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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB        DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII               COLEGIADO DE ENFERMAGEM   ...
ANGELITA MARIA CARNEIROA IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO PARA A SAÚDE DA MULHER E O    PAPEL DA ENFERMAGEM NO INCENTIVO A ESSA ...
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SUMÁRIOINTRODUÇÃO                                             09REVISÃO BIBLIOGRÁFICA                                  11 ...
9                                  INTRODUÇÃOEm contraste com o avanço do conhecimento sobre o papel da amamentação e dole...
10de seleção. Para desenvolver este estudo todos os artigos foram analisados ediscutiu-se os seguintes tópicos: (1) Produç...
11                            REVISÃO DE LITERATURAProdução LácteaDe acordo com o Ministério da Saúde (BRASIL, 2001) a mam...
12Ainda segundo Kenner (2001 apud SILVA et al.,2009) após a expulsão da placenta ea diminuição do estrogênio e do hormônio...
13mamilo leva o hipotálamo a desencadear em torno do alvéolo a contração e ejeçãodo leite dentro dos ductos do seio, torna...
14Benefícios da amamentação para a saúde da mulherEm contraste com o avanço do conhecimento sobre o papel da amamentação e...
15que as mulheres estão aplicando uma técnica de planejamento familiarextremamente segura chamada LAM (Método de Amenorréi...
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17amamentação     confirma   que   a maioria das mulheres considerara que aamamentação traz benefícios para elas próprias,...
18prática do AM, influenciando a mulher com seus conhecimentos, por isso éimportante que um familiar, significante no proc...
19obtidos pela observação, experiência de vida e tradição familiar; (3) odesinteresse/desestímulo e a pressão à lactante e...
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21                     Algumas gestantes podem sentir-se mais a vontade para falar livremente                     com o en...
22comunidade, governos e sociedade civil, com baixo custo e excelente impacto sobreo desenvolvimento infantil.Segundo este...
23A importância do enfermeiro em todos os níveis da assistência e, principalmente, noPSF é de substancial relevância e no ...
24(BRASIL, 2002b; BRASIL, 2001; ICHISATO e SHIMO, 2002 apud MARQUES et al.,2010).O profissional de saúde acredita que a vi...
25                    e completado até os dois anos de idade; conseqüências do desmame                    precoce, produçã...
26seu leite é o alimento ideal para a criança (quantitativa e qualitativamente); (2) oelogio acerca dos cuidados dela com ...
27aleitamento materno poderia levar ao melhor aproveitamento do potencial do PSFpara a promoção do aleitamento materno nas...
28                                 CONCLUSÃOLevando em consideração a grande relevância do tema, o período de 10 anos depe...
29                                  REFERÊNCIASAERTS D, ABEGG C, CESA K. O papel do cirurgião dentista no Sistema Único de...
30dos profissionais de saúde. Ciênc. saúde coletiva, vol.15, suppl.1, p. 1391-1400,2010. ISSN 1413-8123BARRETO, CA; SILVA,...
31BREAST cancer and breastfeeding: collaborative reanalysis of individual data from47 epidemiological studies in 30 countr...
32ICHISATO, SMT; SHIMO, AKK. Aleitamento materno e as crenças alimentares.Revista Lat-Am Enfermagem, Riberão Preto (SP), s...
33amamentação para a saúde da mulher. J Pediatr., (Rio J), 80(5 Supl):S142-S146,2004.MEZZACAPPA, ES; KATLIN, ES. Breastfee...
34PEREIRA GS, COLARES LGT, CARMO MGT, SOARES EA. Conhecimentosmaternos sobre amamentação entre puérperas inscritas em prog...
35ROSENBLATT KA, THOMAS DB. WHO Collaborative Study of Neoplasia andSteroid Contraceptives. Int J Epidemiol. 22:192-7, 199...
36de prevenção em saúde. Ciênc. saúde coletiva, vol.13, n.1, p. 103-109, 2008. ISSN1413-8123SUSIN, LRO. Influência do pai ...
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Monografia Angelita Enfermagem 2012

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Enfermagem 2012

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  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE ENFERMAGEM ANGELITA MARIA CARNEIROA IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO PARA A SAÚDE DA MULHER E O PAPEL DA ENFERMAGEM NO INCENTIVO A ESSA PRÁTICA SENHOR DO BONFIM 2012
  2. 2. ANGELITA MARIA CARNEIROA IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO PARA A SAÚDE DA MULHER E O PAPEL DA ENFERMAGEM NO INCENTIVO A ESSA PRÁTICA Monografia apresentada como requisito obtenção do titulo de Bacharel em Enfermagem pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – campus VII, tendo como orientadora a PHD Drª. Maria de Fátima Brazil dos Santos Souto. SENHOR DO BONFIM 2012
  3. 3. ANGELITA MARIA CARNEIRO A IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO PARA A SAÚDE DA MULHER E O PAPEL DA ENFERMAGEM NO INCENTIVO A ESSA PRÁTICA Trabalho de Conclusão de curso como requisito para obtenção do titulo deBacharelado em Enfermagem da Universidade do Estado da Bahia Departamento de Educação-Campus VII ___/___/___ Data da aprovação Banca __________________________________ Dra. Maria de Fátima Brazil dos Santos Souto Universidade do Estado da Bahia Orientadora __________________________________ Thaisy Luzia Campos Fernandes Membro da banca _________________________________ Antonia Adonis Callou Sampaio Membro da banca
  4. 4. AGRADECIMENTOSA Deus, em primeiro lugar, por ter me dado forças e iluminando meu caminho paraque pudesse concluir mais uma etapa da minha vida;A meu pai, José Rubem, pelo apoio e esforço para ajudar-me a realizar este sonho eprincipalmente, por sempre ter me ensinado a ser forte, a determinar focos emminha vida e por confiar no meu potencial;A minha mãe Abelita Maria, pelo imenso amor e confiança que foram o alicerce demeus passos durante toda essa jornada, mulher pela qual tenho maior orgulho dechamar de mãe, meu eterno agradecimento por estar sempre ao meu lado vibrandopelo meu sucesso.Aos meus irmãos Valdiana e Jonilson pelo carinho, apoio e atenção que sempretiveram comigo, especialmente minha irmã por todos os conselhos e confiança emmim depositada.As minhas sobrinhas, Rúbia e Yasmin, pelo imenso amor e respeito que dedicam amim.A meu marido Wanderson, meu companheiro incondicional, por toda compreensão,respeito e incentivo nesta minha caminhada.A professora e orientadora deste trabalho, Maria de Fátima, pela dedicação,ensinamento e incentivo à concretização desta monografia.Por fim, a todos os meus amigos e familiares por compreenderem minha ausência,nos momentos em que a dedicação aos estudos foi exclusivo.
  5. 5. Dedico este trabalho aos meuspais, por todo o amor e dedicaçãopara comigo, por terem sido a peçafundamental para que eu tenha metornado a pessoa que hoje sou.
  6. 6. "Cada dia que amanhece assemelha-se auma página em branco, na qual gravamosos nossos pensamentos, ações eatitudes. Na essência, cada dia é apreparação de nosso próprio amanhã."(Chico Xavier)
  7. 7. RESUMOEste trabalho reúne uma seleção de estudos que têm contribuído para aumentar acompreensão sobre os benefícios do aleitamento materno para a mãe e acontribuição da enfermagem no incentivo e esclarecimento à prática daamamentação. Trata-se de uma pesquisa descritiva de revisão de literatura,realizada através de uma busca ativa no site da biblioteca virtual em saúde – BVSem LILACS, disponível no site: http://lilacs.bvsalud.org/ e publicações do Ministérioda Saúde do Brasil. Foram selecionados os trabalhos completos, escritos na LínguaPortuguesa e publicados no período de 2000 a 2010. A análise do estudo realiza-seatravés da discussão entre estudos e pensamentos dos autores. Levando emconsideração a grande relevância do tema, o período de 10 anos de pesquisa ediante dos achados é notório a necessidade de mais pesquisas nesta área, assimcomo de iniciativas governamentais que auxiliem os profissionais de saúde aprestarem um atendimento de pré-natal não só técnico, mas também educativo.Palavras-Chaves: importância, aleitamento, saúde materna
  8. 8. ABSTRACTThis work brings a selection of studies that have contributed to increase theunderstanding about the benefits of breastfeeding to the mother and contribution ofnursing profession on encouraging and clarifying the practice of breastfeeding. Thisis a descriptive research literature review, performed through an active searching onthe site of the virtual library in health - in LILACS VLH, available at:http://lilacs.bvsalud.org/ and publications of the Ministry of Health Brazil. We selectedthe complete works, written in Portuguese and published in the period from 2000 to2010. The survey analysis takes place through the discussion between studies andthoughts of the authors. Considering the great importance of the topic, the period of10 years of research and findings in the face of it is obvious the need for furtherresearch, as well as government initiatives that help the health professionals toprovide a prenatal care does not only technical but also educational.Key Words: importance, breastfeeding, maternal health
  9. 9. SUMÁRIOINTRODUÇÃO 09REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 11 Produção láctea 11 Benefícios da amamentação para a saúde da mulher 14 Dificuldades para realizar a amamentação 17 Papel da Enfermagem 20CONCLUSÃO 28REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS 29
  10. 10. 9 INTRODUÇÃOEm contraste com o avanço do conhecimento sobre o papel da amamentação e doleite humano para a saúde da criança, sabe-se pouco acerca dos benefícios doaleitamento materno para a mulher (REA, 2004).Alguns autores como Antunes et al., (2008) e Almeida e Novak (2004) trazem que aamamentação tem papel importante sob vários aspectos para a mulher, desta formaao amamentar, o instinto maternal é satisfeito e supre a separação abrupta ocorridano momento do parto que pode causar até depressão, “protege” contra uma novagestação através do método de LAM (Método de Amenorréia Lactacional), oestresse e mau humor são reduzidos, a forma física retorna ao peso pré-gestacional,possui menor risco de desenvolver artrite reumatóide, risco reduzido de osteoporoseaos 65 anos e menor probabilidade de desenvolver esclerose múltipla, além dediminuir a chance de desenvolver câncer endometrial, de ovário e de mama.De acordo com o Ministério da Saúde (BRASIL, 2001) o profissional de enfermagemdeve apoiar e incentivar a lactante a por em prática o aleitamento materno,preparando-a psicologicamente, informando-a sobre a fisiologia da lactação e seusbenefícios para o binômio mãe-filho.Baseado nessas argumentações o presente trabalho de Revisão de Literaturaobjetiva identificar os benefícios da amamentação para a saúde da mulher,verificando a contribuição da enfermagem no incentivo e esclarecimento a estaprática.Para a concretização deste estudo foi realizada uma busca ativa no site da bibliotecavirtual em saúde – BVS em LILACS, disponível no site: http://lilacs.bvsalud.org/ epublicações do Ministério da Saúde do Brasil no período de 2000 a 2010, utilizandocomo descritores as palavras importância, aleitamento e saúde materna.A seleção dos artigos para esta pesquisa teve como critério os textos publicados naíntegra, escritos em Língua Portuguesa e no período acima citado, sendo discutidos17 artigos de diferentes revistas como: Revistas de Enfermagem, Saúde Coletiva,Materno Infantil, de Pediatria e Saúde Pública, que se enquadravam nesses critérios
  11. 11. 10de seleção. Para desenvolver este estudo todos os artigos foram analisados ediscutiu-se os seguintes tópicos: (1) Produção láctea; (2) Benefícios daamamentação para a saúde da mulher; (3) Dificuldades para realizar aamamentação; (4) Papel da enfermagem.
  12. 12. 11 REVISÃO DE LITERATURAProdução LácteaDe acordo com o Ministério da Saúde (BRASIL, 2001) a mama é formada em partepor tecido glandular e em parte por tecido conjuntivo e gordura, sendo que o tecidoglandular produz o leite que posteriormente é conduzido ao mamilo através depequenos canais ou ductos que antes de atingir o mamilo se torna mais largo eformam os seios lactíferos, nos quais o leite é armazenado; aproximadamente 10-20ductos muito finos ligam os seios lactíferos ao exterior através da ponta do mamiloque é muito sensível já que possui várias terminações nervosas o que é umimportante fator para o desencadeamento dos reflexos que auxiliam a “descida” doleite.Segundo ainda o Ministério da Saúde (BRASIL, 2001) ao redor do mamilo há umcírculo de pele mais escura chamado de aréola onde se situam as glândulas deMontgomery (pequenas glândulas sebáceas) que produzem um líquido oleoso queajuda a manter a pele do mamilo macia e em boas condiçõesDe acordo com Kenner (2001 apud SILVA et al., 2009) a lactação é um fenômenoque ocorre pela ação de hormônios desencadeados pela glândula hipófise, entre osquais, encontram-se a ocitocina, responsável pela descida do leite e a prolactina,que possui a função de propiciar a ejeção do leite, mecanismos que ocorrem devidoao ato de sucção, que estimula o sistema neuro-endócrino materno, possibilitando apresença de leite no interior dos alvéolos mamários.A lactogênese acontece quando a glândula mamária inicia a produção de secreçãode leite o que geralmente acontece entre 48 e 72 horas após o parto e algunsfatores como o tecido mamário desenvolvido, níveis plasmáticos de prolactinaelevados e uma queda do nível de estrogênio e progesterona fazem parte doprocesso de desenvolvimento da lactogênese (FIGUEIREDO, 2005 apud SILVA etal., 2009).
  13. 13. 12Ainda segundo Kenner (2001 apud SILVA et al.,2009) após a expulsão da placenta ea diminuição do estrogênio e do hormônio progesterona circulante, a glândulapituitária anterior secreta prolactina, um dos muitos hormônios que estimulam ocrescimento e o desenvolvimento da glândula mamária, dessa forma , as célulassecretoras alveolares começam a extrair nutrientes do sangue e a convertê-los emleite.De acordo com o estágio da lactação o leite humano muda de composição e volume,assim, no primeiro estágio o colostro já está presente nas mamas e se apresentacomo um líquido claro amarelado, rico em imunoglobulinas, proteínas e minerais; nosegundo estágio o leite apresenta-se menos concentrado e já começa a “descer” equanto maior for a sucção, maior será a quantidade de leite e o volume das mamas;na terceira e última fase o leite muda sua composição a cada sucção, contendo maisgordura o que auxilia o bebê a manter uma alimentação equilibrada (BOBAK,LOWCLERMILK e PERRY 2002 apud AMORIM e ANDRADE, 2009) .De acordo com o Ministério da Saúde (BRASIL, 2001) a glândula pituitária produzmais prolactina durante a noite do que durante o dia. Portanto, o aleitamentomaterno à noite ajuda a manter uma boa produção de leite. Entretanto, Kenner(2001 apud SILVA et al., 2009) traz que a prolactina é um hormônio secretadointermitentemente durante o dia, e a secreção aumenta durante o sono e asalimentações noturnas e sendo assim, a alimentação frequente durante o período de24 horas melhora a secreção de prolactina e aumenta significativamente a produçãode leite.Segundo o Ministério da Saúde (BRASIL, 2001) além dessa função de aumentar aprodução do leite a prolactina, juntamente com outros hormônios, podem ainda inibiros ovários e assim, o AM (Aleitamento Materno) acaba retardando o retorno dafertilidade e da menstruação, efeito esse que depende de uma sucção frequente ede uma continuação da amamentação durante a noite para estimular a secreção deprolactina e outros hormônios, sendo assim, se a criança inicia suplementos dequalquer tipo, a mãe pode voltar a ovular e a menstruar e o AM deixa de espaçar aocorrência dos partos.O hormônio ocitocina torna o leite materno disponível para o bebê através de umreflexo de esvaziamento conhecido como “ejeção do leite”, em que a estimulação do
  14. 14. 13mamilo leva o hipotálamo a desencadear em torno do alvéolo a contração e ejeçãodo leite dentro dos ductos do seio, tornando o leite disponível através de aberturasnos mamilos e este reflexo condicionado de “esvaziamento”, ocorre após 2 a 3minutos de sucção durante os primeiros dias de aleitamento (KENNER, 2001 apudSILVA et al., 2009).Brasil (2001) defende que os sentimentos, os pensamentos e as sensações da mãepodem afetar esse processo de esvaziamento, sendo assim, a glândula pituitária deuma nutriz pode produzir ocitocina se pensar no filho com carinho, se escutar seuchoro ou ter confiança em sua capacidade de amamentar,mas se tiver dúvidas, suaspreocupações podem inibir a “descida” do leite.Para Figueiredo (2005 apud SILVA et al., 2009) algumas mulheres não têm sintomasde esvaziamento, outras apresentam uma sensação de formigamento, outras aindauma dor momentânea nos mamilos vindo da parede torácica e no período pós-partoinicial, outros sintomas de esvaziamento podem incluir cólicas uterinas, causadaspela ação da ocitocina e um leve aumento de lóquios, os quais determinam ainvolução uterina, justificando também que o ato de amamentar induz uma rápidainvolução do organismo puerperal.Rezende (2005 apud SILVA et al., 2009) traz que a restrição do tempo de sucção éuma prática baseada na noção errada de que a sucção prolongada causatraumatismo nos mamilos, o que pode interromper o funcionamento ideal do reflexode esvaziamento por evitar que o bebê esvazie completamente os ductos e acumuleo leite sinalizando ao organismo que interrompa a sua produção, levando aoingurgitamento e enrijecimento dos seios e achatamento dos mamilos, o que impedea pega adequada do bebê. Para este mesmo autor, o organismo responde aoingurgitamento suspendendo a produção de leite, é o que se chama de feedback ouretroalimentação do sistema neuro-endócrino-hipofisário; sendo assim, nos primeirosdias de amamentação, a restrição do tempo de sucção pode estabelecer um sistemade retroalimentação negativa que pode levar a uma produção insuficiente de leite edo mesmo modo, pode forçar o bebê a se alimentar com mais frequência parasatisfazer a sua necessidade.
  15. 15. 14Benefícios da amamentação para a saúde da mulherEm contraste com o avanço do conhecimento sobre o papel da amamentação e doleite humano para a saúde da criança, sabe-se pouco acerca dos benefícios doaleitamento materno para a mulher, e por isso este tema deve constituir umimportante objeto de estudo nas próximas décadas (REA, 2004).Segundo Pereira et al., (2000) as mães verbalizam amplamente a importância daprática da amamentação, ainda que nem todas saibam expor os benefícios que oleite materno traz para seus filhos e para si mesma e segundo as entrevistasrealizadas com algumas mães em programas pré-natais, os aspectos sobreamamentação menos conhecidos por elas foram a importância do colostro, oestímulo da sucção do seio pelo bebê para a produção do leite materno, assituações em que a mãe não deve amamentar (AIDS), a relação entre dieta maternae amamentação e os benefícios da lactação para a mãe, denotando falha no sistemade saúde quanto à universalização das informações sobre aspectos de fundamentalimportância.A amamentação tem papel importante sob vários aspectos para a mulher, pois aoamamentar, o instinto maternal é satisfeito e supre a separação abrupta ocorrida nomomento do parto, que pode causar até depressão; há redução de estresse e mauhumor, efeito este mediado pelo hormônio ocitocina, que é liberado na correntesanguínea durante a amamentação em altos níveis (MEZZACAPPA e KATLIN, 2002apud ANTUNES et.al., 2008).Ramos e Almeida (2003) sobre a ocitocina comentam que sua liberação começa nahora do parto para a promoção da contração uterina e sua ação é continuada epotencializada no ato da amamentação pela estimulação que a sucção causa sobrea hipófise, dessa forma, a descarga de hormônio que ocorre, reduz o tamanho doútero, libera a placenta, diminui o sangramento pós-parto, causa atraso damenstruação e conseqüente prevenção à anemia, sendo que, enquanto não começaa menstruação e a mulher amamenta exclusivamente, a proteção quanto à gravidezfica em torno de 98% nos primeiros seis meses e depois cai para 96%, período em
  16. 16. 15que as mulheres estão aplicando uma técnica de planejamento familiarextremamente segura chamada LAM (Método de Amenorréia Lactacional).Newcomb et al., (1994 apud REA, 2004) chama também atenção para essa práticado LAM defendendo que para que a mulher utilize a amamentação como práticacontraceptiva, ela deve: (1) estar nos primeiros 6 meses pós-parto; (2) não termenstruado; e (3) amamentar exclusivamente ou quase exclusivamente,recomendações que se apóiam no Consenso de Bellagio, de 1988, baseado narevisão de todos os estudos sobre o tema publicados até aquela época .Rea (2004) discute ainda em seu artigo sobre outros benefícios da amamentaçãopara a mulher, como a recuperação do peso pré-gestacional, revelando que nagravidez, acumulam-se reservas da ordem de 100-150 calorias por dia e a mulhermuitas vezes termina a gestação com sobrepeso, desta maneira a mulher volta aopeso pré-gravidez após algum tempo, que é variável (DEWEY, HEINIG e NOMMSEN,1993 apud REA, 2004). No puerpério, quando o organismo da mulher estápreparado para lactar, nem sempre ela consome a quantidade necessária decalorias para produzir o leite que o bebê necessita ingerir e sendo a amamentaçãoexclusiva, todas as calorias que o bebê estiver consumindo serão de origemmaterna e assim a quantidade retirada da mãe maior será (GIGANTE et al., 2001apud REA, 2004).Sterken (1999 apud ANTUNES et al., 2008) revela outros benefícios relacionados àmulher após a amamentação como: menor risco de desenvolver artrite reumatóide,risco reduzido de osteoporose aos 65 anos e menor probabilidade de desenvolveresclerose múltipla.Melton et al., (p. 143, 1993 apud REA, 2004) também traz sobre a fratura porosteoporose: Durante a fase de lactação, a mulher produz de 600 a 1.000 ml de leite por dia, com uma perda média diária de cálcio de 200 mg, o que poderia levar, por exemplo, a fratura óssea por perda desse mineral, especialmente se a amamentação for exclusiva por 6 meses (como é recomendado). Seria plausível, portanto, supor que a amamentação aumente o risco de fraturas, já que as perdas de cálcio e as modificações hormonais ocorridas na gravidez e na lactação podem ser responsáveis por modificações ósseas que facilitem fraturas. Porém, sabe-se que na natureza tal perda se recupera no período de desmame e de retorno menstrual. De fato, a massa óssea mostrou-se com maior densidade mineral entre mulheres que
  17. 17. 16 amamentaram por mais de 8 meses, em estudo realizado em Minnesota, Estados Unidos.Antunes et al., (2008) estudando vários autores relata outros benefícios daamamentação em relação aos diversos tipos de câncer: amamentar por no mínimodois meses reduz o risco de câncer no epitélio ovariano em 25%, (STERKEN, 1999e SCHNEIDER, 1987 apud ANTUNES et al., 2008); de 3 a 24 meses é um dosprincipais fatores protetores do câncer de mama que ocorre antes da menopausa(OLAYA-CONTRERAS et al., 1999 apud ANTUNES et al., 2008); estabiliza oprogresso da endometriose materna diminuindo o risco de câncer endometrial e deovário (ROSENBLATT e THOMAS, 1995 apud ANTUNES et al., 2008).Segundo Collaborative Group On Hormonal Factors In Breast Cancer (2002 apudREA, 2004), uma revisão de 47 estudos realizados em 30 países envolvendo cercade 50 mil mulheres com câncer de mama e 97 mil controles sugere que oaleitamento materno pode ser responsável por 2/3 da redução estimada no câncerde mama.Quanto ao câncer de ovário, embora a etiopatogenia não esteja totalmenteesclarecida, uma das hipóteses plausíveis é de que o câncer apareceria no epitélioovariano devido a traumas ininterruptos de ovulações e proliferações celulares, coma formação de cistos onde as células malignas poderiam se reproduzir maisfacilmente, embora existam poucos estudos relacionando a prática de amamentar aocâncer de ovário, pode-se afirmar que o risco da doença é menor em mulheres queamamentam (LABBOK, 2001; ROSENBLATT e THOMAS, 1993 apud REA 2004).A Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realiza umprograma de atenção pré-natal com grande ênfase nas atividades educativas e osprofissionais de saúde que se envolvem com as atividades de cunho educativo sãoos enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais cujas açõeseducativas acontecem diariamente, utilizando vários recursos didáticos; Assim, sãoenfocados temas como o preparo dos seios, prevenção e tratamento de rachadurasno bico do seio, importância do colostro, vantagens da amamentação para a mãe epara o bebê (PEREIRA et al., 2000). Este autor em seu estudo realizado com 135puérperas nesta maternidade da UFRJ sobre o conhecimento materno em
  18. 18. 17amamentação confirma que a maioria das mulheres considerara que aamamentação traz benefícios para elas próprias, sendo os benefícios mais citados apraticidade e o prazer, seguidos da perda de peso, porém a grande maioria nãoconsidera a amamentação como um método contraceptivo.Neste mesmo estudo, o autor preocupa-se pelo fato de apenas 53,3% das mulheresrelatarem ter recebido informações sobre AM no pré-natal, considerando-se que asinformações sobre aleitamento materno são parte integrante da atenção pré-natalrealizada na Maternidade-Escola, o que poderia ser justificado pelo fato de asmulheres não se lembrarem de ter recebido tais informações e a possibilidade deuma falha no acompanhamento pré-natal (PEREIRA et al., 2000).Dificuldades para realizar a amamentaçãoA motivação para o AM está alicerçada em princípios biomédicos e culturais, deacordo com o momento histórico e a intencionalidade atribuída ao ato de amamentarjá que, os princípios biomédicos reforçam os discursos de promoção à saúde dacriança e são repetidos pelos profissionais da saúde durante a atenção à saúde damulher (ANTUNES et al, 2008). Todavia, sob o aspecto cultural, a temática daamamentação admite outros olhares, sejam eles de apoio ou de rejeição, pois cadamulher possui diferentes experiências e interferências, tanto da família e de outrosmembros da comunidade em que vive, quanto dos profissionais da saúde (ALMEIDAe NOVAK, 2004 apud JUNGES et al., 2010).Segundo Lunardi e Bulhosa (2004) a prática do AM é uma experiência que envolvefatores relacionados à criança e à mulher e parece não depender exclusivamente dasua decisão de amamentar durante a gestação, já que a tomada de decisão emamamentar depende do que a mulher considera como prioritário para ela e seu filho;logo, a mulher nesse processo está continuamente avaliando os riscos e benefíciosde alimentar seu filho com o próprio leite. A cultura familiar se faz presente na
  19. 19. 18prática do AM, influenciando a mulher com seus conhecimentos, por isso éimportante que um familiar, significante no processo, seja preparado peloprofissional/ instituição de saúde para participar do AM e que a mulher seja vistacomo um todo, um ser integral e singular, dessa forma, valorizando suasexperiências assim como sua realidade e expectativas frente ao ser mulher-mãepodem ajudar no sucesso da prática do AM (REZENDE et al., 2002 apud LUNARDI,BULHOSA, 2004).O aleitamento não é uma prática fácil, exigindo uma adaptação da mulher ao seunovo papel de mulher-mãe, logo, fatores como falta de apoio, experiências negativasdo AM, retorno ao trabalho, problemas mamários, depressão pós-parto, auto-imagem prejudicada, condição biológica da mulher, papel da mulher na famíliapodem dificultar o AM (ALMEIDA, 1997; ICHISATO e SHIMO, 2001 apud LUNARDI;BULHOSA, 2004).As crenças e os tabus fazem parte de uma herança sociocultural, determinandodiferentes significados do aleitamento para a mulher já que a decisão de amamentarou não o seu bebê depende da importância atribuída a esta prática quefreqüentemente é fundamentada nas informações transmitidas culturalmente atravésdo relacionamento avó-mãe-filha (RAMOS e ALMEIDA, 2003).Marques et al., (2010) estudando vários autores trouxe relatos sobre os fatores queinfluenciam no desejo e na decisão de amamentar e destaca que a amamentaçãonão é uma prática meramente instintiva, mas é um ato fortemente influenciado pelavivência da mãe-nutriz em sociedade, isto é, o contexto sociocultural se sobrepõeaos determinantes biológicos (ALMEIDA E NOVAK, 2004 apud MARQUES et al.,2010). Sob esta perspectiva, o conhecimento da rede social na qual o indivíduo -neste caso a nutriz - e seus familiares estão inseridos permite compreender adinâmica de suas relações, sendo estas fontes de reflexão e objetos deestabelecimento de ações de intervenção mais eficazes (SOUZA, 2006 apudMARQUES et al., 2010).Ainda de acordo com Marques et al., (2010) a rede social da nutriz pode exercerinterferência na decisão de amamentar, através de díspares determinantes, taiscomo: (1) o incentivo/apoio; (2) o repasse de conhecimentos e valores culturais
  20. 20. 19obtidos pela observação, experiência de vida e tradição familiar; (3) odesinteresse/desestímulo e a pressão à lactante em relação à forma de alimentar acriança e (4) a orientação quanto à fisiologia e benefícios da amamentação; e aocuidado com o bebê através do diálogo, do compartilhamento de angústias edúvidas.Um estudo realizado no município de Conchas, no estado de São Paulo, uma áreatotalmente coberta pelo Programa de Saúde da Família, cujo objetivo era identificara prevalência dos diferentes tipos de aleitamento e sua relação com variáveismaternas foram citadas como dificuldades para realizar a amamentação: fissuras noseio, ausência de leite e bicos de seios invertidos (PARADA et al., 2005).Brito e Oliveira (2006) mostra que as relações - e tensões - paternidade e lactaçãopodem ser origem de novos conflitos entre marido e mulher, facilitando aemergência de problemas antigos mal resolvidos, devido ao sentimento de carênciade afeto por parte da companheira - sentida pelo homem -, bem como o sentimentode ciúme, competição, rivalidade dele para com o filho; de outro modo, é tambémfator de aproximação do casal. Durante a lactação, alguns homens identificam suaesposa como sua mãe, o que pode interferir na relação sexual, além disso, asmodificações corporais decorrentes da gravidez podem levar à diminuição dointeresse sexual ou mesmo o afastamento do casal e ainda após o nascimento dacriança, o marido deixa de ver o corpo da mulher como seu somente - a presença doleite materno serve de "sinal" que o seio de sua mulher agora pertence ao seu filho(SUSIN, 2004 apud MARQUES et al., 2010).As mulheres em seus discursos costumam relatar a banalização do seu sofrimentopela equipe de saúde, principalmente enfermeiras, que não possibilitam o apoionecessário à mulher e se configura num dos fatores do desmame dessa forma,pode-se enfatizar a necessidade do treinamento do profissional de saúde que lidaprecocemente com a mãe através de treinamentos (RAMOS e ALMEIDA, 2003).Antunes et al., (2008) defende que o SUS como provedor de um processo social emconstrução permanente deve promover contínua discussão sobre como seimplementar políticas de saúde relacionadas à amamentação.
  21. 21. 20Papel da EnfermagemAmamentar requer um complexo conjunto de condições interacionais no contextosocial da mulher e de seu filho e só a informação, ou orientação, não basta para queas mulheres tenham sucesso em sua experiência de amamentar, ou fiquemmotivadas a fazê-lo; É necessário dar condições concretas para que mães e bebêsvivenciem esse processo de forma prazerosa e com eficácia (SILVA, 2000).Segundo a Organização Mundial de Saúde (1989 apud CICONI, VENANCIO eESCUDER, 2004) para que o início e o estabelecimento do aleitamento tenhamêxito, as mães necessitam do apoio ativo, durante a gravidez e após o parto, nãoapenas de suas famílias e comunidades, mas também de todo o sistema de saúde,sendo assim, os profissionais de saúde com quem gestantes e puérperas entrasseem contato deveriam estar comprometidos com a promoção do aleitamento materno,e ser capazes tanto de fornecer informações apropriadas como de demonstrarhabilidade prática no manejo do aleitamento. Embora, de acordo com uma pesquisarealizada em São Paulo e Recife tenha identificado que os profissionais de saúdeconhecem melhor a teoria do que a prática sobre AM (REA e BERQUIÓ, 1990 apudCICONI, VENANCIO e ESCUDER, 2004).Para Mascarenhas et al., (2006) o sucesso do aleitamento depende de fatoreshistóricos, socioculturais e psicológicos da puérpera e do compromisso econhecimento técnico-científico dos profissionais de saúde envolvidos na promoção,incentivo e apoio ao aleitamento materno.De acordo com Amorim; Andrade (2009): O enfermeiro é o profissional que, seja na rede básica, hospitalar ou ambulatorial, deve estar preparado para lidar e direcionar uma demanda diversificada, principalmente quando se tratar de questões de ordem da mulher nutriz, deve ser capaz de identificar e oportunizar momentos educativos, facilitando a amamentação, o diagnóstico e o tratamento adequados. Acrescenta ainda que este mesmo profissional de saúde tem compromisso de atuar não apenas em função de seu conhecimento científico ou habilidades técnicas que possui, mas principalmente pela arte e sensibilidade que pode desenvolver no outro os sentimentos, vontades e que induzem ao aleitamento materno (p. 95).
  22. 22. 21 Algumas gestantes podem sentir-se mais a vontade para falar livremente com o enfermeiro em vez de outro profissional, e eventualmente, os enfermeiros têm mais disponibilidade para isso, pois permanece maior tempo no serviço, do que os profissionais de medicina. Esta inserção do enfermeiro realizando atividades atende um dos princípios basilares do SUS que é o da Integralidade e da Eqüidade, em realizar atividades de assistência às gestantes, visando à prevenção e promoção da saúde da mulher e da criança [...] (p. 108-9).Para estes autores, orientar sobre amamentação requer tempo e isso muitas vezesnas consultas médicas de pré-natal dificilmente acontece, por isso é precisodisponibilidade para ouvir essas mulheres, afim de que ela conte suas experiênciasanteriores, suas crenças e mitos que sem dúvida são fatores relevantes para ofuturo da próxima amamentação e este tem sido um dos papéis fundamentais que oenfermeiro tem podido exercer.Barreto, Silva e Christoffel (2009) estudando alguns autores defende, sobretudo, quea sensibilidade e disponibilidade do enfermeiro, para estar com os pais e familiaresnesse processo, deve estar de acordo com ações que reflitam o reconhecimento dospais e familiares como pessoas importantes e como sujeitos de atos relevantes paraa criança (SILVA, MOURA e SILVA, 2007 apud BARRETO, SILVA e CHRISTOFFEL2009). E para que se tenha uma assistência de enfermagem de qualidade, énecessário que tenhamos a mãe, e por extensão a família, como aliada no contextoda assistência ao lactente, para que ela possa desenvolver a indispensável ligaçãoafetiva mãe-bebê (PERCEGONI, ARAÚJO e SILVA, 2002 apud BARRETO, SILVA eCHRISTOFFEL 2009).Um dos grandes desafios de toda equipe de saúde para alcançar os objetivos dosprojetos e programas de incentivo ao AM reside na busca por compreender os reaismotivos pelos quais muitas mulheres deixam de amamentar seus filhos e desafiomaior, por conseguinte, é atuar junto a elas, na tentativa de intervir nos aspectos quelevam à decisão de desmame e introdução precoce de outros líquidos, ou alimentos,na dieta do recém-nascido (SILVA, 2000).Para Parada et al., (2005) a promoção do AM deveria ser vista como ação prioritáriapara a melhoria da saúde e da qualidade de vida das crianças e de suas famílias, jáque pode ser um bom exemplo de política pública que envolve a família,
  23. 23. 22comunidade, governos e sociedade civil, com baixo custo e excelente impacto sobreo desenvolvimento infantil.Segundo estes mesmos autores (p. 408): O Programa Saúde da Família (PSF) pode ser uma boa estratégia para promoção e apoio ao AM, na medida em que oferece às famílias atenção à saúde preventiva e curativa, em suas próprias comunidades. Especificamente com relação à amamentação, a equipe de saúde da família pode desenvolver atividades educativas desde o período pré-natal, buscando interagir mais efetivamente com as mulheres, possibilitando conhecer suas experiências anteriores, o que significa para ela, naquele momento, a gravidez e outros aspectos subjetivos que possam favorecer ou não o processo do aleitamento materno. Também é possível atuar efetivamente nas intercorrências comuns no início da amamentação, como traumas mamilares, ingurgitamento mamário e mastite, responsáveis muitas vezes pelo desmame precoce. Entretanto, mesmo em áreas de atuação de equipes de saúde da família, tem sido um desafio ampliar a adesão à prática do aleitamento materno, especialmente na forma exclusiva.Melo (2000 apud AMORIM e ANDRADE 2009) trazem que atualmente, o P.S.F. temsido a porta de entrada da população para o sistema de saúde do município e neleas gestantes são cadastradas, encaminhadas e acompanhadas ao pré-natal e aoPrograma Municipal de Atenção as Gestantes, que objetiva prestar atenção integraldurante o período de gestação, dando orientações visando o bem-estar da mãe e dobebê. Incentivando o aleitamento materno, através de palestras, orientando emrelação nos mitos da concessão do enxoval do bebê.O PSF pretende integrar os princípios do SUS com a comunidade, trabalha comuma concepção de saúde centrada na promoção da qualidade de vida, tem umarelação mais próxima entre as pessoas, tende a humanizar a assistênciaestabelecendo uma nova relação entre os profissionais da saúde e a comunidade(BRASIL, 2000).O trabalho das equipes do PSF prioriza a assistência a alguns grupos populacionaisconsiderados de maior risco a agravos: crianças menores de dois anos, gestantes,portadores de hipertensão, diabetes, tuberculose e hanseníase; dentre as açõesdesenvolvidas pelas equipes de saúde se destaca a assistência materno-infantil, queenvolve a promoção e o manejo do aleitamento materno (CICONI, VANANCIO eESCUDER, 2004).
  24. 24. 23A importância do enfermeiro em todos os níveis da assistência e, principalmente, noPSF é de substancial relevância e no que concerne à assistência pré-natal, ele devemostrar à população a importância do acompanhamento da gestação na promoção,prevenção e tratamento de distúrbios durante e após a gravidez bem como informá-la dos serviços que estão à sua disposição (SANTANA, 1998 apud AMORIM eANDRADE, 2009).O profissional de saúde deve estar inserido no SUS atuando em nível central oudistrital, em equipe interdisciplinares, no planejamento de políticas públicassaudáveis e no desenvolvimento de ações de vigilância da saúde da comunidadeque venham promover a prática da amamentação (AERTS, ABEGG e CESA, 2004apud ANTUNES et al., 2008).Amorim e Andrade (2009) trazem que o enfermeiro capacitado em aleitamentomaterno poderá trabalhar junto à população não somente prestando assistência,mas também na promoção e educação continuada de forma efetiva, maisconcernente com as demandas de treinamento, com a atualização dos que atuamno pré-natal e reciclando seus conhecimentos, sendo que este é um dos principaisobjetivos do Programa de Saúde da Família e ressalta ainda que o enfermeiro, comoresponsável técnico pela equipe de enfermagem, deve distinguir-se pela liderança,pelo saber técnico, específico e científico de sua área de atuação.Segundo o mesmo autor, a implantação de ações de incentivo ao aleitamentomaterno no PSF, atuando como uma equipe prestadora de serviços domiciliarespossibilita maiores oportunidades de divulgar e promover o aleitamento materno,apoiando as mães que amamentam seus filhos, melhorando significativa a qualidadede vida de ambos dando uma resposta a um dos maiores problemas brasileiro que éa preocupante situação do desmame precoce em nossa sociedade.As principais razões relatadas pelas mães para a complementação precoce, isto é, aintrodução de outros alimentos que não o leite humano na alimentação da criançaantes dos quatro meses de vida, estão relacionadas com a insegurança maternafrente a sua capacidade de alimentar seu filho, a atribuição de responsabilidade àmãe quanto aos cuidados com a criança, bem como a influência de terceiros - pormeio de orientações, conselhos, pressão exercida sobre a lactante, dentre outros
  25. 25. 24(BRASIL, 2002b; BRASIL, 2001; ICHISATO e SHIMO, 2002 apud MARQUES et al.,2010).O profissional de saúde acredita que a visão das mulheres sobre o amamentar éconstruída em experiências de amamentação vivenciadas por ela própria oucaptadas em seu contato social com outras mulheres, bem como aquelasexperiências que fazem parte do repertório familiar, que o profissional interpretacomo potencialmente positivas ou negativas (SILVA, 2001 apud MARQUES etal.,2010).Assim, da mesma forma que a nutriz constrói seu conceito de aleitamento maternoatravés do seu contexto sociocultural, os profissionais de saúde também constroemsua assistência à lactante baseando-se nos significados que atribuem aoaleitamento materno e o elemento mais forte na construção desse atendimento ànutriz é a crença da amamentação como um ato biológico e natural - negligenciandoos aspectos sociais desta prática (SILVA, 2001; ARANTES, 1995 apud MARQUESet al., 2010).É importante ressaltar que o profissional de saúde deve apoiar e incentivar alactante a por em prática o aleitamento materno, preparando-a psicologicamente,informando-a sobre a fisiologia da lactação, seus benefícios, como cuidar dasmamas, o posicionamento dela e do bebê durante a amamentação, sendo que estepreparo deve ser iniciado durante o pré-natal (BRASIL, 2001).As equipes do Programa de Saúde da Família devem estar capacitadas para acolherprecocemente a gestante no Programa de Pré-natal e as puérperas nas consultaspós-parto, garantindo-lhes orientações apropriadas quanto aos benefícios daamamentação para a mãe, a criança, a família e a sociedade, além de organizarreuniões, palestras e rotinas que apóiem e promovam o aleitamento materno(AMORIM e ANDRADE, 2009).De acordo com (BRASIL, 2003 p. 1-16): No pré-natal, durante as consultas clínicas ou avaliações domiciliares os serviços de saúde podem estimular a formação de grupos de apoio à gestante com a participação dos familiares. Nas consultas, podem orientar as mães sobre as vantagens da amamentação para ela, para a criança e sua família; a importância do aleitamento materno nos primeiros seis meses
  26. 26. 25 e completado até os dois anos de idade; conseqüências do desmame precoce, produção do leite materno, manutenção da lactação, extração manual e conservação do leite materno, alimentação da gestante e da nutriz; uso de drogas durante o aleitamento materno, contracepção e aleitamento materno; amamentação na sala de parto, importância do alojamento conjunto, técnicas de amamentação, sobre os problemas e dificuldades da amamentação, os direitos da mãe e da criança na amamentação, podem também organizar palestras com grupos de gestantes enquanto esperam a consulta; orientar sobre grupos de apoio ao leite, no local mais próximo da casa da gestante e estimular o parto normal.Segundo ainda Brasil (2003), no puerpério, isto é, logo após o parto, a mãe estandointernada, o enfermeiro deverá realizar a prática do alojamento conjunto durantetodo o tempo em que a puérpera estiver internada e apoiá-la durante todos oscuidados com o bebê, ensinando as técnicas adequadas para amamentar, promoverencontros de palestras com as mães sobre o aleitamento materno e os cuidados queo bebê precisa não oferecer nenhum outro tipo de alimento ou bebida além do leitematerno, ensinar a ordenha manual, avaliar a forma de mamar de todo bebê; podemtambém estar estimulando o treinamento de profissionais para realizar as visitasdomiciliares, acompanhando o processo da amamentação, o crescimento edesenvolvimento da criança, estimulando a participação das mães em gruposcomunitários de apoio à amamentação.É de suma importância a participação do enfermeiro orientando o pai e os avósdesde as consultas de pré-natal até o pós-parto, pois, isso fará com que eles sesintam também importantes, responsáveis e participativos neste processo deamamentação e cuidados com o bebê. É importante que tanto as avós como os paissempre que possível, estejam junto nas consultas do pré-natal, durante o parto,visitas domiciliares realizadas pelas equipes do Programa de Saúde da Família e noambulatório, durante as consultas, para participar em casa nos momentos deamamentação, envolvendo os outros filhos; Muitas mães evitam ter o marido e osfilhos maiores perto delas durante a amamentação, mas pelo contrário, deve-seestimular a presença deles para que vejam esse momento de prazer e saúde; acriança, ao ver esta cena, aprenderá desde cedo que o aleitamento materno é muitoimportante para o crescimento e desenvolvimento do bebê (BRASIL, 2002a).De acordo com outros modos pelos quais o profissional de saúde pode auxiliar anutriz incluem: (1) a ênfase ao conceito de que toda mulher pode amamentar e que
  27. 27. 26seu leite é o alimento ideal para a criança (quantitativa e qualitativamente); (2) oelogio acerca dos cuidados dela com o bebê, quando estes estão corretos; (3) areiteração de que as dúvidas - quando, por exemplo, não se souber que atitudetomar - poderão ser compartilhadas em um diálogo franco e (4) a disponibilidade àajuda quando ocorrerem problemas, encorajando a nutriz a insistir na prática(BRASIL, 2001; ARANTES, 1995 apud MARQUES et al., 2010).Para Almeida, Fernandes e Araújo (2004 apud AMORIM e ANDRADE, 2009) osenfermeiros capacitados em aleitamento materno devem realizar planos de açãosistematizados, visando melhorar o manejo dessa prática, porém a maioria dosprofissionais de saúde não está preparada para realizar esta atividade de orientaçãoadequada e é necessário considerar, no âmbito das estratégias de incentivo, aeducação permanente dos profissionais de saúde; assim percebe-se também comoindispensável, a relevância de uma adequada formação e capacitação técnica dosprofissionais de saúde, fazendo cursos de pós-graduação e em serviço, de forma aenriquecer informações e conhecimentos, competências e principalmentemotivações necessárias para incentivar, promover e apoiar o aleitamento materno.Destaca-se a importância da atenção à nutriz pautada no acolhimento e na formaçãode vínculo entre profissionais de saúde e lactantes, de maneira a conhecer ocontexto socioeconômico-cultural no quais estas estão inseridas, ampliando, assim,a compreensão dos profissionais de saúde sobre a experiência da amamentação eseus determinantes, possibilitando uma intervenção mais eficaz - que incentive,apóie e promova o aleitamento materno (FRACOLLI et al., 2003 apud MARQUES etal., 2010). É importante destacar que a participação da nutriz juntamente com um membro de sua rede social nas atividades educativas (palestras, cursos, reuniões de grupo) que abordem o tema aleitamento materno é fundamental para o sucesso desta prática, pois permite ao profissional de saúde esclarecer dúvidas e compreender a visão de cada um desses atores sobre a amamentação, possibilitando a promoção, proteção e apoio à lactação com maior eficiência. (MARQUES et al., p. 1.398, 2010)Os estudiosos do PSF envolvidos em pesquisa apontam sugestões relevantes,incluindo a necessidade de treinamentos em aleitamento materno e acredita-se queum maior investimento na capacitação das ESF (Equipes de Saúde da Família) em
  28. 28. 27aleitamento materno poderia levar ao melhor aproveitamento do potencial do PSFpara a promoção do aleitamento materno nas comunidades em que é implantado(AMORIM e ANDRADE, 2009).Assim, de acordo com Rivemales, Azevedo e Bastos (2010) inseridos num contextoque exige, por parte dos profissionais da área de saúde, o descobrir e o assumir aresponsabilidade de ser o elemento de transformação, se fazem necessáriasmudanças enriquecidas com orientações, incentivos e gestos de apoio para quemuitas mães adquiram confiança em sua própria capacidade de amamentar.
  29. 29. 28 CONCLUSÃOLevando em consideração a grande relevância do tema, o período de 10 anos depesquisa e diante dos achados é notório a necessidade de mais pesquisas nestaárea, assim como de iniciativas governamentais que auxiliem os profissionais desaúde a prestarem um atendimento de pré-natal não só técnico, mas tambémeducativo.Sobre o papel da enfermagem no incentivo à prática da amamentação, fica clara aimportância desse profissional na promoção, proteção e apoio nesse momento tãosingular ao binômio mãe-filho. Mas, cabe ressaltar que há necessidade de expansãodas atividades de apoio ao aleitamento materno, especialmente visando auxiliar asmulheres a superarem as dificuldades no início do processo, bem como enfatizar osbenefícios que a amamentação traz para sua própria saúde.O acompanhamento pré-natal poderia ser realizado não só com a nutriz como defato ocorre, mas com a presença de um familiar que possa auxiliar essa gestante adar continuidade ao processo de amamentação em casa.Embora nas últimas décadas algumas iniciativas, programas, pesquisas e normastenham sido criadas em prol da amamentação ainda é preciso mais investimento dogoverno e envolvimento dos profissionais de saúde que devem ser capacitados eenvolvidos com esse tema.
  30. 30. 29 REFERÊNCIASAERTS D, ABEGG C, CESA K. O papel do cirurgião dentista no Sistema Único deSaúde. Rev C S Col, 9(1):131-8, 2004. In: ANTUNES, Leonardo dos Santos;ANTUNES, Lívia Azeredo Alves; CORVINO, Marcos Paulo Fonseca and MAIA,Lucianne Cople. Amamentação natural como fonte de prevenção em saúde. Ciênc.saúde coletiva, vol.13, n.1, p. 103-109, 2008. ISSN 1413-8123.ALMEIDA, JAG; NOVAK, FR. Amamentação: um híbrido natureza-cultura. J Pediatr,80(5):119-25, 2004. In: JUNGES, Carolina Frescura et al. Percepções de puérperasquanto aos fatores que influenciam o aleitamento materno. Rev. Gaúcha Enferm.,vol.31, n.2, p. 343-350, 2010. ISSN 1983-1447.ALMEIDA, JAG; NOVAK, FR. Amamentação: um híbrido natureza-cultura. J.Pediatr. (Rio J.), 80(5):119-125, 2004. In: MARQUES, Emanuele Souza et al. Ainfluência da rede social da nutriz no aleitamento materno: o papel estratégico dosfamiliares e dos profissionais de saúde. Ciênc. saúde coletiva, vol.15, suppl.1, p.1391-1400, 2010. ISSN 1413-8123ALMEIDA, MS. Sentimentos Femininos: o significado do desmame precoce para asmulheres. Revista Texto & Contexto Enfermagem, Florianópolis (SC) 6(1):260-75,jan/abr,1997. In: LUNARDI, Valéria Lerch e BULHOSA, Michele Salum. A influênciada iniciativa hospital amigo da criança na amamentação. Rev. bras. Enferm.,vol.57,n.6, p. 683-686, 2004. ISSN 0034-7167.ALMEIDA, N; FERNANDES, AG; ARAÚJO, CG. Aleitamento Materno: umaabordagem sobre o papel do enfermeiro no pós-parto. Rev Eletrôn Enferm, 6(3):358-67, 2004. In: AMORIM, MM; ANDRADE, ER. Atuação do enfermeiro no PSF sobrealeitamento materno. Perspectivas online, 3(9):93-110, 2009.AMORIM, MM; ANDRADE, ER. Atuação do enfermeiro no PSF sobre aleitamentomaterno. Perspectivas online, 3(9):93-110, 2009.ANTUNES, Leonardo dos Santos; ANTUNES, Lívia Azeredo Alves; CORVINO,Marcos Paulo Fonseca e MAIA, Lucianne Cople. Amamentação natural como fontede prevenção em saúde. Ciênc. saúde coletiva, vol.13, n.1, p. 103-109, 2008. ISSN1413-8123.ARANTES CIS. Amamentação - visão das mulheres que amamentam. J. Pediatr.(Rio J.), 71(4):195-202, 1995. In: MARQUES, Emanuele Souza et al. A influência darede social da nutriz no aleitamento materno: o papel estratégico dos familiares e
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