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Parte 9
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Parte 9

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  • 1. - Feriados de final de ano- Natal"Você pode pelo menos fingir que você quer estar aqui e não em outro lugar?"Jillian falou, e tirou Patrick de seu devaneio. Sentando-se contra a cabeceira dacama, ele tirou os olhos do livro que ele estava tentando ler. Tallulah dormia aoseu lado e não tinha ouvido o tom frio de sua mãe.Os feriados de final de ano se aproximaram mais rápido do que ele imaginava. Istohavia deixado muito pouco tempo para fazer alguma coisa ou algum plano. Patrickestava distraído, a cabeça estava cheia de um milhão de coisas diferentes, porisso ele não poderia sequer mentir para Jillian e fingir que não estava preocupado."Eu quero estar aqui." Ele argumentou com um olhar chocado. Em parte eraverdade. Ele nunca iria querer perder o Natal com a filha. Mas, ele também estavatendo um momento difícil, sabendo que ele não estava com Ellen para os feriadosnatalinos."Não me faça de boba, Patrick." O jeito que ela falou o seu nome o fezestremecer. "Você está de mau humor desde que chegamos aqui.""Eu não estou!" Ele não tentou levantar a sua voz, mas suas palavras seguintestornaram difícil. Eles chegaram na casa do lago, no Texas, no dia anterior. Os paise irmãos de Jillian estavam todos lá, durante o feriado. Ninguém sabia sobre a suasituação. Durante cinco dias, Jillian e Patrick teriam de agir como um casal feliz.Eles tinham que agir dessa maneira em público para manter as aparências, masestava se tornando mais e mais difícil a cada dia.Jogando as mãos para o ar, Jillian virou as costas para ele tirando a blusa deseda e substituindo-a com uma camiseta. "Você poderia começar a agir como seestivesse gostando, então. Eu teria preferido passar o Natal com Scott. Mas, estouaqui por nossa filha. Eu sou a única que tem que mentir para meus pais. Se euposso sorrir, então você também pode." Jillian não se preocupou em perguntar aele antes de desligar a luz. Eles não tinham se falado muito desde que ele tinhadito a ela sobre o bebê. Apesar da raiva que suas palavras haviam causado,sentiu-se confortado ao saber que ela, pelo menos conversava com elenovamente.Jillian estava certa, e ele sabia disso. Ambos estavam fazendo sacrifícios para obem de sua filha, mas Patrick não conseguia segurar a pontada de amargura queele tinha. Jillian poderia pelo menos ver Scott na hora que ela queria. Ospaparazzi raramente a seguiam, ela não era um tema quente como Patrick. Ele eEllen tinham tantas restrições que ele ficava surpreso que ele pudesse vê-la devez em quando.Quando ela se deitou na cama, Patrick suspirou no escuro. "Eu sinto muito." Eleadmitiu. "Eu vou tentar fazer o melhor". Ele tinha que tentar, por sua filha."Bom". Nenhum deles moveu uma polegada. Tallulah estava entre eles, mas aindaassim, ele sentia que era errado estar compartilhando a mesma cama. Nãodeveria ter de se sentir tão estranho, mas ele sentia. Patrick e Jillian tinhamcomprado a casa de férias há três anos para que eles tivessem um lugar para ficarem sua cidade natal. Embora tivessem ido lá mais de uma dezena de vezes, elenunca se sentia em casa. Ele se perguntava quem iria ficar com a casa após o
  • 2. divórcio ser finalizado. Ele decidiu, naquele momento, que ele iria deixar a casapara Jillian. Ele nunca a sentiu como sua, para começar.A parte nostálgica de Patrick sentiu que deveria estender a mão e tocá-la. Mas, olado realista dele disse-lhe que era uma idéia terrivelmente ruim. Sentindo-seculpado por ter pensado isso, ele virou de lado e colocou a mão em Tallulah. Suafilha, que atuava como uma barreira física entre eles, dormia, completamenteinconsciente da tensão estranha que irradiava de seus pais."Alô?" Ellen murmurou para o telefone. Olhando para o relógio ao lado da cama,ela percebeu que era quase meia-noite."Oh, eu acordei você. Me desculpe." A voz de Patrick ecoou de volta para ela e elalimpou sua garganta."Sim, mas tudo bem." Excitação nervosa acumulava-se em seu estômago. Suavoz de repente perdeu toda a sonolência, e ela encontrou-se desperta. Sentando-se, ela se encostou à cabeceira. A cama no quarto de hóspedes de sua irmã eraconfortável o suficiente, mas não era igual a sua. Ela sentia falta de sua própriacama. Mais importante, ela sentia falta de Patrick em sua cama."Eu esqueci como era tarde aí.""Não se preocupe com isso. Eu não estou dormindo cedo, desde que chegueiaqui.""Sim, eu liguei tarde demais." Houve uma pausa estranha, e Ellen não queria queestivessem em lados opostos do país."Hum ... eu não tinha certeza de que chegaríamos a falar hoje." Ela admitiu, comvoz calma que quebrou o silêncio. Patrick soltou um suspiro suave e ela podiaimaginá-lo com a mão atravessando o seu cabelo escuro."É Natal, El. Eu não poderia ficar sem ligar para você no Natal." Eles haviamtentado se falar pelo menos uma vez por dia, desde o hiato entre os feriados. Erauma tarefa difícil, e às vezes o único contato era através de e-mails e mensagensde texto."Eu sei que você estava muito ocupado com Tallulah e sua família e todos ...""Eu estava ocupado, mas não me esqueci de você, Ellen." Ele respondeu de umavez. "Eu não tenho sido capaz de te tirar da minha cabeça, na verdade."Acrescentou."Nem eu". Suas palavras tinham a deixado mais confiante. Parte dela sabia queele não tinha esquecido. Mas, ainda, uma pequena parte sua tinha medo de queele não pensasse nela. Ele estava com sua família ... uma família que ela não seencaixava. "Eu sinto sua falta". Sua resposta foi fraca como o sussurro do ventodurante a noite. Mesmo no Texas, onde era quente e úmido, ele estremeceu."Eu sinto sua falta também." Patrick respondeu com um suspiro. "Algum dia nósvamos ser capazes de passar o Natal juntos, como uma família". Ele estavaesperando assegurá-la, e talvez ele também quisesse se assegurar disso."Espero que sim, eu não acho que o nosso filho ou filha se divertiria sem o seu
  • 3. pai". Suas palavras não foram feitas para atingi-lo, mas, de qualquer maneira, elerecuou. Ele e Jill não tinham discutido a custódia ainda. Seria prematuro, uma vezque ele pediria o divórcio no próximo ano. Ele não tentou passar muito tempo sepreocupando com a forma como iria funcionar, mas às vezes era duro. Comoexatamente ele iria passar o Natal com os seus dois filhos?Percebendo que ele tinha ficado, de repente, em silêncio, Ellen se desculpou."Desculpe. Eu não queria dizer isso assim, eu sou apenas um tipo esquisito."Embora sua mente estivesse rodando, suas palavras o divertiram."Um tipo esquisito?" Ela poderia dizer que ele estava sorrindo."Sim. Você sabe, não como o Grinch, mas definitivamente não é minha vida decostume.""Hmmm ..." Patrick entendeu. "De acordo com Jill, estou da mesma forma. Estearranjo de Natal foi muito mais difícil do que eu pensava que seria.""Eu sei". Ellen estava completamente acordada, e sua outra mão movia-seinconscientemente pelo seu abdômen. "O plano de viagem até aqui na casa daminha irmã também foi horrível." Ela admitiu. "Eu estava enjoada quase o tempointeiro. Acho que minhas irmãs estão começando a ficar desconfiadas. Eu tenhorecusado vinho ao jantar duas noites seguidas e agora elas juram que meu olharestá diferente.""Você acha que elas sabem?" Patrick estava cansado de esconder o pânico emsua voz. Leslie achou melhor não contar a sua família, antes do comunicado daimprensa sair. Ela tinha certeza que iria vazar. Ele tinha medo de saber que suafamília iria fazer muita pressão sobre ela para explicar como tinha engravidado."Não, mas tenho medo de que irão descobrir. Eu sou mais próxima de Kathy, elateve três filhos ... ela vai começar a fazer perguntas em breve.""Você vai contar a verdade?" Ellen ficou em silêncio por um minuto, e ele podiaclaramente ver a sua imagem girando um fio de cabelo entre seus dedos."Eu acho que sim. Eu confio nela para qualquer coisa. Ela praticamente me criou."Patrick só podia imaginar o que irmã protetora de Ellen diria sobre ele. Ele era,para todos os efeitos, "casado"."Ela vai me odiar.""Ela não vai. Ela ama você"."Ela não vai me amar, uma vez que você diga a ela que eu te engravidei, e vouficar com minha esposa.""Eu vou lhe dizer a verdade, TODA a verdade, Patrick. Eu não vou ter a minhairmã pensando que eu sou uma prostituta destruidora de lares"."Não ..." Ele argumentou de imediato, odiando quando ela se referia a ela comoisso. "Tudo bem se você estiver ok com o seu conhecimento. Apenas verifique seela entende onde ela está se metendo.""Ela vai, não se preocupe."
  • 4. "Então, meu telefonema tornou-a menos esquisita?" Ele provocou, esperando queela estivesse sorrindo."É, definitivamente ajudou." Ela disse em diversão. "Eu provavelmente deveria ir.Estamos abrindo os presentes com a minha família inteira"."Sim, eu também. Oh, eu queria te dizer ..." A voz dele sumiu."Sim?""Eu e Jill estamos partilhando a mesma cama. Com T junto, na verdade, mas eupensei que você deveria saber. ... É uma sensação estranha." Ellen riu."Eu meio que esperava por isso, quando você disse que seus sogros estariam lá.""Você não está chateada?" Ela não tinha razão de ficar, mas ele queria certificar-se."Será que devo ficar?""Não. Confie em mim, é muito estranho.""Então, não. Eu não estou chateada. Feliz Natal, Paddy."Não sendo possível manter o sorriso em seu rosto, ele olhou para cima no céu danoite estrelada. "Feliz Natal, El".- Ano NovoEm algum lugar, na distância, Ellen podia ouvir fogos de artifício e aplausos.Boston, assim como o resto da costa leste, estava comemorando o ano novo. ATV estava muda, mas era impossível não notar a câmera panorâmica sobre oscasais se beijando em Times Square.Ter de assistir casais felizes no novo ano, foi a razão pela qual ela havia mentidoquando foi embora da casa de sua irmã na véspera de Ano Novo. Kathy, queagora sabia o grande segredo sobre ela e Patrick, acreditou quando ela disse quenão estava se sentindo bem. Não era uma mentira completa. Ela estava sesentindo melhor fisicamente. O enjôo matinal parecia ter dado uma pausa, masemocionalmente, ela não estava nada bem. Cada dia longe de sua droga, Patrick,ela ficava cada vez mais triste.Ellen queria passar os feriados com ele. Ela queria ver o olhar no seu rostoquando ele abrisse o presente que ela tinha comprado para ele. Ela queria sentirseus lábios contra os dela à meia-noite. Pensando em toda a sua vontade a fez sesentir ainda pior. "Você está sendo egoísta." Ela disse a si mesma mais e mais. Andando até a janela, Ellen espiou os barcos no porto. O hotel, pelo qual haviadeixado a casa das irmãs para ficar hospedada, estava na extremidade norte dacidade e era um de seus favoritos. Não importava o que ela queria, queria algoque nunca poderia ter, era apenas a definição própria para o fracasso. Ela nãopodia. Não. Ela não iria nunca querer ou esperar que Patrick abandonasse suafilha para ficar com ela, especialmente em um feriado. "Estes são os sacrifíciosque tenho a fazer." Ela disse a si mesma, observando a respiração enevoada najanela fria.
  • 5. Porém, nada que dissesse a si mesma parecia estar funcionando. O sentimentode vazio que enchia-lhe a alma só não iria embora. Como era possível se sentirtão sozinha quando outra vida estava crescendo dentro dela? A vida ... que elatinha criado com o homem que ela amava tanto. Não fazia nenhum sentido. Agarganta de Ellen estava fechada quando ela tentava lutar contra as lágrimas. Nãoadiantava tentar segurá-las de volta, porém, seus hormônios instáveis trouxeramum súbito tormento de emoção. Inclinando sua cabeça contra a janela, Ellen deixava suas emoções assumirem.Tudo estava ao contrário para ela se sentir tão impotente. Ela não era umapessoa que ficava se chafurdando na autopiedade, mas ela não via outraalternativa, com um pensamento negativo após o outro, empilhados em suacabeça. Cada pensamento invadia sua psique e fazia seu coração doer mais emais.Ela estava tão perdida na miséria, que o persistente batido da porta não chegou aseus ouvidos, até poucos minutos depois. Amaldiçoando sua sorte, desprezou ofato de que ela havia encomendado o serviço de quarto minutos antes, para mataro seu desejo de comer tarde da noite confortavelmente.Certamente o garçom iria achá-la patética. Era 2007, enfim. O que ela estavafazendo chorando solitária em seu quarto de hotel? Furiosamente limpava aslágrimas de seu rosto, alisou os cabelos com as mãos e esperava que estivessepelo menos semi-apresentável.Abrindo a porta devagar, ela manteve sua cabeça baixa até que o homem falou."Feliz Ano Novo Miss Pompeo". Por um segundo, ela pensou que estavaimaginando. Ela tinha perdido a cabeça? A familiar, reconfortante voz não podiater acabado de sair da boca daquele estranho. Finalmente, depois que se dispôs aolhar para cima, ela não tinha certeza de que poderia formar um pensamentocoerente, tal como a sua mão voou para a boca."Patrick?" Balançando a cabeça, Ellen sentia-se um pouco tonta, com o choque.Patrick não poderia estar de pé na frente dela. Ele estava no Texas ... com suafamília. Exceto, é claro que ele não estava, porque ele estava de pé diante delacom o olhar travesso que ela conhecia tão bem.Era impossível dizer quantos minutos se passaram quando eles se entreolhavam.Permitindo que sua respiração voltasse regularmente, ela notou que seu cabeloestava uma bagunça, suas roupas estavam enrugadas, e ele tinha olheiras sobseus olhos."Você está bem?" Ele perguntou depois de algum tempo, e ficou claro para elaque ele provavelmente tinha notado que ela esteve chorando, apenas algunsminutos antes. Antes que ela pudesse parar, as lágrimas frescas fizeram o seucaminho para os olhos dela e ela fez sinal para ele entrar.Ele mal tinha entrado no quarto, quando ela voou para os seus braços. "Eu sentitanta saudade de você". Ela conseguiu falar, antes que sua voz quebrasse esoluços tomassem conta de seu corpo mais uma vez. Sentindo que ela entrariaem colapso a qualquer momento, ele consolou-a com sussurros calmantes. Ela sesentia patética. Eles apenas tinham se separados por duas semanas. Mas, nãoera o tempo que ficaram separados. Não era que não se tinham visto. Eram osferiados. Feriados deveriam ser gastos com quem você ama."Eu senti muita saudade de você, também." Ele disse a ela, sua própria dor
  • 6. evidente em sua voz. Ele entendeu por que ela estava chateada. Não havianenhuma necessidade de ela explicar. Embora ele não chorasse, ele se sentia damesma maneira, durante seu tempo de intervalo. "Eu estou aqui agora." Eleesperava que ela começasse a relaxar na sua presença. Patrick não tinha idéia dequanto tempo ela ficou abalada deste jeito, mas sabia que não era bom para elaou o para o bebê.Após vários minutos, seu choro desacelerou e ela puxou a cabeça para fora deseu peito para olhar para ele. "O que você está fazendo aqui?" Ela se perguntava,enquanto enxugava as lágrimas. Sorrindo para ela, ele teve tempo para apreciar asua aparência. Seu estômago estava escondido debaixo de sua camiseta, mas elepoderia ver o arredondado discreto que não tinha estado lá, há duas semanasatrás. Embora parecesse que ela esteve chorando por algum tempo, seu rostoainda tinha um brilho de alegria que ele não sabia como as pessoas não estavampercebendo.Movendo um fio de cabelo molhado para longe do seu rosto, ele passou seusdedos pela bochecha dela, antes de deslizar para baixo para descansar em seuquadril. "Eu queria fazer uma surpresa." O rosto dela mudou para um pequenosorriso enquanto falava. "Eu sei que tem sido difícil. Eu queria vê-la, para passar oano novo com você. Estou um pouco atrasado, evidentemente." Ele provocou,olhando para o relógio. "Precisei de um monte de amigos influentes paraconseguir um vôo para fora na véspera do Ano Novo, e esse foi o primeiro que euconsegui para chegar até aqui."Ellen olhou para ele com espanto. Era inacreditável para ela que ele tivessepensado em vir. "Mas, o que disse ..." Ele a interrompeu antes que pudesseterminar. "Os pais de Jill estão com Tallulah e seus primos de volta à sua casapara o fim de semana. Jillian está com Scott ... eu acho." Ele não parecia nadaincomodado com o fato, mas seus olhos pareciam tornar-se aborrecidos quandoele falou, e Ellen colocou um dedo sobre seus lábios."Você não tem que falar sobre isso. Eu só estava esperando que você nãoestivesse deixando algo importante para vir aqui". O tom era brincalhão, masPatrick poderia dizer que ela estava falando sério."Ellen, você é importante". Ele disse com um suspiro. Ele queria que elaentendesse que ela significava tanto para ele como sua filha. Era frustrante que odestino parecia estar constantemente puxando os dois em direções diferentes,forçando-o a escolher."Eu sei". Ellen disse com um aceno de sua cabeça. Ela sabia como ele se sentia arespeito dela e que se ele pudesse, ele dividiria seu tempo igualmente entre ela eTallulah. Não era culpa dele que eles fossem obrigados a viver em sigilo. Patrickse aproximou e beijou-a na boca. Uma faísca se acendeu com a sensação deseus lábios contra os dela, mas lembrando-se de algo, ela se afastou de repente."Como você sabia que eu estava aqui?" Ela perguntou com um franzir confuso doseu nariz. Ellen tinha deixado a casa da irmã de manhã e não tinha dito a Patrickque tinha se hospedado no hotel. Corando com um sorriso tímido, Patrickrespondeu."Sua irmã me ligou."Foi a vez de Ellen corar com suas palavras. "Minha irmã?""Sim". Ele riu.
  • 7. "Quem, Kathy?" Patrick balançou a cabeça e Ellen olhou-o embaraçada. "Oh meudeus, eu vou matá-la. Me desculpe. Como ela conseguiu o seu número?""Eu não tenho idéia. Está tudo ok, eu apreciei quando ela disse como eu deviatratá-la." Ele brincou, mas o rosto de Ellen caiu."Será que ela lhe disse para vir aqui?""Não!" Ele imediatamente respondeu. "Eu já tinha tomado minha decisão, quandoela me ligou. Tivemos um agradável bate-papo sobre você e as minhasintenções." Ele não podia deixar de sorrir. Ele tinha achado o telefonema muitoengraçado. A irmã de Ellen não gritou, mas ela disse-lhe exatamente o queaconteceria se ele a machucasse. Após as ameaças pararem, eles realmentetiveram uma conversa agradável, como se fossem velhos conhecidos.”Eu sinto muito. Talvez eu não devesse ter dito a ela. Ela é muito protetora ... issosão coisas de mãe." "Está tudo bem. Estou feliz que tenha alguém olhando por você quando eu nãoposso." Dizendo isso, a emoção que ele estava sentindo, desde que a viu, saiupara fora, e as lágrimas que tentava conter começaram a correr pelo seu rosto.Ela sorriu, aquele doce e velho sorriso que Patrick tanto amava, o mesmo que osalvava de seu próprio eu idiota. Era Ellen, e ele a amava.“Patrick, eu te amo.” Ellen disse, quando ele a abraçava, e descansava o rostocansado contra o pescoço dela. Ele já tinha feito isto antes. Ela se emocionou ecomeçou a chorar novamente.Ele chorava também. Beijou-a. Beijou-a. Beijou-a. Beijou-a.As mãos de Patrick deslizaram repentinamente por toda ela; as mãos delatambém estavam nele.Beijaram-se. Beijaram-se. Oh, como se beijaram, e agora a blusa dela estavadesabotoada e aquele era o corpo de uma deusa, um corpo branco, macio, firme,e ele o amava. Ele a beijou, beijou, e as lágrimas de um molhavam inteiramente orosto do outro.“Patrick, meu querido, meu amado...”“Pssst...”“Oh por favor eu o amo...”“Ellen eu te amo, te amo...”“Beije-me, beije...”“Sim.”A claridade da lua batia sobre eles. Doçura. Lágrimas dela. Lágrimas dele. Os doisse beijaram, beijaram, beijaram. E, quando entrou nela, Patrick percebeu duas
  • 8. coisas ao mesmo tempo: como sentira saudades dela, e como ele a adorava.Beijaram-se.No final de janeiro soprava um vento frio em LA. Patrick tinha filmado suas cenashavia pouco tempo atrás e agora ia em direção ao trailer que compartilhava comEllen. Ao se lembrar dela, sua face murchou e a tristeza o invadiu por inteiro. Ellenestava, neste exato momento, fazendo uma consulta médica, com ultrassons etudo o mais, e ele não podia estar com ela. Restava-lhe esperar por seutelefonema.Todos no set já sabiam da gravidez de Ellen, mas somente alguns amigos sabiamque ele era o pai. Shonda, Betsy, Sandra e Katie sabiam. Os outros maispróximos, TR, Eric, Chandra e Justin, desconfiavam. O restante não estava nemaí. A assessora de Ellen havia liberado um comunicado dizendo que ela tinha sesubmetido a uma inseminação artificial, pois ela já estava com 38 anos e desejavaser mãe.Era bom para Ellen que suas amigas co-estrelas mais próximas soubessem. Elasos ajudavam a ter força para levarem suas vidas, inclusive Sandra estava com elano médico, o que o deixava grato.Ellen e Patrick concordaram em contar para as amigas mais chegadas, porqueeles precisavam de pessoas confiáveis para ajudá-los. Eles não estavamconseguindo manter o segredo em tudo. Eles precisavam de mais pessoas paracobri-los, dar desculpas, ou seja, dar um suporte a mais no set.Ellen convidou Sandra e Katie para um lanche em sua casa, após as gravações.Quando as duas chegaram, Patrick também já estava lá.“Olá vocês”. Disse ele. Elas o olharam confusas, pois não sabiam que ele iria.“Ei, Patrick”, disse Sandra. “Você também foi convidado para vir para o lanche?”Resolvendo esclarecê-las desde o começo ele respondeu seriamente.“Não, não fui convidado. Eu ... er ... meio que estou morando aqui agora”.Então a luz se fez na cabeça das amigas. Eles eram um casal, como sempredesconfiavam. E, é claro, ele era o pai do bebê. Ambas ficaram felizes com acerteza. Elas sempre gostaram muito dos dois. Elas sabiam de sua química,desde o início. E elas achavam que Ellen sofria com aquela história de bebê deproveta.“Jesus, Ellie. Vocês devem estar passando o diabo, para esconder isto domundo”. Disse Sandra com o rosto em preocupação.“Foi por este motivo que resolvi contar para vocês duas. A barra está pesandomuito. Para mim e para Paddy, principalmente para ele, pois ele ainda estácasado.” Ellen desabafou e contou toda a história para elas. Do divórcio, dasrestrições da Disney, da ABC, de Shonda e de Leslie.
  • 9. “Vocês devem se amar muito mesmo. Para conseguir enfrentar esta barra!” FalouKatie. E emendou “podem contar comigo para qualquer coisa. Eu sou uma ótimaatriz, modéstia a parte, inventar histórias é comigo mesmo.” Falou brincando esorrindo para eles.“Somos todos ótimos atores, senão isto já teria acabado há muito tempo!”Respondeu Patrick, também sorrindo. “Devíamos ganhar o OSCAR”.Abraçando Ellen, Sandra a acalmava. “Eu desconfiava de vocês, sabe, desde queme contou que tinha beijado Patrick. Desde então você ficou estranha. Mas,depois, não falou mais nada, então fiquei esperando pelo momento em que vocêfosse se abrir. Eu não engoli a tal história de bebê de proveta. Aliás, TR e Eric têmcerteza de que isso é uma enganação. Eles desconfiam bastante de você ePatrick. Mas eles são discretos, não saem por aí comentando o assunto comoutras pessoas”.“Em algum dia contarei para eles, toda a verdade. Eu também preciso de amigos,homens, para me dar conselhos. Mas vamos cada dia de uma vez. Agora sãovocês. Nós temos que ter muito cuidado. Eu não quero que Ellen fique exposta namídia. Nem Tallulah, e nem Jillian.” Disse Patrick em tom sério.“Podem contar com a gente para manter seu segredo!” Respondeu Katie, feliz poreles terem confiado nela, para uma coisa tão grande. “Vocês são lindos!” E aindacuriosa com um detalhe fez uma pergunta. “Patrick, você está morando aqui?Como ninguém desconfiou ainda?”Acenando com a cabeça ele respondeu “Veja bem, eu chego do trabalho, guardomeu carro na garagem da casa de Jillian. Entro, fico com Tallulah, às vezessaímos para dar uma volta, espero ela dormir. Depois disso, e com todo ocuidado, venho para cá. Esses dias estão mais fáceis, pois com a gravidez deEllen, nós dissemos que é melhor para ela passar as cenas em casa. Então euposso vir aqui mais facilmente”.“É realmente um jogo perigoso!” Completou Sandra.Saindo de seu devaneio, Patrick consultou, mais uma vez, seu relógio. Depoisolhou para o seu blackberry. Não tinha nenhuma mensagem de texto. Nãoagüentando mais a expectativa, ele resolveu ir para a casa de Jillian, ele nãoconseguia pensar mais que era sua casa, para ver Tallulah. Ela ia gostar de vê-lomais cedo, e ele poderia, por alguns momentos, esquecer a consulta de Ellen.“Olá papai querido”. Disse a menina vivamente. Sabe quem vem aqui em casahoje?“Não, princesa, realmente não sei.” Respondeu Patrick curioso.“O tio Scott. Você conhece ele? Ele é muito legal. É amigo de mamãe. Nóspasseamos uma vez, nas férias. Você não podia ir comigo, lembra-se?” A meninafalava inocentemente, sem saber de todas as implicações.Patrick pensava naquele momento, como a vida pessoal de Jillian era menosconfusa que a dele. Então, Jillian podia sair por aí com Scott, e ele tinha queentrar escondido na casa de Ellen, que ele considerava como sua casa agora. E o
  • 10. que falar da gravidez de Ellen? Para o mundo, ela estava tendo uma produçãoindependente.Ele brincou com a menina e logo após deu lanche para ela. Ele não agüentavamais de ansiedade, esperando por Ellen. Então resolveu ir para a casa dela. Ela jádevia ter chegado àquela altura. Ele teve que dizer a T que nesta noite ele não acolocaria na cama, pois tinha que fazer uma filmagem a noite. Na verdade, ele nãoqueria se encontrar com Scott. Ela, como já estava acostumada com aquilo, deu-lhe um beijo e um abraço. “Ok, papai. Amanhã eu te vejo. Te amo”. Essaspalavras atravessavam o coração de Patrick, enquanto ele olhava em volta, narua, para ver se não havia paparazzo rondando. Como não visse nenhum, abriu aporta, já que tinha a chave, e entrou.Ellen tinha chegado, ele sabia, pois viu seu carro na garagem. “El, onde vocêestá?” Perguntou freneticamente, desejando saber tudo o que tinha acontecido.“Estou aqui, Paddy, na sala.” Sua voz estava um pouco rouca, parecia que elaestava chorando, ou tinha chorado. Ele entrou em desespero, com medo de quetivesse acontecido alguma ruim com eles. Ela estava sentada no sofá, em frente aTV, de cabeça baixa. Parecia que ela não o queria encarar.“Está tudo bem? Ele perguntou, em dúvida. “Quer dizer, está tudo bem com vocêe com o bebê?” O medo espalhava-se rapidamente pelo seu corpo, pois ela olhouem seus olhos, e ele pode ver que ela tinha lágrimas neles, mas seu rosto estavasereno. “Está tudo bem comigo”, ela respirou fundo, “e com os bebês também”.O chão parecia ter saído de debaixo dos pés de Patrick. Era uma surpresa atrásda outra. Ele estava estarrecido, completamente atordoado.“O ..... O que? Não estou entendendo. Bebês? Por que bebês? É mais de um?”Patrick gaguejava, ele sabia que não estava sendo coerente. “El, Jesus... Mas issoé, ... maravilhoso!” Ellen não sabia se ria ou se chorava ante a sua reação.Respirando profundamente, Patrick sentou-se a seu lado, pegou a sua mão, eforçando-se a acalmar pediu para ela explicar tudo.“A consulta estava se desenvolvendo normalmente, então o médico falou que iriafazer ultrassom. Eu perguntei se a Sandra poderia ficar comigo, e o dr. Smithrespondeu que sim. Então ele passou aquele gel frio em minha barriga. Assim queele posicionou o equipamento sobre a minha barriga, eu vi, Patrick, vi duasluzinhas piscando no monitor. E antes que ele pudesse me falar qualquer coisa,eu perguntei o que eram aquelas luzinhas, e ele com um sorriso, me falou queeram dois corações!” Ellen falou de uma só vez, quase sem respirar.“No princípio, eu acho que estava um pouco abobalhada e fiquei apavorada que omeu bebê não fosse normal, que tivesse anomalias. Eu perguntei, dois corações?Como assim, dois corações? Sabe quem me respondeu? Sandra. Ela disse, Elliebobinha, você está grávida de gêmeos...”“Então eu olhei para o médico e ele concordou com a cabeça. E disse mais, disseque foi por isso que na primeira consulta ele achou o som do batimento cardíacomuito alto. Porque eram dois batimentos cardíacos.” Ellen estava frenética ePatrick mudo, completamente atordoado com suas revelações.Olhando para ele, Ellen não sabia como interpretar seu silêncio. Ela começou a sedesesperar, pensando que Patrick estava horrorizado com a notícia. “Paddy, eu ...eu fiquei muito feliz... se você não estiver gostando... não sei...”
  • 11. Ele não a deixou falar mais nada. “El, eu estou amando a notícia. Só fiqueichocado no início. Mas foi um choque bom, gostoso. Meu Deus, dois bebês... Meucoração parece que vai arrebentar de alegria!” Ele disse e abriu um sorriso. Osorriso que Ellen quase tinha certeza que aconteceria, quando ela contasse.“Por que então você estava chorando quando cheguei, El? De alegria?” Eleperguntou a ela. “Você quase me matou de susto”. Completou, enquanto passavaa mão entre seus cabelos.“Sim, fiquei muito feliz. E triste, por você não poder estar lá comigo. Foi tãoemocionante, Patrick. Até Sandra chorou emocionada.” Vendo a tristeza seinstalar nos olhos dele, Ellen pegou um envelope em cima da mesa e tirou o quetinha dentro. “Veja, aqui estão as fotos de seus filhos, e neste DVD os sons dosbatimentos cardíacos mais as imagens. Vamos colocá-las na TV, neste instante”.Os olhos de Patrick se encheram de lágrimas enquanto ele via as imagens. Ele játinha passado por aquilo, com Tallulah. Mas as emoções se repetiam. O seu amorse dividiria novamente. E ele estava achando aquilo tão bom. Olhando novamentepara Ellen, ele se perguntava como uma só mulher o fazia se sentir daquele jeito.Sua doce e adorada Ellen.“Já dá para saber o sexo dos bebês?” Ele perguntou. “Não, ainda não, eles aindaestão muito pequenininhos, talvez no próximo ultrassom. Paddy, o médico disseque está tudo bem comigo e com eles. A gravidez está evoluindo normalmente.”Aconchegando-a em seus braços, ela deitou a cabeça em seu peito. Aquele eraum lugar onde ela queria ficar para sempre, nos seus braços. Mas, agora, elestinham que pensar nas repercussões que aquela nova surpresa causaria.“O que vamos fazer agora, Patrick? Ela perguntou, ainda agarrada nele.“Ora, o que nós estamos fazendo até hoje. O que mudou? Só a soma.” Disseentre risos. Ela também gargalhou.“Não podemos brincar com isso.” Falou Ellen ainda sorrindo.“Sério, El, não vai mudar muita coisa. Vamos contar para todos que sabem, suaassessora libera outra declaração dizendo que você tinha implantado váriosóvulos fertilizados, e dois vingaram. O que vai mudar? Só você. Vai .... ficar...enorme....” E soltou outra gargalhada.“Patrick, seu bobo, não estou achando graça nenhuma”. Disse, mas não eraverdade. Ela estava nas nuvens. E eles poderiam se dar este tempo hoje. Amanhãcomeçariam novamente a vida dupla, os fingimentos. Depois eles discutiriam osdetalhes técnicos. Mas hoje, só hoje, eles iriam curtir a si próprios e aos filhos, queainda não tinham nascido, mas que já eram tão amados.- Cinco meses depoisA porta do trailer abriu, dando passagem para Patrick entrar. Ellen já tinhaacabado de filmar suas cenas e o estava aguardando. Era final de maio e elesestavam filmando as últimas cenas da terceira temporada.Acendendo as luzes, Patrick olhou em volta a procura dela. “El, onde você está?”Antes que pudesse perguntar de novo, a porta do banheiro abriu-se e ela saiu.
  • 12. “Oi, Paddy, já terminou?” Ele tinha tirado a roupa de médica e colocado umvestidinho azul, na altura dos joelhos, fresco. Sua barriga estava bastanteprotuberante, e mesmo assim, ele perdia o fôlego sempre que a via. Isso nuncamudava.“El, você é linda”! Olhando para ele, com um sorriso feliz, andou para perto dele edeu um beijo em sua bochecha.“Você sempre diz isto, para me deixar contente. Eu sei que estou parecendo maisuma baleia. E quase não estou conseguindo andar com as pernas fechadas.”Emendou com uma careta.Abraçando-a, ele deu uma risadinha. Ellen estava entrando no sétimo mês degravidez, os enjôos já tinham passado, mas agora ela se sentia gorda e pesada.Filmar estava sendo difícil. Ela aguardava, ansiosamente, pelas férias. Ela tinhacombinado com Shonda fazer algumas cenas da próxima temporada, antes dasférias começarem, porque eles não sabiam se ela conseguiria filmar no começodas filmagens para a quarta temporada, em julho.“Você está passando bem? Como vão meus meninos? Estão te chutando muito?”Acariciando sua barriga, Patrick esperava por sua resposta. No final de março,Ellen foi para sua consulta mensal e fez outra ultrassonografia. Então ficousabendo que eram dois meninos. Dois lindos garotos. Lágrimas escorreram peloseu belo rosto. Como ela queria que Patrick estivesse lá!Até agora, ninguém suspeitava das constantes idas de Patrick a sua casa. Elaestava cansada e preferia ensaiar em casa. Nada de errado com o fato de seu co-estrela ajudá-la com isso. Até porque eram vizinhos. No começo, os paparazzitinham montado barraca na sua porta, com esperança de descobrir o suposto pai.Mas, passados os meses, eles tinham perdido o interesse.Para todos os efeitos, Patrick Dempsey continuava muito bem casado, e paraalegria de seus fãs, sua esposa também estava grávida. Quando Jillian contoupara Patrick que estava grávida de Scott ele ficou atordoado. “Jill, você fez issopara se vingar?” Ele perguntou, com raiva.“Patrick, não seja imbecil. Scott queria um filho, e eu também. Já que você nãopôde esperar por Encantada, porque eu tinha? Nós estamos vivendo esta vidadupla, já que você carrega o segredo de Ellen, não pode carregar o meu maisalguns meses? Eu te ajudei com isso. Fui compreensiva, até demais, por Tallulah.”Estarrecido por suas palavras, ele não sabia o que pensar. “E Tallulah? Isto estáficando cada dia mais complicado. Ela vai ganhar irmãos, ela tem que saber. Ela émuito pequena para compreender isto.” Ele falou suspirando. “Como vamos contarpara ela, que ela vai ter um irmão, mas eu não serei o pai dele?”O desespero foi subindo pela sua garganta. Já ia ser difícil contar para ela sobreos gêmeos de Ellen. Como ele podia agir? Pois, para o mundo, os filhos de Ellennão eram dele. Isso o matava. Por outro lado, o filho de Scott, para todos, era filhodele. Se nem ele conseguia apreender essas coisas, como Tallulah se sairia?“Patrick, T é uma menina muito esperta. Ela só espera que nós a amemos. E amoré o que não falta aqui! Você acha que ela não percebe que você não dorme aquiem casa? Todas as vezes que ela acorda de madrugada e te procura?” Ele
  • 13. afundava cada vez mais no desespero. Ele tinha medo de que estivessedespedaçando o coração da filha muito amada.“Ela fica muito triste?” Perguntou, não querendo saber a resposta de verdade.“Não, Patrick. Eu sempre falo que você está nas filmagens. Ela se deita comigo edorme de novo. Sem tristezas. Ela sabe que vai ver você no dia seguinte. Você éum bom pai”.As palavras de Jillian foram um bálsamo para seu coração. Ele estava vivendocom tanto peso em seus ombros, que se Tallulah estivesse péssima, elearrebentaria.“Mas, nós não podemos contar esta mentira para ela. Quando ela descobrir, elavai ficar muito chateada”. Ele falava mais para si do que para Jill.“Patrick, não vai demorar muito mais para gente acabar com esta farsa.Encantada estreará dia 21 de novembro, até lá eu ainda não vou ter o bebê.”Jillian ponderava. “Ela ainda será muito nova, e o que nós contarmos a ela, vaiaceitar bem, pois ela é uma menina segura de nosso amor”. O coração de Patrickse inundou de adoração pela bela menininha de quem era pai. Amor e orgulho.Ele começava a se acalmar, quando se lembrou de outra questão.“E os gêmeos? Eu também terei que contar a ela. Eles nascem antes deEncantada. Eu mesmo não vou poder ver o nascimento....”! Ele não conseguianem terminar a frase de tanta tristeza. Vendo-o nesta situação, o coração de Jill seencheu de pesar. A vida deles sempre tinha sido tão fácil. Quem poderia dizer queainda passariam por aquilo tudo? Com o passar dos meses, ela não sentia maisraiva de Patrick ou Ellen. Seu amor por Scott se solidificou e ela sabia que nãoestaria mais com Patrick, mesmo se não existisse Ellen. Na verdade, eles não seamavam mais. Eles estavam acostumados um com o outro. Scott e Ellen sómostraram isso para eles.Como ela pegasse em sua mão, ele olhou para ela. “Paddy, vai dar tudo certo.Nós somos amigos agora, não tenha medo por Tallulah. Ela é uma meninaexcepcional, ela entenderá e superará tudo. Ela vai adorar ganhar tantosirmãozinhos”. Ele conseguiu abrir um sorriso.“Obrigado Jill, sua amizade é muito bem vinda para mim.”Mais tarde, neste mesmo dia, com Ellen em sua casa, ele contou-lhe a conversaque tivera com Jillian. Ela não estava gostando nada do fato de ele, por enquanto,ter que ser o pai do bebê de Jill. “Você se lembra quando Leslie queria que eufalasse que os nossos bebês eram de Chris? Você quase a jogou pela janela.Agora eu tenho que engolir isto tudo, e os meus filhos são de proveta?” Ela dissemal-humorada.“Então El, conseguiu acabar sua cenas, hoje?” Patrick perguntou novamente,quando viu que ela estava devaneando longe. “Meus meninos chutaram menossua barriga?” “Patrick, nós já te falamos, se você continuar com essa cara de quem ganhou naloteria, nas corridas, comprou todos os carros que queria, todo mundo vai saberque você é o pai destas crianças”. Disse Ellen exasperada.
  • 14. “Eu não posso fazer nada, quanto a isso. É assim que estou me sentindo.” “Evocê? Já resolveu tudo com Shonda?”“Já sim.” Disse Ellen suspirando. Ela já não fazia cenas de corpo inteiro desde oinício de fevereiro. “Agora, eles não vão focalizar nem meu rosto mais de perto. Sóvou aparecer, assim, como se estivesse lá no fundo. Também, ele está parecendouma lua cheia”.Tentando disfarçar seu sorriso, ele acariciava sua barriga. Mesmo já tão avançadana gravidez, o simples toque em sua pele, o deixava arrepiado. Seus seiosestavam mais arredondados, porém continuavam firmes. Seguindo estepensamento, suas mãos foram parar lá, entre eles, os acariciando. O desejotomava conta de seu corpo, quando ele ouviu os gemidos que saíam da boca deEllen.“Ai, Paddy, pare com isso.” Porém, olhando dentro de seus olhos, ele viu outracoisa.“Por que?” Ele perguntou, enquanto enchia sua boca de beijos quentes eapaixonados.“Er .... eu tô cansada”! Disse ela sem nenhuma intenção de se desvencilhar deseus braços.“Mentirosa! Você nem filmou tantas cenas assim, não pode estar cansada. Omotivo é outro. Conta para mim.” Pedia enquanto beijava seu pescoço, e desciapara passar a língua em seus mamilos.Gemendo e com as bochechas ruborizadas, Ellen falou com uma voz carregadade desejo. “Eu estou feia, estou com vergonha, eu tenho medo de não ser boapara você.”“Ellen, deixe de ser tola. Você está linda assim. Não sei como, mas vocêconseguiu ficar mais linda, ainda. Eu sou louco por você. Eu desejo muito você.Sabe disso.” E para provar suas palavras ele pegou a mão dela e a colocou emsua virilha já endurecida. Era sempre assim, entre eles, o fogo os queimava.Deixando os pensamentos irem para longe, Ellen cedeu a seus impulsos, e logoestavam fazendo amor apaixonadamente.Cansados, mas satisfeitos, mais tarde, Patrick levantou-se para fazer um lanchepara eles. Ellen olhava para ele com adoração. Ele estava sendo tão cuidadosocom ela, na hora do sexo. Ele tinha medo de machucá-la e aos bebês. Jesus,como ela era apaixonada por ele. A magia ainda estava lá, não tinha acabado.“Paddy, eu amo você!” disse ela, enquanto ele se vestia.“Eu amo você também, El. E não vejo a hora de gritar isto para o mundo todo!”O hiato entre as filmagens contribuiu para que Ellen, com suas amigas Sandra eKatie, fizessem compras para os bebês. Os paparazzi, agora que ela estavaprestes a dar a luz, não davam mais sossego. Aonde quer que Ellen aparecesse,lá estavam eles, tirando fotos e mais fotos. “Ellen, vire para cá! Ellen, como você
  • 15. se sente sendo uma mãe solteira?” E por aí iam. A gravidez de Jillian acabousendo um ótimo negócio para eles, pois ninguém desconfiava mais de Patrick. Aúnica coisa ruim das férias, era que ficava mais difícil para Patrick entrar na suacasa. Ele tinha que entrar sorrateiramente, a noite, feito um ladrão, para queninguém o visse, pois como não tinham que filmar nas férias, não tinhamdesculpas para as visitas diárias de Patrick.Os eventos de Encantada estavam de vento em popa. Patrick participava devárias entrevistas e festas. Os traillers do filme já estavam sendo veiculados pelomundo todo. Por isso ele andava mais relaxado, pois seria muito difícil para aDisney rescindir seu contrato, com todas estas coisas acontecendo. Mas elehonraria o prazo que eles haviam pedido. Porém, nem um dia a mais, ele daria aeles.Ele queria tanto poder fazer as compras com Ellen, escolher as roupinhas. Ir àsconsultas. Mas era complicado. Sem falar que ela andava cercada pelospaparazzi. Os malditos paparazzi. Era uma relação de amor e ódio, com ospaparazzi. Em um instante, eles eram responsáveis pelo seu sucesso, no outro, tejogavam no chão…Ellen estava confortavelmente sentada no sofá da sua sala, vendo as coisas quetinham comprado para os bebês, quando a campainha soou. Mônica, suaassistente, que sabia de tudo, tudo mesmo, e que agora ficava com Ellen todas ashoras do dia, até Patrick chegar à noite, foi abrir a porta. Olhando para ver quemtinha chegado, Ellen viu Patrick entrando de mãos dadas com Tallulah.Constrangida pelo olhar que a menina deu para sua barriga, enorme, Ellen foi atéela e a abraçou.“Ora, ora, vejam só quem veio ver a Tia Ellen! Como você está crescida, hein? Emuito linda!” A menina deu o seu sorriso lindo e beijou as bochechas de Ellen.Patrick adorava vê-las juntas. Ellen era todo carinho com Tallulah, e Tallulahtambém a adorava.Eles tinham conversado, há alguns meses atrás, e chegado à conclusão que amenina deveria participar de sua vida juntos. Claro que eles não contariam tudo aela ainda. Não podiam. Mas fariam ela se acostumar com Ellen, com a casa deEllen. E com o nascimento dos bebês. Para ela, eles eram vizinhos, além decolegas de trabalho. Eram amigos. Jillian ficou relutante no começo, mas depoisconcluiu que seria melhor para a filha. Ficaria mais fácil explicar tudo a ela depois,ela não ficaria tão confusa e sentida.Patrick também abraçou Ellen, não do jeito que ele queria, claro. Não, na frente dafilha inocente. Somente sussurrou palavras no seu ouvido que só ela escutou,enquanto Mônica perguntava a T se ela aceitaria um copo de água. “Ei, minhavida. Estou com saudades.”“Papai, a barriga de Ellie está muito maior que a da mamãe, não é?” Patrickassentiu sorrindo.“Está sim, mas ela está carregando meus.... ops ... dois bebês de uma vez,lembra-se?” Ele ficou com vontade de gargalhar, vendo o olhar de morte que Ellenlhe mandava, por ele quase ter dito ‘meus bebês’.“Tia Ellie, você já escolheu o nome para os meninos?” Tallulah perguntou.
  • 16. “Não, eu e seu pai... ai..., não, já pensei em alguns, mas ainda não decidi.” Ellengaguejou, ruborizada e desta vez Patrick não conseguiu conter a gargalhada, como lapso de Ellen.“Por que você está rindo, papai?” Perguntou Tallulah divertida.“Nada. Lembrei-me de uma piada que TR contou no set.“Depois você me conta?” Pediu a menina. “Conto sim”. Disse Patrick continuandoa rir da cara cada vez mais vermelha e irada de Ellen.“Então eu posso escolher os nomes?” Perguntou Tallulah. Patrick ficando sérioolhou para Ellen. Ela devolveu o olhar aprovando.“Claro, quais nomes você sugere, meu bem?” Disse Ellen sentando-se novamenteno sofá e estendendo as pernas em um banquinho que ela comprou somente paraisso.Acariciando a barriga proeminente de Ellen, Tallulah franzia o rostinho com opensamento e depois como se uma luz a iluminasse falou os nomes. “Sean eTaylor. O que você acha, tia Ellie?” Sorrindo Ellen passou a mão nos cabeloscastanhos da menina.“São nomes lindos, T. Gostei muito. Acho que você tem razão. Será assim então.Sean e Taylor.” Olhando para Patrick, ela viu duas lágrimas rolando pelo seu rostoe ficou emocionada também. “Olhe, Tallulah, ponha a mão na minha barriga, seusirmãozinhos ..... ai Jesus, de novo, não... ponha a mão na minha barriga e vejacomo os bebês ficaram felizes com a sua sugestão.”Patrick rachava de rir, apesar de suas lágrimas. Ellen lançou outro olhar furiosopara ele, mas no segundo seguinte também riu até chorar. Até Mônica davagargalhadas. Eles tinham que tomar mais cuidado no futuro. Tallulah tambémsorria feliz, achando que eles estavam rindo de felicidade por ela ter acertado osnomes dos bebês.Mais tarde, neste dia, Patrick já tinha colocado T na cama e já tinha chegado nacasa (sua casa) de Ellen. Eles já tinham jantado, visto um filme, e agora estavamna cama, conversando sobre os acontecimentos do dia. “El, você vai chamar osmeninos com os nomes que Tallulah sugeriu, ou você estava brincando?”Perguntou Patrick enquanto a envolvia em seus braços.“Paddy, eu falei sério, eu adorei os nomes, nós não estávamos conseguindochegar a uma conclusão, mesmo. Por que? Você não gostou?” Ela devolveu apergunta, enquanto passava a mão por seus lindos cabelos castanhos escuros.“Eu também amei. Muito obrigado!”“Por que?”“Por você levar Tallulah a sério.”“Paddy, ela agora faz parte da minha família, também! Eu a amo.”“E eu te adoro, moça! Mais do que você possa imaginar.” Disse Patrick dando-lheum beijo ardente em sua boca.
  • 17. “Paddy, nem comece. Hoje eu jantei demais. Vai fazer mal.” Ellen falou risonha,com jeito de quem queria continuar a brincadeira.“Ah, Ellen, vamos lá, se anime, você reclama demais”. Continuava dando beijosem sua boca.“Se você tivesse que carregar uma barriga, de oito meses, enorme, e além domais com dois bebezões dentro, queria ver. Ia ser uma reclamação só!” Ellententava se desvencilhar de seus braços divertida.“Bebezões não! Eles têm nome. Sean Galen Pompeo Dempsey e TaylorChristopher Pompeo Dempsey”. Patrick falou solenemente.“Ah, seu babão. Quer dizer que o Patrick Galen Dempsey vai homenagear Dr.Derek Christopher Shepherd? E quanto a mim e Meredith Grey, não levamosnenhum crédito? Você fez estes meninos sozinho?” Ela perguntou sorrindo.“Coloquei seu sobrenome também. Agora, não vou colocar nada da Meredith.Primeiro, porque não combina, segundo porque ela é escura e sombria”. Brincoudivertido, vendo-a enfurecer-se.“Pois foi por causa da Meredith que tudo isso aconteceu. Ela merece maisrespeito.” Ellen disse amuada. Ela não gostava que falassem mal de suapersonagem.“Oh, eu sou muito grato a ela. Ela não resistiu ao Derek”. “Ih, lá vem você com a eterna ladainha. O Derek sempre foi, é e será apaixonadopor Meredith, sendo ela escura e sombria, ou não.”“Pois eu sempre fui, sou e serei apaixonado por Ellen Kathleen Pompeo. E ela nãoé nem escura nem sombria. Ela é doce e adorável.” Eles ficaram brincando destejeito, até adormecerem nos braços um do outro. Foi um dia feliz, como há muitotempo não tinha sido.

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