto sócio – econômico e cultural. O ato de lerabre novas perspectiva à criança, permitindo posicionar-se criticamente diante da
  5. 5. 14realidade. Freire (1982, p.9) afirma que “a compreensão do texto a ser alcançadapor sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto”. Ler é complexo, não significa só memorizar, repetir as idéias do texto, mas éum processo de descobertas e conclusões. A leitura possibilita a aquisição dediferentes pontos de vista e alargamento de experiências, parece ser o meio dedesenvolver a originalidade, e autenticidade. Para Solé (1998): Ler é muito mais do que possuir um rico cabedal de estratégias e técnicas. Ler é, sobretudo uma atividade voluntária e prazerosa, e quando ensinamos a ler devemos levar isso em conta. As crianças e os professores devem estar motivados para aprender e ensinar a ler. (p.90). A leitura como principal meio de conhecimento do indivíduo, ajuda-o adesenvolver seu raciocínio lógico, exercita sua inteligência integrando-se com omundo que nos cerca, trazendo-lhe benefícios na sua vida cotidiana, tornando-ocapacitado para resolver assuntos das mais diversificadas situações, desde que osmesmos aprendam sobre a importância da leitura, que por conseqüência se tornampessoas formadoras de opiniões. Porém, para que possamos ter cada vez mais,pessoas críticas e atuantes em nossa sociedade, devemos estimular cada vez maisas crianças, fazendo com que sintam curiosidade e principalmente vontade dequerer descobrir novos caminhos dentro do mundo da leitura. Desde muito pequenas, as crianças constroem conhecimentos relevantessobre a leitura e a escrita. O ensino inicial da leitura deve garantir a interaçãosignificativa e funcional da criança com a língua escrita. O interesse pela leituranasce em diversos momentos, isso depende muito do entusiasmo do professor. Éinteressante que os textos escritos estejam presentes nas salas de aula, nos livros,cartazes, que anunciam determinadas atividades, acontecimentos, e que os adultospossam desenvolver na frente das crianças, atividades de escritas, dessa forma asmesmas se motivam a aprender. É de fundamental importância que o aluno possavê o próprio professor lendo, ao mesmo tempo, que exige do aluno alguma leitura, édifícil que alguém que não sinta prazer com a leitura, consiga transmiti-lo aosdemais. De acordo com Solé (1998): O uso significativo da leitura e da escrita na escola também é muito motivador e contribui para incitar a criança a aprender a ler e
  6. 6. 15 escrever. Em algumas ocasiões, quando se fala de contexto motivador, referimos prioritariamente à existência de materiais e livros adequados. Em minha opinião, a riqueza de recursos sempre deve ser bem recebida, porém me parece o que mais motiva as crianças a ler e a escrever é ver os adultos que tenham importância para elas lendo ou escrevendo. (p.62-63). Na pratica o interessante é aprender, através dos exemplos das outraspessoas, por isso é interessante que esses bons exemplos, comecem na família, naescola, com os próprios professores, porque eles são os maiores incentivadores, porpassarem um maior tempo com as crianças e jovens, na fase de maiordesenvolvimento escolar. Bordini (1993.p.27). ”ler é imergir num universo imaginário, gratuito, masorganizado, carregado de pistas as quais o leitor vai assumir o compromisso deseguir, se quiser levar sua leitura, isto é, seu jogo literário a termo”. Essa pesquisanos dará oportunidade de conhecer as respostas para tantas inquietações, que sãoinúmeras. Dar-nos vontade de instigar esse mundo da leitura tão fascinante. Essapesquisa nos proporciona formas de descobrir esses mistérios que a leitura traz.Será se os alunos da escola José Barreto, têm realmente dificuldades deaprendizagem no processo de leitura? Quais os fatores que geram essasdificuldades? Como os professores poderão sanar essas dificuldades? Osprofessores estão preparados para junto aos alunos resolver essas dificuldades? Apresentamos por isso a nossa questão de pesquisa: Quais as causas quegeram dificuldades de aprendizagem da leitura dos alunos da escola José BarretoFilho? Delimitamos assim os nossos objetivos: Identificar e compreender asdificuldades no processo de leitura dos alunos. A relevância dessa pesquisa consiste, em descobrir os motivos que geramdificuldades de aprendizagem da leitura, e compreender essas causas. Levando emconta, que a leitura é a ponte para a assimilação de todos os conteúdos trabalhadosna escola, se a leitura vai mal, não tem como haver um bom desenvolvimentoescolar.
  7. 7. 16 CAPÍTULO II 2. QUADRO TEÓRICO Após a abordagem da problemática objetivamos identificar e compreender asdificuldades que envolvem o processo de aprendizagem da leitura dos alunos, daEscola José Barreto Filho. Para melhor entendermos apresentamos os seguintesconceitos chaves: 2.1. Leitura. 2.1.2. Estratégias de leitura 2.2. Professor e a práticapedagógica. 2.3. O papel da escola no processo de aprendizagem edesenvolvimento da leitura. 2.4. Compreensão leitora. Assim, iniciamos refletindosobe o seguinte conceito chave:2.1. LEITURA A leitura acompanha a população desde muito tempo. Têm-se registros que “ahistória do leitor principiou na Europa aproximadamente no século XVIII e XIX”.(Lajolo e Zilberman 1996, p.14). Sem a leitura não tem como haver grandesevoluções, por isso ela começou a se expandir no meio da população urbana. E coma chegada do livro aconteceu um grande desenvolvimento, a clientela começa aadquirir livros. Vejamos o que diz Zilberman (1996) sobre o inicio da leitura. Se não podemos escrever a biografia do leitor temos condições de narrar sua história, que começou com a expansão da imprensa e desenvolveu-se graças à ampliação do mercado do livro, à difusão da escola, à alfabetização em massa das populações urbanas, à valorização da família e da privacidade doméstica e à emergência da idéia de lazer. (p.14). Sabemos o quanto a leitura é importante, por isso após sua descoberta aspessoas não poderiam mais ficar sem ela, as escolas começaram a expandir pelascidades, aumentou o número de pessoas alfabetizada, o livro começou a sercomercializado, surgiram então às bibliotecas valorizando a leitura, e dandooportunidades as pessoas terem acesso ao mundo letrado. A evolução no mundo do livro deu-se graças ao crescimento por parte depessoas que dominava a habilidade de ler, em decorrência do funcionamento dasescolas. É através da educação que acontece às grandes mudanças, o processo de
  8. 8. 17leitura, apresenta-se como uma atividade que possibilita a participação do homemna vida em sociedade. Após o surgimento da leitura muitas mudanças na sociedade aconteceram, àspessoas passam a ver e interpretar o mundo de forma diferente daquela, que viviamantes do mundo da leitura. Nos dias de hoje, é mais fácil o contato com a leitura,devido ao fato de ter escolas para todas as classes sociais. Ao desenvolver uma pesquisa cujo tema é leitura, torna-se necessário então,mostrar a opinião de alguns autores sobre o conceito de leitura. Que é uma atividadeessencial da escola, que deseja uma formação efetiva para seus educandos.Vejamos o que nos diz Martins (2004): A leitura vai, portanto, além do texto (seja ela qual for) e começa antes do contato com ele. O leitor assume um papel atuante, deixa de ser um mero decodificador ou receptor passivo. E o contexto geral em que ele atua, as pessoas com quem convivem passam a ter influência apreciável em seu desempenho na leitura. Isso por que o “dar sentido a um texto” implica sempre levar em conta a situação deste texto e de seu leitor. (p.32). A leitura necessita então ter um sentido para quem está lendo, e um objetivoproposto para ser alcançado. Ela é vista de forma ampla, vai além do que lê, não éapenas decifrar os símbolos. Ler é muito abrangente é o momento de novasdescobertas, é necessário compreender o que está lendo, para que a leitura tenhaum sentido. Para Lajolo (1993): Ler não é então apenas decodificar palavras, mas converter-se num processo compreensivo que deve chegar às idéias centrais, às inferências, às descobertas dos pormenores, às conclusões. Do ponto de vista mecânico, os documentos salientam os aspectos fluências, ritmo, velocidade, entonação, Tibre de voz, pronúncia, como relevantes para a consecução da leitura. Os autores referem, ainda, a leitura como meio de lazer e informação. (p.26-27). Cada autor interpreta a leitura de forma diferente, mais o que ela proporcionaas pessoas que dominam, é muito fascinante, ela faz o público viajar sem sair dolugar, ou seja, viajar pelo imaginário. Vejamos o conceito de leitura que Silva (1997)nos traz: “Ler é um ato libertador. Quanto maior vontade de consciente de liberdade, maior índice de leitura. Um dos efeitos da leitura é o
  9. 9. 18 aprimoramento da linguagem, da expressão, nos níveis individual e coletivo. (p.94). Uns dos instrumentos fundamentais para a democracia é a leitura, ela éimportante para todos nós, ao ler e compreender, estamos adquirindo novosconhecimentos, dessa forma ampliamos nossa visão de mundo e adquirimos novasbagagens.2.1.2 Estratégias de leitura Quando falamos de estratégias de leitura, estamos nos referindo como abordarum texto. As estratégias são de fundamental importância para a compreensão doque lemos, através delas o leitor pode relembrar o que de importante ele marcou. Seo leitor ao manipular o texto para realizar a leitura ele sublinha ou apenas folheia, sepassa os olhos rapidamente e espera outra atividade começar para relê. Asestratégias do leitor são classificadas em: Estratégias Metacognitivas e EstratégiasCognitivas: que segundo Kleiman (2004): Estratégias Metacognitivas seriam aquelas operações (não regras), realizadas com algum objetivo em mente, sobre as quais temos controle consciente, no sentido de sermos capazes de dizer que as estratégias metacognitivas da leitura são primeiro, auto avaliar constantemente a própria compreensão, e segundo, determinar um objetivo para a leitura, devemos entender que o leitor que tem controle consciente sobre essas duas operações saberá dizer quando ele não está entendendo um texto e saberá dizer para que ele esteja lendo um texto. (p.50). Como podemos perceber existem algumas estratégias, que não possuemregras definitivas, somente um objetivo proposto para ser alcançado. Vejamos adefinição da estratégia cognitiva citada por Kleiman (2004): As estratégias cognitivas da leitura seriam aquelas operações inconscientes do leitor, no sentido de não ter chegado ainda ao nível consciente, que ele realiza, para atingir algum objetivo de leitura. Por exemplo, o fatiamento sintático é uma operação necessária para a leitura, que o leitor realiza, ou não, rápida ou cuidadosamente, isto é de diversas maneiras, dependendo das necessidades momentâneas, e que provavelmente não poderá descrever. (p.50). Na maioria das vezes nem conhecemos as estratégias citadas por Kleiman(2004), utilizamos no nosso dia -a- dia sem percebermos, mas reconhecemos queas estratégias de leitura são de fundamental importância para a compreensão dos
  10. 10. 19textos lidos. Por tanto, vale ressaltar que as estratégias, devem estar presentes aolongo de toda atividade, antes, durante e depois da leitura. E que os objetivos dessaleitura, sejam bem claros na mente do leitor, dessa forma vai facilitar a compreensãodo texto. É necessário que o professor utilize estratégias, para a compreensão dostextos lidos, porque dessa maneira teremos leitores autônomos. Autores apontamalgumas estratégias, como é o caso, do próprio professor ser o maior exemplo deleitor, ler em sala de aula, em voz alta. Outro tipo é o professor formular perguntassobre o conteúdo do texto, fazer leitura silenciosa, compartilhada, resumos.Segundo Solé (1998): É necessário ensinar uma série de estratégias que podem contribuir para a compreensão leitora e propõem um ensino de progressão ao longo de três etapas. Na primeira, ou na etapa modelo, o professor serve de modelo para seus alunos mediante sua própria leitura: lê em voz alta para verbalizar e comentar os processos que lhe permitam compreender o texto. A segunda etapa e a de participação do aluno. Na mesma se pretende, de forma mais dirigida pelo professor, formulando perguntas que surgiram uma hipótese bastante determinada sobre o conteúdo do texto e por último, vem à leitura silenciosa na qual os alunos realizam sozinhos as atividades que, nas fases anteriores efetuaram com a ajuda do professor. (p.76- 77). Temos várias estratégias para facilitar a leitura dos textos, sabemos tambémque existem múltiplas tipologias textuais, por isso se faz necessário, que a leitura naescola, não se limite a um ou dois tipos de textos, e cabe ao professor buscar,diversas maneiras, para que os alunos possam compreender os textos lidos. A leitura através da contação de histórias é muito importante, é um dosprimeiros passos para que a criança crie curiosidade sobre o desfecho do texto,sinta-se motivado em querer ler ou ouvir a história com bastante atenção, saber oque vai acontecer sentir-se personagem da mesma, viajar no fascinante mundo daliteratura. Além de ser uma estratégia, que o professor deve utilizar para despertar ointeresse dos alunos pelos livros, é também um elemento incentivador para que oaluno possa buscar a leitura, e que ela seja fonte de prazer.2.2 PROFESSOR E A PRÁTICA PEDAGOGICA
  11. 11. 20 Reconhecemos o professor, como um mestre de extrema importância nodesenvolvimento dos processos educativos. Ele é capaz de transformar edesmistificar conhecimentos prévios, é uma profissão importante, na sua maioria asdemais dependem dela. O sonho de mudança de uma sociedade consolida com apresença do professor. A educação é o primeiro passo para a transformação social.A escola junto ao docente constrói cidadãos críticos, atuantes e reflexivos. Educar éuma tarefa árdua, é necessário ter paixão, a mesma exige desse profissional muitotempo e dedicação. Segundo Gadotti (2007): Educar é sempre impregnar de sentido todos os atos da nossa vida cotidiana. É entender e transformar o mundo e a si mesmo. Compartilhar o mundo: compartilhar mais do que conhecimentos, idéias... Compartilhar o coração. Numa sociedade violenta como a nossa é preciso educar para o entendimento. Educar é também desequilibrar, duvidar, suspeitar, lutar, tomar partido, estar presente no mundo. Educar é posicionar-se, não se omitir. (p.42). Ser professor é uma profissão muito exigente de extrema responsabilidade,cabe a esse mestre o que ensinar e como ensinar, trabalhar com seres humanos émuito complexo, cada um tem seu jeito, sua forma de aprender, e seu tempo. Essaprofissão requer inovações, muita criatividade, para que os alunos possamcompreender o que está sendo estudados, por isso os professores passam horas ehoras, revendo métodos, criando estratégias para inovar as práticas pedagógicas efacilitar o aprendizado de seus alunos. Algumas vezes essa profissão é angustiantepela exigência que requer desse profissional. Para Gadotti (2007): Ser professor hoje nem é mais difícil nem mais fácil do que era décadas atrás. É diferente, diante da velocidade com que a informação se desloca, envelhece e morre, diante de constantes mudanças, seu papel vem mudando senão na essencial tarefa de educar, de ensinar. (p.63-64). O docente é o agente transformador dos conhecimentos, ele é quem ensina asciências e ajuda a decifrar os símbolos, interpretar o que esta nos livros. Não sepode imaginar a sociedade sem o educador. Ele é quem auxilia as crianças eadolescentes nos seus respectivos processos de construção de conhecimentos. Éimportante que vejamos o trabalho do professor como mediação, que possibilita acompreensão dos conteúdos por eles trabalhados.
  12. 12. 21 Sabendo da grande importância do professor para o processo de mediação daleitura, ele cria e utiliza estratégias para um melhor entendimento dos textos lidospelos alunos. Reconhecendo que a leitura é a base para a compreensão de tudoque é trabalhado na escola. No contexto das escolas, nos deparamos comempecilhos, que impedem o professor de realizar um bom trabalho, isso acabadificultando o desenvolvimento dos alunos, vejamos o que diz Silva (1997): Nesses termos, faltam bibliotecas, faltam livros para o povo, falta à atualização dos acervos, falta mercado de trabalho aos nossos bibliotecários, faltam salários condignos, falta de respeito e reconhecimento profissional, falta de união de classe, falta o hábito de leitura, faltam lugares nas bibliotecas existentes. (P.102). Falta-se materiais na área da leitura, para o professor utilizar com seus alunos,não tem como ocorrer um bom desenvolvimento da mesma, por isso, para sanartodos esses problemas tem de acontecer uma parceria entre, os profissionais daeducação, os pais, e a sociedade em geral, com a união de todos pode acontecermelhorias educacionais, em especial, no desenvolvimento da leitura, esse é umtrabalho longo e um pouco difícil, para ser realizado.2.3 O PAPEL DA ESCOLA NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM EDESENVOLVIMENTO DA LEITURA O primeiro contato de toda criança com a escola começa na educação infantil,que é o alicerce na formação de todo individuo, os professores nesse período devemser bem preparados para instruir seus alunos, e o ensino fundamental é acontinuação dos primeiros anos escolares, é o momento de aprendizado dasprimeiras letras dos pequenos textos e das continhas. O emprego do livro na escola, o principal suporte de aprendizagem dasprimeiras letras, passou por diversas transformações ao longo da história daeducação no Brasil. A instituição escola diferencia-se da família das demaisinstituições sociais, por realizar um trabalho educacional planejado e organizadosobre bases científicas. Um dos múltiplos desafios a ser enfrentados pela escola é o de fazer com queos alunos aprendam a ler corretamente. Isso é lógico, a aquisição da leitura é
  13. 13. 22imprescindível para agir com autonomia na sociedade letrada, ela provoca umadesvantagem profunda nas pessoas que não conseguiram realizá-la. Segundo Solé(1998, p.34) “A leitura e a escrita aparecem como objetivos prioritários da EducaçãoFundamental. Espera-se que no final dessa etapa, os alunos possam ler textosadequados para sua idade de forma autônoma”. A escola é o lugar, onde o caminho para a leitura deve ser aberto, por isso tema obrigação em desenvolver uma leitura de qualidade, dando oportunidades paraque sua tarefa se cumpra de modo global, transformando então o indivíduohabilitado em um leitor, e o professor é o principal articulador para que a mesmaaconteça com sucesso. Bordini (1993) relata: Para que a escola possa produzir um ensino eficaz da leitura, obra literária deve cumprir certos requisito como: dispor de uma biblioteca bem aparelhada, na área da literatura, com bibliotecário que promovam o livro literário, professores leitores com uma boa fundamentação teórica e metodológica, programas de ensino que valorizem a literatura, e, sobretudo, uma interação democrática e simétrica entre alunado e professor. Se isso não ocorrer, valem as palavras de Ezequiel Theodoro da Silva. “os objetos da leitura, principalmente o livro, passam por um processo de obscurecimento intelectual”. (p.17). A escola deve ser bem estruturada para incentivar a leitura dos alunos, noentanto, essa leitura só terá êxito, na medida em que se volta para a realidade e àsnecessidades das crianças e jovens. É na infância que os indivíduos constroem seus hábitos e gosto pela leitura, daía importância de fazer com que os livros estejam presentes nas brincadeiras e nasatividades cotidianas dessas crianças, se não tiverem acesso aos livros antes daidade escolar, podem acabar encarando a leitura como mera atividade escolar,abandonando-a após deixarem a escola como nos afirma: Machado (1998): Se o trabalho escolar é difícil e pouco compensador, a criança pode adquirir aversão pela leitura e abandona – lá completamente quando deixar a escola. É conveniente então que o livro entre para a vida da criança antes da idade escolar e passe a fazer parte de seus brinquedos e atividades cotidianas. (p.7). No entanto por motivos diversos, grande parte da população brasileira não lê,isso gera graves problemas, apenas os pais que lêem que desenvolveram o hábito
  14. 14. 23da leitura, tenham condições de estimular seus filhos a serem bons leitores, o quetorna a escola o único local possível embora não o ideal para desenvolver nascrianças e jovens o hábito da leitura. Por isso é de fundamental importância, que os professores, comecem atrabalhar com histórias infantis, onde possam mexer com o imaginário de cadacriança, que elas possam se sentir personagens dessas histórias e adquirir gostopela leitura, que essa atividade sejam fontes de prazer. É interessante o incentivodos livros infantis, onde cada criança possa criar sua própria fantasia, seposicionando como um dos personagens da história e despertar para a mesma.Machado (1998) nos diz: ... As histórias favoritas de crianças de diversas idades refletem os conflitos emocionais e as fantasias particulares, que elas experimentam em diversos momentos da vida. Lendo a criança se identifica com esta ou aquela personagem, numa situação semelhante a alguma já vivida, e isto pode ajudá-la a resolver seus problemas. (p11). A criança que tem o hábito de leitura terá também o hábito de criar estórias,onde ela possa viajar no mundo da imaginação, se posicionando como o principalpersonagem, expressa seus medos, anseios, carências e emoções. A leitura por suavez, quando abstraída com intensidade, traz para dentro de cada um, emoçõesdiferenciadas. Se na infância o aluno adquirir hábitos de ler, através das historinhas,cada dia ele vai aperfeiçoando sua leitura com diferentes textos, para que issoaconteça, deverá existir uma parceria entre a escola e os pais.2.4 COMPREENSÃO LEITORA A compreensão leitora é de fundamental importância, à medida que vocêentende o que está lendo, você constrói novos conhecimentos. Mas essacompreensão depende da motivação, expectativa e dos conhecimentos prévios doleitor. Não podemos falar em compreender determinado texto, sem frisar um pouco, aimportância dos conhecimentos prévios, que ajudam no entendimento dos textoslidos. É importante valorizar as bagagens que as pessoas têm, elas servem paraajudar adquirir novos conhecimentos, a partir de diversos textos.
  15. 15. 24 A compreensão de um determinado texto depende dos objetivos propostos edas estratégias criadas pelo leitor, bem como, estabelecer relações entre algumacoisa e o que está lendo. Se não ocorrer a compreensão do que estamos lendo, aleitura se torna improdutiva, sem sentido. Mas realmente o que é compreender?Segundo Solé (1998): Compreender é sobre tudo um processo de construção de significados sobre o texto que pretendemos compreender, é um processo que envolve ativamente o leitor, à medida que a compreensão que realiza não deriva da recitação do conteúdo em questão. Por isso, é imprescindível o leitor encontrar sentido no fato de efetuar o esforço cognitivo que pressupõe a leitura, e para isso tem de conhecer o que vai ler e para que fará isso; também deve dispor de recursos, conhecimentos prévios relevantes, confiança nas próprias possibilidades como leitor, disponibilidade de ajuda necessárias etc. Que permitam abordar a tarefa com garantia de êxito; exige também que ele se sinta motivado e que seu interesse seja mantido ao longo da leitura. (p. 44). A partir do momento que o leitor sabe o que realmente é compreender, ele vaiconstruir uma interpretação do texto. Quando a leitura envolve compreensão, lerpassa a ser um instrumento útil para aprender significativamente. Podemos dizer,quando um leitor compreende o que lê, ele está aprendendo. Vale ressaltar que nem tudo que lemos, conseguimos compreender, mas issonão é um motivo desesperador, é um fato comum entre os leitores. Paraentendermos o texto universalmente, será necessário ter um conhecimento sobre oassunto. Mas no nosso dia-a-dia, nos deparamos com diversos textos, que antesnão tínhamos visto falar, sobre o que o mesmo vem abordando, nesse momentocabe ao leitor, usar das estratégias que conhece, para facilitar a compreensão doque está lendo. Faz-se necessário que os professores, utilizem diferentes métodos, paraavaliar se os alunos realmente compreenderam o que estavam lendo. Ou se apenasestá fazendo de conta. Por isso é de total interesse que esse tipo de atividade, tenhaobjetivos propostos para serem alcançados, para não tornar uma atividade vaziasem sentido. A partir do momento que o aluno diz que compreendeu o texto lido, ele sabeargumentar sobre o assunto, a leitura passa a ter sentido, o aluno se sente motivado
  16. 16. 25a ler cada vez mais. O professor será apenas o mediador do texto, no entanto, valeressaltar que os textos escolhidos para serem trabalhados em sala de aula, devemser adequados a idade dos alunos, para que a linguagem seja de fácil compreensão,e o aluno fique cada vez mais motivado pelos textos, é claro, o professor será omaior responsável por incentivar seus alunos lerem cada dia mais, e torná-losverdadeiros leitores, capazes de quando atingirem uma idade madura leia qualquertexto, e sejam capazes de compreender e passar seus conhecimentos a outraspessoas.
  17. 17. 26 CAPÍTULO III METODOLOGIA Cabe ao sujeito pesquisador desenvolver métodos e estratégias para alcançarseus objetivos, sem perder de vista o seu papel como agente de denúncia. O sujeitoé aquele que se propõe a dar clareza a alguns conceitos.3.1Tipo de pesquisa A pesquisa é indispensável na realização de um trabalho, através dela obtêm-se dados importantes. Demo (1992) diz: Pesquisar é sempre também dialogar, no sentido específico de produzir conhecimentos do outro para si, e de si para o outro, dentro de contexto comunicativo nunca de todo devassável e que sempre pode ir a pique. (p.39). Sabendo-se disso para melhor desenvolver esse trabalho, o tipo de pesquisaescolhida é de caráter qualitativo. Ludke e André (1986) deixam bem claro que: A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como principal instrumento. Segundo os dois autores, a pesquisa qualitativa supõe o contato direto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo investigada, via de regras através do trabalho intensivo de campo. (p.11) “Os dados qualitativos consistem em descrições detalhadas de situações como objetivo de compreender os indivíduos em seus próprios termos. Assim estapesquisa é de caráter qualitativo, é uma prática para a compreensão da realidadesocial”. (Goldenberg 2000) A pesquisa qualitativa ou naturalística é importante, envolve a obtenção dedados no contato direto do pesquisador com o sujeito pesquisado, porque não ficabrecha para fazer qualquer manipulação intencional.3.2 Instrumentos de Pesquisa
  18. 18. 27 Para o desenvolvimento dessa pesquisa, será utilizado como instrumentos decoleta de dados: questionário aberto e fechado, buscando atender os nossosobjetivos.3.2.1 Questionário Optamos pelo questionário por entender que esse instrumento é a fórmula maisutilizada para coletar dados, segundo Cervo (1983): “Questionário” refere-se a um meio de obter respostas às questões por uma fórmula que o próprio informante preenche. Assim, qualquer pessoa que preencheu um pedido de trabalho teve experiência de responder a um questionário. Ele contém um conjunto de questões, todas logicamente relacionadas com um problema central. (p.159). O questionário é de grande importância para a realização de uma pesquisa, éfácil de utilizar, pode ser aplicado rapidamente, isso acaba facilitando aopesquisador na interpretação dos dados. O questionário fechado é objetivo, com perguntas claras e isso facilita nasrespostas, além disso, ajuda o pesquisador, conhecer o perfil do sujeito pesquisado.Andrade (1994, p.43) nos diz que: “Perguntas fechadas são aquelas questões queapresentam categorias ou alternativas de respostas fixas”. Com relação ao questionário aberto, ele proporciona mais oportunidade, para osujeito pesquisado, ele pode se expressar o quanto quiser. Essa forma dequestionário, da essa total liberdade, isso é bom para entender melhor o problemaque esta sendo pesquisado. Andrade (1994, p.44), “afirma que questões abertas:são perguntas que conduzem o informante a responder livremente com frases ouorações”. Uma das razões para usar o questionário, é que ele possibilita avaliar melhoras questões levantadas, permite a coleta dos dados gerais dos sujeitos, e suascompreensões com relação ao tema abordado. Se forem questões abertas, omesmo dar oportunidade de descrever com exatidão tudo que deseja.3.3 Sujeitos da Pesquisa
  19. 19. 28 A extensão da Escola José Barreto Filho, conta com 18 professores, sendonove no turno matutino e nove no turno vespertino uma (1) diretora, uma (1) vice-diretora, uma (1) coordenadora, (3) secretárias, duas (2) faxineiras, dois (2)porteiros. Referindo-se a sede da escola o corpo administrativo de funcionários sãodois (2) porteiros, três (3) faxineiras treze (13) professores (1) uma secretária.Quanto à diretora e a coordenadora são as mesmas da extensão. Os sujeitos escolhidos para melhor desenvolver essa pesquisa, serão 10professores da extensão da Escola José Barreto Filho, porque trabalham com oensino fundamental I, que é o foco dessa pesquisa, e por terem aceitado a participarda mesma, porque alguns professores não quiseram contribuir em responder osquestionários.3.4 Lócus de Pesquisa O campo de realização dessa pesquisa será na extensão da Escola MunicipalJosé Barreto Filho, situada na Rua: Cleriston Andrade, Bairro Colina do Sol, cidadede Campo Formoso- BA. A cidade está localizada no Semi-árido baiano a cerca de400 km de Salvador, capital da Bahia. Seu clima é Semi-árido, tendo suas atividadeseconômicas baseadas na agricultura, pecuária, e atividades minerais, artesanaisentre outras. Essa cidade dispõe de uma ampla rede escolar que atende os níveisde ensino desde a Educação Infantil ao Ensino Superior, porém, todo o nívelsuperior existente é particular. A extensão da escola José Barreto Filho é compostapor: nove (9) salas de aulas, três (3) banheiros, uma (1) cozinha, uma (1) diretoria,um (1) depósito e uma (1) pequena área para lazer. Referindo-se a sede dessaescola que funciona somente Educação Infantil, fica localizada na Rua: ManoelJoaquim de Oliveira, cidade de Campo Formoso. Constatamos que possui sete (7)salas de aula, uma (1) secretaria, três (3) banheiros, uma (1) cozinha, um (1)deposito, um (1) pátio para recreação das crianças.
  20. 20. 29 CAPÍTULO IV 4. ANALISANDO E INTERPRETANDO OS DADOS Neste capítulo apresentamos o resultado desta pesquisa que teve comoobjetivo: Identificar as dificuldades de leitura dos alunos das Séries Iniciais doEnsino Fundamental da escola José Barreto Filho, e compreender os motivoscausadores dessas dificuldades, descobrir também como os professores trabalhama leitura para um melhor desenvolvimento dos alunos. A análise e interpretação dosdados tiveram como fonte de pesquisa, um questionário fechado e aberto. De inicio analisaremos o questionário fechado para conhecer o perfil dossujeitos desta pesquisa. Logo em seguida analisaremos o questionário aberto.4.1. Caracterização dos sujeitos Esse trabalho foi realizado com professores, a partir das respostas adquiridasmediante os questionários. Tentaremos analisá-las para melhor compreender apesquisa. Esses questionários foram aplicados a dez professores, porém um serecusou em responder o questionário aberto, respondendo somente às questõesfechadas. A partir da análise dos questionários, apresentamos abaixo o perfil dos sujeitospesquisados.4.1.1 Gênero Dos sujeitos pesquisados, da Escola José Barreto Filho, 100% é do sexofeminino. Isso veio nos mostrar, que a profissão de professor, principalmente nasséries iniciais, quem mais atua são as mulheres, ela ainda é vista como umaprofissão feminina. Segundo Novaes (1992): Sabe-se que a mulher tem mais facilidade, mais jeito de transmitir aos meninos os conhecimentos que lhe devem ser comunicados. Maneiras menos rudes e secas, mais afáveis e atraentes que os mestres, aos quais incontestavelmente vence em paciência, doçura bondade. Nela predominam os instintos maternos; e ninguém como ela possuem o segredo de cativar a atenção de seus travessos e inquietos ouvintes, sabendo conseguir que as lições, em vez de
  21. 21. 30 tarefa aborrecida, tornem-se como uma diversão, um brinco. Em vez de cara dura séria, inflexível do mestre, e por isso mesmo pouca simpatia às crianças, estas encontram na professora a graça e o mimo próprio de mulher. (p.97). Interpretando a fala do autor, entendemos que as mulheres, por ter instintomaterno, são mais pacientes, doces, apresentam mais afinidades com crianças, porisso elas são maioria em sala de aula, principalmente nas séries iniciais. Éimportante nessas séries os professores incentivar seus alunos, a ter contatos comos livros, para desde pequenos eles desenvolverem o gosto pela leitura, paraquando ficarem adultos, ler de forma espontânea.4.1.2 Faixa etária 40% Dos professores tem entre 31 a 33 anos. 60% Tem 37 a 40 anos.Gráfico 1- Idade dos professores participantes da pesquisa.Fonte: Questionário fechado. Como podemos observar no gráfico acima, 40% das professoras queparticiparam da pesquisa têm entre 31 a 33 anos, e 60% têm 37 a 40 anos. Pelaidade dessas professoras, podemos dizer que cada vez mais há professores jovensem sala de aula. A presença desses jovens professores acontece, devido ao FUNDEB (Fundode Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dosProfissionais da Educação), desde 2007 quando foi criado, entre uma das metas doFUNDEB é a valorização dos profissionais da educação, em termos de melhoria desalários, onde o professor ganhando um pouco mais, pode efetuar a compra delivros para ajudar sua atuação em sala de aula, participar de cursos para melhor
  22. 22. 31preparar o profissional, entre outras, enfim, com essa valorização, as pessoassentem-se mais estimulados para trabalhar na área da educação.4.1.3 Estado civil Professores 70% Casados 30% SolteirosGráfico 2- Apresenta o estado civil dos professores participantes da pesquisa.Fonte: Questionário fechado. Das professoras que participaram dessa pesquisa como podemos ver nográfico, 70% são casadas e 30% são solteiras. Isso quer nos mostrar que além detrabalhar na escola, elas tem o compromisso de trabalhar no lar, deixando superacarretadas, com a dupla jornada de trabalho. Mas segundo Novaes (1992, p.99) “Amaioria das mulheres escolhem às atividades docentes, além de seremcondicionada pela vocação, dá para conciliar, sala de aula, trabalho doméstico ecasamento”. Percebemos na fala do autor, que a profissão de professor, requer vocação, eas mulheres apesar de trabalhar em casa, sempre dá um jeito de conciliar o trabalhoda escola e os do lar, por isso elas são maioria em sala de aula.
  23. 23. 324.1.4 Etnia 10% Negros 30% Brancos 60% PardosGráfico 3- Percentual quanto à etnia dos professores participantes da pesquisa.Fonte: Questionário fechado. Ao analisar o gráfico 3, podemos observar que somente 10% das professoraspesquisadas são negras, 30% são brancas e 60% são pardas. Apesar da populaçãodo nosso país ser, maioria negra, essa pesquisa nos mostra, que a maioria dasprofessoras que trabalham nessa escola se declara pardas. Até porque as pessoasde pele mais escuras já acostumaram declarar pardas ao invés de negras. Quesegundo o autor Barros (2009): Definir como pardo categoria que o indivíduo não raro ostentava com certo orgulho para distanciar-se mais da idéia de escravidão associada aos negros, implica reintroduzir mais uma vez na diferença a “desigualdade”, agora já através de um “preconceito” que postula para o indivíduo assim classificado um “estar a caminho do branco”, embora sem chegar lá, implicando-se esta posição que ser “branco” é uma posição superior no reino das diferenças. (p.92). Nota-se que as pessoas preferem declarar que são pardas, achando que issocontribui em alguns momentos da vida, para não sofrer preconceito racial que aindaé muito grande em nosso país. No entanto, acaba negando a sua própria cor, nãoassumindo de fato o que realmente são. Vale lembrar, que o preconceito racial em nossas escolas, ainda é muitogrande, com isso a maioria dos negros ficam fora da sala de aula, ou quando estãoestudando, ficam em seu próprio cantinho, tímidos, o professor na frente ensinando,e os alunos recuados com medo de serem reprimidos, isso não é bom para odesenvolvimento dos mesmos, acabam tendo dificuldades de leitura, sendo que aela é o caminho para a compreensão dos conteúdos trabalhados, em todas asdisciplinas, caso não aconteça uma boa leitura, a compreensão do texto lido, será
  24. 24. 33comprometido, o aluno não entenderá o que leu. Mas o desenvolvimento dos alunostambém depende bastante do professor, se ele é realmente comprometido com oseu trabalho, busca maneiras diversificadas de como transmitir os conteúdos paraajudar no desenvolvimento dos alunos.4.1.5 Faixa salarial 10% Recebem três salários mímimos. 30% Recebem um salário mínimo 60% Recebem dois salários mínimos.Gráfico 5- Percentual quanto à faixa salarial dos professores participantes da pesquisa.Fonte: Questionário fechado. O gráfico acima vem nos mostrar que 10% das professoras ganham trêssalários mínimos, e 30% recebem apenas um salário, e 60% das professorasrecebem dois salários mínimos. A profissão de professor em pleno século XXIcontinua ainda desvalorizada. Os professores recebem muito pouco pelo seutrabalho realizado, sem contar o quanto a maioria deles enfrenta grandes problemasrelacionados à precariedade das nossas escolas, e até mesmo dificuldades com ospróprios alunos. Sendo que o professor além de trabalhar em sala de aula, levamtrabalhos extras para casa, e não recebem a mais por isso. De acordo Novaes(1992) uns dos fatores causadores dos baixos salários dos professores são: ... a baixa remuneração da professora primária é entendida pela não- prioridade da educação para o governo e também pela acomodação da mulher, que não tendo um ideal profissional, não reivindica, não luta, por melhorias salariais.(p.65). Sabemos que os baixos salários dos professores, é realidade em nosso país,isso nos mostra o descaso do governo pela educação. Os nossos políticos não
  25. 25. 34estão preocupados, com o aprendizado dos alunos, muito menos com o salário dosprofessores e as condições de trabalhos que os mesmos enfrentam. Isso nos mostra que a profissão ligada às mulheres os salários são baixos,devido à desvalorização das mesmas no mercado de trabalho. Alguns anos atrás opapel das mulheres era apenas de cuidar da casa e da família, e muitas pessoa têmenraizada, essa mentalidade machista, preconceituosa contra as mulheres, achandoque são frágil e incapaz de fazer determinadas atividades. As mulheres durante a revolução industrial ganharam mais espaço, porque ostrabalhos nas fábricas feitos pelos homens foram em grandes quantidadessubstituídas pelas mulheres, devido à mão de obra feminina ser mais barata. Noentanto, vale ressaltar que a partir do final do século XIX e inicio do século XX asmulheres começaram a lutar por melhorias de trabalho e igualdade social. Porém atéhoje no século XXI apesar de muitas lutas feitas pelas mulheres, ainda não temostotalmente igualdade salariais entre homens e mulheres. Mas, vale lembrar, quemuitas mudanças aos poucos estão acontecendo. Percebe-se, que as mulheresatualmente ocupam um maior espaço em sala de aula, estão estudando cada vezmais, para conquistar lugares no mercado de trabalho. A leitura já faz parte docotidiano dessas mulheres, que querem mudanças em suas vidas, elas reconhecemque através da leitura, adquirem-se novas oportunidades. As pessoas que temacesso a leitura, tem domínio do conhecimento sobre as outras pessoas, porque elaabre um leque de grandes oportunidades e proporciona melhorias de vida.4.1.6 Nível de escolaridade 50% Nível Superior Incompleto 20% Nível Superior Completo 10% Pós Graduação Incompleta 20% Pós Graduação CompletaGráfico 5-Percentual quanto ao nível de escolaridade dos professores.Fonte: Questionário fechado.
  26. 26. 35 Dos sujeitos pesquisados, 50% têm o Nível Superior completo, os outros 50%estão cursando. Esse resultado é interessante, nos leva a perceber que os professores estãocada vez mais procurando especialização, alguns anos atrás somente o magistériobastava. Nos dias de hoje, aqueles que não têm o nível superior estão em busca.Como podemos perceber no gráfico acima, que 50% dos professores estãocursando o nível superior. Segundo Amorim (1997): o artigo 62 da LDB vem nosafirmar: A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-à em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatros primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal.(p.73). Essa lei é bastante interessante, leva a classe de professores especializarem-se cada vez mais, isso quem sai ganhando são os alunos com professorescapacitados. É claro que os professores estão cada vez em busca deespecialização, devido às normas da LDB, mas o mercado de trabalho que estacada vez mais exigente e competitivo também influência as pessoas estudaremcada vez mais. Os professores que já possuem o nível superior estão em busca daPós Graduação, para serem mais bem colocado no mercado de trabalho, e recebermelhores salários. Isso ficou bem claro no gráfico cinco, que os professores, que jápossuem nível superior, já fizeram a Pós graduação ou estão fazendo, eles buscamcada vez mais uma graduação, que vai ajudar no desenvolvimento dos seuspróprios trabalhos. Cada vez que o professor adquire mais uma especialização, ele temconhecimento, bagagem, para criar diversas estratégias, para ajudar seus alunosem sala de aula, em especial, no desenvolvimento da leitura, que é de grandeimportância, para que o aluno tenha bons resultados na escola. Esses professorescom algumas graduações têm conhecimentos de diversos autores, e texto, devemsaber escolher textos, com leituras prazerosas, para chamar atenção dos jovensleitores, para perceberem a grande importância que a leitura traz para todas aspessoas que a ela tem acesso.
  27. 27. 364.1.7 Tempo que atua no magistério 10% Lecionam de cinco a seis anos 40% Lecionam de sete a oito anos 50% Lecionam acima de nove anosGráfico 6- Anos de atuação no magistério.Fonte: Questionário fechado. Os dados coletados nos revelam que 10% das professoras lecionam de cinco aseis anos, 40% de sete a oito anos, e 50% acima de noves anos. Através dos dadosadquiridos durante a pesquisa, reconhecemos que essas professoras, têm algumasexperiências na área da educação, devido ao tempo que elas já estão lecionando,sabemos que, quem tem muitos anos de profissão já viu muitas novidades. Reconhecemos que essas professoras devem ter uma excelente bagagem,muitas leituras, devem conhecer diversos textos, até porque em sala de aula a umatroca mutua de conhecimentos entre professores e alunos. Vale lembrar tambémque esses profissionais quando estão atuando, na maioria das vezes, eles fazemcursos de formação de professores, estão sempre se reciclando em busca de algonovo, para fazer o diferente em sala de aula. O professor deve ser o maior leitor, acada dia, ler diferentes livros, para os alunos se sentirem motivados em ler. SegundoAlmeida (2000): È fundamental que os professores redescubram seu papel de pesquisadores, buscando conhecimentos novos por meio de leituras, cursos, entrevistas, palestras, ações que lhes darão embasamento e coragem para enfrentar o novo e um caminhar seguro. (p.72). É importante que os professores estejam sempre realizando diversas leituras,para adquirir novas bagagens, e novos conhecimentos, descobrir muitas novidadesatravés dos cursos e das leituras feitas através dos livros.4.1.8 As vezes que são trabalhadas a leitura em sala de aula.
  28. 28. 37 A pesquisa aponta, que apesar das dificuldades no processo de leitura,detectado na escola, 100% das professoras afirmam trabalhar a leitura em sala deaula, todos os dias. Para desenvolver gosto pela leitura, o aluno deve começar ler aquilo que elegosta e chama sua atenção, para facilitar a compreensão do texto lido. A leituratambém deve ser incentivada em casa pelos pais, sabemos que os pais que ler, osfilhos tornam bons leitores. Mas é realmente na escola que desenvolve o processoda leitura, o aluno é cobrado pelos professores, com isso ele sente maisresponsabilidade em aprender. Observe o que diz Zilberman (1989): A importância da escola no processo de formação do leitor se deve, indiscutivelmente, ao fato de que nela o aluno adquire a habilitação inicial na prática de leitura. Nesse sentido, possui o compromisso de despertar o gosto de Ler e o hábito de leitura. (p.17). A escola possui um papel de fundamental importância no desenvolvimento daleitura dos alunos, é nesse local que o aluno é cobrado, e compreende que é atravésda leitura, que oportunidades mais justas de educação são adquiridas, por isso tentalevar a leitura mais a serio. A escola tem de trabalhar a leitura diariamente, para osalunos adquira prazer pelos livros, prazer em ler. Não ler somente, aqueles livrossolicitados pelo professor, mas que os alunos adquiram hábitos em ler por contaprópria, sem cobrança, sem imposição de alguém, para a leitura se tornar umaatividade de lazer. Percebemos nos discursos durante a pesquisa que as professoras, dizemtrabalhar constantemente a leitura com seus alunos, no entanto, confessam que osmesmos têm grandes dificuldades em ler, os alunos decifram os símbolos, mas namaioria das vezes não compreende o que lê, é por isso que eles acabam sendoprejudicado no requisito leitura. Até porque, para ler bem, é necessáriocompreender, se não ocorrer o processo de compreensão, não adianta ler, a leituratorna-se uma atividade vazia sem sentido. O professor para desenvolver com sucesso atividades de leitura com seusalunos é necessário, demonstrar para os mesmos, que eles lêem e gostamrealmente de ler. O professor é em sala de aula, é um grande exemplo a ser seguido
  29. 29. 38por seus alunos. Por isso eles devem dar bons exemplos, praticando a leitura emsala de aula, levando para os alunos vários tipos de textos, de diferentes autores.4.1.9 Dificuldades com relação à leitura 40% Dos professores afirmam que todos os alunos têm dificuldades de leitura. 60% Dos professores afirmam que são alguns alunos que apresentam dificuldades.Gráfico 7- Percentual de quantos alunos sentem dificuldades de leitura.Fonte: Questionário fechado aplicado ao sujeito da pesquisa. Das professoras que participaram da pesquisa, 40% afirmam que todos osalunos têm dificuldades de leitura, e os outros 60% das professoras afirmam quealguns alunos têm dificuldades. Os professores que convivem com esses alunos queapresentam dificuldades de leitura, deve criar estratégias rever os métodosutilizados em sala de aula, para tentar sanar essas dificuldades. Segundo Machado(1998): Normalmente, à medida que a criança encontra dificuldades no ato de ler, vai gostando cada vez menos de fazê-lo. Uma coisa, em geral, está associada à outra. É difícil tratar do problema, já que a aprendizagem da leitura é considerada um assunto para a escola. Entretanto, existem algumas atitudes que os pais podem tomar. Antes de mais nada, não se assustar demais, e nem a criança, caso ela não sinta atração pela leitura, nem fazer pressões do tipo cobrança ou prêmio. O jeito é com calma e sem criar tensões, buscar livros que possam interessar e serem lidos. (p.19). Esses dados são importantes para que possamos rever quais asmetodologias são utilizadas pelos professores, para facilitar o desenvolvimento dosalunos com relação à leitura, e mudar o que não esta dando certo. O gráfico nos mostra que 60% das professoras dizem que alguns alunos têmdificuldades de leitura, aparentemente elas tentam mascarar a verdade, dizendo que
  30. 30. 39são alguns alunos, e não todos têm dificuldades, para não serem responsável Poresse fracasso desses alunos. Até porque diretamente ou indiretamente o professor,é responsável pelo desenvolvimento dos mesmos. A maioria dos alunosapresentarem dificuldades em ler, por isso é interessante o professor estar a cadadia, criando maneiras diferentes de trabalhar em sala de aula, para chamar atençãodos alunos, e despertar o prazer em conhecer algo novo, que vai estar nas leituras,nos livros.4.2 A fala dos professores... Os dados coletados através do questionário aberto nos possibilitaram conhecerum pouco a visão dos professores da escola José Barreto Filho, com relação aoprocesso de leitura.4.2.1 Os significados de leitura Vejamos os significados de leitura que aparecem na fala dos professores: O (P2) nos diz que ler é: “Um ato de decodificar as letras compreendendo a mensagem transmitida, bem como a interpretação de imagens e do mundo ao redor.” Segundo alguns autores ler, é muito mais do que decodificar as letras vejamoso que nos diz Silva (1997): A leitura não pode ser confundida com decodificação de sinais, com reprodução mecânica de informações ou respostas convergentes a estímulos pré-estabelecidos. (p.152). O P2- ao dizer que “ler é decodificar”, nos mostra ter uma visão restrita sobre oprocesso da leitura, que é tão importante para todas as pessoas que desejam atingirdiversos objetivos no decorrer da vida. Ler é muito mais do que o simples decodificaras letras, ler é compreender, é saber interpretar. Agora analise a visão dos (P1, P3, P5, P8) cada professor define a leitura deforma diferente, e bem interessante, os mesmos demonstram através de suaspalavras, reconhecerem o quanto a leitura é importante para quem têm acesso.
  31. 31. 40 (P1) “Leitura é saber ler, interpretar e manter um envolvimento cabal com o que esta lendo.” (P3)”É um grande desafio que garante a todos os estudantes o direito de aprender. Propor intervenções no sentido de corrigir dificuldades dos alunos.” (P5)”A leitura é um ato fantástico, onde viajamos através dos livros e sem precisar sair do lugar, adquirimos conhecimentos... É um ato imprescindível na vida do ser humano. (P8) “É uma forma de torna-se cidadão crítico e argumentativo, além de fazer leitura de mundo fazendo descoberta e viagens imaginárias. De acordo com as respostas dos sujeitos, tornou-se evidente o significado deleitura traçado pelos mesmos. Eles nos dizem que ler é: saber interpretar, é um atofantástico é fazer viagens ao imaginário, é um desafio que garante a quem sabe leraprender o novo, é um ato imprescindível na vida das pessoas. Vejamos o que é lerpara Abramovich (1999): Ler é um prazer. É uma gostosura. Mas para o aluno ser um apaixonado pela leitura, é preciso que o professor também seja. Para poder passar essa sensação de entrar no mundo através do imaginário, do fantástico, da brincadeira, da plenitude. O professor que lê com prazer, com volúpia, com garra, com curiosidade atiçada, com entusiasmo vibrante, terá alunos que também serão grandes leitores melhores para todos. (p.39). A capacidade de ler é essencial para o desenvolvimento pessoal de cadaindividuo, é através da leitura que adquirimos o progresso social e econômico, mas aleitura, acima de tudo deve ser vista como uma forma de prazer e ser levada a serio.4.2.2 Estratégias utilizadas pelos professores para trabalhar a leitura com seusalunos... Podemos observar nas falas dos professores, as estratégias utilizadas paratrabalhar a leitura dos alunos. (P2) Utilizo leitura de imagens como cartazes, placas, leitura de textos, poesias, músicas, par lendas, jornais, listas apresentadas em cartazes e nos livros usados por eles. (P3) Usando estratégias dos nomes próprios, realizando atividades escrita do dia- a- dia, usando cartazes com (poesias, poemas, textos etc.) Usando fichas, CDs, livros, desenhos, propondo aos alunos
  32. 32. 41 atividades de análise fonológica que o façam compreender que a leitura apresenta o som da fala. (P5) Diariamente, através de leitura compartilhada; rodas de leituras; leitura silenciosa, oral e expressiva; aulas de leitura apenas por prazer (sem cobranças), leitura individual em voz alta; execução de projetos de leitura, objetivando desenvolver o habito da leitura. (P10) Trabalho a leitura de forma dinâmica, usando diferentes tipos de textos. Através das falas das professoras, percebemos as diversas estratégias que asmesmas utilizam, para desenvolver a leitura dos seus alunos, Como é o caso defazer leitura individual, em voz alta, leitura silenciosa, compartilhada, rodas de leituraentre outra, elas também citam os gêneros textuais que costumam trabalhar em salade aula, como exemplo: poesia, música, par lendas, jornais. Faz-se necessário queos professores, use a criatividade para despertar nos alunos o prazer em ler, porquegostando do que faz, o aluno vai desenvolver essa atividade com prazer, e não porimposição do professor, e isso vai ajudar o aluno a compreender os textos lidos.Machado (1998, p.25-26) nos fala sobre algumas estratégias ”A leitura em voz alta,leitura coletiva, e em pequenos grupos”. Reconhecemos que as estratégias sãoindispensáveis, para os professores trabalharem a leitura, e obter bons resultados. Solé fala o quanto são importantes as estratégias, para realização dostrabalhos com os alunos, e cita algumas vejamos: Como podemos fazer diferentes coisas com a leitura, é necessário articular diferentes situações. Trabalhar de forma oral, coletiva, individual e silenciosa, compartilhada e encontrar os textos mais adequados para alcançar os objetivos propostos em cada momento. A única condição é conseguir que a atividade de leitura seja significativa para as crianças, corresponda a uma finalidade que elas possam compreender e compartilhar. (p.90). As estratégias fazem-se necessárias para facilitar a compreensão dos textos,mas não podemos deixar de lado a questão dos gêneros textuais, que são degrandes importâncias, eles nos dão oportunidades de fazermos leitura diferente,com estrutura de textos também diferentes, uns com mais facilidade de interpretaçãoque os outros. As variações dos textos são fundamentais, proporciona chances aoleitor de descobrir qual o tipo de texto ele mais se identifica.
  33. 33. 424.2.3Tipos de livros (textos) utilizados pelos professores para desenvolver nosalunos o gosto pela leitura... Ao investigar quais os textos mais utilizados pelos professores da escola JoséBarreto Filho, para desenvolver a leitura dos alunos, ficou evidenciado que: (P1) Trabalho com literatura infantil, contas de água e luz. Leitura de imagens, músicas, poemas, textos ilustrativos. (P2) Livros literários da escola, trazidos por eles, jornal, cartazes publicitários. (P3) livros de poema, livros de receitas: bolo, saladas, chás, comidas, historinhas infantis, trava-língua, músicas, notícias e acontecimento... (P5) Vários gênero textuais, como: fábulas, textos jornalísticos, textos instrucionais, diários, cartas poesias, bilhetes, cordel, charges, textos enigmáticos, contas, lendas, textos não verbal etc. (P6) Histórias infantis, gibis, histórias em quadrinhos e jornais. (P10) Utilizo livros de poesia, literatura infantil, bula de remédio, livros de receitas, jornais, revistas e a bíblia. É notório que ao serem questionado sobre os tipos de textos mais utilizadosem sala de aula, fica evidente que os professores utilizam uma diversidade detextos, para trabalhar a leitura com seus alunos, que vai desde a literatura infantil,poema, gibis, receitas, a bíblia, poesias, jornal etc. Só assim com uma diversidadede textos, os alunos poderão identificar-se com alguns e despertarem a curiosidadeem ler aqueles que mais lhe chamaram atenção. Segundo Machado (1998): As crianças precisam ouvir histórias de diferentes gêneros e autores. Precisam ainda observar e distinguir revistas, jornais, histórias em quadrinhos; ver e ouvir telejornais e noticiários radiofônicos; contar e dramatizar histórias; observar que o livro tem autor, ilustrador, título, folhas, páginas, cores e letras; relacionar objetos de sua vivência. (p.38). Sabemos o quanto a leitura é importante para a nossa vida, reconhecemos queela está presente a todo o momento, em diversas maneiras sem mesmopercebermos. E o professor é o responsável por levar até a sala de aula, diferentestipos de textos, gênero e autores, que possibilitem aos alunos conhecer diferentes
  34. 34. 43leituras, além daquelas oferecias pelo livro didático, e fazer com que o alunadoentenda que a leitura do dia -a –dia, ou seja, a da bula de remédio, da conta de luz,uma receita etc. São de fundamental importância para praticar a leitura. Podemos perceber a diversidade de textos que os professores participantes dapesquisa, dizem usar no decorrer das aulas, para desenvolver a leitura dos alunos.Reconhecendo, sempre que é de grande importância para o aluno desenvolver ointelecto em outras áreas. O autor Bamberger (2005) vem confirmar as fala dessesprofessores, vejamos o que ele nos diz: Além das cartilhas habituais, devem ser usados, desde o princípio, os textos feitos em casa, na linguagem das crianças (cartilhas pessoais), e textos tirados da vida prática. Assim, as crianças aprendem que a leitura é também essencial para fins práticos: elas lêem instruções de trabalho, sinais de trânsito, proibições, guias de viagem, catálogos de lojas etc. Entretanto, é fundamental que se ofereça grande quantidades de material de leitura capaz de interessar e divertir os alunos, não só aumentando a sua capacidade de leitura, como também introduzindo a um permanente hábito de leitura. (p.28). Reconhecemos o quanto devemos diversificar os materiais oferecidos para osalunos, quanto maior a quantidade oferecida, maior será a chance de acerto, quantoao gosto do público escolar. Se não gostar de um material, terá outras opções paraescolher, e assim não ficará de fora do mundo da leitura.4.2.4 A importância de trabalhar a leitura em sala de aula Nessa categoria, buscamos analisar a importância de trabalhar a leitura emsala de aula: (P1) È importante para que o aluno possa criar um gosto pela leitura e ler por prazer. (P2) Porque inserir o aluno no mundo ao seu redor, fazendo com que o mesmo compreenda a realidade na qual está inserido, e que pra maioria, a escola é o único lugar onde ele encontra este conhecimento já que ele não encontra em casa. (P3) Lógico. Porque a leitura desenvolve o raciocínio lógico do aluno. (P5) Aprendizagem sem leitura é impossível. A leitura é a base, se o aluno desenvolver uma boa leitura, conseqüentemente ele terá
  35. 35. 44 facilidade de interpretar, produzir, e sem dúvida assimilar os conteúdos das diversas áreas do conhecimento. (P6) Sim porque é onde descobrimos o desenvolvimento do aluno. (P10) Trabalhar a leitura em sala de aula é muito importante porque o professor pode observar quem já sabe ler, quem precisa melhorar na leitura e o professor pode escolher qual o tipo de leitura mais combina com os alunos. Observa-se nos discursos apresentados acima, o quanto é importante trabalhara leitura em sala de aula. Os professores reconhecem que é na escola, o local ondedescobre o desenvolvimento do aluno, quem já tem uma boa leitura, quemapresenta mais dificuldade, é nesse local que o aluno deve adquirir gosto pelaleitura, e desenvolver o hábito de ler, não se sentir obrigado em ler pelo professor,mas ler porque realmente gosta, por prazer. E nessa visão Zilberman (1989) dar asua contribuição dizendo: A importância da escola no processo de formação do leitor deve, indiscutivelmente, ao fato de que nela o aluno adquire a habilitação inicial na prática de leitura. Nesse sentido, possui o compromisso de despertar o gosto de ler e o hábito de leitura. (p.17). Sabemos o quanto a leitura é importante e indispensável para a nossaexistência, sem conseguir ler é como se fossemos cegos, nossa visão de mundo erarestrita. Já foi discutido anteriormente que o processo de inicialização da leitura,deve começar em casa, e o professor deve dar continuidade essa atividade naescola, ele é responsável por explicar algumas regras e fazer cobranças um poucomais rígidas, para um melhor desenvolvimento da leitura. A leitura está presente em todas as áreas do conhecimento, por isso, todos osprofessores devem incentivar a ler, para melhor compreender o que esta sendoestudado. Sem leitura não haverá um avanço intelectual do aluno, a leitura é à basede todo o conhecimento. É interessante o incentivo a leitura partir da família, paraque o aluno possa adquirir o gosto de ler por prazer e não por necessidade ouimposição da escola. Até porque, a leitura abre um leque de novos conhecimentos,as pessoas que detém desse conhecimento sabem interpretar o mundo de formamais coerente. Por isso faz se necessário que ela chegue a todas as pessoas,independente da raça, cor ou classe social.
  36. 36. 454.2.5 As dificuldades encontradas pelos professores para realizar um bomtrabalho, envolvendo a leitura... Observam-se nas falas dos professores, os empecilhos encontrados por elespara desenvolver, um bom trabalho com relação à leitura dos alunos. (P1) Um ambiente favorável. (P2) A participação dos pais que poderiam dispor em casa de livros que incentivem este gosto e que leiam para mostrar aos filhos a importância desse conhecimento. (P3) O interesse pelos mesmos e a falta de materiais didáticos e de cursos preparatórios. Vejamos os empecilhos que os professores apontam que acabam prejudicandoo seu próprio trabalho, e o desenvolvimento da leitura dos alunos. Essasdificuldades são causadas divido a falta de um ambiente que favoreça na realizaçãodo trabalho, a falta de materiais adequado, e suficiente para que atenda a realidadedos alunos. Também a falta de interesse do próprio aluno e de compromisso dospais com relação à educação dos seus filhos. Tudo isso gera reflexo noaprendizado, e o aluno é quem acaba sendo prejudicado a todo o momento. Mascomo podemos perceber a ausência de uma biblioteca na escola é um dos motivosmais citados pelos professores, que dificulta a leitura dos alunos. Analise o que osprofessores participantes da pesquisa nos dizem: (P5) A falta de interesse e estímulo; o descaso da família; uma base alfabética insatisfatória; muitos lêem por obrigação apenas para realizar atividades e avaliações, a ausência de uma biblioteca... (P6) A falta de uma biblioteca. (P7) A falta de livros adequados para a idade dos alunos e uma biblioteca. Como podemos ver os professores, participantes da pesquisa nos mostra, querealmente a falta de uma biblioteca prejudica a leitura dos alunos, mas outros fatorestambém colaboram para esse fracasso. Analise o que Aguiar (2002) nos diz: Quando atentamos para a leitura, envolvemos toda gama de problemas teóricos e práticos que ela envolve, desde a concepção do termo e seus modos de abordagens até os fatos atinentes à formação do leitor, à circulação do livro à atuação dos medidores, ao
  37. 37. 46 funcionamento das instituições sociais envolvidas, como a família, a escola e a biblioteca, às orientações oficiais decorrentes da política cultural adotada pelo país. (p.120). Dificuldades sempre existem, e para os professores trabalhar sem materiais deapoio, e obter bons resultados dos alunos, é uma missão complicada, nessemomento é importante para a educação, uma parceria entre família, escola esociedade, para uma ajudar a outra, e assim adquirir resultados, satisfatório. Ao analisar esse ponto, percebemos que alguns professores entram emcontradição quando dizem: que uma das dificuldades de leitura é causada devido àfalta de matérias, e ao mesmo tempo eles citam no decorrer da pesquisa, queutilizam uma diversidade de texto que vai desde as revistas, jornais, conta de luzentre outros, para trabalhar em sala de aula, provavelmente esse tipo de atividade ésem objetivo nenhum para ser alcançado, por isso há esse fracasso de leitura tãogrande nessa escola.4.2.6 O que é necessário para ser um bom leitor? Vejamos: Os professores nos relata que é necessário para ser um bom leitor. (P1) Gostar de ler, ler por prazer. (P2) O gosto pela leitura e uma boa interpretação. (P3) Ler bastante e participar de atividades e cursos necessários para leitura. (P5) Ter em mente que a leitura deve ser hábito prazeroso, não uma obrigação; dispor de livros, de diversos gêneros textuais; ter um professor como exemplo de leitor; receber incentivos da família; ter uma biblioteca na escola... (P8) Primeiramente praticar muito, variando os autores, coletâneas, temos que experimentar diversos cenários para leitura. (P9) Em primeiro lugar gostar de ler e ter o livro como um amigo de quem se pode às vezes concordar ou discordar. (P10) Gostar de ler e ter o incentivo dos pais e professores. Analisando as falas dos professores, reconhecemos, para ser um bom leitor, oprimeiro passo é gostar de ler, para executar essa atividade com prazer, ter comoexemplo de leitor, os próprios professores e a família, ter na escola uma biblioteca
  38. 38. 47que ofereça uma diversidade de textos e autores. Como podemos observarMachado (1998) ele vem reforçando as palavras dos professores, quando ele nosdiz: ... Para se ler é preciso gostar de ler. Se deve ser um hábito, a leitura deve começar a ser sugerida ao indivíduo o mais cedo possível. Por isso, a casa, a família, os pais são os primeiros incentivos à criança: o adulto que pega uma criança no colo e a embala com aquelas cantigas tradicionais, que brinca com o bebê usando as histórias, adivinhações, rimas e expressões de nosso folclore, que folheia uma revista ou um livro buscando as figuras conhecidas e pergunta o nome delas, está colaborando e muito! Para uma atitude positiva diante da leitura. Os pais que lêem, aqueles que já têm eles mesmos o hábito de leitura desenvolvido, pode estar tranqüilos quanto ao fato de que seus filhos serão bons leitores. (p.11). Reconhecemos que a leitura é muito importante para todas as pessoas, porisso ela deve ser desenvolvida o mais cedo possível, antes mesmo da criançachegar à escola. Para quando o professor cobrar uma leitura ela possa desenvolverde forma prazerosa, que os professores possam escolher textos atrativos, quedespertem o prazer em ler, que os alunos não leiam por obrigação, para não adquiriraversão pela leitura. O trabalho de incentivo a leitura, faz-se necessário ter uma parceria entre aescola e a família, dessa forma tornará mais fácil de desenvolver o hábito de ler. Ébom ficar claro, que ler um livro de vez em quando, isso ainda não é consideradohábito de leitura. Sabemos que diversos valores adquirir através dos livros e daleitura, mas esses novos conhecimentos e valores serão acessíveis, a quem tiverdominado realmente as habilidades da leitura. Como diz o P9 “temos de ter o livrocomo amigo que se pode às vezes concordar ou discorda.”
  39. 39. 48 CONSIDERAÇÕES FINAIS O TCC (Trabalho de Conclusão de curso) é de grande importância na vida deum acadêmico, esse trabalho nos possibilita viver momentos únicos e enriquecedorpara a nossa formação. Dar-nos oportunidade de escolher um tema para realizaruma pesquisa e concluir o nosso curso. Optamos por trabalhar sobre: As dificuldades de leitura, nas Séries iniciais doEnsino Fundamental. Descobrimos nos aportes teóricos, que as crianças têm osprimeiros contatos com o mundo da leitura, antes mesmo de ir à escola, e oincentivo dos pais é fundamental para o desenvolvimento dos filhos, os paisdeveriam estar constantemente lendo para os filhos adquirirem o hábito de ler.Percebemos no decorrer desse trabalho que a leitura é indispensável a todas aspessoas. De acordo os objetivos dessa pesquisa, que buscava: Identificar ecompreender quais as dificuldades de leitura dos alunos da Escola José BarretoFilho. Acreditamos que a metodologia utilizada atendeu aos objetivos da pesquisa.Descobrimos que a falta de uma biblioteca, prejudicam a leitura dos alunos, sembiblioteca, não teremos livros suficientes para os alunos utilizarem, a ausência departicipação dos pais, para incentivar nas atividades da escola, a falta de materiaisadequados a realidade dos alunos, são fatores que acabam prejudicando odesenvolvimento da leitura dos alunos da escola José Barreto Filho. Para que haja uma melhora no mundo da leitura, é necessário investimentonas escolas por parte do governo, com materiais suficientes e adequados para osalunos, construção de uma biblioteca com acervos atrativos. A colaboração dos paiscom o grupo escolar, e muito esforço e vontade de crescer intelectualmente porparte dos alunos. Esse trabalho nos revelou algumas surpresas no mundo da leitura, e lançou umdesafio, de fazer grandes reflexões sobre o poder desse campo, na vida do serhumano. O mesmo deixou claro para nós, que é indispensável em qualquermomento da nossa vida. Como nos diz Bamberger (2005):
  40. 40. 49 ...Todas as autoridades do Estado, da comunidade e da escola, todos os professores, pais e pedagogos precisam estar convencidos da importância da leitura e dos livros para a vida individual, social e cultural, se quiserem contribuir para melhorar a situação. Essa mesma convicção deve ser então transmitida aos que estão aprendendo a ler de modo apropriado à fase do seu desenvolvimento. (p.9). Se as gerações mais experientes, se convencerem do valor e dasoportunidades, que a leitura trás, para a vida, de quem a ela tem acesso, ficará maisfácil de convencer as gerações mais jovens, do poder transformador, que a leitura écapaz de causar. Por isso, é necessário no mundo da leitura, ter exemplosmarcantes de leitores, para que os iniciantes desse processo possam seguir.
  41. 41. 50 REFERÊNCIASABRAMOVICH, Fanny. Formato, Catálogo Infantil. Rio de Janeiro, 1999.AGUIAR, Vera Teixeira de. Como planejar a pesquisa em leitura. In: ROSING, TâniaM. K; BECKER Paulo (orgs.), Leitura e animação cultural: repensando a escola e abiblioteca. Passo Fundo, UPF, 2002. P. 119-126.ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. 11.ed. são Paulo.Loyola, 2003.AMORIM, Antonio. A Nova LDB, Lei n° 9.394/ 96- Análise e Aplicação. Salvador,dezembro de1997.BARROS, José D Assunção. A construção social da cor: diferença edesigualdade na formação da sociedade brasileira. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. 7.ed.São Paulo.Ática, 2005.BORDINI, Maria da Gloria. Leitura: A formação do leitor. 2.ed. Porto Alegre:Mercado Aberto, 1993.CERVO, Amado Luiz. Metodologia científica: para uso dos estudantesuniversitários. 3.ed.São Paulo, Mc Graw-hill do Brasil,1983.DEMO, Pedro. Pesquisa: princípios científicos e educativos. 3.ed. São Paulo:Cortez: autores associados,1992.FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam.23.ed. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1982.GADOTTI, Moacir. A escola e o Professor: Paulo freire e a paixão de ensinar.1.ed. São Paulo: Publisher Brasil, 2007.GOLDEMBERG, Mirian. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa emciências sociais. 4. ed. Rio de Janeiro : Record, 2000.
  42. 42. 51KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura: Teoria e Prática. 10.ed. Campinas SãoPaulo: Pontes 2004.LUDKI, Menga; ANDRÉ, Marli E.D.A. Pesquisa em educação: abordagensqualitativas. São Paulo: EPU, 1986.LAJOLO, Marisa. Leitura em crise na escola. 11.ed. São Paulo: Mercado Aberto,1993.MACHADO, Raul Luiz. Sandroni, Laura. (orgs). A criança e o livro. 4.ed. São Paulo:Ática, 1998.MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de monografia edissertação. 2.ed. São Paulo: Atlas, 1994.MARTINS, Maria Helena. “Que Leitura”. Coleção Primeiros passos, São Paulo:Brasiliense; 2004.LAJOLO, Marisa; ZILBERMAN, Regina. A formação da leitura no Brasil, 2.ed.SãoPaulo: Ática: 1996.NOVAES, Maria Eliana. Professora primária: mestra ou tia. 5.ed.São Paulo:Cortez: Autores Associado, 1992.SILVA, Ezequiel Theodoro da. Leitura e realidade brasileira. 5.ed. Porto Alegre:Mercado aberto, 1997.SILVA, Ezequiel Theodoro da. O ato de ler: fundamentos psicológicos para umanova pedagogia da leitura. 10. ed. São Paulo: Cortez,2005.SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6.ed. Porto Alegre: ArtMed, 1998.Site: WWW.INEP consultado em 10-01-2012ZILBERMAN, Regina. Guia de Leitura para alunos de 1º e 2°graus. São Paulo:Cortez, 1989.
  43. 43. 52ZILBERMAN, Regina; Marisa Lajolo. A formação da leitura no Brasil. 2.ed. SãoPaulo, Ática, 1996.
  44. 44. 53APÊNDICES
  45. 45. 54 UNEB: Universidade do Estado da Bahia- Campus VII Dezembro de 20011 QUESTIONÁRIO DE PESQUISAEste questionário é destinado aos docentes da Escola: José Barreto Filho. Os dadosaqui fornecidos. Só serão utilizados em trabalhos de pesquisa acadêmica. A autorase compromete a não repassar informações a qualquer título. Por favor, queiradispor de alguns minutos pra responder as questões sobre o processo de leituraapresentado por seus alunos. QUESTIONÁRIO I1. Sexo:( ) Masculino ( ) Feminino2. Idade:( ) 25 a 27 anos( ) 28 a 30 anos( ) 31 a 33 anos( ) 34 a 36 anos( ) 37 a 40 anos3. Estado civil:( ) Casada ( ) Solteira ( ) Viúva4. Como você se considera: ( ) Branco
  46. 46. 55 ( ) Negro ( ) Pardo ( ) Mulato5. Como professora qual sua faixa salarial?( ) Um salário mínimo( ) Dois salário mínimo( ) Três salário mínimo( ) Quatro salário mínimo( ) Cinco salário mínimo ou mais.6. Qual seu nível de escolaridade:( ) Nível médio completo;( ) Nível superior incompleto;( ) Nível superior completo;( ) Pós Graduação incompleta;( ) pós Graduação completa.7. Há quantos anos você leciona?( ) de 1 a 2 anos;( ) de 3 a 4 anos;( ) de 5 a 6 anos;( ) de 7 a 8 anos;( ) Acima de 9 anos.8. A escola disponibiliza de biblioteca?( ) Sim ( ) Não
  47. 47. 569. Quantas vezes você trabalha a leitura em sala de aula?( ) Todos os dias;( ) Uma vez por semana;( ) De quinze em quinze dias;( ) Somente nas aulas de Redação ou Português;10. Seus alunos apresentam dificuldades com relação à leitura?( ) Sim ( ) Não ( ) Alguns

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