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Silvia Castro MarcelinoA qualidade dos produtos oferecidos pelo SID              REFERÊNCIASem seu site deve ser periodica...
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A contribuição da biblioteca

  1. 1. RELATO DE EXPERIÊNCIA A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)Silvia Castro MarcelinoMestre em semiótica, tecnologias da informação e educação pelaUniversidade Braz CubasE-mail: silvia@sid.inpe.brResumo The library contribution to the construction and dissemination of knowledge at theDiante do avanço das tecnologias da informação e National Institute for Space Research (Inpe)comunicação (TICs), o cenário das bibliotecas é alteradoprincipalmente em relação às formas de acesso àsinformações. Os sites de bibliotecas passam a funcionar Abstractcomo ferramentas de interação entre as fontes depesquisa e os usuários. Para um estudo da contribuição In the face of the advancement of Information andda biblioteca na construção e difusão do conhecimento Communication Technologies (ICTs), the scenario ofno Inpe, são conceituados a sociedade da informação e o libraries has been changed mainly in relation to the waysconhecimento científico e tecnológico que são a matéria- of information access. Library sites start to operate asprima e, também, o produto gerado no Instituto. O artigo tools of interaction between research sources and users.trata da Internet e faz uma abordagem sobre os tipos de For a study of the library contribution to constructionbibliotecas, como se classificam em relação às TICs e and dissemination of knowledge at INPE, the conceptscomo podem contribuir para a difusão da informação e a of information society and scientific and technologicalprodução do conhecimento. Caracteriza-se o Inpe, sua knowledge are analyzed as well as the product generatedrealidade atual, bem como de sua biblioteca. Narra-se at the Institute. This article deals with Internet andcomo foi desenvolvido o site Biblioteca On-line, como se presents an approach about the types of libraries, asencontra hoje e quem são seus usuários. they are classified in relation to ICTs and can contribute to information dissemination and knowledge production.Palavras-chave INPE is characterized in its present reality as well as its libraries. The Library on-line site is described as it hasBibliotecas especializadas. Construção do conhecimento. developed, how it is today, and who are its users.Sites de bibliotecas. Keywords Specialized libraries. Knowledge construction. Libraries websites.80 Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009
  2. 2. A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas EspaciaisINTRODUÇÃO os conceitos de sociedade da informação e do conhecimento científico e tecnológico.O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)é um instituto de pesquisas do Ministério da Ciência SOCIEDADE DA INFORMAÇÃOe Tecnologia (MCT) do governo federal, um centrode referência do Brasil no campo das atividades A questão da importância da informação e doespaciais e suas aplicações, fundado em 1961, com conhecimento é uma discussão antiga, como afirmasede na cidade de São José dos Campos, estado Castells:de São Paulo. O Inpe, em sua história e nos diasatuais, mantém uma preocupação com a excelência O termo sociedade da informação enfatiza ona produção da ciência e da tecnologia espacial, papel da informação na sociedade. Mas afirmoalinhada aos padrões internacionais. Recentemente que informação, em seu sentido mais amplo, porpassou por um processo de planejamento estratégico exemplo, como comunicação de conhecimentos,(PE), com o objetivo de foi crucial a todas as sociedades [...] (CASTELLS, 1999, p.46). identificar as transformações necessárias para ampliar a efetividade e a eficiência das ações do Desde a pré-história, os homens se comunicavam Instituto junto à sociedade brasileira, bem como por meio de desenhos passando informações capacitá-lo para os desafios do futuro [...] (INPE, para seus sucessores. Mais tarde, a informação 2007, p.11). era transmitida por meio da escrita utilizando os manuscritos, como ocorria nas universidades (séculoComo resultado do PE, foi publicado em 2007 XII). No final da Idade Média, as universidadeso primeiro plano diretor do Inpe para o período eram centros para transmissão do conhecimento.de 2007-2011. Nesse documento são descritas as No Renascimento, começam a surgir as academiasperspectivas para o Instituto e para as atividadesespaciais nacionais, sua missão, visão, valores e para discussão de ideias (BURKE, 2003).objetivos estratégicos. As competências científicas Com a invenção da prensa gráfica aproximadamentee tecnológicas do Inpe concentram-se nas seguintes em 1450, cresceu o volume da produção escritaáreas: ciências espaciais e atmosféricas; ciências e o conhecimento começou a ser sistematizadoambiental e meteorológica; engenharia e tecnologias e processado em obras de referência, comoespaciais. enciclopédias e obras de história, resumos, mapasO Inpe denomina Serviço de Informação e e estatísticas. Freire (2006) assinala a importânciaDocumentação (SID) à unidade de informação que desse momento histórico para a sociedade:engloba a biblioteca. Ela foi criada para atendersua comunidade especializada, e também tem A criação da tecnologia de impressão foi muitoparticipado das mudanças que vêm acontecendo importante no desenvolvimento das forçasno Instituto com a implantação do planejamento produtivas na sociedade, ao facilitar a circulaçãoestratégico e do plano diretor. Como no Inpe da mesma informação com um alcance semsão oferecidos cursos de mestrado e doutorado precedentes. Inicia-se, então, um processo denessas áreas, sua biblioteca, apesar de especializada, comunicação científica, na medida em que apossui também características de uma biblioteca produção de conhecimentos gera, por sua vez, auniversitária para atender cerca de 500 alunos que necessidade de novos conhecimentos (FREIRE,fazem parte da comunidade usuária. 2006, p.8).Para identificar o papel do SID na construção doconhecimento no Inpe, são analisados primeiramenteCi. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009 81
  3. 3. Silvia Castro MarcelinoQuanto maior o volume de informação gerada, pode surgir o conhecimento. Portanto, os dadosmaior é a necessidade de controlá-la. Já no final do geram a informação, que, por sua vez, pode gerarséculo XVII, em razão do grande volume de livros o conhecimento.publicados, as resenhas dos livros recém-lançadoseram divulgadas em publicações periódicas e jornais A dúvida e a incerteza levam à busca por informações.para minimizar o problema da recuperação da Constantemente, as pessoas adquirem novasinformação (BRIGGS; BURKE, 2006; BURKE, informações e lhes atribuem significado, em2003). um processo dinâmico e contínuo. São muitos os dados e as informações disponíveis, mas oNessa época já se discutia como gerenciar o grande conhecimento só existe a partir do momento em quevolume de informação disponível e havia muitos a informação é processada, selecionada, comparadadebates e posicionamentos diferentes sobre a e contextualizada. O aprendizado pode ocorrerclassificação do conhecimento. Este era organizado se a apreensão for confrontada com o repertórioem sistemas de currículos, bibliotecas e enciclopédias. do receptor (sua experiência anterior), agregandoA ordem dos livros nas bibliotecas seguia a mesma valor à informação, o que pode levar à criação doordem dos currículos nas universidades. conhecimento.No século XVIII, com o surgimento das associações Para Moran, há três diferentes for mas decientíficas e institutos de pesquisa, surgem também processamento da informação a fim de que seos primeiros periódicos científicos. As bibliotecas desenvolvam novos conhecimentos: sequencial,nessa época aumentam de tamanho e de importância; hipertextual ou multimídica.tornam-se locais utilizados para trocas de informaçãoe transferência de tecnologias, uma combinação Se estivermos concentrados em objetivosda comunicação oral com a impressa (BURKE, específicos muito determinados, predominará2003). provavelmente o processamento sequencial. Se trabalharmos com pesquisa, projeto deNo século XIX, destaca-se a invenção do telefone médio prazo, interessar-nos-á o processamentoe do telégrafo, que contribuíram para o desenvol- hipertextual, com muitas conexões, divergênciasvimento do computador e, consequentemente, da e convergências. Se temos de dar respostascomunicação mediada por computador (CMC). imediatas e situar-nos rapidamente, precisaremosDo século XX aos dias atuais, vive-se um período do processamento multimídico (MORAN, 2004,de aceleração das tecnologias da informação e p.19-20).comunicação e se “inicia um novo ciclo produtivo,centrado na informação e no conhecimento e Na construção de conhecimentos, processa-se aque tem a informação como um bem econômico: informação de todas as formas, de acordo com osa sociedade da informação” (TARAPANOFF; objetivos e o interesse. No processamento sequencialARAÚJO JÚNIOR; CORMIER, 2000, p.93). ou lógico, utiliza-se a linguagem falada e escrita, há uma sequência progressiva e natural do pensamento.Segundo Dias e Belluzzo (2003, p.34), “deve-se No processamento hipertextual, a comunicação épensar a informação como dados que fazem a “linkada” utilizando nós hipertextuais, novas leiturasdiferença”, ou seja, dados que tenham significado. são feitas e acrescentam-se novas significações; aOs dados não estruturados são fatos avulsos; construção é lógica e coerente, mas não sequencial1.um conjunto de dados organizados pode tornar- Já no processamento multimídico, acontece ase informação para uma pessoa; ao perceber 1 Exemplos de hipertexto: notas de rodapé e referências cruzadas designificado na informação, ao julgá-la e abstraí-la, enciclopédias impressas ou textos eletrônicos.82 Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009
  4. 4. A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciaisjunção de vários conteúdos em várias formas de Informação Científica é o conhecimentocomunicação simultaneamente, fazem-se leituras resultante da pesquisa que se acrescenta aorápidas, a conexão é feita de modo não sequencial2 entendimento universal existente. [...] Informação(MORAN, 2004). Tecnológica é todo tipo de conhecimento relacionado com o modo de fazer um produtoOs processamentos hipertextual e multimídico ou prestar um serviço, tendo como objetivo atornam-se mais dinâmicos por meio da utilização sua colocação no mercado (DIAS; BELLUZZO,das tecnologias da informação e comunicação 2003, p.35).(TICs). Essas tecnologias ou meios eletrônicos decomunicação, como a televisão, o computador e a O conhecimento produzido a partir de umaInternet, alteram-se constantemente e possibilitam metodologia e de pesquisas científicas é chamadoampliar o acesso à informação, o saber localizar, conhecimento científico. Duas das característicasavaliar e usar a informação para interagir na do conhecimento científico são a confiabilidade esociedade. Nesse sentido, as tecnologias podem a veracidade, o que o distingue do conhecimentocolaborar no processo de transformação da popular. Para alcançar a confiabilidade e a validaçãoinformação em conhecimento. do conhecimento científico, os pesquisadores difundem suas pesquisas em periódicos, anais deEsses diversos meios eletrônicos, que se modernizam eventos, livros, relatórios, entre outros meios.constantemente, facilitam a disseminação e a trocade informações, essenciais para o desenvolvimento Mueller (2003, p.26) afirma:da pesquisa e consequente construção de um novo [...] a ciência se baseia no consenso dos cientistas,conhecimento, como o científico e o tecnológico. e os autores se destacam pela frequência com queC O N H E C I M E N TO C I E N T Í F I C O E são lidos e citados, portanto procuram amplaTECNOLÓGICO divulgação para seus trabalhos. Já a pesquisa tecnológica não é tão divulgada,O Inpe tem a missão de “produzir ciência e tecnologia pois existe o interesse das empresas e indústriasnas áreas espacial e do ambiente terrestre e oferecer que patrocinam a pesquisa e visam ao lucro e aoprodutos e serviços singulares em benefício do domínio do mercado (MUELLER, 2003). NoBrasil” (INPE, 2007, p.17). Em ambientes como Inpe, a informação tecnológica está presente noo do Inpe, a informação está presente em todas as desenvolvimento de satélites e na oferta de produtosáreas. A informação científica e tecnológica faz parte e serviços da área espacial e do ambiente terrestre,da infraestrutura da ciência e da tecnologia; engloba bem como nos pedidos de patentes3.tanto a informação utilizada pelos pesquisadorespara realização de suas investigações, quanto a A troca de informações é essencial para a construçãoproduzida por eles, transmitida e publicada. de novos conhecimentos científicos. Ao publicar e disseminar uma pesquisa, os pares dos pesquisadoresA informação científica resulta de uma investigação podem conhecê-la e julgá-la, fornecendo-lhe aque busca explicar ou justificar um fenômeno. Já a validação necessária. Com a ampla utilização dasinformação tecnológica é relacionada a produtos, tecnologias da comunicação e o advento da Internet,serviços e seus mercados, conforme citação a a publicação de trabalhos torna-se mais rápidaseguir: 3 As patentes garantem aos pesquisadores ou inventores que os produtos criados por eles não serão utilizados sem seu consentimento.2 A comunicação multimídica utiliza dados em diversos formatos No Brasil, o órgão responsável pela concessão de patentes é osimultaneamente, como imagens, textos e sons. Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009 83
  5. 5. Silvia Castro Marcelinoe eficiente, contribuindo para a disseminação da do sistema de navegação World Wide Web (www)literatura científica: ou apenas Web. É composta por uma infinidade de páginas ou sites que são conjuntos de textos, fotos, [...] a comunicação eletrônica imprime uma vídeos, enfim, conteúdos mostrados em uma mesma velocidade muito maior na possibilidade de tela, desenvolvidos por uma empresa, instituição, acesso e no uso da informação. Coloca o receptor associação ou indivíduo. como se virtualmente estivesse posicionado em diversos elos de sua cadeia. Não só a publicidade Pode-se pensar em uma página da Internet como um do conhecimento se torna mais rápida, como elemento de comunicação que contém linguagens seu acesso e julgamento ficam facilitados (textos, imagens, sons e outros tipos de dados) (BARRETO, 1998, p.127). que se sobrepõem e dialogam em um ambiente tridimensional e interativo. Neste ambiente, surgemAinda há de se considerar que cada vez aumenta os hipertextos, textos formados por cruzamentos emais o estímulo, e, ao mesmo tempo, a exigência interligados de forma não sequencial. Para Lévy,das instituições e das agências de fomento4 paraque os cientistas e pesquisadores divulguem suas o hipertexto seria constituído de nós (ospesquisas. Um dos indicadores que auxilia na tomada elementos de informação, parágrafos, páginas,de decisões e na distribuição orçamentária para as imagens, sequências musicais etc.) e de ligaçõesinstituições públicas é a produção científica. entre esses nós (referências, notas, indicadores,A publicação em periódicos científicos (impressos “botões” que efetuam a passagem de um nó ae principalmente eletrônicos) permite a divulgação outro) (LÉVY, 1996, p.44).mais rápida das pesquisas científicas que podem O texto na tela tem um potencial a ser explorado,ser lidas e citadas por outros pesquisadores. Nesse tem muitas possibilidades de leitura e de significados.sentido, a Internet é favorável à disseminação e à Ao fazer uma leitura, o leitor dá sentido aopotencialização do conhecimento científico. texto, relaciona-o a outras leituras, atualiza suas significações anteriores, o reconstrói e o modifica.CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO E A leitura na tela é diferente da leitura no papel, nãoINTERNET somente em razão do seu suporte, mas também daO desenvolvimento das tecnologias da Internet possibilidade de recriação e simulação. A leitura nacomo um meio de comunicação teve início tela não é linear, ela é dinâmica, principalmente se oaproximadamente na década de 1960 por cientistas e leitor puder personalizar sua leitura, interagir com otécnicos em diversos países. Desenvolveu-se a partir texto e fizer novas ligações com outros textos.da interação entre a ciência, a pesquisa universitária O modo como o leitor faz uma busca em ume os programas de pesquisa militar (CASTELLS, hipertexto ou em uma enciclopédia, por exemplo,2004). é diferente. O hipertexto é interativo, possui maisA Internet é uma rede mundial de computadores recursos, o espaço físico é ilimitado, é menos formalinterconectados. Atualmente, como é conhecida, que um texto em papel. O hipertexto é um textoformou-se a partir de 1994, com o desenvolvimento dinâmico que pode ser lido quase ao mesmo tempo que está sendo escrito. Enfim, a leitura na Internet4 Agências de fomento são as que financiam as pesquisas no Brasil, pode levar aos processamentos hipertextual ecomo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e multimídico, citados anteriormente.Tecnológico (CNPq), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estadode São Paulo (Fapesp), a Coordenação de Aperfeiçoamento dePessoal de Nível Superior (Capes) e a Financiadora de Estudos e É importante considerar que textos inicialmenteProjetos (Finep). publicados em papel têm sido transferidos para84 Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009
  6. 6. A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciaiso meio eletrônico, o que os torna acessíveis a um um filtro de informação e de um monitoramentogrupo maior de pessoas. Entretanto, muitas vezes para que haja economia de tempo. Se o usuárioesses textos retornam para o formato papel ao estiver preparado para navegar e tiver habilidadeserem impressos, pois a leitura no papel ainda é para pesquisar nos sites de busca com objetividade,considerada mais adequada e aprazível para a maioria ele pode encontrar a informação que precisa.dos leitores. Entretanto, somente o texto eletrônicopossibilita facilidades como os comandos localizar, Nessa fase entram o professor e o bibliotecáriocopiar e colar. como mediadores da informação e gerenciadores do processo de aprendizagem ou busca por informação.A Internet oferece fontes variadas, como sites de Por mediador da informação compreende-sebusca, correio eletrônico ou e-mail, blogs, chats5, a pessoa que é a facilitadora e motivadora, quefóruns, listas de discussão, bancos de dados, estimula a pesquisa como um processo interativo.artigos, bibliotecas, centros de pesquisa, museus,laboratórios, enfim um mundo ilimitado de A produção do conhecimento pode ser facilitada pelainformações. Serviços como listas de discussão e crescente disponibilização de publicações científicase-mails dinamizam o processo de comunicação e a na Internet. Com a Iniciativa dos Arquivos Abertosdisseminação de informações entre pesquisadores e e de Acesso Livre6, o pesquisador encontra muitascientistas. O acesso a bibliotecas, catálogos, bancos das informações procuradas na própria rede. Ode dados referenciais e textuais (periódicos e livros pesquisador também pode divulgar suas pesquisaseletrônicos) facilitam a pesquisa e a publicação científicas para seus pares no formato eletrônico, decientífica. forma mais rápida do que em papel.O ambiente em rede é um ambiente propício para Nesse sentido, as bibliotecas podem contribuir aoa pesquisa e a construção do conhecimento, pois disponibilizar sites especializados para os usuários, depode potencializar a interação do usuário com a acordo com suas necessidades de informação. Se háinformação de acordo com seu próprio ritmo. O conhecimento das particularidades das comunidadescaráter organizado de novidade e variedade dos usuárias, os serviços e produtos disponibilizadossites desperta o interesse e o raciocínio do usuário. pelas bibliotecas, como bases de dados e outrosEntretanto, o processamento da informação e sites de interesse da área, podem ser colocados emconsequente construção do conhecimento só seus próprios sites, potencializando a recuperaçãoocorrem a partir do momento em que o usuário da informação e contribuindo para a produção eassimila a informação, a interpreta e lhe atribui um disseminação do conhecimento científico para seussignificado. usuários.As fontes para pesquisa na rede são muitas, mas o BIBLIOTECASuso da informação na Internet, assim como em uma Na história das bibliotecas, elas sempre estiverambiblioteca física, precisa ser orientado e garimpado ligadas às tecnologias de suas épocas, desde ospara que o resultado seja eficiente e eficaz. Além manuscritos, passando pelo texto impresso até adisso, deve-se verificar a veracidade, confiabilidade, chegada da Internet, da automação dos catálogospertinência e atualidade dos dados obtidos na rede. ao desenvolvimento da biblioteca digital.Como um grande repositório, a Internet precisa de 6 A implantação dos Arquivos Abertos é defendida pelo Movimento5 E-mail ou correio eletrônico é o sistema de comunicação baseado de Acesso Livre, que busca o acesso aberto (open access) a artigosno envio e no recebimento de mensagens eletrônicas via Internet. científicos em meios digitais. No Brasil, o movimento é coordenadoBlogs são ferramentas individuais para publicação rápida na Internet. pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e TecnologiaChats são as salas virtuais de bate papo. (Ibict). Disponível em: <http://www.openarchives.org>.Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009 85
  7. 7. Silvia Castro MarcelinoNo século XVIII, com o crescimento da imprensa na é a prestação de serviços, para os indivíduosEuropa, as bibliotecas aumentaram de importância e a sociedade, de forma tangível (produtose tornaram-se locais para trocas de informação e impressos), ou intangível (prestação de serviçoscentros de estudo. Já nessa época os bibliotecários personalizados, pessoais, e hoje, cada vez mais,começaram a ser vistos como mediadores do de forma virtual – em linha, pela Internet)conhecimento (BURKE, 2003). No século XIX, ( TA R A PA N O F F ; A R A Ú J O J Ú N I O R ;a biblioteca começa a passar por um processo CORMIER, 2000, p.92).de transformação: de depósito de livros passa a Neste artigo, é utilizado o termo biblioteca, e nãoter atuação mais dinâmica devido ao progresso unidade de informação, como na citação anterior,científico, ao acúmulo de material bibliográfico e pois no Inpe esse serviço é mais conhecido comoà consequente dificuldade para sua localização e, biblioteca, além de seu site ter recebido o nome deainda, pela profissionalização do bibliotecário. biblioteca on-line. Mas o sentido do termo é de umaNo início do século XXI, o cenário das bibliotecas unidade ampla que presta serviços de informação,é alterado principalmente em relação às formas chamado Serviço de Informação e Documentaçãode acesso às informações; as bibliotecas buscam (SID).encontrar novos caminhos na sociedade da De acordo com suas características, acervo e tipos deinformação. Seus usuários estão cada vez mais usuários, as bibliotecas são classificadas em pública,independentes para fazer suas pesquisas; utilizam a escolar, universitária, empresarial ou especializada.Internet e os espaços informacionais a partir de seus Serão focadas as bibliotecas especializadas epróprios computadores, procurando a biblioteca universitárias que caracterizam bibliotecas comopara buscar informação com menos frequência a do Inpe. Esses dois tipos de biblioteca possuemdo que ocorria no passado. Gradualmente, os semelhanças, como o tipo de coleções e os serviçosprofissionais da informação também foram se prestados.apropriando das tecnologias digitais. As bibliotecas especializadas de institutos de A biblioteca deixa de ser um tranquilo depósito pesquisa são unidades de informação que possuem de livros para tornar-se o ponto focal de pesquisa acervos especializados para atender às necessidades variada, acessada a qualquer hora por usuários informacionais de seus públicos específicos. virtuais de vários lugares do mundo (LEVACOV, Cezarino definiu bibliotecas especializadas como 1997, p.126). [...] unidades pertencentes a instituiçõesAssim, com as inovações tecnológicas, as bibliotecas governamentais, particulares ou associaçõespassam por transformações em suas estruturas, formalmente organizadas com o objetivo deprocessos e mesmo em seus nomes e classificações. fornecer ao usuário a informação relevante deVários autores utilizam o termo “unidade de que ele necessita, em um campo específico deinformação” quando se referem à biblioteca. assunto (CEZARINO, 1978, p.238).Trata-se de um conceito mais amplo para unidades As bibliotecas especializadas dos institutos deque gerenciam a aquisição, processamento, pesquisa, bem como as universitárias, atuam comoarmazenamento e disseminação de informações. Os mediadoras e facilitadoras do processo de uso eautores a seguir definem as unidades de informação geração de conhecimento. Nesse ambiente, o perfilcomo: dos profissionais da informação também se altera; [...] organizações sociais sem fins lucrativos, eles buscam desenvolver novos produtos e serviços cuja característica como unidade de negócio para auxiliar os usuários na navegação pela rede e86 Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009
  8. 8. A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciaissatisfazer suas necessidades informacionais. Trata-se tecnologias disponíveis para unir, em umado trabalho de mediação citado anteriormente. só biblioteca, o melhor dos dois mundos (o impresso e o digital) (GARCEZ; RADOS, 2002,A biblioteca universitária exerce papel importante p.45).ao atuar em conjunto com as atividades técnico-científicas de ensino, pesquisa e extensão das Nesse cenário tecnológico as bibliotecas passam poruniversidades, oferecendo informações necessárias um processo gradual e caminham para a implantaçãopara o retorno da produção científica dos alunos, de uma biblioteca que pode tornar-se totalmentedocentes e pesquisadores. digital, possibilitando o acesso a conteúdos (livros, periódicos, teses, imagens, vídeos etc.) em textosOutra característica comum às bibliotecas completos, utilizando-se formatos variados deespecializadas e universitárias é a atividade de arquivos digitais: PDF, XML, HTML, TIFF7 oucooperação entre as unidades, como empréstimo outros. O acesso é feito remotamente pelo usuário,entre bibliotecas, consórcios e convênios para via computador conectado à Internet em tempopromover o acesso aberto à informação, de acordo real; a utilização pode ser feita simultaneamente porcom as necessidades informacionais dos usuários. mais de um usuário.A biblioteca do Inpe é especializada nas áreas de Bibliotecas digitais, conforme a Digital Libraryconhecimento do Instituto. Como são oferecidos Federation8, são definidas como organizações quecursos de mestrado e doutorado em astrofísica, fornecem os recursos, incluindo a equipe especializadacomputação aplicada, engenharia e tecnologias para selecionar, estruturar, oferecer acesso intelectual,espaciais, geofísica espacial, meteorologia e interpretar, distribuir, preservar a integridade esensoriamento remoto, a biblioteca também possui assegurar a permanência das coleções digitais,características de uma biblioteca universitária. tornando-as fácil e economicamente disponíveisPreocupa-se em manter um acervo básico e espaço para uso de uma ou várias comunidades9.físico para atender aos mestrandos, doutorandos epesquisadores e, ao mesmo tempo, disponibilizar A biblioteca digital pode ser considerada como umaprodutos e serviços especializados para atender extensão da biblioteca tradicional, uma continuidadeà comunidade usuária com suas necessidades dos serviços e produtos tradicionais disponibilizadosinformacionais específicas. em meio digital, o que possibilita a ampliação do acesso à informação. Para a criação de umaCom relação às tecnologias de informação e biblioteca digital, é preciso que se estabeleça umcomunicação, o conceito utilizado para as bibliotecastem variado e evoluído: biblioteca tradicional, 7 Portable Document Format (PDF): arquivo proprietário, softwarecibernética, eletrônica, polimídia, sem paredes, desenvolvido pela empresa Adobe Systems; Hypertext Markup Languagebiônica, virtual ou digital. Hoje, a maior parte (HTML) e eXtensible Markut Language (XML): arquivos abertos,das bibliotecas passa por uma fase de transição: especificações de conhecimento público; Tagged Image File Format (TIFF) e DOC (processador de texto da Microsoft Corporation):é a chamada biblioteca híbrida, na qual convive a arquivos fechados, especificações não divulgadas pelos proprietáriosinformação tanto em suporte físico quanto digital, (TOUTAIN, 2006, p.17).situação atual da biblioteca do Inpe. 8 Digital Library Federation: consórcio de instituições (bibliotecas e universidades de vários países), apoia o desenvolvimento de projetos de digitalização e novas tecnologias em bibliotecas digitais. A biblioteca híbrida é designada para agregar 9 Digital libraries are organizations that provide the resources, including diferentes tecnologias, diferentes fontes, refletindo the specialized staff, to select, structure, offer intellectual access to, interpret, distribute, preserve the integrity of, and ensure the persistence over time of o estado que hoje não é completamente digital, collections of digital works so that they are readily and economically available nem completamente impresso, utilizando for use by a defined community or set of communities (DIGITAL LIBRARY FEDERATION, 2006).Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009 87
  9. 9. Silvia Castro Marcelinorepositório de publicações eletrônicas; um sistema compatível com o padrão de interoperabilidadede informação que armazene, preserve, divulgue adotado internacionalmente, com o objetivoe ofereça acesso à produção intelectual de uma de disseminar a memória técnico-científica doinstituição, ou seja: Instituto. Um repositório digital é uma forma de armaze- Com o crescente volume de infor mações namento de objetos digitais que tem a capaci- disponibilizadas, a Internet pode reduzir as dade de manter e gerenciar material por longos barreiras de distância e de tempo para acesso às períodos de tempo e prover o acesso apropriado informações e tornar-se um caminho para estreitar (VIANA; MÁRDERO ARELLANO; SHIN- o relacionamento entre a biblioteca e o usuário. TAKU, 2005, p.2). Tendo o bibliotecário como mediador no processo de busca e uso da informação e por meio da Internet,As bibliotecas digitais e os repositórios auxiliam as bibliotecas desempenham um papel na produçãoa comunidade científica no desenvolvimento do conhecimento, ao agregar valor à informaçãode trabalhos científicos, oferecendo acesso às e por atuarem como mediadoras e difusoras doinformações, discussão entre os pares e fornecendo conhecimento:indicadores de qualidade. [...] as bibliotecas têm uma grande vantagemCom o objetivo de expandir a atuação das bibliotecas sobre as outras organizações sociais; constituem,digitais e integrar serviços e práticas, surge intrinsecamente, ambientes nos quais predomi-o conceito de bibliotecas digitais federadas. na a busca de conhecimento. Isto faz com queIndependentemente dos programas e plataformas elas sejam um espaço privilegiado para partilharutilizados, as organizações participantes de uma ideias, propostas, projetos etc. (CASTRO“federação” compartilham padrões tecnológicos e FILHO; VERGUEIRO, 2005, p.6-7).políticas, o que possibilita a formação de uma rede Entretanto, apesar de a Internet ser uma tecnologiacom acesso único aos conteúdos digitais. Esses que propicia muitas facilidades, a variedade depadrões garantem a interoperabilidade como o informações disponibilizadas e a própria autonomiaprotocolo OAI-PMH10, proporcionando facilidade, do usuário podem levá-lo a perder tempo durante areduzindo custos e, principalmente, fornecendo pesquisa. A energia gasta para a realização de umauma interface única de busca para os usuários atividade, por exemplo, uma pesquisa científica(FERREIRA; SOUTO, 2006, p.325). na Web, precisa ser orientada de forma eficienteNo Brasil, importante iniciativa de federação de para que o usuário não se perca e não se canse debibliotecas digitais é a Biblioteca Digital de Teses e procurar a informação desejada. Por isso, é preciso que os sites de bibliotecas possibilitem uma economiaDissertações (BDTD), desenvolvida pelo IBICT11. da informação (localização e identificação deO Inpe participa da BDTD e, desde 1998, gerencia informações no contexto da Internet com esforçoseu próprio repositório institucional utilizando o reduzido).software Uniform Repositories for a Library (URLib)12, Faz-se necessário que as bibliotecas se apropriem10 A interoperabilidade visa à construção de um serviço coerentepara os usuários a partir de componentes técnicos distintos das das ferramentas atuais disponibilizadas na Weborganizações. O protocolo Open Archives Initiative - Protocol for e não se limitem apenas a tratar, armazenar eMetadata Harvesting (OAI-PMH) é utilizado para coleta automática de disseminar a informação na forma tradicional.metadados de documentos eletrônicos mantidos na rede.11 A BDTD está disponível em: <http://bdtd.ibict.br>. Ao disseminar a informação, elas devem fornecer12 O URLibService é o programa de computador que gerencia o suporte informacional aos usuários, exercer umacervo da URLib, uma multiplataforma de repositórios uniformes papel na geração do conhecimento e contribuir parapara biblioteca. O uso é livre para instituições públicas e associaçõessem fins lucrativos (BANON, G.J.F.; BANON, L.C., 2008). o desenvolvimento científico e tecnológico.88 Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009
  10. 10. A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas EspaciaisO próprio serviço de referência das bibliotecas do Instituto. Durante sua trajetória teve outrosestá se tornando um serviço de referência digital13. nomes e subordinações; desde 1991 é denominadaE o profissional bibliotecário também se encontra Serviço de Informação e Documentação (SID) eem transformação constante, exigindo-se dele a hoje está integrada ao Gabinete do Diretor (GB).adesão às novas tecnologias para acompanhar eatender os usuários com sua nova rotina de uso da Em 43 anos de história, a biblioteca vem ampliandoinformação, antecipando-se às suas necessidades e otimizando o acesso à informação especializadainformacionais. nas áreas do Inpe. Ao longo desses anos, serviços e produtos foram desenvolvidos para atender aosO bibliotecário de uma instituição especializada pesquisadores, tecnologistas, pessoal da área detem um papel importante na formação de usuários gestão, mestrandos, doutorandos, pesquisadoresindependentes que dominem os meios de aquisição visitantes, bolsistas e estagiários que integram suada informação, visando também a aprimorar a comunidade usuária.ciência e a tecnologia. Segundo Belluzzo (2001, p.3),para o aprimoramento da ciência e da tecnologia: A automação de procedimentos técnicos da biblioteca do Inpe contribuiu para seu reconhecimento e [...] é necessária a fluência científica e tecnológica remonta às décadas de 1960 a 1980, com a utilização que deve estar presente em todos os estágios de de grandes computadores. Visando à solução de uma pesquisa científica. problemas específicos de informação no Inpe, no decorrer do tempo foram criados sistemasEntende-se fluência como a capacidade de reformular como soluções caseiras, com grande capacidade dee gerar conhecimentos. armazenamento de dados.Para que o usuário tenha acesso à informação, Apesar de ter sido reconhecida pelo pioneirismosaiba como localizá-la e usá-la efetivamente, a no processo de automação, com o passar dos anosbiblioteca pode contribuir também no sentido a atualização dos sistemas desenvolvidos pelo Inpede criar sites interativos, lugares próprios com tornou-se precária. A partir do final da década deconteúdos e informações especializadas das áreas. 1990, melhorias ocorreram e outros sistemas foramOs sites de bibliotecas devem funcionar como adquiridos externamente. Com isso, a bibliotecafiltros que realizam uma triagem entre informações passou a oferecer mais facilidades, recursos, rapidezrelevantes e outras com menor valor, já que é e segurança nos serviços de aquisição, catalogação,necessária consistência para a produção da pesquisa recuperação e controle de empréstimos de suascientífica. publicações, o que resultou em mais qualidade no atendimento à comunidade usuária.BIBLIOTECA DO INPE Em 47 anos de existência, o Inpe também gerouA biblioteca do Inpe foi criada em 1965, subordinada inúmeros documentos, como relatórios técnicos,à direção, com a missão de fornecer informação manuais, notas técnicas, artigos de periódicos eespecializada para a comunidade técnico-científica trabalhos apresentados em congressos nacionais e internacionais, capítulos de livros e livros,13 O Serviço de Referência e Informação Digital (SRID) “procura dissertações de mestrado e teses de doutorado, quetranspor para o ambiente digital o Serviço de Referência e Informaçãorealizado tradicionalmente em bibliotecas, com a ajuda de recursos formam sua memória técnico-científica.apropriados, e utilizando-se dos benefícios das tecnologias deinformação e comunicação (TICs) para otimizar seus serviços e Desde 1998 o SID disponibiliza a consulta àatender às necessidades informacionais dos usuários das unidades memória técnico-científica do instituto por meiode informação” (ALVES; VIDOTTI, 2006, p.2).Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009 89
  11. 11. Silvia Castro Marcelinode sua biblioteca digital14, utilizando o Uniform Word, LaTeX e BrOffice.org Writer18, ferramentasRepository for a Library (URLib). Esta ferramenta adicionais que auxiliam os autores na edição efoi criada para atender à implantação e manutenção composição de textos.de uma biblioteca digital com acervos distribuídos.Cada documento é depositado em um repositório A atividade da memória técnico-científicapróprio, criado e gerenciado por meio do programa disponibiliza ainda um serviço qualificado parade computador URLibService (serviço da URLib). auxiliar na normalização dos trabalhos dos alunos, orientadores e pesquisadores, para tirar dúvidasO software utilizado permite a disponibilização do e sugerir adaptações necessárias à adequação àstexto completo dos documentos. Com os protocolos normas editoriais (RIBEIRO, 2005). TambémHTTP e OAI-PMH15, garante a persistência de links desenvolveu o acervo de ePrint e, em 2004,entre documentos depositados em acervos distintos. iniciou um trabalho para instituição da política deOs documentos podem ser recuperados por consulta autoarquivamento na biblioteca digital, instrumentoa um banco de metadados que descrevem os textos por meio do qual o próprio autor do Instituto inclui,completos armazenados. de forma eletrônica, seu trabalho, antes mesmo de ser publicado.A Biblioteca Digital do Inpe tem as seguintes Em 2008, com o objetivo de facilitar a coletafinalidades: oferecer recursos informatizados para de dados da produção científica do Inpe, foique os autores publiquem por meio de submissão on- desenvolvida uma ferramenta de importaçãoline e preservar a produção do Instituto, assim como de referências da Plataforma Lattes19. Assim, osoferecer instrumentos de apoio ao planejamento autores do Inpe que publicaram no ano de 2008estratégico, uma necessidade da direção do e atualizaram seus currículos Lattes tiveram comoInstituto. benefício a importação de suas referências paraEm dezembro de 2008, a memória técnico-científica a biblioteca digital da memória técnico científicado Inpe se distribuía em 12 acervos, contendo do Instituto. Essa ferramenta contribui para que se cumpra o item de obrigatoriedade do registro26.965 referências. Destas, 13.430 possuem link (cadastro e depósito) da produção científica dospara o texto completo nos formatos PDF, HTML autores nessa biblioteca digital.e outros 16. Além de disponibilizar o acesso àprodução científica do Inpe, essa atividade vem se A gestão de documentos de arquivos aindaaperfeiçoando constantemente e hoje disponibiliza não foi implantada do ponto de vista prático.o Manual para elaboração, formatação e submissão de teses, Deverá englobar a memória documental do Inpe,dissertações e outros trabalhos no Inpe17, além do formada por fotografias, slides, negativos, clippingsdownload do pacote com estilos para publicação em (reportagens sobre o Inpe), acervos documentais sobre equipamentos e instrumentos desenvolvidos14 O acesso à Biblioteca Digital que hospeda a memória técnico- em projetos de pesquisa, dispersos nos diversoscientífica do Inpe pode ser feito no endereço: <http://bibdigital. setores do Instituto. Encontram-se em andamentosid.inpe.br>. a higienização e o tratamento das fotografias, bem15 HTTP: Hypertext Transfer Protocol / OAI-PMH: Open ArchivesInitiative - Protocol for Metadata Harvesting. como a digitalização e o armazenamento dos clippings16 Informações obtidas no site da memória técnico-científica do na biblioteca digital.Inpe em 4 de dezembro 2008. Disponível em: <http://.bibdigital.sid.inpe.br>. 18 Os estilos são ferramentas que funcionam como guias para os17 O Manual encontra-se disponível diretamente no endereço autores. O LaTeX é um programa que permite editar documentoseletrônico: http://mtc-m18.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/ extensos com facilidade. O BrOffice.org Writer é semelhante ao Word,iris%401916/2005/05.19.15.27/doc/ManualPublicacaoInpe. com a vantagem de ser um software livre.pdf (Inpe, 2008), ou no site da biblioteca do Inpe <www.inpe.br/ 19 A Plataforma Lattes é a base de dados de currículos e instituiçõesbiblioteca> em “Como Publicar”. das áreas de ciência e tecnologia. Disponível em: <lattes.cnpq.br>.90 Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009
  12. 12. A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas EspaciaisO acervo bibliográfico em dezembro de 2008 possuía nacional e internacional por meio de intercâmbiosmais de 230.000 itens, entre livros, mapas, relatórios, e convênios. Realiza também intercâmbio de suafascículos de periódicos e outras publicações. A produção científica com várias instituições decomunidade usuária cadastrada no SID20 até essa pesquisa.data, para uso da biblioteca e empréstimo depublicações, é de 1.263 usuários, entre servidores, Diante das dificuldades geradas por recursosalunos de pós-graduação, estagiários, bolsistas e financeiros escassos, o SID tem buscado saídasfuncionários terceirizados, além de usuários de para suprir suas necessidades de atualização doinstituições externas. acervo e melhorias voltadas para as TICs, mediante parcerias e auxílio das agências financiadoras. O SIDO SID contava, em 2008, com uma equipe formada deve atender às necessidades da comunidade depor bibliotecários, analistas e assistentes com usuários com serviços personalizados e de excelência,formação em psicologia, desenho industrial, letras participando ativamente do processo de planejamentoe ciências contábeis, funcionários terceirizados nas estratégico do Inpe.atividades de suporte à informática, digitalizaçãoe higienização, além de estagiários das áreas A biblioteca reconhece a importância das mudançasde biblioteconomia, informática, secretariado, que vêm ocorrendo no Instituto e tem se esforçadopedagogia e administração. na adaptação às novas exigências. Para tanto, o SID necessitou rever seu modelo de gestão. Na buscaAlém do SID, localizado na sede do Inpe em São por uma garantia de sucesso no planejamento deJosé dos Campos, existem atualmente mais duas seus serviços, elaborou em 2006 um programa debibliotecas localizadas nas unidades regionais em avaliação de desempenho de seus serviços meio eCachoeira Paulista: do Centro de Previsão do Tempo fim.e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Laboratório deCombustão e Propulsão (LCP). O programa, que buscava uma análise situacional do SID, teve os seguintes objetivos: mapear asA política de atuação do SID é definida pela Comissão características e necessidades dos seus usuáriosPermanente de Informação e Documentação reais e potenciais; avaliar produtos e serviços(CPID), com representantes das áreas de atuação do oferecidos; avaliar o SID na visão da equipe e daInpe, além do bibliotecário-chefe. Já a coordenação e direção do Inpe; avaliar o acervo. Para a avaliaçãosupervisão da Política Editorial e de Preservação da foi elaborada uma enquete com usuários e nãoProdução Intelectual é de competência do Conselho usuários das bibliotecas física e digital. Com isso,de Editoração, em conjunto com o SID. pretendeu-se obter subsídios para a melhoria dos serviços oferecidos. A enquete foi disponibilizadaO SID mantém convênios e consórcios com no site Biblioteca On-line e obteve 481 respondentes,instituições correlatas para atender às necessidades 24% do total de usuários estimados na época.da comunidade usuária, como o Convênio Portal de Além da enquete, aplicou-se uma metodologia dePeriódicos da Capes e o Programa de Comutação pesquisa com grupos de foco, o que possibilitou aBibliográfica do IBICT (Comut). Além dos usuários coleta de subsídios para análise dos resultados dosdo Inpe, atende à comunidade técnico-científica questionários.externa, indústrias e instituições de São José dosCampos e do estado de São Paulo, comunidade Com o resultado obtido pela enquete, pelos grupos de foco e pela avaliação da equipe, foi elaborada uma proposta de trabalho, submetida à apreciação20 Os dados foram retirados do sistema de gerenciamento SophiAem 04 de dezembro de 2008. das bibliotecas das unidades regionais, da CPID,Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009 91
  13. 13. Silvia Castro Marcelinodo Gabinete do Diretor, do grupo de competência produtos; captação de recursos junto a órgãos deModelo Institucional e de Gestão do Inpe (PE) e fomento para infra-estrutura e acompanhamentoda direção do Inpe. O documento continha uma e avaliação.análise dos pontos fortes, fracos, dos que precisavamser melhorados, das ameaças e oportunidades, O desenvolvimento do processo de modernizaçãoopiniões e sugestões da comunidade, bem como do SID exigiu e continua exigindo funcionáriosas ações estratégicas voltadas para as necessidades cada vez mais qualificados para que se obtenhados usuários do SID. Após diversas avaliações, um desempenho satisfatório do sistema com bons resultados. Isto resulta na necessidade deevidenciou-se que a biblioteca não é mais o único estabelecimento de mecanismos de avaliação doslugar onde se encontra a informação, conforme serviços e das ferramentas adequadas à realidadecitação a seguir: do SID, sem se tornar obsoleta a curto ou médio [...] o SID não poderá basear seu futuro naquilo prazo. Nesse contexto, o site constitui ferramenta que foi sucesso até agora, ou seja, difundir o importante para cumprir plenamente a nova missão conhecimento. Se a biblioteca quiser preservar do SID. sua função no Inpe, ela vai precisar mudar a forma SITE BIBLIOTECA ON-LINE de atuar. Isso não significa aumentar a divulgação, mas a interação SID – usuário. O futuro do SID O site da biblioteca foi originalmente desenvolvido estará muito mais em servir ao Inpe na medida em 1998 e se encontrava totalmente desatualizado, em que ele será o ponto de referência da memória por falta de pessoal capacitado e de um projeto de intelectual do conhecimento produzido (INPE. re-estruturação. O projeto de reformulação total SID, 2008b, p.14). do site em substituição ao original foi desenvolvido durante o ano de 2006, por uma analista de sistemasA partir dessas avaliações, foi elaborada uma nova do Inpe (funcionária terceirizada locada na área deproposta para a promoção de estratégias que Observação da Terra - OBT) e uma bibliotecáriaaprimorem e ampliem a participação do SID nas de referência (autora deste trabalho), com aatividades de PD&I do Inpe. A primeira versão foi colaboração de toda a equipe do SID e contribuiçãoapresentada e aprovada pela Direção do Instituto, de um profissional da comunicação do Inpe. “Aspassando atualmente pela fase de implementação. contribuições e sugestões desses profissionais foram essenciais para o desenvolvimento do projeto”Nessa proposta reviu-se a missão do SID: (BANON; MARCELINO, 2006, p.6). Promover e tornar disponível o acesso à Para a construção do site da biblioteca do Inpe informação técnico-científica nas áreas de atuação foi utilizada a arquitetura da informação, uma das do Inpe em ambiente virtual, contribuindo para ferramentas existentes para o desenvolvimento a geração do conhecimento” (INPE.SID, 2008a, de interfaces inteligentes. As interfaces são as p.4). responsáveis pela comunicação entre o usuário e a Internet e devem ser adequadas às necessidadesO documento também define as diretrizes e ações dos usuários. É possível aprimorar as interfaces,do SID para o período 2008 a 2011: ampliação integrar conteúdo, design, serviços e produtos, buscarda infraestrutura de TICs; aperfeiçoamento da maior interação com o usuário final, visando ao usoaquisição e ampliação de participação em consórcios confortável e eficaz dos sites:e parcerias; organização da informação parauso; preservação e conservação da informação; É através da interface que o usuário se relacionacapacitação das equipes; ampliação de serviços e com o sistema. A interface estabelece o modo92 Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009
  14. 14. A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais como a informação é apresentada dentro de cada alvo (cliente interno e externo); verificação dos nó e as possíveis formas de interação do usuário serviços existentes e sua usabilidade (BANON, com a mesma. Dependendo do seu projeto a MARCELINO, 2006, p.5). informação pode ser apresentada de maneira mais ou menos intuitiva, agradável ou clara, O site da biblioteca do Inpe foi inaugurado em podendo encorajar ou não o usuário a voltar novembro de 2006 e recebeu o nome de biblioteca (MARTINEZ, 2002, p.13). on-line, englobando a biblioteca física e a digital, com o oferecimento de vários outros serviços.A arquitetura da informação pode melhorar alocalização de informações dentro de um site, Considerou-se que um site de biblioteca deve integrarfacilitando o acesso e a navegação. Como o site e divulgar conhecimentos e servir de guia para osde biblioteca oferece uma variedade de serviços, a usuários, sendo o primeiro passo a ser seguido paraarquitetura da informação torna-se essencial para localização das informações técnicas e científicasseu desenvolvimento. procuradas. Com isso, buscou-se desenvolver uma interface que constituísse uma passagem,Segundo Rosenfeld e Morville (2002), a arquitetura uma interligação para outras instituições e basesda informação atua mediante a estruturação das informacionais de áreas afins ao Inpe. Levou-se eminformações, um planejamento e uma organização consideração que, se um usuário é bem atendidoprévia, a partir da combinação dos seguintes em sua pesquisa em sites dessa natureza, ele obtémelementos básicos: sistema de organização (determina informações importantes, resultando em umacomo o conteúdo do site pode ser estruturado e aprendizagem facilitada e otimizando seu processoagrupado); rotulagem (estabelece as formas de individual de geração de conhecimento.representação e apresentação da informação pormeio de rótulos ou ícones); navegação (especifica as Desde sua inauguração em 2006, o site Biblioteca On-maneiras como o usuário pode se mover em um site, line recebeu várias notícias e novos serviços forampor meio de barras de navegação e mapas); método incluídos. Entretanto, a atualização do site não seguede busca (auxilia o usuário a formular consultas que uma frequência regular e de forma planejada. Compodem possibilitar resultados relevantes). isso, apesar das atualizações citadas, existem muitas outras informações, notícias, bases e serviços que [...] a Arquitetura da Informação atua sobre poderiam ser disponibilizados no site, mas que ainda os web Sites, determinando primeiramente não foram incluídos em razão da falta de uma equipe público e objetivos, e a forma de atingi-los com de manutenção e de uma política de atualização. eficácia e eficiência. Por meio de desenhos, Isto tudo, se em funcionamento, agregará valor ao tenta-se traçar, pensando como um usuário, os site, proporcionando mais qualidade de informação possíveis caminhos que podem ser utilizados, aos usuários. identificando o que pode ser interessante e o porquê, tendo sempre uma percepção sensível CONSIDERAÇÕES FINAIS às suas necessidades (VIDOTTI; SANCHES, A biblioteca do Inpe passa por uma fase híbrida, 2004, p.2). trabalha com publicações impressas e digitalizadas.No desenvolvimento do projeto do site da biblioteca No site Biblioteca On-line é possível ter acesso remotodo Inpe, seguiram-se as seguintes etapas para a aos conteúdos digitais, ao catálogo do acervo físicogestão de conteúdos em projetos de bibliotecas e, ao mesmo tempo, aos outros serviços e produtosdigitais: identificação do contexto (natureza, tipo informacionais.de negócio e serviço oferecido aos clientes); públicoCi. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009 93
  15. 15. Silvia Castro MarcelinoA qualidade dos produtos oferecidos pelo SID REFERÊNCIASem seu site deve ser periodicamente avaliada pelos ALVES, A. P. M.; VIDOTTI, S. A. B. G. O serviço de referênciausuários, visando a aprimorar cada vez mais a e informação digital. Biblionline, v. 2, n. 2, 2006. Disponível em: <http://www.okara.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/article/interface, pois o objetivo principal dos usuários viewFile/611/448>. Acesso em: 6 nov. 2007.de sites de bibliotecas é recuperar informações no BANON, G. J. F.; BANON, L. C. O que é a URLib? São José dosmenor tempo possível, utilizando uma interface Campos: [s.n.], 2008. Deposited in the URLib collection, work-dinâmica, de aprendizagem e de uso fácil. É in-progress. Disponível em: <http://urlib.net/iconet.com.br/ banon/2001/05.25.16.44>. Acesso em: 3 jan. 2008.importante que o site Biblioteca On-line disponibilize BANON, L. C.; MARCELINO, S. C. Relato da experiência sobreos recursos de busca e de navegação aos usuários, a criação do Portal do Serviço de Informação e Documentaçãocom interface projetada para os usuários e não para do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. In: SEMINÁRIOos bibliotecários. NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14., 2006, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2006. Publicado como: INPE- 14178-PRE/9300. Disponível em: <http://mtc-m16.sid.inpe.br/A avaliação do site Biblioteca On-line foi feita em rep-/sid.inpe.br/mtc-m16@80/2006/10.31.16.25>. Acesso em: 32008, por meio de um estudo de usuários e de um set. 2006.estudo de usabilidade, descritos na dissertação de BARRETO, A. A. Mudança estrutural no fluxo do conhecimento: amestrado da autora deste trabalho (MARCELINO, comunicação eletrônica. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 2, p. 122- 127, maio/ago. 1998. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.2008). Buscou-se avaliar os serviços oferecidos por php?script=sci_arttext&pid=S0100-19651998000200003&lang=pt>.parte dos usuários no que se refere à estrutura, Acesso em: 1 fev. 2008.linguagem, usabilidade e satisfação, pois conhecer BRIGGS, A.; BURKE, P. Uma história social da mídia: de Gutenberg àas expectativas dos usuários deve ser o primeiro Internet. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. 375 p.passo para o oferecimento de serviços e produtos BURKE, P. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. 241 p.de excelência. CASTELLS, M. A Sociedade em rede: a era da informação: economia,Também a partir desse estudo, foi elaborada uma sociedade e cultura. 5. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999. v. 1. 617 p.proposta de fortalecimento do site Biblioteca On- ______. Internet e sociedade em rede. In: MORAES, D. (Org.). Por uma outra comunicação: mídia, mundialização cultural e poder. 2. ed.line, como parte integrante do Portal do Inpe, Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 256-287.possibilitando o acesso e a preservação das fontes de CASTRO FILHO, C. M.; VERGUEIRO, W. A permeabilidade dasinformação. Ao fortalecer o site, o SID se constituirá unidades de informação à gestão do conhecimento: o ambienteem um facilitador do acesso à informação gerada das bibliotecas especializadas brasileiras. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃOe adquirida para dar maior visibilidade à produção E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 21., 2005, Curitiba. Anais...do saber nas áreas espacial e do ambiente terrestre Curitiba: Federação Brasileira de Associação de Bibliotecários, 2005.à sociedade. 1 CD-ROM. CEZARINO, M. A. N. Bibliotecas especializadas, centros deO SID tem contribuído com a sociedade, fazendo documentação, centros de análise da informação: apenas uma questão de terminologia? Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belouso estratégico da informação para facilitar o acesso Horizonte, v. 7, n. 2, p. 218-241, set. 1978.ao conhecimento científico de maneira transparente DIAS, M. M. K.; BELLUZZO, R. C. B. Gestão da informação em ciênciae eficaz. Entretanto, ainda precisa evoluir para e tecnologia sob a ótica do cliente. Bauru: EDUSC, 2003. 186 p. (Coleçãofomentar novos conhecimentos no ambiente Plural).virtual, tornando-se uma ferramenta facilitadora DIGITAL LIBRARY FEDERATION. A working definition of digitalna construção de novos conhecimentos científicos library [1998]. [S.l.]: DLF, 2004. Last updated: 2 Aug. 2006. Disponível em: <http://diglib.org/about/dldefinition.htm>. Acesso em: 17e tecnológicos. mar. 2008. FREIRE, G. H. Ciência da informação: temática, histórias e fundamentos. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 11, n. 1, p. 6-19, jan./abr. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S1413-99362006000100002&lang=pt>.Artigo submetido em 12/12/2008 e aceito em 20/07/2009. Acesso em: 26 fev. 2008.94 Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009
  16. 16. A contribuição da biblioteca para a construção e difusão do conhecimento no Instituto Nacional de Pesquisas EspaciaisGARCEZ, E. M. S; RADOS, G. J. V. Biblioteca híbrida: um novo MORAN, J. M. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologiasenfoque no suporte à educação a distância. Ciência da Informação, audiovisuais e telemáticas. In: MORAN, J. M.; MASETTO, M.Brasília, v. 31, n. 2, p. 44-51, maio/ago. 2002. Disponível em: <http:// T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 8. ed.www.scielo.br>. Acesso em: 15 fev. 2008. Campinas: Papirus, 2004. cap. 1, p. 11-65.INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE). MUELLER, S. P. M. A ciência, o sistema de comunicação científicaPlano diretor do INPE 2007-2011: planejamento estratégico do INPE. e a literatura científica. In: CAMPELLO, B. S.; CENDÓN, B. V.;São José dos Campos: [INPE], 2007. 33 p. Disponível em: <http:// KREMER, J. M. Fontes de informação para pesquisadores e profissionais.www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/Plano_Diretor_2007-2011_ Belo Horizonte: UFMG, 2003. cap. 1, p. 21-34.v3.pdf>. Acesso em: 6 jan. 2008. RIBEIRO, M. L. Trajetória da biblioteca do INPE: 40 anos. São______. SERVIÇO DE INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO José dos Campos: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais,(INPE.SID). Proposta para a promoção de estratégias que aprimorem e ampliem 2005. Disponível em: <http://ePrint.sid.inpe.br/rep-sid.inpe.br/a participação do SID nas atividades de P,D&I do INPE. São José dos ePrint@80/2005/03.29.14.17>. Acesso em: 5 mar. 2007.Campos: [INPE], 2008a. 10 p. ROSENFELD, L.; MORVILLE, P. Information architecture for the World______. Resultado do programa de avaliação de desempenho da qualidade Wide Web. 2. ed. Sebastopol, CA: O’Reilly, 2002. 461 p.do Serviço de Informação e Documentação (SID). São José dos Campos: TARAPANOFF, K.; ARAÚJO JÚNIOR, R. H.; CORMIER,[INPE], 2008b. Disponível em: <http://urlib.net/sid.inpe.br/mtc- P. M. J. Sociedade da informação e inteligência em unidades dem17@80/2008/02.07.16.06>. Acesso em: 8 jun. 2008. informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 91-100, set./LEVACOV, M. Bibliotecas Virtuais: (r)evolução? Ciência da Informação, dez. 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=Brasília, v. 26, n. 2, p. 125-135, maio/ago. 1997. Disponível em: sci_arttext&pid=S0100-19652000000300009&lang=pt>. Acesso<http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext&pid=S0100- em: 15 fev. 2008.19651997000200003&lang=pt>. Acesso em: 7 mar. 2008. TOUTAIN, L. M. B. B. Biblioteca Digital: definição de termos. In:LÉVY, P. O que é o virtual? São Paulo: Ed. 34, 1996. 160 p. (Coleção Marcondes, C. et al. (Org.). Bibliotecas digitais: saberes e práticas. 2.TRANS). ed. Salvador: UFBA, p. 13-24, 2006.MARCELINO, S. C. Estudo de usuários e usabilidade de sites de bibliotecas VIANA, C. L. M; MÁRDERO ARELLANO, M. A; SHINTAKU, M.especializadas: o caso da Biblioteca On-line do Instituto Nacional de Repositórios institucionais em ciência e tecnologia: uma experiênciaPesquisas Espaciais (INPE). 2008. 184 p. (INPE-15404-TAE/74). de customização do DSpace. In: SIMPÓSIO DE BIBLIOTECASDissertação (Mestrado em Semiótica, Tecnologias de Informação DIGITAIS, 3., 2005, São Paulo. Anais... São Paulo: CRUESP, 2005.e Educação)–Universidade Braz Cubas (UBC), Mogi das Cruzes, Disponível em: <http://bibliotecas-cruesp.usp.br/3sibd/docs/2008. São José dos Campos, 2008. Disponível em: <http://urlib. viana358.pdf>. Acesso em: 21 mar. 2008.net/sid.inpe.br/mtc-m18@80/2008/11.24.12.49>. Acesso em: 10 VIDOTTI, S. A. B. G.; SANCHES, S. A. S. Arquitetura dadez. 2008. informação em Web site. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DEMARTINEZ, M.L. Um método de webdesign baseado em usabilidade. BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. Anais... Campinas:2002. 310 p. Tese (Doutorado em Engenharia)-Escola Politécnica, UNICAMP, 2004. Disponível em: <http://libdigi.unicamp.br/Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. document/?view=8302>. Acesso em: 23 jun. 2006.Ci. Inf., Brasília, v. 38, n. 2, p. 80-95, maio/ago. 2009 95

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