11                               APRESENTAÇÃO      O presente trabalho monográfico de cunho científico vem abordar o tema:...
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14      A propósito, a velha pré-escola, hoje educação infantil, reconhecida edifundida, passando a ser encarada com mais ...
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16      A questão da ludicidade nas Instituições de educação Infantil, ainda é poucodesenvolvida como método de ensino/apr...
17      A proposta de uma educação mais rica e concentrada no universo infantildepende de uma intervenção pedagógica inova...
18      A relevância deste trabalho monográfico poderá trazer um novo enfoquediante do título abordado “Brincando também s...
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23      Como Santos nos fala acima, a ludicidade é relevante em todas as fases davida, ademais é um aprendizado diversific...
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26                         A escola deve apresentar-se ao aluno como um ambiente alegre,                        divertido,...
272 . 3 – PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL      Diante do contexto educacional de Educação Infantil, principalmente...
28lúdicas diversas e contagiantes, uma forma de aprender brincando,                  como vemafirmar Maluf (2003).        ...
29       No entanto, o fazer pedagógico é função fundamental de ensino, cabe aestes profissionais estarem bem engajados e ...
302. 3.1    -    A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DO EDUCADOR NA PRIMEIRAINFÃNCIA         Sabemos que a formação do educador prec...
31pedagógica limita-se muito a teorias, sendo que a prática educativa torna-se restrita.Assim, vem dar subsídios Severino ...
322. 4 – A RELAÇÃO: DIREÇÃO, COORDENAÇÃO PEDOGÓGICA EPROFESSORES QUANTO A LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL      Uma equipe ...
33                       humanos plenos, partindo do pressuposto de que todos tem o direito e                       são ca...
34prazerosa de aprender quanto de ensinar. Como condiz a LDB, (LEI DEDIRETRIZES E BASES), no título VI, artigo 62, que:   ...
35                        O professor é mediador entre as crianças o e os objetos de                        conhecimento, ...
36                                   CAPÍTULO III                  TRILHANDO METODOLOGICAMENTE      O presente trabalho me...
37      Especificamente as seguintes Instituições a seguir:      . A Escola Municipal Abigail Feitosa, situada a Rua da Ma...
38                       (...) entrevista semi-estruturada, em geral, aquela que parte de certos                       que...
39                                   CAPÍTULO IV             ANALISANDO E INTERPRETANDO OS DADOS      O presente capítulo ...
404. 1.2 - Quanto ao gênero - gráfico 2                         100%                                            masculino ...
41        Em termos gerais, podemos constatar que os docentes que atuam emEducação Infantil estão se especializando cada v...
42ação cristalizada, assim rejeitando as atuais ações educativas, principalmente noque concerne as atividades lúdicas tão ...
434. 2. 2 - Média quantitativa de crianças com as quais trabalha – gráfico 6                            0%                ...
44        Os resultados do gráfico acima mostram que a ludicidade nos discursos dosdocentes aparece com muita freqüência e...
45aprendizagem e construção de desenvolvimento afetivo, social e cultural através dobrincar, dos brinquedos, enfim das int...
464. 3.3 – Quanto à experiência profissional na educação infantil – gráfico 10                               0%           ...
474. 3.4 – Quanto à experiência profissional como gestor – gráfico 11           50%                                       ...
48pesquisas, de especializações; os profissionais que trabalham na educação infantil,ainda encontram algumas resistências ...
49discursos dos mesmos. Torna-se necessário que haja uma crescente preocupaçãocom métodos e técnicas a serem utilizados em...
50       P.5 - Sim. Por que a criança terá mais prazer em desenvolver as atividadesbrincando, porque é brincando que se ap...
51embora em relatos curtos, um deles diz: “a criança terá mais prazer em desenvolveras atividades brincando”.4. 4. 3 - As ...
52         P.5 - Sim. Porque o envolvimento com outras crianças promove asocialização de forma agradável.         Podemos ...
53          Diante de tal paradigma, ao abordarmos sobre os momentos de atividadeslúdicas nas instituições de educação inf...
544. 5- ANÁLISES DAS ENTREVISTAS – OS GESTORES4. 5. 1- A questão lúdica na Educação Infantil: diretores e coordenadores.  ...
55      Na fala de D.2 – ela comenta de resistências quanto ao lúdico;          que é umarealidade percebida por parte de ...
56         C. 1 - É de grande importância, devido a necessidade do lúdico em todasas séries.           C.2 - É tratada com...
Monografia Maria Ivone Pedagogia 2009
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Monografia Maria Ivone Pedagogia 2009

  1. 1. 11 APRESENTAÇÃO O presente trabalho monográfico de cunho científico vem abordar o tema: Olúdico na Educação Infantil, trazendo como questão central: qual a percepção dosdiretores, coordenadores pedagógicos e professores em relação à ludicidade naprática pedagógica da Educação Infantil? Tendo como objetivo identificar apercepção e analisar o posicionamento dos mesmos. A educação de crianças pequenas vem passando por um processo deexpansão na contemporaneidade, assim sendo mais difundida nas instituiçõesescolares e na sociedade em geral. Ademais, os administradores, como osprofessores devem estar atentos à sua prática educativa, sendo que a equipeescolar precisa ser bem qualificada e comprometida no desenvolvimento de suasfunções, para que o futuro de nossas crianças seja um processo de construção tantosocial, cultural, como humano. É preciso, assim, um novo olhar, direcionado àEducação Infantil, de forma a percebermos as diversas possibilidades de seaprender através das atividades lúdicas. Procuramos explicitar a pesquisa através de quatro capítulos discriminados aseguir: No primeiro capítulo apresentamos a problemática em questão, a qualrealizamos de forma coesa o levantamento dos objetivos que nortearam os nossosestudos, onde buscamos mais conhecimentos sobre a prática dos profissionais deEducação Infantil em relação a ludicidade. O segundo capítulo é todo o desenrolar do quadro teórico no qual diversosautores complementaram e respaldaram para contextualização do problemapesquisado, assim dando uma melhor compreensão e definição de nossosestudos.
  2. 2. 12 No terceiro capítulo tratamos a respeito dos métodos e técnicasdesenvolvidas, dos sujeitos e lócus de pesquisa. E, no quarto capítulo temos a análise e resultados dos dados coletados maisdetalhadamente, e os discursos de cada um dos sujeitos envolvidos, como dosautores que fundamentaram o quadro teórico. E, por fim, as considerações finais, onde buscamos sintetizar os resultadosrelevantes, que trouxeram contribuições e mais conhecimentos para os estudos naárea de Educação Infantil, mais especificamente sobre as atividades lúdicas nestesegmento em escolas Municipais de Senhor do Bonfim.
  3. 3. 13 CAPÍTULO I CRIANÇA E EDUCAÇÃO INFANTIL Falar do desenvolvimento infantil nos dias atuais requer de nós ummovimento de estudo e análise sobre a significação de infância ao longo da história.Durante muito tempo, a criança não era considerada no seu mundo comoprotagonista, e sim ficava sempre em segundo plano ou esquecida num discursomais a parte das preocupações gerais e não tinha prioridades por parte de suafamília ou de outros adultos. De acordo com Kramer (1992, p.15), “Entende-se,”comumente, “criança” por oposição ao adulto: oposição estabelecida pela falta deidade ou de “ maturidade” e “de adequada integração social”. Os tratamentos e sentimentos relacionados à criança eram contraditórios e seprolongou durante muito tempo, como enfatiza Jardim (2002, p.14), “a criançaaprendia as coisas que deveria saber ajudando os adultos a fazê-las”. Não havendomuita distinção entre o adulto e a criança, ela não tinha sua própria vivência, narealidade não existia espaço para a criança. Percebemos, assim, uma discrepância em relação à criança, que segundo ohistoriador francês, Ariès “A criança era tratada como um adulto em miniatura”; eainda complementa Ariès (1978, p.50). “ Até por volta do século XII, a arte medievaldesconhecia a infância ou não tentava representá-la. É mais provável que nãohouvesse lugar para a infância neste mundo”. Diante desse percurso, nos deparamos com um sistema educacionaltotalmente atrasado e contraditório. No que diz respeito à educação pré-escolar,que tinha como objetivo a obtenção de lucros, como sugere Kramer (1992, p.26),“seu principal objetivo era o de garantir emprego a professores, enfermeiros e outrosprofissionais”, assim a educação foi criada para interesse capitalista da sociedade enão como meio de desenvolvimento cultural, social e psicológico do indivíduo.
  4. 4. 14 A propósito, a velha pré-escola, hoje educação infantil, reconhecida edifundida, passando a ser encarada com mais prioridade, como ressalta Feltran(1990, p.23) “É ingênuo qualquer argumento que contemple a não prioridade naeducação pré-escolar no contexto brasileiro ou em qualquer país emdesenvolvimento,”. A concepção da educação de crianças vem se modificando aolongo dos anos, algo relevante na função social das Instituições escolares. Pois, aeducação contribui para o desenvolvimento pleno, beneficia a contínua construçãode habilidades e novas experiências, favorecendo a formação da criança. Sendo, altamente relevante à formação integral do indivíduo, tendo comobase mediadora a escola, contida de “experiência especificamente humana, aeducação é uma forma de intervenção no mundo” (Freire, 1996, p.98). Nestesentido, o papel da escola, como também das Leis é de garantir condições queatendam as expectativas, possibilidades, para que as crianças busquem caminhosvalorizando e compreendendo os significados em torno de suas realidades, comoconcorda Machado (2001, p.28),” a necessidade e o desejo de decifrar o universo designificados que o cerca leva a criança a coordenar idéias e ações a fim desolucionar os problemas que se apresentam”. No entanto, a educação infantil é muitas vezes vista com descaso pelasociedade e boa parte tem uma concepção errônea, de achar que as crianças sóbrincam o tempo todo e nada aprendem, será mesmo que brincando não seaprende? Assim desfavorecendo a área educacional e desqualificando o profissionalnela inserido, não percebendo estes à necessidade e importância da educaçãoinfantil nesta fase da vida. Como cita Maluf (2003). Toda criança que brinca vive uma infância feliz, além de tornar-se um adulto muito mais equilibrado física e emocionalmente, conseguirá superar com mais facilidade, problemas que possam surgir no seu dia-a-dia. Todo aprendizado que o brincar permite é fundamental para a formação da criança, em todas as etapas da sua vida (p.21). A infância é fase fundamental do ser humano por isso deve ser vista comprioridade pelo adulto, e deve ser vivida com intensidade pela criança.
  5. 5. 15 Muitas foram às contribuições de educadores e estudiosos que fizeramvalorizar a educação da primeira infância cada um a sua forma ou pensamento.Sendo importante para as crianças, que segundo Almeida (1995), destacaram-se: Montaigne (1533-1592) – já partia para o campo da observação, fazendo àcriança adquirir curiosidade por todas as coisas que visse ao seu redor: um edifício,uma ponte, etc.; Comênio (1592-1671) – resumia seu método em três idéias fundamentais queforam as bases da nova didática: naturalidade, intuição e auto-atividade; Jean-Jacques Rosseau (1712-1778) – demonstrou que a criança temmaneiras de ver, de pensar e de sentir que lhe são próprias; Com Froebel (1782-1852) – se fortalecem os métodos lúdicos na educação.O grande educador faz do jogo uma arte, um admirável instrumento para promover aeducação para as crianças. Para Dewey (1859-1952) – as diversas formas de ocupação ativa têm aoportunidade de filiar-se à vida, de fazer o ambiente natural da criança (...). Maria Montessori (1870-1952) – tendo encontrado em Froebel a idéia dosjogos educativos, ela remonta à necessidade desses jogos para a educação de cadaum dos sentidos. Os jogos ”sensoriais”. Para Piaget, os jogos tornam-se mais significativos à medida que a criança sedesenvolve, pois, a partir da livre manipulação de materiais variados, ela passa areconstruir objetos, reinventar as coisas, o que já exige uma “adaptação” maiscompleta. Diante do que vimos acima conforme a concepção de cada um dos autores,Almeida (1995), vem afirmar que: a atividade lúdica é o berço obrigatório dasatividades lúdicas intelectuais e sociais superiores, por isso, indispensáveis à práticaeducativa.
  6. 6. 16 A questão da ludicidade nas Instituições de educação Infantil, ainda é poucodesenvolvida como método de ensino/aprendizagem, por isso torna-se limitada. Porsua vez, as crianças se expressam de várias formas, sendo sujeitos de suaspróprias ações, de modo que vale ressaltar que nesta fase da vida a cogniçãoinfantil está apta a aprender com muita facilidade ou mesmo apropriar-se dossignificados e sentidos do mundo que os cercam, então o desenvolvimentointelectual, a motricidade devem ser explorados criativamente, pois o aprendizadoatravés do lúdico ganha espaço, sendo uma forma prazerosa, contribuindo comouma conexão perfeita, oportunizando as curiosidades, a interação social, porém, acriança não só estará explorando o ambiente que vivencia, mas a construção deconhecimentos perpassados através das atividades lúdicas, onde a criança aprendebrincando. A teoria Walloniana que vem falar dos estágios do desenvolvimento infantil,social, psicológico e motor, onde apresenta as fases que devem ser estimuladas eincentivadas pelos adultos “para que a brincadeira seja levada adiante, a criançaprecisa de atenção e disponibilidade do adulto... de uma forma não-invasiva nemretaliativa” Machado (1994). Pois, a formação da personalidade, a constituição de si,o desenrolar da linguagem, o interesse por decifrar o espaço em que está inserida, aobservação de si e do outro, tudo exige e abrange uma maneira de educar muitomais instigante de forma global. A concepção de ludicidade tem importância como elemento dinamizador,devendo estar dentro das limitações e possibilidades de cada criança, a brincadeirafaz parte da infância, sendo crucial em todo tempo, como forma de aprendizadocativante e proveitosa. “Brincar, jogar, agir ludicamente, exige uma entrega total doser humano” Luckesi (2007). Portanto, o brincar precisa ser espontâneo, e não estáligado a objetivos, mas sim ao prazer, ao desenvolvimento do indivíduo. O brincar proporciona alegria, meio de desvendar, conhecer, criar fantasiasbaseados na realidade, de imaginação, reflexão e socialização. “Os brinquedosterão um sentido profundo se vierem representados pelo brincar. Por isso a criançanão cansa de pedir aos adultos que brinquem com ela”. Almeida (1994, p.39).
  7. 7. 17 A proposta de uma educação mais rica e concentrada no universo infantildepende de uma intervenção pedagógica inovadora e de se repensar um currículovoltado à infância, o qual deve estar atrelado ao desenvolvimento infantil, onde acriança deve ser valorizada como tal. A percepção do coordenador pedagógico e diretor como também do educadorsão fundamentais, diante da ação pedagógica, precisando ser inovadora econtagiante, atentando para as diversas atividades como jogos e o lúdico, para quefavoreçam as crianças a livre expressão, a criatividade e as novas descobertas,segundo Maluf (2003), “o brincar pode ser um elemento importante através do qualse aprende, sendo sujeito ativo desta aprendizagem que tem na ludicidade o prazerde aprender”; contudo, o brincar além da produção de conhecimentos, doencantamento e da satisfação, promove o desenvolvimento em geral. A relevância da atividade criadora, da ludicidade, do jogo e do brincar,tornam-se momentos ricos de novas vivências, tanto coletivas, como individuaiscomo sugere Luckesi (2007): ”as atividades lúdicas poderão ser praticadasindividualmente: não há dúvida quanto a isso; porém, há muito mais força, quandopraticadas coletivamente”. Por sua vez, o professor/professora precisa de novastécnicas, métodos e outros aparatos pedagógicos, na busca incensante de estarconstruindo sonhos que se tornarão realidades para nossas crianças, como ressaltaMaluf (2003, p.29), “devemos procurar inovar para não deixar que nossas aulassejam cansativas e que caiam na mesmice”. Por várias razões é que passamos a acreditar na diversidade de métodos etécnicas hoje mais utilizadas, inseridas no contexto da formação dos profissionaisem geral de educação infantil, pois só tem a dar contribuições, assim sendo, asatividades de caráter lúdico, o jogo e também os brinquedos, deve constar noscurrículos escolares dessa área educacional, tão primordial, como sugere Santos,“Por isso quanto mais vivências lúdicas forem proporcionadas nos currículosacadêmicos, mais preparados o educador estará para trabalhar com a criança”(1997,p.21). Daí, a necessidade de uma formação específica, voltada para aqualidade de aprendizagem das crianças menores.
  8. 8. 18 A relevância deste trabalho monográfico poderá trazer um novo enfoquediante do título abordado “Brincando também se aprende na Educação Infantil”? Asperspectivas dos diretores, coordenadores pedagógicos e professores dasInstituições Escolares Municipais em Senhor do Bonfim-Ba. Para tanto, procuramosexplicitar, ou até mesmo delimitar a especificidade do trabalho docente eprofissionais, junto às crianças da primeira infância de modo, diferenciado nasinstituições de educação infantil, procurando valorizar a ludicidade como forma deaprendizagem, diante desse paradigma surgiu o seguinte questionamento: Qual a percepção dos diretores, coordenadores pedagógicos e professores,em relação à ludicidade na prática pedagógica da Educação Infantil? Assim, definimos os seguintes objetivos:. Identificar a percepção dos diretores, coordenadores pedagógicos e professores,em relação à ludicidade na prática pedagógica da Educação Infantil. . Analisar o posicionamento dos diretores, coordenadores pedagógicos eprofessores em relação à importância das atividades lúdicas na Educação Infantil,confrontando os discursos dos sujeitos acima; Vislumbrando novas perspectivas quanto à percepção dos profissionais dareferida área, buscamos realizar a pesquisa coerentemente, pois poderá trazersubsídios relevantes de maneira que contribuirão para o desenvolvimento integraldas crianças pequenas, sendo que, a eficácia da Educação Infantil depende emgrande parte de uma equipe escolar direcionada e compromissada no exercício desua competência.
  9. 9. 19 CAPÍTULO lI Diante do objetivo da pesquisa: identificar a percepção de diretores,coordenadores pedagógicos e professores, em relação à ludicidade da práticapedagógica na Educação Infantil, passamos a discorrer sobre as palavras-chave queservem de embasamento para a realização metodológica, interpretação de dados aserem analisados, como também da relevância na construção de uma educação dequalidade para as crianças pequenas. Assim, deram-se mais ênfase aos conceitos-chave: Educação infantil,ludicidade, prática pedagógica e gestores escolares.2.1 - EDUCAÇÃO INFANTIL, UM NOVO OLHAR Durante muito tempo, a educação de primeira infância foi atribuída aoassistencialismo e a figura feminina, e de acordo a maneira como a mulher conduziaa situação com uma “certa sensibilidade” seu jeito de ser cuidadoso. Não haviaexigências para o magistério; uma história marcada por baixos salários, a educaçãode crianças delegava-se somente ao gênero feminino. Assim complementa -Referenciais para a formação de professores: O imaginário social foi cristalizando uma representação de trabalho docente destinado a crianças, cujos requisitos são muito mais a sensibilidade e a paciência do que o estudo e o preparo profissional. Em tese, as mulheres seriam mais afeitas a essas “ virtudes” e, portanto, a elas caberia muito bem a função de professores polivalentes (1999,p.31). Hoje a educação de crianças na primeira infância, toma novos rumos, asinstituições de educação infantil são mais bem qualificadas e estão atreladas àsmudanças, a criança do século XXI, passa a ser vista como um ser social que é oque viabiliza um prolongamento do tempo de infância. Sendo assim, a criançanecessita ser considerada como um sujeito de suas próprias ações, manifestações
  10. 10. 20em seu contexto cultural, histórico e social. E, por isso, faz-se necessário umaespecificidade que norteia a prática educativa junto à criança, embasada em suasdiferentes fases, assim Angotti (2006), vem definir esta questão: Crianças, seres íntegros em suas manifestações de singularidade, sociabilidade, historicidade e cultura, que por meio das práticas de educação e cuidado, deverão ter a garantia de seu desenvolvimento pleno pelas vias da integração entre seus aspectos constitutivos, ou seja, o físico, emocional, afetivo, cognitivo, lingüístico e social (p.20). No entanto, a função da educação é a de conduzir a criança no seu própriomeio, numa educação de forma diferenciada, que possa vivenciar, protagonizar,explorar e conviver no seu próprio universo infantil de poder criar, fantasiar e estarconstruindo a aprendizagem a sua maneira e que os profissionais valorizem o seusaber anterior. Como sugere Froebel e Arce (2002), “a criança precisa ter umamente ativa e livre para poder abrir as portas do conhecimento, ela deve ser livrepara explorar, escolher, questionar e agir, a aprendizagem deve sempre partir doque o indivíduo possui.” O professor, como a família deve valorizar e incentivar oque já existe de interno na criança. Como na educação infantil ocorreram mudanças ao longo do tempo, esteparadigma vem inovar e beneficiar para a construção de possibilidades e habilidadesdesde muito cedo, pois as crianças fazem escolhas e assumem o seu papelfavorecendo o próprio crescimento pessoal, relacionando-se no meio em que vive,para a formação da personalidade desde os primeiros anos de vida. Os novos paradigmas englobam e transcendem a história, a antropologia, a sociologia e a própria psicologia resultando em uma perspectiva que define a criança como ser competente para interagir e produzir cultura no meio em que se encontra (PARÂMENTROS NACIONAIS DE QUALIDADE PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL.2006, P.13). Neste sentido, as experiências vividas por elas nesta fase da vida servempara garantir a socialização, entre adultos e as crianças da escola, os quais
  11. 11. 21possuem vários saberes culturais, contudo, estas crianças podem reafirmar suasidentidades, pois é propício o convívio com a diversidade em geral, que podemosobservar como positivo dentro do campo educacional infantil. O desenvolvimento da identidade e da autonomia estão intimamente relacionados com os processos de socialização. Nas interações sociais se dá a ampliação dos laços afetivos que as crianças podem estabelecer com as outras e com os adultos, contribuindo para que o reconhecimento do outro e a constatação das diferenças entre as pessoas sejam valorizadas e aproveitadas para o enriquecimento de si próprias (MEC/SEF, 1998, p.11). Essa diversidade torna-se muito rica, pois favorece o universo infantil,buscando caminhos e meios de interagir com a comunidade e com a família, poisassim, estará conhecendo e participando de novos sentimentos e os diversoscostumes. Assim, atendendo as expectativas e prioridades necessárias as criançasda educação infantil. Podemos complementar com o ART. 21, seção II, daLegislação Brasileira (LDB-LEI DE DIRETRIZES E BASES), diz que a: Educação infantil, primeira etapa da educação básica tem como base o desenvolvimento integral da criança até os 6 primeiros anos em aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, contemplando a ação da família e da comunidade. A lei vem garantir o desenvolvimento pleno da criança de educação infantil,uma vez que o ambiente precisa ser acolhedor, apropriado, prazeroso e lúdico, deforma que possibilite o bem-estar, o crescimento intelectual e a aprendizagem emgeral, enfocando a ludicidade. E de acordo Santos e Cruz (1999): A ludicidade, entendida como um mecanismo da subjetividade, afetividade, dos valores e sentimentos – portanto, da emoção –, deverá estar junto na ação humana, tanto quanto a razão. É preciso que ela dê vazão a sua fantasia, a seus sonhos, pois sem isso estará limitada ao mundo da razão (...), expressão e criatividade limitadas (p.112).
  12. 12. 22 Atualmente, a educação de crianças menores, tem um novo enfoque, e éinteressante lembrar que ela não se limita mais ao assistencialismo e à merainstrução, mas disponibiliza situações para a criança agir, crescer intelectualmente,tornando-se sujeito de seu aprendizado, dando-lhe oportunidades de descobrir-se demaneira espontânea. Como vem dar subsídios Nicolau: A Educação Infantil visa à criação de condições para satisfazer as necessidades de educação da criança, oferecendo-lhe um clima de bem- estar físico, afetivo-social e intelectual, mediante a proposição de atividades lúdicas que promovam a curiosidade e a espontaneidade, estimulando novas descobertas e o estabelecimento de novas relações a partir do que já se conhece (1995, p.21). Ao analisarmos esses espaços, é conveniente entendermos como um âmbitode formação geral, e não somente como construção de regras imediatas e sim derelações e interações sociais. O desafio é que se criem oportunidades epossibilidades do educando se expandir em todos os sentidos, devendo ocupar umespaço especial em torno de sua formação tanto pessoal, quanto social.2.2 – A LUDICIDADE COMO FONTE DE FORMAÇÃO Mediante o que vem sendo relatado desde o princípio deste trabalho e o quediz respeito à educação de crianças e seu desenvolvimento social, cultural e motor,em fim, tudo que venha trilhar um caminho de construção de conhecimentos deforma agradável e espontânea através do brincar, da ludicidade, uma vez que, isso éfonte de prazer e alegria, como pode concluir Santos (1997). A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não por ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimentos (p.12).
  13. 13. 23 Como Santos nos fala acima, a ludicidade é relevante em todas as fases davida, ademais é um aprendizado diversificado e envolvente, capaz de mexer, com oemocional, cognitivo e psicológico de um ser humano de tão pouca idade, isso, nosfaz, ter uma ampla visão de educação infantil como prioridade, como base eprincípio de toda educação que se espera de um futuro promissor. Então, apesar do brincar estar em toda parte no dia-a-dia de cada criança,deve-se valorizar este novo paradigma educacional e cada vez mais colocar emprática, e assim preconizar e evidenciar as atividades lúdicas em diversas disciplinasdas áreas do conhecimento. Como vem confirmar, Almeida (1995): A educação lúdica esteve presente em todas as épocas, povos, contextos de inúmeros pesquisadores, formando, hoje, uma vasta rede de conhecimentos não só no campo da educação, da psicologia, fisiologia, como nas demais áreas do conhecimento (p.31). Além, de todo aprendizado que a ludicidade proporciona o brincardesencadeia o cognitivo, a imaginação e a criatividade espontânea em cada ser.Como cita Santos (1997). Ao valorizar as atividades lúdicas, ainda a percebemos como uma atividade natural, espontânea e necessária a todas as crianças, tanto que o brincar é um direito da criança reconhecido em declarações, convenções e leis a nível mundial (p.20). Nem só as brincadeiras como também os jogos são fontes de formação, porcontribuir com o desenvolvimento infantil desde o seu nascimento, pois induz àspossibilidades e habilidades físicas e motoras das crianças nas diferentes fases eformas de seu comportamento, por auxiliar na construção de sua personalidade, naformação de valores, como também das motivações e afetividades, sendo tudo issomuito rico e fundamental, mesmo assim, ainda existem crianças privadas de algoespecial para suas vivências e que só traz benefícios para as mesmas.
  14. 14. 24 É neste sentido que, Santos (1997), vem afirmar “O aparecimento do jogo edo brinquedo como fator do desenvolvimento infantil proporcionou um campo amplode estudos e pesquisas e hoje é questão de consenso a importância do lúdico”.Sendo, muito importante ressaltar os tipos de brinquedos, se está de acordo ao nívele faixa etária das crianças, e se condiz às capacidades, para que proporcionesignificados às brincadeiras, como afirma Maluf (2003), “os brinquedos devem seradequados ao interesse, às capacidades, da etapa de desenvolvimento na qual acriança se encontra”. No entanto, faz-se necessário valorizar as atividades lúdicasno intuito de acrescentar para a formação integral do indivíduo. As atividades lúdicas e os brinquedos propiciam a aprendizagem,estimulam a fantasia e a imaginação da criança, assim, ao brincar envolve aspectosrelacionados ao cotidiano, como conversar com determinados brinquedos à medidaque brincam, demonstrando afetividade e cuidados ao mesmo que enriquecem asidéias e desenvolve a lingüística, o que facilita a simbolização, fazendo com que acriança compreenda o mundo real em que vive. Almeida (1995, p.37), acrescenta: O brinquedo faz parte da vida da criança. Simboliza a relação pensamento-ação e, sob esse ponto, constitui provavelmente a matriz de toda a atividade lingüística, ao tornar possível o uso da fala, do pensamento e da imaginação. Nesta perspectiva, o brinquedo é um forte aliado na educação de criançasmenores, por possibilitar meios de construção de conhecimentos. Que segundoKishimoto (1994), o brinquedo “é entendido como objeto, suporte da brincadeira”. Epodemos perceber através de observações em casa ou na escola demonstrações deemoções quando elas brincam, pois estão sempre atribuindo significados a estesobjetos; o brinquedo completa e envolve a criança em vários sentidos.2. 2.1 - A CRIANÇA E O BRINCAR Brincar é viver intensamente, sem regras, de pureza e inocência, uma forma deexplorar o meio em que vive livremente, assim, o brincar promove o
  15. 15. 25desenvolvimento em todos os sentidos, por dar significados às brincadeiras, o queabre os caminhos para o conhecimento. Como bem cita Machado (1994). Brincar é viver criativamente no mundo. Ter prazer em brincar é ter prazer em viver. Brincar com espontaneidade, sem regras rígidas e sem precisar seguir estritamente os folhetos de instruções dos brinquedos, é explorar o mundo por intermédio dos objetos (p.27). Diante disso, se o brincar é tão importante e de primazia para o ser humano,quanto mais para a criança em pleno crescimento físico, mental e social, énecessário compreender as crianças em seus diversos aspectos constitutivos, assimfazendo valer ensinar brincando, para ensinar a viver desde o momento que estevem ao mundo. Sobre esta questão (Santos e Cruz), podem complementar: Para ajudar a criança no seu desenvolvimento buscamos compreender sua natureza, e nessa busca encontramos o BRINCAR como uma necessidade básica que surge muito cedo nela. A brincadeira é considerada a primeira conduta inteligente do ser humano; ela aparece logo que a criança nasce e é de natureza sensório-motora ( 1999, p.13). Brincar na infância é sublime em todos os momentos, por trazer alegria eentusiasmo a criança, por isso o ambiente deve estar preparado, com bons espaços,sem perigos, e muito bem arejados, só assim se sentirá em seu contexto, ondedescobrirá o mundo brincando. Partindo do pressuposto e de tudo que vem sendo explanado sobre aimportância do brincar, podemos salientar que é uma necessidade básica para acriança, por possibilitar o desenvolvimento da mesma, de forma construtiva,poderosa e enriquecedora a brincadeira, entretanto, deve-se à administração escolarum posicionamento em relação à inserção nestes espaços das atividades lúdicas edos jogos, como fonte educacional. Martins e Lima (2001, p.53), acrescentam que:
  16. 16. 26 A escola deve apresentar-se ao aluno como um ambiente alegre, divertido, com múltiplas possibilidades de aprendizado e que, principalmente sejam espaços que propiciem a brincadeira, o desenvolvimento de regras sociais (...). Espaços dentro e fora da sala de aula que sirvam para outras atividades mais descontraídas de ensino aprendizagem. Para que a brincadeira aconteça é relevante um espaço aconchegante eamplo, à medida que se devem disponibilizar brinquedos e objetos que propiciem obrincar livre e descontraído. No ato de brincar, os sinais, os gestos, os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que apresentam ser. Ao brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos que lhes deram origem, sabendo que estão brincando (MEC/ SEF, 1998, p.27). Nas brincadeiras, estas situações são de suma importância, uma vez que,devemos valorizar, por serem momentos únicos e naturais, evidenciando essesacontecimentos, pois, ocupam lugar na educação de crianças tanto no convíviofamiliar, como educacional. Portanto, é por meio do brincar, do brinquedo e da brincadeira que a criançase expressa de muitas maneiras como: as descobertas, o falar, a compreensão, acriação, a imaginação, o sentido simbólico, a realidade da fantasia, à atenção, aimitação, então essas são algumas das possibilidades e capacidadesdesencadeadas e notórias no brincar. Que segundo Maluf (2003), vem ressaltar, “obrinquedo é a riqueza do imaginário infantil, através dele a criança libera seussentidos, em todos os sentidos”. Para tanto, sobre os mais variados enfoques de umser tão “pequeno” e o brincar, mas que seja perceptível e valorizado, contudo,podemos afirmar que, realmente BRINCAR é VIVER e as crianças brincam porqueé uma necessidade básica, assim como a nutrição, a saúde, a habitação e aeducação, segundo (Santos e Cruz, 1999). Sendo que tudo depende de nós, dafamília, da comunidade, da educação.
  17. 17. 272 . 3 – PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Diante do contexto educacional de Educação Infantil, principalmente daconcepção dessa área de atuação do educador, a prática pedagógica precisa serrepensada, mesmo porque é de grande responsabilidade, por tratar-se da principalfase do desenvolvimento da criança, assim, as atividades, os métodos e outrosaparatos devem ser colocados em prática, pois, servem de interesses, despertandona criança curiosidades que proporcionem aprendizado e agrega a produção deconhecimentos. Como complementa Lorenzato (2006). (...) Procedimento muito rico pedagogicamente é a realização coletiva e cooperativa das atividades, pois, além de favorecer a socialização das crianças o conflito sociocognitivo propicia ao professor uma fonte preciosa de informações a respeito do que as crianças conhecem, como e o que estão aprendendo, como passam e como estão evoluindo. O professor de educação infantil necessita ser, antes de mais nada, um observador atento e um interventor oportuno (p.21). Ensinar exige um saber profundo de vivências, de forma que favoreçam asociabilidade, e meios que viabilizem a construção de si e do outro, gerandoaprendizado com mais facilidade e aproveitamento através das interações lúdicas.Como vem afirmar Machado (2001). Para o profissional de educação infantil, a necessidade de oferecer condições que viabilizem as interações lúdicas tem como suporte o reconhecimento do especial valor destas interações para as crianças, em termos de elaboração de conhecimentos advindos do exercício ativo de papéis sociais, conhecimentos estes imprescindíveis ao desenvolvimento da consciência de si e do outro (p.43). É imprescindível uma prática educativa eficiente, pois o desenvolvimento dacriança acontece nesta primeira etapa da vida, sendo assim, os profissionais destaárea devem estar melhor capacitados de novas experiências e voltados aludicidade maneira prazerosa de ensinar e de aprender, pois sendo as atividades
  18. 18. 28lúdicas diversas e contagiantes, uma forma de aprender brincando, como vemafirmar Maluf (2003). A formação de um profissional nesta área precisa ser melhor embasada, com conhecimentos que vivenciem experiências lúdicas, que atuem como estímulos para aplicar seus poderes de habilidades, que desabrochem naturalmente em uma variedade de maneiras de explorar a si próprio e o ambiente em que se encontram. Assim, à medida que vivenciam novas experiências, desenvolvem suas fantasias, e o prazer se expande em alegrias. Com certeza seu cotidiano pedagógico será mais rico, pois irão fluir novos projetos e novas criações (p.11). A prática pedagógica torna-se crucial, principalmente com tantas mudanças eavanços tecnológicos, também a educação de crianças requer novos projetos, quese repensem incorporar aos currículos atividades lúdicas, para que, a educaçãoinfantil deixe de vez, o pensamento que muitos fazem que seja de assistencialismo ecuidados, que somente brincam, e nada aprendem, se esses pensamentos fossemverdades, a brincadeira não seria tão essencial em todas as fases. Que segundoMaluf (2003), “Quem trabalha na educação de crianças deve saber que podemossempre desenvolver a motricidade, a atenção e a imaginação de uma criança,brincando com ela. O lúdico é o parceiro do professor”. Assim, a percepção do educador deve permear para a construção dodesenvolvimento cognitivo infantil, devendo ser um interventor de propostas eatividades no decorrer da ação educativa, na qual este organiza seu trabalho. Sobretal questão vem acrescentar Machado (2005): “a ação educativa deve visar àscapacidades de concepção e organização do trabalho (...). Correspondentes àsnecessidades de contextualização social e pedagógica do trabalho dos educadoresde educação infantil”. Uma vez que, o educador esteja compromissado no seu fazerpedagógico, percebendo e valorizando os conhecimentos trazidos pelas crianças.Como cita Machado (2005). A formação de profissionais da educação infantil precisa ressaltar da dimensão cultural da vida das crianças (...). A educação das crianças de 0 a 6 anos tem um papel de valorizar os conhecimentos que as crianças possuem e garantir a aquisição de novos conhecimentos (p.129).
  19. 19. 29 No entanto, o fazer pedagógico é função fundamental de ensino, cabe aestes profissionais estarem bem engajados e empenhados de reflexões e avaliaçõesnum constante comprometimento de educar, e de ousar criativamente este ensino,pois, assim verá seus alunos como sujeitos de seu aprendizado. Segundo concordaAngotti (2001). Que o professor tenha elementos para proceder à análise, reflexões e avaliações referentes ao seu próprio fazer, encontrando novos caminhos qualitativamente diferentes para a efetivação de um trabalho docente reflexivo e orientado por um projeto de educação pré-escolar (p.55). Contudo, a prática educativa é um processo constante de atualizaçãoprofissional, isto é, de estar sempre aprendendo, pois ao mesmo tempo em queensinamos aprendemos, e quando executamos ludicamente é porque fazemos comprazer, sendo, algo que vem de dentro, nos fazendo bem, à medida que nos realiza,não somente como aquele instrumento de construção de conhecimentos, mas desatisfação pessoal, como pode complementar Luckesi (2007) “Ludicidade foca aexperiência lúdica como uma experiência interna do sujeito que a vivencia”. Então,podemos compreender a prática pedagógica como uma ferramenta que depende decada um em seu fazer, ou seja, de meios para atuar na infância de modo que aexpressão lúdica, o jogo, o brincar e o brinquedo prevaleçam sempre paraconstrução do imaginário, da fantasia, e do conhecimento. Assim, relata Machado(1994, p. 11). “O brincar, fonte de vida para a criança, ganha sentido nesta proposta,pois o sonhar e o criar passam da reflexão à prática e nos dizem das possibilidades,a quem e além do reconstruir permanente em educação”. Sendo, que estereconstruir, possa estar presente no dia-a-dia de toda criança, não importando ocaminho percorrido, mas o resultado desta construção. Diante disso, e do que foi exposto anteriormente o profissional de educaçãoinfantil, deve se comprometer no seu fazer pedagógico, para que o trabalhoeducativo venha criar condições para as crianças descobrirem o seu própriouniverso contido de aprendizagens, relações de valores, costumes que permeiam asociedade a qual pertencem.
  20. 20. 302. 3.1 - A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DO EDUCADOR NA PRIMEIRAINFÃNCIA Sabemos que a formação do educador precisa ser mais bem qualificada eespecífica. Assim como a aprendizagem da criança de educação infantil éimportante quanto mais a do profissional da referida área. Para tanto, é preciso aintrodução da criança na sociedade à qual pertence, e para isso é necessária abase, ou seja, a educação infantil, que por sua vez, depende em grande parte dacapacitação e qualificação profissional da equipe de ensino, a qual deve levar emconsideração as necessidades infantis e especialmente o contexto sócio-cultural,então devendo ser um interventor oportuno de novas situações e atividades, assimsendo, atividades que promovam o desenvolvimento global da criança, e para queisso aconteça o educador precisa primeiramente gostar do que faz, para fazê-loludicamente, assim buscamos subsídios em Angotti (2006). A definição de uma profissionalidade para os educadores infantis deverá considerar o fundamento da natureza que é a ludicidade, entendida na sua perspectiva de liberdade, prazer e do brincar, enquanto condição básica para promover o desenvolvimento infantil (p. 19). Por isso, a formação específica docente colabora e agrega um sabereducativo crucial, pois diante das dimensões existentes nesta área, é pertinente àatuação do educador de forma que valorize o processo educativo, respeitando odesenvolvimento de cada discente, que segundo Almeida (1995). Por meio da boa observação durante o funcionamento do jogo, o professor poderá registrar também as atitudes dos alunos, bem como o espírito de cooperação, o relacionamento, o poder de observação, a atenção, o interesse, o poder de concentração, a comunicação, o desembaraço (...), a curiosidade, a busca do conhecimento. (p.124 e 125). Fazem-se, necessários novos projetos curriculares, voltados à pedagogiainfantil, como também de uma prática mais aprofundada, pois a formação
  21. 21. 31pedagógica limita-se muito a teorias, sendo que a prática educativa torna-se restrita.Assim, vem dar subsídios Severino e Fazenda (2002, p.85). Ao nos referirmos à formação, temos em vista um processo por meio do qual o professor reflete, estuda, debate, discute sua prática, desvelando as teorias que a informam e buscando transformá-las.Nessa concepção, o professor é um ativo participante do processo, construindo seu conhecimento e se constituindo em sujeito de sua prática. O profissional de educação infantil deve se especializar para tal, sendo quepassamos aquilo que aprendemos com muito mais eficácia, e é neste sentido que aformação é crucial, em relação à atuação. Assim, vem acrescentar Santos (1997,p.21). “Por estas razões é que acreditamos que, no contexto da formação dosprofissionais de educação infantil, deveriam estar presentes disciplinas de caráterlúdico, pois a prática docente é reflexo da formação do indivíduo”. Então, o educadoré um mediador de toda e qualquer educação, sendo este muito importante, poispossui meios de conduzir e perpassar conhecimentos a serem construídos em tornoda realidade infantil, uma pedagogia da infância, que deve permear novasalternativas vinculadas às atividades lúdicas, jogos e brincadeiras, atividades estasque envolvam, estimulem as crianças, que apesar de pouca idade são capazes deconstruir e produzir significados. Assim, o Referencial Curricular, vem retratar, que: A intervenção do professor é necessária para que, na instituição de educação infantil, as crianças possam, em situações de interação social, ou sozinhas, ampliar suas capacidades de apropriação dos conceitos, dos códigos sociais e das diferentes linguagens, por meio da expressão e comunicação de sentimentos e idéias, da experimentação, da reflexão, da elaboração de perguntas e respostas, da construção de objetos e brinquedos etc. (MEC/SEF, 1998, p.30) A preocupação com a formação do docente, do coordenador e diretor, é umfato relevante, pois é da equipe de ensino, da administração em geral quedependem o futuro de nossas crianças em sua formação pessoal e social.
  22. 22. 322. 4 – A RELAÇÃO: DIREÇÃO, COORDENAÇÃO PEDOGÓGICA EPROFESSORES QUANTO A LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL Uma equipe de ensino precisa estar envolvida com a escola e terconhecimento do contexto onde estão inseridos, sabendo qual o caminho quedeverão percorrer tendo claros os objetivos a serem alcançados dentro dacoletividade, um referencial para que a instituição consiga interferir na realidade deseus alunos, promovendo uma formação crítica e produtiva do sujeito. O diretor, enquanto gestor assume um papel muito importante na instituiçãode ensino como articulador, ele deve ser sempre motivo de incentivos e estímulosdentro do âmbito educacional, assim alimentando o progresso e sucesso coletivo,condições favoráveis ao desempenho de toda equipe, como também da organizaçãoem geral, dos novos projetos, assim inovando as práticas pedagógicas. Quesegundo Lück (2006): A autonomia de gestão escolar estabelece parâmetros de qualidade ao trabalho coletivo, norteando as responsabilidades do conjunto dos profissionais da escola, estabelecendo oportunidades de exercício de criatividade e espírito de inovações, de renovação das práticas da escola (p.128). O coordenador pedagógico na gestão escolar que, por sua vez, vemorganizar o projeto político pedagógico, o qual fomenta toda à ação educativa, deforma que estabeleça uma articulação tanto do corpo docente, como dos discentes,pois pode estar sempre enriquecendo as propostas curriculares, sendo assim, eledeve estar atento aos acontecimentos em geral do estabelecimento de ensino e aodesenvolvimento pleno das crianças, assim buscando meios para uma formaçãosocial, cultural e cognitiva do indivíduo. Como menciona Vasconcellos: Poderíamos dizer que a coordenação pedagógica é a articuladora do Projeto Político-pedagógico da instituição no campo pedagógico, organizando a reflexão, a participação e os meios para a concretização do mesmo, de tal forma que a escola possa cumprir sua tarefa de propiciar que todos os alunos aprendam e se desenvolvam como seres
  23. 23. 33 humanos plenos, partindo do pressuposto de que todos tem o direito e são capazes de aprender(2002, p.87). Na legislação brasileira a educação e a questão da formação dos gestores,conforme a lei é clara e específica quanto ao curso superior em Pedagogia, deacordo, o título VI, Artigo 64, da (LDB - LEI DE DIRETRIZES E BASES), convêm,que: A formação de profissionais de educação para a administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional (9394/96, p.49). No entanto, para que as metas sejam cumpridas, o diretor e o coordenadorprecisam estar bem qualificados em atuação plena de suas atividades, para quedesenvolvam e produzam os melhores resultados possíveis, objetivando ocrescimento da instituição de ensino, que respaldam no ensino-aprendizagem egarantam o desenvolvimento pleno das crianças de educação infantil sendo degrande valia as atividades lúdicas, pois esta prática só vem propiciar a construçãode conhecimentos. Como vem dar subsídios Maluf (2003). As brincadeiras enriquecem o currículo, podendo ser propostas na própria disciplina, trabalhando assim o conteúdo de forma prática e no concreto. Cabe ao professor, em sala de aula ou fora dela, estabelecer metodologias e condições para desenvolver e facilitar esse tipo de trabalho. O professor é quem cria oportunidades para que o brincar aconteça de maneira sempre educativa (p.29). Sendo o professor/professora um sujeito de fundamental importância para ainstituição, vale ressaltar, que ele trabalha diretamente com as crianças menores, eé por isso que o educador precisa estar se especializando, daí a relevância docoordenador e do diretor em propiciarem momentos de formação em serviço paraos docentes, principalmente em se tratando da Educação Infantil, pois é umsegmento que requer um preparo mais aprofundado para as questões da primeirainfância, meios que possibilitem uma educação lúdica e bem diversificada tanto
  24. 24. 34prazerosa de aprender quanto de ensinar. Como condiz a LDB, (LEI DEDIRETRIZES E BASES), no título VI, artigo 62, que: A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, e graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental em nível médio, na modalidade Normal (9394/96, p.48). É muito importante que os gestores saibam organizar e separar os afazerespedagógicos, os quais são a vida da instituição, ao invés de se ocuparem muitasvezes com a parte burocrática, não desfavorecendo esta parte, mas que por suavez, possam estar prevalecendo sobre algo tão crucial. O diretor, precisa ter na suaprática o direcionamento do projeto pedagógico escolar, que ao lado docoordenador, possam repassar aos professores, alunos e a comunidade a formacomo será desenvolvido este projeto durante o ano letivo, pois, é dele que dependea escola e a qualidade de ensino, promovendo uma aprendizagem produtiva para aformação integral dos discentes. Assim esclarece Ferreira (2006): É importante dizer que o aprofundamento de estudos, bem como a pesquisa nessa temática, tem seu espaço próprio no curso de Pedagogia. A atuação no campo da gestão requer o desenvolvimento de determinadas competências e habilidades que precisam ser tematizadas e experienciadas no decorrer do programa de formação, articulando teoria e prática (p.41). Sendo, que para uma boa administração escolar a coletividade precisa serdemocrática e embasada num currículo voltado as políticas para a educação decrianças pequenas. Pois cabe aos gestores a intervenção e meios que possibilitemos professores uma prática atuante de diversidades e espontaneidade para ocrescimento pleno do sujeito. Sobre esta questão os Referenciais Curriculares, vemacrescentar:
  25. 25. 35 O professor é mediador entre as crianças o e os objetos de conhecimento, organizando e propiciando espaços e situações de aprendizagens que articulem os recursos e capacidades afetivas, emocionais, sócias e cognitivas de cada criança aos seus conhecimentos prévios e aos conteúdos referentes aos diferentes campos de conhecimento humano. (MEC/SEF, 1998, p.27). Em razão, do que foi explanado sobre a equipe de ensino, vale ressaltar queos gestores das instituições de Educação Infantil, que tenham conhecimento dasespecificidades deste segmento, devem priorizar o espaço das atividades lúdicastanto no Projeto Político Pedagógico, quanto nos momentos de planejamento e deformação docente no espaço escolar.
  26. 26. 36 CAPÍTULO III TRILHANDO METODOLOGICAMENTE O presente trabalho metodológico foi realizado a partir da pesquisa de campo,que teve como procedimento a pesquisa qualitativa , a entrevista semi-estruturadae questionário socioeconômico, visando colocar mais detalhada os fatos, reflexões,e as informações coletadas, que permitiram atingir um conhecimento mais específicoda realidade e percepção dos sujeitos da pesquisa. Que se segue com o objetivoproposto: Identificar as perspectivas dos diretores, coordenadores pedagógicos eprofessores em relação à ludicidade na Educação Infantil.3.1 – TIPO DE PESQUISA Abordamos a pesquisa qualitativa por melhor favorecer e envolver um contatoprolongado entre pesquisador e pesquisado, assim, pressupondo a devidarelevância ao problema em questão, dos quais utilizamos instrumentos e técnicasque fomentaram a objetividade na investigação. Sobre tal questão, vem afirmar, Gil (1991), que: Procedimento racional e satisfatório que tem com objetivo proporcionar aos problemas que são propostos. A pesquisa é desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos. Na realidade a pesquisa desenvolve-se ao longo de um processo que envolve inúmeras fases, desde a adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados (p.19).3.2 – LÓCUS DE PESQUISA Temos como lócus em nossa pesquisa de campo Escolas Municipais deSenhor do Bonfim – BA.
  27. 27. 37 Especificamente as seguintes Instituições a seguir: . A Escola Municipal Abigail Feitosa, situada a Rua da Mangueira, S/N Pêra; . A Escola Municipal Moranguinho, situada a Rua: São João, 495, São Jorge; . A Escola Municipal João Tomaz de Santana, situada a Rua: EngenheiroBamberg, S/N; . A Escola Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro, Quadra A, Caminho F,S/N - Casas Populares. O critério para a escolha destas escolas, foi por serem da Rede Pública, ede pequeno porte, onde percebemos limitações como: área de lazer muito restrita,pouco sombreamento, algumas salas pequenas, e etc, as quais requerem dosórgãos públicos dar mais importância e devida atenção a estes fatos existentes.Que por sua vez, um âmbito escolar de educação infantil exige espaços amplos ebem estruturados, para as brincadeiras das crianças que ali estudam, para que asmesmas tenham um melhor desempenho das atividades lúdicas, interações sociaise cognitivas.3. 3 – SUJEITOS DA PESQUISA Participaram como sujeitos desta pesquisa 06 (seis) professoras deeducação infantil, 03 (três) diretoras e 03 (três) coordenadoras pedagógicas dasreferidas instituições de ensino.3. 4 - INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Para obtermos os resultados almejados dentro da pesquisa, utilizamos comoinstrumento de coleta dos dados a entrevista semi-estruturada, pois sendo umrecurso enriquecedor, por facilitar os questionamentos, sendo que engloba umquadro maior de idéias diversas dos pesquisados, o que enaltece a melhoresresultados, com relação à entrevista semi-estruturada, vem afirmar Triviños (1987).
  28. 28. 38 (...) entrevista semi-estruturada, em geral, aquela que parte de certos questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses, que interessam à pesquisa, e que, em seguida oferece amplo campo de interrogativas, fruto de nossas hipóteses que vão surgindo à medida que recebem as respostas do informante. Nossas práticas em pesquisa qualitativa nos têm ensinado que em geral, processo da entrevista semi- estruturada dá melhores resultados se trabalha com diferentes grupos de pessoas (professores, alunos, orientadores educacionais, diretores, sobre as perspectivas da orientação educacional nas escolas.(p.146). A entrevista tem sua relevância na pesquisa de campo por possibilitar eabranger vários sujeitos e assim podermos fazer um contra ponto dos dadoscoletados entre eles. Assim, as devidas entrevistas foram realizadas nas escolasMunicipais durante duas semanas, sendo que os sujeitos estavam disponíveis nomomento das mesmas, o que nos deu respaldo para novos elementos. Assim dando seqüência a pesquisa e para melhor enriquecê-la, optamostambém pelo questionário fechado, o qual traça o perfil dos sujeitos envolvidos.Marconi e Lakatos (1996, p.88) definem o questionário como: “ um instrumento decoleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem serrespondidas por escrito e sem a presença do entrevistador.” Sendo, que estesestejam de forma coesa e não seja limitado, para podermos concluir de maneiraproveitosa toda a pesquisa. Portanto, assim como a entrevista, o questionário serve para facilitar aobtenção necessária dos resultados com maior exatidão e objetividade das questõesem pauta.
  29. 29. 39 CAPÍTULO IV ANALISANDO E INTERPRETANDO OS DADOS O presente capítulo vem analisar e contextualizar os dados coletados paraelucidação da questão inicialmente apresentada através dos instrumentos utilizadosna pesquisa de campo que foram: a entrevista semi-estruturada e o questionáriofechado - perfil socioeconômico dos sujeitos pesquisados.4. 1 - ANÁLISE DO QUESTIONÁRIO - PERFIL SOCIOECONÔMICO DOSDOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL PESQUISADAS.4. 1.1 - Faixa etária –gráfico 1 50% 20 a 25 anos 25 a 30 anos 50% 30 a 35 anos acima de 40 0% 0% Ao analisarmos o gráfico acima, observamos que em parte os docentes sãopessoas experientes, capazes de desenvolver sua função sem qualquer empecilho,sendo que a predominância de idades está entre 30 a 40 anos, fato este, que nosinduz a pensar que estes sujeitos trazem em suas histórias de vida, enquantoeducadores da referida área, experiências significativas facilitando nossacompreensão a respeito de sua prática.
  30. 30. 404. 1.2 - Quanto ao gênero - gráfico 2 100% masculino feminino 0% Conforme a nossa amostragem, verificamos que 100% dos professores deeducação infantil das escolas investigadas são do sexo feminino, esses dados nosfazem perceber que na docência o sexo feminino praticamente predomina,reafirmando o que já havíamos citado anteriormente no quadro teórico sobre afeminilização do magistério, principalmente na educação de primeira infância, OsReferenciais para Formação de Professores (1999, p.31), dizem sobre esta questão:“A feminilização da função, ao invés de representar de fato uma conquistaprofissional das mulheres, tem-se convertido num símbolo de desvalorização social”.Sendo que atualmente o papel da mulher na educação se configura a partir denovos paradigmas, possuindo um novo sentido, um novo recorte quanto à formaçãoe principalmente a educação de crianças menores.4. 1.3 – Quanto à formação profissional – gráfico 3 16% 16% magisterio superior incompleto superior completo 68%
  31. 31. 41 Em termos gerais, podemos constatar que os docentes que atuam emEducação Infantil estão se especializando cada vez mais, sendo que existe umapreocupação quanto à sua formação e uma necessidade crescente de capacitar-se,podemos mencionar que por exigências da própria educação, enquanto políticaspúblicas voltadas para educação infantil, promovendo e trazendo incentivos paraeste segmento tão “esquecido”, venham melhorar o seu nível de formação, e parareafirmar o que Maluf nos respalda teoricamente ao relatar que: “ a formaçãoprofissional nesta área deve ser melhor embasada(....), de experiênciaslúdicas(...)”.E, também pelos avanços de forma geral, onde a sociedade seglobaliza em busca de seus interesses para melhores condições sociais.4. 1. 4 – A experiência profissional na educação infantil – gráfico 4 É notório que os docentes atuantes na referida área que estão entre 1 a 5anos correspondem a 50% e de 5 a 10 anos a 33% e 17% acima de 10 anos, dosresultados coletados, nos conduzem a interpretar da seguinte maneira: 17% 50% 1 a5 anos 5 a 10 anos 33% acima de 10 anos A experiência profissional demonstrada pelos docentes no respectivográfico, nos leva a uma possível interpretação de que os mesmos já tenhamvivenciado experiências docentes que lhes favoreçam a uma melhor compreensãodos processos educativos, de confiabilidade, autonomia e segurança nodesenvolvimento das ações pedagógicas, porém, não “descartando” a possibilidadeque este considerável longo período de conhecimento prático docente, venha a seconfigurar como fator que conduza a postura e o comportamento deste, para uma
  32. 32. 42ação cristalizada, assim rejeitando as atuais ações educativas, principalmente noque concerne as atividades lúdicas tão importantes para o desenvolvimento dascrianças, neste sentido nos vem dar subsídios Nicolau(1995), ao mencionar que “mediante a proposição de atividades lúdicas que propiciem a curiosidade(...),estimulando novas descobertas, novas relações(...)”, sendo, assim a educação decrianças pequenas precisa estar valorizando uma prática inovadora.4. 2 - PERFIL PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA ATIVIDADE LÚDICA4. 2.1 – Média de faixa etária de crianças com as quais trabalha – gráfico 5 17% 33% 2a3 17% 3a4 4a5 33% 5a6 O gráfico na amostragem acima nos revela que a maior parte das criançasdas turmas dos professores entrevistados são de crianças cada vez mais novas, fatoque evidencia uma acessibilidade maior das crianças menores a escola, o querequer uma necessidade de que a ludicidade seja elemento predominante naspráticas pedagógicas dos docentes de Educação Infantil.Se as crianças chegammais cedo as escolas, evidentemente precisarão de atendimentos adequados quelhes favoreçam sempre de maneira construtiva e principalmente agradável, poissegundo Santos (1997) , “a ludicidade é necessário em qualquer idade; que facilita aaprendizagem, e o desenvolvimento em todos os sentidos” e ainda vemcomplementar Santos e Cruz, quando dizem:” a brincadeira é considerada a primeiraconduta inteligente do ser humano; ela aparece logo que a criança nasce”. Portanto,em termos gerais, a ludicidade faz-se importante desde cedo.
  33. 33. 434. 2. 2 - Média quantitativa de crianças com as quais trabalha – gráfico 6 0% 17% 33% 5 a 15 crianças 15 a 20 crianças 20 a 25 crianças 50% acima de 30 Podemos constatar que a média de crianças por professor está acima dopermitido, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil /(Parecer CNE/CEB nº 22/98 de 17/12/98), como Resolução CNE /CEB, n 01de07/04/1999), onde diz: 1 professor para cada grupo de 15 crianças de 2 a 3 anos, 1professor para cada grupo de 20 crianças de 4 a 6 anos de idade, uma vez que aEducação Infantil precisa ser repensada e organizada pelo poder público, com maiorrigor e atenção no que diz respeito o que é exigido por Lei. Para tanto, se existe oexcesso de crianças, requer mais educadores ou auxiliares para um melhordesempenho de suas ações educativas, das atividades lúdicas, atividades estasindispensáveis nesta faixa etária, sendo fundamental perceber se as “brincadeirase os brinquedos estão de acordo as capacidades e interesses das crianças, e daetapa de desenvolvimento”, segundo Maluf (2003).4. 2.3 - As instituições e as atividades lúdicas – gráfico 7 0% 33% nenhuma diariamente 67% 1 vez por semana
  34. 34. 44 Os resultados do gráfico acima mostram que a ludicidade nos discursos dosdocentes aparece com muita freqüência em suas práticas educativas, assim sendoSantos (1997), vem reafirmar que: “o jogo e o brinquedo como fator dedesenvolvimento infantil (...), é questão de consenso a importância do lúdico,” eainda Maluf (2003), também dá sua contribuição, “ o brincar é tarefa do dia-a-dia quenem os pais, nem os professores conseguem transmitir”. De modo geral é brincandoque se aprende.4. 3 - O PERFIL SOCIOECONÔMICO DOS GESTORES DAS INSTITUIÇÕES DEEDUCAÇÃO INFANTIL.4. 3.1 – Faixa etária – gráfico 8 Podemos observar de acordo com o gráfico abaixo que as coordenadoras ediretoras em parte estão na faixa etária dos 30 a 35 anos o que corresponde a 33%,um grupo visivelmente jovem, fato este, que colabore, ou ao menos nos induz ainterpretar que estando nesta faixa etária estejam flexíveis e disponíveis para asexigências de uma gestão que atendam as necessidades atuais voltadas aspolíticas públicas educacionais infantis. 0% 17% 50% 20 a 25 25 a 30 30 a 35 33% acima 40 No entanto, as que estão acima dos 40 anos correspondem à outra parteequivalente a 50%, que por estarem com idades mais elevadas podem estarcolocando em prática uma experiência de vida mais centrada as prioridades dascrianças de primeira infância, e projetar as melhorias para a qualidade de
  35. 35. 45aprendizagem e construção de desenvolvimento afetivo, social e cultural através dobrincar, dos brinquedos, enfim das interações lúdicas nas instituições, em relação aoassunto Santos e Cruz (1997), que já trouxeram respaldos anteriormente confirmam“ O brinquedo é dotado de imagens, significados (... ), a apropriação da cultura éresultado das interações lúdicas, que se dá entre a criança, o brinquedo e as outraspessoas”. Isto nos revela a fundamental importância destas interações lúdicas.4. 3.2 - Quanto à formação profissional dos gestores – gráfico 9 100% magisterio superior incompleto superio completo 0% 0% Observando o gráfico, podemos concluir que dos sujeitos pesquisados todosjá possuem nível superior, como convêm a Lei (9394/96), o título VI, Art. 64, “seráfeita em cursos de graduação, a critério da instituição de ensino”, sendo que algunsjá estão dando continuidade em sua especialização, ou seja pós-graduação emPedagogia, que por sua vez, diante do quadro histórico de desvalorização dareferida área, torna-se necessário essa capacitação ou formação. O fato de que grande parte dos gestores fez o curso de Pedagogia favorecea estes, um conhecimento mais consistente e aprofundado a respeito dodesenvolvimento infantil, para que os mesmos tenham um olhar específico àprimeira infância de forma que colabore na orientação da coordenadora para umaprática inovadora dos docentes que venham valorizar a ludicidade.
  36. 36. 464. 3.3 – Quanto à experiência profissional na educação infantil – gráfico 10 0% 17% 33% não tem de 1 a 5 anos de 5 a 10 anos 50% acima de 10 anos Ao analisarmos este gráfico percebemos que boa parte das gestoras temexperiência na referida área. Consiste assim, elemento que nos mostra uma relaçãoa mais destes gestores e as práticas, estando melhores preparadas para administrartoda a equipe escolar com autonomia e determinação em relação o que as criançasmenores necessitam para uma aprendizagem significativa utilizando critérios queenvolvam as diversas atividades lúdicas. Todavia, a entrevista declarou que D.3¹,nunca esteve na referida área, motivo para que esta se aproprie de sua capacitaçãoprofissional, sendo o diretor um líder, deve criar situações formativas que favoreçama instituição, desenvolvendo novas propostas e projetos direcionados noconhecimento específico do foco desta pesquisa para a ludicidade. A entrevistada do grupo de coordenadoras, C.3¹ - se engloba na mesmasituação anterior, a mesma afirma que tem bastante vivência como gestora, porématuação na educação infantil não teve. Mas, procura em sua prática estar sempreem consonância com a diretora e docentes, buscando melhores métodos deaprendizagens, para investir no que é mais rico, prazeroso e proveitoso para ascrianças, assim, vem complementar Almeida (1995), “as brincadeiras mais simplesde que participa são verdadeiros estímulos ao desenvolvimento intelectual”.________________________¹ Visando a manutenção do anonimato dos entrevistados atribuímos códigos (D, C e P) acrescidos dealgarismos arábicos (1, 2, 3, 4, 5 e 6).
  37. 37. 474. 3.4 – Quanto à experiência profissional como gestor – gráfico 11 50% de 1 a 5 anos 50% de 5 a 10 anos acima de 10 anos 0% Podemos perceber conforme o gráfico acima que algumas pessoas jápossuem um período relevante de experiência na função, sendo que os gestoresque atuam com menos tempo tragam consigo a possibilidade de construção deuma prática gestora inovadora e mais democrática, diante das demandaseducacionais da atualidade, fazendo com que estas escolas venham desenvolveruma prática mais próxima da realidade das crianças, do seu aprendizado, daformação do indivíduo, da alegria, do brincar..., sobre isso complementa Maluf(2003), “o brincar para a criança é coisa muito séria”. Ademais, para uma educaçãode qualidade depende de bons profissionais empenhados no exercício de suasfunções, administradores engajados e envolvidos em métodos criativos.4. 4 - ANÁLISES DAS ENTREVISTAS: OS DOCENTES4. 4.1 – A questão lúdica na educação infantil Na contemporaneidade, com os grandes avanços científicos,metodológicos e educacionais, é com grande satisfação que podemos falar emescola lúdica, de interações e atividades lúdicas, da ludicidade, da brincadeira, dobrinquedo, da criança. Embora, podemos perceber os impasses, apesar de tantas
  38. 38. 48pesquisas, de especializações; os profissionais que trabalham na educação infantil,ainda encontram algumas resistências quanto a esse assunto tão crucial. E, nestesentido salienta Almeida (1995), que: “percebe-se claramente que há uma restriçãodo lúdico, isto é, uma falta de conhecimento e compreensão de seu verdadeirosentido”. Em seguida a fala dos docentes entrevistados: quando abordávamos comoa questão lúdica é tratada no planejamento: P.1¹ - É tratada com seriedade. É à base de tudo, pois sem o lúdico nãohá Educação infantil; a atividade lúdica deve ser prioridade na educação infantil; P.4 - É preciso, porque ao mesmo tempo em que estão brincando estãoaprendendo, devendo ser bem valorizada; Em relação à fala de P.4 – diante de seu discurso, ela diz trabalhar o lúdicodiariamente, isso é muito importante, e comenta que é brincando que a criançaaprende. Certamente, condiz a concepção da autora Maluf, quando diz: “ o professoré quem cria oportunidades para que o brincar aconteça de maneira educativa”. P.5 - É muito relevante essa discussão no planejamento, nós professorespodemos trocar informações para que as aulas sejam mais ricas e produtivas; P.6 - É tratada como qualquer outra disciplina, sendo que é importantepara o cotidiano da criança; A ludicidade deve ter muito mais ênfase, mas, na fala de P.6, a docenterevela uma concepção tradicional e fragmentada, sendo que citou ludicidade comosendo uma disciplina e não como elemento dinâmico no desenvolvimento de toda aprática educativa, pois é uma forma diferenciada de trabalhar com a criança, emtodos os aspectos e sentido, assim vem ressaltar, Maluf, que: “ pode-se afirmar queo brincar, enquanto promotor da capacidade e potencialidade da criança, deveocupar um lugar especial na prática pedagógica” Percebemos através das falas da maioria dos docentes pesquisados queesta área vem evoluindo ao longo do tempo, porém, é o que transparece através dos
  39. 39. 49discursos dos mesmos. Torna-se necessário que haja uma crescente preocupaçãocom métodos e técnicas a serem utilizados em prol da aprendizagem edesenvolvimento da criança. Sobre tal questão, nos diz Santos. As atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento integral da criança, já que através destas atividades a criança se desenvolve afetividade, convive socialmente e opera mentalmente. Brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a educação (1997, p.20). Podemos então, em termos gerais diante dos depoimentos observarmos, queapesar de algumas limitações as escolas de Educação Infantil tem-se revelado porparte de alguns profissionais um novo olhar, novas propostas direcionadas aquestão lúdica.4. 4. 2– A percepção dos profissionais de Educação Infantil em relação àludicidade É de grande importância que educadores percebam a prática metodológicada ludicidade enquanto um recurso formador e dinamizador para a qualidade doensino da Educação Infantil. Visto que, criem propostas curriculares que propiciemas necessidades e promovam oportunidades cabíveis às crianças pequenas.Quando tratávamos sobre a importância das atividades lúdicas fazerem parte docurrículo escolar, surgiram os discursos dos docentes abaixo: P.2 - Sim. Por que é a base de tudo, é a educação infantil; P. 3 - Sim. As atividades lúdicas são importantes em qualquer fase escolar; P.4 - Com certeza. Auxilia na aprendizagem das crianças;
  40. 40. 50 P.5 - Sim. Por que a criança terá mais prazer em desenvolver as atividadesbrincando, porque é brincando que se aprende; P.6 - Sim. Por que é através dos jogos, das brincadeiras que eles aprendem. Em relação o relato de P.5. É bem condizente com o que se almeja para aEducação Infantil, onde P.5 se expressa “ é brincando que se aprende”. E, comrelação ao brincar e seu valor, o qual torna a aprendizagem mais interativa edinâmica para as crianças. Assim recorremos aos Referenciais CurricularesNacionais para Educação Infantil, que ressalta o brincar: Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo, poder se comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas brincadeiras as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória, a imaginação (MEC /SEF, 1998, p.11). Diante do que foi exposto anteriormente, P.6 ao fragmentar a ludicidadecomo uma disciplina, é perceptível a contradição de suas falas, pois relacionando apercepção de caráter lúdico expressa por ela, ficou claro que jogos e brincadeirasperpassam aprendizagens aos educandos de primeira infância. O que não deixa deser real para muitos autores e contribuidores infantis. Assim, vem concordar Santos(1997), que: “brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo,intelectual e social (...)”. , e ainda confirma Maluf (2003), “ela adquire experiênciabrincando”. Para tanto, é por meio das brincadeiras que a criança vai explorando,criando e vivenciando experiências significativas para seu cotidiano. Os professores passaram através de seus depoimentos que achamimportante que atividades lúdicas façam parte do currículo escolar. As respostasacima são unânimes, embora cada um tenha apresentado seu ponto de vista.Assim, vem complementar Maluf (2003, p.31), “As atividades lúdicas precisamocupar um lugar especial na educação”. Porém, nos discursos dos docentes,
  41. 41. 51embora em relatos curtos, um deles diz: “a criança terá mais prazer em desenvolveras atividades brincando”.4. 4. 3 - As atividades lúdicas trazem contribuições dentro e fora da sala deaula As atividades lúdicas possibilitam meios de interagir com outras crianças etambém com adultos em qualquer que seja o espaço, já que por meio das atividadeso indivíduo cria laços de amizades e afetividades, relacionamentos adquirindo novasculturas e experiências. Assim sendo, pegamos como referência o relato de P.5, quenos fala: “o envolvimento com outras crianças promove a socialização de formaagradável.” Do ponto de vista pedagógico em relação à questão abordada, veremos aseguir os resultados coletados: P.1 - Claro. Com o lúdico as crianças podem aprender muito mais; P.3 - Se as atividades forem voltadas para a realidade dos alunos,provavelmente haverá uma aprendizagem em sala de aula e extra-escolar; Fazendo “contra ponto” a P.3, que nos relata: “as atividades lúdicas devemser voltadas para a realidade do aluno”. Mas, a ludicidade ou as interações lúdicaspodem estar presentes na forma como a pessoa trabalha em sala de aula, ou emqualquer situação, portanto independe de condição social ou da realidade do sujeito,assim, “ tudo que fazemos por prazer é lúdico, sendo que é algo interno no serhumano”, Luckesi (2007). E, ainda em relação às contribuições no que se refere o item acima (4.4.3),relatam p.4 e p.5: P.4 - Sim. As crianças que as mães costumam brincar de cantigas de roda,facilita muito o trabalho do professor;
  42. 42. 52 P.5 - Sim. Porque o envolvimento com outras crianças promove asocialização de forma agradável. Podemos analisar, diante dos discursos que os docentes percebem que olúdico faz a criança aprender com mais facilidade, que promove a interação social,ou ainda as mães que brincam com seus filhos fomentam a aprendizagem dosmesmos. Sobre este paradigma vem dar subsídios Santos e Cruz: A própria história da humanidade nos mostra que todas as crianças do mundo sempre brincaram, brincam hoje e, certamente, continuarão brincando. A questão mais intrigante é: Por que as crianças brincam? Que características envolvem o brincar, que contagia todas as crianças, independente de idade, sexo, etnia, classe social, época ou cultura? (1999, p.111).. Constatamos que essas atividades merecem um aprofundamento eaproveitamento maior, pois as crianças só “tem a ganhar”, no sentido de formaçãointelectual e principalmente pessoal. 4. 4. 4 – O espaço da atividade lúdica na escola. Os momentos de atividade que envolva o lúdico precisam ser diários, pois éuma técnica inovadora e dinâmica que só tem a contribuir nas diversas áreas doconhecimento. Segundo nos retrata Almeida: A educação lúdica integra uma teoria profunda e uma prática atuante. Seus objetivos, além de explicar as relações múltiplas do ser humano em seu contexto histórico, social, cultural, psicológico, enfatizam a libertação das relações pessoais passivas, técnicas para as relações reflexivas, criadoras, inteligentes, socializadoras, fazendo do ato de educar um compromisso consciente intencional, de esforço, sem perder o caráter de prazer, de satisfação individual e modificador da sociedade (1995, p.31 e 32).
  43. 43. 53 Diante de tal paradigma, ao abordarmos sobre os momentos de atividadeslúdicas nas instituições de educação infantil, surgiram os discursos abaixo: P.3 - Sempre fazemos, mas não de forma agradável. Infelizmente na nossaescola não temos ainda espaço adequado, logo estará sendo providenciado; É necessário um lugar amplo, arejado e propício às atividades destascrianças, principalmente com espaço para brincadeiras, como vem salientar Martinse Lima (2001). “A dimensão dos espaços escolares precisa ser encarada como umaspecto importante para a formação dos alunos”. P.4 - Todos os dias realizamos momentos assim, esse tempo é bom, éproveitoso; P.5 - Em tempo integral. Um espaço bom, quadra, parquinho, sala de aula,apesar de faltar cobertura na área livre, sombreamento; Relata P.5, que desenvolve momentos lúdicos em tempo integral, porém háuma controvérsia em sua fala, pois ensina somente um turno, e integral é relativo odia inteiro na escola, entretanto, olhando o lado positivo, as crianças terão maisprazer em aprender brincando, o que de uma forma ou de outra P.5, ensinabrincando, ao menos foi o que nos deixou transparecer através de seu relato.Ademais, comenta que o espaço físico é bom, até mesmo em sala de aula, e queutiliza a quadra, o parquinho e principalmente a sala de aula em sua rotina. P.6 - Todos os dias faço realizações lúdicas, mesmo sendo uma parte teóricae outra prática. O espaço físico da sala de aula é bem amplo e dá para dividir emgrupos e trabalhar o lúdico. Os docentes relatam nos devidos discursos, que sempre realizam atividadeslúdicas em suas práticas pedagógicas, isso nos mostra que já existe uma nova visãode educação de crianças, porém, os sujeitos que não apareceram, foi porque nãoopinaram, comentaram somente do espaço físico, e quanto ao ambiente muitosrealmente são limitados, P.3 diz utilizar, mas não de maneira agradável.
  44. 44. 544. 5- ANÁLISES DAS ENTREVISTAS – OS GESTORES4. 5. 1- A questão lúdica na Educação Infantil: diretores e coordenadores. O planejamento pedagógico é fundamental, a todo e qualquerestabelecimento de ensino, cabe ressaltar que é a identidade da instituição, no qualexistem metas a serem cumpridas de maneira coletiva, para favorecer o sucesso daescola e principalmente do discente. Precisa ser bem estruturado e ter coerência,pois se trata de um roteiro a ser seguido no dia-a-dia dos profissionais. SegundoAngotti, “ o planejamento não deve ser visto como uma peça burocrática previstapara encher gavetas e pastas (...). Deve, antes ser espelho real do processo (...)para ser executado ao longo de um período de trabalho” (2001, p.66).Quandoressaltamos como a questão lúdica é tratada no planejamento, obtivemos osseguintes discursos: D.1 - O lúdico na educação infantil tem uma importância fundamental e nosplanejamentos ele tem seu espaço; Diante do discurso de D.1 – o lúdico tem seu espaço, a gestora se referemuito restritamente sobre o assunto . Ainda D.1 - e que o lúdico é fundamental- agestora considera um método relevante, então deve fazer parte constantemente,sendo que a criança precisa viver intensamente cada momento de aprendizagem,para decifrar os significados do ambiente que a rodeia de modo que dê sentido arealidade. Em relação a esta concepção, Santos (1997), vem fundamentar: “ asatividades lúdicas são a essência da infância.” E, dando seqüência aos relatos D.2e D.3, que: D.2 - Ainda se encontra algumas resistências quando se fala em trabalhar olúdico; D.3 - É tratada com freqüência, isto é, sempre o professor deve estadesenvolvendo estas atividades em sua metodologia;
  45. 45. 55 Na fala de D.2 – ela comenta de resistências quanto ao lúdico; que é umarealidade percebida por parte de alguns, entretanto, cabe ao gestor se mobilizar etrabalhar por uma causa importante, que são as crianças e sua construção social,afetiva e cognitiva, sendo que a educação dessas crianças deve estar atrelada àsatividades lúdicas, pois facilitam a aprendizagem de forma agradável, prazerosa eespontânea, sendo que o universo infantil precisa ser rico para estar contribuindotambém para o desenvolvimento físico e motor. Essa fala revela uma certacontradição quando os docentes no bloco anterior se mostram envolvidos. Sobre esta questão, os Referenciais Curriculares, vem complementar, que: Por meio das brincadeiras os professores podem observar e construir uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em conjunto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades de uso das linguagens, assim como de suas capacidades sociais e dos recursos afetivos e emocionais que dispõem ( MEC/SEF, 1998.p.27). Podemos constatar por seus discursos que nos planejamentos pedagógicosexiste um espaço para essa discussão, ou é o que nos leva a interpretar, sendoque na fala de uns é fundamental. É realmente relevante que os gestores sejamcompromissados e comprometidos em seu fazer, afinal eles devem objetivar paraum bom andamento do estabelecimento, visando sempre o grau máximo deaproveitamento das crianças; para que estas práticas existam e para que seestabeleçam projetos para enriquecer os currículos das escolas Municipais deEducação Infantil. Sobre esta questão Lück, vem retratar: Autonomia de gestão escolar é a característica de um processo de gestão que se expressa, quando se assume, com competência, a responsabilidade social de promover a formação de crianças (...), adequada às demandas de vida em uma sociedade em desenvolvimento, mediante aprendizagens significativas (...), (2006,p.91). Em relação à questão lúdica C.1 e C.2 também relatam, que:
  46. 46. 56 C. 1 - É de grande importância, devido a necessidade do lúdico em todasas séries. C.2 - É tratada com importância, pois as atividades lúdicas devem serprioridade na educação infantil; Por fim, que a autonomia democrática, estabeleça relações coletivas quevenham contribuir para a valorização do novo paradigma educacional.4. 5. 2- A presença do lúdico na prática dos professores sob a perspectiva dosgestores Sendo a escola um espaço de inserção principalmente das crianças naconstrução de conhecimento humano e formação social, psicológica e cultural, emvirtude dos avanços inseridos no âmbito da educação infantil, faz-se necessário adiretora estar atenta em definir funções para administrar, organizar e mobilizar todaequipe escolar, conforme se perceba de maneira sensível as técnicas e métodosinovadores para as crianças de primeira infância, estabelecendo um parâmetro dequalidade e aprendizagem sempre bem proveitosa e criativa para os mesmos. Emrelação à presença das atividades lúdicas nas práticas docentes, coletamos osseguintes discursos: D.1 - Percebo sempre a presença do lúdico na atuação da professora deeducação Infantil; D.2 - Ainda muito escassa na prática educativa dos professores; Comenta D.2 que: esta prática é pouco desenvolvida pelo docente.Quanto aeste comentário, Santos e Cruz (1997), vem ressaltar: Pela análise da realidade educacional concluímos que nas instituições infantis as atividades lúdicas são pouco exploradas, e, mesmo quando são realizadas, não lhes é dado o valor que elas merecem. Então nos perguntamos: por que a brincadeira não é vista como coisa séria? Por

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