Monografia Ademilson Pedagogia Itiúba 2012

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Monografia Ademilson Pedagogia Itiúba 2012

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - CAMPUS VII SENHOR DO BONFIM – BAHIA PROGRAMA REDE UNEB 2000 Ademilson José de Oliveira Marlene dos Reis Mariano Gonçalves da Silva Rosilene da SilvaA IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL NO CENTRO EDUCACIONAL PEDRINA SILVEIRA Itiúba - Bahia 2012 1
  2. 2. Ademilson José de Oliveira Marlene dos Reis Mariano Gonçalves da Silva Rosilene da SilvaA IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL NO CENTRO EDUCACIONAL PEDRINA SILVEIRA Monografia apresentada ao Departamento de Educação – Campus VII da Universidade do Estado da Bahia, Rede UNEB 2000, como requisito parcial para obtenção de conclusão do curso de Licenciatura em Pedagogia. Professora Orientadora: Maria Elizabete Souza Gonçalves. Itiúba- Bahia 2012 2
  3. 3. Ademilson José de Oliveira Marlene dos Reis Mariano Gonçalves da Silva Rosilene da SilvaA IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL NO CENTRO EDUCACIONAL PEDRINA SILVEIRA Monografia apresentada ao Departamento de Educação – Campus VII da Universidade do Estado da Bahia, Rede UNEB 2000, como requisito parcial para obtenção de conclusão do curso de Licenciatura em Pedagogia. _________________________________________________ Maria Elizabete Souza Gonçalves (Professora Orientadora) __________________________________________________ Gilberto Lima dos Santos (Professor Examinador 1) __________________________________________________ Maria Conceição Curaçá Gonçalves (Professora Examinadora 2) Itiúba- Bahia 2012 3
  4. 4. Este trabalho é dedicado a Deus emprimeiro lugar, pois se chegamos até aquifoi por sua aprovação. Aos nossos familiares, que durantenossas ausências assumiram, de formazelosa, nossos papéis, além de nosincentivarem a continuar, quando otrabalho e os estudos se tornaram árduosa ponto de pensarmos em parar no meioda caminhada. As dificuldades, “as pedrasno caminho” não foram poucas, mas nósconseguimos ir em frente, porque elasserviram apenas de desafio para quechegássemos lá. Somos gratos à Rede UNEB pelaoportunidade singular do curso UNEB2000, implantado em Itiúba, no qual fomosagraciados. A todos os professores quepassaram por nós durante toda a nossatrajetória. Ao Centro Educacional PedrinaSilveira, em especial ao diretor e aosdocentes, que nos recepcionaram e nosatenderam, com presteza, fornecendoinformações úteis para esta pesquisa. Por fim, à nossa ProfessoraOrientadora, pela capacidade de acreditarque seríamos capazes de realizar umtrabalho deste porte, também por suapaciência em nos direcionar até aqui entreerros e acertos. 4
  5. 5. "O nascimento do pensamento é igual aonascimento de uma criança: tudo começacom um ato de amor. Uma semente há de serdepositada no ventre vazio. E a semente dopensamento é o sonho. Por isso, oseducadores, antes de serem especialistas emferramentas do saber, deveriam serespecialistas em amor: intérpretes desonhos.” (Rubem Alves) 5
  6. 6. LISTA DE GRÁFICOSFigura 1.................................................................................................................. 30Figura 2.................................................................................................................. 31 6
  7. 7. RESUMOO presente trabalho monográfico procurou analisar as compreensões dosprofessores sobre a importância do brincar na Educação Infantil, tendo comoreferencial teórico, para pesquisa bibliográfica, postulados de Vygotsky (1987),Kramer (1994), Almeida (2000), Mizukami (1986), Kishimoto (2003), Piaget (1971),os quais nortearam as discussões sobre ludicidade. A metodologia utilizada foi apesquisa qualitativa e os instrumentos de coleta de dados foram questionário eentrevista. O Centro Educacional Pedrina Silveira foi o local escolhido para arealização da pesquisa de campo, localizado no Povoado de Rômulo Campos(Itiúba-Bahia). Os resultados apresentados evidenciaram que os professoresdemonstraram uma compreensão superficial sobre o real significado do brincar, nãoutilizando o lúdico como recurso pedagógico. Com base nessa perspectiva, espera-se que os educadores e dirigentes escolares deem continuidade ao trabalhoeducativo, inserindo essas práticas no processo de ensino-aprendizagem, pois aimportância do brincar na Educação Infantil está não só na melhoria da práticadidático-pedagógica por parte dos professores, mas também proporciona aos alunosuma aprendizagem mais significativa e, sobretudo, mais motivadora.Palavras-chave: Professor. Brincar. Educação Infantil. 7
  8. 8. SUMÁRIOINTRODUÇÃO........................................................................................................ 09CAPÍTULO 1 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................... 121.1 Um breve relato histórico sobre a ludicidade e a importância do brincar 121.2 Conceituando a ludicidade e os efeitos dessa na vida da criança........... 131.3 O papel do professor e a importância dele na Educação Infantil.............. 171.4 A LDB (9394/96) e os RCNEI: Amparos e Referenciais para o bomdirecionamento das ações na Educação Infantil,no contexto da ludicidade. 19CAPÍTULO 2 - METODOLOGIA........................................................................... 252.1 Tipo de pesquisa escolhida........................................................................... 252.2 Instrumentos de coletas de dados.............................................................. 262.3 Lócus............................................................................................................. 272.4 Sujeitos da pesquisa.................................................................................... 282.5 Procedimentos.............................................................................................. 282.6 Análise dos dados coletados...................................................................... 28CAPÍTULO 3 – APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS..................................... 293.1 A análise dos questionários......................................................................... 293.1.2 A importância do brincar............................................................................ 293.1.3 Atividades lúdicas comuns........................................................................ 303.2 A análise das entrevistas.............................................................................. 313.2.1 Compreensões sobre o brincar................................................................. 323.2.2 Periodicidade das atividades lúdicas....................................................... 333.2.3 Importância do brincar para a criança.................................................... 333.2.4 Presença de brincadeira na prática do docente..................................... 343.2.5 Compreensões dos professores sobre ludicidade................................ 35CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................. 36REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................... 38APÊNDICES......................................................................................................... 43APÊNDICE 1........................................................................................................ 44APÊNDICE 2........................................................................................................ 45 8
  9. 9. INTRODUÇÃO A escolha desta temática surgiu das nossas discussões, ao longo dosprocessos formativos do curso de Licenciatura em Pedagogia da Rede UNEB 2000,quando verificamos a importância do brincar na escola e problematizamos à luz denossas experiências, como professores de Educação Infantil. A educação infantil, como parte da educação básica é relevante,principalmente porque requer do professor o conhecimento da teoria e prática queenvolvem a atuação desse no referido nível de ensino, uma vez que as mudançasatuais têm sinalizado para práticas inovadoras. Um dos pontos mais acentuados, que nos levou à escolha dessa temática, foia nossa inquietação em saber: Os professores de Educação Infantil do CentroEducacional Pedrina Silveira tem uma compreensão mais ampla sobre o realsignificado do brincar, junto às práticas de ensino-aprendizagem, no espaçoeducativo? Dentro desse contexto, aprofundamos a discussão sobre a centralidade doobjeto do trabalho, buscando subsídios teóricos em diversos autores renomados,utilizamos como referenciais teóricos os pressupostos de Vygotsky, Piaget e asdiscussões de Kishimoto, Almeida, Mizukami, Kramer, os quais evidenciam o brincarna Educação Infantil como um suporte pedagógico que facilita o desenvolvimentocognitivo da criança, propiciando autonomia, socialização e interação com o meio,dentre outros benefícios. De acordo com os Referenciais Curriculares Nacionaispara a Educação Infantil – RCNEI (1998), o brincar é um direito da criança eestabelece que, na brincadeira, ela define as principais características desse tipo deação lúdica. Assim, utilizando diferentes papéis, a criança cria e recria sua própriavida, revendo conflitos, medos, ansiedades e fracassos. A brincadeira na Educaçãoinfantil favorece a autoestima das crianças, auxiliando-as a superarprogressivamente as aquisições de problemas de forma criativa e divertida. Brincar,nessa perspectiva, é um elemento fundamental à prática educativa da criança. Segundo Murcia et al (2005), o jogo ou a brincadeira refletem odesenvolvimento da personalidade infantil, porque durante o brincar a criançaresolve situações-problemas e elabora estratégias de ação frente às mesmas. É 9
  10. 10. importante que o professor saiba quais os tipos de brincadeiras que hoje afetam ascrianças e como essas crianças interagem com as culturas que elas disponibilizam.Por isso, é necessário que os professores façam uma reflexão sobre as práticaseducativas voltadas para as crianças e que provoquem a necessidade deressignificar e reorganizar os projetos de Educação Infantil, de modo a estruturá-losde acordo com as Novas Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil. A reflexão sobre o brincar deve, com isso, ultrapassar o espaço da escola,atingir o convívio familiar, mergulhar, assim, nas relações sociais. Portanto, abrincadeira, não é o brinquedo, o objeto, e também não é a técnica, mas o conjuntode procedimentos e habilidades, que permitirão um desenvolvimento pleno dacriança. Compreendendo, desse modo, que a prática realizada pelo professor em salade aula é considerada como elemento influente e decisivo para o desempenho doaluno, procuramos desenvolver este trabalho, destacando, como objetivo Geral:Saber se os professores de Educação Infantil dão a importância devida ao brincar,como atividade que favorece o desenvolvimento integral da criança e Específicos:1º) Constatar se as atividades lúdicas, para esses professores, são concebidascomo diversão e/ou contribuem verdadeiramente para o aprendizado das crianças;2º) Identificar se existem atividades, utilizadas na prática didático-pedagógica,associadas à ludicidade. O trabalho, dessa forma, foi estrutura em três relevantes capítulos: No primeiro capítulo, há uma abordagem sobre o contexto histórico do brincar,além de ser ressaltada a importância do lúdico e do papel do professor na EducaçãoInfantil, por outro lado, apresentamos também A LDB (9394/96) e os RCNEI comoAmparos e Referenciais para o bom direcionamento das ações na Educação Infantil,no contexto da ludicidade. No segundo capítulo, constam os processos metodológicos, onde focalizamoso tipo de pesquisa escolhida, os instrumentos da coleta de dados, o lócus, ossujeitos da pesquisa, procedimentos, bem como a análise de dados. No terceiro capítulo, foi registrada a apresentação dos resultados da pesquisa,trazendo análise dos dados coletados, proporcionando, assim, conhecimentos sobre 10
  11. 11. as concepções dos profissionais da Educação Infantil acerca do brincar no CentroEducacional Pedrina Silveira. Nas Considerações finais, ressaltamos que os objetivos geral e específicosforam alcançados e que apesar de existirem as brincadeiras na escola pesquisada,estão desassociadas do trabalho pedagógico. Há também um registro de que aprática da ludicidade, nessa unidade de ensino, requer capacitações, isto é,formação continuada dos profissionais de Educação Infantil. 11
  12. 12. CAPÍTULO 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA1.1 Um breve relato histórico sobre a ludicidade e a importância do brincar Somente a partir da Idade Média é que houve uma preocupação voltada paraa formação e aprendizagem infantil, graças ao desenvolvimento do Iluminismo queretomou importante concepção advinda da antiguidade especialmente na Grécia,onde se privilegiou a educação de crianças e adolescentes. Na antiga Grécia,pensadores como Platão (427 – 384 A.C) defendiam as atividades lúdicas com valoreducativo. Platão introduziu, de um modo bastante diferente para a época, umaprática matemática lúdica, tão enfatizada hoje em dia. Ela aplicava exercícios decálculos ligados a problemas concretos extraídos da vida e dos negócios. Platãoafirmava que todas as crianças deviam estudar Matemática pelo menos no grauelementar, introduzindo, desde o início, atrativos em forma de jogo. Deve-se, com isso, afirmar que a prática da ludicidade é de grande valor,sobretudo porque é vista como mais uma possibilidade de desenvolvimento daspotencialidades das crianças. É observado que, dentre outros atributos, com olúdico pode ser estabelecida a sociabilidade, o estímulo a amizades, ofortalecimento da convivência, além do respeito ao direito dos outros frente àsnormas estabelecidas no meio em que essas crianças convivem. Dentro desse contexto, cabe o destaque de pontos de vista de três autores:para Wallon (citado por Galvão, 2000), o desenvolvimento da criança é umainteração entre ambientes físico-sociais historicamente elaborados, sendo que osmembros desta cultura, como pais, avós, educadores e outros, ajudam aproporcionar a criança participar de diferentes atividades, promovendo diversasações, levando-a a um saber construído pela cultura e modificando-se através desuas necessidades biológicas e psicossociais. Já, de acordo com Aberastury (1992,p. 55): “a criança que brinca investiga e precisa ter uma experiência total que deveser respeitada. Seu mundo é rico e está em contínua mudança, incluindo-se nele um 12
  13. 13. intercâmbio permanente entre fantasia e realidade”. Leontiev (1994), por sua vez,argumenta que na atividade lúdica a criança descobre as relações existentes entreos homens. Para tal autor, as crianças além de conseguirem, através da brincadeira,avaliar suas habilidades e compará-las com as das outras crianças, também permitea essas se apropriarem de códigos culturais e de papéis sociais. Dessa forma, evidencia-se que a participação nas brincadeiras em gruporepresenta uma conquista cognitiva, emocional, moral e social para a criança, bemcomo é vista como um estímulo para o desenvolvimento de seu raciocínio lógico. Diante do exposto, cabe ao professor, portanto, vivenciar sua ludicidademaior, na prática didático-pedagógica, pois, dessa maneira, estará trabalhando coma criança de forma mais estimulante e prazerosa, e, sem dúvida, essas práticasinovadoras terão influência positiva na sua formação. A esse respeito, Santos(2000) comenta que tal formação permite ao educador saber de suaspotencialidades e limitações, desbloquear resistências e ter uma visão clara sobre aimportância do jogo e do brinquedo na vida da criança. Logo, deve ser ressaltada a relevância das brincadeiras no espaço educativo,considerando, de outro modo, que cabe ao professor, como mediador, analisar apotencialidade educativa das mais diversas brincadeiras, bem como considerar oaspecto curricular a ser desenvolvido, direcionando-se à formação lúdica com o fitode envolver mais prazerosa e pedagogicamente às crianças. Rojas (2002) destaca a importância de se reconhecer que o educador é apeça chave desse processo, devendo ser encarado como um elemento essencial efundamental. Assim, o professor de Educação Infantil assume uma granderesponsabilidade com referência à formação da personalidade da criança, pois alémda família, ali na sala de aula, com sua professora e coleguinhas, essa criança dá osprimeiros passos como cidadã. Por isso, reflete a responsabilidade do professorcomo educador.1.2 Conceituando a ludicidade e os efeitos dessa na vida da criança Antes de se tratar de questões referentes aos efeitos da ludicidade nodesenvolvimento e aprendizagem infantil, necessário se faz registrar algunsconceitos amplamente discutidos nos espaços acadêmicos. O que é ludicidade? O 13
  14. 14. que significa brincar? De acordo com Rau (apud Costa, 2005, p.32) “a palavra lúdicovem do latim ludus e significa brincar. Nesse brincar estão incluídos os jogos,brinquedos e brincadeiras e a palavra é relativa também à conduta daquele quejoga, que brinca e que se diverte”, isto é, no lúdico estão inclusas todas asatividades, consideradas como brincadeiras, com as quais as crianças se divertemmutuamente. Entende-se que a ludicidade é toda e qualquer atividade que dá prazer eenvolve o sujeito, deixando-o disposto a buscar novas concepções e combinaçõesde ideias. Como relata Luckesi (2000, p. 97): “a ludicidade se caracteriza comoaquelas atividades que propiciam uma experiência de plenitude em que nosenvolvemos por inteiro estando flexíveis e saudáveis”. Sabe-se que o lúdico se manifesta através do jogo, da brincadeira, dobrinquedo e consequentemente do brincar, entretanto, apesar de, em termos deentendimento, tanto o jogo, a brincadeira, quanto o brinquedo e o brincar pareceremter a mesma significação, há diferenças, e, antes de sequenciarmos a discussão, emmeios a outros conceitos, deve ser ressaltado o de Friedmann (2006, p.17), que semostra muito esclarecedor: JOGO – Designa tanto uma atitude quanto uma atividade estruturada que envolve regras. BRINCADEIRA – Refere-se basicamente à ação de brincar, ao comportamento espontâneo que resulta de uma atividade não estruturada. BRINQUEDO – Define o objeto de brincar, suporte para a brincadeira. BRINCAR - Diz respeito à ação lúdica, seja brincadeira, jogo, uso de brinquedos ou outros objetos, do corpo, da música, da arte, das palavras, etc.. Dessa forma, é interessante que o educador, ao utilizar o lúdico como recursopedagógico, esteja atento às diferenças entre ambos para saber melhor conduzi-los. Retornando e sequenciando a discussão, dentro desse contexto, no quetange à dimensão dos efeitos expressos através do lúdico, é válido afirmar que essaprática tem o poder de sensibilizar, de valorizar todas as ações desenvolvidas peloeducador. O lúdico é realmente uma ferramenta que desenvolve váriaspotencialidades do indivíduo, criança ou adulto. O brincar é algo que acontecenaturalmente na vida de todas as pessoas e essencial para a vida educativa do serhumano, desenvolve a criatividade e pode transformar a relação do sujeito com oconhecimento. Como destaca Winnicott (1975, p. 80): “é no brincar e somente nobrincar que o indivíduo adulto ou criança pode ser criativo e utilizar suapersonalidade integral e somente sendo criativo que o indivíduo descobre o seu eu”. 14
  15. 15. Outro aspecto relaciona-se diretamente ao criar associado ao brincar, sendofundamental para entendermos que o ato de criação está ligado às atividadesformais e racionais. Segundo Piaget (1971, p. 97): “quando a criança brinca assimilao mundo a sua maneira sem compromisso com a realidade, pois sua interação como objeto não depende da natureza do objeto, mas da natureza da função que acriança lhe atribui”. No que tange a essa realidade, o lúdico tem o poder dedespertar a imaginação, a fantasia, impulsionando o fazer próprio da criança. A esserespeito, Elkonin (2009, p. 23) afirma que: “[...] é claro que toda atividade, e o brincarnão é exceção, pode decompor-se numa soma de faculdades: percepção + memória+ pensamento + imaginação”. Um pedaço de madeira com barbantes, uma casca de noz, uma coisa sem nenhum valor, como pedrinhas, folhas de árvores e o conteúdo de uma cesta de papéis adquirem grande significado em virtude da viva fantasia infantil, que transforma os pedaços de papel em xícaras, barcos, animais e pessoas (PREYER, 1894, p.51 Apud ELKONIN, 2009, p.25). Dentro desse contexto, é preciso, também, levar-se em consideração a natureza da brincadeira no que se refere à criação de uma possibilidade para se decifrar enigmas, de participar de desafios, isto é, de despertar para si mesmo, contemplando o mundo, imaginando e criando novas possibilidades de aprendizagens. A esse respeito, faz-se necessário o registro do ponto de vista de Alves (2005, p. 64-65): Que desafio existe numa boneca que fala quando se aperta sua barriga? Que desafio existe num carrinho que anda ao se apertar um botão? Como os brinquedos do professor Pardal, eles logo perdem a graça. Mas um cabo de vassoura vira um brinquedo se ele faz um desafio. (...) O mesmo acontece com uma corda no momento em que ela deixa de ser coisa para se amarrar e passa a ser coisa de pular (...). Há brinquedos que são desafios ao corpo, à sua força, habilidade, paciência... E há brinquedos que são desafios à inteligência. Percebe-se, com tais argumentações que, brincando, a criança exercita suacapacidade imaginativa, o seu corpo, a inteligência, podendo, no processo deensino-aprendizagem, apropriar-se do brincar para aprender de forma maismotivadora. Desse modo, pode-se destacar o brinquedo como um caminho que levaàs crianças a compreenderem a realidade, pois brincando elas descobrem,inventam, experimentam e, assim, enriquecem a sua capacidade de se tornar umser humano criativo. Como descreve Almeida (2000, p. 26): “O brinquedo faz parteda vida da criança. Ela simboliza a relação e sob este ponto constrói, ao tornarpossível o uso da fala, do pensamento e da imaginação”. 15
  16. 16. O brinquedo e a brincadeira vêm conduzir o mundo para sua realidade,proporcionando também oportunidade de socialização com outras crianças.Segundo Kishimoto (2002, p. 146): “por ser uma ação iniciada e mantida pelacriança, a brincadeira possibilita a busca de meios pela exploração, ainda quedesordenada e exerce papel fundamental na construção do saber fazer”. A autoraafirma que o brinquedo supõe uma determinação quanto ao uso, portanto semregras fixas. A brincadeira é a ação lúdica, como destaca Vygotsky (1987, p. 84): “Ascrianças formam estruturas mentais pelo uso de instrumentos e sinais. A brincadeiraé a criação de situações imaginárias e surge da tensão do indivíduo e a sociedade.O lúdico liberta a criança das amarras da realidade”. Sendo assim, a brincadeira é uma forma que a escola tem de socialização econstrução para desenvolver o sentido da criança. O brincar não é só para odesenvolvimento escolar pedagógico, mas sim para que se possa adquirirexperiência de elaboração de vivência da realidade na construção do ser. Asbrincadeiras criativas devem oportunizar o estímulo ao aprendizado. Portanto, o lúdico aplicado à prática pedagógica, não apenas contribui para aaprendizagem das crianças, como também possibilita ao educador tornar suas aulasmais dinâmicas e criativas. No entanto, vale salientar, que a ludicidade só podeacontecer na sala de aula se o educador assumir uma postura de mudança deatitude interna, tendo sensibilidade efetiva no ambiente escolar. Nesse sentido,(Kramer apud MEC/SEF/COED, 1996, p. 19) faz a seguinte afirmação: É preciso que os profissionais da educação infantil tenham acesso ao conhecimento produzido na área da Educação Infantil e da cultura em geral, para repensarem sua prática, reconstruírem enquanto sujeitos da produção de conhecimentos. E para que possam, mais do que “implementar” currículo, ou “aplicar” proposta à realidade da creche/pré-escola em que atuam, efetivamente possam participar da sua concepção, construção e consolidação. Portanto, torna-se necessário que o professor tenha em mente que,principalmente na escola de Educação Infantil, deve existir organização de espaço etempo para os jogos e brincadeiras, essa é uma tarefa bastante importante.Também há a necessidade de, no momento de planejar, que ele esteja preocupadocom essas questões, bem como deve ter consciência sobre a importância daludicidade no espaço educativo, o que, certamente, o levará a contemplar abrincadeira como princípio norteador das atividades didático-pedagógicas, 16
  17. 17. possibilitando, dessa forma, à criança uma aprendizagem, sobretudo, maissignificativa.1.3 O papel do professor e a importância dele na Educação Infantil O professor assume um papel de fundamental importância na vida de umacriança, pois é ele que deve oferecer condições de aprendizagem que levem aodesenvolvimento das demais habilidades e que possam responder às necessidadesdos alunos no meio social onde estão inseridos. Segundo Mizukami: O professortem o papel de “criar situações, proporcionando condições onde possam seestabelecer reciprocidade intelectual e cooperação, ao mesmo tempo moral eracional” (1986, p. 77). Dentro desse contexto, significa que as redes de ensino devem investir, de maneira sistemática, na capacitação e atualização permanente de seus educadores, porque o profissional da Educação Infantil precisa de uma formação sólida e abrangente para acompanhar as novas exigências do mundo e a grande demanda de crianças de 0 a 6 anos. De acordo com o MEC/PROINFO (1999) são aspectos inerentes à EducaçãoInfantil: saúde, afeto, segurança, interação, alimentação, brincadeira, entre outros,devendo integrar, cuidar/educar de forma dinâmica. Assim, a saúde está presente nahora da higiene, na escolha do alimento adequado e na discussão. O afeto perpassatodas as ações demonstrando para a criança, através da própria ação, comoestabelecer vínculos afetivos nas relações sociais. Já a brincadeira, segundo Vygotsky (1994, p. 117), é a atividade principalporque “cria uma zona de desenvolvimento proximal da criança, realiza ações queestão além do que sua idade lhe permite realizar, agindo no mundo que rodeia,tentando aprendê-lo, auxiliando-a a superar progressivamente suas aquisições deforma criativa”. O professor é importante na educação, porque age como facilitador noprocesso educacional, precisando levar em conta o processo de ensino de maneiraequilibrada e adequada. Portanto, ele é responsável por ensinar, também por ajudaros alunos a dar um passo adiante, progredir e avançar na construção de seusconhecimentos. Segundo Faria (1995) citando Piaget: 17
  18. 18. O educador pode contribuir com esse processo oferecendo vários objetos de conhecimento e instigando o aluno a interagir com eles no sentido de sua construção. Ao professor cabe intervir para fazer os alunos pensarem sobre o processo que levou ao eixo ou ao fracasso no trabalho com diferentes áreas (p. 47). O professor se apresenta, dessa forma, como sujeito indispensável noprocesso educativo. Por mais que se invista na equipagem das escolas como:laboratórios, bibliotecas, campo de futebol, etc., sem negar a importância de todosesses instrumentos, tudo isso não se configurará, mais do que aspectos materiais,se comparado ao papel e a importância do professor. Nessa perspectiva, o papel do professor é procurar entender a forma depensamento da criança para poder proporcionar a ela os momentos lúdicosnecessários ao seu desenvolvimento. Portanto, é de extrema importância, uma vezque é ele um dos principais agentes da construção da identidade, da autonomia e doconhecimento da criança, sendo, enfim, o principal parceiro da criança nessemomento de aprendizagem e de descobertas. Diante do exposto, uma instituição de Educação Infantil deve procurarconhecer a criança na sua realidade, entendê-la como ser social, com cultura eprincípios diferenciados. Partindo dessa premissa, possibilita-se o desenvolvimentoatravés da exploração de objetos, incorporação de relações interativas, atividadeslúdicas, desenvolvimento motor, em suma, desenvolvimento físico, psicológico,intelectual, social e emocional. Então, segundo os Referenciais Curriculares Nacionais para a EducaçãoInfantil (1998, p. 23): Educar significa, portanto, propiciar situações de brincadeiras de aprendizagem centradas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, proporcionando o acesso às crianças ao conhecimento mais amplo e à realidade social e cultural. Faz-se, dessa forma, necessário que os profissionais das instituições deEducação Infantil, tenham ou venham a ter uma formação sólida que corresponda àsexpectativas e necessidades da criança, pois o que se encontram, na maioria dasescolas da rede pública, são professores carentes de ajuda para atender àsnecessidades mínimas de todas as crianças, mostrando-se inseguros, o que édevido ao despreparo ou falta de vontade de oferecer um trabalho de qualidade, ouainda falta de motivação para realizar tal prática. 18
  19. 19. Enfim, como educadores, devemos considerar a importância da motivaçãolúdica para estimular os questionamentos de maneira construtiva. A construção dosaber, a partir do lúdico, leva a criança, enquanto participa do jogo, a elaborarmetas, a perceber e explorar diferentes estímulos, a antecipar resultados, a levantardiferentes hipóteses e a formular estratégias. Vale afirmar que a criança, como todo ser humano, precisa estar inserida emuma sociedade, com uma determinada cultura em um determinado momentohistórico, visto que a mesma tem na família biológica um ponto referencialfundamental que influenciará na sua formação pessoal e social, interagindo, assim,com outras instituições sociais. Segundo Gandini e Edwards (2002, p. 84): “A melhormaneira de proporcionar uma passagem para o mundo da educação fora de casa,sem grandes dificuldades, é através da construção de relacionamentos íntimos,intensos e diários com a criança e com a família”. Assim, o educador deve perceber que, desde bem cedo, as criançasapresentam atitudes e interesses em descobrir o mundo que as cerca. Elas sãocuriosas e querem respostas sempre para os seus porquês. Desse modo, o trabalhodo professor deve ser o de orientar as experiências por elas já vividas, para entãoconduzir a sua prática em busca de novos conhecimentos. 1.4 A LDB (9394/96) e os RCNEI: Amparos e Referenciais para o bomdirecionamento das ações na Educação Infantil, no contexto da ludicidade Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, (1998,p.11), o desenvolvimento da Educação no Brasil e no mundo tem acontecido deforma crescente nas últimas décadas, pois, na medida em que o tempo passa, acivilização vem se intensificado de tal forma, oferecendo, assim, uma participaçãomaciça da mulher no mercado de trabalho e as mudanças transformadoras combase na estrutura das famílias. Por outro lado, a sociedade está mais consciente daimportância das experiências na primeira infância, o que motiva demandas por umaeducação institucional para crianças de zero a seis anos. As instituições de Educação Infantil devem tornar acessíveis a todas ascrianças que as frequentam, promovendo, em suas propostas pedagógicas, práticasde Educação que possibilitem a integração entre os aspectos físicos, emocionais,afetivos, cognitivos e sociais da criança. O professor, assim, deve-se ater ao seu 19
  20. 20. papel socializador, proporcionando o desenvolvimento da identidade das crianças,por meio de aprendizagem diversificadas, realizadas em situações de interação.Segundo Gandini e Edwards (2002, p.79): “O processo de inserção da criança nacreche/pré-escola inicia-se antes mesmo da entrada propriamente dita da criança nainstituição. O primeiro contato dos pais com a instituição, que normalmente ocorrena secretaria, é de grande valia para troca de informações” . Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394),sancionada em 20 de dezembro de 1996, a inserção da Educação Infantil naEducação básica, como sua primeira etapa, é o reconhecimento de que a Educaçãomarca sua finalidade. Afirma no art.22 da Lei: “a Educação Básica tem por finalidadedesenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para oexercício da cidadania e fornecer-lhes meios para progredir no trabalho e nosestudos posteriores”. Nessa perspectiva, as crianças aprendem a construir o próprio conhecimentoa partir dos relacionamentos que intervêm com as outras pessoas e principalmentecom o meio em que vivem, já que o mesmo não surge como imitação da realidade,mas sim, como fruto de um intenso trabalho de criação, organização e significação. Segundo Moreno e Cubero (1995, p. 80), o contato familiar é especialmenteimportante não só porque a criança permanece nele por longo período, mas porquepossibilita a abertura ou o fechamento para outros contextos. O trabalho direto com crianças pequenas exige que o professor tenha umacompetência polivalente. A LDB (9394/96, p. 13, art. 29 e 30), afirma que serpolivalente significa que ao professor cabe trabalhar com conteúdos de naturezasdiversas, que abrangem desde cuidados básicos essenciais até conhecimentosespecíficos provenientes das diversas áreas do conhecimento. Esse caráterpolivalente demanda, por sua vez, um conhecimento profundo do profissional deeducação, já que ele precisa ter uma formação bastante ampla, capaz de torná-lotambém um aprendiz e, acima de tudo, levá-lo a uma reflexão constante sobre suaprática pedagógica, debatendo com seus pares, envolvendo as famílias e acomunidade através de diálogos, buscando, assim, informações necessárias para otrabalho que desenvolve. Segundo Lopes (2005), o conhecimento da educação (teórico, tecnológico eprático): 20
  21. 21. Capacita o profissional de docência, não só a estabelecer o valor educacional de um conteúdo cultural e participar no processo de decidir sua conversão, enfim na meta de um determinado nível educacional, mas também para estabelecer programas de intervenção ajustados a fatos e decisões pedagógicas que tornem efetiva a meta proposta (p. 38). É necessário, dessa forma, incorporar teorias e práticas à formação dosprofessores, os quais têm como finalidade a prescrição de ações educativas. Apesar de existir um consenso quanto à natureza educacional do atendimentoà criança da educação infantil, considerada criança pequena, há a necessidade dapresença de professores, nas instalações de Educação Infantil, com a formaçãoexigida pela LDB 9394/96. Há uma polêmica quanto ao papel e, portanto, aoquantitativo dos professores nas creches. Essas possibilidades correspondemdiferentes papéis do professor nas creches, embora seja difícil identificá-los, namedida em que nos textos e documentos sobre a educação infantil utilizam-se, semdistinção, as palavras adultos, educador e professor para indicar pessoas que atuamnas creches. Portanto, os professores de Educação Infantil realizam muitas tarefas:são contadores de histórias, resolvem conflitos, ora são líderes, ora sãoobservadores, guardiões, investigadores, apaziguadores, estrategistas, planejadorese produtores de conhecimentos e cientificidade. Entende-se o desenvolvimento do profissional da Educação Infantil, dentrodesse contexto, como uma caminhada que envolve o crescer, o ser e o permitir-sesentir. A esse respeito, vale ressaltar o que afirma Vallejo (2002): As mudanças que vêm ocorrendo na sociedade e estão afetando o sistema educacional, em geral, e a atividade docente, em particular, exige uma nova imagem do professor e dessa atividade. A docência na atualidade tem mais a ver, em perto sentido, com a imagem do professor como “regente da orquestra” do que como armazenador e transmissor de informação (p. 50). O Referencial Curricular para a Educação Infantil (RCNEI, 1998) salientatambém a importância do manuseio de materiais, de textos (jornais, livros, cartazes,revistas, etc.) pelas crianças, uma vez que ao observar produções escritas, vãoconhecendo, de modo progressivo, as características e formas de linguagem. Issose torna evidente, ao observar-se que quando uma criança folheia um livro emitesons e faz gestos como se estivessem lendo. A criança de Educação Infantil precisa de organização do espaço físico deforma atraente e aconchegante, com almofadas, iluminação adequada, livros dediversos gêneros, de diferentes autores, revistas, histórias em quadrinhos, jornais de 21
  22. 22. trabalhos de outras crianças, sendo que as crianças devem ter livre acesso a esseespaço. Segundo os Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil -RCNEI (1998), as brincadeiras de faz-de-conta, os jogos de construção e aquelesque possuem regras, como os jogos de sociedade (também chamados de jogos detabuleiro), jogos tradicionais, didáticos, corporais, etc., propiciam a ampliação dosconhecimentos infantis por meio da atividade lúdica. Com as atividades lúdicas, espera-se que a criança desenvolva acoordenação motora, a atenção, o movimento ritmado, o conhecimento quanto àposição do corpo, a direção a seguir e outros, participando do desenvolvimento tantoafetivamente quanto socialmente. Entende-se, desse modo, que o lúdico é um recurso pedagógico na EducaçãoInfantil indissociável da prática docente, pois possui componentes que despertam ointeresse da criança pela busca de diferentes linguagens. É fundamental reforçar aqui a importância do professor de Educação Infantilem conhecer seus alunos antes de planejar suas atividades diárias. Esseconhecimento surgirá no momento em que as crianças são inseridas no processoeducacional, tornando-as ativas e receptíveis às constantes mudanças. Percebe-se que o conceito brincar, significa agir lúdica e criativamente de talforma que vamos construindo nossa passagem de um estado funcional com a mãepara um estado de independência, no estado paterno. O que não importa é colocarvalores em nenhum desses estados, porque se isso fizer, cairemos na armadilha dofeminismo ou do machismo, ou seja, menino não pode brincar de boneca, meninanão pode jogar gude, porque boneca é brinquedo de menina e gude é brinquedo demenino. Pura e simplesmente são fenômenos da vida humana sem que um sejamelhor que o outro. O conceito brincar é um tanto moralista, que perpassa nosso cotidiano.Sempre que se ouve falar: “Você está de brincadeira”? “Que brincadeira é essa”?“Isso não é uma brincadeira”. “Vocês estão brincando, mas a coisa é séria”. Essasexpressões não fazem jus ao conceito de brincar. Ao contrário desclassificam. Conforme (Kishimoto, 2002, p. 139) “A brincadeira é uma atividade que acriança começa desde cedo no âmbito familiar. E continua com seus pares.Inicialmente, ela não tem objetivo educativo ou de aprendizagem pré-definida”. A 22
  23. 23. maioria dos autores afirma que ela é desenvolvida pela criança para seu prazer erecreação, mas também permite a ela interagir com pais, adultos, bem comoexplorar o ambiente. Para Vygotsky (1994), a criança nasce em um meio cultural repleto designificações sociais, historicamente produzidas, definidas e codificadas, que sãoconstantemente ressignificadas e apropriadas pelos sujeitos em relação,constituindo-se, assim, em motores do desenvolvimento. Nesse sentido, odesenvolvimento humano, para ele, se distancia da forma como é entendido poroutras teorias psicológicas, por ser visto como um processo cultural que ocorrenecessariamente, mediado por outro fato social, no contexto da própria cultura,forjando-se os processos psicológicos superiores, sendo a psique humana nestaperspectiva essencialmente social. Os processos psicológicos superiores para Vygotsky (1987) são constituídos: (...) Pelos domínios do desenvolvimento cultural e do pensamento: o idioma e a escrita, o cálculo, o desenho, bem como pelas funções psíquicas superiores especiais, aquelas não limitadas em determinadas de nenhuma forma precisa e que tem sido denominadas pela psicologia tradicional com os nomes de atenção voluntária, memória lógica e formação concreta (p. 32). O autor afirma que o desenvolvimento humano é um processo dialéticomarcado por etapas qualitativamente diferentes e determinadas por atividadesmediadas. O processo de socialização do brincar tem uma linguagem universal, porque olúdico influencia no desenvolvimento do indivíduo e na vida de relação do serhumano, em uma perspectiva mais ampla, de acordo com a natureza social, políticae histórica. Pode-se observar que desenvolver atividades lúdicas contribui para melhorconhecimento do grupo, além de desenvolver cooperação, integração, desinibição,socialização, significa recrear-se, porque é a forma mais completa que o indivíduotem de comunicar-se consigo mesmo e com o mundo, pois no ato de brincar ocorreum processo de troca, de partilha, de confronto e negociação, gerando momentos dedesequilíbrio e equilíbrio, proporcionando novas conquistas individuais ou coletivas. O processo de socialização, que antes era entendido como uma espécie depreparação para a fase adulta, passou a forçar às práticas da criança e suasexperiências de autonomia. A brincadeira é uma das linguagens que se destaca na 23
  24. 24. infância e é através dela que a criança significa e ressiginifica o mundo, construindosuas práticas culturais. Diante do exposto, é importante salientar a importância do que determinatanto a LDB 9394/96 quanto o RCNEI com referência à nova postura do professor ecomo devem ocorrer às ações, sobretudo na prática pedagógica, e isso, sem dúvida,se constitui um desafio, para os nossos educadores, principalmente quando se tratada Educação Infantil e mais especificamente da inserção da ludicidade nos espaçoseducativos. Por isso, esses documentos devem ser constantemente consultadospelos educadores, uma vez que trazem informações muito necessárias. 24
  25. 25. CAPÍTULO 2 METODOLOGIA Os processos metodológicos tiveram, como roteiro, a verificação dosseguintes aspectos: Qual o tipo de pesquisa escolhida, os instrumentos da coleta dedados, o lócus, os sujeitos da pesquisa, procedimentos, bem como a análise dedados.2.1 Tipo de pesquisa escolhida A metodologia científica é um encaminhamento essencial e indispensável àrealização de qualquer trabalho científico, pois se apresenta como suporte mediadorpara direcionar qualquer pesquisa desse caráter. Nessa linha de pensamento,afirma Pereira (1997, p. 16), “trata-se de delimitar bem o campo de estudo e atacarem profundidade para se adquirir autêntica visão da realidade”. Foi escolhida a pesquisa qualitativa descritiva, pois como afirma Amorim et al(2006, p.55): “este tipo de pesquisa é desenvolvido a partir de material já elaborado,constituída a partir de livros e artigos científicos”. Quanto a essa abordagem, André(2006, p. 32) diz que: A abordagem qualitativa realiza-se a apresentação do significado pela interpretação dos fenômenos observados. Nesse processo, o pesquisador é o principal instrumento de coleta de dados, visando à descoberta de novos conceitos, novas relações, novas formas de entendimento da realidade. O estudo qualitativo tem as seguintes características: Desenvolve-se numa situação natural, é rico em dados descritivos, tem um plano aberto e flexível, focaliza a realidade de forma complexa e contextualizado historicamente. Assim, a abordagem qualitativa foi realizada nesta pesquisa a favor daobtenção do objetivo delimitado para que facilitasse a nossa aproximação, comopesquisadores, permitindo-nos, assim, uma gama de interpretações subjetivas doambiente pesquisado. Ludke e André (1986. p. 22), afirmam que “esse tipo depesquisa não parte de um sistema fechado, pois dá abertura para a realidade,procurando captá-la como ela é realmente e não como gostaria que fosse”. 25
  26. 26. A metodologia na abordagem qualitativa pressupõe a informação ecompreensão dos fatos. Para Becker (1997, p. 47): O observador participante, coleta dados através de sua participação na vida cotidiana do grupo ou organização que estuda. Ele observa as pessoas que está estudando para ver as situações com que se deparam normalmente, como se comportam diante delas. Entabula conservação com todos os participantes desta situação e descobre as interpretações que elas têm sobre os acontecimentos que observou.2.2 Instrumentos da coleta de dados A pesquisa de campo foi desenvolvida por meio de procedimentos técnicosutilizados para coletar os dados. Como instrumentos de coleta de dados, optamospela entrevista e questionário. Segundo Cortelazzo e Romanowski (2006, p. 39) taisinstrumentos configuram-se como: Um procedimento que contribui para a compreensão da prática escolar é a observação. Esta não se constitui um só olhar, mas sim, dirige a atenção intencionalmente para colher dados sobre o que e como está sendo realizada uma prática, uma experiência, um comportamento. O estudo realiza-se por meio de anotações sistemáticas, quer dizer planejar o que vai ser observado. Para tal, é preciso organização de um cronograma e definir o roteiro considerando os propósitos da pesquisa. A entrevista, segundo Minayo (2002, p. 57): É a técnica mais utilizada no processo de trabalho de campo, pois possibilita obter informações expressas e contidas nas falas dos participantes. Ela diferencia-se de uma conversa despretensiosa e neutra por ter a intenção de obter fatos relatos sobre determinado termo. Nesse sentido, estes se constituem sujeitos-objeto da pesquisa e expressam suas percepções sobre uma determinada realidade que está sendo focalizada. Em se tratando do questionário, Cortelazzo e Romanowski (2006, p. 40),destacam-no, afirmando que: O questionário é um instrumento dos mais utilizados para a coleta de dados, pois pode ser de simples elaboração e empregado por pesquisadores iniciantes. A base do questionário são perguntas e respostas que podem ser abertas ou de alternativas. A confecção é feita pelo pesquisador e o preenchimento é realizado pelo informante, que discorre sobre o tema. Diante do processo da pesquisa, realizada com os professores de educaçãoinfantil sobre a ludicidade no Centro Educacional Pedrina Silveira, é necessárioressaltar, por fim, a relevância desses instrumentos, para a realização dospropósitos colimados. 26
  27. 27. 2.3 Lócus O local escolhido para pesquisa foi o Centro Educacional Pedrina Silveira,localizado no município de Itiúba - Bahia, situado no leste do município, construídopelo Departamento de Obras Contra as Secas (DNOCS), em 1975, no PerímetroIrrigado Jacurici, tendo como órgão mantenedor a Prefeitura Municipal de Itiúba. Em dezembro de 1987, essa escola fora transferida para o Distrito de RômuloCampos, no município de Itiúba – Bahia, com endereço na Rua Hilda Sampaio deMendonça s/nº. A referida escola funciona nos turnos matutino, vespertino e noturno e atendeuma clientela da pré-escola ao nono ano do Ensino Fundamental I e II. As pesquisasforam realizadas nas salas de Educação Infantil da escola acima mencionada. Essaescola atende um público de 640 alunos entre crianças, adolescentes e adultos, quevêm da própria comunidade e de fazendas circunvizinhas. A referida escola recebe recursos financeiros do PDDE e PDE, dentre outros,fornece merenda escolar e, dentre outras atividades, promove eventos culturais,palestras e desfile cívico. A criação deste estabelecimento de ensino foi regulamentada com o nome deCentro Educacional Pedrina Silveira, em vinte e dois de julho de mil novecentos esetenta e quatro (22-07-1974), pelo artigo nº.75, III da Lei 5.692/71. Sua instalaçãoocorreu em 22-07-74, após o período de férias, correspondendo ao segundosemestre do ano letivo. Por determinação legal, aos três de fevereiro de milnovecentos e setenta e cinco (03-02-1975), firmando convênio entre o DepartamentoNacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e associados efetivos do própriodepartamento. A escola tem uma estrutura física regular: há uma diretoria, uma secretaria,uma sala de professores, um laboratório de informática, uma biblioteca, umacozinha, uma despensa para guardar merenda escolar, seis sanitários, dez salas deaula, três pátios e uma cantina. O Centro Educacional Pedrina Silveira conta com um quadro de trintaprofessores do quadro efetivo da Prefeitura Municipal de Itiúba, desses trinta, quatroparticiparam desse trabalho. O quadro administrativo é composto de um diretor, doisvice-diretores, duas secretárias, uma auxiliar de secretaria e duas coordenadoras 27
  28. 28. pedagógicas. Percebe-se que noventa por cento dos professores desteestabelecimento de ensino são graduados em Pedagogia, Matemática, Biologia eHistórias e outros estão cursando Pedagogia. Também fazem parte do quadroefetivo, cozinheiras, zeladoras e guardas.2.4 Sujeitos da pesquisa Os sujeitos da pesquisa foram quatro professoras, que atuam na EducaçãoInfantil, com idade entre 40 e 55 anos, todas pertencentes ao quadro efetivo, sendoque duas são licenciadas em Pedagogia e duas têm apenas o Magistério.2.5 Procedimentos A referida pesquisa foi realizada, seguindo-se dos seguintesencaminhamentos: a princípio, conversamos com o diretor desta unidade de ensino,apresentamos a nossa proposta, quando foi citado o porquê da realização destapesquisa, tendo, em seguida o aval do diretor; depois, no período de realização damesma, que foi do dia 15/04 ao dia 30/04/2012, tivemos um contato mais direto comos professores pesquisados, como também conhecemos melhor o cotidiano desseespaço educativo, inclusive foi feita a assinatura de um Termo de Consentimento,visando à guarda do sigilo com referência aos sujeitos pesquisados.2.6 Análise dos dados coletados A análise ocorreu através da observação dos dados coletados com arealização de entrevista (com questões abertas) e questionários (com questões demúltipla escolha), sendo analisados, seguindo-se da interpretação de gráficos,elaborados com algumas respostas das questões apresentadas, quandoconfrontamos com os pressupostos de alguns teóricos. Essa análise não sópossibilitou a interpretação desses dados, mas também trouxe uma resposta àhipótese levantada e ao problema apresentado, permitindo, assim, que os objetivos,apresentados na Introdução deste trabalho monográfico, fossem devidamentealcançados. 28
  29. 29. CAPÍTULO 3 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS A análise e interpretação dos dados é fator determinante para conclusão dequalquer pesquisa científica, porque implica na operação e análise de dadosreflexivos para que se possa comparar, classificar ou concluir o entendimento dosresultados da pesquisa. Na pesquisa que realizamos, foram entrevistadas, oralmente, e responderamaos questionários quatro professoras da rede pública municipal.3.1 A análise dos questionários O questionário contém 9 questões, de múltipla escolha, sendo que as do nº 1ao 4 referem-se à identificação dos perfis das entrevistadas; já as questões de 5 a 9estão mais direcionadas ao tema em pauta. Assim, procedendo à análise das questões de 1 a 4, foi comprovado que ossujeitos pesquisados, 100% são do sexo feminino, uma característica ainda presentena educação no Brasil, na faixa etária de 40 a 55 anos, sendo que duas professorasconcluíram o curso de Licenciatura em Pedagogia e duas somente tem o Magistério,além disso, destaca-se que todas as pesquisadas possuem mais de dez anos deatuação, o que demonstra uma larga experiência na área.3.1.1 A importância do brincar Na questão 5, ao interrogarmos às professoras sobre: “Brincar é importantepara o desenvolvimento infantil?”, verificou-se que 100% delas concordam que obrincar é essencial aos processos formativos da criança. Na questão 6, procurou-se saber: “Qual a função do brincar associado aoprocesso de ensino-aprendizagem?”, conforme demonstra o gráfico seguinte: 75%das professoras afirmaram que brincar favorece o desenvolvimento do raciocínio 29
  30. 30. lógico refletindo no desenvolvimento integral da criança; já 25% asseguram que aimportância do brincar está somente no divertimento. Evidencia-se, assim, que 75%consideram o ato de brincar como um meio para o desenvolvimento da criança,sobretudo no que diz respeito à capacidade intelectual, enquanto que 25% destacamapenas o lado do entretenimento ou da diversão. É evidente que as funções dobrincar, dentro do contexto escolar, são as mais diversas. Dentro desse contexto,além das capacidades citadas, deve-se compreender o brincar, também comopromotor não só de desenvolvimento cognitivo ou como propiciador de diversão,mas também voltado ao desenvolvimento afetivo, motor, com influência também naconstrução de habilidades da escrita e leitura da criança, além de prepará-la para oconvívio em sociedade. A esse respeito, cabe aqui retomar o grifo de Luckesi (2000,p. 97), presente na Fundamentação Teórica, ao afirmar que “a ludicidade secaracteriza como aquelas atividades que propiciam uma experiência de plenitude”.Essa analogia mostra-se mais completa, mesmo que subjetiva, uma vez que, aocitar “uma experiência de plenitude,” o autor coloca o brincar com funções inúmerase dentro de uma maior amplitude. Gráfico nº 1 25% 75% Divertir-se Jogar Raciocínio lógico Fonte: dados de pesquisas3.1.2 Atividades lúdicas comuns Na questão 7 consta a seguinte indagação:“Quais as atividades lúdicas maiscomuns nas suas aulas?”. Das professoras pesquisadas, verificou-se que 50%contam historinhas e 50% fazem brincadeiras de roda, o que permitiu a constatação 30
  31. 31. de que elas não contemplam “amplamente” a dimensão do lúdico, deixando de ladoos jogos, filmes, etc., demonstrando compreensões reduzidas a respeito do brincar,como se observa no gráfico seguinte. Nessa perspectiva, deve-se comentar o quefoi afirmado no Capítulo I deste estudo, quando, conforme os ReferenciaisCurriculares Nacionais para a Educação Infantil (1998, p. 23), verifica-se que oeducar pode ser promovido em situações de brincadeiras, inseridas nasaprendizagens que contribuem tanto para o desenvolvimento das capacidadesinfantis de relação interpessoal, quanto para um conhecimento mais amplo frente àrealidade social e cultural. Gráfico nº 2 Atividades Lúdicas 50% Diante do exposto, percebemos que elas possuem conhecimentos teóricos, Brincadeira de roda Deixaram de lado, dessa 50% forma, os filmes e jogos infantis que possibilitam o História Jogosdesenvolvimento motor, intelectual, afetivo e social da criança. Filmes e vídeosVale afirmar que, pesquisas Fonte: dados de dessa forma, as professoras deixaram de lado os filmes e jogos Outros Com referência às questões restantes, ou seja, a 8 e 9, optamos por fazer aanálise sem a apresentação de gráficos. No que tange às seguintes questões: “Quala importância do lúdico no desenvolvimento integral das crianças?” e sobre “Qualconhecimento teórico que tais professoras têm sobre o lúdico?”, as professoraspesquisadas se posicionaram deste modo: 100% responderam que o lúdico temmuita importância no desenvolvimento integral das crianças, embora tenhamospercebido, no nosso contato e observado em suas aulas, no período de pesquisa,que as mesmas somente possuem o conhecimento teórico sobre a ludicidade.3.2 A análise das entrevistas Cinco perguntas (abertas) foram feitas na entrevista e, já que informamos operfil das professoras no questionário, direcionamos-nos às perguntas maisespecíficas, ou seja, de 1 a 5. Por outro lado, visando à guarda do sigilo, 31
  32. 32. procuramos manter no anonimato as professoras, para tanto, utilizamos o código daletra “P”, seguido de número cardinal, isto é, P1, P2, P3 e P4. Queremos, ainda,afirmar que, embora as perguntas da entrevista sejam parecidas e uma vez que noquestionário as questões são semiestruturadas, o que reduz a possibilidade de umaexplanação mais abrangente, buscamos, à propósito, utilizar questões abertas,visando ampliar o alcance das respostas apresentadas, ou seja, explorar, aomáximo, em termos de informações prestadas pelas professoras pesquisadas.3.2.1 Compreensões sobre o brincar Na pergunta 1, ao perguntarmos às professoras sobre: “O que é brincar nocontexto escolar?”, constatamos visões mais específicas sobre o tema, como seobserva nas falas abaixo: P1: Afirma que brincar é desenvolver habilidade e movimento. P2: Destaca que brincar faz parte da aprendizagem da criança. P3: Define que brincar é o ato de se divertir e elevar seu pensamento nascoisas do dia-a-dia P4: Relata que o brincar desenvolve o lúdico da criança. Para Winicott (1975, p.32) “a criança brinca para buscar prazer, para controlara ansiedade, para estabelecer contatos sociais, para realizar a integração dapersonalidade, por fim para comunicar-se com as pessoas”. Verifica-se que mesmoque apresentássemos mais e mais definições, a expressão do brincar continuariaindefinida, face à sua amplitude em termos de significado. Apesar de a P.3 apresentar uma visão mais abrangente sobre o brincar,compreende-se, dessa forma, que as outras respostas devem também serconsideradas porque o brincar é um ato que estimula a criança a prosseguir nocaminho e que promove a socialização e o desenvolvimento intelectual, afetivos esociais. Os educadores, dessa forma, precisam trabalhar de forma atraente quepermita envolver conteúdos de maneira que as crianças aprendam brincando. Noentanto, é necessário que os mesmos tenham cuidados para não utilizar dasbrincadeiras apenas com a finalidade de ensinar os conteúdos e desassociar docaráter lúdico em si. 32
  33. 33. 3.2.2 Periodicidade das atividades lúdicas Na pergunta 2, Ao questionarmos as professoras sobre: “Quantas vezesvocê realiza atividades lúdicas? E quais?”, ou seja, a periodicidade das atividadeslúdicas realizadas em sala de aula (não vinculadas às atividades pedagógicas),verificamos que as mesmas responderam da seguinte forma: P2 – Afirma que aplica uma vez por dia, roda de conversa e músicas. P4 – Relata que aplica as atividades lúdicas uma vez por dia, cantar, contarhistória. P1 – No primeiro momento, pois elas chegam mais interessadas. P3 – A partir do momento em que a criança quer brincar. Todas as professoras aplicam atividades, com maior ou menor frequência,apesar de P1 e P3 não se importarem em especificar essas atividades lúdicas.Verifica-se, por outro lado, que essas professoras podem utilizar das brincadeirascitadas, estimulando não só “o brincar em si”, mas também o processo de ensino-aprendizagem. A esse respeito, afirma Góes (2008, p. 37): (...) a atividade lúdica, o jogo, o brinquedo, a brincadeira, precisam ser melhorados, compreendidos e encontrar maior espaço para ser entendido como educação. Na medida em que os professores compreenderem toda sua capacidade potencial de contribuir no desenvolvimento infantil, grandes mudanças irão acontecer na educação e nos sujeitos que estão inseridos nesse processo. Os educadores, assim, precisam sistematizar sua prática pedagógica, dandoênfase à ludicidade, pois eles trabalham de forma desassociada, semembasamento teórico, sendo que a prática não deve estar desvinculada das teorias.Evidencia-se que as mesmas necessitam de formação continuada, comoprofessores de Educação Infantil, para que possam refletir sua prática e sereconstruírem como cidadãos e atuarem, visto que são os mesmos sujeitosprodutores de conhecimento.3.2.3 Importância do brincar para a criança Na pergunta 3, ao indagarmos sobre: “Qual a importância do brincar para odesenvolvimento cognitivo da criança?”, observamos que as professoras não têm 33
  34. 34. um conhecimento mais completo sobre a importância do brincar nodesenvolvimento cognitivo da criança, mesmo que suas respostas sejam válidas: P2 – Relata: eu acho assim, que a brincadeira faz parte do desenvolvimentoda criança na aula. P4 – Afirma que desenvolve o aprendizado. Na nossa analogia, P1 e P3 apresentam uma compreensão mais condizentesobre a temática abordada: P1 – Descreve que é um momento de grande importância, pois é através dasbrincadeiras que descobrimos o raciocínio delas. P3 – Acredita que o brincar é muito importante, desenvolve a capacidadelúdica através das brincadeiras, elas ficam mais desenvolvidas e mais sábias. Como afirma Andrade (apud REGO, 1995, p. 90): “as crianças brincamporque vivem em um mundo onde estas e outras relações estão presentes.Brincando elas exploram diferentes representações que tem o mundo”. Nessesentido, deve ser considerado que o brincar é algo que desenvolve não só acapacidade cognitiva, mas todas as áreas do conhecimento tanto social, motor,emocional e física, fazendo com que o sujeito enriqueça sua identidade e aautonomia. O brincar para a criança é um universo de sonhos, imaginação econstrução de conhecimento sobre si mesmo e o mundo.3.2.4 Presença de brincadeira na prática do docente Na pergunta 4, ao questionarmos as professoras sobre: “Nas suas atividadesdiárias em que momento aparecem às brincadeiras?”, (ou seja, junto às atividadespedagógicas), verificamos na fala delas que não há um planejamento voltado paraessas atividades associadas à prática pedagógica.. P1: Afirma que no primeiro momento, pois elas chegam mais interessadas. P2: Relata no momento que é apresentada a roda de brincadeiras, depoisaplico atividade. P3: Afirma a partir do momento que a criança quer brincar. P4: Diz que ao entrar na escola. 34
  35. 35. Assim, cabe destacar o grifo de Santos (2001, p. 15) ressaltando que: “épreciso que os profissionais de educação reconheçam o real significado lúdico paraaplicá-lo adequadamente, estabelecendo a relação entre o brincar e o aprender”.3.2.5 Compreensões dos professores sobre ludicidade Na pergunta 5, ao perguntarmos sobre: “Qual a sua compreensão emrelação às atividades lúdicas que possam contribuir na maturação da criança?”,analisarmos os relatos dos professores sobre a compreensão da ludicidade,observando que as professoras P1, P2 e P3 apresentaram argumentos semembasamento dentro do contexto pesquisado. No entanto, a professora P4apresenta argumento próximo da temática desenvolvida, porém, na prática, com asatividades aplicadas, constatamos - principalmente ao ter contato com essas nocotidiano da unidade de ensino pesquisada - que não demonstraram ter algumembasamento teórico ou mesmo uma abordagem que assegure a sua fala. P1: “história”. P2: “A minha compreensão é ajudar as crianças para ter um bomdesenvolvimento na aprendizagem”. P3: “Aquela que valorize a criança, brincadeira 3X3 passarão, brincadeira deroda, historinha que chame a atenção das crianças e não aquelas que são muitoelevadas”. P4: “Faz com que elas aprendam brincando”. Finalizando Gonzaga (2009, p. 39), aponta: (...) a essência do bom professor está na habilidade de planejar metas para aprendizagem das crianças, medir suas experiências, auxiliar no uso das diferentes linguagens, realizar intervenções e mudar a rota quando necessário. Talvez, os bons professores sejam os que respeitam as crianças e por isso levam qualidade lúdica para a sua prática pedagógica. Percebe-se, com isso, que é de suma importância o professor privilegiar olúdico como princípio norteador pedagógico, e ao mesmo tempo compreender queele é um instrumento essencial que contribui na maturação da criança, integrando-ana sociedade e construindo o seu próprio conhecimento. 35
  36. 36. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo evidenciou que o brincar na Educação Infantil é uma atividadesignificativa que permite à criança a socialização, bem como a capacidade depensar por conta própria, facilitando a resolução de problemas e a compreensão domundo com suas diferenças e complexidades, o que pode possibilitar a criançatornar-se um ser autônomo, capaz de exercer sua cidadania. Buscou-se compreender a importância do brincar na Educação Infantil, alémde analisar se as atividades lúdicas são desenvolvidas em sala de aula. Diante daproblematização, com os questionários e entrevistas, confrontamos as váriasafirmações e informações colhidas. Assim, os objetivos apontados na Introduçãodesse estudo foram plenamente alcançados, vale afirmar que os profissionais daEducação Infantil do Centro Educacional Pedrina Silveira ainda não conhecem, deuma forma mais completa, o real significado do brincar e não utilizam o lúdico comorecurso pedagógico. Nesse sentido, é preciso que a temática seja “amadurecida” no seio dasinstituições de ensino, e, de outro modo, que seja trabalhada, de formacomprometida e sistematizada, a formação continuada dos profissionais dessessegmentos, pois é visível a falta de preparação dos docentes, para a demanda daEducação Infantil frente ao cuidar/educar e da utilização do lúdico como princípiobásico do fazer pedagógico. De acordo com Carneiro e Dodge (2007): Para que a prática da brincadeira se torne uma realidade na escola é preciso mudar a visão dos estabelecimentos de ensino a respeito dessa ação e a maneira como entender o currículo. Isso demanda um corpo docente capacitado para refletir e alterar suas práticas (p. 91). Wekerlin (2004, p. 63) concorda com a afirmação anterior, ao afirmar: Precisamos de profissionais mais adaptados às intensas transformações que se vivem hoje na sociedade, que se ajustem a novas dinâmicas, e que qualquer metodologia vise à reconstrução do conhecimento, dando ao aluno, em todos os aspectos, a capacidade de se ajustar às exigências do mundo moderno. Torna-se preciso, nesse contexto, ressaltar também a necessidade daaplicação de novas metodologias junto às propostas lúdicas na sala de aula, 36
  37. 37. efetivando a prática dos brinquedos e brincadeiras. Vale destacar a afirmação deOliveira (1997, p. 64): O brincar permite a elaboração de um mundo de sentimentos e ações com significados sócio-afetivo novo e crítico; podendo-se atribuir à atividade lúdica três funções: socializadora, na qual desenvolve hábitos de convivência; psicológica, podendo aprender a controlar seus impulsos, e pedagógica, trabalhando a interdisciplinaridade, a heterogeneidade, o erro de forma positiva, fazendo com que o indivíduo se torne ativo no seu processo de desenvolvimento. Acredita-se que, para a aplicação das atividades lúdicas com finalidadepedagógica, de outra forma, é necessário ao docente um planejamento prévio comobjetivos e estratégias traçadas. Dessa forma, pressupõe que a escola precisagalgar novos conceitos, experimentar um saber mais inovador, buscando práticasque reflitam significados para os aprendizes de Educação Infantil. Assim, pensar a importância do brincar, é permitir a criança liberdade de açãoe constituição do conhecimento em processo educativo de forma criativa eprazerosa. Entende-se que o brincar vai desde a sua prática livre até uma atitudedirigida, com regras e normas, contribuindo, assim, para o desenvolvimento físico,motor, afetivo, social e cognitivo. Dentro do contexto da observação sobre osbenefícios proporcionados pelas “práticas lúdicas”, Vygotsky (1994, p. 52) afirmaque a ludicidade não está ligada simplesmente ao prazer. As regras dos jogos, bemcomo a imaginação, desenvolvem o raciocínio, a sensibilidade, a percepção, ainspiração e tantas outras habilidades. O brincar faz parte do dia-a-dia das criançasdivulgando seus sonhos, desejos, sentimentos, frustrações e expressando comoconstroem e reconstroem a realidade, encontrando soluções para os problemas queas rodeiam. Dessa forma, as atividades lúdicas podem ser concebidas como umapossibilidade para a práxis de uma educação diferenciada, comprometidaprincipalmente com uma aprendizagem significativa. Diante do que foi abordado, esperamos de alguma forma ter contribuído paraque os docentes dessa unidade de ensino possam fazer uma reflexão sobre aeficácia das atividades lúdicas e colocá-las em prática, o que sabemos depender deoutros fatores. Colocamos também este trabalho à disposição de todos quenecessitarem realizar estudos sobre tal temática. Por fim, na certeza do devercumprido, reconhecemos que o referido trabalho monográfico foi também de sumaimportância, porque proporcionou enriquecimento em nossas vidas, tantoacadêmica, quanto profissional e pessoal. 37
  38. 38. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASABERASTURY, A. A criança e seus jogos. Marialzira Peretrello, (trd.) Porto Alegre:Artmed, 1992.ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. SãoPaulo: Loyola, 2000.ALVES, Rubem. Educação dos sentidos. Campinas, SP: Verus Editora, 2005.AMORIM, Ana Paula et al. Metodologia do Trabalho Científico. Salvador: FTCEaD, 2006.ANDRÉ, Marli Eliza D.A. Ensinar a pesquisar... Como e para quê? In: SILVA,Ainda Maria M; et al (Orgs). Educação formal e não formal, processos formativos esaberes pedagógicos: desafios para a inclusão social. XIII Encontro Nacional deDidática e Prática de Ensino. Recife: ENDIPE, 2006.BECKER, F. O Caminho da aprendizagem. 2ª ed. Rio de Janeiro, 1997.BRASIL, Lei 9394/96, Lei de Bases e Diretrizes da Educação Nacional.Disponível em: < www.ufrpe.br/download.php?endArquivo=noticias/4248_LDB.pdf >Acesso em: 10/03/2012.BRASIL. RCNEI – Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil – Brasil,1998.BRASIL. MEC/SEF/DPE/COEDI. Propostas pedagógicas e currículo emeducação infantil. Brasília, 1996.BRASIL. MEC/PROINFO. Referencial Pedagógico para Formação deProfessores. Brasília: Secretaria de Educação Fundamental: 1999.CARNERO, Maria Ângela Bar bato e DODGE, Janine I.A descoberta do brincar.São Paulo: Editora Melhoramentos, 2007. 38
  39. 39. CORTELAZZO. Iolanda B. de Camargo e ROMANOWSKI. Joana Paulino.Pesquisae Prática Profissional – Projeto de Pesquisa e Pesquisa e Prática Profissional –Instrumento de Investigação.Curitiba: IBPEX, 2006.COSTA, M. F.V. Cultura lúdica e infância no cenário da pesquisa. In: COSTA,M.F.V. & FREITAS. M.G. (orgs). Cultura lúdica, discurso e identidade na sociedadede consumo. Fortaleza, Expressão Gráfica, 2005.CUNHA, N.H.S:Brincando, Aprendendo e Desenvolvendo o jogo Matemático.Petrópolis, RJ: Vozes 2005.ELKONIN, D. B. Psicologia do jogo. 2. Ed. São Paulo: Martins fontes, 2009.FARIA, Anália Rodrigues de. O desenvolvimento da criança e do adolescentesegundo Piaget. Ed. Ática, 3º edição, 1995.FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à práticaeducativa. São Paulo, pioneiro, 2003.FORMOSINHO, J.O desenvolvimento profissional das educadoras de infância:entre os saberes e os afetos, entre a sala e o mundo. In; MACHADO, h. L de A.(org). Encontros e desencontros em Educação Infantil. São Paulo: Ed. Cortez, 2002.FRIEDMANN, Adriana. O desenvolvimento da criança através do brincar. SãoPaulo, SP: Moderna, 2006.GALVÃO, Isabel. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimentoinfantil. Petrópolis, Editora Vozes, 2000.GANDINI. Lella & EDWARDS, Carolyn. Bambini: a abordagem Italiana à educaçãoinfantil. Trad. Daniel Etcheverry Burguño. Porto Alegre: ArtMed, 2002.GARCIA, M. C. Formação de professores, para uma mudança educativa. Porto.Porto Editora, 1999. 39
  40. 40. GOÉS, M. Brincadeira e deficiência mental: um estudo em instituição especialpara deficientes mentais. 5º Congresso de Pós Graduação, 2008.GONZAGA, Rúbia Renata das Neves. A importância da formação lúdica paraprofessores de educação infantil. Revista Maringá Ensina nº 10 – fevereiro/abril,2009.KRAMER, Sônia. (Coord.). et. Al. Com a pré-escola nas mãos. Uma alternativacurricular para a Educação Infantil. São Paulo. Ática S. A. 1994.KISHIMOTO, Tizuko. O Jogo e a Educação Infantil. São Paulo: Pioneiro ThomsonLearning, 2002.KISHIMOTO, Tizuko Mochida (org). et. al. Jogo, brinquedo, brincadeira e aeducação. 3ª edição, São Paulo: Cortez, 2003.LEONTIEV, A. N. Os princípios psicológicos da brincadeira pré-escolar. In:Vygotsky, L. S.; Luria,A. R.; Leontiev, A. N. (Orgs.), Linguagem, desenvolvimento eaprendizagem. São Paulo: Moraes, 1994.LOPES, K. R., Mendes, R. P. Faria, V. L. B. de. livro de estudo. Brasília:MEC/SEB/SEED, 2005 (Coleção Proinfantil; unidade 5).LUCKESI (org.). Ensaio de Ludopedopedagogia. N.I. Salvador UFBA/FACED,2000.LUDKE, M. e ANDRÉ, M. E. D. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas.São Paulo: EPU, 1986.MINAYO, Maria Cecília de S. (org.) Pesquisa social. 21 ed. Petrópolis: Vozes,2002.MIZUKAMI, M. das G. N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU,1986.MORENO, M.C. & CUBERO, R. Relações sociais nos anos pré-escolares emDesenvolvimento Psicológico e Educação, Vol. 1. Porto Alegre: Artes médicas,1995.MURCIA, J. A. M.; VALENZUELA, A. V.; CERVANTES, C. T.; ORTIZ, J. P.;CAVEDA, J. L. C.; FUENTE, M. T. M; SANMARTÍN, M. G.; GARCIA, P. L. R.; 40
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  43. 43. APÊNDICES 43
  44. 44. APÊNDICE 1 – QUESTIONÁRIO RESPONDIDO PELAS PROFESSORAS Departamento de Educação – CAMPUS VII Universidade do Estado da Bahia - UNEB Senhor do Bonfim - BAHIA Curso de pedagogia QuestionárioQuestões sobre o perfil das professoras1) Sexo:masculino ( ) Feminino ( )2) Idade:3) Formação:4) Tempo de atuação:Questões mais direcionadas ao tema em pauta5) Brincar é importante para o desenvolvimento infantil? ( ) Sim ( ) não ( ) não sei ( ) às vezes6) Qual a função do brincar associado ao processo de ensino aprendizagem? ( ) divertir-se ( ) jogar ( ) realizar atividades de jogos e brincadeiras com finalidades pedagógicas. 7) Quais as atividades lúdicas mais comuns nas suas aulas? ( ) jogos ( ) história ( ) filmes e vídeo ( ) brincadeiras de roda( outras, especifique 8) Qual a importância da brincadeira, no desenvolvimento integral da criança? ( ) Raciocínio lógico ( ) possibilite a imitação de diferentes papéis,comumente do seu cotidiano. ( ) Não facilita a transformação do mundo adulto para seu universo 9) Você tem conhecimento teórico sobre o tema ludicidade? ( ) Sim ( ) Não 44
  45. 45. APÊNDICE 2 – ENTREVISTA REALIZADA COM AS PROFESSORAS Departamento de Educação Campos Universidade do Estado da Bahia - UNEB Senhor do Bonfim - Bahia Curso de PedagogiaDados pessoais: a) Sexo: masculino ( ) feminino ( ) b) Idade: c) Tempo de formação: d) Tempo de atuação: Entrevista 1) O que é brincar? 2) Quantas vezes você realizava atividades lúdicas? E quais? 3) Qual a importância de brincar no desenvolvimento cognitivo da criança? 4) Nas suas atividades diárias em que momento aparece às brincadeiras? 5) Qual a sua compreensão em relação às atividades lúdicas que possam contribuir na maturação da criança? 45

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