Parte 7
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  • 1. "Então, quando você vai dar a notícia ao mundo que você não está realmente noiva?"Patrick perguntou a Ellen enquanto caminhavam pelo corredor na direção da sala deconferência. O conhecimento de que estavam guardando um segredo potencialmenteperigoso, faziam-nos pensar como agir um com o outro em público. Havia uma enormelacuna entre seus corpos que normalmente não estava lá. Era tão anormal, que aspessoas que caminhavam em sua direção tinham uma sobrancelha arqueada emconfusão."O que?" Ellen respondeu com um sorriso. Patrick fez a mesma pergunta de novo emum tom mais sério."Quando você vai liberar uma declaração dizendo que não é verdade que está noiva?""Eu não sei se eu vou". Ela respondeu imediatamente, encolhendo os ombros. Suaresposta rápida, provava que ela tinha entendido o que ele perguntou da primeira vez.Parando de repente no centro do corredor acarpetado, ele pôs a mão no ombro dela paraimpedi-la de andar."O que você quer dizer, que não sabe se vai fazer a declaração, ou não sabe que estánoiva? Seu tom de incredulidade fez Ellen torcer o nariz."Eu não sei o que estou fazendo ainda. Francamente, eu não acho que seja qualquernegócio, se eu estou noiva ou não.""Então você vai deixar todo mundo pensando que vai se casar com ele?" Patrickquestionou descrente. Ele não conseguia entender a idéia de as pessoas pensarem queChris ainda estava no quadro. Ele estava começando a perceber o quão difícil seriafingir que Ellen era apenas uma amiga. "Eu já falei sobre isso com Jessica, minha assessora, e eu não estou certa do que euquero fazer ainda. Eu não vou liberar um comunicado toda vez que alguém começar umboato." Uma nova escritora com a qual eles não estavam familiarizada passou por elescom um sorriso cauteloso. Nenhum dos dois tinha visto ela chegando, e Patrick entrouem pânico por um segundo e se afastou de Ellen como se ela estivesse doente. Alargando os olhos, Ellen assistiu como a mulher continuou pelo corredor.Pigarreando, Patrick tentou obter o controle de suas emoções. "Este é um caso em queuma declaração é necessária." Ele disse a ela, uma vez que ele se lembrou do queestavam falando. "Por que você quer que todos pensem que você vai se casar com ele?"Seu tom acusador a deixava louca, e ela cruzou os braços em defesa. Alguns de seus colegas de elenco e outros escritores, começaram a passar por eles,fazendo o seu caminho pelo corredor em direção à sala para onde estavam se dirigindo,assim Ellen manteve sua voz baixa, mesmo que ela tivesse certeza que ninguém estavaouvindo. "Eu não me importo com o que as pessoas pensam! As pessoas perto de mim sabem averdade, isso é tudo que importa.""Eu não gosto disto!" Ele respondeu como uma criança mimada. "Já é muito ruim eu ter
  • 2. que fingir que não estou com você. Mas, ouvir todo mundo falar sobre seu noivadoimaginário? Isso é ridículo." Ambos estavam irritados e não pensavam com clarezasuficiente, para dar à situação qualquer pensamento racional. "Não é diferente de ouvir de todos sobre como seu casamento parece um conto defadas". Ela falou, só porque ela era louca. Ela havia feito um pacto com si mesma queiria parar de jogar Jill em sua cara, mas as palavras tinham apenas disparado para forade sua boca como de hábito. Os olhos de Patrick estavam escurecidos de raiva e eles estavam se olhando de cimapara baixo, até que uma voz chamou da porta da sala de conferências."Ei, pombinhos, vamos ter a graça de contar com sua presença hoje?" Virando-se, Ellene Patrick viram o sorriso zombeteiro de TR. "Nós estaremos aí." Ellen respondeu, fingindo um tom alegre. Se TR estivesse perto osuficiente, ele teria visto os dentes de Ellen rangendo. Estreitando os olhos, Patricksuspirou."Será que ele sabe sobre nós?" Ele acusou, sabendo que ela era muito amiga dos seuscolegas co-estrelas. Jogando as mãos em desespero, ela balançou a cabeça. "Não. Desculpe eu não enviar um comunicado sobre nós também." O tom sarcástico oirritava ainda mais."Bem, eu acho que essa é uma das coisas que teremos de trabalhar, eventualmente."Patrick murmurou infeliz. Seu humor, que tinha sido tão bom desde que ele e Ellencomeçaram a trabalhar o relacionamento, estava desaparecendo rapidamente."Eu acho que é." Ela bufou, e esperou que ele fosse embora, antes de o seguir emsilêncio. "Problemas no paraíso?" Sandra sussurrou quando Ellen passou por ela, em seucaminho para a sala de conferências. Patrick já tinha entrado, e não podia ouvir aconversa."Você não tem idéia". Ellen murmurou miseravelmente, ganhando um olhar curioso desua amiga."Parabéns!" Alguns dos seus colegas de trabalho disseram animados, quando Ellenentrou na sala. "Assim, parece que temos um casamento na vida real em nosso meio." Shonda dissecom um sorriso curioso. Sua voz era sincera, mas o olhar no rosto dela era umaconfusão completa. Ellen e Chris se casarem definitivamente não era o que ela esperava.Fingindo um sorriso, Ellen não sabia mais o que fazer. Seus olhos se encontraram comos de Patrick como de hábito, e o ciúme intenso e incômodo que viu ali a fez sentir dorno estômago.
  • 3. - Um dia depois "Alô?" Patrick respondeu seu telefone e então fez uma pausa para recuperar o fôlego.Ele tinha literalmente acabado de sair do banho e teve de correr para pegar o telefone,antes que ele parasse de tocar. Ele não conversava com Ellen desde a sua briga no diaanterior. Ambos tinham precisado de um tempo para se acalmar. Ele tinha esperadopacientemente que ela ligasse para ele, sabendo que ela o faria, quando estivessepronta."Vá para a página inicial do Yahoo." A voz de Ellen declarou através do telefone."Eu nem sequer vou ganhar um Olá?" Ele amuou, mas apenas ouvir sua voz o faziasorrir."Faça isto". Ela falou em tom de comando, como ela não tivesse ouvido nada. Seu jeitomandão divertiu-o, então ele decidiu provocá-la ainda mais. "Acabei de sair do chuveiro. Posso colocar roupas primeiro?" Um suspiro irritado foitudo o que ele teve de resposta. Sem contar a ela, ele foi em direção à cômoda queestava servindo de mesa. Segurando o telefone em uma mão, ele abriu seu lap top com aoutra. "Basta ir à página inicial do Yahoo e clicar no entretenimento. Deve estar lá." Soltandosua toalha, ele tremeu quando o ar frio soprou sobre a pele úmida. "Você já está lá?" Elaperguntou, impaciente, depois de vários minutos."Eu sou do tipo ocupado ... você sabe que eu estou nu?" Ele brincou, na esperança deobter uma risada dela. Mas, ele logo percebeu que ela não estava de bom humor quandoela soltou um gemido. "Passei dez horas no set. Estou cansada e com fome, e gostaria de tomar um banho,também. Assim vá logo à sua página do Yahoo, antes que eu chegue aí em sua casa e temate." Seu discurso retórico o fez rir."Eu não sabia que a mulher da minha vida é tão mal-humorada ..." O outro lado da linhaestava em silêncio, mas ele sabia que ela ainda estava lá por causa de sua respiraçãopesada."Patrick ..." Ela avisou, e ele se rendeu."Tudo bem, tudo bem, eu estou lá. O que exatamente eu estou procurando?" Nada forado comum apareceu, e ele enrugou a testa em confusão. "Será que você foi para a seção de entretenimento?" Ele podia ouvir o esgotamentocompleto em sua voz e se sentia mal de ter provocado ela. Ele só tinha trabalhadoalgumas horas naquele dia, mas Ellen tinha mais cenas, e gastou muito mais tempo noset do que ele.
  • 4. "Sim, eu estou lá." Seus olhos passearam sobre o site. Várias manchetes foramaparecendo em intervalos de dez segundos e ele esperou pacientemente, sabendo quetinha de haver uma razão para que ela pedisse para ele entrar lá."Tudo bem, deve estar lá ...." Ela soltou um bocejo, e de repente, apareceu tudo o queera falado entre eles, até um título com a sua imagem apareceu. "Ah ... estou vendo". Ele disse, antes de clicar no link. Demorou apenas algunssegundos para o artigo carregar, e ele imediatamente lembrou-se quando ele tinha lidosobre o seu noivado. Mesmo sabendo que provavelmente não seria nada ruim, as palmasdas suas mãos começaram a suar mesmo. "Estrela de Greys Anatomy nega rumores de noivado." Ele leu em voz alta e, emseguida, continuou a ler silenciosamente. O artigo tinha dois parágrafos, no máximo, eera basicamente um comunicado de sua agente dizendo que Ellen não estavadefinitivamente noiva. Ela não disse nada sobre ela não estar com Chris, mas Patrickestava bem com isso. Deixando escapar um suspiro satisfeito, ele leu as palavras denovo só para ter certeza."Você fez isso?" Ele perguntou incrédulo. Ele não esperava que ela fizesse."Eu fiz isso.""Quando?""Esta manhã." Patrick não sabia o que dizer em primeiro lugar. Seu bom humorrepentinamente voltou. Era impossível ficar zangado com ela, mas a situação o tinhaincomodado. "Eu não tinha certeza que você faria". Ele admitiu, e ela riu, mas a voz dela tinha poucaenergia."Eu fiz isso por você." Sua confissão o fez sorrir."Obrigado.""Eu não estava tentando feri-lo." Ela disse, após um longo silêncio."Eu sei". Suspirou Patrick, desejando que ela estivesse lá ao seu lado e não no telefone.Ele queria tocar-lhe, para ver seu rosto, para segurá-la."Bom". A voz de Ellen estava sem energia, e apesar do tanto que ele queria falar comela, ele sabia que ela precisava dormir."Ellen, vá para a cama. Podemos nos falar amanhã.""Você tem certeza?""Sim". Você precisa dormir um pouco. "
  • 5. "Eu te amo". Ela murmurou, como se ela já estivesse meio adormecida. Eles já tinhamdito isso um para o outro antes, mas apenas ocasionalmente. Não era uma coisa quediziam todo dia, e ouvir esta declaração da boca de Ellen fazia seu coração bater umpouco mais rápido."Eu também te amo." Não demorou muito para ele perceber que ela tinha se afastadopara dormir, assim terminou o telefonema com um sorriso no rosto.Um mês depois "Aí está você." Patrick exclamou antes de cruzar o trailer em três passos rápidos. Oscript de Ellen caiu ao chão, quando ele a puxou para seus braços."Desculpe". Ellen riu, surpresa pela sua saudação. "Esse ensaio durou para sempre ...então Katie queria ir almoçar, então eu tive que inventar uma desculpa para não saircom ela. Espero que ela não ache estranho ..." "Ellen. Shhhh ..." Patrick parou sua explicação, pressionando os lábios contra os dela.Gemendo em sua boca, ele deixou sua língua passear contra a dela. O beijo intensificou-se rapidamente, mas eles se afastaram simultaneamente, depois de vários minutos pararecuperar o fôlego. O sexo era bom, e apaixonado, e surpreendente ... mas eles queriammais, precisavam de mais. "Tudo bem. Eu só estava com medo que você tivesse esquecido." Apontando para apequena mesa, ele apontou para o almoço que ele tinha feito para ela.Seguindo o seu olhar, Ellen enxugou a umidade dos seus lábios e sorriu. "Esquecer-mede almoçar com você? Nunca.” Pegando a sua mão, ela o levou para o outro lado dasala. "Estou morrendo de fome.""Eu também. Eu quase comi sem você.""Mentiroso". Ela provocou, depois de terem se sentado em frente um do outro.Era um desafio trabalhar os detalhes de seu complicado relacionamento. Não era fácilesconder seus sentimentos, e não era fácil manter um segredo qualquer. Havia tantascoisas que precisavam ser trabalhadas. Cada dia trazia novos desafios e surpresas. Mas,eles estavam felizes e conseguiam resolver os problemas do relacionamento comfacilidade. Embora eles não pudessem fazer muitas das coisas que um casal normal faria, elesusavam todas as chances que tinham para passar algum tempo juntos em particular, oque era mais gratificante do que qualquer outra data romântica."Alguém achou estranho você estar aqui?" Ellen perguntou quando ele empurrou uma
  • 6. salada e uma coca diet para ela. Patrick teve o dia de folga. Só ela e alguns outros foramobrigados a estar no set ... e a maioria das pessoas não vão trabalhar, se não precisam. "Eric me falou alguma merda sobre eu ser um work-a-holic, mas eu disse a ele queestava estudando um script com Shonda.""Casual". Ellen respondeu, e começou a comer sua salada."É realmente foi." Ele disse com um aceno de cabeça, e sorriu quando ela literalmenteencheu a boca com alface. Ela não havia mentido quando disse que estava com fome."Todo mundo sabe que existem problemas em meu roteiro ... ninguém vai questionar-me." Assentindo enfaticamente, Ellen tomou um gole de seu refrigerante. A declaração dePatrick era verdade. Sua dislexia o obrigava a trabalhar duas vezes mais que os outros,era mais difícil para ele ler e memorizar cada script. "Quem diria que a sua incapacidade de leitura viria a calhar? Ela provocou, só porqueela sabia que não iria ofendê-lo."Eu sei.""Hmm ... essa salada de atum está incrível. Você me conhece muito bem." Disse-lhecom um sorriso encantado."Eu sei. Fiquei em dúvida entre atum ou galinha .... mas algo me disse que o atum seriamelhor.""Bem, você estava certo. Eu não estava definitivamente no clima de frango. Obrigada.""Você é bem-vinda. Quando você tem que estar de volta no set?" Olhando para o seuBlackBerry ao seu lado, Ellen tentou não deixá-lo tão decepcionado. " em uma hora ...desculpe-me." "Não se desculpe". Colocando o seu sanduíche para baixo, ele chegou na mesa e pegousua mão. "Eu tenho uma reunião com meu agente em 3 horas de qualquer maneira." "Eu pensei que teríamos, pelo menos, mais de uma hora ..." Ellen raramente sequeixava sobre a sua situação. Era o que ela queria afinal de contas, mas, às vezes eratão difícil passar uma quantidade razoável de tempo juntos. Mesmo no set, quandoambos estavam filmando, eles estavam cercados por membros da equipe e colegas detrabalho."Eu sei. Eu desejava ir para sua casa a noite passada." "Sua filha estava doente, eu entendo." Ela garantiu com um olhar sério. Ela nãoesperava ou desejava que seu relacionamento com sua filha sofresse por causa dela.Sorrindo com a maneira como ela parecia sempre manter a cabeça racional sobre ascoisas, ele apertou a mão dela.
  • 7. "Pelo menos vamos nos ver amanhã"."Ohhh certo ... ... O Globo de Ouro". Patrick falou, fingindo que ele tinha esquecido."Oh, por favor. Não aja como se você não estivesse animado." Mastigando a comida,ele sorriu como um idiota. "Eu sou o tipo animado. Não é todo dia que você começa a fazer parte de um programaque recebe uma indicação ao Globo de Ouro. Você está animada?"Houve um lampejo de hesitação em seus olhos. Ele viu claramente, por um segundo,seus olhos mudaram de volta para sua salada e quando se levantaram para elenovamente, tinha desaparecido. Suas emoções mudaram tão rapidamente, e ele nãosuspeitava o que ela estava escondendo dele."Estou animada. Embora, eu pudesse vomitar se vencermos. Aparentemente, eu fuieleita porta-voz para o show e eu não estou ansiosa para fazer esse discurso todo.""Não posso culpá-la. Eu estaria nervoso também. Você é boa no discurso, porém, euacho que você vai fazer bem. Além disso, eu estarei lá com você." Ele viu algo de novoem seus olhos verdes que o fez balançar a cabeça de preocupação. "Há algo de errado?""Não." Ela respondeu rápido demais para ser crível."Ellen ...""Nada está errado." Ela garantiu, porque realmente não estava. Sua mente estava apenasenlouquecendo e sabia que era bobagem."Algo está claramente errado. Você estava ridiculamente animada para esta últimasemana ... você experimentou vários vestidos esta semana." Descartando seu sanduíchepara o prato, ele fixou seu olhar com um questionamento."Não é nada. Estou começando a ficar nervosa, você sabe?" "Sobre o discurso?" Patrick perguntou, mesmo sabendo que não era isso. O discursonão era tão grande, nada que Ellen não conseguisse segurar."Isso ... e o fato de que a imprensa vai estar assistindo cada movimento nosso.""Não mais que de costume." Ele deu de ombros em resposta, e ela revirou os olhos. "Patrick, vamos ser fotografados a cada dez segundos. Vou ficar muito paranóica parasequer chegar perto de você. Sinto que todo mundo vai saber ... assim que nos virem."Patrick começou a rir, mas percebeu que era sério e parou abruptamente."Ninguém vai pensar nada. Nós somos Meredith e Derek, eles esperam nos fotografarjuntos. Você não acha que iria ficar estranho se nós não ficarmos juntos?""Eu acho".
  • 8. "Então, não se preocupe." Ele garantiu com um sorriso, começando a comer novamente,mas ela permaneceu em silêncio, quase contemplativa, e ele sabia que havia algoincomodando. Engolindo em seco, ele respirou fundo. "O que é que está acontecendo?" Ele perguntou preocupado. Ela sorriu em resposta,tentando impedi-lo de preocupar-se, mas o sorriso mal atingiu seu rosto. Ela estavahesitante em falar o que quer que fosse, ele sabia, e isso o deixava nervoso. Finalmente,como se tivesse adquirido um pouco de força interior, ela olhou para suas mãos, e entãoolhou de volta até seu rosto. "Você vai estar lá com Jill." Ela disse com uma voz tão suave que se ele não tivesse sesentado tão perto, ele não teria ouvido. Ellen sabia que ele não tinha outra alternativa.Se não levasse Jill, todo mundo ia desconfiar. Mas, isso não a ajudava a não se sentirdecepcionada sobre o assunto. Franzindo a testa, ele acenou com a cabeça em simpatia. Patrick não estava ansiosopara isso. Fingir ser feliz casado, enquanto sua namorada assistia, não era algo que elequeria fazer. "Eu sei". Ele suspirou, infeliz. "Você vai ficar bem?" "Sim". Ellen assentiu, esperando tranquilizá-lo. Ela ficaria bem, só tinha que seacostumar. "Eu vou ter que praticar o meu sorriso feliz.""Eu também". Concordou Patrick. "Se isso faz você se sentir melhor, Jill não estáexatamente feliz por estar indo.""Tenho certeza". Ellen não poderia imaginar como Jill devia estar se sentindo, e ela nãoqueria tanto. Se ela pensasse, a culpa a consumiria. "Ela nunca gostou desses eventos. Ela não gosta de estar no centro das atenções. Ela sóestá fazendo isso agora, porque ela sabe que seus clientes querem vê-la comigo." Ellenestava olhando para ele com uma expressão ilegível, e ele percebeu que estava falandodemais sobre Jillian. Pegando a mão de Ellen, ele apertou-a com suavidade. "Vai ser bom, El. Nós vamoscaminhar no tapete vermelho ... deixar que eles tenham suas fotos e então poderemosdescansar.""Sim, eu espero que sim.""Será". Ele disse, deixando o polegar passear sobre o dorso de sua mão. "Eu vou ter uma surpresa esperando por você, se você puder atravessar a noite ..." Eledisse a ela, seus olhos brilhando com a travessura. Ellen deu um sorriso genuíno, pelaprimeira vez naquele dia e ergueu a sobrancelha."Que tipo de surpresa?"
  • 9. "Bem, você vai ter que esperar até amanhã para descobrir.""... Ou você poderia simplesmente dizer-me agora. Iria me dar forças para passar portudo amanhã ....""Hmmm .... boa tentativa. Você vai saber em breve." Ellen estava prestes a discutir,mas uma explosão de som ecoou através do alto-falante."Ellen precisamos de você no set."Carrancuda, Ellen se levantou. "Eu acho que você está salvo.""Você apenas tem que ser paciente." Ele brincou, e viu como ela amarrou o cabelo loiroescuro em um rabo de cavalo."Eu vou tirar isso de você, mais cedo ou mais tarde"."Eu duvido. Comeu o suficiente?""Sim". Obrigada. ""Eu te ligo mais tarde?" Ele questionou, sem saber se o tempo permitiria."Claro." Inclinando-se, beijou-o suavemente nos lábios. Patrick tentou intensificar obeijo, mas ela se afastou. "Eu nunca vou conseguir ir para o set, se você continuarfazendo isso"."Então não vá". Ele brincou, e agarrou-a de volta. "E qual seria a minha desculpa? Desculpe .... eu estava fazendo sexo com o meuPatrick?" Seus olhos brilharam de felicidade quando ela pegou o roteiro e caminhou atéa porta."Um dia você poderá dizer isso, minha lindeza". Ele falou suavemente."Eu mal posso esperar por ele".- Um dia depois"Eu mal posso esperar para ver você ..." Ellen leu a mensagem no celular e enviou umaresposta rápida. Nervosa, ela esfregou as palmas das mãos contra o seu vestido erespirou fundo. Antes de guardar o celular, a mão dela roçou contra a chave de umcartão do hotel. Lembrando-se do envelope que tinha encontrado em sua caixa de correio ontem, elasorriu. Dentro havia encontrado uma nota, e o cartão chave. A nota dizia simplesmente:
  • 10. "San Marino Hotel. 11:30. Quarto 314" Não estava assinado. Mas, não precisava deassinatura. Ela sabia de quem era.Enquanto a limusine avançava mais e mais em direção ao tapete vermelho, Ellen podiaver os fotógrafos em torno da calçada. As janelas coloridas a escondiam, mas ela aindase sentia como se estivessem olhando direto para ela. A limusine chegou ao final com uma guinada, e seu estômago fez um flip flopcompleto. "Você está pronta?" o homem perguntou ao seu lado, e sua mão veiodescansar contra sua coxa. Voltando-se para ele, ela tentou sorrir."Sim". E você? " "Definitivamente. Eu tenho a garota mais bonita de Hollywood ao meu lado, comoposso não estar?" TR brincou, e aliviou um pouco o seu desconforto. Se as pessoaspresumissem que ela ainda estava namorando Chris, agora teriam certeza de que istoestava fora de cogitação, uma vez que ela saiu da limusine acompanhada pelo TR. Elanão se importava. TR era um bom amigo. Quando ele pediu a ela para ir com ele, elanão tinha sequer hesitado em dizer sim."Você vai primeiro." Ela disse nervosa, evitando o olhar confuso que ele mandou."Você tem certeza?""Sim." "Certo ..." Ele deu de ombros, ainda que praticamente tivesse que passar por cima delapara chegar até a porta. Ellen podia ouvir os cânticos. Ela podia ouvir os fotógrafos efãs gritando os nomes. Eles não a tinham visto ainda, mas logo veriam. Patrick estavalá fora em algum lugar ... com Jill. Sorrindo, rindo, tendo um bom tempo. Ela não tinhacerteza de que ela poderia lidar com isso, e por uma fração de segundo, ela pensou emnão sair de dentro do carro. Seus nervos estavam completamente fora de controle. Era ridículo. Certamente não eraa primeira premiação a que ela tinha ido, mas sentia como se fosse. Seu estômagoestava cheio de um sentimento desconfortável que durou mais tempo do que ela queria."Ellen? Você tem certeza que está bem?" TR perguntou. Seu rosto tinha empalidecidosignificativamente.Descansando a cabeça nas mãos, ela respirou profundamente. "Estou nervosa"."Você quer um pouco de água ou qualquer outra coisa? Podemos levar o tempo quevocê precisar. As pessoas atrás de nós provavelmente vão ficar chateadas ... mas azar."Antes que Ellen pudesse responder, o motorista empurrou a porta aberta do lado de forae de repente a limusine estava cheia de flashes de câmeras e gritos de pessoas. Pedindo-lhe silenciosamente o que ela queria fazer, Ellen apenas balançou a cabeça. Ela não
  • 11. tinha escolha. Tomando um último suspiro profundo, ela rezava para ter confiança. Elapoderia fazê-lo. Ela tinha que fazer. TR saiu primeiro, e antes de qualquer coisa, ele estendeu a mão e puxou a dela. "Não sepreocupe Ellie." Era difícil não acreditar em seu sorriso acolhedor, então elacuidadosamente saiu da limusine.Sua entrada no tapete vermelho foi como um borrão. Passou rápido. Ela não teve tempopara pensar em qualquer coisa, enquanto as luzes focavam seu rosto, os fãs gritavam eas pessoas estavam a empurrando em todas as direções. Foi uma completa loucura, enão parecia haver nenhum fim para ela. Apertando a mão dela, TR permaneceu ao seu lado, enquanto fotos após fotos eramtiradas. "Ellen, aqui. TR, por aqui. Sorriam, mostra-nos o seu vestido." Os gritos nuncaparavam, e acostumando-se àquilo, Ellen lembrou-se de sorrir e acenar.No meio do caminho, Ellen foi finalmente relaxando, e ela foi capaz de aproveitar aexperiência um pouco mais. "Isso não é assim tão mau!" TR disse feliz ao seu lado. "Não, não é realmente." Ela concordou sem parar de sorrir. Com o canto do olho, elaviu Patrick. Seu estômago começou a se agitar novamente em antecipação nervosa.Virando a cabeça para um outro fotógrafo, ela deu de cara com Patrick. Ele virou acabeça ao mesmo tempo, e seus olhares se encontraram por um segundo. Sorrindo deorelha a orelha, seus olhos brilhavam de amor e adoração. Um flash de cabelos loirosbrilhantes passou sobre ele, e Ellen viu Jillian, que tinha vindo para ficar ao lado dePatrick. As mãos de Ellen começaram a tremer e percebendo, TR a segurou ainda maisapertado. Ela estava pronta, tinha se preparado, mas vendo Patrick com Jillian fez seucoração gritar de dor e ciúme. Ele se virou para o outro lado, como se ele não a tivessevisto, e ela fez o mesmo, esperando que o seu sorriso fosse o suficiente para enganar osfotógrafos, fazendo-os acreditar que ela estava feliz. Continuando sua caminhada, Ellen e TR agora estavam logo atrás de Patrick e Jill, e elatentou manter a respiração constante. Mesmo quando a mão de Patrick foi parar acimadas costas de Jill, ela lembrou que ele tinha que fazê-lo. A partir da perspectiva damídia, Jillian era sua esposa, e seria estranho se Patrick não a tratasse dessa forma. Apesar de seu sorriso, Ellen sentia-se como gado sendo levado para o matadouro. O solestava batendo em cima dela e ela já podia sentir o suor formando no seu bonito vestidoverde-claro.A fila de pessoas na frente deles parou de se mover, e Ellen notou que ela estava bemnas costas de Patrick. TR largou sua mão para cumprimentar alguém que chamava porele, e assim Ellen não tinha nada para fazer, senão cumprimentar o casal que se viroupara encará-la.
  • 12. "Ellen, você está aqui." Patrick disse, como se ele não a tivesse visto chegar. Seus olhoseram quase brilhantes. Ele estava em seu elemento. Era evidente que ele gostava dosholofotes e atenção. Patrick a olhou de cima para baixo, prestando atenção em suaaparência. "Você está linda". Ele disse, sem pensar, e ela poderia dizer pelo olhar depânico que apareceu em seus olhos, que ele não queria ter dito aquilo bem ali. "Assim como você". Ela se recuperou rapidamente de uma forma provocadora. Jilliancolocou a mão contra o braço de Patrick, e foi então que Ellen lembrou-se da mulherque estava ao lado dele."Levou três horas para ele escolher a roupa. Ele deve estar bem." Jillian comentoulevemente. Ellen sorriu, porque ela não sabia mais o que fazer."Não demorou assim". Argumentou Patrick, o tempo todo com os olhos firmementecolados sobre Ellen. Vê-la linda assim, na sua frente, tirava o seu fôlego. Suas esferasazuis estavam dizendo a ela que estava tudo bem, mas quanto mais tempo ela estava lá,apenas falando com eles, mais não se sentia bem. "Paddy, demorou sim. Tenho certeza de que Ellen entende." O apelido que Ellen usava,frequentemente, bateu nela como uma tonelada de tijolos. Ela não esperava se sentir tãoderrotada. Mas, não havia nenhuma outra emoção para se sentir.Olhando nos olhos de Ellen cuidadosamente, Patrick riu com uma voz cheia de tensão.Jillian não parecia nem um pouco afetada pela tensão crescente. Na verdade, pareciaque ela era a mais confortável de todos eles. Seria realmente a mesma mulher que tinhasido tão ciumenta, que havia proibido Patrick de falar com ela? Isso não parecia ser ela.Patrick disse que Jill tinha um namorado ... talvez ela só não estava amarga sobre asituação por mais tempo? Mas Ellen não achava que fazia muito sentido.As engrenagens em sua cabeça estavam girando, mas o caos ao seu redor tornou quaseimpossível entender coisa alguma. Patrick, tão lindo, continuou brincando com suagravata borboleta nervosamente. Todo mundo ainda estava gritando e pedindo-lhesfotografias. Ela podia ver o fim do tapete vermelho, e não poderia esperar pra tudoacabar. "Ellen, Patrick, fiquem juntos!" Os dois ouviram simultanemente, e como se elestivessem lido a mente um do outro, eles se reuniram para a foto. Depois que seus braçosestavam ao seu redor, parecia que o mundo inteiro tinha se dissipado. Ambos fizeramseus melhores sorrisos, mas sabiam que seus olhos estavam contando uma históriadiferente."Você está absolutamente linda." Ele disse e a puxou para mais perto dele, tonto devontade de beijá-la na boca. "Você está se saindo bem?""Sim, tentando." Ela sussurrou. Para qualquer outra pessoa, seria como se fosse apenastroca de gentilezas e é assim que eles queriam. “Você também está lindo.”"Basta pensar em todas as coisas divertidas que tenho planejado para mais tarde." Eledisse em seguida, sorrindo perversamente quando a câmera jogou flashes em seu rosto.
  • 13. "Ah ... confie em mim, eu vou." Eles ficaram juntos mais tempo do que deveriam. Só ...uma fração de segundo a mais e pelo canto do olho, Ellen notou que Jill olhava paraeles. Por um minuto, Jillian pode ver o olhar de adoração entre os dois. Seu rosto estavailegível à primeira vista, e então, como uma lâmpada tivesse acendido em sua cabeça,seus olhos ficaram escuros e cheios de dor. Balançando a cabeça levemente, ela disparou para Ellen um olhar de descrença quebastou para colocar uma distância notável entre ela e Patrick. Ele ainda estava sorrindopara a câmera, completamente alheio ao que havia acontecido. A cabeça de Ellen estavatonta. Jillian olhava para eles devastada. Mas, por que? Ela tinha um namorado ... elasabia de tudo. E então, como uma lâmpada tinha acendido na cabeça de Jillian, a clarezatambém chegou a Ellen. Jillian não sabia sobre seu relacionamento. Ele não tinha dito a ela. Eles eram um casalhá mais de um mês e ele não havia pensado em contar a Jill? Com certeza ... tinha quehaver alguma outra explicação, mas vendo a dor nos olhos de Jillian, sabia que nãohavia. Jillian não sabia. E agora ... ela tinha sacado tudo. Sentindo-se subitamente mais doentedo que antes, Ellen pensou que iria desmaiar, mas um braço forte a agarrou e ela olhoupara trás para ver TR ao seu lado. "Você quer se sentar? Você está prestes a cair?" Ele provocou, mas falou alto osuficiente para chamar a atenção de Patrick de volta para ela. Ellen não conseguia olharpara ele. Ela simplesmente não podia. A raiva estava começando a chegar até asuperfície e ela sabia que olhar para ele seria uma má idéia. Eles não podiam discutirqualquer coisa ali ... eles não podiam fazer uma cena ... então era melhor evitá-lo. Pelomenos, era o que ela pensava. "Sim, eu estou bem." Sua mentira só fez os dois homens ficar olhando para ela commais preocupação ainda. Jillian moveu-se para ficar ao lado de Patrick. Olhando-a porapenas um segundo, Ellen podia ver que o rosto de Jillian tinha mudado completamente.Todas as emoções dolorosas que ela tinha demonstrado se foram. Ela as estavaescondendo deles."Nós vamos seguir em frente, eu acho que deveria tê-la forçado a beber mais água antesde sair da limusine". TR disse a Patrick, percebendo que alguma coisa estavadefinitivamente acontecendo. "Nós nos encontraremos lá dentro." Ellen ouviu a resposta de Patrick. Ela sabia por suavoz que ele queria que ela olhasse para ele, mas ela não podia. Assim, sem sequer umolhar em sua direção, ela permitiu que TR a puxasse para longe das câmaras, eentrassem no edifício.Olhando para ela, Patrick sentiu-se irritado e impotente. Algo estava errado com ela eele era o único que podia descobrir o que era. Ele não estava mais com vontade de tirarfotos, não havia nenhuma maneira de fazer uma cara feliz. Jillian tinha estado
  • 14. extraordinariamente quieta ao seu lado. Olhando para ela pela primeira vez, elepercebeu a linha irritada que seus lábios formavam. Ele não entendeu o que estava se passando, e o olhar que ela mandou-lhe disse para nãoperguntar. Ele tentou pegar sua mão, mais por hábito do que qualquer outra coisa, mas,Jillian moveu-se para longe dela antes que ele pudesse. Algo definitivamente não estavacerto. Eles eram civilizados, e não tinha sido tão difícil como ele pensou que fosse,segurar em sua mão e manter um sorriso no rosto. Foi então que ele percebeu comoestavam presos na rotina de proteger sua imagem, e que isso tinha começado muitoantes de sua separação."Você está pronta para entrar?" Ele perguntou, e quase podia sentir seu brilho diminuir."Eu acho que você deveria ter feito esta pergunta para sua namorada." Ela falou, ePatrick sentiu sua respiração presa na garganta. Ele não tinha dito a ela. Porém, ele jáhavia tentado, várias vezes. Mas, era quase como se quisesse viver em sua bolha felizcom Ellen, antes que tudo virasse um inferno. A última coisa que ele queria eramachucar Jillian, mas ele sabia que ele tinha feito aquilo para seu bem."Jill .... Eu ...""Não". Sussurrou ela com firmeza, com a voz trêmula apenas o suficiente para trair seuexterior irritado."Eu posso explicar ..." Ele disse enquanto caminhavam, na esperança de, pelo menos,manter a situação sob controle. Jillian nunca faria nada que pudesse chamar a atençãopara si, ele não estava preocupado que ela fizesse uma cena, ele estava preocupado como que ela faria com ele depois da premiação. Ele tinha falado tudo, mas prometeu-lheque não tinha tido um caso com Ellen. E, era a verdade. Não, fisicamente, de qualquermaneira, mas ele tinha certeza de que Jillian nunca iria acreditar nisto agora. “É melhor que sim." Ela respondeu com raiva e ele se sentiu sobrecarregado. Elestinham finalmente chegado no final do tapete vermelho. Em vez de alívio, sentiu-secompletamente tomado de pânico. Não havia nada que ele pudesse fazer naquelemomento. Embora a maioria das câmeras estivessem longe deles, havia pessoas em todaparte.Ellen desejava que a cerimônia acabasse logo. O Globo de Ouro constava de um jantar eem seguida, uma apresentação de premiação. Ela tinha originalmente que ficar sentadaao lado de Patrick, mas em pânico, ela tinha mudado antes que ele chegasse lá. Nãohavia nenhuma maneira que ela pudesse sentar ao lado dele. Durante o jantar, ela malconseguia olhar em seus olhos.Nem ele, nem Jillian tinham dito uma palavra um ao outro, e Ellen poderia dizer pelasua expressão de culpa, que Jill tinha dito que ela, agora, sabia dos dois. Patrick,obviamente, não percebeu que Ellen sabia que ele não tinha contado sobre eles a Jillian.Ela não iria olhar para ele o tempo suficiente para que ele descobrisse.
  • 15. Embora os outros membros do elenco à sua mesa com certeza soubessem que algo nãoestava certo, ninguém disse nada sobre isso. Os prêmios deixaram todo mundoconversando informalmente, até que Grey’s Anatomy tinha sido anunciado para omelhor drama.Ellen foi conduzida para o palco por uma mão familiar. Era Patrick, e com a emoção devencer, em conjunto, Ellen não deu a mínima que ele estava levando-a para o palco. Seudiscurso saiu tão bem, toda a luz estava brilhando em seu rosto.Foi depois do jantar, após a premiação, após o discurso, que Ellen teve tempo para serecompor, e realmente pensar sobre tudo o que tinha acontecido. Ela tinha um Globo deOuro. Um real, a premiação da vida real que ela e os membros do elenco estavamexibindo orgulhosamente para os fotógrafos. Não era difícil ficar feliz. E, ela estavafeliz. Mas, de vez em quando, seus olhos eram atraídos para os de Patrick e o descuidocompleto que ela viu lá, a fez ficar com raiva.Ele não tinha dito a Jill sobre eles. Não que ele havia afirmado que tinha, mas Ellentinha acabado de assumir o que tinha. Por que não? Depois de pegar no seu pé sobredizer a Chris, ela pensou que ele iria dizer a Jillian, mais cedo ou mais tarde. O prêmioem sua mão ficou pesado, mais pesado do que ela esperava, e seus braços logo secansaram de segurá-lo. Os olhos felizes de Patrick a fez querer jogar a maldita coisa nacabeça dele.Jillian tinha o olhar devastado. Completamente quebrado. Ellen sentiu-se uma pessoahorrível, pior ainda, uma mulher horrível. Se Jill tivesse sabido antes, ela teria tidotempo para lidar com isso. Não era justo que ela tivesse que descobrir isso no tapetevermelho com centenas de pessoas assistindo cada movimento seu. Por que Patrick nãoentendia isso?A sala tinha começado a esvaziar. Cada um dos seus amigos tinham ido para o salão debaile para encontrar seus cônjuges ou namorados. Apenas Patrick e alguns outrosficaram para trás. Ellen viu TR disparar um olhar de interrogação para ela, mas elaacenou para ele ir sem ela.Aproximando-se dela, Patrick colocou seu braço ao redor dela em um abraço que quasenão parecia nem um pouco anormal. "Eu não posso acreditar que realmente ganhamos."Ele disse a ela, sua voz tão cheia de descrença e de felicidade que ela quase lamentouestourá-la."Fique longe de mim." Ellen disse friamente, enquanto escondia a expressão de raiva.Rindo, Patrick achava que ela estava brincando e chegou ainda mais perto."Ninguém vai achar isto estranho. Nós vencemos". Ele tinha interpretado mal aspalavras dela, e isto só a fez mais irritada."Eu quero dizer isso." A emoção em sua voz lhe disse que ela não estava brincando, eele olhou para ela com uma expressão vazia.
  • 16. "Ellen ... o que foi?" Ele realmente não sabia e ela espantou-se. Como ele poderia sertão estúpido?Decidindo dizer o que a perturbava, para que ela pudesse ficar longe dele, elarespondeu: "Não disse a ela sobre nós? Todo esse tempo ... e ela não sabia?" A ficha dePatrick caiu, e seu rosto ficou imediatamente claro. Patrick só tinha pensado nasramificações de Jillian ter descoberto. Ele ainda não tinha clicado em sua cabeça queEllen não ficaria satisfeita com o fato de ele não ter contado a Jillian. Estava tudoconfuso. Ele estava confuso e ele sabia pela expressão de dor de Ellen, que ele não iaconseguir ajuda."Eu simplesmente não posso acreditar em você. Toda a merda que você me falou por eunão ter contado a Chris ... e você ainda não disse a Jill? Ela tinha que descobrir sobre otapete vermelho, Patrick. O deus maldito tapete vermelho!" Ellen manteve a voz baixa,mas estava perigosamente com raiva. Ele sabia que Jillian não iria fazer uma cena, masnão estava de todo certo se Ellen não."Ellen ... acalme-se." Ele disse em uma voz suave. "Nós não podemos discutir issoaqui ..." Foi só então que ele sentiu como a situação havia se tornado horrível. Jillianficou ferida e irritada, e Ellen estava ferida e com raiva ... tudo por causa dele. O pesoda percepção lhe casou um pouco de pânico. Havia ainda pessoas circulando comcâmeras. Olhando ao redor, ele percebeu que não havia sequer um canto onde poderiamdesaparecer.“Eu não vou me acalmar!" Ela falou e, em seguida, olhou em volta para ver se alguémestava prestando atenção. Ninguém parecia estar, então ela se virou para ele. "Você mecolocou nessa situação horrível. Ela agora provavelmente vai pensar que ficamos juntoso tempo todo. Nada que você diga vai mudar sua mente agora. Eu sou uma mulhermaldita Patrick, você acha que eu não sei o quão ruim ela deve sentir-se?""Eu sei. Eu deveria ter dito a ela. Sinto muito, mas podemos discutirr isso depois ... umavez que formos para o hotel, podemos falar sobre isso ..." Ele estava tentando explicar,tentando mantê-la calma e manter a sua própria mente de explodir. O cuidado da vidadupla que ele estava tendo, estava desabando em torno dele e ele não sabia o que fazerpara pará-lo."Não conte com isso". Ela começou a se afastar. A raiva foi subindo para o seu rosto, eela tinha certeza de que ele estava vermelho de rubor."Ellen, por favor." Ele implorou, não importando que outras pessoas estivessem aoredor. Atingindo-a, ele se recusou a deixá-la chegar mais longe. "Por favor, venha parao hotel. Vou explicar ... você pode gritar e dizer o que quiser lá. Mas, por favor, não fujadisso." Balançando a cabeça, Ellen se recusou a ouvir e caminhou de volta para o salãosem ele.- Algumas horas mais tarde
  • 17. Ignorando o estacionamento, Patrick levou sua Ferrari vermelha até a parte de trás dohotel. Tinha sido um bocado difícil arranjar a surpresa para Ellen. Um velho amigo seuera gerente do Hotel San Marina e tinha concordado em ajudar Patrick a entrar sem servisto. Jake, seu amigo, não pediu qualquer explicação, ele sabia que isso era comum entre ascelebridades.Jogando a mochila no ombro, Patrick seguiu o homem mais velho por uma portaprivada e em um elevador de manutenção. "Obrigado por fazer isso." Patrick disse a ele,contente por ele não ter que ser visto atravessando o átrio do hotel. "Oh, não há problema." Jake respondeu, com um sorriso. "Então, você está reunidocom sua equipe de corridas aqui esse fim-de-semana?" Jake perguntou, mas saiu maiscomo uma afirmação em vez de uma pergunta. Confuso, Patrick franziu a testa até queele percebeu o que seu amigo estava fazendo."Sim ... nós estaremos repassando a programação para o verão. Nunca é cedo demais".Ele concordou, e Jake acenou com a aprovação. "Bom, bom." Nenhuma palavra mais precisava ser dita entre os dois. Jake tinhaentendido a necessidade de Patrick em não ter uma reportagem de capa para o caso ... ePatrick foi grato por isso. "Aproveite a sua estada". O homem disse, quando o elevadorchegou ao seu destino. Acenando adeus, Patrick saiu do elevador e viu que as portas se fechavam atrás dele.Pegando o cartão chave no bolso, ele ficava cada vez mais nervoso. Ele não tinha faladocom Ellen desde que ela tinha andado para longe dele. Ela evitou-o como uma pragadepois da cerimônia terminar, e ele não sabia o que fazer com isso. Ele não tinha certezase ela viria ... e esse pensamento o deixava ansioso.Em vez de ir para a festa, ele tinha ido para casa com Jill e tentado explicar porque elenão tinha dito a ela antes. Ela não aceitou bem, ele sabia que sua discussão com ela nãotinha acabado ... e ele sabia que era apenas o começo das complicações. Mas, eleesperava que ela pudesse perdoá-lo eventualmente. Ele queria ser amigo dela para obem de sua filha.Encontrando o número do quarto, parou à porta. Era quase meia-noite, se Ellen tivessevindo, ela estaria lá dentro. Sua cabeça correu quando ele respirou fundo e enfiou achave na porta. O bloqueio clicou e fez um barulho no corredor quieto. Sem hesitação,ele empurrou a porta aberta.Olhando em volta da suíte aconchegante, viu que as luzes estavam apagadas. As rosasamarelas que pediu a Jake para colocar em toda a sala estavam intocadas em seus vasos.As champanhes geladas que estavam em baldes cheios de gelo há muito haviamderretido. Nada tinha sido movido. Não havia nenhum sinal de que Ellen tivesse estadoali. Percebendo que ela não tinha chegado ... seu coração afundou.
  • 18. Patrick realmente esperava que Ellen lhe desse a chance de se explicar. Ele não tinhacerteza se poderia esperar a noite inteira para falar com ela. Suspirando em decepção,ele deixou sua bolsa cair do ombro para o chão.Seus joelhos dobraram, e ele se sentou na beira da cama e descansou a cabeça em suasmãos. Segundos depois, o som da descarga do banheiro o fez levantar a cabeça e olharcurioso para a porta do banheiro fechada.Ele podia ouvir a água a correr, e então o que parecia uma eternidade depois, a porta seabriu para revelar sua Ellen. Abrindo a boca em estado de choque, Patrick não sabia oque dizer. Sua maquiagem e cabelo ainda estavam perfeitos, mas ela tinha vestido umpijama de seda."Eu não ouvi você entrar". Ela disse a ele, chocada também ao encontrá-lo sentado ali."Eu cheguei aqui agora. Eu não achava que você viria ...""Eu quase não vinha. Mas, pensei que era bem capaz de você acampar na minhavaranda, se eu não viesse.""Você está certa." Ele respondeu de ânimo leve, incapaz de manter o sorriso aliviadofora de seu rosto. Olhando para ela, Patrick percebeu imediatamente como sua pele erapálida. Ele podia ver que só os olhos e o nariz estavam vermelhos. Mesmo os lábiosdela pareciam uma pálida sombra de rosa."Você está bem?" Ele ficou preocupado, não acostumado a ver o seu olhar tão mal. Eleesperava que ela risse, ou dissesse "sim" apenas para agradá-lo, mas sua resposta não foinenhuma dessas."Não, realmente." Ellen admitiu com um sorriso tímido. Carrancudo, Patrick levantou-se. Mas, antes que ele pudesse atravessar a sala, ela deixou a porta e deu passoscautelosos para a cama."Você está doente?" Balançando a cabeça em negativa, ela lhe ignorou completamente esentou-se no lado oposto da cama. Confuso, Patrick tirou os sapatos e recostou-se nacama para que ele pudesse vê-la.“Acho que estou desidratada. Eu não bebi tanta água como eu deveria ter bebido antesdo show." Enquanto ela falava, ela virou seu corpo para que ela pudesse vê-lo bem."Isso pode ser." Ele respondeu, ainda um pouco preocupado. Observando atentamenteseu rosto, ele percebeu que a raiva que ele havia visto anteriormente tinha desaparecido."Você vomitou.""Infelizmente". Ela murmurou, segurando a mão sobre seu estômago."Talvez tenha sido algo que você comeu."
  • 19. "Eu comi a mesma coisa que você no jantar." Ela disse a ele, duvidando que fosseintoxicação alimentar. Ela não estava violentamente doente."O que você comeu antes disso?" Ellen desviou os olhos por um segundo, sabendo queele ficaria decepcionado com a sua resposta."Eu só fiz um pequeno lanche". Ela não teve que olhar para cima, para ver sua careta dedesaprovação. "Eu estava nervosa demais para comer ... eu certamente não queriavomitar no tapete vermelho." Ela se defendeu, mas quando ela finalmente olhou paraele, ela só viu a culpa em seus olhos."Ellen ..." Ele suspirou, sentindo-se horrível."Eu sei ... não foi a idéia mais inteligente". Inclinando a cabeça, ele olhou para ela comsimpatia."Eu sinto muito. Eu não percebi que você estava nervosa ... e eu deveria ter dito que eunão tinha contado nada a Jillian sobre nós.""Você deveria ter dito para Jillian." Ela falou de imediato, mas suas palavras eramfracas. Ela estava com raiva, estava claro para ele, mas ela só estava cansada demaispara exibi-la."Eu sei. Eu deveria. Mas, é complicado. Eu não quero que ela pense que o divórciofosse sobre você ... Eu não quero você no meio dessa droga." Fechando os olhos evoltando a abri-los, Ellen viu sua expressão de culpa."Eu não quero falar sobre isso agora." Franzindo as sobrancelhas, Patrick sentiu-senervoso. Ele quis explicar. Ele não queria brigar sobre isso. Ele tinha medo que ela nãodesse a ele a oportunidade de corrigi-lo."Nós devemos falar sobre isso." Ele insistiu. "Eu falei com Jill, que não aceitou bem ...eu estava esperando que você, pelo menos, deixasse-me explicar." Desde a premiação,ele havia desistido de sua fantasia de uma noite romântica com Ellen. Após a desastrosanoite, ele estava feliz por tê-la ali."Patrick ..." Ela declarou: "Eu realmente não quero discutir sobre isso agora.""Nós não temos de discutir." Ele respondeu com firmeza. Revirando os olhos, Ellenajustou-se na cama e levantou as palavras."Vamos discutir porque você é hipócrita, e eu não vou comprar qualquer desculpa quevocê tenha, para não contar tudo para Jill. Logo que concordamos em ser um casal, vocêdevia ter dito a ela. Se você não planejasse lhe dizer, você poderia ter, pelo menos, mefalado, que eu não teria me sentido uma cadela destruidora de lares, quando eladescobriu. "A voz de Ellen estava alta, mostrando o quanto ela estava com raiva, mas uma vez que
  • 20. ela falou tudo o que queria, seu corpo inteiro pareceu desinflar. Ela se sentiu maisexausta do que antes. A expressão de Patrick estava ilegível à primeira vista. Ele tinhasuas razões para não dizer a Jillian, e ele realmente sentia como se tivesse sido a coisacerta a fazer no momento. Mas, a dor que ele tinha claramente causado em ambas asmulheres foi esmagadora, e ele se sentia como um idiota completo.Sabendo que Ellen não iria ouvi-lo, ele levantou-se saindo da cama. "Aonde você estáindo?" Ela perguntou em confusão."Para casa ... eu acho." Sentiu pena de si mesmo e não conseguia esconder a suainfelicidade. Ele não queria ir para casa. Sua casa, nos arredores de Beverly Hills, nemsequer se sentia como uma casa. Além de sua filha, que nunca deixou de iluminar o seudia, não havia nada lá para ele. Casa ... era onde estava Ellen."Eu acho que nós podemos conversar quando você estiver pronta ..." Ele não estavaolhando para ela, então ele não poderia vê-la agitar incrédula sua cabeça."O que se passa com os meninos e meninas assumindo que querem ser deixadossozinhos no meio de uma luta." Virando a cabeça na direção dela, seus movimentospararam."O que?" "Só porque eu não sinto vontade de falar sobre isso, não significa que eu quero serdeixada sozinha num quarto romântico de hotel. Eu não teria vindo aqui se eu quisesseficar sozinha." Completamente estupefato, Patrick não sabia o que dizer em primeirolugar."Eu só percebi ... você queria que eu fosse embora. Você não estava exatamente felizpor ter-me aqui." Soltando um suspiro alto, Ellen fechou os olhos."Quando você chegou, eu tinha acabado de por o meu jantar para fora, como vocêqueria que estivesse? Pena que eu não consegui fazer um número de dança e música emsua chegada. Eu gostaria que você apenas me segurasse ..." Sorrindo para sua pequenaexplosão, a decepção de Patrick começou a ir embora."Isso eu posso fazer." Ele disse, e se arrastou até ela. Passando para o lado dela, Ellendeixou-o aconchegar-se atrás dela. Passando seu braço através de seu corpo, eleacariciou seu estômago."Lamento que você não se sinta bem." Ele gostava da maneira como seu corpo estavarelaxado."Eu vou ficar bem na parte da manhã, tenho certeza. Eu só preciso dormir um pouco."Ela garantiu, na esperança de que fosse verdade, porque ela não podia ficar doente. Asfilmagens, entrevistas e reuniões não paravam por causa de doenças.
  • 21. "Então ... nós estamos tendo uma briga?" Ele perguntou, lembrando as palavras que elahavia falado anteriormente."Estamos brigando." Ela resmungou com sono, fazendo-o sorrir. Ele deu um beijo nacurva do pescoço dela. Ele nunca esteve em uma briga com uma garota e ainda sercapaz de enrolar-se com ela."Ok". Ele respondeu aceitando. Enquanto ela estivesse lá com ele, ele poderia lidar comuma briga.A manhã chegou mais rápida do que qualquer um deles teria gostado. Percebendo quetinha esquecido de fechar as cortinas, Patrick gemeu quando o sol bateu em seu olho eele acordou de um sono profundo."Bom dia ...." Ellen murmurou em seu travesseiro, ainda meio adormecida. Seusmovimentos a tinham acordado, e ela não parecia nada feliz com isso."Hmm ... dia." Ele respondeu rispidamente. Eles tinham dormido tão profundamente,que acordaram na mesma posição que tinham adormecido, Patrick ainda estava enroladocontra a traseira de Ellen. Ele passou o queixo no pescoço dela para que ela movesse acabeça. "Como você está se sentindo?" Perguntou depois de algum tempo."Melhor". Ellen respondeu quando ela limpou sua garganta."Isso é bom. Vou pedir serviço de quarto, você provavelmente deve comer algumacoisa.""Uggg ... sem comida." Ela gemia, lembrando quão horrível se sentira na noite anterior."Você tem que comer". Ele insistiu e a beijou na bochecha."Não, eu não." Ellen argumentou, ainda que sua barriga estivesse começando a gemerbastante alto."Não comer não vai ajudar." Ele zombou, pensando que a idéia era ridícula. "Vou pediralgumas panquecas ... brindes ... talvez alguns ovos mexidos e você pode comer o quevocê conseguir." Afastando-se, ele não esperou sua resposta. Os alimentos que tinhalistado fizeram um bom som, e de repente o almoço soou mais atraente do que antes.Brinde francês." Ela disse, murmurando através de seu travesseiro."O que?" Patrick olhou para ela antes de pegar o telefone. "Você quer brinde francês?""Sim". Ela encolheu os ombros com indiferença.Sorrindo, ele ligou para o restaurante. "É isso?"
  • 22. "Com açúcar sobre eles com o xarope.""Com açúcar.""Obrigada." Ela sorriu em sua direção antes de voltar a se deitar."El?" Patrick sussurrou. Sentado ao lado dela, ele gentilmente tirou um pedaço decabelo fora do rosto. Ela tinha voltado a dormir. Ela estava em paz, ele odiava acordá-la, mas ele sabia que tinha que fazer. "Ellen, acorda.""Mmmm não". Ela disse, sem abrir os olhos."Sério". Ele riu."Eu não quero." Seu lamento lembrou-lhe de seus seis anos de idade e ele revirou osolhos. "Eu odeio fazer isso com você ... mas você vai ter que esperar no banheiroquando o serviço de quarto chegar aqui.""O que?" Seus olhos se abriram. Seu cérebro estava muito distorcido para compreenderpor que ele estava pedindo para ela sair da cama quente para o banheiro frio."Eu não sei se eles vão me reconhecer. Mas, se eles fizerem isso, eu não vou ser capazde explicar por que você está na minha cama.""Eles apenas vão supor que eu sou sua mulher." Ela fechou os olhos novamente,teimosa. Ela estava cansada, e nesse momento não se importava se alguém visse ou não."De alguma forma ... Eu duvido disso". Ele provocou e arrancou as cobertas de seucorpo."Patrick!" Ela soltou um grito em tom alto. Houve uma batida na porta, e ele olhou paraela com expressão de pânico."Ellen". Ele sussurrou a sério. "Você tem que ir!" Patrick lamentou o tom, mas nãohavia realmente alternativa, e ela estava testando sua paciência."Eu vou, eu vou." Ela bufou dramaticamente quando ela saiu da cama e caminhou emdireção ao banheiro. "Eu te odeio ... e seu pequeno-almoço também.""Eu nunca soube que você era tão mal-humorada de manhã." Ele sussurrou, enquantocaminhava até a porta. Estreitando os olhos, ela foi tentada a bater com a porta dobanheiro, mas em vez disso, fechou-a suavemente."Certo, Ellie, você pode sair agora." Patrick chamou alguns minutos mais tarde.Abrindo a porta, Ellen enfiou a cabeça para fora e olhou para ele com cautela. "O caraolhou para mim um pouco engraçado por causa de tanta comida. Tenho certeza que elevai dizer a alguns tablóides que eu sou mais um guloso". Retirando as tampas de prata,
  • 23. ele revelou os alimentos saborosos embaixo. O aroma maravilhoso de comida feita nahora flutuava no ar e Ellen ficou chocada que ela não se sentia doente. "Eu acho que posso realmente comer agora". Ele sorriu quando ela veio inspecionar abandeja."Estou contente. Eu não posso ter você doente perto de mim. Você sabe que não possoatuar sem você." Ele brincou, esperando fazê-la rir, e ele fez, porque o seu riso logoencheu a sala."Você tem mais qualidades do que eu.""Eu? Não. Eu nunca atuei um dia na minha vida até Meredith se aproveitar de Derek"."Nós já resolvemos sobre este assunto." Ela sorriu com uma sobrancelha arqueada."Derek aproveitou-se de Meredith."Pegando a bandeja inteira, os olhos de Patrick brilharam quando ele colocou-a sobre acama. Os pratos e copos tocaram juntos, quando ele pousou, mas nada derramou. "Vocêpode acreditar no que quiser. Mas não havia como Meredith resistir à boa aparência deDerek." Agarrando a bandeja, Patrick subiu na cama e, em seguida, acenou para Ellenfazer o mesmo."Ah, eu tenho certeza que Meredith podia resistir a ele.""Mas, você não pode resistir a mim." Ele disse sorrindo."Resisti a você a noite passada.""Você estava com raiva de mim na noite passada, eu não estava nem tentando"."Coisa boa". A bandeja estava no meio da cama, então ela tinha que passar perto delepara alcançá-la. "Você ainda está brava comigo?" Derramando seu suco de laranja, ele tentou fingir quenão estava prendendo a respiração esperando por uma resposta. Bebendo de um copoque ele entregou, ela fez uma careta e colocou-o para baixo."Um pouco. Yrrk. Suco de laranja não”."Café?""Sim"."Portanto, você ainda está louca da vida?""Você esperava outra coisa?
  • 24. "Não." Ele admitiu. Incapaz de decidir o que comer primeiro, ele se virou para ela, sópara notar que ela estava olhando as panquecas. "Você quer panquecas agora não é?"Ele provocou e seu aceno tímido o fez sorrir.Colocando duas no seu prato, ele então passou-lhe a calda de açúcar. "Obrigada. Eupensei que eu queria o brinde francês, mas estas panquecas parecem estar deliciosas." "Tenho certeza de que elas são. Eu adoro os ovos de qualquer maneira." Ele disse a elae viu como ela cobriu as panquecas com açúcar. Ela normalmente não comia muitoaçúcar e ele assistiu divertido quando ela colocou o xarope sobre elas também. "Vocêestá precisando de açúcar hoje?"Encolhendo os ombros, ela não prestou atenção a ele. "Sim, porque não?"Depois de algum tempo, parecia que não conseguia comer mais nada, então ele removeua bandeja da cama e, em seguida, reposicionou-se ao lado dela. Olhando para o relógiodo lado da cama, ele percebeu que já eram 11:00 e sabia que não podia ficar lá o diatodo. "Podemos conversar agora? Realmente falar? Porque .... temos de trabalhar emduas horas e eu gostaria de saber que nós, pelo menos, falamos sobre isso ..."Houve resistência nos olhos de Ellen, quando ele se virou para ela. Era como se elaestivesse indo argumentar, mas depois pensou melhor e concordou. Ela não queriaarruinar a manhã que o calmo quarto do hotel tinha fornecido. Mas, ela estariabrincando, se ela fingisse que tudo estava bem."Meu plano era dizer a ela. Você precisa saber disso". Ele começou, observando seustraços cuidadosamente. Ele não ficou surpreso quando ela enrugou a testa.“Só quando fosse conveniente para você, eu acho." Distraidamente, começou a rodarum fio de cabelo em torno de seu dedo."Você sabe que não é verdade." Veio a sua resposta calma. "Eu estava tentando protegê-la ... e a Jill".A resposta de Ellen foi imediata. "Isso é ridículo. Você estava tentando salvar o própriorabo. Você me acusou de não estar nem aí para o nosso relacionamento, porque eu nãotinha dito para o Chris. Bem, por que eu não deveria pensar o mesmo sobre você?"Sorrindo tristemente, ele não disse nada por alguns segundos. Buscando seus olhos paratirar qualquer dúvida sobre seus sentimentos em relação a ela, suspirou de alívio quandoele não encontrou nenhuma. Ele a amava, estava enfeitiçado por ela e ela sabia disso,mas seu ponto de vista era válido."Jillian e eu brigamos por sua causa ... muito. Mais do que eu mesmo admiti a você. Elaestava convencida de que estávamos dormindo juntos. Nós não estávamos." Ele dissecom confiança, sentindo-se quase orgulhoso que ele pudesse provar que Jill estavaerrada." Quando decidimos separar, você não era o motivo. Eu ainda não estavaapaixonado por você. Era sobre o fato de Jillian e eu não nos amarmos mais." Ellensentou-se, sem querer interrompê-lo. Ela estava ouvindo, e ele estava contente.
  • 25. "Eu sabia que assim que eu lhe dissesse que estávamos juntos, seria merda noventilador. Nossa separação não foi fácil. Ela é a mãe da minha filha, ela foi o amor daminha vida uma vez. Mas, não foi tão duro como devia ser. Somos civilizados, fazemoso trabalho para T. Ela tolera todas as merdas que nós somos obrigados a fazer ... e eusabia que uma vez que eu dissesse a ela tudo iria mudar. ""Eu não estava preparado para essa mudança." Ele disse, com olhos simpáticos. "Eu nãoestava preparado para as complicações, e eu não estava pronto para colocar você nistotudo. ... Eu só queria aproveitar este começo ... Eu não queria ter de me preocupar comela me odiando e depois levando a minha filha para longe, porque ela estava com raiva."Pensando nisso por algum tempo, em seguida, Ellen soltou um suspiro. Havia emoçãocrua nos olhos de Patrick. Isto a afetou, como sempre fazia, mas ela também achavadifícil aceitar plenamente o seu raciocínio. Balançando a cabeça, ela respondeu: "Mas,se você tivesse dito a ela quando tudo começou ... ou mesmo quando você decidiu sedivorciar, ela provavelmente teria acreditado em você. Teria parecido mais crível sevocê tivesse explicado a situação. Agora, eu não tenho certeza se tudo que você disservai importar "."Eu não estava pensando nisso dessa maneira." Ele admitiu, disposto a aceitar queestava errado. ""É claro que você não estava pensando. Você me culpou por eu não ter dito a Chris e,entretanto, você não disse a Jill." Ela falou, tentando manter a calma, mas perdendo abatalha. Ele a enfurecia, às vezes, e de uma maneira estranha, e por incrível queparecesse, isto a fazia amá-lo ainda mais."Eu fui estúpido, eu vou admitir isso, mas, você tem que entender que dizer a Jill émuito diferente do que dizer a Chris. Ela é minha esposa, temos uma filha juntos, elapode facilmente tornar minha vida miserável, se quisesse. Eu não posso perder minhafilha, eu não vou perder minha filha ... por isso eu não contei a ela." Suas palavrasforam duras e sérias, mas Ellen nem sequer pestanejou."Ela é apenas tecnicamente sua esposa." Ellen retificou, sentindo-se mal-humorada.Revirando os olhos, como se dissesse: "você sabe o que quero dizer", ele pegou a mãodela na sua. "Eu sei que você não pode aceitar o meu raciocínio ... mas dizer outra coisaseria uma mentira." Não houve desespero em seus olhos, ele estava silenciosamentearticulado com ela para entender. "Minha filha e você ... isso é tudo que tenho. No finaldo dia, não são as corridas, ou atuando, ou minha coleção de carros que importa ... évocê e ela. Sinto muito que eu tenha colocado você e Jill nesta posição, mas eu estavaprotegendo as duas coisas que eu mais amo no mundo, Ellen e Tallulah, pelo menos ...eu achava que estava. "As palavras de Patrick amolecerem o coração de Ellen e lentamente, sua raiva começoua desaparecer. Ele não era perfeito, ele não era o "Dr. McDreamy". Ele era apenas umcara tentando agarrar o que podia e Ellen não podia culpá-lo por isso.
  • 26. Sorrindo com simpatia, ela colocou a palma da mão contra o seu rosto. "Você não vaime perder." Ela disse confiante. "... A menos que você faça alguma coisa ainda maisestúpida.""Eu não acho que vou testar ..." Ele respondeu, aproveitando a sensação de sua mãomacia contra a sua bochecha."Você não vai perder a sua filha também. Você é um grande pai. Jill seria uma idiotapara mantê-lo longe dela."Sorrindo, humildemente, ele a agarrou. "Espero que sim." Inclinando a cabeça paracima, Ellen beijou seu lábio inferior. Gemendo, ele abaixou a cabeça e beijou-a devolta, apaixonadamente."Ainda estamos em uma briga?" Ele perguntou ofegante, olhando para os lábiosinchados com adoração."Eu acho que não.""Graças a Deus". Ele sussurrou antes de empurrá-la para a cama e encontrando seuslábios novamente, fizeram amor ardentemente.- Duas semanas mais tarde"Desculpe por eu não estar divertida hoje à noite", disse Ellen, levantando o controleremoto e mudando a estação de TV. Era uma rara noite em que nenhum dos dois tinhanada para fazer. Isso era tão raro, que Patrick passou a noite com Ellen. Com a sérieficando mais popular a cada dia, estava ficando cada vez mais difícil fugir do radar dospaparazzi.Também era difícil para ele por causa de Jillian e sua filha. Ele teve que esperar atédepois de Tallulah adormecer e, em seguida, ele teve de lidar com o desagradável olharque Jill enviou no seu caminho. As coisas tinham ido de mal a pior com ela, desde oGlobo de Ouro. Eles definitivamente não foram civilizados, e ele esperava que porcausa de sua filha, eles pudessem lidar com isso de uma forma madura. Mesmo com os problemas em casa, quando Patrick sentou no sofá de Ellen com acabeça dela em seu colo, ele não podia deixar de pensar em quão feliz ela o fazia.Correr os dedos pelos cabelos macios se tornou um hábito, e ele fazia isso,inconscientemente. Eles estavam assistindo um programa que ela tinha gravado. Era um dos seusprogramas favoritos, e ele adorou a atividade normal, que eles estavam tendo.Praticamente jogando o controle remoto para o outro lado do sofá, Ellen fungou ereajustou a cabeça. Ela estava doente e tinha passado mal no dia anterior. Ele não sabiaexatamente o que estava errado com ela, ela não falou muito sobre aquilo, e ele teve a
  • 27. sensação de que ela estava subestimando o quão terrível ela realmente se sentia. Elatinha ficado anormalmente calma a noite toda. Isto fez Patrick saber que havia algodiferente com ela. "Está tudo bem. Sei que você está doente." Ele respondeu, na esperança de obter maisda história. Ela não mordeu a isca, porém, e ela apenas resmungou "ok"."Estou feliz de estar aqui com você.""Eu também". Ellen disse prontamente. Ficou claro que ela o queria lá. Ela tinha seenroscado nele tão logo ele chegou e ainda não tinha se afastado. "Eu odeio ficardoente. Ele realmente faz o trabalho ficar miserável".Hmm ... Eu sei." Ele simpatizava, entendendo quão longo deve ter sido o seu dia. "Aúnica coisa boa é, se você estiver com a mesma virose que T teve na semana passada,vai passar. Ela passou mal apenas um dia ou dois." Ellen pensou que sua declaração era ridícula. "Como poderia eu e sua filha ficarmosdoente e você não? Eu não a vi estes dias ... assim você teria que ter passado para mim."Ela não via Tallulah há meses. Não, desde que eles tinham se tornado um casal nãooficial de qualquer maneira. Ellen estava bem com isso. Era uma situação difícil.Mesmo que ela tivesse ficado muito amiga da menina quando a série estava no começo,ela compreendeu que já não era uma amiga de Patrick. Ela era sua namorada e isto erauma coisa completamente diferente.Jillian e Patrick tinham concordado em dizer a Tallulah sobre o divórcio quando elefosse realmente finalizado. Seria muito difícil para ela compreender a situação de agoraentão. Ellen aceitou. A última coisa que queria fazer era afetar a menina de umamaneira negativa."Talvez eu seja apenas um transportador então. Eu sou um homem ... homens não ficamdoentes. Vai contra nossa natureza". Ele brincou, e ela riu. Foi a primeira vez que ela riua noite toda, e ele ficou animado."Certo. Vou me lembrar disto quando você ficar doente. Os homens são como bebêsquando estão doentes"."Nós não podemos ser bebês, se não ficarmos doentes." Ele fez cócegas para ouvi-la rirde novo. "Se eu fosse ficar doente eu ficaria doente agora ... El, desculpa." Deixando asua mão viajar torno da curva de seus quadris, ele descansou-a em sua bunda firme."Guarde suas mãos para si mesmo." Ela brincou."Quem, eu?" Espremendo sua bunda, ele riu quando ela tentou se esquivar."Sim, você. Você não está recebendo nenhum incentivo ... por isso nem sequer tente."Sua voz era baixa e agitada.
  • 28. "Eu não estava tentando conseguir algum." Ele mentiu, quando ele deslizou a mão soba camiseta. Ela não estava vestindo sutiã. Parecia que ela nunca vestia quando ela estavaem casa, e ele adorava isso sobre ela. Dava-lhe um acesso fácil aos seios perfeitamentearredondados.Dando um tapa na sua mão, ela sentou-se completamente. "Paddy!" Ela tentou olharséria para ele, mas o sorriso divertido dele iluminou o rosto inteiro e levou-a a dar umarisada. "Se você veio aqui para ter sexo é melhor sair agora. Eu não estoudefinitivamente no clima.""Eu posso colocá-la no clima." Ele falou com uma sobrancelha arqueada. Revirando osolhos, ela se afastou dele, mas ele era muito rápido para ela e ele agarrou seus ombrospara mantê-la no lugar."Estou apenas provocando você. Sexo é bom ... mas eu estou feliz só de passar o tempocom você, minha princesa." Ela estava de costas para ele, mas ela virou a cabeça paratrás com um sorriso divertido."Isto basta?"Seus olhos brilharam quando ele respondeu, "Certo, excelente"."Isso é o que eu pensava." Puxando-a para ele, deixou-a adaptar-se contra seu peito e,em seguida, ele colocou seu braço ao redor dela. Ambas as suas atenções centraram-sena TV na frente deles, mas realmente não estavam prestando atenção no que estavamvendo.Depois de algum tempo, ela se virou para ele, e o olhou com seriedade. Sua cabeçaainda estava voltada para a tela, mas seus olhos se moveram para que ele pudesse vê-la."Apreciando a vista?" Ele brincou, mas sabia que pelo jeito que ela estava olhando,havia algo em sua mente. Sua suspeita estava certa, e ele estava contente quando elafinalmente falou com ele sobre isso. Tentando não parecer tão ansioso, ele virou acabeça para ela.A testa de Ellen estava enrugada com a sua provocação. Ele era o homem maiscomplexo que ela já havia conhecido. Ele era emocional e temperamental, mas relaxadoe feliz ao mesmo tempo, sem falar em como era belo. Ele tinha muito a dizer sobrequalquer assunto e não tinha medo de falar de seus sentimentos. Eles se encaixavamperfeitamente dessa forma, porque às vezes ela era mais fechada sobre seus sentimentose ficar perto de Patrick a fazia se sentir à vontade para deixá-los sair para fora."Eu li sua entrevista de hoje". Patrick tinha que pensar sobre o que ela havia dito. Elenão tinha certeza de qual artigo que ela estava falando. Mesmo que não fosse criadopara estrear até o ano seguinte, a promoção de Encantada já tinha começado."Desde quando você lê a revista People?" Ela raramente lia alguma das suas entrevistas,e ele sabia com certeza ela não gostava da People Magazine ".
  • 29. "Eu não leio, mas era a única que tinha na sala do set e eu estava entediada.""Hmm ..." Ele gemia no fundo da garganta. "Você vai ter que me ajudar aqui, porque euacho que a entrevista foi uma que fiz por telefone com Leslie. Eu mal me lembro dela."Seu rosto era estóico, mas seus olhos estavam cheios de uma emoção que ele não podiadizer qual era. Não era tristeza, ciúme ou medo ... ele realmente não sabia o que era e oque a irritava."Foi uma sobre o seu casamento feliz." Franzindo as sobrancelhas, ele não tinha certezade onde estavam indo."Isso parece acontecer em toda entrevista estes dias. Leslie está empurrando realmente aminha imagem da família no caso de qualquer rumor começar." Sorrindo docemente,Ellen assentiu."Eu sei". Ela sussurrou em um tom que não era crível. "É só ... você é tão convincente."Sorrindo, ele disse: "Ótimo. É para ser. Qualquer coisa pode ser convincente no papel."Mesmo que ela risse um pouco, ele sabia que ainda havia algo incomodando. Ele quasepodia ver as rodas girando em sua cabeça."O que é isso?" Ele questionou, querendo saber o que tinha dito que poderia ter afetadoela. Encolhendo os ombros, ela soltou um suspiro."Você não está realmente tentando ter mais filhos com Jill não é?" Ele estava um poucoatordoado com sua pergunta, e ficou ofendido de ela a estar fazendo."Não, você sabe que eu não estou dormindo com ela." Ele estava com a voz um poucotensa. Ela sentia-se idiota por ter perguntado isso, mas ao mesmo tempo, não apreciavao seu tom."Achei que era só ... merda, mas o artigo inteiro parecia tão convincente, falando deParis, e como começou o seu romance com ela ... e a parte "o sexo é a parte maisimportante de um casamento "."Ellen, eu nem sequer mencionei nada sobre o romance. Leslie acrescentou estaporcaria por si mesma. Por que eu estaria com você, se eu estivesse dormindo com Jill?"Ele ficou irritado por este pensamento ter cruzado a mente dela."Pare de gritar comigo." Ela falou de volta para ele. "Estou tentando falar com vocêsobre algo que está me incomodando. Isso é como deveria ser. Não há necessidade deficar chateado. Repare que eu não fui até a sua casa e pirei você sobre esse artigo." Alembrança do que ele tinha feito a ela assaltou-o imediatamente, e com um suspiro, elefoi capaz de manter a sua raiva para si mesmo.Eu sinto muito ..." Ele se desculpou. "Eu não quero que você duvide de mim. Eu nãoestou dormindo com ela, não há nada para se preocupar." Acalmando-se, a respiração de
  • 30. Ellen voltou ao normal. Ambos tinham temperamento forte e eram capazes de usá-losum no outro, deixando o outro chateado."Por que você teve de dizer que você estava tentando ter mais crianças? É uma mentiramuito grande para contar." Carrancuda, foi a vez dela dar de ombros."Minha vida inteira é uma mentira agora." Ele disse sombriamente. "O entrevistadorperguntou especificamente se ela e eu queríamos ter mais filhos, e Leslie pensou queficaria mal se eu disse que não. Eu disse a ela que eu não sabia, porque eu quase nãoconsigo ver T, com tanto trabalho. Leslie deve ter adicionado o "tentar" por conta dela".Às vezes, a sua situação era esmagadora. A quantidade de mentiras que ele tinha dedizer diariamente, o fazia se olhar no espelho algumas manhãs e se perguntar quemdiabos ele era."Eu sei". Ela respondeu compreendendo. "Eu desejava que pudesse ser diferente.""Eu também". Ele concordou, mas depois sorriu. "Não será para sempre ... e eu prefiroestar com você em segredo a não estar com você"."Eu concordo". Descansando a cabeça em seu peito, ela inalava seu cheiro almiscarado."Você acha que pode me fazer um favor só ... me envie um rascunho das entrevistasque Leslie fizer sobre sua imagem?""Eu posso fazer isso." Ele balançou a cabeça. "Será que faria você se sentir melhor?""Sim, faria.""Tudo bem. Então, considere feito.""Obrigado." Ela sussurrou, e fechando os olhos, ela beijou-o na testa.”Eu amo você,Paddy”.Uma semana depois, Patrick tentava não perder a paciência quando ele procurava Ellenpor todo o set. O inverno estava se aproximando rapidamente, já era primeiro dedezembro, não que a estação fizesse qualquer diferença no sul da Califórnia. Ele estavarealmente começando a suar, enquanto ele verificava em todos os quartos e em cadafase. O elenco e a equipe estavam trabalhando todo o tempo para obter episódios feitosantes da pausa de Natal. Todos estavam estressados e esgotados. As tensões estavamelevadas, e Patrick não ficou imune a isto.Hey Kate, você viu Ellen?" Patrick perguntou."Não, desde esta manhã no ensaio." Kate olhou para ele interrogativamente e viu comoele estava absorto em pensamentos. "Na verdade ... ela ficou lá apenas por algunsminutos antes de sair ... depois não voltou mais ... Eu não tenho certeza do que se trata."Carrancudo, Patrick tentou não deixar sua co-estrela ver sua preocupação. "Ok,obrigado."
  • 31. Está tudo bem?" Ela perguntou, olhando para ele com mais de uma sobrancelhaarqueada. Havia alguns dias, que Patrick tinha certeza de que todos e cada um de seuscolegas de elenco sabiam o que estava acontecendo entre ele e Ellen. Era um olhar queeles tinham em seus olhos ... o mesmo olhar que Kate estava lhe dando. Mas, nuncadisseram nada sobre isto, e ele era grato por isso. Ele não sabia se ele e Ellen poderiamnegar sua relação com as pessoas que passavam 18 horas por dia com eles."Sim ..." Suspirando, ele sabia que estava prestes a dizer mais, mas isto não poderiaajudá-lo. Ele foi ficando mais e mais preocupado com Ellen. "Ela ficou de encontrar-meesta manhã para passar alguns scripts e ela não apareceu ... e eu estou procurando-adesde então." Ela nunca saiu de um ensaio. Ela levava seu trabalho tão a sério como ele.Olhando para ele como se esperasse que ele dissesse mais, Kate abriu a boca para falare, em seguida, fechou-a. Tudo o que ela ia dizer, ela mudou de idéia e quando ela abriua boca novamente, Patrick poderia dizer que ela tinha mudado definitivamente a suaresposta. "Talvez vocês estejam apenas se desencontrando um do outro. Elaprovavelmente deve estar procurando por você.""Sim, espero ..." Ele resmungou, e Kate sorriu com conhecimento de causa antes deoferecer-lhe adeus e continuar em seu caminho. Algo não estava certo. Parecia que umanuvem negra pairava sobre ele o dia todo. O que quer que Ellen tivesse, estava ficandocada vez pior e os longos dias de trabalho estavam começando a pesar sobre ela. Nanoite anterior, ela estava tão exausta que ela tinha adormecido no trailer, sem sequertirar sua roupa de Meredith. Ela não tinha dito a ele, é claro. Ele tinha ouvido estamanhã quando Sandra e Katie estavam brincando sobre o assunto.Ficou claro que Ellen o estava evitando, e por que razão ele não sabia. Talvez ela tivessemedo de deixá-lo ver como ela estava doente? Mas, isso não fazia muito sentido. Ele erao namorado dela. Namorados deviam estar lá para fazer você se sentir melhor quandovocê estivesse doente.Respirando fundo, ele empurrou algumas de suas preocupações de lado, e saiu doprédio. Ele tinha verificado o trailer várias vezes, mas ele percebeu que poderia verificarnovamente. Talvez sua bateria do telefone tivesse acabado, talvez ela tivesse tentadochamá-lo o dia todo, talvez ela realmente estivesse procurando por ele ao mesmo tempo,em que ele a procurava, mas, olhando para seu celular, ele duvidou disso.A nuvem escura acima dele seguiu todo o caminho para o trailer. Ele simplesmente nãopodia evitar a sensação de que algo ruim iria acontecer .... ... ou talvez já tivesseacontecido. Suspirando, desejou que Ellen tivesse tomado apenas cinco minutos paraligar para ele.Pisando no trailer, ele preparou-se mentalmente para a decepção que ele iria ter,quandonão a encontrasse lá, mas, para sua surpresa, sentada na beira da cama estava Ellen.Soltando um suspiro, ele deixou a porta bater com força e atravessou a sala."Ellen, eu estive procurando por você o dia todo. Deveríamos ensaiar esta manhã." Elefalou, sua voz mostrando quão impaciente e agitado ele tinha ficado. Ellen ficou imóvel
  • 32. na cama com a cabeça nas mãos. Ela não se mexeu mesmo quando ele falou e elaparecia não reconhecer sua presença.Ela estava rígida e tensa, e parando pouco antes de chegar à cama, ele franziu a testaquando viu a sua aparência e a falta de resposta. "El?" Sua preocupação era crescente eele estava com um sentimento horrível preso ao fundo do seu estômago como concreto.Nervoso, ele passou de um pé para o outro até que ela finalmente olhou para ele, masuma vez que ela o fez, ele ficou mais ainda preocupado.A cara de Ellen estava branca como um fantasma e ela olhava para ele com olhos tristes.Seu rosto estava dividido em linhas de dor. Algo estava definitivamente errado. "O quehá de errado?" Ele perguntou em tom de medo. Ele sabia só de olhar para ela, que o queestava errado não era nada bom.Balançando a cabeça, as lágrimas nos olhos escorreram e ela limpou-as com os dedos.Era difícil para ela engolir, ela tentava falar, mas era claro que ela não conseguiapronunciar as palavras sem quebrar. Ele, em um passo, sentou-se ao lado dela."Ellen?" Patrick olhava para ela, sem nem sequer saber o que perguntar. Ele nunca tinhavisto seu olhar tão mal, parecia que ela estava gravemente doente. "Você ... Você aindaestá doente?" Colocando a mão contra a sua testa, ele tirou um pedaço de cabelo parafora do rosto dela. Sua pele estava fria e úmida, e com um olhar perplexo, ele mantinhaos olhos sobre ela. "Você não está quente. Você deve estar se sentindo melhor agora.Acho que você precisa chamar o médico, pode ser que você esteja gripada". Ela estavafisicamente doente, ele sabia com certeza, mas havia algo errado. Como tantas outrasvezes, ele poderia dizer que ela estava escondendo algo, e desta vez, ele não ia esperarela para lhe dizer."Dê-me alguma coisa aqui, Ellen. Eu quero ajudá-la." Ele estava quase desesperado emsua tentativa. Sentia-se fora do circuito, como se ele tivesse sido cortado delacompletamente. Fungando, Ellen limpou sua garganta e assim que ela abriu a boca parafalar, começaram a derramar lágrimas pelo seu rosto."Não é gripe ..." Ela sussurrou, sua voz perigosamente irregular. Confuso, ele inclinou acabeça para tentar ler suas feições."Não é gripe? Foi o médico que lhe disse isso?" Patrick não entendia, mas as palmas desuas mãos começaram a suar quando sua mente registrava que algo poderia estarseriamente errado com ela. Engolindo em seco, ele colocou a mão em seu joelho. "Oque é isso, então?" Ele perguntou, aterrorizado de ouvir a resposta.Balançando a cabeça, o corpo de Ellen parecia tremer com o esforço de manter as suasemoções. "Eu estou ..." Ela começou, a voz dela perdeu a batalha e quebroucompletamente. "Estou grávida". As palavras saíram em um soluço estrangulado ePatrick não teve tempo para registrá-las, antes dos soluços arruinarem o corpo dela. A princípio, ele pensou que estava ouvindo coisas. Ela não podia ter dito o que elepensava que ela tinha dito, mas olhando os seus dolorosos soluços, ele percebeu o queela tinha dito, e seu estômago esfriou. O quarto girou em movimentos rápidos e ele
  • 33. reparou que tinha parado de respirar. Ele ficou atordoado e confuso ... ... e incapaz delidar com o ataque de emoções que estava se formando em sua mente."O .... o quê?" Ele gaguejava como um tolo. Foi uma pergunta retórica embora. Nãohavia nenhuma necessidade dela repetir. "Você ... tem certeza?" Ellen ainda estavachorando, mas os soluços haviam diminuído. Sentia-se como um idiota vendo-a chorar,mas seu corpo não se mexia. Era como se ele estivesse paralisado. O cérebro de Patricknão estava conectado com seu corpo.Olhando para Ellen, Patrick viu que ela segurava um kit de teste de gravidez branco.Suas mãos estavam tremendo tanto, que ele mal podia ver. Ele olhou atentamente e viuas linhas positivas. "Fiz quatro deles. Todos deram o mesmo resultado."Ele estava sem palavras. O peso do que ela lhe tinha dito o estava pressionando comouma tonelada de tijolos. Ela não poderia estar grávida. Eles tiveram o cuidado ... ele nãoera um adolescente inexperiente ... Certamente ele sabia como fazer sexo seguro. Ospensamentos o consumiam, e ele disse em voz alta, mesmo sem perceber. "Mas .... vocênão estava tomando a pílula direito? Como ... como você pode estar grávida?" Ellentinha assegurado a ele que tomava pílula. Ele não entendia."Eu tomo. Eu sou ..." Ela disse, sua voz, sua voz saindo por um fio. "Eu acho ... eu devoser daquelas um por cento que não funciona com pílulas ...""Isso não faz nenhum sentido." Patrick respondeu, com um aceno de cabeça."Eu não sei o que aconteceu." Ela se recusou a olhar nos seus olhos, em vez disso,concentrou o olhar no chão e Patrick estava fazendo o mesmo. Ele não podia controlaras emoções que o assolavam.Depois de vários minutos de silêncio desconfortável, ele ergueu a cabeça e se virou paraela."Quando você descobriu?" Olhando para cima com as lágrimas mais uma vez reunidasem torno de seus olhos, ela olhou para ele enquanto falava."Duas horas atrás. Meu período estava com mais de uma semana de atraso ..." Tomandoum fôlego tremendo, ele então exalou o ar."Jesus ..." Ele resmungou, sem nem mesmo saber o que pensar primeiro. Quando Jillianlhe tinha dito que ela estava grávida de Tallulah, ficou em êxtase. Ele sempre quisfilhos. Mas, ele e Jill tinham planejado aquilo. Eles estavam esperando que elaengravidasse. Ele tinha sido preparado para a notícia. Sentado ao lado de Ellen, estavacompletamente mudo, golpeado, e tudo que ele conseguia pensar era em como maiscomplicada a sua situação tinha acabado de se tornar."Eu não ... Eu nem sei o que dizer." Ele disse a ela, e sabia que não era o mais provávelque ela queria ouvir. Ela estava tão chateada como ele, ele poderia dizer, e não havianada que pudesse fazer para confortá-la. Ele não poderia confortar a si mesmo.
  • 34. “Eu sinto muito. Não sei como aconteceu.""Não é sua culpa." Ele garantiu, mas sua voz não dava nenhuma garantia do que elesentia. Ele não a culpava, ele sabia que era muito. Mas, naquele momento, ele não tinhamaneira de expressar isso a ela."Que diabos é que vamos fazer?" Patrick disse, mais para si do que para ela. A salaficou em silêncio novamente e eles ficaram com os seus pensamentos. Patrick ainda nãotinha tido tempo para processar o fato de que Ellen estava grávida ... com o seu bebê.Eles estavam tendo um filho. Uma criança que fizeram juntos. Teria sido um sonho setivesse vindo um ou dois anos depois ... quando eles poderiam ser uma família normal.Como ele poderia ser um pai para o bebê agora? Ele não poderia nem mesmo admitirque Ellen era sua namorada. Balançando a cabeça novamente, ele lutou contra a vontadede ficar doente."Eu não sei". Suspirou Ellen, seu corpo quase dobrando em si mesmo."Bem, nós precisamos descobrir." Ele criticou, sem nem mesmo querer. Suas emoçõesestavam rapidamente se transformando em raiva, e ele não tinha controle sobre o queestava dizendo. Olhando para ele, incrédula, Ellen balançou a cabeça."Que diabos você acha que eu tenho feito o dia todo?" Ela respondeu. "Eu estou grávidae isto não pode ser alterado ... assim nós vamos ter que descobrir um jeito de resolverisso sem matar um ao outro.""Isto pode ser interrompido, sim." Ele respondeu, e lamentou o instante em que aspalavras saíram pela sua boca. Ele certamente não teve a intenção de falar aquilo. Mas,já era tarde demais. O estrago estava feito. Ellen ficou de boca aberta, em choque, edepois ela estreitou os olhos e se levantou."Eu não posso acreditar no que você acabou de dizer para mim. Quer saber? Não sepreocupe com isso. Eu resolvo tudo. A culpa é minha de qualquer maneira, certo?" Elagritou. Atravessando a sala com raiva, ela era como um turbilhão de vento e terminoupegando a bolsa.Atordoado com o que tinha acontecido, ela estava quase fora da porta, quando ele selevantou e agarrou o braço dela. "Isso não é o que eu quis dizer. Me desculpe. Eu nãoquis dizer isso." Ele se defendeu, mas ela puxou o corpo para fora e abriu a porta."Eu sei exatamente o que você quis dizer. Eu sabia que você não ia pular de alegria ...mas, Jesus Cristo, eu não tinha idéia de que você seria tão idiota"."Ellen!" Ele gritou, não se importando com o público que se reuniu na frente do seutrailer. Ele teve de segurar a porta aberta, ou ela teria batido em seu corpo."Não". Ela cuspiu as palavras de volta para ele sem se virar. Observando-a andando,Patrick sentiu uma estranha sensação de dormência levá-lo. As pessoas ainda estavamolhando para eles e ele deixou a porta fechada. Encostado, ele escorregou e ele esperou
  • 35. que a sala parasse de girar. Ele sabia que não havia sentido em correr atrás dela, atéporque ele não sabia o que dizer mesmo, então em vez disso, ele se sentou no trailervazio e tentou descobrir como sua vida virou de cabeça para baixo de forma tãodramática."Papai, olhe para mim!" Tallulah gritava quando suas pernas impulsionavam o balançodo quintal mais alto."Eu estou vendo. Isso é muito alto!" Patrick respondeu com um sorriso que desapareceuno segundo seguinte.Acima de sua cabeça, os pássaros cantaram em um céu sem nuvens. O ruído da estradaera quase inaudível. Pela primeira vez, tudo o que ele ouviu foram os risos da filha e oguincho enferrujado que o balanço velho faria. Era uma tarde rara em que ele realmentefoi para casa antes de Tallulah chegar em casa da escola. Não tinha muito o que fazer noset, uma vez que Ellen tinha ido embora. Ele não podia ensaiar cenas de Meredith eDerek sem Meredith."Eu sou a melhor balançadora sempre!" A garota aplaudiu, e ele concordou."Você é!" Patrick notou como sua voz soava falsa. Tallulah estava feliz e contente comsua presença e isto o fazia feliz. Mas, não importa o quanto ele tentasse, ele não poderiaempurrar Ellen para fora de sua mente. Tallulah geralmente curava qualquer doença.Um olhar para seu rosto e ele ficava nas nuvens. Mas, não desta vez. Nem sua bela filhapoderia corrigir a sua situação atual.Descansando a cabeça no encosto da cadeira do gramado, ele tomou um gole da cerveja.Nas poucas horas que tinha passado, sua mente não tinha ficado muito mais clara. Ellenestava grávida, realmente grávida .... Eles haviam feito um filho juntos. Ele teve pelomenos que chegar a essa conclusão. O que ele não sabia, era o isto significava para eles.Como eles poderiam ter um filho juntos em sua situação atual?As ramificações que aquilo poderia acarretar faziam Patrick ter dor de cabeça só depensar nisso tudo. Eles não podiam anunciar que estavam esperando um filho. Eles nãopoderiam viver na mesma casa como uma família. Eles não eram nem mesmo capazesde serem vistos juntos.Olhando os cabelos loiros de Tallulah balançando com o vento, ele não poderiaimaginar não ser capaz de mostrar o seu filho para o mundo. Ele não ia poder nemmesmo reconhecer o bebê como seu. Balançando a cabeça, as ondas de desesperopassavam por ele. Não havia nada de bom que pudesse sair daquela situação. Pelomenos, nada que ele pudesse pensar. Esses pensamentos o deixaram se sentindoculpado. Como ele poderia pensar em ter um bebê?"Papai, por que está tão triste?" Tallulah tinha saltado para fora do balanço e foi em sua
  • 36. direção, sem que ele sequer percebesse. Subindo em seu colo, ela sentou-se em cima deseus joelhos."Eu não estou triste." Patrick mentiu, com um sorriso que mal chegou aos seus ouvidos.Seus olhos estavam maçantes. Não importava o quanto ele tentasse, não havia nenhumamaneira de esconder a tristeza. Sua filha tinha obviamente reparado, e isto o fez sesentir ainda pior. "Eu apenas estou cansado.""Talvez você devesse ir para a cama." Ela sugeriu, sem olhar para ele. Um grandepássaro havia pousado no quintal e suas asas brancas chamaram a sua atenção."É um pouco cedo para ir para a cama." Ele disse a ela, tentando manter sua voz tãoenérgica quanto possível. Ele era um ator, ele devia ser capaz de, pelo menos, agir felizperto de sua filha. Mas, apenas não havia motivação nele para fazê-lo.Depois de algum tempo, o pássaro voou para longe, e a menina de seis anos, virou-seem seu colo para que ela pudesse enfrentá-lo. "Estou feliz por você estar aqui papai."Ela sussurrou, sua voz cheia de esperança. Isto fez o seu coração se encher tanto amorquanto de culpa."Estou contente por eu também estar aqui, T." Foi talvez a coisa mais honesta que tinhadito o dia inteiro. Tirando a franja para trás de seu rosto, ele olhou para as feições delaatentamente. Ela tinha crescido tanto em tão pouco tempo. Ela era apenas uma criançapequena, quando a série começou. Primeiro, ela se parecia muito com ele. Mas, quandoela cresceu, estava ficando cada vez mais parecida com Jillian. Seu cabelo foi ficandoprogressivamente mais escuro, como o dele. Mas, o resto, até que seus ossos da facesalientes eram de Jillian.Naquele momento, era difícil para ele não imaginar seu filho com Ellen. Teria seusmisteriosos olhos verdes? Ou os seus azuis irlandêses? Será que teria cabelosondulados, o que atraiu a sua atenção? Ou ... cabelos lisos? As possibilidades eraminfinitas, e quanto mais pensava nisso, mais o seu coração começou a inchar com amor,orgulho e esperança.Tallulah inclinou seu corpo de volta contra o seu e descansou ali. A menina trouxe tantaalegria à sua vida. Ele não podia imaginar a vida sem ela, e ele sabia que não importavao que iria acontecer, ele se sentiria da mesma maneira com o filho de Ellen também.Os pensamentos de Patrick tornaram-se claros quando as inspirações de sua filha caiuem um ritmo perfeito com as dele. Não importa quais complicações surgissem de suasituação, Patrick sabia que não o faria amar seu filho menos. Saber disso, deixou-osentindo-se melhor.Mais uma vez, Patrick estava procurando por toda parte no set por Ellen. Porém, destavez ele estava muito mais frenético. Havia uma urgência, no entanto, que não estava alino dia anterior. Ele precisava falar com ela. Era tudo o que ele conseguia pensar. Mas,parecia que estava se tornando um feito impossível, porque ela estava evitando-onovamente.
  • 37. Sua respiração estava cortada, enquanto ele caminhava através dos corredores sinuososdos edifícios de pequeno porte ligados entre si, para fazer linhas de escritórios e salasde conferências. Parando no fim do corredor, ele suspirou e virou-se para refazer omesmo caminho novamente. Ela não estava no trailer, ou no serviço de quarto deartesanato, ou no salão. Ela não estava filmando ou ensaiando ... era como se tivessedesaparecido completamente. Mas, ele sabia que era impossível.Patrick não tinha sido capaz de ir à casa dela na noite anterior. Jillian estava em NovaYork. Depois de largar Tallulah na escola naquela manhã, ele tinha ido direto para acasa de Ellen, apenas para encontrar sua garagem vazia. Ele pensou que ela tinha ido aotrabalho, mas, claramente ... ele estava errado.Sua frustração crescia a cada minuto. Ele sabia que sua reação não foi boa, ele sabia queele tinha dito algo que ele não deveria nunca ter falado, mas ele também sabia que elestinham um monte de coisas para resolver ... e eles não poderiam sequer começar a fazerisso até que ele a encontrasse."Patrick!" Uma voz familiar chamou e ele se virou para ver Shonda colocando a cabeçapara fora de sua porta do escritório. Ele não tinha sequer percebido que tinha ido pertode seu escritório. "Pode vir aqui um minuto?" Ela perguntou, e ele tentou não gemer emvoz alta."Eu realmente estou ocupado."Só vai levar um minuto." Ela garantiu, vendo sua aparência desleixada. Ele não tinhafeito a barba, seu cabelo estava uma bagunça, e ele tinha certeza de sua camisa póloestava amassada.Patrick andou para perto da porta, mas ainda hesitou em entrar. "Eu nem sei se eu tenhoum minuto." Shonda arqueou uma sobrancelha para ele com curiosidade. "Eu estouprocurando por Ellen. É importante." Ele garantiu, deixando a sua chefe saber que elenão estava intencionalmente tentando sair fora da conversa. Shonda pareceu animar-secom esta resposta.Com um sorriso, ela acenou para a sala. "Engraçado, eu falei para Ellen que queria falarcom você." Foi a vez de Patrick olhar para ela com curiosidade. Franzindo a testa, elesoltou uma lufada de ar e entrou na sala.O corpo de Patrick estava rígido e tenso. Seus braços estavam cruzados defensivamentee suas pernas não conseguiam ficar paradas enquanto fazia pequenos movimentosbatendo com o pé. Sabendo que ele diria não, Shonda não se incomodou em pedir-lhepara se sentar. Ela também não queria se sentar e, em vez disso, ergueu-se contra aborda de sua mesa."Você viu Ellen, hoje?" Patrick perguntou antes que Shonda pudesse falar uma palavra.Ele tentou esconder o fato de que estava praticamente prendendo a respiração à esperade sua resposta.
  • 38. Sorrindo, ela deu-lhe um aceno. Patrick tinha quase esquecido que Shonda sabia sobreseu relacionamento. Pelo menos, ela havia sabido antes. Patrick não sabia ao certo oquanto ela sabia sobre a sua situação atual. Mas ele estava certo que ela sabia que eleseram um casal."Eu estava realmente indo perguntar-lhe se você a tinha visto.""Eu não vi". Patrick respondeu com um olhar derrotado. "Não, desde ontem." Olhandopara seus sapatos, então ele olhou para ela preocupado. "Por quê?"Cruzando os braços, ela respondeu: "sua assistente me chamou esta manhã e disse queela não estava se sentindo bem, que ela não seria capaz de fazer o ensaio.""Ela disse isto?" Ele perguntou em confusão."Ela não me ligou pessoalmente, então eu só estava me perguntando se estava tudo bemcom ela." Suspirando, Patrick sentiu seu coração acelerar de forma dramática. No topode todas as outras emoções que ele estava sentindo, ele estava preocupado agora, e istofez o seu estômago vibrar.Ela não veio hoje?" Era difícil para ele embrulhar sua mente em torno dessa idéia. Emvez de responder, Shonda apenas balançou a cabeça. Correndo a mão nos cachosconfusos, ele não podia mais esconder sua ansiedade. "Isso não faz nenhum sentido.""Eu sei". Ela disse calmamente. Shonda não estava muito preocupada com a sua estrela.Mas, ela estava um pouco nervosa, e a forma como Patrick estava agindo a fez ficarainda mais nervosa."Nós tivemos uma briga ..." Ele parou de falar, percebendo que ele provavelmente tinhafalado demais. Eles não falavam sobre sua relação com ninguém. Eles não podiam. Elequase se sentia estranho para realmente falar a verdade. Se Shonda estava surpresa, elanão mostrou. Balançando a cabeça, teve que morder a língua para não dizer os seuspensamentos em voz alta. "É complicado."Como você vai descomplicar isto para mim?" Shonda respondeu imediatamente. Nãoimportava o quão feliz ela estava secretamente, vendo que Ellen e Patrick estavammuito envolvidos."Eu não posso." Patrick respondeu, em tom sério. Não importava o quanto ele queriatirar o peso do mundo para fora de seu peito, ele sabia que não podia dizer a Shonda queEllen estava grávida.Soltando um suspiro profundo, o sorriso de Shonda desapareceu. Limpando a garganta,estava muito claro que ela tinha deslizado para o modo de patrão e não seu modo deamigo. "Este é o problema com vocês dois, tanto quanto eu gosto de você. Tanto quantoeu gosto dela. Tanto quanto eu adoro vocês dois e quero que vocês sejam felizes. Tantoquanto eu posso olhar para além do fato de que você está casado e ela tem um namorado... tanto quanto eu sei que fui eu quem os apresentei um para o outro ... " Patrick sabia
  • 39. que durante sua reflexão, ela estava construindo alguma coisa. Sua voz era tensa e ficoumais alta, em cada palavra. "Eu não posso ser favorável a este relacionamento, se vai serprejudicial para a minha série."Franzindo a testa, Patrick atirou-lhe um olhar ofendido. "Eu não estou pedindo por seuapoio." Ele argumentou, perdendo a paciência. Ellen estava ok? Ele sentiu que estavaperdendo muito tempo no escritório de Shonda. Tempo ... que ele poderia usar parafalar com Ellen."Ellen saiu cedo ontem. Fugiu, eu deveria dizer. Começamos a filmar amanhã ... ascenas que estão mal ensaiadas. Este é o problema. Portanto, qualquer que seja oproblema de vocês, agora é meu negócio também. "A porta estava aberta, e Shonda percebeu que qualquer pessoa que estivesse passandopor ali podia ouvir a conversa. "Você pode fechar essa porta?" Ela perguntou, e Patrickbalançou a cabeça."Não, porque eu não vou ficar. Isso é ridículo." Passando a mão sobre o rosto,ele mudou o peso de um pé para o outro. Ele mal conseguia ficar em um só lugar pormuito tempo. Ele tinha que sair de lá."Patrick, se é isso que vai acontecer cada vez que vocês tiverem uma briga, então nósvamos ter sérios problemas. Tempo é dinheiro. Você acha que a rede vai me dar umaextensão quando atrasarmos as filmagens? Você acha que eles vão apenas deixar-medizer "desculpe, Ellen e Patrick romperam e vão terminar de fazer as filmagens assimque eles fizerem as pazes? Não. Ela não vai. ""Nós não terminamos. Nós estamos bem. Aliás, tudo estará bem quando eu conseguirfalar com ela, e eu não posso fazer isso porque eu estou aqui discutindo com você!"Patrick falou, nem mesmo com um pingo de remorso por ele, basicamente, gritar comsua chefe. Ele estava tão obcecado por seu discurso retórico que ele nem percebeu quetinha basicamente admitido que eram realmente um casal.Mordendo sua bochecha para manter suas palavras dentro da boca, Shonda tentava agircomo se as palavras de Patrick não tivessem derretido seu coração. Ela não era umaatriz, ela era uma escritora, e era difícil esconder os seus sentimentos. Apesar do fato deque seu relacionamento com Ellen estava claramente provocando dificuldades no set,apesar de quão errado estava, Shonda ainda lhe deu um aceno simpático."Vá para ela." Patrick ficou surpreso com sua mudança completa e franziu a testa."Eu tenho cenas para ensaiar hoje." Ele disse com remorso."Bem, não há nenhum jeito de ensaiar sem Ellen agora.""Acho que não ..." Ele resmungou com uma carranca. Ele sabia que não havia nenhumamaneira dele ser capaz de funcionar no trabalho. Mas, ele não esperava que sua chefepercebesse isso também. Com um tom sério, Shonda disse: "Vá encontrá-la. Conserte o
  • 40. que diabos você fez e, em seguida, tragam os seus traseiros aqui amanhã. Espero quevocês dois estejam prontos para trabalhar, porque eu não posso mais esperar.""Espero que eu possa consertar o que fiz." A confissão de Patrick deixou Shondaconfusa, mas ela fez um gesto com a mão."Você nunca vai saber até tentar. Pare de sentir pena de si mesmo e vá!" Saindo doquarto, sem outra palavra, ele pelo menos sabia que Ellen não estava no set. Com aconfiança renovada, ele não perdeu tempo em direção a seu carro.Patrick estava certo de que fotógrafos o tinham seguido para casa. Os paparazzi eramuma dor de cabeça. Ele seria o primeiro a admitir. Eles invadiam sua privacidade e nãohavia uma linha que elas não cruzassem a fim de ganhar dinheiro com um possívelretrato. Embora isso o cansasse, ele raramente se queixava publicamente. Normalmente,ele apenas sorria e descobriu que era algo que Jillian nunca tinha se acostumado a fazer.Ele queria o sucesso e a fama. Isto tinha um preço. Estar no olho da mídia a cadasegundo do dia significava que ele não podia viver do jeito que queria. Foi só quandoele estava sentado dentro de seu Porshe laranja e preto, que ele percebeu o quão grandeo preço do sucesso era realmente.Apertando seus dedos ao redor do volante, ele tentou, sem sucesso, manter a calma. Eletinha que falar com Ellen. Ele tinha de vê-la. O mais rapidamente possível. Não haviaoutra alternativa. A sensação de aperto no peito iria embora até ele conseguir falar comela.Havia uma van cinza familiar estacionada na rua. Patrick poderia vê-la através doespelho retrovisor. Mesmo com os vidros escuros, ele podia ver os fotógrafos olhandopara ele. Eles estavam esperando por alguma foto.Batendo a mão contra o volante, ele pegou seu telefone e seu roteiro. Eles iamfotografá-lo entrando na casa de Ellen. A percepção disso o deixou se sentindo umpouco doente. Mas, ele não parou o seu movimento. Ele iria para a casa dela, nãoimportava o quão ruim isso pudesse parecer.No minuto em que ele saiu do carro e começou a descer a calçada, pelo menos, cincopaparazzi que pareceram sair de lugar nenhum e cegou-o com as luzes piscando. Mesmocom seus óculos escuros, ele sentiu uma dor de cabeça chegando. Os cliques insípidosdas câmeras turvaram sua audição de modo que suas vozes saíram em resmungos.“Aonde você está indo?”É um bom dia hoje, não é?”“As coisas entre você e Isaiah estão melhores agora?”Ele não respondeu nenhum deles. Em vez disso, ele apenas manteve o seu ritmoconstante para a casa. Leslie não ficaria satisfeita com isso. A mulher ainda estava com
  • 41. má impressão de ele e Ellen terem decidido ser um casal. Ela não gostava de ter quefazer controle de danos uma vez que as imagens deles saíssem na Internet. Patrick nãose importava. Ele pagava a ela para contar mentiras. Ele pagava a ela para livrar o seutraseiro. Diante de todas as celebridades que faziam coisas estúpidas, diariamente,Patrick se considerava um cliente fácil. Além disso, ele realmente não tinha outraescolha. Os fotógrafos não o teriam deixado em paz, uma vez que o viram chegar.Assim, esperar até mais tarde para ir ver Ellen teria sido um desperdício de tempo.Segurando o script com a capa aparecendo, agiu como se estivesse indo rever algumascenas com Ellen. Ele poderia fingir que estava indo para lá em missão oficial. Eleesperava que eles acreditassem nisso.Ele estava com a mão pronta para tocar a campainha, quando a porta abriu-se derepente, revelando uma mulher de cabelos castanhos que Patrick sabia ser a assessora deEllen."Oi, Monica." Ele disse, depois de limpar a garganta. Sua deglutição era difícil, precisoude toda a sua coragem para começar as próximas palavras. "Ela está aqui?" Os olhoscastanhos escuros de Mônica estavam cheios de simpatia, mas também de apreensão.Ele tinha certeza de que naquele instante ela sabia da situação. Não havia como negar amaneira como ela hesitou antes de falar."Ela não está se sentindo bem. Talvez você deva voltar outra hora." As palavras deMonica não eram nem um pouco convincentes e ele percebeu que tinha uma chance deconvencê-la."Eu preciso vê-la." Patrick falo, ganhando alguma confiança. Ellen não conseguiria tirá-lo de sua vida para sempre. Ele estava errado no que ele tinha dito, mas precisava falarsobre isso. Eles precisavam ... para discutir o seu futuro.“Eu não acho que seja uma boa idéia, ela está realmente chateada.”"Eu tenho que falar com ela. Eu tenho que vê-la." Suas palavras eram tão fortes esinceras, que Monica não conseguiu dizer não. Procurando por paparazzis, ela suspiroue Patrick sorriu de alívio quando ela abriu mais a porta para deixá-lo entrar.Quando Monica levou Patrick através do nível mais baixo da casa, ele percebeu como acasa estava em silêncio. Não havia televisão ou rádio ligados, o que era fora do comum.Era raro que Ellen ficasse em uma casa em silêncio."Ela está no pátio." Monica disse-lhe quando eles chegaram na cozinha. A mulher decabelos escuros não fez qualquer movimento para avançar. "Ela está lá o dia inteiro."“Obrigado”. Ele acenou com gratidão.“Ela vai matar-me por ter deixando você entrar.”
  • 42. "Eu vou amansá-la, não se preocupe." Ele prometeu, com um ar de confiança queMônica não acreditava. Arqueando as sobrancelhas, ela murmurou algo que ele nãoentendeu e prontamente saiu. Engolindo em seco, ele ficou na sala deserta tentandodescobrir o que fazer em seguida. Ellen não queria vê-lo, ele sabia disso. Uma parte deleachava que ele deveria ir embora. Mas, a outra parte sabia que ele tinha de ir em frente.A imagem de seu filho voltou à sua mente, como no dia anterior, e isto impulsionou seucorpo para dar o próximo passo para a frente.Patrick nunca tinha estado em seu quintal. Ela lhe disse uma vez que ela passava maistempo lá do que dentro de casa, e uma vez que ele abriu a porta e saiu, ele entendeu oporquê. Ele estava parado em um pátio grande de pedra, que estava parcialmente coberto poruma estrutura de madeira que tinha cipós e plantas cobrindo-o. Cadeiras de madeira esofás estofados em tecidos coloridos cercavam um poço de tijolo. Para além do pátio ealguns degraus de pedra, havia uma pequena piscina.Era um ambiente relaxante e ele sentiu-se imediatamente em casa. Mas, o nervosismoem seu estômago lembrou-lhe que ele estava ali por uma razão. Olhando em volta, elenotou Ellen enrolada em uma das cadeiras na ponta mais distante do pátio, juntamentecom seus dois poodles. A cadeira não estava de frente para ele, e ele não tinha certezade que ela percebeu sua presença.O coração de Patrick batia cada vez mais rápido quando ele movia-se para perto."Ellen?" Ele chamou, numa voz que parecia estranha, mesmo para seus ouvidos. Elanão respondeu, mas ele realmente não esperava que ela o fizesse. Ele esperava que elativesse pelo menos o escutado, porque a última coisa que queria fazer era assustá-la.Andando a pé na frente da cadeira, ele obteve o seu primeiro vislumbre dela. Comosempre acontecia, ele perdia o fôlego quando a via.Ellen tinha um cobertor dobrado até o queixo e ficou olhando para longe. Ficou claroque ela estava tentando ignorá-lo, mas isso não tirou sua confiança. Pelo contrário, istoo fez ficar mais determinado a falar com ela.“Eu sei que eu devia ser ignorado.” Ele quase se sentou na beira da cadeira, mas oslábios franzidos de Ellen o fez pensar melhor, e ele sentou-se na cadeira ao lado.Ellen parecia a mesma. Ela ainda não estava visivelmente grávida, mas para Patrick, elaparecia completamente diferente. Ele podia imaginar o inchamento suave de seuabdômen à medida que ele crescesse. Ele podia ver o brilho rosado que seu rosto teria.As imagens o fizeram sorrir, apesar de toda a angústia dentro dele.Instintivamente, ele sentiu o impulso primordial de tocá-la, protegê-la, estar perto dela,mas ele sabia que ela não ia deixar e ele ficou um pouco desiludido. "Nós devemos falarsobre isso." Ele disse depois de algum tempo, e suas palavras fizeram com que umacarranca zangada aparecesse em suas feições.
  • 43. “Eu não vejo o que há para falar. Você deixou seus sentimentos sobre o assunto muitoclaros.” Ellen disse, e ele ficou um pouco surpreso com a frieza em sua voz.Suspirando alto, ele passou a mão trêmula através de seu cabelo. Odiava brigar com ela."Fiquei arrasado ... eu não estava pensando claramente." Ele se defendeu, esperando queela não o fechasse completamente. "Eu não queria reagir da maneira que eu fiz, eufiquei chocado."O corpo de Ellen começou a tremer um pouco, e ele pensou que ela estivesse sentindofrio, mas depois percebeu que a simples força das emoções dentro dela a estavamfazendo balançar. Sentando-se e, em seguida, voltando-se para enfrentá-lo, seus olhosverdes brilhavam com raiva e dor. "Você acha que eu não fiquei chocada? Você achaque eu não estava oprimida?"A culpa caiu sobre ele na dor que ele viu refletida em suas feições. Ele balançou acabeça tristemente. Ela estava certa. Ele sabia, mas havia pouco que pudesse fazer paraconfortá-la."Eu só precisava de algum tempo para pensar .... para limpar minha cabeça. Euprecisava de perspectiva"."Bem, eu estou contente que você tenha precisado de tempo. Estou feliz que você tinhaque fugir de tudo. Infelizmente, eu não podia.""Ellen ..." Patrick pediu, tentando fazê-la escutar."Não. Pare de dizer isso. Pare de fingir que aparecer aqui e pedir desculpas vai fazerisso tudo melhor. Desculpas não vão livrá-lo desta vez." Lágrimas quentes estavamchegando em seus olhos. Patrick ficou lá, se sentindo um tolo. Ele não tinha um planode ação. Ele não sabia mais o que dizer."Desde o momento em que eu suspeitei que estava grávida, eu fiquei apavorada econfusa e perturbada. Mas, você sabe o quê?" Ela apontou o dedo em sua direção e eleachou melhor ficar calado. "Nem uma vez o pensamento de acabar com essa gravidezpassou pela minha cabeça. Não foi sequer um segundo plano. E você não gastou nemdez minutos para decidir que poderia ser terminada. Ou," interrompida "como você tãogentilmente colocou." Lágrimas tinham deslizado para fora e escorriam pelo rosto. Suaspalavras penetravam-lhe como facas, e as lágrimas eram como a adição de sal nasferidas frescas.Patrick estava envergonhado de si mesmo para dizer qualquer coisa. Ele não queriadizer isso. O sentimento espalhou medo sobre seu corpo e sentiu-se como o gelo. Elenão tinha certeza de que ela iria perdoá-lo. Ele não tinha certeza se poderia perdoar a simesmo."Eu não quis dizer isso." Ele forçou-se a dizer, porque a sua garganta parecia que estavapegando fogo. "Eu juro que não. Fiquei chocado, foi o primeiro pensamento que me
  • 44. veio à cabeça." Suas palavras pareciam apenas torná-la mais infeliz. As lágrimas sederramaram mais facilmente pelo seu rosto e ela não fez nenhum movimento paralimpá-las."Isso é realmente grande. Estou tão feliz de ouvir que o primeiro pensamento que veio asua cabeça, foi que eu poderia simplesmente abortar nosso bebê". Balançando a cabeça,sua respiração estava ofegante."Isso não era o que eu queria dizer.""Mas foi o que você disse." Sentaram-se em silêncio, ambos olhando para o outroatravés dos olhos borrados. Seus olhos estavam cheios de uma raiva que nunca tinhamvisto antes. Seus olhos estavam cheios de dor e pesar, e colocar os dois juntos poderiarivalizar com qualquer tempestade na Terra.Como se ela não pudesse mais olhar para ele, Ellen quebrou seu olhar primeiro.Olhando para suas mãos, ela parecia estar reunindo a coragem para falar o que elaprecisava dizer. "Eu estou com trinta e oito anos de idade, Patrick." Sua voz já nãosegurava a raiva. Ele realmente não tinha qualquer emoção. Era como se ela tivessejogado fora suas emoções com um interruptor, o que o assustava mais do que qualquercoisa. "Eu não estava preparada para ter filhos antes. Eu nem sei se estou pronta agora.Mas quando eu descobri que estava grávida, uma parte de mim estava animada para tero seu bebê."Patrick ouvia com os olhos tristes e uma testa franzida. Vê-la sofrendo tanto partiu seucoração. "Eu vou tê-lo". Ela disse com assentimento confiante. "Eu não vou livrar-se donosso bebê e se você não pode lidar com isso, se você não quer ser uma parte disto ...então acabou. Vou criá-lo sozinha e você pode voltar para Jillian e nós vamos fingir queisso nunca existiu ".As palavras de Ellen deixaram sua mente cambalear. Ele não teve tempo para processartodas elas. Ele mal teve tempo para pensar antes que sua mente começasse a explodirem fúria instantânea. Ficou claro para ele, então, que ele deveria ter vindo para falarcom ela na noite anterior, mesmo que isso significasse ter que explicar algumas coisaspara sua filha. A mente de Ellen tinha ido para uma terra de loucos, dos piores cenários,e ele tentou não ficar ofendido. Mas, isso era impossível. Como ela poderia pensar porum segundo que ele iria abandonar o seu filho? Que ele queria que ela fizesse umaborto? O mero pensamento fez revolta no seu estômago.Levantando-se em um movimento rápido, ele se afastou dela e foi para perto da piscina.Ele podia sentir seu sangue fervendo de raiva. Ele precisava ficar longe dela por umsegundo.Ellen estava chorando atrás dele. Ele podia ouvir os soluços com o peso do que ela tinhadito afundado em seu cérebro. Será que ela honestamente achava que ele poderia ficarlonge dela? Respirando fundo, ele forçou-se a abrir os punhos. Ele não tinha idéia decomo as coisas haviam chegado a um ponto tão ruim, em tão curto espaço de tempo.Respirando profundamente, a raiva foi diminuindo, até que praticamente desapareceu.
  • 45. Nada do que havia sido dito importava agora. O que mais importava era seurelacionamento e a criança que crescia dentro dela. Ele tinha que se lembrar disso. Parafocalizar isso.Virando-se, ele voltou e se sentou ao lado dela. Os soluços haviam parado, mas aslágrimas ainda estavam escorrendo pelo seu rosto. Ele notou como ela estava exausta esua aparência frágil e se sentiu ainda mais como um imbecil. "Olhe para mim." Eleordenou, porque ela se recusou a cumprir o seu olhar. Ele permaneceu em silêncio atéque ela o fez."Eu queria vir para cá ontem à noite." Ele disse com pesar. "Mas, eu tinha que ficar comTallulah. Eu procurei por você o dia inteiro. Eu mesmo vim aqui esta manhã, mas seucarro não estava." Ela abriu a boca para falar, mas ele levantou a mão para detê-la."Não, deixe-me falar. Você nem sequer ouviu o que eu realmente sinto." Ela ficou emsilêncio, mas seus olhos estavam cheios de medo e incerteza."Eu não deveria ter dito o que eu falei. Eu ainda não posso acreditar que aquilo saiumesmo da minha boca. Eu não quis dizer aquilo. Eu estava tão dominado por todos ospensamentos de como nossa vida iria ficar complicada, que nem sequer parei parapensar que .... que é meu bebê. Você está carregando o meu bebê ". Ele sorriu econtinuou a falar. "Eu apenas pensava em como iremos manter as aparências, comoiremos agir. Eu não consigo superar essa sensação de ser pai novamente, é maravilhoso.Eu nunca pensei que eu ia sentir isso novamente ... e agora eu sei. Eu quero esse bebê. "Novas lágrimas apareceram nos olhos de Ellen, mas não eram as mesmas que ela tinhaderramado antes. “Você tem certeza?” Ela perguntou."Incrivelmente certeza." Ele sorria como um bobo, ele sabia disso, mas não seimportava. Ele tinha apenas sentido esta excitação vertiginosa em um outro momento,quando Jillian lhe tinha dito que ela estava grávida de Tallulah.Ellen estava tentando se recompor. Ela olhava para cima e para baixo para tentarimpedir as lágrimas de caírem, mas era impossível. Ele sabia que eram lágrimas felizes.Mas, ele tinha que perguntar de qualquer maneira."Nós vamos ter um bebê." Ela falou em resposta. Era como se ela estivesse descobrindopela primeira vez. Quase como, eles pudessem ir para trás no tempo e se refazer dasúltimas vinte e quatro horas."Nós estamos tendo um bebê." Ele concordou. Patrick moveu-se na cadeira para que elepudesse puxá-la para ele. Ele sentiu uma necessidade imediata de sentir a pele quentecontra a sua. Irritado com o cobertor sendo puxado, um dos cães soltou um latidoestridente. "Oh, pode parar Gigi". Ellen repreendeu, com uma voz tão doce que ele poderiaimaginá-la falando com seu filho. Puxando-a contra ele de modo que sua cabeça ficasseenterrada em seu peito, de repente ele sentiu-se bem. "Como vamos fazer isso?" Elaperguntou, sua voz abafada pela camisa.
  • 46. "Eu não tenho idéia". Ele suspirou, sabendo que a estrada à frente não ia ser fácil. Suadeclaração não a tranquilizou, e sentindo a necessidade disso ele disse "nós vamosdescobrir isso. Nós chegamos até aqui não chegamos, meu amor?" Apertando-o contra opeito, ela acreditava nele, porque era o que ela tinha que fazer. Abraçando-a, Patrick deuum beijo fervoroso em sua boca. “Eu te amo, El. E amo muito já esta criança. Nossofilho!”