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Parte 4 Parte 4 Document Transcript

  • O sol que estava caindo sobre o Oceano Pacífico, criava uma fissura de cor que pendiapara baixo no céu. Vibrantes tons de roxo, laranja e azul brilhavam por cima do oceanoe depois parecia desaparecer no fundo escuro. À exceção de sua filha, o sol descendosobre a água era a única outra coisa que ele sentia falta em Los Angeles.Havia uma pequena praia privada, cerca de 12 milhas acima da estrada costeira, quepermanecia praticamente isolada de todos, poucas pessoas sabiam que ela existia. Ele atinha encontrado um dia quando estava passeando e se tornou um de seus locaisfavoritos.O grande penhasco rochoso onde ele estava de pé criava uma barreira natural,protegendo a praia da estrada lá em cima. Com a privacidade que oferecia, não foicoincidência que Patrick tinha escolhido esse local para se encontrar com Ellen, duassemanas depois que ele chegou de Nova York.Olhando por cima da água, suspirou, e olhou ansioso para o relógio pelo que parecia sera décima vez. Era para ela ter chegado há dez minutos atrás, e o sentimento nervoso queele tinha na boca do estômago pareceu intensificar-se a cada segundo que se passava.O sol estava se pondo mais rápido do que ele esperava. Logo, nada mais seria do queuma memória da bola de fogo laranja que afundava cada vez mais para baixo do céu.Ele queria compartilhá-lo com ela, mas pelo jeito ele teria de se contentar em versozinho.Patrick não tinha falado com Ellen, desde o dia em que desembarcou de volta para casa,somente deixando uma mensagem de texto simples, deixando-a saber que ele estava devolta. Ele não tinha dito de sua iminente separação de sua esposa, ele não tinha dito aela o quanto ele sentia falta dela, ele não disse a ela ... muita coisa e isso o estavamatando.Duas semanas ... que somadas com as outras oito semanas, davam dez semanas que nãoa via, o que foi lentamente deixando-o furioso. Ele precisava dela, mais do que eleprecisava de qualquer outra coisa, mas as coisas tinham sido agitadas, e ele sabia, a fimde dar-lhe atenção que ela merecia, que ele precisava cuidar de si mesmo em primeirolugar.Organizar o processo de separação com Jillian tinha sido mais difícil do que ele jamaispoderia ter imaginado. Decidir como eles iriam lidar com a sua filha tinha sido adecisão mais difícil, mas mesmo a mais pequena coisa se tornava um desafio. O queeles iriam dizer às pessoas se perguntassem? E se a imprensa descobrisse? ComoTallulah iria reagir? Será que ele saía de casa completamente ... ou simplesmentedormia em um hotel? Cada questão tinha gastado tempo e paciência para descobrir, epela primeira vez desde que chegou em casa, ele se sentiu à vontade.Encontrar um hotel fora dos olhares indiscretos dos paparazzi tinha sido difícil, maschegar à conclusão de que a família que ele criou tinha desmoronado à sua volta, foiainda mais difícil. Ele teria gostado de ter Ellen, sua melhor amiga, ao seu lado paratudo, mas ele sabia ... que não era justo com ela.
  • Ele não sabia o que estaria guardado para ele e Ellen, ele realmente não tinha certeza denada, só de seu amor por ela.Quando Patrick estava prestes a puxar o telefone do bolso, ele ouviu o som de cascalhosendo triturado atrás dele. Não havia ninguém por perto e nenhum outro carro a vista,de modo que o dela soava como um trem de carga no deserto.Incapaz de conter sua empolgação, ele se virou rapidamente e olhou para o lado dela.Seu teto conversível prata estava abaixado, permitindo que o seu cabelo explodisse emondas em torno de seu rosto. Seus olhos estavam escondidos atrás de óculos de sol emesmo que ele não pudesse vê-los, ele sabia que os olhos estavam cravados nele.Em vez de avançar para ela, ele ficou de pé, como se estivesse congelado no lugar.Queria se lembrar de cada centímetro do Ellen. O sol fazia brilhar seu rosto com obrilho que ele tinha tanto tinha sentido falta.Ela estava lá, e ele tinha que continuar olhando para lembrar-se de que era verdade.Ellen empurrou seus óculos de sol Ralph Lauren para cima de sua e saiu do carro. Elepôde finalmente ver seus olhos, que brilhavam com tantas emoções que quase lhe tiroua respiração. Ele esperava que ela fosse ficar chateada porque ele não tinha ligadodepois que ele voltou. Patrick poderia imaginar o quão ruim devia ter parecido para ela.Ele estava pronto para ela gritar, mas Ellen o surpreendeu, chegando mais perto. Suassandálias cavaram as pedras pequenas e como se estivesse em câmera lenta, elacaminhou em sua direção.Ela parecia tímida no início, tem certeza de que ela deveria estar. Com a cabeça para olado, ele sorriu ao vê-la, e isso foi tudo que precisava para fechar o buraco entre eles,então Ellen envolveu seus braços em torno dele.Ele estava envolto em seu perfume doce, quando passou os braços em volta dela,abraçando-a como se sua vida dependesse disso. Patrick apertou-lhe tanto, que Ellentossiu e, em seguida, soltou uma risadinha antes de enterrar a cabeça em seu peito. Casa,ele estava em casa ... e ela também. Apesar de todo o tumulto emocional que ele vinhaenfrentando, segurar Ellen colocava-o à vontade."Eu senti tanto a sua falta." Patrick sussurrou, sendo o primeiro a quebrar o silêncio ecolocar o seu sentimento mútuo em palavras."Também senti sua falta." Ellen quase sussurrou, incapaz de esconder o sorriso. Ela viuque seus olhos se moviam de sua cabeça para seus pés e depois voltavam para seu rostonovamente e seus olhos brilhavam enquanto fazia isso.Ela parecia incrível. Bem, ele sempre achou que ela era maravilhosa, mas as férias lhefizeram bem. Seu corpo parecia mais pleno e saudável, e o rosto e os ombros tinhamficado de uma tonalidade bronzeada, e os olhos irradiavam com energia. Tendo tempopara comer, dormir e relaxar a tinha-a feito parecer com uma deusa.O olhar de adoração em seu rosto fez Ellen, de repente, tímida, e ela desviou os olhos deseu olhar. "Deus Ellen ..." ele falou, sacudindo a cabeça em descrença. Era difícil paraele acreditar que ela estava realmente em pé diante dele. "Você está linda".
  • Olhando para ele, ela não conseguia esconder o sentimento de amor que caiu sobre ela."Você não está nada mal também." Ela provocou, colocando uma mecha do cabelo dePatrick de volta no lugar. Ele sorriu para o movimento. Foi um gesto de amor, um quenão permitiria qualquer um fazer. "Você deixou seu cabelo crescer." Ellen reconheceu,deixando os olhos vaguear sobre a sua marca registrada com um aceno de aprovação."Gostei demais"."Eu sabia que você gostaria." Ele percebeu o olhar de surpresa que ela fez, mas ele nãoia mentir. Ele ia ser honesto com ela sobre seus sentimentos."Bem ... eu gostei." Ela respondeu alegremente e depois caiu em um silêncioconstrangedor, que não sabiam ao certo como quebrar. Depois de alguns minutos aolhando um para o outro, Patrick pegou a mão dela na sua. A mão de Ellen se encaixavaperfeitamente na sua, eles eram como um quebra-cabeça, e isto o deixou alegre.Jillian odiava seu cabelo longo, ela nunca poderia lidar com ele, tinha que estar nadamenos do que perfeito. Pensamentos de quão diferente as duas mulheres eraminundaram sua mente e ele teve que balançar a cabeça, para que eles fossem embora.Jillian e Ellen eram incomparáveis, não era um hábito saudável continuar com acomparação.Puxando sua mão, Patrick disse: "O sol vai se pôr logo." "Há um local agradável napraia, vamos assistir de lá.""Lá embaixo?" Ela questionou, pensando que ele estava brincando. "Isto é .... umassustador precipício Paddy.""Há um caminho que é muito fácil de descer. As pessoas devem vir aqui para fugir ..."Ellen não perdeu o duplo significado de suas palavras e apertou sua mão. Apertando-ade volta, ele apreciou o calor gerado quando juntaram suas mãos.Seu rosto estava ilegível, e ele pensou por um segundo que ela não iria concordar em ircom ele. Mas, com um pequeno sorriso, ela começou a andar e ele rapidamente aacompanhou. De mãos dadas, ele assumiu a liderança e, cuidadosamente, desceu a pistade terra áspera.Assim que pisaram na praia, Ellen olhou em volta, e engasgou com a visão à sua frente.A praia estava deserta e era protegida por rochas dos dois lados. Parecia mais umaenseada do que uma praia. O único som era o rolamento de grandes ondas batendocontra a costa rochosa. Não havia ruídos da estrada, sem poluição do ar, e nem pessoasperseguindo-a por uma foto. Ela estava completamente em paz, e quando ela olhou paracima para ver o olhar de Patrick, ela percebia que ele estava se sentindo da mesmamaneira."É lindo, não é?" Ele perguntou, tirando os olhos dela para centrar seu olhar sobre aágua colorida. O sol estava quase completamente desaparecido, a escuridão desceriasobre eles em breve, mas nenhum deles parecia se importar que as cores vibrantes logoseriam sombras."É .... é incrível. Como você encontrou isso?" Ela perguntou, caminhando ao lado dele.
  • Patrick escolheu um local de forma aleatória e sentou-se puxando-a para baixo, na areiaao lado dele. Se ela se importava que estava ficando cheia de areia, ela não deixoutransparecer. Ele não respondeu por um segundo, também perdido no momento bonito,para arruiná-lo com palavras. Sua mão ainda estava apertada dentro das dele e ele asentia quente e macia ... e perfeito. Nem se importava que eles estavam de mãos dadas,como adolescentes apaixonados.“Achei um dia, quando eu estava dirigindo para arejar minha cabeça. É tão diferente detudo que eu já havia visto, que eu me apaixonei por ele. Eu venho aqui às vezes...quando tenho de pensar na vida”."É lindo". Ellen concordou fingindo não perceber que o dedo dele passeava suavementesobre dela."Eu nunca mostrei a ninguém.""Mas você mostrou para mim.""Mas eu mostrei para você." Patrick concordou com um aceno de cabeça. Eles tinhamtanto para falar, tanto para fazer .... tantas coisas para descobrir ... e mesmo assim, eleestava completamente feliz apenas sentado em sua presença, falando sobre nada. Foicomo se estar com ela fizesse o resto do mundo desaparecer."Estou feliz que você tenha me mostrado." Suspirou Ellen, e ambos caíram em silêncioenquanto o último raio brilhante de sol finalmente afundou sob as ondas. Ele sentiuarrepios ao seu dele, e ele olhou-a preocupado. Porque eles estavam tão perto, seustraços ainda eram visíveis, mas sabia que logo que estariam em completa escuridão.“Você está com frio?”“Ah, não…” Ela respondeu honestamente.“Voce tem certeza?” Patrick não acreditava que ela lhe diria o que estava acontecendo.“Eu tenho um casaco no carro ... se quiser.”“Não ... estou bem.” Ellen assegurou, tirando suas sandálias e enterrou seus dedos naareia. Apesar de sua resposta, ele a olhou só para ter certeza. Ele se importava tanto comela, que ela se sentia oprimida.“Isto tudo é muito esmagador você sabe?” Ela respondeu, dando pistas sobre o que sepassava em sua cabeça."Eu sei". Ele disse a ela sem sequer uma pausa. Ele sabia ... provavelmente melhor doque ela pensava. "Desculpe-me pelo tempo que eu levei para ligar." Ele disse, apósvários minutos de silêncio. Ele não tinha certeza de como proceder para se justificar aela, mas sabia que tinha que fazer. "Eu só precisava colocar as coisas em ordem ... euprecisava para colocar meus pensamentos juntos. Espero que faça sentido".
  • Virando-se para que pudesse ver seu rosto, ele pedia com seus olhos para que ela oentendesse. O vento estava soprando seu cabelo louro cinza em seu rosto.Fechar os olhos era uma reação involuntária e ela lutou contra o desejo de relaxar emsua mão, quando fizeram carinho ao longo de sua bochecha. "Achei que você precisavade algum tempo." Ela disse, mesmo que tivesse ficado preocupada naquelas duassemanas , achando que ele não queria mais falar com ela. "Será que ajudou?" Elaperguntou, permitindo que sua voz traísse sua forte de emoção."Ajudou." Ele disse a ela, pegando sua mão de volta novamente. Depois de tanto temposem vê-la, ele não conseguia parar de tocá-la, ela era como um ímã atraindo-o cada vezmais. Respirando fundo, ele sabia que tinha que ser honesto com ela. Ele tinha apenasque arrancar o band-aid e dizer-lhe as enormes mudanças que tinha feito na sua vida.Mas, uma parte dele queria ficar no isolamento pacífico da praia para sempre. Discutir overão, e sua família, e seu namorado, iria manchar seu santuário temporário."El .." Ele começou, sabendo que ele tinha que terminar. "Jillian veio me visitar emNova Iorque ... nós tivemos a chance de falar sobre um monte de coisas." Ele não quisdizer-lhe tudo, era um assunto privado e ele sentiu que devia isso a Jill, manter o que foidito entre eles.Sentindo que ele estava revelando uma informação crucial, Ellen permaneceu calada.Mas, não importava o quanto tentava, ela ficava com o peito apertado, à menção de suaesposa. Se ela pudesse se chutar a si mesma ela o faria. Ela não tinha direito de terciúmes de Jillian. Ela era a mulher dele antes de tudo."Eu decidi ... bem ... nós decidimos que era melhor para nós, eu ficar algum tempodistante. Estamos separados. Jill e eu não estamos mais juntos." Ellen levou um segundopara reagir as suas palavras. Ele e Jill não estavam mais juntos? Eles estavamseparados ...como ... a última etapa antes do divórcio? Nada fazia sentido e elabalançou a cabeça tentando entender."Patrick ... por quê? Você é ... ela é ... ela é o amor da sua vida"."Eu pensei que ela era. Durante muito tempo eu achei isso. Mas, ela não é ..." Apesar doassunto sério, seus olhos estavam brilhando com amor e adoração. Ele sorriu, e umolhar de terror cruzou o rosto de Ellen, e ela arrancou-lhe a mão longe da sua."Você não pode estar falando sério." Ela falou, sentindo o calor subir para seu rosto.Eles admitiram o seu amor um pelo outro, ela havia chegado a um acordo com isto.Mas, ela nunca pensou no impacto que teria em suas vidas. Ela nunca tinha pensado noque estava por vir. Ela era uma destruidora de lares. Um completo ... um guinchoabsoluto .... Ele estava separando-se de sua esposa e ela tinha acabado de se tornar umaamante realmente suja. Lentamente, mas certamente ela estava se transformando emuma versão real da vida de sua personagem Meredith, e ela não conseguia lidar comisso.Patrick estava confuso com a reação dela. Ele não tinha certeza do que ele estavaesperando, mas não achava que seria raiva. "Eu pensei que você ficaria feliz ...." Elequase gaguejou e viu como ela se levantou rapidamente.
  • "Feliz? Você acha que isso me faz feliz, você terminar o seu casamento?" Patrick nãogostava de se sentir inferior, então ele levantou-se para que pudesse estar no mesmonível de seus olhos. Ellen estava fazendo pequenos círculos em torno da areia. Ele podiaver a raiva borbulhando para a superfície, por isso ele colocou as mãos sobre seusombros. Ela estava de costas para ele, e se retraiu sob o seu toque, e falou antes que elepudesse pensar. "Não me toque". Ela pediu, e nem mesmo seus olhos suplicantespodiam apagar as linhas de raiva de seu rosto."Certo ..." Patrick respondeu, tirando suas mãos dela e colocando-a no ar. "Ellen, eu seique esta é uma notícia muito difícil de ouvir .. mas eu achei, uma vez que você seacostumasse com a idéia, que você veria o quanto isto poderia ser bom para nós.Podemos discutir o que tenho sentido agora sem nos sentirmos culpados. .. podemosavançar ... nós perdemos muito tempo já .. " Ele poderia ter continuado por algumtempo. Discutir seus sentimentos nunca tinha sido difícil para ele. Mas, Ellen levantou amão pequena e o deteve."Por que diabos eu iria me sentir feliz, Patrick? A única coisa que fez ao deixar Jill, foime fazer uma destruidora de lares e essa é a última coisa que eu sempre quis ser. Vocêacha que isso torna as coisas mais fáceis? Não, faz elas ficaram cem vezes maisdifíceis. Eu quebrei uma família, eu afastei um pai de sua filha, isso é algo com que eutenho que viver o resto da minha vida ... assim não ... NÃO, eu não estou feliz! " Elagritou para ele. Seu rosto estava contorcido em um milhão de linhas de raiva. Ele podiaver a emoção crua ardendo em seus olhos, e ele não queria mais nada do que fazer tudomelhorar ... para ajudá-la. Mas ele emudeceu. Suas palavras o tinham chocado. Elejamais havia pensado nela como uma destruidora de lar. Ela não era a razão de seucasamento estar acabando, ela foi apenas à faísca que abriu seus olhos para o quãoinfeliz ele estava sendo.Balançando a cabeça em desgosto, Ellen se recusou a olhar para ele, e então se afastoudele completamente. Ele não esperava por isto, e ele levou um minuto para perceber queela estava indo embora. As cores vibrantes que tinham iluminado o céu tão belamentetinham desaparecido completamente, substituídas por uma escuridão que tornava quaseimpossível ver algo mais do que dois metros de distância dele.Sem sequer pensar, ele correu atrás dela. Ele não podia deixá-la sair assim. Ele tinhaacabado de encontrá-la, ele não conseguia ficar mais tempo separado dela. Nãodemorou muito para chegar até ela, ela não poderia ir longe na escuridão. Ela nãoconhecia a área como ele, e não havia nenhuma maneira de fazer a trilha de volta noescuro."El espere, apenas espere." Ele podia ouvir suas maldições sob sua respiração enquantoele se aproximou."Diabos Patrick, você não pode simplesmente me deixar sozinha?" Ela perguntou, quasesem qualquer significado, porque era realmente a última coisa que ela queria."Não, eu não posso Ellen." Ele chegou mais perto, não se importando que ela estavatentando afastá-lo. Ele não ia deixá-la ir."Eu não valho a pena." Ela falava, suas palavras fazendo seu coração doer de tanto que
  • estavam erradas. "Não vale a pena perder sua família por minha causa." Ela não tinhanotado que, enquanto ela falava, ele estava ficando cada vez mais perto e, na quando elatinha acabado de falar, ele estava quase em cima dela.A escuridão os cercava, mas ele estava tão perto, que podia ver seus traços, como sefosse dia. Em um movimento rápido, ele levou o dedo indicador até seus lábios. A açãoa impedia de dizer qualquer outra coisa o que lhe permitiu dizer o que ele precisavadizer."Você não é a razão pela qual o meu casamento está acabando. Ele estava comproblemas muito antes de eu sequer saber que tinha sentimentos por você. Perceber queeu amava você apenas me mostrou como eu era infeliz. Jill e eu não estamos separadospor sua causa. O que quer que acontecer entre você e eu .. meu casamento acabou. "Sua voz era tão sincera que as lágrimas brotaram em seus olhos. Ela teve que desviar oolhar de modo que não rolassem pelo rosto.A mão de Patrick se aproximou de seu rosto e delicadamente passou sobre a pele lisa.Ao contrário de antes, ela o deixou descansar na palma da mão. "Eu não sei todos osdetalhes. Eu não sei como T vai reagir ... mas eu acredito que seria mais difícil para ela,eu ficar com sua mãe por obrigação e ter dois pais miseráveis, do que ter dois paisfelizes que já não estão casados. Mas, eu sei que eu te amo ... mais do que eu nuncaamei ninguém e que eu senti tanta falta de você neste verão, que parecia que eu tinhame ferido fisicamente." Ela estava ouvindo atentamente as suas palavras e, finalmente,ela se desintegrou e lágrimas quentes escorreram pelo seu rosto.Ele sentiu primeiro a umidade em seus dedos, e em seguida, na palma da mão e antesmesmo que ela se afastasse, ele a puxou para seu peito. Ela não se afastou, assim, comum suspiro aliviado ele deixou seus braços se envolverem em torno de seu corpominúsculo."Shhh ..." Ele a acalmou, querendo que ela se sentisse melhor. Ele não teve a intençãode perturbá-la. "Eu sinto muito. Eu devia ter dito isso antes. Eu nunca quis machucarvocê ..." Seu corpo estava relaxado com suas palavras e suas mãos se mudaram paraenvolvê-la em torno de seu corpo."Você não ... Eu só não sei o que fazer. Eu nunca quis que isso acontecesse ... eu nuncaquis amar você". Suas palavras poderiam ser mal entendidas, mas ele entendia o que elaqueria dizer, porque se sentia da mesma maneira."."Eu também não." Patrick sussurrou, fazendo-a tremer mais uma vez. "Mas temostempo para descobrir isso. Eu te amo ... e isto não vai sumir". Ele teve uma chance derefletir sobre seus sentimentos nas últimas duas semanas, mas Ellen realmente nãotinha. Seus pensamentos estavam correndo tão rápido que ela não poderia mesmocomeçar a lidar com elas. “Eu também te amo.”Ela disse a ele, acalmando-se o suficiente para que as lágrimasparassem completamente. “Mas eu não sei o que fazer... Eu ... Preciso de tempo paradescobrir isso ... para conversar com Chris ... para colocar meus pensamentos emordem. Eu não sei o que quero.” Ela admitiu, sabendo que iria machucá-lo, mas
  • também sabendo que ela tinha de ser honesta. Eles passaram muito tempo sendodesonestos um com o outro."Eu entendo". Ele assegurou, fazendo suaves círculos em torno dela. "Você pode tertodo o tempo que você precisar. Eu vou estar aqui, eu não vou a lugar nenhum"."Ok". Ela suspirou, afastando-se de modo que pudesse olhar em seus olhos."Ok". Ele disse com firmeza, com o rosto abrindo um sorriso. Lentamente, e sem aviso,ele encostou na cabeça dela e deu um beijo suave nos seus lábios. Sua boca estavaquente contra o seu e chupava seu lábio inferior, apreciando as sensações que vinhamsobre ele. Ele não esperou para ver se ela iria intensificar o beijo e se afastou."Eu não estou querendo pressioná-la." Ele disse a ela, apreciando o desejo que ele viunos olhos dela. "Quando você estiver pronta ... nós vamos sentar e trabalhar nisto."Ellen gostou da idéia, nas duas semanas que ela estava em casa, era talvez a única coisaque realmente fazia sentido."Ok". Ela concordou, apertando sua mão. Sentiu-se completa novamente, uma peçaimportante do quebra-cabeça tinha acabado de ser reunida.Uma semana depois, estava tudo invertido. Em vez de Patrick, era Ellen queencontrava-se em pé na praia deserta.Era o mesmo local que, apenas sete dias atrás, ela tinha andado longe de Patrick,prometendo-lhe que ela levaria um tempo para pensar sobre as coisas. A promessa, quetinha sido mais fácil dizer do que fazer, parecia que tinha sido feita há muito tempo.Olhando o brilho da manhã no oceano, ela notou que a praia era mesmo um lugarisolado e sossegado, mas, também, era significativamente diferente em plena luz do dia.Olhando em volta, ela poderia ver as cavernas ocultas e os cantos que a escuridão tinhaescondido.A praia ... seu lugar longe do mundo, tinha mudado, assim como Ellen tinha mudado.Em vez de Patrick esperar por ela, foi ela quem ficou esperando ansiosamente a suachegada. Isso, em si, foi uma mudança monumental para a mulher que se orgulhava denão precisar de um homem.Embora lá no fundo, ... ela soubesse que era uma mentira. Ela precisava de um homem,ela sempre precisava de um homem, e durante os últimos sete dias ... ela tinha sidoforçada a se decidir entre o homem que ela não amava, e o homem por quem ela estavairremediavelmente apaixonada. E o seu castigo talvez fosse acabar dolorosamentesozinha.Chris era a escolha segura. Ele podia não ser o melhor, mas ele a amava ... ele nunca iriaabandoná-la. Patrick, por outro lado, não era uma escolha tão segura. Ele a amava sim,
  • mas, ele tinha uma esposa, ele tinha uma filha, ele tinha se apaixonado ... uma vez, eele poderia se apaixonar novamente.Mordendo o lábio inferior, ela ainda não havia decidido qual a opção era a mais correta.Será que ela seria realmente feliz com Patrick, sabendo que sua família tinha sidosacrificada no processo? E se depois a magia se desgastasse, e ela se encontrasselamentando a escolha?Essas questões já tinham passado por sua cabeça durante toda a semana, e não pareciaacabarem tão cedo. Sua mente não ofereceu nenhuma resposta. Porém,o seu coração jásabia a resposta a muito tempo.Antes que ela estivesse totalmente preparada para a conversa, Patrick já estava lá no altodo penhasco olhando para ela como Zeus tinha olhado para baixo em cima de seu reino.Seu cabelo, ainda longo, soprava em todas as direções, puxado pela brisa do oceanoenevoado. O óculos de sol que ele usava foi rapidamente descartado. Ele precisava vê-lasem quaisquer obstáculos ... só para ter certeza que ela não era uma invenção de suaimaginação.Enquanto ele descia o caminho pedregoso, o coração de Ellen começou a bater maisrápido. Um passo, dois passos ... em breve ele estaria ao seu lado e o conhecimentodevia fazê-la tremer de medo ... mas ao invés disso, ela ficou tremendo de excitação.A mente de Ellen, que estava tão confusa antes ficou subitamente clara. Pela primeiravez, ela estava deixando seu coração decidir que era hora de assumir um risco, que erahora de acelerar, era hora de aceitar que ela merecia a felicidade.Patrick estava ao seu lado em questão de segundos. Ele não tinha idéia dos pensamentosque estavam passando por sua cabeça. Ele hesitou em tocá-la, sem saber o que fazer. Aincerteza e o medo estampado em seu rosto conquistou o seu coração. Isso era tudo queele precisava e abriu os braços para ela.Sem um segundo de hesitação, ela mergulhou no seu abraço. Seu corpo estava quente etão reconfortante que ela estava à vontade no momento braços envolto seu framepequeno. Seu peito rosa, como ele inalado uma respiração profunda, tendo em seuaroma, e depois o peito caiu, quando ele soltou um suspiro de alívio.O que quer que estava deixando sua decisão mais difícil se foi. Tudo o que ela podiasentir era o amor ... e ela não ia deixar que ele fosse embora. Apertando-a, como se eleestivesse com medo de que ela fosse embora, Patrick deixou-se ficar completamenteperdido em sua presença.Havia ainda muito a trabalhar, havia ainda muitas coisas para discutir, mas deixou seucoração batendo contra o peito dele ... ela sabia que sua decisão fora tomada."Eu tenho que admitir ... eu não estava esperando que você se decidisse tão cedo. Eupensei que você ia vir com todos os seus sentimentos e me dizer que eu sou um idiota."Patrick disse a Ellen com uma voz grave, e ele pegou a mão dela na sua. A praia eralarga apenas o suficiente para caminhar, então eles tinham começado uma distraídaviagem abaixo da tira quente do deserto de areia. Suas pegadas deixaram uma longatrilha por trás deles. Era a única prova que a vida humana tinha tocado a pitoresca praia.
  • "Você não é um idiota". Ellen respondeu, com tanta certeza que ele não tinha outraescolha senão acreditar. Enviando-lhe um sorriso suave como um agradecimento, econtinuaram andando ao longo da costa."Não foi só você que nos meteu nesta bagunça ...." Ela parou de falar, e ele cortou antesque ela pudesse continuar."Isto não é uma bagunça El ... é ... eu não sei o que é, mas, definitivamente, não é umabagunça." Era a sua vez de tranquilizá-la e ela apertou sua mão para deixá-lo saber queela tinha entendido."Eu sei ... isto parece tão esmagador e louco, você sabe? Eu continuo a pensar que istonão pode ser real.""Mas é real". Patrick a interrompeu novamente, e ela arqueou uma sobrancelhadivertida. Ele parou de repente, e se virou para olhar para ela. "Não foi como essessentimentos vieram de uma hora para outra, eu já os estava sentindo a muito tempo ...eu era muito estúpido para ver isso."Franzindo a testa, Ellen fitou-o intensamente. Ela estava pensando profundamente, elepoderia facilmente ver isto. Ele tirou uma mecha do cabelo de Ellen de seu rosto. Nãoadiantava. O vento estava soprando seus cabelos de volta em seu rosto, mas o gesto foitão macio que a confortou."E se esses sentimentos forem embora?" Ela perguntou em voz alta, a emoção em suavoz lhe dizendo que era uma preocupação que estava em sua mente por algum tempo.Ele olhou para ela com descrença, mas ela não se deixou abalar. "Estou falando sério,Patrick. Você está se desfazendo de seu retrato da família perfeita ... Eu estoucaminhando para longe do homem que não tem feito outra coisa, senão apoiar-me ... Ese não valer a pena?" Os olhos de Patrick brilharam com uma pontinha de dor. Ela nãoestava tentando feri-lo, mas ela não podia simplesmente deixar que essas preocupaçõesficasse entre eles.Ellen puxou sua mão, e apesar do calor do verão, ela sentia frio. "Você honestamenteacha que não vale a pena?" Ele perguntou, sua voz perigosamente baixa. "Você achaque esses sentimentos irão embora?" Suas palavras estavam afetadas, mesmo ele nãolevantando sua voz.Não, a resposta era não. Ela sabia disso. Os sentimentos não iriam embora. Ficar comChris não iria fazê-la feliz."Não. .. eu não acho." Ellen admitiu, incapaz de desviar o olhar para longe de seu olharapaixonado. Ela tinha certeza de que ninguém nunca a olhou da forma como ele estavaolhando para ela. Foi um pouco assustador. Patrick parecia ter mais fôlego após a suaresposta. "Sente-se". Ele ordenou, tomando-lhe a mão e puxando-a para baixo na areiacom ele."Eu conversei com Jill ontem, ela estava chateada, por isso saí com ela ontem." Ellen
  • sentia tanta culpa esfaqueado que quase era incapaz para de respirar. Ela tinha feito isso.Não importa o Patrick dissesse, Ellen sabia se ele não tivesse se apaixonado por ela, elenunca teria deixado sua esposa. Nenhum deles estava olhando para o outro, em vezdisso, eles estavam olhando para além do horizonte azul.Sentindo a mão dela ficar mole na sua, ele se virou para ela e de repente percebeu aslágrimas nos seus olhos. Apertando a mão, ele trouxe-a aos lábios e beijou-asuavemente. "Jill não estava chateada com a separação." Ele disse a ela, e depois riuamargamente. "Ela estava chateada porque se sentia culpada." Voltando-se para ele emconfusão, Ellen abriu a boca para dizer alguma coisa, mas depois pensou melhor edeixou que ele continuasse."Aparentemente, antes de partir para Nova York, ela conheceu um cara em umaconferência." Suas palavras eram irritadas, mas não cheias de dor. Patrick estava rindoda ironia de tudo isso. Jill tinha acusado-o de coisas, quando ela mesma tinha sidoculpada da mesma indiscrição. Ele passou o tempo todo em Nova York, se sentindoculpado e rasgando-se emocionalmente ... para nada.Ellen não podia acreditar no que estava ouvindo. Ela não sabia se ele sentia dor, ou sesentia traído, ou chateado, mas, sentindo que ele não havia terminado, ela se aproximoupara lhe oferecer o seu apoio silencioso. "Ela não dormiu com ele .. o que pelo menosme fez sentir melhor ... se ela tivesse .. eu teria ficado chateado, por eu não ter feitoamor com você quando tive a chance." Ele provocou, e ela revirou os olhos, pensandoem como ele tinha talento para fazer humor em situações graves.Patrick não disse nada durante vários minutos. Foi Ellen, que quebrou o silêncioprimeiro. "Uau ... é ... eu não sei mesmo o que é. Você está bem? Eu entenderia se vocênão estivesse ..."Suspirando, ele correu a mão pelos cachos bagunçados, antes de falar. "Todo o tempoque eu estava lutando com o .. sentimento de culpa e contra os sentimentos que eu tinhapor você ... e, entretanto, ela estava fazendo a mesma coisa. É insano.""Por que ela não lhe disse nada? Por que só agora? Você não ..... não .... ela sabe sobremim? Sobre nós?" Ellen gaguejou, de repente nervosa."Scott, é o nome dele." Patrick disse, realmente não abordando a sua pergunta emprimeiro lugar. "Ele é um investidor de Portland. Ele ficou aqui por um mês .. e depoisfoi para casa, e agora ele está se mudando para cá permanentemente. Ela quis me dizerantes que eu descobrisse ... eu acho." Olhando para Ellen, ele inclinou a cabeça emdesculpas. "Não contei a ela sobre nós. Ela estava chateada, e eu não quero fazer nadaque deixe você desconfortável." Respirando profundamente, ela finalmente foi capaz decolocar seus pensamentos em ordem."Eu realmente não sei o que dizer." Ela disse a ele, honestamente, não sabendo maisnada do que sabia antes."Você não precisa dizer nada." Patrick sussurrou baixinho e pegou a mão dela de volta."Eu apenas pensei que você deveria saber ... que, assim, você compreenderiaplenamente .. que eu não estou desfazendo o meu casamento por sua causa. Chegamos a
  • um entendimento mútuo sobre o nosso casamento. Ela me disse que está apaixonada porScott. Então , não importa o quê, você não tem culpa de nada disso. " Ellen estava coma respiração presa em sua garganta, com o peso de suas palavras afundando dentro dela.Sorrindo para ela, mais uma vez, ele deixou seu polegar afagando-a. "Depois que euconversar com meu advogado e minha agente publicitária ... Estou apresentando para odivórcio. Vamos preparar os detalhes esta semana. Quero você na minha vida, Ellen.Quero começar de novo com você. Eu não estou escondendo de Jill, eu vou lhe dizer."Patrick assegurou, acenando com a cabeça. "Eu vou lhe dizer que estamos juntos. Eu sónão quero arrastar você para este divórcio."De repente, tudo parecia claro para Ellen. Isto era real, estava acontecendo. Patrickestava se divorciando ... ele estava deixando sua mulher ... eles iam ser um casal. Foiquase ... demais apreender tudo de uma vez. Não havia mais volta."Eu estou indo para romper com o Chris." Ela deixou escapar, sem nem mesmo querer."Ele só vai estar de volta de Boston a partir de semana que vem. Me desculpe, eu nãoposso fazer isto pelo telefone.""Não se desculpe. Leve o tempo que você precisar. Eu não vou a lugar nenhum ... euestou aqui .. Eu estou nessa. Além disso, nós estaremos juntos no set na próximasemana ... você não poderia se livrar de mim, mesmo se você tentasse.” Mesmo com ospensamentos correndo por sua cabeça a uma velocidade intensa, ela não podia deixar desorrir para o amor refletido nos olhos cor de anil.Por alguns segundos, eles ficaram se encarando. A força magnética que sempre ospuxou um para o outro parecia estar mais poderosa do que nunca. Nenhum delespoderia tirar os olhos um dos outro. Patrick quebrou o silêncio, mas não quebrou omomento."Posso te beijar?" Sua pergunta foi inútil, porque, independentemente de sua resposta,ele já estava indo em sua direção. Sua boca estava a poucos centímetros de distância, eela fechou os olhos antecipando seus lábios contra os dela. "Isso é um sim?" Elequestionou, e em resposta ela fechou a pequena distância entre eles, e jogou sua bocacontra a dele.O beijo foi suave, tímido no início, e depois como seus corpos ficassem se encostandoum com o outro, o beijo ficou quente e intenso. Vários gemidos escaparam de dentro desua garganta quando colidiu com a língua dela. Eles nunca conseguiriam ter o bastanteum do outro. Ele precisava senti-la, abraçá-la, para saber que estava realmenteacontecendo.Passando as mãos pelos cabelos, Ellen se afastou dele. Cada terminação nervosa de seucorpo estava formigando com o desejo, mas ela sabia que tinha que parar. Patrick nãoconseguia tirar os olhos dos lábios inchados. O peito de Ellen arfava com as respiraçõesprofundas, e os olhos de Patrick foram automaticamente atraídos para lá."Desculpe", ela sussurrou, colocando os dedos nos lábios dele. Seu corpo ainda estava
  • sofrendo com o que tinha acontecido. Não importava a preocupação que ela tinha namente, seu beijo era a prova do que o seu coração já sabia."Desculpas por quê?" Ele perguntou, ainda em um transe nebuloso. Ele se sentia bêbadolonge dela."Por parar. Eu não serei capaz de parar se continuar fazendo isso ... e eu quero dizer aChris primeiro. ... Eu preciso dizer a Chris primeiro." Ellen respondeu hesitante. Mesmoque ela soubesse que era a coisa certa a fazer, ela não tinha certeza se ele iria entenderisso.Patrick a puxou em seu peito, e antes que ela desse conta, ela estava envolvida em seusbraços musculosos. Ele queria beijá-la, ele queria fazer muito mais do que beijá-la, masele compreendeu seu raciocínio e ele precisava mostrar-lhe isso."Está tudo bem. É melhor assim. Quero começar isto livre de culpas." Ela encontrava-seconsumida com a sinceridade de suas palavras. Como ele continuasse mordiscando asua orelha, ela começou a rir e se afastou dele fingindo-se dura."Você disse que tinha entendido!" Exclamou ela, tentando manter o riso dentro da boca."Mas eu nunca disse que não iria provocar". Havia um brilho divertido nos olhos dele,ela não resistia e não queria realmente resistir. Ele iria ser um homem solteiro com umafilha, ela ia ser uma mulher solteira ... e juntos .. eles iriam ser alguma coisa."Patrick!" Exclamou Ellen, depois de abrir a porta da frente e ficando cara a cara com ohomem que estava invadindo seus pensamentos quase constantemente. Ela estava tãosurpresa ao vê-lo, que ela esqueceu-se mesmo perguntar o que ele estava fazendo emsua porta.Seus olhos começaram em seu rosto, e depois percorreram até seus pés, quase bebendosua figura esbelta. Ela estava vestida com uma roupa simples, mas para seus olhos eracomo se ela estivesse com uma lingerie sexy."Eu sei que íamos nos encontrar amanhã, mas eu não podia esperar ... eu tinha que vervocê." Patrick sussurou, uma vez que seus olhos tinham centrado em seu rosto. Seusolhos azuis normalmente brilhantes estavam tão escurecidos com o desejo, que Ellentinha dificuldade em manter o rubor afastado de seu rosto.Olhando para fora da porta, Ellen fez um esforço consciente para ver se tinha alguémna estrada em frente de sua casaOs papparazzi pareciam estar de olho em sua casa mais e mais, agora que a série estavase tornando mais popular. O fato de Patrick estar tão calmo diante de sua porta, adeixava nervosa.Eles tinham sido extremamente cuidadosos nas poucas vezes que se encontraram. Eles
  • sempre tinham sido amigos, mas ela temia que com o casamento de Patrick prestes aacabar, eles iriam olhar desconfiados quando ele estivesse na casa dela. Balançando acabeça, ela soltou um suspiro de alívio por não ver ninguém à espreita ao redor. Eleseram suspeitos. O segundo divórcio de Patrick iria fazer os rumores voarem na mídia.Ela sabia disso, mas esperava que pelo menos poderiam evitar por algum tempo."Relaxe El". Patrick sussurrou, de imediato, vendo o estresse em seu rosto. Ele entroudentro de sua casa, não se preocupando em pedir permissão. Como ela se afastou paradeixá-lo entrar, ela olhou uma última vez para a rua causando-lhe a risada."Ninguém me viu." Ele assegurou, olhando quando as mãos de Ellen se atrapalharamcom a fechadura da porta. Chegando mais perto dela, ele colocou uma mãoreconfortante em seu ombro. "... E mesmo que eles tivessem visto ... Eu estou visitandouma amiga. Não há nada de errado com isso." Ela não tinha nenhuma maneira de evitar o seu olhar, e quando seus olhos seencontraram, instantaneamente, a centelha familiar entre eles foi acesa. Ela ainda estavaum pouco chocada por ele estar lá. Ele havia dito que tinha uma reunião com seuadvogado e, em seguida, iria passar o dia com sua filha.Correndo inconscientemente as mãos pelos cabelos, ela se perguntava como ela pareciahorrível. Ela tinha acabado de voltar da academia, e definitivamente não esperavavisitantes."Não se preocupe tanto." Ele falou, com um sorriso brincalhão. Havia determinaçãopura nos seus olhos e ela não sabia o que ela poderia dizer que o faria sair de casa. Elarealmente .... não tinha certeza se queria que ele fosse embora.Com mais um passo ele fechou a distância entre eles e ela quase engasgou quando elepuxou-a em seus braços. "Talvez .. você não devesse estar aqui ..." Ela falou, masgaguejou, quando sentiu o quão bom era sentir suas mãos ao redor de seu corpo. Ela nãosabia ao certo porque ela estava lutando tanto. Eles haviam chegado a um entendimento,eles estavam indo para alguma coisa ... em vez de nada ... mas, eles ainda estavammuito ligados a outras pessoas e ela não podia ajudar, mas sim se sentir culpada porisso.O rosto de Patrick estava a poucos centímetros do dela, ela podia sentir seu hálitoquente em seu rosto, e ainda assim, ela continuou discutindo. "Você ainda está casado ..... e eu tenho que contar para Chris. Ninguém pode ver você aqui ... seria muito ruim ..."Ela murmurou, vendo que era tão difícil resistir a ele. Mas, antes que ela pudesse falarqualquer outra palavra, seus lábios caíram sobre os dela e ela quase perdeu o fôlego. Isso era errado ... isso era muito errado, mas ela não fez nenhum movimento paraimpedi-lo, e com seu corpo relaxado ela devolveu o beijo. Ele não estava satisfeito comseus movimentos tímidos, e puxou-a ainda para mais perto, que seu corpo estava quasese fundindo com o seu. As roupas eram a única coisa que os separava.O quarto começou a girar, com a sensação familiar de desejo caindo em cima deles emondas. Tomando o controle, Patrick empurrou-a para trás até que seu corpo bateu
  • levemente contra a porta da frente. Ellen estava contente pelo apoio, porque suas pernasestavam bambas.As mãos de Derek subiram para seu rosto e as de Ellen para o seu cabelo. Ele nuncapoderia ter o bastante dela, ela era como uma droga. Desde que deixou Nova York, elaera literalmente tudo o que ele conseguia pensar. Ele queria que seu corpo, sua alma,seu coração, e ainda assim, ele não poderia ter nada disso, ainda não de qualquermaneira, e o conhecimento disto deixou seu desejo ainda mais forte.Parando para respirar, ele puxou seus lábios do dela e tentou ignorar o seu pequenogemido de protesto. Seu pênis já estava duro e doloroso por ela, e ele teve que recorrer atodas as suas forças para não rasgar as roupas dela e fazer amor com ela ali mesmo naporta da frente.O peito de Ellen arfava para cima e para baixo e ela lutou para recuperar o fôlego. Seusolhos estavam cheios de desejo, mas também com uma pitada de desconforto. Beijando-a mais uma vez nos lábios, suavemente, ele afastou-se dela completamente, sabendo queele não seria capaz de controlar a si mesmo se ele não o fizesse."Desculpe". Ele se desculpou meio acaloradamente, incapaz de manter o sorriso dorosto. Ellen levou um minuto para conseguir dizer qualquer coisa."Eu pensei que você fosse ... passar o dia com Tallulah?" Ela questionou, ainda tentandodescobrir o que havia levado para sua casa, em primeiro lugar. Inclinando a cabeça parao lado, ele arqueou uma sobrancelha para ela."O que, você não está feliz em me ver?" Patrick gostava de provocá-la. Ele gostava damaneira como os olhos dela dançavam com desejo. "Eu já estive com meu advogado, eeu só tenho que buscá-la em um acampamento daqui uma hora, mas ... eu precisava vervocê.""Você precisava?" Era ainda um bocado inacreditável, que ele estivesse tão apaixonadopor ela. Mesmo que viesse crescendo por meses, anos até, ainda assim, seria um choquetotal para ela."Claro. Eu não posso ficar sem você, isto está me deixando louco. Você sabe disso,certo?" O lado perverso que gozava de Ellen, e seu sorriso malvado foi prova disso."Bem, nós vamos estar de volta no set logo e então eu posso deixá-lo louco durante todoo dia." Sua confiança estava retornando de volta, isto fazia as coisas mais fáceis."E como você vai fazer isso?" Sua voz tinha tomado um tom baixo. Ele a queria tanto,que era fisicamente doloroso manter suas mãos longe dela."Esse é o meu segredo por agora." Ela provocou, fazendo as pupilas de Patrickdilatarem e sua cabeça começou a imaginar todas as coisas que ela poderia fazer comele.Deixando escapar um suspiro, Patrick tentou ficar calmo. Os olhos de Ellen estavam
  • brilhando com a maldade, sabendo o que ela estava fazendo com ele. "Jesus, Ellen, eupreciso ir embora, senão eu pego você aqui mesmo." Ele estava completamente sério,mas ela riu alto de qualquer maneira."Oh, eu estou vendo ... você aproveitou de mim!"”Sim". Ele admitiu, em seguida, riu ao ver sua face. Chegando mais perto dela, elepuxou-a em seus braços novamente, mas desta vez, manteve a distância. "Não. Eu gostode beijar, mas eu realmente precisava ver você."Observando o relógio, ela ficou na ponta dos pés para beijá-lo na bochecha. "Estou felizpor você ter vindo. Eu precisava ver você também." As palavras dela fizeram seucoração inchar de orgulho."Bem, já que tenho que sair do caminho, o que você diria se eu ‘aproveitasse’ de vocênovamente mais tarde, esta noite? Vou levar T para casa por volta das 17 horas. Eupoderia tirar mais proveito de você, depois disso." Ele podia ver o muro de resistênciaem seus olhos novamente, mas ele continuou falando, sabendo que ela não poderiaresistir-lhe. "Vou trazer o seu doce favorito ... eu vou mesmo parar na padaria e obteresse doce que você gosta ...""Bolo de chocolate?""Sim". Patrick sussurrou, sorrindo, como era fácil convencê-la. "Vou pegar um poucode champanhe também.""Você vai tentar se aproveitar de mim?""Será que funciona?"Olhando-o para ver se ele estava falando sério, ela bateu no seu peito, quando elapercebeu que ele estava parcialmente brincando. "Não, mas você pode tentar.""Hmmm .... tudo bem. Tentar é o que vou fazer." Dando-lhe um olhar saudoso, eleafastou-se dela novamente e observou que ela se afastou da porta para que ele pudessesair. Ela desbloqueou a passagem para ele, e ficou com os braços cruzados sobre opeito. "Então eu deveria vestir uma peruca e boné de beisebol, ou de noite você achaque eu posso arriscar vir aqui sem um disfarce?" Ele brincou, fazendo-a rolar os olhos."Basta ter a sorte de eu deixar você entrar." Ela retrucou assim que ele abriu a porta esaiu para a varanda."Você me ama." Patrick respondeu, confiante de que era a verdade."Eu amo". Ela sussurrou, e então enxotou-o de repente, com medo de que quem ativesse visto, teria sido capaz de ler seus lábios. Ela nunca tinha sido tão paranóicaantes, mas o conhecimento súbito que eles eram uma coisa ... em vez de nada ... adeixava muito nervosa.
  • No dia seguinte, Patrick encontrou-se com sua publicitária, como previsto, einfelizmente, a reunião não correu bem. Ele esperava que, dizendo a Leslie sobre seudivórcio com antecedência, ele iria ganhar alguns pontos. Ela saber de antemão parecia-lhe uma boa idéia. Mas, a agente de Patrick aparentemente não pareceu se importar queele lhe tivesse dito antecipadamente.Que diabos você está pensando, Patrick?" Ela olhou para ele por trás de seus óculos. Elese sentou na frente de sua mesa, e ouvindo-a gritar, lenta mas seguramente, a confiançaque tinha construído ao longo das últimas semanas estava sendo drenada de seu corpo.Sentada em sua cadeira enorme, dava a impressão que Patrick era uma criança que estásendo repreendida pelo diretor. Ele sabia que nenhum dos membros de sua pequenacomitiva ficaria satisfeito. Seu advogado estava nervoso, ele iria perder tudo para umamulher amarga, a sua agente estaria preocupada com as próximas audições ... e Leslie,ele sabia, estaria preocupada com sua imagem.Patrick tinha se preparado para a negatividade que encontraria pelo caminho, masnunca, em seus sonhos mais loucos, imaginava que Leslie recebesse a notícia de formatão difícil. Sua reação o pegou tão desprevenido, que ele ficou por alguns minutos emsilêncio, apenas deixando-a ralhar com ele."Preciso de te lembrar que você está começando as festas para Encantada em doismeses? Que você tem várias sessões de foto para fazer para a série e que você tem duascampanhas publicitárias próximas que poderiam muito bem trazer-lhe mais dinheiro doque nunca? Você realmente acha que se divorciando vai ajudar alguma coisa?" Suaspalavras eram rígidas, e iam direto ao ponto. Seus olhos estavam tão cheios de raiva,que ele tinha um segundo para saber se ele devia estar preocupado com sua vida."Eu sei que a hora é ruim ..." Ele finalmente respondeu, sentindo a súbita necessidadede defender a si mesmo. Leslie trabalhava para ele, ela era tecnicamente suaempregada ... e ele não estava disposto a deixá-la gritar com ele como a uma criança."Hora ruim? Não, isso é um desastre. Estou acostumada a ser ver cabeças rolarem emHollywood, estou acostumada a encobrir erros idiotas. Infidelidade eu posso encobrir,uma crítica negativa eu posso lidar para você ... mas deixar a sua esposa? Literalmentese divorciar dela, um ano antes de sua primeira imagem da Disney vai ser ... como,diabos, eu deveria aceitar isto para fazer você ficar numa boa? "Patrick nunca tinha pensado tão longe no futuro. Ele sabia que a notícia de seu divórciocausaria furor na imprensa maldosa, ele sabia que iria certamente ficar mal com ele.Mas, ele nunca tinha se importado antes com o que as pessoas pensavam dele, e eleainda não se importava."Vai ser manchete nos jornais durante uma semana e depois vai ser esquecido. Eu nãosou certamente o primeiro ator a se divorciar". Ele argumentou, ignorando o olharrancoroso de Leslie."Não é o primeiro? Não, você certamente não é, mas pelo menos eles tiveram o bom
  • senso de se divorciar, quando necessária a publicidade. Você estava indo muito bem.Você é um homem de família, você conseguiu sair do mundo da TV, você se tornouuma das maiores estrelas do sexo masculino na TV, você não precisa de um divórciopairando sobre sua cabeça. ""Eu já conversei com meu advogado. Jill e eu temos de prosseguir com o divórcio.Assim que chegarmos a um acordo sobre os detalhes de nossos bens e nossa filha, nósestamos iremos ser documento arquivado. Eu pensei que você fosse ficar feliz de eu tedizer com antecedência.” Leslie não podia mais argumentar com ele, ele estava tãoirritado, que estava cuspindo as palavras para fora.Rindo amargamente, Leslie respondeu: "Bem, eu estou feliz por você, pelo menos,pensar em me dizer antes. Mas, eu estou pedindo-lhe para repensar esta decisão. Issopoderia arruiná-lo. Você não pode apenas esperar que eu fique sentada observando a seuimagem ser destruída. Se esse divórcio ficar feio, não se pode dizer o que sua esposairia dizer para a imprensa.""Ela não vai ficar feia, nós já discutimos isso"."Ah, claro, até que você não concorde com um pedaço de propriedade e, em seguida,temos uma responsabilidade irracional em nossas mãos." Leslie tinha um argumentopara tudo o que ele dizia e isto o enlouquecia.Correndo as mãos pelos cabelos, ele não queria mais nada do que deixar o escritório eesquecer tudo. Ela não tinha o direito de tratá-lo mal. Era a sua vida, sua carreira, elesabia das conseqüências e pela primeira vez em sua vida, ele estava preparado paraenfrentá-las como um adulto."Leslie, se ficar feio ... então que seja. Eu estou bem com isso, e eu sinto muito se vocênão gosta. O fato é que esta é a minha vida, e eu não vou deixar a mídia decidir como euvivo." Rolando os olhos, ela sorriu para ele com um olhar condescendente."Bem, então você devia ter pensado nisso antes começar nessa linha de trabalho. Amídia sempre irá definir você, isto é a natureza de ser famoso. Não fale comigo comovocê é bom demais para esta cidade. Este cidade te deu mais de 5 milhões de dólares noano passado, e isto depois dos impostos. Se não fosse por esse lugar, você ainda estariavivendo em um quarto de uma fazenda fora de Melrose ... de modo que poupe-me destasua merda autocrática".Patrick nunca tinha sido mais ofendido, e estava caminhando para fora da sala, quandoLeslie continuou: "Então, com que coisa bonita que você está dormindo?" Sua perguntatinha saído e o deixou sem fala."O que?" Ele realmente não podia acreditar que ela teve a audácia de perguntar isso aele."Não jogue comigo tímido Patrick. Eu estou nesta cidade o tempo suficiente para sabercomo ela funciona. Existe alguém, eu tenho certeza disso, então me diga quem é para
  • que eu possa começar a negar antes de os rumores mesmo começarem.""Você está brincando comigo?" Ellen não era o motivo de seu divórcio, mas mesmo sefosse, ele não trair a sua confiança e dizer a sua publicitária sobre ela."Isto é realmente muito grave. Você sabe o que vai acontecer quando o seu segundodivórcio atingir a mídia? Você será cercado de paparazzi dia e noite. Cada movimentoseu será monitorado. Logo, fontes sairão de dentro de seu local de trabalho. Estrelasanônimas convidadas da série, garçons em restaurantes locais, etc. As pessoas vão fazeralguma coisa para acrescentar lenha na fogueira. Se eu souber de antemão, possoconseguir um avanço no controle de danos"."Não!" Ele tinha quase gritado, batendo com o punho na mesa dela quando ele selevantou. Ele tinha que admitir, o que ela dizia fazia sentido. Mas, ele não poderiaimaginar falar de Ellen pelas suas costas. Ela foi categórica sobre manter isso emsegredo por algum tempo, ela era uma pessoa privada, e ele não queria imaginá-lasendo destruída. Leslie não teria que saber, porque não eles não seriam pegos. Eles eramcuidadosos. Eles podiam continuar a ser cuidadosos."Não há mais ninguém. Jill e eu somos miseráveis. Nossa união tem sido boa ao longode muito tempo. Não tem nada a ver com outra mulher, ou com outro homem ..." Elequase gritou, apesar de ter sido parcialmente falso. Scott e Ellen tinham apenas abertoos seus olhos para sua infelicidade, não tinham sido a causa. Ele não poderia deixar onome de Ellen ser marcado junto com o seu.Leslie observou-o atentamente, ela o leu. Suas emoções estavam exibidas em seu rostode forma clara e ela poderia lê-lo como um livro. Ela não acreditou nele, nem mesmopor um segundo. "Certo, Patrick, se é assim que você quer fazer isso ... mas você só estátornando sua vida mais dura mesmo.""Eu sei o que estou fazendo." Cuspiu e, em seguida olhou para ela quando ela quase riuna cara dele."Eu não acho que você saiba. Como você espera que eu faça você ter uma boareputação, uma vez que a imprensa receber a suspeita de outra mulher?""Não há outra mulher!" De uma vez, Patrick tinha perdido a paciência. Ele já não podiasegurar a fala com sua agente. Ele estava tão irritado, que ele queria demiti-la no local,mas, ela era a melhor, e ele sabia, sem sombra de dúvida que ele precisava dela. "É oseu trabalho me fazer ficar bem. Então faça seu trabalho maldito e pare de ficar medizendo como viver a minha vida!"A reunião tinha sido um desastre completo. Mas, ele sabia que tinha feito a coisa certa.Ele não teria sido capaz de olhar para Ellen, sabendo que ele tinha traído a confiançadela.Leslie assistiu Patrick sair, e retornou ao seu computador como se nada tivesseacontecido. Ela começou a escrever freneticamente e-mails para o fotógrafo privado queela sabia que trabalhava por um preço. Ela tinha que descobrir o que Patrick estava
  • escondendo. Havia uma outra mulher, ela tinha certeza disso, e ela faria tudo ao seualcance para descobrir quem era. Leslie era uma das melhores publicitárias na empresa eela não ia ficar só sentada e deixar a carreira de Patrick quebrar e queimar em tornodele.Algo estava errado com Patrick. Algo estava errado com ele desde o dia anterior, masele se recusou a admitir isso. O trailer estava escuro quando Ellen pisou dentro dele.Acendendo as luzes, ela viu que ele estava de bruços no sofá pequeno. Ele não estavadormindo, ela podia adivinhar, mas ele não reconheceu a sua presença ... o que fez elaficar um pouco nervosa.Eles não haviam, tecnicamente, voltado às gravações, que começariam daqui a poucosdias, mas, como Ellen havia sido chamada para fazer algumas regravações de voz,Patrick estava usando isto como desculpa para passar o dia com ela. Eles estavamrelativamente seguros no set. Ninguém geralmente os incomodava. Cada membro doelenco e equipe eram usados para passar muito tempo juntos, por isso não pareciasuspeito que ele estivesse em seu trailer durante todo o dia.O dia agradável que eles pensaram em passar juntos não tinha sido exatamente como oplanejado. Patrick tinha ficado excepcionalmente quieto e reservado. Ellen perguntou-lhe várias vezes se era algo que tinha feito, mas, ele jurava que não era nada. Ela estavaficando frustrada. Ela queria ajudá-lo e estava ficando louca por que ele não deixava."Isto é o que você esteve fazendo o tempo todo eu estava aqui?" Ela acusou, nemmesmo tentando esconder o incômodo que surgiu em sua voz. Patrick sempre tinha sidoaberto e honesto com ela, ela queria que continuasse assim.Seus gemidos fizeram Ellen rolar os olhos. O chão estava cheio de sacos demantimentos e probabilidades e extremidades, que ela começou a trazer de volta ao set.Caminhando para ele, ela tinha que ter cuidado para não tropeçar em tudo."Então vai ser assim todos os dias?" Ellen perguntou, levantando a voz um pouco. "Nósapenas vamos ficar neste silêncio constrangedor? Eu sei que algo está errado. Se é algoque eu fiz ... eu gostaria que você apenas me dissesse.." Patrick estava olhando para ela,vendo seus movimentos nervosos e odiava-se pela forma como a estava tratando.O silêncio caiu sobre eles, até que Ellen olhou para o chão. Ela estava ferida, a emoçãodolorosa estava refletida claramente nos seus olhos verdes. Passando longe dele, elasussurrou: "Eu apenas vou embora pensar." No entanto, ir embora não era uma opção. Ellen não tinha dado mais nem um passo,quando uma mão forte agarrou seu pulso. Ela estava presa, não havia maneira deescapar e ela queria gritar.Ela olhou para ele com um brilho intenso no olhos. "Ah, agora você quer conversar?Bem, eu que não quero conversar mais." Ela tentou tirar seu o pulso das mãos dele, masele segurou sua mão bem apertado, certificando-se de que ela não pudesse fugir. Elenão podia deixá-la ir. Patrick tinha medo de que ela nunca mais voltasse, se ele adeixasse ir.
  • "Não é você, El". Ele tentou explicar, esperando que ela fosse compreender o desesperoem sua voz."Sério?" Ela desafiou, e ele sabia que tinha que falar rápido antes que ela se fechassepara ele completamente."Definitivamente não é você." Patrick disse novamente, massageando-lhe a mão paraobter a sua atenção. Ele podia dizer pela sua expressão que ela ainda estava cética, masseu movimento reconfortante parecia relaxá-la um pouco."Eu me encontrei com a minha publicista, Leslie, ontem, para lhe dizer sobre o divórcio.... E a reunião não foi exatamente boa." Ele disse a ela, observando atentamente seurosto, esperando qualquer sinal de perdão. Ellen soltou um suspiro de alívio quaseinaudível e Patrick relaxou também. Não era ela, não era nada que ela tivesse feito deerrado. Esse fato a fez feliz, mas, seus olhos ainda estavam cheios de inquietação. Algohorrível tinha definitivamente acontecido na reunião."O que aconteceu?" Ellen engoliu em seco, sentindo como se estivesse perdendo algoque todos sabiam. Patrick sorriu, e apesar de ter sido um pequeno sorriso, istotranquilizou-a, pelo menos, uma vez que não era nada que tivesse feito.Ellen permitiu que ele se aproximasse para puxá-la até que ele a sentou em seu colo. Elatirou a mecha de cabelo que insistia em cair no rosto de Patrick.Mesmo com as mãos quentes em seus cabelos, ele não podia olhar para ela. Até que elesoltou um suspiro doloroso, e finalmente levantou os olhos para encontrar os dela. "Nãofoi realmente um grande negócio". Ele mentiu, e não demorou muito para Ellen franzira testa."É óbvio que foi .... você tem agido desta maneira estranha desde a reunião ... não mintapara mim, Patrick." Ela ordenou, ficando cada vez mais chateada."Eu não quero arrastar você para isso." Ele imediatamente argumentou, tentando não sesentir culpado quando linhas de preocupação atravessou a testa de Ellen. Suas mãosforam descansar em seus quadris, tentando dar melhor conforto para ela, e talvez a simesmo. Quando tirou suas mãos dela,Patrick tinha certeza que ela estava prestes a irembora, mas ela surpreendeu-o ficando empoleirada no seu colo.Não importa o tumulto que estava sentindo por dentro, Ellen tinha uma maneira mágicade fazer tudo ficar melhor. Nenhuma mulher jamais havia sido capaz de fazer isso antes.Sorrindo, ele cheirou profundamente o seu cabelo. Ela se sentiu tão bem em seu colo,como se ela tivesse nascido para ficar ali o tempo todo. Ele estava tão perdido em suaemoção, que ele quase não percebeu que ela estava falando com ele."Eu já estou nessa. Eu posso lidar com isso. Eu não quero que você se sinta como vocênão pudesse confiar em mim, só porque você está tentando me proteger. Eu sou umamenina grande, Paddy. Eu não necessito de sua proteção.""Acredite em mim, eu sei.Eu me sinto mal. Vai acontecer tanta coisa quando este
  • divórcio chegar na mídia, e eu não quero te puxar para dentro dele." Seu argumentofazia sentido em sua cabeça, mas a resposta automática de Ellen o fez questionar seujulgamento."Você não tem como saber como eu vou me sentir, se você esconder tudo de mim. Euprefiro ouvir isso de você do que pelos tablóides. Nós somos ....um. .." Ela queria dizerque eles eram um casal, mas ainda se sentia estranha, de modo que ela mudou de idéiana última hora. "Nós somos algo agora. Estou aqui para você, eu vou apoiá-lo. Eu teamo ... e eu estou totalmente preparada para qualquer droga de confusão que vier para onosso caminho." Olhando para ela com espanto, ele não poderia dizer que ela estavamais confiante e segura de si mesma que ela era. Ellen estava lá, amava-o, aceitando-o,pronto para saltar em qualquer direção, que ele dissesse, e ele ficou impressionado comos sentimentos que tinha por ela."Certo"."Então, você vai parar de esconder coisas de mim?" Ellen perguntou com um leve tomde descrença."Eu não estava tentando esconder ...""Doeu-me que você quisesse esconder as coisas de mim." Ellen admitiu e avulnerabilidade em suas palavras o fez sentir-se culpado.Deixando escapar um suspiro, ele perguntou-se como conseguia estragar tudo. "Medesculpe ... Eu não estava tentando ..." Ele começou a pedir desculpas, mas ela tapou asua boca com um dedo sobre os lábios."Apenas me diga o que está errado, Patrick. Talvez eu possa ajudar, ou ... pelo menosfazer você se sentir melhor.""Hmm .... você sabe o que me faria sentir melhor?" Ele brincou, balançando suassobrancelhas sugestivamente. Ellen bateu-lhe no peito, revirando os olhos com seusenso de humor."Você não vai ter sexo até ... bem, até que você seja um homem solteiro oficialmente."Disse-lhe com confiança, mas ele poderia dizer que havia uma pequena centelha decobiça em seus olhos, que ele certamente poderia retirar dela, se ele se esforçassebastante."Pode levar muito tempo até que isso aconteça ... nem sequer finalizamos a papeladaainda.""Bem, nós vamos ter que praticar a abstinência então. Fui criada como uma boa meninacatólica, então eu posso fazer isso tranquilamente." Ele não podia deixar de rir em vozalta e ela nem sequer se preocupou em ficar brava com ele por isso."Eu tenho uma suspeita de que não havia nada de bom sobre você ..." Ela estreitou osolhos para ele, mas ela estava brincando, o sorriso perverso que se espalhava de orelha a
  • orelha disse-lhe tudo o que ele precisava saber. Ela certamente não tinha sido uma boamenina católica."Eu vou ter que buscar sexo com outros homens, então. Tecnicamente eu ainda tenhoum namorado ... e eu tenho certeza que John, o homem da câmara, me quer ..." Mesmoque ela estivesse brincando, o pensamento de qualquer outro homem tocar-lhe fazia osangue de Patrick ferver."Não, você definitivamente não vai." Ele disse a ela a sério. Seus olhos viraram umasombra escura de azul e as bochechas estavam ficando vermelhas. Ele estava morrendode ciúmes."O que você vai fazer para me impedir?" Ela respirava, com uma voz sedutora. Patricknão respondeu, em vez disso, ele puxou a cabeça dela em sua direção e a beijou. Derepente, ele não conseguia manter suas mãos longe dela, e como o beijo foi seintensificando, ele odiou o fato de que ele não era um homem solteiro."Não." Ela uivou, parando de beijá-lo. "Mantenha seus lábios longe de mim.""Você ama meus lábios." Ele respondeu fracamente. A paixão no seu beijo tinha sugadotoda a energia dele."Isso não é o ponto. O ponto é, você precisa me dizer o que aconteceu em sua reunião".Com um sorriso, preguiçoso, torto, ele chegou seu o rosto mais perto dela novamente."Você tem certeza que não é o ponto? Eu acho que é ...""Paddy!" O tom era grave e ele poderia dizer que ela estava ficando frustrada. Ellenmudou-se para sair do colo dele, mas ele passou os braços em torno dela, aprisionando-a."Tudo bem, eu vou lhe dizer, mas fique aqui." Patrick ordenou, como se tivesse algumaescolha. Suspirando, Ellen deixou cair os braços em torno de seus ombros."Se você realmente não quiser, não precisa." Ela disse, infeliz que ele não estavadizendo-lhe de bom grado."Eu quero dizer a você". Patrick argumentou. "Eu só ... precisava ter certeza que era acoisa certa a fazer.""Ok ....?" Sua resposta parecia mais uma pergunta do que um comunicado. Ela estavaconfusa, e ele entendeu a emoção, ele estava confuso também."Leslie não estava feliz depois que eu disse a ela sobre o divórcio. Na verdade, elaestava absolutamente lívida". Ele explicou, e era difícil manter a raiva longe de sua voz.Ellen ouviu, pacientemente, mas ele poderia dizer que ela estava escondendo seuscomentários irritados até que ele estivesse acabado."Ela me disse que o divórcio seria prejudicial à minha imagem e, basicamente, aludindoao fato de que ninguém vai querer empregar um homem divorciado.
  • "Isso não é verdade!" Ellen não poderia manter seus comentários para si mesma pormais tempo. A Imagem era uma enorme parte do ‘The Game Hollywood’, mas Patrickera tão popular, ela duvidava que alguém seriamente ficaria contra ele."Eu não penso assim também. Bem, pode ser parcialmente verdadeiro, mashonestamente, eu não me importo. Ela tentou fazer-me a repensar o divórcio, e nãotenho paciência para isso.""Ela realmente pensa que é tão má idéia?" A confiança no olhar de Ellen mudou, e elepoderia dizer que ela começou a adivinhar. A publicista de Patrick era uma dasmelhores no ramo, todo mundo sabia o nome dela, todo mundo a respeitava. Uma partedela queria saber se deveriam ouvir o conselho que ela estava dando."Ellen ..." Ele começou, e então balançou a cabeça em aborrecimento. "Veja, é por issoque eu não queria te dizer. Ela está começando a fazer sua cabeça agora.""E ela não fez sua cabeça?" Ela acusou de volta para ele."Não. Eu me recuso a ser infeliz para o resto da minha vida com medo de que a minhacarreira irá acabar. Eu sobrevivi sem essa fama antes, e eu posso sobrevivernovamente." Ellen não acreditava nele. De repente, ela não queria estar em seu colomais. Ela queria ir embora, correndo, para esquecer a conversa que estavam tendo. Mas,o amor que ela tinha por ele a mantinha no lugar. Seus olhos estavam cheios de medo edor, e um monte de outras emoções que a fez querer segurá-lo e nunca deixá-lo ir."Se ela não fez a sua cabeça, então porque você tem ficado tão perturbado desde areunião?" Ela não tinha certeza no que acreditar. Suas palavras foram significativas, elanão duvidava delas, mas suas ações deixaram-na repensando em tudo."Estou com raiva ... e aborrecido. Sinto que não importa o que eu estou sentindo,sempre serei um escravo nesta cidade. Isto nunca me incomodou antes ... talvez porqueeu nunca tinha reparado. Mas, eu cheguei à conclusão hoje, que eu poderia ficar muitobem sem tudo isso.""Patrick ... você trabalhou tão duro para chegar a este ponto." Ellen argumentou. Eleadorava o trabalho dele, ele adorava os holofotes, ele nasceu para isso, ela não poderiaimaginá-lo jogando tudo isso fora."Eu sei." Ele concordou com um aceno de cabeça. "Mas, se eu não conseguir mais umpapel, porque me divorciei de minha mulher, que assim seja." A confiança em sua vozfez todas as dúvidas de Ellen irem embora. "Ela também me pediu para dizer quem eraa mulher por quem eu estava deixando Jill." Ele disse a ela com nojo.A respiração de Ellen ficou presa em sua garganta. "O que .... o quê?""Ela estava confiante de que eu não estaria deixando Jill se não houvesse outra pessoaenvolvida. Ela queria que eu dissesse quem era.""Você disse?"
  • "Não." As palavras de Patrick eram suaves, mas ele ficou um pouco triste pensando nofato de Ellen ter duvidado dele. "Claro que não. Não é mesmo verdade, em primeirolugar. Eu não estou deixando Jill por sua causa. Estou deixando Jill porque não nosamamos mais. Segundo, mesmo que fosse verdade, não é da conta dela. ""Isso é ruim ... não é?" Os pensamentos estavam correndo pela cabeça de Ellen em umritmo rápido e o trailer parecia esquentar alguns graus. Leslie certamente vibraria se elasoubesse disto, ficar inimiga dessa mulher não era uma boa idéia."Significa apenas ... que temos que ser um pouco mais cuidadosos." Ele respondeu,mostrando-lhe que ele já tinha pensado sobre isso. Descansar sua cabeça contra o ombrode Patrick não fornecia muito conforto. Patrick tinha dito que ela era paranóica, que nãotinham qualquer razão para se preocupar ... que ninguém iria olhar desconfiado, mesmose eles fossem vistos juntos ... e agora ... tudo parecia estar a mudando.