Monografia Ariane Pedagogia 2012
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Monografia Ariane Pedagogia 2012

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Monografia Ariane Pedagogia 2012 Document Transcript

  • 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS VII COLEGIADO DE PEDAGOGIA SENHOR DO BONFIM – BA ARIANE MARTINS DA SILVAO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO-ESCOLARES: UM ESTUDO DE CASO NO SAC (SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO) DE SENHOR DO BONFIM/BA SENHOR DO BONFIM 2012
  • 2. ARIANE MARTINS DA SILVAO PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO-ESCOLARES: UM ESTUDO DE CASO NO SAC (SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO) DE SENHOR DO BONFIM/BA Monografia apresentada ao Departamento de Educação – UNEB, CAMPUS VII, como parte dos requisitos para obtenção do grau de Licenciatura em Pedagogia – Habilitação em Docência e Gestão nos Processos Educativos, sob orientação da prof.ª Ivania Paula Freitas. SENHOR DO BONFIM 2012
  • 3. TERMO DE APROVAÇÃO O PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO-ESCOLARES: UM ESTUDO DE CASO NO SAC (SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO) DE SENHOR DO BONFIM/BAMonografia apresentada à Universidade do Estado da Bahia como requisitopara a obtenção do título Pedagoga, sob a orientação do Prof. (a) Ivânia PaulaFreitas, aprovada em 10 de abril de 2012. BANCA EXAMINADORAORIENTADOR: _______________________________Prof. (a) Ivânia Paula FreitasMEMBRO: ___________________________________Titulação, nome completo, InstituiçãoMEMBRO: ___________________________________Titulação, nome completo, Instituição
  • 4. “O constante movimento de reestruturação éinerente à condição humana. Nele se alteram aharmonia e o conflito, a dinâmica e aestatística, a convivência e o isolamento, aação e a inércia. Assumir uma atitude frente àmudança é ter consciência de que esseprocesso se inicia com a busca do eu interiorpara, a partir dele, compreender o mundoexterior. È estar aberto frente ao desconhecido,ao inesperado e imprevisível.” (RAMOS, 2000)
  • 5. Ao mestre maior! Obrigada meu Deus.Aos meus familiares pela estimadacolaboração!
  • 6. É importante agradecer...Agradecer é reconhecer às vezes que uma simples palavra ouum pequeno gesto representa uma grande força.Portanto é importante neste momento agradecer a muitaspessoas especiais:A Deus por ter me dado a vida, por me abençoar todos os diase me encher de esperança a cada momento em que me sintosem forças para continuar. Por ter a cada segundo memostrado inúmero motivos para acreditar que eu venceria;Agradeço imensamente à minha mãe, D. Iracema, que tantome deu apoio, compreendeu as minhas ausências. Pelocarinho, pelas palavras de encorajamento, enfim porrepresentar tão bem o papel de uma mãe na vida de um filho.Ao meu grande pai, Sr. Guilherme, que fez todos os esforços,de todas as naturezas possíveis para me ver formada, boaprofissional, uma grande mulher! Obrigada meus pais peloapoio e credibilidade depositados em mim;Á minha orientadora Ivania Paula Freitas, que com paciência eeficiência me conduziu com seus prestimosos ensinamentospara conclusão dessa pesquisa;A todos os meus mestres que fazem parte do corpo docente daUNEB – Campus VII, pelo exemplo de competência em nostransmitir valiosos ensinamentos;A todos que colaboraram para minha formação acadêmicacomo colegas de turma e amigos em especial Georgea Lessaque tanto me ajudou na reta final deste trabalho. Obrigadaamiga, pelo incentivo e pelas tão valiosas contribuições.A todos vocês por tudo, deixo aqui o meu muito obrigada!
  • 7. RESUMOEsta pesquisa apresenta uma reflexão sobre a atuação do Pedagogo em espaçosnão-escolares, como forma de compreender a sua contribuição em outros contextos.Através desta investigação busca-se conhecer como se efetiva a prática dopedagogo no âmbito empresarial, remetendo-se a sua abrangente atuação,reconhecida legalmente em 2006, com a publicação das Diretrizes CurricularesNacionais para o curso de Pedagogia. Trata-se ainda de suscitar uma reflexão sobrea formação deste docente como forma de contribuir para sua inserção em espaçosnão-escolares. Pretende-se tornar conhecida à influência da Pedagogia e dasestratégias educacionais no desenvolvimento do indivíduo em variados contextos deatuação. O objetivo principal deste estudo é conhecer o papel do Pedagogo noambiente empresarial, destacando especialmente como acontece a sua intervençãona formação do indivíduo, mais especificamente na formação profissional presenteno ambiente de trabalho, ou seja, nas organizações empresariais. Esta pesquisa foirealizada através de análises bibliográficas e documentais, utilizando-se ametodologia qualitativa, baseado em autores como Gil (2009), Ludke (1986), entreoutros. Assim, os resultados alcançados através desta análise confirmam a valiosacontribuição do pedagogo e das estratégias educacionais no âmbito empresarial porser a educação um processo de influências relevantes, denominado aprendizagem,presente em diferentes espaços e por constituir-se num processo inerente àpedagogia e ao pedagogo.Palavras-chave: Educação, Pedagogia, Pedagogia Empresarial.
  • 8. SUMÁRIOINTRODUÇÃO-------------------------------------------------------------------------10CAPÍTULO I –--------------------------------------------------------------------------131. REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO E SEUS SENTIDOS---------------------------131.1 O papel do pedagogo no âmbito das organizações empresariais-------------16CAPÍTULO II – QUADRO TEÓRICO-------------------------------------------- 212. A Pedagogia: sua identidade e a formação dos pedagogos -------------------------- 212.1 A Pedagogia Empresarial e suas implicações no contexto contemporâneo --- 25CAPÍTULO III – DESDOBRAMENTO DA PESQUISA -------------------313. Pesquisa qualitativa como método ---------------------------------------------------------- 393.1 A natureza do trabalho: um estudo de caso --------------------------------------------- 313.2 Sujeitos da pesquisa --------------------------------------------------------------------------- 343.3 Lócus da pesquisa ----------------------------------------------------------------------------- 353.4 O SAC --------------------------------------------------------------------------------------------- 353.4.1 O SAC: Função e identidade organizacional ----------------------------------------- 353.4.2 Questionário fechado --------------------------------------------------------------------- 363.4.3 Questionário aberto ----------------------------------------------------------------------- 36CAPÍTULO IV – ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS ----------------- 384. Procedimento da análise ------------------------------------------------------------------------ 384.1 Perfil dos sujeitos- Questionário fechado ------------------------------------------------- 384.1.2 Quanto setor/área e função de atuação ------------------------------------------------ 384.1.3 Tempo de serviço ----------------------------------------------------------------------------- 394.2 A atuação do pedagogo na empresa do ponto de vista dos gestores efuncionários -------------------------------------------------------------------------------------------- 394.3 Síntese da pesquisa ---------------------------------------------------------------------------- 45CONSIDERAÇÕES FINAIS ---------------------------------------------------------------- 47REFERÊNCIAS ----------------------------------------------------------------------------------- 49ANEXOS
  • 9. INTRODUÇÃO O Trabalho de Conclusão de Curso- TCC, sob o tema: O Pedagogo emespaços não escolares: Um estudo de caso no SAC (Serviço de Atendimento aoCidadão) de Senhor do Bonfim/BA nasceu das nossas inquietações ao longo dopercurso acadêmico no Curso de Licenciatura em Pedagogia-Habilitação emDocência e Gestão dos Processos Educativos da UNEB, Campus VII-Senhor doBonfim-BA, quando confrontadas com as reflexões sobre a identidade do Pedagogoe suas possibilidades quanto ao campo de atuação. A idéia que se tem de pedagogo é que este tem a condição única de ser umprofessor em sala de aula. Observando o formato do curso de Pedagogia quevivenciamos na UNEB, vemos que está direcionado à Educação FormalEscolarizada. Mais ainda, vê-se que o que se espera de um pedagogo, é que estedê aulas apenas em séries iniciais, limitando assim suas possibilidades, assim comoacreditamos e defenderemos nesta pesquisa. Desse modo, levando-se em consideração os aportes teóricos aqui revistos,podemos afirmar que a pedagogia deixou de ser apenas mais uma disciplina da áreade educação, entrou no mercado de maneira mais ampla, suprindo as necessidadesda sociedade e das empresas, onde seleção, treinamento e contínuoaperfeiçoamento são garantia da produtividade, e requer atenção e profissionaisadequados na preparação dos profissionais da organização. (SANTOS, 2004, p.7) O interesse em pesquisar sobre a relevância do Pedagogo em espaços não-escolares ou empresarias, partiu na nossa própria trajetória acadêmica e, sobretudoprofissional. Durante todo o percurso na Universidade pudemos observar os conflitosquanto à identidade do pedagogo e quais os rumos a serem tomados após a saídada Universidade. Somam-se a isso as nossas experiências profissionaisdesempenhando funções em outras áreas. É possível perceber que o cunhoeducativo nunca deixou de estar presente em nossas atividades, pois entendemosque onde há ensinamento e aprendizagem, há aí Educação, ainda que de maneira
  • 10. informal. Porém a angustia crescia constantemente e a busca pela revelação de queo Pedagogo pode sim desempenhar papéis educativos também em outros espaços,era constante. Foi inquietante perceber que se abre um campo diferenciado em espaçosnão escolares, a exemplo das empresas que passaram a destinar editais com vagasespecíficas para o Pedagogo. Diante destes novos espaços passamos a nosquestionar sobre o papel e a função desempenhada pelos pedagogos dentro destesespaços, tendo em vista, inclusive, o perfil dos cursos em que nos formamos cujofoco está marcado na docência. Daí surgiram as questões desta pesquisa: - Qual o papel do pedagogo na Empresa? - Que funções este profissional desempenha nesses espaços não escolares? Portanto o nosso objetivo é discutir o papel e as funções desempenhadaspelo pedagogo no espaço empresarial. Ao responder estas questões pretende-se ampliar o olhar sobre a diversidadede campos de atuação do pedagogo, evidenciando os desafios que estes novosespaços de ocupação trazem para este profissional. A pesquisa organizou-se em um estudo de caso de cunho exploratório eencontra-se aqui estruturada da seguinte forma: No primeiro capítulo, fez-se importante explicitar a questão dessa pesquisaatravés de uma breve reflexão, enfatizando a problemática em questão, justificandoa opção por trazê-la como foco desta pesquisa. No segundo capítulo abordamos as concepções referentes aos aspectosteóricos que embasam os termos da complexidade do campo de atuação dopedagogo nas extensões permitidas embora pouco exploradas, isto é fora doambiente escolar. A discussão é feita apresentando uma breve revisão da literatura, acerca daPedagogia Empresarial, suas configurações atuais, enfatizando o pedagogo em
  • 11. suas ações educativas, seus campos de atuação, utilizando seus métodos erecursos para inovar pessoas e desenvolvê-las, visto que a empresa também é umespaço educativo tanto para o crescimento dos funcionários quanto o da própriaempresa. Para fundamentar este estudo contou-se com a contribuição de teóricoscomo Chiavenato (1999, 2004, 2007), Greco (2008), Libâneo (2000, 2005), Lopes(2006), Meneses (1999), Nogueira (2005), Ribeiro (2003, 2007), Souza (2006),dentre outros que em suas pesquisas contribuíram para a construção desseconhecimento. O capítulo lll, a proposta de base qualitativa é caracterizada e justificada, apartir de um estudo de caso de caráter exploratório e descritivo com base emautores como: Gil (2009); Ludke e André (1986) Richardson (1999) dentre outrosque abordam o tema. O quarto capítulo esboça a análise e interpretação de dados segundo ametodologia adotada no capítulo anterior, confrontando com os aportes teóricos,para chegarmos às conclusões. Nas considerações finais, retomamos a questão principal que é o importantepapel do pedagogo no campo empresarial. Procuramos defender e mostrar o vastocampo que um pedagogo pode atuar hoje, onde sua principal missão é formar oindivíduo desenvolvendo suas potencialidades e fazendo com que ele descubra osseus caminhos e as contribuições deste trabalho para a sociedade. Entretantolevantando alguns questionamentos que esta pesquisa não deu conta de responder,talvez, futuramente tema de novas pesquisas.
  • 12. CAPÍTULO I 1. REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO E SEUS SENTIDOS A educação “é uma prática social humana” diz Libâneo (2005), é umacaracterística dos seres humanos, e realizada e praticada por todo e qualquercidadão, em todas as instituições sociais. Segundo Libâneo (2005), a educação “tempor finalidade possibilitar o crescimento das pessoas como seres humanos; éprocesso de humanização”. Segundo Greco (2005) a educação é, ao mesmo tempo, permanência etransformação, em busca de condições para o desenvolvimento humano de todos ossujeitos que nascem, garantido-lhes o usufruto dos bens da civilização e dotando-osde uma perspectiva analítica e crítica a fim de que se coloquem como construtoresde novos modos de se processar a civilização. Reportamo-nos aqui a Beillerot(2003), quando cita: A educação é inerente ao processo de humanização que ocorre na sociedade em geral. Por isso, afirmamos que a educação é uma prática social, histórica e situada em determinados contextos. Nesse sentido, é que podemos afirmar que a educação é uma práxis social. Estudá-la, analisá-la, compreendê-la, interpretá-la em sua complexidade, e propor outros modos e processos de ser realizada com vistas à construção de sociedade justa e igualitária, supõe a contribuição de vários campos disciplinares, dentre os quais o da pedagogia. (p.19) A LDB em seu artigo 1º diz que: Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. Percebe-se portanto que a educação não se restringe apenas aos murosescolares. Ela está presente em todos os ambientes e movimentos sociais,reforçando uma das coisas que propomos analisar neste trabalho: a relevância doPedagogo em espaços não escolares e os diversos campos de atuação para omesmo. Nesse sentido Boing e Silva (?, p. 02) afirmam que:
  • 13. A pedagogia não é a única área que tem a educação como objeto de estudo e que outras ciências sociais tratam de se ocupar com a investigação das questões educativas, é que optamos em adotar a categoria educação, destrinchando sua vertente no meio empresarial e no meio social, abordando consequentemente discussões sobre a pedagogia empresarial e social. Com esta definição vamos compreender as exigências ocorridas no mundocorporativo e as formas de trabalho tão diferenciadas entre as instituições eentidades sociais. Ao discutir a ação educativa presente nas empresas, chegaremos naproblematização sobre o papel do pedagogo neste espaço. A educação não-escolarpassou a ser valorizada pelos aspectos sociais da aprendizagem experiencial e peloforte potencial formativo dos processos de socialização segundo Canário (2006),vislumbrando uma diversidade de modalidades educativas, distintas do modeloescolar, onde as pessoas são ao mesmo tempo “objeto, sujeito e agente desocialização/educação” (Canário, 2006, p. 117) em que a integrações da açãoeducativa “decorre da articulação entre a dimensão da pessoa, da organização e doterritório” (CANÁRIO, p.117) Para Gohn (2005), a educação não-escolar, caracterizada também comoeducação não-formal, faz parte de um novo objeto de estudo, em que até meadosda década de 80, foi um campo de menor importância no Brasil. Neste período asatenções estavam voltadas para a educação escolar. A autora acredita ainda que educação não-formal era vista como umaextensão da educação escolar, diferenciando-se apenas por ser fora da escola.Assim, a educação popular de Paulo Freire e as campanhas de alfabetização deadultos fixam a idéia de que esta modalidade de educação tinha a característica deformação cidadã e de participação sociopolítica. Como já se viu a Educação tem um conceito amplo, ela é uma forma deensino-aprendizagem que se adquire ao longo da vida, portanto a educação escolar,
  • 14. formal e oficial, desenvolvida por instituições públicas ou privadas é apenas uma dasformas de se educar. Porém, Libâneo (2005) nos adverte a não confundir o processo desocialização como o processo educativo, especialmente por este último assumirformas mais intencionais e sistemáticas. Franco (2003) em algumas definiçõessobre educação nos diz: A educação é uma prática social humana: é um processo histórico, inconcluso, que emerge da dialeticidade entre homem, mundo, histórias e circunstâncias (...). A educação, como prática social histórica, transforma- se pela ação dos homens e produz transformações nos que dela participam (...) A educação é um objeto de estudo que se modifica parcialmente quando se tenta conhecê-la, assim como, à medida em que é apropriada, produz alterações naquele que dela se apropriou (...). Toda ação educativa carrega em seu fazer uma carga de intencionalidade que integra e organiza sua práxis (...). (FRANCO, 2003, p.73-75) A partir das definições apresentadas acima por Franco (2003) e nas leiturasde Libâneo (2005), podemos entender que a educação não deve ser reduzida àescolarização e nem se deve minimizar o trabalho escolar. Segundo Gohn (2001) as privatizações e a crise do Estado Brasileiro nosanos 90, fizeram surgir com mais força os espaços de educação não escolar, aexemplo das Organizações Não-Governamentais. Contudo, a autora ressalta que taldestaque da educação não escolar ocorreu das mudanças sociais, especialmentenos aspectos tecnológicos e no mundo do trabalho. Observamos que existe nas empresas e meio corporativo, umdirecionamento orientado para o aprendizado e para resultados. É um novo conceitoque envolve os funcionários em “uma mudança contínua, harmoniosa e produtiva,valorizando a educação contínua‟‟ estimulada pelos treinamentos organizacionais,certificações e diplomas incentivados de estudos formais obtidos nas faculdades euniversidades (TEIXEIRA, 2001). O processo de educação e desenvolvimento nas empresas passou a sermuito mais contínuo e planejado com o intuito de melhorar a estruturaorganizacional, seus processos, a cultura interna e a capacitação de mão-de-obra.
  • 15. É nesse contexto que se insere o pedagogo, visto pela empresa como umfuncionário preparado para trabalhar com a qualificação dos trabalhadores com acompetência de formar o trabalhador dinâmico, flexível e polivalente, que se envolvaem projetos da empresa, dando a esta bons resultados. Este é o grande desafiopara o pedagogo empresarial, pois requer atribuições além de elaborar planosdidáticos, avaliar ou ministrar cursos. Para (GRECO, 2008), a habilidade que o Pedagogo tem em lidar com acomunicação, com a aprendizagem, características adquiridas no Curso, faz deleuma figura importante no processo mediação das relações de trabalho. Nota-se que o campo de atuação do pedagogo está se ampliando, visto queeste profissional poderá desenvolver ações relacionadas à educação, seja noambiente escolar ou não-escolar, focando na formação humana dos indivíduos emdiferentes lugares. Para isso Pedagogo precisa estar atento para atender asnecessidades que surgem junto às oportunidades. Ao pedagogo cabe visualizar adimensão da aprendizagem para que sua intervenção produza resultados no outro,tornando sua ação produtiva, atendendo as expectativas da sociedade atual. Por tudo isso, e a partir das mudanças que enfrenta a Sociedade é queconstata-se que o Pedagogo e sua prática é considerada relevante não apenas naescola e em seus âmbitos mas em todos os espaços em que haja a necessidade daprática educativa. Refletir sobre educação é uma tarefa que não se esgota nunca. O processoeducativo, seja o formal transmitido pela a escola, seja o não-formal desenvolvidoem instituições educativas fora dos marcos institucionais, seja obtido através daexperiência de vida, não é temporário e se presta a insistentes debates e intensoestudo.1.1 O papel do pedagogo no âmbito das organizações empresariais. Atualmente o mercado, através da globalização muda as relações deconsumo e com isso o comportamento do consumidor também modifica. Oencaminhamento da formação profissional das pessoas depende da maneira como
  • 16. elas se relacionam e se comunicam. A formação profissional não termina com aconclusão de um curso. Ela deve ser continuada e o espírito de crescimentoprofissional precisa continuar para não desaparecer com o tempo. O intuito da Pedagogia no campo Empresarial é preparar pedagogos paratrabalharem no contexto empresarial, nos processos de recrutamento, capacitação,treinamento e sobretudo nos processos de desenvolvimento funcional da Empresa.Por ter a Pedagogia como objeto a Educação, o pedagogo surge como sendo oprofissional ideal para atuar neste campo. Atualmente, além da Instituição Escolar,notamos crescente presença do pedagogo em outros campos além da sala de aula. Nesta nova perspectiva o pedagogo é levado a compreender que a educaçãoprocessa-se em vários lugares, como consta no artigo 1º da LDB. A LDB já se inicia afirmando que a educação abrange os processosformativos que se desenvolvem em vários lugares, um dos quais é a escola, sendoassim, a educação pode ser formal, informal ou não-formal. As transformações ocorridas no curso de licenciatura plena em pedagogia emâmbito nacional vem abrindo espaços no currículo para a discussão de camposdiferenciados para a atuação dos pedagogos como, nos casos de pedagogiahospitalar, empresarial e em organizações não governamentais – ONG´s. Libâneo (2000), defende a pedagogia como “ciência da educação”, para ele, ofato de esse campo ocupar-se do estudo sistemático das praticas educativas que serealizam em sociedade como processos fundamentais da condição humana atuandona investigação da natureza e das finalidades dos processos das práticaseducativas. É um campo de conhecimento com objeto, problemáticas e métodospróprios de investigação. Essa visão da pedagogia fundamenta-se em um conceito ampliado deeducação. Libâneo (2000) aprofunda dizendo: As práticas educativas não se restringem à escola ou à família. Elas ocorrem em todos os contextos e âmbitos da existência individual e social humana, de modo institucionalizado ou não, sob várias modalidades. Entre essas práticas, há as que acontecem de forma difusa e dispersa, são as que ocorrem nos processos de aquisição de saberes e modos de ação de
  • 17. moda não intencional e não institucionalizado, configurando a educação informal. Há, também, as práticas educativas realizadas em instituições não convencionais de educação, mas com certo nível de intencionalidade e sistematização, tais como as que se verificam nas organizações profissionais, nos meios de comunicação, nas agências formativas para grupos sociais específicos, caracterizando a educação não formal. Existem, ainda, as práticas educativas com elevados graus de intencionalidade, sistematização e institucionalização, como as que se realizam nas escolas ou em outras instituições de ensino, compreendendo o que o autor denomina educação formal. (LIBÂNEO. 2000, p. 12) Para o autor, esse posicionamento é necessário porque as praticaseducativas não se dão de forma isolada das relações sociais, políticas, culturais eeconômicas da sociedade. O pedagogo é o profissional que atua em diversas instâncias da práticaeducativa com objetivos de formação humana definidos em uma determinadaperspectiva. Dentre essas instâncias, o pedagogo pode atuar nos sistemas de ensinocomo gestores, supervisores, administradores, planejadores de políticaseducacionais, pesquisadores ou outros; nas escolas atuando na docência ou comogestores, coordenadores pedagógicos, pesquisadores, formadores, nas instânciaseducativas não escolares – como formadores, consultores, técnicos, orientadoresque ocupam de atividades pedagógicas seja em empresas, órgãos públicos,movimentos sociais, meios de comunicação como na produção de vídeos, filmes,brinquedos, nas editoras, na formação profissional etc. (LIBÂNEO, 2005). Pela vastidão das atribuições que pode assumir o pedagogo, Libâneo (2005),faz uma crítica aos cursos de formação, argumentando que a formação do professore a do pedagogo não poderia ser realizada em um único curso, tal como defendiamos movimentos de reformulação dos cursos de formação de educadores,representados pela Associação Nacional pela Formação dos Profissionais daEducação – Anfope. Para o autor: A proposta é a de que haja dois cursos, um de pedagogia para formar o pedagogo stricto sensu e um de licenciatura para formar professores para os níveis fundamental e médio de ensino. Em síntese, ela consiste dos seguintes pontos: a. as faculdades de educação ofereceriam dois cursos distintos, um de pedagogia e um de licenciatura para a docência no ensino
  • 18. fundamental e médio; b. o pedagogo receberia formação especializada através de habilitações, entre elas a pedagogia escolar; c. o licenciado obteria habilitações para a docência no curso de magistério, nas disciplinas de 5ª a 8ª série e ensino médio ou nas séries iniciais do ensino fundamental; e d. a estrutura curricular teria uma base comum, englobando conhecimentos referentes aos fundamentos da educação, da escola e do ensino e de uma parte específica de conhecimentos profissionais, definidos conforme o contexto de atuação profissional (pedagogo, docente ou outra habilitação). A proposta de Libâneo enxerga a educação como prática social não restritaao âmbito escolar. Conforme explana Ribeiro (2003) Até então, este profissional tinha seu curso destinado a habilitá-lo a educação escolar. Esta discussão dentro do currículo da Pedagogia na Universidade tem embasamento em disciplinas que tratam da educação em ambiente não-escolar, uma teórica e outra prática. A teórica dá pinceladas em textos que falam de todos os ambientes ao mesmo tempo: hospitalar, empresarial e social que geralmente acabam deixando o aluno totalmente confuso. A prática em ambiente não-escolar mostra-se uma disciplina difícil, pois os espaços principalmente empresariais ainda são muito restritos aos alunos de Pedagogia, o que leva muitas empresas não aceitarem a presença destes alunos nestes ambientes, resumindo esta a palestras que trazem à luz o tema nos espaços. (p. 32) Percebemos que mesmo diante de tais impasses, alguns pedagogos aindaassumem esses espaços, os quais Libâneo (2000) refere-se como “a escola e aextra-escola”. O pedagogo está apto para uma ação pedagógica em diversasmodalidades e não apenas na área escolar. Assim já afirmava Saviani (1985),dizendo: Ainda hoje, a idéia de que o pedagogo é preceptor é evidente. Por meio de cursos de especialização, o licenciado em Pedagogia pode habilitar-se em diversas áreas do conhecimento e colaborar com a ação que envolve as relações interpessoais dos profissionais inseridos nas Instituições. No entanto, a função do pedagogo não se limita somente à docência. É necessário que se obtenha certo cuidado com a oferta de trabalho, no sentido de que o número de profissionais a procura destes serviços pode vir a ser maior do que a oferta de emprego. Mesmo sem dados sobre a oferta de trabalho no campo das empresas, pressupõe-se que já existe uma grande procura desse serviço com fim de se desenvolver um trabalho de treinamento, para que o pessoal das empresas enfrente os desafios e as mudanças do dia-a-dia. (p.15)
  • 19. Gandin (2004, p. 41), aponta que na busca por mudanças da “realidadeexistente para a realidade desejada”, há uma discussão que permite aos indivíduosconstruir e modificar o necessário. Nesse sentido, insere-se o pedagogocolaborando para que as relações sociais mudem para melhor. O que se pode observar claramente é que o pedagogo vem sendo chamado aassumir um importante papel dentro das empresas e organizações articulando asnecessidades junto da gestão de conhecimentos devido aos novos paradigmasgerenciais que defendem que o maior patrimônio da empresa é o ser humano. Por este motivo o foco maior é a gestão de pessoas onde os pedagogos temassumido o papel de provocar mudanças comportamentais nas pessoas envolvidas,favorecendo tanto o funcionário, que ao ser motivado sente-se melhor e produzmais, bem como o lado da empresa, que ao qualificar seu pessoal, obtem melhoresresultados e maior lucratividade. (MENESES, 1999). Diante do exposto, as principais questões que norteiam este trabalho econstituem parte importante para situar o contexto e a problemática da pesquisa sereferem ao conhecimento do papel e das funções do pedagogo que atua nasorganizações empresariais. Nessa perspectiva, surgem alguns questionamentos a serem abordados nodecorrer deste trabalho: - Qual a função de um pedagogo no espaço empresarial? - Qual a visão dos gestores do SAC (Sistema de Atendimento ao Cidadão) emrelação à contribuição desenvolvida pelo pedagogo empresarial nesta empresa? Nessa perspectiva, abordamos como objetivo deste trabalho o seguinte: - discutir sobre o papel do pedagogo dentro do contexto da empresa, maisespecificamente no SAC de Senhor do Bonfim – BA.
  • 20. CAPÍTULO II QUADRO TEÓRICO2. A Pedagogia: sua identidade e a formação dos Pedagogos. Como ciência que estuda a educação, a Pedagogia parte de observações ereflexões sobre a educação, avanços, alternativas e discursos educacionais,paradigmas e possibilidades de atuação, gerando conceitos que se convertem emteorias pedagógicas, uma dessas observações que podemos ressaltar aqui é a deFranco (2003) que expõe neste aspecto: Como ciência da educação, a Pedagogia precisa passar da racionalidade técnica à racionalidade prática, reflexiva, formativa e emancipatória. A formação de pedagogo deve enfatizar o aspecto crítico-reflexivo, que compreenda a complexa pluralidade do âmbito educacional, a necessidade de mediar um processo de aprendizagem voltado para a formação integral de um sujeito de pensamento fragmentado, acrítico, alienado das questões políticas e socioculturais. Está claro que essa tarefa extrapola os muros escolares. (p.2) Pascoal (2008, p. 02) acredita que o objeto de estudo da Pedagogia é o fatoeducativo. A partir dele, é tecida uma rede de informações necessárias ao entendimento de como esse fato se dá. A Pedagogia preocupa-se não apenas com o fato educativo, dissociado do contexto onde ocorre, mas interpreta e analisa a realidade social. Estuda ainda as teorias educacionais que mostram como a criança, o adolescente e o adulto aprendem; estuda também sistemas de gestão administrativa e, nas disciplinas básicas, de caráter geral, como Sociologia, Filosofia, Psicologia, História da Educação, estuda o mundo, os sujeitos sociais e toda a sua especificidade. Sobre a história da pedagogia Cambi (1999) afirma que ela nasceu entre osséculos XVIII e XIX, e completa que ela: [...] desenvolveu-se no decorrer deste último como pesquisa elaborada por pessoas ligadas à escola, empenhadas na organização de uma instituição cada vez mais central na sociedade moderna (para formar técnicos e para formar cidadãos), preocupados, portanto em sublinhar os aspectos mais atuais da educação-instrução e as idéias mestras que haviam guiado seu desenvolvimento histórico. (p. 21)
  • 21. Uma vez que a história é o exercício da memória realizado para compreendero presente e para nele ler as possibilidades do futuro, mesmo que seja um futuro aconstruir, a escolher. Este autor ressalta que: A utilidade da história da pedagogia não pode ser posta em causa. Não falo apenas da atração que ela pode exercer [pois] a história da pedagogia não pode ser encarado unicamente como um espetáculo agradável: ela é de fato, uma escola de educação, uma das fontes da pedagogia definitiva. Quando se trata de física ou de química, a história destas ciências no passado não é mais do que um assunto de erudição e de curiosidade... Na ciência da educação, pelo contrário, como em todas as ciências filosóficas, a história é a introdução necessária, a preparação para a própria ciência. (COMPAYERÉ, 1911 apud CAMBI, 1999, p.11) Num outro enfoque, Pimenta (1998, p.15) afirma que o centro da definiçãopara a pedagogia é “a reflexão sobre a prática educativa que se efetiva através e pormeio das diversas Ciências Sociais e Humanas, procurando delimitar o “ser” do atoeducativo”. Ghiraldelli Jr. (2005, p. 21) faz uma reflexão apontando três termos quecostumam ser tomados como sinônimos de pedagogia: filosofia da educação,didática e educação. O autor diz ainda que o termo educação que usamos para nosreferir ao ato educativo determina a “prática social que identificamos como umasituação temporal e espacial determinada na qual ocorre a relação ensino-aprendizagem, formal ou informal”. Criado na década de 1930, no Brasil, o curso de Pedagogia tem como seuberço, a Grécia clássica, onde se iniciam as primeiras reflexões sobre a açãopedagógica, (Pascoal, 2008, p. 89). O curso de Pedagogia tem se preocupado com a formação do educador paratrabalhar na educação formal, regular e escolar. A primeira regulamentação do curso se deu através do Decreto lei n.º 1.190, de 4 de abril de 1939, que organizou a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, e que instituiu o chamado “padrão federal” ao qual tiveram que se adaptar os currículos básicos dos respectivos cursos oferecidos por outras instituições de ensino superior do Brasil, tanto públicas quanto privadas ( SÁ, 2006, p. ?)
  • 22. Pascoal (2008, p. 89), sobre as regulamentações do curso de pedagogiaafirma: [...] ocorridas em 1939, 1962 e 1969 apresentaram um currículo mínimo como referência nacional. Mas em 1996 deixa de existir o currículo mínimo, cedendo seu lugar às diretrizes curriculares, para as diferentes licenciaturas. Por motivo de divergências entre grupos existentes nos próprios órgãos normativos federais, as diretrizes da Pedagogia não foram editadas juntamente com as dos demais cursos de licenciatura. Ficaram “no forno” no período de 1996 a 2005. Apenas em 2005 é que o Parecer CNE/CP 05/2005 - “Diretrizes curriculares para os cursos de Pedagogia” foi aprovado. O Parecer diz que “a formação do licenciado em Pedagogia fundamenta-se no trabalho pedagógico realizado em espaços escolares e não-escolares, que têm a docência como base”. Para Libâneo (1996) as áreas de atuação do pedagogo na prática podem serdefinidas em duas esferas de ação educativa: a escolar e extra-escolar. No campoda ação pedagógica extra-escolar, que é a que mais interessa aos objetivos destetrabalho, distinguem-se profissionais que exercem atividades pedagógicas taiscomo: a) formadores, animadores, instrutores, organizadores, técnicos, consultores, orientadores, que desenvolvem atividades pedagógicas (não- escolares) em órgãos públicos, privados e públicos não-estatais, ligadas às empresas, à cultura, aos serviços de saúde, alimentação, promoção social etc; b) formadores ocasionais que ocupam parte de seu tempo em atividades pedagógicas em órgãos públicos estatais e não estatais e empresas referentes à transmissão de saberes e técnicas ligados a outra atividade profissional especializada. Trata-se, por exemplo, de engenheiros, supervisores de trabalho, técnicos etc. que dedicam boa parte de seu tempo a supervisionar ou ensinar trabalhadores no local de trabalho, orientar estagiários etc.(p.124-125) No VI Encontro Nacional da ANFOPE (Libâneo (1996) apresentou umaproposta que trata da preocupação com o destino que os educadores dariam àPedagogia, que em síntese dizia: [...] o pedagogo (escolar ou não), (...) seria considerado um “profissional especializado em estudos e ações relacionados com a ciência pedagógica”, pesquisa pedagógica e problemática educativa, abordando o fenômeno educativo em sua multidimensionalidade. Nesse sentido, o curso de Pedagogia ofereceria formação teórica, científica e técnica para sua atuação em diferentes setores de atividades: nos níveis centrais e intermediários do sistema de ensino, (...) na escola, (...) nas atividades extra-escola, (...) nas atividades ligadas à formação e capacitação de pessoal nas empresas. (p. 109)
  • 23. Libâneo (1996) defende dois cursos distintos, no tocante à formação dopedagogo: um formaria o pedagogo e o outro, os licenciados para docência noensino fundamental. Ele expõe seu ponto de vista: [...] o curso de Pedagogia forma o pedagogo stricto sensu, profissional não diretamente docente que lida com fatos, estruturas, processos, contextos, situações, referentes à prática educativa em suas várias modalidades e manifestações. A caracterização do pedagogo stricto sensu torna-se necessária, uma vez que, lato sensu, todos os professores são pedagogos. Por isso mesmo, importa formalizar uma distinção entre trabalho pedagógico, implicando atuação em um amplo leque de práticas educativas, e trabalho docente, forma peculiar que o trabalho pedagógico assume na escola. (p.109-110) Vale ressaltar que não é objeto de discussão, neste trabalho, a questão daformação do pedagogo, embora sejam reconhecidos nela conflitos sérios, queenvolvem a própria identidade do curso, citada aqui apenas para melhor explicitarnossa questão. O que se procura evidenciar neste trabalho é a existência de outrosespaços de atuação para o pedagogo, fora do espaço escolar e a contribuição que omesmo pode trazer às empresas preocupadas com a responsabilidade social. Nesta reflexão a respeito da identidade e novo significado da Pedagogia nocontexto do novo milênio, como ciência da educação, cabe à pedagogia o estudo einvestigação do trabalho pedagógico desenvolvido em espaços escolares e nãoescolares. Em 2005 com a aprovação do Parecer CNE/CP 05/2005, instituiu-se asDiretrizes curriculares para os cursos de Pedagogia. O Parecer diz que: [...] a formação do licenciado em Pedagogia fundamenta-se no trabalho pedagógico realizado em espaços escolares e não-escolares, que têm a docência como base. Estruturado em três núcleos, o curso constituir-se-á de um núcleo de estudos básicos, um núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos, e um núcleo de estudos integradores. O núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos oportunizará: “investigações sobre processos educativos e gestoriais, em diferentes situações institucionais – escolares, comunitárias, assistenciais, empresariais, outras”. (PASCOAL, 2008, p. 90) O pedagogo é considerado indispensável em todas as áreas em que o ensinoe aprendizagem estão presentes, são trazidos para discussão alguns sinais daadequação do trabalho desse profissional às empresas.
  • 24. O momento atual, de grandes transformações já não se contenta com aaquisição, pura e simples, da leitura e da escrita. Hoje, temos um mundoprofundamente alterado, em relação às demandas humanas, repleto de váriasculturas e conhecimentos que ocupam uma parte fundamental na vida e formaçãode cada indivíduo. Conhecer é mais do que obter informações úteis; O conhecimento não podeser transmitido simplesmente de uma pessoa para outra, e sim construído a partir dediálogos e de relações interpessoais. É nesse contexto que o pedagogo vai progressivamente adquirindo outrasfunções, para tanto a pedagogia precisa pensar-se a si própria em sua relação coma prática na qual se enraíza e a partir da qual e para qual estabelece proposições.Esse ponto de vista condiz com o que salienta Schmied-Kowarzik (1983, p.15)quando diz: (...) a pedagogia não é apenas uma diretriz no plano teórico da ciência da educação, mas a preocupação teórico-científica da fundamentação da pedagogia como ciência que, enquanto prática, não possui seu sentido em si mesma, mas na humanização da práxis. Desse modo, levando-se em consideração os aportes teóricos aqui revistos, apedagogia deixa de ser apenas mais uma disciplina da área de educação e adentrao mundo das empresas, “onde seleção, treinamento e contínuo aperfeiçoamento sãogarantia da produtividade, e requer atenção e profissionais adequados napreparação dos profissionais da organização”. (SANTOS, 2004, p.7)2.1 A Pedagogia Empresarial e suas implicações no contexto contemporâneo De acordo com Libâneo (1997, p. 132) a pedagogia é uma área doconhecimento que investiga a realidade educativa no geral e no particular, onde aciência pedagógica pode postular para si, isto é, ramos de estudos própriosdedicados aos vários âmbitos da prática educativa, complementados com acontribuição das demais ciências da educação. Ou seja, a atuação do pedagogo éampla e vai além de aplicação de técnicas que apenas visam a estabelecer políticaseducacionais no contexto escolar.
  • 25. Este autor ressalta que há uma diversidade de prática educativa nasociedade, e em todas elas, desde que se configurem intencional, está presente aação pedagógica. A contemporaneidade mostra uma "sociedade pedagógica"(Beillerot, 1985), revelando amplos campos de atuação pedagógica. A partir deindicações desse autor, podem-se definir para o pedagogo duas esferas de açãoeducativa: escolar e extra-escolar. (LIBÂNEO, 2009. p. 58) A partir da década de 70, O pedagogo deixou de exercer suas atividadesbasicamente nos espaços escolares, lidando principalmente com as dificuldadesapresentadas por trabalhadores dentro das empresas, uma vez que a escola nãoestava conseguindo suprir as necessidades do mercado, começou então o processode formação profissional no próprio local de trabalho que passou a ser de granderelevância proporcionando uma maior demanda de treinamentos. É, neste novo horizonte, que, surge a Pedagogia no âmbito Empresarial,ainda bastante complexa mesmo para docentes do curso de Pedagogia, inclusivepor ser abordada de forma superficial no currículo do curso. Ao procurar leiturasespecificas referentes ao tema, percebe-se que ainda é pouco abordado, sendo oque torna a pesquisa mais difícil. Para trazer à luz a pedagogia empresarial, citamos a visão de Ribeiro, (2003,apud ZORZO 2004, p. 252) em um artigo com o título: “Pedagogia Empresarial eaprendizagem organizacional” onde afirma que trata-se de “um curso que visaformar educadores de adultos, que ocorre no ambiente organizacional", sendo queeste profissional deverá ter como objetivo a construção de processos educacionaisque garante a participação ativa do trabalhador na sua própria aprendizagem. Essa realidade apesar de presente, ainda está distante do curso dePedagogia das Universidades públicas, pois a pedagogia empresarial ainda não éconsiderada um curso, como já citado, permanecendo um tema de uma disciplina,dificultando a formação do pedagogo para atuar nesta área. Almeida (2006, p.6) afirma que o foco da Pedagogia Empresarial é “qualificarpedagogos e administradores para atuarem no âmbito empresarial”, visando aos
  • 26. processos de planejamento, capacitação, treinamento, atualização edesenvolvimento do corpo funcional da empresa, e acrescenta: Nas empresas, os pedagogos atuam na área de Recursos Humanos, em setores como: desenvolvimento e treinamento, recrutamento, seleção e desenvolvimento gerenciado. O pedagogo acompanha todo o desenvolvimento profissional do funcionário através de sua performance e acompanha o processo de avaliação de desempenho desse profissional, sendo assim a proximidade e o acesso a todos os funcionários é constante, o que dá condição a esse profissional de exercer um papel significativo no desenvolvimento dos empregados. (ALMEIDA, 2006. p.7) É interessante perceber que a atuação do pedagogo na empresa tem comopressupostos principais a filosofia de recursos humanos adotados pela Organização.Porém é importante observar que as funções desempenhadas por estesprofissionais, citadas acima, estão sendo generalistas, ou seja, não seriamnecessariamente exclusivas do Pedagogo. É importante atentar para isto.Outros autores particularizam o pensamento do autor anterior citando: O impacto das transformações da sociedade nas organizações possibilita constatar o destaque dado a pontos como competências necessárias ao profissional moderno: espírito de liderança, orientação para o cliente, orientação para resultados, comunicação clara e objetiva, flexibilidade e adaptabilidade, criatividade e pró-atividade e aprendizagem contínua. (LOPES, TRINDADE, CARVALHO E CANDINHA, 2006, p.17) A Pedagogia preocupa-se em buscar estratégias e metodologias quegarantam uma aprendizagem melhor e com apropriação de informações econhecimentos, tendo como base sempre a realização de idéias, se ocupandobasicamente com os conhecimentos, as competências, as habilidades e atitudesdiagnosticadas, indispensáveis à melhoria da produtividade. E, para isso, implantarprojetos, dentre eles: programa de qualificação, requalificação profissional, produçãoe construção de conhecimento, estruturar o setor de treinamento, desenvolver eadequar métodos de informação e da comunicação para as práticas de treinamento(FERREIRA, apud RIBEIRO, 1985). Cremos que o pedagogo dentro dessa nova perspectiva, em que estáinserido, deverá beber em várias fontes além da pedagogia, como na área deadministração, psicologia, filosofia, para ter acesso a conhecimentos importantesque deverão ser utilizados no espaço empresarial.
  • 27. Segundo Santos (2004. p.4) a pedagogia moderna visa preparar o pedagogopara uma atuação junto às empresas de vários ramos: tem sido a perspectiva de umnovo e amplo campo de trabalho para pessoas que desejam trilhar uma novacarreira empresarial, que não esteja ligada, diretamente, às áreas administrativas eeconômica. Visa utilizar técnicas diferenciadas, que são aplicadas de acordo com anecessidade do setor ou das pessoas em análise. Conforme Ferreira (1985, p.74) “um dos propósitos de pedagogia na empresaé a de qualificar todo o pessoal da organização nas áreas administrativas,operacional, gerencial, elevando a qualidade e a produtividade organizacionais”. O Pedagogo no campo empresarial deverá dominar conhecimentos, técnicase práticas que, unidas à experiência de profissionais de áreas distintas, sãoinstrumentos importantes para atuação na gestão de pessoas: coordenando equipesmultidisciplinares no desenvolvimento de projetos; evidenciam formas educacionaispara aprendizagem organizacional significativa e sustentável; gerando mudançasculturais no ambiente de trabalho; na definição de políticas voltadas aodesenvolvimento humano permanente; prestando consultoria interna relacionada àeducação e desenvolvimento das pessoas nas organizações (ALMEIDA, 2006). Para Greco (2005), o desafio desse novo profissional, diferentemente do quepodem pensar alguns, não se resume a conduzir dinâmicas de grupo e prepararmaterial de treinamento para o qual as pessoas não estão engajadas ou enxergandouma necessidade imediata. Em resumo diz: A ação requer do Pedagogo Empresarial perspicácia, observação, envolvimento, desprendimento, coragem, preparo técnico, ousadia, vontade, criatividade e desejo efetivo pela descoberta de como será desenvolvido seu trabalho dentro da corporação. Ou seja, o pedagogo deve ter um olhar, pedagógico, filosófico, psicológico em relação aos seres humano que estarão presentes neste espaço, não os tratando como meros objetos que precisam ser moldados de acordo com o objetivo da empresa. (GRECO, 2005,p.26) À luz de Chiavenato (2003) uma questão importante para a formação e aatuação do Pedagogo Empresarial diz respeito ao entendimento doscomportamentos humanos no contexto organizacional, tendo em vista que toda sua
  • 28. atuação está pautada na dimensão humana. As políticas de Recursos Humanos, porsi só, não garantem mudanças ou comprometimentos mais ou menos efetivos; temno elemento humano o seu ponto-chave. A maneira de agir desse novo profissionalprecisa ocorrer de forma relacionada e cooperativa com a dos outros profissionaisde gestão. É preciso aprender a desenvolver algumas virtudes essenciais para que semantenham relações amistosas em todos os segmentos diários, e acredita-se que apedagogia proporciona e ensina a ter um olhar humano, onde se pode apreender ase re-conhecer e também conhecer o outro, bem como aprender a planejar, aorganizar planos, a sistematizar, a fomentar e elaborar projetos, práticas estas queajudam o pedagogo na empresa, como cita Libâneo (2001, p.116), e “em todo lugaronde houver uma prática educativa com caráter de intencionalidade, há aí umapedagogia.". Não se pode conceber as práticas educativas de forma isolada das relaçõessociais que caracterizam a estrutura econômica e política de uma sociedade, masestão submissas a interesses de grupo e de classes sociais. O cuidado de se pensaressa relação torna-se importante ao pedagogo que atua no ambiente empresarial,pois, sua prática poderá está direcionada apenas para contribuição de se adestrarseres humanos para o serviço do "poder", tornando sua prática desumanizadora enão humanizadora, ou seja, tornando o homem objeto dentro de uma empresa. O pedagogo deverá ser um profissional competente para lidar com situaçõesdiferentes da prática educativa em vários segmentos sociais e profissionais, que asua ação seja completa, perpassando a relação de poder. Com estas atitudes eleserá capaz aos poucos de romper o conceito de que só poderia atuar em umainstituição de ensino. (ALMEIDA, 2006) Dentro de uma organização, o papel do pedagogo dentro da empresatambém tem seu lado específico, ele planeja, coordena, executa e avalia programase projetos. Acompanhará todo o desenvolvimento do funcionário, ou seja, o seudesempenho, direcionando-o para o caminho que este devera seguir dentro daempresa, facilitando, enquanto agente provocador de mudança de mentalidade e decultura. Sua capacidade em lidar com a comunicação e com a aprendizagem faz
  • 29. com que ele conduza as pessoas e direcione suas verdadeiras funções, nãoimplicando a mudança de seu comportamento, mas ajudando o funcionário adescobrir seu verdadeiro potencial, para que possa desempenhar sua função deacordo com as necessidades de cada organização (HOLTZ, 2007). Sendo assim, com as mudanças no mercado de trabalho as aptidões dopedagogo têm sido valorizadas dentro da empresa, ou deveriam ser valorizadas,uma vez que ele é um profissional que pode contribuir para o crescimento dosindivíduos, por meio de atividades formativas, descobrindo seus verdadeirospotenciais, levando-os à produtividade, trabalhando o lado humano do funcionário. Diante da lógica das competências, busca-se mobilizar o trabalhador emtodas as suas dimensões: intelecto, força física, emoções, atitudes e habilidadesentre outras, embora com muita sutileza, especialmente porque usa mecanismosdiversos como o de autocontrole, em que controla seus atos e emoções paraentender e atender as exigências do mercado. O pedagogo empresarial “promove a reconstrução de conceitos básicos,como criatividade, espírito de equipe e autonomia emocional e cognitiva”. (LOPES,2006, p.74). A realidade empresarial requer, hoje, um apoio específico deprofissionais que permitam uma garantia de resultados e soluções para osproblemas existentes com rapidez e eficiência.
  • 30. CAPÍTULO III DESDOBRAMENTO DA PESQUISA3. Pesquisa qualitativa como método Optamos pela abordagem qualitativa nesta pesquisa com base nos estudosque a apontam como a mais abrangente para resultados finais. Segundo Thiollent, apesquisa qualitativa é fortemente argumentativa, pautada no diálogo, nosargumentos. (THIOLLENT, 1992) Segundo Prestes, esse tipo de pesquisa é voltado para a intervenção narealidade social: Caracteriza-se por uma interação efetiva e ampla entre pesquisadores e pesquisados. Seu objetivo de estudo se constitui pela situação social e pelos problemas de naturezas diversas encontradas em tal situação. Ela busca resolver e/ou esclarecer a problemática observada, não ficando em nível de simples ativismo, mas objetivando aumentar o conhecimento dos pesquisadores e o nível de consciência dos pesquisados. (PRESTES, 2005, p. 25) Por esta razão optamos pela abordagem qualitativa que considera o contextodo fenômeno social que se estuda, privilegia a prática e o propósito transformadordo conhecimento que se adquire da realidade. Desse modo, optamos pelo estudo decaso por considerá-lo apropriado aos objetivos traçados nesse trabalho.3.1 A natureza do trabalho: um estudo de caso Consideramos válidos para nossa realidade social o enfoque históricoestrutural que empregando o método dialético é capaz de assimilar as causas e asconseqüências dos problemas, suas qualidades, suas dimensões qualitativas, seexistem, e realizar através de um estudo de caso que é hoje considerado um dosdelineamentos de pesquisa mais praticado nas ciências sociais e humanas. Porém,nem sempre foi assim, como podemos perceber na fala de Gil (2009): Até meados da década de 1970, poucos trabalhos definidos como estudo de caso eram apresentados em congressos ou publicados em periódicos científicos. Tanto os cursos de metodologia de pesquisa social quanto os respectivos manuais enfatizam principalmente pesquisas experimentais, estudos observacionais e levantamentos de campo. (p.1)
  • 31. Segundo Gil (2009), o estudo de caso era tratado com desconfiança, econsiderado o “primo pobre” de outros estudos, o que de certa forma aindapermanece. Contudo, hoje, esse delineamento de pesquisa alcança um númeroconsiderável do total de trabalhos apresentados em eventos científicos. Sendo queem “alguns programas de mestrado em áreas como Administração de Empresas, osestudos de caso constituem o delineamento de pesquisa mais utilizado” (GIL, 2009,p.2) e acrescenta: Muitas razões podem ser invocadas para explicar esse fato. Desde a crença de pesquisadores que esse delineamento é o mais adequado para proporcionar respostas às questões formuladas até a pretensa facilidade para o seu desenvolvimento. Com efeito, há situações em que o estudo de caso é muito mais recomendado que um levantamento de campo ou um experimento. (GIL, 2009, p.2) Da mesma forma que, o estudo de caso mostra-se inadequado para outrassituações de pesquisa, já que é um delineamento de pesquisa que envolve poucasunidades de análise. Embora os estudos de caso “não exigem a seleção de umaamostra numerosa nem a realização de cálculos estatísticos complexos (...) secaracteriza pelo elevado consumo de tempo e energia intelectual e mesmo físico dospesquisadores” (GIL, 2009, p.2). Assim, vale salientar que: A condução dos estudos de caso passa a requerer muito mais decisões do pesquisador ao longo do seu encaminhamento. Daí por que o pesquisador que se dispõe a conduzir um estudo de caso precisa ter muita segurança acerca da natureza e especificidades dessa modalidade de pesquisa (GIL, 2009, p.2) Em suma, este mesmo autor concebe o estudo de caso como: Um dos diversos modelos propostos para produção de conhecimento num campo científico, assim como também o são o experimento e o levantamento. E que embora caracterizado pela flexibilidade, não deixa de ser rigoroso, pois não pode ser considerado um tipo de pesquisa “mais light” que não se recomenda para quem não detém condições para a realização de um trabalho mais rigoroso. (GIL, p. 5) O estudo de caso não pode ser encarado somente como um método decoleta de dados. Ele envolve também as demais etapas constituintes de umapesquisa, como, delimitação do problema, seleção da amostra, determinação dosprocedimentos que possibilitarão a coleta e análise dos dados, assim como tambéme determinação dos modelos para interpretação dos dados. Vale ressaltar que o
  • 32. estudo de caso: Preserva o caráter unitário do fenômeno pesquisado. A unidade-caso é estudada como um todo, podendo ser constituída por um indívíduo, um grupo, um evento, um programa, um processo, uma comunidade, uma organização, uma instituição social ou mesmo por toda uma cultura. (GIL, 2009, p.7) O estudo de caso nessa pesquisa foi escolhido para conhecer e analisar aatuação de uma pedagoga que atua num espaço não escolar em uma organizaçãoempresarial, bem apropriado para nossa pesquisa, pensamento este relacionado aopensamento citado por Mantelato (2009) que esclarece que o estudo de casoenvolve uma “opção científica que busca pensar um homem concreto, que serelaciona numa determinada sociedade, que sofre as limitações do seu tempo elugar social” (p.72). Para a construção de qualquer trabalho científico a pesquisa é de sumaimportância, pois é através dela que se colhem informações e conhecimentoscientíficos de uma determinada problemática e assim, encontrar possíveis soluções. Num breve histórico sobre as pesquisas sociais, observamos que foi só apartir do século XX que a educação se apropriou e adaptou ao seu contextoespecífico. Até a metade do século XX, predominaram investigações que buscavamexplicar os fatos educacionais por meio da pesquisa quantitativa, que são eficientescomo subsídios para macro análises, projetos sociais, planejamento governamental,pesquisas de pequeno porte como recenseamento. No entanto novos rumos foram tomados nas pesquisas educacionais e nadécada de 60, quando a Sociologia da educação foi introduzida como disciplina,ganhou corpo a idéia de que a vida social é produto de uma associação entre uns eoutros; e a interação social, o meio pelo qual se constrói simultaneamente esimetricamente a personalidade individual e a ordem social (FORQUIM, 1993). Os pesquisadores passaram a importar-se muito mais pelas relaçõesinterpessoais. Sociedade, conteúdos de ensino e currículo passara a ser objeto deestudos mais aprofundados. Isso exigiu o reconhecimento de que a mesma
  • 33. importância que se dá aos fatos relevantes das ciências sociais deve ser dada àspráticas das atividades rotineiras e banais do cotidiano, pois é a partir do dia-a-diaque emergem os sujeitos sociais, a existência humana em sua essência econcretude. Nessa nova abordagem, a pesquisa quantitativa não estava, de fato,capacitada a captar a complexidade das relações entre os elementos analisados(ANDRÉ, 2001; LUDKE, ANDRÉ, 1986; RICHRDSON et al, 1999). Da mesma maneira a pesquisa qualitativa, não pode ser abraçada de formacega e sem conhecimento de causa. No inicio, ela foi considerada uma meraespeculação de observadores da realidade social. Entretanto, aos poucos,pesquisadores, principalmente os antropólogos, perceberam que muitas informaçõesdifíceis de quantificar sobre a vida dos povos, também necessitavam ser absorvidas,entendidas e analisadas em função do próprio contexto em que se originavam.Esses estudiosos consideravam relevantes todas as informações abstraídas dapesquisa, desde que observados os critérios metodológicos. (LUDKE; ANDRÉ,1986; RICHARDSON et AL, 1999). Esse mesmo caminho foi seguido pelos pesquisadores da educação quepassaram a levar em conta o meio habitual, já que na escola se desenvolvem asatividades físicas e sociais, e somente a partir daí se torna possível compreender adimensão de seus significados. (ANDRÉ, 2001). Nesse suposto, buscando encontrar a melhor maneira de alcançar nossosobjetivos é que este trabalho foi norteado pela abordagem qualitativa, sabendo queesta abordagem da pesquisa procura reunir procedimentos capazes de suprir oslimites das análises quantitativas.3.2 Sujeitos da pesquisa Houve uma preocupação em selecionar profissionais que pudessem contribuirpara a obtenção dos dados relevantes a pesquisa, e que também sedisponibilizassem a participar do estudo.
  • 34. Os sujeitos envolvidos na pesquisa são: uma pedagoga que a chamaremosnessa pesquisa de Maria (nome escolhido para preservar a identidade pessoal)envolvida na área empresarial, e o diretor administrativo da empresa que nosreferiremos aqui por José (pelo mesmo motivo anterior o nome foi alterado).Ressaltamos a importância deste último para comparamos com os teóricos sobreseu ponto de vista em relação a presença e contribuição do profissional pedagogoem sua empresa.3.3 Lócus da pesquisa Esta pesquisa foi desenvolvida no município de Senhor do Bonfim, tendocomo espaço de pesquisa o SAC – Serviço de Atendimento ao Cidadão localizadana sede do referido município. O serviço SAC - Serviço de Atendimento ao Cidadão,tem como objetivo integrar os sistemas para atendimento pessoal ou uma rápidaconsulta por telefone ou por internet de localização de qualquer processo trabalhista,seja no âmbito Estadual ou Federal, hoje feita em pólos ou órgãos integrados à suaregião, em locais de acesso, ao cidadão que precisa dos seus serviços prestados.3.4. O SAC O SAC ou Serviço de Atendimento ao Cliente é um canal de comunicaçãoentre a Empresa, seus clientes - finais intermediários (Revendas, Pontos de vendas,Franqueados, Vendedores) e as áreas internas da Empresa. No Brasil, os SAC`s foram criados para atender às exigências do Código deDefesa do Consumidor. Com a evolução dos conceitos de marketing derelacionamento, em paralelo à disseminação do uso de telemarketing /televendas,ganharam importância dentro das organizações, passando a ser vistos como canalpara a aplicação de técnicas com o objetivo principal de fidelizar os clientes.3.4.1 O SAC: Função e Identidade Organizacional
  • 35. Uma das principais funções do SAC é atender o cliente em tempo real, porqualquer meio disponibilizado: telefone, fax, Internet e outros. Este canal derelacionamento integra-se às diversas funções de telemarketing, num que respeita ociclo de relacionamento do cliente com a empresa. O Serviço de Atendimento ao Cliente envolve as seguintes ações:* Ouve atentamente e criticamente os clientes e transforma as informaçõescoletadas em base para desenvolvimento de ações estratégicas;* Orienta os clientes, tendo total conhecimento do que está ocorrendo na Empresa;* Envolve as diversas áreas internas da Empresa nas questões trazidas pelosclientes, possibilitando o aperfeiçoamento dos produtos e serviços da Empresa;* Realiza acompanhamento dos produtos antes e após o lançamento, analisando areação dos clientes, identificando e prevenindo eventuais problemas, repassando asinformações às áreas competentes da Empresa;* Desenvolve atividades integradas com o Marketing: realização de pesquisas comfranqueados e clientes finais, divulgação das promoções e dos lançamentos, etc.* Mantém contato periódico com órgãos de Defesa do Consumidor e participa deassociações e comitês da área de Atendimento ao Consumidor;* Estabelece uma comunicação única e personalizada com os clientes,independente da cidade de procedência e do assunto que gerou o contato;* Facilita o acesso dos consumidores ao fabricante, solucionando reclamações comrapidez e eficiência. Foram utilizados os seguintes instrumentos:3.4.2 Questionário fechado Contando com parte de questões fechadas, buscamos através dele, identificaro perfil desse profissional, Pedagogo, fora do contexto escolar, que serviu comobalizador na construção de parte da nossa análise de dados e o diretor da empresacomo relevância da sua postura frente esses profissionais no seu âmbito.
  • 36. 3.4.3 Questionário aberto Estruturamos questões abertas, onde os sujeitos da pesquisa colocassem seuponto de vista e a sua realidade, o mesmo foi respondido na ausência dopesquisador. Este instrumento foi aplicado como uma forma de nos fornecer respostas commaior objetividade e rapidez e serviram de parâmetros para analisarmos os dadosobtidos, confirmando ou discordando das argumentações utilizadas na nossafundamentação teórica. No questionário os profissionais envolvidos foram solicitados a manifestar oseu grau de conhecimento e convivência com um conjunto de proposiçõesreferentes a relação entre sua atuação fora do âmbito escolar no caso da pedagoga,como lidar com tais questões no seu ambiente e qual papel desenvolve ali.Associando explicitamente se há existência de preconceito ou aceitação nesteambiente. Sobre este recurso podemos citar que: O questionário mostra-se eficiente, como sendo uma técnica útil para a obtenção de informações à cerca do que a pessoa sabe, crê ou espera, sente ou deseja pretende fazer faz ou fez, bem como a respeito de suas explicações ou razões para qualquer das coisas precedentes (SALTEZ, 1967). O questionário é uma das técnicas empregadas para a obtenção de dados napesquisa qualidade, considerada uma das técnicas nas pesquisas sociais. Elepermite saber as idéias, sentimentos, opiniões, conduta, comportamento sobre o queaconteceu, acontece e poderá acontecer no futuro. Diz- nos Gressler (1989) que: Provavelmente a maior vantagem do questionário é a sua versatilidade. A maior parte dos problemas que exigem anonimato pode ser pesquisado por meio de questionário, uma vez que o mesmo assegura maior liberdade em expressar opiniões. (p. 72). Assim, este instrumento valioso, permite saber as idéias, sentimentos,opiniões, conduta, comportamento sobre o que aconteceu, acontece e poderáacontecer no futuro.
  • 37. CAPÍTULO IV ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS4. Procedimento da análise Após a obtenção dos dados, através dos instrumentos de pesquisa:entrevista semi-estruturada e aplicação dos questionários, fez-se uma triangulaçãodos dados, buscando o aporte teórico para compreender e interpretar as falas dossujeitos entrevistados, buscando alcançar os objetivos desta pesquisa os quaisforam: Segundo Ludke (1986): Analisar os dados quantitativos significa “trabalhar” todo o material obtido durante a pesquisa, ou seja, os relatos de observação, as transcrições de entrevistas, as análises de documentos e as demais informações disponíveis. A tarefa de análise implica num primeiro momento, a organização de todo material, dividindo-o em partes, relacionando essas partes e procurando identificar nele tendências e padrões relevantes (p.45). Entendemos assim que, para que uma pesquisa tenha um melhorentendimento quanto aos dados recolhidos, é necessário que se faça a análise dosrelatos, confrontando as falas e tudo que for possível para destacar o que foi maisimportante no material obtido.4.1 Perfil dos sujeitos – Questionário fechado Os sujeitos pesquisados neste trabalho tratam-se um do sexo masculino e umdo sexo feminino. Este dado corresponde ao número de pessoas escolhidas para apesquisa, isto é, a pedagoga e o gerente da empresa. Os profissionais pesquisados possuem nível superior completo, sendo estasuma das exigências do atual e competitivo mercado de trabalho dos novos tempos.4.1.2 Quanto ao setor/área e função de atuação Dos dois (02) entrevistados, um refere-se a quem chamamos de “José” quetem como função supervisionar os setores que envolve a dinâmica da empresa.
  • 38. “Maria‟, a Pedagoga, desenvolve suas ações no setor - SINE BAHIA,exercendo funções como a de atendente. Segundo Bezerra (2011), a função deatendente, trata-se de uma atividade social mediadora que proporciona a interaçãode diferentes sujeitos, visando responder a várias necessidades. O serviço deatendimento se desenvolve em um contexto institucional, envolvendo dois sujeitos: ofuncionário (atendente) e o usuário. Podemos detectar aí, uma ação tambémeducativa, pois nesse serviço de atendimento há instrução e aprendizagem. A Pedagoga atua também na área de Recursos Humanos, sua função éconstruir estratégias de organização da empresa, gerindo e norteando oscolaboradores direcionando-os aos objetivos e metas das empresas.4.1.3 Tempo de serviço Em relação ao tempo de exercício na profissão o gerente já está nas suasfunções por quatro anos, enquanto que a pedagoga está atuando há dois anos. Aprópria gerência do SAC, explicou-nos que, devido a própria política interna daempresa há uma rotatividade e tempo de permanência temporário para algumasfunções. A pedagoga embora tenha formação na área nunca trabalhou em espaçosescolares, suas experiências anteriores relacionam-se a áreas burocráticas dasempresas anteriores como: escrituraria caixa, auxiliar administrativo, recepção,recursos humanos, etc, o que lhe confere maior identidade com o tipo de trabalhoque realiza na empresa. Segundo Bayma, (2004, p.9) atualmente as empresas “estão voltadas para aaprendizagem que buscam não apenas treinar os seus empregados, mas, antes detudo, criar um ambiente de aprendizagem contínua”, no qual as pessoas possamcriar, adquirir e transferir conhecimentos, de forma a refleti-los na vida pessoal eprofissional.4.2 A atuação do pedagogo na empresa do ponto de vista dos gestores efuncionários
  • 39. Implica a partir daqui, a ênfase da nossa pesquisa, que se volta a identificarque papel que o pedagogo assume no contexto da empresa pesquisada,estabelecendo uma reflexão sobre o que a literatura aponta como sendo função oupapel do pedagogo nestes espaços. A coleta de dados através da entrevistasemiestruturada, se fez de muita importância por possibilitar o “ouvir” como momentoem que os participantes da pesquisa refletem acerca daquilo que foi “observado”pelo pesquisador, deixando que ele se aproxime de suas significações (OLIVEIRA2006, p.21). A pedagoga exerce na empresa pesquisada, funções que não seriamnecessariamente exercidas apenas pelo profissional da Pedagogia, pelo contrário,qualquer pessoa que tenha apenas o nível médio, sendo bem preparada poderiaexercer. Ou seja, as concepções da vastidão da atuação do Pedagogo queexplanamos através de teóricos que contribuíram nas nossas reflexões, sedistanciam do que de fato acontece na referida empresa. Ao analisarmos o que os vários autores ressaltam sobre como deve ser aatuação do pedagogo e sua relevância fora do espaço escolar, maisespecificamente no campo empresarial está longe do que está ocorrendo naempresa analisada, ou seja, a pedagoga que deveria estar mais engajada nosprocessos de recrutamento, treinamento, planejamento, capacitação edesenvolvimento do corpo funcional da empresa, como sugere Almeida (2006, p.6),está desempenhando outras funções generalistas, como a de atendente, que nãodeixa de ser uma ação educativa, mas como já dissemos, não é uma funçãoespecífica de um profissional da Pedagogia. Não podemos afirmar se esta limitação diz respeito à própria política funcionalda empresa, ou se falta conhecimento mais aprofundado do que seriaverdadeiramente o papel do pedagogo no âmbito empresarial. Apresentamos a seguir as categorias que nos permitiram refletir sobre taisquestões.  A importância do Pedagogo na empresa para a educação do trabalhador.
  • 40. “Onde há pessoas trabalhando existe um campo aberto para ministrar a educação como um todo, desde a formação técnica, profissional ou humana em todas as suas áreas”. (Gestor – José) Nesta fala encontramos o fator determinante para os principais motivos daimportância do Pedagogo no contexto empresarial, o reconhecimento do gestor ementender os princípios da formação profissional do pedagogo, quando afirma ser aempresa “um campo aberto para ministrar a educação”. Isto indica que na sua visãoa empresa desenvolve sim um trabalho educativo, com atuação mais abrangente doque o treinamento técnico do passado. Suchodolski (1977, p. 19) desenvolve esta idéia da seguinte forma: O comprometimento da empresa com a educação e o desenvolvimento dos funcionários é uma necessidade das organizações que procuram a garantia do seu sucesso por um diferencial rápido e sustentável. Para criar este diferencial as organizações estão fazendo a gestão do conhecimento com ações de desenvolvimento que privilegiem atitudes, posturas e habilidades do seu capital intelectual e não apenas conhecimento técnico e instrumental. A universidade é considerada hoje, um diferencial imprescindível para as empresas que estão buscando vantagem competitiva pela única fonte sustentável: o seu capital intelectual. De modo, levando-se em conta de que o papel da Pedagogia é promovermudanças qualitativas no desenvolvimento e na aprendizagem das pessoas,visando ajudá-las a se constituírem como sujeitos, a melhorar sua capacidade deação e as suas competências para viver e agir na sociedade e na comunidade sãomuitos lugares e as modalidades de cumprimento dessa tarefa. Analisemos ainda o que disse o Gestor/ José: “As empresas podem ter objetivos específicos para atingir envolvendo um processo de aprendizagem entre os trabalhadores, o Pedagogo poderia contribuir buscando estratégias para melhor interação, tentando provocar mudanças nas pessoas, para que estas melhorem a qualidade do seu desempenho dentro da empresa. (Gestor – José) (Grifos meus). “Como profissional pedagoga não vejo obstáculos em inserir os conhecimentos necessários para desenvolver uma ação educativa e humanística no meu setor de trabalho, o mesmo faria se estivesse atuando na área de educação”. (Pedagoga – Maria)
  • 41. Tais comentários levaram-nos a conhecer mais de perto o perfil desteprofissional de educação, preparado a basicamente para atuar em escolas, maspodendo atuar também em empresas, a identificar a sua formação, as atividadesdesenvolvidas, as principais dificuldades encontradas para o exercício da profissão ea contribuição que o educador pode dar à formação integral do trabalhador em umambiente cujos objetivos e interesses pela educação são tão diferentes, e atédivergentes, da educação escolarizada. Analisando as colocações do gestor, podemos afirmar que muitas já são asempresas que reconhecem a importância de se ter um Pedagogo por ser umaformação com prática social da educação. Percebeu-se também que é maisvantajoso e lucrativo manter um funcionário melhor qualificado, pois assim, omotivará a crescer e a produzir mais dentro da própria empresa e na vida pessoal. Reportamos-nos neste momento a Lopes (2006), que se estende nesteaspecto quanto à contribuição desse profissional dizendo: “... nota-se que o campo de atuação do pedagogo está se ampliando, visto que este profissional poderá desenvolver ações relacionadas à educação, seja no ambiente escolar ou não-escolar, a função do pedagogo é desenvolver a formação humana dos indivíduos em diferentes lugares. Verifica-se que as transformações ocorridas na sociedade contemporânea descortinam a ação valiosa do pedagogo fora da instituição escolar, e para isso ele precisa estar atento para atender as necessidades que surgem junto às oportunidades. Ao pedagogo cabe visualizar a dimensão da aprendizagem para que sua intervenção produza resultados no outro, tornando sua ação produtiva, atendendo as expectativas da sociedade atual. (LOPES, 2006, p.74 apud RIBEIRO, 2007, p.11). Então, podemos constatar que com as mudanças vividas na sociedade, quea prática do pedagogo é considerada importante não somente no âmbito escolar,mas em todas as instâncias em que haja a necessidade da prática educativa, poisele atua diretamente nos processos de aquisição e transmissão de saberes daformação humana, contribuindo com o desenvolvimento de habilidades ecompetências. No entanto, o grifo feito na fala do gestor, nos leva a refletir que o papel dopedagogo está sendo limitado. Quando ele diz que o Pedagogo „‟poderia‟‟ contribuir,nos deixa claro que este profissional ainda não atua da forma como deveria, talvezisto se dê pela própria formação do mesmo pelo curso oferecido que talvez não lhe
  • 42. deu suporte para entender seus possíveis campos e formas de atuação ou por umalimitação imposta pela própria empresa. Como se pode, visualizar nesta fala seguinte. Preocupo-me com o fato do pedagogo não conseguir construir a sua própria identidade e deixar levar-se por modismos ou pela força do sistema. Ser Pedagogo Empresarial ou Pedagogo do Trabalho é apenas uma questão de rótulo. O fato de exercer uma pedagogia do ajustamento do trabalhador aos interesses do capital não é prerrogativa apenas do Pedagogo Empresarial. Isto é um grande preconceito. É preciso construir a própria identidade independente de títulos e rótulos. Se sou educador de fato, tanto na empresa quanto na escola vou exercer a minha profissão e a minha missão com integridade e defender os valores humanos, o que não deveria ser apenas próprio do educador, mas de todos os cidadãos”. (Gestor – José) Segundo este gestor, apesar dos objetivos da empresa serem diferentes dosobjetivos da escola, a pedagogia está tão presente nos meios escolares quantoempresariais.  Saberes utilizados no trabalho necessários ao Pedagogo para atuação nas organizações empresariais “Todas as atividades que se desenvolvem na empresa passam pela administração geral. Assim, todas as atividades citadas anteriormente, já foram concebidas e planejadas pelos órgãos centrais, que pode delegá-las ao pedagogo para que sejam executadas”. (Gestor – José) “Atuar com respeito ao cidadão desde a informação clara e paciente dos documentos necessários para confecção da carteira de trabalho, até processo de assinatura do documento, levando-se em conta que boa parte do público apresenta dificuldades de escrita ou leitura. Incentivando-os ou elogiando-os”. (Pedagoga – Maria) Sobre este questionamento, observamos que os sujeitos e em especialrelacionado à Pedagoga fizeram referências aos seus saberes de maneira casual eespontânea, mas quando questionados diretamente, percebemos uma certadificuldade na elaboração das respostas, demonstrando que nem sempre é fácilpara eles teorizar a sua prática e formalizar seus saberes. Compreendemos adificuldade dos entrevistados, pois, segundo Saviani (1996, p.52), o “processoeducativo é um fenômeno complexo, tanto quanto nas formas de organização eefetivação, quanto nas representações que dele fazem seus agentes”.
  • 43. Nota-se nas falas dos sujeitos entrevistados que a Pedagoga não temautonomia nesta empresa, pois como ressalta o próprio gestor, tudo passa antespela administração geral. Percebemos também que a Pedagoga entende seu papelapenas como mera atendente, pois sua resposta sobre este aspecto foge do que lhefoi proposto responder. Percebe-se o acomodamento em desenvolver apenasfunções generalistas, ou talvez a saída do foco principal tenha sido imposta pelaprópria empresa que aproveitou uma profissional da Pedagogia para outras funções,isto sendo permitido pela mesma, talvez por ser mais cômodo aceitar o que aempresa lhe impôs ou até mesmo por questão de ordem financeira, para asseguraruma vaga no mercado de trabalho, ainda que fuja da sua formação e competência.  Conhecimentos adquiridos no curso realizado que auxiliam no desempenho de suas atividades profissionais atuais: “Entre vários e importantes conhecimentos, o curso me ensinou a procurar agir e atuar com competência, criatividade, compromisso e qualidade no meu tratamento a todas as pessoas. Essa forma de atuação é também importante e necessária em minhas atividades profissionais hodiernas”. (Pedagoga – Maria) Segundo Saviani (1985), o pedagogo como preceptor possibilita acessibilidade à cultura e sistematicamente, ou não, viabiliza uma ação pedagógica em diversas modalidades e não apenas na área escolar. Ainda hoje, a idéia de que o pedagogo é preceptor é evidente. Conforme a isso, Meneses (1999), mostra que por meio de cursos de especialização, o licenciado em Pedagogia pode habilitar-se em diversas áreas do conhecimento e colaborar com a ação que envolve as relações interpessoais dos profissionais inseridos nas Instituições. No entanto, a função do pedagogo não se limita somente à docência. Porém queremos aqui comentar um pouco da fala da Pedagoga, onde amesma superficializa os conhecimentos adquiridos ao longo do Curso que ela fez.Podemos perceber em sua reposta que ela cita atitudes que todo profissional deveter como competência, compromisso e qualidade, em qualquer setor de trabalho,mas não deixa claro suas reais contribuições como Pedagoga.
  • 44. 4.3 – Síntese da pesquisa Com base nas considerações desenvolvidas ao longo desta pesquisa, emespecial ressaltando o contexto onde a mesma se processou – SAC de Senhor doBonfim - BA, foi possível observar a importância da pesquisa para a descoberta denovos olhares que nos permitam alcançar novos horizontes e que estes mesmosnos levem a refletir a cada dia nossas ações educativas, independente de qualcontexto elas ocorram. Este trabalho se propôs analisar e refletir a importância da atuação doPedagogo Empresarial na ação educativa organizacional dentro de uma empresa,como parceiro dos demais profissionais nos setores da empresa. Tendo como viés aabordagem do contexto macro, isto é, a Educação e a Pedagogia que se ocupa doprocesso de ensino-aprendizagem nos ambientes organizacionais ou empresariais. O que os dados nos revelaram através da experiência de um pedagogo queexerce sua função fora do contexto escolar e como este encara sua contribuiçãoacerca do processo educativo dentro da empresa, foi muito importante. Entretantonos revelou um dado que nos surpreendeu: o fato de esta profissional, apesar de tersido admitida para atuar como Pedagoga no Espaço Empresarial, estardesenvolvendo atividades e funções que qualquer outro profissional de outra áreapoderia desenvolver. Ou seja, apesar de ser legítima a atuação do Pedagogo emespaços não escolares, o que está ocorrendo na Empresa pesquisada foge destecontexto. Também conhecer a visão do gestor sobre a atuação profissional do Pedagogona empresa, leva-nos a inferir que é relevante a missão e a postura do educadorconstruídas ao longo de sua formação acadêmica e posteriormente profissional, quefazem da prática educativa desenvolvidas por eles nas empresas ser bem sucedidae requerida pelas empresas. No caso do gestor envolvido na pesquisa, o mesmocontribui relevantemente, pois apesar de ter formação em Administração nosmostrou mais sensato do que a própria Pedagoga em relação às suascompreensões à cerca dos questionamentos propostos.
  • 45. É necessário que se reavalie ou especifiquem a verdadeira contribuição doProfissional Pedagogo nos ambientes empresariais, pois o que notou-se nestapesquisa, embora tenha sito um único estudo de caso, é que o pedagogo estámeramente „‟aproveitado‟ em outras funções.
  • 46. CONSIDERAÇÕES FINAIS Sintetizando o que foi apresentado como resultado, ressaltamos que aPedagogia Empresarial nos dá suporte tanto em relação à estruturação dasmudanças quanto em relação à ampliação e à aquisição de conhecimento noespaço organizacional. O papel de mediação exercido pelo pedagogo propiciará ummelhor discernimento quanto às necessidades educativas de sua Organização,planejando cada atividade com clareza, identificando o que de fato, constitui-secomo prioridade. Sendo a educação uma relação de influencias entre pessoas, há sempre umaintervenção voltada para fins desejáveis do processo de formação, conforme opçõesdo educador quanto à concepção de homem e sociedade, ou seja, existe sempreuma intencionalidade educativa, implicando escolhas, valores, compromissoséticos. O campo educativo é bastante vasto, porque a educação ocorre no trabalho,na família, na rua, na fábrica, nos meios de comunicação, na política. A Pedagogia empresarial, nessa dimensão, vem se constituindo, portanto, emum dos campos de trabalho do pedagogo, porem ainda é pouco disseminada e porisso as pessoas desconhecem as diversas possibilidades desse profissional.Acreditamos que a principal função da pedagogia é qualificar o profissional paraatuar na concepção de conhecimentos, fundamentando-se no desenvolvimento deprocessos e ações que tenham como efeito o êxito do processo ensino-aprendizagem, seja na esfera escolar ou em outras áreas como no campoempresarial. Não somente as escolas são beneficiadas pelas atividades pedagógicas,mas principalmente as organizações e empresas, pois as demandas dessasinstituições e a necessidade de se adquirir informações novas e diferenciar asmaneiras e atuação vem crescendo muito. O profissional da Pedagogia pode proporcionar grande contribuição no interiorde uma empresa, ajudando no desenvolvimento dos demais profissionaiscolaborando para o crescimento geral da empresa. Ele é o principal responsável
  • 47. pelo projeto e ações que resultam na aprendizagem e aprimoramento dosconhecimentos. O pedagogo exerce sua função dentro dos interesses empresarias em cadamomento especifico, sendo um agente educacional dentro da empresa. Almeida(2006, p. 06) reforça, “a educação assume grande relevância perante areestruturação do mundo do trabalho”. A prática do pedagogo precisa ser baseadanuma ação educativa e pedagógica de aconselhamento, assumindo assim posturahumanizada, reconhecendo o potencial de cada colaborador e buscando suportespara desenvolvê-lo. Isto leva o pedagogo a ser visto como referencia na empresa. Porém queremos aqui levantar alguns questionamentos que este trabalho nãodeu conta de nos responder, mas que poderão ser temas de novas pesquisasfuturamente. Diante de vários campos de atuação para os pedagogos, pudemosanalisar que a estes são dadas funções generalistas, ou seja, que podem serdesempenhadas por outros profissionais e não apenas por Pedagogos, desvirtuadoassim sua formação, suas competências e suas reais funções, portanto asperguntas que ficam aqui para serem refletidas: Não existe campo teórico mais consistente que ajude a delimitar, clarear ouaté mesmo ampliar o papel do Pedagogo nas empresas e por isto suas funções nemsempre correspondem ao que lhe é específico? Ou a política diferenciada de cada empresa é que vai delimitar o perfil e asfunções do Pedagogo?
  • 48. REFERÊNCIASABBAD, G. da S. e BORGES-ANDRADE, J. E. Aprendizagem humana emorganizações de trabalho. In: ZANELLI, J. C. BORGES-ANDRADE, J. E. BASTOS,A. V. B. (orgs.) Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Porto Alegre:Artmed, 2004.BAHIA, Juarez. Introdução à Comunicação Empresarial. Rio de Janeiro: Mauad,1995.BAYMA, Fátima. (org.) Educação Corporativa: desenvolvendo e gerenciandocompetências. Fundação Getúlio Vargas. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004.BOLDRIN, L. C. F. Pedagogia Empresarial: que conhecimento e espaço sãoestes? Uberlândia: Faculdade de Educação. Universidade Federal de Uberlândia.2000. Dissertação de Mestrado.BOMFIN, D. F. Aprendizagem organizacional e o educador organizacional:fundamentação e prática na teoria de Peter Senge. Wauwatosa, Wisconsin, 2000.Tese de doutoramento.______________. Pedagogia no treinamento: Correntes Pedagógicas no ambientede aprendizagem nas organizações. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004._______________. Pedagogo organizacional e educador organizacional:conceitos e fontes. (mimeo1)._______________. Pedagogia & pedagogo organizacional: seu universo, desafiose oportunidades de trabalho. (mimeo2).BRASIL. Ministério da Educação. Informativo do MEC. Brasília-DF, n. 3 nov. / dez /2004._______. SEFOR/MT. Habilidades, uma questão de competências? Brasília,dezembro de 1996.CAMBI, F. História da pedagogia. São Paulo: Editora da UNESP, 1999.CARVALHO, Antônio Vieira. Aprendizagem Organizacional em Tempos deMudança. São Paulo: Pioneira, 1999.CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Recursos Humanos. 5. ed. São Paulo:Atlas, 2003.
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  • 52. ANEXOSANEXO I – QUESTIONÁRIO FECHADO APLICADO AOS SUJEITOSANEXO II – QUESTIONÁRIO ABERTO APLICADO AOS SUJEITOS
  • 53. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM ANEXO I QUESTIONÁRIO FECHADO APLICADO AOS SUJEITOS Tema do trabalho: O PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES OU EM ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAISPrezado (a) Senhor (a): Este questionário faz parte de uma pesquisa que estamos realizando a fim decoletar dados e informações muito importante para o desenvolvimento destetrabalho. Esperamos contar com sua preciosa colaboração, para que possamoscompreender esta realidade. Muito obrigada!1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PESQUISADO:Nome:Telefone e email para contato:Instituição de Graduação / Ano de conclusão:Pós-Graduação:Instituição:Empresa na qual trabalha:Tipo de empresa:Setor / Área e Função atual:Tempo na função:
  • 54. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM ANEXO II QUESTIONÁRIO ABERTO APLICADO AOS SUJEITOS Tema do trabalho: O PEDAGOGO EM ESPAÇOS NÃO ESCOLARES: UM ESTUDO DE CASO NO SAC-SENHOR DO BONFIMPrezado (a) Senhor (a):2. INFORMAÇÕES:1. Como você iniciou a sua carreira profissional?2. Você atuou em escolas antes de trabalhar em empresas?3. Há quanto tempo você trabalha em organizações empresariais?4. Antes da função atual, em quais áreas e funções você trabalhou?5. Sua área de trabalho atual relaciona-se à educação do trabalhador?6. Quais as atividades que você desenvolve, atualmente, na empresa em quetrabalha?7. Quais dificuldades você enfrentou para o exercício de sua função atual?ROTEIRO PARA A ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA1. Qual a sua opinião sobre a empresa como um espaço educativo para otrabalhador?2. Qual a contribuição do Pedagogo na empresa para a educação do trabalhador?3. Você se considera um Pedagogo Empresarial ou um Pedagogo do Trabalho?4. Quais os saberes que você utiliza em seu trabalho e considera necessários aoPedagogo, para atuar na prática educativa nas organizações empresariais ecomo foram adquiridos?5. Quais os conhecimentos adquiridos no curso de Pedagogia e nos demais cursosrealizados, o auxiliam no desempenho de suas atividades profissionais atuais?