Monografia Fabrício Matemática 2011
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Matemática 2011

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     Monografia Fabrício Matemática 2011 Monografia Fabrício Matemática 2011 Document Transcript

    • UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA AS RELAÇÕES DA APRENDIZAGEM MATEMÁTICA DEALUNOS DAS TURMAS DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO NOCOLÉGIO ESTADUAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, EM MIGUEL CALMON, BAHIA Por: Rodson Fabrício Marques Okuyama Senhor do Bonfim, Bahia 2011
    • Rodson Fabrício Marques Okuyama AS RELAÇÕES DA APRENDIZAGEM MATEMÁTICA DEALUNOS DAS TURMAS DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO NOCOLÉGIO ESTADUAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, EM MIGUEL CALMON, BAHIA Monografia apresentada ao Departamento de Educação de Senhor do Bonfim – Campus VII da Universidade do Estado da Bahia, como requisito parcial para a obtenção do título de Licenciado em Matemática. Orientador(a): Prof. Maria Celeste Souza Castro Senhor do Bonfim, Bahia 2011
    • Rodson Fabrício Marques Okuyama AS RELAÇÕES DA APRENDIZAGEM MATEMÁTICA DEALUNOS DAS TURMAS DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO NOCOLÉGIO ESTADUAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, EM MIGUEL CALMON, BAHIAMonografia apresentada para obtenção do título de Licenciatura em Matemática pelaUniversidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação Campus VII, emSenhor do Bonfim-BA, submetida a aprovação da banca examinadora compostapelos seguinte membros:Prof. (a): Mirian Ferreira de BritoProf. (a): Tania Maria Araujo CardosoProf. (a): Geraldo Caetano Souza FilhoProf. (a) Orientador (a): Maria Celeste Souza CastroCONCEITO FINAL:________
    • AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus pelas bênçãos derramadas em minha vida, que tanto nashoras de dificuldade quanto nas horas agradáveis tem estado sempre presente,dando-me forças para superar todas as barreiras, ensinando a me alegrar com Elenos momentos bons e a crescer nas dificuldades. A minha família, em especial meus pais, Moacir Massaaki Okuyama e Clésia-Ney Marques Okuyama, pelo incentivo que tem dado, pelo apoio e encorajamento,aos meus irmãos pela força, dedicação e apoio que tanto me fizeram persistir. A minha namorada que tanto me ajudou encorajando-me nas situaçõesdifíceis, inspirando-me no desenvolver deste trabalho, pelos carinhos e confortoquando me senti deprimido, desmotivado; pelo amor demonstrado no decorrer dopercurso. Aos meus amigos que insistentemente me ajudaram dando forças econselhos nessa caminhada, aos amigos que conquistei aqui na universidade, aosquais admiro pelas palavras de incentivo, pelas brincadeiras de descontração emmomentos tumultuados. A todos os professores que contribuíram, auxiliaram, orientaram minhaformação, àqueles que constantemente ajudaram para a concretização dessemomento. Aos professores Mirian Ferreira, Tânia Maria, Geraldo Caetano porcomporem a banca examinadora. E em especial a professora Maria Celeste pelapaciência, atenção e dedicação com que se propôs a orientar-me. Enfim, agradeço a todos que de alguma forma me ajudaram a dar mais umpasso em minha vida, de muitos que ainda virão.
    • “O mundo é um lugar perigoso de se viver,não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”. (Albert Einstein)
    • RESUMO A relação com o saber matemático vai muito além do que se aprende em salade aula. Em se tratando de conteúdos, vai muito além dos saberes geométricos,algébricos e aritméticos. Estes saberes, no entanto, muitas vezes estão diretamenteligados aos diversos influenciadores a que os alunos estão envolvidos. Deste modo,procuramos investigar essas relações através destes estudos. Assim, o presentetrabalho visa analisar como os alunos do 2º ano do ensino médio dos turnos,matutino e noturno, relacionam, interagem, exercitam o saber matemático com aescola, professores, com os colegas de classe, bem como com a própria instituiçãoem si. Proporcionando uma real compreensão desses fatores e a importânciadesses influenciadores no estudo das relações existentes entre o aluno e os meiosnos quais ele está inserido. Para tanto, foram pesquisados e analisados dadosqualitativos e quantitativos, fundamentados em autores como Bernard Charlot.Percebendo que, de fato, a aprendizagem dos alunos é afetada pelos diversosmeios, com os quais o aluno está envolvido.Palavras - chave: Saber Matemático. Alunos. Relações com o saber.
    • LISTA DE GRÁFICOSGRÁFICO 1 – Relação dos alunos com os colegas de classe....................... 26GRÁFICO 2 – Percentual Geral dos alunos quanto à relação com os colegas de classe................................................................. 27GRÁFICO 3 – Relação dos alunos com o professor..................................... 28GRÁFICO 4 – Percentual Geral dos alunos quanto à relação com o professor........................................................ 28GRÁFICO 5 – Condições que a escola oferece aos alunos.......................... 31GRÁFICO 6 – Percentual Geral dos alunos quanto às condições que a escola lhes oferece........................................................ 31GRÁFICO 7 - Gosto pela matemática............................................................ 33GRÁFICO 8 - Percentual Geral dos alunos quanto ao gosto pela matemática.......................................................... 33GRÁFICO 9 - Situação em que estuda em casa............................................ 36GRÁFICO 10 - Percentual Geral dos alunos quanto à situação em que estudam em casa....................................................................... 36
    • SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO........................................................................................ 92 OBJETIVOS............................................................................................ 123 RELAÇÕES INERENTES AO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM................................................................................... 133.1 RELAÇÃO COM O SABER: ALUNO X PROFESSOR........................ 153.2 RELAÇÃO COM O SABER: ALUNO X INSTITUIÇÃO........................ 173.3 RELAÇÃO COM O SABER: ALUNO X ALUNO.................................. 184 CAMINHOS METODOLOGICOS............................................................ 205 ANÁLISE DE DADOS............................................................................ 236 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS........................................................ 266.1 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM OS OUTROS......... 266.2 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM UMA PESSOA....... 286.3 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM UMA ATIVIDADE... 306.4 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM UM OBJETO, UM „CONTEÚDO DE PENSAMENTO‟................................ 326.5 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM O TEMPO.............. 346.6 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM ELE MESMO, ENQUANTO MAIS OU MENOS CAPAZ DE REALIZAR TAL COISA EM TAL SITUAÇÃO........................................................ 357 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................... 38REFERÊNCIAS......................................................................................... 40APÊNDICE 01........................................................................................... 42APÊNDICE 02........................................................................................... 43
    • 91 INTRODUÇÃO Atualmente, os estudos sobre aprendizagem matemática, sobre como osalunos aprendem são mais numerosos. Estudos estes que buscam compreender osmeios que possibilitam ao aluno uma construção significativa do conhecimento.Estes estudos podem ser determinantes na compreensão desses fatores. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN): A Matemática contribui para o desenvolvimento de processos de pensamento e a aquisição de atitudes, cuja utilidade e alcance transcendem o âmbito da própria Matemática, podendo formar no aluno a capacidade de resolver problemas genuínos, gerando hábitos de investigação, proporcionando confiança e desprendimento para analisar e enfrentar situações novas, propiciando a formação de uma visão ampla e científica da realidade, a percepção da beleza e da harmonia, o desenvolvimento da criatividade e de outras capacidades pessoais”. (BRASIL, 1999, p. 251) A razão pela qual se propôs este trabalho, sobreveio quando em um dadomomento da prática docente no Colégio Estadual Nossa Senhora da Conceição emMiguel Calmon – BA (CENSC), mais especificamente com alunos das turmas de 2ºano, matutino e noturno, se percebeu a distância que alguns tinham com outros namedida em que o professor, a escola e os demais colegas, tanto quanto os alunosem si, traziam sobre cada um e sobre os outros uma grandiosidade de relações quepoderiam ser muito mais significativas. Para tanto, foi feito o seguintequestionamento: será que certos alunos não desenvolvem sua aprendizagem porcausa das influências que eles sofrem durante todo o processo no ano letivo? Seráque o professor desenvolve em seus alunos e para si mesmo um significado, umsentido para as atividades propostas em sala de aula? A partir desde momento foidado início as leituras e pesquisas sobre as relações e influências que os alunossofrem durante todo o processo de construção do conhecimento, proporcionandoreal compreensão desses fatores e a importância desses influenciadores no estudodas relações existentes entre o aluno e os meios nos quais ele está inserido. E mais, “saber aprender é a condição básica para prosseguir aperfeiçoando-se ao longo da vida.” (BRASIL, 1999, p. 252).
    • 10 As propostas atuais de ensino-aprendizagem pressupõem alunos ativos naconstrução do próprio conhecimento, capazes de interpretar, analisar, discutir, criare ampliar idéias. Para que isso ocorra é preciso que tenha professores preparadospara lidar com tal desafio. Segundo Freire (1997): Corpo e mente devem ter assento na escola, de modo concomitante, de tal sorte que os dois, agindo em perfeita harmonia, garantam ao indivíduo a possibilidade de emancipar-se. Desta sorte, cabe à escola, independentemente do nível ou modalidade de ensino que ofereça, promover situações de aprendizagem que exijam, da parte do educando, o uso tanto do corpo quanto da mente, com adequado entrosamento. (p. 13; 14) Com base nisso objetivamos verificar os meios, aos quais, o aluno estáenvolvido e se esses meios trazem sobre eles condições favoráveis para um melhoraprendizado. Tendo como meta analisar se a aprendizagem matemática, dos alunosdo CENSC, é influenciada pelos meios com os quais estão envolvidos. Vale salientarque o referido trabalho é uma pequena amostragem disto que se pretende refletir.Ao final será possível analisar, mesmo que a título de experiência, os anseios eperspectivas desses alunos diante da sociedade. Este trabalho é composto por etapas, dentre as quais mencionamos: O Capítulo I refere-se a pesquisa bibliográfica relativa às relações existentesno processo de construção do conhecimento, subdividido em três outros tópicos: oprimeiro trata das relações entre o aluno e o professor; o segundo das relaçõesentre o aluno e a instituição, no caso, a escola; e o terceiro das relações entre osalunos e seus colegas de classe. O Capítulo II relata aspectos sobre as pesquisas: de campo, qualitativa equantitativa, visando firmar os métodos utilizados na análise de dados. O Capítulo III trás a discussão sobre os dados recolhidos buscando fazer umelo entre as definições de relação com o saber de Bernard Charlot, mencionandotambém alguns relatos importantes de questionários aplicados, a alguns alunos do2º ano do Ensino Médio, do Colégio Estatual Nossa Senhora da Conceição, emMiguel Calmon - BA, confrontando com as idéias, citadas por Charlot, essenciaispara o presente trabalho. Este capítulo está subdividido em 6 momentos: o primeiro
    • 11retrata as relações que um sujeito mantém com os outros, mencionando a relaçãoentre os alunos e seus colegas de classe; o segundo menciona as relações que umsujeito mantém com uma pessoa, citando as relações entre os alunos e o professor;o terceiro refere-se as relações que um sujeito mantém com uma atividade,relacionada com a escola; o quarto momento relata as relações que um sujeitomantém com um objeto, um “conteúdo de pensamento”, fazendo menção ao gostopela disciplina; o quinto momento trás as relações que um sujeito mantém com otempo, citando as expectativas dos alunos durante o ano letivo; e o sexto momentotrazendo as relações que um sujeito mantém consigo mesmo, enquanto mais oumenos capaz de aprender tal coisa em tal situação, relacionando o interesse dosalunos pelos estudos. Ao final, apresentamos as considerações do trabalho desenvolvido, asReferências utilizadas que especificam as fontes de pesquisa consultadas, e osApêndices que complementam a pesquisa.
    • 122 OBJTIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Este trabalho tem por finalidade verificar os meios com os quais os alunosestão envolvidos e se esses influenciadores favorecem o aprendizado dos alunos. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Analisar qual a relação que os alunos têm com o saber matemático, deforma que mostre a que ponto os alunos interagem com o saber ou se é apenasvisto como conteúdo obrigatório para conclusão do ano letivo; - Verificar qual o sentido que eles dão às aulas de matemática. Se estudamporque gostam ou porque são forçados; - Entender qual a relação dos alunos entre si e com os professores, de formaque perceba se há uma interação entre os mesmos.
    • 133 RELAÇÕES INERENTES AO PROCESSO DE CONSTRUÇÃODO SABER MATEMÁTICO A forma como os alunos aprendem matemática tem sido objeto intenso deestudo por parte dos educadores matemáticos, na busca de meios mais eficazes deaquisição do conhecimento. Os estudos inerentes às didáticas de ensino tiveraminicio com VIGOTSKY(1896 – 1934) e PIAGET(1896 – 1980), abordando métodosou processos de ensino - aprendizagem. Segundo BESSA (2008) a aprendizagem,de acordo com Piaget, depende do nível de desenvolvimento do sujeito, já que eleestá constantemente mudando suas ações e operações com base em suasexperiências. Ele busca compreender como o aprendiz passa de um estado demenor conhecimento para um ulterior de maior conhecimento, o que estáprofundamente ligado com o desenvolvimento de cada um. Já para Vigotsky, é opróprio processo de aprender que gera o desenvolvimento do indivíduo. Seupensamento baseia-se fundamentalmente em torno da Zona de DesenvolvimentoProximal (ZDP) afirmando que a aprendizagem ocorre no intervalo entre oconhecimento real do indivíduo e o seu conhecimento potencial. É preciso analisar oimpacto que o mundo exterior tem sobre o interior de cada indivíduo, partindo dainteração com a realidade. A educação deve estar baseada em aspectos que tornem cada vez maisfavoráveis a formação humana. Para tal, é preciso que haja profissionaiscompetentes de modo que supra a necessidade de apreensão dos conteúdosespecíficos de cada área do conhecimento. Assim, espera-se que a escola sejacapaz de promover a construção de uma cidadania cada vez mais consciente e hábilpara a convivência harmoniosa com as outras pessoas. LIBÊNEO (2008, p. 47),afirma que “[...] a característica mais importante da atividade profissional doprofessor é a mediação entre o aluno e a sociedade, entre as condições de origemdo aluno e sua destinação social na sociedade [...]”. E a matemática não está foradesse processo. Segundo FREIRE (1987, p. 78), "[...] ninguém educa ninguém,ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelomundo [...]". A partir da relação de cada um com os outros, da troca de saberes, datroca de experiências, de vivencias e da aprendizagem adquirida no mundo que ocerca é que o indivíduo aprende.
    • 14 A relação com o saber envolve uma série de representações. D. JODELET(2001) conceitua essas representações como sendo “o processo pelo qual seestabelece a relação entre o mundo e as coisas” (p.22). Ainda M. GILLY (1998)conceitua representações como sendo “conjuntos organizados de significadossociais” (p.322). Desta maneira, a relação com o saber inclui representações queinterpretam outros fatos. A aprendizagem dos conceitos ocorre pela interação dosalunos com o conhecimento, e por tanto “A relação com o saber é relação de umsujeito com o mundo, com ele mesmo, e com os outros”. (CHARLOT, 2000, p. 78). Oindivíduo aprende à medida que interage com os diversos tipos de influenciadores,sejam os próprios colegas e familiares, sejam os professores, seja o próprioambiente educacional. De modo geral ele afirma que: A relação com o saber é o conjunto das relações que o sujeito mantém com um objeto, um „conteúdo de pensamento‟, uma atividade, uma relação interpessoal, um lugar, uma pessoa, uma situação, uma ocasião, uma obrigação, etc., ligados de uma certa maneira com o aprender e o saber, e, por isso mesmo, é também relação com a linguagem, relação com o tempo, relação com a ação no mundo e sobre o mundo, relação com os outros e relação consigo mesmo enquanto mais ou menos capaz de aprender tal coisa, em tal situação. (CHARLOT, 2000, p. 81). Partindo dessa definição de CHARLOT (2000), a relação com o saber é oconjunto das relações que um sujeito mantém com: Os outros, fazemos referência aos colegas de classe; Com uma pessoa, podemos referir ao professor; Com uma atividade, podemos relacionar com a escola; Com um objeto, um „conteúdo de pensamento‟, podemos mencionar o gosto pela disciplina; Com o tempo, relacionamos as expectativas dos alunos para o ano; Consigo mesmo, enquanto mais ou menos capaz de aprender tal coisa em tal situação, é possível relacionar com o interesse demonstrado pelo aluno ao estudar.
    • 15 A relação com o saber vai muito além de transmissão e aquisição deconhecimentos, mas sim, das relações e trocas de experiências, do que se podeaprender a partir do contato com os outros e com os ambientes em que se vive, éque serão abordadas algumas considerações a respeito das relações existentesentre o aluno e o meio com o qual ele está inserido.3.1. RELAÇÃO COM O SABER: ALUNO X PROFESSOR Ensinar é um processo no qual tanto professor quanto aluno devem se ajustarna construção do conhecimento. Esse ajuste é imprescindível para que o saber sejaproveitosamente trabalhado. PILETTI (1999, p. 44) afirma que “Os alunos e professores assumem, na salade aula, posições distintas, de cuja interação podem resultar a aprendizagem e aeducação. Não são posições estáticas, mas dinâmicas, pois o aluno também ensinae o professor também aprende”. Ambos têm papéis importantes neste processo. Julga-se essencial que o professor conheça as condições socioculturais, ospropósitos, as necessidades e as capacidades dos seus alunos, bem comoproponha situações que possibilitem a construção de conceitos e procedimentos etambém acompanhe o processo de resolução, caracterizando-se como: Consultor: aquele que fornece informações que não estão ao alcance dos alunos, dá explicações e apresenta materiais diversos; Mediador: aquele que desencadeia discussões sobre processos de resolução e respostas, orienta as reformulações e destaca as soluções mais apropriadas; Controlador: aquele que estabelece condições e prazos para a realização das atividades; Incentivador: aquele que acompanha passo a passo o processo deaprendizagem, estimulando continuamente os alunos. É natural do ser humano a necessidade de se relacionar com os outros dediversas formas, seja de forma calorosa, emocionada, arrebatadora, transformadora,marcante, e isso repercute na educação. As relações marcadas por traumas,
    • 16tensões, medos, baseada no autoritarismo contrariam PILETTI (1999), pois destamaneira não há posições dinâmicas, não há troca de experiências, deconhecimentos. GADOTTI (1999, p. 2) diz que “O educador, para por em prática o diálogo,não deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se naposição de quem não sabe tudo”. Assim, o autor reforça ainda mais a idéia de PILETTI (1999), pois há umainteração entre os envolvidos, o professor deixa de ser o detentor do saber e passaagora a ser orientador, mediador, passando também a aprender com os alunos. Segundo ABREU e MASETTO (1990, p. 115) “É o modo de agir do professorem sala de aula, mais do que suas características de personalidade, que colaborapara uma adequada aprendizagem dos alunos”. De fato, as experiências vividas emsala, tanto no ambiente da universidade enquanto aluno, quanto em contato com oprofessor, mostram que alunos que, em um dado momento se interessam em fazeras atividades, se empenham em desenvolver cálculos e raciocínios para solucionarproblemas, que participam ativamente da aula, podem, em outra ocasião comportar-se de maneira contrária: mal conseguem concentrar-se nas discussões, abandonama aula por conta do cansaço. A maneira como o professor conduz a turma leva os alunos a gostarem ou aodiarem as aulas de matemática, e o que se percebe é que ainda hoje, existemprofessores que não conseguem trazer seus alunos para o ambiente prazeroso doaprendizado. Para FREIRE (1996): O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca. (p.73) O ato de ensinar e aprender não deve ser estático, unidirecional, pois a salade aula não é simplesmente um lugar de mera transmissão de conteúdos, é, antesde tudo um ambiente de aprendizado de comportamentos e valores.
    • 173.2. RELAÇÃO COM O SABER: ALUNO X INSTITUIÇÃO Os tempos hodiernos estão marcados pelas constantes e profundasmudanças em todos os níveis e contextos, seja social, econômico, ético, cultural,político e profissional. Mudanças essas que incidem nas instituições de ensino, maisprecisamente, na sala de aula. Perceber mudanças no que se refere ao aprendizado dos alunos em sala deaula, remete a uma busca para compreender quais as condições em que osprofessores trabalham, pois é a instituição de ensino que apresenta os meios paraque as inovações se tornem cada vez mais freqüentes no que se refere àscondições de trabalho dos professores. De certa maneira, estas condiçõesinterferem incisivamente no aprendizado dos alunos, já que o aprendizado se tornamuito mais significativo quando o professor se utiliza de toda uma estruturadisponível e necessária para se trabalhar. Para PILETTI (1989, p. 23): A realização do professor depende das condições objetivas do trabalho, se a escola não lhe fornece os recursos necessários a seu trabalho educativo, dificilmente ele poderá contribuir para a realização dos alunos. E ainda mais, Na medida em que se sente realizado, o professor tem interesse em evoluir constantemente. Quanto mais o professor se aperfeiçoa, tanto mais alcança sucesso, quanto mais se vê bem sucedido, tanto mais procura aperfeiçoar-se e desenvolver-se. Quando a instituição de ensino possibilita, ao professor, a utilização deferramentas e mais além, quando viabiliza espaço para que os alunos consigamtrabalhar essas ferramentas mediadas pelo professor, o ensino se torna mais eficaz.Porém não basta que a instituição de ensino dê uma melhor estrutura, é preciso queo professor, que é agente mediador e motivador, traga ao aluno algo significativo deforma que o mesmo sinta prazer em aprender. Segundo PILETTI (1999) “um professor frustrado é um fator de frustraçãopara os alunos” (p.23). De fato, uma relação entre aprendizes e mestres, que sejamarcada pela tensão ou pelo amedrontamento é a razão de boa parte dos fracassosdos alunos.
    • 18 Porém, um motivo, que tem chamado atenção dos pesquisadores, mas quenão será abordado na pesquisa, é a questão da evasão escolar, a partir detranstornos familiares. Haja vista que fatores sócio-econômicos resultado deexperiências familiares transtornadas sejam um dos motivos para que haja muitaevasão escolar. O que importa mencionar aqui, em relação aos influenciadores naaprendizagem, é a questão de o aluno já chegar na escola desmotivado, semexpectativas, e o contato com o professor marcado pela tensão, acaba acarretandotambém, na evasão escolar.3.3 RELAÇÃO COM O SABER: ALUNO X ALUNO Muito se tem discutido nas últimas décadas, especialmente, a respeito dasrelações entre os alunos, a questão da afetividade no decorrer da vida escolar, oacompanhamento familiar e até mesmo sobre a educação escolar. De acordo com SALLES (1998, cit. in MARTINELLI 2006, p. 15) afirma que“[...] o relacionamento mantido entre os alunos e seus colegas de turma éfundamental nessa fase da vida, pois segundo pesquisas, a preferência das alunasse resume em estar com os amigos [...]”. Uma boa relação é imprescindível nessafase da vida, pois os alunos tendem a estudar com seu grupo. Esta relaçãoapresenta algumas influências, pois cada um se sente mais seguro, por tanto, maislivre para se expressar. A partir do convívio em grupo, o indivíduo se sente mais determinado. O alunose sente motivado porque vai interagir com outras pessoas que falam a sua língua.O contato com outras maneiras de pensar permitirá ao aluno conhecer e respeitardiferentes opiniões e buscar soluções em conjunto. Pensando nisto LIBÊNEO (1994, p. 21) afirma que: A prática educativa, a vida cotidiana, as relações professor-alunos, os objetivos da educação, o trabalho docente, nossa percepção do aluno estão carregados de significados sociais que se constituem na dinâmica das relações entre classes, entre raças, entre grupos religiosos, entre homens e mulheres, jovens e adultos. São os seres humanos que, na diversidade das
    • 19 relações recíprocas que travam em vários contextos, dão significado às coisas, às pessoas, às idéias. Percebe-se então que cada indivíduo está sujeito a ações exercidas pelosdiversos tipos de influenciadores de acordo os significados sociais, os ideais dogrupo a que ele está inserido. LIBÂNEO (1994, p. 20) ressalta ainda que “[...] a educação corresponde, pois,a toda modalidade de influências e inter-relações que convergem para a formaçãode traços de personalidade social e do caráter [...]”. São as relações recíprocas entre os alunos que acabam formando apersonalidade dos mesmos, dando um significado para o aprendizado,proporcionando mais liberdade para que o seu colega ajude-o no entendimento dedeterminado assunto. Pois, a partir de uma relação agradável com seus colegas, oestudante entra em contato com outras idéias, com outras maneiras de pensar,proporcionando ao aluno uma reflexão e respeito para com as outras opiniões,buscando desta forma encontrar uma solução em comum. Ao tentar entender como o aluno aprende, quais meios lhes possibilitam aconstrução do conhecimento, remete a uma busca no intuito de compreender osprocessos pelos quais o aluno passa ao longo de sua trajetória escolar. Quando serefere a processos pelos quais o aluno aprende, trata-se dos meios que ele esteveenvolvido, se de alguma forma estes os ajudam a aprender, ou até mesmo, facilitamno aprendizado.
    • 204 CAMINHOS METODOLÓGICOS O presente trabalho constitui-se em etapas de pesquisa que proporcionaramum maior entendimento sobre as relações em que os alunos estão envolvidos,procurando, através deste, sucesso quanto à influência dessas relações, verificandose favorecem o aprendizado. Foi realizada pesquisa bibliográfica, com o intuito de conseguir relacionar oentendimento sobre se a aprendizagem dos alunos é afetada perante os diversostipos de influenciadores que os envolvem. Pois segundo Amaral (2007) éimprescindível, antecipar em todo e qualquer trabalho científico uma esgotantepesquisa bibliográfica sobre o tema em estudo, e posteriormente iniciar a coleta dedados. A segunda pesquisa corresponde à pesquisa de campo, realizada no ColégioEstadual Nossa Senhora da Conceição. Situado na zona urbana de Miguel Calmon-BA. Nesse sentido, Neves (2002, p. 1) entende que “os estudos qualitativos sãofeitos no local de origem dos dados”. Participaram da pesquisa alunos das quatro turmas do 2º ano sendo dosturnos matutino e noturno. Sendo duas turmas do matutino, indicados na pesquisacomo 2º A M e 2º B M. Os estudantes deste turno são, em sua maioria, da zonaurbana e raramente trabalham. E outras duas turmas do noturno, indicados napesquisa como 2º A N e 2º B N. Os alunos do noturno são em sua maioria da zonarural, grande parte trabalha durante o dia para sustentar ou ajudar no sustento dafamília. Nesse sentido Duarte (2002, p. 145) alega que: As situações nas quais se verificam os contatos entre pesquisador e sujeitos da pesquisa configuram-se como parte integrante do material de análise. Registrar o modo como são estabelecidos esses contatos, a forma como o entrevistador é recebido pelo entrevistado, o grau de disponibilidade para a concessão do depoimento, o local em que é concedido (casa, escritório, espaço público etc.), a postura adotada durante a coleta do depoimento, gestos, sinais corporais e/ou mudanças de tom de voz etc., tudo fornece elementos significativos para a leitura/interpretação posterior daquele depoimento, bem como para a compreensão do universo investigado. A fim de obter informações necessárias no que diz respeito à relação dosalunos com o saber matemático para se verificar até que ponto uma boa relação
    • 21entre os alunos e professores, entre os mesmos e a escola, bem como entre ospróprios estudantes influencia na aprendizagem matemática. A pesquisa foi ilustrada através de dados qualitativos e quantitativos. Deacordo com os estudos de LUDKE E ANDRÉ (1986, p. 1) para se realizar umapesquisa é preciso promover o confronto entre as informações coletadas e oconhecimento teórico acumulado a respeito dele. Para GATTI (2004, p. 13): “Os métodos de análise de dados que se traduzem por números podem ser muito úteis na compreensão de diversos problemas educacionais. Mais ainda, a combinação deste tipo de dados com dados oriundos de metodologias qualitativas, podem vir a enriquecer a compreensão de eventos, fatos, processos”. Ainda de acordo com GATTI (2004, p. 14): “O uso de dados quantitativos na pesquisa educacional no Brasil nunca teve, pois, uma tradição sólida, ou uma utilização mais ampla. Isto dificultou, e dificulta, o uso desses instrumentais analíticos de modo mais consistente, bem como dificulta a construção de uma perspectiva mais fundamentada e crítica sobre o que eles podem ou não podem nos oferecer”. Desta maneira foi priorizado a análise dos dados com ênfase na pesquisaqualitativa. Haja vista que a pesquisa qualitativa nos permite uma riqueza de dadosaprofundados, “uma variedade de material obtido qualitativamente” (MARTINS,2004, p. 292). Codato e Nakama (2006) afirmam que a pesquisa qualitativa trabalha comaspectos subjetivos, com vastas riquezas e detalhes aprofundados, podendo levar aresultados objetivos e com coerência, desde que o pesquisador interprete os dadoscomunicados pelos sujeitos pesquisados de forma real, e nunca pela sua visãopessoal do tema em investigação. Os sujeitos da pesquisa foram 36 alunos do Ensino Médio, sendo treze do 2ºano A matutino, sete do 2º ano B matutino, oito do 2º ano A noturno e oito do 2º anoB noturno. Foi aplicado um questionário, contendo questões relacionadas aoenvolvimento dos alunos com a escola, dentro e fora dela, com os professores ecom os colegas. A escolha destes alunos justificou-se pelo fato de ter contato comestes durante o ano corrente, e assim, perceber alguns questionamentos dos
    • 22mesmos sobre o aprendizado, sobre as melhores maneiras de esses alunosaprenderem. O instrumento utilizado para coleta de dados foi um questionário (APÊNDICE01), pois segundo Fiorentini (2009) “[...] a escolha da forma de coleta de dados deveestar de acordo com a natureza do problema ou a questão da investigação e osobjetos da pesquisa [...]”. O questionário contém onze perguntas relacionadas aocontexto das relações em que um indivíduo está envolvido, quer seja com oprofessor, quer seja com a instituição de ensino, ou ainda entre os próprios colegasde classe. A análise dos dados ocorreu através dos relatos obtidos atreves doquestionário. Segundo Fiorentini (2009) “[...] a escolha por uma determinadaabordagem depende fundamentalmente do problema ou questão de investigação e,sobretudo, do tipo de dados e do modo como esses pretendem ser coletados [...]”.Desenvolvido pelos sujeitos da pesquisa. A explanação de gráficos permite esclarecer os dados numéricos e análisesfundamentados sobre cada pergunta e resposta realizada aos objetos pesquisados.
    • 235 ANÁLISE DOS DADOS Para enfatizar a análise de dados é necessário que se faça algunsquestionamentos sobre a relação com o saber matemático dos alunos, maisespecificamente das relações entre o aluno e o professor, do aluno e a instituição deensino e do aluno com seus colegas de classe, fundamentando deste modo apesquisa. Para se obter um resultado favorável, foi necessário antes de tudo, refletir eagir baseado em um planejamento, verificando possibilidades e limitações dentro daproblemática apresentada. Foram utilizadas Pesquisas qualitativas, pois analisar qualitativamente remetea uma análise mais detalhada dos dados, levando em consideração toda e qualquerinformação fornecida pelo sujeito que satisfaça o objeto de estudo. Já a pesquisaquantitativa permite uma visão ampla da realidade, através da racionalização dosdados partindo da interpretação dos fatos, traduzindo-o numericamente. Azevedo (2006 apud LOPES, 1999) afirma que: Diante da complementaridade das técnicas de coleta, é igualmente possível combinar técnicas de amostragem probabilística e não - probabilística. Por exemplo: numa pesquisa seleciona-se uma amostra aleatória para a qual se utiliza o questionário, devendo-se por isso dar conta da representatividade estatística tanto da amostra como dos dados. Em seguida, seleciona-se uma subamostra de caráter intencional com base no critério da representatividade social (e não mais estatística), à qual se aplica a entrevista. O perfil dessa segunda amostra é de sujeitos típicos, e os dados são essencialmente qualitativos (LOPES, 1999, p. 145). O intuito da pesquisa não foi em momento algum tentar medir osconhecimentos referentes aos sujeitos analisados, porém coletar dados quepossibilite uma análise fidedigna quanto as relações do saber existentes entre ossujeitos e os meios nos quais ele está inserido, refletindo a cerca dos resultadosobtidos. Foram selecionados aleatoriamente 36 alunos, das turmas do 2º ano doEnsino Médio, dos turnos matutino e noturno, do C.E.N.S.C. Sendo treze alunos do2º A matutino, sete alunos do 2º B matutino, outros oito do 2º A noturno e por fim oitoalunos do 2º B noturno, que serão identificados durante o relato da pesquisa como:
    • 24A1M, A2M, A3M,..., A13M para alunos do 2º A matutino. B1M, B2M, B3M,..., B7M paraalunos do 2ºB matutino. A1N, A2N, A3N,..., A8N para alunos do 2º A noturno. B1M,B2M, B3M,..., B8N para alunos do 2º B noturno. A execução da análise ocorreu no período de duas semanas, entre os dias 15de agosto de 2011 a 19 de agosto de 2011 e 01 de setembro de 2011 a 09 desetembro de 2011. O primeiro momento com os estudantes ocorreu em conversas informais,relatando os procedimentos resultantes dos fins da pesquisa. No começo a reaçãodos alunos não foi favorável, pois ao serem perguntados sobre a disciplina maisdifícil que estudaram em sua vida escolar, a resposta, por boa parte dos alunos, foi:“Matemática!”. E para agravar ainda mais a situação, o estudante, identificado comoA1M completou: “odiava a matemática”, o estudante indicado por B3N exprimiu:“detestava essa matéria”, outro aluno apontado como A3M revelou: “é muitocomplicada de aprender”. Mas no decorrer das conversas, percebeu-se que esse“trauma” ocorreu nos anos anteriores por algum motivo, porém atualmente elescomeçam a ver a disciplina com outros olhos, quando A3M afirmou: “até que hoje emdia estou gostando mais dos cálculos” e foi reafirmado por todos os alunos,acolhendo a causa. O segundo momento corresponde à entrega dos questionários (Apêndice 1),contendo 11 questões. Fato ocorrido no ambiente educacional, na sala de aula,tendo um período de cinqüenta minutos para os alunos do matutino e quarentaminutos para os alunos do noturno, para a devolução do mesmo devidamenterespondido. O estudo dos dados recolhidos do questionário possibilita diversasconsiderações, embasadas nas definições apresentadas por Bernard Charlot (2000):“[...] Estudar a relação com o saber é estudar esse sujeito enquanto confrontadocom a necessidade de aprender e a presença de „saber‟ no mundo [...]” (CHARLOT,2000, p. 34), e buscando entender esse saber ele afirma: “[...] a idéia de saberimplica a de sujeito, de atividade do sujeito, de relação do sujeito com ele mesmo,de relação desse sujeito com os outros [...]” (CHARLOT, 2000, p. 61).
    • 25 A seguir, uma análise das colocações dos alunos a partir das definições deCHARLOT (2000) sobre os diversos tipos de influenciadores a que os alunos estãoenvolvidos.
    • 266 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS6.1 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM OS OUTROS Uma parte considerável dos alunos que contribuíram para o estudo,levantaram a questão do bom relacionamento entre os colegas da classe. Percebe-se isto ao se observar os gráficos referentes a interação dos alunos com seuscolegas: Os gráficos abaixo mostram a relação que os alunos mantêm com os colegasde classe, tanto separados por turma, quanto no geral. Gráfico 1 - Relação dos alunos com os colegas de classe 7 6 5 2º A M 4 2º B M 3 2º A N 2 2º B N 1 0 ÓTIMO BOM RAZOÁVEL RUIM Questionário aplicado aos alunos no intuito de identificar o nível de interação entre osmesmos. Gráfico 2 - Percentual Geral dos alunos quanto a relação com os colegas de classe 40.00% 35.00% 30.00% 25.00% 20.00% 15.00% 10.00% 5.00% 0.00% ÓTIMO BOM RAZOÁVEL RUIM Questionário aplicado aos alunos no intuito de verificar o nível de interação entre osmesmos.
    • 27 Nota-se claramente que, dos trinta e seis alunos questionados, grande partedestes possui relações entre os níveis bom e razoável, corresponde a 63,9% do totalde alunos. Segue os comentários de alguns alunos em relação às suas relaçõescom outros colegas de classe. “Boa, converso e me dou bem com todos os colegas”. (A5M) “Pouco amigável”. (A4M) “Muito boa”. (A6M) Observemos as respostas de alguns alunos ao serem questionados se oscolegas ajudam nos estudos, note que mesmo com a classe tendo um bomrelacionamento entre os alunos, alguns ainda apresentam características maisindividualistas. “Não. Cada um por si e Deus por todos...” (A1M) “Raramente ou nunca.”( A2M A questão do bom relacionamento entre os colegas e o respeito mútuo entreeles é um fator importante a ser analisado, cabendo algumas considerações. Deacordo com Libâneo (1994) “[...] os seres humanos que, na diversidade das relaçõesrecíprocas que travam em vários contextos, dão significado às coisas, às pessoas,às ideias.6.2 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM UMA PESSOA Um ponto importante e crucial na aprendizagem dos alunos é o seurelacionamento com o professor. É de suma importância que ambos possam ter umarelação de amizade entre si, o que tornará a aula mais gratificante e prazerosa.Deste modo perguntamos aos trinta e seis alunos como era sua relação com oprofessor de matemática. As respostas foram registradas nos Gráficos 3 e 4, aseguir.
    • 28 Gráfico 3 - Relação dos alunos com o professor 6 Quantidade de alunos 5 4 2º A M 3 2º B M 2 2º A N 1 2º B N 0 ÓTIMO BOM RAZOÁVEL PÉSSIMO Questionário aplicado aos alunos para saber o nível de envolvimento com o professor Gráfico 4 - Percentual Geral dos alunos quanto a relação com o professor 45.00% 40.00% 35.00% 30.00% 25.00% 20.00% 15.00% 10.00% 5.00% 0.00% ÓTIMO BOM RAZOÁVEL RUIM Questionário aplicado aos alunos para saber o nível de envolvimento com o professor Observamos que dos trinta e seis alunos questionados, quinze deles, o quecorresponde a 41,6%, afirmaram que têm um ótimo relacionamento com o professor,treze, 36,2% do total de alunos, afirmam ter um bom relacionamento, seis,corresponde a 16,6%, alegam ter uma razoável relação com o professor e apenasdois alunos, ou 5,6% afirmaram possuir um péssimo relacionamento. Percebe-sevisivelmente o bom relacionamento entre alunos e professores. Para Freire (1996), ensinar exige crítica sobre a prática, respeito sobre ossaberes e aceitação do novo. Assim, as propostas atuais de ensino-aprendizagempressupõem alunos ativos na construção do próprio conhecimento, capazes de
    • 29interpretar, analisar, discutir, criar e ampliar idéias. É necessário então, repensar opapel do professor e redefini-lo. É isso que devemos considerar quando estamos lecionando: procurar colocar o assunto em um crescendo de formalização. Cada período tem suas características, seu grau de abstração, de elaboração, de acabamento é assim que o aluno deve construir sua matemática (ROSA NETO, 2001, p.19). O professor deve estimular o aluno a pensar por si mesmo, a levantar e testarsuas próprias suposições e a discutir suas ideias. Assim, o aluno terá oportunidadede reestruturar e ampliar a compreensão dos conceitos e procedimentos envolvidosnas situações cotidianas. Veja algumas das respostas de alguns alunos sobre o que acha de seuprofessor de matemática: “Excelente, ótimo, um cara gente boa, interage com os alunos”. ( B7M) “Ótimo professor, explica bem e mantém-se alegre com os alunos”. (A13M) “Super prestativo, ajuda sempre a tentar melhorar nossas notas. Além de amigo”. (B2N) “As vezes não consegue ser claro o suficiente.” (A3M) “Domina o assunto, porém, tem uma certa dificuldade para esclarecê-lo.” (A4M) “Explica mal e passa vários assuntos.” (A6N) “Um bom professor, mas precisa esclarecer mais o assunto.” (B2M) Porém, uma resposta que chama atenção é a do A7M que trás o seguinte: “No início não conseguia pegar o assunto com ele, mas agora consigo pegar o conteúdo, excelente.” (A7M) Percebemos que existe uma ótima relação entre os alunos e o professor,porém, nota-se claramente, nas falas dos alunos, que existe uma insatisfação sobrea prática do professor em sala de aula. Mas reforça ainda mais a necessidade de osprofessores estarem repensando sobre seu papel como professor, sobre qualsentido de estar ajudando os jovens a aprender algo novo. Pois é preciso que oprofessor sinta-se realizado, sendo que dessa forma estará em constante
    • 30crescimento profissional, consequentemente, deixará de ser um fator de frustraçãopara os alunos.6.3 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM UMA ATIVIDADE A importância da escola no processo de aprendizado dos alunos é, e tem setornado, cada vez mais essencial, pois para que isto ocorra é preciso que “[...] aescola proporcione todo um ambiente favorável, oferecendo recursos para oaprendizado dos alunos [...]” (PILETTI, 1989, p. 23). A seguir, os gráficos, juntamente com as respostas de alguns alunos,permitem analisar este item. Gráfico 5 - Condições que a escola oferece aos alunos 8 7 Quantidade de alunos 6 2º A M 5 4 2º B M 3 2º A N 2 2º B N 1 0 ÓTIMO BOM RAZOÁVEL PÉSSIMO Questionário aplicado aos alunos para saber quais condições a escola oferece aosseus alunos. O gráfico 5 mostra que os alunos percebem que a escola possui toda umaestrutura e tem se preparado ante ao objetivo cada vez mais urgente no âmbitoeducacional, havendo desta maneira mais possibilidades de desempenhar um papelmais eficaz na busca por uma educação de qualidade.
    • 31 Gráfico 6 - Percentual Geral dos alunos quanto às condições que a escola lhes oferece 50.00% 40.00% 30.00% 20.00% 10.00% 0.00% ÓTIMO BOM RAZOÁVEL PÉSSIMO Questionário aplicado aos alunos para saber quais condições a escola oferece aosseus alunos. 44,5% dos alunos entrevistados entendem que a escola possui ótimascondições, 41,7% percebe que a escola oferece boas condições, 13,8% acha que aescola possui razoáveis condições para o aprendizado. Vale mencionar que nenhumaluno indicou como péssimas condições que a escola oferece. Observemos, a seguir, os comentários de alguns alunos quando perguntadossobre as condições que a escola oferece para o aprendizado dos mesmos. “Muitos é que não valorizam e não se empenham”. (B3M) “As vezes sou eu quem não me interesso”. (A7N) Estas frases e a leitura do gráfico 6 permitem observar que, para os alunos,de fato a escola possui estrutura para contribuir para um melhor aprendizado dosmesmos, porém são os próprios alunos que não demonstram esforços por aprender.Com base no que afirma Freire (1987) os homens se educam entre si, mediatizadospelo mundo.6.4 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM UM OBJETO, UM „CONTEÚDODE PENSAMENTO‟
    • 32 Muito já se pesquisou sobre a educação, mas seu tema é sempre atual eindispensável, pois o enfoque básico é o ser humano, com foco principalmente sobrea aprendizagem. A partir de novas metodologias, de maneiras mais agradáveis,descontraídas de se ensinar, busca-se reverter o quadro negativo que se tem arespeito da matemática. Fazendo com que os alunos percam o medo damatemática, ou desfazendo o mito de esta ser um bicho-de-sete-cabeças. Como sepercebe nos gráficos, a seguir. Gráfico 7 - Gosto pela matemática 13 12 Quantidade de alunos 11 10 9 2º A M 8 7 2º B M 6 5 2º A N 4 3 2º B N 2 1 0 Sim Não Questionário aplicado aos alunos quanto ao gosto pela matemática Gráfico 8 - Percentual Geral dos alunos quanto ao gosto pela matemática 80.00% 70.00% 60.00% 50.00% 40.00% 30.00% 20.00% 10.00% 0.00% SIM NÃO Questionário aplicado aos alunos quanto ao gosto pela matemática Porém, ainda hoje existe, intuitivamente, a rejeição da matemática e isto ficabastante evidente na resposta de alguns alunos quando perguntados se gostam damatemática e por que.
    • 33 “Tenho muita dificuldade, desde criança nunca fui boa em matemática”. (A7M) “Nunca gostei por mais que os professores explica bem eu nunca que consigo aprender. Não por falta de atenção”. (B6N) “Mas o professor explica muito bem o problema é que eu não gosto mesmo da disciplina”. (B7N) Percebe-se nestas frases que são os próprios alunos, influenciados por umaforte tendência, desde os anos anteriores, de que a matemática é um bicho de setecabeças os causadores desta rejeição. Existem ainda aqueles que gostam da disciplina mesmo não se saindo bem,ou mesmo tendo dificuldades como é o caso da aluna B3M, quando afirma: “Gosto,mais é uma dificuldade desde pequena mais não deixo de fazer a minha parte”. A leitura do Gráfico 8, nos permite observar que 69,4% dos alunos gostam damatemática por diversos motivos, mas ainda existem aqueles que não gostam,compreendidos em 30,6%, e que necessitam de um cuidado maior, de um incentivopara que esses alunos desenvolvam o gosto pela disciplina.6.5 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM COM O TEMPO Existem muitos fatores envolvidos no processo de aprendizagem, entre elesencontra-se a expectativa do aluno durante todo o período letivo. Envolve apreocupação em dar continuidade no processo, anseio em passar de ano,preocupação com a vida profissional. Nota-se isto nas falas de alguns alunosquando perguntados sobre as expectativas para o ano letivo. “Tirar boas notas dessa forma a melhorar o aprendizado”. (A5M) “Poder crescer mais e ajudar as pessoas com que eu sei”. (B4M) “Estudar e preservar o meio em que estudo”. (B3M) “Aprender o máximo que eu puder, para estar preparado, para o 3º ano”. (A7M)
    • 34 Em relação a expectativa do aluno durante o ano letivo, percebe-se que háuma preocupação, principalmente dos alunos do matutino, em estar em constanteaperfeiçoamento. LIBÂNEO (1994, p. 23) afirma que “a educação corresponde atoda modalidade de influências e inter-relações que convergem para apersonalidade social e do caráter”. Em geral os alunos contentam-se em tirar notas para passar de ano. Comomostra as respostas de alguns alunos. “Minha aprovação tá de bom tamanho”. (B1M) “Passar”. (A1M) “Passar direto”. (A2N) “Passar de ano”. (B1N) Mas tem aqueles que se esforçam, mas mesmo assim não conseguem, comoé o caso da aluna A7N, que respondeu: “No primeiro dia de aula prometi pra mimmesma, que não iria tirar nenhuma nota baixa mas não deu, mas não perderei deano”. Acredita-se que o futuro profissional de cada um pode ser importante na suarelação com a escola. Pois a escola forneceria ao aluno condições de estarempreparados para o mercado de trabalho. Tornando, desta maneira, a vida escolarmuito mais significativa.6.6 RELAÇÕES QUE UM SUJEITO MANTÉM CONSIGO MESMO, ENQUANTOMAIS OU MENOS CAPAZ DE APRENDER TAL COISA EM TAL LUGAR Neste subitem serão apresentados algumas reflexões dos alunos sobre asituação em que estudam em casa. Vejamos a seguir, a sintetização das respostasdos alunos, quando perguntados em que momento estudam em casa, no Gráfico 9 eno Gráfico 10.
    • 35 Gráfico 9 - Situação em que estuda em casa 8 Quantidade de alunos 7 2º A M 6 5 2º B M 4 2º A N 3 2º B N 2 1 0 Todos os As Quando Outra dias vésperas corre situação da prova risco Questionário aplicado aos alunos quanto ao interesse em estudar Gráfico 10 - Percentual Geral da situação em que o aluno estuda em casa 60.00% 50.00% 40.00% 30.00% 20.00% 10.00% 0.00% TODOS OS ÀS VESPERAS QUANDO OUTRA NÃO OPTOU DIAS DA PROVA CORRE RISCO SITUAÇÃO Questionário aplicado aos alunos quanto ao interesse em estudar O gráfico 10 mostra que mais de 50% dos alunos só estudam quando estãopróximos da avaliação. O que trás consigo algumas considerações a respeito dobaixo nível do estudo dos alunos. Desta maneira, vê-se que os próprios alunos nãose preparam para conseguirem seus objetivos, como normalmente seria de seesperar.
    • 36 CHARLOT (2000, p. 47) afirma que: “Não há relação com o saber senão departe de um sujeito; e o sujeito é desejo. [...] o desejo só pode existir sob forma de„um desejo de‟: não há desejo sem objeto de desejo”. Percebe-se, desde modo, que o aluno aprende quando há um desejo emaprender, quando existe o desejo de algo, seja conseguir um bom emprego, sejatentar ser “alguém na vida”, seja o interesse em, simplesmente, conseguir nota parapassar de ano. Torna-se por tanto eminente a necessidade por um cuidado sobre os sujeitos,alunos, sobre as maneiras em que ele aprende, a atenção sobre todas as formas deaprender que o aluno está imerso, visando um direcionamento ao processoeducativo mais eficaz, produtivo, significativo.
    • 375 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho, através de estudos feitos sobre as relações com o saber,analisou alunos das turmas do 2º ano, matutino e noturno, do Ensino Médio doColégio Estadual Nossa Senhora da Conceição, em Miguel Calmon - BA. Estaanálise se deu pela observação das relações que os alunos mantêm com a escola,com os professores, com os colegas e consigo mesmos. O que se percebe através desta investigação é que o processo de ensino eaprendizagem ainda está longe do almejado. Pois percebemos que os alunospossuem boas relações afetivas com os colegas por isso recebem ajuda. Notamosque os sujeitos possuem ótima relação com o professor apesar de alguns alunosestarem insatisfeitos com a prática do docente. Dessa forma, ressaltamos arelevância do professor estar sempre se avaliando, avaliando sua prática, a fim deverificar e identificar os pontos positivos e negativos em sua metodologia, paraassim, manter o que está favorecendo a eficácia do processo de ensino eaprendizagem, e mudar o que não favorece. Compreendemos que a escola oferece ao alunado condições favoráveis parao aprendizado dos mesmos, mas são os próprios alunos que não se interessam, nãovalorizam. Vemos que a maioria dos alunos gosta da matemática e notamos queaqueles que não gostam, é conseqüência do medo da matemática, o mito do bicho-de-sete-cabeças. Percebemos que a maioria dos estudantes se preocupa em,simplesmente, passar de ano e que por conta disto, estudam quando está próximoda avaliação. É preciso, por tanto, levarmos em consideração que as relações em quenossos alunos, hoje, estão inseridos acarretarão futuramente seres humanosmelhores. Pois verificamos que muitos alunos não conseguem aprender por seremprejudicados perante os diversos influenciadores a que os estudantes estãoenvolvidos. Contudo, importa salientar que a abordagem Relação com o Saber, contribuipara se compreender melhor as relações em que os alunos estão inseridos e paraque nós, professores, enquanto mediadores, tenhamos cuidado, tenhamosconsciência de que educar, vai muito além de mera transmissão de conteúdos, mas
    • 38de um processo de desenvolvimento, tanto para si quanto para os alunos, de umsignificado, de um sentido para as atividades propostas em sala de aula.
    • 396 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASABREU, Maria C. & MASETTO, M. T. O professor universitário em aula. SãoPaulo: MG Editores Associados, 1990.AMARAL, João J. F. Como fazer uma pesquisa bibliográfica. Fortaleza,2007. Disponível em: br.geocities.com/abs5famed/bibliografia.pdf . Acesso em:15 de agosto de 2011.BESSA, Valéria da Hora. Teorias da aprendizagem./Valéria da Hora Bessa. –Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2008.BOYER, Carl Benjamin, 1906. História da matemática. Tradução: Elza F. Gomide.São Paulo, Edgard Blucher, 1974.BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino médio. Brasília:MEC/SEB, 2002.CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: elementos para uma teoria/Bernard Charlot; trad. Bruno Magne. – Porto Alegre; Artmed, 2000.CODATO, Lucimar Aparecida Britto; NAKAMA, Luiza. Pesquisa em saúde:metodologia quantitativa ou qualitativa? Revista Espaço para Saúde,Londrina, v.8, n.1, p.34-35, dezembro de 2006. Disponível em:http://www.ccs.uel.br/espacoparasaude/v8n1/v8n1_artigo_6_nota.pdf. Acesso em:19 de setembro de 2011.DUARTE, Rosália. Pesquisa qualitativa: Reflexões sobre o trabalho de campo.Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.Caderno de Pesquisa, n. 115, p. 139 – 154, março, 2002.FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (Coord.). Práticas na escola.– 2ª. Ed.:Cortez, 1993.FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à praticaeducativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra 1996.GADOTTI, M. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo: Scipione, 1999.GATTI, Bernardete A. Estudos quantitativos em educação. Educação e Pesquisa,São Paulo, v.30, n. 1, p. 11 – 30, janeiro/abril. 2004.LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Ed. Cortez. São Paulo. 1994.LIBÂNEO, José Carlos. Didática: Coleção magistério, série formação do professor.São Paulo: Cortez, 2008.LOPES, M.I.V. Pesquisa em comunicação. São Paulo: Loyola, 1999.
    • 40LUDKE, Menga. ANDRÉ, Marli. Pesquisa em educação: abordagensqualitativas/Menga Ludke, Marli E.D.A. André. – São Paulo: EPU, 1986. (temasbásicos de educação e ensino).MARTINELLI, Camila Rodrigues et al. Educação Física no Ensino Médio: Motivosque levam as alunas a não gostarem de participar das aulas. Revista Mackenziede Educação Física e Esporte – volume 5, número 2, 2006.MARTINS, Heloísa T. de Souza. Metodologia qualitativa de pesquisa.Educação epesquisa, São Paulo, v. 30, n. 2, p. 289 – 300, março/agosto, 2004.MARTINS, Pura Lúcia Oliver. Didática Teórica/ Didática prática. Para além doconfronto. Ed Loyola, São Paulo, 1991.NAIFF, Luciene Alves Miguez et al. Grupo de discussão temático – Habilidadesdo bom professor: Comparação das representações sociais de professores doprimeiro e segundo segmentos do ensino fundamental sobre aspectos de suaprática profissional. 2007. V Jornada Internacional e III Conferência Brasileirasobre Representações Sociais. www.vjirs.com.br/completos/VJIRS_0307_0277.PDF.Acesso em: 08 de outubro de 2011.NEVES, José Luis. Pesquisa qualitativa – características, uso e possibilidades.Cadernos de pesquisas em administração, São Paulo, v.1, n.3, 2º. Semestre/1996.Disponível em: http://www.ead.fea.usp.br/cad-pesq/arquivos/C03-art06.pdf. Acessoem: 15 de agosto de 2011.PADILHA, R. P. Planejamento dialógico: como construir o projetopolíticopedagógico da escola. São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 2001.ROSA NETO, Luis. Didática da matemática. São Paulo: Ática, 2001.
    • 41APÊNDICE 01 Prezado aluno, O objetivo deste trabalho é recolher dados para reflexões acerca do tema depesquisa tratado no TCC III. QUESTIONÁRIO 1. Qual sua idade? 2. Qual turno você estuda? ( ) Matutino ( ) Noturno 3. Você trabalha? ( ) Sim ( )Não 4. Se não trabalha, por que optou por estudar a noite? 5. Em qual situação você estuda em casa? ( ) Todos os dias? ( ) Às vésperas da prova? ( ) Quando corre o risco de ser reprovado? ( ) Outra situação? 6. O que você acha de seu professor de matemática? 7. Qual sua expectativa para este ano na sua escola? 8. Qual a sua relação com os colegas de sala? 9. Você recebe alguma ajuda dos colegas para estudar? 10. Você gosta da disciplina matemática? Explique o porquê. ( ) Sim ( ) Não 11. A escola te dá condições para aprender, em que nível? ( ) Ruim ( ) Razoável ( ) Bom ( ) Excelente
    • 42APÊNDICE 02 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO-CAMPUS VII - SENHOR DO BONFIM/BA CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Este aluno (a) está convidado (a) a participar desta pesquisa. Ao aceitar, estarápermitindo a utilização dos dados aqui fornecidos para fins de análise. Você tem liberdadede impedir o (a) aluno (a) sob sua responsabilidade de participar, e ainda, de se recusar acontinuar participando em qualquer fase da pesquisa, sem qualquer prejuízo pessoal. Todas as informações coletadas neste estudo são estritamente confidenciais, vocêou o (a) aluno (a) não precisará se identificar e somente as pesquisadoras e sua equipeterão acesso as suas informações. INFORMAÇÕES SOBRE A PESQUISA Título Provisório AS RELAÇÕES DA APRENDIZAGEM do Projeto:MATEMÁTICA DE ALUNOS DAS TURMAS DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO NOCOLÉGIO ESTADUAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, EM MIGUELCALMON, BAHIA Pesquisadora Responsável: Rodson Fabrício Marques Okuyama Orientadora: Maria Celeste Souza Castro Tendo em vista os itens acima apresentados, eu, de forma livre e esclarecida,autorizo a participação do (a) aluno (a) sob minha responsabilidade a participar destapesquisa. Assinatura do Responsável pelo (a) Aluno (a)