Monografia Ana Lúcia Pedagogia 2009

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Pedagogia 2009

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Monografia Ana Lúcia Pedagogia 2009

  1. 1. SÚMARIOINTRODUÇÃO.....................................................................................................9CAPITULO ILÚDICO E APRENDIZAGEM ..........................................................................11CAPITULO IIQUADRO CONCEITUAL .................................................................................142.1 Desenvolvimento Infantil .........................................................................142.2 Escola .......................................................................................................182.3 Lúdico na educação infantil ....................................................................222.4 Educação infantil no Brasil ......................................................................27CAPITULO IIIMETODOLOGIA DA PESQUISA......................................................................293.1 Lócus da Pesquisa ...................................................................................293.2 Sujeito da Pesquisa ..................................................................................303.3 Instrumento da Coleta de Dados .............................................................303.4 Contexto da Pesquisa ..............................................................................32CAPITULO IVANALISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS ...................................33CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................43
  2. 2. 9REFERÊNCIAS INTRODUÇÃO Este estudo se propõe a refletir sobre a educação lúdica e suaaplicação no ambiente escolar público na cidade de Senhor do Bonfim e ficouestruturado da seguinte forma: No Capitulo 1 - Lúdico e aprendizagem - destacaremos, nestecapitulo, o lúdico e sua relação coma a educação, na forma como esseimportante instrumento vem sendo abordado e o papel que esse tem para aconstrução do conhecimento das crianças. Aqui alem do problema que nosprovocou a reflexão sobre esse tema, são colocados os objetivos que nospropomos alcançar com a realização dessa pesquisa. No Capitulo 2 - como o intuito de contribuir para uma compreensão darelação lúdico e educação, trabalhamos os conceitos-chave, que fundamentamessa relação, com um breve passeio sobre as diversas fases dedesenvolvimento da criança embasados nas idéias de Vygotsky, Piaget,Gallahue e outros estudiosos. Aqui também, abordamos sobre a escola desdeseus primórdios até os dias atuais, buscando refletir sobre o lúdico e suainserção no processo escolar em nosso país. No Capitulo 3 - destacamos os caminhos percorridos com ametodologia utilizada no processo da pesquisa, desde o ambiente, aosinstrumentos da pesquisa e sujeitos pesquisados. No Capitulo 4 – dedicado a analise de dados, fazemos à exposiçãodos dados coletados, que são expostos em forma de gráficos com o intuito defacilitar uma melhor compreensão das informações e dados levantados juntoaos professores. Ainda nesse capitulo, nos dedicamos a imprescindível analisedos dados e de resto todo o material recolhido junto aos pesquisados. Na ultima parte, fazemos as considerações finais, que trazem um olharvoltado para demonstrar a nossa percepção em relação à abordagem realizadana tentativa de responder aos objetivos a que propusemos com essa pesquisa.
  3. 3. 10 Assim compreendendo a relevância da pesquisa que sempre buscasubsídios para responder as nossas inquietações, entramos neste terreno detão difícil acesso que é a educação lúdica aplicada no município de Senhor doBonfim, contando com a colaboração de algumas professoras que seprontificaram a respondes as nossas questões.
  4. 4. 11 CAPITULO I - PROBLEMÁTICA LUDICO E APRENDIZAGEM São muitos os estudiosos que acreditam na importância do jogo parafortalecer a aprendizagem infantil, destacando como primordial o envolvimentoe a vontade de aprender ligadas a uma zona que Piaget (1998) chamou deproximal, lembrando que o conhecimento se dá através das zonas dedesenvolvimento. A criança constrói conhecimentos lógicos e duráveis a partir de regrasque são ensinadas nos jogos e que ao mesmo tempo divertem a criança e ainserem num devido circulo social, circulo este importante para seudesenvolvimento ao longo da vida. A brincadeira por ser uma atividade própria da infância na nossacompreensão cria possibilidades novas para o mundo infantil e ao mesmotempo estimula a capacidade da criança de relacionar-se com o meio onde vivecomeçando a construir as relações sociais que lhe serão peculiares. O brincar, com o passar dos anos, ao ser internalizado, transforma seem uma capacidade de representação interna, imaginativa e deestabelecimento de relações. Como bem salienta SPOLIN (2002), "a brincadeira tem um lugar, umtempo e função importante que é a preparação da criança para relacionar-sesocialmente (p. 55)". Todavia, para que haja nesse espaço condições que viabilizem odesenvolvimento da criança, o espaço escolar precisa estar dotado dasmínimas condições que contribuam para a sua eficácia como confiança,segurança e liberdade para a criatividade, pois, uma vez assegurado dessascondições, a criança deixa fluir experiências por meio de brincadeiras queevidenciarão sua maturidade e sua saúde de acordo com a idade. Por isso, éimportante salientar que a capacidade do mediador, professor, nesse processo
  5. 5. 12constitui-se parte importante, como de alguém apta a desempenhar essepapel. Da forma como é aplicada hoje, em algumas escolas, a brincadeiradeve ser dada de acordo com a idade e o nível de desenvolvimento da classe,e para estabelecer o que melhor se adapta a classe, o professor precisa estara par da realidade de sua escola e consequentemente de seus alunos. Assim, um dos requisitos importantes para conhecer a turma e trabalharcorretamente com o lúdico é essencial que o professor seja preparado, tenhaconhecimento das fases de desenvolvimento da criança e estabeleça com amesma relação de afeto. Se em qualquer área da educação é importante o preparo do professor,na educação infantil essa necessidade é primordial, pois é ele, quem cria osespaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz amediação da construção do conhecimento. O professor favorece este primeirocontato da criança com o novo. A desvalorização do movimento natural e espontâneo da criança emfavor do conhecimento estruturado e formalizado, muitas vezes, ignora aimportância da brincadeira e do jogo como forma rica e poderosa de estimulara atividade construtiva da criança. Essa preocupação, necessária eimportante, exige que o professor procure ampliar cada vez mais as vivênciasda criança com o ambiente físico, com as brincadeiras e com outras criançasno processo de ensino aprendizagem. A educação em geral está sofrendo um processo de mudanças em suaestrutura e não tardará uma revolução em suas bases, quanto à aplicação denovos métodos que proporcionem as nossas crianças uma educação dequalidade. Este trabalho tem a importante missão de repensar o papel daeducação lúdica na infância. Por isso, nesta abordagem, pretendemos a partir de observaçõesrelacionadas às práticas de jogos na educação infantil refletir, como esse tema
  6. 6. 13vem sendo trabalhado na educação da rede pública municipal de Senhor doBonfim. Qual tem sido o papel desempenhado pelo professor ao trabalhar olúdico na educação infantil. ? Preocupa-nos, portanto nessa abordagem, atingiros seguintes objetivos, ou seja:° analisar como a atividade lúdica está sendo trabalhada na rede públicamunicipal° analisar, em que medida a pratica da atividade lúdica, desenvolvida na redepública, está contribuindo ou prejudicando a aprendizagem das crianças. Portanto este trabalho, alem de discutir a relação da atividade lúdicacom a educação, pretende contribuir para uma compreensão mais aproximadadessa relação, assim como auxiliar na implementação dessa atividade noambiente escolar.
  7. 7. 14 CAPITULO II - QUADRO CONCEITUAL Buscando aprofundar o debate em torno da compreensão dessa relação,do lúdico com a educação, vamos inicialmente, na construção do nosso quadroconceitual, utilizar como base os seguintes conceitos-chave: DesenvolvimentoInfantil; escola; Ludicidade na Educação infantil; Educação infantil no Brasil.2.1 - DESENVOLVIMENTO INFANTIL. Todo ser humano passa por fases distintas desde o seu nascimento atéa sua morte, assim cada fase tem suas características próprias e define o tipode sujeito que este será no futuro. Assim entender estas fases constitui-se um dado importante para oprofissional de educação que pretenda trabalhar com crianças e conhecer oindividuo em sua totalidade. Segundo Piaget (1989: 76): o desenvolvimento infantil se dá em trêsfases. Primeira infância - Dos 2 aos 6 anos (dos 0 aos 2 anos também considero 1ª infância.Segunda infância - Dos 7 aos 10/11 anos.Adolescência- A partir dos 12 ano.A Primeira infância segundo Piaget, é a fase do pensamento pré- operacional dos 2 aos 4 anos, fase do pensamento pré operacional.A Segunda Infância, ainda segundo Piaget, é a fase das operações concretas, onde a criança já faz composição aditiva, reversibilidade, associação, identidade, razão dedutiva, relacionamentos, classificação. É uma fase de movimentos especializados, estágio de transição.A Adolescência, é a fase de operações formais. Cada uma destas fases tem suas características próprias onde a criançavê o mundo de uma maneira peculiar, ela age e interage baseada em suaspróprias visões.
  8. 8. 15 Para o profissional de educação, principalmente a educação infantil,conhecer cada uma destas fases é importante para ajudar o aluno a construirconhecimento desde cedo. Já no primeiro ano de vida, a criança segundo Piaget, está aberta para oconhecimento e até os cinco anos ela desenvolve a percepção de váriasformas, a linguagem enriquece e a habilidade motora torna-se ampla, as açõesse dão no tempo do pensamento. Depois dessa idade o desenvolvimento infantil de fato começa a setornar especializado, assim os conceitos esquerdo, direito, que segundoPiaget, neste momento a criança faz opções e experimenta muito no intuito desaber o que vai lhe agradar. Pimentel (1981), ao abordar sobre esse mesmo tema destaca que naadolescência as atividades seguem o desenvolvimento cerebral onde acomplexidade é a marca registrada, os adolescentes são complexos pornatureza, pois, conforme salienta: Já o adolescente, é capaz de formular hipóteses a partir de fatos não concretos. Este é o instrumento mais elaborado de pensamento. Os circuitos neurais macroscópicos estão praticamente todos desenvolvidos. O cérebro do adolescente assemelha-se então ao dos adultos (Pimentel-Souza, 1981). Estimular a aprendizagem da criança e do adolescente é uma tarefa doprofessor preocupado em aproveitar cada uma das fases da melhor maneirapossível, estimulando os alunos a despertar suas potencialidades e aptidões,aperfeiçoando as potencialidades através da leitura e da escrita, mostrando acriança o mundo que se abre a seu redor. Piaget (1998) enfatiza o papel importante no desenvolvimento dacriança, e nas mudanças que ocorrem no decorrer do tempo que podemfavorecer a aprendizagem.
  9. 9. 16 Segundo Piaget as crianças pequenas aprendem mais lentamente, paracada fase as estratégias diferentes são aplicadas no intuito de colaborar paraaprendizagens significativas no futuro. A teoria de Piaget sugere que existem dois processos fundamentais nofuncionamento intelectual de todo ser humano e que as experiências sãoimportantes para organização e adaptação do ser humano ao meio onde omesmo vive. Piaget pensava a criança como ser ativo, o autor acreditava que elainteragia com o meio, e no meio buscava elementos que estimulassem o seucomportamento e ajudavam a organizar os padrões de comportamento quedesenvolveriam no futuro, assim ela não sofria passivamente as influencias doambiente. Processos como acomodação e assimilação ajudando aincorporação dos elementos e informações que o ambiente sugere ao sujeito. A teoria piagetiana (Piaget, 1998, pg. 94) dividiu o desenvolvimento dopensamento da criança em quatro estágios, que seriam descritos a seguir: • Estágio sensório-motor, que vai desde o nascimento até os dois anos. Neste estágio o bebê opera quase totalmente com esquemas abertos, visíveis com ações como olhar, tocar, pegar e sugar. • Estágio pré-operacional, que vai dos dois aos seis anos. Este estágio se caracteriza pelo egocentrismo da criança que não consegue entender o que as outras pessoas pensem e como vêm o mundo de uma forma diferente da sua. É incapaz de perceber a reversibilidade das coisas. Apresenta um raciocínio indutivo, isto é, a criança vê que duas coisas acontecem ao mesmo tempo e supõe que uma é a causa da outra. • Estágio operacional concreto, que vai dos seis aos doze anos. Neste estágio a criança adquire o esquema das operações como a soma, a subtração, a multiplicação, a ordenação serial. Consegue compreender a reversibilidade das coisas e já apresenta um raciocínio indutivo. • Estágio operacional formal, que vai dos 12 anos em diante. A principal tarefa desse período é aprender como pensar a respeito de idéias tanto quanto de objetos.
  10. 10. 17 Compreender como se dá cada fase é tarefa essencial para que aaprendizagem possa ser significativa para a criança.2.2 – ESCOLA. A escola é o primeiro local onde a educação foi formalmenteestabelecida. Se antes os conhecimentos eram passados de geração emgeração através da família, com a modernidade surge a escola criada comobjetivo de levar conhecimento ao maior número possível de pessoas dentrode um espaço delimitado. Para Houaiss (2003), escola é: “Casa ou estabelecimento em que se ministra ensino das ciências, letras ou artes. Conjunto dos alunos e professores. Qualquer concepção técnica de estética ou de arte, seguida por vários artistas, conjunto dos adeptos ou discípulos de um mestre em filosofia, ciências ou arte. Doutrina, seita, sistema. Experiência vivencial, esperteza”. (HOUAISS, 2003, pg. 347) Em todos os sentidos definidos por Houaiss, a palavra escola englobaum conjunto de pessoas que estão reunidas para um determinado fim, ela é oprimeiro lugar onde a criança aprende a conviver com o coletivo, deixando paratrás seu mundo particular. Da escola dos primeiros tempos à escola moderna atual, quase nadamodificou, com efeito, muito se tem discutido a respeito da escola e de suaconstituição sócio política, onde são perpetuados os valores das classessociais dominantes, mas apesar das discussões pouca coisa tem sido feita defato para modificar este pensamento. A educação da idade antiga e inicio da idade moderna era concentradanas mãos de quem podia pagar por ela, nos mosteiros e nos castelos aspessoas instruídas pertenciam às classes sócias abastadas, os menosfavorecidos podiam se educar no muito se pertencesse ao clero. Assim escolher ser um religioso era muitas vezes a maneira encontradapor homens que pretendiam ter algum estudo,
  11. 11. 18 A instrução dada em castelos era de cunho altamente particular,professores eram contratados para ensinar tudo que sabiam a um determinadoaluno, assim a classe abastada via na instrução uma perpetuação do saberque legitimava a prepotência dos senhores. O mundo evoluiu e com ele a forma de ensinar também, a Revoluçãoindustrial e tecnológica inaugura uma fase onde era necessário um certoaprendizado para manipular a máquina, não mais era possível que a instruçãoficasse escondida atrás dos muros, mesmo porque quem operava a máquinanão eram os nobres e sim a gente do povo, dessa necessidade imediata deeducar para industria nasceram os cursos oferecidos principalmente a jovens eadultos que buscavam qualificação para o trabalho. Com o advento do Mercantilismo e o crescimento da soberania doEstado, este assume o papel de consolidador das novas leis entre elas ainstrução, o ensino passa a ser obrigatoriedade desta instituição, como oobjetivo de levar conhecimento e melhorar a vida nas cidades que cresciamvertiginosamente. No Brasil a instrução chegou com os jesuítas e como no resto docontinente europeu ela favoreceu a classe social que podia pagar, o ensino eraresponsabilidade da Igreja, depois essa responsabilidade também foi passadapara o Estado. Esta educação era caracterizada pela transmissão oral, que por suavez acontecia nas conversas envolvendo grande número de participantes datribo, onde se dava grande importância às conquistas de cada povo. A escola com o formato parecido ao que é hoje chegou ao nosso paíscom os Jesuítas chefiados pelo padre Manoel da Nóbrega por volta de 1549(século XVI). Neste momento a história é baseada na hierarquia e na religião.Os filhos da nobreza e da classe dominante estudavam em Lisboa, Londres,Paris e Roma sob a direção do sacerdote Vicente Rijo (ou Rodrigues), oprimeiro mestre-escola no Brasil. Em 1808(século XIX) com a chegada da corte portuguesa ao Brasil, acolônia passa a ser a sede do governo Português. A presença de D. João traz
  12. 12. 19grandes mudanças na educação. Além de criar o Museu Real, a ImprensaRégia, A Biblioteca Pública, o Jardim Botânico e os cursos superiores, foraminauguradas as faculdades de ciências Médicas e Econômicas. O regenteincentiva a formação de professores, a instrução primária e se interessa pelométodo mútuo de ensino público. Entre as novas orientações, promove asecularização do ensino público iniciada por Ribeira do Pombal após expulsãodos jesuítas em 1795. É interessante ressaltar que neste período somente os meninospodiam freqüentar escolas. Em 1834, um ato adicional transfere para asprovíncias a responsabilidade pela organização do sistema de ensino e daformação dos professores. Entre os anos de 1837 e 1839 é realizada a inauguração do ColégioPedro II marco no ensino público, instituição modelo até meados do século XX.No final da década de 40, regulamentos reduzem os salários e o nível deexigência de formação dos professores que são obrigados a ir a missa aosdomingos e proibidos de se ausentar da freguesia sem permissão dopresidente da província. A escola vira lugar para disciplinar e moralizar nãopara instruir. Em 1890, a constituição republicana separa Igreja e Estado, laiciza asociedade e a educação, elimina o voto baseado na renda e institui o voto docidadão alfabetizado do sexo masculino. Os anos iniciais da República podemser considerados o “Período Áureo” da instrução em São Paulo. De fato,nestes anos além das reformas de ensino do primário e normal, a organizaçãode uma rede de escolas normais e complementares, a construção do edifícioda Escola Normal de São Paulo, ocorrem a instalação da primeira escola deeducação infantil o jardim da infância anexo a Escola Normal, a criação dasescolas superiores. Em 1912 é inaugurada a primeira universidade do Brasil, a do Paraná.Oito anos mais tarde é inaugurada a do Rio de Janeiro. O Ministério dosnegócios da Educação e da Saúde Pública nasce em 1930. a década émarcada pelo aumento do número de escolas.
  13. 13. 20 Em 1933, a escola normal da capital é elevada a curso superior, surgeo Instituto de Educação Caetano de Campos. A universidade de São Paulo,criada em 1934 reúne o Instituto de Educação, à recém criada Faculdade deFilosofia, e as Faculdades de Direito, Medicina e a Politécnica. O golpe de 1964 reprime toda e qualquer manifestação critica.Professores, Universitários e Pensadores são exilados do país. O regime militarcria a MOBRAL, com o intuito de acabar com o analfabetismo no Brasil - umestrondoso fracasso. Nos anos 80 o alto grau de seletividade social do sistema escolar estáevidente no descompasso entre os diferentes níveis de ensino, seu baixorendimento aparece nos altos índices de evasão e repetência, os mais altosníveis de escolaridade permanecem privilégio social de poucos. Atual LDB- 9.394/96 introduz mudanças significativas na educaçãobásica, integrando a educação infantil. Dificuldades orçamentárias paraescolarização de jovens e adultos levam entidades sociais a promover açõeseducativas e muitas delas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador(MTE), destinados a formação profissional. Neste ano além da promulgação daLDB é criado o MEC, que edita os PCNs ( Parâmetros Curriculares Nacionais). Um ano mais tarde entra em vigor o Fundo Nacional de Valorização doMagistério (FUNDEF). No início do século XXI, o Brasil é o sexto país nomundo em números de alunos mais de 54 milhões. Com o FUNDEF, o poder executivo estadual ou municipal é obrigado adisponibilizar ao conselho da entidade, mensalmente, todos os dados sobre osrecursos recebidos e sua utilização. Ficando aberto a denúncias diante dequalquer irregularidade ao Ministério Público, para que a promotoria de justiçapromova ação competente no sentido de obrigar o poder executivo a cumpriras determinações contidas na lei do FUNDEF. É criado em dezembro de 2006 o FUNDEB, que nasce com o objetivode atender as demandas deixadas pelo FUNDEF, portanto criando uma políticade financiamento da educação compatível com a perspectiva de uma educaçãoinclusiva em todos os segmentos.
  14. 14. 21 O FUNDEB proporciona a garantia da educação básica a todos osbrasileiros, da creche ao final do ensino médio, inclusive àqueles que nãotiverem acesso à educação em sua infância. É claro que a escola não nasceu da noite para o dia formatada como aconhecemos, muito precisou ser feito e modificado para chegar onde ela esta,mesmo sendo alvo de muitos questionamentos, ela é o ambiente onde oconhecimento é de uma forma ou de outro transmitido, principalmente naeducação infantil onde a necessidade de profissionais conscientes faz adiferença na formação do aluno. Essa necessidade de formar professores aptos a compreender ouniverso infantil vem ganhando espaço, mas em nenhum destes ambientesonde a educação pretende ter qualidade se evidenciou a pratica da atividadelúdica e sua aplicação no processo escolar, especialmente na legislação.2.3 - O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL As atividades lúdicas possibilitam a incorporação de valores,desenvolvimento cultural, assimilação de novos conhecimentos,desenvolvimento da sociabilidade e da criatividade. Por intermédio do lúdico, acriança encontra o equilíbrio entre o real e o imaginário, oferece a oportunidadede desenvolvimento de maneira prazerosa. A brincadeira é então, uma atividade sócio-cultural, pois ela se originanos valores e hábitos de um determinado grupo social, onde as crianças têm aliberdade de escolher com o quê e como elas querem brincar. Para brincar ascrianças utilizam-se da imitação de situações conhecidas, de processosimaginativos e da estruturação de regras. Uma criança necessita de alegria para aprender, alegria que muitasvezes ela não encontra no lar, uma vez que podemos observar a estrutura doslares nos dias atuais, os pais envolvidos em problemas e trabalho dão pouca
  15. 15. 22importância à estrutura psicológica dos filhos e consequentemente àsbrincadeiras. A mudança dos valores a excessiva correria e a competição têmcegado os homens com relação aos verdadeiros valores, assim observamosestáticos uma sociedade que se deixou emudecer. Segundo Almeida (2003) Dessa forma a criança, o jovem e mesmo o adulto neutralizados em sua consciência de ser no mundo, são bombardeados por um falso jogo que lhes promete alegrias, poder, riqueza, prazer, descanso, associados à idéia de consumo, cujo conceito-chave se define no esbanjamento, redundância e alienação. (ALEMIDA 2003, pg.34) Almeida reforça a importância de trabalhar o lúdico com seriedade, umavez que todo aprendizado servirá para vida do aluno, sua posição dentro deuma sociedade que encara as brincadeiras com indiferença. Considerando a realidade brasileira nos dias atuais, a intenção dosadultos na maioria das vezes é ver o brinquedo ou as brincadeiras como umobjeto de consumo sem conseguir enxergar como a criança irá explorar um ououtro determinado brinquedo. Ainda segundo Almeida (2003): É fundamental compreender que o conteúdo do brinquedo não determina a brincadeira da criança. Ao contrário: o ato de brincar (jogar, participar) é que revela o conteúdo do brinquedo. A criança ao puxar alguma coisa torna-se o cavalo; ao brincar com areia, torna-se padeiro; ao esconder-se, torna- se guarda. Nada é mais adequado à criança que associar em sua construção os materiais mais heterogêneos: pedras, bolinhas, papéis, madeira tudo tem um significado para ela. (ALMEIDA 2003, PG. 37)
  16. 16. 23 A vantagem de ser criança segundo Almeida é o fato de que asbrincadeiras mais simples são aquelas que envolvem mais as crianças, quantomais sofisticado for o brinquedo menos ele tem vontade de brincar. O brinquedo faz parte da vida da criança, na maioria das vezes é amaneira que a mesma tem de se comunicar com os adultos e demonstrar osseus sentimentos, sem contar que através da brincadeira a criança aprende adominar as atividades lingüísticas. Os brinquedos terão um significado muito importante se vieremrepresentadas com a brincadeira com a forma de brincar, do prazer queproporcionará assim, as experiências acumuladas terão valor significativo paraelas. Para cada fase a criança desenvolve algum tipo de jogo ou brincadeiraque irá ajudá-la a se adaptar ao mundo no qual e uma recém chegada. Segundo Almeida (2003; 42-45-47-50-54) essas fases podem ser assimdivididas: Fase sensório motor – nesta fase a criança desenvolve seus sentidos, seus movimentos, seus músculos, sua percepção e seu cérebro. Fase simbólica – por volta de 2 aos 4 anos, aqui a criança se exercita intencionalmente , adora rasgar, pegar o lápis, mexer com as coisas. Fase intuitiva- dos 4 aos 7 anos, é a fase em que sob a forma de exercícios psicomotores e simbólicos a criança transforma o real em função das múltiplas necessidades do eu. Fase da operação concreta- dos 6 aos 12 anos- é a fase escolar em que a criança incorporará os conhecimentos sistematizados, tomará consciência de seus atos e despertará para um mundo em cooperação com seus semelhantes. Fase da operação abstrata – dos 12 anos em diante- os jogos concretizam-se como atividade adaptativas do equilíbrio físico, pois realizam o aperfeiçoamento dos músculos e engrenam descobertas. A educação lúdica contribui intensamente na formação do individuo,portanto ela precisa ser observada, os professores e a escola necessitam tereste olhar permanente para uma educação libertadora, colaborando desdesempre para que as transformações ocorram da escola para a sociedade.
  17. 17. 24 A pratico do lúdico dentro da escola exige a participação de todos nosentido real, uma proposta lógica e fundamentada com pessoas atuantes ecapazes de lidar com a brincadeira de forma séria. A mudança dos tempos proporcionou aos professores novasoportunidades de aprender e os cursos de licenciatura passaram a serimportantes meio de formação e de informação para os mestres. A formação de professores tem pois um especial significado na medidaem que ela amplia os limites e possibilidades de intervenção em sala de aula,numa perspectiva de melhorar a qualidade de ensino. Assim os cursos centravam-se em noções das disciplinas e a licenciaturase diferenciava de bacharelado apenas por incluir três ou quatro matériaspedagógicas. Nas universidades públicas, a partir da década de 1970, o conteúdo doscursos foi se diferenciando gradativamente. É certo que ainda permanecemlicenciaturas com todos os rigores que um curso podia exigir. Com relação ao segundo fator, a carência de saberes foi que a partir dadécada de 1960 uma grande expansão de escola ocorreu em nosso país, e emvários outros, causando principalmente pela intensa migração dos campos paracidades e a tentativa de qualificar mão de obra para industrialização crescente.Assim os professores também tiveram a chance de especialização para omercado de trabalho. Em conseqüência, tornaram-se necessário formar, grande número deprofessores, o que motivou a criação de diversas faculdades particulares,muitas funcionando por vários anos em situação precária. Em 1974, a premente necessidade de professores motivou a instituiçãode cursos de licenciatura curta, que continuaram a funcionar até o final doséculo, sendo extinta apenas pela lei de Diretrizes e Bases de 1996. Nalicenciatura curta um professor era formado em apenas três anos, com ocurrículo reduzido e direcionado a uma disciplina especifica.
  18. 18. 25 As faculdades particulares e suas licenciaturas curtas, contribuíram paraum aumento quantitativo do professorado que foi acompanhado , porém porum decréscimo qualitativo em termos de formação, muitas vezes se afirmouque a baixa qualidade foi determinada pela licenciatura curta. Antes de 1970, os professores, mesmo os do então curso primário(atuais primeiras quatro séries do ensino fundamental), dispunham decondições salariais razoáveis, além de certo prestígio social. O aumentonumérico do professorado sem amparo de verbas governamentais condizentes,levou a drástica redução salarial, ocasionando decréscimo de seu status social. A desvalorização dos professores foi um dos motivos para que muitosnão buscassem a qualificação necessária para trabalhar com criançasdesenvolvendo suas habilidades lúdicas e colaborando para formação deindivíduos conscientes. A formação do professor é uma exigência que se destaca frente aoquadro de insucesso que observamos na educação infantil e na educação emgeral. Está inserida na legislação a necessidade de formação para trabalharcom as séries inicias.2.4 - EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL O atendimento às crianças de 0 a 6 anos em instituições especializadastem origem com as mudanças sociais e econômicas, trazidas pelas revoluçõesindustriais no mundo todo. Neste periodo as mulheres deixaram seus lares embusca de trabalho, mas isso não significou que elas deixaram de cuidar deseus filhos e de sua familia. Até 1920, as instituições tinham um caráter exclusivamente filantrópico ecaracterizado por seu difícil acesso oriundo do período colonial e imperialistada história do Brasil. A partir desta data, deu início á uma nova configuração. Na década de 1930, o Estado assumiu o papel de buscar incentivo deórgãos privados, que viriam a colaborar com a proteção da infância. Diversos
  19. 19. 26órgãos foram criados voltados à assistência infantil, (Ministério da Saúde;Ministério da Justiça e Negócios Interiores, Previdência Social e Assistênciasocial , Ministério da Educação e também a iniciativa privada). Com esta pequena retrospectiva histórica, podemos verificar que aEducação Infantil surgiu com um caráter de assistência a saúde e preservaçãoda vida, não se relacionando com o fator educacional. A partir da década de 80, ocorre a abertura política e os movimentospelos direitos humanos se intensificam. Na constituição de 1988 aumentam asleis que protegem os cidadãos e seus direitos, o direito a educação e o apoio àeducação infantil. A partir da Constituição as famílias tem direito a creche para seus filhosaté 6 anos de idade. Isso é o que diz o Art. 208 dessa constituição. Nestaépoca também aumenta o número de mulheres que trabalham fora,aumentando assim a demanda por creches e pré-escola. O Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990, Lei nº 8.069/1990 dizno Art. 54: É dever do estado assegurar à criança e ao adolescente... Parágrafo IV: Atendimento em creches e pré-escolas as crianças de 0 a 6 anos de Idade. Ou seja a Educação Infantil é um dever do estado e direito das crianças famílias. A LDB 9.394/96 foi a primeira a incluir a educação infantil entre asdiretrizes que regem a educação, porém, esta continua não sendo obrigatória,apenas direito das crianças e famílias. Nessa lei ela faz parte da primeira etapada Educação Básica. Essas leis trouxeram modificações para a Educação Infantil, ou seja, apartir da década de 90 ela passa a fazer parte da Educação e não mais doassistencialismo. Desse modo a formação dos profissionais também émodificada colaborando para uma educação de e com qualidade com a ajudado Estado e amparada por lei.
  20. 20. 27 CAPITULO III - METODOLOGIA DA PESQUISA. Em busca de uma maior compreensão a cerca do problema estudado“Ludicidade infantil: a importante participação da Escola” atividade empregadanas séries iniciais em muitas escolas rede municipal da cidade de Senhor doBonfim, faremos através dessa pesquisa uma abordagem de naturezaqualitativa, de cunho investigativo, por entendermos ser este o procedimentode pesquisa mais apropriado para elucidar as questões que no propomosanalisar. Bogdan e Biklen (1982), In: LUDKE, (1986:11), destacam na pesquisaqualitativa algumas características que contribuem para um melhor resultado noprocesso investigativo: A pesquisa qualitativa supõe o contato direto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo investigada, via de regra através do trabalho intensivo de campo (“...)”.(LUDKE, 1986:11). Considerando o tipo de abordagem que nos propomos a realizar, emambiente educacional, justifica-se a escolha da abordagem qualitativa, já queesta estuda os fenômenos em contato direto com o ambiente em que estesacontecem e possibilitaram o desvendamento do problema estudado. 3.1 – LÓCUS DA PESQUISA Essa pesquisa teve como lócus de sua investigação escolas quecompõem a rede municipal da sede do município de Senhor do Bonfim. Asescolas forma escolhidas de forma aleatória, buscando assim um olhar maisabrangente, o que possibilitou a coleta dos dados de forma contextualizada. Como nos ensina Ludke (1986): Um princípio básico desse tipo de estudo é que, para uma apreensão mais completa do objeto, é preciso levar em conta o contexto em que ele se situa. Assim, para compreender melhor a manifestação geral de um problema, as ações, as percepções, os comportamentos e as interações das pessoas
  21. 21. 28 devem ser relacionadas à situação específica onde ocorrem ou à problemática determinada a que estão ligadas. (LUDKE, 1986: 18-19)3.2 – SUJEITO DA PESQUISA Para fundamentar esta pesquisa foram convidadas 12 professoras darede municipal de ensino de Senhor do Bonfim, das escolas: Candido FêlixMartins; Escola Austricliano de Carvalho; Abigail Feitosa; professoras estas quetrabalham na educação infantil e que foram convidadas a dar sua opinião sobreo assunto. Os dados foram coletados através de questionários que visavam obteruma definição da prática pedagógica utilizada para o processo de ensino-aprendizagem nas séries iniciais da educação infantil enfocando a utilização dejogos e brincadeiras com o objetivo de aprimorar a aprendizagem do aluno.3.3 – INSTRUMENTOS DA COLETA DE DADOS O método de trabalho utilizado para coleta de dados foi a pesquisa decampo, com aplicação de questionário contendo 10 questões as 12 professorasda rede municipal de ensino de Senhor do Bonfim. O estudo se deu a partir de questionários distribuídos para 12professores da rede publica municipal de Senhor do Bonfim, uma realidadepróxima de nós possibilitando assim que a interpretação dos fatos possa serpensada como possível solução para os problemas detectados. Diante do interesse em obter respostas que possam gerar novosquestionamentos, direcionados ao tema, optou-se também por uma entrevistasemi-estruturada, já que a mesma permite uma participação do investigador naconstrução da pesquisa.
  22. 22. 29 (...) aquela que parte de certos questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses, que interessam à pesquisa, e que, em seguida, oferece amplo campo de interrogativas, fruto de novas hipóteses que vão surgindo à medida que se receber as respostas do informante. Desta maneira, o informante, seguindo espontaneamente a linha de seu pensamento e de suas experiências dentro do foco principal colocado pelo investigador, começa a participar na elaboração do conteúdo da pesquisa. (LUDKE, 1986: 146). Ainda falando sobre a escolha do instrumento de entrevista dentro dapesquisa de âmbito qualitativa, esta foi feita através de anotações nosquestionários sobre a opinião da professora com relação ao tema abordado. (...) perguntas fechadas, mas que apresentam uma série de possíveis respostas, abrangendo várias facetas do mesmo assunto. Com as respostas possíveis estruturadas junto à pergunta, devendo o informante assinalar uma ou várias delas. (MARCONI; LAKATOS, 2003: 206). Desta forma pretendeu-se descobrir porque nas aulas de educaçãoinfantil há uma deficiência na aprendizagem dos alunos e que se de algumaforma, através das entrevistas e dos questionários pudéssemos reverter estequadro e possivelmente formar um cidadão-falante, competente, dinâmico,crítico e reflexivo diante da sociedade, colocando a educação infantil (lúdico)como ponto de partida para que a educação libertadora aconteça.3.4 O CONTEXTO DA PESQUISA Esta pesquisa foi realizada com 12 professoras da rede publica municipalde Senhor do Bonfim, das escolas: Candido Fêlix Martins; Escola Austriclianode Carvalho; Abigail Feitosa; professores estes que optaram por não seidentificarem, assim as respostas não corriam o risco de serem direcionadaspara outros fins.
  23. 23. 30 Diante disso, a pesquisa foi direcionada para uma análise dasconcepções de ensino que os professores da educação infantil têm do trabalhocom o lúdico em sala de aula.
  24. 24. 31CAPITULO IV - ANALISE DE DADOS E INTERPRETAÇÃO DOSRESULTADOS. Para melhor identificar as respostas coletadas nos questionários, osprofessores foram nomeados da seguinte forma: P1 ao P 12, assim,preservando a identidade do professor pudemos analisar claramente a suafala.Questão 1 - Idade das entrevistadas Figur a 01 17% 25% 20 a 25 anos 25 a 30 anos mais de 30 Podemos verificar 58% que 58% dasprofessoras entrevistadas tem idade entre 25 e 30 anos. No contexto dapesquisa é relevante falar da idade porque supõe que ela esta diretamenterelacionada com a metodologia de trabalho das professoras em sala de aula,assim pensamos que em nível de formação e informação as professoras maisjovens tem mais acesso aos múltiplos conhecimentos e disposição necessáriaspara trabalhar o lúdico em sala de aula. Observamos que quando a educadora é mais jovem, por diversosfatores (GRIFO NOSSO) está mais apta a compreender o universo importanteda brincadeira para a criança, uma vez que muitas mudanças têm ocorrido naeducação infantil na ultima década. Assim, compreendemos que, embasados em nosso entendimento deeducação e observando a pratica dos professores que, além da formação, adisposição e desprendimento de energia para trabalhar brincadeiras e agregarconhecimentos para os alunos, requer uma disposição característica daspessoas que tiveram formação mais recente.
  25. 25. 32Questão 2 - Grau de instrução 17% 17% magistério pedagogia outros cursos 66% Figura 2 66% das entrevistadas têm formação em pedagogia, isso em síntesesignifica que estão preparadas para compreender a importância dasbrincadeiras para aprendizagem infantil. Pedagogia é um curso que trabalha muito a questão do sujeito, em seusdiversos momentos de aprendizagem, e ajuda o professor a compreender eutilizar bem cada uma destes momentos em beneficio do aluno e a favor daeducação e do conhecimento. Nóvoa (2002, p. 23) diz que: “O aprender contínuo é essencial e seconcentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente, e a escola comolugar de crescimento profissional permanente.” O conhecimento é uma constante busca de todo ser humano, aoprofessor é uma necessidade inerente a sua profissão, principalmente porqueao aprender coisas novas ele rompe com atitudes velhas. O sucesso do professor depende exclusivamente de sua capacidade deinteragir com o outro, de aprender, de renovar as idéias e as atitudes e assimensinar aos seus alunos que o homem é um ser em constante movimento.Questão 3 - Série em que trabalha
  26. 26. 33 25% 42% 4 a 6 anos 1ª a 4 ª série menores de 4 33% Figura 03 42% do entrevistado afirmaram que trabalha com crianças da 4ª a 6ªseries enquanto 33% afirmaram que trabalham com alunos da 1ª a 4ª serie. Segundo as leituras feitas nesta fase as crianças estão abertas aomundo, ao novo, a descoberta, assim pensamos que, trabalhar combrincadeiras especialmente nesta fase despertará a curiosidade dos alunospara descoberta do mundo do conhecimento.Questão 4 - Por que escolheu a educação infantil 25% me identifico em trabalhar com crianças foi onde consegui emprego 75% Figura 04 75 % informaram que foi por ter prazer em trabalhar com crianças e seidentificar com o trabalho que exerce. É um motivo grandioso para maioria dos profissionais, o desafio detrabalhar com crianças.
  27. 27. 34 Quando observamos uma sala de aula onde o professor apenas cumprea sua tarefa, vemos como é diferente daquelas onde há respeito pelo que éfeito e pelo aluno, a educação é uma área muito complexa, lidar com pessoasnão é uma tarefa fácil e, portanto, merece que façamos nossas escolhaslevando em conta o outro.Questão 5 - Como você acha que o professor de educação infantil deveagir Figura 05 8% 17% ser sempre muito severo O amavéis e ter muita paciência não devem dar muita importância 75%comportamento do professor perante o aluno é outro fator importante parafavorecimento da aprendizagem, quando o aluno sente-se coibido com apersonalidade forte do professor, ele desenvolve uma defesa que acabadificultando a aprendizagem. Apesar de 17% dos professores afirmarem quedevem ser muito severos no processo de ensino na educação infantil, 75%destes afirmaram que devem amáveis e ter paciência. Os professores que mantém uma linha mais severa e acham que asbrincadeiras não são uma boa opção para aprendizagem acabam gerandoinsatisfação em sua turma.Questão 6 - Você acredita que o lúdico é importante no ambiente escolar
  28. 28. 35 25% Figura 06 sim, extremamente importartante A algumas vezes é importante maioria das professoras 75% 75% acreditam naimportância das brincadeiras para aprendizagem de seus alunos, enquanto25%, admitem que a brincadeira algumas vezes é importante. Assimobservamos que a maioria das professoras, admitem o lúdico no espaçoescolar. Evidenciou-se na pesquisa que nível de conhecimento maisatualizado, a partir daquelas que estudam que o ambiente descontraído éfavorável a aprendizagem. “O brincar se dá no espaço potencial e é sempre uma experiênciacriativa, na continuidade espaço-tempo, uma forma básica de viver”(WINNICOTT, 1993, p. 45). Assim quando o aluno brinca ele desenvolve noções de conhecimentoem diversos níveis e aprende a utilizar sua criatividade para resolver questõesem momento de pura descontração. Na fala de alguns professores entrevistados o brincar acrescenta aoambiente escolar uma interatividade com o outro e amplia as possibilidades deconstruções seguras de personalidade e de comportamento. O aluno ao brincar sente-se livre para construir conhecimentospróprios e se bem orientados quanto a jogos e brincadeiras desenvolve umacritica apurada em favor da sua realidade.Questão 7 - Você gosta de utilizar a brincadeira como forma deaprendizagem ?
  29. 29. 36 25% sim depende 75% Figura 07 75 % das entrevistadas afirmaram que sim. A pratica do professor esua formação é importante ponto a considerar quando se fala de umaeducação que vá proporcionar prazer ao aluno, o professor que conheçaamplamente o valor de uma brincadeira bem direcionada certamente nãodeixará de utilizar esta ferramenta em suas aulas. É claro que para utilizar uma determinada técnica ou brincadeira emsala de aula é necessário que o professor tenha conhecimento de como fazerpara que a mesma seja aproveitada em beneficio dos alunos e de umaaprendizagem significativa. Os jogos e as brincadeiras desafiam a curiosidade da criança,provocando conhecimento e estabelecendo comportamento, para cada idadepode ser desenvolvidos diversos jogos ou brincadeiras diferentes, seduzindo oaluno para que ele aprenda. O brinquedo é uma ferramenta poderosa para o professor que tem umplanejamento e sabe estabelecer com o aluno uma relação de conhecimento,afetividade e confiança.Questão 8 - Acha que através das brincadeiras as crianças aprendem?
  30. 30. 37 25% sim depende 75% Figura 08 75% das professoras compreendem como é importante o jogo e abrincadeira para a aprendizagem dos alunos, assim se utilizam essaferramenta é claro que acreditam na sua eficácia. Brincar ganha espaço na aula modelada pela criatividade,espontaneidade e desafio do pensamento da criança, ela sente-se parte doprocesso e não alguém que está fora dele como na educação tradicional. Libâneo (1996, p. 39) nos diz: “A função da pedagogia “dos conteúdos” é dar um passo à frente no papel transformador da escola, mas á partir de condições existentes. Assim, a condição para que a escola sirva aos interesses populares é garantir a todos um bom ensino, isto é, a apropriação dos conteúdos escolares que tenham ressonância na vida dos alunos”. Assim, essa garantia de apropriação é algo que está no contextoinserido com o aproveitamento que o aluno fará das atividades lúdicas,transformando sua forma de aprender para a vida.Questão 9 - Você se acha um bom profissional? Por quê?
  31. 31. 38 17% sim as vezes 83% Figura 09 83% das professoras questionadas se acham boas profissionais. Semsobra de dúvidas o professor que se transforma é capaz de fazer uma auto -analise e observar os erros e acertos de seu trabalho, procurando sempreformas de trabalhar melhor. É necessário ter consciência de que para ser bom no que faz não podeficar parado, precisa estar antenado com as novidades e de olho no que deixaseu aluno feliz, assim saberá aproveitar de cada um o máximo que pode dar.Questão 10 - Como seria em sua opinião a educação lúdica ideal P1 Em minha opinião as escolas públicas poderiam ter mais material a disposição dos professores. P2 / P6 Precisamos de cursos que os ajude a melhorar nosso entendimento de como aplicar brincadeira em sala de aula voltadas a determinados conteúdos. P3 As escolas precisam de espaço próprio para jogos e brincadeiras construtivas.
  32. 32. 39 P4 Acredito que o conjunto escolar precisa estar ciente de como as brincadeiras e jogos podem ajudar nosso aluno a aprender mais. P5/ P8/P10 / P12 Planejamento pedagógico voltado para educação lúdica P6 Vejo que há muita ilusão com relação ao lúdico dentro das escolas, muitas vezes os alunos não tem o básico que é alimentação. P7 / P9/P11 Mudar a estrutura das escolas e ampliar os espaços para jogos e brincadeiras Todas estas falas estão respondendo a questão 10, notamos muitasrespostas semelhantes, portanto formamos pares destas respostas, visandofacilitar a compreensão do texto em si. Como observamos na fala das professoras, existe ainda muito a serfeito quanto à educação lúdica ideal nas escolas. Vários pontos consideradoscomo o espaço físico e a disponibilidade de material necessário paradesenvolver determinados jogos e brincadeiras, são realmente pontosimportantes a serem analisados pelos gestores escolares, mas penso que odiferencial em sala de aula é em verdade o professor, ele sim, faz diferença. Vivemos num país de fronteiras enormes e nos quarto cantos de nossoimenso país podemos encontrar casos de educadores que fizeram diferençasimplesmente com sua dedicação ao trabalho.
  33. 33. 40CONSIDERAÇÕES FINAIS
  34. 34. 41 Com base no que foi proposto neste trabalho expresso através dos seusobjetivos chegamos a seguinte conclusão. Apesar dos esforços dos professores, a falta capacitação e de recursosque possibilitem uma atuação mais qualificada, a dificuldade de trabalhar como lúdico na sala de aula é uma realidade de nosso município e certamente detodo país, pois foi o que observamos no decorrer de nosso estudo, expresso deforma objetiva na fala dos professores. Se a lei determina que todas ascrianças devem estar nas escolas e que a educação deve ser de qualidade amesma não garante as condições necessárias para que isso aconteça. As professoras entrevistadas reclamaram do pouco espaço que asescolas oferecem para o desenvolvimento de jogos e brincadeiras voltadaspara construções de aprendizagem significativas dentro das escolas. Observamos que o nível de formação das professoras não é um dosentraves para que se construam novos paradigmas dentro da educação, quetodos juntos, escola, professores e estado podem sim fazer diferença quandounidos num objetivo comum. Não existe ainda uma resposta concreta quanto ao aproveitamento e aaprendizagem mediante a aplicação da educação lúdica nas crianças, maspercebemos que existe um amplo canal aberto para que em pouco tempopossamos ver os resultados.REFERÊNCIAS
  35. 35. 42ALMEIDA, Paulo Nunes. Educação Lúdica; Técnicas e JogosPedagógicos.São Paulo, Editora Loyola; 2003.BRASIL, Ministério da Educação e Desporto Secretaria da EducaçãoFundamental – Referencial curricular nacional para educação infantil,Brasília, /SEF, 1998, Vol I – Introdução.BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil. Lei n. 8.069, de13 de julho MEC de 1990.BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional, LDB 9.394, de 20 de dezembro de 1996.GALLAHUE, David L., John C. Ozmun. Compreendendo o DesenvolvimentoMotor. São Paulo; Phorte 2005.KUHLMANN Junior, Moisés – Instituições pré-escolares assistencialistasno Brasil (1899-1922), Caderno de pesquisa, São Paulo (78) 17-22, agosto de1991LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. A. Fundamentos da Metodologia Científica.5a. ed. São Paulo: Atlas, 2003.LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: A pedagogiacrítico social dos conteúdos. 14ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 1996.LÜDKE, Menga. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas – 6ªimpressão. EPU, 1986.MARCELLINO, Nelson Carvalho. Lazer e educação. Campinas, SP: Papirus,1990.NEGRINE, Airton. Aprendizagem e desenvolvimento infantil. Porto Alegre:Prodil, 1994.NÓVOA, Antonio. (coord). Os professores e sua formação. Lisboa-Portugal,Dom Quixote, 1997.OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de (org). 2000. Educação infantil: muitosolhares. 4.ed. São Paulo: Cortez.PIAGET, J. A psicologia da criança. Ed Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.POURTOIS & DESMET. A educação pós-moderna. Loyola, 1999.SPOLIN, Viola. Jogos Teatrais. São Paulo. Editora Perspectiva. 1991TRIVINOS, Augusto N.S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: apesquisa qualitativa em educação: 1.ed. São Paulo: Atlas, 1987.
  36. 36. 43VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes.1991WAJSKOP, Gisela. 1995. O brincar na educação infantil. Caderno dePesquisa, São Paulo, n.92, p. 62-69, fev.WINNICOTT, D. W. O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro: IMAGO, 1993.
  37. 37. 44 ANEXOS PESQUISA DE CAMPOS COM PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO1.Idade( ) 20 a 25 anos( ) 25 a 30 anos( ) mais de 30 anos2.Grau de Instrução:( ) Magistério( ) Nível superior ( Pedagogia)( ) Nível superior ( outros)( ) Ensino médio3. Série em que trabalha.( ) Educação Infantil ( crianças de 4 a 6 anos)( ) Fundamental 1 ( 1ª a 4ª séries)
  38. 38. 45( ) Creche ( menores de 4 anos)4. Por que escolheu a educação infantil( ) Me identifico em trabalhar com crianças( ) Foi onde consegui emprego( ) É Fácil de trabalhar5. Como você acha que um professor de educação infantil deve agir( ) Ser sempre muito severo com as crianças, assim elas aprendem( ) Devem ser amáveis e ter muita paciência( ) Não devem dar muita importância para as crianças.6.Você acredita que o Lúdico é importante no ambiente escolar( ) sim, extremamente importante( ) não, é somente uma maneira de passar o tempo com as crianças( ) Algumas vezes é importante outras não.( ) Total perda de tempo.7. Você gosta de utilizar a brincadeira como forma de aprendizagem?( ) Sempre( ) não( ) as vezes8. Acha que através da brincadeira as crianças aprendem?( ) Sim( ) não( ) Depende9. Você se acha uma boa profissional? Por quê?____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________10. Como seria em sua opinião a educação lúdica ideal?
  39. 39. 46____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

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