Monografia Jeame Pedagogia 2012

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Pedagogia 2012

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Monografia Jeame Pedagogia 2012

  1. 1. 11 INTRODUÇÃOO processo de alfabetização tem sido uma questão bastante discutida por aquelesque se preocupam com uma educação de maior qualidade, percebendo quealfabetização, é a base mais significativa e, sem dúvida o momento mais importantena formação escolar de uma pessoa, por ser através dela que o individuo adentra nomundo letrado.O intuito do presente trabalho monográfico foi identificar as dificuldades dasprofessoras da Escola Municipal Tomáz Guimarães sobre o processo dealfabetização de crianças com necessidades especiais. Esta identificação é degrande relevância diante do contexto social dessas crianças. Iniciamos o presentetrabalho apresentando a seguinte estrutura redacional:No primeiro capítulo apresentamos a problematização, retratando um breve históricodas crianças com necessidades especiais e a importância da alfabetização dasmesmas. Sabe-se que o processo de integração da criança se realiza efetivamenteatravés da aquisição da leitura e escrita, visto que o uso da linguagem oferece a elacondições de expressar e internalizar ações e informações favoráveis aodesenvolvimento humano numa perspectiva harmoniosa. Assim, a alfabetizaçãoassume destaque no processo educativo da criança, influenciado por condicionantessócio-culturais que atuam decisivamente na relação indivíduo-sociedade.No segundo capítulo apresentamos o referencial teórico que fundamentou essapesquisa e deu sustentação às nossas análises, fazendo uma abordagem sobre asseguintes palavras- chave: Professor. Processo de Alfabetização. Crianças comNecessidades Especiais.No terceiro capítulo, apresentamos os procedimentos metodológicos utilizados paraa concretização da pesquisa com o apoio de alguns teóricos para uma melhorcompreensão da pesquisa.
  2. 2. 12Já no quarto capítulo, apresentamos a análise e interpretação dos resultados, ondeutilizamos a observação participante, para um contato direto com a realidadepesquisada, o questionário fechado para traçar o perfil dos sujeitos e a entrevistasemi-estruturada para identificar a visão dos sujeitos a respeito da investigação.Por fim, apresentamos as considerações finais expondo a conclusão através dospossíveis resultados alcançados na presente pesquisa.
  3. 3. 13 CAPÍTULO I1.1 . PERCURSO HISTÓRICO DAS CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAISHistoricamente as sociedades mais antigas tratavam as pessoas com necessidadesespeciais de forma diferente, elas eram excluídas do convívio social, vistas comoseres incapazes de desenvolver habilidades, competências e incapazes de superarsuas limitações. É importante lembrar o quanto pessoas com deficiências sofrerampor maus tratos e foram sacrificados por serem consideradas “anormais”. Conformeacentua Castro (2004): Na Antiguidade, os deficientes eram vistos como degeneração da raça humana; predominava a filosofia da eugenia, daí as pessoas com deficiência serem abandonadas ou eliminadas. Durante a Idade Média, com a religiosidade em alta, um filho com deficiência era entendido como um “castigo” dos deuses, enquanto que na Idade Moderna a filosofia humanística possibilitou o olhar sobre o deficiente do ponto de vista patológico (p.57).A concepção filosófica dos gregos e romanos legalizava a marginalização daspessoas com deficiência, uma vez que o próprio Estado “tinha o direito de nãopermitir cidadãos disformes ou monstruosos e, assim sendo, ordenava o pai quematasse o filho que nascesse nessas condições” (AMARAL,1995, p.43).Isso nos mostra como o preconceito abominava a sociedade. A luta pela inclusão depessoas com necessidades especiais na sociedade repercutiu no âmbito escolar,em meados da década de 1990, através da Declaração de Salamanca que segundoCardoso (2006), foi “[...] a Conferência Mundial de Educação, encontro patrocinadopelo governo espanhol e pela UNESCO [...]” (p.21). Visava à integração de alunoscom necessidades especiais na rede regular de ensino, estabelecendo um novoparadigma de escola. Como diz Aguiar (2004): [...] O princípio fundamental que orienta a Declaração de Salamanca é o de que as escolas devem acomodar todas as crianças, possibilitando que elas aprendam juntas, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter, quer sejam de origens física, intelectual, social, emocional, lingüística ou outras (...) (p.15).
  4. 4. 14Na década de 1990, mais exatamente no ano de 1994, foi assinada a Declaração deSalamanca, que é um marco histórico altamente significativo a favor da inclusão,fortalecendo essa ideia em vários países e também no Brasil. A Declaração deSalamanca (1994) fundamenta a Educação Inclusiva, propondo que as escolasrecebam e adéquem atividades, fazendo assim, com que as crianças comnecessidades especiais tenham maiores possibilidades de aprendizagem. Para isso,as instituições de ensino precisam adaptar-se a essas necessidades.Diante do exposto acima podemos perceber que a partir dessa Conferência foidefinido um novo paradigma de escola e que vários países passaram a adotar aprática da inclusão de alunos com deficiência. No nosso país a LDB-Lei de Diretrizese Bases da Educação (9394/96) no art. 58 estabelece a educação especial comomodalidade de ensino oferecida preferencialmente na rede regular.Assim, é importante ressaltar que a inclusão das pessoas com necessidadesespeciais no meio social deve ir além do sistema educacional. Já que a educaçãonão acontece apenas na escola, mas está é uma das instituições mais importantesque contribui para a formação social, humana e cidadã, onde deve incluir alunoscom ou sem necessidades especiais, possibilitando o desenvolvimento intelectual esocial, centrado no objetivo de fazê-los descobrir por si mesmos o desconhecido,sem imposições de saberes, mas instigados a produzirem conhecimentocoletivamente. Segundo Candau (2000): A escola assim concebida é um espaço de busca, construção, diálogo e confronto, prazer, desafio, conquista de espaço, descoberta de diferentes possibilidades de expressão e linguagens, aventura, organização cidadã, afirmação da dimensão ética e política de todo processo educativo (p.15).Então, a escola é um espaço formal, onde o saber é produzido sistematicamente.Foi criada há muito tempo justamente quando as desigualdades sociais surgiram,estabelecendo critérios para quem, o que e como ensinar, socializandoconhecimentos. Conforme acentua Brandão (1985):
  5. 5. 15 Então é o começo de quando a sociedade separa e aos poucos opõe: o que faz, o que se sabe com o que se faz e o que se faz com o que se sabe. Então é quando, entre outras categorias de especialidades sociais, aparecem as de saber e de ensinar à saber. Este é o começo do momento em que a educação vira ensino, que inventa a pedagogia, reduz a aldeia á escola e, transforma “todos” no educador (p.27).Dessa forma, a escola deve garantir aos educandos com ou sem necessidadesespeciais, avanço na aprendizagem, estando adaptadas para a inclusão dessessujeitos visando à promoção de uma educação inclusiva satisfatória, real, dinâmica enão matricular alunos/as com deficiências, apenas para transmitir a sociedade umaimagem de escola “exemplo” da educação inclusiva, mas que aceite, trabalhe comas diferenças e que demonstre os resultados gerados pela inclusão. Diante dissovoltamos a afirmar a importância escola, como representante de um tipo de culturasocialmente construída e elaborada, é responsável também pela inclusão igualitáriae humanística destas pessoas.Sabe-se que o processo de integração da criança se realiza efetivamente através daaquisição da leitura e escrita, visto que o uso da linguagem oferece a ela condiçõesde expressar, internalizar ações e informações favoráveis ao desenvolvimentohumano, numa perspectiva harmoniosa. Assim, a alfabetização vem sendodestacada pelo papel no processo educativo da criança, influenciado porcondicionantes sócio-culturais que atuam decisivamente na relação indivíduo-sociedade.Saber ler e escrever é condição básica para a aquisição de conhecimentos e paraenriquecimento da capacidade de comunicação. A alfabetização constituiu-se de umprocesso que envolve grande complexidade, daí a necessidade de considerar váriosaspectos implícitos e suas relações, que podem influenciar certas condições para arealização da aprendizagem ou contribuir para a ocorrência de muitos problemas.Com isso, o processo de alfabetização voltado para as crianças com necessidadesespeciais, assim como para crianças ditas normais, precisa ser reconhecido comonecessário, principalmente no que ser refere à construção de autonomia. Sendo que
  6. 6. 16o professor é mediador desse processo, no entanto, é necessário que o mesmoutilize uma metodologia adequada à realidade do contexto escolar no qual seencontram essas crianças.Essa discussão pode se iniciar pelo tipo de alfabetização que deve ser oferecida aesses sujeitos; dito de outra forma, uma inclusão precisa vir acompanhada de umaproposta de alfabetização que seja, para as crianças com necessidades especiais,um veículo para o fortalecimento de seus direitos enquanto cidadãs.Acredita-se que não existe uma receita pronta de qual a melhor maneira dealfabetizar, principalmente em se tratando de pessoas que requerem umametodologia mais adequada e diversificada. Notamos que o trabalho com essealfabetizando, requer do professor uma percepção mais sensível do processoevolutivo em que ele está. Deve lembrar que muitas vezes a criança chega a suasmãos, em estado bruto e que está à espera de uma lapidação para mostrar o seupotencial.Partindo dessas considerações e tendo o professor como um dos principais sujeitosno desenvolvimento de crianças com necessidades especiais, sentimos anecessidade de observar na Escola Municipal Tomáz Guimarães como sedesenvolve a alfabetização das crianças com necessidades especiais paraanalisarmos as dificuldades nesse processo. Pois sabemos pelos dados da mídiaque existe um elevado número de analfabetismo, provenientes de diversos fatores epossíveis falhas dos profissionais em alfabetizar crianças em desenvolvimento. Apartir daí surgiu à seguinte questão de pesquisa: Quais as dificuldades encontradaspelas professoras da Escola Municipal Tomáz Guimarães no processo dealfabetização de crianças com necessidades especiais?Justificamos a relevância dessa pesquisa na necessidade de compreender otrabalho dos professores alfabetizadores na Escola Municipal Tomáz Guimarães eas dificuldades encontradas na alfabetização de crianças com necessidadesespeciais, contribuindo então, para que os estudos nessa temática nos mostremsubsídios na superação desses problemas repercutidos na realidade, para que
  7. 7. 17essas crianças, além de serem incluídas no espaço regular educativo, tenhamtambém uma aprendizagem significativa. Então o nosso objetivo é: Identificar asdificuldades encontradas pelas professoras da Escola Municipal Tomáz Guimarãesno processo de alfabetização de crianças com necessidades especiais.
  8. 8. 18 CAPÍTULO II2. REFERENCIAL TEÓRICOA criança precisa desenvolver sua capacidade de aprender, para que talaprendizagem ocorra, há a necessidade de vivenciar relações pessoais einterpessoais, pois está relação é fundamental na construção do sujeito enquantointegrante de uma sociedade. Sendo assim, o ambiente mais apropriado paraocorrer tal processo é a escola, pois o professor como mediador e o aluno comosujeito da aprendizagem se utilizam dos conhecimentos compartilhados paraconstrução de seu próprio desenvolvimento. Portanto evidenciamos as palavras-chave: Professor. Processo de Alfabetização. Crianças com NecessidadesEspeciais.2.1 Professor: as possíveis contribuições na práticaTendo como ator principal, o professo, no processo de ensino e aprendizagem, quepor se defrontar com uma nova realidade, necessita criar estratégias a fim dereformular sua prática e adaptá-la as novas situações de ensino, bem como atuarcomo sujeito da sua própria formação, ou seja, autoformando-se. Nóvoa (2001, p.14)afirma que “... mais importante do que formar é formar-se; que todo conhecimento éautoconhecimento e que toda formação é autoformação.” Acrescenta ainda quecada profissional seja responsável por sua formação.Podemos entender então, que o professor necessita de uma formação e deve estarcomprometido com sua formação, pois é também aquele que contribui para aformação de outros indivíduos, oportunizando-lhes qualificações para exercerdeterminada função. Com a globalização, torna-se cada vez mais necessário umensino de qualidade, que venha ampliar os horizontes do conhecimento, em todasas áreas do saber. Becker (1993), também dá a seguinte definição de professor: O professor é o condutor; o orientador, ele deve ter conhecimento técnico; é ele que direciona o processo em si de aprendizagem, e ele faz isso através de vários expedientes a começar pelo seu planejamento, no qual ele fixa objetivos. Em função dos objetivos é
  9. 9. 19 que ele vai selecionar os conteúdos dentro do temário geral programado de sua disciplina e depois na ação do dia-a-dia, de sala de aula, aula por aula, que é exatamente onde entra os recursos e a técnica (p. 148-149).Através desse conceito entendemos que professor é aquele capacitado paraconduzir o processo de ensino e aprendizagem de maneira planejada com objetivosdefinidos, visando assim assistir o aluno dentro das suas necessidades. Valendoressaltar, que o professor não é o único elemento significativo desse processo, poisos alunos compartilham com os mesmos, a atuação do ensinar e do aprender, quese apresentam nas relações mútuas da prática educativa.No entanto, na definição de Ferreira (2001) professor é aquele que ensina umaciência, arte ou técnica. Com isso na visão simples de algumas pessoas, a funçãodo professor é basicamente ensinar, reduzindo este ato a uma perspectivamecânica. Porém, ninguém ensina no vazio, a partir do nada, há toda umacontextualização.Com base nisso, Freire (1996) discute a importância de que o professor precisabuscar conhecimentos através de pesquisa, ou seja, que ele precisa ser qualificado,já que é sabido por todos que a maior problemática na educação com o corpodocente, é que os professores têm se limitado a buscar conhecimentos, ficandopresos apenas aos conteúdos aplicados nas grades curriculares dos cursossuperiores. Então, diante disso Demo (2004) vem esclarecer falando que: ·. Ser profissional hoje è, em primeiro lugar,saber renovar, reconstruir, refazer a profissão [...]Para o renovar, não basta conhecimento transmitido, reproduzido. É essencial saber reconstruir conhecimento com as próprias mãos [...] Professor é o eterno aprendiz, que faz da aprendizagem sua profissão (p.11).O professor não deve se limitar apenas aos conhecimentos já adquiridos, masbuscar meios de aumentar seus conhecimentos, Segundo Mitller (2003, p.183) “umprofessor que vai atuar em uma turma com crianças especiais, ela precisa verinclusão não apenas como uma meta a ser alcançada, mas uma jornada com um
  10. 10. 20propósito” e por isso os professores têm o direito de obter oportunidades dequalificação e orientação de como lidar com seus novos desafios.A partir desta postura assumida pelos docentes, é que, se podem vislumbrarmudanças eficazes no sistema de ensino, pois estes são os agentes principais desteprocesso. Pimenta (2000) coloca que as novas tendências investigativas sobre aformação de professores consideram que: [...] a formação é na verdade, autoformação, uma vez que os professores reelaboram os saberes iniciais em confronto com suas experiências práticas, cotidianamente vivenciadas nos contextos escolares. É nesse confronto e num processo coletivo de troca de experiências e práticas que os professores vão constituindo seus saberes como praticum, ou seja, aquele que constantemente reflete na e sobre a prática (p. 29).É na prática pedagógica que o professor atua e, é nela que percebemos suashabilidades, competências, e, é exatamente o que Tardif (2000) coloca comosaberes o conjunto de habilidades, competências e conhecimentos construídospelos professores. Esse conjunto de saberes é que caracteriza e personaliza aprática. Porém os seus saberes não são construídos somente na prática, é umprocesso que segue por toda a sua vida profissional.2.2 Processo de alfabetizaçãoAlfabetizar significava aquilo que ainda hoje significa, ou seja, ensinar o alfabeto.Alfabetizar é ensinar a ler e a escrever, ensinar a reconhecer os símbolos gráficosda linguagem verbal. Mas para Ferreiro (1998), letrar é mais que alfabetizar, éensinar a ler e escrever dentro de um contexto, onde a leitura e a escrita tenha umsentido e que faça parte da vida do aluno. Assim, letramento antes de qualquercoisa, não é alfabetizar simplesmente, mas uma ação conjunta entre alfabetizar eletrar. Soares (2001) apresenta definições claras de alfabetização e letramento. Alfabetizar é “ensinar a ler e escrever, é tornar o individuo capaz de ler e escrever”. “Alfabetização é a ação de alfabetizar”. Letramento é o “estado ou condição que adquire um grupo social ou um individuo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita e de suas práticas sociais” (p.31-39).
  11. 11. 21Nessa perspectiva, alfabetizar é empreender esforços para que o indivíduo domine aleitura e a escrita, tornando-o capaz de aventurar-se no mundo dos livros. Seralfabetizado significa reconhecer e compreender esses símbolos e ser capaz de comeles produzir mensagens compreensíveis para outros alfabetizados, melhorandodesse modo à comunicação entre os sujeitos e incrementando, consequentemente,o seu nível e qualidade de vida.Historicamente, o sistema alfabético sofre mudanças de acordo com uso por umaquantidade elevada de pessoas numa determinada região geográfica, e nessecontexto pensa-se que escrita evolui segundo os padrões sociais exigidos, de modoque os métodos de alfabetização ensinam a escrever de modo cursivo, onde acriança e ao adulto devem ser educados para esta prática.Segundo as reflexões de Cagliari (1993) a escrita é algo que o ser humano seenvolve desde cedo em sua vida, e de acordo com o contexto sócio- cultural quehomem vive o aprendizado da escrita se efetiva segundo determinados padrões,assim a sociedade letrada que vivemos, exige o domínio da escrita e algumaatividade no cotidiano dela é necessária, sendo que a escola é o local onde é maisexpressa sua presença. Sobre isso Ferreiro (1999) afirma que: Há crianças que chegam à escola sabendo que a escrita serve para escrever coisas inteligentes, divertidas ou importantes. Essas são as que terminam de alfabetizar-se na escola, mas começaram a alfabetizar muito antes, através da possibilidade de entrar em contato, de interagir com a língua escrita. Há outras crianças que necessitam da escola para apropriar-se da escrita (p.23).Acreditamos que a criança só precisa desenvolver sua capacidade de aprender epara que tal aprendizagem ocorra, se faz necessário a vivência das relaçõespessoais e interpessoais, pois esta relação é fundamental na construção do sujeitoenquanto integrante de uma sociedade, Sendo assim o ambiente mais apropriadopara ocorrer tal processo é a escola.Pressupõe-se que mesmo com suas limitações as crianças com necessidadesespeciais necessitam, tanto da educação informal, aquela que aprende no meio
  12. 12. 22social e no convívio familiar, quanto da educação formal, aquela que aprende naescola, que dar continuidade ao processo educacional. Sendo assim podemosafirmar que não há um caminho a seguir de como alfabetizar, seja criança com ousem necessidades especiais, e sim adaptações que podem ajudar nesse processode construção de leitura e da escrita.As estratégias usadas durante o processo de alfabetização, devem dar oportunidadeàs crianças de serem ouvidas, e que suas necessidades não sejam ignoradas peloprofessor, principalmente neste período, em que a criança está sendo formada.Aprender a ler e a escrever vai muito além de decodificar e copiar. Assim afirmaFreire (2001, p.32) “Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se, é antes de mais nada,aprender a ler o mundo”, pois é por meio desta leitura que a criança poderá se tornarum cidadão crítico.Para que ocorra este processo de letramento com as crianças com necessidadesespeciais é fundamental o seu contato com as letras, jogos e textos, ou seja, ummundo letrado, participando assim de todas as atividades de práticas sociais deleitura e escrita com seus colegas de sala, como trabalhos em grupo,dramatizações, danças e etc. Bruno (2006, p.56) fala que “Um ambientealfabetizador é aquele que promove um conjunto de situações reais de leitura eescrita nas quais as crianças têm oportunidade de participar”, reforça ainda dizendoque: Além de se desconsiderar o fato de que a alfabetização é um processo em construção, que depende do nível conceitual, da experiência e da oportunidade que a criança tem de estar exposta a um ambiente alfabetizador, desconsideram-se os fatores idade e ritmo (p.50).A criança com necessidade especial necessita de tempo maior para realização desuas atividades, por ter que primeiramente se organizar para poder decodificar asatividades, portanto, a maior barreira enfrentada por esses alunos em seu processoé o tempo.
  13. 13. 23No entanto, saber ler e escrever é condição básica para a aquisição deconhecimentos e para enriquecimento da capacidade de comunicação. Um dosprimeiros aspectos que tem grande influencia é o lingüístico, destacando sumaimportância dentro do processo de alfabetização e em seguida a metodologiautilizada.2.3 Crianças com necessidades especiaisAs crianças com necessidades especiais são seres humanos que apresentamsignificativas diferenças básicas, sensoriais ou intelectuais decorrentes de fatoresinatos ou adquiridos de caráter temporário ou permanente e que são merecedoresde educação especial. A criança com necessidade especial tem direito aacessibilidade no ensino regular fundamentado em leis que asseguram esteprincípio. A Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional (9.394/960, no art.4°inciso III, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente (capítulo IV art.54,inciso III), garantem atendimento educacional especializado gratuito às crianças comnecessidades especiais. A LDB (9394/96, capítulo V da Educação Especial prevêque: Os alunos com necessidades especiais devem ser atendidos por professores com especialização adequada de nível médio ou superior para atendimento especializado, bem como professores de ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns.O modo de ser e agir é que torna a criança com necessidade um ser único esingular. Devemos aceitá-la e considerar suas limitações, reconhecendo seusdireitos. Além de ser fundamental entender suas formas de interação e como serelacionam com as pessoas e o meio que as cercam. Ainda sobre essa questão,Fonseca (1995) enfatiza que: O deficiente é uma pessoa com direitos. Existe, sente, pensa e cria. Tem uma limitação corporal ou mental que pode afetar aspectos de comportamento, aspectos estes muitas vezes atípicos, uns fortes e adaptativos, outros fracos e pouco funcionais, que lhe dão um perfil intra-individual peculiar (p.09).
  14. 14. 24Embora as necessidades especiais na escola sejam amplas e diversificadas, a atualPolítica Nacional de Educação Especial aponta para uma definição de prioridades noque se refere ao atendimento especializado a ser oferecido na escola para quemdele necessitar. Desse modo, essa perspectiva, define as crianças comnecessidades especiais àquela que “... por apresentar necessidades próprias ediferentes dos demais alunos no domínio das aprendizagens curricularescorrespondentes à sua idade, requer recursos pedagógicos e metodologiaseducacionais específicas”.A classificação desses alunos, para efeito de prioridade no atendimento educacionalespecializado (preferencialmente na rede regular de ensino), consta da referidaPolítica e dá ênfase ao deficiente mental, visual, auditiva, física e múltipla; ascrianças com condutas típicas e aos superdotados.Essas crianças, independente da sua deficiência, são membros da mesmasociedade, com os mesmos direitos, são crianças que possuem as mesmasnecessidades básicas de carinho, proteção, cuidado e os mesmos desejos esentimento das outras crianças. Elas têm as possibilidades de interação, convívio,de serem felizes, como qualquer outra criança.
  15. 15. 25 CAPÍTULO III3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: PERCORRENDO O CAMINHOEntendemos por metodologia, um caminho na qual dispomos de métodos paraalcançarmos os objetivos que nos inquietam, além de exercer a prática naabordagem da realidade. Nesse sentido, a metodologia ocupa um lugar central nointerior das teorias e está sempre referida a ela. Dizia Demo (1999), “metodologia édisciplina instrumental para o cientista social... É condição necessária para acompetência científica”... (p.59). Dessa forma, o método utilizado numa pesquisa é oinstrumento que vai torná-la válida ou não.A pesquisa é uma atividade voltada para investigação de problemas teóricos oupráticos por meio do emprego de processos científicos. Ela parte, pois, de umadúvida ou problema e com o uso do método científico, busca uma resposta ousolução.3.1 Tipo de pesquisaNossa pesquisa foi de ordem qualitativa, pois ela trabalha com a subjetividade dossujeitos. Esta abordagem também pode trabalhar com dados, porém o tratamentonão deve envolver estatística avançada. Além disso, ela foi escolhida por envolver ocontato, a troca de informação e a integração entre o pesquisador e o pesquisado,na busca do conhecimento e da reflexão, pois segundo (Bogdam e Biklen apudLudke, 1982), “A pesquisa qualitativa supõe o contato prolongado com o ambiente ea situação que está sendo investigado via de regra, através do trabalho intensivo decampo” (p.110). Em outros termos, ela permite uma maior liberdade de envolvimentoou de interação pessoal, intelectual ou social.Á vista disso, os sujeitos investigados responderam de acordo com sua perspectivapessoal, expressando-se livremente. (Bogdam e Biklen apud Ludke, 1982) dizemque: A pesquisa qualitativa envolve a obtenção de dados descritivos, obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada,
  16. 16. 26 enfatiza mais o processo do que o produto e se preocupar em retratar a perspectiva dos participativos (p.13).De acordo com alguns autores, a pesquisa qualitativa abre caminhos para o contatodireto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a problemática que estásendo investigada, analisada, evidentemente através de um trabalho de campo quedemanda esforço contínuo em curto prazo, justificando dessa forma a nossa escolhapela pesquisa qualitativa. Enfim, a abordagem qualitativa nos permitiu umentendimento amplo do objeto estudado, ou seja, de que forma a questão em estudoé vista por profissionais da educação.3.2 – Locus:Tivemos como locus de pesquisa a Escola Municipal Tomáz Guimarães, que ficasituada no Bairro, Santos Dumont. Atualmente a escola tem como gestora aprofessora Aline, são 15 professoras, 2 auxiliares de classe, 02 secretários 03vigilantes, 02 merendeiras, 02 auxiliares de serviços gerais e abrange a EducaçãoInfantil e o Ciclo Básico de Alfabetização (CBAI, CBAS-I e CBAS-II) nos turnosmatutino e vespertino, com uma clientela de 354 alunos.Sua estrutura física é composta por 09 salas de aula, 01 pátio, 01 sala onde fica asecretaria e a diretoria, 01 cozinha, 03 banheiros, 01 almoxarifado e 01 área queserve de espaço para recreação.A escolha do locus acima referido se deve ao fato de acolher em seu interior o focoda pesquisa: crianças com necessidades especiais, tornando possível odesenvolvimento da mesma. É uma escola que possui crianças com umadiversidade de deficiência.3.3 Sujeitos da PesquisaAssim, tivemos como sujeitos de pesquisa, 08 professoras, da referida escola, poisde acordo com os objetivos desta pesquisa, conforme já foram expostos, somente
  17. 17. 27através dessas professoras, é que poderíamos obter informações para desenvolvernosso objeto de estudo.3.4 Instrumento de coleta de dados: caminhos trilhados para desvendarnossas inquietaçõesUtilizamos como instrumentos de coleta de dados, a observação participante, oquestionário fechado e a entrevista semi-estruturada, para além de traçar o perfil dos(as) educadores (as), adquirirmos informações sobre as dificuldades encontradas noprocesso de alfabetização de alunos com necessidades especiais.Através desses instrumentos, percebemos que foram de suma importância,principalmente, no intuito de possibilitar, o contato com o ambiente e os sujeitosenvolvidos, além de desenvolver e alcançar os resultados, a fim de realizarmos odesenvolvimento e análise desta pesquisa.A pesquisa primeiramente se efetiva a partir de um olhar investigativo, onde opesquisador tem a oportunidade de participar das práticas desenvolvidas pelossujeitos, o que auxilia no processo de compreensão e interpretação do fenômenoestudado. De acordo com Ludke(1986): Na medida em que o observador acompanha in loco as experiências diárias dos sujeitos, pode tentar apreender a sua visão de mundo, isto é, o significado que eles atribuem à realidade que os cerca e às suas próprias ações (p.26).Assim, a observação permite que o observador tenha contato com os sujeitos e coma realidade a qual ele deseja obter informações e dados necessários. ConformeLudke (1986) O papel do observador total é aquele em que o pesquisador não interage com o grupo observado. Nesse papel ele pode desenvolver a sua atividade de observação sem ser visto, ficando por detrás de uma parede espelhada ou pode estar na presença do grupo sem estabelecer relações interpessoais (p.45).
  18. 18. 28Percebemos desse modo, que a observação de fato, consegue obter informaçõessem estabelecer um contato direto com os sujeitos. Diante do exposto tivemos aoportunidade de vivenciar a prática dos professores da Escola Municipal TomázGuimarães.Da necessidade de levantar dados sobre o perfil dos sujeitos, em seus aspectossociais, econômicos e educacionais, foi elaborado e aplicado o questionário fechado.O questionário contempla características como gênero, idade, formação escolar e ouacadêmica, tempo de serviço docente, dentre outras. Segundo Lakatos e Marconi(1991, p. 201): “o questionário fechado é um instrumento de coleta de dadosconstituídos por uma série ordenadas de perguntas que devem ser respondidas porescrito e sem a presença do entrevistador”.Os resultados obtidos através desse instrumento somado aos outros instrumentosnos ajudaram a compreender o paradigma da pesquisa deste trabalho. Dessa forma,enriquecemos as informações necessárias e passamos a conhecer a realidade dossujeitos também.Utilizamos também a entrevista semi-estruturada, uma ferramenta necessária napesquisa por permitir ao entrevistador perceber os fatores externos que podeminfluenciar na resposta do entrevistado. Os dados foram coletados a partir de umroteiro de entrevista semi-estruturada, buscando auxiliar no levantamento deaspectos que possibilitassem, a partir das respostas dos participantes, oenriquecimento das nossas informações quanto às possíveis contribuições dadaspelos professores às crianças com necessidades especiais no processo dealfabetização. Segundo Lakatos e Marconi (1991): A entrevista é o encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas tenha informações a respeito de um determinado assunto; uma investigação social de um determinado problema. Por tratar-se de uma conversação efetuada face a face, de maneira metódica, proporciona aos entrevistados a informação necessária (p. 195-196).O informante é interrogado sobre sua ideias ou seus projetos, através de umquestionamento oral ou de uma conversa. Previamente, a entrevista carece de um
  19. 19. 29propósito (tema, objetivos e dimensões) bem definido e é essencial ter uma imagemdo entrevistado, procurando caracterizar sucintamente a sua pessoa. Assim, oroteiro da entrevista contemplou perguntas abertas em relação ao entendimento dosprofessores, sobre a alfabetização dessa clientela, como é realizado processo e asdificuldades enfrentadas pelos professores no processo de alfabetização, dentreoutros.
  20. 20. 30 CAPÍTULO IV4. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS“A importância dos dados não está em si mesma, mas em proporcionarem respostasàs investigações” (apud Lakatos e Marconi, 1991, p. 167). Nesse capítulo serãopautadas algumas considerações tidas como importantes durante o processo dapesquisa e que muito contribuíram para análise de dados.Consideramos essa etapa do trabalho a mais significativa e decisiva, pois nela estáregistrado de forma sistemática o diálogo entre os dados obtidos e teoriaapresentada, e permitiu-nos um maior entendimento a cerca das contribuições queas professoras da Escola Municipal Tomáz Guimarães promovem no processo dealfabetização de crianças com necessidades especiais.Esses registros foram sistematizados à luz do quadro teórico para uma melhorelucidação do nosso problema de pesquisa, atendendo ao objetivo inicialmenteproposto. Desta forma, para uma melhor organização desse capítulo,apresentaremos os seguintes momentos: o perfil dos professores que atuam comcrianças especiais, com base no questionário fechado; e análise dos discursos dosprofessores sobre o processo alfabetização de crianças com necessidadesespeciais, feita a partir da entrevista semi-estruturada.4.1 Dados do questionário fechado4.1.1 GêneroEm relação ao “Gênero”, identificamos a predominância feminina, ou seja, 100% sãomulheres. Essa predominância do sexo feminino na educação infantil tem cunhohistórico, uma vez que ao longo do tempo perpetuou-se a compreensão de queapenas as mulheres deveriam ser responsáveis pelo cuidado e formação dascrianças. Diante disso, salientamos que ainda existe uma visão equivocada, pois aeducação infantil é em muitos aspectos focalizados em parâmetros assistencialistas,cujo cuidado é a característica principal.
  21. 21. 31 Figura 01: Gênero dos sujeitos4.1.2 IdadeConforme a figura 02, apresentaremos a idade dos sujeitos pesquisados. Emrelação à faixa etária podemos perceber que 25 % possuem idade entre 25 a 35anos e 75% mais de 35 anos. IDADE 18 a 25 anos 25 a 35 anos mais de 35 anos Figura 02: Idade dos sujeitos4.1.3 Tempo de Docência
  22. 22. 32De acordo com a figura 03 podemos identificar o tempo de docência dosentrevistados, onde os 12,5% têm de 0 a 05 anos; 62,5% de 06 a 10 anos e 25%acima de 15 anos atuando na educação. TEMPO DE DOCÊNCIA 0 A 05 ANOS 06 A 10 ANOS 11 A 15 ANOS ACIMA DE 15 ANOS Figura 03: Tempo de docência dos sujeitos4.1.4 Jornada de trabalhoAnalisando a figura 04 notamos que a jornada de trabalho dos 100% dosentrevistados é de 40 horas. JORNADA DE TRABALHO 20 HORAS 40 HORAS 60 HORAS Figura 04: Jornada de trabalho dos sujeitos
  23. 23. 33Acreditamos que o professor com uma carga horária maior de trabalho seránecessário um esforço a mais pra planejar aulas diversificadas, lidar com asdiferenças e atender todas as necessidades de sala, principalmente quando se tratade alunos com necessidades especiais.4.1.5 FormaçãoA figura 05 a seguir, refere-se a formação dos entrevistados, constatamos que87,5% possuem nível superior, sendo que, dessa porcentagem a maioria é superiorem Pedagogia e 12,5% possuem o nível superior incompleto. Figura 05: Formação dos sujeitosEsse é um dado muito importante, pois sabemos a necessidade do professor ter umcontato com teorias educacionais relevantes, a fim de contribuir nas práticaseducacionais.4.1.6 Capacitação Profissional para trabalhar com Crianças com NecessidadesEspeciaisMediante a figura 06, verificamos que 36,5% recebem capacitação e a maioria quecorresponde a 62,5 não recebem capacitação para o trabalho pedagógico na
  24. 24. 34alfabetização em vista da inclusão dos alunos e alunas com necessidades especiais.Para Salgado (2008): “(...) o objetivo de garantir o aumento da participação e daaprendizagem de todos é necessário aumentar a própria aprendizagem profissionale também a participação ativa como sujeito da inclusão (p. 62).O professor precisa está em formação continuada para suprir suas dificuldades epropiciar o favorecimento da aprendizagem de todos os discentes em suasparticularidades e preferências. Figura 06: Capacitação ProfissionalPercebendo a maioria das professoras sem capacitação, notamos que é atravésdesse argumento que elas justificam parte das suas dificuldades.4.2 Dados da entrevista semi-estruturada: frente ao discursoA opção metodológica desse trabalho selecionou instrumentos de coleta de dadosque permitissem ouvir as professoras alfabetizadoras da escola Municipal TomázGuimarães, à cerca do processo de alfabetização de crianças com necessidadesespeciais. Assim, a entrevista semi-estruturada permitiu o desenvolvimento deintenções e possibilidades, até então ocultas pelo instrumento anterior.
  25. 25. 35As professoras foram denominados através de Códigos em P1, P2, P3, P4, P5, P6,P7 e P8, e através da entrevista realizada observa-se alguns aspectos relevantes naprodução do conhecimento proposto, pois a partir dessas problematizações épossível chegar à realidade que o processo de alfabetização de crianças comnecessidades especiais revela. Ressaltam-se aqui as categorias mais relevantes eevidenciadas na pesquisa sobre as dificuldades enfrentadas pelas educadorasdiante do processo de alfabetização de crianças com necessidades especiais.Vejamos:4.2.1 Falta de apoio didático e humano para o trabalho com crianças comnecessidades especiaisNessa categoria, observamos alguns fatores segundo as educadoras que dificultamo trabalho pedagógico no processo de alfabetização das crianças especiais e quenos faz acreditar também na contribuição de uma prática pedagógica ineficiente eprecária, colaboradora do fracasso escolar, atingindo não só os alunos e alunas quemerecem atenção devido as suas particularidades, mas a todos os discentes quefrequentam o ambiente de ensino. Vejamos os relatos das professoras: P1 “As dificuldade maiores são a estrutura física e a falta de apoio”. P2 “A falta de apoio e material para trabalhar com crianças especiais”. P4 “A alfabetização é um processo lento e difícil, pois é o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais da leitura e da escrita, mas a falta de estrutura física da escola e falta de material didático e humano dificulta o trabalho”. P6 “As dificuldades são inúmeras, mas a estrutura física escolar e o material didático ofertado para trabalharmos na sala de aula são insuficientes para atendermos as necessidades de cada aluno durante o processo de alfabetização”.Sobre as dificuldades mencionadas pelas educadoras podemos reafirmá-las atravésda fala de Serra (2008) quando diz que desde a história da Educação Especial,essas dificuldades dos professores não só se refere à aceitação e à forma dacompreensão dos fenômenos de comportamentos manifestos pelas crianças
  26. 26. 36especiais, como também na falta de infra-estrutura material e de pessoal qualificadopara orientação e supervisão adequada.Assim, concordamos com P4 quando diz que a alfabetização é um processoresultante da ação de ensinar a ler e escrever, mas se a instituição não oferece umaestrutura e material didático apropriado, as crianças não irão desenvolver aaprendizagem devido à necessidade de se utilizar recursos diversos e instigadoresdo conhecimento.4.2.2 Particularidades individuais e a variedade das criançasMuito se tem discutido e evidenciado nos referenciais para a inclusão, anecessidade do respeito pelas diferenças e o trabalho pedagógico voltado para asparticularidades dos sujeitos em prol da sua inserção social, levando emconsideração suas limitações e potencialidades. Mas para isso se faz necessárioque os profissionais tenham condições e conhecimentos necessários para fazer estetrabalho diferenciado. Uma das barreiras que impossibilita a alfabetização decrianças especiais relatadas pelas professoras é a dificuldade que elas têm emtrabalhar com as diferenças dos alunos e alunas durante o processo de ensino eaprendizagem. Observemos os relatos: P4 “As particularidades atrapalham, pois a avaliação deve ser diferenciada e o aluno deve ser avaliado na sua evolução e não com os outros ditos “normais”. P6 “É difícil trabalhar e ensinar alunos com necessidades especiais devido ao grande número de alunos matriculados na sala de aula e as diferenças individuais e ritmos de aprendizagem existentes entre eles que requer muita atenção e metodologia diferenciada para que aprendam e desenvolvam suas habilidades”. P7 “As particularidades de cada aluno, pois alguns têm bloqueios e não tem acompanhamento fora da escola. A variedade de personalidades também afeta o desenvolvimento, pois há alunos que atrapalham”.Diante das falas, percebe-se a angústia das educadoras, pois a maioria evidenciasuas inquietações e dificuldades em trabalhar com crianças com necessidadesespeciais. A P6 aponta como uma das dificuldades a superlotação da sala e a
  27. 27. 37impossibilidade de dar conta dessas diferenças, pois compreende a importância deutilizar metodologias diferenciadas para que os alunos possam aprender. Já na falade P4 há uma contradição, pois ela coloca que o que atrapalha, é justamente “asparticularidades”, ou seja, aquilo que se propõe para o trabalho com crianças comnecessidades especiais, embora afirme que a avaliação deve ser diferenciadapartindo da evolução do sujeito e não em comparação com o aluno dito “normal”.Essa contradição na fala da professora demonstra a dificuldade que a maioria dosdocentes tem em fazer um trabalho diferenciado, respeitando as diferenças epercebendo que os alunos não são iguais em seu desenvolvimento, mesmo aquelesditos normais. P7 também aponta como uma das dificuldades “as particularidadesde cada aluno” acrescentando a isso a falta de acompanhamento que deve serresponsabilidade da família da criança especial. Percebe-se nas falas dessas duasprofessoras que elas transferem a sua incapacidade de lidar com as diferenças emsala de aula para a condição de diferente dos alunos, o que pode gerar a exclusãoescolar por associar as diferenças individuais como geradoras do insucesso escolar.Porém, sabemos que não existem salas de aula homogêneas, devido aos diferentesritmos de aprendizagem das crianças, mesmo não tendo qualquer deficiência,comprovada cientificamente e que devem ser considerados e respeitados. Sobreesses argumentos Freitas (2006) faz uma ressalva quando diz que: Frequentemente, os cursos de formação não trabalham tais questões e acabam por reforçar os estereótipos ao tomar como referência um “aluno padrão” idealizado. Em consequência disso, muitos professores que ingressam na profissão com essas visões estereotipadas levam bastante tempo para desfazê-las. Outros não as superam nunca, realizando uma prática que acaba por contribuir para a produção do enorme contingente de excluídos da e na escola (p. 170).Então, podemos dizer que a conduta desempenhada pelas educadoras no processode alfabetização é também reflexo da falta de formação continuada, em favor dadiversidade, falta de apoio pedagógico e humano, falta de recursos didáticos quesão fundamentais para o alcance dos objetivos educacionais e muitas vezes, falta decompreensão de educadores que não desenvolvem práticas instigantes edesafiadoras que levam a aquisição da aprendizagem de forma prazerosa. E nestesentido Ferreira (2006) salienta que na educação atual:
  28. 28. 38 Espera-se hoje que a professora seja capaz de compreender e praticar o acolhimento a diversidade e esteja aberta a práticas inovadoras na sala de aula. No novo perfil, a professora deve adquirir conhecimentos sobre como conhecer as características individuais (habilidades, necessidades, interesses, experiências etc.) de cada um de seus estudantes, a fim de poder planejar suas aulas que levem em conta tais informações (p. 231).Assim, fica evidente que a tarefa educativa principalmente na alfabetização dascrianças especiais deveria ser tarefa dada a quem tem informação subsidiadanesses critérios mencionados por Ferreira (2006), pois as práticas inovadoras gerama interação de todo alunado, respeitando os ritmos de aprendizagem de cadasujeito. .4.2.3 Falta de acompanhamento dos paisA família deve entender que a participação é um princípio da democracia quenecessita ser trabalhado, é algo que se aprende e se ensina, portanto, a escola seráum lugar possível para essa aprendizagem, promovendo a convivência democráticano seu cotidiano, pois, aprende-se a participar, participando. No entanto, uma dasdificuldades eleita como principal no processo de alfabetização das criançasespeciais, foi justamente a ausência dos pais no acompanhamento dodesenvolvimento desses sujeitos. Vejamos o que dizem as professoras com relaçãoa essa participação: P1 “o descaso dos pais no acompanhamento dos estudos dos filhos”. P2 “Ser a única responsável nessa tarefa, já que muitas famílias não se preocupam com a educação dos filhos. P6 “O trabalho com crianças especiais se torna árduo devido a falta de compromisso e apoio dos pais na realização das tarefas e estímulo ao estudo direcionado aos filhos”. P8 “O descompromisso da família, por não acompanhar seu filho no processo da alfabetização, acaba não tendo o efeito esperado”.Notamos na fala de P2 a indignação ao perceber que a família acredita queeducação só acontece na escola, onde os pais se excluem automaticamente desseprocesso por ver a escola como a única responsável pela formação de seus filhos,
  29. 29. 39talvez porque eles mesmos se sintam incapazes de ajudar nessa formação. Sobreesse ponto de vista, Brandão (1985) chega a afirmar que: (...) não há uma única, nem um único modelo de educação. A escola não é o único lugar onde ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a sua única prática e o professor profissional não é o seu único praticante.(p.25).Assim como a escola não pode jogar a responsabilidade na família, mas assumir atarefa que lhe cabe na educação das crianças, a família também não podeesquecer-se do seu papel na educação de seus filhos, principalmente quando setrata de crianças com necessidades especiais.No Parágrafo único do Capítulo IV do Estatuto da Criança e do Adolescente (Brasil,1990), diz que “é direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processopedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais”. Emboraestando isso definido em lei, nos perguntamos se os pais tem consciência disso e setendo ciência, estão preparados para participarem efetivamente desse processo oupreferem ficar distantes.Percebemos nas demais falas que as professoras acreditam que os pais, mesmosabendo da importância da participação, do direito que eles têm de intervir noprocesso educativo, não querem ter compromisso com seus filhos, no sentindo deacompanhar nas horas devidas, chegando a frustrar o objetivo esperando pelaescola. Conforme os dizeres de Mittler (2003): “(...) muitos pais tornaram claro quenão se veem necessariamente no papel de professores de suas crianças, mas queesperam boa qualidade de ensino daqueles que são pagos para fazê-lo (p.217)”.4.2.4 A dificuldade em mediar o conhecimento para a aquisição da leitura eescrita dos alunos e alunas especiaisAlfabetizar um sujeito é um fator que requer dedicação e acompanhamentopedagógico, exercido por intermédio de uma prática pedagógica incentivadora dodesenvolvimento da linguagem oral e escrita. Para Cagliari (2002):
  30. 30. 40 O processo de alfabetização inclui muitos fatores, e, quanto mais ciente estiver o professor de como se dá o processo de aquisição de conhecimento, de como a criança se situa em termos de desenvolvimento emocional, de como vem evoluindo o seu processo de interação social, da natureza da realidade linguística envolvida no momento em que está acontecendo a alfabetização, mais condições terá esse professor de encaminhar de forma agradável e produtiva o processo de aprendizagem, sem os sofrimentos habituais (p. 09).Porém, muitos educadores queixam-se das dificuldades que têm em realizar esseprocesso de aquisição da leitura e escrita com alunos e alunas oriundos das classesmenos favorecidas, que são crianças vulneráveis e principalmente com criançasespeciais, que apresentam algumas deficiências seja física, mental, intelectual ousensorial, se tornando assim, os maiores agravantes durante o desenvolvimento daaprendizagem. Sobre essas questões embasadas nessa categoria, as professorasrelataram suas dificuldades na mediação da leitura e da escrita. Vejamos as falas: P1 “Incapacidade de desenvolver as necessidades de leitura e escrita nos alunos”. P2 “Ajudá-los a ler e escrever, pois o entendimento do aluno especial é mais lento”. P3 “Prepará-los para a aquisição da leitura”. P6 “A maior dificuldade é instruir esses alunos na leitura e escrita de palavras, pois como o ritmo é diferente o processo exige muita paciência e dedicação que se torna um desafio, já que as turmas são super lotadas e fica mais difícil atender a todos”.Percebemos nas falas das educadoras, que elas têm muitas dificuldades em auxiliarseus alunos e alunas na aquisição da leitura e da escrita por não teremconhecimento de como alfabetizar crianças com deficiência , pois apesar desaberem que elas aprendem num outro ritmo, não conseguem lidar com essasdiferenças, no fundo desejam uma homogeneidade que nem mesmo é possível comcrianças sem nenhuma deficiência. Isto está presente nas falas de todas asprofessaras. Além dessas dificuldades outras questões que concorrem para queesse processo se torne mais difícil como apontado por P6, pois a alfabetização exigepaciência, dedicação e uma prática pedagógica dinâmica, já que o ensino público éprivado de recursos didáticos e humanos além das salas superlotadas.
  31. 31. 41A alfabetização é uma etapa de construção e reconstrução de um saber elaborado,no sentido de auxiliar o sujeito na decodificação de signos e promover a criticidadepara a inserção do sujeito nas práticas sociais. Smolka (1993) salienta que: De modo geral, a escola não tem considerado a alfabetização como processo de construção de conhecimento nem como um processo de interação, um processo discursivo, dialógico. Com isso, a escola reduz a dimensão da linguagem, limita as possibilidades de escritura, restringe os espaços de elaboração e interlocução pela imposição de um só modo de fazer e de dizer as coisas. Mas essa imposição acaba sendo, de fato, limitada ou ilusória. Pois existe ainda um espaço, um movimento, um dinamismo discursivo no interior da escola. Mesmo bloqueando a “fala”, a escola não consegue bloquear o discurso interior (p. 76).Assim, compreendemos que todos os sujeitos devem constituir esse espaço(escola), para desenvolver suas competências e habilidades, mesmo que aaprendizagem seja lenta, devido a sua deficiência ou outras dificuldades que seefetivam no processo de alfabetização, relacionadas às suas condições sociais ouafetivas. Ao analisar as falas das professoras nos faz perceber que suas angustias edificuldades, no processo de alfabetização de crianças com deficiências, vai muitoalém das dificuldades estruturais da escola ou mesmo do desconhecimento doprocesso de alfabetização, mas a sua incapacidade em lidar com as diferenças, decompreender que mesmo as crianças que não tem nenhuma deficiência têm ritmosdiferentes de aprendizagem e, em algum momento de seu processo deaprendizagem, pode necessitar de um acompanhamento mais individualizado paraaprender.
  32. 32. 42 CONSIDERAÇÕES FINAISO processo de alfabetização de crianças, principalmente de alunos/as especiais éum fator que tem angustiado os educadores da rede regular de ensino emconsequência do fracasso escolar que tem se fortificado nas instituições deeducação formal, apontados como resultados desde a mediação insatisfatória comovulnerabilidade social, necessidades especiais ou deficiência física, mental,intelectual ou sensorial.O professor ou professora deve está ciente de como se dá o aprimoramento doconhecimento, já que todo sujeito possui uma bagagem própria de saberes que vãosendo transformados e ampliados com a mediação no espaço escolar, na família ounas diversas instituições sociais. Assim, a questão que orientou essa pesquisabuscou analisar quais as dificuldades enfrentadas pelas educadoras naalfabetização de crianças especiais em função de discutirmos sobre essasdificuldades e ampliarmos nossos conhecimentos, além de colaborar com um estudomais sucinto mostrando novas possibilidades de incentivo a melhoria da práticadocente.Diante disso, tanto na alfabetização de crianças especiais como nas crianças ditas“normais” implica em uma formação continuada no sentido de atender a todas asnecessidades existente no meio educacional, a fim de superar as barreirasencontradas. Desta forma, o estudo sobre o método de alfabetização passa a seruma questão central e o educador deve perceber a criança especial como sercognoscente, conscientizando-se como peça importante no desenvolvimento doaluno ou aluna, de forma respeitosa, porque qualquer avanço que esta venha adesenvolver é considerado um mérito nessa tarefa que se torna árdua devido àsdificuldades apresentadas.Desse modo, analisamos que as educadoras apresentam algumas dificuldades emalfabetizar as crianças tanto “normais” como especiais e isso tem gerado umdesconforto e insegurança na prática educativa como pudemos observar nas falas.Podemos salientar ainda, que isso é resultante da falta de uma preparação mais
  33. 33. 43consistente, tanto dos pais como dos educadores, de recursos didáticos e aparatohumano na tentativa de mediar à construção do conhecimento acerca da aquisiçãoda leitura e escrita como prática socialNo entanto, é importante ressaltar a importância das salas de recursos naintervenção e favorecimento da aprendizagem das crianças especiais através doacompanhamento especializado com equipamentos apropriados para atender asdeficiências apresentadas pelas crianças. Porém, no decorrer da pesquisa, durantea observação no locus percebemos a ausência da sala de recursos para auxiliar naalfabetização e desenvolvimento das crianças especiais, o que foi apontado comouma das dificuldades no trabalho dos professores. Porém, Em visita recente àinstituição, soubemos da chegada da sala de recursos para aquela instituição, o quepoderá significar um apoio importante na ação dos professores e possivelmente issofacilitaria na aprendizagem, possivelmente, sanando as dificuldades relatadas pelaseducadoras durante a pesquisa. Não temos como afirmar a eficácia da sala derecursos visto que ela não existia quando foi dado início a nossa pesquisa, assim,isso mereceria uma outra investigação para comprová-lo.
  34. 34. 44 ReferênciasAGUIAR, João Serapião de. Jogos para o ensino de conceitos. 2ª Ed. Campinas,SP: Papirus, 2004.AMARAL, L.A. Conhecendo a deficiência (em companhia de Hercules). SãoPaulo: Robel, 1995.BECKER, HowardS. Métodos de pesquisa em Ciências Sociais. 4ª Ed. SãoPaulo, Hucitec, 1993.BOGDAN. R. e BIKLEN.S. K. Qualitative Research for educationa. Boston, Aellynand Bacon, inc; 1982.BRANDÃO, Carlos Rodrigues. 16ª ed. O Que é Educação. São Paulo – SP: EditoraBrasiliense, 1985.BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente. São Paulo: Cortez, 1990.BRASIL. Lei Diretrizes e Bases da Educação. Lei 9394/96 de 20 de dezembroBRUNO, Marilda Moraes Garcia. Educação infantil : saberes e práticas dainclusão : dificuldades de comunicação. – Brasília : MEC, Secretaria deEducação Especial, 2006.CAGLIARE, Luiz Carlos. Alfabetização e lingüística. São Paulo, Scipione, 1993.___________________ Alfabetização e lingüística. São Paulo, Scipione, 2002.CANDAU, Vera Maria. (Org.). Reinventar a escola. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.CARDOSO, Marilene da Silva. Aspectos históricos da educação especial: daexclusão à inclusão. In: STOBAUS, Claus Dieter; MOSQUERA, Juan JoséMourão.(orgs.) Educação em direção a educação inclusiva. 3. ed. PortoAlegre:EDIPUCRS, 2006.CASTRO, Josefina; MARIA de Azevedo Moreira e MARIA, Daniela M. de Sant’ana.Diversidade na escola. Estudo sobre; aspectos genéticos e consideraçõespsicopedagógicas. 2 ed. Ilhéus – BA: Editora Editus, 2004Declaração de Salamanca. Documentos Internacionais. Disponível emhttp://www.cedpod.org.br/docent.htm. Acesso em 18/11/11.
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  37. 37. 47APÊNDICES
  38. 38. 48 Universidade do Estado da Bahia-UNEB Departamento de Educação- Campus VII Curso- Pedagogia Turma 2007.1 Caro professor(a)Nós alunos do curso de pedagogia da Universidade do Estado da Bahia- UNEB,Campus VII, estamos desenvolvendo essa pesquisa sobre o processo alfabetizaçãode crianças com necessidades especiais. Nesse sentido, esta entrevista é umlevantamento de dados para a pesquisa monográfica relativo à conclusão do curso.Por isso contamos com a sua colaboração e desde já agradecemos. Questionário sócio-econômicoNome:________________________________1.Sexo: ( ) feminino ( ) masculino2. Idade:( ) 18 a 25 anos( ) 25 a 35 anos( ) 35 acima3)Tempo de atuação na Educação?( ) 0 a 5 anos ( ) 6 a 10 anos( ) 11 a 15 anos ( ) acima de 15 anos4) Jornada de trabalho( ) 20 horas ( ) 40 horas ( ) 60 horas5) Qual a formação?
  39. 39. 49( ) Nível médio ( ) Nível superior( ) nível superior incompleto ( ) Pós-graduado6) Recebe capacitação pra trabalhar com crianças com necessidades especiais?( )Sim ( ) Não Roteiro da entrevista1) O que pensa sobre alfabetização? Qual a concepção?2) Quanto tempo trabalha na alfabetização? Você gosta?______________________________________________________________________________________________________________________________________3) Como é alfabetizar crianças ? E crianças com necessidades? Existe algumadiferença?4) De que forma a diversidade dos alunos tem tornado mais complexa a tarefa deensinar e mais especificamente na aquisição de leitura e escrita?______________________________________________________________________________________________________________________________________5) Quais as dificuldades mais freqüentes dos professores que trabalham comcrianças especiais?______________________________________________________________________________________________________________________________________
  40. 40. 506) Que dificuldades podem ser observadas nos alunos no decorrer do processo dealfabetização? Como você intervêm didaticamente, tendo em vista essas possíveisdificuldades?______________________________________________________________________________________________________________________________________7) Você recebe assessoramento para o desempenho de suas atividadespedagógicas em relação às crianças com necessidades especiais?___________________________________________________________________8) No processo de alfabetização, qual a sua maior dificuldade?______________________________________________________________________________________________________________________________________9) O processo de construção de aprendizagem da leitura e da escrita, emcomparação às crianças ditas normais, é diferente? De que forma?______________________________________________________________________________________________________________________________________10) Que metodologia você acredita ser mais apropriada para iniciar o processo dealfabetização para crianças com necessidades especiais?______________________________________________________________________________________________________________________________________

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