1               UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA                 DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO               CAMPUS VII - SENHOR...
2                 MAYARA JATOBÁ CRUZFATORES QUE INFLUENCIAM A LEITURA DOS ALUNOS DO TURNONOTURNO DO CURSO DE PEDAGOGIA DA ...
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5                             AGRADECIMENTOSAgradeço primeiramente a Deus pela sabedoria que me deste para a construçãodes...
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7                                          LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 – Sexo.................................................
8                                                      SUMÁRIORESUMO.........................................................
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10                                    RESUMOO presente estudo monográfico objetivou identificar os fatores que influenciam...
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14exerciam uma ação dominante sobre todo o resto da população, tornando-se umprivilégio das classes dominantes e sendo tam...
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19Souza(1992) destaca:                      “Leitura é basicamente, o ato de perceber e atribuir significados             ...
20Ler não consiste somente em entender o significado do texto, mas em vivê-lo, pois éuma atividade essencial a vida de qua...
212.2 Curso de Pedagogia.O curso de Pedagogia surge no Brasil com o intuito de preparar os educadores paraa escola média, ...
22O curso de Licenciatura em Pedagogia foi introduzido na UNEB Campus VII deacordo com o Projeto Político Pedagógico da UN...
23percebendo então que estão os mesmos inseridos em um novo espaço deintervenção pedagógica.E dentro desse espaço pedagógi...
24Ferreira (1986) destaca:                     Aluno [do lat. Alumnu, primitivamente, criança que se dava criar].         ...
25                      O aluno deve ser desafiado para poder interagir com a realidade.                      Assim organi...
26Deve-se evidenciar que o conhecimento prévio do aluno-leitor é fator essencial paraa total compreensão dos textos lidos,...
27                                  CAPÍTULO II                              3. METODOLOGIAEntendemos que a metodologia é ...
283.2 Lócus de pesquisaA pesquisa foi realizada na Universidade do Estado da Bahia - Campus VII –localizada na BR 407 no K...
29questionário, considerando estes os que melhor irão contribuir para alcançarmos osobjetivos propostos pela pesquisa.3.4....
30A observação participante será utilizada por ser o principal instrumento deinvestigação, por possibilitar um maior conta...
31                                      CAPÍTULO IV      APRESENTAÇÃO ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOSCom o intuito ...
324.1.2 Faixa Etária                                 3%                            6%                                     ...
33                           A busca de alternativas para a educação e, mais particularmente,                           pa...
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36nosso dia na leitura de um bom livro iremos desmistificar essa idéia de tempo paraleitura.4.1.8 Quantidade de livros lid...
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39                       “As minhas leituras são direcionadas somente para os trabalhos                       de faculdade...
40colocação das práticas de leituras como verdadeiras camisas de força para osestudantes.” (p.40), reforçando a idéia de q...
41                        “Dificuldade, nas matérias que não entendia por se tratar de                        assuntos dif...
42Kleiman (1989) abordando aspectos da leitura e da compreensão de textos afirmaque: “ esta é uma atividade complexa, pois...
43                       “O curso contribui sim, pois forma profissionais que conseguem                       instigar o d...
44Ao serem questionados de sua posição como leitores tivemos diversas respostascomo:                       “Que ainda há m...
45acadêmica como cita A11. Podem considerar-se leitores proficientes, pois estãosempre em busca de novas leituras, como sa...
46                            CONSIDERAÇÕES FINAISEm uma sociedade em constante mudança, faz-se necessário a ampliação doc...
47leitura, seja na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio estendendo-separa o Ensino Superior.No decorrer des...
48                                   REFERÊNCIASBRANDÂO, Helena; MICHELETTI, Guaraciaba. Teoria e prática da leitura.In:En...
49________, Angela. Leitura: ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 1989a.________, Ângela. Texto e leitor: aspectos cogniti...
50SACRISTÁN, José Gimeno. A Educação que ainda é possível.São Paulo:Artmed2007.SANTOS, Acacia A. Angeli. Desempenho em lei...
51TRIVINOS, Augusto Nibaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciências sociais: Apesquisa qualitativa em educação. São Paulo...
52ANEXOS
53        QUESTIONÁRIO FECHADO E ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADAQueridos alunos estamos realizando esta pesquisa para dar maio...
548. Quantos livros você ler durante o ano?( ) 2 livros( ) 3 a 5 livros( ) 6 a 8 livros9. Quais os tipos de livros mais li...
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Monofrafia Mayara Pedagogia 2011

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS VII - SENHOR DO BONFIM – BA PEDAGOGIA: DOCÊNCIA E GESTÃO NOS PROCESSOS EDUCATIVOSFATORES QUE INFLUENCIAM A LEITURA DOS ALUNOS DO TURNONOTURNO DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNEB-UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, CAMPUS VII MAYARA JATOBÁ CRUZ SENHOR DO BONFIM - BA 2011
  2. 2. 2 MAYARA JATOBÁ CRUZFATORES QUE INFLUENCIAM A LEITURA DOS ALUNOS DO TURNONOTURNO DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNEB-UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, CAMPUS VII Trabalho Monográfico apresentado à Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação, Campus VII como pré-requisito para a conclusão do Curso de Pedagogia: Docência e Gestão dos Processos Educativos. Orientadora: Profª. Esp. Sandra Fabiana Almeida Franco . SENHOR DO BONFIM - BA 2011
  3. 3. 3 MAYARA JATOBÁ CRUZFATORES QUE INFLUÊNCIAM A LEITURA DOS ALUNOS DO TURNONOTURNO DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNEB-UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, CAMPUS VII APROVADA 23 DE SETEMBRO 2011 Orientadora: Sandra Fabiana Almeida Franco Norma Leite Beatriz Barros BANCA EXAMINADORA BANCA EXAMINADORA _______________________________________ PROF.ª SANDRA FABIANA ALMEIDA FRANCO ORIENTADORA
  4. 4. 4Dedico este trabalho aos meus pais ManoelCruz e Maria Orcy alicerces fundamentais naminha vida as minhas irmãs Aline e Mabiane,eao meu amado marido Carlos, por todo essecompanheirismo e dedicação estando ao meulado todo esse tempo, nos momentos deincertezas e indecisões. Te amo minha vida.
  5. 5. 5 AGRADECIMENTOSAgradeço primeiramente a Deus pela sabedoria que me deste para a construçãodeste trabalho.A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus VII representada pela direçãoda Professora Maria Celeste de Castro.A minha amada professora Sandra Fabiana por toda a sua dedicação e paciênciame tolerando mesmo que a distância e também pela sua atenciosa contribuição naconstrução dessa pesquisa.Aos queridos alunos do turno noturno do curso de Pedagogia da Universidade doEstado da Bahia, pela contribuição na nossa pesquisa.Aos meus colegas de curso pela apoio durante todos esses anos. A EuridesCarneiro, Robson Soares, Monica Nunes, Vilma Maria em especial minha queridaamiga Jane Ferreira inseparáveis até hoje, juntas conseguimos chegar até aqui.As minhas queridas e inseparáveis Patricinhas , Maisa Borges, Célia Cedraz,Virgínia Queiroz e Franciele pelo companherismo, amizade, dedicação durante todaessa caminhada.
  6. 6. 6“A principal meta da educação é criar homens que sejamcapazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetiro que outras gerações já fizeram. Homens que sejamcriadores, inventores, descobridores. A segunda meta daeducação é formar mentes que estejam em condições decriticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.” Jean Piaget
  7. 7. 7 LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 – Sexo........................................................................................................31Gráfico 2 – Faixa Etária.............................................................................................32Gráfico 3 – Área de Ocupação..................................................................................32Gráfico 4 – Instituição onde concluíram o ensino médio...........................................33Gráfico 5 – Gostam de ler? ......................................................................................34Gráfico 6 – Revistas lidas constantemente...............................................................35Gráfico 7 – Maior dificuldade para ler .......................................................................35Gráfico 8 – Quantidade de livros lidos durante o ano...............................................36Gráfico 9 –Tipos de livros lidos ................................................................................37
  8. 8. 8 SUMÁRIORESUMO....................................................................................................................10INTRODUÇÃO ..........................................................................................................11CAPÍTULO I - PROBLEMATIZAÇÃO.......................................................................13CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA........................................................182.1.LEITURA..............................................................................................................182.2. CURSO PEDAGOGIA.........................................................................................212.3. ALUNO LEITORES.............................................................................................23CAPÍTULO III -METODOLOGIA................................................................................273.1. TIPO DA PESQUISA..........................................................................................273.2. LÓCUS DA PESQUISA .....................................................................................283.3. SUJEITOS DA PESQUISA..................................................................................283.4. INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS.......................................................29 3.4.1. Entrevista Semi-Estruturada......................................................................29 3.4.2. Observação participante............................................................................29 3.2.3 Questionário Fechado...............................................................................30CAPÍTULO IV Apresentação, Análise e Interpretação dos Resultados.....................314.1. Resultado do questionário fechado: o perfil dos sujeitos...................................314.1.1Sexo...................................................................................................................314.1.2 Faixa etária........................................................................................................324.1.3 Área de Ocupação............................................................................................324.1.4 Instituição onde concluíram o ensino médio.....................................................33
  9. 9. 94.1.5 Gostam de ler? .................................................................................................334.1.6 Revistas lidas constantemente..........................................................................344.1.7 Maior dificuldade para ler .................................................................................354.1.8 Quantidade de livros lidos durante o ano.........................................................364.1.9 Tipos de livros lidos ..........................................................................................374.2 Resultados da entrevista Semi-Estruturada e da observação Participante.........374.2.1 Importância da leitura........................................................................................374.2.2 Leitura constante ou para fazer trabalhos da faculdade...................................384.2.3 Dificuldades encontradas com a leitura ao entrar no curso de Pedagogia.......404.2.4 Contribuição do curso de Pedagogia para a formação de alunos leitores........424.2.5 Eu me considero um leitor?...............................................................................43CONFIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................46REFERÊNCIAS.........................................................................................................48ANEXOS....................................................................................................................52
  10. 10. 10 RESUMOO presente estudo monográfico objetivou identificar os fatores que influenciam aleitura dos alunos do turno noturno do curso de Pedagogia da UNEB campus VII,Senhor do Bonfim-BA. Este estudo teve como suporte teórico: Silva (2001), Freire(1993), Kato (1983), Oliveira, (2002), Kleiman (2004), Libâneo (2001) dentre outros,com o intuito de fundamentar a pesquisa, colaborando desta maneira para umamelhor reflexão crítica nesse estudo. Utilizamos a pesquisa de cunho qualitativo ecomo instrumentos de coleta de dados, a observação participante e a entrevistasemi-estruturada, pois nos forneceram elementos relevantes para alcançarmos ummelhor resultado no espaço e dos sujeitos pesquisados. No tocante aos resultadosobtidos pudemos compreender que os alunos do turno noturno do curso dePedagogia em sua maioria fazem leituras obrigatórias para atender as exigênciasdos professores, para preparar projetos, artigos e trabalhos, entendem que a leituraé de fundamental importância em suas vidas, pois amplia e integra os seusconhecimentos, reconhecem também que precisam inserir o hábito de ler no deu diaa dia, e que a falta de tempo, um dos fatores que lhes distância do mundo daleitura.Como considerações finais, destacamos a importância de se criar um hábitode leitura, e que os alunos vejam as leituras socializadas em sala de aula como umabagagem que irá levar para a vida toda e os professores desenvolvam a consciênciado seu papel de socilizadores de leituraPalavras- chave: Leitura, Curso de Pedagogia, Alunos leitores.
  11. 11. 11 INTRODUÇÃOEste trabalho não almeja considerar todos os temas e definições em "Leitura” . Trata-se de uma pesquisa concisa sobre o assunto, porém analisada com muita dedicaçãoe sensatez na qual alunos, mestres e responsáveis possam ler, avaliar, criticar,adquirir conteúdo, refletir e talvez ter um parâmetro sobre o assunto contido nestetrabalho.A opção pelo tema Leitura na Universidade está diretamente ligada a real trajetóriacomo estudante do curso de Pedagogia e das dificuldades encontradas com asdiversas leituras ao adentrar na universidade. Entender a leitura como algo essencialem nossas vidas foi o que nos levou a conhecer melhor a temática, contribuindopara que os futuros Pedagogos possam perceber o quanto a leitura pode nos levar auma educação libertadora e crítica.Dessa forma com o objetivo de identificar quais os fatores que influenciam a leiturasdos alunos do turno noturno do curso de Pedagogia da UNEB, Campus VII iniciamoso presente trabalho:No Capítulo I, abordamos sobre leitura, as indagações e questionamentos dessaproblemática, juntamente com os objetivos da pesquisa.No Capítulo II, apresentaremos os conceitos chaves, discutidos com o apoio dealguns teóricos.No Capítulo III, apresenta-se a metodologia, amparados em autores para aconcretização da pesquisa, buscamos utilizar a metodologia adequada àapropriação dos objetivos definidos.No capítulo IV, apresentamos a análise e interpretação dos resultados, utilizamos osquestionários fechados no intuito de traçar o perfil dos alunos, a entrevista semi-estruturada para identificar os fatores que influenciam a leitura dos alunos do turno
  12. 12. 12noturno do curso de Pedagogia e a observação participante para obtermos umcontato com o contexto observado.Nas considerações finais centramos nossa atenção nos fatores que influenciam aleitura dos alunos do turno noturno do curso de Pedagogia. Esperamos que estapesquisa seja utilizada como orientação e estímulo a todos que tiverem acesso eque sirva de subsídios para futuras pesquisas, bem como esperamos que os alunospossam estar refletindo sobre o papel do leitura em suas vidas.
  13. 13. 13 CAPÍTULO I PROBLEMATIZANDOO mundo moderno em ritmo de inovação, repleto de novas tecnologias e facilidades,traz consigo um turbilhão de informações em ritmo intenso e acelerado, mas mesmocom a proliferação de diversos recursos tecnológicos, ainda é através da leitura quepoderemos realizar o processo de transmissão e aquisição da cultura, ondeobteremos conhecimentos que nos proporcionarão uma total interação com asociedade.Enquanto lemos, somos levados a vivermos experiências transformadoras, segundoSilva (1997) o ato de ler é uma das conquistas do homem em seu processoevolutivo, através do qual o sujeito participa de inovações que a sociedadeapresenta, analisa o passado, entende o presente e tem possibilidade de modificar ofuturo. A leitura é o principal meio de apoderar-se dos bens culturais registrados pelaescrita. [...] toda sociedade, nas suas diferentes etapas evolutivas, produz uma memória cultural, e que a leitura vem a ser um dos instrumentos para o conhecimento e transformação dessa memória (cultural), isto é, das idéias, instrumentos e técnicas produzidos e conservados pelo homem. (SILVA, 1997 p.46)O ato de ler enriquece a mente de informações, dados, conceitos e princípios, alémde estimular a descoberta, a elaboração e difusão do conhecimento, fortalecendo acriatividade e a imaginação. Torna o sujeito desenvolvido, lúcido capacita-o parareflexões e questionamentos a cerca do seu meio social, visto que através da leituraadquire-se outra percepção e significado de mundo. A prática da leitura é algoessencial a vida dos indivíduos, pois a vida cotidiana é cheia de oportunidades enecessidades que requerem uma atenção especial a leitura.No decorrer da história da humanidade, o ato de ler desempenhou um papelpolítico-social na formação da sociedade, as pessoas que detinham este ato
  14. 14. 14exerciam uma ação dominante sobre todo o resto da população, tornando-se umprivilégio das classes dominantes e sendo também utilizada como instrumento paraa apropriação do poder com relação às classes populares. Segundo Soares (2001),para a classe dominante a leitura tem a ver com o lazer, ampliação do conhecimentoe de experiências; já para as classes dominadas trata-se de instrumento necessárioa sobrevivência, como via de acesso ao mundo do trabalho, a luta por melhorescondições de vida.O domínio da leitura no Brasil ainda é um privilégio de poucos. É notório que esseprivilégio persiste não porque as camadas populares se negam a ler e sim porque asoportunidades que lhes são oferecidas são reduzidas. [...] uma sociedade, atravésdos seus organismos dirigentes, concebe a leitura como uma atividade destinada àrealização e ao bem estar do povo ou como uma atividade que impede o surgimentode consciência e da racionalidade (SILVA, 1997 p.46)Com isso não é de interesse da classe dominante que as classes dominadasadentrem no mundo da leitura, eles agem no sentido de destruir sua consciênciareflexiva, impedindo-os de agirem criticamente. Com isso não questionam o podervigente nem as diferenças existentes entres as classes, tornado-se assim sujeitosalienados incapazes de participarem efetivamente da construção de uma novasociedade, menos desigual.Em virtude disso, a convivência real e permanente com os diversos tipos de leitura éuma das melhores maneiras de despertar nos sujeitos posturas argumentativas,participativas, tomando como instrumento de luta, de conscientização etransformação, sendo assim, o total domínio da leitura como função socialproporcionará aos leitores a não adaptação e acomodação inconsciente à realidadea qual se encontra.Por conseguinte, o ato de ler é uma habilidade adquirida pelo homem no processode alfabetização, mediante o qual o sujeito através de decodificação de símbolostem o primeiro contato com a leitura e continua desenvolvendo ao longo da trajetóriaescolar. Essa formação que faz parte do dia-a-dia tem como principal espaço para asua aquisição, a escola.
  15. 15. 15 Instituição criada pela sociedade letrada para transmitir determinadas conhecimentos e formas de ação no mundo; sua finalidade envolve por definição processos de intervenção que conduzem à aprendizagem. (OLIVEIRA, 2002 p.58)A escola é um espaço onde o sujeito tem acesso ao patrimônio histórico, cultural ecientífico da humanidade, com isso ter acesso á escola é ter acesso á leitura, masmuitas vezes ela condiciona o ator de ler apenas como forma avaliativa. As leituraspresentes no processo de ensino aprendizagem, em sua maioria, apresentam textossem sentido, descontextualizados de uma interpretação única, distante da realidadeque os sujeitos se encontram, fazendo com que a leitura seja desestimuladora,cansativa, distanciando de sua principal essência que é satisfazer o leitor.Daí a importância da escola compreender que as práticas de leitura não aparecemdo acaso, mas sim através de um planejamento envolvente e significativo, onde osalunos poderão assimilar e participar durante todo o processo de socialização,demonstrando suas necessidades e inquietações, envolvendo-os significativamentee democraticamente nas diversas situações de leitura. Como salienta Sacristán,“Educar para saber ler, utilizar a leitura e acessar a cultura escrita constitui ummodelo educativo coerente com essa concepção de cultura valiosa que busca ummodelo (o bom leitor) que as escolas supostamente, devem ajudar a criar. (p.92)”Silva (1997) ressalta que a alfabetização, apesar de ser um componente essencialpara a formação de leitores, não é suficiente para garantir a evolução da leituranuma sociedade, pois as escolas concebem a leitura como processo dememorização e repetição de idéias dos textos, tornando-a alienante ao longo dasséries escolares. Estes aspectos deixam o processo de ler traumático, tornando oaluno vítima do pernicioso hábito de repetição superficial de informações adquiridasno Ensino Fundamental e Médio.Em face disso, o aluno ao ingressar na universidade chega desprovido de sensocrítico-reflexivo frente às leituras necessárias a sua formação, fazendo com que eleassuma uma atitude passiva perante os textos. Faltando-lhes no seu dia a dia um
  16. 16. 16maior tempo dedicado à leitura, assim como conhecimentos prévios que facilitarão oseu posicionamento frente as questões socializadas.Assim, o domínio da prática de processos de leitura são fatores essenciais para osucesso de qualquer acadêmico, de qualquer estudante, o seu êxito depende emgrande parte da qualidade da orientação que ele recebe na área de leitura (SILVA,1997), mas fatores como o tratamento da leitura no contexto escolar e questõespolíticas, econômicas e sociais fazem com que existam maus leitores. Silva (1991)aponta a relação leitor, texto e realidade como uma das principais causas para esseenfraquecimento na leitura no âmbito escolar e que, consequentemente, se refletena academia.Ler é essencial para qualquer estudante acadêmico, porém essa essência seconsolida ainda mais nos cursos de áreas humanas e sociais pela complexidade dasquestões e abordagens existentes. O curso de Pedagogia que é referência naformação de professores, estes que encaminham os educandos aos primeiroselementos constitutivos na vida escolar e concepções de sociedade, tem comoexigência o uso deste recurso, pois para entender essa complexidade de trabalharcom seres em processo de formação inicial deve-se ter uma compreensão de váriosconhecimentos e o pedagogo só pode tomar posse desses através da leitura,combinado às experiências vividas que vão construir uma postura de ser educador.Para Silva (1991), os dirigentes do Sistema Educacional atribuem pouca importânciaà leitura no processo de formação docente, o que resulta em profissionais alienadosao sistema e que, consequentemente, reproduzam essa alienação em sala de aula.A leitura é um importante mecanismo que os profissionais da educação possuempara ampliar seus conhecimentos e entendimentos das questões que norteiam a suaprática, por isso, ela é fundamental durante sua formação.A partir das vivências da pesquisadora observou-se que muitos alunos do curso dePedagogia da UNEB Campus VII, ao adentrarem na Universidade vêem a leituracomo algo distante, e como não possuem o hábito de ler, constantemente, lhes sãoapresentados muitos textos, livros, muitas vezes não são lidos e quando são de
  17. 17. 17maneira superficial, reproduzindo um consumo rápido e artificial de informações. Enesse ambiente de discussões, a preocupação com as práticas de leitura nos instigae estimula a pesquisar sobre a mesma. A medida que estudamos e refletimos sobreleitura poderemos de certa forma trazer para a vida de diferentes sujeitos um outrosentido em relação a mesma, pois é através do ato de ler que poderemosdesenvolver as nossas potencialidades individuais progredindo intelectualmente esocialmente.Tendo como base essa realidade e buscando aprimoramento de nossasexperiências profissionais aspiramos através dessa pesquisa refletir alguns aspectossobre os fatores que influenciam a prática de leitura dos alunos turno noturno docurso de Pedagogia da UNEB campus VII, Senhor do Bonfim-Ba. Tendo como:Objetivo geral.Identificar os fatores que influenciam a leitura dos alunos do turno noturno do cursode Pedagogia da UNEB campus VII, Senhor do Bonfim-Ba.Objetivos Específicos  Identificar o tipo de leitura mais freqüente entre os alunos do curso de Pedagogia.  Analisar os níveis de leitura presentes nesse contexto.Esta pesquisa poderá contribuir para o processo de formação desses alunos, pois aleitura tida como meio de aprendizagem, e não como mera obrigação escolarpossibilitará a aquisição de novos conhecimentos e com isso poderão desenvolveruma nova visão crítica da realidade, tornando-se assim sujeitos sociais participantese questionadores capazes de situar-se conscientemente no seu contexto social.
  18. 18. 18 CAPÍTULO II FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAMediante a problemática abordada objetivamos identificar quais os fatores queinfluenciam a leitura dos alunos do turno noturno do curso de Pedagogia da UNEB.Assim, trataremos aqui do referencial teórico da pesquisa, cujas articulações serãonorteados pelos seguintes conceitos-chave: Leitura, Curso de Pedagogia, Alunosleitores.2.1 LeituraA leitura é um costume cultural pouco exercido pelos indivíduos da sociedade, noentanto, é um importante aspecto na formação de professores, visto que através damesma adquirimos o conhecimento geral registrado pela escrita. Reis (2003) vemressaltar que através da reflexão da prática se constroem o saber, essa reflexão nãovem do vazio e sim da aquisição de informações registradas pela escrita, ou seja, oato de ler.Ler é saber compreender e interpretar. Implica não somente em aprender osignificado, mas também trazer para o texto lido experiências de vida, posturascríticas. É nesse sentido que a leitura é entendida como um ato social entre leitor eautor que participam de um processo interativo, levando o leitor a questionar o textolido, dentro de um referencial próprio de seus conhecimentos, conceitos e valores(KATO, 1983).Para Micheletti e Brandão (1997), o ler vem a ser um processo complexo e contínuo,é o meio pelo qual o ser humano entende o mundo ao seu redor, a partir de suasparticularidades, estando sempre submetidos a um contexto, com isso a recepçãode um determinado texto não pode ser entendido como algo inerte, pois quemproduz, o faz pensando no seu receptor, por isso essa interação entre leitor- textosurge a partir do momento de sua construção.
  19. 19. 19Souza(1992) destaca: “Leitura é basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sobre as influencias de um determinado contexto. Esse processo leva o individuo a uma compreensão particular da realidade.” (p.56).Nessa perspectiva, a leitura é vista como interação entre autor e leitor; compreendecomo uma atividade social de alcance político. Diante dessa interação ecompreensão, a leitura não pode ser vista somente como mera decodificação desinais, torna-se muito mais abrangente, constituindo sujeitos formadores de opinião,capazes de posicionar-se criticamente diante das situações vivenciadas. A respeitoKleiman (2004) salienta. A leitura é um ato individual de construção de significados num contexto que se configura mediante a interação entre leitor e autor e que, portanto, serão diferentes para cada leitor, dependendo de seus conhecimentos, quando lê, além disso completa o texto com seus conhecimentos, por isso um mesmo leitor pode atribuir diferentes significados a um mesmo texto se este for lido em diferentes momentos da vida. (p. 60)Cada leitor na individualidade de sua vida irá entrelaçar o significado pessoal desuas leituras com os vários significados, que ao longo dos tempos foi seacumulando, possibilitando assim a aquisição de diferentes pontos de vista ealargamento de experiências. Para Silva (2001), “ o ato de ler é uma necessidadeconcreta para aquisição de significados e experiências nas sociedades onde aescrita se faz presente (p.36)”Em concordância, Foucambert diz que: “ Ler significa ser questionado pelo mundo epor si mesmo, significa que certas respostas podem ser encontradas na escrita,significa construir uma resposta que integra parte das novas informações ao que jáse é. (p.5)”
  20. 20. 20Ler não consiste somente em entender o significado do texto, mas em vivê-lo, pois éuma atividade essencial a vida de qualquer ser humano, que junto a palavra escritaé um dos meios onde poderemos colocar em prática os nossos ideais, interesses,aspirações. [...] fornece ao sujeito uma nova capacidade de se compreender, oferecendo-lhe uma nova maneira de ser no mundo pelo qual ele se engrandece, ou seja, encontra novas formas de existir e conviver socialmente. (SILVA,1997 P.79).Para Freire (1993) de alguma maneira podemos ir bem mais além e dizer que aleitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas por uma certaforma de transformar através de nossa prática consciente, pois a palavra dita flui domundo através da leitura que dele fazemos. “ Ler é reescrever o que estamos lendo,é descobrir a conexão entre texto e contexto, é também como vincular o texto/contexto como meu contexto do leitor.” (FREIRE,1986, p.52).Luckesi (2001) aponta uma concepção de leitura como um ato simples, inteligente,reflexivo e característico do ser humano, porque essa nada mais é do que um ato decompreensão do mundo, da realidade que nos cerca e em meio a qual vivemos.Nietzsche vem falar que a leitura deve ser algo que se faz com lentidão, levandotempo, despreocupadamente, para revelar o segredo presente nas entrelinhas dotexto lido, ou seja, para compreender a história, pois sem ela seríamos incapazes denos situarmos no contexto social, e o nosso crescimento enquanto seres humanosseria ilimitado (LARROSA, 2005).Aprender a ler e cultivar a leitura são tarefas importantíssimas para oestabelecimento de construção crítica do conhecimento no processo educativo. Adescoberta pela leitura contribui para a formação do homem, e o ponto de partidapara a democracia é ter pessoas instruídas, pois em uma sociedade como a nossaem que a divisão de rendas e de lucros é tão desigual, não poderia ser diferentecom a distribuição de bens culturais, já que a participação desses é em boa partemedida pela leitura.
  21. 21. 212.2 Curso de Pedagogia.O curso de Pedagogia surge no Brasil com o intuito de preparar os educadores paraa escola média, passando a existir em conjunto com as licenciaturas, e desde entãovem sofrendo constantes reformulações, seja através de reivindicações, debates,todos com a preocupação de melhor preparar o profissional da área educacional.Uma das principais propostas do curso de Pedagogia é formar o ser pedagogo, umprofissional qualificado capaz de exercer atividades educativas em espaços formaise não-formais. Direciona-se também a formação de professores para a educaçãoinfantil e séries iniciais do ensino fundamental assim como a promoção de atividadesde gestão educacional e do conhecimento científico tecnológico do campo daeducação.Libâneo (2001) esclarece que: O curso de Pedagogia é aquele que forma um profissional qualificado para atuar em vários campos educativos para atender demandas sócioeducativas de tipo formal, não-formal e informal, decorrentes de novas realidades – novas tecnologias, novos atores sociais, ampliação de formas de lazer, mudanças nos ritmos de vida, presença dos meios de comunicação e informação, mudanças profissionais, desenvolvimento sustentado, preservação ambiental – não apenas na gestão, supervisão e coordenação de escolas, como também na pesquisa, na administração dos sistemas de ensino, no planejamento educacional, na definição de políticas educacionais , nos movimentos sociais, nas empresa(...)etc.(p.31)Como se pode notar o curso de Pedagogia, possibilita aos educandos uma série dehabilitações qualificando- o para o exercício inteligente do seu ofício.Nesta mesma vertente, Feldmann (1993) analisa o curso de Pedagogia como aqueleque irá formar profissionais da educação aptos para exercerem suas funçõespartindo do princípio que esse educador adquirirá não só um saber sistematizado,mas vir a criar sua própria metodologia para a construção desse saber.
  22. 22. 22O curso de Licenciatura em Pedagogia foi introduzido na UNEB Campus VII deacordo com o Projeto Político Pedagógico da UNEB, fundamenta-se na lei nº9.394196, com o intuito de contribuir para a formação de profissionais qualificadoscom isso proporcionando uma melhoria na educação. Como específica o mesmo: O curso de Pedagogia instalado nos diversos CAMPI da Universidade Estadual da Bahia tem como objetivo a formação de um profissional capaz de contribuir efetivamente para a melhoria das condições em que se desenvolve a educação e, consequentemente, comprometido com um projeto de transformação social(p.32).Nesse sentido, podemos perceber que o Projeto Político Pedagógico da UNEB, foiestruturado a partir de princípios mais flexíveis, diversificados, livres e interdisciplinarproporcionando uma maior interação de todo os sujeitos envolvidos naquelecontexto.A Investigação, o trabalho Pedagógico, a prática docente são um dos eixosprincipais que se fazem presentes nas dimensões do Curso de Pedagogia da UNEB,campus VII, com um currículo que busca evidenciar e repensar as relações objetivase subjetivas, da linguagem gestual e das práticas corporais, proporcionando aosseus alunos forte formação teórica-prática, favorecendo uma transformaçãolibertadora. Neste sentido o Projeto Político Pedagógico da UNEB (2004) ressalta: Nesta perspectiva, faz-se necessário pensar currículo em seus múltiplos aspectos, sua diversidade e heterogeneidade. A idéia principal para a constituição de um Curso de Pedagogia que atenda as especificidades dos (as) envolvidos (as) no processo, é de garantir a flexibilidade curricular, abrindo possibilidades para a formação desse/dessa profissional da educação(p.44)Diante disso, o curso de Pedagogia vem propiciar aos seus alunos novas vivências erelações, onde estarão engajadas na construção do conhecimento, descobrindo apesquisa, antenados nas transformações sociais, políticas, econômicas e culturais
  23. 23. 23percebendo então que estão os mesmos inseridos em um novo espaço deintervenção pedagógica.E dentro desse espaço pedagógico, percebemos que em toda a trajetória do alunono curso de Pedagogia, ele necessita praticar diversos tipos de leitura, por isso lhessão propostos diversos conteúdos com o intuito de tornar o cidadão um leitor crítico,freqüente, e criativo, que compreende e usa de forma adequada todas asinformações socializadas. Nesta visão Marobin(1993) ressalta: O estudante recebe da universidade suporte teórico para sua formação acadêmica, mas é ele mesmo o maior responsável por essa formação, e é o hábito da leitura que proporcionará a este individuo uma formação consciente. Desse modo, é através da leitura que o estudante constrói, ele mesmo, o próprio curso universitário. Na leitura crítica e constante, ele assume pessoalmente o processo da sua aprendizagem. Prende a discernir, discriminar, organizar, coordenar, compreender, explicar, caracterizar, formular, confrontar e interpretar, incorporar e assimilar os conteúdos apresentados.(p.102)Witter(1997) nesta mesma visão lembra que o docente universitário merece atençãoespecial no desenvolvimento da sua própria habilidade de leitura , visto que éessencial para o seu trabalho, quer seja para o desenvolvimento pessoal, quer sejacomo ferramenta de trabalho. Sendo o leitor hábil e apresentando excelência nosvários níveis e tipos de leitura, o decente leitor poderá influenciar positivamente ocomportamento de aluno-leitor.Sendo assim, a leitura no ensino universitário é primordial, visto que elaproporcionará ao estudante subsídios para o desenvolvimento crítico, cultural etécnico necessários para a sua formação.2.3 Alunos LeitoresTecnicamente, têm-se o aluno como um ser que é instruído por outrem através dasistematização de informações.
  24. 24. 24Ferreira (1986) destaca: Aluno [do lat. Alumnu, primitivamente, criança que se dava criar]. Pessoa eu recebe instrução e/ou educação de algum mestre, ou mestres em estabelecimento de ensino ou particularmente, estudante, educando, discípulo. Aquele que tem escassos conhecimentos em certa matéria, ciências ou arte, aprendiz (p.25).Neste contexto, percebe-se o aluno como um ser estático que só é capaz de receberou que só tenha necessidade de receber, a informação que lhe é transmitida, semreflexão, tendo somente que reproduzi-la. A escola como espaço democrático, teráque enxergar os alunos com um outro olhar, como seres sociais proporcionando-lhes um emaranhado de experiências que lhes garantam uma compreensãoreflexiva para poderem atuar na realidade que os cercam de uma forma crítica.Diante disso, Muzukami (1986) entende que: “ o aluno deve ser compreendido comoo um ser que autodesenvolve e cujo processo de aprendizagem deve-se facilitar(p.53)” A partir dessa reflexão para que o aluno se torne crítico e questionador épreciso uma participação ativa do professor, introduzindo o aluno na leitura dasdiversas fontes de informação, para que se consiga passo a passo uma autonomiaintelectual.Silva (1997) vem salientar que em muitos casos a relação professor aluno émediada por um grave problema a “ interpretação única” . Os textos socializadospossuem a chave da interpretação, não deixando que o aluno-leitor faça as suaspróprias interpretações, com isso é retirada da leitura a sua parte reflexiva, sendodeixados de lado, a renovação, a divergência durante a leitura, tornando-se merosexercícios de reprodução.A leitura tomada com esse fim em si mesma, sem uma reflexão daquilo que se estálendo, gera uma conseqüência nefasta para a formação do aluno leitor. Se um textoquando trabalhado não proporcionar um salto de qualidade do aluno para a suavisão de mundo tanto no aspecto social, quanto no seu cotidiano, a leitura perde asua validade. Nesse sentido, Bock et al (1999) apud Picanto e Pereira (2008) afirma:
  25. 25. 25 O aluno deve ser desafiado para poder interagir com a realidade. Assim organizará as informações, criará outras e poderá modificá- las. Além disso, a figura do professor diante do aluno será um elemento que irá possibilitar o processo de descobertas, pois a interação possibilitará adquirir informações transformando-as e transferindo-as para novas situações. (p.04)Por isso, é importante tomar alguns cuidados especiais para que as leituras nãocaiam no vazio, ou induzam a prejuízos irreparáveis na formação dos alunos. Assim,aprender a ler e conduzir a leitura, são tarefas importantíssimas para oestabelecimento da construção crítica do conhecimento no processo educativo. Adescoberta da leitura contribui para a formação do homem e o ponto de partida paraa democracia é ter pessoas instruídas. DEMO (1998) enfatiza a importância daleitura crítica, que dê capacidade de produção e participação. É importante aprender a ler criticamente estabelecendo com autores relacionamento dialético, portar-se na história como sujeito capaz de pensá-la e planejá-la, alcançar redação própria e expressar-se com desenvoltura. Dominar o conhecimento e informações estratégicas do processo de transformação da realidade atual (p.104)Juntamente é importante que os alunos consigam perceber o sentido, a utilidade daleitura para que estes não a vejam como mera “ obrigação escolar” , pois quandotransformada em obrigação torna-se enfadante e chata, e passe a fazer parte do seuprocesso de ensino-aprendizagem, devendo como salienta Silva(1991) “ colocar-sena condição do sujeito do ato de ler, atribuindo significados aos textos no intuito decompreender a si mesmo a aos textos nas diferentes caminhadas da leitura (p.87).Seguindo a mesma linha, Suassuna (2002), salienta que sem dúvida alguma aleitura torna-se produtiva se o aluno a praticar com prazer, exercitando o sensocrítico, a imaginação, realizando suas descobertas, preparando-se assim paraintervir sobre o que sempre foi posto historicamente e também dessa forma podendoatuar na construção de uma sociedade mais justa para todos dentro de um mesmocontexto, um individuo capaz de impor suas idéias, munido de conhecimento, agindoassim como construtor de uma nova história de transformação social.
  26. 26. 26Deve-se evidenciar que o conhecimento prévio do aluno-leitor é fator essencial paraa total compreensão dos textos lidos, cada leitor na sua individualidade liga-se comos vários significados que ao longo de sua trajetória foram se acumulando, tendoeles histórias de suas leituras, histórias de vida, onde poderão a partir daíproblematizar, questionar, se posicionado criticamente diante de suas leituras.Nessa mesma perspectiva Kleiman(1989) destaca: A compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimento prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe o conhecimento adquirido ao longo da vida. É mediante a interação de diversos níveis de conhecimento linguístico, o textual, o conhecimento de mundo, que o leitor consegue construir o sentido do texto. E porque o leitor justamente utiliza diversos níveis de conhecimento que interagem entre si, a leitura é considerada um processo interativo. Pode se dizer com segurança que sem engajamento de conhecimento prévio do leitor não haverá compreensão(p.13)Por isso, conhecer o aluno e sua vivência no contexto escolar é o ponto chave paraa transformação educacional e, consequentemente, social, política, econômica,cultural, pois alunos competentes, instruídos, possuem maior capacidade de análise,síntese, interpretação dos dados, fatos, situações, melhor compreensão e atuaçãono seu contexto social.
  27. 27. 27 CAPÍTULO II 3. METODOLOGIAEntendemos que a metodologia é o estudo acerca de um único tema, o caminhoque levará ao aprofundamento da realidade, devendo obedecer a passos e técnicasque nos levarão ao conhecimento do objeto de estudo. Como afirma Larrosa(2003): O papel da metodologia consiste em um plano detalhado de como alcançar os objetivos, respondendo a questões e testando hipóteses formuladas. (...) a metodologia é o ato que guia na investigação da verdade cientificamente.(p.31)Faz-se necessário na pesquisa a utilização de instrumentos adequados ao objeto deestudo, pois requer procedimento sistemático e intensivo com o objetivo de descobrire interpretar os fatos de uma determinada realidade. “ Pesquisa é o conjunto deatividades intelectuais tendentes à descoberta de novos conhecimentos. (TRIVINOS,1987).”3.1. Tipo de pesquisaUtilizaremos a abordagem qualitativa de pesquisa por considerar que há umarelação dinâmica entro o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito. Com autilização desta abordagem teremos a possibilidade de realizar as investigações noseu próprio ambiente natural e colher informações diretamente da fonte, tendo assimmaior probabilidade de aproximação com os sujeitos pesquisados. A abordagem qualitativa envolve a obtenção de dados descritivos, obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada, enfatizando mais o processo do que o produto e se preocupa em retratar a perspectiva dos participantes (LUCKE e ANDRÉ, 1986, P.11).Assim este tipo de pesquisa permite a análise dos dados de uma forma diferenciadae profunda, proporcionando assim uma apreensão global do objeto de estudo.
  28. 28. 283.2 Lócus de pesquisaA pesquisa foi realizada na Universidade do Estado da Bahia - Campus VII –localizada na BR 407 no Km 127; na cidade de Senhor do Bonfim-BA. Fundada em27 de março de 1985, através do Decreto Governamental nº. 31.574, ondefuncionam os cursos de Matemática, Pedagogia, Biologia, Ciências Contábeis eEnfermagem.O local tem um espaço distribuído do seguinte modo: dez salas de aula com TV eDVD( as mais recentes possuem ar condicionado), um laboratório de Geociências,cinco de Biologia, dois de matemática e três de informática; uma secretaria de CPD(Centro de Processamento de dados), cinco secretarias acadêmicas, cincocolegiados (Pedagogia, Matemática, Biologia, Contábeis e o mais recenteEnfermagem), uma secretaria de direção, dez banheiros, um almoxarifado, uma salade xérox, uma guarita de segurança com sistema de seguranças de câmaras, umauditório, uma biblioteca, uma sala de equipamentos e um espaço ampl paraestacionamento. O Campus tem como atual diretora a professora Maria Celeste deCastro.3.3 Sujeitos da pesquisaA pesquisa foi realizada com 15 alunos do turno noturno do curso de Pedagogia daUNEB, Campus VII, em Senhor do Bonfim-BA, buscando conhecer os fatores queinfluenciam a leitura desses alunos.3.4 Instrumento de coleta de dadosGressler (1989) Uma das principais fases da pesquisa é a da determinação e decomo serão coletados os dados e informações, sendo que os mesmos terão queestar diretamente ligados ao tipo de pesquisa que será utilizada.Por se tratar de uma pesquisa qualitativa os instrumentos de coleta de dados serãofeitos pela técnica de entrevista semi-estruturada, observação participante e
  29. 29. 29questionário, considerando estes os que melhor irão contribuir para alcançarmos osobjetivos propostos pela pesquisa.3.4.1 Entrevista semi-estruturadaA entrevista é uma das principais técnicas de trabalho utilizado em quase todos ostipos de pesquisa nas ciências sociais, a qual desempenha importante papel emtodas as áreas de pesquisa. Haguette (1987) define a entrevista como:” umprocesso de intenção social entre duas pessoas na qual uma delas, o entrevistador,tem por objetivo a obtenção de informações por parte do outro, o entrevistado(p.75)”Utilizaremos a entrevista semi-estruturada como em dos instrumentos básicos para acoleta de dados possibilitando ao receptor interagir ativamente com o emissor alémde possibilita informações claras e objetivas.Segundo Trivinôs (1995) Entende-se por entrevista semi-estruturada, de maneira geral, aquela que parte de certos questionamentos básicos, apoiados, em teorias e hipóteses que, interessem à pesquisa e que, em seguida oferece amplo campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que vão surgindo à medida que se recebem as respostas do informante (p.146).Segundo Taveira (2002) a entrevista semi-estruturada é relevante porque não ocorrea partir de questionários preestabelecidos, com respostas fechadas para não limitaraquilo que desejam dizer os entrevistados aos entrevistadores. O entrevistador deveestabelecer relação de confiança e respeito com os entrevistados.Optamos por esse tipo de pesquisa, pois acredito permitir maior aquisição deinformações, dando liberdade ao sujeito para abordar o tema proposto.3.4.2 Observação Participante
  30. 30. 30A observação participante será utilizada por ser o principal instrumento deinvestigação, por possibilitar um maior contato com os sujeitos pesquisados, dandodimensão a uma experiência direta com o envolvimento entre pesquisador epesquisado.Cruz Neto Afirma: A técnica de observação participante se realiza através do contato direto do pesquisador com o fenômeno observado para obter informações sobre a realidade dos atores sociais em seus próprios contextos. O observador enquanto parte do contexto de observação, estabelece uma relação face a face com os observados. Nesse processo, ele ao mesmo tempo pode modificar e ser modificado pelo contexto.Na observação participante cabe ao observador saber ouvir, escutar, ver, fazer usode todos os sentidos, saber quando perguntar enxergar muito além do que estávendo, quanto maior a participação será a interação entre os sujeitos ajudandoassim um resultado eficaz a partir do estudo.Nesta mesma linha de raciocínio Ludke e André (1986) destacam que a observaçãoparticipante propicia ao observador adentrar nas perspectivas dos sujeitos,acompanhando as suas experiências diárias podendo apreender a sua visão demundo, o significado que os mesmos dão a realidade que os cerca.3.4.3 Questionário fechado.Segundo Marconi e Lakatos (2002), o questionário fechado é um instrumento decoleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem serrespondidas por escrito e sem a presença dos entrevistados, obtendo-se através domesmo respostas rápidas e precisas sem risco de distorção em razão do anonimato.Então optamos por utilizar o questionário para o levantamento de dados, comobjetivo de traçar o perfil sócio-cultural dos sujeitos pesquisados, almejando definiros seus traços gerais e atividades ocupacionais como aspectos sociais, econômicose educacionais, sendo um instrumento auxiliar na busca de informações.
  31. 31. 31 CAPÍTULO IV APRESENTAÇÃO ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOSCom o intuito de entendermos melhor as compreensões dos nossos sujeitos( alunosdo turno noturno do curso de Pedagogia), apresentaremos os resultados na nossapesquisa conseguidos através da análise dos instrumento de coleta de dadosutilizados, sendo estes; questionário fechado, entrevista semi-estruturada eobservação participante, nos permitindo conhecer o perfil dos sujeitos, analisar einterpretar os fatores que influenciam a prática de leitura no Curso de Pedagogia.4.1 RESULTADO DO QUESTIÓNARIO FECHADO: PERFIL DOS SUJEITOSApresentação do perfil dos sujeitos através das informações coletadas com oquestionário fechado.4.1.1 Sexo Feminino Masculino Fonte: Questionário Fechado aplicado com os sujeitos da pesquisaDos 15 participantes entrevistados 3 eram do sexo masculino e 12 do sexo feminino,notamos aí uma grande disparidade em relação ao sexo, isso vêm reafirmar a idéiasimplista que o Curso de Pedagogia é um curso feminino de segundo nível, poucointeressante para os homens.
  32. 32. 324.1.2 Faixa Etária 3% 6% 20 -24 anos 26% 24 - 30 anos 65% 39 - 37 anos Acima de 37 anosFonte: Questionário Fechado aplicado com os sujeitos da pesquisaNo que se refere a faixa etária, os dados recolhidos nos mostram que a maioria dossujeitos pesquisados se encontram nas idades entre 20 e 30 anos, o que nos leva aentender que o curso é formado basicamente por jovens a procura de umaqualificação profissional, com um relativo grau de comprometimento com oconhecimento, sendo este fator primordial para o seu desenvolvimento ecompreensão da realidade.4.1.3 Área de Ocupação Atuam na educação Outras áreas Não trabalham 8% 25% 67%Fonte: Questionário Fechado aplicado com os sujeitos da pesquisaQuanto à área de ocupação, constatamos que 67% dos nossos entrevistados jáatuam na educação, levando-nos a compreender que estão em constante busca dequalificação profissional, para a melhoria de sua prática em sala de aula. Comoressalta Linhares & Leal(2002) :
  33. 33. 33 A busca de alternativas para a educação e, mais particularmente, para instituições de ensino e de formação de professores nos levou a compreender o quanto dependemos de nossa capacidade de interlocução com os mais variados campos de conhecimento para projetar os processos de aprendizagem e ensino escolares e particularmente, de formação de professores à altura dos desafios atuais (p.118).Diante disso a busca por aperfeiçoamento da área a qual estão inseridos demonstrao interesse e envolvimento com a educação e com as mudanças ocorridasdiariamente. Uma prática de ensino que esteja centrada na formação docente,deverá ligar diversos saberes para poder superar a diversidade de uma sociedadecom diversos campos pedagógicos.4.1.4 Instituição onde concluíram o Ensino Médio. 17% Pública 83% PrivadaFonte: Questionário Fechado aplicado com os sujeitos da pesquisaAo serem questionados sobre a instituição onde concluíram o ensino médio 83%dos alunos e das alunas afirmaram ter estudado em escolas públicas, e apenas 17%em escolas particulares.4.1.5. Gostam de ler?
  34. 34. 34 0% Sim Não 100%Fonte: Questionário Fechado aplicado com os sujeitos da pesquisaA observação do gráfico nos leva a perceber que todos os entrevistados gostam deler, consequentemente vêm a leitura como algo importante para sua vida, capaz deleva-los a um caminho de inserção no mundo, onde serão capazes de situar-seconscientemente e criticamente em qualquer contexto social, não se adaptando ouse ajustando a realidade que está aí, ao contrário, participando ativamente datransformação da sociedade.Conforme saliente Silva(1991): Dessa forma, podemos, desde já, caracterizar a leitura como processo ou prática social que permite à pessoa compreender a sua razão de ser no mundo, buscando, incessantemente, mais conhecimentos sobre a realidade, seja observando diretamente a concretude do real, seja dando vida aos registros da cultura, expressos por meios de diferentes linguagens ou códigos(p.75).Nessa mesma perspectiva Demo(1998) salienta que é importante aprender a lercriticamente, situando-se na história como sujeito capaz de pensá-la e planejá-la,dominando conhecimento e informações estratégicas para o processo detransformação social. Então através da leitura poderemos adentrar em um mundorepleto de possibilidades, nos situando e ocupando espaço na história e nasociedade, ampliando o nosso olhar cultural.4.1.6 Revistas lidas constantemente
  35. 35. 35 17% 34% Veja Mundo Jovem 33% Caras 8% 8% Escola OutrasFonte: Questionário Fechado aplicado com os sujeitos da pesquisaPercebemos que 34% dos sujeitos lêem revista Veja, 33% revista Escola 17%Mundo Jovem, isso mostra que os alunos estão sempre a procura de novosconhecimentos, embasando-se em revistas com respaldo intelectual paracomplementar o aperfeiçoamento na sua prática escolar.4.1.7 Maior dificuldade para ler 8% 17% Tempo 8% Dinheiro 67% Hábito AcessoFonte: Questionário Fechado aplicado com os sujeitos da pesquisaEm relação as maiores dificuldades para ler 67% dos entrevistados não encontramtempo para desenvolver o hábito de leitura, deixando as leituras de sua preferênciaem segundo plano, gostam de ler como podemos comprovar no gráfico 4.1.5, pordiversos motivos não dispõe de tempo suficiente para a leitura, como salientaLarrosa (2009) “ Nietzsche desconfia de nós, leitores modernos, suspeita que nãotemos tempo para ler”. E realmente temos o terrível defeito de sempre estarmoscolocando desculpas para exercer esse hábito, se dedicarmos alguns minutos do
  36. 36. 36nosso dia na leitura de um bom livro iremos desmistificar essa idéia de tempo paraleitura.4.1.8 Quantidade de livros lidos durante o ano. 17% 2 livros durante o ano 25% 58% 3 a 5 livros durante o ano 6 a 8 livros durante o anoFonte: Questionário Fechado aplicado com os sujeitos da pesquisaOs dados obtidos nos levam a perceber que 58% dos sujeitos lêem apenas doislivros por ano, 25% lêem 3 a 5 livros por ano e 17% lêem de 6 a 8 livros por ano.Isso deixa em evidência que os sujeitos pesquisados lêem muito pouco durante todoo ano, consequentemente não são leitores ativos, que precisam ver no livro uminstrumento de transformação social. Conforme afirma Silva (1991)” a mercadoria“livro” não pode ser comparada a quaisquer outros artigos das sociedades deconsumo, pois, se usada criticamente, ela é capaz de revelar as mazelas e ascontradições dessas mesmas sociedades.” (p.16).Dessa forma a leitura de diversos livros poderá nos abrir caminhos para tornarmosbons leitores, transformando o livro em um objeto cultural indispensável em nossasvidas.4.1.9 Tipos de livros mais lidos
  37. 37. 37 17% 50% Auto Ajuda 33% Técnicos OutrosFonte: Questionário Fechado aplicado com os sujeitos da pesquisaA observação do gráfico nos leva perceber que 50% dos entrevistados gostam delivros de ajuda, 33% livros técnicos e 17% outros livros, isto nos faz perceber que amaioria prefere livros de auto-ajuda, acreditamos por serem livros de fácilcompreensão que possibilita aos sujeitos, mesmo que momentaneamente soluçãopara seus problemas, com isso a leitura lhes proporcionará possibilidadessuficientes para poder desfrutar de momentos de descontração e relaxamento.4.2 RESULTADOS DA ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA E DA OBSERVAÇÃOPARTICIPANTE.A partir da análise da entrevista semi-estruturada efetivada com os alunos e daobservação participante realizada nas aulas; conseguimos saber quais os fatoresque influenciam a leitura dos alunos do curso de Pedagogia da UNEB – Campus VII.Então, podemos identificar os fatores que influenciam a leitura dos alunos da UNEB– Campus VII como:4.2.1 Importância da leituraCom relação à importância da leitura para suas vidas 100% dos entrevistados vêema leitura como principal meio para tornarem-se leitores críticos e proficientes, quefacilita a sua convivência com o meio em que vivem, fundamental para odesenvolvimento de qualquer indivíduo.Sobre isso, os alunos enfatizam:
  38. 38. 38 “ A leitura amplia a minha visão de mundo e me torna mais crítica” (A7) “Pode-se dizer que a pessoa que hoje sou foi constituída por grandes pessoas e excelentes leituras” (A9). “ A leitura é o caminho que leva o cidadão a conquistas e descobrir novos horizontes e fortalecer-se em volta do conhecimento(A2).Todas essas falas evidenciam o que Silva (1997) salienta “ a importância do ato deler como sendo um instrumento de conscientização e libertação, necessário àemancipação do homem na busca incessante por sua plenitude” (p.98).Pois é através da leitura que poderemos adquirir conhecimento, expressar edefender os nossos pontos de vista colocando-se de maneira realista em relaçãoaos fatos. (A10) enumerou quatro vantagens com relação a importância da leitura, Falar bem, 2- Escrever bem, 3- Facilitador do dia a dia e 4- Liberta da ignorância” . (A10)Bastante chamativo o “ liberta da ignorância” , pois a leitura realmente liberta dasamarras de uma sociedade em constante processo de transformação.4.2.2 Leitura constante ou para fazer trabalhos de faculdade.Quando falamos em leitura constante percebemos que a maioria dos alunos do tunonoturno do curso de Pedagogia só lêem para fazer trabalhos de faculdade,questionam a falta de tempo e a quantidade de textos solicitados pelos professorespara leitura em cada aula, e principalmente para a construção de artigos, projetos,relatórios, exigindo todo o seu tempo disponível.Como afirmam: “ Ultimamente só leio para fazer trabalhos de faculdade por falta de tempo, os projetos ocupam muito o nosso tempo.” (A7)
  39. 39. 39 “As minhas leituras são direcionadas somente para os trabalhos de faculdade, porque o tempo reservado para a leitura é pouca, por causa do meu trabalho e da minha família” (A1) “Só para os trabalhos de faculdade, eles ocupam todo o meu tempo, pois vivo numa vida agitada, trabalho, faculdade, casa, família” .(A5)Ao fazerem essas afirmações A7, A1 e A5 reforçam a idéia de Larossa(2005): Sabe que a arte da leitura é rara na época de trabalho e de precipitação,na qual temos que acabar tudo rapidamente. Os “leitores modernos” já não têm tempo para esbanjar em atividades que demorem, cujos fins não se vêm com clareza, e das quais não podem colher imediatamente os resultados. Para ele, os profissionais da leitura, o trato com os livros é quando muito, um meio “ para escrever uma resenha ou outro livro, isto é, uma atividade na qual o que se lê é meramente apropriado em função de sua utilização apressada para a elaboração de outro produto.(p.14)O autor fala em apropriação rápida de conteúdo, e na leitura meramente para aconstrução de trabalho, isso é o que percebemos constantemente no nosso curso,alunos que consumem rapidamente os conteúdos, ficando na maioria das vezessem entender o assunto socializado em sala de aula, mas não podemossimplesmente culpar esses alunos pelas dificuldades com relação a leitura, sabemosque é inquestionável a responsabilidade da leitura no desenvolvimento dasociedade.Diante disso devemos analisar a formação de leitura desde a alfabetização, ensinofundamental e médio, como a leitura foi inserida no seu cotidiano, muitos alunos nãoapresentam nível de leitura esperados nessa etapa de escolaridade, emconcordância Silva(1991) salienta que: “ Ainda que não queira e nem possageneralizar a afirmação para todas as instituições brasileiras o que se observa é a
  40. 40. 40colocação das práticas de leituras como verdadeiras camisas de força para osestudantes.” (p.40), reforçando a idéia de que todo o processo escolar contribui paraa formação de leitores.Em contrapartida mesmo que minoria encontramos em nossa pesquisa alunos nosquais a leitura é uma constante em suas vidas, como evidencia A2 e A3: “Leio constantemente revistas com temas variados, mas na faculdade também leio bastante até porque é preciso para fazer trabalhos, seminários e projetos de pesquisa, então leio bastante pois a leitura irá contribuir para o meu desenvolvimento na faculdade” (A3) “ Amo ler. Portanto sempre estou lendo algo” (A2)A3 coloca em prática toda a sua base de leitura, percebemos a sua facilidade e oseu gosto pela leitura, consegue dividir seu tempo em trabalhos da faculdade eleituras variadas, o que nos leva a entender o seu diferencial, como diz Kleiman(2004) “ O bom leitor é aquele que lê muito e que gosta de ler” assim como A2 quetem a leitura como algo que ama fazer, ler por prazer e isso contribui positivamentepara o seu desenvolvimento como leitor crítico.4.2.3 Dificuldades encontradas com leitura ao entrar no curso de Pedagogia.Quanto as dificuldades encontradas com relação a leitura ao adentrarem no cursode Pedagogia 90% dos alunos sentiram dificuldades, acreditam que por seremleituras até então desconhecidos pelos mesmos com linguagem complexa de difícilcompreensão. Conforme afirma A15, A9,A7 e A3. “Todos os textos que tive no início foram dificílimo, pois tinha acabado de sair do ensino médio, formação geral e nunca tinha ouvido falar por exemplo em: espitemologia, paradoxos..., então essas e muitas outras palavras que desconhecia era de difícil compreensão” (A15).
  41. 41. 41 “Dificuldade, nas matérias que não entendia por se tratar de assuntos diferentes ao que estava habituado” (A9) “Dificuldade com a linguagem dos livros que encontrei aqui é bem mais complexa o que exige necessidade de uma leitura mais reflexiva.” (A7) “Dificuldade com os textos devido a linguagem muito robusca e eu não estava acostumada com esse tipo de texto, pois saí do ensino fundamental sem muito preparo ” (A3).Se tratando de dificuldades encontradas nas leituras iniciais a mais intensa é aincompreensão das linguagens dos textos, que é chamada de “ complexa” , “ robusca”“dificílima” , pois esses textos incluem vocabulários, neologismos até entãodesconhecidos pelos alunos, acreditamos que dentre outras a principal dificuldadecomo sita A3 venha de um ensino fundamental em que a leitura não era umaconstante e não conduziu os alunos a tornarem-se leitores proficientes. Silva(1997)fala da relação escola leitura quando diz: È, pois, principalmente no âmbito da escola que as expressões “aprender a ler” e “ ler para aprender” ganham o seu significado primeiro, apontando, inclusive, os efeitos que devem ser conseguidos pelo trabalho pedagógico na área de formação e preparo de leitores. Eu até diria mais é o de formar o leitor crítico da cultura – cultura esta encarnada em qualquer tipo de linguagem, verbal e/ou não-verbal.(p.91)Podemos observar que a escola é a maior responsável pela formação de leitorescríticos e em muitos casos não tem comprido o seu papel, surgindo com reproduçãode velhas idéias e não do conhecimento fundamentado pelas teorias de leitura. Nãodespertam em seus alunos o prazer e o gosto pela leitura, subsídios esses que irãoproporcionar aos nossos alunos conhecimentos prévios para entender os textospropostos, pois durante a leitura ele utiliza seus conhecimentos lingüísticos, textual eo conhecimento de mundo para construir o seu significado do texto.
  42. 42. 42Kleiman (1989) abordando aspectos da leitura e da compreensão de textos afirmaque: “ esta é uma atividade complexa, pois envolve uma multiplicidade de processoscognitivos, nos quais o leitor se engaja para construir o sentido de um texto escrito” .A compreensão de um texto está entrelaçada a todos esses processos cognitivosfazendo com que o leitor interaja com o texto dando sentido ao mesmo.Sabemos que todas essas dificuldades encontradas poderão e deverão sercontornadas, pois a formação de um bom Pedagogo irá depender de toda a atençãodisponibilizada a leitura. Silva (1997) em uma pesquisa com os alunos de um cursode Pedagogia enfatiza os hábitos dos seus alunos. (...) o aluno – leitor pensa que os significados dos textos vão automaticamente “ saltar” para dentro de sua consciência, sem lhe exigir esforço e trabalho. Tais hábitos, porque fortemente enraizados, transformam a orientação inicial da leitura na Universidade num trabalho lento e até conflitante. Mas essa lentidão é superada à medida que os alunos passam a perceber a leitura não como uma outra atividade de consumo, mas como um trabalho de atribuição de significados, de interpretação e recriação de idéias.(p.133).Podemos notar que apesar da difícil compreensão dos textos pelos nossos sujeitos,mesmo que por diversos motivos como foi citado anteriormente, a dedicação e apercepção que a leitura é a única solução para a formação plena de leitoresconscientes é de fundamental importância no seu processo de escolarização.4.2.4 Contribuição do curso de Pedagogia para a formação de alunos leitores.Com relação à contribuição do curso de Pedagogia em formar alunos leitores 1OO%dos entrevistados acreditam que o mesmo contribui muito, sendo um dosresponsáveis pela inserção de muitos alunos no mundo da a leitura, pois diversossão os textos propostos para a leitura e sem esse suporte não poderão seguiradiante no curso.Sobre isso os alunos enfatizam:
  43. 43. 43 “O curso contribui sim, pois forma profissionais que conseguem instigar o desejo pela leitura.” (A7) “Para os que realmente quiserem compreender a leitura o curso é de grande contribuição. Afinal só consegue compreensão quando deseja fomenta o conhecimento” (A5). “Contribui sim, acho que qualquer curso (não só o de Pedagogia) contribui para a formação de alunos-leitores. No começo pode até ser uma leitura por obrigação mais adiante se torna por prazer, lembrando que essa regra não corresponde a todos. (A10) “Com certeza, pois requer muitas leituras de diversos autores, e diversas disciplinas que nos fazem refletir e questionar.” (A8)Os nossos sujeitos entendem a leitura como um pilar para o seu desenvolvimentodentro do curso, e que sem exercer esse hábito não poderão tornar-se bonspedagogos capazes de saírem da Universidade com uma bagagem suficiente paradesenvolver um bom trabalho na área escolhida. Conforme concorda Santos(1991) (...) pois os seu sucesso no ensino superior está associado à sua maturidade em leitura, que pode se melhorada, se diagnosticada apropriadamente. Assim, o papel da universidade é planejar, desenvolver e administrar programas de superação das limitações relacionadas a leitura.(P.71)A universidade espaço de busca, apropriação, desenvolvimento do conhecimento,com representação dos docentes, que são aqueles que tem o contato direto com osalunos deverão lhes proporcionar um contato prazeroso com o mundo da leitura, eque desenvolvam a consciência do papel de produtores de leitura.4.2.5. Eu me considero um leitor?
  44. 44. 44Ao serem questionados de sua posição como leitores tivemos diversas respostascomo: “Que ainda há muito o que aprender que precisa manter a organização em questão de horários para leitura”(A9) “Que precisa se dedicar um pouco mais” (A4) “Que ainda precisa ampliar o seu hábito de ler” (A12)Percebemos que nossos sujeitos se consideram leitores que dedicam pouco tempopara a leitura, reconhecendo a necessidade de mudança, pois entendem que em umcurso de formação de Pedagogos eles necessitam de conhecimento paraposicionar-se criticamente diante de todas as situações propostas, e só se tornarãoleitores críticos quando: “ assumirem, como sujeitos, o desafio da prática, docotidiano das salas de aula, dos livros, das situações de leitura. Maisespecificamente, quando encararem o desafio de ensinar a ler e a gostar deler.” (SILVA;ZILBERMAN,1998:111)Obtivemos também respostas positivas de leitores que se consideram assíduos,interessados, atentos, bons leitores. Conforme diz A10, A11, A5: “Me considero uma leitora assídua, interessada, pois a leitura irá me trazer benefícios” (A10). “Me considero um leitor assíduo e atento, procuro dedicar-me intensamente a leitura, pois sei o quanto ela é necessária para o desenvolvimento da minha vida acadêmica” (A11) “Me considero uma boa leitora, dedicada, estou sempre em busca de novas leituras.” (A5)Identificamos nas argumentações acima que nossos sujeitos dedicam-seintensamente a leitura, sendo uma prática constante em suas vidas, preocupam-secom a ampliação dos seus conhecimentos tão necessárias para uma boa formação
  45. 45. 45acadêmica como cita A11. Podem considerar-se leitores proficientes, pois estãosempre em busca de novas leituras, como salientou A5, participando ativamente doprocesso de conhecimento adquirindo assim um maior senso crítico, uma maiordesenvolturaSujeitos que se dedicam intensamente ao ato de ler, participam ativamente doprocesso de conhecimento adquirindo assim um maior senso crítico, uma maiordesenvoltura e autonomia para discernir e fazer opções sensatas, ou seja, um plenocidadão.
  46. 46. 46 CONSIDERAÇÕES FINAISEm uma sociedade em constante mudança, faz-se necessário a ampliação doconhecimento, e, consequentemente, uma formação intelectual de sujeitos leitores,o que os possibilitará autonomia frente aos desafios encontrados. Isso posto, aleitura posiciona-se como condição necessária para esse desenvolvimento, e aUniversidade como facilitadora desse processo, ficando evidente a importância dediscutir o tema Leitura na Faculdade, espaço de formação e transformação.Diante disso, surgiu a necessidade de investigar e identificar os fatores queinfluenciam a leitura dos alunos do turno noturno do curso de Pedagogia da UNEB,ficando evidente que a leitura ainda não é uma prática constante em suas vidas. Asexperiências obtidas com esse trabalho serão imprescindíveis para o aprimoramentode futuras práticas pedagógicas, pois se pode reconhecer os entraves epossibilidades de avanços diante dessa demanda.Foi indispensável para o desenvolvimento deste trabalho as contribuições dediversos teóricos, que forneceram todo o aporte utilizado para reforçar o nossodiscurso dentro desta pesquisa.Através dos questionamentos aplicados foi compreendido que os alunos do turnonoturno de Pedagogia em sua maioria fazem leituras obrigatórias para atender asexigências dos professores, para preparar projetos, artigos e trabalhos,compreendem a leitura como algo essencial em suas vidas, pois amplia e integra osseus conhecimentos, reconhecem também que precisam inserir o hábito de ler noseu dia a dia, e que a falta de tempo é um dos fatores que lhes distanciam do mundoda leitura, por se tratarem de alunos que estudam durante a noite e trabalham o diainteiro.Os dados apontaram também as dificuldades encontradas ao ingressarem no curso,ocasionadas por vocabulário desconhecido, textos de difícil compreensão,evidenciando o despreparo desses sujeitos que não tiveram uma boa formação de
  47. 47. 47leitura, seja na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio estendendo-separa o Ensino Superior.No decorrer desse trabalho, ficou perceptível a urgência de uma transformação nabase do ato de ler na Universidade, pois sabemos que a leitura é um dos principaisinstrumentos de formação acadêmica, tornando os sujeitos leitores, cidadãos,críticos e opinantes, por isso vemos a importância de se criar um hábito de leituraem que os alunos vejam as leituras socializadas em sala de aula como umabagagem possibilitadora de ascensão e inserção social e, os professores revejamsua prática e postura perante essa realidade, enquanto promotores possíveis deleituras com maior sentido, portanto mais significativas.
  48. 48. 48 REFERÊNCIASBRANDÂO, Helena; MICHELETTI, Guaraciaba. Teoria e prática da leitura.In:Ensinar e aprendercom textos didáticos e paradidáticos. São Paulo: Cortez,1997.BOCK, Ana M. Bahia (org). Psicologias: uma introdução ao estudo dePsicologia. 13ª ed. São Paulo: Saraiva, 1999.DEMO, Pedro. Desafios Modernos na Educação. 2ªed. Petrópolis, Vozes, 1998.desenvolvimento da leitura no Brasil. 2.ed. São Paulo: Ática, 1999. 128p.FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário da Língua Portuguesa. 3ªed-Rio de Janeiro: Nova Fronteira 1999. Chizzolt 2005.FELDMAN, Daniel. Ajudar a ensinar: relação entre didática e ensino. PortoAlegre: Artes Médicas, 2001.FOUCAMBERG. J. A. A criança, o professor e a leitura. Porto Alegre: ArtesMédicas. 1997.FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam.28ª Ed. São Paulo: Cortez, 1993.HAGUETE, Tereza Maria Frota. Metodologia Qualitativa do Brasil. Petrópolis: Ed.Vozes, 1987.KATO, M. Processos de decodificação, a integração do velho com o novo emliteratura. Anais de I encontro Nacional de Redação – leitura no terceiro grau,PUC/SP, 1983 PP 33-42.KLEIMAN, Ângela Leitura: Ensino e Pesquisa 7ª Ed. Campinas, Pontes 2000.
  49. 49. 49________, Angela. Leitura: ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 1989a.________, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas, SP:Pontes, 1989.LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos e Metodologia Científica. 3ªed. Revista eduplicada. São Paulo:Atlas, 1991.LARROSA, Jorge. Nietzche e a Educação. Tradução de Semíramis Gorini de Veiga3ª ed- Belo Horizonte: Autêntica, 2005.LIBÂNEO, Jose Carlos. Formação de profissionais de educação: Visão crítica eperspectivas de mudança. SG PIMENTA, JC LIBÂNEO- Pedagogia e pedagogos:caminhos e perspectivas. São Paulo: Cortez 2002.LINHARES, Célia; LEAL, Maria Cristina (Orgs.). Formação de professores: umacrítica à razão e à política hegemônica. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.LUDKE, Menga, ANDRE Marli. Pesquisa em educação: Abordagens qualitativas.São Paulo:EUP, 1986.MAROBIN, L. Biblioteca Central da Usiminas: História, acervo e uso. São Leopoldo:UVS, 1993. p. 101 – 113.MUZUKAN. Mª Da. G. N. Ensino: Abordagens do processo. SP:EPU, 1986.OLIVEIRA, Marta Kohl. Pensar a educação. Contribuições de Vigostsky novascontribuições para o debate. 6ª Edição, São Paulo: Ática 2002.PROJETO POLÍTICO PEDAGOGICO DOS CURSOS DE PEDAGOGIA. Informaçãoe documentação- elaboração: Senhor do Bonfim 2008.REIS, Minervina Joseli E. O olhar do professor aluno na formação acadêmica:avanços e desafios. Salvador: EGBA, 2003.
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  52. 52. 52ANEXOS
  53. 53. 53 QUESTIONÁRIO FECHADO E ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADAQueridos alunos estamos realizando esta pesquisa para dar maior suporte naconstrução do nosso trabalho de TCC do curso de Pedagogia da UNEB- Universidadedo estado da Bahia. Pedimos por gentileza a sua importantíssima colaboração para anossa pesquisa, garantindo que sua identidade será guardada em sigilo no momentoem que os resultados forem apresentados.Agradecemos por sua participação. PERFIL DOS SUJEITOS DA PESQUISA1. Sexo:( ) Feminino( ) Masculino2. Faixa etária:( ) 20 a 24 anos( ) 24 a 30 anos( ) 30 a 37 anos ( ) acima de 37 anos4.Concluiu o ensino médio em instituição:( ) Pública( ) Privada5.Você trabalha?( ) Sim( ) Não6. Quais as revistas que lê constantemente?( ) Veja( ) Mundo Jovem( ) Caras( ) Escola( ) Outras7. Quais a maior dificuldade que o impede de ler constantemente?( ) Tempo( ) Dinheiro( ) Hábito( ) Acesso
  54. 54. 548. Quantos livros você ler durante o ano?( ) 2 livros( ) 3 a 5 livros( ) 6 a 8 livros9. Quais os tipos de livros mais lidos?( ) Auto Ajuda( )Técnicos( ) Outros ENTREVISTA SEMI – ESTRUTURADA1. Qual a importância da leitura para sua vida?2. Você ler constantemente ou só para fazer trabalhos da faculdade?Justifique.3 .Ao ingressar na universidade você sentiu alguma dificuldade com relação à leitura?Quais?4.Na sua opinião o curso de Pedagogia contribui para a formação de alunos-leitorescríticos? Justifique sua resposta.5.Eu me considera um leitor(a)?

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