Monografia Edilene Pedagogia 2011

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Pedagogia 2011

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Monografia Edilene Pedagogia 2011

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM - BA EDILENE SILVA DE ARAUJOA ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS: REVELANDO NOVAS POSSIBILIDADES. SENHOR DO BONFIM-BA 2011
  2. 2. 2 EDILENE SILVA DE ARAUJOA ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS: REVELANDO NOVAS POSSIBILIDADES. Monografia apresentada ao Departamento de Educação-Campus VII da Universidade do Estado da Bahia- UNEB como um dos requisitos para aquisição do grau de licenciado em Pedagogia. Orientadora: Professora Mestre Maria Elizabeth Souza Gonçalves. SENHOR DE BONFIM – BA 2011
  3. 3. 3 EDILENE SILVA DE ARAUJOA ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS: REVELANDO NOVAS POSSIBILIDADES. Aprovada em _____/____/_____ Mestre Maria Elizabeth Souza Gonçalves Orientadora ________________________________ Pr0. Avaliador ________________________________ Pr0. Avaliador
  4. 4. 4Eu te glorificarei Senhor, de todo o meucoração, porque ouviste as palavras daminha boca; em presença dos anjos tecantarei salmos.Quando te invoquei,ouviste-me, aumentastea fortaleza na minha alma.Salmo.137-2-3
  5. 5. 5 AGRADECIMENTOS Agradeço a minha família, em especial meu pai, que sempre está presente naminha vida e as minhas filhas Raphaella, Gabriella e meu irmão Marcos. Aos meus amigos Eguinaldo e Jefinho, e demais funcionários do Cyber Flash,que tiveram paciência e sempre estavam dispostos a ajudar mesmo ocupados comsuas tarefas. As minhas companheiras de caminhada no curso de Pedagogia, Sandra,Jeame, Joerly, Voneide, Renata, Cleane, Lucélia e em especial a minha prima JaneFerreira, e Ana Lúcia, que se mostrou aparelhada na construção da minhamonografia. Das turmas anteriores Léia, Gilmara, Rosaninha, e aos remanescentes. As primeiras orientações dos trabalhos científicos apresentados no nossocurso de pedagogia na Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus VII deSenhor do Bonfim, oriundos da Professora Suzzana Alice dando sua parcela decontribuição, na orientação, regras e normas da ABNT, Iniciando a monografiarecebemos orientações do Professor Ozelito Cruz e finalizei com as orientações daminha orientadora Elizabeth que muito me ajudou com tema investigado. Aprofessora Simone Wanderley que esteve presente nas orientações em coletivo eindividual , não mediu esforços nos orientando, fortalecendo nosso pensamento. A todos os departamentos do Campus VII, que contribuíram diretamente eindiretamente sintam-se todos abraçados e que Deus proteja, ilumine e guie sempreos nossos caminhos.
  6. 6. 6Após tantas lutas e conquistas, não possodeixar de agradecer em primeiro lugar aDeus, sem ele nunca chegaria onde hojeestou. No caminho desta jornadaencontrei colegas e amigos que mefizeram crescer, progredir nas horasdifíceis, ajudando, orientando, buscando,somando, e multiplicando, dividindoconhecimentos. Por este motivo tãoespecial na minha vida, dedico estetrabalho a todos os estudantes dePedagogia.
  7. 7. 7 LISTA DE SIGLASFERBASA- Ferros e ligas da Bahia.UHSF- União Hospitalar São FranciscoCRAS- Centro de Referência Assistencial as FamíliasCREAS- Centro de Referencia Assistencial Especializado a Família.AALC- Associação dos Animadores Leigos das CEBS.(Comunidades Eclesiais deBase)PETI- Programa de Erradicação ao trabalho InfantilPROJOVEM- Programa Nacional de Inclusão de JovensSETAS- Secretaria do Trabalho, Ação Social e Combate a Pobreza.
  8. 8. 8 LISTA DE FIGURASGráfico 4.1.1 - Percentual em relação à faixa etáriaGráfico 4.1.2 - Percentual em relação ao gênero.Gráfico 4.1.3 - Percentual em relação ao grau de formaçãoGráfico 4.1.4 - Percentual em relação à formação acadêmica.Gráfico 4.1.5 - Percentual em relação à área de atuação da empresa/instituição.Gráfico 4.1.6 - Percentual em relação a capacitação e treinamento dos funcionários.
  9. 9. 9 RESUMOO referido trabalho monográfico tem por objetivo analisar a atuação do pedagogo nosespaços não-formais na cidade de Campo Formoso - Bahia, tecendo um reconhecimentodesse profissional no espaço não escolar. O interesse pela pesquisa surgiu da necessidadeem compreender como se dá a inserção de pedagogos nestes espaços, a partir doconhecimento da importância dos mesmos enquanto profissionais. Apresenta inicialmente opercurso histórico do curso de licenciatura em Pedagogia no Brasil, seguindo pela inserçãodos espaços não-formais nesta nova perspectiva de atuação do pedagogo, e a suaimportância enquanto profissional em educação frente aos desafios advindos da sociedadeque a escola sozinha não é capaz de resolver. Utilizamos, para tanto os estudos de Gadotti(1982), Saviani (2007), Machado (1998), Cambi (1999), Libâneo(1993,1994,2001,2005,2006) ,Gohn (2009), Brandão (2001), Domingues (2001), Almeida(2006), Demo (2001),Minayo (1992), Ribeiro(2003),Fonseca (1999), Jacobucci(2008),(2004), Brasil (1996). Esta pesquisa é de natureza qualitativa, tendo sido usadoscomo instrumento o questionário fechado e a entrevista semi estruturada. Os lócus dapesquisa foram nove (09), Instituições não escolares da Cidade de Campo Formoso, BA. Ossujeitos da nossa pesquisa foram nove (09) dirigentes entre empresas, associações,programas governamentais. O resultado deste trabalho vem numa tentativa de refletir a daatuação do pedagogo, fora do espaço escolar, apontando para um aumento de pedagogosnestes espaços, onde já existe um olhar diferenciado pela maioria dos dirigentes.Palavras-chave: Espaços não formais. Pedagogia. Atuação do Pedagogo.
  10. 10. 10 SUMÁRIOINTRODUÇÃO....................................................................................................... 111. CAPÍTULO I – UM BREVE HISTÓRICO DO CURSO DE PEDAGOGIA.......... 142. CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA................................................ 192.1. ESPAÇOS NÃO FORMAIS............................................................................. 192.2. PEDAGOGIA................................................................................................... 242.3. PEDAGOGO E SUAS ÁREAS DE ATUAÇÃO................................................ 25CAPÍTULO III – METODOLOGIA.......................................................................... 283.1. Tipo de pesquisa........................................................................................... 283.2 Lócus................................................................................................................ 283.3. Perfil dos sujeitos ........................................................................................... 293.4. Instrumentos de coleta de dados.................................................................... 293.4.1. Questionário fechado................................................................................ 303.4.2. Entrevista semi-estruturada...................................................................... 30Os lóci investigados de Campo Formoso............................................................... 30FERBASA............................................................................................................... 30UHSF...................................................................................................................... 31CRAS...................................................................................................................... 32CREAS................................................................................................................... 32AALC...................................................................................................................... 32PETI........................................................................................................................ 32PROJOVEM........................................................................................................... 33SETAS.................................................................................................................... 33PROJETO ÁGAPE................................................................................................. 33CAPÍTULO IV – APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOSRESULTADOS....................................................................................................... 344.1. Resultado do questionário fechado: o perfil dos sujeitos........................ 344.1.1. Faixa etária................................................................................................... 344.1.2 Gênero .......................................................................................................... 344.1.3 Grau de formação.......................................................................................... 354.1.4. Formação acadêmica................................................................................... 364.1.5. Área de atuação das empresas.................................................................... 374.1.6.capacitação dos funcionários na empresa ................................................... 384.7 Resultados da Entrevista Semi-Estruturada..................................................... 39CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................... 44REFERÊNCIAS...................................................................................................... 46APÊNDICE............................................................................................................. 49
  11. 11. 11 INTRODUÇÃO Passamos na contemporaneidade por intensas mudanças nos diversossetores da sociedade, neste contexto o profissional busca especializar-se para estarpreparado e atualizado na sua área de atuação. Essa realidade não é diferente parao pedagogo, que com a diversificação das demandas sócio-relacionais, passou atuarem diversas esferas da ação social, nos espaços de prática educativa formal ou não-formal. Nesse sentido, esta pesquisa procura identificar qual o espaço dedicado aopedagogo, fora do ambiente escolar no município de Campo Formoso, verificandoas compreensões em torno do seu trabalho tendo como principal objetivo conhecer eanalisar a atuação do Pedagogo nos Espaços Não-Formais na cidade de CampoFormoso – Bahia. A provocação pela temática surgiu das inquietações advindas ao longo daformação acadêmica do pesquisador no curso de Pedagogia da Universidade doEstado da Bahia- UNEB. Alia-se a isto a experiência como educadora em espaçosnão escolares iniciadas nos trabalhos voluntários dedicados a Igreja católica, naassociação dos animadores leigos das CEBS, na catequese, nos trabalhos deevangelização para crianças, jovens e adultos, nos programas de rádio comocomunicadora e na orientação e formação de educadores, no teatro. Acrescentamos ainda a escuta e convivência dos professores do Campus VII,os estudos nos seminários, colóquios, e no dia a dia da construção do problema depesquisa que nasceu e cresceu nos seminários interdisciplinares realizados a cadafinal de semestre letivo. A estrutura no texto se dará em forma de capítulos, para melhor compreensãodo contexto. No capitulo I, foi importante iniciar falando do curso de licenciatura empedagogia e suas mudanças, um pouco de sua história.
  12. 12. 12 No capitulo II, nos referimos aos conceitos – chave sendo necessário historiarcada espaço visitado e complementando alguns autores que apresentam em suasfalas sobre os espaços não formais neste novo olhar ao Pedagogo, em quevivenciamos uma época de grandes mudanças na sociedade. Descrevendo suasatividades desenvolvidas nas áreas educacionais, empresariais, mineração,hospitalar. Nestes segmentos, alguns destacamos relevância na prestação deserviço na comunidade e micro região. No capitulo III, iniciamos com a localização geográfica da cidade de CampoFormoso, sua base de economia, e deparamos com o estilo de pesquisa realizada. No capitulo IV, apresentamos a analise de dados, ou seja, a parte qualitativarepresentada em quantidades através de gráficos, onde foram apresentadospercentualmente resultados obtidos através do questionário fechado e da entrevistasemi estruturada, e também nas falas dos entrevistados. Na parte final do trabalho procuramos apresentar algumas consideraçõesque foi relevante, o que foi exposto através da pesquisa, à fala de autores setratando de educação, especialmente o resultado da pesquisa e a importância doaprofundamento da temática que já alarga no Campus VII na Universidade doEstado da Bahia. UNEB.
  13. 13. 13 CAPITULO I1.1- A história do curso de Pedagogia A atuação do Pedagogo hoje é um tema que vem provocando muitosdebates não apenas entre os pedagogos, mas em todo o meio acadêmicorelacionado às ciências humanas, em decorrência da diversidade de espaços emque os mesmos estão atuando na sociedade. Como sabemos sua atuação hoje nãose resume apenas na sala de aula. Porém, não percebemos a sua presença de modo efetivo nas áreasadministrativas das empresas, nas áreas hospitalares, nos segmentos quecomplementam a ação social das empresas como um direito já conquistado nosdiversos segmentos sociais em que a presença do Pedagogo poderia contribuirespecialmente na humanização das relações. Essa discussão não é recente e segundo Gadotti (1982) o processo deestrangulamento do Curso de Pedagogia, que expandiu a atuação do pedagogopara além da sala de aula “tem sua origem no parecer nº. 252/69 do ConselhoFederal de Educação, que regulamentou o currículo mínimo do curso”. Esse parecer orienta sobre a formação do pedagogo e disciplina aformação de profissionais técnico-administrativos da educação, oferecendohabilitações para: supervisão, orientação, administração e formação de professorespara o Ensino Normal. O pedagogo deverá ser um profissional para atuar no ensino,na organização e gestão de sistemas, unidades e projetos educacionais e naprodução e difusão do conhecimento em diversas áreas da educação. Para Gadotti (1982), com essa fragmentação, decorrente do processo deestrangulação, a formação do pedagogo deixou de ser “tomada de consciência” dosproblemas educacionais, para ser domesticação.
  14. 14. 14 Em uma rápida retrospectiva histórica, à luz da legislação que forjou afigura do pedagogo, é possível perceber que o curso de pedagogia teve porfinalidade primeira formar bacharéis e licenciados, de acordo com o modelo propostopelo Decreto Lei, nº. 1.190 de 4 de abril de 1939, todavia o campo de atuação para oseu egresso não foi precisamente definido, pois segundo Libâneo Apud Saviani(2007): “seria exigido o grau de bacharelado em pedagogia para os cargos detécnico de educação. [....] quanto aos licenciados, poderiam atuar como professor daEscola Normal”(p.117). Acreditamos que esse, também, não é um problema exclusivo do curso dePedagogia, pois a educação, como forma de ensino e aprendizagem, vem ao longodos tempos centrada cada vez mais nas questões relacionadas à formação de cadaeducador e de cada educando. A Pedagogia, como curso de graduação em licenciatura, desde sua origemno Brasil, na década de 30, procurou contemplar as mudanças que já se delineavamexperimentalmente em muitos cursos que indicavam a docência como base deformação. Ao analisar os processos de regulamentação, Machado (1998), ressaltaque: As três regulamentações do curso, ocorridas em 1939, 1962 e 1969, propiciaram pouca flexibilização e inovações nos projetos das instituições formadoras, já que continham um currículo mínimo indicando que era implantado como referencia nacional. Segundo Saviani apud Libâneo (2007, p.49), “entre os anos de 1939 e1962, quando foi homologado o segundo ato normativo referente ao Curso dePedagogia, nada mudou do ponto de vista organizacional”. A mudança que ocorreufoi em 1996 quando romperam com a tradição e substituíram por diretrizescurriculares. Nesta época houve a regulamentação do curso e o trabalho dopedagogo. Para Brzezinsk apud Libâneo (1996, p.50), “o contexto socioeconômico dasdécadas de 40, 50 e 60, demandou mão de obra especializada econseqüentemente, forçou a necessidade de expansão do ensino secundário,
  15. 15. 15ocasionando, também a expansão do ensino superior nas Faculdades de Filosofia,visto que a elas, cabia a formação de professores para atuarem nesse segmento deensino” (s/p.) Essas reformas, todavia, foram uma resposta ao acumulo das discussõesnacionais travadas através do Movimento dos Estudantes e professores, queocorriam desde a década de 80. Surgiu outra regulamentação do curso de Pedagogia pela Resolução n0 10,de 15 de maio de 2006, do Conselho Nacional de Educação CNE, evidencia que ocurso foi se modificando de acordo com as mudanças surgidas, no campoeducacional. Segundo Cambi (1999, p.21) a história da pedagogia no sentido próprionasceu entre os séculos XVIII e XIX e desenvolveu-se no decorrer deste ultimocomo pesquisa elaborada por pessoas ligadas à escola, empenhadas naorganização de uma instituição cada vez mais central na sociedade moderna (paraformar técnicos e para formar cidadãos), preocupados, portanto em sublinhar osaspectos mais atuais da educação-instrução e as idéias mestras que haviam guiadose desenvolvimento histórico. Nos últimos anos, o curso de Pedagogia, vem ganhando destaque ereconhecimento da sociedade; existe uma procura por parte da população e ummaior investimento nas faculdades particulares para os cursos de Pedagogia. Porser este um curso que oferece grandes possibilidades de formação, a pedagogiavem se tornando um curso fundamental para atuação profissional nos diversosespaços da sociedade. Como bem afirma Libâneo (2001): A formação profissional do pedagogo pode, pois, desdobra-se em múltiplas especializações profissionais, uma delas a docência, mas seu objetivo especifico não é somente a docência. A formação de educadores e extrapola o âmbito escolar formal, abrangendo também esferas mais amplas da educação não formal e formal. (s/p)
  16. 16. 16 Comumente presenciamos a atuação do pedagogo nos espaços escolares,e devido aos avanços sociais, a atuação do pedagogo tem sido necessária emespaços não-formais como a exemplo de empresas, hospitais, sindicatos, igrejas,associações, eventos sociais, meios de comunicação como emissoras de rádio e TV. Nessas instituições, no cumprimento das atividades especificas a cada umadelas, se requer trabalhadores pensantes, criativos, pró-ativos, analíticos, comhabilidades para resolver problemas e tomada de decisões, principalmentecapacidade de trabalho; deve ser um ambiente de aprendizagem permanente; daí atarefa do pedagogo: mediar e articular ações educacionais com fim de desenvolvercompetências inovadoras, criativas e eficientes. Libâneo (2001, p.28) “Verifica-sehoje, uma pedagogia múltipla na sociedade. O pedagógico perpassa toda asociedade, extrapolando todo o âmbito escolar formal, abrangendo esferas maisamplas da educação formal e não formal.” As mudanças que vêm ocorrendo na sociedade contemporânea queenfatiza compromissos com a inclusão social, esta repercutindo, ainda que de formatímida, nos processos formativos dos profissionais da educação, no caso específico,no Curso de Pedagogia, que busca sedimentar sua atuação de forma participativacom sujeitos, grupos, movimentos que possam construir e reconhecer sua própriaidentidade. Mas conforme explica Libâneo (2001) Apud Beillerot, (1985) Apesar disso, a pedagogia como campo de estudo específico vive hoje no Brasil, um grande paradoxo. Por um lado, está em alta na sociedade nos meios profissionais, políticos, universitários, sindicais, empresariais, nos meios de comunicação, nos movimentos sociais civil, verificamos uma redescoberta da pedagogia. Observamos uma movimentação na sociedade mostrando uma ampliação no campo educativo com conseqüente repercussão no campo pedagógico. Por outro lado, está em baixa entre intelectuais e profissionais do meio educacional, com uma forte tendência em identifica - lá apenas com docência, quando não para desqualificá-la em como campo de saberes específicos. (p.4) O desprestigio dedicado à pedagogia pelos próprios pedagogos que lidamcom educação escolar, resulta do não reconhecimento da pedagogia, sobretudo,segundo Libâneo (2005):
  17. 17. 17 Campo de saberes específicos, como ciência da educação que estuda a problemática educativa na sua totalidade e historicidade investigando causas e efeitos para poder ser uma instância orientadora do trabalho educativo. (s/p) Considerando que, a educação é uma atividade muito vasta, uma vez queocorre em muitos lugares e sob várias modalidades: na família, no trabalho, na rua,nas empresas, nos meios de comunicação, nos meios religiosos, na política e naescola. Se há uma variedade de pratica educativa na sociedade, haverá tambémuma diversidade de pedagogos que passarão a atuar nesses espaços. Decerto que,são pedagogos todas as pessoas que lidam com algum tipo de prática educativarelacionada com o mundo dos saberes e modos de ação. Pois como bem defineLibâneo (1993) afirma que: Pedagogia é, então, o campo do conhecimento que se ocupa do estudo sistemático da educação do ato educativo, da prática educativa como componente integrante da atividade humana, como fato da vida social, inerente ao conjunto dos processos sociais. (p.6). Nesta perspectiva, em que a pedagogia está presente nos diversos espaçosda sociedade, surge a nossa inquietação em saber qual o nível de participação dospedagogos nos espaços não-formais, no município de Campo Formoso. Por isso, neste estudo, pretendemos a partir da escuta e da observaçãojunto aos diversos representantes de variados segmentos da sociedade, que secaracterizam como espaços não formais de educação, do município de CampoFormoso, saber qual o papel assumido pelos pedagogos e se estes têm atuaçãoassegurada e condizente com a sua formação, ou seja, existem espaços parapedagogos fora do ambiente e da instituição escolar no município de CampoFormoso? Assim esse trabalho busca alcançar os seguintes objetivos, que são:identificar qual o espaço dedicado ao pedagogo, fora do ambiente escola no
  18. 18. 18município de Campo Formoso, verificando nestes lócus as compreensões em tornodo trabalho do pedagogo. A pertinência dessa pesquisa consiste, pois, numa tentativa de refletir, commais profundidade a questão da atuação do pedagogo, fora do espaço escolar, como intuito de contribuir para uma maior participação desse profissional nos diversossetores da sociedade e não apenas nas escolas. Acreditamos que com essa pesquisa poderemos contribuir na produção denovos conhecimentos e na sistematização de um novo referencial para acompreensão do espaço de atuação do pedagogo na sociedade contemporânea.
  19. 19. 19 CAPÍTULO II2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Haja vista a ação educativa estar presente em todos os setores da nossasociedade oportunizando para o pedagogo novas formas de atuação além dadocência sistematizada, a problemática em torno do mote “A atuação do pedagogonos espaços não formais na cidade de Campo Formoso - Bahia” nos remete àapreensão quanto à negação de trabalho ao profissional em foco em espaços nãoformais e nos conduz a uma discussão teórica em torno dos conceitos-chave:Espaço não-formal de educação; Pedagogia; Pedagogos e Área de atuação.2.1 Espaços não Formais Vivenciamos uma época de grandes mudanças na sociedade, surgemdiferentes espaços para suprir o que a escola sozinha não foi capaz de resolvercomo os problemas sociais que aumentam a cada dia. Dentre os diversos espaçosexistentes podemos citar o espaço informal que é o convívio familiar, amigos, teatro,igreja, festas e outros. E os espaços não formais que são os movimentos sociais,ONGs, sindicatos, associações, hospitais empresas e outros. Podemos caracterizar os espaços não formais como lugares diferentes daescola, que desenvolvem atividades educativas. Para Jacobucci (2008, p.55) “équalquer espaço diferente da escola onde pode ocorrer uma ação educativa.”Embora existam espaços não escolares, mas que são formais. Não temos umconceito definido, porque o assunto ainda está em estudo. Define-se educação não formal com “toda atividade educacional organizada,sistemática, executada fora do quadro do sistema formal” para oferecer tiposselecionados de ensino e determinados subgrupo da população. Gadotii, (1993, p.2)
  20. 20. 20 Define-se educação não formal com “toda atividade educacional organizada,sistemática, executada fora do quadro do sistema formal” para oferecer tiposselecionados de ensino e determinados subgrupo da população. Os espaços formais, como exemplo a escola, e outras instituições sãoregulamentados e possuem uma equipe técnica com atividades executadas,diferenciando dos espaços não formais, dessa forma não tem a mesmaobrigatoriedade, mas que tem seu papel educativo. E assim podemos dizer que aescola não é um único ambiente de educação e nem também está restrito somenteao professor. De acordo com Brandão (2001): Não há uma única nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar onde acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a sua única prática e o professor profissional não é o único praticante (p. 9). Sabemos que a escola tem um papel importantíssimo na sociedade, mas nãopodemos esquecer-nos do fracasso escolar nos últimos anos. A escola deixou deser um ambiente prazeroso, não atendendo os anseios da comunidade e nãoconseguindo lidar com os problemas existentes. Nessa circunstancia, o educador sente dificuldade em realizar um trabalhosem parcerias com a própria Unidade Escolar com a família e com os segmentosque auxiliam a mesma, os próprios educandos mostram desinteresses no espaçoescolar. Segundo Ballalai (1983) (...) “os educadores buscaram um esforço maisdigno que os comprometesse com a realidade social e que os engajasse na luta poruma educação menos alienada dessa realidade” (p.10). A escola sendo um espaço formalizado e institucionalizado mantéminteresses próprios que acabam excluindo as classes menos favorecidas eprivilegiando outras colaborando para a desigualdade social. Atualmentepreocupada com quantidades e não com uma boa qualidade de ensino, em manteraparências e interesses políticos. Por essa razão é que Ballalai (1983) apontacontributos no espaço não formal como espaço educativo e ainda argumenta que:
  21. 21. 21 Alguns vêem a educação não-formal, sobretudo na sua ação popular e conscientizadora, como um processo básico e essencial de libertação. Seria superestimar a força de educação no processo de modificações sociais admitir que as grandes transformações podem dela derivar. E ainda, acreditar que a educação não-formal, por si só, teria condições de quebrar as estruturas de poder vigentes no país, modificando-lhe o panorama político (p. 4). Na historia da educação, ficaram marcas fortíssimas de dominação einteresse de classes sociais, por muito tempo somente a elite poderia freqüentar oespaço escolar. Este espaço era visto como produto de dominação, mas com opassar do tempo houve mudanças e propostas que vieram melhorar este quadro.Essa mudança partiu de políticos e educadores que trouxeram idéias novas, para aeducação no nosso país. Ainda na opinião do autor acima citado: As respostas aos problemas de educação do povo têm vindo de forma a apontar o fracasso da escola regular, sobretudo no que se refere á marginalização de grande parte da sociedade, e de apontar como solução a adoção de uma ação não-formal, frontalmente oposta à instituição escola e ás tentativas oficiais de educação. (Ballalai, p.2, 1983) Neste sentido, surgem os espaços não-formais sem a obrigatoriedade daescola, mas que tem o compromisso e a responsabilidade de um trabalhocompromissado com agentes participativos da sociedade. Estes espaços oferecemum trabalho diferenciado que possa suprir algumas carências da escola,caracterizando-se por não ter a preocupação de desenvolver um currículopredefinido, mas que se faz baseado no interesse de envolver pessoas, grupos emações praticas educacionais. Quando falamos em espaços não formais lembremo-nos dos movimentossociais, a exemplo dos movimentos estudantis durante e após a ditadura militar, osprotestos, as manifestações sindicais que têm sido considerados uma grandemudança na sociedade brasileira. Diante dessas argumentações, entendemos que o processo de ensino eaprendizagem é vivenciado não somente dentro da escola, mas é uma ação queacontece em todo e qualquer momento e lugar da sociedade, que se caracteriza
  22. 22. 22como a sociedade do conhecimento, porque a educação formal e a não formalcaminham paralelamente e torna a educação o principal instrumento de combate àdesigualdade social. Percebemos muitas pessoas envolvidas com projetos sociais comunitários deigrejas evangélicas, católica, seitas, grupos e movimentos, comprometidos comtrabalhos sociais, que na maioria das vezes não são registrados e nemapresentados pela mídia. Trabalhos esses de relevância na sociedade brasileira quetem o compromisso de ajudar pessoas carentes, crianças desnutridas, gestantes, epessoas em áreas de risco que seria obrigação dos nossos governantes. EnfatizaGohn (2009) que: As praticas da educação não-formal se desenvolvem usualmente extramuros escolares, nas organizações sociais, nos movimentos sociais, nos programas de formação sobre direitos humanos, cidadania, práticas identitárias, lutas contra desigualdades e exclusões sociais. (s/p). Não pretendemos aqui afirmar que o espaço não-formal por si só resolveriaos problemas que a escola não consegue, mas que é preciso haver uma união eparticipação entre agentes transformadores, produtores, profissionais capacitados,tanto do espaço escolar, quanto do espaço não-escolar. Demo nos diz: “aparticipação tende, pois, a ser um elemento natural do processo não-formal e,portanto mais facilmente admissível dentro de um esquema de envolvimento doselementos comunitários”. (...) O Pensador Paulo Freire que muito contribuiu com sua teoria e práticametodológica na construção de saberes, fora do espaço escolar, possibilitou estareflexão e ação junto aos mais pobres e excluídos da sociedade. Foi esta relaçãosocial educativa que permitiu aos pobres tornarem-se sujeitos políticos, pois paraFreire, toda educação é um ato político. Podemos então dizer, que, estas representações sociais caracterizam-se deuma transformação radical política e social intercalada ao longo dos temposvencendo o preconceito, as desigualdades sociais, a exclusão àqueles que muitasvezes lhe foram negados seus próprios direitos.
  23. 23. 23 Estes espaços não-formais têm uma proposta de trabalho voltada apopulação mais carente, algumas sendo assistidas pelo poder público municipaloutras com parcerias estaduais e federais. Com os problemas detectados na escola,existem encaminhamentos que dão suporte como: A SETAS, CRAS, CREAS,Conselho Tutelar, PROJOVEM, recebendo acompanhamento familiar a domiciliocom o consentimento dos pais, atende uma modalidade de crianças e adolescentes. Os educadores dos espaços não formais a exemplo dos programas; CRAS,CREAS, PROJOVEM, PETI, trabalham com projetos, oficinas, capacitações, cursos,que podem ter duração variável e não precisam seguir normas e diretrizes. Daí a necessidade de pedagogos preparados para atuarem nestes espaços,reconhecendo a competência e habilidade nas práticas pedagógicas educativas queé atribuída ao pedagogo, um profissional da atualidade habilitado a ingressar nestenovo campo da educação na sociedade brasileira, com um novo perfil, uma novaroupagem, ao contrario de outras áreas limitadas, o pedagogo está aberto adiversas, assim esteja preparado para atuar, um educador critico, atualizado,preocupado com os problemas sociais da sua comunidade, comprometidas, com obem estar - social, humano, e por uma vida digna, exigindo seus direitos eresponsabilizando por seus deveres. Dos diversos espaços não formais podemos acentuar a Pedagogia Hospitalare a Empresarial. Na pedagogia Hospitalar, o pedagogo também desenvolveatividades escolares com crianças hospitalizadas que darão continuidade dos seusestudos através da leitura e se possível na escrita. Domingues (2001, p.18) assim as define:
  24. 24. 24 conceito de um campo de saber para o outro, além da própria unificação do conhecimento. [...] aquelas situações do conhecimento que conduzem á transformação ou ao transpassa mento das disciplinas, à custa de suas aproximações e freqüentações, pois, além de sugerir a idéia de movimento, da freqüentação das disciplinas e da quebra de barreiras, a transdisciplinaridade permite pensar o cruzamento de especialidades, o trabalho nas interfaces, a superação de especialidades, a superação das fronteiras, a imigração de um As atividades desenvolvidas pelo pedagogo na área hospitalar vão dependermuito da disponibilidade e capacidades de adaptação do paciente. Almeida afirma (2006, p.06) afirma que o foco da Pedagogia Empresarial é“qualificar pedagogos e administradores para atuarem no âmbito empresarial,visando aos processos de planejamento, capacitação, treinamento, atualização edesenvolvimento do corpo funcional da empresa”. Na Pedagogia empresarial, os pedagogos atuam nas áreas de RecursosHumanos, processo de avaliação e desempenho profissional nos processos deplanejamento e capacitações.2.2 Pedagogia É um curso que cuida dos assuntos relacionados à Educação por excelência,portanto se controverte de uma licenciatura, cuja Matriz Curricular atual estipuladopelo MEC confere ao pedagogo, de uma só vez, as habilitações em educaçãoinfantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos, coordenaçãoeducacional, gestão escolar, orientação pedagógica, pedagogia social e supervisãoeducacional, sendo que o pedagogo também pode, em falta de professores, lecionaras disciplinas que fazem parte do Ensino Fundamental e Médio. Confirma-nosLibâneo 2001: O curso de Pedagogia deve formar o pedagogo stricto sensu, isto é, um profissional qualificado para atuar em vários campos educativos para atender demandas sócio educativas de tipo formal, não formal e informal, decorrentes de novas realidades novos tecnologias, novos
  25. 25. 25 atores sociais, ampliação das formas de lazer mudanças profissionais. (p.30/31) O pedagogo é considerado um profissional que atua em várias áreas docampo educacional, ligado aos processos educativos, como organização,transmissão e assimilação de saberes. Assim nos diz o autor e pedagogo argentinoRicardo Nassif 1958, apud Libâneo, 1993: A Pedagogia, embora não possua um conteúdo “intrinsecamente próprio”, tem um domínio próprio a educação e, um enfoque próprio,o educacional, que lhe assegura o caráter de disciplina autônoma diante de outras esferas do saber e do fazer humano.(p.68) Podemos proferir que o pedagogo não está limitado apenas à sala de aula,mas poderá atuar em vários espaços da sociedade, não excluindo da sala de aula,não deixando ser um docente, mas também um educador social com o interesse deinvestir em projetos, pesquisa, políticas públicas e outros que possam contribuir deforma significativa na sociedade. Assim nos diz Libâneo 2001: Pedagogia é, então, o campo do conhecimento que se ocupa do estudo sistemático da educação, isto é, do ato educativo, da prática educativa concreta que se realiza na sociedade como um dos ingredientes básicos da configuração da atividade humana. (p.22) Neste campo, proferimos que foi e continua sendo, de muitas lutas econquistas, de progresso e desenvolvimento educacional e social, surgiram epoderão surgir resultados derivado de muitos educadores inquietados com asituação de cada época em querer cada vez mais melhorar o curso que até nos diasde hoje é assunto de debate em vários encontros e fóruns onde a educação estásempre presente. Neste sentido, deve se abrir a novas mudanças que sempre irão surgindo,trazer sempre um novo olhar a inovação e o progresso, somente assim teremos umaeducação de qualidade, em que todos os sujeitos serão inseridos sem exclusão.2.2.1 Pedagogo e suas áreas de atuação
  26. 26. 26 Nesta sociedade do conhecimento e de informação em que ora vivemos tudoestá em constante mudança: a tecnologia, os avanços, as informações, a evoluçãoda ciência na vida humana crescendo cada vez mais a necessidade de novosprofissionais em diversas áreas da sociedade. Conforme Libâneo (2006, p.7) É pedagoga toda pessoa que lida com algum tipo de prática educativa relacionada com o trabalho com o mundo dos saberes e modos de ação, não restritos à escola. A formação de educadores extrapola, pois, o âmbito escolar formal, abrangendo também esferas mais amplas da educação não-formal. Diante das mudanças econômicas e sociais que vem se deslanchando nosúltimos tempos, percebemos que a cada dia ressurge nos espaços não-formaispraticas sociais, comunitárias e populares em nosso país. As pessoas estão sesensibilizando e se interessando pelos trabalhos sociais. Tem aumentado o numerode ambientes sociais para crianças, jovens e principalmente adultos. Dentro desses programas, podemos citar, por exemplo, o PETI, que trabalhacom educadores sociais, exercendo um papel muito importante na comunidade,onde ensina e aprende ao mesmo tempo, realizando um trabalho cultural, socialnuma proposta socioeducativa, de produção de saberes. Nesse sentido Gohn(2009) afirma: O aprendizado do Educador Social numa perspectiva Comunitária realiza-se numa mão dupla ele aprende e ensina. O dialogo é o meio de comunicação. Mas a sensibilidade para entender e capturar a cultura local, do outro, do diferente, do nativo daquela região, é algo primordial. (p.2) Nos diversos segmentos da sociedade surge à necessidade da atuação dopedagogo, um profissional especializado nas questões sócio culturais, antessomente na escola, como docente, hoje ele quebra as barreiras, amplia seusconhecimentos, cria projetos, pode realizar trabalhos como auto-estima, valores,conhecimento a fim de construir laços de amizades e fazer um ambiente prazeroso. Um novo olhar para o pedagogo nos espaços-não formais onde possarealizar atividades educativas tem sido consolidado nas ONGs, hospitais, nas
  27. 27. 27empresas, meios de comunicação em massa e outros. A atuação desse profissionalnestes espaços contribuirá positivamente nesta nova perspectiva com o interesse deajudar pessoas principalmente que vivem em situação de risco, excluídas,marginalizadas, especiais. Nessa concepção, pedagogo é o profissional que atua em várias instânciasda prática educativa, quer seja direta ou indiretamente vinculadas à organização eaos processos de aquisição de saberes e modos de ação, com base em objetivos deformação humana. Dentre essas instâncias, o pedagogo pode atuar como pedagogo escolar(professores, especialistas da ação educativa escolar e em atividades pedagógicas);como pedagogo extra-escolar (formadores, consultores, técnicos, orientadores queocupam atividades pedagógicas em empresas, órgãos públicos, movimentos sociais,meios de comunicação. E nessa classificação, se distinguem claramente asatividades do pedagogo em duas facetas: a do ensino num ato educativo intencional,sistematizado e a da orientação e formação de pessoas num ato educativo fora dosâmbitos escolares. Segundo Libâneo (2001): O campo da atividade pedagógica extra-escolar é extenso. Poderíamos incluir no item da educação extra-escolar a gama de agentes pedagógicos que atuam no âmbito da vida privada e social: pais, parentes, trabalhadores voluntários em partidos políticos, sindicatos, associações, centros de lazer “(p.11). Percebemos que estamos quebrando paradigmas no curso de licenciatura emPedagogia, ganhando reconhecimento em diversos espaços, e até mesmo atravésdos trabalhos voluntários, que muito tem amadurecido. Retomando Libâneo (2001) vale citar suas palavras ao dizer que: O mundo contemporâneo não apenas se apresenta como sociedade pedagógica como pede ações pedagógicas mais definidas, implicando uma capacitação teórica e profissional de pedagogos e professores muito além daquela que apresentam hoje. Diferentemente de filósofos, sociólogos, historiadores da educação (..),pedagogos e professores exercem uma atividade genuinamente prática, implicando capacidade de decisão, conhecimentos
  28. 28. 28 operativos e compromissos éticos.A inserção do pedagogo na condição pós-moderna os obriga a uma abertura científica e tecnológica, de modo a desenvolver uma prática investigativa e profissional interdisciplinar (p.22). Para que o pedagogo seja de fato inserido nesse mundo contemporâneo éindispensável que se apresente com novos objetivos, novas habilidades cognitivas ecapacidade de percepção de mudanças, como também, novas competênciascomunicativas e capacidades criativas para superar eventuais dificuldades frente anovas situações. Para Gohn (2009): A educação não formal designa de um processo com várias dimensões tais como: a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos, a capacitação para o trabalho, por meio da aprendizagem de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades, a aprendizagem e exercício de praticas que capacitam os indivíduos fazerem uma leitura do mundo do ponto de vista de compreensão do que se passa ao seu redor (p.4). Assim podemos dizer que a aprendizagem no espaço não formal, está voltadadiretamente à comunidade, num trabalho coletivo destinado a solucionar problemasno cotidiano e que possibilite aos indivíduos liberdade de expressão e compreensãodo mundo, do que passa em seu redor, na comunidade e na sociedade de umaforma geral.
  29. 29. 29 CAPITULO III3. PROCEDIMENTOS Nesse trabalho monográfico em que visamos identificar o nível de ingressodos pedagogos nos espaços não formais do município de Campo Formoso,buscando significados, motivos para autenticar nosso estudo a respeito do temaabordado.3.1 Tipo de pesquisa Alicerçamos nossa pesquisa nas bases qualitativas, considerando que estetipo de pesquisa muito coerente aos procedimentos utilizados, sendo um acessóriosignificativo neste trabalho de pesquisa. A metodologia qualitativa é aquela que incorpora a questão do significado e da intencionalidade como inerente ao ato, as relações e as estruturas sociais. O estudo qualitativo pretende aprender a totalidade, coletada, visando em última instancia atingir o conhecimento de um fenômeno histórico que é significativo em sua singularidade (Minayo, 1993, p.10). Vale ressaltar que a presente pesquisa também traz em seu contexto,elementos de paradigma da pesquisa quantitativa, para momentos em queprecisamos ilustrar dados estatísticos.3.2 Lócus Este trabalho foi realizado na cidade de Campo Formoso-BA, antigaFreguesia Velha do Sertão da Jacobina, localizada no Piemonte Norte do Itapicuru a
  30. 30. 30400 km da capital Salvador, região semi-árida da Bahia. A população tem comobase de economia, a mineração, agropecuária, comércio e cultivo do sisal. Como foi referida, a pesquisa está voltada para a atuação dos pedagogos aosespaços não formais de Campo Formoso. (Limitamo-nos a 09 (nove) espaços paraesta pesquisa, sendo eles: a Empresa FERBASA, UHSF, o CRAS, CREAS,Associação dos Animadores Leigos das CEBS, PETI, PROJOVEM, SETAS, ProjetoÁGAPE)1. A variedade de lócus foi devido ao pequeno número de sujeitos em cadainstituição. Cada espaço pesquisado traz sua particularidade, contribuindo nacomunidade de maneiras diferentes enfrentando desafios, cumprindo metas, eobtendo resultados satisfatórios dentro de seus limites e condições. Em cada um desses espaços, abrigando diversas pessoas, advindas dasociedade, entre adultos capacitados, profissionais que oferecem sua vida emauxilio de outras, jovens, adolescentes e crianças desassistidas e excluídas dasociedade e até mesmo da família. Este capítulo apresentou os diferentes locais de atuação do pedagogo, queextrapola as intuições escolares. Neste sentido, apresentamos cada instituição e suas principais característicaspara melhor compreensão em cada espaço visitado, no qual utilizamos elementosque nos fortalecerão para um bom aproveitamento dentro da referida pesquisa.3.3 Perfil e sujeitos Os nossos sujeitos pesquisados foram 09 (nove) dirigentes de Espaços entreeles: centros sociais, programas, associações, empresa, hospital como: aFERBASA, UHSF, o PETI, PROJOVEM, POJETO ÁGAPE, SETAS, AALC, CRAS eo CREAS.3.4 Instrumentos utilizados
  31. 31. 31 Utilizamos do questionário fechado e da entrevista semi estruturada paraaprimorar a pesquisa. Demo (2001, p.30) “a informação qualitativa é resultado daconsulta da comunicação discutida, na qual o sujeito pode questionar o que diz, e osujeito-objeto também”. Não queremos dizer, que vamos resolver à problemática,mas que de certa ao Projeto, um ministério filantrópico e assistencial, desenvolvido pela Igreja1 Denominação dada forma, estará contribuindo, sensibilizando, dando oportunidade adiscussões as ações desenvolvidas. finalidade atendimento em creche as crianças carentes,Batista em Campo Formoso que tem comosem fins lucrativos. Assim percebemos que a pesquisa qualitativa busca entender a totalidade doque se pesquisou tendo significação para o alcance do objetivo em questão.3.4.1 Questionário Fechado O questionário fechado nos ajuda diretamente com o entrevistado, questõesque facilitarão para melhor compreender o que de fato pensa a respeito do assunto.3.4.2 Entrevista Semi Estruturada Neste tipo de Entrevista, o entrevistado através da fala, expõe seu ponto devista em relação ao assunto pesquisado, podendo estar a favor do entrevistador oucontradizendo totalmente a pesquisa. Diante desta, mantemos o total sigilo, não revelando nomes, mantendo ética erespeito para que se tenha segurança ao responder as perguntas.Para dar maior suporte ao entrevistador a mesma é gravada somente para ajudar nahora de expor no papel. E assim será preciso ressaltar todos os espaços não formais pesquisado,conhecendo seu trabalho desenvolvido em Campo Formoso.4.0 Os lóci investigados na Cidade de Campo Formoso-BA.FERBASA
  32. 32. 32 Fundada em 23 de fevereiro de 1961 pelo engenheiro José de Carvalho Filho,a FERBASA iniciou suas atividades no município de Campo Formoso- BA, no ramode mineração, com o objetivo de produzir minério de cromo para o abastecimento daindústria nacional. A empresa atua na área de mineração na cidade de CampoFormoso, situada no povoado de Brejo Grande, e outra na Fazenda Pedrinhaspróxima ao povoado de Torrões. Desenvolve fora da empresa a Fundação José Carvalho, com instituições deensino e cursos de capacitação interno e externo dentro da área especifica de seusfuncionários. A Fundação José Carvalho, tem como missão atender crianças eadolescentes e jovens carentes, dos municípios do nordeste brasileiro oferecendo-lhes educação básica visando à formação de indivíduos capazes de exercer acidadania, de respeitar o ser humano em todos os seus aspectos, primando pelaética cooperação e solidariedade, utilizando-se dos conhecimentos e dascompetências adquiridas, com vistas à convivência social. Ressaltando a Fundação José Carvalho em Campo Formoso, a mesmainvestiu em algumas instituições como: Centro Experimental Rural de Torrões nopovoado de Torrões hoje tendo como Entidade Mantenedora, a Prefeitura Municipal.A Escola Geraldina Carvalho localizada no Povoado de Brejo Grande, hojedesativada, e que muito contribuiu no desempenho educacional de muitas crianças eadolescentes naquela comunidade e povoados vizinhos. E a Escola Rural GilcinaCarvalho localizada na sede do município, que também é mantida pela PrefeituraMunicipal e atende crianças e adolescentes do interior do município, sendo umaescola de alternância.UHSF: União Hospitalar São Francisco O hospital São Francisco, fundado em 1958 por Frei Lino Graflage, vigário daParóquia de Santo Antonio de Campo Formoso, e foi entregue as irmãsFranciscanas hospitaleiras da Imaculada Conceição.
  33. 33. 33 Em 1960, chegou para trabalhar no hospital, recém formado, Dr. RenatoJayme de Andrade e Souza, onde ficou hospedado por certo tempo no convento dospadres. Sendo presidente do hospital por muitos anos, Dr. Renato passou a suafunção para seu filho, Dr. Renato Jayme Filho e sua esposa Dora que atua no RH. O Hospital São Francisco há 53 anos vem prestando serviços médicoshospitalares a micro região. Sendo 90% dos seus atendimentos são destinados aoSUS, pobres e carentes. Atendendo nas especialidades de clinica médica, cirurgia, GinecologiaObstetrícia, Neonatologia, Pediatra, Radiologia, Angiologia, ortopedia,Utrassonografia, Preventivos do Câncer e Laboratório de Analises Clinicas. Oconvênio com o SUS é destinado, apenas para os atendimentos de urgência eemergência. O Hospital também possui convênios com a CASSI, Saúde Bradesco,Planserv, Ferbasa, Promédica, Unimed, Faelba, CIMPOR, Correios, NBC,Associações e Prefeitura Municipal. Alguns Programas são desenvolvidos como,diabetes, hipertensão, Saúde da Mulher, hanseníase, planejamento familiar,tuberculose, inclusive com o fornecimento de profissionais médicos e medicamentos.CRAS: O Centro de Referência Assistencial as Famílias em Campo Formoso,presta serviços e programas socioassistênciais de proteção social básica as famíliase indivíduos, e a articulação destes serviços no seu território de abrangência, e umaatuação intersetorial na perspectiva de potencializar e a proteção social.CREAS: O Centro de Referência Especializado de Assistência Social, integridade doSistema Único de Assistência Social, na nossa cidade constitui de uma unidadepública estatal, responsável pela oferta de atenções especializadas de apoio,orientação e acompanhamento a indivíduos e famílias com um ou mais de seusmembros em situação de ameaça ou violação de seus direitos.Objetivo: Fortalecer as redes sociais de apoio da família, contribuindo no combate aestigmas e preconceitos, assegurando proteção social imediata e atendimentointerdisciplinar as pessoas em situação de violência, visando integridade física,
  34. 34. 34mental e social. Tendo como público alvo: crianças e adolescentes, jovens,mulheres, pessoas com deficiência e suas famílias que vivenciam situações deameaça e violações de direitos por ocorrência ao abandono a uma institualização.AALC: A Associação dos Animadores Leigos das CEBS, situada a Praça Frei LinoGraflage s/n, faz um trabalho voluntario com aproximadamente 50 pessoas, sendoos mesmos ligados aos grupos: PJMP (Pastoral da Juventude Popular), Grupo daAmizade (Idosos), Escola a Caminho das CEBS. A referida Associação com cursosrealiza formação e sistematização na área do semi-árido, meio rural e sustentável,economia solidaria. Na área da educação a escola desenvolve pratica escolar parasócios ou pessoas da comunidade do interior do município, realizada uma vez pormês sempre no final da semana, com direito a estadia, retornado para casa e dandocontinuidade aos seus trabalhos.PETI: É um serviço sócio - educativo que tem como objetivo retirar as crianças eadolescentes, entre 7 e 15 anos de idade, do trabalho considerado perigoso,degradante e insalubre. O programa compõe ações, alternados com o horárioescolar, ofertando atividades lúdicas, pedagógicas e culturais, as quais sãoplanejadas pelo professor que deveria ser um pedagogo, junto com a coordenadorapedagógica, que também deveria ser uma pedagoga que atua na elaboração deprojetos, pautado em dados concretos acerca das necessidades e interesses dopublico alvo.PROJOVEM: destinado ao adolescente associa serviço e transferência de rendaque tem como objetivo o fortalecimento da família, dos vínculos familiares e sociais.Para tanto, trabalha com três eixos temáticos: Convivência Social, ParticipaçãoCidadã e Mundo do Trabalho, além de abordar seis temas transversais: direitoshumanos e sócio-assistenciais, trabalho, cultura, meio ambiente, saúde e esporte.SETAS : A secretaria tem a função de executar a política municipal de amparo aassistência as crianças, aos adolescentes, aos idosos e as pessoas especiais. Atuana área social, desenvolve diversos programas sociais em parceria com o governoFederal e Estadual, a exemplo do CRAS/PAIF, CREAS, PROJOVEM, CONSELHO,
  35. 35. 35TUTELAR, GERAÇÃO DE RENDA E NÚCLEO DE ESPORTE, BOLSA FAMÍLIA,PETI, OUTROS.PROJETO ÁGAPE: É um ministério filantrópico e assistencial, sem fins lucrativos,da Primeira Igreja Batista através do Pastor, em Campo Formoso, que se destina aoamparo e educação de crianças e adolescentes carentes e ou desassistidos,atendendo em regime de semi-internato e creche. O Projeto procura proporcionaratendimento, objetivando o desenvolvimento global, suprindo as necessidades bio-psico-sociais e espirituais. Atua junto a elas, atendendo sempre na sua globalidade, buscandoaperfeiçoar-se no acompanhamento e satisfação de suas necessidades básicas,afetivas, cognitivas e sociais; criando condições para que a mesma produza seupróprio conhecimento e experiência. Para tanto se adota projetos pedagógicos que as possibilitem conquistar autonomia, criatividade, expressão e decisão, construindoassim sua cidadania. Hoje estamos atendendo 50 crianças, temos 40 cadastradasno perfil do projeto, e dezenas de pais que nos procuram semanalmente, mas nãopodemos atendê-las pela limitação do espaço e recursos.
  36. 36. 36 CAPITULO IV ANÁLISES DE DADOS Neste capitulo, enfatizaremos os dados coletados da referida pesquisamonográfica desenvolvida entre 09 Instituições na Cidade de Campo Formoso-BA,com os dirigentes que estão à frente dos serviços sociais, voltados à comunidade.4.1. RESULTADO DO QUESTIONÁRIO FECHADO:4.1.1 Faixa Etária A faixa etária dos entrevistados varia, conforme será apresentado no gráfico4.1 que nos apresenta o número de jovens reduzido ao mercado de trabalho. Não foiencontrada entre os entrevistados a idade de 18 a 25 anos, e a maior parte estáentre 31 a 40 anos conforme o gráfico abaixo. 0% 33% 34% 18 a 25 anos 26 a 30 anos 31 a 40 anos 33% 40 a 49 anosGráfico 4.1.1 “faixa etária” No Gráfico 4.1.1, analisamos a faixa etária dos entrevistados que variam entrepessoas jovens e adultas. Como observamos não houve entrevistados entre a idade
  37. 37. 37de 18 a 25 anos. Com 26 a 30, e 31 a 40 anos obtemos 33%, e obtemos 34% nafaixa etária entre 40 a 49 anos.Percebemos que diante da porcentagem apresentada, pessoas mais experientesestão à frente de cargos nas empresas.4.1.2 Gênero Homens Mulheres 22% 78%Gráfico 4.1.2 “Gênero” Como podemos observar no gráfico 4.1.2, relacionado ao gênero, 22%corresponde aos homens, e 78% das mulheres, isso significa um avanço para ogênero feminino no mercado de trabalho. O campo de Pedagogia, assim tambémcomo no curso de Magistério continua sendo pluralidade, graças a sua coragem ecompetência esse avanço vem crescendo cada vez mais.4.1.3 Grau de Formação Perguntamos aos entrevistados o grau de formação para compreendermosmais a sua atuação dentro dos respectivos cargos que compete. Dessa forma, foiexposto no questionário se os mesmos possuíam nível superior completo eincompleto, especialização completa e não completa.Gráfico 4.1.3 “grau de formação”
  38. 38. 38 50% 50% Niv. Sup. Com. 33,33% Especi. Comp. 33,33% Especi. Imcomp 33,33% Dentre as respostas coletadas, todos obtiveram 33,33%, em seu grau deformação o nível superior completo,especialização completa e incompleta.4.1.4 formação Acadêmica Nos dias atuais percebemos o quanto é competitivo conquistar um espaço detrabalho, o grau de escolaridade dos entrevistados varia e nos permite comentar oquanto se faz necessário prosseguir nas pesquisas de atuação do Pedagogo nestesespaços. 44% 56% Curso de Pedagogia Outros
  39. 39. 39Gráfico 4.1.4 “Formação acadêmica” No gráfico 4.1.3 podemos dizemos que os dirigentes das Instituições e osdemais que trabalham, entre graduados e pós graduados, apresentam formação nosrespectivos cursos: Mineração, Licenciatura em Matemática, Licenciatura emHistória, Comunicação Social, Psicanálise, Teologia, Psicologia, Pedagogia. Mas aporcentagem apresentada entre pedagogos é um número insignificante. Libâneo (2001, p.6): O campo educativo é bastante vasto, uma vez que a educação ocorre em muitos lugares e sob variadas modalidades: na família, no trabalho, na rua, na fabrica, nos meios de comunicação, na política, na escola. De modo que não podemos reduzir a educação ao ensino e nem a Pedagogia aos métodos de ensino. Ratificamos através da pesquisa, que em espaços não formais, onde se faznecessário a presença do Pedagogo, como a exemplo de coordenação paraeducadores sociais, outros profissionais graduados em oura área ocupam a vaga, eisso significa que escapa da realidade pedagógica, onde o pedagogo na academiaprepara-se com atividades de planejamento, organização, e processos educativos.4.1.5– área de atuação da Empresa/Instituição/programa Enfatizamos através do gráfico a área de atuação da empresa é pararessaltar que os lóci de pesquisa apresenta um olhar diferenciado as atividadessociais que vem crescendo muito ao longo dos tempos.Silva apud Brasil, 2006 A partir da década de 90, aprofunda-se a atuação das organizações não-governamentais na esfera educacional. A legitimação da entrada das ONGs, na educação brasileira ocorre a partir da Lei n. 9.394/1996, que fixou as Diretrizes e Bases da educação Nacional. (...) o artigo primeiro dessa lei explicita que a educação abrange processos formativos
  40. 40. 40 ocorridos em diferentes lugares, inclusive nos movimentos sociais e nas organizações da sociedade civil (p.3020). Vem crescendo o número de espaços sociais e sua relevância nas prestaçõesde serviços a comunidade e graças a Lei que da um embasamento nesta área detrabalho tão importante. 11% 11% social Mineração 78% saúdeGráfico 4.1.5 “área de atuação das Instituições” Dentre as Instituições, 78% são de área social, 11% correspondem na áreamineração e 11% a de saúde. Todas prestam serviço relevante na comunidade. Entre as mesmas destacode modo especial o beneficio que traz Ágape para crianças carentes comacompanhamento pedagógico e psicopedagogo. Através da pessoa do Pastor da 1aigreja Batista na nossa cidade.4.1.6 capacitação dos funcionários na empresas
  41. 41. 41 1% func. Capacitados func. Não capacitados 99%Gráfico 4.1.6 “Capacitação e treinamento” É importante que as Empresas capacitem seus funcionários para que possamobter êxito no desempenho, aperfeiçoar, ampliar seu campo de trabalho.Nesta questão perguntamos se a Empresa/Instituição/Programa oferece cursos decapacitação ou treinamentos para seus funcionários. Entre as respostas obtemosque 99% delas capacitam seus funcionários, sendo 1% apenas para quem nãodesenvolve nenhuma atividade neste sentido.Assim complementa Silva apud Brasil (1999, p.3021): O pedagogo na área de Recursos Humanos das empresas coordena projetos das empresas, elabora programa de avaliação de performace, pesquisa, analisa e seleciona cursos e projetos a serem adotados pelas empresas. Oferece treinamento aos funcionários com a finalidade de aumentar a produtividade.Acreditamos no bom desempenho de um pedagogo, contribuindo nodesenvolvimento e no desempenho de suas funções e dos demais que ali estão.4.7. RESULTADOS DA ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA
  42. 42. 42Na entrevista semi estruturada todos os entrevistados se dispuseram a responder asquestões. Informamos da necessidade e da importância de gravar as falas. Tambémasseguramos que em momento algum fosse revelando nomes na participação. Entre os Dirigentes dos Espaços Não Formais que estavam à frente dasempresas, associações, programas governamentais. Utilizamos o código “D”seguidos de numerais cardinais. A concepção dos dirigentes sobre a atuação do Pedagogo nos espaços NãoFormais.4.2.1Área de atuação das Instituições/Empresas pesquisadas. Das Instituições e Empresas pesquisadas, oito (08), trabalham diretamentevoltadas a atividades sociais, uma (01) na área de Mineração, uma (01) no serviçohospitalar. Sendo todos espaços não formais, ou seja, não escolares.4.2.2 Existe algum pedagogo trabalhando nessa empresa/instituição? “D” (1): 21 funcionários, desses, nenhum pedagogo. “D” (2): 22 funcionários, apenas 01 pedagogo. “D” (3): 11 funcionários; 03 pedagogos. “D” (4): 07 funcionários; 01 pedagogo. “D” (5): 08 Educadores; 03 pedagogos. “D” (6): 11 funcionários; 02 pedagogos. “D” (7): 250 A 300 funcionários; apenas 01 pedagogo, mas que não atua no seu âmbito.
  43. 43. 43 “D” (8): 41 Educadores sociais; 06 pedagogos. “D” (9): 116 funcionários; nenhum pedagogo. Através das respostas acima relatadas, que apesar do número reduzido depedagogos nestes espaços, podemos constatar que já existe uma abertura para osmesmos em instituições onde não havia. Isso significa que as mudanças já estãoocorrendo. Ramal (2002) nos diz: Nas empresas, a necessidade de manter a competitividade no mercado exige desenvolver sempre novas competências nos funcionários. Neste campo, a tarefa do pedagogo é crucial, colaborando não só nos processos de capacitação em serviço, como também na avaliação permanente que permita diagnosticar as novas necessidades em função de cada contexto e os meios para gerá-las mais rapidamente nos grupos de trabalhos. (p.1)Permite-nos pensar que em qualquer âmbito haverá sempre uma busca individual, aprocura por uma atividade será sempre por meio da competitividade, vivemos embusca de melhores oportunidades de trabalho, e não será diferente para opedagogo.4.2.3 Existe alguma atividade que possa ser desempenhada por algumpedagogo? Por quê? Atividade que os pedagogos possam estar desenvolvendo nos espaços nãoformais.Em relação à questão, os sujeitos nos responderam que: “D” (1): sim, mas nenhum atua. “D” (2): sim. “D” (3): sim; como palestras nas escolas, oficinas, visitando escolas, buscas ativas. “D” (4): sim, mas não atuam. “D” (5): sim. “D” (6): sim: “D” (7): não. “D” (8): sim
  44. 44. 44 “D” (9): sim. “Atividade existe, mas não justifica a contratação, pois outros profissionais podem desenvolver tais atividades”.Podemos observar que por unanimidade os sujeitos reconhecem que existe anecessidade desse profissional, porém deixam claro que outros podem exercer taisfunções. Diante disso fica evidente a discriminação e o pouco espaço para aatuação do pedagogo neste local, que se justifica pela visão reducionista quequalquer pessoa possa ocupar o lugar do mesmo pedagogo como nos diz: o “D”(9):Libâneo 2001, apud Beillerot 1985 Observamos uma movimentação na sociedade mostrando uma ampliação no campo educativo com a conseqüente repercussão no campo pedagógico. Enquanto isso, essa mesma Pedagogia está em baixa entre intelectuais e profissionais do meio educativo com uma forte tendência em identificá-la apenas com a docência, quando não para desqualificá-la como campo de saberes específicos. (p.4) Ainda não disseminou a imagem a respeito do curso de pedagogia.Observamos em um amplo número de pessoas que entende que o espaço dopedagogo está limitado apenas à sala de aula e não conseguem quebrarparadigmas construídos ao longo do tempo.4.2.4 *Visão dos sujeitos sobre atuação do pedagogo nos espaços nãoformais. Para evidenciar a pesquisa entre os 09 entrevistados das instituições citadasatravés do questionário, preservando todas as informações precisas para que nãofossem revelados os sujeitos, mas sim a fala. Com base nestas afirmaçõesapresentamos algumas para responder as seguintes questões: “D” (1): “É de suma importância em todas as áreas, porque em todas as ações dos seres humanos passa pela educação e “essa”, tem como finalidade a aprendizagem e a convivência... o pedagogo se enquadra em todas estas questões. “D”(2): “Acho ótimo, abriu um leque de informação, o pedagogo não é apenas professor mas exerce várias funções”.
  45. 45. 45 “D” (3): “É muito importante, porque o pedagogo tem outravisão... e no nosso caso, no social, a gente desenvolveatividades educativas.“D” (4): “Eu acho bom, porque é uma área abrangente, umaprofissão que da mais oportunidade de emprego, umaprofissão que está mais ampla”.“D” (5): “Importante. Na organização, planejamento, avaliação, opedagogo tem esta capacidade de contribuição nos trabalhos”.“D” (6): “Importante. A visão do pedagogo é ampla, se o espaçoestiver voltado para educação, é mais que necessário. “D” (7): “Talvez não esteja preparado para julgar isso, existemprojetos abraçados pela Fundação José Carvalho, um trabalhoexterno, fora isso não consigo “enxergar” esta área. Quandoexiste na empresa a necessidade de capacitação especifica emalgumas áreas como prevenção de acidentes, segurança dotrabalho, recursos de liderança, e relacionamento pessoal, aempresa contrata um profissional capacitado para que possaoferecer cursos específicos por um período pré-determinadoem gestão de orçamento e custo que ela julga que há anecessidade, então existe alguns momentos em que sãocontratados pela empresa profissional capacitados no mercadonacional para realizar atividades de cunho social, pertinente...mas não rotineiramente o pedagogo exerce este trabalho.Dessa forma não vejo necessidade de um pedagogo atuar naempresa”.“Mas o que eu digo, não quero diminuir a importância dopedagogo, do educador. Em todo processo onde exista o serhumano, existe a necessidade de reciclagem de conceitosformação do ser humano, totalmente aberto para reciclar,aprimorar, e para desenvolver uma conduta onde o ser humanoseja sempre a parte de todo processo, onde exista interaçãosocial. E estes profissionais precisam ser capacitados nasacademias de onde saiu para que tenham uma formaçãopsicológica, filosófica, uma abordagem mais humanista com amente aberta como ser humano e trate o outro como parteintegrante, porque o ser humano não pode ser tratadosimplesmente como número ou como máquina, talvez nestecontexto as empresas que venham trabalhar neste lado social,necessitem de profissionais, sejam psicólogos, seja assistentesocial, seja o pedagogo, seja o educador, digamos assim deprodução. Sempre vai existir esta carência que chegam atrabalhar para que o ser humano possa evoluir humanamente,e não se sinta apenas como número, ou um repetidor deórgãos ou de processos produtivos tecnicistas,mas que eletambém seja parte integrante desse processo entendendo que
  46. 46. 46 o ser humano é a parte principal.. é claro que isso pode durar certo tempo, digamos assim, numa palestra, em momentos de horas de discussão, para que a gente entenda... tudo que existe do processo produtivo do ser humano para que possa ser valorizado como pessoa humana você vai ter que produzir um bem de consumo que seja produtivo ao ser humano.As empresas cada vez mais devem partir para um conceito do “ser”, hoje em dia se valoriza muito o ter, e não o ser. “D”(8): “É muito importante,principalmente para os treinamentos e jornada pedagógica”. “D” (9): “(...) para um hospital contratar um Pedagogo? deve ser de grande porte”. No “D” (7) o entrevistado procura não se comprometer na sua fala, acredita que não se faz necessário a presença do pedagogo na Empresa, porém faz uma explanação do pedagogo, não diminuindo a sua importância, e destaca varias vezes na sua fala, o valor humano, enquanto pessoa. E reproduzindo diz: “as empresas cada vez mais devem partir para um conceito do ser, hoje em dia se valoriza muito o ter, e não o ser”.O autor complementa: Ribeiro (2003. s/p): (...) o pedagogo empresarial cumpre um importante papel dentro das empresas e organizações articulando as necessidades junto à gestão de conhecimento. Cabe a este profissional provocar mudanças comportamentais nas pessoas envolvidas, favorecendo os dois lados: o funcionário que quando motivado e por dentro dos conhecimentos necessários, sente-se melhor e produz mais e a empresa que quando se mantém com pessoas qualificadas obtém melhores resultados e maiores lucratividade. Neste caso, se faz necessário para o profissional a busca de crescimentotanto individual quanto em relação à empresa, aquele que melhor desempenhar seupapel, com certeza terá melhor resultado. Notamos que nesta ultima fala, “D” (9) um confronto com a fala anterior sobrea mesma questão abordada onde ela deixa claro uma contradição,Para Fonseca apud Libâneo (1999 s/p):
  47. 47. 47 A prática pedagógica nesse espaço exige dos profissionais envolvidos maior flexibilidade, logo, a atuação da classe hospitalar requer compreensão para a peculiaridade do que em outras instituições, é necessário um planejamento para enfrentar esse desafio com temas geradores e percursos individualizados. Acreditamos que na área hospitalar requer profissionais preparadosemocionalmente e psicologicamente, para lidar com crianças em diversasespecialidades, que precisam de acompanhamento escolar e não escola.
  48. 48. 48 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, deum modo ou de muitos todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: paraaprender, para ensinar, para aprender e ensinar. (Brandão, 2001, p.7). Desse modo, compreendemos a fala do autor, quando se refere aos espaçosinformais, formal e não formais no qual fazemos parte, seja na nossa família, comnossos amigos, na escola ou em outros, estamos sempre em busca de aprender eensinar seja de forma sistematizada ou não. Contextualizando este trabalho monográfico, percebemos em várias falas deautores que defendem a pedagogia, como foi citada nas referências bibliográficas ,que vem recentemente nos guiando com este novo olhar em que o pedagogonecessita ampliar no campo de trabalho dentro da sociedade atual. As leituras serviram de embasamento para garantir o objetivo da pesquisa.Percebemos que o discurso sobre os espaços de atuação do pedagogo vemganhando forças não somente pelos próprios pedagogos, mas de fato a sociedadeestá tendo um olhar diferenciado no oferecimento desses na conquista dessesnovos espaços, que não se resume somente na sala de aula, mas vai de encontro aoutros ambientes. É perceptível através da pesquisa, a ausência de modo efetivo de pedagogosnas instituições, empresas, nos grupos sociais, e nos segmentos quecomplementam a ação social das empresas. Muitos ainda não conseguiram quebrarparadigmas de que o pedagogo precisa estar somente na sala de aula. Neste mundo moderno em que vivemos, precisamos permanecer tentando naprobabilidade como cidadão critico, para uma pedagogia da emancipação, um novoolhar ao curso de Pedagogia, que nos leva a refletir onde estamos e para ondevamos, aderir as novas mudanças na matriz curricular, o reconhecimento do cursodentro e fora da academia.
  49. 49. 49 De fato, a pesquisa permitiu validar a nossa hipótese, os recursos utilizadosajudaram de forma significativa com o questionário: fechado e entrevista semi-estruturada, que foram utilizados pessoalmente com os entrevistados. Enfatizamos alguns desses espaços que vem ao longo dos anos prestando eserviço a nossa comunidade, beneficiando também na micro região a exemplo dasEmpresas:FERBASA (Ferro e Ligas da Bahia), e UHSF, (União Hospitalar SãoFrancisco). Esta experiência nos faz refletir enquanto estudantes acadêmicos, neste novocenário de educação. Dos seguimentos visitados; associações, redes sociais,programas, trabalho voluntário, empresas, observamos que ainda existe uma visãofechada para atuação do Pedagogo nestes espaços e que veem o educadorsomente para atuar em instituições escolares. Neste sentido, a temática nos impulsiona enquanto pedagogos na academia,em busca de novas construções científicas, onde já existe esta investigação nestenovo campo, revelando novas possibilidades em que podemos atuar, em especial nasociedade campoformosense.
  50. 50. 50 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBALLALAI, Roberto. Educação Formal E Não Formal: Momento de Síntese. Ano2, Brasilia.1983BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 4ª reimpressão. São Paulo.Brasiliense, 2001.BRASIL. Lei nº. 9394/96. Estabelece as Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional. (1996).BRASIL. Resolução CNE/CP N0 1, DE 15 DE MAIO DE 2006.Institui DiretrizesCurriculares Nacionais para o Curso de pedagogia, licenciatura.DOU de 15 demaio de 2006 DOU 11 de abril de 2006.CAMBI, Franco. História da pedagogia. São Paulo: Editora UNESP, 1999.DEMO, Pedro, Pesquisa e informação qualitativa. Aportes metodológicos. ed.Papirus, Campinas – SP 2001.DOMINGUES, Ivan. (org.) Conhecimento e transdiciplinaridade. Belo Horizonte.Ed. UFMG, 2001.FERBASA. Desenvolvimento e Cidadania. Pojuca 2007.FONSECA, Fábio do N. Acerca da Ampliação dos espaços de atuaçãoprofissional do pedagogo: inquietações, ponderações e cautelas.http://WWW.fabiofonseca.siteonline.com.brAcesso dia 21 de setembro de 2011. As 19h23minGADOTTI, Moacir. Pedagogia da práxis. Prefacio de Paulo Freire. Cortez institutoPaulo Freire, 2 ed.São Paulo, 1998.GOHN, Maria da Glória. Educação não formal, educador (a) social e projetossociais de inclusão social. São Paulo. 2009LIBÂNEO, José Carlos. O ato pedagógico em questão: o que é preciso saber.Revista Inter – Ação, 17 (1-2): (11-25), jan – dez. 1993.Reestruturação da Faculdade de Educação da UFG, apontamento críticos sobreseu projeto curricular de formação de educadores e sua estruturaorganizacional. Cadernos de Educação, Goiana, n, 1.1994.LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos: Inquietações e Buscas Educar.Editora UFPR. Curitiba, PA. 2001
  51. 51. 51LIBÂNEO,J.C. Diretrizes Curriculares da Pedagogia: um adeus à pedagogia e aospedagogos? In: SILVA, A.M.M.(org). Novas subjetividades, currículo, decência equestões pedagógicas na perspectiva da Inclusão Social. Encontro nacional deDidática e Prática de Ensino. Recife: ENDIPE, 2006.LIBANEO, J.C Da historia do curso de pedagogia e a formação do pedagogo noBrasil. Rio de Janeiro 2007RAMAL, Andrea Cecília. Pedagogo: A profissão do momento. Gazeta Mercantil,Rio de janeiro, 2003.CHAVES,Eduardo O C. O curso de pedagogia:um Breve Resumo da situaçãoAtual. 2004http://www.chaves.com.br/textself/misc/pedagogia. Acesso dia 22/01/2011 às23h20minJACOBUCCI, Daniela Franco Carvalho. Diversão com ciência e arte UniversidadeFederal de Uberlândia. 2008.Acesso dia 27/01/2011. As 22h16minHTTP://www.seer.ufu.br/index.php/emextensão.LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da Escola Pública. A pedagogia criticados conteúdos 19 ed. Loyola 1993.WWW.Scribd.com/doc/66416251/libaneo-Democratização-Da-Escola-Pública-critiso-Social. Acesso no dia 09/01/2011 as 20h27mLIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e Pedagogos; inquietações e buscas.EDITORA UFPR, CURITIBA, 2001. HTTP://www.educaremrevista.ufpr.br. Acesso:03/01/2011 as 23h26min e 27/08/2011 às 20h38minLIBÂNEO, José Carlos e Pimenta, Selma garrido. Formação dos profissionais daeducação: visão critica e perspectiva de mudança. In Pimenta Selma Garrido(org.) Pedagogia e pedagogos: caminhos e perspectivas. São Paulo Cortez,2002MACHADO. Evelcy monteiro. Contexto Socioeducacional do Estado do Paraná:Formação Pedagógica e Analise do trabalho do Pedagogo na Área Social. USC.ES. Tese de Doutorado em filosofia e ciências da educação. 1998 Universidade deSantiago de Compostela.http://www.boaaula.com.br/iolanda/producao/me/pubonline/evelcy17.htm. Acesso em09/01/2011 ás 20h06minWWW.paulofreire.org./pub/institu/substituicional1203023491It003Ps002/Educacao_formal_nao_formal_2005.pdf acesso dia 28/08/2011 às 15h33minRIBEIRO, Amélia Escotto do Amaral. Pedagogia Empresarial- atuação dopedagogo na Empresa. Rio de Janeiro - 2003WWW.infoescola.com/profissões/pedagogia-empresarialacesso dia 28/08/2011 as 17h07min.
  52. 52. 52ALMEIDA, M.G. de. Pedagogia empresarial: saberes, práticas e referências. Riode Janeiro: Brasport. 2006.MINAYO.Maria C. o desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde.Tese, programa de Pós graduação em desenvolvimento.Rio de janeiro 1993.WWW.ueb03unicentro.br/especialização/Revista_Pos.Acesso dia 28/08/2011 as 18h50min.CREAS,CRAS,PETI,PROJOVEM,SETASwww.portalcampoformso.com.bracesso dia 02/09/2011 as 1h:47minDIRETRIZES, Pedagogia.http://www.saelo.br/pdf/cp/v37acesso dia 10/05/2011 às 23: 48
  53. 53. 53Apêndice
  54. 54. 54 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO-CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM-BA PEDAGOGIA 2007.1 :Prezado (a) Senhor (a) Diretor (a):Esse questionário tem como objetivos levantar subsídios para uma pesquisa deConclusão de Curso de Pedagogia na Universidade do Estado da Bahia - CampusVII de Senhor do Bonfim, que estou desenvolvendo sobre a atuação do Pedagogoem espaços não formais de Educação, a exemplo de empresas e instituiçõespublicas e privadas. Os dados obtidos através deste questionário serão utilizadosexclusivamente para essa pesquisa e não sendo revelados nomes ou qualqueroutra informação particular dos entrevistados. _____________________________________________ Edilene Silva de Araújo - Matricula n0 130715409 Campo Formoso, 26 de Janeiro de 2011.
  55. 55. 55 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO-CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM-BA PEDAGOGIA 2007.1 QUESTIONÁRIO FECHADO1.0 Perfil do entrevistadoIdade( ) 18 a 25 anos( ) 26 a 30 anos( ) 31 a 40 anos( ) 40 a 49 anos1.2 Sexo( ) Masculino ( ) Feminino2.0 GRAU DE FORMAÇÃO:( ) Ensino médio completo( ) Superior completo( ) Superior incompleto( ) Pós-graduação completa
  56. 56. 56( ) Pós-graduação incompletaOutros3.0 Formação acadêmica:( ) Pedagogia( ) Biologia( ) Engenharia( ) Segurança do Trabalho( ) Serviço Social( ) outros 2.0 Qual a área de atuação dessa Instituição/ empresa?( ) educação ( )industria ( ) comercio ( )mineração ( ) agricultura( ) social saúde ( )2.1 Função ou cargo que exerce? _________________________________2.2 Quanto tempo você exerce esta função?__________________________2.3 Os profissionais estão capacitados para a função que exercem?______________________________________________________________________________________________________________________________2.4 Quantas pessoas trabalham nessa empresa/ instituição?________________________________________________________2.5 Essa empresa desenvolve atividade de Formação para os seus funcionários?( ) sim ( ) não
  57. 57. 57Justifique_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________2.6 Existe algum pedagogo trabalhando nessa empresa/ instituição?( ) sim ( ) não ( ) Quantos? ________
  58. 58. 58 Entrevista semi Estruturada2.7 Existe alguma atividade que possa ser desempenhada por algum pedagogo?_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________2.8 Qual a sua visão diante da questão levantada?(a atuação do pedagogo nestes espaços)_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

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