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Monografia Geórgia Pedagogia 2009

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Pedagogia 2009

Pedagogia 2009

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  • 1. 0 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA -UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM-BA PEDAGOGIA 2005.1 GEORGIA BATISTA DE OLIVEIRALUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O DESAFIO DE APRENDER BRINCANDO SENHOR DO BONFIM – BA 2009
  • 2. 1 GEORGIA BATISTA DE OLIVEIRALUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O DESAFIO DE APRENDER BRINCANDO. Monografia apresentada como requisito parcial para avaliação da disciplina de Monografia, do curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Orientador: Profª. MSc. Maria da Conceição Curaçá Gonçalves. SENHOR DO BONFIM – BA 2009
  • 3. 2 GEORGIA BATISTA DE OLIVEIRALUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O DESAFIO DE APRENDER BRINCANDO. Aprovada em _____de _____________ de 2009. ________________________________________ Profª. MSc. Maria da Conceição Curaçá Gonçalves (Orientadora) ______________________________________ Avaliador (a) _____________________________________ Avaliador(a)
  • 4. 3Ao meu esposo Elias, pela força,amor e cumplicidade nos momentosmais difíceis da minha vidaacadêmica e que se fez pai e mãe denossos filhos nos momentos quetanto me ausentei.Para você querido o meu eterno esincero agradecimento.Aos meus filhos Lucas e Matheus,por me darem a alegria de saber queDeus me presenteou com duas belasvidas e que me fazem sentir vontadede ir em frente. Queridos essaconquista é nossa.
  • 5. 4 AGRADECIMENTOS Gostaria de agradecer primeiramente a Deus por ter me concedido maisesta conquista e por se fazer presente em minha vida sempre que o busco comtodo meu coração, sem ele essa vitória seria impossível. Agradeço a minha mãe, primeira educadora que partiu muito cedo semcontemplar essa conquista, mas que se faz presente eternamente em mim.Quando receber meu diploma sentir-te-ei ao meu lado, sorrindo e feliz. Sentireia tua mão carinhosa afagar meus cabelos que nem quando criança e nesseinstante te abraçarei em silêncio, sorrirei, deixarei fluir esta emoção, num mistode alegria e saudade. Mãe por todo tempo que ainda viver, perpetuará tuamemória e hei de ser fiel aos teus princípios; pois tudo que me ensinaste é abase do que sou e de toda esta conquista. (Nesse momento lágrimas caem dosmeus olhos). Ao meu saudoso (Avôhai) avô e pai João Vitor, que viveu inserido emum contexto educacional e tanto prezou pela educação de seus filhos e netos.Saudades eternas e sinceros agradecimentos ao meu querido pai João. A minha “mãe” Eurides e ao meu pai Jairo por todo apoio e incentivoconcedido. As minhas irmãs Joelma, Junadya e Jussara pois mesmo distante meapoiaram e me incentivaram nos momentos que mais precisei, amo muitotodas vocês. Agradeço com todo respeito e carinho a minha sogra Edelzuita e aminha cunhada Edna por todo apoio e companheirismo nos momentos queprecisei me ausentar do papel de mãe. A minha professora e orientadora Conceição Curaçá pelo esforço ededicação concedidos em um dos momentos mais importantes da minha vida:a produção deste trabalho.
  • 6. 5 A minha grande e melhor amiga Viviane Brás por todo apoio ecompanheirismo, sempre presente. Ao meu estimado amigo Osvaldo Fahel por todo apoio e amizade queme dedicaste. Quero agradecer carinhosamente a minha professora e amiga SimoneWanderley, por toda sua amizade, companheirismo e compreensão. Que onosso laço fraterno aumente a cada dia, pois com você muito tenho aprendido,obrigada por tudo sempre “S”. Agradeço a Universidade do Estado da Bahia-UNEB, pois sem estainstituição não teria alcançado esta vitória. Agradeço com toda estima e respeito à professora Suzzana Alice portodo respaldo concedido nesta jornada acadêmica e por ter feito valer cada vezmais o curso de pedagogia dentro desta instituição.
  • 7. 6“Uma criança que não sabe brincar,uma miniatura de velho, será umadulto que não saberá pensar”. Chateau (1987).
  • 8. 7 RESUMOO presente estudo monográfico objetivou identificar a compreensão que osprofessores de educação infantil tem sobre ludicidade. Dentro desse contextobuscamos vários autores para subsidiar nossa pesquisa, dentre outros: Ferreira(1986); Ximenes (2000); Freire (1992); Dallabona e Mendes (2004); Gentilli eAlencar (2005); Almeida (2003); Kulisz (2004); Maturana (2004); Luckesi(2008). Utilizamos a pesquisa de cunho qualitativo e como instrumentos decoleta de dados o questionário aberto, fechado e a observação. Os resultadosobtidos através das análises e interpretação dos dados apontam que asprofessoras pesquisadas possuem um conhecimento significativo sobreludicidade e que contribui de forma importante na construção do novo saber deseus alunos, pois através de seus discursos transmitiu conhecer que o lúdico éalgo inerente a criança e faz o processo de ensino-aprendizagem torna-seprazeroso, significativo, divertido e facilitador e ainda reconhecem-se comomediadores nesse processo.Palavras-chave: Compreensão, Professores, Educação Infantil eLudicidade.
  • 9. 8 LISTA DE FIGURASFIGURA 01: Gênero..........................................................................................38FIGURA 02: Formação......................................................................................39FIGURA 03: Tempo de docência......................................................................39FIGURA 04: Renda mensal...............................................................................40FIGURA 05: Carga horária................................................................................41FIGURA 06: Quantidade de alunos por turma...................................................41FIGURA 07: Capacitação para trabalhar com ludicidade..................................42FIGURA 08: Conceito de ludicidade..................................................................43
  • 10. 9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO.............................................................................................. 11CAPÍTULO I ..................................................................................................... 13 1. EDUCAÇÃO INFANTIL: O COMPLEXO PROCESSO DE APRENDER BRINCANDO. ............................................................................................... 13CAPÍTULO II .................................................................................................... 18 2. REFERENCIAL TEÓRICO ....................................................................... 18 2.1 O sentido da compreensão no contexto social.................................... 18 2.2 O Professor de Educação Infantil: os desafios inerentes a profissão.. 20 2.3 A importância da ludicidade no processo de ensino-aprendizagem ... 24 2.4. Um Novo Olhar Sobre a Educação Infantil......................................... 27CAPÍTULO III ................................................................................................... 31 3. OS CAMINHOS DA PESQUISA ............................................................... 31 3.1 Pesquisa qualitativa ............................................................................ 31 3.2 Lócus da pesquisa .............................................................................. 32 3.3 Sujeitos da pesquisa ........................................................................... 33 3.4 Instrumentos de coleta de dados ........................................................ 33 3.4.1 Observação .................................................................................. 33 3.4.2 Questionário fechado.................................................................... 34 3.4.3 Questionário Semi-aberto: ............................................................ 35CAPÍTULO IV................................................................................................... 37 4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ......................................... 37 4. 1Características dos sujeitos pesquisados: .......................................... 37 4.1.1 Gênero.......................................................................................... 37 4.1.2 Formação: .................................................................................... 38 4.1.3 Características dos professores segundo o tempo de docência: . 39 4.1.4 Renda mensal............................................................................... 40 4.1.5 Carga horária de trabalho: ............................................................ 40 4.1.6 Quantidade de alunos por turma: ................................................. 41 4.1.7 Capacitação das professoras para trabalhar com a ludicidade: ... 42 4.1.8 Conceito de ludicidade por parte dos sujeitos: ............................. 42 4.2 Dados do questionário aberto. ............................................................ 43 4.2.1 A ludicidade como instrumento pertinente na prática pedagógica 43
  • 11. 10 4.2.2 Ludicidade: o brincar e suas potencialidades no desenvolvimento da criança .............................................................................................. 45 4.2.3 A importância do lúdico na educação infantil................................ 46CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................... 48REFERÊNCIAS ............................................................................................ 50APÊNDICES
  • 12. 11 INTRODUÇÃO A presente tese monográfica de conclusão do Curso de Pedagogiaintitulada Ludicidade na Educação Infantil: Aprender brincando é umagostosura apresenta um estudo voltado para questões educativas das escolaspúblicas municipais de educação infantil do município de Senhor do Bonfim. Diante desse contexto enfatizamos que ao executar o trabalho,buscamos identificar quais as compreensões que os professores da educaçãoinfantil tem sobre ludicidade, uma vez que necessário se faz sensibilizar osprofissionais da educação, sobre o importante papel que os jogos, brincadeirase brinquedos exercem no desenvolvimento da criança. Portanto é precisoconhecer o significado do brincar, tornando-se também fundamental analisar opapel do professor neste processo lúdico. A presente pesquisa visou também, contribuir com as discussões acercada ludicidade na sala de aula da educação infantil, bem como instigar reflexõessobre a aprendizagem de forma lúdica. Nossa pesquisa está estruturada em quatro capítulos que seguem: No capítulo I foi abordado o percurso histórico do lúdico e suacontribuição no processo de ensino e aprendizagem da educação infantil,destacando a importância dos jogos e brincadeiras no processo de educaçãodo infante. Buscamos nos embasar nos seguintes teóricos: Mello (2002);Gentilli (2008); Rosamilha (1979); Dohme (2005); Priore (2000); Kishimoto(1999) e Kramer (2005). O capítulo II apresenta o “referencial teórico” com os respectivosconceitos-chave e os teóricos que deram sustentação à nossa compreensãodos significados das palavras que nortearam a pesquisa: Ferreira (1986);
  • 13. 12Ximenes (2000); Freire (1992); Dallabona e Mendes ( 2004); Gentilli e Alencar(2005); Almeida (2003); Kulisz (2004); Maturana (2004); Luckesi (2008);Almeida (1995); Campos (1986); Feijó (1992); Gentilli e Alencar (2001);Silva(2005); Kramer (1998); Friedmann (2002), Alves (2008) e Kramer (2005). O capítulo III é composto pela metodologia que norteou odesenvolvimento da pesquisa. Optamos por uma metodologia de caráterqualitativo e assim através dela utilizamos a observação e o questionáriofechado com o objetivo de traçar o perfil dos sujeitos pesquisados e oquestionário semi-aberto que buscou coletar as concepções que osprofessores da educação infantil têm de ludicidade. No capítulo IV foi realizada a apresentação, análise e interpretação dosresultados coletados na pesquisa. Para uma melhor compreensão dosresultados dividimos as análises em categorias e assim registramos gráficos econcepções dos sujeitos a cerca do tema abordado. Na última etapa desse trabalho apresentamos nossas consideraçõesfinais que nos mostram os resultados obtidos através da pesquisa realizada,evidenciando as compreensões que os professores de educação infantil têmsobre ludicidade.
  • 14. 13 CAPÍTULO I1. EDUCAÇÃO INFANTIL: O COMPLEXO PROCESSO DE APRENDERBRINCANDO. O paradigma de ensino vivenciado em nossas escolas nos últimos anosvem atingindo um elevado índice de insatisfação de todos os sujeitos inseridosno processo educacional. O grande número de evasão, reprovação e baixonível de aprendizagem, instigam-nos para uma necessidade de repensarsignificadamente o currículo proposto, que dá respaldo ás ações pedagógicasde nossas escolas públicas. Nesta perspectiva Mello (2002) afirma: É no currículo ensinado e aprendido que se concretizam as intencionalidades. Há um desencontro entre o que o professor formaliza no seu planejamento, ou diz que faz e ensina, e aquilo de fato acontece em sala de aula. Desejos e projetos transformam-se em discursos para visitantes e autoridades, mas não refletem a realidade. É preciso tomar alguns cuidados especiais para que as melhores intenções não caiam no vazio, ou induzam a prejuízos irreparáveis na formação dos alunos (p.35). Para tanto, necessário se faz buscar ações que tenham enfoque centralnos sujeitos e que estejam realmente comprometidos com a formação decidadãos críticos e politizados na sociedade a qual fazemos parte. É dentro deste contexto que evidenciamos o quão importante é refletirsobre ludicidade, a qual tem conquistado ultimamente um imprescindívelespaço dentro de alguns seguimentos da escola e sociedade como um todo,que tem percebido uma regressão conseqüente da não valorização daludicidade. Portanto, surge também a necessidade de estimular essa discussãona Educação Infantil, já que é um processo importante na formação do sujeitocomo ser histórico e social, construtor e transformador de sua realidade.
  • 15. 14 Desde a infância a ludicidade se faz presente, porém precisamosrealizar práticas que dêem fundamento de seu significado na educação,inclusive como forma e incluir todos os alunos no processo de construção deconhecimento, diminuindo a exclusão. Diante disso Gentili (2008) salienta: A educação “vale” não porque nos oferece os atributos que nos tornam desiguais (ou seja, competitivos) no mercado, mas por nos ajudar a construir juntos aquilo que nos iguala, que nos une de forma íntima e que nos humaniza: nossa dignidade e o direito inalienável que temos a não sermos humilhados pela injustiça, pela pobreza, pela exclusão e pela negação de oportunidades ( p.149). A Educação Infantil é constituída de um espaço de aprendizagem quevisa desenvolver as habilidades psicomotoras, intelectuais e sócio-afetivas dacriança e isso proporciona-a , a oportunidade de manifestações de autonomia ecriatividade. Sendo assim, é preciso desenvolver um trabalho educativoprazeroso para elas e desta forma é que abordamos a ludicidade como umadas maneiras mais significativas de envolver a criança nas atividades, pois abrincadeira é algo inerente na criança, é sua forma de trabalhar, refletir edescobrir o mundo que a cerca. É válido ressaltar que jogos, brinquedos e brincadeiras fazem parte domundo da criança, pois estão presentes na humanidade desde o seu início.Nesta visão Rosamilha (1979) alerta: A criança é, antes de tudo, um ser feito para brincar. O jogo, eis aí um artifício que a natureza encontrou para levar a criança a empregar uma atividade útil ao seu desenvolvimento físico e mental. Usemos um pouco mais esse artifício, coloquemos o ensino mais ao nível da criança, fazendo e seus instintos naturais, aliados e não inimigos (p.77). O lúdico quando bem trabalhado e aplicado, torna-se um recursofacilitador e prazeroso no processo de ensino-aprendizagem. Promovendo umamaior interação e socialização entre alunos e professores, desenvolvendoassim na criança o seu cognitivo e emocional. Neste contexto Dohme (2005)diz: O uso do lúdico na educação prevê, principalmente a utilização de metodologias agradáveis e adequadas ás crianças que façam com que o aprendizado aconteça dentro do “seu mundo”, das coisas que lhes são importantes e naturais de se fazer, que respeitem as
  • 16. 15 características próprias das crianças, seus interesses e esquemas e raciocínio próprio (p.15). É preciso estarmos atentos ás funções educativas da ludicidade, paraque possamos compreender o valor que ela tem na formação do indivíduo.Brincar oportuniza a criança a comunicar-se consigo mesma e com o mundo,faz com que ela aceite a existência dos outros e estabeleça relações sociais,aceite regras, construa seus conhecimentos e se desenvolva integralmente. Segundo Priore (2000), por meio dos jogos a criança, em todos ostempos, estabelece vínculos sociais, ajustando-se ao grupo e aceitando aparticipação e outras crianças com os mesmos direitos. Aprende a ganhar, mastambém a perder. Faz-se pertinente salientar que quando a criança propõe e aceitamodificações, ela acata regras, aprende a apoiar o mais fraco e vivencia osentimento de alegria ao sair-se vitorioso, além de se tornar confiante e seguro.O sentimento de aborrecimento também é vivenciado no momento que perde,mas aprende inclusive a enfrentar a realidade e desta forma aprende a agircomo ser social e cresce. De acordo com Piaget (1971) (apud Kishimoto, 1999) quando brinca acriança assimila o mundo da sua maneira, sem compromisso com a realidade,pois sua interação com o objeto, não depende a natureza do objeto, mas dafunção que a criança lhe atribui. Pouco a pouco, a ludicidade vem se expandindo e sendo encaradacomo uma atividade séria e construtora de conhecimentos da criança,independente do tempo. Evidenciamos que a valorização da ludicidade podeser um meio pertinente de se quebrar com as correntes que vem aprisionandoo processo de educação, por isso uma prática pedagógica que lide com umaaprendizagem prazerosa, e com emoções de cada aluno é fundamental paraque as relações sejam vivenciadas positivamente e o professor se tornaresponsável, juntamente com a comunidade escolar por esta realidade.
  • 17. 16 Sabemos que uma das grandes e diversas competências da EducaçãoInfantil é oferecer aos seus educandos um ambiente rico em atividades lúdicas,uma vez que, a maioria das crianças hoje em dia vivencia grande parte da suavida nas escolas. O lúdico por sua vez desencadeia um desenvolvimento sadioe harmonioso nas crianças, instigando-as cada vez mais a ter prazer e vontadede retornar a escola, fazendo desta um local de diversão e lazer. Sendo assimKramer (2005) escreve que: Estudos contemporâneos sobre a infância enfatizam que a criança é um sujeito social, que possui história e que, além disso, é produtora e reprodutora do meio no qual está inserida, atuando, portanto como produtora de história cultural. (p.133). Abordamos assim a relevância da ludicidade na educação infantil, poisela é agente de um ambiente coerente e motivador. Ao inserir crianças em umespaço lúdico, estamos valorizando e respeitando a sua cultura, á sua vivênciae acima de tudo estaremos defendendo seus interesses particulares e desejos. A educação é um processo no qual desaliena uma sociedade como umtodo, fazendo-a progredir em todos os seus aspectos sejam eles econômicos,sociais entre outros, uma vez que educar é praticar a liberdade para lutar poruma sociedade mais igualitária, mais justa e humana. Segundo Gentili (2008): A educação torna-se uma prática de liberdade quando nos ajuda a construir os sentidos sobre os quais uma sociedade justa deve ser estruturada. A razão de ser a educação, em uma sociedade radicalmente democrática, reside em sua capacidade para gerar barreiras cognitivas e axiológicas, saberes e valores, sensibilidades e práticas que operam como defesas individuais e coletivas contra a humilhação que a violação dos direitos humanos produz (...) (p.149). Ainda em se tratando de educação é preciso afirmar que a mesmaprecisa ser inovada e adequada à realidade vivenciada pelos alunos e quetenha uma proposta que possa romper com os paradigmas existentespriorizando o ensino-aprendizagem, para que este aconteça de formaprazerosa. Foi nesta visão que se fez necessário abordar a ludicidade, por seruma temática determinante e pertinente no processo educacional do Brasil, do
  • 18. 17semi-árido nordestino baiano onde se localiza a cidade de Senhor do Bonfim.Esta última é a cidade onde se situa o lócus da presente pesquisa. Acreditamos, pois que as ações educacionais e formativas dos alunosirão depender em grande parte da postura dos professores em relação aoprocesso educativo como um todo, afinal eles são os mediadores doconhecimento, sendo que, suas atitudes e interferências no fazer pedagógicodependerão de suas compreensões de mundo. Diante desta abordagempretende-se saber: quais as compreensões que os professores da EducaçãoInfantil têm sobre ludicidade. Mediante a questão de pesquisa anteriormente apresentada, elucida-seo seguinte objetivo da pesquisa que é: identificar quais as compreensões queos professores da Educação Infantil têm de ludicidade. Assim surge a necessidade de discutirmos os conceitos-chave quenortearam esta pesquisa.
  • 19. 18 CAPÍTULO II2. REFERENCIAL TEÓRICO Através dos jogos e brincadeiras, a criança brinca para entender o seumundo. Expressar-se, organizar-se e principalmente socializar-se. É tambémbrincando que se constroem valores e se descobre novas formas de resolveros problemas do dia-a-dia. Brincar faz parte da natureza da criança, por isso asatividades lúdicas, viabilizam o desenvolvimento da criança sobre todos osaspectos da organização das coisas relacionadas ao seu cotidiano; desenvolvea linguagem e seus significados, a escrita, o raciocínio lógico, enfim,competências que um sujeito precisa para amadurecer seu pensamento e atuarno mundo como verdadeiro cidadão consciente de seus atos. Neste sentido o papel do professor se faz relevante para odesenvolvimento de todo esse processo. Para tanto, buscaremos identificarneste estudo a compreensão que os professores da educação infantil têmsobre ludicidade. Sendo assim, emergiram alguns conceitos-chaves que darãonorteamento a nossa discussão: Compreensões, Professores, Ludicidade eEducação Infantil.2.1 O sentido da compreensão no contexto social A palavra compreensão vem do latim “comprehensione - ato ou efeito decompreender, faculdade de perceber; percepção. Mas a percepção humanavai, além disso, porque, na realidade, ela comporta uma parte e empatia eidentificação” (FERREIRA, 1986, p.442). De acordo com o dicionário a língua portuguesa compreensão querdizer: “entender, assimilar, entender suas próprias motivações,comportamentos” (XIMENES, 2000; p.234).
  • 20. 19 Trabalhar no indivíduo o sentido da compreensão é de suma importânciapara que se tenha consciência de que fazemos parte de um todo emconstrução e reconstrução. Em relação á prática da docência é importante quese pratique o ato da compreensão, pois permite a troca entre aluno e professorgerada pela empatia e que trará bons resultados no futuro de ambos. Diantedesta perspectiva Freire (1992) afirma: Não importa em que sociedade estejamos, em que mundo nos encontramos, não é possível formar engenheiros ou pedreiros, físicos ou enfermeiras, dentistas ou torneiros, educadores ou mecânicos, agricultores ou filósofos, pecuaristas ou biólogos sem uma compreensão de nós mesmo enquanto seres históricos, políticos e culturais; sem uma compreensão de como a sociedade funciona (p.134). Sendo assim, para que se execute a ludicidade em suas práticaspedagógicas o professor precisa primeiramente compreender a ludicidade emtodo o seu contexto, compreender também em que mundo vive e que estácentrado no processo de integração dos alunos. Portanto, a ludicidade vem contribuir de forma significativa nosprocessos educativos, uma vez que ela favorece as experiências vivenciadaspelos alunos. Nesta visão Dallabona e Mendes (2004) ressaltam: O jogo e a brincadeira são experiências vivenciadas prazerosas. Assim também a experiência da aprendizagem tende a se contribuir em um processo vivenciado prazerosamente. A escola, ao valorizar as atividades lúdicas, ajuda a criança a formar um bom conceito de mundo, em que a afetividade é acolhida, a sociabilidade vivenciada, a criatividade estimulada e os direitos da criança respeitados (p.110). Cientes da importância do lúdico na formação integral das criançasinseridas na educação infantil, é que afirmamos o quão importante se faz porparte dos professores compreenderem o seu significado. Nesta perspectiva énecessário ressaltar que tal compreensão promoverá um trabalho significativoe gerador de conhecimentos. O lúdico na educação infantil, tem por objetivo oportunizar ao educador a compreensão do significado e da importância das atividades lúdicas na educação infantil, procurando provocá-lo, para que insira o brincar em seus projetos educativos, tendo
  • 21. 20 intencionalidade, objetivos e consciência clara de sua ação em relação ao desenvolvimento e á aprendizagem infantil (Id.Ibid). Sabemos que professores têm importante papel na formação dossujeitos e que antes de atender às necessidades de seus educandos é precisoconhecer as suas. O que se percebe na maioria dos modelos de educaçãoatualmente praticados é que professores não procuram entender asnecessidades da infância, mas, fazer exigência. Em contrapartida, acreditamosque os profissionais da educação precisam rever sua prática educativa, a fimde possibilitar aos alunos uma aprendizagem que abra caminhos paramudança social. Neste contexto, Gentili e Alencar (2005) conceituamprofessores e professoras como: (...) parteiras do futuro. Devem estar armadas de paciência, serenidade, conhecimentos e compreensão as mudanças que não acontecem fora das vontades dominantes na sociedade. Professores têm a delicada tarefa de investigar a mina que é cada pessoa, com suas preciosidades escondidas. Jóias que ele próprio, aluno ou aluna, muitas vezes desconhecem (p.110). O professor da educação infantil é um sujeito importante para odesenvolvimento dos educandos, pois através de suas compreensões demundo e ações educativas ele poderá interferir significadamente na formaçãodas crianças. Baseado nesta reflexão surge à necessidade de estudar oconceito de professor apresentado por teóricos.2.2 O Professor de Educação Infantil: os desafios inerentes aprofissão A educação traz muitos desafios para os que nela trabalham. Oprofessor é parte fundamental nos processos educativos e assim é preciso queele se conscientize de seu papel, que não se resume em transmitir conteúdos;uma vez que não existe mais área ou espaço para uma educação limitado amemorização, fatos e dados a respeito de determinados assuntos. Nestaperspectiva Dallabona e Mendes (2004) ressalvam: Na realidade, no contexto atual, já não há mais espaço para o professor informador e para o aluno ouvinte. Há muito chegou o tempo a convivência com a auto-aprendizagem, expressão autêntica da construção o conhecimento que força o professor a tornar-se um
  • 22. 21 agilizador do processo ensino-aprendizagem, e o aluno, um verdadeiro pesquisador (p.110). O professor vive em constante mudança, assim acontece com aeducação e ambos precisam caminhar paralelamente, buscando ações queobjetivem a melhoria e desenvolvimento de seus educandos. É evidente que o professor quando exerce em sua prática pedagógica aludicidade, ele está buscando melhorias para o desenvolvimento eaprendizagem de seus alunos, pois educar ludicamente não desenvolvesomente o cognitivo, mas o emocional e o social da criança, fazendo-a ter bomdesenvolvimento em todos seus aspectos. Mas é preciso ter cuidado para quenão se caia no vazio e desvalorização das brincadeiras, educar ludicamentenão é aplicar lições para o educando consumir passivamente, educar é um atoplanejado, que visa tornar o indivíduo consciente e situado no mundo. O lúdico vem de forma prazerosa seduzir as crianças para que elastenham vontade de aprender, resgatando e inovando o significado da palavraescola. Sendo assim Gentili e Alencar (2005) enfatizam: A professora não ensina, estimula a aprender. E só consegue isso se incorporar novos saberes já acumulados. Todo conhecimento autêntico é renovável, perenemente superável. Sim, cada educadora tem responsabilidade específica, profissional: organizar programa (ouvindo pais, alunos, comunidade escolar; indo além dos livros, portanto), preparar aulas, desenvolver recursos didáticos. Mas ela sabe que é mais importante produzir novas perguntas, levantar indagações, do que trazer respostas prontas e passar uma informação acabada (p.111). Para que se consiga atingir um nível equilibrado e pertinente naeducação infantil, é necessário que professores repensem a sua práticapedagógica, abrindo espaços para alegria, entusiasmo de aprender ereconstruir o conhecimento, anulando de seu cotidiano a rigidez e otradicionalismo que ainda perpetua em nossa educação. “Propomos,entretanto, aos educadores infantis, transferir o brincar em trabalho pedagógicopara que experimentem como mediadores, o verdadeiro significado da
  • 23. 22aprendizagem com direito de aprender”. (DALLABONA e MENDES, 2004,p.112). Vivemos em um mundo globalizado, onde o sistema capitalista norteia anossa educação, colocando em prática seus interesses e prioridades e por suavez vem alijando o professor de sua função. As atividades lúdicas infelizmentesão estereotipadas em nosso sistema de educação, justamente pelo falsosignificado que atribuem a elas, sendo também rotuladas de bobagem eestigmatizadas pelos interesses de classes dominantes. Portanto, cabe á escola e aos professores, introduzirem a prática daludicidade na educação infantil, ajudando os alunos a encontrar um sentidopara suas vidas. “Ao brincar, não se aprendem somente conteúdos escolares:aprende-se algo sobre a vida e a constante peleja que nela travamos (Id.Ibidem)”. Acreditamos, pois que é justamente na infância que a criança seidentifica com as brincadeiras, é realmente algo inerente nela. Desta formaenfatizamos o quanto é fundamental a ludicidade na educação infantil, uma vezque, os benefícios gerados são de grande valia para as crianças. Diante dissoé válido ressaltar que os professores precisam ter em seu cotidiano práticas,planejamentos e currículos atentados para questões lúdicas e assim tambémterem seus objetivos e a intenção de desenvolver a aprendizagem infantil. Ainda segundo Dallabona e Mendes (2004): È preciso que o professor assuma o papel de artífice de um currículo que privilegie as condições facilitadoras de aprendizagem que a ludicidade contém nos seus diversos domínios, afetivo, social, perceptivo-motor e cognitivo, retirando-a da clandestinidade e da subversão, explicitando-a corajosamente como meta da escola (p.112). Nas realizações das atividades lúdicas, é importante que o professor nãoas execute com insegurança ou desconhecimento de tais atividades,necessário se faz que ele pesquise, leia, busque alternativas variadas e que elepossa recriar. Nesta perspectiva Almeida (2003) enfatiza:
  • 24. 23 As atividades lúdicas alcançarão os seus objetivos e proporcionarão prazer nos alunos. Já que a maior preocupação nessa fase é oferecer á criança o maior número possível de estimulações e cuidados especiais para o seu desenvolvimento (p.90). Sabemos que o ensino precisa ser significativo para as crianças e assima busca de novas estratégias pedagógicas, como a ludicidade, vem diminuir asdificuldades do professor e facilitar o processo de ensino-aprendizagem. Assimsegundo Kulisz (2004, p.52): O gosto pela docência está associado com o conhecimento pedagógico do professor e com a experiência do prazer que ela deposita na sua ação educativa, transformando essas experiências de aprendizagens em momentos significativos para os alunos. O professor necessita ser um organizador do ensino, de modo que seorganize situações que possibilite ao aluno adquirir consciência do significado oconhecimento a ser alcançado e de forma sedutora busque cada vez mais aintegração de seus alunos na escola e fora dela. Kulisz citando Alves (2000)diz que: “O ato de ensinar está também associado com a sedução, pois paraele, o professor deverá fazer do conhecimento, um instrumento de prazer parao aluno (...)” (p.18). Na educação infantil o professor que se identifica com a docênciaprocura, através de suas ações educativas, construírem um ambiente quepropicie às crianças aconchego, caminho, atenção e compreensão,possibilitando-lhes movimentar-se, expressar-se e relacionar-se de acordo comas suas necessidades. Diante deste contexto é válido afirmar que o professor que não gosta ounão saiba brincar, será muito difícil, desenvolver atividades lúdicas com seusalunos. Deste modo, é que se faz necessário que o professor desenvolva suaprópria ludicidade, desenvolva seu próprio prazer, para que não caia nademonstração da artificialidade ao executar a ludicidade. Para desenvolver uma melhoria na qualidade do ensino por meio dolúdico, é necessário que os professores busquem estar participando de
  • 25. 24formações educativas, a fim de aprimorar e ampliar seus conhecimentos, eassim estabelecer novos significados das questões referentes ao processo deensino aprendizagem, por meio do lúdico. Sendo assim, é importante estarmoscompreendendo o significado de ludicidade e sua importância na educação.2.3 A importância da ludicidade no processo de ensino-aprendizagem As crianças começam a estabelecer suas primeiras vivências coletivasdurante a gravidez e a partir do momento que ela nasce, surgem os contatosfamiliares, fazendo com que elas sintam a presença do outro e percebam ainfluência que as relações efetivas terão durante a construção de suaconsciência individual e coletiva. Para tanto, nos respaldamos em Maturana(2004), que aprofunda essa reflexão afirmando o seguinte: Adquirimos consciência individual e social por meio da consciência corporal operacional. Esta, por sua vez, é por nós adquirida, no livre brincar com nossas mães e pais ao crescermos como seres que vivem na linguagem, na intimidade de nossa convivência com eles. Perdemos nossa consciência social individual à medida que deixamos de brincar. E assim transformamos nossas vidas numa contínua justificação de nossas ações em função de suas conseqüências, num processo que nos torna insensíveis em relação a nós mesmos e os demais (p.232). Desde os tempos remotos sabemos que as atividades lúdicas estiverampresentes no processo educativo, mas em nosso país, só houve maiordiscussão sobre o assunto, na década de 90, após a promulgação de nova Leide Diretrizes e Bases (LDB/1996), que possibilitou um repensar pedagógico emtodas as escolas e assim a atividade lúdica ganhou relevância e pertinênciacomo auxiliar da construção do conhecimento. O lúdico tem sua origem na palavra latina “ludus”, que significa “jogo”,mas o termo lúdico, em uso concepção mais abrangente, não pode limitar-sesomente a jogo e sim ao brincar, pois desperta prazer e espontaneidade.Diante disso Luckesi (2008) ressalta: O que a ludicidade traz de novo é o fato de que o ser humano, quando age lucidamente, vivencia uma experiência plena. Com isso, queremos dizer que na vivência de uma atividade lúdica, cada um de
  • 26. 25 nós estamos plenos, inteiros nesse momento; nos utilizamos da atenção plena, como definem as tradições sagradas orientais. Enquanto estamos participando verdadeiramente de uma atividade lúdica, não há lugar na nossa experiência, para qualquer outra coisa além dessa própria atividade... estamos inteiros, plenos flexíveis, alegres, saudáveis (p.2). A ludicidade implica diretamente na formação da criança e está ligadaaos aspectos afetivos e emocionais desses alunos que se envolvem nassituações cotidianas da escola. Conforme Almeida (2003): A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integrando-se ao mais alto espírito democrático enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. A sua prática exige participação franca, criativa, livre e crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio. (p.110). A ludicidade na educação infantil é de grande relevância, pois quando osalunos começam a brincar, jogar... Descobrem suas limitações sejam elasrelacionadas à psicomotricidade, aspectos físicos e inclusive a vivência social,quem vem se tornando hoje um dos grandes problemas da nossa sociedadeindividualista que sofre com pessoas frustradas com grande dificuldade detrabalhar ou viver em grupo. A Ludicidade favorece o contato pessoal e permiteque a criança sinta o outro interagindo na sua vida. Dentro desse contextoDallabona e Mendes (2004) explicam: Brincando o sujeito aumenta a sua independência, estimula sua sensibilidade visual e auditiva, valoriza sua cultura popular, desenvolve habilidades motoras, exercita sua imaginação, sua criatividade, socializa-se, interage, reequilibra-se, recicla suas emoções, sua necessidade de conhecer e reinventar e, assim, constrói seu conhecimento (p.108). O professor da educação infantil é um dos principais responsáveis poruma prática pedagógica respaldada na ludicidade, pois como mediador doconhecimento, ele poderá desenvolver uma formação crítica e politizada detodos os alunos que estão sob sua responsabilidade. Campos (1986), afirmaesta idéia ao dizer que: A ludicidade poderia ser a ponte facilitadora daaprendizagem se o professor pudesse pensar e questionar-se sobre sua formade ensinar, relacionado a utilização do lúdico como fator motivante de qualqueraula”. (p.17).
  • 27. 26 Portanto é importante que o professor trabalhe e descubra as dimensõeslúdicas que existem em sua essência no seu trajeto cultural, de forma quepossam aperfeiçoar sua ação educativa. Segundo Feijó (1992): “O lúdico éuma necessidade básica da personalidade do corpo e da mente, faz parte dasatividades essenciais da dinâmica humana”. (140). A sociedade atual é cenário de vivências conturbadas, onde a maiorparte das pessoas desvalorizam o lúdico, devido a sobrecarga de atividadesprofissionais. Sendo assim, muitas famílias não socializam com seus filhos osvalores que aprenderam durante a sua infância, inclusive as brincadeiras quefazem parte de seu contexto social e que há tempos atrás eram utilizadas comoforma de perpetuação dos hábitos culturais. Diante disso percebemos que as crianças já não vão mais às ruas parabrincar de bolas de gudes, pipas, pião, amarelinha, correr se divertir, mas ficamem casa em frente a televisão ou computador que afastam a criança doconvívio social, uma vez que os programas utilizados e assistidos, em suamaior parte não apresenta estruturas educativas. É importante ressaltar quefatores como a violência, se faz presente em nossa sociedade, se tornando umoutro aspecto que contribui para que as crianças não brinquem nas ruas. Em se tratando às questões relacionadas à ludicidade, Silva (2005) diz: A criança já nasce com a necessidade de brincar. Hoje infelizmente, as crianças não possuem o mesmo privilégio que as crianças de alguns anos atrás possuíam. Elas podiam brincar tranquilamente na rua, até uma certa hora da noite, sem problemas. As brincadeiras eram transmitidas pelos pais e avós, e criadas pelas próprias crianças. Elas brincavam intensamente todos os dias. A vivência era rica e muito importante (p.19). Acreditamos que o ato de brincar é tão pertinente para a criança damesma forma que as atividades profissionais são importantes para o adulto.Por isso o lúdico de um modo geral, sendo aplicado com o propósito de educarou não, traz o contexto vivenciado no cotidiano para um fazer ativo, refazendo-os ao relacioná-los com o imaginário. Quando as crianças brincam, elas
  • 28. 27constroem o mundo dentro de seu contexto sócio-cultural, e isso irá ter reflexosem sua vida futura.2.4. Um Novo Olhar Sobre a Educação Infantil A infância é uma fase importantíssima para o ser humano e assimprecisa ser encarada como fator primordial pelo adulto. A concepção deeducação infantil é historicamente construída e constantemente vem mudandono decorrer dos tempos. No Brasil a educação infantil, teve sua origeminfluenciada pela revolução industrial, uma vez que a mulher abandona os seusafazeres domésticos, como cuidar da casa e dos filhos e se insere no mercadode trabalho para auxiliar nas despesas da família. E foi nesse contexto que a função assistencialista foi atribuída àeducação infantil, que por muito tempo foram considerados como verdadeirosdepósitos, onde seus filhos têm alimentação e um local gratuito para ficarenquanto as mães saem para trabalhar. Diante disso, Kramer (1998) aborda: A herança histórica de constituição de educação infantil como etapa da escolarização da criança pequena muitas vezes impede a percepção de que “a educação infantil não se restringe aos aspectos sanitários ou assistencial, mas não se resume tampouco, á mera antecipação da escolaridade nem á transmissão seqüencial de informações”(p.7). A educação infantil precisa ser constituída de um espaço que visadesenvolver as crianças em todos os seus aspectos, que busque priorizar-laem todas as suas diferenças e assim romper com paradigmas e rótulosdirecionados a ela. Há tempos a educação infantil não promovia uma integraçãoeducacional e as crianças não tinham privilégios, mas aos poucos essecontexto vem sofrendo modificações, uma vez que a educação infantil, hojeobrigação do município e do Estado busca melhorias na qualidade do ensino,
  • 29. 28buscando a formação de crianças críticas e afetivas por meio de inovação daprática pedagógica. Mas é válido ressaltar que esse processo é gradativo, pois ainda éperpetuado em nosso meio social um estereótipo que inferioriza a educaçãoinfantil ao compreendê-la como desnecessária. Ainda Kramer (2005) salienta: O que se observa ainda, nas práticas de educação infantil é uma ênfase ora em aspectos assistenciais, ora em caráter pedagógico, no sentido de transmissão de conhecimentos. Cabe perguntar: no contexto dessas práticas, onde fica a criança como sujeito social? Sua história, seu saber, sua identidade, que espaço tem ocupado a criança como sujeito histórico-cultural nas políticas de formação dos professores de educação infantil? (p.135). Sabemos que a infância é perpetuada por brincadeiras e diversões, masquando atrelamos o brincar com a educação infantil, percebemos o descaso ea desvalorização por parte dos que formam a comunidade escolar. Nestaperspectiva é que abordamos o lúdico como instrumento prazeroso e facilitadorno processo de aprendizagem da educação infantil. O lúdico não só proporciona prazer nas crianças, como promove todoum desenvolvimento necessário para que ela se torne um adulto saudável eativo na sociedade. Acreditamos, pois, que o lúdico não é a única maneira deauxiliar com eficiência no desenvolvimento do infante, mas é relevante epertinente no processo de formação dele. Assim os professores precisam trabalhar ludicamente, tendo consciênciae conhecimento da ludicidade para que não corra o risco de tornar taisatividades sutis. Para Friedmann (2002): É fundamental tomar consciência de que a atividade do lúdico infantil fornece informações elementares a respeito da criança: suas emoções, a forma como interage com seus colegas, seu desempenho físico-motor, seu estágio de desenvolvimento, seu nível lingüístico, sua formação moral, e mais, nessa perspectiva, o professor é mais do que um orientador: ele deve ser um desafiador, colocando dificuldades progressivas no jogo, como uma forma de avançar nos seus propósitos de promover o desenvolvimento ou para fixar a aprendizagem. Esse é o grande papel do professor enquanto educador lúdico e criativo. (p.14-15).
  • 30. 29 Sabemos que a educação é definitiva na formação do sujeito, sendo elasresponsável pelo desenvolvimento da criança. Durante muito tempo a criançafoi a miniatura de um adulto, ou seja, ela era humilhada e reprimida pelo adultoe somente fazia o que lhe era determinado. Com o passar dos anos foi se observando a importância da educaçãoinfantil na vida das crianças e o que pode desencadear de forma positiva paraelas. Assim o Estado, determinado pela constituição de 1988, passou alegalizar com seu dever e direito das crianças. Nesta perspectiva diz a LDB(Lei de Diretrizes e Bases) Art. 29: “A educação infantil, primeira etapa daeducação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criançaaté seis anos de idade, complementando a ação da família e da comunidade(Lei 9394, de dezembro de 1996)”. A educação infantil é uma etapa que ao longo do processo educativo,passou por várias fragmentações decorrentes de políticas precárias edesfavorecimento em toda a sua estrutura funcional, pedagógica e social.Segundo Kramer (2005): Quanto à historia e política de educação infantil, no Brasil é constante a prática de criar e extinguir órgãos com as mesmas funções. Mais que um problema administrativo, essa pulverização revela que a criança é encarada de modo fragmentado (p.17). Saúde, assistência e educação não se articularam ao longo da história,ao contrário, o atendimento se fragmentou, e cada área é apontada comocausa quando na verdade é conseqüência das condições em que vivem ascrianças. A educação infantil passou a utilizar a ludicidade no processo deformação das crianças, a partir do momento que se identificou no modelotradicional de educação uma ação pedagógica que desfavorecia os jogos, asbrincadeiras e a aprendizagem de forma divertida. Sendo assim percebeu-se o lúdico como instrumento prazeroso efacilitador no processo de ensino-aprendizagem da educação infantil, que visadesenvolver um caminho para o saber, e que promova a formação de
  • 31. 30indivíduos independentes, para que as crianças consigam refletir de formacrítica sobre si e sobre o mundo em que vivem. É comum ouvimos dizer que a escola é lugar de estudar e não debrincadeiras e isso faz com que as crianças percam o direito de brincar. Diantedisso, Alves (2008) afirma que: Mesmo sabendo que o lúdico facilita a aprendizagem, as brincadeiras e o jogo na escola ainda são marginalizados, pois, apesar de serem reconhecidos “Como meios de comunicação e expressão, é ainda bastante sutil a sua legitimidade enquanto elementos educativos dentro da escola, possivelmente, por obterem ainda uma conotação sem significado, voltados para a não seriedade”. (p. 2). Compreendemos a educação infantil, como etapa inicial da formação deum indivíduo e isso requerem atenção e cuidados voltados para eles. É naeducação infantil que a criança inicia os seus primeiros contatos, ou seja, apósa socialização com a família, ela se insere na escola em busca do mesmoprazer e aconchego que existe em casa. Nesta visão Almeida (2003) relataque: A esperança de uma criança, ao caminhar para a escola é encontrar um amigo, um guia, um animador, um líder, alguém muito consciente e que se preocupe com ela e que faça pensar, tomar consciência de si e do mundo e que seja capaz de dar-lhe as mãos para construir com ela uma nova historia e uma sociedade melhor (p. 195). Esse período da educação deve ter suas práticas pedagógicas voltadaspara o desenvolvimento cognitivo, social e psicomotor da criança, buscandosempre priorizar seus anseios e vivências no decorrer do cotidiano, valorizandotodo o seu contexto, visto que a criança não é um ser vazio, mas que traz umabagagem dentro de si e muitas vezes passam despercebidos oudesvalorizados por seus professores. Por isso, acreditamos que por meio daludicidade o professor possibilitará às crianças maior dinamismo, edesenvolvimento como sujeito construtor de sua história e cultura. Os caminhos desta pesquisa foram norteados por dados quantitativos equalitativos que nos permitiu discutir a metodologia utilizada para realizaçãodeste trabalho.
  • 32. 31 CAPÍTULO III3. OS CAMINHOS DA PESQUISA O processo metodológico é uma etapa primordial dentro de umaproposta de pesquisa na área das ciências humanas, uma vez que fornece ossubsídios necessários para análise e interpretação de dados. Portanto,compreendemos que a metodologia está relacionada às concepções teóricas epráticas de uma determinada realidade. Minayo e Deslandes (2008) apontam: Entendemos por metodologia o caminho do pensamento e a prática exercida na abordagem da realidade, ou seja, a metodologia inclui simultaneamente a teoria da abordagem (o método), os instrumentos de operacionalização do conhecimento (as técnicas) e a criatividade do pesquisador (sua experiência), sua capacidade pessoal e sua sensibilidade) (et.al, p.14). A metodologia da visibilidade à forma de como será conduzida umapesquisa. Por meio dela, o pesquisador busca respaldo em algumas técnicasque tenham coerência em relação à proposta de estudo. Sendo assim,utilizamos a pesquisa qualitativa permeada por dados quantitativos e norteadapor instrumentos de coleta de dados, a fim de alcançarmos nosso objetivo.3.1 Pesquisa qualitativa A abordagem do trabalho desenvolvido foi no modelo de pesquisaqualitativa, a qual oferece um vasto campo de opções para o pesquisador, quenecessita ter bom senso, autocrítica sobre o conhecimento da temáticapesquisada e os limites que esta prática impõe, ou seja, o pesquisador da áreasocial e educacional não poderá compreender as informações somente demaneira quantitativa. Nesta visão, a pesquisa qualitativa segundo Ludke eMenga (1986): “enfrenta desafios, pois a mesma deverá captar a realidadedinâmica e complexa de seu objeto de estudo”.
  • 33. 32 A opção por este paradigma se deu pelo fato de estarmos inseridos emum contexto educativo, onde os sujeitos principais são indivíduos ricos emdiversidade cujas ações cotidianas são perpassadas por conflitos esubjetividades. Machado e Almeida (2006) salientam que: A pesquisa qualitativa (interpretativa) é considerada como aquela onde os pesquisadores interessam-se por compreender os significados que os indivíduos dão a sua própria vida e as suas experiências. O ponto de vista, o sentido que os atores dão aos seus comportamentos humanos e sociais. Mas estes significados e estas interpretações são abordados nas interações sociais onde os aspectos políticos e sociais afetam os pontos de vista dos atores. Há concordância de que interesses sociais e políticos orientam as integrações dos atores (p.32). Dentro da proposta de estudo sobre ludicidade na educação infantil,compreendemos como relevante o contato do pesquisador e sujeitopesquisado, pois tivemos maiores possibilidades de estabelecer contatos ecompreender o contexto em que estamos inseridos. Ludke e Menga (1986)enfatizam: “a pesquisa qualitativa envolve a obtenção de dados descritivos,obtidos no contato direto do pesquisador com situação estuda, enfatiza mais oprocesso do que o produto e se preocupa em retratar a perspectiva dosparticipantes” (p.13). A pesquisa educacional com subsídio da pesquisa qualitativa necessitade um ambiente para que possa analisar seu objeto de estudo.3.2 Lócus da pesquisa O lócus escolhido para a realização da pesquisa teve grandepertinência, pois fez com que o pesquisador refletisse sua proposta de estudo.Sendo assim foram escolhidos duas escolas públicas municipais, situadas nacidade de Senhor do Bonfim: Escola Municipal Chapeuzinho Vermelho queatende a quatro turmas de educação infantil, duas nos turno matutino e duasno turno vespertino e a Fundação de Assistência a Criança e ao Adolescente
  • 34. 33(FUNDAME), que atende três turmas de Educação Infantil, sendo que todas astrês funcionam no turno matutino.3.3 Sujeitos da pesquisa Os sujeitos foram 07 professoras da educação infantil das escolasmunicipais supracitada, sendo que 03 professoras trabalham na (FUNDAME) e04 na Escola Municipal Chapeuzinho Vermelho. Esses sujeitos foramescolhidos em nossa pesquisa, pelo fato de estarem inseridos em um contextode educação infantil municipal, como também por compreendermos aimportância que esses profissionais têm na formação das crianças.3.4 Instrumentos de coleta de dados Utilizamos como instrumentos de coleta de dados a observação, oquestionário fechado, e o questionário semi-aberto para identificarmos ascompreensões que os professores de educação infantil têm sobre ludicidade.Vale ressaltar que os sujeitos da pesquisa se negaram a participar daentrevista precisando a pesquisadora mudar o recurso da pesquisa o que nãoalterou significadamente a sua trajetória. Para tanto, é relevante estarmos discutindo e aprofundando cada umdos instrumentos.3.4.1 Observação A observação constitui-se em um procedimento relacionado à pesquisaqualitativa. É uma atividade que requer atenção e olhar aguçado, pois éjustamente nas ações simples do dia a dia de nossas escolas, professores ealunos, que somos conduzidos a compreender os fatores que favorecem, oucausam regresso ao processo de ensino aprendizagem. Em relação a esteinstrumento Marconi e Lakatos (1996) afirmam:
  • 35. 34 A observação é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se desejam estudar (p.79). Através da observação tivemos a oportunidade de melhor conhecer osnossos sujeitos, o lócus da pesquisa e suas interações que ampliaram nossoshorizontes em relação às questões relacionadas à ludicidade. Dessa forma,Ludke e Menga (1986) afirmam que: “a observação é o método mais adequadopara investigar determinado problema” (p.26). A observação auxiliou a pesquisadora na identificação dos aspectosrelevantes à problemática pesquisada. Desempenhando papel importante nocontexto da descoberta e no contato mais direto com a realidade, possibilitandoa aplicação de outros instrumentos para a coleta de dados.3.4.2 Questionário fechado A utilização do questionário aconteceu por acreditarmos que este é uminstrumento eficiente, popular e pode ser utilizado para diversos fins. Com elepudemos levantar informações pertinentes para facilitar a compreensão daproblemática apresentada. O questionário fechado não exige a presença dopesquisador no momento da aplicação. Sobre esta técnica, Barros (2000)afirma que: O questionário é o instrumento mais utilizado para o levantamento de informações. Não está restrito a uma determinada quantidade de questões, porém aconselha-se que não seja muito exaustivo, desanimado (p.90). Em se tratando deste instrumento de coleta de dados, Forquin (1993)aborda o seguinte: Um questionário não é uma seqüência de perguntas colocadas umas após outras, sem nenhum cuidado, mas um arranjo de questões que segue uma ordem rigorosamente estudada, tanto no que diz respeito à ordem geral das questões, como ao número de questões elaboradas (p.123).
  • 36. 35 O questionário é considerado também como uma técnica verbal. Porisso percebe-se a sua utilidade em uma investigação social, apesar de que talinstrumento não faz interferências no comportamento dos sujeitos como acomo outras técnicas qualitativas. Portanto, Dotta (2006) enfatiza o seguinte: Dentre as técnicas verbais, encontram-se ainda o questionário que, embora possua limitações para captar o contínuo burburinho e diálogo permanente ao qual Moscovici se refere, pode ser útil e talvez o único instrumento viável quando se trata de grandes amostras (p.43). Dentre as várias possibilidades que o questionário proporciona,estaremos utilizando com maior eficácia o questionário fechado, a fim de traçaro perfil dos sujeitos de pesquisa e identificar posturas e compreensões dossujeitos em relação ao problema da pesquisa. Segundo Barros (2000), oquestionário fechado é aquele que apresenta categorias ou alternativas derespostas fixas. Este instrumento visa também adquirir informações que estejamrelacionadas à idade, gênero, estado civil, religião, renda mensal e etc. Trivinos(1987) afirma que: “sem dúvida o questionário fechado, de emprego usual notrabalho positivista, também o podemos utilizar na pesquisa qualitativa” (p.137).Ao lado da observação e do questionário fechado, nos subsidiamos também noquestionário aberto.3.4.3 Questionário Semi-aberto: Outro instrumento utilizado na pesquisa foi o questionário aberto, queuma vez aplicado aos sujeitos trouxe relevantes contribuições para nossaanálise. O questionário apresenta um conjunto de questões pré-estabelecidas,que serão respondidas pelos pesquisados. Dessa forma, esclarecemos queentre as variantes desse instrumento, optamos por ele. Também chamamos livres ou não limitados, são os que permitem ao informante responder livremente, usando linguagem própria, e emitir opiniões. Possibilita investigações mais profundas e precisas; entretanto, apresenta alguns inconvenientes: dificulta a resposta ao
  • 37. 36 próprio informante, que deverá redigi-la (MARCONI E LAKATOS, 1990, p.89). A aplicação do questionário não exige a presença do pesquisador nomomento em que esta sendo respondido. Entretanto, é preciso ter cautela eatenção no momento de sua análise para garantir a eficácia e validade dasinformações nele contidas: Eis algumas vantagens: a) Economizar tempo, viagens e obtêm grande número e dados. b) Atinge maior número de pessoas simultaneamente. c) Abrange uma área geográfica mais ampla. d) Há mais tempo para responder e em hora mais favorável. (idem, p.89). Mas é válido ressaltar que o questionário aberto também apresentaalgumas limitações, pois a não presença do pesquisador durante suaaplicação, repercutirá no atraso para serem devolvidos. Andrade (2007)explica: Para elaborar as perguntas de um questionário é indispensável levar em conta que o informante não poderá contar com as explicações adicionais. As perguntas abertas dão mais liberdade de resposta, proporcionam maiores informações... (p.136-137). Durante a aplicação, buscamos garantir o anonimato dos sujeitos, bemcomo não interferir nas respostas que eles elaboravam. Sabemos que nenhuminstrumento, garante por si só a veracidade das informações adquiridas.Portanto, a união dos três instrumentos (observação, questionário semi-abertoe questionário fechado) permitiu-nos maiores possibilidades de compreenderinformações coletadas.
  • 38. 37 CAPÍTULO IV4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS A análise e interpretação de dados dessa pesquisa foi subsidiada pormeio dos teóricos e possibilitou adquirir um maior conhecimento a cerca dacompreensão dos professores de educação infantil sobre ludicidade. E assimse faz necessário dizer que este é um momento crucial da pesquisa, poisconsidera todo o seu contexto de forma crítica. A seguir apresentamos as categorias construídas a partir das falas dosprofessores, obtidas através dos instrumentos aplicados na investigação.4. 1Características dos sujeitos pesquisados: Esta categoria apresentará o resultado obtido com a aplicação doquestionário fechado que objetivou conhecer os professores de educaçãoinfantil envolvidos na pesquisa. A seguir apresentamos o perfil dos sujeitosconforme categorias estabelecidas:4.1.1 Gênero Dentre os sujeitos pesquisados, há uma forte predominância do sexofeminino, que representa 100%. Isso reafirma o que aprendemos ao longo denosso processo formativo, apontando a história do surgimento das escolas deeducação infantil que abrange ainda uma função assistencialista na visão domeio social. Esta etapa da educação ainda se restringe aos cuidados daprofessora para cuidar e proteger as crianças, tornando seu papel igual ousemelhante ao da mulher no lar. Sendo assim, é válido ressaltar que aindaexiste uma forte feminilização do magistério. Nesse contexto, os Referenciaispara Formação de Professores (1999, p.31) aponta: “A feminilização da função,
  • 39. 38ao invés de representar de fato uma conquista profissional das mulheres, tem-se convertido num símbolo de desvalorização social”. Gênero Feminino 100% Figura 01: Gênero Fonte: Questionário fechado respondido pelos sujeitos da pesquisa É válido enfatizar que essa desvalorização promove uma compreensãoequivocada a cerca da mulher que com suas lutas e conquistas vem buscandonovos significados e sentidos quanto à formação e educação das crianças.Ainda assim, Santos (1999) enfatiza: “A feminilização do magistério ocorreucom a luta das mulheres para se estabelecerem profissionalmente,configurando um nicho no mercado de trabalho ocupado por mulheres” (p.45). Portanto, a construção histórica da educação infantil ainda permeia emnosso meio social como uma etapa de educação que está direcionada aoscuidados das mulheres, mas que felizmente vem surgindo gradativamentenovos paradigmas em relação a este fato que promove um novo neste sentido,e que aos poucos vem modificando as concepções da sociedade.4.1.2 Formação: Os dados apontam que 57% dos sujeitos são graduados no curso depedagogia, 14% possuem especialização e 29% possuem formação mínima nomagistério. Sendo assim, é interessante abordar que os profissionais da
  • 40. 39educação infantil estão buscando qualificação profissional para a melhoria desua prática pedagógica e isso se deve a legitimação do curso de educaçãoinfantil como primeira etapa da educação básica após a promulgação da LDB9394/96. Formação 14% 29% Magistério Pedagogia Especialização 57% Figura 02: Formação Fonte: Questionário fechado respondido pelos sujeitos da pesquisa4.1.3 Características dos professores segundo o tempo de docência: No que se refere ao tempo de exercício no magistério, dadosdemonstram que todos os sujeitos desta pesquisa possuem acima de 3 anosde trabalho. Sendo que 43% exercem a profissão entre 4 a 5 anos e 57% queexerce a função acima de10 anos. É relevante observar que a maioria dossujeitos pesquisados exerce a docência há muito tempo. Tempo de docência 43% Entre 4 a 5 anos Acima de 10 anos 57% Figura 03: Tempo de docência Fonte: Questionário fechado respondido pelos sujeitos da pesquisa
  • 41. 404.1.4 Renda mensal Ao analisarmos a figura abaixo que se refere a renda mensal dossujeitos, percebemos que 100% das professoras recebe mais de um saláriomínimo correspondente a 20 horas de trabalho semanal , sendo que asprofessoras que possuem graduação ou especialização recebe um salário umpouco superior ao dos professores que possuem somente o nível médio. Renda mensal Mais de um salário mínimo 100% Figura 04: Renda mensal Fonte: Questionário fechado respondido pelos sujeitos da pesquisa Diante desses dados observamos que a qualificação dos profissionaisda educação infantil também implica em um aumento de salário além de trazermelhorias na prática docente. A função do professor no contexto educacional éde suma importância para a melhoria da educação e infelizmente a suadesvalorização salarial implica no seu desempenho tornando muitas vezes oprofessor desestimulado.4.1.5 Carga horária de trabalho:
  • 42. 41 Das 07 professoras pesquisadas, 43% trabalham um turno com cargahorária semanal de vinte horas e 57% trabalham dois turnos com carga horáriasemanal de quarenta horas. Carga horária de trabalho Trabalha dois turnos 43% Trabalha um turno 57% Figura 05: Carga horária de trabalho Fonte: Questionário fechado respondido pelos sujeitos da pesquisa Fica evidente que a maioria dos entrevistados trabalha dois turnos e issose deve a grande necessidade de suprir suas carências. Infelizmente o fato detrabalhar assim muitas vezes compromete sua atuação como docente, poisalém de trabalhar com a educação infantil, também trabalham com outrasséries no turno oposto e isso faz com que não obtenha tempo e disposiçãopara preparar atividades lúdicas que requer mais dedicação e planejamento.4.1.6 Quantidade de alunos por turma: Em se tratando da quantidade de alunos por sala observamos que 100%das turmas trabalhadas pelos sujeitos desta pesquisa, possuem mais de 20alunos por sala de aula. Assim observando o gráfico podemos perceber que assalas estão bastante lotadas. Quantidade de alunos por sala Acima de 20 alunos
  • 43. 42 Esse aspecto implicará no desenvolvimento da turma que pelo fato deser superlotada, comprometerá o trabalho das professoras, afinal as atividadesdesenvolvidas em uma turma de educação infantil, requer mais atenção,atendimento individualizado, espaço e respeito às limitações de cada criança.4.1.7 Capacitação das professoras para trabalhar com a ludicidade: Observando a figura abaixo percebemos que 71% das professorasobtiveram capacitação para trabalhar com a ludicidade na graduação emPedagogia e 29% adquiriram capacitação na experiência de trabalho cotidiano.Ressaltamos ainda que nenhuma das professoras adquiriram capacitação paratrabalhar com o lúdico em formações continuadas. Capacitação para trabalhar com a ludicidade 29% Graduação Experiência 71% Figura 07: Capacitação para trabalhar com a ludicidade Fonte: Questionário fechado respondido pelos sujeitos da pesquisa4.1.8 Conceito de ludicidade por parte dos sujeitos: Dentre as diversas questões contidas no questionário fechado, umadelas perguntava o que as professoras entendem por ludicidade. Sendo assim
  • 44. 43informamos que 100% das pesquisadas optaram por a mesma alternativa queaborda o seguinte: Ludicidade significa um brincar significativo no processo deensino-aprendizagem. Conceito de ludicidade Um brincar significativo no processo de ensino aprendizagem 100% Figura 08: Conceito de ludicidade Fonte: Questionário fechado respondido pelos sujeitos da pesquisa Diante da opção escolhida pelos sujeitos observamos que eles possuemum conhecimento significativo sobre o tema aqui abordado.4.2 Dados do questionário aberto. A partir desse momento estaremos apresentando nossas reflexões combase nos resultados obtidos através da aplicação do questionário aberto àsprofessoras pesquisadas. Para tanto, pontuamos que a análise realizadapassou por um processo de categorização mediante a apresentação dascompreensões identificadas e para que preservemos a identidade dos sujeitosutilizamos a sigla Profª e números arábicos crescentes de 1 a 7 como códigode identificação. Este procedimento nos possibilitou estabelecer 3 categoriasfacilitando organização dos dados coletados. A ludicidade como instrumentopertinente na prática pedagógica, Ludicidade: o brincar e suas potencialidadesno desenvolvimento da criança. Ludicidade: uma forma divertida de aprender.4.2.1 A ludicidade como instrumento pertinente na prática pedagógica
  • 45. 44O lúdico é uma maneira diferente de ensinar, pois permite um desenvolvimentoglobal e uma visão de mundo mais real. Através desse processo a criançaconsegue expressar seus anseios e conviver com adversidades existentes nodia a dia. ...Pois brincando a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e confere habilidades preparando-se para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios e a participar na construção de um mundo melhor (Profª1). Através do lúdico a criança aprende com mais facilidade e expressa suas idéias, seus sentimentos e medos (Profª2).Diante de tais discursos percebemos a existência de uma compreensãofavorável em relação a ludicidade por parte das professoras, pois ao assumiruma postura que prioriza as atividades lúdicas, demonstram a pertinência daludicidade na prática pedagógica. De acordo com o Referencial CurricularNacional para a Educação Infantil: Por meio de brincadeiras os professores podem observar e construir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em conjunto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades de uso das linguagens, assim como de suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que dispõem. (BRASIL, 1988, p.28). A prática da ludicidade é uma metodologia que proporciona mais prazere significado ao processo de ensino aprendizagem tendo em vista que étambém um instrumento que propicia um estímulo da vida social e odesenvolvimento da criança. Professoras afirmam: O lúdico na educação infantil ou séries iniciais, ou seja, aplicado à prática pedagógica não apenas contribui para a aprendizagem da criança, como também possibilita ao professor tornar as aulas mais dinâmicas e prazerosas (Profª6). As crianças desenvolvem capacidades importantes, tais como atenção, imitação, a memória, a imagina e a socialização por meio da interação e da utilização e experimentação de regras e papéis sociais (Profª5). Acreditamos que as professoras podem encontrar nas brincadeiras ejogos, um meio eficiente de fortalecer e subsidiar sua prática educativa,
  • 46. 45principalmente quando atua em uma turma de educação infantil. Santos (1997)aponta: A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização comunicação, expressão e construção do conhecimento. (p.12). Quando as professoras expressam compreensões condizentes com osatuais estudos que estão refletindo a ludicidade, nos fazem perceber que umaaprendizagem prazerosa deixou de estar apenas nos conceitos dos grandesteóricos e passou a fazer parte das atividades cotidianas de algumas escolas.4.2.2 Ludicidade: o brincar e suas potencialidades no desenvolvimento dacriança O brincar está presente na vida do ser humano desde a sua existência einclusive na fase da infância, pois a criança brinca não como uma forma depassa tempo, mas sim como uma necessidade básica. Portanto, para manter oequilíbrio com o mundo a criança necessita criar, inventar, reinventar, brincar,jogar, entre outras atitudes que lhe proporcione prazer e desenvolvimento.segundo as professoras: A criança compreende a realidade través do brincar, interagindo com outras crianças e participando de experiências reais (Profª7). Enquanto se divertem as crianças nem imaginam que estão se conhecendo, aprendendo e descobrindo o mundo (Profª5). O brincar desencadeia diversas potencialidades, pois através desseprocesso as crianças estimulam sua sensibilidade, aumentam suaindependência desenvolve a coordenação motora, valoriza sua cultura popular,socializa-se, entre outros. Nesse sentido, quando brinca a criança constróiconhecimentos e estimula sua formação de conceitos. Nesta perspectiva Negrine (1994) salienta:
  • 47. 46 As contribuições das atividades lúdicas no desenvolvimento integral indicam que elas contribuem poderosamente no desenvolvimento global da criança e que todas as dimensões estão intrinsecamente vinculadas: a inteligência, a afetividade, a motricidade e a sociabilidade são inseparáveis sendo a afetividade a que constitui a energia necessária para a progressão psíquica, moral, intelectual e motriz da criança (p.19). Eis algumas compreensões com elementos que evidenciam as potencialidadesdo brincar: È através da ludicidade que a criança estimula a criatividade, a socialização a crítica, desenvolvendo a linguagem o pensamento e a auto-estima (Profª1). È uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. os pequenos e envolvem nas atividades de faz-de-conta para tentar entender o mundo que vivem e para isso usam a imaginação (Profª5). Uma das diversas vantagens da utilização do lúdico na educação infantil, écomo afirma a Profª5, é “o favorecimento na formação da identidade das crianças”.Fortalecendo essas compreensões Maluf (2003) destaca que: “(...) Éimportante a criança brincar, pois ela irá se desenvolver permeada por relaçõescotidianas e assim vai construindo sua identidade, a imagem de si e do mundoque acerca” (p. 20). Para tanto acreditamos que a construção da identidade é uma etapaimportante para a formação das crianças, e é nesta perspectiva queencontramos no lúdico caminhos para desenvolver a personalidade dossujeitos.4.2.3 A importância do lúdico na educação infantil A infância é um período subjetivo e complexo responsável pela formaçãoda personalidade, e construção de valores éticos e morais de todos as pessoasindependentes de etnia, religião, cultura, sendo a educação infantil uma etapaimportante para a formação humana. De acordo com Nicolau (1995): A Educação Infantil visa à criação de condições para satisfazer as necessidades de educação da criança, oferecendo-lhe um clima de bem estar físico, afetivo social e intelectual mediante a proposição de atividades lúdicas que promovam a curiosidade e a espontaneidade,
  • 48. 47 estimulando novas descobertas e o estabelecimento de novas relações a partir do que já se conhece (p.21). Para tanto, acreditamos que a educação infantil está diretamente ligadaa essa formação humanitária e lúdica, pois, é geralmente nos momentosformativos que as crianças percebem-se como sujeitos atores/autores de suasdinâmicas de sobrevivência e permanência nos espaços aos quais faz parte. Brincadeiras são úteis porque enquanto brinca, a criança expressa seus sentimentos, tanto de alegria e envolvimento como de angústia, timidez, hostilidade, agressividade, medo, solidão, tristeza. Esses momentos servem para o professor entender como o aluno está se relacionando com o mundo (Profª5).. Ressaltamos, pois que diante de todos esses aspectos, é precisodestacar que a ludicidade tem como conseqüência uma forma divertida esignificativa no processo de ensino aprendizagem, e abrange à ampla visãodos alunos. “O lúdico permite um desenvolvimento global e uma visão domundo mais real” (DALLABONA e MENDES, 2004; p.107). Ao perguntarmos se as professoras concordavam com a citação deDallabona e Mendes (2004), identificamos através de alguns discursosafinidade com idéias dos autores acentuando a validade do lúdico naeducação, como também respostas resumidas, demonstrando resistência aosquestionamentos: É que através do lúdico a criança aprende com mais facilidade e expressa suas idéias, seus sentimentos e seus medos (Profª2). Porque a brincadeira e o jogo facilitam a aprendizagem e contribui no desenvolvimento da criança (Profª3). Sim (Profª4) Sim (Profª1) Pensar em educação infantil é pensar no ser humano, em toda suatotalidade, talvez esse seja um elemento que traz muitos desafios para os quetrabalham na educação e se dedicam à sua causa, principalmente quandofazemos referência ao processo de construção do conhecimento das criançasque acontece de forma tão singular e ao mesmo tempo encantadora.
  • 49. 48 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo seguido da produção dessa pesquisa que teve como objetivoidentificar as compreensões que os professores de educação infantil têm sobreludicidade, nos fez conhecer o significado que o lúdico tem no processo deensino aprendizagem. Foi possível observarmos que as professoras vem gradativamenteaprimorando seus conhecimentos e colocando em prática a ludicidade, fatorque contribui com uma construção prazerosa do conhecimento, uma vez quequando atuamos de forma lúdica promovemos uma relação entre escola, lazere processo educativo. Sendo assim, o uso do jogo, brinquedos e atividadeslúdicas nas escolas, nos horário de aula, está sendo uma ação positiva noprocesso pedagógico facilitando a aquisição de novos conhecimentos. O trabalho educativo a partir da ludicidade abre caminhos para que acriança forme um bom conceito de mundo em que acolha a afetividade,desenvolva a socialização e sua criatividade seja estimulada para que se torneum cidadão crítico e ativo na sociedade fazendo valer seus direitos. Diante das análises realizadas percebemos a importância que aeducação infantil tem na formação dos infantes, pois permite que as criançassonhem, vivam, criem, construam o seu mundo imaginário e possam vivenciá-lo no real. Esta pesquisa também está direcionada para contribuição doprocesso educativo, quanto se volta a socializar questões referentes àludicidade para os aqueles que fazem parte da educação como um todo. É relevante afirmar que os sujeitos desta pesquisa, ou seja, asprofessoras se comportaram com certo desentusiasmo diante dospesquisadores. Sendo assim surge alguns questionamos para futuros estudosligados ao não retorno que a Universidade dá aos sujeitos. Estas são, noentanto, questões que subsidiarão novas pesquisas demonstrando o
  • 50. 49inacabamento desta, que se faz inerente a todo processo de construção doconhecimento. Nossas construções teóricas e práticas no levaram a perceber que ébuscando novas maneiras de ensinar por meio do lúdico que alcançaremosuma educação com maior qualidade, e conseguiremos satisfazer àsnecessidades das crianças indo ao encontro de seus interesses.
  • 51. 50 REFERÊNCIASALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: Técnicas e JogosPedagógicos. São Paulo: Loyola, 2003.ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução á Metodologia do TrabalhoCientífico: elaboração de trabalhos na graduação. 8ªed. - São Paulo:Atlas,2007.ALVES, Rosilda Maria. Atividades Lúdicas e Jogos no EnsinoFundamental. 2008 disponível em:http://www.ufpi.br/mesteduc/eventos/iiiencontro/gt8/atividades_ludicas.pdf.BARROS, Aidil Jesus da S. e LEHFELD, Neide Aparecida de Souza.Fundamentos da metodologia cientifica: um guia para iniciação científica.2ª edição ampliada. Makron Books, 2000.BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de EducaçãoFundamental. Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil.Documento Introdutório. Versão preliminar. Brasília: MEC/ SEF, 1998. v. 2.CAMPOS, D. M. S. – Psicologia da Aprendizagem, 19º ed., Petrópolis:Vozes, 1986.CHATEAU, Jean. O jogo e a criança. São Paulo: Summus, 1987.DALLABONA, Sandra Regina e Mendes, Sueli Mari Schimitt. O Lúdico naEducação Infantil: jogar, brincar, uma forma de educar. Revista dedivulgação Técnico-científica do ICPG. vol I, jan-mar./2004.DOHME, Vânia. O lúdico na Educação. Disponível emhtpp://www.editorainformal.com.br acessado em 24/02/2008.DOTTA, Leanete Teresinha Thomas. Representações sociais do serprofessor. Campinas, SP: Editora Alínea, 2006.FEIJÓ, O. G. - Corpo e Movimento: Uma Psicologia para o Esporte. Rio deJaneiro: Shape Ed., 1992.FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da LínguaPortuguesa: 2ª ed. Revisada e aumentada. São Paulo: Nova Fronteira, 1986.FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia dooprimido. 8 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender. O resgate do jogoinfantil. São Paulo: Moderna, 2002.
  • 52. 51FORQUIN, Jean-Claude. Escola e Cultura. As bases sociais eEpistemológicas do Conhecimento Escolar: Tradução de Guacira LopesLouro. Porto alegre: Artes Medicas, 1993.GENTILI, Pablo. Desencanto e Utopia: A educação no labirinto dos novostempos - Petrópolis; RJ: Vozes, 2008.GENTILI, Pablo e ALENCAR, Chico. Educar na esperança em tempos dedesencanto. – Petrópolis, RJ, Editora: Vozes, 2005.KISHIMOTO, Lizuko M. (org); etal. Jogo, brinquedo, brincadeiras e aeducação. 3. ed. São Paulo: Cortez,1999.KRAMER, Sonia. Infância e educação infantil: reflexões e lições. In:Cadernos de Educação, nº34. Rio de Janeiro, PUC-Rio, 1998.KRAMER, Sônia. Profissionais da Educação Infantil: gestão e formação.São Paulo, Àtica 2005.KULISZ, Beatriz. Professores em Cena: o que faz a diferença? – CadernosEducação Infantil. Porto Alegre. Mediação, 2004.LUCKESI, Cipriano Carlos. Ludicidade e atividades lúdicas. umaabordagem a partir da experiência interna.www.lukesi.com.br/textos/ludicidade_e_atividades.doc. Acessado em janeirode 2008.LUDKE, Menga de A. e ANDRÈ Marli E. D. A. Pesquisa em educação:abordagens qualitativas. São Paulo: EPU; 1986.MACHADO, Paulo B e ALMEIDA Suzzana A. Lima. Primeiro ColóquioInternacional Québec-Bahia: Formação Pesquisa e Desenvolvimento emEducação. Salvador: EDUNEB, 2006.MALUF, Ângela Cristina Munhoz. Brincar: prazer e aprendizado. Petrópolis,RJ: Vozes,2003.MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento depesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise einterpretação de dados 3ª ed. São Paulo: Atlas, 1996.MATURANA, Humberto R. Amar e Brincar: fundamentos esquecidos ádemocracia. Gerda Verden Zóller; tradução de Humberto Mariotti e Lia Diski-São Paulo: Palas Athena, 2004.MEC. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Fundamental PCN’sParâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1998.MELLO, Guiomar Namo. Educação Escolar Brasileira: o que trouxemos deséculo XX? Porto Alegre: Artemed, 2004.
  • 53. 52MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.) e DESLANDES, Suely Ferreira.Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade. 27. Ed. - Petrópolis, RJ:Vozes, 2008.9NEGRINE, Airton. Aprendizes e Desenvolvimento Infantil. Porto Alegre:Propil,1994.NICOLAU, Marieta Lúcia Machado. A educação pré-escolar. São Paulo:Ática, 1995.PRIORE, Mary Del. Histórias das Crianças no Brasil. 2. ed São Paulo:Contexto, 2000.ROSAMILHA, Nelson. Psicologia do Jogo e aprendizagem Infantil. SãoPaulo, Pioneira 1979.SANTOS, santa Marli Pires dos.(org). O lúdico na formação do educador.Petrópolis. RJ: Vozes, 1997.__________, Santa Marli Pires dos. Brinquedo e infância: um guia para paise educadores. Rio de Janeiro: Vozes, 1999.SILVA JUNIOR, Afonso Gomes da. Aprendizagem por meio da ludicidade. –Rio de Janeiro: Sprint, 2005.TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciênciassociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo. SP: Atlas, 1987.XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Língua Portuguesa. 2ªed.Reformada. São Paulo, SP: Ediouro,2000.
  • 54. 53
  • 55. 54 UNEB- Universidade do Estado da Bahia Departamento de Educação – Campus VII Pedagogia 2005 ( Questionário Semi-aberto)Este instrumento de pesquisa tem como finalidade coletar informações deprofessores do ensino de Educação Infantil, que fornecerá ao pesquisadorsubsídios para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que tem por objetivoidentificar quais as compreensões que os professores da educação infantil temde ludicidade.Agradeço a valiosa colaboração, manteremos o devido sigilo das informações,em uma postura ética enquanto pesquisador.1-Você aplica o lúdico em suas aulas?( ) Sim, sempre aplico( ) Às vezes quando tenho um tempinho aplico( ) Não, não tenho (in)formação suficiente para aplicá-loJustifique:____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________2- Quanto às atividades lúdicas nas aulas( ) É um processo difícil de incorporar( )É incorporado na prática naturalmente( )Ainda não tive tempo de entender esta temática( )Prefiro as atividades tradicionais são mais rentáveisJustifique:______________________________________________________________________________________________________________________________
  • 56. 55______________________________________________________________________________________________________________________3-Qual importância tem a ludicidade nas suas práticas pedagógicas?( ) Muito( )Pouca( )RazoávelJustifique:_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________4- Você acha que o lúdico pode influenciar no desenvolvimento da criança?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________5- Você concorda com a citação: “O lúdico permite um desenvolvimento globale uma visão do mundo mais real” Dallabona e Mendes.Justifique__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________6- Qual sua opinião a respeito do lúdico___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  • 57. 56 UNEB- Universidade do Estado da Bahia Departamento de Educação – Campus VII Pedagogia 2005 (Questionário Fechado)Este instrumento de pesquisa tem como finalidade coletar informações deprofessores do ensino de Educação Infantil, que fornecerá ao pesquisadorsubsídios para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que tem por objetivoidentificar quais as compreensões que os professores da educação infantil temde ludicidade.Agradeço a valiosa colaboração, manteremos o devido sigilo das informações,em uma postura ética enquanto pesquisador.1 – Sexo( ) Feminino ( ) Masculino2 – Qual a sua formação?( ) Formação geral ( ) Pedagogia( ) Mestrado ( ) Ensino Fundamental( ) Magistério ( ) Pós - Graduado( ) Outros cursos superiores3 -Há quanto tempo leciona?( ) 1 ano ( ) 4 a 5 anos( ) 2 a 3 anos ( ) mais, quantos____________ 4 - Qual a série que leciona?( ) Maternal ( ) Educação Infantil I ( ) Educação Infantil II
  • 58. 57( ) Alfabetização ( ) Outra série ____________________5- Quantos alunos têm em sua sala de aula?( ) mais de 10 ( ) mais de 20 ( ) mais de 306- Qual sua renda?( ) 1 salário mínimo ( ) de 2 a 5 salários mínimos ( ) acima de 6 salários7- Trabalha quantos turnos?( ) Só pela manhã ( ) Só pela tarde ( ) Os dois turnos8- Tempo de atuação na Educação Infantil:( ) 0 a 2 anos ( ) 3 a 5 anos ( ) 5 a 10 anos ( ) 10 a 20 anos9-O que você entende por ludicidade:( ) Um brincar sem sentido.( ) Um brincar significativo no processo de ensino-aprendizagem.( ) Um brincar sem a necessidade de planejamento.( ) Um brincar valioso para passar o tempo e ocupar as crianças, enquantoelas se divertem.10- Onde você adquiriu preparação para trabalhar o lúdico na sala e aula?( ) Formação continuada ( Pós-Graduação)( ) Na experiência( ) Formação inicial ( Graduação)( ) Não tenho formação