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Monografia Antonio Costa Matemática 2010
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Monografia Antonio Costa Matemática 2010

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Matemática 2010

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  • 1. 9INTRODUÇÃO A matemática surgiu a partir do momento em que o homem sentiunecessidade de organizar o espaço a sua volta, de construir e resolver problemasreferentes ao seu dia-a-dia. Para tanto, foi essencial o domínio de determinadashabilidades matemáticas pelo cidadão para assim mover-se na sociedade.Sobre matemática D‟Ambrósio (2000, p.7) afirma: Vejo a Disciplina matemática como uma estratégia desenvolvida pela espécie humana ao longo de sua história para explicar, para entender, para manejar e conviver com a realidade sensível, per-ceptível e com o imaginário, naturalmente dentro de um contexto natural e cultural. Para realizarmos este trabalho, fomos especialmente motivados pelanecessidade de compreender a importância do ensino da matemática nainterpretação dos gráficos resultante de pesquisa eleitoral, bem como suarepercussão, na opinião pública do município de Pindobaçu. Moveu-se também pelofato desta pesquisa está inserida diretamente no contexto da população que semostra curiosa em relação aos gráficos matemáticos propostos no momento dasentrevistas e na apresentação de dados estatísticos, que trazem informações sobrea situação dos candidatos. Diante disso, apresentamos nosso trabalho com o objetivo principal deconhecer e discutir os conhecimentos matemáticos dos cidadãos pindobaçuense,relacionados com a matemática ensinada na sala de aula, procurando estabelecervínculos existentes entre os mesmos, bem como verificar a compreensãomatemática dos resultados das pesquisas eleitorais. Então, mostraremos noCapítulo I, A Linguagem Matemática, partimos da dificuldade que o cidadão tem emler e entender um texto matemático e a importância da opinião pública numapesquisa eleitoral. No Capítulo II, A Compreensão das Pesquisas Eleitorais enfocousobre o pleito eleitoral de 2008 e a compreensão dos cidadãos sobre o mesmo. Aseguir, no Capítulo III, apresentamos a Matemática como Fonte de Informação,mostramos como são aplicados os conteúdos em sala de aula. No último Capítulo,abordamos a Pesquisa e o Município, apresentamos o caminho da pesquisa oresultado da entrevista e os dados estatísticos do nosso trabalho.
  • 2. 10Para alcançar os objetivos da pesquisa, foram entrevistados cidadãos escolarizadospindobaçuenses pertencentes a zona rural e urbana, com uma faixa etária média de16 a 35 anos de idade entre eles foram ouvidos trabalhadores e estudantes. Verificamos ao longo do processo de entrevistas e interpretações, que algunsdos entrevistados não conseguiram associar o conteúdo estudado com a realidade.Vimos também que, para que tivessem uma melhor interpretação deveriam mobilizaros conhecimentos referentes a estatística e a porcentagem. Sendo assim, podemos entender que muitas vezes o ensino distancia-se dosanseios da atual sociedade, que exige dos cidadãos, a interpretação e a interaçãono meio social. Para que haja mudança em nossa realidade é importante que aescola direcione melhor seus alunos para que os mesmos consigam ser cidadãoscríticos e atuantes capazes de interagir e agir no meio social. Os professores “doMunicípio de Pindobaçu” deverão contextualizar os conteúdos trabalhados em salade aula para melhor conhecer as expectativas do aluno, e este, compreender demaneira crítica os acontecimentos que o cerca.
  • 3. 11CAPÍTULO I: A LINGUAGEM MATEMÁTICA Ao depararmos com a dificuldade de ler e entender um texto matemáticopermeado de símbolos e também de técnicas para a resolução de problemaspercebemos, que é, sem dúvida, um fator de segregação, não só nas escolas comotambém na sociedade. Sabemos que o conhecimento da matemática propicia oacesso a muitas das mais bem sucedidas profissões atuais e que, para atingir certograu desse conhecimento, faz-se necessário o uso de habilidades e competênciassuperiores como: interpretar, analisar, inferir, deduzir, induzir. Quando se compreende o significado matemático é notório o envolvimento ecom isso, percebemos que a Matemática tem linguagem própria, e quando adominamos, é como se aprendêssemos a falar, a ler e a nos comunicar em outralíngua. Comparar a matemática com o falar é fundamental para isso, D‟Ambrosio(1986, p. 35), afirma: [...] o fato de a matemática ser uma linguagem (mais fina e precisa que a linguagem natural) que permite ao homem comunicar-se sobre fenômenos naturais, conseqüentemente, ela se desenvolve no curso da história da humanidade desde os “sons” mais elementares, e, portanto intimamente ligada ao contexto sociocultural em que se desenvolve – por isso falamos em matemática grega, matemática hindu, matemática pré-colombiana. Sobre isso se faz necessário que o professor leve o aluno a desenvolver alinguagem matemática de forma que ela se torne tão natural quanto à linguagemdiária. No entanto, precisa perceber que o contexto em que atua necessita sermodificado, já que a Matemática como qualquer outro conhecimento sofre ainfluência do meio onde está inserido e dependendo da época em que está sendotrabalhada é apresentada de forma contextualizada. É preciso integrá-lo tantoespacialmente quanto temporalmente. O aluno não pode estar imune ao contexto circundante e precisa se envolvere participar da evolução e da tecnologia. É de nosso conhecimento que não épossível ensiná-la hoje como ela foi ensinada ontem, porque tanto a linguagem,quanto o comportamento dos seus usuários e beneficiários se alterou e continuasofrendo evolução de forma contínua.Atualmente existe a necessidade do desenvolvimento de competências ehabilidades em Matemática para analisar o processo envolvido na resolução de
  • 4. 12qualquer situação-problema. Nesta etapa, além da leitura e de conhecimentosespecíficos de Matemática, as situações propostas envolvem também o domínio doscódigos e nomenclatura da linguagem Matemática, a compreensão e interpretaçãode diagramas e gráficos e a relação destes elementos com a linguagem discursiva. Aprender Matemática de uma forma contextualizada, integrada e relacionada a outros conhecimentos traz em si o desenvolvimento de competências e habilidades que são essencialmente formadoras, à medida que instrumentalizam e estruturam o pensamento do aluno, capacitando-o para compreender e interpretar situações, se apropriar de linguagens específicas, argumentar, analisar e avaliar, tirar conclusões próprias, tomar decisões, generalizar e para muitas outras ações necessárias à sua formação. (BRASIL, 2002, p. 111). A preocupação em desenvolver esse trabalho esta inteiramente ligada àcompreensão do cidadão em, ler, analisar e interpretar a situação por inteiro, decidirsobre a melhor estratégia para resolvê-la, tomar decisões, argumentar, expressar-see fazer registros. É interessante que a Matemática possa ser trabalhada de forma isolada naconstrução de conceitos que suportem a interdisciplinaridade. Ao fazê-la percebe-seque será mais produtivo se for trabalhada de forma contextualizada com as demaisáreas do conhecimento. Para isso é necessário que o professor passe a elaborarformas diferenciadas de trabalhar os seus conceitos e isso significa elaborar novosmodelos de ensinar e aprender. Sabemos que o discurso pedagógico da Matemática faz parte da EducaçãoMatemática e tem interesse em interagir na postura, na metodologia, na didática,nos texto didático escrito e falado. Mudar de discurso ou defender discursosdiferentes, “é uma revolução que não se dá de um dia para o outro”, para Kuhn(2000, p. 26): Uma nova teoria, por mais particular que seja seu âmbito de aplicação, nuncaou quase nunca é um mero incremento ao que já é conhecido. Sua assimilaçãorequer a reconstrução da teoria precedente e a reavaliação dos fatos anteriores.Esse processo intrinsecamente revolucionário raramente é completado por um únicohomem e nunca de um dia para o outro.
  • 5. 13 Segundo a afirmação, pode-se dizer que a Educação Matemática é vistacomo revolução no sentido da construção de saberes significativos que só se tornampossíveis perante mudanças de paradigmas.Sobre essa mudança em relação à Educação Matemática, Bicudo e Garnica (2002,p. 40), defendem que: Educação Matemática será, pois, expressão vaga se não for concebida como preenchendo-se, reflexiva e continuamente, dos significados que vêm da prática. A Educação Matemática dá-se como uma reflexão-na-ação. Ação que ocorre num contexto no qual vivemos com o outro: compartilhando vivências. Para que haja essa revolução, elementos deverão ser analisados na tentativade compreender os fatores que levam o aluno a não perceber a Matemática comouma linguagem estruturada para expressar idéias, conceitos e, também, a nãoentender os seus mecanismos de funcionamento.Atualmente é comum a menção ao analfabetismo matemático que caracterizaria ofato de que um sujeito não consegue desenvolver um mínimo de habilidadematemática. Isto significaria conhecer e distinguir os números, as operaçõesaritméticas básicas, ainda ser incapaz de formular qualquer análise crítica ou tirarconclusões a partir de informações numéricas. Será que isso acontece pela formacom se ensina Matemática nas escolas? Possivelmente, pois na maior parte dasvezes, o ensino é pautado no trabalho mecânico e descontextualizado, enfatizandotécnicas operatórias e memorização de fórmulas e propriedades. É interessante ressaltar que para a pessoa estar matematicamentealfabetizada significa que entende o que lê e o que escreve, bem como, percebe osignificado do ato de ler e escrever no contexto da Matemática.Dependendo da forma como os conceitos são trabalhados terão significadosdiferentes para quem aprende. Sobre esse tema, Halliday (1973, apud, INGEDORE, 1993, p. 22) afirma queao imaginar um sistema capaz de explicar tanto a estrutura do enunciado como ojogo de enunciação, define o texto como ”realização verbal entendida como umaorganização de sentidos, que tem o valor de uma mensagem completa e válida numcontexto dado”.
  • 6. 14 Portanto ao fazer um comparativo, analisando a idéia de que as palavras e ossímbolos não são sempre empregados da mesma maneira, pode-se dizer que osignificado tanto de um símbolo como de uma palavra vai depender da maneira pelaqual são relacionados entre si e com outros elementos, ou seja, depende docontexto em que se encontram. Para isso será necessário descrever: a semântica, asintática e a pragmática. Sobre seus conceitos e significados, descreve-se que a semântica se refereàs transformações do significado, tratando-se da dimensão mais abrangente, pois,tem ligação com as demais, a sintática é vista como sendo a maneira em que aspalavras ou símbolos são usados em uma sentença ou fórmula matemática já apragmática faz referência aos significados que cada palavra ou símbolo tem emrelação as vivências e experiências individuais. O reconhecimento de que a Matemática raramente é ensinada da forma comoé praticada tem levado estudiosos a rever esse ensino. Vygotsky já afirmava que aaprendizagem dos conceitos deveria ter origem nas práticas sociais. “O significadode uma palavra representa um amálgama tão estreito do pensamento e dalinguagem, que fica difícil dizer que se trata de um fenômeno da fala ou de umfenômeno do pensamento” (VYGOTSKY, 2003). A respeito dessa prática social podemos fazer uma relação com umacampanha eleitoral. Este tipo de questão desperta mais interesse do que o problemade como obter o apoio da opinião pública. Ao analisarmos a literatura da Grécia e Roma antigas, bem como ao longo daIdade Média, os filósofos tinham inteira consciência da importância da opinião dasmassas. No século XVIII, entretanto, a expressão de opinião pública foi submetida auma análise e a um tratamento mais sistemático. Diante disso, muitos autores vêmdando especial atenção ao caráter emocional e irracional do processo formativo daopinião pública. Neste sentido, nos séculos XVII e XVIII, escritores como Voltaire,Hobbes, Locke e Hume voltaram-se ao assunto. Para Hobbes, o mundo seriagovernado pela opinião. Locke considerou a opinião como uma das três categoriasdo direito; enquanto Hume afirmou que na opinião é que o governo se fundamenta.Embora tenham sido contribuições iniciais importantes, foi Rousseau, no séculoXVIII, quem fez uma das mais claras análises do conceito de opinião pública em suaépoca.
  • 7. 15 Sendo assim, quando analisamos uma opinião não estamos analisando suaaprendizagem. A opinião de uma pessoa, não corresponde a um grupo. Essatransição entre o consenso social e as convicções individuais é o que Rousseau(apud Barros Filho, 1995) classifica então de opinião pública. Já para Lippmann(1922), a opinião pública seria a média das opiniões circundantes em umadeterminada sociedade, num momento determinado. Já de acordo com Tarde(1992), são os seres humanos quem têm a necessidade de ajustar-se segundo osdemais. A pesquisa de Noelle-Neumann (1995) afirma que as pessoas sãoinfluenciadas não apenas pelo que as outras dizem, mas pelo que as pessoasimaginam que os outros poderiam dizer. Ainda segundo a autora, se um indivíduoimagina que sua opinião poderia estar em minoria ou poderia ser percebida comdesdém, essa pessoa estaria menos propensa a expressá-la. Assim, a sociedadeameaça os indivíduos desviados com o isolamento. Os indivíduos experimentam umcontínuo medo do isolamento. Este medo faz com que os indivíduos tentem avaliarcontinuamente o clima de opinião; por fim, os resultados dessa avaliação influem nocomportamento em público, especialmente na expressão pública ou no ocultamentodas opiniões. A influência que esse processo todo exerce sobre os indivíduos, a respeito doque eles imaginam ser o pensamento dos demais, realiza-se num movimentoconstante e ascensional, por isso denominado de espiral do silêncio, (NEULLE-NEUMANN, 1995). Essa perspectiva explicaria o porquê da importância das pesquisas de opiniãopara uma campanha política e o quanto elas podem ser decisivas. É como se atradicional pergunta feita pelos institutos “se a eleição fosse hoje, em quem vocêvotaria?” fosse interpretada como “mantendo-se tudo como está, esse será oresultado das eleições”. Ou seja, chegando a trocar, até mesmo, um questionamentopor uma afirmação.
  • 8. 16CAPÍTULO II: A COMPREENSÃO DAS PESQUISAS ELEITORAIS Em outubro de 2008, aconteceu mais uma eleição, permeada pelas diferenteslinguagens e pelas novas tecnologias. Inseridas neste contexto lá estavam elas, ascampanhas partidárias e as pesquisas eleitorais mostrando com sua linguagemmatemática as pretensões momentâneas de votos dos eleitores a determinadocandidato. Para interpretá-las é preciso que o cidadão compreenda as mensagens quesão divulgadas. Para isto é necessário mobilizar conhecimentos históricos sociais ematemáticos, fundamentais para a compreensão da realidade e da inserção nestaenquanto cidadão crítico e atuante. Em tempos remotos não era assim que acontecia. Não havia pesquisas, aoralidade “o comício” era o eixo norteado da campanha. Eleição se ganhava depoisde muito empenho por partes dos candidatos que precisavam de preparo físico e deter o dom da oralidade para convencer as pessoas. Neste período a população residia em sua maioria na zona rural e comcondições de vida restrita, dependendo dos fazendeiros tanto para trabalhar assimcomo para deslocarem-se de suas residências, até mesmo para cumprir com suasobrigações eleitorais. Como descrever (LEAL, 1997 p. 56): A maioria dos eleitores brasileiros reside e vota nos municípios do interior. E no interior o elemento rural predomina sobre o urbano. Esse elemento rural, como já notamos, é paupérrimo. São, pois os fazendeiros e chefes locais que custeiam as despesas do alistamento e da eleição. Sem dinheiro e sem interesse direto, o roceiro não faria o menor sacrifício nesse sentido, documentos, transporte, alojamentos, refeições, dias da eleição, tudo é pago pelos mentores políticos empenhados na sua qualificação e compromisso. Dessa forma, o eleitor rural cria dependência para com o fazendeiro, sendoeste quem escolhe o candidato que o trabalhador deve votar como afirma Leal(1997, p. 57): “é, portanto, perfeitamente compreensível que o eleitor da roçaobedeça à orientação de quem tudo lhe paga, com insistência, para praticar um atoque lhe é completamente indiferente”. Em troca dos “favores” concedidos aos seus empregados os fazendeirostiravam proveito da falta de conhecimento destes, já que não freqüentavam escolase muitos não tinham contato com meios de comunicação, os donos das terras
  • 9. 17indicavam o candidato no qual eles deveriam votar. Com o passar do tempo essestrabalhadores começaram a ter acesso a novas informações principalmente pelosmeios de comunicação e começaram a surgir as primeiras “traições”. Segundo Leal(1997, p. 57): Observadores locais costumam atribuí-lo a propaganda radiofônica. Nas cidades do interior já são numerosos os aparelhos receptores, e os trabalhadores rurais têm hoje maior possibilidade de contato com a sede urbana pelo uso bastante generalizado do transporte rodoviário. [...] não se deve esquecer também o grande incremento que se verificou durante a guerra na migração de trabalhadores do campo para atividades urbanas empreendimentos industriais, construção civil, bases militares, ou para extração de borracha e exploração de minérios, especialmente cristais de rocha e mica. Dessa forma, constata-se que a partir do momento que o cidadão teve acessoa informações e as transformou em conhecimento buscou sua liberdade eleitoral atéentão manipulada pelos fazendeiros. Os costumes eleitorais mudaram e os eleitores faziam parte de umasociedade essencialmente urbana e telemaníaca. Os eleitores têm mais acesso ainformações o que contribuiu para que os candidatos nas campanhas eleitoraisutilizem além do palanque da praça, o estúdio de televisão, representados pelaspesquisas pré-eleitorais. Gráficos, manchetes em jornais, destaques na internetagora este é o cenário das campanhas eleitorais onde são travadas verdadeiras“batalhas” entre os marqueteiros, buscando mostrar o leitor a “imagem” e aspropostas de cada candidato. Entretanto, embora se realizem pesquisas eleitorais emesmo dispondo destas novas tecnologias no interior do Brasil, as campanhasainda têm como forma para aproximar o candidato do eleitor: o comício em praçapública. Nas campanhas eleitorais de hoje, a informatização atrela-se à oralidade e alinguagem matemática que através de resultados de pesquisas contribui para umamudança de valores e costumes. Habitualmente são realizadas pesquisas eleitorais com o propósito deaveriguar a situação dos candidatos perante o eleitor. Na análise e interpretação dosdados são apresentadas informações que utilizam a linguagem matemática:gráficos, porcentagens, conteúdos estatísticos e amostragem. Como conseqüênciada interpretação dos dados apurados há uma evolução positiva ou negativa do
  • 10. 18candidato. Isto influencia o andamento da campanha como, também, a aquisição derecursos para arcar com as despesas geradas no período eleitoral. Além disso,existem outros fatores que podem influenciar os eleitores na hora da decisão dovoto, por exemplo: ideologia, classe social, escolaridade, interesses pessoais,preferência partidária, propostas dos candidatos, avaliação do desempenho dogoverno, influencia dos amigos e familiares. Neste sentido percebe-se que a interpretação que os cidadãos têm daspesquisas eleitorais depende da compreensão matemática dos dados. Diante destaconstatação este estudo pretende contribuir para uma reflexão crítica sobre aimportância de compreender as representações do eleitorado e a compreensãomatemática que estes fazem a respeito dos dados das pesquisas eleitorais. Segundo Almeida (2003): “As pesquisas eleitorais são uma espécie demilagre estatístico que fazem mil pessoas falar por milhões”. Mas como as pessoasdo semi-árido baiano especialmente garimpeiros, trabalhadores rurais, estudantes,políticos e professores residindo em uma cidade que tem como principais fontes derenda a agricultura, a agropecuária e a extração mineral – esmeralda – e comoprincipal fontes de informações, compreendem a linguagem matemática daspesquisas eleitorais? A partir desta indagação que norte-se-á o presente estudo buscando alcançaros seguintes objetivos gerais: compreender as representações que o cidadãos dacomunidade pindobaçuense têm em relação as pesquisas eleitorais e, descobrir acontribuição dos saberes matemáticos trabalhados na sala de aula na compreensãodos resultados das pesquisas eleitorais. Em busca de objetivo mais específico,analisar o nível de compreensão matemática dos eleitores submetidos a análise depesquisas eleitorais e averiguar se as pesquisas eleitorais são um dos fatores queinfluenciam o voto do eleitor no município de Pindobaçu. Sendo assim apresentamos estas constatações e inquietações sobre como aspessoas compreendem a linguagem matemática presente nos resultados daspesquisas eleitorais que constituíram a idéia norteadora deste estudo monográfico.
  • 11. 19CAPÍTULO III: MATEMÁTICA COMO FONTE DE INFORMAÇÃO EINTERPRETAÇÃO Com os avanços tecnológicos, nossa sociedade passa por significativastransformações e o conhecimento é a peça norteadora para mudanças efetivas. Naatual sociedade é imprescindível a formação educacional do cidadão, sendo assim,o ambiente escolar deve possibilitar ao aluno saberes diversificados capacitando-ospara construção de habilidades que o credenciam para inserir-se numa sociedadeglobalizada. Portanto ler, escrever e interpretar as informações requer a mobilização dediversos saberes – tecnológicos específicos – orais, matemáticos e contextuais –leitura de mundo – o dia-a-dia. Nesses, os saberes matemáticos se constituemimprescindíveis para compreensão dessa sociedade matematizada que nos rodeia. Dessa forma a escola tem a incumbência de qualificar o aluno para enfrentaruma sociedade marcada cada vez mais pelo desenvolvimento tecnológico onde osaber é o fator determinante para o sucesso profissional e pessoal, como dizBoavida (apud, BARALDI 1999 p.36): [...] todo cidadão para ter acesso ao mundo de conhecimento cientifico e tecnológico, precisa possuir uma cultura matemática básica que lhe permita interpretar e compreender criticamente a matemática subjacente a inúmeras situações do dia-a-dia, e também lhe permitir resolver problemas e tomar decisões diante dos mais variados aspectos de sua vida. Assim a escola assume um papel de somar importâncias na formação doindividuo e na sua aquisição de conhecimento que possibilitem tais transformações.Para isso a escola deve buscar renovar-se constantemente principalmente buscandorever a forma como estão estruturados seus currículos como ressalta Pires (2000, p.8). As medidas curriculares constituem fatores decisivos para a renovação eaperfeiçoamento do ensino da matemática. E através de uma reestrutura contextualizada com a sociedade atual, busquefazer possíveis mudanças que viabilizem o uso do conhecimento para que oindivíduo possa interagir em uma sociedade globalizada, que exige que o mesmoexerça multlipas funções. Parra (2000, p. 203)
  • 12. 20 [...] a organização curricular deve criar um ambiente escolar que possa ser caracterizado como um espaço em que possa ser caracterizado como um espaço em que, alem de buscar dados e informações, as pessoas tenham possibilidade de construir seu conhecimento de desenvolver sua inteligência com suas múltiplas competências”. Portanto, a educação além de proporcionar aquisições de conhecimento deveter como objetivo a formação do cidadão. A forma como o conhecimento é construído ou mais habitualmentetransmitido no ambiente escolar na maioria das vezes dar-se de forma desvinculadada realidade. Outro agravante é a desconsideração pela maioria dos professores, doconhecimento que os alunos já têm, criando uma dificuldade para assimilarconteúdos e conceitos estudados e relacioná-los ao seu meio social. Como diz Ausubel (1980, p. 45), [...] aprender o significado de uma palavra-conceito exige obviamente um conhecimento prévio de seus correspondentes referentes mais sofisticados do que outras formas de aprendizagem referencial, uma vez que aprender o significado da palavra-conceito difere, num aspecto importante, da aprendizagem do significado de palavras que não representam conceito. Dessa forma, se faz necessário uma imediata transformação nos métodos deensino utilizados pelos professores de matemática tendo como objetivo despertar ointeresse do aluno pelos conteúdos estudados em especial a compreensãomatemática dos mesmos, alem de relacioná-los com o meio social no qual o alunoestá inserido levando-se em conta as suas experiências de vida. Com o propósito de enriquecer este estudo com mais informações referentesao papel da escola, tema este abordado no capitulo anterior, de forma sucinta serãoacrescentados neste capitulo algumas informações referentes à educação e oensino. A educação busca através de métodos capacitar o homem para conviver emsociedade com o grupo ao qual pertence, de modo critico e atuante, como ressaltaAusubel (apud BARALDI,1999, p. 33): “[...] A educação é entendida como umafamília de processos, cuja intenção é o desenvolvimento de qualidades desejáveisnos indivíduos, ajuda a criar tipos de homens convenientes e desejáveis a umasociedade”.
  • 13. 21 O ensino é considerado como regras utilizadas pelos professores a fim depossibilitarem a construção do conhecimento referente a assuntos antesdesconhecidos. Dessa forma, Ausubel (apud BARALDI, 1999, p. 34) descreve: “oensino constitui-se num caminho para adquirir-se conhecimento, de formaorganizada, intencionada por alguém”. Fazendo uma referencia à Matemática evidenciam-se aspectos específicosreferentes ao conhecimento matemático: a natureza da matemática, conceito dematemática – o simbolismo e o rigor. Um resgate histórico da produção do conhecimento matemático leva-me aperceber que esta ciência surge inicialmente como uma resposta à necessidade desobrevivência e conseqüentemente de organização social. A necessidade de contar, de fazer plantações, a forma como construir suasresidências todas essas necessidades envolve um conhecimento matemático, comodiz Boeyer (1974, p. 440): “a matemática não é uma ciência natural, mas umacriação intelectual do homem”. Com a evolução da sociedade o homem procurou transformar o meio em quevivia. Tais modificações foram impulsionadas pelo desejo de transformar suas idéiasem realidade atingindo assim seu desenvolvimento intelectual. Sylvester (apudBOEYER, 1974, p. 440) diz que: “A matemática se origina das forças das atividadesinerentes da mente humana, e da introspecção continuamente daquele mundointerior do pensamento em que os fenômenos são tão variados e exigem atençãotão grande quanto a do mundo físico exterior”. Através da busca por conquistas e do crescimento intelectual, havia duascivilizações com diferentes idéias matemáticas: de um lado os babilônios com umamatemática voltada para a exatidão; por outro lado os gregos com a geometriabuscando simbolismo matemático. Embora tais indagações feitas pelos gregostenham propiciado importantes contribuições, prevaleceu o raciocínio lógico e aexatidão originada com os babilônicos, como destaca Courant (2000): Talvez a antiga descoberta das dificuldades associadas a quantidades incomensuráveis impediram que os gregos desenvolvessem a arte do calculo numérico alcançado antes no oriente. Ao invés disso, eles forçaram seu caminho através da intricada geometria axiomática pura. [...] por quase dois mil anos, o peso da tradição geométrica grega retardou a inevitável evolução do conceito de número e da manipulação algébrica, que mais tarde constituiu a base da ciência moderna.
  • 14. 22 A referida ciência quando se desprende do caráter puro, propicia odesenvolvimento da sociedade, a partir do momento que o homem a utiliza parasatisfazer seus anseios. Logo, a matemática é tanto para intelectuais quanto para orestante das pessoas, uma ciência que viabiliza, a partir de observações deacontecimentos, a metamorfose do meio social. Pois. Segundo Courant (2000): O que pontos, retas, números “efetivamente” são não pode ser dis- cutido na ciência matemática. O que importa é o que corresponde os fatos “verificáveis” é a estrutura e as relações entre objetos; que dois pontos determinem uma reta, que os números se combinem de acordo com certas regras para formar outros números, etc. Construindo uma interpretação adequada, a sociedade atual utilizará oconhecimento matemático como instrumento de compreensão e transformação docotidiano. O importante é a aplicação do conteúdo matemático em atividades práticas enão necessariamente sua definição como retrata Parra (1996, p. 13): “aosprofessores de matemática compete selecionar entre toda matemática existente, aclássica e a moderna, aquela que possa... Para seleção temos de levar em conta que a matemática tem um valorformativo, que ajuda a estruturar todo o pensamento e agilizar o raciocínio dedutivo,porém que também é uma ferramenta que serve para a atuação diária e para muitastarefas específicas de quase todas as atividades laborais... “O sentido damatemática deve ser um constante equilíbrio entre a matemática formativa e amatemática informativa”. Santaló (1996, p. 15) A sociedade está em processo contínuo de transformação onde cada vezmais a informação e o conhecimento atrelam-se ao desenvolvimento. Hoje, não ésuficiente apenas ter informação. É preciso a partir da existência da mesma pensare agir de modo que venha produzir conhecimento que torne o indivíduo apto paraconviver com esta nova realidade. Segundo Machado (1993, p. 66): Quando o homem comum dirige sua atenção para a matemática escolar, passa a exigir dela alguma utilidade prática no sentido epidérmico supra- referido. Levando que seu ensino é compulsório e que , na maioria das vezes,não tem características suficientes atraentes, tais exigências parecem bastantes naturais.
  • 15. 23 Sendo assim o conteúdo trabalhado na escola deve mostrar ao aluno comotais informações podem ser utilizadas no seu cotidiano. Assim como também, comodestaca Machado (1993, p. 65) que o discente seja capaz de perceber o fato de: [...] a matemática ser cada vez mais utilizada nos mais abrangentes setores do conhecimento. Da lingüística à psicanálise, da psicologia a medicina, da economia ao estudo da comunicação humana, da biologia às ciências sociais, sem esquecer das aplicações decorrentes da histórica e natural associação da matemática com a chamadas ciências exatas como física, a química, com a engenharia, ou ainda as que resultam de uma acentuada tendência à informação da sociedade, com a expectativa da onipresença dos computadores nas atividades humanas[...]. Até mesmo os cidadãos desprovidos de qualquer escolaridade, na sociedadeatual são a todo instante cercados por novas informações: dados numéricos comporcentagem sobre economia, pesquisas de opinião, desempenho da indústria,índices de desemprego, entre outros. Skovsmose (2004, p. 35) conclui que:”portanto, estamos diante de uma sociedade matematizada que tem nesta ciência abase do desenvolvimento social”. Se a escola não se adequar a essa realidade o discente ficará desmotivado epouco interessado pelos conteúdos estudados, conseqüentemente, além de ocorreum distanciamento, entre a escola e o cotidiano, o aluno poderá utilizar outros meiospara conseguir entender os acontecimentos que o cerca, principalmente na mídia,correndo o risco de interpretar as informações recebidas de forma equivocada, comoalerta Parra (1996, p. 11): [...] se a escola descuida-se e se mantém estática ou com movimento vagaroso em comparação com a velocidade externa, origina-se um afastamento ou divorcio entre a escola e a realidade ambiente, que faz com que os alunos se situam pouco atraído pelas atividades de aula e busquem adquirir por outros meios os conhecimentos que consideram necessários para compreender à sua maneira o mundo externo, que percebem diretamente ou através dos meios de comunicação.Nesse sentido a compreensão do conhecimento matemático aplicável às situaçõesdo dia-a-dia, constitui-se como um caminho para o exercício da cidadania.
  • 16. 24CAPÍTULO IV: A PESQUISA E O MUNICÍPIO De acordo com DIAS, desde a primeira metade do século 20 tomou corpo nasociologia da mídia uma visão profundamente funcionalista da comunicação social,consignada nas pesquisas de opinião. O grande teórico desta sociologia, PaulLazarfeldt, pretendia dar aos fatos sociais uma formatação matemática. A partir daidéia das pesquisas estruturadas em questionários, logo surgiram modelos com apretensão de quantificar graficamente os níveis de consciência das pessoas e dosgrupos. Estes modelos serviriam como uma referência na determinação dosmodelos de comunicação, a fim de serem aceitas as propostas de determinadoproduto, incluindo aí os concorrentes a cargos eletivos. Isto é, em vez de aferir aopinião, a pesquisa determina a opinião. (Datafolha, 2002). A formulação das questões também é importante momento da constituição decerta ideologia que a pesquisa quer ver, pois é na pergunta que se define aresposta. Exemplo mais gritante é o voto estimulado com cartão e a pergunta: "Seas eleições fossem hoje, em qual destes candidatos você votaria?" O que ocorre éque esta pergunta cria uma situação irreal, na medida em que as eleições não sãoefetivamente naquele dia e, logo, a pergunta estará condicionada a umadeterminada conjuntura, diferente do fato real.Mas a desinformação é o elemento mais importante na construção de uma opiniãopública favorável à manutenção do status. Por isso o grau de escolaridade ou, o queseria mais preciso, o hábito de leitura, não é utilizado como filtro. Para realizar este trabalho serão feitos questionamentos com alguns cidadãosdo município de Pindobaçu, buscando descrever através das informações coletadassuas experiências de vida e como elas estão relacionadas com as respostas dadassobre o tema de estudo. Segundo Ludke e André (1986, p.1) “para se realizar uma pesquisa é precisopromover o confronto entre os dados, as evidencias, as experiências, asinformações coletadas sobre determinado assunto e o conhecimento teóricoacumulado a respeito dele”. Portanto, após a coleta dos dados estes serão confrontados com asdiscussões que foram abordadas no capítulo anterior a fim de chegar a conclusõesrelacionadas ao objetivo de estudo.
  • 17. 25 A capitação das informações para desenvolver a pesquisa será feita por meiode entrevista. Serão ouvidas 15 pessoas; sendo 05 trabalhadores escolarizados e 10estudantes, destes, 05 pertencentes a zona rural e 05 a zona urbana. A escolha para realizar a pesquisa por meio de entrevistas parece maisapropriada, pois esta diferencia dos outros métodos de investigações por permitir aobtenção de informações independentes do grau de escolaridade dos cidadãos,alem de mostrar através das respostas dos entrevistados detalhes sobre suasexperiências de vida, facilitando relacionar a resposta com o meio ao qual estainserida. Durante a realização das entrevistas será necessário delimitar o temaabordado pelo estudo, pois o discurso sobre “política” remete as pessoas avaliaçõespartidárias e ideológicas correndo o risco de fugir ao assunto principal. Levando emconsideração o que Bogdan e Biklen ( apud LUDKE, 1986 p.13): A pesquisa qualitativa ou naturalista envolve a obtenção de dados descritivos obtidos do contato direto do pesquisador com a situação estudada, enfatiza mais o processo do que o produto e se preocupa em retratar as perspectivas dos participantes. Em uma entrevista há uma maior aproximação entre entrevistado eentrevistador. Portanto, é de suma importância criar um clima de confiança mutuaentre as pessoas envolvidas, pois, possibilitará a obtenção de informações de modoeficaz e satisfatório. Embora a realização das entrevistas siga um roteiro este éflexível, aberto a modificações. Assim, os questionamentos não serão feitos por umaordem lógica, porém de acordo com as respostas obtidas serão aproveitadas para otema do estudo, dessa forma a entrevista da referida pesquisa será semi-estruturadas se desenrolando a partir de um esquema básico, porém não aplicadorigidamente, permitindo que o entrevistador faça as necessárias adaptações. As entrevistas serão feitas na cidade de Pindobaçu, num dia de segunda-feira. A determinação do dia é por conta da feira livre municipal, o que torna maisfácil encontrar as pessoas com perfis diferenciados que nos fornecerão asinformações mais aproximadas das diversas realidades que constitui a comunidadepindobaçuense. Os dados serão registrados em tabelas que serão levados para o campo depesquisa e posteriormente organizados, a fim de mostrar o perfil do cidadão
  • 18. 26entrevistado. Embora a pesquisa tenha caráter qualitativo será necessário fornecersubsídios para uma melhor compreensão do objeto de estudo. Caso as informações obtidas necessitem de maiores esclarecimentosretornarei ao campo para entrevistar novamente as mesmas pessoas a fim de obtermaiores detalhes a respeito do tema estudado.
  • 19. 274.1 O MUNICÍPIO Pretende-se agora mostrar dados coletados e, em seguida a interpretaçãocom base nos objetivos que norteiam o estudo. Serão destacados os dados do Censo 2000, referente a educação e condiçãoeconômica dos habitantes de Pindobaçu, pois os mesmos servirão como parâmetropara análise das respostas dos entrevistados na referida pesquisa, onde serãoconfrontados os dados coletados nas entrevistas com essa realidade educacional eeconômica. As informações referentes a educação do município com base no censo 2000.(Quadro 1):DESCRIÇÃO VALOR UNIDADEPessoas sem instrução e menos de 3524 habitantesum ano de estudoPessoas que possuem de 1 a 3 anos 5835 habitantesde estudoPessoas que possuem de 4 a 7 anos 5027 habitantesde estudosPessoas que possuem de 8 a 10 anos 1073 habitantesde estudosPessoas que possuem de 11 a 14 607 habitantesanos de estudosPessoas que possuem de15 anos ou 41 habitantesmais de estudosFonte: IBGE Censo 2000 (os percentuais levaram em consideração os dados do censo para pessoascom 10 anos ou mais de idade). De acordo com o quadro acima, cerca de 73% de seus habitantes possuematé 7 anos de estudo; apenas 0,45 tem mais de 15 anos de estudos. Portanto, deacordo com os dados do censo a maioria da população do município tem um baixograu de instrução.
  • 20. 28 As informações referentes aos rendimentos da população do município combase no censo 2000. (Quadro 2):DESCRIÇÃO VALOR UNIDADEPessoas com rendimento de até 1 4624 habitantessalárioPessoas com rendimento de 1 até 1341 habitantes2 saláriosPessoas com rendimento de 2 até 355 habitantes3 saláriosPessoas com rendimento de 3 até 380 habitantes5 saláriosPessoas com rendimento de 5 até 202 habitantes10 saláriosPessoas com rendimento de 10 até 42 habitantes20 saláriosPessoas com rendimento com mais 23 habitantesde 20 saláriosFonte: IBGE Censo 2000 De acordo com os dados do quadro acima, cerca de 50,81% da populaçãoque reside no município recebe rendimentos mensais até um salário mínimo; 0,25%da população recebe mais de 20 salários. Dessa forma podemos constatar que maisda metade da população tem baixo poder aquisitivo por estar localizado numa regiãoonde é escassa a oferta de empregos, isto torna o cidadão pindobaçuensedependente de “favores” dos políticos para viabilizarem a oportunidade de trabalhare melhorar sua renda. O município criado na década de 1950 estrutura-se administrativamentepertencendo a uma região cujas condições político-econômicas são muito poucoexpressivas. Pindobaçu, além de estar inserido em uma região cujo relevodemonstra topografia regularmente acidentada, o que diminui sua aptidão paraalgumas atividades do setor primário, perdeu grande parte de sua área para omunicípio desmembrado Filadélfia, que acabou por constituir município de maior
  • 21. 29extensão territorial que o próprio município mãe. De acordo com AEB (AnuárioEstatístico da Bahia): Em sequência as Informações referentes as condições climáticas, data decriação do município e sua localização. (Quadro 3):Região de Planejamento: (004) NordesteRegião Administrativa: (028) Senhor do BonfimRegião Econômica: (010) Região do Piemonte norte do ItapicuruRegião Semi-Árido para o FNE-_SEDENE, resolução nº10929/94Ano de Criação do Município: 1953Município de origem: Campo FormosoÁrea: 529,9Km²Distância da Sede para a Capital Salvador: 377kmFonte SEI – Anuário Estatístico da Bahia, 1997 Sabendo-se da existência do potencial mineral da região, com produção depedras preciosas, principalmente esmeraldas, a atividade mineradora constituída porsistema de garimpo, atraiu grande fluxo de mão de obra para o interior do municípioa partir da década de 1960, o que fez florescer o povoado de Carnaíba, serra domesmo nome, cujo contingente populacional se eleva intermitentemente. Apopulação do povoado oscila de acordo com a descoberta de novas lavras e com oaquecimento da produção podendo chegar a um significativo contingente. Já quanto a situação econômica da comunidade, em tempos dedisponibilidade rendimento pelas famílias, o quadro encontrado revela um baixopoder de compra dos agentes agravados, principalmente, nos períodos em que aprodução agropecuária e mineral sofre redução.
  • 22. 304.2 INTERPRETAÇÃO DOS DADOS DA PESQUISA A fim de alcançar os objetivos da pesquisa que esta sendo realizada, foramsubmetidos aos questionamentos a compreensão matemática dos cidadãos domunicípio de Pindobaçu. Foram ouvidos trabalhadores e estudantes da zona rural eurbana, destes, a maioria são do sexo masculino, com uma faixa etária média de 16a 35 anos de idade. É importante ressaltar que os entrevistados eram escolarizados,pois um dos objetivos do estudo é mostrar a compreensão matemática dosresultados das pesquisas eleitorais. Nos parágrafos são mostradas as informações que foram obtidas durante asentrevistas e a análise das mesmas.Leitura e Interpretação gráfica: Os conhecimentos que devem ser mobilizados parauma melhor interpretação dos gráficos utilizados na pesquisa são: Conhecimento de percentagem Conhecimento de estatística Conhecimento de amostragem Foram expostos aos entrevistados Três gráficos que mostram supostamenteo desempenho de alguns candidatos perante a opinião pública. Embora os gráficostenham formatos diferentes, os dados percentuais não são alterados, A seguir sãomostrados os gráficos utilizados durante a realização da entrevistas: Gráfico 01,Gráfico de barras em 3D, mostrando supostamente o desempenho dos candidatos:Luiza, Rachel, Ayrton e outros. Percentual Percentual 37 32 19 12 Luiza Rachel Ayrton OutrosGráfico 02:Gráfico com formato de linhas em 3D, mostrando supostamente os dadospercentuais e desempenho dos candidatos: Luiza, Rachel, Ayrton e outros.
  • 23. 31 40 30 20 10 Série1 0 LUIZA Série1 RACHEL AYRTON OUTROSGráfico 03: Gráfico com formato de pizza em 3D, mostrando supostamente os dadospercentuais dos candidatos: Luiza, Rachel, Ayrton e outros. LUIZA RACHEL AYRTON OUTROS 12% 19% 32% 37% Os entrevistados do município de Pindobaçu, em sua maioria, ao sedepararem com os gráficos que mostram supostamente resultados de pesquisaseleitorais, fizeram uma leitura simplista mesmo. Embora conseguissem perceber nosgráficos que lhes foram apresentados, qual candidato tinha melhor ou piordesempenho, mais essa analise ficou reduzida a uma compreensão numérica. Tal
  • 24. 32afirmação pode ser comprovada, analisando as respostas dos entrevistados quandoaos mesmos foram pedidos que analisassem os três gráficos acima mostrados:“No gráfico 01: Luiza tem o pior desempenho e Rachel com 37% dos votos é amelhor colocada. E nos gráficos 02 e 03 os candidatos mantêm as mesmasposições”.Estudante I“No gráfico 01: Rachel com 37% está na frente”.“Nos gráficos 02 e 03: os candidatos ficam na mesma posição com os mesmosvalores do gráfico anterior”.Trabalhador I Os entrevistados citam o valor trinta e sete por cento, entretanto quandoforam questionados se sabiam o que significado do valor citado, assimresponderam:“E o total de votos que o candidato tem, assim dá para saber qual o candidato queestá na frente ou atrás nas pesquisas”.Estudante I“O significado eu não sei, mas com esses números dá para saber quem estáganhando nas pesquisas”.Trabalhador I E quando questionados se recordavam de algum conteúdo estudado naescola que os ajudou a interpretar os gráficos responderam da seguinte forma:“Posso até ter visto só que não me lembro”.Estudante I“Essas informações sempre passam na televisão nas revistas, agora na escola euestudei, mas não aprendi direito”.Trabalhador I Logo, pode-se constatar que os entrevistados não conseguiram associar oconteúdo estudado com a realidade. Para uma melhor interpretação deveriammobilizar os conhecimentos referentes a estatística e a porcentagem, que nainterpretação dos entrevistados ficou reduzida, a uma compreensão numérica quepode ser percebida pelo fato deles não saberem o significado do valor trinta e setepor cento. Estes conteúdos porcentagem estatística fazem parte do currículo de
  • 25. 33matemática. O que leva-nos a perceber que o trabalho desenvolvido em sala de aulanão levou o aluno a relacioná-lo com a realidade. A compreensão errônea é originada do acesso a informações vindas deoutros meios do mundo externo e estruturada de forma inadequada pelo discente,como alerta Parra (1996), se a escola não contextualizar seus conteúdos com arealidade do aluno isto provocará uma desmotivação para o aprendizado e odiscente buscará em outras fontes, meios para compreender os acontecimentos doseu dia-a-dia. Dessa forma, o ensino distancia-se dos anseios da atual sociedade,que exige dos cidadãos a análise, a interpretação e a interação no meio social. Entretanto, é importante salientar que alguns entrevistados, a minoria,lembram ter visto na escola conteúdos que os ajudou a compreender o resultadodas pesquisas, conforme relatam abaixo:“Analise no gráfico está aqui bem clara, a candidata Rachel 37%, ela está com achance maior na população. Ayrton tem 32% e Luiza tem 19%”.“No gráfico 2, muda o formato mas o desempenho dos candidatos é o mesmo e osvalores não mudam”.No gráfico 3, esse aqui é o que a gente chama na forma de pizza, eu aprendi isso naescola, mas para mim ele está mostrando o mesmo resultado dos gráficosanteriores”.Estudante III“No gráfico 01: 37% dos entrevistados estão preferindo a Rachel”.“No gráfico 2 e 3 os candidatos mantém o mesmo desempenho, lembro-me em umaaula de matemática ter visto com o professor o comportamento de alguns gráficosparecidos com esses”.Estudante V Questionando os entrevistados a respeito do significado dos valorespercentuais citados responderam da seguinte forma:“porcentagem quer dizer parte de um todo, é uma amostra”.Estudante III
  • 26. 34 A fim de esclarecer se o entrevistado tinha conhecimento de amostragem foipedido que o mesmo desse uma definição sobre a mostra.“A amostra é a seleção de um grupo de pessoas de um determinado local paraapinar a respeito de um determinado assunto”.Estudante III De acordo com os depoimentos acima, observa-se que os entrevistados alémde lembrarem assuntos vistos na escola que possibilitaram uma melhorcompreensão gráfica, também conseguiram fazer a conexão dos conteúdosestudados no recinto escolar com uma das inúmeras situações do cotidiano.Compreensões gráficas também conseguiram fazer a conexão dos conteúdosestudados no recinto escolar com uma das inúmeras situações do dia-a-dia.Portanto, os saberes matemáticos adquiridos na escola, ajudaram-nos a fazer umamelhor compreensão dos resultados das pesquisas eleitorais. Assim, percebe-se que o acesso a educação capacitou o cidadão para fazer aleitura da sociedade, especialmente uma leitura matemática, em diversas situações.Tornando o individuo apto a compreender de forma critica as informações que ocerca. Conforme disse Baraldi (1999): a educação é entendida como uma família de processos, cuja função é desenvolver qualidades no homem, para que o mesmo possa capacitar-se para conviver com outras pessoas com diferentes conhecimentos e juntos construam o desenvolvimento da sociedade de forma consciente e democrática. Com o objetivo de averiguar se as pesquisas eleitorais são um dos fatoresque influenciam no voto do eleitor no município de Pindobaçu, foi levantada aseguinte hipótese: Se o seu candidato estiver com trinta por cento das intenções devoto e o candidato do seu vizinho estiver com setenta por cento das intenções, istofaria você mudar de candidato? Alguns entrevistados assim, responderam:“Não, porque essa é a minha opção e independente do resultado da pesquisa elanão muda”.
  • 27. 35Estudante VI“Não, porque eu analiso o que ele pretende fazer, os projetos dele”.Estudante IX“Para as pessoas que não tem certa estrutura isso pode influenciar. As pessoasdizem o seguinte: - eu vou votar no candidato que está ganhando para não perder omeu voto. Agora no meu caso, eu analiso as propostas. O candidato não pode estarno topo da pesquisa, mas ele tem boas propostas”.Trabalhador V Depois de realizada a entrevista e analisado os dados coletados, foipercebido que independente do resultado das pesquisas eleitorais os cidadãos domunicípio de Pindobaçu não são influenciados pelos resultados das pesquisaseleitorais. O que os entrevistados levam em conta são as propostas dos candidatos. Para compreender as representações que os eleitores da comunidade dePindobaçu têm sobre as pesquisas eleitorais, os entrevistados foram submetidosaos seguintes questionamentos: Para você o que é uma pesquisa eleitoral? Qual a finalidade de uma pesquisa eleitoral? Você acha que os resultados de uma pesquisa eleitoral são importantes. Por quê? Diante das respostas obtidas constata-se que para os eleitores da referidacidade, a pesquisa eleitoral é um instrumento de pesquisa de opinião que mostra asintenções de votos da população em relação a determinado candidato com maiorchance de vencer a eleição. Quanto a divulgação dos resultados de uma pesquisa, segundo os cidadãospindobaçuenses são importantes para o eleitor acompanhar o desempenho doscandidatos. Porem, alguns se mostram preocupados com relação a veracidade dasinformações contidas nas pesquisas, como comenta um dos entrevistados:“Oresultado dessa pesquisa tem que ser fidedigno. Pois às vezes são feitas pesquisas
  • 28. 36onde o nível de qualidade da empresa contratada não é satisfatório Então você têmuma pesquisa que não mostra a realidade de uma cidade”.Trabalhador III Após o trabalho de investigação com os cidadãos de Pindobaçu submetidosaos questionamentos do estudo que foi desenvolvido constata-se que suasexperiências de vida e o acesso aos meios de comunicação permitiram que oscidadãos submetidos a análise das pesquisas eleitorais fizeram a seu modo ainterpretação dos resultados da referida pesquisa, embora esta análise tenha ficadorestrita a uma compreensão numérica. Dessa forma, conseguiram ir além desta interpretação numérica, o quedemonstra que a escola desempenhou um papel de suma importância para que osalunos pudessem acompanhar a compreensão da realidade. Contextualizando osconteúdos a instituição de ensino pode fazer com que o discente consiga não só ainterpretação de dados, mas também compreender de maneira crítica osacontecimentos que o cerca.
  • 29. 37CONSIDERAÇÕES FINAIS Estamos vivendo em uma sociedade em que a todo estante temos contatocom novas informações e sobre assuntos diversificados. Para podemoscompreendê-los é necessário que utilizemos o nosso conhecimento do dia-a-diajunto aos escolares para obtermos uma melhor interpretação da realidade. Para que isso aconteça é necessário que a escola trabalhe no aluno suashabilidades para inseri-lo nessa realidade. Nesta pesquisa, procuramos mostrar, identificar e analisar alguns dosconhecimentos matemáticos que a população do Município de Pindobaçu utilizapara justificar a sua escolha nas pesquisas eleitorais. A partir de então, observamosque a mesma faz uso da matemática estatística e muitas vezes verificamos queembora// não disponham de conhecimentos sistematizados sobre a matemática,alguns também não conseguem associar o conteúdo estudado com a realidade. Para alcançar os objetivos da pesquisa, foram entrevistados cidadãosescolarizados pindobaçuenses da zona rural e urbana, com uma faixa etária médiade 16 a 35 anos de idade entre eles foram ouvidos trabalhadores e estudantes.Utilizamos além de questionário, três tipos de gráficos sem alteração, com osmesmos dados e supostamente o desempenho de alguns candidatos seguindo aopinião pública para que analisassem. Constatamos que alguns conseguiram fazer aleitura e interpretação gráfica, também mostraram seu conhecimento em relação aporcentagem e estatística. Verificamos ao longo do processo de entrevistas e interpretações, que algunsdos entrevistados não conseguiram associar o conteúdo estudado com a realidade.Vimos também que, para que tivessem uma melhor interpretação deveriam mobilizaros conhecimentos referentes a estatística e a porcentagem. Como muitos nãoconseguiram, nós percebemos que o trabalho desenvolvido em sala de aula muitasvezes não levou o aluno a relacionar-se com a realidade. Sendo assim, podemos entender que muitas vezes o ensino distancia-se dosanseios da atual sociedade, que exige dos cidadãos, a interpretação e a interaçãono meio social, é importante ressaltar também que alguns entrevistados, a minoria,lembram ter visto na escola conteúdos que os ajudou a compreender o resultadodas pesquisas. Para que haja mudança em nossa realidade é importante que aescola direcione melhor seus alunos para que os mesmos consigam ser cidadãos
  • 30. 38críticos e atuantes capazes de interagir e agir no meio social. Os professores “doMunicípio de Pindobaçu” deverão contextualizar os conteúdos trabalhados em salade aula para melhor conhecer as expectativas do aluno, e este, compreender demaneira crítica os acontecimentos que o cerca. Nesse sentido a compreensão do conhecimento matemático aplicável àssituações do dia-a-dia, constitui-se como um caminho para o exercício da cidadania.
  • 31. 39REFERÊNCIASALMEIDA, Alberto Carlos de. Como são Feitas as Pesquisas Eleitorais ede...(2003,P.18) http://www.al.es.gov.br/AUSUBEL, David P.; NOVAK, Joseph D. e HANESIAN, Helen. PsicologiaEducacional. Trad. Eva Nick. 2ª edição. Rio de Janeiro: Interamericana, 1980.BARALDI, Ivete Maria – Matemática na Escola que Ciência é Esta. Bauru:EDUSC.1999.BICUDO, M. A. V., GARNICA, A. V. M. Filosofia da educação matemática. BeloHorizonte: Autêntica, 2002.BICUDO, Maria Aparecida Viggiani (Org.). Educação matemática. 2. ed. São Paulo:Centauro: 2005.BOEYER, Carl Benjamin 1906 – História da Matemática; Tradução: Elza F. Gomide– São Paulo, Edgard Blucher, 1974.BRASIL, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio:Orientações Educacionais complementares aos Parâmetros CurricularesNacionais. Linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: Ministério daEducação/Secretaria de Educação Média e Tecnológica, 2002.COURANT, Richard e Robbins – O Que É Matemática? Rio de Janeiro: EditoraModerna LTDA, 2000.D’AMBROSIO, U. Da realidade à ação: reflexões sobre educação e matemática.São Paulo: Summus, 1986.D’AMBROSIO, Ubiratan, 1932- Educação Matemática: Da Teoria a Prática /Ubiratan D‟Ambrosio. – Campinas, SP: Papirus, 2000.KOCH, Ingedore G. Villaça. Argumentação e linguagem. 3. ed. - São Paulo:Cortez, 1993.KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva,2000.LEAL, Victor Nunes – Coronelismo, Enxada e Voto: O Município e o RegimeRepresentativo – Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1997.LUDKE, Menga & ANDRÉ. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas /Menga Ludke, Marli E. D. A. André. – São Paulo: EPU 1986.MACHADO, Nilson José, 1946 - Matemática e Língua Materna: Análise de umaImpreguinação Mútua / Nilson José Machado. 3ª ed. – São Paulo:Cortez, 1993.NETO, Ernesto Rosa.Didatica da matemática „‟. 11. ed. 6. Reimpressão. SãoPaulo: Ática, 2006.NOELLE-NEUMANN, Elisabeth. La espiral del silencio – opinión publica:nuestra piel social. Barcelona: Paidós, 1995.PARRA, Cecília – Didática da Matemática: Reflexões Psicológicas / CecíliaParra,Irmã Saiz...[ et. al.]; trad.Juan Acuña Liorens.Porto AlegreArtes Médicas, 1996.PIRES, Célia Maria Carolino. Currículo de Matemática – Da Organização Linear aIdeia de Rede. São Paulo, FTD. 2000.ROUSSEAU, Jean Jacques. O contrato social: princípios do direito político. Riode Janeiro: Ediouro, 2002.SANTALÓ, L. A. Matemática para não-matemáticos. In: PARRA, C.; SAIZ,I. (orgs.) Didática da matemática: reflexões psicopedagógicas. Trad. Juan A.Llorens. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.http://www.galaxy.intercom.org.br:
  • 32. 40SARAMAGO, José. Ensaio Sobre a Cegueira: Romance /José Saramago. – SãoPaulo: Companhia das Letras, 1995.SKOVSMOSE, Ole. Matemática em Ação. In: Bicudo, M.A.V. Borba, M. de C.(orgs). Educação Matemática: Pesquisa em Movimento. São Paulo: Cortez, 2004.VYGOTSKY, L. P. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2003.DATAFOLHA – 2002Site Visitado:http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual
  • 33. 41 APÊNDICE