Monografia Adriana Pedagogia 2012

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Pedagogia 2012

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  • 1. 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS VII COLEGIADO DE PEDAGOGIA ADRIANA ARAUJO SILVAA LITERATURA INFANTIL NA VOZ DA CRIANÇA SENHOR DO BONFIM-BA 2012
  • 2. 2 ADRIANA ARAUJO SILVAA LITERATURA INFANTIL NA VOZ DA CRIANÇA Monografia apresentada ao Departamento de Educação- Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção de graduação no Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Orientador: Profº. Esp. Pascoal Eron S. de Souza SENHOR DO BONFIM-BA 2012
  • 3. 3 ADRIANA ARAUJO SILVAMonografia apresentada ao Departamento de Educação-Campus VII, daUniversidade do Estado da Bahia, como parte dos requisitos para obtenção degraduação no Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Aprovada em _______,de Agosto, de 2012. BANCA EXAMINADORA _______________________________________________________ Orientador: Profº Espª. Pascoal Eron S. de Souza Universidade do Estado da Bahia –UNEB Orientador _____________________________________________________ Prof _________________________________ Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinador (a) _____________________________________________________ Prof____________________________ Universidade do Estado da Bahia – UNEB Examinador (a)
  • 4. 4À Deus,que me agraciou com o dom da vida econduziu-me até aqui. Sua presença me deuforças para prosseguir e permitiu chegar,pois nos proporcionou a chance dedemonstrar a nossa capacidade pararealização deste trabalho que, apesar deárduo, hoje nos proporcionou orgulho. MuitoObrigada Deus. A Ti toda honra e Glória.
  • 5. 5 AGRADECIMENTOS À minha família que me apoiou e ajudou durante todo o curso e em momentosem que mais precisei, em especial minha mãe Lindalva e meu irmão Claudionor queforam suportes importantes em minha caminhada. À minha pequena princesa Ana Clara, de quem sempre recebi estimulou parainvestir em minhas pesquisas em Literatura Infantil. Será sempre uma referência emminha vida. À minha amiga e companheira de pesquisa, Cássia Milena que acreditou, enão duvidou em nenhum momento na contribuição da Literatura para odesenvolvimento infantil e não mediu esforços para ir a campo buscar respostaspara nossa inquietação. À minha querida equipe que esteve ao meu lado desde o primeiro semestredo curso de Pedagogia, com eles e elas muito aprendi, rompemos barreiras,desmistificamos preconceitos, vivemos momentos especiais, e também algunstristes, muitas alegrias, madrugadas em claro, mas valeu a pena. Por isso aqui fica omeu muito obrigada a Paulo Victor, José Nilton, Maria Clara, Edineide, LucianaNascimento e Cássia Milena, pessoas que levarei para sempre em minha memória eem meu coração. Aos colegas da turma 2008.1, com tantos aprendi e dividi experiências, quepara mim foi muito importante e também construímos laços de amizade.Aos professores que muito me ensinaram e contribuíram para minha formação,tragoem destaque a professora Sandra Fabiana que foi referencia para mim quando medediquei a trabalhar com a Literatura Infantil. Agradeço em especial ao professor e orientador Pascoal Eron que confiou emmeu objeto de estudo e muito contribuiu para minha formação enquanto pedagoga. Por fim, a Igreja Batista que me recebeu de portas abertas e muito ajudoupara minha pesquisa, as crianças, meu objeto de pesquisa que foram de suma
  • 6. 6importância para alcançar meus objetivos, não poderiamos esquecer das alunas edas irmãs e cooperadores da ONG que muito me incentivaram a continuar comminha pesquisa. Ao Campus VII, que nos deu oportunidade de realizar esse curso e crescerem conhecimento. A todos, muito obrigada!
  • 7. 7“O ouvir histórias pode estimular odesenhar, o musicar, o sair, o ficar, opensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, over o livro, o escrever o querer ouvir denovo (a mesma história ou outra). Afinaltudo pode nascer de um texto” FanyAbramovich
  • 8. 8 RESUMO Este trabalho monográfico emerge como Trabalho de conclusão de Curso – TCC queconstitui requisito parcial para a graduação, todavia é resultado de pesquisa realizada cominfantes em idade entre seis a dez anos,tendo como objetivo buscar nas crianças o que elaspensam sobre a leitura. Procurou-se compreender a relação das crianças com leiturasinfantis, como gosto, sentimentos expressados ao ouvir ou ler uma historia, já que durante operíodo acadêmico a Literatura infantil foi uma temática que chamou bastante atenção e foifoco da minha pesquisa. Apoiado em um estudo teórico conseguiu-se perceber através darevisão a relevância da literatura para o desenvolvimento infantil, contudo foi necessário vercomo consistia a prática,esta que foi almejada nesse trabalho. Os autores foram defundamental relevância para isto; e com eles vimos que a Literatura Infantil pode contribuirpara uma educação de qualidade e alargar habilidades importantes para o desenvolvimentoinfantil como: estimular e desenvolver a prática da leitura. A metodologia utilizada foiqualitativa, pois precisávamos de dados para encontra uma resposta aproximada paranossa inquietação. Na análise de dados pode-se reafirmar o quanto a literatura infantil éatraente as crianças e pôde-se afirmar o que os teóricos reforçaram. Portanto, a LiteraturaInfantil ainda permanece no gosto das crianças, e desperta ainda sentimentos como aafetividade, encanto, desejos, ânsias enfim, estimula tanto a imaginação como a criatividadeinfantil e, sobretudo, o gosto pela leitura no seus mais variados sentidos.Palavras chave: Literatura Infantil. Criança. Leitura.
  • 9. 9 LISTA DE ILUSTRAÇÕESFIGURA DESCRIÇÃO PÁGINA 01 Gráfico de faixa etária 26 02 Gráfico de nível de escolaridade 27 03 Gráfico de quantidade de livros lidos no ano de 28 2012
  • 10. 10 SUMÁRIOINTRODUÇÃO ............................................................................................... 11CAPITULO I 1. PROBLEMATIZAÇÃO............................................................................... 12 CAPITULO II 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA......................................................................... 15 2.1. Literatura Infantil .......................................................................................... 15 2.2. Criança ........................................................................................................ 17 2.3. Leitura .......................................................................................................... 19CAPITULO III 3. METODOLOGIA......................................................................................... 21 3.1. Tipo de pesquisa ......................................................................................... 21 3.2. Sujeitos da pesquisa.................................................................................. 22 3.3. Lócus da pesquisa ...................................................................................... 22 3.4. Instrumentos de coletas de dados .............................................................. 22 3.4.1. Observação Participante ................................................................... 23 3.4.2. Questionário Fechado ...................................................................... 23 3.4.3. Entrevista Semi estruturada ............................................................. 23 3.5. Tratamento dos dados ................................................................................ 24CAPITULO IV4. ANALISANDO OS DADOS COLETADOS................................................ 25 4.1. Perfil dos pesquisados: Análise do questionário fechado ........................... 25 4.1.1. Gênero do sujeito ............................................................................. 25 4.1.2. Instituição Escolar ............................................................................. 26 4.1.3. Faixa etária ....................................................................................... 26 4.1.4.Nível de escolaridade ........................................................................ 27 4.1.5. Os anseios pela leitura ...................................................................... 27 4.1.6. Ambientes de leitura ......................................................................... 29 4.1.7. As Preferências pela leitura .............................................................. 29 4.2. Analisando a entrevista e confrontando com a observação ....................... 30 4.2.1. Discutindo sobre preferências de leituras ......................................... 30 4.2.2. Histórias marcantes ........................................................................... 34 4.2.3. O valor do livro para mim ................................................................... 35 4.2.4. A leitura na voz infantil ...................................................................... 36 CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................... 38REFERÊNCIAS.............................................................................................. 40APÊNDICE ..................................................................................................... 42
  • 11. 11 INTRODUÇÃO A pesquisa tem para nós um significado muito importante, pois através deinvestigações durante o curso de pedagogia do Campus adquirimos conhecimentos,ampliamos algumas idéias sobre educação, e rompemos barreiras que para nósantes seria impossível. Assim brota nossa proposta de pesquisa que tem sua origemdesde o segundo semestre quando buscamos na Literatura Infantil embasados porautores entender de que forma ela pode contribuir para uma educação de qualidadee assim nasce depois de muitas inquietações nosso trabalho de conclusão do curso.Não foi fácil ir a campo, pois precisamos de tempo, para coletar dados e assimchegar a uma resposta aproximada da nossa questão. A pesquisa nos permitiu entender realmente o que a criança pensa sobre aleitura destinada a ela e através do contato direto adentrar no mundo infantil ebuscar informações para nossa produção, assim em nossa discussão deixar que acriança expresse realmente que sentido tem a Literatura Infantil para ela, dando voza quem é de direito. Esta monografia foi organizada em quatro capítulos, no primeiro capítuloproblematizamos nossa questão, apontamos o caminho percorrido junto com aliteratura infantil durante nosso curso, as experiências em ir a campo, o aprendizadoe assim nosso problema de pesquisa. No segundo capítulo, buscamos através dosaportes teóricos, entender um pouco sobre a Literatura Infantil: história, seu papel nodesenvolvimento infantil, e dialogamos sobre leitura e sua relação com a literaturainfantil. O terceiro capítulo vem abordando as práticas metodológicas utilizadas paradesenvolver nossa pesquisa. E por fim no quarto capítulo dialogamos com nossossujeitos através de analise trazendo nossos autores para um confrontamento.
  • 12. 12 CAPÍTULO I1. PROBLEMATIZAÇÃOPensar em crianças e sua relação com a leitura é pensar no futuro, e pensar nofuturo é ter a responsabilidade de construir um mundo bem melhor, com menosanalfabetismo, opressão e diferenças sociais. Há muitos anos, a Literatura Infantilvem atraindo a atenção de pesquisadores, pedagogos e estudiosos de grandesgrupos editoriais. Entendemos que a presença da Literatura Infantil e a mediação da Leitura nocotidiano da criança em sala de aula, em casa ou em outro lugar podem ajudar ossujeitos no desenvolvimento intelectual e emocional. A Literatura Infantil possui umacaracterística encantadora, atraente onde as ilustrações convidam o leitor a entrarno mundo mágico da leitura. Os temas também são interessantes e agradam aoseducadores e as crianças. Muito se tem investido em Literatura Infantil. As escolastambém perceberam o quanto ela pode ajudar no desempenho dos alunos. Literatura brasileira, contos de fadas, fábulas, e outros, uma imensidão detextos que encantam, fascinam, levam a criança a viajar no mundo real ouimaginário. A leitura das literaturas infantis inspira caminhos belos e umacompreensão melhor de mundo e nos faz viajar no mundo de contos de fadas,lugares reais e incríveis onde só a imaginação pode criar e chegar. A sociedade está cada vez mais globalizada. As crianças a cada diaincorporam-se a esse estereótipo de vida, tem acesso a muitas informações etecnologias variadas e atraentes. Muitos não têm mais prazer em brincar de bola,correr na rua, pois não querem mais perder tempo, com o que às vezes acham“chato”. Sabemos que é muito bom ter todos esses mecanismos de tecnologias, masainda assim, precisamos trazer novamente para o mundo infantil o que realmentecriança a gosta: brincar, contar história e ler e ouvir muitas histórias, pois a leituraenriquece a sabedoria e desperta a imaginação.
  • 13. 13 Durante o curso de Pedagogia buscamos em nossas pesquisas entender umpouco qual o verdadeiro papel da Literatura Infantil. Sempre trabalhamos com atemática em nossos artigos e projetos, o que foi muito enriquecedor, pois adquirimosconhecimentos e vivenciamos através da aplicação de projetos e leituras o quanto aLiteratura Infantil ainda ajuda e estimula à criança no processo de leitura edesenvolvimento emocional, intelectual, processo de alfabetização e também aludicidade. Em todas as nossas produções, buscamos através de aportes teóricosentender um pouco sobre a Literatura Infantil,amadurecendo e adquirindoconhecimento através dos autores trabalhados. Um dos projetos que ficou marcado em nós, foi o Baú Literário, desenvolvidono quinto semestre do curso de Pedagogia do Campus VII, em espaços nãoescolares, basicamente a proposta do projeto era estimular as crianças da ONG adesenvolver o hábito e prazer em ler, através da contação de história e contribuirpara uma melhor socialização da criança no meio em que vive. Nosso lócus atendecrianças em situação de alto risco (meninas). A cada história trabalhada podíamosperceber em cada criança o encanto e a relação da história com sua vida, tambémpercebíamos que havia rejeição por parte de outras e foi surgindo a partir daí umainquietação, já sabíamos que a Literatura Infantil era prazerosa, e contribuía muitoem uma sala de aula para o professor, mas as crianças, o que elas realmenteacham das leituras das Literaturas Infantis?Que tipo de leitura almejam? O queacham dos textos direcionados a elas? Assim desenvolvemos mais uma vez oprojeto em uma outra instituição, uma escola bíblica onde nosso alvo eram criançasde escola pública e particular com idades entre 6 a 10 anos.Nosso objetivo eraatravés da realização do projeto desenvolver nossa pesquisa buscando através dacontação de historias coletar dados para nossa produção. O projeto foi desenvolvidoem cinco domingos, durante os meses de junho e julho o que nos proporcionoucolher informações importantes e valiosas. Diante disso, somos levados a refletir sobre a importância da leitura comoforma de enriquecimento e desenvolvimento de uma criança o que nos faz lembrardas palavras de Abramovich (1997, p.23) “O ouvir histórias pode estimular odesenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o
  • 14. 14livro, o escrever, o querer ouvir de novo(a mesma história ou outra).Afinal tudo podenascer de um texto!” Partindo destas vivencias anteriores que nos levam a desejar oaprofundamento dos estudos no tocante a Literatura Infantil, neste sentido, essapesquisa busca responder o seguinte questionamento: O que as crianças pensamsobre a leitura? Para tanto, desenvolvemos um projeto de leitura onde aplicamos oquestionário e durante a realização do projeto, autorizados pelos pais, fazíamos asentrevistas com os sujeitos o que nos proporcionou momentos gratificantes eenriquecedores. O projeto teve como tema: BAÚ DE LEITURAS. Assim, ao longo do curso e das pesquisas sobre a Leitura e LiteraturaInfantil,surgiram dúvidas e indagações de acordo com nossas leituras como fonte desaberes: as histórias infantis despertam interesse nas crianças? Os livros deliteratura vem sendo lidos com prazer ou só lêem para ter uma boa nota, passar deano, receber um elogio dos pais ou professores? Mediante ao que foi exposto, nosso objetivo ao investigar essa questão édescobrir que sentido tem a leitura para as crianças e perceber o que acham dostextos infantis, o que gostam, o que não gostam e que sentido tem a leitura paraelas. Neste âmbito, acreditamos que a Literatura Infantil pode contribuir muito nodesenvolvimento de uma criança. Enfim, Esperamos que essa pesquisa possa contribuir muito para o curso poisacreditamos, que ser pedagogo é perceber a criança como ser social, que pensa,age e tem, sim, direitos e voz. Desta Maneira, buscamos eleger alguns elementosque possam contribuir para responder nossa indagação e quem sabe abrir caminhospara outras pesquisas, que possam proporcionar desafios e debates. E despertar nacriança cada dia mais o gosto e o prazer pela leitura.
  • 15. 15 CAPITULO II2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Neste capitulo discutiremos a história da Literatura Infantil, o surgimento dostextos direcionados a crianças e o percurso até os dias de hoje. Em seguidadiscorreremos sobre a criança e a sua relação com a Literatura Infantil e parafinalizar o capítulo falamos sobre leitura, visando analisar as contribuições para odesenvolvimento infantil.2.1. Literatura Infantil É evidente a importância da Literatura Infantil, quando se pensa na formaçãocompleta do ser humano a um processo que busque o equilíbrio e despertando aimaginação, a inteligência e afetividade, entre a razão e a emoção, entre o utilitário eo estético da criança. A Literatura Infantil tem grande importância na formação debons leitores. A literatura dirigida ao público infantil foi produzida a partir do séculoXVII, uma vez que antes desta data, a sociedade feudal não reconhecia que ascrianças possuíam características próprias da infância. Antes da formação destemodelo familiar burguês, não havia uma consideração especial para com a infância.“Esta faixa etária não era percebida como um tempo diferente nem o mundo dacriança como um espaço separado”. (ZILBERMAN, 1987, p.13). A família tornou-se unicelular, ou seja, mais unida e privada depois da quedado sistema feudal, nesse período a criança é tida como frágil (biologicamente),distanciada dos meios produtivos, e, então como conseqüência é um serdependente do adulto, de quem precisa para agir na sociedade. Até o século XVII, a infância não era entendida do caráter como percebemos hoje. As crianças eram tratadas como mini-adultos, trabalhavam e viviam juntos aos adultos, vestiam-se como adultos e praticavam de tudo: da vida social, política e religiosa da comunidade, não havia propriamente dito, “um mundo infantil”, diferente e separado, ou uma visão especial, não se escrevia para ela, pois não existia infância (ÁRIES, 1978, p.22).
  • 16. 16 Os primeiros livros para crianças foram escritos por professores e pedagogoscom intenções educativas. A produção para crianças surgiu com o objetivo deensinar valores (caráter didático), ajudar a enfrentar a realidade social e propiciar aadoção de hábitos, tornando assim um prazeroso diálogo entre a criança e o livro. Dentro do contexto da Literatura Infantil, a função pedagógica implica a ação educativa do livro sobre a criança. De um lado, relação comunicativa leitor-obra, tendo por intermediário o pedagógico, que dirige e orienta o uso da informação: de outro, a cadeia de mediadores que interceptam a relação livro-criança: família, escola, biblioteca e o próprio mercado editorial, agentes controladores de usos que dificultam à criança a decisão e a escolha do que e como ler. Extremamente pragmática essa função pedagógica tem em vista interferência sobre o universo do usuário através do livro infantil, da ação de sua linguagem, servindo-se da força material que palavras e imagens possuem como signos que são, de atuar sobre a mente daquele que as usa; no caso, a criança (PALO; 2001.p.13). Podemos observar que a Literatura Infantil desempenha um papel de grandeimportância no desenvolvimento da criança e estimula a imaginação da mesma. ALiteratura Infantil, no projeto de uma escola, realiza um trabalho de desenvolvimentodos alunos fazendo com que as crianças tenham um interesse maior pela leitura,escrita, arte, imaginação e fantasia, despertando assim uma compreensão maior demundo; “O ler relaciona-se ao desenvolvimento lingüístico da criança, com aformação da compreensão do fictício, com função específica da fantasia infantil, comcredulidade na história e a aquisição do saber.”. (ZILBERMAN; 1987, p.12). A literatura age dentro da faixa de conhecimento da criança, porque podepossibilitar ao leitor uma visão dupla de suas capacidades intelectuais, o saberadquirido dá-se por meio do domínio da realidade baseado na experiência, isto é,aumenta a dimensão de compreensão, aquisição de linguagem, produtos, recepçãohistórica pela audição ou leitura e da decodificação da mesma. A Literatura Infantil possibilita então, que as crianças consigam redigir melhor desenvolvendo sua criatividade, pois o ato de ler e o ato de escrever estão intimamente ligados. Nesse sentido, “a Literatura Infantil é, antes de tudo, literatura; ou melhor, é arte: fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem a vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, os ideais e sua possível/ impossível realização...” (COELHO, 2000, p.27)
  • 17. 17 Ainda falando de Literatura Infantil não poderíamos esquecer do precursor deuma literatura destinada às crianças no Brasil, Monteiro Lobato.Com o surgimentode Monteiro Lobato na cena literária para crianças e sua proposta inovadora, acriança passa ter voz, ainda que uma voz vinda de uma boneca de pano, Emília.Acontestação e a irreverência infantis sem barreiras começam a ter espaço e a serlidas, e adquirirem maior concretude com as ilustrações das personagens do Sítio doPica Pau Amarelo. Monteiro Lobato traz para Literatura Infantil o mais importante, vozes esentimentos das crianças para as páginas dos livros, para as ilustrações e para asdiferentes linguagens que se fazem presentes na produção artística para crianças.“ainda acabo fazendo livro onde as crianças possam morar...” Cunha (1991) vemreforçar dizendo: Com Monteiro Lobato é que tem início a verdadeira Literatura Infantil brasileira. Com uma obra diversificada quanto a gênero e orientações, cria esse autor uma literatura centralizada em alguns personagens que percorrem e unificam seu universo ficcional. (p.24) Monteiro Lobato introduz essa perspectiva de olhar o Universo Infantil a partirdos anseios infantis, o que sem duvidas foi um marco importantíssimo na LiteraturaInfantil brasileira. Compreender este universo da literatura infantil foi de sumaimportância para a consolidação deste estudo e diante disso uma reflexão acerca dacriança no mundo contemporâneo se fez necessária.2.2 Criança As crianças têm várias formas de pensar, de falar, de agir, de sonhar, deimaginar, de interagir, de criar, enfim, de expressar-se, que as diferenciam do mundodos adultos. Elas têm uma forma diferente de interpretar e atribuir sentido àrealidade que as cerca, e, portanto, agir no mundo e é nesse ponto que recursoscomo a Literatura Infantil tem espaço suficiente para introduzir conhecimentos evalores, entre outros, que podem ajudar a construir a personalidade humana. ALiteratura desperta na criança uma viagem de descobertas e aventuras. Eladesempenha um papel importante no desenvolvimento da criança, aumentando sua
  • 18. 18imaginação e aguçando a fantasia do pequeno leitor. “Ah, como é importante para aformação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o inicio daaprendizagem para ser um leitor é ter um caminho absolutamente infinito dedescobertas e de compreensão do mundo...”. (ABRAMOVICH; 1997, p.16). A Literatura Infantil desenvolve não só a imaginação das crianças, comotambém permite que elas se coloquem como personagens das histórias, das fábulase dos contos de fada, além de facilitar a expressão de idéias. Sendo assim, oobjetivo da Literatura Infantil é o de formar leitores, pois por uma série decaracterísticas e fatores ela desempenha esse papel melhor do que a literaturaadulta, uma vez que é mais convidativa. O que se procura hoje é assegurar ao maiornúmero de pessoas possíveis o direito de ler. “A Literatura Infantil contribui para umcontínuo aprendizado, desenvolvendo assim o senso crítico e reflexão onde acriança possa conhecer melhor o mundo que a cerca...” (CAGNETI, 1986, p.23). Através da Literatura Infantil a criança passa a compreender a si mesma e omundo em sua volta. Ela já começa desenvolver seu senso crítico sobre a realidadeque está inserida. Assim, Kramer (1992) pontua que: [...] a criança é considerada como um ser que não é ainda, social, desempenhando apenas o papel marginal nas relações sociais, tanto em relação a produção dos bens materiais, quanto em relação a participação nas decisões. Assim o desenvolvimento da criança é percebida como desenvolvimento cultural das possibilidades naturais da criança, ao invés de socialmente determinado e condicionado por sua origem social. (p.21) Diante disso podemos perceber que a criança se desenvolve de acordo com omeio em que vive e a cultura na qual está inserida. Uma criança que é educada emum meio onde há incentivo a leitura, a situações que lhe proporcione condiçõesfavoráveis a desenvolver habilidades favoráveis a uma boa educação, terá bem maiscondições que uma criança que não é incentivada a leitura.
  • 19. 192.3. Leitura A leitura das Literaturas Infantis inspiram caminhos belos e uma compreensãomelhor de mundo e nos faz viajar no mundo de contos de fadas, reis, personagensfabulosos, lugares incríveis onde só a imaginação pode criar. Ler é poder rir,gargalhar, chorar com as situações vividas pelos personagens. A leitura deve ser um momento prazeroso onde o leitor ou ouvinte da históriaé envolvido por sensações: “Diante de cada história, o leitor veste a pele do herói evive sua vida, arrebatado de sensação em sensação à surpresa do desenlace”(MEIRELES, 1984, p.129). Ler é interpretar e aprender o significado, é decodificar símbolos (imagens).Ler alude entendimento, entender o significado das palavras. Como muitas palavrasa palavra ler, deriva do latim “Legere” e significa conhecer, interpretar por meio deleitura, descobrir. Assim leitura é o ato de ler. É imaginar sem que haja figuras ouimagens. Aprender a ler e utilizar-se da literatura como veiculo de informação e lazerpromove a formação de um individuo mais capaz de argumentar, de interagir com omundo que o rodeia e tornar-se agente de modificações na sociedade em que vive.(GREGORIN FILHO, 2009, p.51). Doravante, nota-se que a literatura possui uma grande contribuição, na vidasocial da criança mesmo quando esta ainda não está completamente alfabetizada,ela já entra em contato com a literatura e a escrita. A Literatura Infantil é umelemento precioso para os contatos iniciais da criança com o universo da leitura, porse tratar de uma literatura produzida diretamente para crianças. Desta maneira,Soares (2005) ressalva que: Leitura é um conjunto de habilidades de decodificar palavras escritas até a capacidade de compreender textos escritos. Essas categorias não se opõem, completam-se; a leitura é um processo de relacionar símbolos escritos a unidade de som e também o processo de construir uma interpretação de textos escritos. (p. 68)
  • 20. 20 As práticas de linguagem são acima de tudo sociais, a leitura e a escritafacilitam outra forma de comunicação e interação social. Através da linguagemescrita, podemos transmitir sentimentos, ideias e conhecimentos. Estas práticassociais vão além das simplificações do entendimento de sinais gráficos com sons.Neste contexto, Soares (2005) define a palavra letramento, que envolve as práticassociais do processo de alfabetização: [...] a criança que ainda não se alfabetizou, mas já folheia livros, finge lê-los, brinca de escrever, ouve histórias que lhes são lidas, está rodeada de material escrito e percebe seu uso e função, essa criança é ainda “analfabeta”, porque não aprendeu a ler e a escrever, mas já penetrou no mundo do letramento, já é de certa forma letrada. (p.24) As crianças de quatro a dez anos gostam muito de contos de fadas eaventuras, pois através das leituras sejam de imagens, histórias lidas ou contadaselas fazem uma relação com o mundo que as cercam e dão sentido através daimaginação a história com seu mundo: o faz de conta, era uma vez, viveram felizespara sempre e sempre o bem vence o mal.
  • 21. 21 CAPÍTULO III3. METODOLOGIA Compreende-se que a metodologia é o desenhar do percurso em que se foipercorrido ressaltando os métodos e a sua relevância para a consolidação destetrabalho de conclusão de curso; e constitui grande ferramenta fazendo-senecessário como um processo utilizado para que os objetivos sejam alcançadoscomo o de descobrir que sentido tem a leitura para as crianças. Segundo Andrade(2007, p.119) “metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que sãopercorridos na busca do conhecimento”. Assim a metodologia proposta precisa estarem harmonia com este objetivo, para Minayo (2002) A metodologia geralmente é uma parte complexa e deve requerer maior cuidado ao pesquisador mais que uma descrição formal dos métodos e técnicas a serem utilizados, indica as opções e a leitura operacional que o pesquisador fez do quadro teórico (p.43) Cientes da importância da metodologia para a pesquisa e do cuidado queprecisamos ter para legitimidade dos dados, escolhemos procedimentos quefavorecerão esta abordagem.3.1. Tipos de Pesquisa Utilizamos a abordagem qualitativa, visto que este tipo de pesquisa é bastanteutilizado no campo das pesquisas sociais, por permitir uma aproximação maisflexível entre sujeitos e pesquisador permitindo a obtenção de dados bastantesignificativos. Ludke e André (1986) afirmam: A pesquisa qualitativa envolve a obtenção de dados descritivos, obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada (...). Se preocupa em retratar a perspectiva dos participantes e tem um plano aberto e flexível focalizado à realidade de forma complexa e contextualizada (p.13) Como Goldemberg (1999) explica, esta flexibilidade permite ao pesquisadorperceber detalhes minuciosos através das emoções e posturas dos sujeitos,fornecendo elementos vitais, que vão alem da representatividade numérica
  • 22. 22abordada na pesquisa quantitativa. Goldemberg (1999) ainda mostra que ospesquisadores que optam pela pesquisa qualitativa, demonstram esta como umaalternativa, a mais, para as pesquisas sociais, não se limitando aos pressupostos deum único modelo metodológico para todas as pesquisas.3.2. Sujeitos da Pesquisa Os sujeitos da pesquisa foram crianças, alunos da Escola Bíblica Dominicalda Igreja Batista Betânia. Os sujeitos foram escolhidos por estarem norteados peloprojeto realizado na igreja, que tem por tema: Baú Literário. Participaram do projetotrinta e duas crianças, e somente vinte responderam o questionário. A turma eracomposta por crianças com idades entre cinco a doze anos.3.3. Lócus da Pesquisa O lócus escolhido foi a Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Betânia.Uma instituição pública e sem fins lucrativos. A escolha do lócus foi por estarrelacionado com nossa perspectiva de sujeitos, pois precisávamos de crianças comidades, escolaridade e financeiramente diferentes uma das outras.3.4. Instrumentos de Coletas de Dados Os instrumentos de coletas de dados permitem-nos chegar mais perto donosso objetivo, uma vez que a pesquisa científica nos conduz a procedimentos e éatravés dela que o investigador tem as respostas das suas indagações. SegundoMichaliszyn (2005; p.32) “Consiste na habilidade em usar um conjunto de normaspara o levantamento de dados”. Para esta pesquisa ser desenvolvida usamos como instrumentos de coletasde dados o questionário e a entrevista semi-estruturada, que nos deram suportepara alcançar nosso objetivo: avaliar o que realmente as crianças pensam sobre aleitura.
  • 23. 233.4.1. Observação Participante Utilizamos a observação participante como um dos instrumentos de coleta dedados, pois nos garantiu maior aproximação com os sujeitos investigados como dizLudke e André (1986) “nos permite chegar mais perto da perspectiva dos sujeitos,um importante alvo nas abordagens qualitativas.” (p.26) A observação participante permite ao pesquisador uma aproximação dosujeito que por sua vez retorna a ele dados concretos, revelados através dasposturas e emoções.3.4.2. Questionário Fechado Após a realização do projeto foi entregue aos sujeitos os questionários, estesentão responderam sem nenhuma intervenção de adultos.3.4.3. Entrevista Semi-estruturada A entrevista é um elemento muito valido, nas pesquisas qualitativas.Rodrigues (1996) diz que: A entrevista é a técnica utilizada pelo pesquisador para obter informações a partir de uma conversa orientada com o entrevistado e deve atender a um objetivo predeterminado. Ela deve ser planejada para que o pesquisador possa obter informações claras e objetivas (p.94). A entrevista precisa ser organizada e comprometida para que consiga coletardados concretos que, proporcionem o alcançar dos objetivos. Entrevistar não é umaação fácil, mas é de grande valia para os pesquisadores que optam pela abordagemqualitativa. Como afirmam Marconi e Lakatos (1996) “a entrevista válida é umaverdadeira arte, não é tarefa fácil, mas é básica” (p.199))
  • 24. 243.5. Tratamento dos dados Os dados obtidos foram organizados e analisados, a partir das informaçõescoletadas na entrevista e no questionário fechado, de acordo com a sua importânciapara nosso estudo. A interpretação dos dados e dos resultados foi classificada porgrupos de acordo com os objetivos traçados que nos permitiram as leituras e asinformações complacentes da pesquisa. Através desses objetos de pesquisa preparamos a análise de dados, capítuloimportantíssimo como cita Barros e Lehfeld (2009, p.87) “a fase da análise de dadosconstitui-se um momento muito importante de todas as pesquisas, pois é nela quebuscamos as respostas pretendidas, através da utilização dos raciocínios indutivos,dedutivos, comparativos etc.”. Assim, precisamos analisar seriamente edetalhadamente cada resposta, pois é através deste que iremos ter respaldo pararesponder o nosso questionamento de pesquisa.
  • 25. 25 CAPÍTULO IV4. ANALISANDO OS DADOS COLETADOS A pesquisa foi desenvolvida com vinte crianças com idade entre seis a dezanos. A partir do questionário fechado foi possível colher informações sobre o perfilde cada sujeito, como nível de escolaridade, sexo, idade, gosto pela leitura, entreoutros. A entrevista semi-estruturada nos possibilitou um contato maior com ossujeitos podendo assim, colher dados importantes para nossa pesquisa. Como citamLudke e Menga(1986): Analisar os dados qualitativos significa “trabalhar” todo material obtido durante a pesquisa, ou seja: os relatos de observação as transcrições da entrevista, as análises de documentos e as demais informações disponíveis. A tarefa de análise implica, num primeiro momento, a organização de todo material dividindo-o em partes, relacionando essas partes e procurando identificar nele tendências e padrões relevantes. Num segundo momento essas tendências e padrões são avaliados, buscando-se relações e interferências num nível de abstração mais elevado (p.45) Isto posto, podemos nos aprofundar na questão pesquisada e confrontar osdados coletados com os autores trabalhados e enfim apresentar respostas a nossaquestão. Sabemos que a análise de dados é uma das etapas de grande importânciade nossa pesquisa, pois através dos relatos confrontaremos com os autores citadose assim buscaremos resposta para nossa indagação frente as informaçõesadquiridas.4.1. Perfil dos Pesquisados: Análise do Questionário Fechado4.1.1. Gênero dos Sujeitos Os sujeito da nossa pesquisa foram vinte crianças, sendo doze meninas e oitomeninos(tendo um percentual de 40% masculino e 60% do sexo feminino.); nosproporcionando subsídios valiosos para nossa produção e analise deste estudo.
  • 26. 264.1.2. Instituição Escolar De acordo com nossa pesquisa percebemos que os sujeitos já estão inseridosem uma escola seja ela pública ou particular. “A escola tem por função preparar oindivíduo para o exercício da cidadania moderna, para a modernidade.”.(RODRIGUES; 1996, p.56). Ficando assim os sujeitos distribuídos: 60% estudam emescola particular e 40% estudam em escola pública.4.1.3. Faixa Etária Participaram da nossa entrevista oito crianças com idades entre seis a dezanos. Essa diferença de idades nos proporcionou uma análise crítica sobre o quepensam as crianças sobre a leitura. Assim representamos em gráfico para melhorcompreender as idades de nossos sujeitos: Faixa Etária 6 anos 7 anos 8 anos 9 anos 10 anos 5% 5% 30% 35% 25% Fig1; Gráfico de Faixa Etária.
  • 27. 274.1.4. Nível de Escolaridade Este dado foi muito importante para nós, pois queríamos ouvir crianças quecursavam séries diferentes. Algumas delas ainda estavam na fase do letramento,ainda no processo de alfabetização. Assim para melhor entender os níveis deescolaridade detalhamos melhor em gráfico. Nível de Escolaridade 1° ano 2° ano 3° ano 4° ano 20% 30% 25% 25% Fig2: Gráfico de Nível de Escolaridade4.1.5. Os Anseios pela Leitura Em cada história contada, narrada à criança veste a roupa do herói, é ummomento prazeroso onde o leitor é envolvido pelo sentimento explicito na história(MEIRELES, 1984).
  • 28. 28 O desejo pela leitura nasce quando somos estimulados a ler. Quando acriança vive em um ambiente com livros, ela será estimulada ao mundo de produçãode conhecimentos a leitura. Assim seguindo nossa meta investigamos de que forma as crianças lêem?Onde? Como e quando? Neste sentido, o gosto pela leitura é evidenciado. Percebe-se que dos vinte sujeitos questionados, 80% gostam de ler, ficando somente umpercentual de 20% dos sujeitos evidenciarem não gostar de ler.De acordo com asrespostas é perceptível que os sujeitos tem o que é mais importante prazer em ler,Indica que devemos aproveitar e investir mais em leituras para crianças e espaçosdirecionados e que promovam leitura. Compreendemos também que nossos sujeitos bem cedo começam a ler livrosde literatura, o que não acontecera a alguns anos atrás. Eles só liam o que fossemexigidos pela escola. Assim em nossa pesquisa apenas três crianças expressaramnão ler nenhum livro este ano de 2012. Também detalhamos a quantidade de livroslidos pelos nossos sujeitos durante este ano de 2012 em gráfico. Livros lidos em 2012 1 Livro 2 Livros 3 Livros Mais de 3 Livros Nenhum Livro 15% 35% 35% 10% 5% Fig3: Gráfico de quantidade de livros lidos no ano de 2012
  • 29. 29 Aprender a ler é utilizar-se da leitura como veiculo de informação e lazer,promover a leitura promove a formação de um individuo mais capaz de argumentar,de interagir com o mundo que o rodeia e torna-se agente de modificações nasociedade em que vive. (GREGORIN FILHO; 1995).4.1.6. Ambientes de Leitura Sabemos que a leitura deve ser estimulada, pois acreditamos que quantomais a criança convive em ambientes que promovam e despertem a leitura, eladesenvolverá com mais intensidade o gosto pela leitura.Os pais devem estimular ecada vez mais ser exemplo para seus filhos, pois quando uma criança cresce em umambiente onde a leitura é praticada, os livros terão significado para ela. Os pais sãoo alicerce da formação da criança e se esse alicerce for construído com uma boaeducação seus filhos crescerão com um ensino eficaz, pois a leitura promove umaboa educação. (BAMBERGER, 2005). Das 20(vinte) crianças: 55% lêem mais emsua casa e 45% na escola. Para nossa surpresa o ambiente familiar está a cada diaestimulando a prática da leitura. Sendo assim Lima afirma que: Os pais poderão compreender melhor os próprios filhos e a significação dos livros para o seu desenvolvimento (...) a função dos pais como modelos é decisiva, isto é, se eles mesmos gostarem de ler, induzirão facilmente os filhos a ler regularmente. O esclarecimento e as informações prestadas pelos pais são uma precondição do ensino eficaz da leitura (p.71 e 72). Entretanto, se acriança começa desde os primeiros anos de vida a ter contatocom livros e é estimulado a leitura através da relação pais e filhos ela realmente seráum bom leitor. A naturalização dos livros no ambiente familiar deve ser umaconstante, desde muito pequena a criança deve ter o hábito de estar com livros e apresença deles constitui-se como grande influenciador do gosto pelos livros econseqüentemente pela leitura. Então a família tem um papel importantíssimo nodesenvolvimento da leitura.4.1.7. As Preferências pela Leitura De acordo com nossa pesquisa o que mais nos chamou a atenção foi queainda hoje as crianças gostam de ler muito contos de fadas e histórias de aventuras,
  • 30. 30pois são textos que sempre tem mistério, fantasia, realidade, o belo, o feio, osheróis, as bruxas, as fadas, a natureza, cenas onde possam passear longe de todarealidade que vivemos hoje. Diante dos dados coletados percebemos que o quemais atraem as crianças são leituras que fascinam, encantam como nos dizMeireles, (1984, p.129). “Diante de cada história, o leitor veste a pele do herói e vivesua vida, arrebatado de sensação em sensação à surpresa do desenlace”.Conseqüentemente nosso resultado ficou assim distribuído de acordo com ointeresse pela leitura:4.2. Analisando a Entrevista e Confrontando com a Observação Os dados coletados através da entrevista semi-estruturada nos levam a umentendimento maior dos sujeitos com a leitura e nos possibilitou uma análise maisclara. Buscamos sempre não expor nossos sujeitos e foi pedido aos pais através dedocumento autorização para que fossem gravadas as entrevistas. Foram entrevistados oito crianças, sendo que cada uma será chamada de um nome comum para quesua identidade seja preservada; e numeramos de acordo a idade de cada um denossos sujeitos. Participaram da nossa entrevista oito sujeitos, sendo três do sexomasculino e cinco do sexo feminino.Todas as entrevistas foram gravadas para quenossa análise fosse feita com mais precisão.4.2.1. Discutindo sobre Preferências de Leituras Entendemos que o prazer em ler, está relacionado aquilo que é atraente,fascinante, assim perguntamos aos nossos sujeitos qual a história preferida?Portanto podemos perceber em suas respostas que os contos de fadas fazem parteda maioria da preferência das crianças. Veja as respostas: Branca de Neve, porque eu gosto muito dela, ela é muito boa ( Ana 6 anos). Minha história preferida é a história do lobo mau ( Elen 6 anos) Minha história preferida... Ai meu Deus... De terror (Maria 7 anos). Polegarzinho. Porque é um conto de fadas e eu gosto muito de contos de fadas que tem bruxas e princesas (Joana 9 anos). Hum...Deixa eu ver...A raposa e as uvas. Sei não... porque eu gosto de fábulas( João 9 anos).
  • 31. 31 A partir das informações coletadas, percebemos que hoje as crianças sãomais estimuladas a leitura, tanto em casa como na escola, o livrou passou a ter umacaracterística própria, tanto os livros didáticos como os de Literatura Infantil. Assim égratificante saber que dos vinte sujeitos entrevistados somente 5% não leramnenhum livro este ano e que 35% já leram mais de três livros ente ano de dois mil edoze. Logo percebemos que a leitura passa a ser apreciada, mais desejada pelaclasse infantil. Os contos de fadas até hoje encantam e despertam o interesse das crianças,como nos traz Coelho (2000): “Os contos de fadas fazem parte desses livros eternosque os séculos não conseguem destruir e que a cada geração, são redescobertos evoltam a encantar leitores ou ouvintes de todas as idades.”. (p.21). Ainda buscandoas considerações de Coelho (2000; p.31) “Os contos de fadas são como cartilhapara as crianças, pois além de afastar os pequenos dos perigos... também emmuitos, agem como defesa de valores, virtudes, trabalho e aspereza.”. Para Bettelhein, (1990; p.197) “Conto de fadas é onde a criança aprende a lersua mente na linguagem das imagens, a única linguagem que permite acompreensão antes de conseguirmos a maturidade intelectual”. Desta maneira, cadacriança encontra nos contos uma parceria para resolver situações como: medos,amor, carência, perdas e buscas. Outro momento essencial foi entender realmente que tipo de texto as criançasgostam de ler. Dar voz a elas, escutá-las entender realmente o que elas pensamsobre leitura. Às vezes somos egocêntricos ao dizer que toda história infantil éfascinante, e prazerosa. Mas se a história é infantil, ou direcionada a crianças, a voztem que partir delas, quem tem que gostar são elas, vejamos o que pensam nossossujeitos: Eu gosto de ler histórias e revistas da Recreio porque tem história de aventura (Pedro 9 anos). Eu gosto de ler contos de fadas (Joana 9 anos). Eu gosto de ler livros... Livros de ciências, história, só. (João 9 anos).
  • 32. 32 Hum... Livro... Livro da história da bíblia” (Jorge 8 anos). Eu gosto de chapeuzinho vermelho, branca de neve, contos de fadas, é..., só (Ana 6 anos). Histórias que eu gosto de lê... Bíblia, gibi, essas coisas aí. Deixa eu ver...Só eu acho que só( Heloísa 9 anos). Diante das falas de nossos sujeitos percebemos a presença do imaginário, doencanto quando citam suas histórias preferidas. Ao entrevistar a Joana, percebi emsuas palavras que há uma escolha e também um confrontamento com o medo, elanão gosta de bruxas, mas diz que gosta de histórias que tenham bruxas e princesas.A Maria, disse logo: de terror, mas em outro momento ela diz ter medo de escuro,fantasmas e não gosta de historias com cenas violentas (que tem briga). Mais umavez as leituras das histórias infantis, permitem ao leitor viajar por um mundo dedescobertas e confrontamento com a realidade. Partindo do pensamento dos sujeitos sobre as escolhas de suas leituras,quando percebemos a sinceridade da criança quando diz tudo que gosta e encerra esó, pronto, acabou, não existe eu gostava, gosto um pouco. O Pedro ao dizer quegosta das revistas da recreio afirma também que gosta de leituras que tenhamaventura, Eis o motivo de gostar de ler a revista. Entretanto, mais uma vez apresença dos contos de fadas estão no anseio das crianças, outra leitura que estásendo bem habitual nas falas, são os gibis, pois facilitam muito através da leitura daimagem para aqueles que ainda não dominam bem a leitura ESCRITA.Agoravejamos o que os sujeitos não gostam de ler. Não sei (Pedro 9 anos). Eu não gosto de lê gibi (Joana 9 anos). Hum... deixa eu ver... Nada ( Elen 6 anos). (risos...) Eu não gosto de ler, é... é coisa grande (Jorge 8 anos). Não gosto de lê BEN10, aqueles negócios de dragão, não gosto de lê, só ( Ana 6 anos). É quando é assombrada. Aqueles livros de assombração (Heloísa 9 anos). Nota-se que preferências das histórias fazem parte de um contexto social, ashistórias citadas em nossa entrevista, geralmente falam de coisas boas com finalfeliz, falam de Deus, histórias de aventura onde tem sempre alguém pra resolver
  • 33. 33uma situação difícil. Assim percebemos através das falas das crianças que,sabemrealmente o que gostam de ler e são determinados e realistas, ao dizer não gosto oueu gosto. A leitura é uma forma de buscar resposta para o que ainda está oculto outambém uma busca para enfrentar algumas soluções que possam ser difíceis deresolver. Ler é ouvir, sentir, é enxergar com os olhos do imaginário. Em cada histórialida o leitor viaja por um mundo de sentimentos sejam eles medos, alegrias, tristeza,pavor, insegurança, tranqüilidade e outros que vão surgindo com o desenlace dahistória. As histórias infantis tem esse encanto de despertar sentimentos enquanto oleitor lê ou ouve uma narração.(ABRAMOVICH,1997) Outro, fator importante em nossa pesquisa foi a presença da mãe nacontação de histórias, ela vem em primeiro lugar como aquela que senta, lê ou contaas histórias infantis, mesmo que as tenha que repeti-las.A segunda contadora dehistórias citada foi a professora e em terceiro lugar vem a vovó, mas o topo mesmoficou com a mamãe. As crianças deixaram claro esta ordem ao dizer: Quem lerhistórias para mim é: Minha mãe (Maria 7 anos). Minha professora (Joana 9 anos). Ou é eu que leio sozinho, ou é minha mãe (Jorge 8 anos). Ninguém. Ah... Minha mãe ( Pedro 9 anos ). As vezes ... Mainha. Só, só minha mãe (Heloísa 9 anos). Mamãe (Elen 6 anos). Cito novamente Bamberger (2005) quando nos diz que a mãe e o pai sãoreferência para os filhos. Sob este olhar vimos que a família se enquadra como umdos pilares para formação de leitores e como a presença da mãe é maior naeducação do filho ela se torna como referência das crianças. È perceptível quandonas falas de nossos sujeitos há um prazer em dizer minha mãe (Branca de Neve 7 ePríncipe 8) “mainha” (Cinderela 9). A figura materna tem essa relação com as
  • 34. 34histórias. Ter tempo, se dispor, a conduzir a criança no caminho do saber da leitura,da escrita, do conhecimento.4.2.2. Histórias Marcantes A Literatura Infantil passa a fazer parte do universo de um leitor bem cedo, emesmo não alfabetizado, a criança inicia o mundo da leitura a partir do momentoque consegue fazer a leitura de imagens, e com certeza a frase que sempre iniciauma história é: Era uma vez..., e assim surgem muitas histórias. Existe sempreaquela história que gostamos muito e quando crianças sempre pedimos a alguémpara ler novamente, seja a vovó, a mãe ou professora ou outra pessoa.Ouvir, ler econtar uma história desenvolve muito nossa leitura. Assim muitas histórias deixamlembranças na vida dos leitores e buscamos em nossa questão entender quehistória foi marcante para nossos sujeitos. E agora... A história de Daniel na cova dos leões. Porque tinha uma lei, um homem que era empregado do rei mandou o rei fazer uma ordem, que quem orasse a Deus e não orassem ao rei, ia ser jogado na cova, e jogou Daniel aí depois o anjo de Deus protegeu ele, porque ele orava a Deus (Pedro 9 anos). O Diário de Lúcia Hena porque eu achei muito interessante e é como se fosse uma realidade (Joana 9 anos). Foi... Minha mãe me contou Dormir fora de casa, porque eu,toda hora eu pegava aquela história pra mim lê, aí minha mãe disse deixa, eu leio para você. Aí ela leu.Eu gostei porque é uma historia muito boa e eu gostei. Porque ela vai pra casa da amiga dela, levou só brinquedos, não levou roupas. Eu gostei (Ana 6 anos). Deixa eu vê.. A história de Davi da bíblia, eu gostei porque tinha luta (João 9 anos). Foi Daniel na cova dos leões, eu gostei porque..., eu gostei por causa que a gente falou sobre os leões e fez um marca texto com a cara do leão também na escola e também aqueles que denunciaram Daniel foi jogado na cova dos leões (Heloísa 9 anos). Nota-se que estas crianças já têm uma leitura mais ampliada, já conseguemfazer pequenas interpretações, já tem uma compreensão de sentido das palavras.Foi possível perceber também que as histórias da bíblia também se destacaram nasescolhas das crianças e mais uma vez o herói se destaca. A leitura das histórias,contos, fábulas..., permite a criança desenvolver sua criatividade, comunicação
  • 35. 35através das palavras e relacionar-se com o mundo. Literatura é arte e através dapalavra, nasce os sonhos, o imaginário, o real, os ideais possíveis ou impossíveis.(COELHO, 2000)4.2.3. O valor do livro para mim Neste quesito analisaremos como nossos sujeitos tem praticado a leitura.Percebemos então que ainda há uma grande dificuldade em ler e interpretar, pois amaioria de nossos entrevistados gostam mais de ouvir ou alguém ler as históriaspara elas, sendo que muitos lêem, mas ainda sentem muita dificuldade eminterpretar palavras. A Literatura Infantil contribui muito no desenvolvimento da leitura da criança.Mas ainda há uma carência grande, nas falas de nossos sujeitos vimos o gosto eprazer em ler, mas existem seqüelas. Um outro momento que me chamou aatenção foi em ouvi-las dizer nunca foram a biblioteca. Das oito criançasentrevistadas somente três foram a biblioteca. A leitura precisa ser mais praticada,estimulada e nós educadores e pais devem estimular e criar ambientes de leitura,pois o livro é um canal de conhecimento como nos diz Coelho (2000): (...)O livro infantil é entendido como uma “mensagem” (comunicação entre um auto-adulto(o que possui a experiência). Nessa situação, o ato de ler (ou de ouvir),pelo qual se completa o fenômeno literário, se trans forma em um ato de aprendizagem.É isso que responde por uma das peculiaridades da Literatura Infantil.(p.31) Pode-se notar que as crianças trazem significados consigo acerca dacontação de histórias e dos livros infantis e trazem também abstrações sobre o queeles compreendem nas histórias. Vejamos agora o que relatam os nossossujeitos,quando questionamos se eles entendem o que lêem: Mais ou menos. Eu leio muitas vezes para entender (Pedro 9 anos). Eu só entendo quando alguém me ajuda (Joana 9 anos).
  • 36. 36 Diante das afirmações de nossos sujeitos, percebemos uma carência aindamuito grande com leitura. Em toda nossa investigação percebemos o desejo, oprazer em ler, ouvir e contar histórias, mas quando partimos para uma leitura einterpretação, surgem as dificuldades. Percebemos a dificuldade na leitura quando Joana expressa em suaspalavras precisar de alguém para ajudar, pois ainda não consegue interpretar o quelê. Nossa pesquisa abre mais uma vez espaço para questionamento. Precisamosmelhorar a qualidade de educação para nossas crianças. E investir seriamente emLEITURA.4.2.4. A leitura na voz infantil A criança é reflexo do meio em que vive, e partindo das falas quando dizempara que a leitura serve, percebemos que mesmo em sentidos diferentes, todasdizem que serve para aprender. E para aprender é necessário dedicação, doação einvestimento. Percebemos que o analfabetismo não é culpa das crianças, porque emtoda nossa pesquisa houve um desejo, um querer, o que falta é mais investimento ededicação para a classe infantil, que é a base. Quando construímos um edifício comalicerce seguro, com certeza ele estará seguro. E um bom leitor se faz com uma boabase, ambiente incentivador, incentivo, família, bons educadores. Assim nossascrianças não vão mais com oito anos precisar ler um texto várias vezes, paraentender. Encerro esta questão com as falas dos sujeitos quando dizem que leituraserve pra imaginar as coisas, serve para aprender, para ajudar a escrever. Essascoisas que vão surgindo através de cada história lida ou contada. Assim afirma,nosso sujeitos, Pedro, Joana, Maria, João e Jorge ao afirmar que leitura serve praficar esperto, inteligente, e que leitura é descoberta. Diante das palavras destascrianças percebemos um entendimento bem maduro sobre leitura Em cada uma dasrespostas que nos fazem refletir sobre como existem vários tipos de leitura: comoleitura de imagem, leitura de mundo, como a palavra “descoberta” que podem surgirvarias indagações como descoberta de mundo, do outro e de saberes que para elesainda são ocultos. Percebemos assim que a leitura na voz infantil tem um significado
  • 37. 37muito rico e desenvolve a criatividade, organiza os sonhos e a vida prática, oimaginário e o real, os ideais e sua possível/impossível realização. A leitura dasLiteraturas permite a criança entender melhor um texto, redigir e desenvolver ohabito de ler e escrever. Com isso vamos escutar mais uma vez o que as criançasnos dizem: “Leitura serve para imaginação das coisas (Pedro 9 anos)”. “Leitura.Não sei não. Serve pra que? (Maria 7 anos)”. “Para aprender a ler ( Ana 6 anos)”. “Viche... (risos) Pra pessoa ficar esperta (Joana 9 anos)”. “Pra ajudar a escrever e aprender mais... Essas coisas (João 9 anos)”. “Pra gente aprender as coisas (Jorge 8 anos)”. Partindo das falas dos sujeitos, a leitura serve para dar sentido as coisas,entender, para melhorar a escrita. Percebemos que nessa idade a criança precisaentender aquilo que lê para poder ir além, imaginar. A leitura proporcionainformações e desenvolve tanto o intelectual como a socialização da Criança.
  • 38. 38 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ler é uma experiência única, é conhecer o mundo através da escrita, daimagem do som, é poder dar sentido as coisas. Quando o individuo percebe omundo ele lê apenas as imagens, a partir daí passa a dar sentido às coisas,distinguir objetos pessoas, lugares. Assim ele já começa a fazer leituras de históriasinfantis a partir de imagens como personagens. Quando uma criança vê um lobo,logo saberá que aquele personagem faz parte da história chapeuzinho vermelho. Apartir de seis anos ela já consegue dar sentido a leitura e fazer interpretação depequenos textos. Ao adentrar o curso de pedagogia busquei em minhas pesquisas perceber aimportância da Literatura Infantil na educação. Assim percebi em cadaquestionamento que vale a pena trabalhar e investir nessa questão, pois através dasleituras das literaturas as crianças desenvolvem sua leitura e escrita. Nessaperspectiva e após vários debates fui ouvir o que as crianças pensam sobre aleitura. Assim nasceu essa a monografia, que toma vida própria a cada encontrocom as crianças e a partir das respostas nascem outras inquietações. Esta monografia surgiu de um sentimento de insatisfação quando nashistórias trabalhadas não conseguimos alcançar atenção das crianças. Assim emnossa pesquisa buscamos encontrar respostas para nossa pergunta através de umaanálise mais profunda e detalhada. Aos poucos ela passa a ter vida própria eatravés dos aportes teóricos conseguimos chegar a uma conclusão maisaproximada da nossa proposta de pesquisa. Assim percebemos que a leitura das Literaturas Infantis ainda fazem parte dogosto e da vivencia das crianças, e que essas histórias causam até os dias de hojefascínio, encanto, prazer e despertam cada vez mais o desenvolvimento da leitura.Dessa forma é essencial que os pais, professores estejam cada vez maisestimulando a prática da leitura desde cedo. Pois quanto mais a criança éestimulada, com certeza será um leitor e não um apreciador da leitura.
  • 39. 39 Em contato com as crianças, encontramos resposta para nossa inquietação,as crianças ainda gostam de contos de fadas, gostam de ouvir histórias, muitasvezes, ainda viajam pelo mundo da fantasia e do faz de conta. Percebemos tambémque vale a pena criar ambientes que incentivem a leitura. A criança encontra nasLiteraturas Infantis oportunidades de resolver situações que para elas parecem serdifíceis como medos, dores, rejeição, e outros. As leituras de histórias infantis na vozda criança proporcionam momentos de descobertas de saberes e pode ajudar amelhorar a escrita. Nesta pesquisa fica relevante que as crianças percebem asLiteraturas Infantis como instrumento facilitador, prazeroso, encantador e fascinante,podendo assim ajudar a entender o significado das coisas e melhorar a escrita econtribuir para uma boa educação. Revelam também a dificuldade em ler einterpretar os textos. Assim nossa pesquisa nos aproximou mais do mundo infantil e da realidade enos fez refletir que precisamos investir mais em leitura, pois as crianças de hojeserão o nosso futuro. Também nascem algumas provocações sobre leitura paranosso campus. Por fim, acreditamos que a metodologia utilizada alcançou osobjetivos propostos e nos levou a encontrar respostas para nossa questão. Finalizocom as palavras de Monteiro Lobato quando diz: “ainda acabo fazendo livros ondeas crianças possam morar...”.
  • 40. 40 REFERÊNCIASABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo:Scipione; 1997.ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução a metodologia do trabalho científico:elaboração de trabalho na graduação. São Paulo: Atlas, 2007.ÁRIES, Philippe. História Social da Criança e da Família. 2 ed. Rio deJaneiro:Guanabara, 1978.BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. 7. ed. São Paulo:Ática, UNESCO, 2002, 2005, 109 p.BARROS, A. J. P.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia: um guiapara a iniciação científica. São Paulo: McGraw-Hill, 2009.BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fada. Rio de Janeiro. Paz eTerra, 1990.CAGNETI, Sueli de Souza. Livro que te quero livre. Rio de Janeiro: Nórdica,1986.COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil- Teoria, análise, didática. São Paulo:Ática, 2000.CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura Infantil: Teoria e Prática. São Paulo:Ática, 1991.GOLDEMBERG, M. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa emCiências Sociais. Rio de Janeiro: Record, 1999.GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura Infantil: múltiplas linguagens naformação de leitores. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2009.KRAMER, Sonia. A política do pré-escolar no Brasil: A arte do disfarce. SãoPaulo: Cortez, 1992.LUDKE, Menga; ANDRÉ Marli E.D.A. A pesquisa em educação. Abordagensqualitativas. São Paulo: EPU, 1986.LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Científica. São Paulo, Atlas, 1996.MEIRELES, Cecília .Problemas da literatura infantil. 3. ed. Rio de Janeiro. NovaFronteira 1984.MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org). Pesquisa Social: Teoria, método ecriatividade. 21. ed. Petrópolis: Vozes, 2002
  • 41. 41MICHALISZYN, Mario Sergio e TOMASSINI, Ricardo. Pesquisa orientações enormas para elaboração de projetos, monografias e artigos científico.Petrópolis, RJ: Vozes,2005.PALO, Maria José e Oliveira, Maria Rosa D. Literatura Infantil-Voz de Criança.São Paulo: Ática, 2001.RODRIGUÊS, Álvaro de Jesus. Metodologia cientifica. São Paulo:Avercamp,1991.SOARES, Magda_ Letramento: Um tema em três Gêneros. 2.ed. Belo Horizonte,Autentica: 2005.ZILBERMAN, Regina. A Literatura Infantil na Escola. São Paulo: Global, 1985.Id.ibid., São Paulo: Global, 1987.
  • 42. 42APÊNDICE
  • 43. 43 UNEB-UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM PEDAGOGIA 2008.1 QUESTIONÁRIO1. Escola:( ) Particular( ) Pública2. Sexo:( ) Menino ( ) Menina3. Idade( ) 6 anos ( ) 8 anos( ) 7 anos ( ) 9 anos( ) 10 anos ou mais4. Série( ) 1º Ano ( ) 3º Ano( ) 2º Ano ( ) 4º Ano5. Você gosta de ler?( ) Sim( ) Não6. Onde você lê com mais freqüência?( ) Em casa( ) Na Escola( ) Outro lugar. Qual? ___________________________________
  • 44. 447. Quantos livros você já leu este ano?( ) 1 livro ( ) Mais de 3 livros( ) 2 livros ( ) Nenhum livro( ) 3 livros8. Qual o tipo de leitura você mais gosta?( ) Contos de fadas( ) Fábula( ) Gibi( ) História de aventura( ) Lendas( ) Outras.Qual?____________________
  • 45. 45 ROTEIRO PARA ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA1. Qual a sua história preferida?2. O que você gosta de ler?2. O que não gosta de ler?3. Quem ler histórias para você?4. Qual foi a história que já leu ou alguém contou para você que gostou muito. Porquê?5. Você consegue entender o que lê?6. Quais os livros que você já leu?7. Você gosta mais de ler histórias ou que alguém conte pra você?8. Quais livros você gostaria de ler?9. Você vai à biblioteca? Com quem?10. Pra que serve a leitura?
  • 46. 46Senhor do Bonfim, 09 de julho de 2012ATT Senhores pais:Eu Adriana Araujo Silva, Graduanda do Curso de Pedagogia do Departamento deEducação UNEB – Campus VII, venho através deste solicitar sua permissão paraentrevistarseu(a)filho(a)_____________________________________________naEscolaBíblica Dominical da Igreja Batista Betânia, para uma pesquisa acadêmica.______________________________________________________Assinatura dos pais ou responsáveis:Atenciosamente, ADRIANA ARAUJOSILVA Graduanda da UNEB – Campus VII