Monografia Alaíde Pedagogia Itiúba 2012

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Pedagogia Itiúba 2012

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Monografia Alaíde Pedagogia Itiúba 2012

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO/CAMPUS VII CURSO DE PEDAGOGIAA IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ALAÍDE PEREIRA DOS SANTOS CREUZA ALVES DOS SANTOS JACI NASCIMENTO DA SILVA ROSE MARY REIS DE OLIVEIRA ITIÚBA 2012
  2. 2. ALAÍDE PEREIRA DOS SANTOS CREUZA ALVES DOS SANTOS JACI NASCIMENTO DA SILVA ROSE MARY REIS DE OLIVEIRAA IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Monografia apresentada ao Colegiado de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia - Departamento de Educação Campus VII, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Pedagoga. Orientadora: Professora Ms. Maria Elizabeth Souza Gonçalves ITIÚBA 2012
  3. 3. ALAÍDE PEREIRA DOS SANTOS CREUZA ALVES DOS SANTOS JACI NASCIMENTO DA SILVA ROSE MARY REIS DE OLIVEIRA A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Monografia submetida à aprovação da Banca Examinadora, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título de Pedagoga pela Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação - Campus VII.Aprovada em:_____/_____/_____ Banca Examinadora: ______________________________________________________ Professora M.Sc. Maria Elizabeth Souza Gonçalves – Orientadora Universidade do Estado da Bahia (UNEB - Campus VII) __________________________ __________________________ Avaliador Avaliador
  4. 4. Dedicamos este trabalho aos nossos pais, bem como a todos os nossos familiaresque sempre acreditaram no nosso potencial e nos incentivaram a persistir firmes na busca do conhecimento, sendo verdadeiros pedagogos co-participantes naconstrução de nossos saberes, bem como na difusão destes em prol de uma melhor educação.
  5. 5. AGRADECIMENTOS As palavras se tornam insuficientes para dizer o quanto somos gratas a Deus,por ter nos concedido a oportunidade de chegarmos até aqui, por ter nos iluminado,dando força e coragem para a realização deste trabalho, sendo presença ativa econstante em nossas vidas. Aos nossos pais, Francisco e Maria Amélia; José e Marina; José e Maria;Delfino e Maria, pelo apoio, compreensão e amor que sempre encontramos emtodos os momentos da nossa vida. Somos gratas aos nossos irmãos, Edmilson, Magna, Magnolia, Eliete, Jailson,Arlete, Anizete, Arlene e Adriano; Reginaldo, Roseneide, Rogério, Romilda, Nobert,Regivaldo, Pedro e Josevaldo; Josélia, José Alberto, Adilson, Janice e Agilson;Lurdes e Normaci, por acreditarem sempre em nossos sonhos e por nos fazeremcompreender o verdadeiro valor de uma família na vida de um ser humano. Agradecemos também aos nossos filhos, Laerte e Saulo; Vitor e Vitor Gabriel;Thiago e Cristiane, por terem prestado relevante contribuição, apoiandoincondicionalmente a realização deste trabalho. Agradecemos em especial à professora orientadora, Elizabeth Gonçalves,bem como a nossa coordenadora, Normaci Reis, por terem compartilhado parte doconhecimento que possuem em benefício da elaboração deste trabalho. Somos gratas a todo o corpo docente do Curso de Pedagogia da Uneb –Campus VII, em especial aos professores (as) Adson, Assivânia, Alayde, PauloMachado, Rita Braz, Geyza Andrade, Valmir, Gilberto Lima, dentre outros quecontribuíram significativamente para a nossa formação profissional. Por fim, somos gratas aos nossos colegas de curso pelo companheirismo, emespecial a Elizabete, Claudinete e Isnaide pela parceria. Obrigada!
  6. 6. "Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem." (Carlos Drummond de Andrade)
  7. 7. RESUMOEste trabalho foi pensado no sentido de analisar as concepções dos professoressobre a importância do lúdico no desenvolvimento integral da criança, referentes àutilização de atividades lúdicas como recursos pedagógico na educação infantil. Esteestudo foi elaborado, tendo como principais teóricos, Santos (2007), Costa (2007) eKishimoto (2007). A metodologia aqui adotada foi a pesquisa qualitativa, tendo sidoutilizados como instrumentos de coleta de dados o questionário fechado, a entrevistasemiestruturada, a análise documental e observação. O trabalho de campo tevecomo lócus a Creche Padre Eduardo Clemente, localizada no Projeto Sertanejo I,cidade de Itiúba – BA. Os sujeitos da pesquisa foram seis professores da educaçãoinfantil. Os resultados obtidos mostram que, apesar do reconhecimento daimportância do lúdico, os professores ainda o usam de forma aleatória, usando-osnos momentos de recreação e de agitação, ou até mesmo para descontrair, isto é,usam a ludicidade apenas como diversão. Vale lembrar que a instituição referida nãoé adequada para o funcionamento de um ambiente educativo.Palavras-chave: Educação infantil. Educador. Ludicidade.
  8. 8. ABSTRACTThis study was designed to examine the teachers conceptions about the importanceof play in the development of the child, concerning the use of recreational activitiesand educational resources in early childhood education. This study was designed,with the main theoretical, Santos (2007), Costa (2007) and Kishimoto (2007). Themethodology adopted was the qualitative research were used as instruments of datacollection the survey closed, semistructured interviews and documentary analysis.The field work was the locus Fr Edward Clement Nursery, located in the ProjectSertanejo I Itiúba city - BA. The subjects were six teachers of early childhoodeducation. The results show that, despite the recognition of the importance of play,the teachers still use it randomly, using them in moments of recreation and agitation,or even to relax, that is, use the playfulness just as fun. Remember that the institutionthat is not appropriate for the operation of an educational environment.Keywords: Child education. Educator. Playfulness.
  9. 9. LISTA DE ILUSTRAÇÕESGRÁFICO 01 – O que é lúdico? 26GRÁFICO 02 – O lúdico é importante no processo de desenvolvimentocognitivo, afetivo e motor? 27GRÁFICO 03 – O papel do educador é buscar formas criativas para odesenvolvimento integral da criança? 29GRÁFICO 04 – O lúdico pode ser considerado um meio para estimular,analisar e avaliar as aprendizagens específicas das crianças? 30GRÁFICO 05 – Qualquer atividade com intenção de diversão pode seconsiderada lúdica no ponto de vista pedagógico 32
  10. 10. SUMÁRIOINTRODUÇÃO 101 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 12 1.1 EDUCAÇÃO INFANTIL 12 1.2 O EDUCADOR 13 1.3 LUDICIDADE 16 1.4 A ARTE COMO PROVEDORA DA LUDICIDADE 182 METODOLOGIA 22 2.1 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS 22 2.2 LÓCUS DE PESQUISA 23 2.3 OS SUJEITOS 233 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS 25 3.1 COMPREENSÕES DOS PROFESSORES SOBRE O LÚDICO 25 3.2 A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE NA PRÁTICA DOCENTE 27 3.3 O PAPEL DO EDUCADOR 28 3.4 A BRINCADEIRA E O JOGO NO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DACRIANÇA 30 3.5 AS CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES SOBRE AS ATIVIDADESCOM INTENÇÃO DE DIVERSÃO 31CONSIDERAÇÕES FINAIS 34REFERÊNCIAS 36APÊNDICE A – FICHA INDIVIDUAL DO DOCENTEAPÊNDICE B – FORMULÁRIO DE ENTREVISTA
  11. 11. 10 INTRODUÇÃO A atual concepção sobre o lúdico na educação infantil tem levado osprofissionais da educação a refletirem sobre o uso da ludicidade em sua práticapedagógica, como forma de estimular o processo de apropriação de conhecimentosdos educandos, tendo este trabalho como objetivo analisar as concepções dosprofessores sobre a importância do lúdico no desenvolvimento integral da criança. A formação lúdica se assenta em pressupostos que valorizam a criatividade, o cultivo da sensibilidade, a busca da afetividade, a nutrição da alma, proporcionando aos futuros educadores vivências lúdicas, experiências corporais, que se utilizam da ação, do pensamento e da linguagem, tendo no jogo sua fonte dinamizadora [...] (SANTOS, 1997 apud RAU, 2007, p.30). Nesse sentido, uma das alternativas é conciliar o prazer e o divertimento àaprendizagem. Como ponto de partida, faz-se necessário que o educador reflita de formacrítica o desenvolvimento das aulas, identificando na prática do professor se há omomento de aplicabilidade do lúdico em sua prática pedagógica. Essa postura exige profundas mudanças nas atitudes pedagógicas, para quevenham a usá-las com desenvoltura, independentemente das condições a que cadaeducador venha a utilizar em sua prática docente, tornando suas aulas atrativas eprazerosas, preparando a criança para que ela torne-se um sujeito construtor de seupróprio saber no meio em que vive. Os educadores têm em mãos um instrumento de grande importância, bastasomente usar a criatividade, interligando o prazer do brincar com a necessidade deaprender, ampliando os seus conhecimentos prévios e tornando a aprendizagemmais dinâmica e significativa. A escolha da temática “A Importância do Lúdico na Educação Infantil” se deuem função da experiência de nossa prática docente, influenciando-nos o fato de quehá uma carência de capacitação dos professores na área, com o uso do lúdico nasmetodologias desenvolvidas, sendo que a ação pedagógica está sendo restrita aosmétodos tradicionais. As disciplinas de alfabetização metodológica de jogos, brinquedos ebrincadeiras são de fundamental importância no desenvolvimento cognitivo, motor e
  12. 12. 11afetivo dos educandos. Nesse sentido, a temática nos leva a refletir sobre a nossaprática pedagógica, utilizando a ludicidade na educação infantil. Essa temática tem como objetivo analisar as concepções dos professoressobre a importância do lúdico no desenvolvimento integral da criança, onde poderãoadquirir novos métodos para serem desenvolvidos com o uso do lúdico, partindo doprincípio de que as crianças aprendem brincando, tendo, portanto, a convicção deque essa temática poderá contribuir para uma possível reflexão sobre a açãopedagógica. Assim, como veremos mais adiante, o primeiro capítulo consta de umafundamentação teórica, na qual se encontram os referenciais sobre a educaçãoinfantil, o educador, a ludicidade e a arte. O segundo capítulo trata-se da metodologia utilizada para a realização desteestudo, apontando a relevância da temática para a prática. O terceiro capítulo diz respeito à análise e interpretação dos dados e seuembasamento teórico, contendo o levantamento dos dados da pesquisa, a qual tevecomo base o lócus e os sujeitos. Por último chega-se a algumas considerações finais que compõem ofechamento do estudo, com reflexões e sugestões acerca do mesmo.
  13. 13. 12 1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA1.1 EDUCAÇÃO INFANTIL As concepções da educação infantil vêm sendo mudadas ao longo do tempo.Séculos atrás, as crianças eram mal vistas até pelas mães, por motivos culturais epelo alto índice de mortalidade infantil. Talvez as mortes prematuras por falta decuidado com as crianças contribuíssem para o desafeto das mães. Em algumassociedades anteriores, as famílias pobres entregavam os seus filhos aos orfanatos. Com a chegada dos imigrantes, foi-se ampliando o atendimento a essascrianças, aumentando o número de creches e jardins de infância em todo o país,com a perspectiva ao atendimento a área da saúde. É possível observar que, com opassar do tempo, o tratamento da infância brasileira evoluiu bastante, tantointelectual como assistencial, tendo maior possibilidade de respeito, valorização dacriança como cidadã. “A criança como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz partede uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com umadeterminada cultura, em um determinado momento histórico.” (BRASIL, 1998, p. 21). É extremamente importante a promoção de uma educação de qualidade paratodas as crianças, o que envolve também o ambiente construído. De acordo com aConstituição Federal de 1988, houve um grande avanço para a garantia à educaçãoinfantil com acesso para todas as crianças de zero a seis anos à creche e pré-escola, havendo assim uma mudança de concepção perante a sociedade, deixandode ser obra de caridade e transformando-se em direito da criança. A educação infantil “[...] tem como finalidade o desenvolvimento integral dacriança até seis anos de idade em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual esocial, complementando a ação da família e da comunidade.” (BRASIL, 2008, p. 28). No Brasil, os ambientes de educação infantil apresentam grande carência namanutenção dos cuidados básicos na alimentação, que é incompleta e até mesmoinadequada, não contribuindo para uma boa ação educativa, não havendo espaçoadequado para o desenvolvimento integral na aprendizagem, além de não ampliaras condições necessárias para o exercício da cidadania das crianças brasileiras. Del
  14. 14. 13Priori (2000 apud NASCIMENTO, 2006, p. 27), afirma que “[...] a história da criançabrasileira não foi diferente da história dos adultos, tendo sido feito a sua sombra.” Diante as definições da RCNEI: “[...] consideram-se as especificidades afetivas e emocionais, sociais e cognitivas das crianças de zero a seis anos e a qualidade das experiências oferecidas que podem contribuir para o exercício da cidadania devem está embasadas nos seguintes princípios: o respeito à dignidade e aos direitos das crianças, considerando suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais e religiosas; o direito de toda criança brincar, expressar, pensar, interagir além da comunicação infantil; o acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, a comunicação, a interação social, ao pensamento à ética e a estética; a socialização das crianças, por meio de participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma; o atendimento aos cuidados essenciais, associados à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua entidade.” (BRASIL, 1998, p. 13). Acima de tudo, as crianças têm direito de viver experiências prazerosas nasinstituições, de construir sua identidade pessoal e desenvolver a autonomia e terconhecimento de mundo. O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 8.069, de 1990), que afirmaos direitos das crianças e as protege; e a Lei de Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional, de 1996, que reconhece à educação infantil como primeira etapa daeducação básica, todos esses documentos são conquistas dos movimentos sociais,movimentos de creches, movimento dos fóruns permanentes de educação infantil. É preciso considerar a fase transitória, na busca por um desenvolvimentointegral de suas identidades, capazes de crescer como cidadãos cujos direitos sãoreconhecidos.1.2 O EDUCADOR No decorrer da história da educação e da formação dos profissionais da área,observamos várias definições do que vem a ser a educação e as decorrentesconcepções de educador, entre essas iremos destacar duas: A primeira é a educação bancária, onde a educação passa a ser o atode depositar, os alunos são os depósitos e o professor aquele que deposita.
  15. 15. 14Segundo Freire (apud FERRARI, 2003, p. 70), “[...] o professor age como quemdeposita conhecimento no aluno apenas receptivo, dócil.” Professor é o individuo que repassa aos alunos conhecimento específico deuma determinada área. A segunda, concebida como educação libertadora, é responsável pelosprocessos de apropriação de conhecimentos historicamente produzidos e pelaprodução de novos conhecimentos. “[...] a pedagogia do oprimido, como pedagogia humanista e libertadora, terá dois momentos distintos. O primeiro em que os oprimidos vão desvelando o mundo da opressão e vão se comprometendo, na práxis, com a sua transformação; segundo, em que, transformada a realidade opressora, esta pedagogia deixa de ser do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação.” (FREIRE, 1987, p. 40). O professor deve se comportar como um provocador de situações,minimizando a potência de opressão e servindo à causa da libertação. Nesse sentido, o educador é o que promove a educação, que procuracontribuir para a construção do caráter, para que o individuo saiba fazer suaspróprias escolhas. Além de repassar conhecimento aos alunos, se preocupa tambémcom a formação destes, tanto no aspecto técnico quanto moral, ou seja, informa eforma cidadãos, evidenciando a participação do educando como sujeito da própriaeducação. Quando vivemos a autenticidade exigida pela prática de ensinar – aprender, participamos de uma experiência total diretiva, política, ideológica, gnosiológica, pedagógica, estética e ética, em que a boniteza deve achar-se de mãos dadas com a decência e a seriedade [...] (FREIRE, 1997, p.26 apud CORSINO, 2006, p. 67). O professor deve refletir constantemente sobre o seu papel. Nesse sentido,ele deve estar apto às mudanças, buscando novos conhecimentos, seespecializando para a melhoria de sua prática pedagógica, analisando se ensina oque é de direito para os estudantes e se a seleção de conteúdos, capacidades ehabilidades são de fato importantes naquele momento, levando em conta a realidadedos alunos. Ajuda-os a progredir na aprendizagem, dando cada vez mais sentido aocontexto cultural, valorizando a auto-estima e a confiança de ser próprio. De acordo com Santos (1997 apud RAU, 2007, p. 30), “[...] a falta de clarezado perfil profissional se reflete nos currículos, tornando os cursos fragmentados edistantes da prática pedagógica desenvolvida nas escolas.”
  16. 16. 15 No entanto, o educador assume um papel fundamental como mediador dasaprendizagens, devendo o mesmo assumir-se com conhecimentos e critérios,analisando cuidadosamente os materiais que coloca a disposição das crianças. Segundo Olusoga (2011 apud BROCK, 2011, p. 6), “[...] a teoria socioculturalapresenta o desenvolvimento e o brincar das crianças como processosfundamentalmente sociais, sendo essencial manter a identidade sociocultural pelaoferta de brincadeiras às crianças.” Esses materiais, atraentes no aspecto gráfico e nos estímulos sonoros ou demovimentos que gratificam a resposta certa, promovem uma aprendizagem passivae desprovida de sentido para a criança. Também sabemos que, se a forma como osmateriais estão estruturados pode determinar inicialmente o tipo de atividade em quea criança se envolve, é, sobretudo, a forma como esses materiais são utilizados quepode permitir ou não experiências mais ricas. Atualmente, pesquisas apontam que há uma necessidade de se trabalhar nasescolas conteúdos programáticos, para que os alunos possam atingir asperspectivas esperadas, o que hoje é muito questionado. Contudo, os professores devem estar abertos às mudanças na prática queproporcionem o atendimento dos interesses no processo ensino-aprendizagem,tendo em vista que a prática educativa é algo muito sério, pois os professores estãolidando com crianças, adolescentes e até mesmo adultos, estando assim dessaforma, participando da formação pessoal. Não se pode dizer simplesmente que estána área de educação por não ter outras possibilidades. Segundo Mialaret (1991, apud RAUL, 2007, p. 38), “[...] a prática na aula podeser esclarecida pelos princípios teóricos e melhorada pelos resultados dainvestigação. A teoria pedagógica só pode erguer–se a partir de uma práticaconhecida e refletida”. Vale lembrar que o fracasso ou o sucesso dos educandos depende da má ouboa formação dos profissionais da educação e, é claro, não generalizando, pois nãopodemos afirmar que o aluno de professor despreparado e irresponsável será umaluno irresponsável, além de outros fatores, dos quais depende o sucesso dosestudantes, como é o caso do apoio familiar. Por isso, temos a convicção de que um dos saberes que consideramos umadádiva de Deus constitui-se no ato de educar. Assim, faz-se necessário oreconhecimento da dignidade e da importância do papel do professor para com a
  17. 17. 16sociedade. De acordo com Freire (2003, p. 48), “[...] reconhecer a importância denossa tarefa não significa pensar que ela é a mais importante entre todas. Significareconhecer que ela é fundamental. Algo mais: indispensável à vida social.” Desse modo não podemos afirmar que a educação é quem transforma asociedade, mas sem ela a transformação social é impossível. Nós professores, somos profissionais em vários sentidos: por ensinarmos enos comprometermos com nosso trabalho, com responsabilidade numa atividadeque exige um processo de ensino-aprendizagem. Essa condição também envolveconhecimentos e procedimentos, especialmente por lidarmos com muitos jovens ecrianças e por um tempo longo. Para desenvolver sua prática, os professores precisam também desenvolver-se como profissionais e como sujeitos críticos na realidade em que estão, isto é, precisam poder situar-se como educadores e como cidadãos, e, como tais, participantes do processo de construção da cidadania, de reconhecimento de seus direitos e deveres, de valorização profissional [...] (BRASIL, 1997a, p. 52). Daí, a importância de considerar três processos na formação docente:produzir a vida do professor (desenvolvimento pessoal), produzir a profissão docente(desenvolvimento profissional) produzir a escola (desenvolvimento organizacional).1.3 LUDICIDADE São ações prazerosas que se manifestam por toda existência humana,capazes de expressar idEias, desejos e sentimentos. Logo tudo que dá prazer élúdico. Tendo convicção sobre o entendimento do lúdico, é de grande interesse paraos educandos e educadores na prática de ensino-aprendizagem que, a partir daação lúdica, a criança possa construir o conhecimento, desenvolvendo um futurodinâmico e ágil, adequando aos nossos educandos sem separar o lúdico da práticaeducativa. Como afirma Costa (2005 apud RAU, 2007, p. 32), “[...] a palavra lúdico vemdo latim ludus e significa brincar. Neste brincar, estão incluídos os jogos, brinquedos
  18. 18. 17e brincadeiras e a palavra é relativa também à conduta daquele que joga, que brincae que se diverte.” Dessa forma, o jogo dá oportunidade à aprendizagem do sujeito e o seudesenvolvimento com base na proposta pedagógica de que o processo de ensinoaprendizagem deixa as crianças felizes, estimulando assim os seus conhecimentosatravés do ato de aprender brincando. Santos (1997 apud RAU, 2007, p. 39), lembra que “[...] a ludicidade é umanecessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas comodiversão”, sendo assim, uma tarefa difícil diante das diversas interpretações a eladestinadas a partir de variadas fontes. Acrescentamos que o lúdico se manifesta através do jogo, do brinquedo e dabrincadeira, termos que conceitualmente, apresentam diferenças. O jogo é a ação que, voluntariamente, impõe regras, tempo e espaçodeterminado. Sendo uma invenção do homem, um ato em que sua intencionalidadee curiosidade resultam num processo criativo para modificar, imaginariamente, arealidade e o presente, satisfazendo as necessidades das crianças, especialmente anecessidade de ação. Diante dos questionamentos, em especial jogos educativos tem apresentadoinquietações sobre a maneira de como são aplicados na sala de aula, como jogo oumeio para alcançar o seu objetivo. É indiscutível a implantação do jogo como recurso pedagógico, pois, se aescola tem objetivo a atingir e o aluno busca a construção de seus conhecimentos,logo o jogo só tem a contribuir nos resultados almejados pela escola. O jogo é um instrumento pedagógico muito significativo. No contexto cultural e biológico, é uma atividade livre e alegre que engloba uma significação. É de grande valor social, oferecendo inúmeras possibilidades educacionais, pois favorece ao desenvolvimento corporal, estimula a vida psíquica e a inteligência, contribuindo para a adaptação ao grupo, preparando a criança para viver em sociedade, participando e questionando os pressupostos das relações sociais tais como estão postos [...] (KISHIMOTO, 1997 apud RAU, 2007 p. 36). Brinquedos são objetos utilizados para as brincadeiras existentes no mundoinfantil e apresentam várias manifestações. Os brinquedos variam de acordo com aidade da criança. Observando os bebês, notamos que eles brincam com o queconseguem pegar. Como o primeiro sentido a ser desenvolvido é o tato, tudo quepegam, levam à boca ou ao rosto como pano, os pés deles mesmo, as mãos e até
  19. 19. 18mesmo os dedos dos adultos. As crianças de faixa etária entre dois e três anos,além de levar objetos à boca, produzem sons e tentam encaixar partes de objetos.Já crianças mais velhas utilizam brinquedos das diversas categorias manifestadas,como confecção de materiais perecíveis e objetos do mundo doméstico. O brincar é o fazer em si, um fazer que requer tempo e espaço próprio, um fazer constituído de experiências culturais, que é universal próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesmo (a criança) e com os outros [...] (WINNCOTT, 1975, p.63 apud MARTINS e QUEIROZ, 2009, p. 13). Brincadeira é uma ação espontânea que a criança constrói, partindo dafantasia para a realidade. Pipa, esconde-esconde, bolinha de gude, amarelinha,pega-pega, cantigas de roda, polícia e ladrão, elástico, casinha, dentre outras, sãobrincadeiras que estão perdendo espaço para jogos eletrônicos, o que épreocupante para os educadores, em virtude de seu interesse em preservar asbrincadeiras, de forma que estas não percam seus valores, isso porque os jogos eas brincadeiras se modificam de geração para geração refletindo as transformaçõessociais. Portanto, buscamos apresentar a importância do lúdico como recursopedagógico na educação, de modo a mostrar as aproximações entre o jogo, odesenvolvimento e aprendizagem infantil, convidando o professor a rever e repensaros conceitos que remetem ao lúdico, ou seja, o jogo, o brinquedo e a brincadeira. Trata-se de conhecimento indispensável ao profissional da educação paraque construa sua prática pedagógica de maneira consciente, crítica e reflexiva,empregando a ludicidade no processo de construção de conhecimentos, fazendodos jogos, grandes colaboradores na prática pedagógica do professor da educaçãoinfantil.1.4 A ARTE COMO PROVEDORA DA LUDICIDADE Faz-se necessário destacar que a arte é uma das tantas formas do homemmanifestar seu mundo, suas emoções, seus medos, sua cultura e neste sentido elase apresenta nas mais diferentes linguagens.
  20. 20. 19 De acordo com Borba e Goulart (2006), podemos dialogar com o mundo,através de diferentes possibilidades, graças ao homem, que criou a dança, o teatro,a música, a literatura, as artes visuais e as artes plásticas, as quais representamformas de expressão e são algo muito sério a se pensar e de urgência a seremimplantados na prática pedagógica, pois a arte desempenha um papelpotencialmente necessário na educação das crianças. Poucos têm o conhecimento do que venha a ser a arte, e tão pouco comosurgiu, pois seu surgimento se deu por volta de milhões de anos, evoluindo eocupando um importantíssimo espaço na sociedade. Algumas representações daarte são indispensáveis para muitas pessoas nos dias atuais como, por exemplo, amúsica que é capaz de nos fazer felizes quando estamos tristes. Ela funciona comouma distração para certos problemas, um modo de expressar o que sentimos aosdiversos grupos da sociedade. “Assim, a arte é tão importante dentro da escola, quanto fora dela. Por ser umconhecimento construído pelo homem através dos tempos, a arte é um patrimôniocultural da humanidade, e todo ser humano tem direito ao acesso a esse saber.”(MEIRELES, 2009, p.12). A arte é uma das mais ricas formas de expressão denossos sentimentos. A mesma auxilia, por exemplo, numa maior ou menor facilidadeda expressão escrita, uma vez que esta requer muita imaginação. Falando-se emimaginação, fala-se também na capacidade de lidar com situações difíceis, deimprovisar e muito mais. Por isso, a arte deve ser incentivada e ter seu espaço nosalunos que colocarão em prática sua sensibilidade artística nas aulas programadaspelo currículo escolar. A arte pode desempenhar um importante papel na educação. De fato, tem-sesugerido que deveria ser um instrumento básico de educação para desenvolver epromover o pensamento criador. A arte pode ser trabalhada de diversas formas, como desenho livre, pintura,dança, música, teatro, modelagem, literatura (prosa e poesia) e muito mais. Issodeveria ter uma significância extraordinária porque está no contexto da criança e asescolas muitas vezes não dão importância a essas expressões, principalmente nosespaços de educação infantil. Na medida em que as crianças avançam nos anosescolares, são diminuídas as chances de expressão, leitura, produção e diferentestipos de linguagens. A linguagem que é privilegiada nas escolas é aquela que temque cumprir com os conteúdos dos livros didáticos.
  21. 21. 20 Assim, pensar em ludicidade pressupõe o diálogo permanente com o mundoda arte e de suas variadas linguagens. As crianças só podem reinterpretar, criar e transformar, através da arte. Comisso, amplia o entendimento da realidade e abri caminho para sua participação nomundo. Desse modo, devem-se dar oportunidades para que as crianças pratiquem aleitura, a escrita e instiguem a imaginação, a fantasia, a reflexão e o senso crítico. Com a Lei n° 9.394/96 (art. 26, § 2°), revogam-se as disposições anteriores ea arte é considerada obrigatória na educação básica: “[...] O ensino da arteconstituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educaçãobásica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. (BRASIL, 1996apud SANTOS, 2006, p.24). O ensino da arte sistematizou–se com a área do conhecimento, com conteúdos específicos constitutivos do currículo escolar. Surgiu a necessidade de capacitar professores para orientar a formação do aluno nesta nova perspectiva de ensino, colaborando na formação do cidadão, buscando a compreensão sobre a produção nacional e internacional da arte [...] (BRASIL, 1997 apud SANTOS, 2006, p. 25). Segundo Santos (2006, p. 25), a s leis dão suporte, mas “[...] não garantem oreconhecimento de um ensino-aprendizagem de arte, que capacite os alunos aentendê-la, pois o papel do professor é desenvolver no aluno a linguagem da arte,tornando-o um cidadão inserido em uma determinada cultura.” A partir da cultura do educando e seus conhecimentos prévios é que oprofessor vai desenvolver suas aulas, fazendo com que elas se tornem maisdinâmicas, atrativas e significativas. Através do convívio com as artes, os educandos adquirem nova visão domundo e das coisas: a cor, o movimento, a forma, o gesto, a palavra, a mímica, amáscara, o riso, a dramatização, o ritmo, a harmonia, o bem-estar, o agrado, aatração e a alegria de viver mostram aos estudantes horizontes mais amplos. A arte deve ser vista nas escolas também como meio de proporcionar umarelação entre os vários conteúdos específicos das matérias, fazendo com que aaprendizagem se torne mais efetiva. Nessa perspectiva, uma aprendizagem em arte só é significativa quando o objeto de conhecimento é a própria arte. É por meio dela que o aprendiz será provocado a saber manejar e conhecer a gramática específica de cada linguagem que adquire corporalidade por meio de diferentes matérias, recursos, procedimentos e instrumentos que lhe são peculiares, levando em consideração não só a arte presente nas instituições culturais, nas salas de
  22. 22. 21 espetáculo e de conserto, mas também a arte pública, as manifestações populares, o nosso patrimônio cultural vivo [...] (DELEUZE, 2009, p. 120). Portanto, para se criar é preciso vivenciar experiências, trabalhando a culturalocal, fazendo com que o aluno perceba o que tem de arte em sua comunidade, ecomo isso é percebido conhecendo e apropriando-se dos valores, pois “[...] ninguémcria no vazio.” (BORBA e GOULART, 2006, p.51). Contudo, não podemos perder de vista a evolução nesse processo queenvolve a capacidade do pensamento criador das crianças.
  23. 23. 22 2. METODOLOGIA2.1 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Esse trabalho de pesquisa se afirma dentro do paradigma qualitativo, porquediferente da quantitativa, que emprega instrumentos estatísticos, a qualitativa sedestaca pela forma de coleta e análise de dados, preocupando-se em interpretar osaspectos mais profundos, descrevendo as atitudes do homem e o seucomportamento complexo, detalhando as investigações, hábitos, atitudes e a formade ser de cada um. Mazzotti (2001, p. 163) ressalta que “[...] as pesquisasqualitativas são caracteristicamente multimetodológicas, isto é, usam uma grandevariedade de procedimentos e instrumentos de coleta de dados.” Foi utilizado como instrumento de coleta de dados a observação, porque elaconsiste no elemento básico da pesquisa de campo, ajudando o pesquisador naidentificação e obtenção de provas do fenômeno da pesquisa, possibilitando assimum contato mais direto com a realidade, ou seja, a observação é o ponto de partidada investigação, por essa razão, optou-se por esse método. Para Lakatos e Marconi (1996), “[...] a observação desempenha papelimportante nos processos observacionais, no contexto da descoberta (...) [essatécnica] permite a evidência de dados não constantes do roteiro de entrevistas ouquestionários.” Foi utilizado ainda o questionário fechado, o qual nos ofereceu condições deconhecer e explorar as experiências das pessoas entrevistadas, pois a partir deste,foi possível obter dados informativos e concretos sobre o fenômeno pesquisado. Segundo Parasuraman (1991 apud CHAGAS, 2000), “[...] um questionário étão somente um conjunto de questões, feito para gerar os dados necessários parase atingir os objetivos do projeto.” Utilizamos ainda a entrevista semiestruturada,pois ela garante mais informações e compreensões das perspectivas e experiênciasdos participantes, pois através dela temos um contato direto com os entrevistados,proporcionando assim uma conversa frente a frente, obtendo resultados satisfatórios
  24. 24. 23e informações necessárias, ressaltando que o ambiente da pesquisa deve serreservado e acolhedor, havendo assim um entendimento em ambas as partes. De acordo com Triviños (1987 apud CORTELAZZO E ROMANOWSKI, 2007)“[...] na semiestruturada, o pesquisador necessita manter-se consciente e atuante,bem como criar um clima harmônico, sem contradizer o informante, ao mesmotempo em que expressa a relevância das informações e das opiniões dopesquisado.” Portanto, todos esses processos facilitam o entendimento dosquestionamentos referentes aos procedimentos de pesquisa, possibilitando assimuma compreensão crítica dos resultados.2.2 LÓCUS DE PESQUISA O campo empírico da pesquisa foi a Creche Padre Eduardo Clemente,unidade de ensino situada no município de Itiúba – BA, com três salas, funcionandonos turnos matutino e vespertino, com cerca de 60 crianças. A creche possui aindauma diretoria, uma cozinha e um banheiro. A instituição é uma casa residencial que não sofreu alterações, onde oscômodos que são utilizados como salas de aula são pequenos para comportar onúmero de crianças ali existentes, não tendo área de lazer, apresentando ventilaçãodeficiente e banheiro mal localizado, estando este no mesmo espaço onde funcionaa cozinha, por isso, torna-se inadequada para o funcionamento de um espaçoeducativo, havendo assim, inexistência de áreas externas ou espaços alternativosque propiciem às crianças a possibilidade de estarem ao ar livre, em atividades demovimentação ampla, tendo seu espaço de convivência, de brincadeira e deexploração do ambiente enriquecido.2.3 OS SUJEITOS É importante destacar que a equipe de profissionais atuantes da CrechePadre Eduardo Clemente é composta de seis professores e uma diretora, sendo quecinco possuem formação de nível superior e duas com magistério, pois os mesmos
  25. 25. 24têm disponibilidade no tempo integral na própria instituição na qual lecionam,ressaltando ainda que a maioria dos profissionais se encontram com certo nível deexperiência na área de educação infantil. Diante disso, a formação e a experiência do professor contribuemsignificativamente para atender as necessidades dos alunos, buscando métodosnovos de aprendizagens para os mesmos.
  26. 26. 25 3. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS O levantamento dos dados da pesquisa de campo na Creche Padre EduardoClemente, situada no município de Itiúba – BA foi realizado no período de novembroa dezembro de 2011, onde foram coletadas as informações pertinentes a essapesquisa, sendo estes: o lócus e os sujeitos. Inicialmente será traçada a análise para a concretização dessa pesquisa,onde foi através da observação do espaço físico que foi detectado que o mesmo nãoé adequado para o funcionamento de uma instituição de ensino. Através daentrevista, obtivemos as opiniões dos professores a respeito da importância dolúdico na educação infantil. Utilizamos também o questionário fechado para aobtenção de informações a respeito do conhecimento que cada professor tem sobrea importância do lúdico na educação infantil, na qual obtivemos resultados atravésda linguagem oral (entrevista), questionário fechado, análise documental (plano deaula) e observação. A análise se deu de forma comparativa entre o questionário fechado,entrevista semiestruturada, a observação e a análise documental. Dessa forma osresultados obtidos refletem a análise do questionário fechado e da entrevistasemiestruturada sobre as opiniões dos professores, a respeito da importância dolúdico na educação infantil. Embora seja uma temática bastante discutida, o lúdicoainda é visto como jogos e brincadeiras, sendo utilizado de forma fragmentada.3.1 COMPREENSÕES DOS PROFESSORES SOBRE O LÚDICO Na perspectiva de refletir sobre o uso da ludicidade na prática docente dosprofessores, questionamos o que vem a ser lúdico e 80% dos pesquisadosafirmaram serem todas e quaisquer ações prazerosas; apenas 20% disseram seremjogos e brincadeiras.
  27. 27. 26 Gráfico 01 – O que é lúdico? Afirmam ser brincadeiras 20% Afirmam ser momentos de recreação 80% Afirmam ser jogos e brincadeiras Afirmam ser todas e quaisquer ações prazerosas Fonte: Dados da pesquisa Embora a maioria tenha demonstrado que ludicidade está além do manuseiode jogos e brincadeiras, estando muito mais voltados ao prazer nas açõesdesenvolvidas, alguns dos entrevistados entram em contradição como se observanas falas:P1 diz: “é a maneira mais prática que já surgiu para as brincadeiras, é a maneira debrincar com eles educando;”P2 diz: “eu acho que é uma coisa valer, é ter objetivo cumprido;”P3 diz: “é o que eu entendo assim por lúdico, é que são brincadeiras;”P4 diz: “é a forma de você trabalhar que venha a interagir com eles de forma lúdica,através de brincadeiras e recreações, adaptando com conteúdos da aula.” Observa-se que a maioria dos professores conceituam o que é lúdico, masnão sabem fazer o manuseio do mesmo com apropriação e desenvoltura,enriquecendo as possibilidades de intervir no processo de ensino aprendizagem doseducandos. As palavras de Fernandez apontam a relação entre a aprendizagem e obrincar de maneira cativante: Aprender é apropriar-se da linguagem, é historiar-se ao futuro, é deixar-se surpreender pelo já conhecido. Aprender, é reconhecer-se, admitir-se, crer e criar. Arriscar-se a fazer dos sonhos, textos visíveis. Só será possível que as professoras e professores possam gerar espaços de brincar-aprender para seus alunos, quando estes simultaneamente construírem para si mesmos [...] (FERNANDEZ, 2001 apud RAU, 2007, p. 57).
  28. 28. 27 Portanto, lúdico é o termo utilizado para definir ações prazerosas que o alunomuitas vezes traz consigo mesmo, basta que o professor faça suas intervenções,adequando as habilidades e competências necessárias para ter uma boaaprendizagem no decorrer das atividades.3.2 A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE NA PRÁTICA DOCENTE Quando nos referimos à importância da brincadeira e do jogo nodesenvolvimento integral da criança, 100% dos entrevistados reconhecem que aludicidade é importante no processo de desenvolvimento cognitivo, afetivo e motorda criança. Gráfico 02 – O lúdico é importante no processo de desenvolvimentocognitivo, afetivo e motor? 0% Afirmam que sim Afirmam que não 100% Não souberam responder Fonte: Dados da pesquisa Embora todos reconheçam quão grande é a importância de se trabalhar aludicidade em sua prática docente, no entanto dificilmente a utilizam, pois osprofessores afirmam usar a ludicidade em sua prática pedagógica esporadicamente,sendo que as vezes que usam é só para descontrair ou na hora da recreação, outros
  29. 29. 28dizem que utilizam a ludicidade diariamente, mas no plano de aula observado nãoconstavam atividades lúdicas. Portanto, é importante destacar que nas falas dos professores algumascontradições aparecem:P1 diz: “brincando e aprendendo, fazendo reciclagens;”P2 diz: “realizar atividades com objetivo para uma boa aprendizagem;”P3 diz: “sim. Para descontrair;”P4 diz: “associando os conteúdos da aula;” Como pode reconhecer a importância do lúdico, mas não usá-lo? Cabe fazeruma reflexão significativa sobre essa temática, pois pode ser que a educação estejaprecisando de ação, porque o discurso, todos tem, informação também, mas paraque ela funcione, é preciso teoria + ação + reflexão + ação. Sabemos que a educação infantil é a base de todo o processo de ensino-aprendizagem, dessa forma, para que haja uma educação de qualidade, faz-senecessário usar e abusar da criatividade, explorando as propostas e adequando-asde acordo a realidade das crianças. Friedman (1996 apud RAU, 2007, p. 81), “[...] em seus estudos, destaca aimportância do lúdico como recurso pedagógico, por meio da qual o educador podeconhecer a realidade lúdica dos seus alunos, seus interesses e necessidades,comportamentos, conflitos e dificuldades.” Portanto, percebe-se que a ludicidade é um dos recursos pedagógicos maisimportantes do processo ensino-aprendizagem, pois além de diagnosticar o que osalunos querem e o que precisam aprender, é também um recurso facilitador eestimulador, tanto para os educandos, quanto para os educadores, desenvolvendoassim, um trabalho de qualidade e de forma significativa.3.3 O PAPEL DO EDUCADOR Quando se interroga sobre o papel do professor, todos afirmam que o papeldo mesmo é buscar formas criativas e estimuladoras para desafiar as estruturasconceituais dos educandos.
  30. 30. 29 Gráfico 03 – O papel do educador é buscar formas criativas para odesenvolvimento integral da criança? Afirmam que sim Afirmam que não 100% Não souberam responder Fonte: Dados da pesquisa Mas quando entrevistados, as respostas não condizem com a afirmaçãoacima, pois:P1 diz que “o papel do professor é formar cidadãos, ensinar, educar, participando deacordo com a realidade dele”;P2 diz que “é transformar o cidadão e fazer com que ele se eduque perante asociedade”;P3 diz que “é se posicionar no desenvolvimento integral da criança”;P4 diz que “é ser um aprendiz com os alunos”. Diante das respostas, percebe-se que os educadores limitam-se apenas coma formação dos alunos perante a sociedade, mas essa formação vai além doextremo, pois o educador tem como função ajudar o aluno a se reconhecer como umser humano, valorizar-se e respeitar a si mesmo e ao outro, saber seus direitos edeveres para com a sociedade, pois a educação precisa ultrapassar as paredes dosmuros das escolas e também instigar o aluno a escolher o melhor caminho. Educar é ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesma, dos outros e da sociedade, oferecendo ferramentas para que o outro possa escolher, entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores, com sua visão de mundo e com as circunstâncias adversas que cada um irá encontrar [...] (Costa, 2005 apud RAU, 2007, p. 37). Contudo, faz-se necessário que o professor tenha convicção de seu papelpara que possa relacionar-se adequadamente com seus alunos, adaptando-se com
  31. 31. 30as exigências das novas condições educativas de maneira facilitadora doconhecimento do processo de ensino-aprendizagem dos educandos.3.4 A BRINCADEIRA E O JOGO NO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DACRIANÇA Ao questionar a respeito do lúdico ser um meio para estimular, analisar eavaliar as aprendizagens específicas, competências e potencialidades das criançasenvolvidas, 100% concordaram plenamente com a afirmação. Gráfico 04 – O lúdico pode ser considerado um meio para estimular,analisar e avaliar as aprendizagens específicas das crianças? Afirmam que sim Afirmam que não 100% Não souberam responder Fonte: Dados da pesquisa Ao entrevistar os professores quando se deve usar o jogo, o brinquedo e abrincadeira, algumas respostas não condizem com as propostas de implantação dolúdico na prática docente, pois:P1 diz: “é importante quando se trabalha com objetivo;”P2 diz: “quando os alunos estiverem agitados, isto é, procurando atrair oseducandos;”
  32. 32. 31P3 diz: “não é toda hora, nos momentos adequados, quando agente prepara e nosintervalos;”P4 diz: “eu acho que é em qualquer momento da aula;” Dessa forma, podemos afirmar que os professores, dizem que fazem umacoisa, mas na prática, fazem outra, concordando estes com as propostas e teorias,mas não as praticam. Crianças precisam de estímulos, mas não as estimulam. Comisso, vai-se levando a educação de faz de conta: o professor faz de conta queensina e os alunos fazem de conta que aprendem. Friedman (1996 apud RAU 2007, p. 88), lembra que “[...] através do jogo, acriança fornece informações e o jogo pode ser útil para estimular o desenvolvimentointegral da criança e trabalhar os conteúdos curriculares.” Contudo, percebe-se que o trabalho com ludicidade na creche, está sendo deforma fragmentada, pois os jogos, brinquedos e brincadeiras estão sendo usadosaleatoriamente, ou seja, para descontrair ou até mesmo brincar por brincar, nãofocando o lúdico no processo de aprendizagem infantil e, por consequência,gerando-se assim um desestímulo mútuo. Por isso, cabe ao professor apresentaratividades lúdicas no processo de desenvolvimento cognitivo, afetivo, psicomotor esocial dos educandos, tornando as aulas mais prazerosas para ambas as partes.3.5 AS CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES SOBRE AS ATIVIDADES COMINTENÇÃO DE DIVERSÃO Ao serem questionados se qualquer brincadeira, jogo e brinquedo, ouatividade com intenção de diversão podem ser consideradas pedagógicas, 80% dosentrevistados responderam negativamente e 20% responderam positivamente.
  33. 33. 32 Gráfico 05 – Qualquer atividade com intenção de diversão pode serconsiderada lúdica no ponto de vista pedagógico? 20% Afirmam que sim Afirmam que não 80% Não souberam responder Fonte: Dados da pesquisa A maioria não demonstra conhecimento sobre atividades pedagógicas, umavez que para uma atividade lúdica ter finalidade pedagógica é preciso que tenhaplanejamento e objetivos cognitivos, motor e afetivo, mas percebe-se que oseducadores necessitam de mais reflexão a respeito do lúdico como recursopedagógico direcionado a recreação e ao lazer, pois quando entrevistados,obtivemos as seguintes respostas:P1 diz que “alguns brinquedos são, outros não”;P2 diz que “não, nem todos. Alguns são pedagógicos, outros não”;P3 diz que “não. Alguns são, outros só para descontrair mesmo”;P4 diz que “sim, todas”. Vale lembrar que as crianças aprendem brincando, e o brincar é fundamentalno desenvolvimento e na aprendizagem do ser humano, além disso, é através dasbrincadeiras que as mesmas criam uma concepção de mundo. Para Drummond(2003 apud BORBA, 2006, p. 40), “[...] seria soltar-se a si mesmo.” Nesse caso, podemos dizer que toda e qualquer atividade lúdica pode serconsiderada pedagógica. Várias vezes, o educador investe mais na área cognitivado desenvolvimento, não se preocupando com a área afetiva, e outras vezes faz oinverso, trabalhando somente a afetividade, mas não fazendo nenhum planejamento
  34. 34. 33para ajudar os educandos a progredir na aprendizagem. Sabemos que o lúdicocomo recurso pedagógico é de fundamental importância para o processo de ensino-aprendizagem. Nessa perspectiva, para que as atividades sejam lúdicas no ponto de vistapedagógico, é preciso que o professor em sua prática de ensino planejeadequadamente como vai usar a ludicidade para alcançar as metas que pretendematingir e, além disso, elabore diferentes estratégias e oportunidades deaprendizagem. Mas não basta somente planejar, é importante também analisar: comque finalidade e a quem estão servindo? Isso só é possível através da observação ede uma árdua reflexão, procurando conhecer as crianças e compreender o seumundo. De acordo com os Referenciais Curriculares Nacionais para a EducaçãoInfantil – RCNEI (1997, apud RAU, 2007, p. 98), “[...] a brincadeira favorece aautoestima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente as aquisições deforma criativa. Brincar contribui assim para a interiorização de âmbito de grupossociais diversos.” Vale ressaltar que é através da brincadeira que a criança expressa seussentimentos diante do meio em que vive, encarando desafios, exercitando alinguagem, ampliando o vocabulário e até mesmo aprendendo a conviver comsituações diferentes. É importante destacar que a ludicidade é uma forma doseducandos ampliarem seus conhecimentos, principalmente quando os mesmosvivenciam sua realidade. Mesmo porque, trabalhando o lúdico de forma criativa, oprofessor possibilita que os alunos aprendam de forma prazerosa e significativa. Enfim, faz-se necessário deixar que as crianças vivenciem sua realidadeatravés da ludicidade, fazendo com que o educador conheça o seu aluno e o meioque o cerca, formando sujeitos plenos e autônomos, construtores de sua própriahistória.
  35. 35. 34 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho teve como objetivo analisar as concepções dos professoressobre a importância do lúdico no desenvolvimento integral da criança, da CrechePadre Eduardo Clemente, no bairro Projeto Sertanejo I, da cidade de Itiúba – BA. Os resultados obtidos ressaltam a necessidade de uma reflexão sobre aimportância do lúdico como um recurso fundamental no desenvolvimento e naaprendizagem da criança na educação infantil, tendo em vista que este é uminstrumento de grande importância para o desenvolvimento integral da criança,possibilitando assim, uma aprendizagem mais significativa. Vale salientar que omesmo está sendo usado aleatoriamente, ou seja, só para descontrair, onde osprofessores concordam com as propostas e teorias, mas não as praticam. Pois,sabemos que o brincar faz parte da natureza de ser criança, já que toda criança temfome de brincar. Cabe aos professores aliar a brincadeira ao aprendizado, fazendocom que as crianças aprendam de forma eficaz, obtendo assim resultadossatisfatórios para ambas as partes. Sendo assim, por que usar o lúdico só nosmomentos de recreação e descontração? Por que tamanha resistência em usar olúdico como um recurso facilitador? Por que não desapegar-se ao tradicionalismo,dando a oportunidade ao novo? Contudo faz-se necessário essas reflexões e quem sabe amanhã o lúdicoseja visto como um excelente instrumento pedagógico. Vale lembrar que o professor,ao utilizar o lúdico como um recurso pedagógico com o objetivo, propicia aoseducandos uma aprendizagem mais significativa. Nesse sentido, o emprego daludicidade na prática de ensino contribui significativamente para que as criançasaprendam mais e de maneira prazerosa, alinhando assim o prazer e o divertimento àaprendizagem. Destacando ainda que a ludicidade possibilita no aspecto afetivo, odesenvolvimento da atenção, do amor, da amizade, do carinho e respeito para como outro. Observamos também que a instituição onde se realizou a pesquisa nãooferece estrutura que possibilite às crianças um ambiente acolhedor, que permitamum desenvolvimento integral das mesmas, pois a área de funcionamento não é umambiente construído propriamente para um espaço educativo, a qual é uma casa
  36. 36. 35residencial que não sofreu alterações, onde os cômodos que são utilizados comosalas de aula são pequenos para comportar o número de crianças ali existentes, nãotendo área de lazer, apresentando ventilação deficiente e banheiro mal localizado.Logo é preciso que haja um espaço adequado que permita o desenvolvimento doseducandos nas realizações e explorações de jogos e brincadeiras durante todo oprocesso de ensino-aprendizagem. Portanto, cabe aos professores refletirem sobre a importância de implantar aludicidade na educação infantil, a qual poderá contribuir para uma aprendizagemsignificativa dos educandos a partir do conhecimento e da prática lúdica, de formacoerente com as especificidades de desenvolvimento, bem como nos aspectosfísicos, cognitivos, psicológicos, intelectual e social. Sabemos, no entanto, que asreflexões e possibilidades aqui apresentadas não atingem todas as creches(população amostral), mas apenas uma pequena parcela deste universo (amostra).Ainda assim, cremos que poderá ser de fundamental importância para um processode ensino-aprendizagem. Por isso faz-se necessário repensar sobre a formação dos educadores emeducação infantil, para que esses profissionais atuem com conhecimento sobre aludicidade na sala de aula, podendo ampliar assim sua prática docente durante todoo processo de ensino-aprendizagem.
  37. 37. 36 REFERÊNCIASBLAU, Junior. Quatro letras: a língua do mundo. In: MARTINS, M. C.; PICOSQUE,G.; GUERRA, M. T. T. Teoria e prática do ensino de arte: a língua do mundo. SãoPaulo: FTD, 2009. p. 35.BORBA, A. M.; GOULART, C. As diversas expressões e o desenvolvimento dacriança na escola. In: BEAUCHAMP, J.; PAGEL, S. D.; NASCIMENTO, A. R. do.Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seisanos de idade. Brasília: FNDE, Estação Gráfica, 2006. p. 47 - 55.BORBA, Ângela Meyer. O brincar como um modo de ser e estar no mundo. In:BEAUCHAMP, J.; PAGEL, S. D.; NASCIMENTO, A. R. do. Ensino fundamental denove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília:FNDE, Estação Gráfica, 2006. p. 33 - 44.BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de EducaçãoFundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil:introdução. Brasília: MEC/SEF, 1998, p. 13 – 84.BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Básica.Parâmetros nacionais de qualidade para educação infantil: introdução. Brasília:MEC/SEB, v. 2, 2008, p. 28.BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetrosbásicos de infraestrutura para instituição de educação infantil. Brasília: MEC/SEB,2008, p. 9 - 10.BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curricularesnacionais: arte. Brasília: MEC/SEF, 1997b, p. 19 – 22.BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curricularesnacionais: apresentação dos temas transversais, ética. Brasília: MEC/SEF, 1997a,p. 52.BROCK, Avril. A importância do brincar na infância. Revista Pátio da EducaçãoInfantil, n. 27, 2011, p. 6.CORSINO, Patrícia. As crianças de seis anos e as áreas do conhecimento. In:BEAUCHAMP, J.; PAGEL, S. D.; NASCIMENTO, A. R. do. Ensino fundamental denove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília:FNDE, Estação Gráfica, 2006. p. 57 – 67.CORTELAZZO, I. B. de C.; ROMANOWSKI, J. P. Pesquisa e prática profissional:procedimentos de pesquisa. Curitiba: Ibpex, 2007, p. 9 – 58.DELEUZE, Gilles. Em busca de uma aprendizagem significativa. In: MARTINS, M.C.; PICOSQUE, G.; GUERRA, M. T. T. Teoria e prática do ensino de arte: a línguado mundo. São Paulo: FTD, 2009. p. 120.
  38. 38. 37FERRARI, Márcio. Grandes pensadores. Revista Nova Escola, edição especial,2003, p. 70.FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1987, p. 40.FREIRE, Paulo. Professora sim tia não: cartas a quem ousa ensinar. 13. ed. SãoPaulo: Olho d’água, 2003, p. 5 – 127.KRAMER, Sonia. A infância e sua singularidade. In: BEAUCHAMP, J.; PAGEL, S.D.; NASCIMENTO, A. R. do. Ensino fundamental de nove anos: orientações paraa inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: FNDE, Estação Gráfica, 2006.p. 13 - 21.MARCONI, M. D. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento eexecução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análisee interpretação de dados. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 1996.MEIRELES, Cecília. Pra início de conversa. In: MARTINS, M. C.; PICOSQUE, G.;GUERRA, M. T. T. Teoria e prática do ensino de arte: a língua do mundo. SãoPaulo: FTD, 2009. p. 12.NASCIMENTO, Anelise Monteiro do. A infância na escola e na vida: uma relaçãofundamental. In: BEAUCHAMP, J.; PAGEL, S. D.; NASCIMENTO, A. R. do. Ensinofundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos deidade. Brasília: FNDE, Estação Gráfica, 2006. p. 25 - 31.PIMENTA, Selma Garrido (org). Saberes pedagógicos e atividades docente. SãoPaulo: Cortez, 1999, p. 15 – 32.QUEIROZ, T. D.; MARTINS, J. L. Pedagogia lúdica: jogos e brincadeiras de A a Z.2. ed. São Paulo: Rideel, 2009, p. 13.RAU, Maria Cristina Trois Dorneles. A ludicidade na educação: uma atitudepedagógica. 20. ed. Curitiba: Ibpex, 2007. 164 p.SANTOS, Gisele do Rocio Cordeiro Mugnol. A metodologia do ensino de arte. 20ed. Curitiba: Ibpex, 2006. 114 p.
  39. 39. APÊNDICE A – FICHA INDIVIDULAL DO DOCENTE Universidade do Estado da Bahia UNEB Departamento de Educação Campus VII – Senhor do Bonfim Rede UNEB / Itiúba – Bahia Curso: Pedagogia Acadêmica – Alaíde Pereira dos Santos, Creuza Alves dos Santos, Jaci Nascimento da Silva, Rose Mary O. Reis Ficha Individual do docente da Educação InfantilNome Completo:Endereço:Tel.:Email:Creche:Email da Creche:Quantidade de alunos:Faixa etária:Espaço físico adequado ( ) sim ( ) não 1. Perfil01) Casada?( ) sim ( ) não02) Tem filhos?( ) sim ( ) não03) Trabalha quantas horas?( ) 20h com Educação Infantil e 20 ensinando em outra modalidade;( ) 40h com a Educação Infantil( ) Só 20h com Educação Infantil04) Nível de Formação:( ) Ensino Médio (magistério);( ) Ensino Médio ( outros);( ) Pedagogia;( ) Outras licenciaturas;( ) Bacharelado.05) Há quanto tempo trabalha com Educação Infantil?( ) Primeira vez;( ) 01 ano;( ) 02 anos;( ) 03 anos;( ) Mais de quatro anos. Quantos anos?
  40. 40. 06) Mora na localidade na qual leciona?( ) sim ( ) não 2. Compreensões sobre ludicidade07) Lúdico pra você é:( ) Brincadeiras;( ) Momentos de recreação;( ) Jogos e brincadeiras;( ) São ações prazerosas que se manifestam por toda existência humana capazes de expressar, idéias,desejos e sentimentos.08) Qualquer atividade com intenção de diversão pode ser considerada lúdica no ponto de vistapedagógico?( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei09) Todo jogo brinquedo ou brincadeira é pedagógico?( ) Sim ( ) Não ( ) As vezes10) Você concorda que o lúdico é de fundamental importância para o ensino aprendizagem naEducação Infantil?( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei11) Você a acha que a aplicação de jogos, brincadeiras e brinquedos em diferentes situaçõeseducacionais podem ser um meio para estimular, analisar e avaliar aprendizagens específicas,competências e potencialidades das crianças envolvidas?( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei12) Toda atividade lúdica tem finalidades pedagógicas?( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei13) Você concorda que o brincar revela o nível de desenvolvimento mental da criança?( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei14) É correto afirmar que o lúdico é importante no processo de desenvolvimento cognitivo, afetivo emotor?( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei 3. Papel do educador15) Você utiliza a ludicidade em sua prática pedagógica?( ) Sim ( ) Não ( ) As vezes16) Com que prioridade?( ) Diariamente;( ) Raramente;( ) De vez em quando;( ) Nuca.17) Pode se afirmar que o papel do educador é buscar formas criativas e estimuladoras para desafiar asestruturas conceituais dos educandos e provocar a instabilidade cognitiva dos mesmos.( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
  41. 41. APÊNDICE B – FORMULÁRIO DE ENTREVISTA Universidade do Estado da Bahia UNEB Departamento de Educação Campus VII – Senhor do Bonfim Rede UNEB / Itiúba – Bahia Curso: Pedagogia Acadêmica – Alaíde Pereira dos Santos, Creuza Alves dos Santos, Jaci Nascimento da Silva, Rose Mary O. ReisEntrevista1.0 O que é lúdico?1.1 Toda brincadeira é pedagógica?1.2 Qual a importância da brincadeira e do jogo no desenvolvimento integral da criança?2.0 Como você usa a ludicidade em suas atividades docentes?2.1 Qual o papel do educador?2.2 Quando se deve usar o jogo, o brinquedo e brincadeira em atividades docentes?3.0 Você tem formação específica para atuar na educação infantil?3.1 Você participa de cursos de formação para educação infantil?3.2 Está previsto no seu plano de aula momentos de atividades lúdicas?

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