. .“Ellen, tenho uma coisa para falar com você!” Disse Patrick, gravemente,sentando-se no sofá ao lado dela. Como ela semp...
“Patrick Dempsey, você vai fazer este filme!” Disse Ellen passando as mãos peloseu belo rosto. “Nós ficaremos tão orgulhos...
Na cabeça de Ellen só passavam as imagens deles dois, quase, literalmente,fazendo sexo, na cena final da segunda temporada...
“Alô? Perguntou preocupado. A voz do outro lado era conhecida. Era Mônica, eestava um pouco agitada. “Patrick, estou ligan...
hospital já está cercado de paparazzi. Eles viram quando entramos no carro e nosseguiram. Não é seguro Patrick vir aqui, a...
“Como assim?” Perguntou Patrick, confuso.“Se você, Eric, TR, Katherine e Sandra forem juntos ao hospital, todo mundo vaipe...
meia-hora vão levá-los para o quarto de Ellen. Ela está se refazendo da anestesiano bloco cirúrgico, e vai levar a mesma m...
Ouvindo aquela voz tão amada, Ellen virou a cabeça tão bruscamente naqueladireção que ficou tonta.“Paddy, você veio!” Seus...
Mas, nesse meio tempo, a médica achou que já tinha explicado tudo e saiu doquarto. Patrick pegou os dois bebês no colo. Ti...
começou a escorrer leite. “Paddy, segure o Taylor e o coloque no meu outro seio.O bebê seguiu o mesmo caminho do irmão. Ma...
“Parabéns papai!” Falaram os três juntos para Patrick. Feliz, ele acendeu o seu edeu uma grande baforada. “Obrigado gente,...
em deixá-la, nem Jillian a deixaria ir morar no campo com ele. Então, ele teriamesmo que continuar sua vida, com sua carre...
traumatizada, e na cabecinha dela tudo já estava arranjado.” Disse Jillian beijandoa filha.“T, busque um copo de água para...
“Eu sei. Mas é que daqui uns dias Patrick também vai viajar, por quase doismeses. Tenho medo de não dar conta, sem ele”. S...
pai, pensou Ellen sorrindo, e depois ficando com o coração apertado, quando selembrava que Patrick iria partir de manhã.Na...
“Então você vai amanhã!” Disse Ellen com um suspiro.“El, não estou com nenhuma vontade de ir!” Respondeu Patrick acarician...
Eles estavam no cume do desejo, não havia tempo para preliminares naquelahora. Eles precisavam um do outro com urgência. E...
pela porta e vendo as olheiras no rosto de Ellen se preocupou. “Ellie, os meninosderam trabalho esta noite? Você está com ...
por Ellen. Seu sangue ferveu na hora. A torrente de ciúmes que passou por ele,fazia-o trincar os dentes. Ele queria poder ...
Falando isso, foi para cozinha para servir um café para ele, enquanto Tallulahacabava o lanche para ver os presentes. Depo...
Patrick a espremia contra o balcão da cozinha e passava a mão por toda ela.“Então, o que o sr. Ivery veio fazer na minha c...
bochechas até ela ficar vermelha. Depois, pegou também Sean e fez a mesmacoisa.“Papai estava morrendo de saudades de vocês...
“Oi linda! Que bom que você veio.” Abraçou a menina e beijou sua bochecha. “Seupapai e os bebês estão lá fora no jardim. V...
“Se eu fosse você abriria o seu PC na página de entretenimento do Yahoo. Ah, etambém não deixaria de comprar uns tablóides...
Suspirando, foi ficar com os bebês, pois desviaria um pouco a sua atenção dePatrick. Ela gostaria de ter ido com ele. Para...
“Claro, assim a gente conversa sobre outras coisas, e você pode brincar umpouquinho com os meninos, tem muito tempo que vo...
vocês sabem disso, mas não pudemos, pois os executivos, na época, disseramque se isto acontecesse, iriam rescindir meu con...
“Desde que eu o apresentei a ela, no set, para os primeiros testes. Eles nãosabiam, ainda, mas a química foi forte entre e...
“Eu posso entrar na casa de Ellen, a partir de agora, minha casa, sem serescondido? Eu posso registrar os meus bebês? Eu p...
Ellen pensava que agora ele tinha pirado mesmo. Não estava falando nada comnada.“Paddy, o que aconteceu na reunião, pelo a...
Naquele momento, Sandra e Mary entravam na sala, cada uma carregando umbebê e vendo-os daquele jeito se assustaram.“Ok, qu...
“Vou ficar parado aqui por um minuto e aí vocês tirem quantas fotos quiser. Masse algum dos bebês começar a chorar, eu vou...
“El, Shonda disse uma coisa hoje na reunião, que eu dou inteira razão, agora!Pelo menos de minha parte.”“O que foi que ela...
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Parte 10

  1. 1. . .“Ellen, tenho uma coisa para falar com você!” Disse Patrick, gravemente,sentando-se no sofá ao lado dela. Como ela sempre fazia, desde que entrou nonono mês de gravidez, ela estava com os pés em cima do banquinho. Sua barrigaestava enorme, e eles achavam que ela não ia conseguir chegar até o final domês. Ela estava se sentindo desconfortável e às vezes, chegava a ficar sem ar emseus pulmões. Parecia que os meninos adoravam cutucar os seus pulmões.“Não vou ganhar nem um beijo primeiro?” Ela sorriu, mas depois ficou séria,quando viu o olhar de Patrick. “O que foi Paddy? Ah, me fale logo, senão eu ficodoida”. Ele se inclinou e beijou-a nas bochechas.“Leslie me ligou!” A menção daquele nome deixava Ellen arrepiada. “O que foi, problemas com a Disney?” Ela perguntou alarmada. Eles tinhamtomado tanto cuidado. Nada tinha vazado para a imprensa, ao que ela sabia. Oque poderia ser?“Não, nada disso, acalme-se. Eu recebi uma proposta da Columbia Pictures parafilmar ‘O melhor amigo da noiva’.”“Oh, Paddy que maravilha!” Exclamou Ellen, feliz por ele. Porém, olhando em seusolhos, ela viu que ele queria falar mais coisas, mas parecia não ter coragem paradizê-las. “Não me diga que eles também pediram para você não se divorciar emuito menos arrumar filhos com outra mulher etc e tal...” Disse Ellen, murchandono sofá.“Não, sua tolinha! Disse Patrick sorrindo pela primeira vez, desde que começarama conversa. “É só que .... bem ... as filmagens começarão no final deste mês, Ellie,e se eu aceitar, eu vou ter que viajar para Nova York e Inglaterra. Eu não possodeixar você sozinha para ter os bebês!” Disse ele, com um leve tom de desesperona voz.“Patrick, você não vai deixar que isto custe a sua carreira. Você tem queaproveitar todas as oportunidades. Veja o bem que filmar Encantada fez a você.Não, você vai aceitar sim, por você, por mim e por seus filhos.” Ela disse firme.“Nós daremos um jeito. Eu não vou ficar sozinha. Kathy, minha irmã, já tinha mefalado que viria para me ajudar nos primeiros dias com os bebês. Ela vai trazeruma babá de Boston, super confiável. Ela foi babá dos filhos dela. Eu posso pedira Mônica, também, que durma comigo. E tem também as minhas amigas. Vocêtem que fazer isso!” E continuou. “Além do mais, você não poderia ver mesmo osbebês nascerem, não é?” Nesta parte, Ellen engasgou e ele reparou.“Oh, Ellie, eu não sei o que fazer!” Disse a apertando mais em seus braços. “Eunão quero te deixar nesta hora tão importante para nós. Eu estou maluco para veros bebês. Você não sabe o tanto!” Sua voz sumia na emoção.
  2. 2. “Patrick Dempsey, você vai fazer este filme!” Disse Ellen passando as mãos peloseu belo rosto. “Nós ficaremos tão orgulhosos de você! Já te disse, tenho tudoarrumado para não ficar sozinha. É claro que sentirei muito a sua falta. Vou pedirpara filmarem o parto, assim você assiste onde estiver! Astros e Estrelas semprepassam por isso, não é? E, talvez, você possa vir, nos intervalos da filmagem.Quanto tempo você acha que vai durar?” Perguntou.“Não demora muito, acho que no máximo uns 60 dias. Não é um filme com efeitosespeciais, como Encantada, e olhe que as filmagens de Encantada durarammenos de 2 meses. É só porque eu terei que filmar na Inglaterra e na Escócia, dooutro lado do mundo. Desse jeito, fica parecendo mais demorado do que érealmente!” Respondeu Patrick, ainda sem saber o que fazer.Ellen estava tão vulnerável, no final da gravidez. Ainda que a barriga delaestivesse enorme, seu rosto e braços estavam mais finos. Ela vivia pálida eparecia que se quebraria em dois, se ele a abraçasse mais forte. Apesar disso, omédico dizia que estava tudo bem, que era assim mesmo. Gravidez de gêmeosera mais penoso. Ele não sabia se ia conseguir ficar longe dela. Mas, ela falavacom tanta convicção. Ele também sabia que não podia jogar fora estaoportunidade. Ele tinha lutado tanto por aquilo, e ela sabia disso.“E Grey’s? Como Shonda reagiu? Ela já não vai poder me ter nos primeirosepisódios, como ela vai fazer sem você?” Ellen preocupou-se.“Já está tudo resolvido com Shonda. Se eu aceitar, a ABC concordou com umpequeno adiamento para a estréia da quarta temporada. Aí, eu já terei voltado evocê também. Além do que, Shonda disse que eles adoraram a perspectiva de eufazer o filme, pois eles acham que essa filmagem mais a estréia de Encantada vãotrazer mais ibope para a série.” Era tão bom ficar ao lado dela, conversar com ela.Decididamente, ela era a mulher da sua vida.“Eu acho que não é nem por causa dos bebês. Eu não vou conseguir ficar longede você”! Falou risonho.“Ah, sei.... E como é o nome mesmo da co-estrela com quem vai contracenar?”Perguntou Ellen, com um leve ciúme em sua voz.“Acho que é a Michelle Monagham.” Respondeu, adorando os ciúmes de Ellen.“Aquela morena linda?”“Ellie, deixe de ser boba, você sabe que é infinitamente mais bonita do que ela.”“Tem muitas cenas de beijos e, você sabe ... er ... ““Sexo?” Disse, quase gargalhando. “Não sei, não tenho os detalhes ainda, mascomo é um filme romântico, supõe-se que sim.”
  3. 3. Na cabeça de Ellen só passavam as imagens deles dois, quase, literalmente,fazendo sexo, na cena final da segunda temporada. Eles nem eram um casal,ainda, naquela época. “Ai, meu Deus, eu não quero saber de nada mais. Não meconte mais coisa alguma.” Ele não conseguiu segurar sua risada.“Hã, quem é o ciumento, aqui, hein? Eu?” E deu-lhe um longo beijo na boca. “El,eu sou tão apaixonado por você, que não vejo graça em mais ninguém!” Dissesério e ela acreditou nele, porque, realmente, ele estava disposto a deixar suamulher e filha para ficar com ela.“Eu sei Paddy, mas é que, às vezes, não dá para controlar este sentimento. Euestou aqui, do tamanho de um elefante, e você tão lindo, soltinho por aí.....” Mas jáestava sorrindo relaxada e correspondia aos beijos dele vigorosamente. Eles jáestavam prestes a perder o controle, quando Patrick desvencilhou-se dela.“Ellen! O médico já nos proibiu de fazer sexo neste último mês....” Disse com odesejo brilhando em seus olhos. Ele não conseguia deixar suas mãos longe dela.“É, eu sei”. Respondeu suspirando. “Já estou com saudades!” Falou com um brilhode atrevimento no olhar.“Não, vamos parar”. Patrick deu um longo suspiro e começou a acariciar a barrigadela, mudando de assunto. “E aí, tudo bem então que eu filme?” Disse olhandodentro dos olhos dela.“Claro, meu amor. Vou começar agora mesmo os meus telefonemas de apoio, ok?Você vai ver, vai dar tudo certo, como tem dado até agora.” Disse, dando-lhe umúltimo beijo, antes de pegar o seu celular.“E eu vou confirmar com Leslie!”Estavam no início de agosto. As gravações para a série tinham começado no meiode julho e estava correndo tudo bem, apesar da ausência de Ellen. Ela tinhadeixado várias cenas já filmadas e as gravações de voz também estavamadiantadas. É claro que os fãs sentiriam falta dela nos primeiros episódios, maseles sabiam que era por uma boa causa. Ele estava no meio de uma gravaçãocom Eric e Justin, quando seu celular vibrou dentro do bolso de sua casacabranca de médico. Ele agora carregava o celular para todo o lado. O nascimentodos bebês estava marcado para o final de agosto, porém dado que a gravidez eragemelar, podia muito bem adiantar. Ele pediu um break na gravação, pois sabiaque Ellen não ligaria à-toa sabendo que ele estava gravando. Tirou o celular dobolso e viu que o número que chamava não era o de Ellen. Mas atendeu curioso.
  4. 4. “Alô? Perguntou preocupado. A voz do outro lado era conhecida. Era Mônica, eestava um pouco agitada. “Patrick, estou ligando porque Ellen está passando male vou levá-la ao hospital agora”.“Por que, o que ela está sentindo?” Começou a se desesperar e seus amigoschegaram perto dele para saber o que estava acontecendo. “Deixe-me falar comela!” Pediu em choque.“Acho que são contrações, Patrick, não tenho certeza, mas eu vou mesmo ter quedesligar, ela está com muitas dores! Acho que ela não dá conta de falar nem aotelefone. Assim que chegarmos o hospital, eu ligo, fique calmo.” E desligou.Ele estremeceu e começou a ligar para o celular de Ellen. Caiu na caixa postal.“Merda! E agora, o que eu faço?” Eric o pegou pelo braço e o levou para fora doset, antes que todos soubessem o que estava acontecendo.“Patrick, se acalme. Você quer que todos saibam agora? Depois de todo o esforçoque vocês fizeram para esconder? Disse pegando um copo de água para ele.“Beba, se acalme. Vamos pensar. Em primeiro lugar, vamos dizer agora aShonda. Ela deve te liberar. Em segundo lugar, temos que pensar em como vocêvai aparecer no hospital sem levantar suspeitas, afinal de contas você é só amigodela, não o pai das crianças. Os malditos paparazzi já devem estar rondando ohospital, meu amigo.”“Não sei o que fazer, Eric. Não estou nem ligando para os paparazzi. Eu quero vera minha Ellen!” Desesperado, infeliz, ele estava se preparando para esse dia, masnão sabia que ia doer tanto, ficar longe dela.“Calma. Você nem sabe se ela vai ter os bebês, hoje. Pode ter sido um alarmefalso. Espere Mônica ou mesmo Ellen ligar. Vamos dar um tempo.” Com as mãosno ombro de Patrick , eles se encaminharam para o escritório de Shonda.Do outro lado da cidade, Ellen aguardava a chegada de seu médico, deitada emuma maca, se contorcendo a cada contração. Mônica estava com ela e seguravaa sua mão. Mas quem ela queria mesmo, era o seu adorado Patrick. Ela precisavade seu jeito bem humorado, de sua voz reconfortante. As lágrimas teimavam emcair de seus olhos.“Calma, Ellie. O médico já está chegando.” Dizia Mônica tentando acalmá-la. “Vaidar tudo certo, querida.”“Eu quero o Paddy!” Fungava Ellen. Ela também estivera se preparando para estemomento sem ele. Mas enquanto chegava a hora, a razão desaparecia. “Quero opai dos meus bebês!”“Psssst”. Falava com brandura Mônica. “Você está dizendo isto porque está comdor. Logo, logo o Dr. Smith vai te medicar e você ficará mais calma. Ellen, o
  5. 5. hospital já está cercado de paparazzi. Eles viram quando entramos no carro e nosseguiram. Não é seguro Patrick vir aqui, agora”.“Eu ... sei, argh....!” E se contorcia novamente.Entrando pela porta do quarto de hospital, o Dr. Smith chegou. “Ora, ora, será queestes jogadorezinhos de futebol já estão querendo sair do aconchego?” Dissetentando tranqüilizá-la. “Deixe-me ver.” Então colocou o estetoscópio na barriga deEllen. Depois perguntou de quanto em quanto tempo estavam vindo ascontrações. Fazendo o exame de toque, ele verificou que ela não tinha nenhumadilatação. Franzindo a testa, ele disse para Mônica. “Nós vamos fazer umultrassom e depois veremos como agir”.Depois de um breve exame do ultrassom, a equipe médica resolveu fazer umacesariana em Ellen, pois os bebês estavam em sofrimento fetal e teriam quenascer naquele instante. Eles deram um sedativo leve para Ellen que estavamuito agitada e a levaram para o bloco cirúrgico.“Espere, disse Mônica, ela quer filmar o parto, por favor. Eu posso ficar com ela nasala de parto? Ela não tem ninguém, no momento.” Após o assentimento domédico, enquanto ela ia para um quarto ao lado, colocar um avental, ela selembrou de ligar para Patrick.Enquanto isso, Shonda olhava para Patrick, andando de um lado para outro emseu escritório. Ela havia concordado com as ponderações de Eric, e tentava ajudarPatrick relaxar. “Patrick, você vai fazer um furo no meu piso, se continuar andandopara lá e para cá desse jeito.” Ele lhe lançou um olhar furioso.“Ninguém sabe como eu estou me sentindo nesse momento e.....”.Neste instante seu celular tocou. Ele apressou-se em atender. Suas mão tremiamtanto que quase deixou o telefone cair. “Mônica, o que está acontecendo?”Perguntou, freneticamente.“Patrick ela foi para a sala de parto agora. Vai fazer uma cesariana. Vou ficar comela, não se preocupe. Eu vou mandando mensagens de texto para você, quandoder, e assim que terminar, eu juro que te ligo na hora”. Ela disse para ele, com ocoração apertado, pois imaginava o desespero que ele sentia.Eric e Shonda se acercaram dele, queriam saber o que estava acontecendo. “Elanão me deu muitos detalhes, mas parece que Ellen vai fazer uma cesárea, nesteinstante”. Disse e duas grossas lágrimas escorreram pelo seu rosto. Vendo-o tãotriste, Shonda teve uma idéia.“Se forem mais amigos para o hospital, ninguém vai reparar tanto.” Falou comuma expressão suave no rosto.
  6. 6. “Como assim?” Perguntou Patrick, confuso.“Se você, Eric, TR, Katherine e Sandra forem juntos ao hospital, todo mundo vaiperceber que os amigos estão preocupados com ela. Não só você. Claro, todosestamos preocupados, mas chegando todo mundo junto, ninguém comentará.”“Você vai liberá-los, todos?” Perguntou Patrick com uma leve esperança na voz.“Claro, querido. Nós amamos muito você e Ellen. Agora, vão. Vocês têm queencontrar o restante do pessoal. Eu acho que nenhum deles ainda sabe disso. E,Patrick, assim que os meninos nascerem eu quero saber, me ligue.” Patrick foi emdireção dela e, agarrando-a, deu-lhe dois beijos em cada bochecha.“Muito obrigado, Shonda!” E saiu correndo pelos corredores do set.“Vá atrás dele Eric, senão vai por tudo a perder”. Disse sorrindo.Estavam, todos os cinco, no meio do caminho para o hospital, quando o celular dePatrick tocou novamente.“Oi? Mônica, o que está acontecendo?” “Patrick, o Sean acabou de nascer, está tudo bem com ele, o pediatra me disse.”Ela falava em sussurros, porque estava dentro da sala. “Daqui a pouco o Dr. Smithvai tirar o Taylor .... oh ..... pronto .... já nasceu também... Está ouvindo oschorinhos?” Ela estava emocionada, não falava nada direito. “Estou bem enroladaaqui segurando uma câmera e falando com você no telefone ao mesmo tempo.”Patrick ficou sem palavras, emocionado. Ele podia ouvir vagamente os sons dainstrumentação cirúrgica e os gemidos dos bebês ao fundo. Ele tentava segurar aslágrimas, quando o carro estacionou na frente do hospital. Assim que puseram ospés para fora do veículo, flashes estouraram em seus rostos.“Vocês vieram ver a Ellen Pompeo? Os bebês já nasceram? Vocês já sabem osexo?” Patrick tinha vontade de socar todos. Eles entraram no hospital e largaramos paparazzi do lado de fora.“Patrick, deixe-me fazer as perguntas, você está muito abalado. Todo mundo vainotar”. Disse Sandra.“Ok.” Ele respondeu, mas dentro dele parecia haver um furacão. Ele tinha vontadede sair correndo pelos corredores procurando por Ellen e seus filhos.Deixando a recepção, onde estivera pegando as informações, Sandra foi paraperto deles. “Olhem, os bebês já foram para as incubadoras!”. Quando viu o olharde choque de Patrick disse apressadamente, “não tem problema nenhum comeles, só que deram banho nos dois e como está muito frio os puseram lá. Daqui a
  7. 7. meia-hora vão levá-los para o quarto de Ellen. Ela está se refazendo da anestesiano bloco cirúrgico, e vai levar a mesma meia hora para subir para o seu quarto.Como a recepcionista nos conheceu da série, ela falou que vai arranjar parapodermos ficar todos dentro do quarto esperando por ela”. Completou sorrindo.Aliviados, Patrick mais ainda, viram quando a recepcionista trouxe alguns cracháse distribuiu-os entre eles. “O quarto é o de número seis, neste mesmo corredor.Procurem não fazer muito barulho, porque se o chefe descobrir, estou frita. Esperoganhar autógrafos depois, hein?” Viraram-se rindo e foram em direção ao quarto.Chegando lá, descobriram Mônica que estava editando a câmera. Ela levou umsusto quando viu todos lá. Mas, depois abriu um sorriso. Ellen iria ficar felizquando os visse. Especialmente por Patrick. O quarto estava inundado de buquêsde flores. Confuso, porque ele mesmo não tinha pensado naquilo, Patrickperguntou, “quem mandou tantas flores?”“Eu encomendei algumas, porque sabia que você não iria se lembrar, mesmo:”Disse rindo. “Chegaram mais buquês de Shonda e da ABC”.“Puxa, como eles são rápidos”. Disse TR rindo.Cerca de meia-hora depois, os amigos se entreolharam e Sandra disse. “Nossa,estou morta de fome. Acho que vou fazer um lanchinho. Alguém gostaria de meacompanhar?”“Eu vou”. Disseram todos os outros unânimes. Até Mônica.“Mas, vocês não vão esperar Ellen? Ela já deve estar quase chegando”. DissePatrick totalmente confuso. Mas depois a luz veio sobre ele. “Ah, sei. Vocês estãonos dando um tempo. Obrigado”. Disse com gratidão no olhar.Sentou-se no sofá de couro preto que havia lá e respirando profundamente, ficouà espera de Ellen. Quando achava que ia explodir de tanta expectativa, ouviubarulho das rodas de maca parando em frente o quarto. Com o coração acelerado,viu quando a porta se abriu e entraram duas enfermeiras trazendo Ellen queestava deitada em uma maca, com soro enfiado em suas veias.Enquanto as enfermeiras a passavam para a cama, ela ainda não o tinha visto,pois ele continuou sentado, e ela estava olhando para as flores, meio grogueainda.“O sr. é o acompanhante dela?” Perguntou a enfermeira com jeito de matrona.“Sim, sou”. Disse Patrick com a voz embargada, tentando conter suas lágrimas, nafrente delas.
  8. 8. Ouvindo aquela voz tão amada, Ellen virou a cabeça tão bruscamente naqueladireção que ficou tonta.“Paddy, você veio!” Seus olhos se encheram de lágrimas. Ele ficou calado,esperando as enfermeiras darem uma última olhada no soro.“Daqui a pouco viremos administrar seus remédios. Qualquer coisa aperte aquelenegócio ali”. Disse para Patrick, apontando para uma campainha.Assim que as enfermeiras saíram, eles deram vazão a seus sentimentos eemoções. Ele abraçou-a tanto, tanto, deu-lhe vários beijos, na sua bochecha, nasua boca, nos seus olhos, na sua testa, na sua cabeça.“Linda, linda, eu te amo tanto que dói! Você está bem? E os garotinhos? Estoudoido de vontade de conhecê-los!” Disse Patrick sem conter a felicidade em suavoz.“Ah, meu amor que bom te ver aqui. Fiquei com tanto medo! Mas, o ... que ...você está fazendo, aqui? Perguntou preocupada de ele ser visto ali no hospital.Mas ele tranqüilizou-a. “Armações de Shonda”. Disse com um sorrisinho esperto.“O elenco está quase todo aí fora, esperando para te ver. Bem, a parte do elencoque sabe sobre nós. Eles saíram para nos dar um tempinho a sós. Mas te garantoque estão montando guarda na porta. Eles são muito bons amigos. Porém, vocênão me respondeu, você está bem? Por que teve que fazer cirurgia? O queaconteceu? E os bebês?”“Oh, estamos ótimos. A cirurgia foi tranqüila, eu tive que fazer cesárea porquemeu o líquido amniótico estava baixo, e os bebês estavam entrando em sofrimentofetal, mas tudo correu bem, graças a Deus. Eles já devem estar chegando. Paddyeles são enormes, têm os olhos claros, e já são bastante espertos.” Disse a mãeorgulhosa de seus rebentos. “Ah, e adivinhe só a cor dos cabelos?” Neste instantea porta tornou-se a abrir, e uma médica pediatra entrou trazendo os dois bebês nomesmo bercinho/carrinho do hospital.Patrick tampou sua boca com as mãos para não falar ou fazer nenhuma bobagemna frente da médica. Ele tinha plena certeza de que ela sabia quem eles eram.Ele devia deixar transparecer que era só um amigo de Ellen. Evitou tocar osbebês, enquanto a médica falava para Ellen, as medidas, os pesos, os tamanhos,nota disso, nota daquilo. Que Ellen deveria colocá-los para mamar assim quepossível, parecia que a mulher não iria parar de falar nunca mais.Vendo o sofrimento nos olhos de Patrick com a demora, Ellen disse a ele. “Patrick,se você quiser pode segurar um dos bebês. Para você se lembrar de como eracom Tallulah, antes de seu próximo ‘filho’ nascer”. Ela se referia ao filho de Jilliane Scott, mas que todo mundo pensava que era dele.
  9. 9. Mas, nesse meio tempo, a médica achou que já tinha explicado tudo e saiu doquarto. Patrick pegou os dois bebês no colo. Tinha no rosto uma expressão deêxtase. Olhando seus rostinhos ele deu um beijo na cabecinha de cada um.Parecia que seu coração ia arrebentar de tanta emoção. Ele sentia que não erammais pessoas separadas. Quatro pessoas se fundiram em uma e se tornaram umaunidade, uma família.“El, eles são lindos! Perfeitos. Olhe só esta cabeleira negra. Sabiam que eles iriamme puxar.” Disse todo orgulhoso. “E os olhos, são azuis iguais aos meus!” Dissebabando nos meninos.“Paddy, todo neném nasce com olhos azuis, não fique tão metido!” Falou Ellen,mas sorria cansada ao dizer as palavras. Ela ainda sentia os efeitos da cirurgia.“Ellen, eles são tão idênticos. Como vou saber quem é Sean, quem é Taylor?”“Olhe atrás da orelhinha direita do que está na sua mão esquerda, tem umamanchinha em forma de sino. Este é o Sean. Foi o primeiro a nascer. A pediatralogo me contou da manchinha, antes que o Taylor fosse tirado de dentro da minhabarriga”.“Mas, Ellen, eles vão crescer idênticos?”“Sim, são gêmeos univitelinos, ou idênticos, ou seja, são resultado da fecundaçãode um único óvulo por um único espermatozóide; por isso, têm exatamente amesma carga genética e, necessariamente, o mesmo sexo. Eles sãogeneticamente idênticos e extremamente parecidos.” Respondeu Ellen com asmesmas palavras que a pediatra tinha explicado a ela.“É, meu espermatozóide fez um estrago mesmo!” Disse Patrick sorrindo e inchadode orgulho. “Quando eu faço, faço direito”.“Jesus ... Ninguém vai conseguir segurar sua bola, hoje. Tenha cuidado com o quediz lá fora, lindo”. Pediu Ellen, preocupada por ele.De repente, Sean começou a choramingar. “Ele deve estar com fome. El, vocêquer amamentá-lo agora? Eu te ajudo com isso, tenho mais prática que você.”“Prática de amamentar? Sério?” Perguntou zombando da cara dele.“Não brinque, você entendeu o que eu falei. Eu já passei por isso, já vi Jillian fazerisso com Tallulah.” Disse amuado.“Tudo bem, me dá ele aqui”! Ellen pegou o bebê e levou-o até o seu seio. Noinstante em que ele sentiu o cheiro, abocanhou o seu mamilo e o sugou comforça. Ellen se emocionou ao ver como a natureza era perfeita. Seu leite sederramou dentro da boquinha do bebê. Neste exato instante o outro seio também
  10. 10. começou a escorrer leite. “Paddy, segure o Taylor e o coloque no meu outro seio.O bebê seguiu o mesmo caminho do irmão. Mas eles ainda estavam sonolentos elogo pararam de mamar. Patrick segurou um e pôs para arrotar, Ellen segurava ooutro.Estavam assim, num perfeito estado de harmonia, quando a porta se abriu eentraram todos os amigos. “Ufa, não agüento mais tomar café”. Falou TR. “Agente tinha que entrar, o pessoal do hospital já estava achando estranho”.Comunicou Katie.“Tudo bem, vocês já fizeram muito por nós. Venham conhecer Sean e Taylor.”Depois de várias exclamações de ohs e ahs, que lindos, que fofos, Mônicaresolveu filmar todos para complementar a filmagem. Patrick disse que estavadoido para ver o nascimento na TV.As enfermeiras de Ellen entraram e vendo aquela balbúrdia disseram que estavana hora dela e dos bebês descansarem, se eles quisessem que ela saísse dohospital no dia seguinte.Patrick olhou para Ellen com pesar. “Te ligo, mais tarde, amor”. Sussurrou em seuouvido, quando se abaixou para lhe dar um beijo na bochecha. Nâo era o que elequeria, mas era só o que podia fazer.“Ok, tchau!” Falou Ellen tristemente, segundo sua mão um pouco mais.“Quem vai ficar com você?” Perguntou Patrick. “A Mônica deve estar cansada.Está na correria desde cedo.”“Eu fico”, falou Sandra. “Eu não tenho mais cenas para filmar hoje, vocês têm quevoltar para o set.”“E eu vou para casa, ajeitar tudo, porque Kathy, a irmã de Ellen, chega hoje ànoite. E depois volto para dormir com Ellen”. Disse Mônica especialmente paraPatrick. E emendou, em voz baixa “Fique tranqüilo, já está tudo arranjado”.“Obrigado, vocês são demais” disse Patrick agradecido e emocionado por tudoque eles fizeram para ajudá-los.“Então vamos”, disse Eric. “Nós temos um bocado de autógrafos para dar lá narecepção, lembram-se?”Dentro do carro, a caminho do set, TR tirou quatro charutos de dentro de seubolso, deu um a Patrick, outro para Eric, um para ele, e ofereceu para Katietambém, mas ela não quis. “Nem pensar, vou ficar com o cheiro disto impregnadonos meus cabelos”, disse sorrindo.
  11. 11. “Parabéns papai!” Falaram os três juntos para Patrick. Feliz, ele acendeu o seu edeu uma grande baforada. “Obrigado gente, obrigado por tudo, por hoje. Se nãovisse Ellen e os meninos, eu não iria agüentar, eu iria arrebentar”.Mais tarde, no trailer, Patrick ligou para o hospital e a própria Ellen atendeu. “Alô!”“Oi, minha linda, como vai você?”“Estou bem, mas sinto tanto a sua falta.”“Eu também, amor, e os bebês?”“Ah Paddy, por enquanto estão um amores, só mamam e dormem. Eles nemchoram, só resmungam quando estão com fome ou molhados”. Disse e Patricksentiu sua voz um pouco mais animada, agora. “Onde você está?”“No trailer, mas eu vou ver Tallulah agora e contar para ela que os bebêsnasceram”.“Você vai dormir na casa de Jillian, hoje?” Perguntou com um traço de ciúmes navoz.“Não, El. Não consigo mais dormir lá, você sabe disso. Você está muito ciumenta,você não era assim”. Falou com a voz divertida, ele estava adorando os ciúmes deEllen. Ela geralmente não o demonstrava. Deviam ser os hormônios que a faziamse sentir assim.“Eu não sou ciumenta. Só queria saber aonde você vai dormir”. Falou irritada.“Eu não sei. Talvez aqui mesmo no trailer”. Disse sério.“Vá para nossa casa, Paddy. Os paparazzi estão todos aqui no hospital mesmo.Minha irmã já está lá, esperando por você. Ela sabe que você mora lá comigo,que você dorme lá comigo.” Falou já com a voz suavizada. “A Sandra falou quevocês não filmam amanhã, então você já fica lá dentro de casa me esperando,que mesmo que os paparazzi me sigam, não vão ver você lá dentro.”“Boa idéia, El, vou fazer isso mesmo. Durma com os anjos, ou seja, com os bebês.Qualquer coisa me ligue”. E desligou o telefone com um sorriso nos lábios. Suavontade mesmo era de estar lá com ela. Mas, como não podia, só lhe restavaagradecer por ao menos poder vê-la logo após o parto. Ele não cansava depensar em como a amava. Ele nunca, mas nunca amou alguém tanto assim. NemJillian, quando achava que estava apaixonado por ela. Por que ele tinha queencontrar Ellen só agora? Por que tudo tinha de ser tão difícil? Às vezes ele tinhavontade de jogar sua carreira para o alto, pegar Ellen, os bebês, e ir morar nocampo, sossegado. Mas, depois pensava, e Tallulah? Ele não podia nem sonhar
  12. 12. em deixá-la, nem Jillian a deixaria ir morar no campo com ele. Então, ele teriamesmo que continuar sua vida, com sua carreira. Era o que ele sabia fazer. Entãoele iria fazer bem.“Oi, papai!” Disse a linda menininha, quando ele entrou dentro da casa, e correupara abraçá-lo. “Ei, princesa do papai”. Ela era a sua menininha, a suaprincesinha, pelo menos por enquanto. A não ser que Ellen engravidasse denovo, e tivessem uma menina. A idéia não o desagradava. Meninas eramamorosas e carinhosas demais, ele sabia.“T, tenho uma coisa para te contar”. Disse sentando-se com ela no colo. “Sabe osbebês da tia Ellen? Pois bem, eles nasceram hoje!” Olhando o seu rostinho, viuquando os olhos brilharam. “O Sean e o Taylor? Ah, papai, que bom. Que dia queeu vou poder vê-los?”“Eles chegam em casa amanhã. Aí o papai te busca e te leva lá, tá bom?” Ouvindopassos na sala, ele viu quando Jillian entrou e olhou para eles. Antes mesmo queeles pudessem se cumprimentar a menina falou, “Mamãe, os bebês da tia Ellienasceram hoje, que legal não é?” Jillian olhou para Patrick interrogativamente.“Já, mas não era para o final do mês?”“Sim, mas ocorreu um problema com o liquido amniótico e tiveram que fazercesariana, mas já está tudo bem.” Disse Patrick, um pouco sem jeito de estarconversando sobre aquilo com Jillian.“E quando ela volta para casa com os bebês, amanhã?” Perguntou Jillcompletamente à vontade com o assunto.“Sim”.“Papai, então hoje você pode dormir aqui em casa comigo, não é?” Patrick e Jillianolharam-se surpresos e chocados com a pergunta da menina. Como ela poderiasaber que ele dormia na casa de Ellen? Mesmo sem formular a pergunta compalavras, Jill balançava a cabeça negativamente.“Quem contou para você que o papai dorme na casa da tia Ellen, meu bem?”Perguntou Jillian com voz tranqüila para não assustar a menina.“Ninguém contou mamãe. Eu sei disso, porque eu já vi como o papai olha para elae ela para o papai. É o mesmo jeito que você olha para o tio Scott, e o tio Scottdorme aqui, não é?” Impressionados com a perspicácia da menina, elescomeçaram a rir.“Viu Paddy, não te falei? Metade dos problemas já terminaram com estas simplesfrases. Nós nos matando para esconder as coisas dela, que ela iria ficar
  13. 13. traumatizada, e na cabecinha dela tudo já estava arranjado.” Disse Jillian beijandoa filha.“T, busque um copo de água para a mamãe, enquanto eu pergunto uma coisapara o seu pai, ok?” Logo que a menina saiu da sala, Jillian disse. “Eu acho quevocê tem que dormir com ela hoje. Ela é uma grande menina, mas só tem seisanos. E é claro que mesmo a gente não dizendo que os bebês são seusirmãozinhos, depois de tudo que ela nos falou, não duvido nada de que eladesconfie disto também. Então, logicamente, ela deve estar com um pouco deciúmes de você.”“Eu desconfio disso também, Jill. Mas eu prometi a Ellen dormir lá, porque elachega amanhã, e é melhor que eu esteja lá dentro, senão os paparazzi vão cairem cima.” Falou sem saber o que fazer.“Patrick, então você leva Tallulah para dormir lá com você hoje. Até porque, daquia pouco Scott estará chegando e vai ser um pouco constrangedor ter vocês doisdormindo aqui juntos.”O tempo em LA estava cada vez mais frio. Ellen tinha acabado de retornar da iogae os bebês esfomeados já tinham tomado conta dela. Ela aguardava a chegada dePatrick das gravações no set. Era a sua última noite com ela, pois amanhã, ele iriapara Nova York e de lá para a Grã-Bretanha, filmar “Made of Honor”. Ele sóvoltaria daí uns 60 dias. Já tinha se passado mais de 30 dias do nascimento dosbebês.Mary, a babá que sua irmã Kathy trouxe para ela de Boston, era uma benção doscéus. Ela já estava a par de todo o segredo e adorava aquilo. Também já tinha seapaixonado pelos bebês e até por Tallulah, que vinha quase todos os dias vê-los.Kathy ficou com eles por quase um mês, o que foi ótimo, pois como já era mãe detrês filhos, deu várias dicas de como se cuidar de bebês. Ela e Patrick se derammuito bem. No dia de sua partida, Ellen se sentiu muito pesarosa, mas sabia queela tinha que ir, tinha que voltar para sua própria família.“Vou sentir tanto sua falta.” Disse Ellen agarrada à irmã mais velha.“Eu também. De você, de Patrick e da crianças. Fiquei muito apegada a eles.”Sorria enquanto falava, porém sentiu que Ellen estava um pouco insegura.“Ellie, não se preocupe. Mary é muito boa com casa e com crianças. Vai dar tudocerto, você vai ver. E logo, logo, você já começa a filmar e tudo cai na rotina.”
  14. 14. “Eu sei. Mas é que daqui uns dias Patrick também vai viajar, por quase doismeses. Tenho medo de não dar conta, sem ele”. Sentia-se egoísta ao falar estaspalavras. Este filme seria outra grande realização para Patrick, ele precisava disto.Mas ficar longe dele seria difícil demais.“El, você tem que se acostumar com isto. Vocês são estrelas. Eu sei que vocêpode lidar com este negócio. O que é que está preocupando você?” Perguntou,mas no fundo sabia a resposta. Eram ciúmes de Patrick.“Kathy, er ... eu tenho medo de perdê-lo. Eu tenho medo de que ele deixe degostar de mim, como deixou de gostar de Jillian. Eu sei que é uma bobagem, masnão paro de pensar nisso”. Ellen respondeu amargurada.“Ellen, Patrick não é mais um garotinho que muda de paixões a toda hora. Ele éum homem, um bom homem. Eu o conheço, eu vejo o olhar de adoração toda vezque ele te vê. Mais até do que aos meninos. Um homem que olha daquele jeito,não quer outra mulher não. Aliás, eu nem sei porque o mundo inteiro ainda nãodescobriu isso. Vocês dois, os olhares que mandam um ou outro, só um completoidiota não vê a paixão neles.” Disse sorrindo.“Quer saber? Até a filha dele, de apenas 6 anos descobriu. Como que o povopode ser tão tapado?” Continuou Kathy. “Ele te ama, te adora, e se tem uma coisaque eu descobri nesta vida é que vocês tem de rir um com o outro, um do outro. Eisto eu escuto bastante nesta casa. As gargalhadas de vocês. Isso mantém afelicidade, nunca deixe de rir com ele!” Então Kathy tinha ido embora.Acabando de amamentar os filhos, Ellen colocou-os nos bercinhos e deixando-oscom Mary, foi tomar banho para esperar Paddy. Ela tinha um sorriso nos lábios.Sempre ficava assim, após amamentar os bebês. Eles já estavam ficandogorduchinhos. E, lindos, eram lindos. Eram xerox de Paddy. Não tinham quasenada dela. Apesar de serem idênticos fisicamente, tinham personalidadesdiferentes.Sean era tranqüilo como ela. Na sua hora de mamar, nada desviava sua atenção.Ele mamava no horário certo, o tempo certo, arrotava fácil e logo já podia sercolocado no carrinho ou no berço, que ele ficava feliz da vida, fazendo aquelesbarulhinhos característicos de bebês, até cochilar.Já Taylor ... era uma confusão. Começava a mamar, se alguém falasse,principalmente Patrick, parava de mamar e olhava na direção do som. Se oscachorros latissem também. Tallulah, então era uma festa. Demorava uns 25minutos a mais que Sean. Não gostava de ficar no carrinho, nem no berço,adorava ficar no colo e em pé. Nada de deitá-lo, ficava uma fera e chorava a nãopoder mais. Ellen já tivera que ralhar amorosamente com ele “Ora Taylor, assimninguém vai querer ficar perto de você, seu bobinho”! Parecia-se demais com o
  15. 15. pai, pensou Ellen sorrindo, e depois ficando com o coração apertado, quando selembrava que Patrick iria partir de manhã.Na casa de Jillian, Patrick já havia colocado Tallulah na cama e ficou na janelaolhando o último carro de paparazzi partir. Eles montavam barraca das nove horasda manhã até nove horas da noite, em frente a casa de Ellen, com o intuito deconseguir fotos dos meninos. Patrick já estava de saco cheio deles. “El, mostrelogo estes bebês para eles, para podermos ter um pouco de paz”. Disse um diaespecialmente estressante, em que ele queria ir cedo para lá e só conseguindochegar quase meia-noite. Tinha perdido o pedaço da noite que guardava para osfilhos. Isto estava se tornando um tormento.“Ficou louco, Paddy! Assim que eles puserem os olhos nestes meninos, vão saberque você é o pai.” Ele se sentiu inchando por dentro de tanto orgulho. “Calma, sejá chegamos até aqui, vamos dar conta de esperar dois meses mais.”Saiu para a noite fria, certificando-se de que não havia mais ninguém escondidopor ali, e entrou na ‘sua casa’. A parte de baixo estava já toda escura e ele subiuas escadas. Parou no quarto dos meninos, bateu e entrou. Os fofuchos estavamquase dormindo e Mary pediu para ele não fazer barulho, porque se Taylorpercebesse que ele estava lá, só iria dormir depois de meia-noite. Mas não tevejeito. Ele queria beijá-los, pois não estaria lá amanhã. Acordou os dois. Ficoubrincando com eles por uns quinze minutos, e jogando a bomba praticamente nocolo de Mary, foi ver sua amada.Ellen estava deitada em cima da cama, de camiseta e calcinha, do jeito que elagostava de dormir. “Ei.” Disse Patrick, como sempre, perdendo o fôlego ao vê-la.Ellen já tinha praticamente voltado a seu corpo normal. Um corpo lindo que eleadorava tocar. Fazia muito tempo que não faziam sexo. Mas ele sabia que ela nãopodia ainda. O que não ajudava muito com seu desejo.“Olá querido, você demorou hoje. Os meninos já foram dormir.” Respondeu comum sorriso.“Não foram, não”. Gargalhou quando disse isto.“Você sacaneou Mary de novo, né?” Gargalhava também, e se lembrou daspalavras de sua irmã.“Eu demorei porque tinha um maldito paparazzo que não ia embora de jeitonenhum. Eu vou tomar um banho rápido e já venho”. E entrou no banheiro.Quando saiu, colocou a parte de baixo de seu pijama e foi em direção a cama.Sentou-se na cabeceira e puxou Ellen para si. Ela estava de costas para ele, eentão ele começou a beijar a parte de trás de seu pescoço e ombros. Gostouquando viu que ela estremecia.
  16. 16. “Então você vai amanhã!” Disse Ellen com um suspiro.“El, não estou com nenhuma vontade de ir!” Respondeu Patrick acariciando seucorpo com as mãos.“Não Paddy, você tem de ir, já conversamos muito a este respeito.” Ela estavatotalmente relaxada com o toque das mãos dele.“Mas, vou morrer de saudades de você, dos meninos .... Eu nunca me senti assim,sempre viajei para filmar. Você é uma bruxinha, me enfeitiçou de corpo e alma, eute amo El”.“Eu também de amo muito, Paddy, vou sentir muito a sua falta. Os meninostambém, principalmente Taylor, ele já está grudado em você. Jesus, nunca vi tantapaixão.” Sorrindo e se apertando mais nele.“Nisto, e só nisto, ele puxou a mamãe”. Respondeu sorrindo, e vendo que Ellenestava sem sutiã, pela primeira vez, desde que os bebês nasceram, passou asmãos de leve em seus seios.“El, sua camiseta está toda molhada de leite, está vazando?” Perguntou porperguntar, pois estava óbvio.“Eu acho que você vai ter que me ajudar com isto.” Disse com uma voz divertida,porém cheia de desejo por ele.“Mas ... nós podemos ... quer dizer você já está podendo? Sabe .... “ De repente ,estava sem palavras.“Sexo, claro que podemos. O Dr. Smith me liberou e disse que seu estivesse beme disposta ..... Bem, eu estou bem e muito, muito disposta.”Então ele se virou na cama e ficou por cima dela. “Mas, isso não é territórioproibido para mim?” Perguntou se referindo aos seios dela.“Claro que não Paddy”, sua voz já era quase um murmúrio. “Você acha que voudeixar você viajar, assim?” Perguntou ela pegando em seu pênis e fazendo aquelemovimento para cima e para baixo que o deixava louco de paixão.Gemendo e sem esperar por mais nem uma palavra, Patrick avançou sobre seusseios e gentilmente sugava todo o leite que havia em cada um. Ellen arfava, gemiase contorcendo. Tinha tanto tempo que eles não se tocavam um ao outro assim.Era bom demais, era delicioso. A língua dele era quente e suave. E a enlouqueciatambém.
  17. 17. Eles estavam no cume do desejo, não havia tempo para preliminares naquelahora. Eles precisavam um do outro com urgência. Ellen estava tão excitada queassim que Patrick a penetrou, ela gozou. Assim, só de senti-lo dentro dela. E teveque sufocar um grito, senão todo mundo do quarteirão iria ouvi-la.“El? Já foi?” Disse Patrick atônito.“Desculpe, eu estava querendo muito isso. Mas nós ainda temos a noite toda, meulindo.”“Temos? E se Mary chamar, os bebês chorarem....” Disse Patrick preocupado.“Eu pedi para Mary uma noite inteira com meu amado. Já tirei leite e deixeiestocado na geladeira. E não vai acontecer nada com os bebês esta noite. Elesestão ótimos.” Disse sorrindo e se agarrando nele. “Seu corpo é lindo, Paddy, eusenti tanta falta dele...”“Então Miss Pompeo, eventualmente Mrs. Dempsey, tirou a noite para me seduzir,hein? Você não ficou com vergonha de falar uma coisa dessas para Mary?”Provocou-a.“Não precisei falar nada. Ele deve ter deduzido alguma coisa.....”“Malvadinha, malvadinha, olha o que você faz comigo”. E logo estavam sebeijando apaixonadamente, ardentemente, suas mãos tocando cada parte docorpo do outro. Eles sabiam exatamente do que outro gostava, do que fazia ooutro gemer. Fizeram amor a noite e a madrugada inteira.Quando finalmente, exaustos foram dormir, Ellen lembrou-se de uma coisaimportante. “Paddy, quando você voltar, vai faltar pouco para Encantada estrear.”Ele olhou para ela com os olhos brilhando. “E vou poder dizer ao mundo o quantote amo”. Disse adormecendo em seguida.Patrick partiu cedo para o aeroporto, pois ele tinha que passar no trailer, ainda,para pegar sua mala. Falaram-se pouco, em parte por causa da emoção, porquese falassem deixariam transparecer a tristeza, em parte por causa do sono. Patricksabia que assim que entrasse no avião iria dormir. Abraçou e beijou Sean e Taylorque, claro, brigou quando o pai o deixou no berço, e agarrou Ellen em um abraçobem apertado. Até hoje ele se surpreendia como seus corpos se moldavam um aooutro, como peças de quebra-cabeças que se juntavam. “Adeus, meu amor, eu teligo quando chegar em Nova York. Cuide bem de meus bebês” . Dando-lhe umúltimo beijo, saiu rapidamente, antes que os famosos paparazzi estacionassem nafrente da casa.Ellen sentiu que um pedaço de seu coração tinha ido embora. Sentiu mais frio doque fazia, ela ia sentir tanto sua falta. Ainda bem que tinha os seus bebês e queiria começar a filmar GA na próxima semana. Naquele instante, Mônica entrou
  18. 18. pela porta e vendo as olheiras no rosto de Ellen se preocupou. “Ellie, os meninosderam trabalho esta noite? Você está com uma cara acabada!”“Mônica, eles praticamente não dormiram nada, esta noite!” Disse gargalhando,pegando Sean para mamar primeiro, com Mary juntando sua gargalhada a dela.Mônica não entendeu nada.A correria entre as gravações e sua casa deixava Ellen exausta. Às vezes elatinha que levar os bebês e deixá-los no trailer com Mary, para ela poderamamentá-los. Eles não saíam de dentro de trailer por causa dos paparazzi. Elaainda tinha medo de mostrá-los ao mundo. Eles estavam cada vez mais parecidoscom o pai. Tinham aqueles olhos azuis maravilhosos, expressivos. E o sorriso, atéo sorriso. Desdentado. Óbvio. Mas idêntico ao do pai. Nesses dias, em que elesiam ao set, seu trailer virava uma festa, era um entra e sai sem parar. Todosqueriam ver os gêmeos. O resto do elenco, que não sabia da paternidade, ficavadesconfiado. Mas, como ninguém dava nem uma palavra sobre o assunto, elestambém ficavam calados. Porém, uma coisa boa veio disso. Já era quase tempode Patrick retornar.Enquanto isso, do outro lado do mundo, Patrick teve uma boa notícia. “Patrick, asgravações acabaram, deu tudo certo. Você deve voltar à América amanhãmesmo.” Disse o diretor do filme. “Qualquer coisa o escritório entrará em contato.Gostei muito de trabalhar com você.Apesar da saudade que sentia de sua família, ele assustou-se. O tempo passoutão rápido, nesta correria Nova York/Grã-Bretanha. Ele conversava com Ellen eTallulah praticamente todos os dias por telefone. Várias vezes conseguiu acessara webcam e viu os bebês. Ele se emocionava ao ver como eles cresciam emudavam rapidamente. Como os amava!Ellen lhe contou que um dia Jillian foi até a sua casa levando Tallulah. “Paddy, abarriga dela já está enorme. Ela foi muito gentil comigo. Nós não chegamos a ficaramigas, você sabe, é meio constrangedor. Mas chegamos à conclusão que para Tvai ser muito melhor se pudermos nos tratar civilizadamente. Ela até carregouTaylor, que estava acordado, novidade.” Patrick riu de como ela falava de Taylor.Ele acabava com ela. E ela tinha a audácia de dizer que ele era igualzinho ao pai.O que ela queria dizer com aquilo? A saudade o corroía. Que bom que iriaembora. Se Deus quisesse, ele chegariaem casa em menos de 48 horas. Ele nãoia contar a Ellen, ia fazer uma surpresa.Já entardecia quando Patrick chegou em LA. Pegando o taxi ele deu o endereçoda casa de Jillian, pois ainda não podia já ir entrando na casa de Ellen. Quando otaxi passava pela casa de Ellen, ele viu Chris sair de dentro dela, acompanhado
  19. 19. por Ellen. Seu sangue ferveu na hora. A torrente de ciúmes que passou por ele,fazia-o trincar os dentes. Ele queria poder parar na hora e ir até lá para tirarsatisfações. Porém, sua raiva teria que esperar. Ele espumava.Bateu na porta, olhando para trás e o homem ainda conversava com Ellen navaranda. Nem tinham se dado conta que ele tinha chegado. Nem os paparazzi.Estavam todos tirando fotos dos dois. Amanhã ia ser capa dos tablóides, Patrick jápodia ver “Suposto pai de gêmeos vai visitá-los”. Jesus, como sentia ódio. Assimque a porta se abriu ele ouviu a vozinha amada.“Papai, papai, que bom que você chegou! Estava morrendo de saudades, papai.”A alegria no rostinho de sua filha o fez esquecer momentaneamente a cena quevira do lado de fora.“Ei, minha princesinha. Papai também estava morrendo de saudades de você.Trouxe um tanto de lembranças da Grã-Bretanha para você. Quer ver agora? Oque você está fazendo?” Perguntou abraçando e beijando sua linda menina.“Agora estou lanchando. Mais cedo eu fui ver Sean e Taylor, papai. Eles estãolindos, muito fofinhos. Ah, mas você vai vê-los hoje, não vai?” A menção dosnomes de seus filhos, fez a raiva voltar.“Quem estava na casa de Ellen?” Perguntou procurando saber quantas horasChris estiva dentro da ‘sua casa’.“Que coisa feia, Patrick, ficar perguntando isso para sua filha inocente”. Jillianhavia chegado sem ele notar, com uma ponta de divertimento em sua voz. “Vocêestá morto de ciúmes, não é? Engraçado, você nunca foi ciumento assim comigo.Nós nunca tivemos isso”. Não disse isso triste, era somente uma constatação.“Não estou com ciúmes”. Respondeu de cara fechada. “Como vai você? Está tudobem, com o bebê? É menina, não é, T me contou, quando liguei da última vez.Vocês estão felizes?” Conversar desviava sua atenção da raiva.“Super felizes. Doidos para Encantada estrear, como vocês. Ainda bem que sófaltam 15 dias. E aí, Patrick podemos entrar com os papéis do divórcio. Fiqueisabendo que os gêmeos nem puderam ser registrados ainda. Você não quis quesó a Ellen os registrasse”. Perguntou esperando sua reação.“Não. Eles têm pai. E no dia 21 de novembro o mundo inteiro vai saber quem é.Não aquela palhaçada que está acontecendo lá fora. Estão tirando fotos paracolocar nos tablóides amanhã. E amanhã Chris vai ser o pai deles para o mundotodo”. Ele quase gritava de tanto ódio.Jillian teve que colocar a mão na boca para não rir na frente dele. Patrick, vocêestá insano. Não sabe o que vai sair nos tablóides. Acalme-se, ou vai ter umacirrose.”
  20. 20. Falando isso, foi para cozinha para servir um café para ele, enquanto Tallulahacabava o lanche para ver os presentes. Depois dos presentes vistos, e deTallulah ir para a cama, ele agradeceu Jillian e andando sorrateiramente pela rua,abriu a porta com sua chave e entrou dentro de casa. Viu luz na cozinha e sedirigiu para lá.Ellen estava de costas, colocando comida no prato dos cachorros. Ele pigarreou eela se virou para ele com os olhos arregalados.“Paddy, Jesus ... que susto você me deu. Paddy, você chegou!!” E largando opacote de ração em cima da mesa correu para ele, emocionada. “Nossa, quesaudades eu senti de você!” Disse tentando abraçá-lo, mas ele mantinha osbraços para baixo. Ela ficou totalmente confusa. “Paddy, o que foi?”“Ficou mesmo com saudades?” Perguntou irônico com a voz fria, a raiva não odeixava pensar coerentemente.“O que que há? Por que você está me tratando assim?” Ellen estavacompletamente perturbada, e de repente a compreensão chegou como uma luzacendendo. “Já sei, você viu Chris aqui e já está pensando merda de mim, comosempre”. Disse furiosa. “Você ainda continua achando que eu sou uma prostituta,Patrick?” Lágrimas de decepção e raiva começaram a ser formar dentro de seusolhos. Não era isso que ela esperava. Ela sentiu tanta falta dele, nestes dias todose ele não gastou duas horas para deixá-la naquele estado.“Reparou que você nem perguntou por seus filhos? Se eles ainda estão vivos?” Seestão bem?” Agora era ela que não falava coerentemente. Ficaram se encarando,assim, furiosamente por vários minutos, até que a raiva de Patrick passou. Ele nãoconseguia ter raiva dela, ela era linda, ele a amava, ele ficava sem fôlego só de aver. A raiva em seu rosto a deixava ainda mais bela. Mas ele não queria a raivadela, apesar de ele mesmo ter provocado. Só amor.“El, me desculpe. Eu sou um idiota.”“Sim, é mesmo, e não te desculpo.” Ainda estava irritadíssima.“Nem se eu trouxer sua comida preferida, ou te chamar para fazer compras noshopping, ou ... quem sabe ... sexo selvagem....” Disse já querendo sorrir.Olhando para o rosto amado, Ellen não agüentou e começou a rir, a raiva indoembora. Logo estavam rindo, e se abraçando, e se beijando. “Você é um idiotapossessivo e ciumento.” Disse ela entre os beijos. “Impulsivo e descabeçado”.Mais um beijo. “Depois fica perguntando porque eu falo que Taylor foi feito a suaimagem e semelhança!” Mais beijos.
  21. 21. Patrick a espremia contra o balcão da cozinha e passava a mão por toda ela.“Então, o que o sr. Ivery veio fazer na minha casa?” Perguntou enquanto aacariciava.“Paddy, Mary vai nos ver aqui assim desse jeito!” Disse ela acariciando seuscabelos.“Me responda, El.” Continuou ele torturando-a.“Ele só veio conhecer os gêmeos. Ele é uma boa pessoa. Eu não podia bater aporta na cara dele. Ele ficou curioso, quando soube da história de inseminaçãoartificial”. Respondeu ofegante. Os toques de Patrick a deixavam enlouquecida,não conseguia pensar direito.“Ah, aposto que ele veio ver se os meninos se pareciam com ele. E a cara delecaiu, não caiu, quando viu os meus filhos?” Perguntou mais uma vez, beijando seupescoço e ombros.“Eu não sei se ele veio conferir, não. Mas que ele percebeu que os meninos eramseus, ele percebeu sim. Só de olhar uma primeira vez. Mas ele não perguntounada. Aceitou tudo que eu disse numa boa”. Ela já estava gemendo.“Será que ele não vai contar para a mídia sobre isso?” Patrick perguntoualarmado.“Eu acho que não, Paddy, mas não tenho certeza absoluta. Eu não quero pensarnisso agora. Eu só quero pensar em como estou feliz que você tenha voltado paracasa. Você tem que me contar tudo. Gostou das filmagens, do elenco, da co-estrela?” Perguntou com malícia na voz.Afastando-se dela um pouquinho, ele respirou profundamente. “Mais tarde eu teconto tudo. Desculpe meu ciúme El, eu te amo muito. Os bebês já foram dormir?Eu gostaria de vê-los. Estou morrendo de vontade de beijá-los.”“Bom, Mary já subiu com eles faz uns vinte minutos. Sean pode ser que estejadormindo, o Taylor com certeza, não”. Sorria com adoração nos lábios ao falar deseus filhos.Pegando a mão de Ellen, Patrick correu para escada e subiu os degraus de doisem dois fazendo o maior barulhão. Eles subiam as escadas rindo.Abrindo a porta com estardalhaço, Patrick entrou chamando pelos bebês. Marylevou um susto, mas depois sorriu. As crianças não tinham dormido ainda,estavam balançando os bracinhos, as perninhas, fazendo barulhinhos de bebês.Ao som da voz do pai, Taylor levantou a cabecinha, fez beicinho e começou achorar. Patrick correu para ele, o pegou em seus braços, e beijou e beijou suas
  22. 22. bochechas até ela ficar vermelha. Depois, pegou também Sean e fez a mesmacoisa.“Papai estava morrendo de saudades de vocês, gorduchinhos!” E acenando paraEllen vir também para seus braços, os quatro ficaram abraçados assim, por váriossegundos, até Taylor começar a se agitar. “Oh, pode parar seu encrenqueirozinho,ta na hora de dormir”. Disse Ellen o segurando nos braços, deu-lhe um beijo ecolocou-o no berço.“Você também.” Patrick falou colocando Sean no outro bercinho. Virando-sepegou Ellen pela mão, deu boa noite para Mary e já ia saindo quando lembrou-sede perguntar.“Ellen, você já deixou as mamadeiras prontas?” Ellen corou violentamenteenquanto ele sorria.“Pode deixar Ellie, eu durmo com os bebês hoje. Mas, amanhã é meu dia de folga,lembra-se? Vocês vão ficar sozinhos com os bebês. Então, aproveitem.” Dissecom um sorrisinho malicioso.“Paddy, você não tem jeito mesmo!” Sorria apesar de tudo.Já estava bem tarde, quando eles, acabados, mas felizes, o sexo era bom equente e terno e apaixonado, foram dormir. Amanhã seria um dia agitado paraeles, já que ficariam sozinhos com os bebês. Como seria sábado, Ellen sugeriuque Paddy pedisse para alguém trazer Tallulah para passar o dia com eles, talvezela pudesse dormir lá.“Vamos dormir, meu amor, amanhã a gente conversa sobre tudo, isto é, na horaque der!” Disse Patrick caindo no sono na mesma hora.Ellen ainda ficou um pouco mais acordada. Ela olhava para aquele homem. Ohomem que era tudo para ela. Um homem que ensinou-lhe a diferença entre fazeramor e fazer sexo. Um homem que a fez ser mãe. Um homem que a realizava,como um todo. E como era belo. Era engraçado, bom pai e, claro, possessivo,ciumento e impulsivo. E isto a fazia amá-lo mais ainda. Acariciou mais uma vezseus cabelos e suas bochechas e também caiu no sono.A manhã já estava um agito, entre fraldas, bebês, cachorros, quando a campainhada porta da frente tocou. A moça que trabalhava para Jillian e cuidava de Tallulahdeixou a menina com sua mochila e foi embora. Os paparazzi a importunavamquando ia embora. “Quem vai olhar a menina? Ellen Pompeo? Sozinha?” A garotarespondeu qualquer coisa que Ellen não ouviu, enquanto fechava porta.
  23. 23. “Oi linda! Que bom que você veio.” Abraçou a menina e beijou sua bochecha. “Seupapai e os bebês estão lá fora no jardim. Vá para lá que eu já vou levar suco paravocês”. E abriu a porta para o pátio para Tallulah passar.A campainha tocou de novo e desta vez era Mônica. Ela vinha todo o dia para ficarcom Ellen. Ellen já a tinha avisado que Patrick chegara, mas ela falou que nãoqueria perder o dia de festa, e que ela também ajudaria. Mônica não tinha famíliae adotou a de Ellen como a dela.O dia transcorreu tranqüilo, os bebês ficaram bem e Tallulah ficou para dormir comeles. À noite, deitados em sua cama, já com todo mundo dormindo Ellen e Patrickestavam conversando.“Que dia ótimo, hein? Mas eu realmente fiquei mais cansado, do que quandotenho que filmar o dia inteiro”. Sorriu divertido.“É, cuidar de crianças não é fácil não! Mas é gratificante ver a felicidade nosrostinhos deles.” Disse Ellen se aconchegando nele.“El, hoje eu realmente não dou conta!” Falou gemendo.“Nem eu. Só quero ficar bem pertinho.”“O que você quer de aniversário, meu bem?” Perguntou Patrick suavemente.“Nossa é mesmo, eu nem estava me lembrando disto. Oh, eu não quero nada. Játenho tudo que eu poderia querer”. Disse se referindo-se a ele e às crianças.“Você vai dar alguma reunião, uma festinha?”“Não, Paddy, nós temos que filmar nossas cenas atrasadas de GA o dia inteiro,vamos ficar super cançados. E a noite, têm os bebês. Não, ano que vem eu pensoem alguma coisa”. Disse resoluta. “Boa noite, lindo.” Boa noite, linda!”Patrick acordou com o barulho insistente de seu blackberry tocando na cabeceirada cama. Olhando para o celular, com uma cara ainda meio atordoada, atendeu.“Patrick, onde você está?” Era Leslie, e pela voz era importante.“Onde posso estar?. Na minha casa, com Ellen e meus filhos.” Respondeujocosamente, mas um pouco preocupado. “O que aconteceu para você me tirar dacama tão cedo, domingo?”
  24. 24. “Se eu fosse você abriria o seu PC na página de entretenimento do Yahoo. Ah, etambém não deixaria de comprar uns tablóides na banca da esquina.” Disse comvoz feroz.“Leslie, no momento estou incapacitado de fazer as duas coisas. Então, por favor,só me conte o que está acontecendo!” Sua voz se elevou e Ellen acordou.“Bem, parece que alguém de sua vizinhança abriu o verbo e contou para quemquisesse ouvir que você mora aí na casa de Ellen. Então, não satisfeitos, algunspaparazzi subiram no muro, e não sei como vocês não viram, tiraram várias fotosda linda família junta”.“O que?” Patrick estava estarrecido e Ellen do seu lado não entendia nada. Sósabia que era uma coisa ruim. “E agora, será que tem jeito de amenizar osdanos?”“Patrick os executivos da Disney já ligaram para mim. Eles querem uma reuniãoagora, no meu escritório. O pessoal da ABC também vem para cá. Você tambémtem que vir já. O que eu posso fazer é enrolá-los um pouco mais. Vou dizer quevocês são muito amigos, que você levou sua filha para passar o dia com Ellen. Oproblema vai ser a imagem dos bebês. Eu nunca os vi pessoalmente Patrick, maspelo que aparece nas fotos, será uma tarefa difícil enganar a todos”. Desligandoseu celular, Patrick tratou de se vestir.“Quem era? Aonde você vai?” Não querendo preocupá-la, Patrick inventou umadesculpa.“Era Leslie. Aconteceu algum problema com o contrato de fotos para publicidade eela achou melhor eu passar lá para tentarmos resolver.” Ellen sentia que ele nãoestava dizendo toda a verdade, mas iria esperar quando ele voltasse. Aí saberiade tudo.Ellen ficou olhando pela janela a saída de Patrick. Parecia que ia chover muito. Oar da manhã estava pesado com a umidade, mas reservava a sua carga, deixava-a em espera, como uma viúva piscando para conter as lágrimas. Devia ser porisso que não havia nenhum paparrazo por perto. Por causa da chuva. O coraçãodela também estava pesado, com presságios ruins.Faltava tão pouco para eles poderem ser completamente felizes. Ela não queriamais ver Patrick entrando e saindo sorrateiramente de casa. Ela queria passearcom os meninos pelas ruas, nos parques, nas praças, não escondê-los de todomundo, como se fossem párias. Eles eram tão pequenininhos, tão inocentes osseus bebês. Sempre que pensava neles seu coração se enchia de um amor tãogrande, tão puro. Sua vida era boa. Ela trabalhava fazendo o que amava, estavacom o homem que amava e tinha filhos lindos. Mas não poder dizer issoabertamente, viver uma vida dupla estava a consumindo aos poucos. E agoraparecia que haveria mais problemas. Reunião no domingo? Boa coisa não seria.
  25. 25. Suspirando, foi ficar com os bebês, pois desviaria um pouco a sua atenção dePatrick. Ela gostaria de ter ido com ele. Para lhe dar forças. Ma ele não quis nemfalar a verdade sobre o assunto. Ela não gostava de ver as pessoas que elaamava sofrerem. Após amamentar os bebês, ela foi para a cozinha dar comidapara Gigi e Valentino, quando seu celular tocou.“Alô!”“Olá Ellen, é Sandra, tudo bem com vocês? Como vocês estão reagindo?”“Reagindo, como assim?”“Ih, você não entrou na internet hoje ainda?” Sandra começou a ficar preocupadacom a indiscrição.“Sandra, você sabe que eu não tenho tempo para quase nada agora. Mas porfavor me conte. Eu sei que alguma coisa aconteceu, Patrick saiu daqui voandohoje de manhã. E é domingo.” Respondeu frenética.“Oh, Ellie não queria ser eu a te dar más notícias, mas se eu já liguei, fazer o que.Bem, a net está cheia de fotos do pátio da sua casa ontem, mostrando todomundo, inclusive os bebês. Aliás, foram os mais fotografados. E a reportagem dizque uma fonte contou que Patrick, na verdade, mora aí com vocês, e que osbebês são filhos dele. E olha Ellie, vai ser difícil desmentir isso, porque as fotosdos bebês não mentem. Só se vocês disserem que ele contribuiu para afertilização “in vitro” com o esperma dele. E isso, baby, ninguém vai acreditar. Esabem por que não vão acreditar? Porque há anos a mídia vem insinuando quevocês têm um caso. E não é para menos, seus olhares dizem tudo. Todo mundovê em todas as fotos que tiram juntos. Vocês nunca conseguiram esconder aatração que um sente pelo outro, não é mesmo? E em Hollywood é assim, ondehá fumaça, há fogo.” Sandra falou até mais do que devia.A mão de Ellen estava suando tanto, que o celular chegava a escorregar. “Ai,Sandra. O que vamos fazer? Eu não temo por mim, nem pelos bebês, nós temosPatrick. Mas e ele? Ele não vai agüentar se a Disney o cortar de Encantada. Logomais agora, faltando 10 dias?” Ellen estava atordoada.“Você realmente acha que vão cortar Patrick do filme nesta altura? Eles não sãotolos, El.” Ponderou racionalmente Sandra.“Engana-se você, eles podem tudo. Então por que motivo de tê-lo chamado parauma reunião hoje?” Ellen relutava em acreditar nas palavras da amiga.“Não tenho a menor idéia. Mas, fique calma, se puder. Você quer que eu vá para irficar com você? Ofereceu Sandra.
  26. 26. “Claro, assim a gente conversa sobre outras coisas, e você pode brincar umpouquinho com os meninos, tem muito tempo que você não os vê.” Sandra eradivertida e iria desviar um pouco sua atenção. Mas ela estava muito preocupadacom a reunião de Patrick. Porém, no fundo de sua alma, ela estava até aliviada deque tudo isto estivesse acontecendo. De uma forma ou de outra, a vida defingimento estava acabando, e acontecesse o que acontecesse, seria um alíviopara todos os envolvidos.Leslie tinha acabado de dar as coordenadas a Patrick sobre o que ele teria quefalar, quando a secretária anunciou a chegada dos outros componentes dareunião, pelo interfone. Olhando para a porta que se abria, Patrick viu entrar odiretor executivo da Disney em LA, três executivos da ABC e por fim, Shonda.Seu corpo estava retesado de tanta tensão.Sentando-se todos em uma grande mesa retangular, o diretor da Disney pigarreoue começou a falar.“Ok, meu nome é Steve Morris e tenho pouco tempo de LA. Dois meses. O outrocara antes de mim se aposentou e fui designado para este cargo. Bom, sr.Dempsey, não quero tomar muito de seu tempo, então vamos direto ao assunto.Tenho aqui um acordo entre o senhor e a Disney, onde você diz que não iria sedivorciar antes da estréia de Encantada.”“Eu não me divorciei.” Interrompeu Patrick.“Sabemos disso, mas a mulher que está nestas fotos não é a sua, não é mesmo?Ela é um caso? Sua mulher sabe disto?” Perguntou mostrando a Patrick uma fotoda tarde anterior, onde ele estava com um dos bebês no colo e abraçado a Ellen,dando-lhe um beijo na boca.Pegando a foto em suas mãos suadas, toda a sua vida passou pela sua mente.Ele deu um sorriso, enquanto observava a foto. O amor que ele sentia por eles eraenorme, sem eles a vida não valeria a pena. Então tomou uma resolução.“Não, não é a minha mulher do papel, e também não é um caso, é a mulher daminha vida!” Disse convicto, e logo que o fez, sentiu um alívio enorme, enfim, osmuros iriam cair, para o bem ou para mal.“Patrick, o que...! Leslie começou a falar, não tinha sido isso que tinhamcombinado que ele dissesse, mas Patrick, levantando a mão, não a deixoucontinuar.“Não, deixe-me terminar. Faz mais ou menos, um ano e meio que eu fui fazer asfilmagens para Encantada em Nova York. Lá descobri que eu estava apaixonadopor Ellen. Assim que cheguei em LA, minha mulher e eu resolvemos nos divorciar,
  27. 27. vocês sabem disso, mas não pudemos, pois os executivos, na época, disseramque se isto acontecesse, iriam rescindir meu contrato. E eu por vaidade, consenti.”Enquanto Leslie olhava para ele estarrecida, os outros o encaravam seriamente,prestando atenção.“Vaidade, pura vaidade. Fui egoísta, magoei pessoas que eu amava com estadecisão. Mas o que passou, passou. Eu posso ser um homem melhor agora. Poisbem. Com esta minha decisão, passei a ter uma vida dupla e com isso levei duasmulheres a fazerem o mesmo. Jill, que se apaixonou por outro homem, e espera ofilho dele. É isso mesmo.” Completou ao ver a cara de espanto dos homens queestavam na reunião.“Ela foi obrigada a contar ao mundo que o filho era meu. Para salvar asaparências. E Ellen, que sofreu tanto com a gravidez. Na época eu achava quetinha sido um descuido, hoje sei que foi uma graça que Deus me deu, ela terengravidado. Ela teve que passar a gravidez inteira dizendo que seus filhos nãotinham pai, que eram fruto de inseminação artificial. Mas não eram, são meus. Eunão pude participar de quase nada de sua gravidez, por causa da minha vaidade.Ela tinha que ir sozinha aos médicos, aos exames, tudo para me poupar. E eucego que fui não via isto. Quanto sacrifício fizeram por mim. Eu não pude ver onascimento ... dos meus filhos!” Ao dizer sua voz ficou rouca e seus olhosbrilharam com as lágrimas, mas ele não as deixou cair.“Mas mesmo sem eu merecer, outras pessoas ainda me ajudaram muito, mederam forças, e eu agradeço muito a elas”. Disse olhando para Shonda e viu queos olhos dela também tinham lágrimas.“Eu nunca gostaria de ter exposto tanto minha vida pessoal, como hoje. Mas foipreciso. Não quero saber o que vai acontecer agora. Eu não vou esconder maisminha família, já chega de sofrimento. Vocês podem fazer o que quiser com meuscontratos. Outras pessoas fizeram coisas muito piores e continuam na mídia,fazendo filmes milionários. Eu só tenho a agradecer a Disney por ter me dado tãoboa oportunidade e à rede ABC, a quem eu devo muito, pois confiaram em mim eisto alavancou minha carreira. Porém, não posso dar a minha alma a vocês, istovocês não podem ter.” Respirando profundamente, passou a mão pelos cabelos eficou esperando a resposta de seus chefes.Passaram-se vários minutos, até que Steve falou. “Patrick, posso te chamar peloprimeiro nome?” Com o assentimento de Patrick continuou. “Eu sei que você jáfalou, muita coisa que não queria, mas eu gostaria de saber, desde quandomesmo, que você descobriu que estava gostando de outra mulher?”Patrick ficou confuso com a pergunta, pois o que adiantaria a data? Mas, já quetinha exposto toda a sua vida, que mal haveria em responder mais esta pergunta.No momento em que ia falar, Shonda interrompeu-o.
  28. 28. “Desde que eu o apresentei a ela, no set, para os primeiros testes. Eles nãosabiam, ainda, mas a química foi forte entre eles. Nunca mais se deixaram de seolhar. E o que se via nos olhos deles era amor. Amor, apaixonado. Sempre forammuito carinhosos um com o outro. Eles só não sabiam, o que o mundo todo sabia.Desculpe, Patrick , mas eu tinha que falar. Estava entalado na minha garganta,desde que vocês começaram a sofrer por causa deste amor.” Disse sorrindo paraele.Patrick ficou pensando nas palavras de Shonda, e então o véu que tampava seusolhos caiu. Foi isso mesmo. Foi desde a primeira vez que a viu. Como ele pôdeser tão obtuso? Mais uma vez, a vaidade. Como ele não percebeu o sorriso queela sempre deu a ele? Em como nas fotos de publicidade, pareciam ser o casalmais feliz da terra? Oh, Ellen, pensava ele, como fui um tolo cego.“Obrigado Shonda. Por abrir meus olhos.” Sorriu de volta para ela.Neste instante o diretor da Disney continuou a conversa. “Muito bem Patrick,vamos ao que interessa. Quando cheguei aqui, pensei que ia ver um astrobabaca, que iria dizer que as fotos eram falsas, que tudo foi um engano, quejogaria a responsabilidade por tudo em outra pessoa, e o que vi foi um homemhonesto e íntegro.”Patrick olhava sem palavras para dizer. Leslie pensava que graças a Deus, Patricknão lhe deu ouvidos, porque se o fizesse, diria exatamente o que o homem estavapensando.“Bom, quanto a Disney e também quanto à ABC, eu posso dizer, Patrick, vocêestá liberado para fazer o que bem entender de sua vida. Posso aconselhar umacoisa? Libere um comunicado, disse olhando especialmente para Leslie, contandotodo o sofrimento, seu, de Ellen, de sua esposa, o povo gosta bastante disso,antes de ver um filme. Do meu ponto de vista, vai ser um bom marketing paraEncantada, e para os fãs de Grey’s Anatomy não poderia ser melhor. Já imaginou‘Dempeo’ ser verdade? Só não coloquem a Disney como a causadora disto tudo,por mais que o diretor antes de mim fosse tão intransigente. Não sei como vãofazer isso, mas acho que conseguem, não é?”“Cl... claro” gaguejou Leslie abobalhada. “É o meu trabalho”.Patrick continuava sentado em sua cadeira, mudo. Não tinha ainda apreendidotudo que o diretor da Disney estava falando. “Quer dizer que posso entrar com opedido de divórcio amanhã se eu quiser?”“Sim. Não sei por que não poderia fazê-lo!” Respondeu o homem importante.“Vocês já passaram por muito sofrimento, sem razão.”
  29. 29. “Eu posso entrar na casa de Ellen, a partir de agora, minha casa, sem serescondido? Eu posso registrar os meus bebês? Eu posso mostrá-los ao mundo?Minha filha pode saber que tem irmãos?” Tudo isto vinha em sua cabeça aosborbotões.“Patrick, você já estava resolvido a fazer isto tudo no começo da reunião. Você sónão colocou em palavras.” Lembrou-o Shonda sorrindo novamente.“Eu sei, mas o endosso de vocês torna tudo mais fácil, não é?” Naquele instante,ele sentiu uma vontade imensa de ir embora, contar para Ellen que eles, enfim,poderiam ser um casal de verdade.“Preciso .... ir embora, só preciso ir embora.” Falou freneticamente.“Pode ir Patrick, eu acabo de resolver tudo”! Pelos menos era o que Leslie podiafazer.Passando por Shonda, Patrick não resistiu e lhe deu um beijo estalado na suabochecha e sussurrou no seu ouvido, “Obrigado por tudo!” Ele sabia que deviahaver algum dedo de Shonda na decisão daqueles altos executivos. Um dia iriaperguntar a ela. Foi correndo para o carro.Ellen não agüentava mais de apreensão. Nem os meninos, nem Sandraconseguiam tirá-la daquela agonia da espera. Patrick não ligava, e ela tinha medode telefonar e interromper alguma coisa importante que estivesse acontecendo.De repente, ouviu-se uma balbúrdia do lado de fora de sua casa. A porta foi abertae Patrick entrou como um furacão para dentro de casa, na frente de todos ospaparazzi, que foram parar lá depois da notícia veiculada pela internet e pelostablóides.“Paddy??!” Ela estava completamente atônita. “Você está bem..., o queaconteceu... você pode entrar assim, com todo mundo tirando fotos, depois detudo que saiu?”“Então você já ficou sabendo das reportagens?”“Sim, Sandra me ligou, ela não sabia que eu ainda não tinha conhecimento, e daíme contou tudo.” Ela dizia, ainda sem compreender nada. A expressão do rostodele estava boa, diria que ele estava doido para rir, ela era quem devia estarmaluca. Como ele iria rir de tudo aquilo.Ele chegou perto dela e abraçou-a. Abraçou-a tanto, tanto. “Ellen meu amor,minha vida, como fui cego, idiota, egoísta. Como que eu pude te fazer sofrer tanto,e você nunca reclamou? Meu Deus, nem em mil anos vou poder recompensá-la.”
  30. 30. Ellen pensava que agora ele tinha pirado mesmo. Não estava falando nada comnada.“Paddy, o que aconteceu na reunião, pelo amor de Jesus?”“Acabou, Ellen, acabou!” Ela esfriou até o dedão do pé. Jesus, eles tinhamrescindido o contrato dele.“Ah, Paddy, que pena. Eu fui culpada, eu deveria ter tido mais cuidado. Eu nãodeveria ter engravidado.” Ela não sabia o que dizer. Seus olhos encheram-se delágrimas.“Não, El, só escute-me, por favor, antes de falar asneiras!” Disse apertando-aainda mais em seus braços. Até nessa hora, ela puxava a responsabilidade dosdois para si, sozinha. Como ele amava esta mulher.“El, eu fui liberado pela Disney para fazer o que quiser da minha vida, não fuimandado embora.” Assim que ela se acalmou um pouco, ele continuou.“Mas, eu já tinha resolvido isto, antes da reunião começar, El. Eu prometi a mimmesmo que não iria dar minha alma para eles. Minha alma é você, meus bebês,minha filha. Eu não iria abrir mão mais de vocês. E eu falei isto para eles.” Dissesorrindo.“E não acharam ruim?” Perguntou ela já relaxando em seus braços.“Pelo contrário. O novo executivo que entrou no lugar de um que se aposentou,quer que Leslie conte nossa história para mídia, você acredita? Ele acha que é umbom marketing para Encantada”. Ellen sofremos tanto tempo por isso, por minhacausa. Não é você a culpada, sou eu. Fui vaidoso, e egoísta. Sacrifiquei aspessoas que mais amo. Não tenho desculpas”. Disse tirando as mãos dela esentando-se no sofá, com as mãos na cabeça.“Paddy, nós fizemos isto juntos. Não venha agora também querer ser o culpado detudo. Se eu aceitei, é porque eu queria, porque eu te amo.” Disse Ellen sentando-se ao lado dele e o acariciando.“Mas, volte ao que interessa. Me conte tudo!”Encorajado, ele continuou. “El, amanhã mesmo, entro com os papéis do divórcio.Como já estamos separados há muito tempo mesmo, eu já tive filhos e ela esperafilho de outro homem, o divórcio sairá rapidamente. E, amanhã mesmo, vouregistrar os meus filhos, meus bebês ...” Toda a emoção represada na reuniãoescapou para fora, neste instante. Todo o sofrimento, tudo por que passaram,jorrou para fora. Eles choraram juntos, como crianças, agarrados um ao outro.
  31. 31. Naquele momento, Sandra e Mary entravam na sala, cada uma carregando umbebê e vendo-os daquele jeito se assustaram.“Ok, quem morreu?” Perguntou Sandra meio sem graça.Então, mesmo entre lágrimas, os dois começaram a dar risadas, deixando as duassem saber o que fazer.Uma hora depois, Patrick conseguiu contar tudo sobre a reunião para elas. Elenão estava agüentando esperar por mais um dia, para fazer tudo o que devia terfeito meses, não, anos atrás.“Calma, Paddy, nós já esperamos tanto, mais um dia, que mal fará!” Diziasuavemente Ellen. Ela havia acabado de amamentar os bebês, e isso geralmentea deixava num estado de espírito tão bom, tão calmo. Então Patrick teve umaidéia.“Bem, uma coisa eu posso fazer hoje, agora. Ponha os bebês nos carrinhos evamos passear com eles até uma praça, anda!” Disse impaciente, quando viu queEllen não se mexia do lugar.“Sério?”“Claro. Quero mostrar ao mundo todo, já que eles desconfiam que eu sou o pai,que eu sou mesmo o pai deles! Anda, se você não quiser, eu vou sozinho!” Játinha pegado os dois meninos e colocado cada um no seu carrinho.“Não te falei, Sandra, quem o Taylor puxou? Nossa, que impaciência. Acabei dedar mamar. E não é só sair, assim não. Temos que levar algumas coisas. Não seise vai ventar, chover, temos que levar umas roupinhas, a mamadeira de água.”“El, nós só vamos até ali, na praça, por Deus, não vamos nos mudar!” Já disseindo em direção a porta.“Nós não conseguiremos dar um passo, você quer apostar quanto?” Disse elalevantando-se e indo atrás dele apressada. “Sandra vem também?”“Só se eu fiquei louca!” Mas estava rindo quando falou. Aquilo era uma coisa paraos dois, finalmente, fazerem sozinhos, sem ninguém encobrindo. “Deus lhesajude!” Gargalhou.Assim que a porta se abriu, e eles saíram com os bebês nos carrinhos, todos ospaparazzi olharam para a cena. Primeiro ficaram sem reação. Eles não esperavampor aquela demonstração. Mas no segundo seguinte, começou a balbúrdianovamente. Patrick levantou a mão e pediu para falar.
  32. 32. “Vou ficar parado aqui por um minuto e aí vocês tirem quantas fotos quiser. Masse algum dos bebês começar a chorar, eu vou distribuir socos!” Disse, e nãoestava sorrindo, falava sério. Com os paparazzi tinha que ser assim. Senão viravabagunça.“Patrick, os bebês são seus?”“Sim, são meus filhos.” Dizia orgulhoso. Estavam abraçados, ele e Ellen, olhandopara a direção que cada um pedia.“Por que então vocês escondiam isto?”“Amanhã vocês saberão toda a história, agora dêem-nos licença que vamospassear com nossos filhos”. Disse e para espanto de Ellen, eles deram passageme não os seguiram de perto.“Não falei para você? Quando eles pegam o que querem, dão sossego. Então émelhor dar logo, que ficamos livres.” Disse beijando a mão dela. “Agora, vamos.Há quanto tempo eu queria poder fazer isso meu Deus”.Paddy?”Disse Ellen lembrando-se de algo. “Você tem que contar para Jillian, avida dela também tem sido um bocado dura, não acha?”“Será que passamos na casa dela agora? E contamos tudo? Quem sabe Tallulahnão vá a praça com a gente?” Ele perguntou.“Se a conversa não demorar, senão vai esfriar, e você, seu impaciente, não deixoueu pegar nada para os meninos. Eu não quero que eles se resfriem, ok?”“Tudo bem. Então vamos, se não der tempo, a pracinha fica para outro dia.”Deitados na cama, depois de ter colocado os gêmeos para dormir, ficaramconversando sobre o maravilhoso dia.“Você viu como Scott ficou feliz com a notícia?” Disse Patrick. “Estava atéparecendo comigo.”“Com razão, Paddy. Ele também estava vivendo uma vida dupla, com todo mundofalando que o filho dele era seu. Lembra-se como você se sentia?” Depois vendo acara murcha de Patrick ,emendou suas palavras.“Paddy, todo mundo entrou nessa porque quis. Você não obrigou ninguém. Todomundo teve seus motivos para aceitar. Eu, porque te amo, Jillian, por causa deTallulah e dos negócios dela, e, Scott, porque ama Jillian. Então pare de fazeressa cara de culpado. Você também sofreu muito. Acho que foi o que maissofreu, na verdade”. Disse-lhe acariciando seu peito.
  33. 33. “El, Shonda disse uma coisa hoje na reunião, que eu dou inteira razão, agora!Pelo menos de minha parte.”“O que foi que ela disse?” Perguntou curiosa.“Que nós nos apaixonamos no instante em que ela nos apresentou, quando íamosfazer os testes para Grey’s. Só que não demos conta disto neste momento.”Falou, enquanto acariciava seu rosto, com os dedos.“Pode ser verdade, Paddy. Meu coração sempre pulava quando eu te via, mas eugostava de pensar que era só amizade!” Respondeu com um olhar pensativo.“Acho que eu bloqueava o sentimento por saber que você era casado e pai defamília.” Ela falou aquelas palavras com um pouco de tristeza na voz.“Ei, amor”. Disse ele delicadamente. “Você está bem?”Ellie desejou que alguém de repente inventasse um álbum para arquivarmomentos, assim com se faz com as fotografias. Se existisse um, arquivaria amarca da mão quente de Patrick em seus braços nus, o sorriso que brincava emseus lábios, a expressão de curiosidade e de amor de tirar o fôlego que via emseu rosto.“Mais do que bem”. Disse ela, aconchegando-se mais para perto dele. “Só estavapensando em quanto tempo nós perdemos”.“Eu também meu amor. Mas agora tudo será diferente, você vai ver.”Fizeram amor apaixonadamente, esperando que o amanhã trouxesse a felicidadeque sempre esperaram.

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