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Monografia Adriana Pedagogia 2009
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  • 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII ADRIANA DE CARVALHO SANTOSLUDICIDADE: UM INSTRUMENTO IMPORTANTE PARA APROMOÇÃO DE UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL SENHOR DO BONFIM Agosto de 2009
  • 2. ADRIANA DE CARVALHO SANTOSLUDICIDADE – UM INSTRUMENTO IMPORTANTE PARA APROMOÇÃO DE UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Educação Campus VII da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, como requisito para obtenção do Curso de Licenciatura em Pedagogia, orientado por: Prof. Lílian da Silva Teixeira. SENHOR DO BONFIM – BA Agosto de 2009
  • 3. ADRIANA DE CARVALHO SANTOSLUDICIDADE – UM INSTRUMENTO IMPORTANTE PARA APROMOÇÃO DE UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Aprovada em _______de ___________de 2009 BANCA EXAMINADORA _______________________________________ Avaliador(a) _______________________________________ Avaliador(a) ________________________________________________ Profª. Orientadora Lílian da Silva Teixeira
  • 4. Dedico este trabalho ao meu Deus, porque Dele por Ele epara Ele são todas as coisas, glória, pois a Eleeternamente, por ser a minha motivação, um amigosempre presente, o maior responsável no alcance dessesonho, e que nas horas mais difíceis me fez superar asmais altas barreiras. Ao meu pai e minha mãe exemplosde coragem e força para a minha vida que sempre comamor incondicional me acompanhou todos esses anos,ajudando a trilhar nesse caminho que com amortransformou meus sonhos em suas vontades, minhastristezas em suas lágrimas, minhas alegrias em suasvitórias. Sem vocês não poderia chegar ao alcance dessavitória.
  • 5. “A natureza da criança é lúdica,de movimento, de curiosidade, deespontaneidade. Negar essanatureza é negar a própriacriança”. Eneida Feix.
  • 6. AGRADECIMENTOSAos meus irmãos e minhas lindas sobrinhas Sara e Gabrielle, todos eles abrilhantammais o meu viver.Aos meus amigos Jere e Sueli Barreto por contribuir, incentivar e me aturar nosmomentos difíceis.A todos os meus colegas do curso em especial Elizângela, Eliana, Camila, Lidianaque nas construções estavam sempre por perto.A todos os meus professores que durante o curso trouxeram grandes contribuiçõespara a minha formação acadêmica.A minha orientadora a professora Lilian da Silva Teixeira pelas imensascontribuições, que não mediu esforços para me ajudar mesmo em meio as suasocupações.A minha amada igreja que ora pelo meu sucesso.Agradeço a todos pela pala palavra amiga, pela mão estendida, pela compreensãona hora precisa, pelo sorriso, pelo sim e pelo não, quando foi necessário, pela forçame mostrando que os desafios são precisos na caminhada para nos ajudar acrescer.
  • 7. RESUMOEstudar sobre educação infantil é romper antigos conceitos e consolidar esta etapacomo atendimento educacional, por meio de uma prática que reconheça a criançacomo sujeito de direitos. Diante desse contexto é que nos levou a questionar quaisas concepções das professoras de educação infantil sobre a importância daludicidade para a aprendizagem dos alunos. Destacando a ludicidade comoferramenta no processo ensino-aprendizagem na educação infantil, assim elegemoscomo objetivo identificar as concepções dos professores sobre a importância daludicidade para a aprendizagem dos alunos. Tomamos como caminhosmetodológicos a abordagem qualitativa, pautadas pelos instrumentos de coleta dedados, o questionário fechado e a entrevista Semi-estruturada, necessários para asanálises. As falas das professoras demonstraram importância e compreensão acercada ludicidade, existindo uma carência em relação a estudos teóricos, refletindo essadeficiência nas suas práticas propiciando atividades fragmentadas.Conceitos-chave: Professores, Educação infantil e Ludicidade
  • 8. LISTA DE FIGURASFIGURA 01: Formação...............................................................................................38FIGURA 02: Gênero...................................................................................................39FIGURA 03: Tempo que leciona................................................................................40FIGURA 04: Faixa etária dos alunos..........................................................................40FIGURA 05: Quantidade de alunos por sala..............................................................41FIGURA 06:Turno que trabalha..................................................................................42FIGURA 07: Freqüência com que desenvolve atividades lúdicas..............................43
  • 9. SUMÁRIO INTRODUÇÃO..........................................................................................................1 1CAPÍTULO I ..............................................................................................................13 1. CONTEXTUALIZANDO LUDICIDADE...............................................................13CAPÍTULO II .............................................................................................................23 2. QUADRO TEÓRICO...........................................................................................23 2.1. Educação Infantil e Infância. .......................................................................23 2.2. Ludicidade... Brincar também é serio. .........................................................27 2.3 Brincadeira e Aprendizagem. .......................................................................29 2.4 O professor de Educação Infantil .................................................................31CAPÍTULO III ............................................................................................................34 3. TRAJETÓRIA METODOLÓGICA.......................................................................34 3.1 Abordagem utilizada.....................................................................................34 3.2 lócus e sujeito da pesquisa. .........................................................................35 3.3 Instrumento de coleta de dados ...................................................................36 3.3.1 Questionário fechado..............................................................................36 3.3.2 Entrevista semi-estruturada....................................................................36CAPITULO IV............................................................................................................37 4. ANALISANDO E INTERPRETANDO OS DADOS.............................................38 4.1 Perfil dos sujeitos: análise dos questionários...............................................38 4.1.1 Formação................................................................................................39
  • 10. 4.1.2 Gênero....................................................................................................39 4.1.3 Tempo de atuação na educação infantil.................................................40 4.1.4 Faixa etária dos alunos...........................................................................41 4.1.5 Distribuição de alunos por turmas...........................................................42 4.1.6 Disponibilidade de trabalho.....................................................................43 4.1.7 Freqüência na utilização de atividades lúdicas.......................................44 4.2 Analise e interpretação dos dados a partir da entrevista semi-estruturada..44 4.2.1 Entendendo a infância............................................................................44 4.2.2 Conceituando a ludicidade.....................................................................46 4.2.3 Educação Infantil, para quê?..................................................................47 4.2.4 Ludicidade e as suas contribuições........................................................49 4.2.5 O lúdico e as práticas educativas...........................................................50CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................53REFERÊNCIAS......................................................................................................55APÊNDICES...........................................................................................................58
  • 11. 9 INTRODUÇÃOUma atenção maior tem se voltado para a criança nas ultimas décadas objetivandogarantir direitos que atendem as suas necessidades em seus vários aspectos,direitos estes que outrora lhes foram negado. Mesmo a lei assegurando direitos ascrianças ainda existe muita delas que não gozam desses benefícios que lhes foramoutorgados.Lutar para que nossas crianças desfrutem das conquistas legais é um dever detodos, e a educação infantil é uma modalidade que foi reconhecida, como um espaçoque atende o desenvolvimento da criança de maneira integral, revendo com isso umatendimento marcado pela omissão, restrito a efetivação de práticas de cuidado quevisava a atividades de alimentação, higiene em que não reconhecia a criança em seuconstante desenvolvimento, físico, social, cognitivo, afetivo e cultural, negando-acomo sujeito atuante, cidadão e político.Entender a criança como sujeito de direitos é conceder-lhe também o direito debrincar, considerando que por meio das atividades lúdicas a criança pode alcançar oseu desenvolvimento pleno. Nesse contexto é que abordamos sobre o tema lúdicona educação infantil, tendo como questão: Qual a concepção dos professores daeducação infantil sobre a importância da ludicidade para a aprendizagem dosalunos? Tendo como objetivo analisar a importância que os professores dão aludicidade por meio de suas práticas pedagógicas com o intuito de contribuir naaprendizagem dos alunos. Dando início a uma jornada de estudos para melhorentender sobre a temática.O capítulo primeiro foi feito traçando-se um percurso histórico destacando aspectossobre o tema, pautado pela questão e o objetivo que norteiam essa pesquisa,buscando conhecer melhor a educação infantil e como a ludicidade pode contribuirna aprendizagem dos alunos como forte aliado nas práticas pedagógicas dosprofessores.
  • 12. O segundo capítulo vem trazer um aporte teórico fundamentando as discussões porautores como Kramer (1998), Fazenda (1991), Santos (1997), Maluf (2003), Almeida(2003), Masciole (2006), entre outros.O capitulo III traça o percurso metodológico, mostrando, o tipo de pesquisa, osinstrumentos utilizados, o lócus da pesquisa e os sujeitos pesquisados.No quarto capítulo, relatamos as investigações feitas por intermédio dosinstrumentos de coleta de dados, analisando os discursos e opiniões das professorassobre a ludicidade na educação infantil, sempre embasada na fundamentaçãoteórica, revelando as concepções que norteiam as práticas dos sujeitos pesquisados.Por fim, as considerações finais onde relatamos brevemente os resultadosrelevantes obtidos na pesquisa.
  • 13. CAPÍTULO I1. CONTEXTUALIZANDO LUDICIDADEAo olharmos as nossas crianças, mulatas, brancas, negras, mestiças, nas praças,escolas, ruas, correndo, brincando, estudando; nos mais variados ambientes, outrasdesfilando nos anúncios de tv, nos rótulos dos mais variados gêneros, nas grifes deroupas, compreendemos que o conceito de infância está passando por modificações.Dessa forma percebemos que a infância tem se tornado tema constante depsicólogos, sociólogos, governos entre outros. Diante disso podemos perceber queessas crianças de uma infância tão heterogênea vivendo em tempo de direitos, foioutrora esquecida, vivendo no anonimato.Não que atualmente nossas crianças não desfrutem de todos os direitos que a elasforam outorgados, infelizmente ainda é grande o número de crianças que vivenciamuma verdadeira barbárie concretizada e materializada em números absurdos comoos altos índices de crianças que são exploradas nos trabalhos infantis, a exploraçãosexual, crianças abandonadas, milhões delas que não tem o acesso à educaçãomesmo com as políticas voltadas para alcançá-las, entre outras mazelas queassustam e aterrorizam mesmo em nossos dias atuais.Entendemos que todo esse comportamento, sentimentos atribuídos à infância estãoassociados à cultura, ao momento histórico e aos papéis determinados pelasociedade. Estes papéis dependem da classe social-econômica em que está inseridaa criança e sua família.O exercício de “olhar para traz” é de grande valia para nos ajudar a entender melhoros processos que refletem na educação infantil dos dias atuais. É importante refletira condição atual da criança em estado de direitos aparentemente reconhecidos,analisar como a educação oferecida as crianças tem acontecido ate chegar a quetemos hoje. Entre outras reflexões que são muito importantes para esclarecer,
  • 14. refazer e ampliar o conhecimento acerca da educação que é voltada hoje para ascrianças.Na Idade Média com a sociedade feudal, a igreja e o Estado serviam paralegitimação política e limitações dos poderes dos senhores feudais. A criança eraconsiderada um pequeno adulto que executava as atividades adultas. A educaçãonessa época dirigida pela igreja era reservada aos clérigos de todas as idades.Com o surgimento da família burguesa surgem também as primeiras propostas deeducação e moralização infantil. Se na sociedade feudal, a criança começava atrabalhar como adulto logo que passa a faixa da mortalidade, na sociedade burguesaem que segundo Oliveira (2001), “passa a ser alguém que precisa ser cuidada,escolarizada e preparada para uma atuação futura. A educação se torna maispedagógica, menos empírica”.Segundo Mascioli (2006). Com o capitalismo, que trouxe consigo as mudançascientíficas e tecnológicas, a criança precisa ser cuidada para uma atuação futura,criando assim a educação primária para as classes populares, de pequena duração,com ensino prático para a formação da mão-de-obra; e o ensino secundário para aburguesia e para a aristocracia, de longa duração, com o objetivo de formar eruditos,pensantes e mandantes.A escola para as camadas populares se tornou deficiente em muitos aspectos, pois opadrão educacional era realizado com base no padrão da criança burguesa, masnem todos possuíam esta bagagem. Surge então a educação compensatória noséculo XIX para suprir as deficiências de saúde, nutrição, educação e as do meiosócio cultural.De acordo com Kramer (1992). Depois da Segunda Guerra Mundial o atendimento aeducação pré-escolar tomou um impulso maior, pois a demanda das mães quecomeçaram a trabalhar nas indústrias bélicas e as que substituíram o trabalhomasculino. Houve um interesse em se preocupar com as necessidades emocionais esociais da criança e com novos métodos de ensino.
  • 15. No Brasil o atendimento dado às crianças da primeira infância foi marcado peloassistencialismo, principalmente quando se tratava das crianças das camadas maispobres, enquanto que às crianças das camadas dominantes era oferecido umatendimento que lhes propiciava um desenvolvimento integral e de mais qualidade.Segundo Oliveira (2001): O atendimento dado as crianças dependia da classe social que a criança pertencia. Assim, enquanto os filhos das camadas médias e dominantes eram vistas como necessitando um atendimento estimulador de seu desenvolvimento afetivo e cognitivo, às crianças mais pobres era proposto um cuidado mais voltado para a satisfação de necessidades de guarda, higiene e alimentação (p.17).Segundo Kramer (1992), os setores públicos não davam nenhuma relevância e apoioa essa modalidade, sendo que essa atenção era dada por algumas instituições queatendiam as crianças menores de oito anos, crianças pobres, doentes, maltratadas emoralmente abandonadas, regulavam o serviço das amas de leite se preocupavamcom a primeira infância procurando dar-lhes um tratamento mais digno.Com o engrandecimento do Estado via-se a necessidade de preparar a criança dehoje para ser o homem de amanhã para o fortalecimento do mesmo, a criança eravista como ser único e homogêneo, os seus problemas apareciam de formahomogeneizada, como se existisse uma criança sem um contexto histórico espacialespecifico.A partir de 1930 com o Estado de bem-estar social e aceleração dos processos deindustrialização e urbanização, manifestam-se elevados graus de nacionalização daspolíticas sociais assim como a centralização do poder. Portanto, a educação infantil émuito nova, sendo aplicada realmente no Brasil a partir dos anos 30, quando surge anecessidade de formar a mão-de-obra qualificada para a industrialização do país.A necessidade por pré-escola aparece, historicamente, com reflexo direto dasgrandes transformações sociais, econômicas e políticas. Perante essas mudançasno cenário político e econômico onde é constituído um novo modelo da famíliabrasileira onde a mulher assume um novo papel, de trabalhar fora, portanto sendonecessário deixar seus filhos na creche.
  • 16. De acordo com Angotti (2006). Ao analisarmos os processos históricos da educaçãoinfantil no Brasil percebemos a lentidão para que essa modalidade deixasse de sersomente assistencialista e guardiã de crianças, para ser reconhecida como umainstituição educacional que a veja como sujeito de direitos – uma criança cidadã, quelhe assegure não somente o direito de cuidados, mas também, que lhe propicie aeducação de maneira integral.Essas conquistas no âmbito educacional não se deram de maneira passiva, masatravés de movimentos das camadas mais carentes, conquista esta que foi marcadano seu inicio pela constituição de 1988, começando assim um novo processo para oavanço da educação infantil no nosso país. Segundo Oliveira (2001): O contexto econômico e político presente nas décadas de 70 e 80 movimentos operários e feministas ocorrendo no quadro da luta pela democratização do país e pelo combate as desigualdades sociais nele gritantes – que propiciou um vibrante movimento em luta pela democratização da educação pública brasileira possibilitou a conquista, na constituição de 1988, do reconhecimento da educação em creches e pré- escolas com o direito da criança e um dever do Estado (p.18).Ainda segundo Oliveira (2001) as políticas educativas voltadas para a infância sãorecentes, sendo intensificados a partir da década de 80 ampliando-se pelos debatese as mobilizações populares na luta em defesa dos direitos das crianças,contemplando a indicação da educação infantil como um desses direitos, tratando acriança como parte da sociedade e a infância como etapa importante no processo deformação humana.O reconhecimento da importância da educação infantil para além do contexto familiarfoi conquista resultante de vários processos que se legitimam em documentoshistóricos, como a Constituição Federal em 1988, o Estatuto da Criança e doAdolescente em 1990, a Lei de Diretrizes e Bases 1996.Diante desses expressivos avanços é preciso se pensar na questão educativa oumais especificamente a questão pedagógica, já que a LDB no seu art. 29 diz: A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos psicológicos, intelectual e social, completando a ação da família e da comunidade. (BRASIL, 1996).
  • 17. Mesmo perante essas conquistas legais ainda se percebe o grande abismo queexiste para que esses avanços tenham um efetivo impacto nas propostaspedagógicas das instituições que atendem crianças pequenas. Segundo Assis(2006): “Esse descompasso evidência que muito ainda há por fazer para que ascrianças sejam realmente reconhecidas como sujeitos de direitos” (p.90).Mesmo com um amparo garantido por lei a educação infantil ainda precisa avançarpara que o atendimento integral seja real nas práticas cotidianas das instituições. Alegislação tece considerações para que a educação das crianças pequenas rompacom o modelo assistencialista, mas a realidade em sala de aula é outra, quando amesma legislação não consegue atender às necessidades do trabalho educativo, osrecursos destinados a essa categoria que mesmo fazendo parte da Educação Básicaainda existem muitos entraves para que sejam aplicados de forma que venhapromover a melhoria da qualidade do atendimento.Mas qual tem sido o papel das instituições de ensino infantil? Suas práticas têmalcançado o desenvolvimento integral da criança? Estes questionamentos nos levama refletir sobre o papel da educação infantil. Alguns autores tem enfatizado o seupapel como insuficiente, visando o auto-custo para um baixo retorno; outros relatama nocividade da entrada precoce na escola; outros atribuem à pré-escola aprevenção dos problemas e fracassos na 1ª série e há ainda os que a consideramcomo “guarda das crianças”.Analisando o quadro atual no âmbito da educação infantil é possível perceber que háainda uma necessidade de que as escolas voltadas para esta modalidade entendama sua função, que venha propiciar o desenvolvimento não só das capacidadescognitivas das crianças, mas integral.Essa proposta de desenvolvimento nos traz um debate bastante antigo e discutido: adicotomia entre cuidar e educar. Dois temas que estão intimamente ligados aeducação infantil e presente com muita força no imaginário dos professores. Essamodalidade da educação é voltada para crianças que precisam dos doisprocedimentos - cuidar e educar no seu viver diário.
  • 18. Segundo Angotti (2006). Olhar a educação Infantil, enxergá-la em sua complexidadee sua singularidade significa buscar entendê-la em sua característica de formação decrianças entre 0 e os 6 anos de idade, constituindo espaços e tempos,procedimentos e instrumentos, atividades e jogos, experiências, vivências, em que ocuidar possa oferecer condições para que o educar possa acontecer e o educarpossa prover condições de cuidado, respeitando a criança em suas inúmeraslinguagens e no seu vínculo estreito com a ludicidade.Esse cuidar não se refere ao que muitas vezes é focalizado ou direcionado quandose refere a educação infantil, concebendo o cuidar a uma atividade assistencial edesvinculada do processo educativo da criança. E educar não se limita apenas atransmitir os conteúdos curriculares, ressaltando apenas o desenvolvimentocognitivo, desconsiderando o desenvolvimento afetivo, motor, social, ético, entreoutros.O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998) esclarece aimportância entre cuidar-educar-brincar. Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural (p. 23).Verifica-se a necessidade de reflexão sobre a atuação do trabalho das instituiçõesde educação infantil e sobre os rumos que suas práticas têm tomado, ao reforçar aênfase no objetivo focado exclusivamente na escolarização futura, reproduzindopráticas comuns ao Ensino Fundamental.Segundo Fazenda (1991; p.10), a maioria das pré-escolas divide-se em duascategorias: as adeptas da “pedagogia nova”, em que, sob a denominação do “nãointencional” e do “criativo”, nada se organiza ou planeja – simplesmente espera-seque a criança tome a iniciativa; e as adeptas da “pedagogia tradicional”, cujo objetivoexplícito é a preparação para o primeiro grau, mas implicitamente fazem tábua rasa
  • 19. de todo o conhecimento que a criança traz de casa e da vida, tentando unicamenteintroduzi-la no mundo que utiliza lápis e papel.É comum notarmos na educação Infantil a cobrança de resultados prontos paraserem avaliados, sem dar relevância ao seu verdadeiro significado levando em contaas necessidades reais das crianças. Sobre isso nos diz Fazenda (1991): São como dissemos, pequena minoria as pré-escolas que dispensam a confecção de um enorme portfólio de papeis coloridos, preenchidos ou copiados para serem mostrados aos pais. São poucas, também, as propostas de um trabalho pedagógico voltado para as reais necessidades de um saber necessário, para a conquista de seu espaço na sociedade. (p.11)Segundo Fazenda (1991, p.14) “toda prática pedagógica é prática social”. Éimportante ressaltar que o professor é um agente de grande relevância social umavez que esse nível é considerado o pilar na formação educacional. Nesse sentido, oprofessor deve ser instrumentalizado para propiciar ao seu aluno o exercício dereflexão crítica e o conhecimento da realidade social, de modo que possa adquirirsubsídios para transformá-lo, sendo capaz de contribuir para a formação de alunoscidadãos, instrumentalizados para interferir nessa sociedade atual, melhorando aqualidade de vida da população.Conforme Rocha (1999): A formação de professores de educação infantil deve estar voltada para preparar profissionais aptos a estimular o desenvolvimento social, cognitivo e afetivo das crianças, a compreensão das especificidades dos diferentes momentos de aprendizagem das características próprias dos alunos das diversas etapas da educação básica, domínios dos conhecimentos básicos das áreas contempladas nos conteúdos. (98).Sobre tal análise é preciso que o professor esteja consciente da sua atuação em salade aula promovendo atividades significativas que venham enriquecer os alunoslevando em conta as suas necessidades reais. É nesta perspectiva que o lúdicoganha cada vez mais espaço no âmbito escolar, e para desempenhar bem o papeldo professor nesse contexto, deverá modificar sua postura frente ao processo deensino aprendizagem. Repensando sempre a sua prática, rompendo sempre oslaços com aqueles que conduzem o professor a ser o detentor do saber, e aliando-se
  • 20. a uma postura do educador intermediário entre o conhecimento acumulado e ointeresse e a necessidade do aluno.O professor é um profissional em constante mudança e deve estar pronto paratransformar o cotidiano escolar em um espaço atrativo, promovendo atividades queenriqueçam e que tenham significado para a vida das crianças. Além de umconhecimento metodológico é preciso que o professor busque bases teóricas paraque esteja consciente das responsabilidades e gravidades que possam sercometidas no processo educativo. Fazenda (1991): Educar ou participar do processo educacional de crianças pequenas, requer além de um conhecimento técnico e metodológico diversificado, uma compreensão teórica profunda dos prejuízos irreversíveis que uma má educação nessa idade produz. Se a prática é deficitária penso que a teoria também o é (p.16).Promover esta proposta na educação que venha atender as necessidades dascrianças das séries iniciais não pode estar dissociados do seu universo infantil,quando falamos em universo queremos falar sobre aquilo que faz parte do cotidianodessa fase, ou seja, aquilo que lhe motiva que lhe traz prazer que nada mais é doque o lúdico.Em todas as fases da sua vida, o ser humano descobre e aprende coisas novas pelocontato com seus semelhantes e pelo domínio sobre o meio em que vive.Independente de cultura, raça, credo ou classe social, toda criança brinca. Todos osseus atos estão ligados á brincadeira e que elas pode propiciar as crianças umdesenvolvimento nas mais distintas áreas do desenvolvimento infantil. Como nos dizMaluf (2003): Acredito que brincar é, para a criança, um momento mágico. Brincando ela alimenta sua vida interior, liberando assim sua capacidade de criar e reinventar o mundo. O brincar proporciona a aquisição de novos conhecimentos, desenvolve habilidades de forma natural e agradável. Ele é uma das necessidades básicas da criança, é essencial para um bom desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo (p, 09).Compreendendo que a criança se prepara para a vida, assimilando a cultura do meioem que vive se integrando e com ela convivendo como ser social por intermédio daatividade lúdica. Para Brougere (1995; p. 59), “a brincadeira é, entre outras coisas
  • 21. um meio de a criança viver a cultura que a cerca, tal como ela é verdadeiramente, enão como ela deveria ser”.O professor, ao valorizar as atividades lúdicas, ajuda à criança a formar um conceitode mundo, em que a criatividade é estimulada, a sua subjetividade é respeitada e asociabilidade é vivenciada. O Referencial Curricular Nacional para a EducaçãoInfantil. (Brasil, 1998), contempla a importância da ludicidade para a construçãodesses conhecimentos: Por meio de brincadeiras os professores podem observar e construir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em conjunto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades de uso das linguagens, assim como de suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que dispõem (p.28).Quando se faz referência a educação infantil, não nos portamos a crianças que nãosabem ler e escrever, mas sim pessoas que possuem um potencial de aprendizagemmuito grande. Neste sentido o lúdico traz inúmeras contribuições para odesenvolvimento da criança. Possibilita além do aguçamento da imaginação conduztambém a aprendizagem de muitos conhecimentos.Nesta perspectiva, inserir a ludicidade em sala de aula é um meio eficaz paraenvolver os alunos nas atividades, facilitando o processo de ensino-aprendizagem eo desenvolvimento pessoal, social e cultural. Colabora para uma boa socializaçãocomunicação, explorando a criatividade, favorecendo para a aquisição da autonomia,fatores indispensáveis para a convivência na nossa sociedade em constantesmudanças e desafios contínuos.Perante os discursos explanados e inquietações advindas durante os estudosacadêmicos e as experiências docentes na área da educação infantil, e por acreditarque esta etapa é um pilar para a formação do individuo, é que sentimos anecessidade de conhecer e pesquisar de forma mais aprofundada sobre a ludicidadena educação infantil.Mediante o interesse pela temática é que conseqüentemente propomos investigar aquestão: quais as concepções dos professores da educação infantil sobre aimportância da ludicidade para a aprendizagem dos alunos? Diante dessa questão é
  • 22. que apresentamos o objetivo da nossa pesquisa: identificar as concepções dosprofessores da educação infantil, sobre a importância da ludicidade para aaprendizagem dos alunos.Almejamos com o resultado desse estudo contribuir com todos os envolvidos einteressados em realizar uma prática eficaz e produtiva na aprendizagem dospequenos cidadãos que fazem parte dessa primeira etapa da educação e querealmente ela seja olhada no sentido de ser assistida como primeira. Bem comopossibilitar o surgimento de novas reflexões acerca da ludicidade e sua eficácia naeducação e em outros espaços, como um instrumento não só de diversão, mascomo uma vivência significativa e plena.
  • 23. CAPÍTULO II2. QUADRO TEÓRICOÉ de maneira acelerada o rumo que a educação infantil tem tomado, as conquistastrazidas e asseguradas em forma da lei outorgando direitos às nossas crianças. Masainda percebemos o divórcio entre a legislação e a realidade do cotidiano dasinstituições, a distância entre o que se coloca no papel e o que se faz na práticaeducativa, marcando uma prática dissociada do universo infantil. Nessa perspectivaque surge no cenário educativo a proposta da ludicidade como uma ferramentaeficaz no processo ensino-aprendizagem privilegiando as especificidades dascrianças e contribuindo para o seu desenvolvimento.Objetivando identificar as concepções dos professores da educação infantil , sobre aimportância da ludicidade para a aprendizagem dos alunos é que elegemos asseguintes palavras chave para nortear essa pesquisa: Professores, educação infantil,ludicidade.2.1. Educação Infantil e Infância.Assuntos relacionados à infância têm se propagado e tomado novos rumos, por seperceber que não dá para separar a educação infantil do seu contexto histórico, ouseja, sem compreender o conceito de infância e os processos sociais em que ascrianças estão inseridas, refletir sobre a infância hoje, é condição para planejar otrabalho na educação infantil.O historiador Francês Philippe Ariês trouxe através da publicação dos seus estudosnos anos de 1970 sobre a história da criança e da família, análises importantesmostrando que a visão sobre a infância são construídas social e historicamente,assim, a idéia de infância não existiu sempre da mesma maneira e varia de acordocom as formas de organização da sociedade a qual as crianças estão inseridas.
  • 24. Duas teses destacam-se em sua pesquisa, na construção do conceito de infância: a primeira afirma a ausência do sentimento de infância na idade media; a segunda argumenta que a criança e a família passam a ocupar lugar central nas chamadas sociedades industriais. (JARDIM, 2002. pg. 13).Segundo Áries (1978) até o século XVII a criança era vista como um adulto emminiatura, tratada com certo descaso recebendo um amor similar ao de um bichinhode estimação, que diverte e ajuda a passar o tempo. As crianças não possuíam ummundo próprio e oscilavam entre o mundo animal e dos adultos.Através de um estudo icnográfico o autor analisa as representações de criança,relatando os sentimentos voltados a elas, construídos historicamente. Utilizando-sede obras de arte imagens retratadas por artistas e pintores de cada época mostra ossentimentos e significados atribuídos a criança. Segundo o autor nas raras obras emque as crianças estavam representadas “não existem crianças caracterizadas poruma expressão, e sim homens de tamanhos reduzidos”. (ÀRIES, 1978, p51)Um olhar mais voltado à infância aparece no século XIII prolongando-se aos outrosséculos e aprofundando-se apenas no século XVII, iniciando com uma “paparicação”pela família surgindo logo após um sentimento com fins educativos e moralistas,como afirma Áries (1978): A descoberta da infância começou sem dúvida no século XII, e sua evolução pode ser acompanhada na historia da arte e da iconografia dos séculos XV, XVI. Mas, os sinais de seu desenvolvimento tornaram-se particularmente numerosos e significativos a partir do fim do século XVI e durante o século XVII. (p. 28).Ainda segundo o autor, a mudança da concepção de infância foi compreendida comosendo eco da própria mudança nas formas de organização da sociedade, dasrelações de trabalho, das atividades realizadas e dos tipos de inserção que nessasociedade tem as crianças.Partindo desse pressuposto, afirmamos que logicamente as crianças sempreexistiram, mas não há uma infância universal, única, são diferentes as maneiras devê-la, conceber e trata-la.
  • 25. As concepções apresentadas em nossa sociedade ainda trazem em si rançosassistencialistas quando as crianças sendo consideradas um problema social, eainda por muitos um vir a ser a esperança do futuro. O que percebemos ocorrer hoje é um deslizamento por parte dos adultos em relação ao que é ser criança. Em um momento colocam a criança como ser incompleto, inocente, ingênuo, submeta-se a capacidade de criar, de produzir, de pensar, em outro momento a colocam no lugar de perfeita, apta, pronta a enfrentar o mundo assimilando tudo que parece. Essas múltiplas formas de compreender a importância que surgem no contemporâneo vêm colocar em questão as cristalizações exercidas nos séculos passados, onde havia uma cisão entre uma situação na qual a criança não contava para um novo lugar na família em que ocupa uma posição central. (JARDIM, 2002. p. 27)Perante essas reflexões percebe-se que existe uma pluralidade da infância, ou seja,existem infâncias e não infância, principalmente quando deparamo-nos com arealidade brasileira uma sociedade que viveu quase quatro séculos de escravidão,tendo sua história marcada pela divisão de senhores e escravos como determinantesde sua estrutura social.Esses marcos históricos de desigualdades na distribuição de renda foram, e porquenão dizer são responsáveis pela construção de infâncias distintas, e atendimentosdistintos para classes sociais também distintas, isso faz com que o significado socialdado à infância não fosse homogêneo.Em busca da democratização da escolarização muitas conquistas já foramalcançadas, mas ainda existem muitas barreiras a ultrapassar para que realmenteesse acesso garantido por lei seja efetivado, não somente à disponibilidade devagas, mas a garantia do acesso ao atendimento integral focado nas especificidadesdas crianças. Se já caminhamos para a universalização desse atendimento, ainda temos muito a construir em direção a uma estrutura social em que a escolaridade seja considerada prioridade na vida das crianças e jovens e estes, por sua vez, sejam olhados pela escola nas suas especificidades para que a democratização efetivamente aconteça. (Kramer. 2008.p 27)As primeiras necessidades de escolarização surgiram com a intenção de preparar ascrianças para o futuro por entender que estas eram sujeitos despreparados paraatuar em uma sociedade industrializada que se emergia, surgindo também a
  • 26. necessidade de ter um lugar onde as crianças pudessem ficar enquanto as mãestinham que trabalhar, assumindo um novo papel nessa nova sociedade.Considerando o que foi abordado, notamos que os significados sobre educaçãoinfantil também passam por várias compreensões em nossa realidade. Nessaperspectiva, Kramer (1998) relata que: A herança histórica de constituição de educação infantil como etapa da escolarização da criança pequena muitas vezes impede a percepção de que “a educação infantil” não se restringe aos aspectos sanitários ou assistencial, mas não se resume tampouco, a mera antecipação da escolaridade nem à transmissão seqüencial de informações”. (p.07).Na busca por um vir a ser é que a escola enche a criança de ocupações em buscade uma preparação para adquirir futuramente um perfil nos moldes defendidos pelasociedade, provocando com isso a perda do prazer da infância e o tempo de brincar. O mundo moderno vem nos desapropriando das atividades lúdicas, trazendo intrinsecamente um caráter cada vez mais centrado nas idéias de trabalho, produção e seriedade, a ponto de nos sentirmos culpados quando temos tempo livre ou destinado ao lazer e a diversão. (Mascioli 2006.p.107).Repensar o papel da educação infantil é preciso, pois diante das mudanças nasconcepções desta etapa é notório salientar que existe uma dualidade, ora as suaspráticas estão voltadas ao assistencialismo, ora em um fazer pedagógico voltadosomente para a transmissão de conhecimentos, desviando-se do seu ideal que é odesenvolvimento integral. Kramer (1998)) relata que: O que se observa, ainda, nas práticas de educação infantil é uma ênfase ora em aspectos assistenciais, ora em um caráter pedagógico, no sentido de transmissão de conhecimentos, cabe perguntar: no contexto dessas praticas onde fica a criança como sujeito social? Sua história, seu saber, sua identidade, que espaço tem ocupado a criança como sujeito histórico- cultural nas políticas de formação dos professores de educação infantil? (p.135).A educação infantil é muito importante, é o primeiro contato da criança com umaeducação sistematizada, por isso deve-se valorizar a identidade infantil, e possibilitarexperiências lúdicas por meio de brincadeiras. A brincadeira promove um ambientede socialização, satisfação, ao mesmo tempo em que a criança se expressa e
  • 27. comunica-se com o mundo. Haddad (2005) nos fala que: Promover o desenvolvimento infantil em aspecto físico, afetivo, moral, espiritual e intelectual, prazer pelo bem estar das crianças, oferecendo-lhes um ambiente seguro, prazeroso lúdico e estimulante, assim como oportunidades de convívio com outras crianças e adultos; (p.94).É necessário promover uma educação infantil que atenda as peculiaridades,respeitando-as e favorecendo a sua livre expressão, é condição para que elasparticipem e busquem novas maneiras de interagir com a realidade, até para podermodificá-la. Fazenda (1991) nos diz: O papel da escola é o de oferecer condições, propiciar oportunidades e estímulos dos mais variados para a criança educar-se, socializar-se, forma- se, independente e autônoma para enfrentar situação de conflito dos mais diversos, apropriando-se do processo de aprendizagem como sujeito de sua historia. (p.24).É necessário que as instituições de educação infantil repensem as suas práticas,voltadas para as necessidades especificas das crianças, dando importância aocontexto atual que as crianças estão inseridas.2.2. Ludicidade... Brincar também é serio.Segundo Luckesi (2000) o que caracteriza o lúdico é a experiência de plenitude queele possibilita a quem o vivencia em seus atos. Em concordância com essaconcepção Gomes (2004) confirma que a ludicidade pode manifestar-se em qualqueração do ser humano em que ele sinta-se inteiro, em contato consigo mesmoexpressando sua verdadeira essência, como sua forma de ser, sentir, pensar e agir,e que as brincadeiras, jogos ou brinquedos trazem uma maior probabilidade para aocorrência da ludicidade.A ludicidade como um estado de inteireza, de estar pleno naquilo que faz comprazer, pode estar presente em diferentes situações de nossas vidas, tornandoassim uma necessidade interior, tanto da criança como do adulto sendo estasinerentes ao desenvolvimento.
  • 28. A ludicidade hoje tem assumido e conquistado um espaço no panorama educacional,mais especificamente na educação infantil, por ser a brincadeira o brinquedo aessência da infância, e o uso do lúdico permitira um trabalho pedagógico quepossibilite a produção da aprendizagem e do desenvolvimento. (Maluf. 2003) afirma:“(...) É importante a criança brincar, pois ela irá se desenvolver permeada porrelações cotidianas e assim vai construindo sua identidade, a imagem de si e domundo que a cerca” (p. 20).Mascioli (2006) apresenta o brincar como um dos direitos da cidadania, da mesmaforma que o direito à cultura, à arte, ao esporte e ao lazer. Garantir esse direito debrincar, não é só uma responsabilidade da família, mas também das instituições deeducação infantil. Mascioli (2006) ressalta: Deve haver nela um trabalho educacional que possibilite o aprendizado e o desenvolvimento infantil explorando, por exemplo, jogos, cantigas e brincadeiras com movimentos, para tornar o processo ensino-aprendizagem não só mais agradável como mais eficiente (p.108).Mesmo diante dos vastos estudos sobre a influência do lúdico na aprendizagem e nodesenvolvimento humano, ainda nos deparamos com vários tabus a cerca doassunto, principalmente na sua utilização no espaço escolar, quando se vê nobrincar uma atividade barulhenta, desorganizada e desnecessária. E quando éutilizada com o objetivo de passar tempo sem o reconhecimento de seus benefíciosno desenvolvimento pessoal, social e cognitivo. Como afirma Santos (1997): A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização comunicação, expressão e construção do conhecimento (p.12).O brincar é de fundamental importância para o ser humano em especial para ascrianças que estão em pleno crescimento físico, mental e social. Apropriando-se dolúdico a criança assimila o meio em que vive participando de forma ativa integrando-se com os seus semelhantes. Almeida (2003) ressalta: A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integrando-se ao mais alto espírito democrático enquanto investe em uma
  • 29. produção séria do conhecimento. A sua pratica exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio (p. 41).Segundo Vygotsky (1984) a brincadeira possui três características: a imaginação, aimitação e a regra. Essas características estão presentes em todos os tipos debrincadeiras infantis, sejam elas tradicionais, de faz de conta, de regras, e podemaparecer também no desenho como atividade lúdica. É no brincar que aparecem aspremissas necessárias para o desenvolvimento da memória voluntária e onde eladesenvolve sua motricidade, pois essas situações exigem um controle conscientedos movimentos.Ainda sobre o desenvolvimento da imaginação o Referencial Curricular Nacionalpara a Educação Infantil (1998), diz que a brincadeira permite à criança criar,imaginar e representar a realidade e as experiências por ela adquiridas,contemplando a ludicidade para a construção do conhecimento. Nas brincadeiras as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam anteriormente em conceitos gerais com os quais se brinca. Por exemplo, para assumir um determinado papel numa brincadeira, a criança deve conhecer alguma de suas características. Seus conhecimentos provêm da imitação de alguém ou de algo conhecido, de uma experiência vivida na família ou em outros ambientes, do relato de um colega ou de um adulto, de cenas assistidas na televisão, no cinema ou narradas em livros. [...] É no ato de brincar que a criança estabelece os diferentes vínculos entre características do papel assumido, suas competências e as relações que possuem com outros papeis, tomando consciência disto e generalizando para outras situações (p. 27).Diante do que foi exposto acerca da importância da ludicidade em vários aspectos dodesenvolvimento humano, enaltecemos a valorização da ludicidade no ambienteescolar, como forte aliado para romper com paradigmas tradicionais que ainda estãopresentes na educação infantil.2.3 Brincadeira e Aprendizagem.O primeiro convívio da criança ao nascer é com a sua família, ou seja, todo o seuambiente familiar, ao ingressar na escola a criança depara-se com um grandeimpacto, pois até então a sua realidade era outra dedicada exclusivamente aos seus
  • 30. entes queridos e aos seus brinquedos. Diante de uma realidade totalmente diferenteonde terá que vivenciar hábitos e atitudes fora do seu universo, permanecer durantehoras em carteiras escolares, em salas que mesmo sendo em espaços para criançasainda em sua maioria são inadequadas, conviver com horários pré-estabelecidos, ouseja, submeter-se a uma disciplina escolar isso tudo traz para as crianças certaresistência de querer freqüentar a escola. De acordo com Rosamilha (1979). A criança é, antes de tudo, um ser feito para brincar. O jogo, eis aí um artifício que a natureza encontrou para levar a criança a empregar uma atividade útil ao seu desenvolvimento físico e mental. Usemos um pouco esse artifício, coloquemos o ensino ao nível da criança fazendo de seus instintos naturais, aliados e não inimigos (p.77).Em pleno desenvolvimento mental e físico, a criança tem necessidade de semovimentar, engatinhar, caminhar, manusear objetos, correr, saltar, brincar sozinhaou em grupo, com objetos ou brinquedos, e por meio destes movimentos expressamsuas emoções, sentimentos e pensamentos. O movimento deixa de ser apenas umalocomoção do corpo de um lugar para outro, mas vai muito mais além demonstrauma linguagem, um significado por meio de uma expressão. Segundo Angotti (2006): O corpo deve ser entendido e trabalhado enquanto primeiro brinquedo e instrumento de ludicidade infantil, enquanto ferramenta fundamental para as elaborações de leituras interpretativas de mundo, potencial decorrente da utilização dos órgãos do sentido que permitem a agudeza das percepções, das observações, dos sentimentos, das interpretações, elaborações e das condições livres de expressão (p.21).Nesse sentido, as instituições de educação precisam estar atentas para isso,favorecendo um ambiente físico e social onde as crianças sintam-se protegidas eacolhidas, apropriando-se de brincadeiras, jogos promovendo uma aprendizagemprazerosa e satisfatória. De acordo com Dohme (2003): O uso do lúdico na educação prevê principalmente a utilização de metodologias agradáveis e adequadas ás crianças que façam com que o aprendizado aconteça dentro do “seu mundo”, das coisas que lhes são importantes e naturais de se fazer, que respeitam as características próprias das crianças, seus interesses e esquemas de raciocínio próprio (p.15).É comum percebermos em vários discursos de pensadores da educação que paraaprendermos, interiorizarmos algo é preciso que esteja motivado a ponto de seperceber a importância e a aplicação de tudo que se quer transmitir com isso o lúdico
  • 31. ganha espaço na educação infantil por estar intimamente ligado ao mundo dascrianças. Segundo Maluf (2003; p. 09): “A busca do saber torna-se prazerosa quandoa criança aprende brincando. É possível através do brincar, formar indivíduos comautonomia, motivados por muitos interesses e capazes de aprender rapidamente”.O jogo e a brincadeira são experiências, vivências prazerosas. A escola, ao valorizaras atividades lúdicas, ajuda a criança a formar um bom conceito de mundo, onde osdireitos das crianças são respeitados, propiciando um ensino agradável onde osalunos tenham prazer em aprender. Como vem confirmar Nicolau (1995): A Educação Infantil visa à criação de condições para satisfazer as necessidades de educação da criança, oferecendo-lhe um clima de bem estar físico, afetivo social e intelectual mediante a proposição de atividades lúdicas que promovam a curiosidade e a espontaneidade, estimulando novas descobertas e o estabelecimento de novas relações a partir do que já se conhece (p. 21).As brincadeiras e os jogos são instrumentos eficazes na prática pedagógica, eoferece às crianças experiências tanto concretas, como também abstratas,indispensáveis a formação mental, permitem a liberalidade de ação, naturalidade eprazer, indispensável não só para a prática pedagógica como também para formaçãodo cidadão. Assis (2006) enfatiza: “A criança se humaniza por meio da brincadeirana medida em que essa atividade lhe possibilita a apropriação do uso de objetos, ainteração com outras pessoas, a internalizarão de normas de conduta e de relaçõessociais”. (p. 95).As instituições de educação infantil precisam compreender que através da ludicidadeas crianças têm maior probabilidade de desenvolver suas capacidades, cria ummundo de possibilidades, de situações criadoras que a levam a autonomia.2.4 O professor de Educação InfantilO professor é um profissional que desempenha uma atividade política e social, quecontribui para a formação cultural dos seus alunos, por isso deve estarcomprometido e assumir uma posição de mediador do conhecimento e colaborandopara a construção de cidadãos críticos.
  • 32. No atual contexto, já não há mais espaço para o professor que é apenas informador,e vê o aluno como apenas ouvinte, mas é preciso que o mesmo tenha consciênciado seu papel. Santos (1997) enfatiza que: Educar não se limita a repassar informações ou mostrar apenas um caminho, aquele caminho que o professor considera o mais correto, mas é ajudar a pessoa a tomar consciência de si mesma, dos outros. É oferecer várias ferramentas para que a pessoa escolha entre muitos caminhos, aquele que for compatível com seus valores, sua visão de mundo e com as circunstâncias adversas que cada um irá encontrar (p. 11).O professor como agente político e condutor desse processo devem trazer em suaformação conhecimentos acerca dos processos históricos que estão inseridas ascrianças para que possam contribuir na construção desses pequenos cidadãos, aludicidade é um caminho para alcançar êxito nessa construção. Sobre isso nos dizSantos (1997): Ao entender a educação como um processo historicamente produzido e o papel do educador como agente desse processo, que não se limita a informar, mas ajudar as pessoas a encontrarem sua própria identidade de formar a contribuir positivamente na sociedade e que a ludicidade tem sido enfocada como uma alternativa para a formação do ser humano, pensamos que os cursos de formação deverão se adaptar a esta nova realidade (p. 13).O professor como mediador do processo de aprendizagem, precisa entender aimportância de sua formação continuada de estar sempre inovando seu fazerpedagógico, por isso, inserir atividades lúdicas na sua pratica e uma ação importantepara a aprendizagem infantil. Ciente da importância do brincar para a criança, cabeao professor oferecer oportunidades para que se torne prazerosa a aprendizagem.Nessa perspectiva Maluf (2003) afirma: É necessário apontar o papel do professor na garantia e enriquecimento da brincadeira como atividade social do universo infantil. As atividades lúdicas precisam ocupar um lugar especial na educação. Entendo que o professor é figura essencial para que isso aconteça, criando os espaços oferecendo materiais adequados e participando de momentos lúdicos (p. 31).O trabalho a partir da ludicidade abre caminhos para envolver todos num processode interação dando oportunidade de resgatar e estimular o potencial de todosMaluf (2003) enfatiza:
  • 33. Não é possível conceber a escola apenas como mediadora de conhecimentos, e sim como um lugar de construção coletiva do saber organizando, no qual professores e alunos, a partir de suas experiências possam criar ousar, buscar alternativas para suas práticas, ir além do que está proposto (p. 33).Ainda é possível nos espaços de educação infantil existir a concepção de que osprofessores mais despreparados que não tem nenhuma formação acadêmica, pelofato, de estar trabalhando com criança, mas essa visão é um ranço que precisa serextinguido, pois a formação decente é crucial em relação a atuação pedagógica.Santos (1997) vem nos acrescentar. “Por estas razões é que acreditamos que, nocontexto da formação dos profissionais de educação infantil, deveriam estarpresentes disciplinas de caráter lúdico, pois a prática docente é reflexo da formaçãodo individuo”.A formação docente é um fator relevante para atuar em qualquer área, em especial aeducação infantil, por estar participando da formação de pessoas no inicio do seudesenvolvimento, ela deve ser continuada, e também colocada em prática e nuncaser vista como mais um conhecimento. Andrade (2006; p. 164) nos diz que: “Aformação docente não pode ser apenas como um processo de acumulação doconhecimento de forma estática, como cursos, teorias, leitura e técnicas, mas simcomo a continua reconstrução da identidade pessoal e profissional do professor”.Ao utilizar as atividades lúdicas, em sua prática pedagógica o professor terá em suasmãos um instrumento que facilitara o processo de avaliação do desenvolvimento dascapacidades dos alunos em diversas áreas. O Referencial Curricular Nacional para aEducação Infantil. (Brasil, 1998) nos fala sobre essa importância. Por meio das brincadeiras os professores podem observar e construir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em conjunto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades de uso das linguagens, assim como de suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que dispõem (p. 28).Com o propósito de fazer com que a criança tenha prazer de estar na escola emantê-la motivada nesse ambiente, o professor precisa sempre utilizar uma práticapedagógica diversificada, tornando a sala de aula um espaço, divertido,aconchegante e o lúdico é um instrumento para alcançar esses objetivos.
  • 34. CAPÍTULO III3. TRAJETÓRIA METODOLÓGICAO homem sempre se deparou com questionamentos e indagações, isso faz parte doseu viver, é a partir desses momentos que são respondidas questões, sempresurgirão outras, e é por intermédio delas que a humanidade prossegue descobrindoe ao mesmo tempo contribuindo de alguma forma com suas descobertas.Essa busca pelas respostas pode acontecer de várias maneiras, imediata, como umprocesso investigativo, um processo assistemático voltados ao senso comum, ouainda um estudo sistemático. Sobre isso nos diz Barros e Lahfel (1990; p. 29):“Nesse sentido, a pesquisa é o esforço dirigido para a aquisição de um determinadoconhecimento, que propicia a solução de problemas teóricos, práticos e/ouoperativos; mesmo quando situados no contexto do dia-a-dia”. Sobre o conceito depesquisa Gil (1991) nos diz que: Procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa é requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema, ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema (p.19).A pesquisa faz parte do cotidiano do ser humano trazendo descobertas importantespara a humanidade e em especial no âmbito educacional.3.1 Abordagem utilizada.A pesquisa deu-se no campo da investigação qualitativa, que segundo Goldemberg(2000; p. 49): “os dados da pesquisa qualitativa objetivam uma compreensãoprofunda de certos fenômenos sociais apoiados no pressuposto da maior relevânciado aspecto subjetivo da ação social”.Por entendermos que a nossa questão está ligada ao campo da educação, onde
  • 35. estão envolvidos fatores sociais relevantes, e a complexidade de variáveis quenorteiam esses processos educacionais é que optamos pela abordagem qualitativa,por percebermos que está mais pertinente no campo das ciências humanas esociais, por buscar compreender os significados e compreensões humanas.Goldenber (2000) enfatiza: O reconhecimento da especificidade das ciências sociais conduz à elaboração de um método que permita o tratamento da subjetividade e da singularidade dos fenômenos sociais. Com estes pressupostos básicos, a representatividade dos dados na pesquisa qualitativa em ciências sociais está relacionada a sua capacidade de possibilitar a compreensão do significado e a “descrição densa” dos fenômenos estudados em seus contextos. (p.50).Diante do exposto acreditamos que a investigação qualitativa nos darápossibilidades para alcançar o nosso objetivo.3.2 lócus e sujeito da pesquisa.A pesquisa foi realizada na Escolinha Raio do Sol, situada no município de AntonioGonçalves - BA. Escolhemos essa instituição por ela atender um grande número decrianças vindas dos vários bairros da cidade, e por acharmos importante as maneirasde como se dá esse atendimento a essas crianças de convivência social diferentes.A Escolinha Raio do Sol fica situada no centro da cidade, possui uma estrutura com04 salas de aula, 02 banheiros, 01 cozinha, uma secretaria e 01 pátio. O espaçoatende atualmente 167 crianças divididas em 08 turmas funcionando nos turnosmatutino e vespertino. O corpo de funcionários compõe-se de 16 professores, 02secretárias, uma diretora, uma vice-diretora, quatro auxiliares de serviços gerais.Os sujeitos pesquisados foram 10 professores da educação infantil, que fazem partedo quadro da escola em questão. Com o objetivo de identificar a importância que osprofessores dão a ludicidade para a aprendizagem dos alunos, os mesmoscontribuíram na investigação através dos dados coletados.De início conversamos com os professores para informá-los sobre o propósito donosso trabalho, depois de serem sanadas todas as dúvidas se dispuseram acolaborar no nosso processo de coleta de dados.
  • 36. 3.3 Instrumento de coleta de dadosOs instrumentos de coleta de dados são de relevante importância na aquisição dosresultados, principalmente na abordagem qualitativa, por que sem eles torna-sepraticamente inviável a obtenção do objetivo almejado, e devem ser escolhidos commuita segurança e atenção. Os instrumentos que pautaram a construção dessapesquisa foram: o questionário fechado e a entrevista semi-estruturada, ambosconstituem instrumentos significativos, nos dando suporte para averiguação dasrespostas e conceitos dos investigados.3.3.1 Questionário fechadoEsse instrumento tem em sua elaboração questões objetivas traçando o perfil dossujeitos envolvidos e permite-nos respostas que podemos comparar com outrosinstrumentos de coleta de dados. Marconi e Lakatos (1996, p.88), definem oquestionário como: “um instrumento de coleta dedados, constituído por uma sérieordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença doentrevistador”. Goldemberg (2000; p. 8) diz que nos questionários “os pesquisadosse sentem mais livres para exprimir opiniões”.Para a aplicação deste instrumento, começamos explicando o propósito do mesmo,logo foram distribuídos os questionários entre os 12 professores da escola acimacitada, estabelecendo-se um tempo de uma semana, aceito por todos, para aentrega do questionário, para dar início ás análises. Percebemos que algunsprofessores ficaram sem querer responder, mas depois que esclarecemos que elesnão seriam identificados ficaram mais a vontade. Com relação à entrega dosquestionários a maioria cumpriu o prazo preestabelecido, sentimos dificuldades porparte de dois sujeitos que sempre justificavam a não entrega do material é tanto queos sujeitos P1 e P11 não aparecem nas análises justamente por resistirem ementregar, sendo apenas 10 sujeitos entrevistados.3.3.2 Entrevista semi-estruturada
  • 37. A entrevista semi-estruturada é outro instrumento valioso na aquisição de dados dapesquisa qualitativa, este instrumento permite o contato com o entrevistado, dandouma abrangência e um aprofundamento maior das questões em estudo que nonosso caso é a ludicidade e a sua importância para a aprendizagem dos alunos.Sobre esse instrumento de coleta de dados Trivinos (1987) nos diz que: (...) que entrevista semi-estruturada, em geral, aquela que parte de certas questionamentos básicos, apoiados em teorias hipóteses, que interessam a pesquisa, e, em seguida oferece amplo campo de interrogativas, fruto de nossas hipóteses que vão surgindo a medida que recebem as respostas do informante. Desta maneira, o informante, seguindo espontaneamente a linha de seu pensamento e de suas experiências dentro do foco principal colocado pelo investigador, começa a participar na elaboração do conteúdo da pesquisa (p.146).A entrevista proporciona um diálogo, dando oportunidade ao entrevistado deixando-oà vontade para expressar a sua fala, dando respaldo para o surgimento de novoselementos. Trivinos (1987) fala sobre: (...) Queremos privilegiar a entrevista semi-estruturada porque esta, ao mesmo tempo que valoriza a presença do investigador, oferece todas as perspectivas possíveis para que o informante alcance a liberdade e a espontaneidade necessárias, enriquecendo a investigação (p.146).A entrevista foi realizada no período de duas semanas, aconteceu no local detrabalho das entrevistadas em horários pré-estabelecidos, houve uma boa interação,podemos observar o conhecimento, o conceito que cada entrevistado tem sobre aquestão da pesquisa.
  • 38. CAPÍTULO IV4. ANALISANDO E INTERPRETANDO OS DADOSEste capítulo apresenta o momento mais importante dessa pesquisa, nele estaremosapresentando os dados coletados juntamente com seus resultados, obtidos porintermédio dos instrumentos de coleta de dados, pautado pelo objetivo e pelo quadroteórico presente neste trabalho.Através dos instrumentos de coleta de dados, que foram o questionário fechado e aentrevista Semi-estruturada, ambos importantes na construção dessa pesquisa.Levaram-nos a aquisição de informações relevantes e reveladoras nos conduzindo àreflexão, considerando os aspectos importantes a cerca da questão em estudo, esobre a realidade que os sujeitos dessa pesquisa estão inseridos.Com o propósito de identificar quais as concepções dos professores da educaçãoinfantil sobre a importância da ludicidade para a aprendizagem dos alunos, é quefizemos uso desses dados e informações obtidas no espaço de educação infantil, aEscolinha Raio do Sol, que faz parte da rede municipal de ensino do Município deAntonio Gonçalves – Bahia.4.1 Perfil dos sujeitos: análise dos questionáriosA pesquisa foi realizada na Escolinha Raio do Sol, situada no Município de AntonioGonçalves – Bahia. De inicio conversamos com a coordenação da referida instituiçãomostrando o nosso propósito e em seguida relatamos as professoras, que foram ossujeitos de nossa pesquisa, aceitando contribuir com o nosso trabalho. Através doquestionário, composto por questões de natureza objetiva, questão essas que nosofereceram dados valiosos na aquisição de informações relevantes para aconstrução e interpretação dos fenômenos em estudo possibilitando traçar o perfildos sujeitos pesquisados e, ainda compreender esses aspectos relacionados à vidados sujeitos e sua influência no cotidiano da sala de aula.
  • 39. 4.1.1 FormaçãoTemos os seguintes dados, quanto à formação dos entrevistados: 100 % possuem asua formação em magistério nível médio. Formação Magistério 100% Figura 01: Formação Fonte: Questionário respondido pelos sujeitos da pesquisaDiante dos dados revelados acerca da formação do professor percebemos que háuma carência, já que nos dias atuais existe uma facilidade maior para aacessibilidade a cursos de formação, visto que este é um fator primordial para aprática pedagógica, a mesma deve ser necessidade constante por parte dasprofessoras. Kramer (2006) nos fala dessa necessidade, “toda proposta pedagógicatem uma história e, nela, a formação dos profissionais envolvidos [...], sobretudoquando oferece possibilidades de lembrar a trajetória e de refletir sobre a prática”.(p.119). A formação profissional é fundamental em todas as áreas em busca de umamelhor atuação, essa formação torna-se fator primordial no trabalho com criançaspor ser essa fase um pilar no desenvolvimento infantil.4.1.2 GêneroEntre os sujeitos entrevistados na pesquisa verificamos que 100% correspondem aosexo feminino, fato que evidencia uma predominância da mulher na educaçãoinfantil, conforme figura 02:
  • 40. Gênero Feminino 100% Figura 02: Gênero Fonte: Questionário respondido pelos sujeitos da pesquisaEsses dados nos faz perceber que a atuação feminina na docência para oatendimento infantil são conseqüências sócio históricas que não são vistas comoganho para essa modalidade de ensino. Sobre essa realidade Kramer (2006) nosdiz: Destacando o gênero como constitutivo das relações sociais e apontando marcas de uma socialização orientada por modelos de papeis sexuais dicotomizados e diferenciados, em que a socialização feminina tem como eixos o trabalho doméstico e a maternagem...(p.125).Essa é uma realidade que precisa ser repensada, pois por traz dela existe umaideologia que desvaloriza essas professoras que serão refletidas na baixaremuneração e condições de trabalho precárias.4.1.3 Tempo de atuação na educação infantilA experiência profissional é um fator bastante importante na atuação docente, desdeque o profissional esteja sempre atualizado nos processos que favoreçam a suaprática através de uma formação continua. Diante dos dados colhidos nos levaram aentender que essas profissionais estão vivenciando uma experiência não tão longana área de educação infantil, porém, considerando que, esse aspecto não se
  • 41. constitui como problema, já que essas professoras começaram a atuar há menos deuma década, onde os estudos na área estão bastante abrangentes, há um aportelegal muito relevante que é a Lei de nº 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Base daEducação, que reconhece a educação infantil como uma modalidade de ensinoreconhecendo a sua importância bem como dos profissionais que nela atua. Tempo em que leciona 10% 20% 30% 40% 1 ano 2 a 3 anos 4 a 5 anos Mais de 5 anos Figura 03: Tempo que leciona na Educação Infantil Fonte: Questionário respondido pelos sujeitos da pesquisa4.1.4 Faixa etária dos alunosA figura 04 nos revela que as crianças atendidas pelos professores em estudo estãotendo uma acessibilidade bem mais cedo à educação formal. Faixa etária dos alunos 40% 40% 20% 2 a 3 anos 3 a 4 anos 4 a 5 anos Figura 04: Faixa etária dos alunos Fonte: Questionário respondido pelos sujeitos da pesquisa
  • 42. Essa realidade requer uma prática voltada para as necessidades infantis, nessecontexto a ludicidade é um instrumento que contribui para um fazer pedagógicoagradável, atraente, atendendo as especificidades do universo infantil. Almeida(2003) nos dá um aporte quando diz que a educação lúdica contribui para aformação da criança de maneira sadia, e promove a interação social.Portanto, trabalhar com crianças exige das professoras uma atenção voltada paraelas, como sujeito de sua atuação, entender que a mesma, está em plenocrescimento físico, mental e social, neste caso o lúdico se tornará um parceiro doprofessor.4.1.5 Distribuição de alunos por turmas.Observamos que o número de salas com mais de 20 alunos é um percentual menordos dados observados, e as demais turmas possuem um número menor de 30alunos. Percebemos que esse item é um fator muito importante, já que as criançascada vez mais têm chegado à escola muito mais jovem, isso requer por parte dosprofessores uma maior atenção. Quatidade de alunos por sala 40% 60% Mais de 10 alunos Mais de 20 Figura 05: Quantidade de alunos Fonte: Questionário respondido pelos sujeitos da pesquisa
  • 43. A quantidade de alunos em sala é um fator que merece atenção, dependendo donúmero de alunos esta realidade pode interferir ou não no processo de ensinoaprendizagem. No contexto da escola pesquisada percebe-se que a distribuição dosalunos por professor tem respeitado as Diretrizes Curriculares Nacionais para aEducação Infantil, tornando-se uma vantagem para o trabalho pedagógico e narealização das atividades lúdicas.4.1.6 Disponibilidade de trabalho.100% dos professores pesquisados trabalham apenas 01 turno. Observando osdados coletados existe um favorecimento para uma prática pedagógica dequalidade, por existir uma disponibilidade de tempo para o planejamento deatividades lúdicas que na educação infantil exige principalmente atividadesrelacionadas ao lúdico. Turno que trabalha 40% 60% Matutino Vespertino Figura 06: Turno que trabalha Fonte: Questionário respondido pelos sujeitos da pesquisaEsses dados nos surpreendem e ao mesmo tempo nos intriga, pois, vem aconfrontar um discurso “pedagogizado” de que os docentes da contemporaneidadenão dispõem de carga horária para planejarem suas atividades pelo fato de
  • 44. trabalharem dois ou três turnos, na busca de uma melhoria salarial. Pelo menosneste lócus não foi o que constatamos.4.1.7 Freqüência na utilização de atividades lúdicas.Os resultados obtidos nos revelam que as atividades lúdicas segundo os discursosdos docentes são usadas com bastante freqüência, 60% no cotidiano de suaspráticas pedagógicas, isso é um fator proeminente para uma aprendizagem eficaz. Frequência na utilização de atividades lúdicas 40% 60% Diariamente 1 a 3 vezes por semana Figura 07: Freqüência no desenvolvimento de atividades lúdicas Fonte: Questionário respondido pelos sujeitos da pesquisaAssis (2006) nos fala sobre a eficácia do uso de atividades lúdicas, “Na brincadeira,a professora pode intervir pedagogicamente nas ações de cuidado e educação, a fimde promover o desenvolvimento das crianças nas instituições de educação infantil”.(p.99). Priorizar uma prática voltada para o lúdico é imprescindível para odesenvolvimento da criança.4.2 Análise e interpretação dos dados a partir da entrevista semi-estruturadaApós obtidos o perfil dos entrevistados por meio do questionário sócio econômico,faremos uma análise e interpretação dos dados, colhidos ao longo do processo deinvestigação por meio da entrevista, conscientes que esse processo requer do
  • 45. pesquisador bastante prudência e atenção, pois a partir dos dados obtidos porintermédio das falas das entrevistadas procuramos responder a questão de pesquisadeste trabalho .Com o compromisso de manter em sigilo a identificação dos sujeitos pesquisadosusaremos a letra “P” para especificar a fala das professoras.Por intermédio dos dados obtidos na entrevista, foi possível eleger as categorias,iniciando, assim o processo de análise e interpretação.4.2.1 Entendendo a infânciaA primeira categoria a ser analisada foi em relação ao conceito de infância, já queantes de observar a concepção dos professores sobre a importância da ludicidadepara a aprendizagem dos alunos faz-se necessário analisar inicialmente comoconcebem a infância.Conforme os estudos feitos, entendemos que o conceito de infância passa por umprocesso de mudança, ou seja, é definido de acordo com o momento histórico esocial que as crianças estão inseridas. Esse conceito tem sofrido grandes mudançasno cenário nacional que refletem no atendimento que é dado às mesmas, com intuitode garantir os direitos assegurados pela lei, nas instituições de ensino infantil. Sobreo assunto nos diz Angotti (2006): O Brasil das ultimas décadas revelou em sua estrutura legal avanços no entendimento sobre o que seja a infância, em como entender a criança e oferecer-lhe garantias institucionais para que se assegure, na prática social, o direito da mesma a ter seu desenvolvimento integral garantido por meio de conseqüente atendimento educacional, pedagógico (p. 17).Apresentamos trechos em seguida da fala das professoras quando explicitam o quecompreendem sobre infância, entendemos que analisar essa categoria épressuposto importante na configuração de como acontece a prática educativa. P5: É uma fase muito importante no período de desenvolvimento do ser humano.
  • 46. P8: A infância é a fase da vida humana que vai do nascimento até a puberdade. É um período de grande desenvolvimento. P10: É um período de crescimento que vai do nascimento até a puberdade, ou seja, as crianças estão em desenvolvimento mental e físico. P12: Fase do conhecimento e das mudanças.Os discursos das professoras nos mostram que as mesmas reconhecem que ainfância é uma fase que as crianças estão em desenvolvimento, como na fala deP10, que cita o desenvolvimento mental e físico, no entanto a maioria dasprofessoras conceitua a infância de uma maneira muito distante das especificidadesdessa fase, enfatizando como algo que somente tem inicio e fim, e as mudançasbiológicas do corpo quando P8 e P10 fala que “vai do nascimento a puberdade”, semdar destaque aos processos que norteiam esse período, nos aspectos psicológicos,motores, social, afetivo, cognitivo que precisam ser assistidos e trabalhados pelosprofessores propiciando um desenvolvimento integral. Sobre esse assunto enfatizaAngotti (2006; p. 20): “Crianças, seres íntegros em suas manifestações desingularidade, sociabilidade, historicidade e cultura, que por meio das práticas deeducação e cuidado, deverão ter garantia do seu desenvolvimento pleno”.Entendemos que o conceito que se tem de infância é um pressuposto importanteque reflete no trabalho pedagógico, a partir do momento em que o professor entendeque essa fase é um período singular estará propiciando atividades nas suas práticaspedagógicas que contribuam para o seu desenvolvimento. Angotti (2006; p. 19)afirma: “O período da infância é sim uma etapa singular da vida do ser humano,momento mágico, único de desenvolvimento e para tanto deve estar planejado,estruturado”.É preciso um olhar mais profundo por parte das professoras concernente a infância,percebendo que as crianças são seres singulares que precisam de atenção, dereconhecimento como um ser social, ser político, cidadã, para pautarem suaspráticas atendendo a essas especificidades.
  • 47. 4.2.2 Conceituando a ludicidadeA ludicidade tem se tornado questão de estudo de muitos teóricos e essa alusão asatividades lúdicas não vem de hoje, muitos autores de outras épocas já sepreocupavam com essa temática, reconhecendo a sua eficácia na vida das pessoasnos seus vários aspectos. Almeida (1995) afirma: A educação lúdica esteve presente em todas as épocas, povos, contextos de inúmeros pesquisadores, formando, hoje, uma vasta rede de conhecimentos não só no campo da educação, da psicologia, fisiologia, como nas demais áreas do conhecimento (p. 31).Traz-nos satisfação abordarmos sobre a ludicidade nos espaços escolares comocontribuição para a aprendizagem, por intermédio de jogos, brincadeiras e interaçõessociais voltadas para a criança que é um sujeito atuante, embora diante de vastosestudos na área ainda são grandes os impasses enfrentados por muitos professoresna utilização do lúdico, conseqüência. muita das vezes pela falta de conhecimento.Neste sentido salienta Almeida (1995): O sentido real, verdadeiro, funcional da educação lúdica estará garantido se o educador estiver preparado para realizá-lo. Nada será feito se ele não tiver um profundo conhecimento sobre os fundamentos essenciais da educação lúdica, condições suficientes para socializar o conhecimento e predisposição para levar isso adiante (p. 63).Continuando relataremos trechos das falas das professoras entrevistadas sobre oconceito de ludicidade. P2: É uma prática que a criança vai aprender brincando. P3: É uma maneira prática e divertida para ensinar os alunos. P4: É uma forma bastante rica e sempre temos que utilizá-la. P7: Atividades que despertam o desejo pelo ensino, dando prazer no que faz.É perceptível diante das falas das professoras o reconhecimento da ludicidade comouma prática que traz diversão e alegria na realização das atividades pedagógicas,que são utilizadas para atrair os alunos para que se interessem pelas aulas. Apesar
  • 48. das professoras entenderem a importância da ludicidade, ainda possui umconhecimento limitado com relação à amplitude que o lúdico pode realizar nascrianças, pelo fato das brincadeiras fazerem parte do seu universo infantil. Almeida(1995) nos fala sobre essa profundidade: A educação lúdica integra uma teoria profunda e uma prática atuante. Seus objetivos além explicar as relações múltiplas do ser humano em seu contexto histórico, social, cultural, psicológico, enfatizam a liberdade das relações pessoais, técnicas para as relações reflexivas, criadoras, inteligentes, socializadoras, fazendo do ato de educar um compromisso consciente intencional, de esforço, sem perder o caráter de prazer, de satisfação individual e modificador da sociedade (p. 31,32).A fala do P4 transparece um conceito simplista sobre ludicidade mostrando queexiste uma carência em relação a estudos mais profundos sobre o assunto, essacarência pode ser conseqüência da formação como vimos no questionário fechadono item 4.1.1 que todos sujeitos entrevistados possuem apenas a formação em nívelmédio magistério. Almeida (1995; p. 63) ressalta que a educação lúdica só terásentido se o educador estiver preparado para realizá-la.Sobre a conceituação de ludicidade é perceptível o entendimento das professorasem defini-la como atividades prazerosas como brincadeiras e jogos, mas também énotória a carência de um aprofundamento maior de forma que essas atividadestornem-se parte da metodologia no cotidiano escolar, para que as mesmas nãosejam realizadas sem sentido ou com o intuito de passar o tempo e entreter ascrianças.4.2.3 Educação infantil, para quê?As conquistas na educação infantil nas últimas décadas foram grandes eimportantes, principalmente no que tange a lei, reconhecendo-a como modalidade deensino, garantindo o desenvolvimento pleno da criança, disponibilizando situaçõespara que a mesma possa desenvolver-se intelectualmente, socialmente, tornando-sesujeito do seu aprendizado.Diante desse contexto, achamos pertinente abordarmos como as professorasconceituam a educação infantil, assim surgiram os discursos abaixo:
  • 49. P2: É ensinar as crianças descobrirem que é preciso conviver com outras situações, aprender ir ao banheiro sozinho, comer sozinho e conviver com outras crianças. P3: Preparar a criança para a vida adulta mas de uma forma mas fácil e mas alegre pois as vezes se torna uma jornada muito árdua. P7: Preparar a criança para a próxima fase acompanhando desenvolvimento de perto. P9: Tem por finalidade preparar e orientar as crianças, na sua primeira formação educacional.Percebe-se pelo relato das professoras uma grande preocupação em ver a criançapronta, quando utilizam a expressão “preparar a criança para”, atribuindo esseconceito a educação infantil. Esse desejo de preparar a criança para; estaráconduzindo o trabalho docente, muita vezes fugindo dos reais propósitos daeducação infantil. Quando P.9 enfatiza que a educação infantil tem a função de“preparar e orientar as crianças, na sua primeira formação educacional”, traz-nos umconceito que a sua função é preparar e ensinar as crianças saberes específicos doscurrículos escolares. Assis (2006) vem fundamentar: “pode ser observado que oeducar entendido como o trabalho com os conteúdos escolares é o foco do fazer devárias professoras de educação infantil”. (p.96).O reconhecimento da educação infantil como modalidade educacional é umaconquista, mas é notável ainda um distanciamento da sua função no cotidiano dasinstituições. Assis (2006) nos fala sobre: “verifica-se um descompasso entre asconquistas legais e teóricas e as práticas pedagógicas desenvolvidas nas instituiçõeseducativas”, (p.90).Na fala de P.2 que se refere à educação infantil há preocupações concernentes aocuidar quando diz. “aprender ir ao banheiro sozinho, comer sozinho”, não que ocuidar não seja necessário, pelo contrario, ela é tão importante como o educar comoespecifica Assis (2006): “Cuidar é parte integrante do fazer docente na educaçãoinfantil e não a parte menos nobre”. (p.99). Mas a referência trazida por P.2 serestringe a ensinar a descobertas que as crianças vão fazer espontaneamente, porfazer parte da própria natureza humana, e pelos estudos já realizados a ludicidade éum caminho que ajudará a criança na aprendizagem desses processos, pelo relato
  • 50. da professora transparece a alusão do cuidar relacionada ao processo de darassistência.Pelo que já foi estudado no item 4.1.3 sobre o tempo de atuação das professorasrevelam que as mesmas começaram a atuar na área, a menos de 5 anos,demonstrando com isso, as vantagens para as suas práticas pedagógicas, pelo fatoda acessibilidade de estudos, á formação continuada trazendo favorecimentos sobreos processos que envolvam a educação infantil enriquecendo os seus conceitos e assuas práticas.Diante do que foi analisado sobre o conceito de educação infantil, constatou-se queexiste um conhecimento restrito no que tange a sua função, precisando ser (re)pensada, para que as práticas pedagógicas de cada professora seja realmente uminstrumento de garantia para as crianças, o direito de uma educação integral.4.2.4 Ludicidade e as suas contribuiçõesOs estudos realizados sobre a ludicidade têm se aprofundado, e evidenciado assuas contribuições em especial na vida das crianças. Enfatiza Almeida (2003): A educação lúdica contribui e influência na formação da criança, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integrando-se ao mais alto espírito democrático enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. (p.41).Nas atividades lúdicas estão inclusas as brincadeiras os jogos e tudo aquilo quepropicia prazer para quem a vivência. Ao serem questionadas as professoras, seachavam que as atividades lúdicas pudessem contribuir para o desenvolvimento dacriança e de que forma, foram obtidas as respostas abaixo: P2: Sim, pois a criança gosta de brincar por isso as dinâmicas e brincadeiras estimulam o aprendizado das crianças. P4: Sim porque ajuda no desenvolvimento motor e psicológico também. P8: Sim, porque através, das brincadeiras e jogos as crianças conseguem se interagir com facilidade no meio social ou expor a sua bagagem de vida.
  • 51. P9: Sim desenvolve a coordenação motora e auxilia no ensino aprendizagem.Os discursos das professoras comprovam a compreensão quanto a contribuição dolúdico no desenvolvimento social, motor, cognitivo, das crianças, promovendointeração e aprendizado. Sobre essa questão nos diz Santos (1997). As atividades lúdicas possibilitam desenvolvimento integral da criança já que através destas atividades a criança se desenvolve afetivamente, convive socialmente e opera mentalmente. Brincar é uma necessidade básica assim como á a nutrição, a saúde, a habitação e a educação (p. 20).Mediante a fala expressa pelas professoras entende-se que elas percebem aeficácia do lúdico em varias áreas do desenvolvimento infantil, explícita na fala deP.9 quando diz: “desenvolve a coordenação motora e auxilia no ensinoaprendizagem”.É muito relevante que os educadores percebem a ludicidade como uma práticaatrelada as suas metodologias de ensino, enquanto um recurso formador edinamizador para a qualidade do ensino na educação infantil.4.2.5 O lúdico e as Práticas EducativasO lúdico é um recurso bastante eficaz os espaços escolares, propiciando aoseducandos um ambiente motivador ao ser desenvolvido nas práticas educativas,conduz uma atuação prazerosa. Almeida (1995; p. 31) ressalta: “A educação lúdicaintegra uma teoria profunda e uma prática atuante”.No cenário educacional infantil há ainda quem se utilize das atividades lúdicas comouma maneira de passar o tempo, sem conhecer os benefícios não só educacionais,mas em todos os aspectos da vida do homem.Sobre a realização das atividades lúdicas nos espaços escolares e a importância queas professoras davam as mesmas ao serem questionados responderam conforme asfalas abaixo;
  • 52. P3: Satisfatória porque os alunos se desenvolvem melhor. P4: São boas porque ajuda as aulas ficarem mais prazerosas e divertidas não aquela coisa rotineira. P5: Planejando situações de aprendizagem significativas e atraentes. P8:Necessários e fundamental importância para o bom desenvolvimento.Os discursos relatados pelas professoras demonstram importância, quanto ao usodas atividades lúdicas para o desenvolvimento do aluno, Machado (2001; p. 43) vemconfirmar a importância do lúdico: “Para o profissional de educação infantil, anecessidade de oferecer condições que viabilizem as interações lúdicas tem comosuporte o reconhecimento do especial valor destas interações para as crianças”.É imprescindível uma prática educativa eficiente para o desenvolvimento da criançanesta primeira etapa da vida. O professor ao reconhecer a importância do lúdicocomo um meio norteador das suas atividades pedagógicas estará valorizando aprópria criança nas construções do seu imaginário, da fantasia e do conhecimento.Neste contexto as professoras demonstram relevância no uso das atividades lúdicas,as respostas acima são unânimes dando valor ao lúdico, mesmo através de pontosde vista diferentes. Nesta mesma categoria foram questionadas as professoras emquais momentos era utilizado o lúdico nas suas práticas pedagógicas, e foramobtidas as seguintes respostas pelas professoras acima citadas.Segundo P3: “Nas minhas aulas de matemática e de religião especificamente”.Anteriormente ela tinha mencionado que as atividades lúdicas são satisfatórias parao desenvolvimento dos alunos, já no questionário fechado no item 4.1.7 ela falou quefaz uso do lúdico diariamente.Diante do exposto, percebemos que mesmo a professora reconhecendo que asatividades lúdicas contribuem para o desenvolvimento dos alunos, na sua fala houvecontradições em relação à aplicação. Concernente aos estudos realizadosentendemos que as atividades lúdicas devem acontecer não somente em algumasdisciplinas, sobretudo elas devem fazer parte do cotidiano das escolas, e ainda deve
  • 53. fazer parte da formação do professor de tal forma que essas atividades ocorramespontaneamente, contribuindo tanto para o seu fazer pedagógico, como paraatender as necessidades infantis. Maluf (2003) traz um aporte: A formação de um profissional nesta área precisa ser melhor embasada com conhecimentos que vivenciam experiências lúdicas, que atuem como estímulos para aplicar seus poderes de habilidades, que desabrochem naturalmente em uma variedade de maneiras de explorar a si próprio e o ambiente em que se encontram. Assim, à medida que vivenciam novas experiências, desenvolve suas fantasias, e o prazer se expande em alegrias. Com certeza se cotidiano pedagógico será mais rico pois irão fluir novos projetos e novas criações (p.11).Analisando a fala de P.4 em relação aos momentos de uso das atividades lúdicas,ela respondeu que utiliza “Nos momentos para relaxarem as crianças”. Mesmo aprofessora reconhecendo em sua fala inicial, acima citada, dizendo que o lúdicoajuda a tornar as aulas mas prazerosas e divertidas, fica claro a incoerência nosdiscursos feitos.Fica evidente que existe uma utilização das atividades lúdicas nas práticaseducativas das professoras e as mesmas consideram o uso do lúdico como algoimportante, devendo uma atenção maior quanto a utilização dessas atividades, queprecisam fazer parte do fazer pedagogico como metodologia e não usadas semsentido, sem significado, ou simplesmente quando é interessante utilizá-las emalgumas disciplinas.
  • 54. CONSIDERAÇÕES FINAISMesmo diante dos avanços legais reconhecendo a educação infantil, comomodalidade de ensino, propiciando à criança direito de receber uma educação quevenha atender as suas necessidades, inclusive assegurando-lhe o direito de brincar,ainda existe uma distância desses avanços com a realidade no cotidiano dasinstituições.Os estudos foram feitos em busca de alcançar o objetivo da questão que nortearamessa pesquisa, identificar através dos instrumentos utilizados a importância que asprofessoras atribuem ao lúdico nas suas práticas educativas na escola públicaMunicipal.Por intermédio dos estudos feitos, dando-nos base para compreender sobre aludicidade e a sua atuação nos espaços de educação infantil, destacamos a suaeficácia no processo de aprendizagem das crianças, na socialização, auxiliando nacriatividade, e no desenvolvimento da imaginação.Essas reflexões teóricas nos levaram a entender que as professoras possuem umacarência de estudos sobre a temática, pois nas suas falas a ludicidade não apareciacom profundidade. Elas entendem que o lúdico contribui para a aprendizagemprazerosa e dinâmica, mas em relação as suas práticas realizam essas atividadesfragmentadas considerando sua necessidade apenas para algumas disciplinas.Essa falta teórica pode ser atribuída a ausência de uma formação, já que todas asprofessoras possuem apenas o magistério, consequentemente existira uma lacuna,precisando que essas docentes dêem mais atenção a essa necessidade, em quenem só os alunos serão beneficiados mas também as mesmas como profissionais.A escolha do tema ludicidade na Educação infantil, apesar de ser uma temáticabastante discutida nos espaços acadêmicos de educação, ainda acontece demaneira fragmentada no âmbito da educação infantil na cidade de AntonioGonçalves no lócus de pesquisa, motivo que nos induziu a essa escolha, pois auniversidade precisa contribuir e estender os seus trabalhos na construção do
  • 55. conhecimento, e a realização das pesquisas constitui um instrumento decolaboração.O professor é um mediador na construção conhecimento, assume um papel bastanterelevante, e mesmo diante da complexidade que é a educação em especial a voltadapara crianças pequenas, precisa vencer os conceitos historicamente construídos eassumir-se como profissional encarando as impossibilidades na luta pela garantia deuma educação infantil eficaz, na formação da criança como sujeito social e histórico.Privilegiamos o lúdico como instrumento favorável para satisfazer as necessidadesinfantis, por esta fase requer um olhar especial, pois nela a criança adquire, constrói,conhecimentos que perdurara por toda sua vida.Na educação infantil o lúdico torna-se um recurso importante na metodologia em salade aula podendo ser trabalhada em todas as atividades, pois é a maneira deaprender ensinar que desperta prazer e, dessa forma a aprendizagem acontece.Esse trabalho trouxe contribuições relevantes para nossa formação, podemos ter umcontato maior com a realidade do cotidiano escolar, momentos que nos conduziu areflexão a respeito da educação oferecida no nosso país e também nos indagarmosde que forma podemos contribuir para a formação de crianças sem reproduzirmodelos tradicionais que causam prejuízos no desenvolvimento infantil.Por intermédio desse trabalho almejamos sensibilizar a todos os profissionaisenvolvidos na educação, trazendo-lhes análises acerca da importância da ludicidadenos processos educativos, apesar de ser um tema bastante discutido ainda éutilizada de maneira errada, ou ainda para passar tempo, não obtendo resultadosadequados. Que a ludicidade seja aplicada nos espaços escolares promovendo umespaço sociável, igualitário, aconchegante, onde as crianças sintam prazer emaprender, desenvolvendo-se em seus aspectos cognitivos, físico, cultural e social,como cidadãs atuantes e plenas.
  • 56. REFERÊNCIASANDRADE, Euzania B.F. A Busca do Reencamento do Professor. In:ANGOTTI,Maristela (org.). Educação Infantil: para que, para quem e por quê? Campinas,SP: Ed. Alínea, 2006.ANGOTTI, Maristela (Org.). Educação Infantil: para que, para quem e porquê?Campinas, SP: Ed. Alínea, 2006.ASSIS, Muriane Sirlene Silva de. Práticas de Cuidado e de Educação naInstituição de Educação Infantil: o olhar das professoras. In: ANGOTTI,Maristela (org.). Educação Infantil: para que, para quem e por quê? Campinas,SP: Ed. Alínea, 2006.ARIÊS, Philipe, História Social da Criança e da família. Rio de Janeiro: Ltc.Editora, 1978.ALMEIDA, P.N. de. Educação Lúdica: técnica e jogo pedagógicos. São Paulo;Loyola, 1995.BRASIL, Referencial Curricular Nacional Para a Educação Infantil – Volumes I e II –Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental –Brasília: MEC/SEF, 1998.BRASIL. Lei nº 9.394. LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de20 de dezembro de 1996.BROUGERE, G. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez, 1995.BARROS, Aidil Jesus da S. e LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto dePesquisa: propostas metodológicas. Petrópolis, RJ. Vozes, 1990.DOHME, Vânia. Jogando: o valor educacional dos jogos. São Paulo: Informal,2003.FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Ta pronto seu lobo? Didática prática na pré-escola. Editora Ática, 1991. GIL, Antonio Carlos, como elaborar projetos de pesquisa 3 ed. São Paulo: Atlas,1991.GOLDENBERG, Mirian. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa emciências sociais. – 4 Ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.JARDIM, Claudia Santos. Brincar: um campo da subjetividade na infância. – SãoPaulo, Annablume. 2002.
  • 57. LUDKE, Menga – ANDRE, Marli, E.D.A. Pesquisa em educação: Abordagensqualitativas. – São Paulo, EPU, 1986.LUCKESI, Cipriano Carlos. Disponível em:http://www.luckesi.com.br/textos/ludicidade-e-atividades-ludicas.doc. Acessado em25 de novembro de 2007.Kramer. Sonia. A política da pré-escola no Brasil: a arte do disfarce. 4ª edição,São Paulo, editora Cortez, 1992._____________, Sonia. Profissionais da educação infantil: gestão e formação.São Paulo, ática. 2005._____________, Sonia. Infância e educação infantil: reflexões e lições. In:Cadernos de Educação, nº 34, Rio de Janeiro, PUC – Rio. 1998.KRAMER, Sônia. A infancia e sua singularidade. In: BEAUCHAMP, Janete (org.) eNASCIMENTO, Auricélia Ribeiro do, et.all. Ensino Fundamental de Nove Anos:Orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília. Ministérioda Educação Básica, 2007.MACHADO. Maria Lucia de A. (org). Encontros e desencontros em educaçãoinfantil. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2005.MALUF, Angela Cristina Munhoz. Brincar: Prazer e aprendizado. Petrópolis, RJ.Vozes, 2003.MASCIOLI, Suselaine Aparecida Zaniolo. Brincar: um direito da infância e umaresponsabilidade da escola. In: ANGOTTI, Maristela (org.). Educação Infantil:para que, para quem e por quê? Campinas, SP: Ed. Alínea, 2006.MARCONI. M.D.A; LAKATOS, E.M.T. Técnicas de pesquisa: planejamento eexecução de pesquisa, amostragem e técnicas de pesquisa, elaboração,análise e interpretação de dados. 3ª Ed. São Paulo: Atlas, 1996.NICOLAU. Marieta Lúcia Machado. A educação pré-escolar. São Paulo: Ática,1995.OLIVEIRA. Zilma. M.R de (Org). Educação Infantil: muitos olhares. 5 ed. SãoPaulo. Cortez, 2001.ROCHA, E.A.C. A pesquisa em educação infantil no Brasil: trajetória recente eperceptiva de consolidação de uma pedagogia. Florianópolis: Núcleo depublicação, 1999.ROSAMILHA, Nelson. Psicologia do Jogo e a aprendizagem infantil. São Paulo:Pioneira.SANTOS, Santa Marli Pires dos. O lúdico na formação do educador. 4 ed, vozes,Petrópolis, RJ. Vozes,1997.
  • 58. TRIVINOS, Augusto Nivaldo Silva. Introdução a pesquisa em ciências sociais: apesquisa qualitativa em educação. São Paulo. SP Atlas, 1987.VIGOTSKY, L.S. A formação Social da Mente. São Paulo. Martins Fontes, 1984.
  • 59. APÊNDICES
  • 60. APÊNDICE A UNEB – Universidade do Estado da Bahia Departamento de Educação – Campus VII - Pedagogia 2005 Questionário FechadoEste instrumento de pesquisa tem por finalidade coletar dados de professores envolvidosno Ensino de Educação Infantil, que propiciará ao pesquisador subsídios para estetrabalho de conclusão de curso (TCC), os quais responderão os questionamentos dentrodo tema: O lúdico na Educação Infantil. Sabendo que a identificação dos sujeitos serámantida em absoluto sigilo, ao mesmo tempo em que agradecemos pela colaboração.1. Qual a sua formação? ( ) Formação geral ( ) Magistério ( ) Pedagogia ( ) Pós graduado ( ) Superior incompleto2. Sexo ( ) Feminino ( ) Masculino3. Quanto tempo leciona na Educação infantil? ( ) 1 ano ( ) 2 a 3 anos ( ) 4 a 5 anos ( ) mais4. Média de faixa etária das crianças com as quais trabalha. ( ) De 2 a 3 anos ( ) De 3 a 4 anos ( ) De 4 a 5 anos ( ) De 5 a 6 anos5. Quantos alunos têm em sua sala de aula? ( ) mais de 10 ( ) mais de 20 ( ) mais de 306. Trabalha quantas turnos? ( ) só pela manhã ( )só pela tarde ( ) os dois turnos7. Com que freqüência na sala de aula? são desenvolvidas atividades lúdicas, ou situações que envolvam a ludicidade? ( ) nenhuma ( ) Diariamente ( ) De 1 a 3 vezes por semana.
  • 61. APÊNDICE B UNEB – Universidade do Estado da Bahia Departamento de Educação – Campus VII - Pedagogia 2005 Entrevista semi-estruturadaEste instrumento de pesquisa tem por finalidade coletar dados de professores envolvidosno Ensino de Educação Infantil, que propiciará ao pesquisador subsídios para estetrabalho de conclusão de curso (TCC), os quais responderão os questionamentos dentrodo tema: O lúdico na Educação Infantil. Sabendo que a identificação dos sujeitos serámantida em absoluto sigilo, ao mesmo tempo em que agradecemos pela colaboração. 1. O que você entende por infância? 2. De acordo com a sua concepção, qual seria a função da Educação Infantil? 3. Como você conceitua ludicidade? 4. Você acredita que as atividades lúdicas podem contribuir para o desenvolvimento da criança? Se achar que sim, de que forma? 5. Você desenvolve atividades lúdicas em suas aulas? De que forma? 6. Como você avalia o uso de atividades lúdicas na sua prática pedagógica? 7. Você enfrenta algum tipo de dificuldade na sala de aula para desenvolver atividades lúdicas? Se a resposta for positiva, quais seriam estas dificuldades? 8. Qual o papel do docente ao desenvolver atividades lúdicas em suas aulas? 9. Em quais momentos você utiliza o lúdico em suas praticas pedagógicas?

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