Monografia Emilio Matemática 2012

2,916 views
2,789 views

Published on

Matemática 2012

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
2,916
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
40
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Monografia Emilio Matemática 2012

  1. 1. 1UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VIICOLEGIADO DE MATEMÁTICACURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICALINGUAGEM MATEMÁTCA DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DA 6ª e 7ª SÉRIE DA ESCOLA CENTRO EDUCACIONAL DE PONTO NOVO - BAHIA EMILIO LOPES DOS SANTOS SENHOR DO BONFIM 2012
  2. 2. 2 EMILIO LOPES DOS SANTOS LINGUAGEM MATEMÁTICADOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DA 6ª E 7ª SÉRIE DA ESCOLA CENTRO EDUCACIONAIS DE PONTO NOVO - BAHIA Monografia apresentada como conclusão do curso de Licenciatura em Matemática do Departamento de Educação - Campus VII, e terá a orientação da Professora Norma Leite Martins de Carvalho. SENHOR DO BONFIM 2012
  3. 3. 3 EMILIO LOPES DOS SANTOS LINGUAGEM MATEMÁTICADOS PROFESSORES DE MATEMATICA DA 6ª E 7ª SÉRIE DA ESCOLA CENTRO EDUCACIONAL DE PONTO NOVO - BAHIAAprovado em _______de__________________________________________2012.______________________________ ___________________________Prof. Examinador Prof. Examinador ____________________________________________________________ Profª. Examinadora e Orientadora
  4. 4. 4 DEDICATÓRIADedico este trabalho aos meus pais Francisco e Ilzabete.
  5. 5. 5 AGRADECIMENTOEm primeiro lugar agradeço a Deus pela força e perseverança de poder concluirmeu curso.A minha Família por todo apoio do inicio ao fim sempre presente no dia-dia.Aos Colegas de turma pelo apoio e ajuda na realização de atividade, trabalho,projetos, provas e pesquisas.Aos Professores por toda dedicação nas aulas e orientações profissionais.Aos Motoristas que me deram tantas caronas na minha ida e volta á Universidade.Aos Professores que participaram da pesquisa pela gentileza e humildadecolaboração.Ao Colegiado de curso, pela sua colaboração nas matrículas e trabalhos afins.Ao Pessoal de balcão da biblioteca pela atenção e pontualidade no atendimento.A minha orientadora, Professora Norma Leite pela sua atenção e dedicação comresponsabilidade e profissionalismo no desenvolvimento da minha pesquisa.E de maneiras especial os amigos que jamais vou esquecer por tudo que fizemosjuntos ou um pelos outro “ABRAÃO GAMA, ADEMARIA GALEGA, ANA CÁTIA, ANAPAULA, ERICA CRISTINA, FÁBIO MATOS, JAKSON MIRANDA, JORGE SIMÕES,LÚCELIA SILVA, MANOEL ELIAS, LEONARDO PINHO, RUBENS COSTA ETAINARA ALVES”.
  6. 6. 6“O principal objetivo da educação é criar homenscapazes de fazer coisas novas, não simplesmentede repetir o que outras gerações fazem – homenscriativos, inventivos e descobridores”.Formar mentes que possam verificar e não aceitartudo que lhes é oferecido tem que está aptos aresistir individualmente, a criticar, a distinguir o queestá provado do que não está.Precisamos de discípulos ativos, que aprendamcedo a encontrar as coisas por si mesmo, empartes por sua atividade espontânea e, em partepelo material que preparamos para eles, queaprendam cedo a dizer o que verificável e o que ésimplesmente idéia que lhes veio”. Jean Piaget
  7. 7. 7 RESUMOEste trabalho teve como tema Linguagem Matemático e Práticas Sociais com o objetivo de pesquisarcomo é desenvolvida a Linguagem Matemática pelos Professores de Matemática da 6ª e 7ª da Escola Centro Educacional de Ponto Novo. Esse tema fundamentou-se nas ideias transformadoras defendidas dentre outros por autores Lukesi (2004) Machado, (1998), Meneses (2004), PCN (2002), SMOLE (2006). De natureza qualitativa, este trabalho obteve como público alvo cinco professores que ensinam Matemáticas nas 6ª e 7ª série na Escola Centro Educacional de Ponto Novo. A opçãopor este Estabelecimento Escolar foi devido à experiência vivida, como docente, durante o período de Estágio Supervisionado ministrado pela disciplina Estágio II e III. Para coleta de dados foi utilizado o questionário como instrumento, por este ser de fácil aplicação e bem aceito pelos pesquisados. A análise dos dados nos permitiu concluir que os professores apontam que é fundamental o uso da linguagem na compreensão dos conteúdos matemáticos dentro da própria realidade social. Palavras chaves: linguagem matemática e Práticas sociais.
  8. 8. 8 SUMÁRIOINTRODUÇÃO...........................................................................................................09CAPÍTULO I ..............................................................................................................111. Problematizando.....................................................................................................11CAPÍTULO II..............................................................................................................182.Fundamentação Teórica.......................................................................................18 2.1 A linguagem Matemática: Ponto Chave na Aprendizagem dos conteúdosda Matemática............................................................................................................18 2. 2. A linguagem Matemática enquanto prática social...................................21 2.3. Comunicação e dimensões simbólicas dos conceitos e significados.......25CAPÍTULO III.............................................................................................................313. Metodologia..........................................................................................................31 3.1.Tipo de Pesquisa.......................................................................................31 3.2. Modalidade de Pesquisa..........................................................................32 3.3. Instrumento de Pesquisa..........................................................................32 3.4. Lócus da pesquisa....................................................................................33 3.5.Sujeitos da Pesquisa.................................................................................34 3.6. Desenvolvimento......................................................................................34CAPÍTULO IV ............................................................................................................364. Analise e Interpretação dos dados.....................................................................36 4.1 Questionários fechado...............................................................................36 4.2 Questionáriosaberto..................................................................................39CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................47REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................49
  9. 9. 9ANEXOS INTRODUÇÃOA linguagem pode ser entendida como uma ação social que utiliza símbolos tambémcriados socialmente para usá-los na leitura e na escrita orientando na compreensãodo texto matemático em sala de aula. Também a relação entre ler, escrever einterpretar precisa ser compreendida para que o seu ensino não se limite às técnicase procedimentos, destacando ainda, a importância da linguagem para a construçãode conceitos.O tema norteador deste trabalho nasceu ainda quando estávamos no meio do cursoe posteriormente no Estágio Supervisionado. Dessas duas vivências, encontramos aimportância do uso adequado da linguagem matemática. A linguagem que queremosmostrar e analisar nesse trabalho desenha-se sobre as perspectivas: linguagemmatemática e a importância na compreensão dos conteúdos e também comopráticas sociais, cujos objetivos são: observar a linguagem que os professores dematemática utilizam para introduzir os conteúdos matemáticos; verificar as conexõesestabelecidas pelos professores entre os conhecimentos matemáticos e a realidadesocial do meio.Para tanto, elaboramos e aplicamos um questionário para cinco professores daEscola Centro Educacional de Ponto Novo no mês de Dezembro do ano de 2011.Deste modo a presente pesquisa é composta de quatro capítulos que subsidiameste contexto tomando por base teórica, (PCN 2002), (D’AMBROSIO) (ALMEIDA1994), (MACHADO 2004) e (MENESE 1998).O primeiro capítulo descreve o esclarecimento da justificativa da pesquisaargumentada por meio de fatos fundamentados em uma possível situaçãoenfrentada pelos sujeitos.No segundo Capítulo, o desenvolvimento do aporte teórico deve subsidiar aspalavras chaves, linguagem matemática e práticas sociais. Em torno dalinguagem na área da matemática baseados nas idéias transformadoras, defendidasdentre outros (Pimm 2002), ((Gelson Iessi), (PCN 2001), (LUKESI 2004)).
  10. 10. 10O terceiro Capítulo aborda os procedimentos e as técnicas utilizadas paraelaboração deste trabalho baseado na metodologia qualitativa. Por essa abordagempossibilitou uma maior interação entre pesquisador e pesquisados, visando enfatizaruma análise mais precisa sobre as opiniões dos sujeitos. Apresentamos também oinstrumento utilizado para coleta de dados, o lócus da pesquisa, os sujeitosinvestigados e o desenvolvimento da pesquisa.No quarto Capítulo, encontra-se a análise dos dados cujos resultados foramconfrontados com o aporte teórico, mostrando a relação existente na importância dalinguagem matemática na compreensão dos conteúdos matemáticos e as práticassociais e para finalizar, nas considerações finais, trazemos os resultados e algumdestaque de idéias que acreditamos ser fundamentais para o desenvolvimento daeducação no campo social e profissional.
  11. 11. 11CAPÍTULO I - ProblematizandoDepois de vivenciar experiências na própria Faculdade, percebemos que o uso dalinguagem pelo professor de modo adequado é importante para o sucesso da compreensãodos conteúdos matemáticos, pois tornam os conhecimentos mais compreensíveis esignificativos estabelecendo relações mais próximas de sua significação e utilidade. Aausência desta linguagem compromete a aprendizagem, pois não alcança sua importânciadevida, deslocando dificuldades na assimilação e desprezo pelos conteúdos desenvolvidospelo professor. Com essa base de consciência nasceu a nossa motivação e interesse depesquisar e estudar mais sobre linguagem, em especial linguagem verbal (oral e escrita) damatemática.Podemos dizer, assim, que a comunicação é a primeira das funções da linguagem, pois nãoé só a transmissão de ideias, informações ou fatos, mas também de objetos, conceitosinterferindo e modificando os significados. Segundo Almeida (1994, p. 10): A língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a sua realidade, assim apreendê-la é apreender não só palavras, mas também os seus significados e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio social entendem e interpretam a realidade e a si mesmo.Congruente a concepção do autor acima entendemos que o indivíduo emprega a linguagemnão só para expressar o pensamento, ou para transmitir informações para outro indivíduo,mas é o lugar de ação ou interação. Com isso, a linguagem pode ser vista como umaatividade como forma de ação que constitui e é constituída pelos sujeitos que a usam. A linguagem verbal possibilita a representação da realidade desde o momento em que é aprendida conservando um vínculo muito estreito com o pensamento, possibilitando a comunicação que se constitui a essência da atividade verbal. É através da linguagem que os acontecimentos são controlados, com ela comunicar idéias, pensamentos e intenções de diversas naturezas e, desse modo influenciar o outro e estabelecer relações interpessoal anteriormente inexistente (PCN 2001, p. 110).
  12. 12. 12Se a linguagem é tudo isso e muito mais, é fácil compreender o seu papel na transmissãodos conteúdos matemáticos pelos professores da Educação Básica. A comunicação entrealunos, tanto oral como escrita, constitui um aspecto que o professor deve incrementar,porque permite o desenvolvimento de capacidade, de atitude e do conhecimento.Entre tantas outras, a linguagem tem duas funções importantes: a comunicativa e acognitiva, a primeira destas funções, prende-se com a capacidade de o aluno, numasituação, ser capaz de identificar os elementos importantes e de comunicar aos outros. Asegunda está relacionada com a possibilidade de a linguagem promover a estruturação e aregulação do pensamento, especialmente quando o aluno está em interação com os outros. É importante, fazer uma distinção inicial entre dois termos aparentemente sinônimos, mas que possuem uma carga teórica diferente: língua e linguagem. A expressão linguagem designa uma faculdade humana universal, algo que caracteriza um fenômeno da espécie humana, como homo sapiens, ou seja, como um sujeito reflexivo, pois pela linguagem conseguimos nos tornar seres sociais, racionais. A expressão língua refere- se a uma dada língua natural e histórica particular, que possui suas características próprias, como por exemplo, a Língua Portuguesa, que é fruto de uma história que a identifica, a nação brasileira que é marcada por diferenças de toda ordem. E a Língua Portuguesa, no Brasil, reflete essa diversidade – nas suas muitas variedades em que se caracterizam regiões, agrupamentos sociais, mundos urbanos e rurais. Negar essa realidade é negar nossa própria identidade (SOLANGELA DA MATTA, 2009, p. 27).A língua viabiliza a interação de indivíduos e consequentemente o conhecimento,confrontando e sofrendo transformações e proporcionando a criação de idéias mais novasem grau diferente de abstração, de generalização e de precisão na área de exata, comotambém em sala de aula, possibilitando ao trabalho do professor uma avaliação contínua daaprendizagem dos conceitos.Iniciamos a nossa reflexão pensando sobre o papel da linguagem matemática nodesenvolvimento do aluno, levando em consideração que as atividades que envolvem amatemática não contribuem exclusivamente só para a formação do pensamento lógico-matemático, mas desenvolvem diversos aspectos das atividades intelectuais, por exemplo, acapacidade de interpretar, analisar, criticar, concluir e verificar a validade de uma conclusão.As atividades desenvolvem também a criatividade, a interação, o bom senso e a
  13. 13. 13organização. Logo, a linguagem dentro do ensino da matemática, justifica-se sobre tudo, pordesenvolver essas habilidades que embasam a forma de raciocinar e de pensar doeducando. Sendo incorporada por eles, podem ser generalizada para o estudo e aaprendizagem de outras disciplinas do currículo, e ainda, utilizando no enfrentamento dassituações do cotidiano.Se olharmos a Matemática por esse ângulo e conseguirmos fazer com que nossos alunos eos demais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem vejam a matemática comouma disciplina que desenvolvem todas as capacidades humanas, deixaremos de ouvir:“Para que serve Matemática?”,“Nunca vi esse conteúdo aplicado em minha vida.”“A Matemática é muito difícil!”“Na minha casa ninguém gosta de Matemática”.“Eu nunca fui bem a Matemática, essa disciplina me causa medo.”“Eu sei conferir o troco certinho, mas não sei escrever e calcular a subtração.”“A Matemática que se aprende na escola não tem nada a ver com a Matemática queprecisamos saber para usar na vida.”E passaremos a ouvir:“eu utilizo Matemática todos os dias, quando faço as compras, quando pago as contas.”“o Marceneiro, o Encanador tem que, medir, adicionar, subtrair, dividir, eles não conseguemtrabalhar sem usarem a Matemática.” “muitos profissionais usam a Matemática, por exemplo, os Arquitetos, os Engenheiros,Mecânicos, e até mesmo os Motoristas.”“a Matemática nos ajuda a raciocinar, e raciocinar cada vez mais rápido.”“aprender Matemática é saber usa-la na vida diária!.”
  14. 14. 14Pode-se dizer que a matemática é uma das disciplinas mais utilizadas no cotidiano, mas sãopoucos os alunos que avançam nesse conhecimento. A imagem da matemática é seletivaem vez de inclusiva, convém dizer que, se o início da aprendizagem está ligada aoprofessor, à linguagem ou a verbalização de muitos conhecimentos devem também serassociadas a ele a forma de introduzir os conhecimentos na vida do seu aluno. A influênciada natureza das tarefas na qualidade e quantidade do discurso é de crucial importância. Astarefas rotineiras, vulgarmente designadas por exercícios, não são, normalmente, geradorasde grande discussão entres os alunos, uma vez que o modo de resolução assenta numalgoritmo já conhecido destes.As tarefas demasiado difíceis para os alunos, sem nenhum tipo de familiaridade, são nooutro oposto, inibidoras do desencadear da comunicação, que na maior parte dos casosbloqueiam totalmente. Por isso, faz- se necessário que façam tarefas equilibradas para cadaestágio de desenvolvimento do aluno, ou seja, abordáveis por estes, mas ao mesmo tempodesafiantes. O modo de organização dos alunos nas aulas, na realização de tarefasinfluencia também as produções linguísticas dos diversos interlocutores, principalmente dosalunos.Estudos realizados no âmbito da Educação Matemática (MENESES &NUNES, 1996, p.12),“sublinham os benefícios que podem advir, em termos da comunicação entre os alunos,quando realizam tarefas matemáticas adequadas e de uma forma cooperativa”. Aparticipação dos alunos através de discursões explicando as suas ideias, manifestando-se,argumentando, conjecturando em grupos menores, podem justificar por uma maiorconfiança, uma vez que o professor não está a ouvi-los, mas também porque adisponibilidade de manifestação são maiores, em vez de um aluno falar, poderá esta falandoseis ou sete alunos, consoante o número de grupo. A possibilidade de os alunos discutirementre si, tentando esclarecer idéias menos claras, permite maior riqueza na discussão geral.Segundo Long (1992, p.128): As questões que os professores formulam e as subsequentes respostas dos alunos são atividades importantes na sala de aula. O questionar é um versátil e poderoso recurso para promover a compreensão e encorajar a investigação ativa de novas idéias. Além, disso, as respostas dos alunos fornecem ao professor a informação que permite monitorar e avaliar o trabalho individual e em grupo.
  15. 15. 15É importante que o professor leve para a sala de aula situações em que os alunos possamexercitar prática de compreensão e interação, possibilitando estar em contato comatividades de atitudes e mais, mantê-lo os como interlocutores, respeitando a palavra doparceiro, agindo como reais parceiros, coordenando, concordando, discordando,acrescentando, questionando, perguntando, respondendo, avaliando e o mais importantesomando experiências e aprendizagens. De acordo com Bernardo, (1989, p.22): A linguagem possui a capacidade de reter compressões e expressões em discursos compreensíveis, como a fala e a escrita permitindo ainda que regiões do conhecimento sejam formadas criando ideias mais claras, mais explicitam mais precisas e delineadas contribuindo para transformações do pensamento envolvido aprimorando e ampliando seus significados e seu poder de aplicabilidade.Dessa forma, a linguagem representa um papel fundamental para o desenvolvimento doraciocínio e é por meio dela que o conhecimento é internalizado, codificado em sistemas ouformas estruturadas, por exemplo, para compreender um problema será necessário, emprimeiro lugar, compreender a linguagem em que está expressa a tarefa, seja adição,subtração, multiplicação ou divisão e ter adquirido previamente certo conhecimento deregras de cada operação.A importância e o valor do uso da linguagem são determinantes para compreender osdiferentes níveis de leituras e de escritas que satisfazem as demandas sociais. Para aescola como espaço institucional de acesso ao conhecimento, a necessidade de atender aessa demanda implica uma revisão substantiva das práticas de ensino que tratam alinguagem e comunicação como algo sem vida e os livros como conjuntos de regras aserem compreendidas. É válida a composição de práticas que possibilitem aos alunosaprender que é a partir da linguagem que se compreende a diversidade de informaçõespresentes em sua vida social. A área do conhecimento, comprometida com exercício da cidadania, precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade do uso eficaz da linguagem que satisfaça às necessidades pessoais, e que pode estar relacionado ás ações efetivas do cotidiano, à transmissão e busca de informações ao exercício da reflexão, (PCN, 2001, p. 125).
  16. 16. 16Para desenvolver uma atitude de abertura em relação à experimentação e à inovação, faz-se necessário desenvolver, não só as competências matemáticas, mas também aquantidade de atividade que envolve a qualidade das atitudes que expressam. A matemáticacomporta um amplo campo de relações de regularidade que desperta a curiosidadedesenvolvendo a capacidade de generalizar, projetar e abstrair favorecendo a estruturaçãoe o desenvolvimento do raciocínio lógico. Faz parte de todas as vidas das pessoasexperiências mais simples como contar, compra e operar sobre quantidade. A Matemática incorporada à cultura torna-se indispensável à formação da cidadania contemporânea, pois esse conhecimento permite elaborar modelos de evolução, integração e ao mesmo tempo desenvolver sabedorias para o uso da vida humana. Espera-se que o ensino da Matemática na escola contribua para a formação de uma cultura social e científica e efetiva que encaminhem o indivíduo à interpretação dos fatos, descobertas e acontecimentos situados e dimensionado a interação do ser humano no e com a natureza. Para tanto, é essencial que o conhecimento matemático seja explicito como processo histórico, produzido em sociedade, objetos de contínua transformação em relação com a vida social e associada com outras formas de expressões e produções humanas. É necessário também que a cultura em Matemática inclua a compreensão do conjunto de equipamento e procedimentos, técnicos ou tecnológicos, que cercam o cotidiano doméstico, social e profissional. (SEMETEC/ MEC-1998, p.165).Ao propiciar esses conhecimentos, o aprendizado da Matemática promove a articulação detoda uma visão de mundo, de uma compreensão democrática do Universo, mais amplo doque nosso entorno material imediato, capaz, portanto de transcender nossos limitestemporais e espaciais. Vê-se assim que, ao lado de um caráter mais prático, a Matemáticarevela também uma dimensão filosófica, com uma beleza e importância que não se deve sersubestimada no processo educativo.Podemos concluir que cabe a nós professores mostrar aos alunos o relevante papel doconhecimento matemático nos dia de hoje. Com base das experiências vivenciadas comoaluno e mais no Estágio de observação feito na Escola Municipal Centro Educacional dePonto Novo nas turmas de 6ª e 7ª série, visto o baixo grau de compreensão e escrita porparte dos alunos nos despertou a fazer essa pesquisa sobre linguagem matemáticadesenvolvida pelos professores de matemática nas turmas de 6ª e 7ª série das EscolasMunicipais Centro Educacional de Ponto Novo, com os seguintes objetivos: 1. Observar a
  17. 17. 17linguagem que os professores de matemática utilizam para introduzir os conteúdosmatemáticos. 2. Verificar as conexões estabelecidas pelo professor entre os conhecimentosmatemáticos e a realidade social do meio.Partindo do argumento, Como é desenvolvida a linguagem matemática pelos professores dematemática da 6ª e 7ª série na Escola Municipal Centro Educacional de Ponto Novo?
  18. 18. 18CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAA nossa proposta neste capítulo é mostrar as compreensões fundamentadas emalguns atuais autores que falam do tema linguagem Matemática, e também dasrelações que intercalam dentro da própria linguagem como linguagem matemática eprática social, linguagem e interação em sala de aula, linguagem e comunicação edimensões simbólicas envolvendo conceitos e significados.2.1 A LINGUAGEM MATEMÁTICA: PONTO CHAVE NA APRENDIZAGEM DOSCONTEÚDOS DA MATEMÀTICA.A Matemática é apresentada e trabalhada essencialmente de duas formas: umacientífica e outra pedagógica. De açodo com Bicudo e Garnica (2002, p. 45) odiscurso cientifico da Matemática aparece nas pesquisas e na construção doconhecimento matemático que são realizados por profissionais. Daí objetiva serapresentado a uma comunidade especifica denominado de cientifica e seusresultados são divulgados em textos bastante formalizados. O discurso pedagógicoda Matemática faz parte da Educação Matemática e objetiva interagir na postura, nametodologia, na didática, nos textos escritos e falados. Os autores, Bicudo e Garnica(2002, p. 46) concluem que: Ambos os discursos pautam-se na construção doconhecimento matemático plasmada na comunicação, na negociação oral designificados e na mediação desempenhada pelo texto escrito.Compreender a linguagem matemática auxilia no entendimento da própriaMatemática, isto significa conhecer e distinguir os números, as operaçõesaritméticas básicas, mas também ser capaz de formular críticas ou tirar conclusõesdas próprias informações.A comunicação pode ser feita nas mais diversas formas, sendo algumas naturais(linguagem materna) e outras construídas (linguagem matemática). Os sujeitospossuem diferentes habilidades e preferências e todos podem desenvolver e utilizardiferente linguagem para interpretar, explicar e analisar o mundo. Em especial, aMatemática, como linguagem tem o caráter universalidade e outras manifestaçõesculturais. Essa universalidade da linguagem matemática mostra a sua utilidade na
  19. 19. 19comunicação. Existem verdades não contestáveis na Matemática. D’Ambrosio(2001, p.74) coloca que: “Não se discute que ‘2+2=4’, mas sim sua contextualizaçãona forma de construção simbólica que é ancorada em toda uma historia cultural”.A Matemática quando caracterizada pelo rigor de linguagem é isolada num mundo aparte. Porém, este rigor é parte da linguagem, o que não quer dizer que ela seja omesmo que dificuldade. De acordo com Imenes e Lellis (1998): “É precisocompreender o vocabulário dessa linguagem, os símbolos, que são elementos decomunicação, ou, sinais gráficos que representam uma ideia de comunicação”.Ler e escrever na língua materna não é a única forma de interpretar, explicar eanalisar o mundo. A Matemática é outra dessas formas que tem seus códigos elinguagem própria e um sistema de comunicação e de representação da realidadeconstruída ao longo de sua historia. Para (Luiz 2006, p.120): A Matemática está relacionada com a história e o desenvolvimento das civilizações. Resgatar os fatos e os processos históricos torna uma fonte para o ensino e aprendizagem, além, de constituir um ótimo recurso para trabalhar em virtude dos aspectos culturais nesses fatos históricos.A linguagem matemática desempenha um papel significativo dentro da Matemáticae da cultura, mas não sobrevive isolada, pois prescinde do apoio da linguagemmaterna para realização da comunicação. Dessa forma, é ponto prioritáriodesenvolver capacidades e habilidades para lidar com a linguagem dessa disciplina.Tanto a linguagem materna quanto a linguagem matemática utilizadas em aulas nasformas oral e escrita, quando não colocas e apresentadas de forma clara e objetivatrazem prejuízo para o aluno. A clareza e a objetividade são requisitos para uma boacomunicação e com isso evita as interpretações e conclusões errôneas. A escrita,sendo clara, auxilia na elaboração de um pensamento também claro e isso implicaem interpretações e resoluções corretas.Discutir as questões de linguagem com o aluno contribui para que ele desenvolva ohábito de atentar para o real significado de cada palavra em uma situação ouproblema e se torne independente na análise da situação ou na resolução doproblema. Quantas vezes o aluno não resolve um problema por não entender o que
  20. 20. 20está sendo perguntado. Então, onde reside a dificuldade? Na língua materna, nalinguagem matemática ou na própria Matemática?A comparação que fazemos entre a linguagem natural e a linguagem matemática emque apresentamos verificam-se a diferenças marcantes. Desde logo, porque alinguagem matemática não se aprende a falar em casa, mais a linguagem naturalsim e a utilizar na escola. A aprendizagem da matemática apresenta, também,diferenças quando comparamos com a aprendizagem de uma segunda línguanatural - que habitualmente também ocorre numa escola – pois não encontramos, nodia-dia, um grupo de falantes que a utilize, em exclusividade, para se comunicar.Para (Meneses 2004, p. 03) A linguagem da matemática carece, pois docomplemento de uma linguagem natural.A linguagem matemática não é natural como a língua materna. A criança aprende afalar e se comunicar com os outros por meio da língua materna. A criança aprende acontar imitando o adulto, mas para entender a sequência dos números naturais, porexemplo, ela precisa estabelecer alguns conceitos e estrutura que não são naturaisà língua materna. A linguagem matemática é construída e precisa da língua Maternanessa construção. A precisão com a linguagem materna e matemática torna-senecessário para não desenvolver conceitos errados ou falta de entendimento dealguma questão. As duas linguagens precisam ser claras para que o encadeamentoseja perfeito e a análise do problema completa. Machado (1998, p. 15) reforça estaidéia ao dizer que: [...] mesmo as tentativas mais singelas de iniciação à Matemática pressupõe um conhecimento da Língua Materna, ao menos em sua forma oral, o que é essencial para compreensão dos objetos envolvidos ou das instruções para ação sobre eles. Tal dependência da Matemática em relação à Língua Materna não passa, no entanto, de uma trivialidade, com a agravante de ser inespecífica uma vez que se aplica igualmente a qualquer outro assunto que se pretenda ensinar.Cada forma de linguagem apresenta suas dificuldades especificas, portanto pode-seimpedir que o não entendimento de uma linguagem prejudicasse a compreensão daoutra, o que já é uma forma de minimizar essas dificuldades e então partir para asdificuldades especificas da primeira.
  21. 21. 212. 2. A linguagem Matemática enquanto prática social.Entender o significado matemático envolve compreender que a Matemática temlinguagem própria, é como se aprendêssemos a falar, a ler e a nos comunicar emoutra língua. Comparar a Matemática com o falar é essencial. D’ Ambrosio (1986),coloca: [...] o fato de a Matemática ser uma linguagem (mais fina e precisa que a linguagem natural) que permite ao homem comunicar-se sobre fenômenos naturais, consequentemente, ela se desenvolve no curso da história da humanidade desde os “sons” mais elementares, e, portanto intimamente ligada ao contexto sociocultural em que se desenvolve - por isso falamos em matemática grega, matemática hindu, matemática pré-colombiana. (p.35).A Matemática também tem seu caráter instrumental, colocando-se como Ciênciacom linguagem própria e métodos específicos de investigação. E com um papelintegrador junto às demais ciências. Aprender Matemática de uma forma contextualizada, integrada e relacionada a outros conhecimentos traz em si o desenvolvimento de competências e habilidades que são essencialmente formadoras, á medida que instrumentalizam e estruturam o pensamento do aluno, capacitando-o para compreender e interpretar situações, se apropriar da linguagem especifica, argumentar, analisar, tirar conclusões própria, avaliar tomar decisões, generalizar e muitas outras ações necessárias a sua formação. (PCN+, 2002, p.111).O Professor precisa levar o aluno a desenvolver a linguagem matemática de formaque ela se torne tão natural quanto á linguagem cotidiana. Para isso precisacompreender o contexto em que atua e necessita ser modificado, pois a Matemáticatal qual qualquer outro conhecimento sofre a influência do meio onde está inserido eda época em que está sendo trabalhada e apresentada. É proveitoso integrá-lo,tanto espacialmente quanto temporalmente. A Matemática não pode estar imune aocontexto circundante e precisa tirar partido da evolução e da tecnologia. Não dámais para ensinar hoje como se ensinava ontem, porque tanto a linguagem quantoo comportamento dos usuários se alteram de forma contínua.A sociedade impõe comportamentos, costumes, hábitos, ou seja, símbolos, sistemasde comunicação que regulam e comandam as práticas sociais. Como homem algum
  22. 22. 22é uma ilha, a partilha, a conformidade, as regras surgem e marcam presença nocotidiano das pessoas. Existem convenções para praticarmos tudo: sistemaseconômicos, moedas, regras de filiação, convenções de tráfego, de traje, deformalidades sociais e boas maneiras. Sendo assim, o funcionamento do própriohomem e das coisas que o rodeiam é regulamentado para tornar a vida socialpraticável.Da mesma forma, a linguagem é um instrumento de que o homem dispõe parasignificar o mundo: por meio dela, interage socialmente e cria referências culturais.Mais do que simples elementos de comunicação, a linguagem manifesta-se comoum campo de práticas sociais, no exercício das quais o sujeito conquista um espaçode cidadania. Como bem diz Bahktin (1992, p.20): “Todas as esferas da atividadehumana, por mais variadas que sejam, estão relacionadas com a utilização dalíngua. Não é de surpreender que o caráter e os modos dessa utilização sejam tãovariados como as próprias esferas das atividades humanas. (...)”.Assim, como tudo o que fazemos aponta para um contexto mais amplo, social ecultural, a matemática pertence à comunidade e não a indivíduos – um lugar depráticas sociais. É nesse aspecto que a atividade de matemática realmente serealiza e ganha identidade, pois em função das diferentes situações de uso, osconteúdos vão sendo organizados, agrupados em tipos, de acordo com a finalidadea que se propõem.Portanto, as diferentes atividades e situações da vida humana pressupõemdiferentes condutas, posicionamentos, posturas, linguagens, vestuáriosdeterminados sócios - historicamente. É como se, para cada situação, existisse ummanual de boas maneiras que pode ir se modificando, de acordo com o própriodesenvolvimento cultural. Assim, se nos portamos dessa ou daquela maneiradependendo da situação, usamos esta ou aquela roupa dependendo do ambiente,se falamos de forma distinta com nosso interlocutor e o contexto, se nossa vida sereveste de práticas sociais e historicamente definidas, também tem suas açõesdelimitadas pelo julgamento social. Kleiman (2002) observa que:
  23. 23. 23 ... as práticas sociais de uso da escrita são situacional e culturalmente determinadas: não faz sentido ensinar a ler jornais numa comunidade de sertão nordestino, onde não há sequer um jornal ou revista, sem antes ter criado a necessidade de ler jornais, isto é, sem antes ter introduzido o jornal na vida comunitária. (p. 69).Já se falou que a escrita não existe por ela mesma, mas, sim, é um ato delinguagem que corresponde a uma atividade sócia comunicativa, ou seja, entrepessoas em diferentes contextos sociais. Assim, por meio desse instrumento criadopelo homem, a escrita informa, avisa, ensina, adverte, descreve, anuncia, explica,comenta, argumenta, resume, registra, sonha, faz literatura, enfim, em sociedadeletrada como a nossa, ela está presente nas próprias ações humanas.Sabemos que a preocupação com a leitura e com a escrita sempre esteve presentena sociedade, como afirma Rocco (1994, p.36), ”ler e escrever são as primeirasmetas a ser comprimidas na sala de aula pelos educando”, no entanto, em ummundo cujas transformações estão cada vez mais aceleradas, “a linguagemtransformou-se em um instrumento decisivo do conhecimento humano”. Luria (2001,p. 22).Por muito tempo as barreiras criadas por algumas disciplinas escolares têmimpedido algumas áreas do conhecimento de desempenhar a função de inserir oindivíduo no mundo letrado, e a Matemática é uma destas. Segundo Kleiman eMorais (2002, p.127), “deixar a responsabilidade do ensino da leitura ao professor deLíngua Portuguesa equivale a negar o valor social da leitura, uma vez que essahabilidade é comum às diferentes áreas”.Em primeiro lugar a noção de leitura, não apenas como um sistema considerado nasua estrutura interna, uma construção acabada, mas como elemento vivo,produzindo na história homens que se revele e se constituem com enunciados nasdiferentes situações sociais. Segundo Pimm (1999, p. 02): A linguagem é um ponto central na educação, pois é através dela que se mantêm e reconhecem a identidades pessoais e sociais, pois é ela que representa todas as formas de comunicação que o homem criou. A linguagem matemática está presente em diversas atividades humanas, como arte, música, informática, nas práticas do dia-a-dia, entre outras. Nos dias de hoje, é praticamente impossível pensar o contexto atual sem que a
  24. 24. 24 Matemática esteja presente, e esta percepção evidencia a importância do domínio da linguagem matemática. Atribuir significado é necessário para que exista uma afetiva comunicação, logoentendemos que a competência leitora depende de um ensino que priorize o uso deações coordenadas e articuladas nas diversas áreas do ensino, Pimm (1999, p.17)“assegura que só o fato da linguagem matemática ser utilizada como poderoso meiode comunicação social, já torna razão suficiente para ser ensinada a todos osindivíduos”.O investimento nesta ação irá garantir retorno no desenvolvimento tanto no âmbitopuramente escolar, como também em um campo de nível social mais amplo, ouseja, na sociedade. Sabemos que não é tarefa fácil, pois requer um pouco mais deesforço, pois existem algumas armadilhas existentes na comunicação, pois apesarda Matemática possuir uma linguagem própria, ela utiliza uma língua materna quemuitas vezes, emprega termos com significados que não correspondem ao sentidoliteral. Pimm (1999, p. 15), Smole e Diniz (2001, p. 23) afirmam que: “o recurso dacomunicação nas aulas de Matemática faz com que o aluno reflita e construaesquemas mais elaborados de pensamento e de ação, para aprender com maiorqualidade e profundidade”.O reconhecimento das exigências atuais e a preparação para tantas outras com asquais certamente os alunos se confrontam durante e após a escolaridade básicaimplicam uma diferente utilização do raciocínio e dos conhecimentos matemáticos,atribuindo ao ensino da Matemática a dupla função de desenvolver habilidades ecompetências e de levar o aluno a adquirir conhecimentos que possam se construiruma chave para leitura do mundo em que vive, bem como para a compreensão noprogresso científico e tecnológico. Segundo (SMOLE 2005, p.153): O conhecimento Matemático deve se organizar de tal modo que proporcione ao aluno aquisição de uma parcela importante do conhecimento humano e faça com que ele possa ler e interpretar a realidade e desenvolver capacidade necessária para atuação na sociedade e na sua vida profissional.Conclui-se, assim, que o conhecimento Matemático deve estar inserido na vivênciado aluno. Entendemos que cabe a escola relacionar e objetivar conteúdos que
  25. 25. 25atendam melhor as necessidades dos mesmos, e compete ao professor programaratividades de forma a motivar os alunos a aprendizagem. (Gelson Iezzi 2009, p.70)pontua: Algumas dessas atividades devem mobilizar a intuição do aluno e relacionar a Matemática tratada na escola com a vida cotidiana, pretendendo assim, organizar problemas variados que conduzam à realização de operações mentais e diversificadas e também introduzir problemas não clássico que estimulem a curiosidade dos alunos.Portanto o uso de atividades de investigação é um bom meio de promover oquestionamento. A Matemática na sua concisão e precisão pode clarificar esimplificar uma mensagem, as suas representações, símbolos, tabelas, diagramas,expressões deverão ser usadas e interpretadas pelos alunos.2.3. Comunicação e dimensões simbólicas dos conceitos e significadosA Matemática carrega consigo alguns estigmas, como de ser uma disciplina árida,difícil, destinada á compreensão de poucos. Esse problema parece ser cultural, poisa Matemática é vista como vilã, e uma vez que o preconceito se instaure, ele acabasendo passado adiante. Isto incomoda aqueles que conseguem percebê-lo de outraforma.A beleza da Matemática é o que está por detrás dos números, o que está além daaparência árida, rígida, exata, lógico-dedutiva, é o “espírito” da Matemática, é suaessência, que nos possibilita movimentar suas estruturas, dando-lhes sentido esignificado, Para (THOMAZ, 1996, p. 109) enxergar a beleza do conhecimento, nãoapenas matemático, é poder desvelar o aparente, tirando-lhe o véu para encontrar aessência.O elemento essencial é a forma significativa ou não que a Matemática tem paracada um, o que vai depender de como a relação entre o sujeito e a Matemática foiestruturada desde os seus primeiros contatos. Ou ainda, como ela foi apresentada,segundo (MACHADO, 1998, p.06) “É a forma de abordagem dos diferentes assuntosque distinguem as diferentes propostas, dando-lhes cor e substâncias”.
  26. 26. 26Para modificar esta cultura, são necessárias mudanças concretas, dando aoprofessor instrumentos para rever sua prática pedagógica, fazendo com que aaprendizagem matemática seja vista de forma tão natural quanto à da línguamaterna. Para Nicolau (1993, p. 78): “[...] As atividades lúdicas e práticas os alunoscriam e visualizam as formas concretas, selecionando idéias, relação lógicas, integrapercepções, fazem estimativas compatíveis com o crescimento físico e mental”.Buscar entender o significado de um conceito matemático envolve um prévio saberda mesma Matemática, o que é Matemática? Como lida com a linguagemMatemática? Como afirma Devlin (2004, p. 27). “O problema é profundo, tendo a vercom a capacidade cognitiva do ser humano”.O reconhecimento de conceitos abstratos e o desenvolvimento de uma linguagemadequada são dois lados de uma mesma moeda, segundo Pais (2001, p. 55): “Osconceitos são ideias gerais e abstrata desenvolvida no âmbito de uma áreaespecifica de conhecimento, criados para sintetizar a essência de uma classe deobjetos, situações ou problemas relacionados ao mundo da vida”.Entretanto, a singularidade dessa frase não é suficiente para expressar a totalidadedo que seja um conceito e nem mesmo pode ser interpretado como uma tentativa dedefinição. Para aproximar dessa possibilidade, seria preciso percorrer um longo esinuoso caminho, praticando uma permanente circularidade evolutiva através desucessivas interpretações e compreensões. Portanto, um conceito está em umprocesso de permanente construção, buscando ser objetivo e universal, mas sem,como afirmado por Pais (2001, 55), “considerá-lo uma entidade acabada, tal comoconcebida uma visão platônica”.Dependendo da forma como os conceitos são trabalhados terão significadosdiferentes para quem aprende. Van Engen (1953, apud BRITO, 2001, p.78,79): ... assinala a existência de três dimensões para o conceito de significado. Ele faz um comparativo, analisando a idéia de que as palavras e os símbolos como de uma palavra vai depender da maneira pela qual são relacionadas entre si e com outros elementos, ou seja, depende do contexto em que se encontram.
  27. 27. 27 As dimensões de Van Engen são: A sintática como sendo a maneira em que as palavras ou símbolos são usados em uma sentença ou fórmula matemática. Por exemplo, o numero “2” utilizado na equação “x2 + 5 = 8” possui um significado diferente do usado na equação “2x + 4 = 11”. Um outro exemplo seria ao uso da palavras : “Ela nada muito bem” e “ A lição não servi pra nada “. Se o aluno não tiver o domínio dessa simbologia e não perceber as suas nuances, estará resolvendo questões de forma mecânica e sem significado que pouco ou nada irão acrescentar a sua aprendizagem. A pragmática que faz referencia aos significados que cada palavra ou símbolo tem relação às vivencias e experiências individuais. O autor afirma que nesta dimensão estão incluídas as atitudes em relação à Matemática, já que experiências ruins do aluno nas aulas de Matemática com um professor que utiliza a disciplina como forma punitiva (resolver listas intermináveis de exercícios) leva o aluno a desenvolver atitudes negativas em relação à disciplina. A semântica que se referem às transformações dos significados. É a dimensão mais abrangente e tem ligação com as demais, pois se o aluno entende a linguagem simbólica e tem experiências positivas nas aulas e com o professor, então essa disciplina terá significado para ele. Esta dimensão faz referencia aos vários significados que um conceito pode ter em diferentes contextos. Brito (2001, p. 78), referindo-se à dimensão semântica, afirma que: “O professor é constantemente solicitado a usar os conceitos de maneira contextualizada, mas ele necessita, antes, estabelecer o significado da palavra ou símbolo quando usada de forma isolada”. O valor de “X” nos seguintes exemplos ilustra a dimensão semântica: a) 3x + 1, x pode ser qualquer numero real; b) 3x + 1 = 4; x só pode ser igual a 1 ; c) 1/x; x pode ser qualquer numero real exceto zero; d) (x + 1)2 =x2 + 2x + 1; x pode ser qualquer numero real; e) 2 X +4=0 não existe valor de x real que satisfaça a igualdade;O significado do símbolo X nos exemplos acima varia de exemplo para exemplo,dependendo da maneira como é usado em conexão com os demais símbolos. Oaluno precisa estar ciente do significado de cada símbolo e o que ele representa emcada situação, para (Lukesi 2005, p.32): É ingrediente essencial na compreensão do conhecimento observar a seqüência dos conteúdos, pois a respeito disso há impares características de educando, e nem todos assimilam conteúdo mediante a metodologia do professor que ensina, em função disso a participação e interação dele é indispensável dentro desse processo.A aquisição de conceito e dos significados dos conceitos é fundamental para aaprendizagem escolar uma vez que a maioria das atividades em sala de aula estábaseada na aquisição de conceitos que serão, posteriormente, utilizados para aaprendizagem de princípios e nas soluções de problemas. Segundo Brito (2001,
  28. 28. 28p.79) “na aprendizagem dos conteúdos escolares, as atitudes dos alunos em relaçãoàs disciplinas também exercem considerável influência”.Portanto, para entender como a Matemática é processada pelo aluno, é precisoperceber de que maneira ele faz a leitura dos símbolos e suas conexões com outroselementos. É preciso estabelecer uma comunicação entre professor- aluno a fim depermitir que o aluno expresse a leitura que ele está fazendo da Matemática,compreendendo, então, o significado que o símbolo produz na sua mente.Aprender o significado de um conceito não é permanecer na extremidade de umadefinição, pois a sua complexidade não pode ser reduzida ao estreito espaço deuma mensagem linguística. Definir é necessário, mas é muito menos do queconceituar, porque o texto formal de uma definição só pode apresentar alguns traçosexteriores ao conceito, para Pais (2001, p. 56), ”por exemplo a definição de umafigura geométrica, por si só, não pode traduzir a essência do conceitocorrespondente”.Os conceitos trabalhados nas escolas precisam ter sentido, para que os alunoscompreendam o seu significado e o seu uso na prática. Moysés (2000) afirma que “o“saber da escola, ao que parece, anda na contramão do saber da vida”, pois não sepercebe uma continuidade do que se aprende na escola com o conhecimento queexiste fora dela”.O reconhecimento de que a Matemática raramente é ensinada da forma como épraticada tem levado estudiosos a rever esse ensino e que a aprendizagem dosconceitos deveria ter origem nas práticas sociais. Vygotsky (2003, p.150) pontua: O significado de uma palavra representa um amálgama tão estreito do pensamento e da linguagem, que fica difícil dizer se trata de um fenômeno da fala ou de um fenômeno do pensamento. Uma palavra sem significado é um som vazio; o significado, portanto é um critério da “palavra”, seu componente indispensável. Parecia, então que o significado poderia ser visto como o fenômeno da fala. Mas do ponto de vista da psicologia, o significado de cada palavra é uma generalização ou um conceito. E como as generalizações e os conceitos são inegavelmente atos de pensamentos, podemos considerar o significado como um fenômeno do pensamento.
  29. 29. 29“Uma palavra sem significado é um som vazio”. . Esta frase reflete a realidade demuitas aulas de Matemática, onde conceitos são trabalhados de forma mecânica esem significado, sobrando, então, o vazio. Os conceitos desenvolvidos vãoauxiliando na resolução de problemas, na Matemática, ao resolver um problema,devem-se associá-lo, quando possível, a uma situação do cotidiano ou às outrasáreas do conhecimento. Ao resolver o problema, o aluno passa por processo queenvolve a língua materna, que é uma significação externa, num primeiro momento,para depois chegar à solução do problema obtendo a significação interna. Eleentende o problema (movimento externo) para então elaborar a solução (movimentointerno). Esse elo externo-interno precisa ser completo para que ocorra aaprendizagem matemática. Ao transformar o significado esterno em interno, o alunoestá lidando com seu poder de síntese.O conceito fica claro no momento em que o cérebro faz conexão com o que se estálendo, quando vê os símbolos e eles unidos, têm um encadeamento perfeito. É omomento em que o rosto se ilumina, o olhar fica brilhante, é possível perceber queagora tem sentido, tem significado. E uma vez entendido de fato, estará entendidopara sempre. Fecha se o ciclo da significação externa e interna.A Matemática começa bastante cedo na vida das pessoas, pois é possível observara noção de senso numérico em crianças numa idade bem precoce. Mesmo antes deingressar na escola, as crianças têm contato com a Matemática. Deve ser cautelosaa forma de apresentar, de comunicar a Matemática para a criança, para que nofuturo essa relação inicial reflita na aprendizagem de estruturas mais complexas. Acomunicação é um elemento presente na sala de aula, o ato de ensinar e aprenderestá diretamente ligado com a comunicação. (STUBBS 1987, apud MENESES,2004) afirma que “ensinar e aprender confunde com a própria comunicação”.Portanto, é necessário refletir sobre a qualidade da comunicação que esta sendofeita nas salas de aulas. É preciso saber se o professor e o aluno estão “falando amesma língua”, pois só assim ocorrerá a comunicação.Tendo a Matemática uma linguagem própria, com uma vasta simbologia, para queocorra uma comunicação é preciso que o professor fale de Matemática na línguamaterna, o aluno faça essa codificação, transforme a língua materna na linguagem
  30. 30. 30Matemática, Conforme Meneses (2004, p. 01): “A linguagem é um aspecto centralem todas as atividades humanas e em particular nas aulas”.Ao resolver um problema, o aluno usará a simbologia matemática, que é a sualinguagem, sua forma de expressar uma maneira de pensar. Se todo esse processoder de forma satisfatória, pode-se admitir que houvesse comunicação. O aluno faráas conexões para aquisição de novos conhecimentos. Também Lukesi (2005, p,132) diz que “a aprendizagem ativa ocorre quando o educando consegue utilizar oconhecimento adquirido para compreender sua própria realidade”.Nos dois sentidos, é possível perceber como a relação entre professor-aluno podefacilitar ou não a comunicação, já que é um elemento importante para que ela ocorracom clareza, ainda para Meneses (2004, p. 02) mostra que podemos entender apalavra “comunicar” em dois sentidos: no sentido etimológico, será “tornar comum” eno outro, numa acepção mais corrente, significa “transmitir” ou transferir para ooutro.Portanto, quando se prioriza a linguagem matemática a oportunidade é grande dedesenvolver a autonomia de raciocínio e construir estratégicas de respostas,argumentações e relacionar diferentes enunciados. Enfim, sempre a buscarsoluções. Para isso os conteúdos e desafios devem ser reais e fazer sentidos, issonão significa dizer que quando os exercícios do tipo “calculem”, “resolva...”, etc.,devam ser eliminados, pois cumpre a função da aprendizagem de técnicas epropriedades. Mas de forma alguma são suficientes para preparar alunos quepossam continuar aprendendo, ou que construam visões de mundo abrangentes ouainda, para que se realizam no mundo social ou profissional.
  31. 31. 31CAPITULO III - METODOLOGIAEntendemos por metodologia o caminho do pensamento e a prática exercida na abordagemda realidade. Nesse sentido, a metodologia ocupa um lugar central no interior das teorias eestá sempre referida a elas. Dizia Lênin (1965, p. 148) que “o método é a alma da teoria”distinguindo a forma exterior com que muitas vezes é abordado tal tema (como técnicas einstrumentos) do sentido generoso de pensar a metodologia como a articulação entreconteúdos, pensamentos e existência.Tipo de PesquisaPesquisa é um procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionarrespostas aos problemas que são propostos. [...]. A pesquisa é desenvolvida mediante oconcurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicos eoutros procedimentos científicos [...] ao longo de um processo que envolve inúmeras fases,desde a adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados.(Gil, 1996, p. 12). Entendemos por pesquisa a atividade básica da ciência na sua indagação e construção da realidade. É a pesquisa que alimenta a atividade de ensino e a atualiza frente à realidade do mundo. Portanto, embora seja uma prática teórica, a pesquisa vincula o pensamento e ação, ou seja, nada pode ser intelectualmente um problema, se não tiver sido, em primeiro lugar, um problema da vida pratica. (MINAYO, 1998, P. 17).A pesquisa em Educação, essencialmente qualitativa, tem produzido muitos resultados eencontra-se hoje patamar de maturidade tal que pode alcançar um estágio avançado deprodução de conhecimentos, alguns autores têm se dedicado ao estudo das metodologiasde pesquisa em Educação como Alda Junqueira Alves-Mazzotti, Antonio Joaquim Severino,Cipriano Carlos Luckesi, Ivani Fazenda, Marli André, Menga Lucke, Pedro Demo, entreoutros. Todos esses autores afirmam a necessidade de articular os aspectosepistemológico, filosófico e políticos da pesquisa da Educação ao aspecto metodológicopropriamente dito. Isso significa dizer que nenhuma metodologia e, portanto, seu aspecto
  32. 32. 32mais prático, as técnicas de pesquisa, é suficiente para garantir um trabalho acadêmico -científico de qualidade, que tenha relevância social e científica suficientes para contribuir noavanço do conhecimento sobre as formas históricas e políticas de fazer Educação.Modalidade de PesquisaA pesquisa qualitativa tem a fonte de dados no “campo” em que ocorrem os fenômenos, nocaso da pesquisa em Educação, o campo são os espaços educativos. A literatura sobrepesquisa elegeu, durante muito tempo, a escola como campo mais apropriado para essapesquisa. No entanto, a riqueza dos processos educativos ocorridos em outros espaços quenão a escola fez com que, mais recentemente, o campo de ação e, portanto, deinvestigação da Educação se expandisse também fora da escola. Consideramos, assim,como campo de pesquisa em Educação espaços educativo escolar e não escolares.A pesquisa de campo em Educação, portanto caracteriza-se pela ida do pesquisador aocampo, aos espaços educativos para coleta de dados, com o objetivo de compreender osfenômenos que nele ocorrem e, pela análise e interpretação desses dados, contribuir, pelaprodução de conhecimento, para a construção do saber educacional e o avanço dosprocessos educativos.Instrumento de PesquisaO instrumento de pesquisa que se ajusta essa pesquisa é o Questionário. Segundo(MAZZOTTI, 1998, p. 26), esse tipo de instrumento de pesquisa consiste num conjunto dequestões predefinidas e seqüência apresentada ao entrevistado diretamente pelopesquisador ou indiretamente via correspondência. Além, disso, o uso do questionário cominstrumento da entrevista exige cuidados. É necessário que o pesquisador tenha clarezasobre informações pretendidas expressas no planejamento, que sejam redigidas de forma agarantir a compreensão dos entrevistados, levando-se em conta o nível social e escolar dossujeitos e suas experiências sócio-historicas, com precisão clareza, coerência esimplicidade, levando a obter respostas curtas, rápidas e objetivas.
  33. 33. 33Já existe hoje certo consenso nas ciências humanas e sociais, no qual se situa a ciência daEducação, de que a pesquisa qualitativa ocupa lugar de destaque. Por pesquisa qualitativaentendemos uma modalidade de pesquisa em que a compreensão dos conteúdos é maisimportante do que sua descrição ou sua explicação. Isso significa dizer que, nas ciênciashumanas e sociais, nos interessa muito mais desvendar os significados mais profundos doobservado do que o imediatamente aparente. Nesse sentido (ALVES-MAZZOTTIGEWANDSZNAJDER, 1998,P.132) diz que: o papel do pesquisador é mais do que um meroobservador dos fenômenos, ele é o principal instrumento de investigação na pesquisaqualitativa.Nessa perspectiva de pesquisa, o envolvimento do pesquisador com o campo não impede oprocesso de investigação, ao contrario, cria condições concretas para que o processo depesquisa possa captar os significados dos fenômenos estudados. Assim, como afirma(MINAYO, 1998, P. 29) o pesquisador é um elemento importante no processo de pesquisa,também o campo se destaca como determinante do conhecimento a ser produzido.Lócus da pesquisa Este trabalho de pesquisa foi realizado na Escola Centro Educacional de Ponto Novo,situado a Rua 13 de Maio Centro Ponto Novo, Esta Escola Conta com uma clientela de 1000Alunos, aproximadamente 45 Professores, 8 Secretários Escolares, 1 Diretora, 1 ViceDiretora, 3 Coordenadoras, 1 Porteiro, 9 Funcionários de apoio, funciona nos três turnos,Matutino, Vespertino e Noturno, atendendo as series de 6ª à 8ª. Quanto ao espaço são 10salas de aulas, mais uma cantina, 5 banheiros masculino e feminino, uma sala deprofessores, uma secretária, uma sala de direção, uma sala de coordenação, um auditório euma quadra poliesportiva, a escola é de fácil acesso para todos públicos de criança a idoso,as salas são bem arejadas com janelas e portas.Sujeitos da Pesquisa
  34. 34. 34Os sujeitos da nossa pesquisa são os professores de Matemática da Escola CentroEducacionais de ponto Novo que lecionam nas turmas de 6ª e 7ª série nos turnos matutino evespertino.DesenvolvimentoEsse trabalho de pesquisa iniciou a partir de se fazer uma atividade semelhante a umprojeto de pesquisa, a pedido do professor de TCC I que no primeiro momento foi elaboradoum pré- projeto, que depois de conhecer a forma estrutural de um projeto de pesquisa, pediupara que cada aluno escolhesse um tema a ser trabalhado. Daí por diante, veio àformulação do tema a ser trabalhado no projeto que se destinou a uma avaliação em grupo(grupo de cinco alunos) mais o professor, que feito à avaliação, discutiu e analisou todaelaboração do mesmo. No segundo momento já com a aprovação do tema já no TCC IIformalizou-se como um projeto de pesquisa e foram trabalhados nos dois primeiroscapítulos da pesquisa, a problemática e metodologia da mesma pesquisa que também foiavaliada por uma banca de professores de acordo o tema da pesquisa nelas discutiu osprincipais autores tipo de pesquisa, metodologia, instrumento, lócus e sujeito. E no terceiro eultimo momento veio o TCC III que iniciou com a escolha do Orientador, que logo avaliou oque já havia feito nos outros TCC e direcionou os passos a ser percorrido no restante dotrabalho. Que de acordo a problemática organizou os objetivos que apontou o tipo depesquisa e em seguido os instrumentos para coleta de dados.Depois de 4 Encontros com a Orientadora com os objetivos da pesquisa definidos veio avisita ao campo da pesquisa ou seja a coleta dos dados, com o questionário pronto liberadoa pesquisar os sujeitos No primeiro Momento foi feito uma simples visita a Escola,conversando com a Direção e Coordenação sobre o desejo nosso em pesquisar os sujeitos( os professores de matemáticas das serie citadas acima), e a Escola colocou-se adisposição, e no segundo momento fomos ao público desejado que depois de uma brevereunião todos se depuseram a participar.Três dias depois voltemos a Escola, apresentamoso termo de consentimento seguido de uma breve orientação sobre o objetivos da pesquisapor último entregamos o questionário para entrevista, quatro dia depois voltamos pararecolher e agradecer sobre a nobre participação no nosso trabalho.
  35. 35. 35CAPÍTULO IV - ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS
  36. 36. 36Diante da necessidade de analisar as vivências dos professores de matemática que atuamna Escola Municipal Centro Educacional de Ponto Novo, em relação à indagação Como édesenvolvida a linguagem Matemática (oral e escrita), neste capítulo apresentaremos aanálise e interpretação das informações coletadas.Objetivando investigar como é desenvolvida a linguagem matemática (oral e escrita) dosprofessores de matemática, utilizamos o questionário como nosso instrumento de pesquisa,sendo este composto por questões fechadas e abertas.4.1 Questionários fechadoO questionário fechado, formado por quatro questões objetivas nos permitiu conhecermelhor o perfil socioeconômico dos professores auxiliando nessa interpretação e análise dosresultados da pesquisa. Este trabalho teve como público alvo cinco professores quelecionam matemática nas turmas de 6ª e 7ª serie nos turnos matutino e vespertino na EscolaCentro Educacional de Ponto Novo.Analisando os sujeitos investigados notamos que: Dos cincos professores entrevistado trêssão mulheres e dois homens, estatisticamente temos:Gráfico 1: Gênero dos professores de Matemática da Escola Centro Educacional dePonto Novo.
  37. 37. 37 Sexo Masculino Feminino 40% 60% Fonte: Questionário aplicado aos professores em Dezembro de 2011Dos cincos professores entrevistados 60% são mulheres e 40% são homens. A maioria é dosexo feminino, dados esses que só reforçam um dado geral no país de que dos professoresexistentes, a maioria é do sexo feminino.A faixa etária dos professores é bem diversificada em sua maioria jovem dos cincosentrevistados, um têm entre 25 e 29 anos, dois têm entre 31 e 34 anos, os outros dois maisde 35 anos, estatisticamente temos:Gráfico 2: Faixa Etária dos Professores de Matemática da Escola Centro educacionalde Ponto Novo. F a ixa E tá ria 20% 25 a 29 anos 40% 40% 31 a 34 anos mais de 35 anos
  38. 38. 38 Fonte: Questionário aplicado aos professores em Dezembro de 2011Pelo pesquisado, a maioria dos profissionais são jovens. Esse é um dado positivo por maioridentidade com o público mais jovem.Com relação ao nível de escolaridade, os cinco professores entrevistados 100% temgraduação, dos quais quatro em Matemática e um em Pedagogia. Em dados estatísticostemos:Gráfico 3: Qualificação Profissional dos Professores de Matemática da Escola CentroEducacional de Ponto Novo. Qualificação Profissonal 20% Pedagogia 80% Matemática Fonte: Questionário Aplicado aos Professores em Dezembro de 2011.Portanto, 80% dos professores estão com habilitação adequada para trabalhar na área e20% precisa adequar-se. Entendemos que o trabalho do profissional fica mais viável quandoatua na sua área específica da formação, daí ser um fator positivo a escola ter a maioria dosprofissionais habilitados.
  39. 39. 39Também entrevistados sobre o tempo que lecionam essa disciplina os cinco professoresresponderam o seguinte: Três lecionam há mais de oito anos e dois há mais de doze anos,em dados estatísticos temos:Gráfico 4: Experiência Profissional dos Professores de Matemática da Escola CentroEducacional de Ponto Novo. Experiência Profissional 40% Mais de oito anos Mais de doze anos 60% Fonte: Questionário aplicado aos Professores em Dezembro de 2011.Verifica-se que dos cincos professores entrevistados 60% lecionam há mais de oito anos e40% há mais de doze anos, com essas informações apresentadas mostra que osprofessores têm uma ótima experiência nessa área o que é fundamental para fazer um bomtrabalho, pois o público exige dos professores muito mais além de uma boa didática em salade aula, cobram atualidade e vivência nesta área, pois em sua maioria são adolescentes.4.2 Questionários abertoO questionário aberto corresponde à sequência de cinco questões subjetivas nas quais ossujeitos entrevistados colocaram seus conceitos e ponto de vista em relação ao tema
  40. 40. 40trabalhado. Tomando-se como base as palavras chaves desta pesquisa, linguagemmatemática e prática social, foram elaboradas as questões a seguir. É importante ressaltar,porém, que visando cumprir o que foi dito e combinado, os nomes dos sujeitos forammantido em sigilo, sendo identificados pelos códigos T1, T2, T3, T4, T5.Questão: 1Na primeira questão, abordamos quais são as compreensões que os professores fazemacerca da linguagem escrita e oral na disciplina Matemática? Os professores assimresponderam: T1: “A matemática por ser uma ciência exata utiliza-se muito de símbolo, o que torna fundamental o uso da linguagem oral e escrita.”. T2: “Que é muito importante, pois desenvolve neles alunos a compreensão capacidade de interpretação das situações que envolvem a matemática.”. T3: “É muito importante, pois ajuda na interpretação dos conteúdos matemáticos.”. T4: “A linguagem Matemática oral faz se necessário à medida que é através dela que se dá a compreensão dos conteúdos, enquanto a linguagem escrita faz a sistematização da mesma.”. T5: “Que é importante, pois através dela que se verifica a compreensão dos objetos de aprendizagem, e as intervenções dos diagnósticos que auxiliam os alunos na busca de bons resultados nos estudos.”.Observe o que diz os autores: “Compreender a linguagem Matemática auxilia no entendimento da própria matemática, isto é, significa conhecer e distinguir os números, as operações aritméticas básicas, mas também ser capaz de formular, analisar critica ou tirar conclusões das próprias informações” (PCN+ 2000, p, 113).
  41. 41. 41Segundo Pimm (1999, p.02) a linguagem é um ponto central na educação, pois é atravésdela que se mantêm e reconhecem identidades pessoais e sociais, pois ela representamtodas as formas de comunicação que o homem criou. A linguagem matemática estápresente em diversas atividades humanas, como artes, músicas, informática, nas situaçõesprática do dia-a-dia, entre outras. Nos dias de hoje, é praticamente impossível pensar ocontexto sem que a matemática esteja presente, e esta percepção evidencia a importânciado domínio da linguagem matemática.Baseado no que dizem os referenciais acima, verificamos a importância de se compreendera linguagem da matemática para alcançarmos os resultados satisfatórios nos estudos damatemática. Em relação a nosso questionamento vimos que os professores entrevistadosestão cientes da importância que se deve dar a linguagem matemática, e tambémdestacaram que é fundamental na compreensão dos conhecimentos matemáticos.Questão: 2Nesta questão tínhamos o interesse de sabe como se dava a discussão dos conteúdosaplicados e a história deles no contexto escolar:No seu planejamento de aulas especialmente neste ano (2011) você acha necessário incluirdiscussões sobre a história dos conhecimentos Matemáticos aplicados em suas turmas? T1: Sim, pois os conhecimentos históricos da matemática são importantes para novas compreensões de conhecimentos atuais na sociedade de hoje. T2: Sim, pois eles sempre questionam quem inventou isso ou aquilo, então acho necessário que eles conheçam um pouco da história da matemática. T3: Sim, pois o conhecimento matemático tem um papel relevante no desenvolvimento na história do conhecimento e também na capacidade de resolver problemas.
  42. 42. 42 T4: Sim, no entanto não foi possível aplicar muitas discussões em sala de aula. T5: Sim, para um melhor desempenho nas atividades, é necessário incluir a história da matemática, como por exemplo, como surgiram os números.Temos a fala dos autores que afirmam:D”Ambrosio (1986), coloca: [...] o fato de a Matemática ser uma linguagem (mais fina e que precisa da linguagem natural) que permite ao homem comunicar-se sobre fenômenos naturais, consequentemente, ela se desenvolve no curso da historia da humanidade desde “sons” mais elementares, e, portanto intimamente ligada ao contexto sociocultural em que se desenvolve – por isso falamos em matemática grega, matemática hindu, pré- colombiana (p. 35).A matemática esta entrelaçada com a história e com o desenvolvimento das civilizações.Resgatar os fatos e os processos históricos torna a matemática uma fonte para o ensino eaprendizagem. Além de constituir um ótimo recurso para o trabalho em virtude dos aspectosculturais implícitos nesses fatos e processos (Luiz. G. Cavalcante).Observando a fala dos autores temos agora o saber da importância de estudar a história damatemática, pois a história pode nortear as nossas falas, discussões e justificar o porquêdos conhecimentos matemáticos. Nota-se que os professores discutem sobre a história damatemática na aplicação dos conteúdos no ano de 2011 na referida escola e dão ênfase aesse questionamento.Questão: 3Neste questionamento queríamos saber sobre a contextualização dos conteúdos entre aescola e prática social dos alunos com a matemática.
  43. 43. 43Você se preocupa nas aulas de matemática, com as conexões dos conteúdos com o meiosocial ou a realidade dos alunos? Você acha que esta inclusão é necessária? T1: Sim, existem conteúdos que são trabalhados em sala de aula que apresentam conexões e relações bem próximas da realidade e do meio social em que vivem os alunos. T2: Sim. É de suma importância, uma vez que os alunos compreendem melhor o conteúdo quando usamos a linguagem do cotidiano deles. T3: Sim, é bastante necessário para a compressão, lembra que o homem construiu conceitos matemáticos a partir da sua necessidade de encontra soluções para os problemas do dia-a-dia. T4: A inclusão ou aproximação desses conteúdos a realidade dos alunos é muito importante, mas há de se ter cuidado com a disciplina e não desvincular o conteúdo a ser trabalhado. T5: Sim è importante porque facilita o desenvolvimento nas atividades que são aplicadas de acordo com seu cotidiano.Temos a fala dos autores:Aprender Matemática de forma contextualizada, integrada e relacionada a outrosconhecimentos traz em si o desenvolvimento de competências e habilidades que sãoessencialmente formadoras, á medida que instrumentalizam e estruturam o pensamento doaluno, capacitando-o para compreender e interpretar situações, se apropriar da linguagemespecifica, argumentar, analisar, tirar conclusões próprias, avaliar tomar decisões,generalizar as ações necessárias a sua formação (PCN+2002, p, 111). O conhecimento Matemático deve está inserido na vivência dos alunos entendemos que cabe a escola selecionar e objetivar os conteúdos que atendam melhor as necessidades dos alunos e compete ao professor
  44. 44. 44 programar atividades de forma a motivar os alunos à aprendizagem, algumas dessas atividades devem mobilizar a intuição dos alunos e relacionar a matemática tratada na escola com a vida cotidiana, pretendem se assim organizar problemas variados que conduzam a realização de operações mentais diversificadas e também introduzir problemas não clássicos que estimulem a curiosidade do aluno (Iezzi, Gelson). Apoiado com as falas dos autores vê-se a importância de relecionar os conhecimentosmatemáticos da escola com a realidade dos alunos, e assim alcançar uma melhoraprendizagem dos alunos neste conhecimento. Na fala dos professores destacam quefazem, sim, conexões dos conteúdos e a realidade vividas pelos alunos e também ajuda nasatividades trabalhadas em classe, onde verifica a sua própria vivência do dia-a-dia.Questão: 4Com esta questão queria observar se o professor faz alguma relação da sequência dosconteúdos.Você vê possibilidade de ensinar os conteúdos matemáticos sem abordagem de conteúdosanteriores? T1: Acredito que não, pois o aluno em seu histórico de vida traz conhecimento acumulados em sua vivência na escola, na família e no meio social que de alguma forma são instrumentos positivos no processo de ensino e aprendizagem. T2: Não, por que em matemática os conteúdos são muito interligados um a sequência do outro. T3: Não, na matemática o conteúdo das series anteriores influenciam nas series posteriores, é uma construção gradual dos conceitos propostos. T4: Não, pois os conteúdos seguem uma ordem pré-estabelecida, e é comum seguirmos os programas dos livros didáticos.
  45. 45. 45 T5: Não, Para desenvolver melhor a explicação entre os conteúdos novos, pode ser necessária uma revisão do assunto anterior dependendo do que vai ser aplicados.Observando as falas dos professores vimos que eles afirmam que não é possível trabalharcom conteúdos sem uma sequencia de conteúdos anteriores, pois essa dinâmica facilita naexplicação, na compreensão e mais o conhecimento matemático que do inicio já obedece auma ordem sequencial. Sobre sequencia e percepção dos conteúdos (Lukesi 2005, p.32)afirma que: É ingrediente essencial na compreensão do conhecimento observar a seqüência dos conteúdos, pois a respeito disso há impares características de educando, e nem todos assimilam o conteúdo mediante a metodologia do professor que ensina, em função disso a participação e interação dele é indispensável dentro desse processo.Portanto é de suma importância observar a sequência dos conteúdos para se ter um bomdesempenho nas atividades presentes e futuras.Questão: 5Nesta questão, procuramos descobrir a dinâmica e curiosidade do professor em trabalhar osconteúdos de forma mais prática.Você utiliza algumas estratégias para os alunos assimilarem os conteúdos matemáticosalém da escrita matemática? Em caso afirmativo, quais os principais? T1: Em alguns momentos e dependendo dos conteúdos trabalhados, utilizo jogos matemáticos, dinâmica de grupo, adivinhação, e curiosidade matemática que facilita muito na compreensão dos conteúdos.
  46. 46. 46 T2: Sim, sempre que possível utilizo material concreto, jogos e dinâmicas do conjunto dos números naturais. T3: Sim, jogos, leitura, estudo dirigido e paródia de música do conteúdo, torna a aula mais participativa. T4: Sim às vezes, Alguma tentativa já fez com jogos mais sem muito sucesso, pois sempre tive um número grande de aluno e em geral acaba numa aula improdutiva. T5: Sim, vários exemplos, calculadora, construções de medidas e formas, jogos, cálculo mental e bingo.Na fala dos autores temos:Para Nicolau (1993, p 78), Por meio das atividades lúdicas e práticas os alunos criam evisualizam as formas concretas, selecionando ideias, relações lógicas, integras percepções,faz estimativas compatíveis com seu crescimento físico e mental.Como podemos ver nas falas acima predomina a ideia de que a tarefa do professor vai alémde transmitir conteúdos e atividades curriculares assumindo uma responsabilidade socialcuja meta é educar para vida formando indivíduos críticos e capazes de mudar a sua própriarealidade. Também, Lukesi (2005, p,132) diz que a aprendizagem ativa ocorre quando oeducando consegue utilizar o conhecimento adquirido para compreender sua própriarealidade.
  47. 47. 47CONSIDERAÇÕES FINAISA partir da realização desta pesquisa foi possível conhecer e refletir um pouco maissobre o ensino da matemática no contexto da linguagem, ponto essencial nacompreensão dos conteúdos e atividades em geral. Para a realização da pesquisa,buscamos inicialmente referenciais bibliográficos do universo da linguagemmatemática, e este nos aproximou de sentidos atualizados garantindo maiorcompressão deste contexto.Acreditamos que os alunos são capazes não só de resolver problemas propostospelos livros ou pelo professor, mas também desenvolver habilidades de criar seuspróprios problemas, mas tudo só inicia quando o professor expressa-se com clareza,utilizando a linguagem matemática e faz-se compreendido pelos alunos emitindojuízo próprio sobre as informações relativas à matemática identificando em dadassituações problemas as informações ou variáveis relevantes.E com essa proposta inicialmente defendida fomos pesquisar os professores daEscola Centro Educacional de Ponto Novo com uma entrevista estruturada dequestionário aberto e fechado, queríamos saber: como se desenvolvia a linguagemmatemática dos professores de 6ª e 7ª serie?Feita a coleta dos dados e posteriormente analisados, verificamos que osprofessores sabem da importância da linguagem matemática na compressão dosconteúdos Matemáticos e que a realidade dos alunos pode ser contextualizada ediscutida com conteúdos matemáticos. Podemos considerar positivo que osprofessores entrevistados têm uma preocupação com a relação dos conteúdos damatemática ensinados com a realidade vivida pelos alunos, portanto, existe umaconexão entre o que é ensinado e o cotidiano onde a matemática se encontrainserida.Além do mais foi perceptível que falar da utilidade e da história dos conhecimentosmatemático enriquece a aula de matemática, onde também há espaço para práticade atividades lúdicas nas aulas desse mesmo componente curricular, podendo-se
  48. 48. 48trabalhar conteúdos relacionando com jogos, dinâmicas, desafios de calculo mentaisentre outros.No geral concluímos que ser professor do conhecimento matemático exige muitadedicação, preparação, dinâmica e o mais importante uma linguagem simples maisobjetiva no contexto social e profissional para com seus alunos. E vimos essaresposta na maioria dos professores que entrevistamos que em sua maioria sãoformados na área e tem uma boa experiência em sala de aula, fato decisivo naqualidade das respostas dos argumentos.Mas também acreditamos que para um bom desempenho na aprendizagemdepende de um bem estar para se estudar, ou seja, uma boa estrutura física daescola, onde os alunos possam se sentir bem e absorver todas as informaçõespassadas pelos professores. É importante, também, ter um currículo articulado coma real necessidade da comunidade estudantil. Não funciona planejar algo que nãotraz beneficio coletivo na vida dos alunos e que só tem objetivo de classificar.Sabemos que a Educação é direito de todos e também que seja de qualidade,porém esses direitos estão divididos em ângulos distintos. É necessário muitocompromisso dos gestores na distribuição dos recursos destinados à Educação e nocompromisso de articular as ações que contribuam para a melhoria da educação.Acreditamos que é na escola o lugar de conhecer e buscar validade dos nossosdireitos e deveres e também lutar por uma sociedade mais coletiva em termos desobrevivência e valorização profissional.Quanto à experiência profissional vejo como algo positivo depois de concluir todoprocesso estrutural e analítico sentiu-me mais experiente, experiência essa que voulevar para sempre e que vai dar-me suporte na carreira profissional, e também comocidadão comprometido com o bem estar social e a valorização do ser aluno que é arazão maior de todo processo educativo.
  49. 49. 49 Referencias BibliográficasAMEIDA, PAULO NUNES DE: Educação Lúdica: Técnicas e JogosPedagógicos, São Paulo; Loyola, 19994.BERNADO, M. O dialogo entre o ensino e aprendizagem. Rio de Janeiro, atual,(1989)BICUDO, M. A. V. BORBA, M. C- Educação Matemática: Pesquisa emmovimento, 2 ed. São Paulo; Cortez, 2002.D’AMBROSIO, V. Etnomatemática- São Paulo; Ática 1986BRITO, M. R. F. Um Estudo sobre atitudes em relação a Matemática: São Paulo,Cortez, 1998.Devilin,K. O Gene da Matemática, Rio de Janeiro, Record, 2004.GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa, São Paulo, atual, 1996.IEZZI, Gelson: Matemática e Realidade, 6 ed, São Paulo: Atual 2009.IMENES, L. M. LELLIS, M. Minidicionário de Matemática, São Paulo,Scipione,1998.LOGAN, Crônicas: teoria e prática, Rio de Janeiro, Scipione, 1992.LUKESI, Cipriano, Carlos, da. Aprendizagem Escolar, Estudos ePreposições:17 ed, são Paulo: Cortez, 2005.MATTA, Sozângela schimim, da. Linguagem e interação: Bolsa Internacionaldo livro Ltda. Curitiba, 2009.MACHADO, S. D.A( org) Educação Matemática: Uma Introdução, São Paulo,Ática. 1999.MENESES. N. S. Matemática e Língua Materna, São Paulo, Cortez,2004)MINAYO, L. Metodologia, Certificando Atividades: São Paulo, Contexto 1998.MOYSÉS, L. Aplicação de Vigotskya, educação Matemática, 7 ed, São Paulo:Papirus, 2000.NICOLAU, Manete Lucia Machado. A educação Pré Escolar, Fundamentos eDidática: São Paulo, Ática 1993.ORIENTAÇÕES EDUCACIONACOMPLEMENTARESAOS PARAMENTOSCURRICULARES, Línguas e Códigos e suas Tecnologias: Brasília, Ministérioda Educação/ Secretaria de Educação e Tecnologia, 2002.
  50. 50. 50PAIS, L. C. Didática da Matemática: Uma analise da Influencia Francesa, BeloHorizonte, Autentica, 2001.VIGOTSKY, L. P. Pensamento e Linguagem, São Paulo; Martins fontes, 2003.THOMUS. T. C. F. Não Gosto de Matemática; Que fenômeno é Este?Dissertação Matemática; Faculdade de PURS, Porto Alegre, 2006.TOZONI, Reis, Marilia Freitas de Campos, Metodologia de Pesquisa, Curitiba;IESDE BRASILS.A, 2005.
  51. 51. 51
  52. 52. 52Anexos
  53. 53. 53 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM – BA CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO IIICaro (a) professor (a), Este instrumento de coleta de dados tem por objetivo adquirir informações dosprofissionais da educação que trabalha, com 6ª e 7ª série, do ensino Fundamental II daEscola Centro Educacional de Ponto Novo / BA. Estas informações serão necessárias paraque o pesquisador adquira subsídios para o TCC – Trabalho de Conclusão de Curso, quetem por finalidade pesquisar como é desenvolvida a linguagem ( oral e escrita ) damatemática pelos professores de matemática . Desde já agradeço a sua participação. Pois suas respostas são de grandeimportância para a realização deste trabalho. 1. Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino 2. Faixa etária: ( ) 20 – 24 anos ( ) 25 – 29 anos ( ) 31 – 34 anos ( ) Mais de 35 anos 3. Nível de escolaridade: ( ) Magistério ( ) Ensino Médio Completo ( ) Ensino Superior Incompleto. Curso:_________________________

×