Bruno Gripp - Educação Física
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Apostila (atualização 2013)

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  • 1. Temas Transversais DISCIPLINA: Educação Física Professor:Bruno Gripp PolettiCref.: 017919-G/RJ 1
  • 2. Sumário: Assunto PáginaAlimentação saudável 3Substancias Ergogênicas 11Efeitos Fisiológicos da atividade física 17Higiene Pessoal 18Artes Marciais 25Dança 25Cidadania 38Valores Impostos pela mídia- Padrões de Beleza 41Preconceito 44Drogas 47Benefícios da atividade Física Regular 54Lendas Brasileiras 55Esteróides Anabolizantes 66Suplementos Alimentares 83Dst (Doenças sexualmente Transmissíveis) 90Métodos Contraceptivos (Anticoncepcionais) 102Jogos Panamericanos e Rio 2007 104Jogos Olímpicos e Rio 2016 117Metabolismo 127Copa do Mundo e Copa 2014-Brasil 131Avaliação Física 152Músculos e Contração Muscular 155Deficiência Física, Mental, Auditiva e Visual 163Condicionamento Físico 187Postura Corporal e Desvios Posturais 202Alcoolismo, Tabagismo e Dependência Química 210 Alimentação Saudável A alimentação saudável é a alimentação ou nutrição de comer bem e deforma equilibrada para que os adultos mantenham o peso ideal e as crianças sedesenvolvam bem e intelectualmente, dependendo do hábito alimentar. Adicionalmente, a alimentação saudável envolve a escolha de alimentosnão somente para manter o peso ideal, mas também para garantir uma saúdeplena. As dietas são rotinas alimentares que buscam atingir um determinadoobjetivo, e nem sempre vão ao encontro de conceito de alimentação saudável. Porexemplo, dietas restritivas, como a dieta do dr. Atkins, não preenche os critériosde alimentação saudável, visto que em que cada um deve ser ingerido nasrefeições diárias, podem ajudar em alcançar uma alimentação saudável e evitardisfunções alimentares. Complementação ou implementação de vitaminas podem 2
  • 3. ser necessárias para que uma dieta seja realmente saudável, segundo estudos econsensos de especialistas. A roda dos Alimentos tem 8 grupos de alimentos com dimensões diferentes,representando a proporção do peso que, cada um deles, devia ter na nossaalimentação diária. Muitos alimentos são utilizados na prevenção de doenças específicas oupara melhorar aspectos da saúde, sendo considerados alimentos funcionais. Alimentação saudável é uma dieta composta de proteínas, carboidratos,gorduras, fibras, cálcio e outros minerais, como também rica em vitaminas. Paraisto necessitamos de uma dieta variada, que tenha todos os tipos de alimentos,sem abusos e também sem exclusões. Variar os tipos de cereais, de carnes, de verduras, legumes e frutas,alternando as cores dos alimentos. As vitaminas e minerais é que dão as diversascolorações aos alimentos 3
  • 4. Balanço Calórico Recentemente, a mídia divulgou o grande segredo para perder e ganharpeso: o balanço calórico (ou balanço energético). Apesar de a comunidadecientífica já saber disso há pelo menos 10 anos, só agora que resolveram divulgarem grande escala. Primeiramente, é necessário sabermos que 1 Caloria é a quantidade deenergia necessária para aumentar a temperatura de 1g de água em 1º C. Aquantidade de calorias contidas nos alimentos significa a quantidade de energiaque eles contém. Esta energia pode ser em forma de carboidratos, proteínas ougorduras. Cada 1g de carboidrato ou proteína possui 4,6kcal e 1g de gordurapossui 9,1kcal. Balanço Calórico é o equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas(através de alimentos) e a quantidade de calorias gastas (TMB* + calorias gastascom atividades).Balança 1 - Balanço Calórico em equilíbrio Quando a ingestão calórica é igual ao gasto, o peso se mantém, pois nãohá necessidade de “buscar” calorias armazenadas nas reservas e nem há calorianão utilizada para ser armazenada. Significa que o balanço calórico está emequilíbrio (balança 1).Balança 2 - Balanço Calórico Positivo Quando a ingestão calórica é maior do que o gasto, o peso aumenta. Nestecaso, o organismo utiliza a quantidade necessária de calorias e o restante éarmazenado. Significa que o balanço calórico está positivo (balança 2). 4
  • 5. Balança 3 - Balanço Calórico Negativo Finalmente, quando a ingestão calórica é menor do que o gasto, o pesodiminui. Pois as calorias obtidas na alimentação não são suficientes para suprir ogasto, então o organismo recorre às calorias armazenadas. Chamamos isso debalanço calórico negativo (balança 3).Sabendo disso, uma pequena equação é formulada: Ingestão Calórica – Gasto Calórico = Balanço Calórico Se o balanço calórico for maior que zero, é positivo, se for menor que zero,negativo. E se for igual a zero, ele está em equilíbrio. Uma pessoa que quer ganhar peso para aumentar a massa muscular, deveter um balanço calórico positivo. Enquanto alguém que quer perder pesoemagrecendo, deve ter um balanço calórico negativo. Porém, é importante lembrar que ganhar ou perder peso não é o mesmoque engordar ou emagrecer. O peso perdido pode ser de gordura ou de massamagra (composta por músculos, ossos, órgãos internos). O tipo do exercício e aqualidade da sua dieta é que vão definir isto. É importante saber o que, quando equanto comer para conseguir direcionar esse aumento ou diminuição de peso.Suposição de gasto calórico através de exercício: Sabemos que 1g de gordura = 9,1kcal. Então 1kg de gordura = 9100kcal.Para queimarmos 9100kcal através do exercício seria necessário correr por maisde 15 horas, ou mais de 150 kilometros. (Assustador, não?) Porém, esta quantidade de calorias gastas no exercício não vêm somentedas reservas de gordura. No exercício também são utilizadas caloriasprovenientes de gorduras, carboidratos e proteínas circulantes no sangue, alémdas reservas musculares. Sabe-se também que, após o exercício, o organismocontinua gastando calorias, pois está se recuperando e isso acaba por aumentar ogasto calórico total do exercício. Portanto, apesar de 1kg de gordura possuir9100kcal, estima-se que o déficit calórico para perder 1 kg de gordura seja de 7000 a 7500 kcal. 5
  • 6. Segundo o Colégio Americano de Medicina Desportiva (ACSM, em inglês), umapessoa pode ter um déficit calórico entre 500 e 1000kcal por dia. Desta forma,conseguiria perder, de forma saudável, entre 0,5 e 1kg de gordura por semana. Na prática, o déficit calórico pode ser maior, fazendo com que a perda depeso seja mais rápida, porem, o peso perdido não seria apenas de gordura. Oprocesso de perda rápida de peso geralmente vem acompanhado de perda demassa muscular. Ainda assim, existem casos de pessoas que perdem peso rápidoe mantêm a massa muscular. Daí vem a importância do exercício e da alimentação para o processo deperda de peso. Cuidados com exercício e dieta são essenciais para quem querperder peso com saúde. Procure sempre a orientação de um Profissional deEducação Física e de um Nutricionista.—–*TMB ou Taxa Metabólica Basal = quantidade de calorias que o organismonecessita para se manter funcionando 6
  • 7. 7
  • 8. 8
  • 9. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL Uma alimentação equilibrada é aquela que contém diferentes alimentos emquantidade suficiente para o crescimento e manutenção do organismo. Aalimentação influencia diretamente na saúde, no trabalho, no estudo, no lazer e notempo de vida das pessoas Quanto mais variada sua alimentação, mais saudável ela será. Evite o usofreqüente de alimentos gordurosos . Nossa alimentação deve conter todos os nutrientes necessários para asfunções do organismo, como crescimento e renovação de seus componentes, noentanto em quantidades consideradas ideais para cada indivíduo, divididas em 6refeições diárias. São esses os macronutrientes e osmicronutrientes:MACRONUTRIENTES: carboidratos (açúcares), lipídios(gorduras) e proteínas; MICRONUTRIENTES: minerais, vitaminas e água. PIRAMIDE ALIMENTAR A pirâmide é o esquema alimentar mais aceito em nível mundial.Na base da pirâmide estão os alimentos que devem ser a base da nossaalimentação. Pães, massas, batatas, arroz, entre outros, são alimentos ricos emcarboidratos. Ambos têm como principal função fornecer energia ao nosso corpo.A energia é medida em calorias. Os carboidratos são considerados nutrientesenergéticos, pois têm como função o fornecimento da maior parte da energianecessária para o corpo realizar suas atividades normais como andar e trabalhar. Os lipídios apesar de também fornecerem grande quantidade de energia,não tem como principal função este fornecimento. As gorduras auxiliam naabsorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e k), fornecem saciedade aoorganismo, produzem hormônios, protegem e isolam órgãos e tecidos. Existemdois tipos de lipídios, os saturados, que são produtos de origem animal (carnes,manteiga, creme de leite, requeijão) ou origem vegetal sólidos (gordura vegetal 9
  • 10. hidrogenada, presente, por exemplo, em sorvetes); e os insaturados, que são maissaudáveis e são encontrados na forma líquida como os óleos de canola, soja,oliva, de milho e girassol. Como podemos observar eles ocupam só a pontinha dapirâmide portanto devem ser ingeridos em pouca quantidade durante o dia. As proteínas são tidas como construtores, ou seja, dependem delas aformação das unhas, cabelos, regeneração e formação da pele, formação dehormônios e além de serem os nutrientes mais abundantes no corpo, elas tambémsão responsáveis pela estruturação das células, formação de tecidos, produção deanticorpos, entre outras funções igualmente importantes. Suas fontes são: carnes,ovos, leite e derivados, feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, nozes, castanha, etc.Cada proteína é formada por vários aminoácidos. As vitaminas e minerais são os elementos reguladores, importantes porparticiparem do funcionamento intestinal, digestão, circulação sanguínea esistema imunológico. Estão mais concentrados em frutas, verduras e legumes. A água, juntamente com o oxigênio é o constituinte mais importante para amanutenção da vida, portanto a quantidade de água perdida através da urina,fezes, suor e ar expirado deve ser restituída para manter a saúde e a eficiência doorganismo na digestão, absorção, circulação e excreção. As fibras não são consideradas nutrientes, pois não são nem digeridas nemabsorvidas pelo organismo, no entanto ajudam no funcionamento do intestino,previnem doenças e aumentam a sensação de saciedade após uma refeição.Estão presentes nos farelos em geral, vegetais folhosos, cereais integrais, cascade frutas, aveia, frutas, verduras, lentilha, feijão, soja, etc. Após equilibrada a alimentação, contendo pelo menos um representante decada grupo em cada refeição, é importante saber substituir os alimentos maiscalóricos pelos menos calóricos. Troque o leite integral, queijo, creme de leite,requeijão e iogurtes pelo desnatado ou light e por queijos brancos, tipo ricota. Émuito importante também evitar frituras, refrigerantes e bebidas alcoólicas. 10
  • 11. SUBSTÂNCIAS ERGOGÊNICAS A literatura científica se refere aos ergogênicos como sendo substâncias ouartifícios utilizados, visando a melhora da performance. O termo ergogênico éderivado de duas palavras gregas: ergon (trabalho) e gennan (produzir). Portanto,um ergogênico normalmente se refere à alguma coisa que produz ou intensifica otrabalho. Nos dias de hoje, atletas têm usado ergogênicos visando a melhora daperformance esportiva, dentro do que seria possível atingir através de suashabilidades naturais (genética) e do treinamento. O propósito da maioria dosergogênicos é aumentar a performance através da intensificação da potênciafísica (produção de energia), da força mental (controle da energia) ou do limitemecânico (eficiência energética); e, desta forma, prevenir ou retardar o início dafadiga. . Tabela 1 - Aumentando a performance através da potência física, forçamental e limite mecânico • Para intensificar a potência física 1. Aumento do tecido muscular usado na produção de energia 2. Aumento da taxa dos processos metabólicos que produzem energia dentro do músculo 3. Aumento da oferta de energia no músculo durante atividades de maior duração 4. Melhora da liberação das ofertas de energia do músculo 5. Combate ao acúmulo de substâncias no corpo que interferem na ótima produção de energia • Para intensificar a força mental 1. Aumento dos processos psicológicos que maximizam a produção de energia 11
  • 12. 2. Diminuição dos fatores que interferem no ótimo funcionamento psicológico • Para intensificar os limites mecânicos 1. Melhora da eficiência dos mecanismos corporais humanos, através da diminuição da massa corporal, principalmente da gordura 2. Melhora da estabilidade, através do aumento da massa corporal, principalmente da massa muscular Os ergogênicos podem ser classificados em 5 categorias de "ajuda": (a)nutricional, (b) farmacológica, (c) fisiológica, (d) psicológica, e (e) biomecânica emecânica: consistem nas técnicas de treinamento propriamente ditas (ex.:uniformes e equipamentos).ERGOGÊNICOS NUTRICIONAIS Os ergogênicos nutricionais servem principalmente para aumentar o tecidomuscular, a oferta de energia para o músculo, e a taxa de produção de energia nomúsculo. Os nutrientes estão envolvidos com os processos geradores de energiaatravés de três funções básicas: (a) alguns deles são utilizados como fonte deenergia; (b) alguns regulam os processos através dos quais a energia é produzidano corpo; e (c) alguns promovem o crescimento, desenvolvimento do tecidocorporal que produz energia. Uma alimentação adequada é fundamental para queconsigamos atingir a performance esportiva ótima. Se sua alimentação édeficiente em um determinado nutriente que é utilizado fundamentalmente para aprodução de energia durante o exercício, sua performance será prejudicada. Ouseja, se sua dieta for equilibrada sendo composta por alimentos variados, vocênão estará sujeito a uma deficiência nutricional, que irá prejudicar a suaperformance esportiva. Os nutrientes podem ser agrupados em 6 diferentes classes: carboidratos,gorduras, proteínas, vitaminas, minerais, e água. Geralmente, carboidrato éutilizado como fonte de energia. Gordura fornece energia, e também faz parte da 12
  • 13. estrutura da maioria das células. Proteína desempenha uma serie de papeis,sendo necessária para: (a) formação de tecido, crescimento e desenvolvimento detecido; (b) formação de enzimas que regulam a produção de energia; e (c)energia, sob certas condições (ex.: estoques baixos de carboidrato). As vitaminasregulam os processos metabólicos trabalhando como enzimas. Muitos mineraistambém estão envolvidos com a regulação do metabolismo, mas alguns tambémcontribuem com a formação da estrutura do nosso corpo com um todo (ex.: ocálcio atua como constituinte do tecido ósseo (esqueleto)). Finalmente, a águacompões a maior parte do nosso peso corporal e ajuda a regular uma variedadede processos metabólicos.Todos os nutrientes estão envolvidos com a produção de energia de uma maneiraou de outra, mas alguns nutrientes específicos são especialmente importantespara atletas, cujas taxas de produção de energia podem aumentarsignificativamente durante o exercício. Por exemplo, proteína é o substrato para aformação do tecido muscular, carboidratos são a fonte de energia primária nomúsculo, e ferro é essencial para o transporte adequado de oxigênio para a célulamuscular.A Tabela 2 mostra os nutrientes que tem sido estudados em relação aperformance esportiva. Tabela 2 - Ergogênicos Nutricionais • Carboidratos o Suplementos de carboidrato • Gorduras o Suplementação de gordura / Ácidos graxos Ómega-3 / Triglicerídeos de cadeia média (TCM) • Proteína/Aminoácidos o Suplementos de proteína / Aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) o Arginina, lisina, ornitina /Triptofano /Aspartatos 13
  • 14. • Vitaminas o Antioxidantes / Ácido pantotênico / Tiamina (B 1) / Ácido fólico / Riboflavina (B2) / B12 / Niacina / Ácido ascórbico (C) o Piridoxina (B6) / Vitamine E • Minerais o Cálcio / Fosfato / Cromo / Selênio / Ferro / Zinco / Magnésio • Água • Extratos de plantas o Fitosterois anabólicos / Ginseng • Outros o Suplementos industrialmente formulados / HBM(beta-hidroxi-beta- metilbutirato) ERGOGÊNICOS FARMACOLÓGICOS- Ergogênicos farmacológicos são drogasdestinadas a funcionar como hormônios ou neurotransmissores, que sãoencontrados naturalmente no nosso corpo. Como alguns ergogênicos nutricionais,os ergogênicos farmacológicos, podem intensificar a potência física através dealterações promovidas nos processos metabólicos, levando ao sucesso noesporte. Por exemplo, as anfetaminas podem "imitar" os efeitos da epinefrina, umhormônio secretado naturalmente durante o exercício que intensifica os processosfisiológicos envolvidos com a produção de energia. Os ergogênicosfarmacológicos também podem afetar a força mental e o limite mecânico.Ergogênicos farmacológicos têm despertado preocupação, uma vez que o Doping,uso de drogas visando aumentar a performance, tem persistido.Apesar de algumas drogas serem ergogênicos eficazes, o seu uso pode aumentarsignificativamente o risco de vida. A Comissão Médica do Comitê OlímpicoInternacional (COI) considera que o doping viola a ética tanto do esporte quantoda Ciência Médica e, portanto, é proibido. 14
  • 15. A Tabela 3 mostra alguns exemplos das principais substâncias farmacológicas emétodos proibidos pelo COI.Tabela 3 - Alguns exemplos das principais substâncias farmacológicas emétodos proibidos pelo COI • Substâncias proibidas o Estimulantes (anfetaminas, cocaína, efedrina) / Narcóticos o Anabólicos (esteróides anabólicos, clenbuterol) / Diuréticos • Métodos proibidos o Doping sangüíneo / Manipulação física, química e farmacológica • Drogas sujeitas a certas restrições o Álcool / Cafeína / Marijuana / Anestésicos locais / Corticosteroides / Beta-bolqueadores ERGOGÊNICOS FISIOLÓGICOS Ergogênicos fisiológicos são substâncias ou técnicas destinadas aintensificar os processos fiológicos naturais que geram a potência física. Como porexemplo, o doping sangüíneo , eritropoietina, e inalação de oxigênio. Osergogênicos fisiológicos não são drogas em si, porém têm sido proibidos pelo COI.Outros ergogênicos fisiológicos podem estar relacionados aos ergogênicosnutricionias. Carnitina e creatina são encontradas nos alimentos, mas sãonutrientes não essenciais, pois são formados pelo nosso organismo a partir deoutros nutrientes. Em geral, esses nutrientes não essenciais estão intimamenteenvolvidos com os processos fisiológicos importantes para a performanceesportiva.A Tabela 4 dá exemplos de ergogênicos fisiológicos que têm sido estudados emrelação a sua influência sob a performance esportiva.Tabela 4 - Ergogênicos fisiológicos 15
  • 16. • Metabolismo celular o Carnitina o Coenzima Q10 o Creatina o Bicarbonato de cálcio • Hormônios (neurotransmissores) o Colina o DHEA (deidroepiandrosterona) o Gonadotropina corionica humana o Hormônio do crescimento o Testosterona • Transporte de oxigênio o Doping sangüíneo o Eritropoietina o Glicerol o Inosina o OxigênioEFEITOS FISIOLÓGICOS DA ATIVIDADE FÍSICA 16
  • 17. Efeitos fisiológicos agudos imediatos - também conhecidos como respostas,são aqueles que acontecem em associação direta a sessão de exercício. osefeitos agudos imediatos, são os que ocorrem nos períodos per e pós-imediato doexercício e podem ser exemplificados pelos aumentos de freqüência cardíaca(FC), ventilação pulmonar e sudorese, habitualmente associados ao esforço.Efeitos fisiológicos agudos tardios - são os efeitos fisiológicos observados aolongo das primeiras 24 horas que se seguem a uma sessão de exercícios epodem ser exemplificados como na discreta redução dos níveis tensionais,especialmente, nos hipertensos, e no aumento do número de receptores deinsulina nas membranas das células musculares.Efeitos fisiológicos crônicos - também denominados como adaptações, sãoaqueles que resultam da exposição freqüente e regular às sessões de exercícios,representado os aspectos morfo-funcionais que diferem um indivíduo fisicamentetreinado, de um outro sedentário . Dentre os achados mais comuns dos efeitoscrônicos do exercícios físicos estão a hipertrofia muscular e o aumento doconsumo máximo de oxigênio Higiene Pessoal 17
  • 18. A higiene(Gr. hygieiné) consiste numa prática de grande benefício para os sereshumanos. Em seu sentido mais comum, significa: limpeza, asseio. Num sentidomais amplo, compreende todos os hábitos e condutas que auxiliam a prevenirdoenças, manter a saúde e o bem estar dos indivíduos.O aumento dos padrões de higiene tem sido responsável pela prevenção deinúmeras doenças físicas. Estudos socio-epidemiológicos têm demonstrado queas medidas de maior impacto na promoção da saúde de uma população estãorelacionadas à melhoria dos padrões de higiene e nutrição da mesma.’Muitas das doenças infecto-contagiosas existentes são encontradas, comfrequencia, em locais com baixos padrões de higiene, o que se correlaciona combaixa escolaridade e pouco acesso à informação. Tais ambientes, gerados poruma interação pouco consciente do homem com seu entorno, são propícios àdisseminação tanto de vetores de doenças (moscas, baratas, ratos e outrosvetores) quanto dos organismos patogênicos (bactérias, fungos, protozoários,vermes) . Por essas e outras razões a Organização Mundial da Saúde recomendaasseio e limpeza nos locais em que vivemos, bem como uma série de hábitos queenvolvem mudanças de comportamento frente ao meio circundante, como formade se evitar a propagação dessas doenças.Higiene domésticaExistem muitas maneiras de se manter o asseio em nosso lar. Algumas dessasmaneiras são: • Tomar banho regularmente • Lavar as mãos sempre após usarmos o banheiro • Lavar bem nossas roupas • Lavar bem os alimentos frescos • Permitir a circulação de ar e entrada de luz nos ambientes 18
  • 19. • Evitar acúmulo do objetos sem organização, que predispõem a acidentesEsses são cuidados simples, porém, são cuidados que tem resultado napreservação da saúde de muitas famílias ao redor do mundo. LAVAGEM DE MÃOSA lavagem das mãos é, sem dúvida, a rotina mais simples, mais eficaz, e de maiorimportância na prevenção e controle da disseminação de infecções, devendo serpraticada por toda equipe, sempre ao iniciar e ao término de uma tarefa. Quando lavar as mãos- No início e no fim do turno de trabalho.- Antes de preparar medicação.- Antes e após o uso de luvas.- De utilizar o banheiro.- Antes e depois de contato com pacientes.- Depois de manusear material contaminado, mesmo quando as luvas tenhamsido usadas.- Antes e depois de manusear catéteres vasculares, sonda vesical, tuboorotraqueal e outros dispositivos- Após o contato direto com secreções e matéria orgânica.- Após o contato com superfícies e artigos contaminados.- Entre os diversos procedimentos realizados no mesmo paciente.- Quando as mãos forem contaminadas, em caso de acidente.- Após coçar ou assoar nariz, pentear os cabelos, cobrir a boca para espirrar,manusear dinheiro- Antes de comer, beber, manusear alimentos e fumar.- Após manusear quaisquer resíduos.- Ao término de cada tarefa.- Ao término da jornada de trabalho. Técnica de lavagem das mãos1. Retirar anéis, pulseiras e relógio.2. Abrir a torneira e molhar as mãos sem encostar na pia. 19
  • 20. 3. Colocar nas mãos aproximadamente 3 a 5 ml de sabão. O sabão deve ser, depreferência, líquido e hipoalergênico.4. Ensaboar as mãos friccionando-as por aproximadamente 15 segundos.5. Friccionar a palma, o dorso das mãos com movimentos circulares, espaçosinterdigitais, articulações, polegar e extremidades dos dedos (o uso de escovasdeverá ser feito com atenção).6. Os antebraços devem ser lavados cuidadosamente, também por 15 segundos.7. Enxaguar as mãos e antebraços em água corrente abundante, retirandototalmente o resíduo do sabão.8. Enxugar as mãos com papel toalha.9. Fechar a torneira acionando o pedal, com o cotovelo ou utilizar o papel toalha;ou ainda, sem nenhum toque, se a torneira for fotoelétrica. Nunca use as mãos. 20
  • 21. Artes marciaisAs artes marciais são sistemas de práticas e tradições para treinamento decombate, usualmente (mas nem sempre) sem o uso de armas de fogo ou outrosdispositivos modernos. Sua origem confunde-se com o desenvolvimento dacivilização quando, logo após o desenvolvimento da onda tecnológica agrícola,alguns começam a acumular riqueza e poder, ensejando o surgimento de cobiça,inveja, e seu corolário, a agressão. A necessidade abriu espaço para aprofissionalização da proteção pessoal. Embora a versão mais conhecida da artemarcial, principalmente a história oriental, tenha como foco principal Bodhidharmamonge indiano que em viagem a china orientou os monges chineses na prática doyoga e rudimentos da arte marcial indiana o que caracterizou posteriormente nacriação de um estilo próprio pelos monges de shaolin, é sabido históricamente,através da tradição oral e escavações arqueológicas que o kung fu já existia naChina há mais de cinco mil anos.Da China estes conhecimentos se espandirampor quase toda a ásia. Japão e Coréia também têm tradição milenar em artesmarciais.Recentes descobertas arqueológicas também mostram guardaspessoais, na Mesopotâmia, praticando técnicas de defesa e de imobilização deagressores. Paralelamente, o mundo ocidental desenvolveu outros sistemas,como o Savate francês, ou a Capoeira brasileira.Atualmente, pessoas de todo o mundo estudam artes marciais por diferentesmotivos como condicionamento físico, defesa pessoal, coordenação física, lazer,desenvolvimento de disciplina, participação em um grupo social, e estruturação deuma personalidade sadia pois a prática possibilita o estravasamento da tensãoque harmoniza o indivíduo focalizando-o positivamente.Artes Marciais:O termos artes marciais é um termo ocidental e latino referentes as artes deguerra e luta. Este termo veio em relação ao deus da guerrra greco-romano Marte, 21
  • 22. ou seja, as artes marciais são as artes ensinadas pelo Deus Marte aos homens,segundo a mitologia. Hoje o termo artes marciais é usado para todos os sistemasde combate de origem oriental e ocidental, com ou sem o uso de armastradicionais, termo este que é errôneo, sendo que a origem das lutas no orienteestá muito diferenciada aos aspectos vistos destas práticas no ocidente. As artesmilitares ou marciais podemos determinar que são todas as práticas utilizadaspelos exercitos no desenvolvimento de treinamento e habilidades para o uso emguerras nao importando a origem ou povo que a criou. No oriente existem outrostermos mais adequados para a definição destas artes como Wu-Shu na China eBu-Shi-Do no Japão que tambem significam artes de guerra, ou "Caminho doGuerreiro". Mutas destas artes de guerra do oriente e ocidente deram origem aartes atuais que hoje são praticados em todo o mundo como Karate, Kung Fu, TaeKwon Do, Esgrima, Arqueirismo, Hipismo etc, e se diferem dos esportes decombate como o Boxe, Judo, Luta Olimpica, pois no esporte a competição asregras prevalecem pois o objetivo é ver aquele que marca mais pontos dentro deuma regra, já as modalidades que tem uma origem mais marcial tem comoobjetivo a defea pessoal em uma situação de risco sem regras, e com o enfoqueprincipal na formação do carater do ser humano. No Japão estas artes sãochamadas de Bu-Do ou "Um caminho educacional através das lutas".Na China as artes de lutas estão classificadas em dois grupos: Wu-Shu = artes deguerra onde se encontra os estilos tradicionais mais antigos, que se sub dividemem: Estilos externos = que usam a força fisica. Ex: Shaolin e suas divisões. EstilosInternos = que usam a Energia KI. Ex: Tai Chi, Ba Gua, Xing Y.Kuo-Shu = artes chinesas, onde se encontra os estilos mais recentes e modernos,muito destes adaptados a competição.No Japão as artes da lutam tambem se dividem em dois grupos: Bushi-Do = artesda guerra. Ex. Ju Jitsu (tradicioanl) Ken jutsu, I Ai Jutsu, Nihon Kobudo etc. Bu-Do= Artes atuais muitas com origem no Bushi-Do e outras que amntiveram-se desdea antiguidade. Ex: Karate, Judo, Aikido, kendo, Kyu Do etc. 22
  • 23. Classificação dos estilos de luta: Estilos Tradicionais: são aqueles que mantem ostraços originais e que são transmitidos de geração em geração.EX: Ken Jutsu,Okinawa Kobudo, Karate-Do. Estilos Modernos: são aqueles que foram criados apartir das experiencias dos antigos mestres mas adaptados ao mundo atualutilizando a tradição nos dias de hoje.EX: Judo, Karate-Do. Estilos Sinteticos:sãoaqueles que se formarama partir da união de varios estilos de luta: EX: kick boxing(Boxe + Karate+ Taekwondo).No Ocidente as lutas estão vinciuladas unicamente a sistemas de luta e defesapessoal ao contrario do oriente que possui um sistema filosofico fundamentado emcranças e religiões que preparam o praticante fisico e espiritualmente. os estilosocidentais de luta podemos citar: Savate, Kick Boxing, Boxe, Luta Livre, Capoeira,Esgrima, Sambo, Krav Maga, e outros mais recentes criados da mescla comsistemas de luta orientais. KaratêCaraté, karaté ou caratê (em japonês: 空手, transl. karate, AFI: [kɑʀɑtə]) ou caratê-dô( 空 手 道 , transl. karate-dō AFI: [kɑʀɑtədɵ]) é uma arte marcial japonesa que sedesenvolveu a partir da arte marcial autóctone de Oquinaua sob influência do chuan fachinês[b] e dos koryu japoneses (modalidades tradicionais de luta), incorporando aspectosdas disciplinas guerreiras, ou budō.A influência do chinesa foi maior num primeiro estádio de desenvolvimento, cambiandoum paradigma primitivo de simples luta com agarrões e projeções para um com mais ênfasenos golpes traumáticos, e se fez sentir nas técnicas dos estilos mais fluidos e pragmáticos daChina meridional. Depois, por causa de alterações da cércea geo-política, sobreveio apredominância das disciplinas de combate do Japão e nesse período o paradigma tende asimplificar ainda mais os movimentos, tornando-os mais directos com o renunciando àquiloque não seria útil ou que fosse mero floreio.[1]O repertório técnico da arte marcial abrange principalmente golpes contundentes — atemiwaza —, como pontapés, socos, joelhadas, bofetadas etc., executadas com as mãosdesarmadas. Todavia, técnicas de projeção, imobilização e bloqueios — nage waza, katamewaza, uke waza — também são ensinados, com maior ou menor ênfase dependendo doonde ou qual estilo/escola se aprende.[3] 23
  • 24. Grosso modo, pode-se afirmar que a evolução desta arte marcial aconteceu capitaneada porrenomados mestres, que a conduziram e assentaram suas bases, resultando no caratêmoderno, cujo trinômio básico de aprendizado repousa em kihon (técnicas básicas), kata(sequência de técnicas, simulando luta com várias aplicações práticas) e kumite(enfrentamento propriamente dito, que pode ser mero simulacro ou dar-se de maneiraesportiva/competitiva ou mais próxima da realidade). Esse processo evolutivo tambémmostra que a modalidade surgida como se fosse uma única haste acabou por se trifurcar e,por fim, tornou-se uma miríade de diversas variações sobre um mesmo tema.O estádio da transição entre os séculos XX e XXI revela que a maioria das escolas de caratêtem dado ênfase à evolução do condicionamento físico, desenvolvendo velocidade,flexibilidade e capacidade aeróbica para participação de competições de esporte decombate, ficando relegada àquelas poucas escolas tradicionalistas a prática de exercíciosmais rigorosos, que visam desenvolver a resistência dos membros, e de provas dequebramento de tábuas de madeira, tijolo ou gelo. De um modo simples, há duas correntesmaiores, uma tendente a preservar os caracteres marcial e filosófico do caratê e outra, quepretende firmar os aspectos esportivo e lúdico.A partir do primeiro quartel do século XX, o processo de segmentação instalou-se de vez,aparecendo diversos sodalícios e silogeus, até uus dentro dos outros, pretendendo difundirseu modo peculiar de entender e desenvolver o caratê, a despeito de comungarem desimilitude técnica e de origem. Tal circunstância, que foi combatida por mestres de renome,acabou por se consolidar e gera como consequência a falta de padronização e entendimentoentre entidades e praticantes. Daí, posto que aceito mundialmente como esporte,classificado como esporte olímpico e participando dos Jogos Pan-Americanos, não há umsistema unificado de valoração para as competições, ocasionando grande dificuldade parasua aceitação como esporte presente nos Jogos Olímpicos.Em que pese a enorme fragmentação, os inúmeros contubérnios procuram ainda seguir ummoldelo pedagógico mais ou menos comum. E neste ambiente, distingue-se o meropraticante, ou carateista, daquele estudioso dedicado da arte marcial, carateca, o qual buscadesenvolver disciplina, filosofia e ética, além de aprender simples movimentos econdicionamento físico. Nessa mesma linha, aquele carateca que alcança o grau defaixa/cinturão preto(a) é chamado de sensei. E os sítios de aprendizado são chamados dedojôs, sendo estes, via de regra, filiados a alguma linhagem/estilo. 24
  • 25. DANÇAA dança é uma das três principais artes cênicas da Antigüidade, ao lado do teatroe da música. Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamenteestabelecidos (coreografia), ou improvisados (dança livre). Na maior parte doscasos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso demúsica e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.Dança pode ser diretamente participatória, social ou executada para uma platéia.Ela pode ser cerimonial, competitiva ou erótica. Movimentos de dança podem nãoconter qualquer significado por si só, como no balé, ou conter todo um sistemasimbólico como nos muitos estilos de dança asiáticos. Dança pode envolver ouexpressar idéias, emoções ou contar uma históriaO maxixe foi o primeiro tipo de dança urbana surgida no Brasil. Era dançado emlocais que não atendiam a moral e aos bons costumes da época, como em forrós,gafieiras da cidade nova e nos cabarés da Lapa, no Rio de Janeiro. Por volta de1875, estendendo-se mais tarde aos clubes carnavalescos e aos palcos dosteatros de revista. Os homens de classes mais privilegiadas freqüentavam essesbailes e gafieiras, em busca da sensualidade das danças africanas."Os pares enlaçam-se pelas pernas e braços, apoiando-se pela testa, essamaneira de dançar lhe valeu o título de escandalosa e excomungada. Foiperseguida pela polícia, igreja, chefes de família e educadores. Para quepudessem ser tocadas em casa de família, as partituras de maxixe traziam oimpróprio nome de "Tango Brasileiro".Era uma forma de dançar não atrelada a um gênero musical específico, sendoinicialmente dançado ao ritmo do tango, da havaneira, da polca ou do lundu. Sónos fins do século XIX, as casas editoriais consideraram-no um gênero musical,imprimindo as músicas com essa classificação: "a primeira dança genuinamentebrasileira". 25
  • 26. No início do século, alcançou grande sucesso nos palcos europeus, sendoapresentada com requintes coreográficos pelo dançarino Duque, na França e naInglaterra, em 1914 e 1922, quando entrou em declínio cedendo espaço ao fox-trote e posteriormente ao samba.A dança originou-se na África como parte essencial da vida nas aldeias. Elaacentua a unidade entre seus membros. Em sua maioria, todos os homens,mulheres e crianças participam da dança, batem palmas ou formam círculos emtorno dos bailarinos. Todos os acontecimento da vida africana são comemoradoscom dança, nascimento, morte, plantio ou colheita; ela é aparte mais importantedas festas realizadas para agradecer aos deuses,uma colheita farta.As danças africanas variam muito de região para região, mas a maioria delas temcertas caracteristicas em comum. Os participamtes geralmente dançam em filasou em círculos, raramente dançam sós ou em par. As danças chegam aapresentar algumas veses até seis ritmos ao mesmo tempo e seus dançarinospodem usar máscaras ou enfeitar-se.A dança está presente no dia-a-dia das pessoas, seja no vilarejo ou no bosquesagrado ou das florestas. A dança interrompe a monotonia e estrutura do tempo.Assim como uma canção, a dança é uma forma de contar histórias.Dança e EsportePular deitar e rolar fazem parte do jogo da capoeira. Não escapa se quer ummúsculo sem ser trabalhado ao ritmo do berimbau do atabaque e do pandeiro.Desenvolvem aspectos motores, passa noções de disciplina canaliza aagressividade.Esse jogo conquista pai, mãe e a garotada: tem música que brasileiro nenhumdispensa; a seqüência dos movimentos parece uma dança e faz bem para a 26
  • 27. mente. Além disso pode ser a "senha" para despertar o interesse de seu filho poresporte.Dos tempos da escravidão pra cá, muita coisa aconteceu no mundo da capoeira,foram crises proibição, liberação, perseguição e etc ... Atualmente a capoeira éreconhecida e praticada mundialmente por um número muito grande de pessoasDanças afro-brasileirasO tipo de AngolaVeio da Angola e foi trazido pelos escravos negros como passatempo. Seu modode dança é muito detalhista onde os movimento são efeitos lentamente com umritmo bem devagar.RegionalEste foi adaptado pelo brasileiros sendo assim o mais praticando hoje em dia. Seumodo de dança é mais agressivo, sendo comparado muito mais com uma artemarcial do que uma dança.CapoeiraTudo começou com uma dança da zebra.A palavra capoeira não é Africana, como se costuma pensar. Ele vem do tupi,kapueira, e possui dois significados - mato rolo ou roçado ou um cesto ou gaiolapara carregar animais e mantimento.Os historiadores falam sobre o berço da capoeira, que pode ser rural ou urbano. 27
  • 28. Uns enxergam seu nascimento no campo, entre grandes plantações de cana eengenhos de açúcar onde as clareiras abertas no mato serviriam de canal parafuga dos escravos e espaços para o lazer.Dança do Congo - É uma dança teatralizada que tem lugar na gravana, ao ar livre,realizada durante as festas religiosas e populares. Cada grupo de Dança doCongo é constituído por uma seção musical (três ou quatro tambores, flautas ecanzás) e um número variável de figurantes, todos eles hábeis dançarinos: ocapitão congo, o logozu, o anju môlê (anjo que morreu), o anju cantá (anjocantador), o opé pó (figura que executa diversas acrobacias), ulogi o feiticeiro, ozuguzugu (ajudante de feiticeiro), três ou quatro bobos, o djabu (diabo) e dez adezoito soldados dançarinos.ÚSSUA - Dança de salão, de grande elegância (uma espécie de mazurkaafricana), em que os pares são conduzidos por um mestre de cerimônias, ao ritmolento do tambor, do pito doxi (flauta) e da corneta. Todos os dançarinos usamtrajes tradicionais: as mulheres saia e quimono, xale ou pano de manta; oshomens trazem chapéus de palhinha e usam no braço uma toalha bordada (queserve para limpar o suor do rosto).DEXA - Típica da ilha do Príncipe de raízes angolanas. Ao ritmo de um tambor ede uma corneta, diversos pares executam danças de roda. As letras são quasesempre humorísticas, e implicam uma réplica da parte do visado. A dexa édançada durante horas inteiras, apenas com ligeiras modificações.PUITA E DJAMBI - Provavelmente com raízes angolanas, a puita é uma dançafortemente erótica, em que o tambor avança de forma frenética, obsessiva,sensual, pela noite dentro. Homens e mulheres formam filas indianas e, à misturacom alguns semi rodopios, fazem entrechocar os corpos de forma sexualmenteexplícita. Quando um parente deixa este mundo é de praxe executar-se uma puitaem sua homenagem. A falta de cumprimento a este ritual pode ocasionardesventuras na família. Mas a puíta é tocada em muitas outras ocasiões, sendouma das formas de música mais populares em São Tomé. 28
  • 29. BLIGÁ (ou jogo do cacete) - É um misto de dança e jogo lúdico, em que a destrezae o vigor fisico se aliam a uma sofisticada corporalidade e gestualidade que fazempor vezes lembrar certas artes marciais orientais. O bligá (que significa brigar) foicertamente, tal como a capoeira no Brasil, um modo de os escravos exercitaremuma arte de autodefesa sem que as autoridades disso se apercebessem.SOCOPÉ - Os grupos de socopé são sociedades musicais com estandarte efardamento próprio, organizadas segundo uma rigorosa estrutura hierárquica, quevai do Presidente aos sócios (os "membros" e as "membras"). As músicas têm umritmo bastante lento, quase em tom de lamento, e os textos servem na maior partedas vezes para expor os principais problemas da comunidade ou para fazer críticasocial ou de costumes.CABETULA - Estilo de dança executado na região de Luanda em ocasiõesfestivas mas propriamente no período carnavalesco, por essa razão por vezes éconhecida como a dança do Grupo Carnavalesco União mundo da Ilha.STLEVA E TLUNDU - O stleva e o tlundu são as únicas representações teatraismusicadas que não acontecem durante a gravana.SUNGURA - Dança usual entre os povos da região sul de Angola (região doHuambo e Bié), também executada em cerimónias e rituais tradicionais,normalmente dançado em grupo.DANÇAS DE SALÃO - As danças de salão, mais conhecida por Kizomba, é umadança executada preferencialmente em festas e cerimoniais, alias, Kizombasignifica festa. Começou a ser executado nos Centros Recreativos e Culturais dossubúrbios luandenses e praticado nos primórdios por dançarinos profissionais notempo colonial (tendo se generalizado nos dias de hoje), provavelmente entre asdécadas de 60 e 70. 29
  • 30. Danças Típicas Ao falar de danças regionais brasileiras introduzimos falando um pouco arespeito de nosso folclore. Folclore é um termo criado em 1846 pelo arqueólogoinglês William Thoms e significa "saber popular". A origem do folclore brasileiro érelativamente recente, resultando do encontro de tradições culturais diversas,predominando a origem européia. A influência indígena e negra aumenta oudiminui conforme a região e, por isso, apresenta uma grande diversificaçãoregional. A Igreja Católica desempenhou importante papel no processo deformação de um folclore brasileiro, criando acompanhamentos religiosos decantos, músicas e danças indígenas que acabaram se desligando da Igreja e atéhoje persistem criando cortejos com danças e representações.Congada É praticada do Ceará ao Rio Grande do Sul, assumindo característicasregionais. A dança dos congos foi trazida pelos escravos negros e usada pelosjesuítas para sublimar o instinto guerreiro do negro, criando uma luta irreal entrecristãos e pagãos. Embora ocorra em vários locais, onde se conserva a tradição, éna cidade da Lapa (Paraná) que é geralmente celebrada a congada, na festa deSão Benedito, o santo negro - 26 de dezembro. O assunto é o mesmo em todosos estados, variando os passos de dança, os instrumentos e o motivo da festa. Ahistória se desenrola entre o rei "Guanaime" e seus fidalgos, que reunidos parahomenagear São Benedito, não podem fazê-lo devido a intenso barulho depagãos de outra tribo. A batalha é ritmada ao som de tambores e cantos.Reisado Muito comum no Nordeste (Recife, Bahia e ainda no Rio de Janeiro), reúnecanto, danças e declamações. É realizada no período entre as festas de Natal aoDiade Reis. 30
  • 31. MaracatuO Maracatu nasceu em Recife, sendo inicialmente um cortejo para louvar NossaSenhora do Rosário dos Negros. Porém, aos poucos, foi passando so sagradopara o profano, misturando músicas e danças. Os diversos grupos eram lideradospor estandartes representando figuras de animais, essa representação deve estarligada à origem totêmica de tribos africanas, sendo sua origem sudanesa. Originoutambém um ritmo musical especial. Figuras características: o rei e a rainha, quedão um sabor todo especial e, com sua presença, fixa-se a linha de matriarcado,tão do gosto africano.Dança coletiva muito praticada em Pernambuco, representa um desfile emhomenagem a uma rei africano. O séquito real, composto, se dirige à igrejaseguido pelos músicos, executando figuras de grande efeito coreográfico. Depoisde uma saudação com fogos de artifícios, os bailados são executados com muitaagilidade, incluindo um sapateado admirável. Quem canta não dança, e quemdança não canta. A dança vem se propagando nas principais capitais brasileiras e,no Rio de Janeiro, tomou-se muito popular nos últimos anos graças ao trabalho dogrupo Rio Maracatu.Bumba meu boiÉ uma representação folclórica típica de norte a sul do Brasil. É considerado maisimponente no Maranhão. Constitui um auto popular ligado à vida no campo, emque se conta, com variações, músicas e ritmo e indumentária característica. Odrama é o seguinte: O dono do boi vê um homem negro roubar o seu animalporque sua esposa grávida, estava com vontade de comer língua de boi. O boi émorto e, para que não haja o castigo, é preciso ser ressuscitado. Essa tarefa cabeao pajé. Em todo o desenrolar da cena satiriza-se a vida local, faz-se coletas parao próximo "Boi" e termina sempre com um final feliz: depois de incontáveisperipécias, o boi ressuscita e todo mundo fica contente. Em geral é festejado emjunho. Como em todos os autos, se mesclam muitos elementos de arte popular:coreografia, adornos, vestimentas e comidas típicas. 31
  • 32. Samba de roda Dança de origem africana, que faz evoluções em um círculo. Muitopraticado na Bahia e no Rio de Janeiro, parece um baile ao ar livre, do qual todospodem participar se movimentando à vontade, desde que convidados por uma"umbigada"Frevo Uma das danças mais contagiantes e brejeiras do folclore nacional. Suamúsica é inspirada num misto de marcha rápida e polca. A comunicabilidade damúsica é encantadora, o que torna o frevo uma dança de multidão. Sua área deinfluência é o Nordeste, sendo muito dançado especialmente em Pernambuco.Rico em espontaneidade e improvisação, o frevo permite que o dançarino exercitesua criatividade, fazendo passos que, em alguns casos, chegam ao malabarismo.Uma das danças mais contagiantes e brejeiras do folclore nacional. Sua música éinspirada num misto de marcha rápida e polca. A comunicabilidade da música éencantadora, o que torna o frevo uma dança de multidão. Sua área de influência éo Nordeste, sendo muito dançado especialmente em Pernambuco. Rico emespontaneidade e improvisação, o frevo permite que o dançarino exercite suacriatividade, fazendo passos que, em alguns casos, chegam ao malabarismo.CandombléCerimônia religiosa de origem Bantu, na qual são evocados os Orixás através debatidas de atabaque. A ordem de chamada dos deuses varia em cada terreiro,mas sempre se inicia por Exu - o mensageiro dos deuses - e termina com Oxalá -o Senhor do Céu. Cada divindade recebe, no m[inimo, três cânticos com dançasque representam suas histórias e mitos.Afoxé 32
  • 33. Cortejo de rua que normalmente sai no carnaval. As melodias, quase todas emYorubá, são puxadas em solo e repetidas em coro. Tem sua fundamentação nospreceitos religiosos ligados ao culto dos Orixás. Sua maior representação seapresenta nos festejos carnavalescos de Salvador, na Bahia, onde grupos deafoxés conseguem arrastar multidões de foliões.CaboclinhoConsiderada uma das mais aprimoradas danças do Nordeste, com partescoreográfadas - conhecidas por "manobras" - que exigem muita agilidade ehabilidade de execução. As danças, ricas em mímicas, ora simulam lutasguerreriras, ora rituais de caça ou trabalhos agrícolas dos indígenas. A dança sefaz presente em algumas das principais capitais do Nordeste e também temgrande força no interior.MaculelêDança pertencente ao folclore da Bahia representa uma luta em que os homens,providos de um bastão ou facão, fazem com que estes se cruzem com uma batidaque obedece ao ritmo marcado pelo acompanhamento musical.CapoeiraJogo embalado por som de berimbau e pandeiro, com características de luta, emque os adversários não se agarram, mas desferem uma sucessão de golpes comos pés, experimentando a guarda do oponente, de forma bastante acrobática. Suaorigem vem dos quilombos, onde os negros desenvolveram sua movimentaçãocomo defesa pessoal e mesmo para atacar os inimigos, a partir da imitação deanimais como gatos, macacos, cavalos, cobras ou aves. É hojé uma dançadifundinda nas principais capitais brasileiras e uma das mais conhecidas epraticadas no exterior. 33
  • 34. MaxixeSurgiu como dança popular, aproximadamente em 1870, no Rio de Janeiro, damaneira livre de dançar os gêneros de música em voga na época - principalmentea polca, o schottisch e a mazurca. Segundo Ramos Tinhorão, "o maxixe resultoudo esforço dos músicos de choro em adaptar o ritmo das músicas à tendência aosvolteios e requebros de corpo com que mestiços, negros e brancos do povoteimavam em complicar os passos das danças de salão."O maxixe era uma dança extremamente sensual em seus requebros, repudiadadurante muito tempo pelos salões burgueses que só a aceitaram depois, comreservas, porém impondo uma discreta figuração do ritmo. O primeiro compositorbrasileiro a estilizar o ritmo do maxixe foi o pianista Ernesto Nazareth (1863 -1934). Como dança o maxixe morreu ao longo da década de 1930 e, comocanção, um pequeno exemplo contemporâneo foi dado em 1968, quando ChicoBuarque de Holanda aproveitou seu ritmo na Segunda parte do samba "BomTempo", segundo colocado na I Bienal do Samba da TV-Record. O maxixe chegoua ser estilizado e lançado como dança pelo coreógrafo americano Hermes Pan, nofilme "Voando para o Rio". (1934).SambaComo dança, tem suas origens possivelmente em Angola e no Congo e foi trazidapara o Brasil pelos escravos destas regiões. O nome supõe-se, seja provenienteda palavra sembe que era a umbigada, ponto culminante da dança. Erainicialmente dançado nos terreiros das senzalas, à noite, após o dia de labor dosescravos. Primeiramente foi difundida no Maranhão e Bahia, chegou ao Rio deJaneiro em fins do século XIX. Era uma dança coreográfica com ritmocompassado marcado com batidas de pé e animada por violentos sons depercussão, e somente a partir da primeira década do século XX passou a ter umaproveitamento estilizado. Depois da abolição, os negros se espalharam pelascidades mas continuaram com seus usos e costumes. São muitas vezesdivergentes as teses sobre o surgimento dos primeiros sambas, mas a maioria dos 34
  • 35. pesquisadores inclina-se pela notícia de que foi na rua Visconde Itaúna, 117, Riode Janeiro, na chamada "Casa de tia Ciata", uma velha baiana, em animadasreuniões musicais, que surgiram as primeiras composiçõesXaxadoÉ ao grupo de Lampião, o Rei do Cangaço, que se deve o fato de todo o Nordesteconhecer o Xaxado. Essa dança sertaneja marca a época em que os "cabrasmachos" afrontavam a polícia com um canto chamado "parraxaxá".Da dança do Xaxado, os cangaceiros fazem de seus rifles suas damas e, em fila,seguem, sem volteios, arrastando suas alpargatas pelo chão. Avançando com opé direito em três ou quatro movimentos laterais e puxando, em seguida o péesquerdo, produzem o "xá, xá, xá" das alpargatas (cuja onomatopéia deu origemao nome Xaxado), fazendo o acompanhamento originário do som da viola. Tudoresulta em um bailado rápido e vigoroso.A música é simples e de fácil aprendizado. No início, era executada semacompanhamento instrumental. Hoje, no entanto, há a sanfona, o zabumba e otriângulo.Originalmente dançado apenas por homens, o Xaxado agora recebe tambémparticipações de mulheres. Elas representam a figura de Maria Bonita, um tantoquanto responsável pela valentia de Lampião.CarimboDança e música típicas do Pará. Seu principal instrumento é o que lhe empresta onome: um tambor feito de tronco cavado com um couro de veado bem esticado,onde seu tocador se senta e bate com as duas mãos. Sua coreografia secaracteriza com dança de roda que reúne homens e mulheres que semovimentam acompanhando as notas da música, bem como seu ritmo. 35
  • 36. FandangoIntroduzido no BRasil e adaptado aos gostos e características de cada região, éparticularmente apreciado no Nordeste e nos estados do Sul. De requintadaestética e elegância, o grande efeito cênico de suas diversas coreografias locaisfez o fandango uma das danças mais admiradas do folclore brasileiro. Danças ameríndias tradicionaisDanças de UmbigadaAs danças de umbigada ou sambas, rementem a uma ampla coleção de danças e ritmosafro-brasileiros derivados do semba, proveniente do atual território Angolano. O ritmo,originalmente associado à cultos à fertilidade, caracteriza-se pelo forte carácter lascivo daevolução e o movimento de choque entre os umbigos de dois dançantes - e advém do seunome, que significa o que gira em torno do umbigo ou umbigada. No Brasil escravagista, osemba tornou-se uma forma de expressão extremamente popular entre os escravos congo-angolanos, que o inseriam em contextos de celebrações afro-católicas e candomblecistas,além festividades de cunho essencialmente profano.Os dança , geralmente, se dispõem em roda, e acompanham os instrumentos musicais aosom de palmas. A cada vez, um dançarino é convidado a ir ao centro da roda por meio deuma umbigada, onde dança até umbigar um outro integrante, e assim reiniciar todo o ciclo.Predominantemente feminina, a evolução da dança marca-se pelo energético balançar dassaias, um característica ibérica que se mantém em boa parte dos sambas e se combina aouso de instrumentos improvisados, como pratos comuns e pedaços de troncos ocos. Sãoexemplos de danças de umbigada: A umbigada é muito conhecida no mato grosso do sul • Coco-de-Roda • Jongo • Quilombo (dança) • Samba de cacete • Samba caipira • Samba de Coco 36
  • 37. • Samba de Roda • Tambor de CrioulaCertas danças, tais como o Samba carioca, o Carimbó e suas respectivas vertentes, podemser, ao menos teoricamente, classificadas como danças de umbigada, pois, embora tenhamperdido o movimento tradicional com o umbigo ao longo da evolução histórica, conservamum número expressivo de características que as descrevem como tal.Danças indígenasDanças indigenas são as danças de culturas dando razão a vários deuses. Cada grupo outribo indigena tem seu deus ou sua deusa celebrando assim todos os dias à sua divindademaiores.Danças "ecléticas"Araruna Afoxé Axé Bambaê Bandanejo BaiaoBalaina Bossa Nova Bugio Bumba-Meu- Caboclinho Calango BoiCapoeira Caterete Ciranda Congada Fandango ForróFrevo Funk Lambada Maculelê Maxixe MerengueReisado Samba Samba De Samba De Roda Seresta Xaxado GabieiraXote Zouk Forró Cidadania 37
  • 38. A cidadania, em Direito, é a condição da pessoa natural que, como membro deum Estado, encontra-se no gozo dos direitos que lhe permitem participar da vidapolítica.A cidadania é o conjunto dos direitos políticos de que goza um indivíduo e que lhepermitem intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando demodo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja aovotar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto).A nacionalidade é pressuposto da cidadania - ser nacional de um Estado écondição primordial para o exercício dos direitos políticos. Entretanto, se todocidadão é nacional de um Estado, nem todo nacional é cidadão - os indivíduos quenão estejam investidos de direitos políticos podem ser nacionais de um Estadosem serem cidadãos.No BrasilOs direitos políticos são regulados no Brasil pela Constituição Federal em seu art.14, que estabelece como princípio da participação na vida política nacional osufrágio universal. Nos termos da norma constitucional, o alistamento eleitoral e ovoto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos, e facultativos para osanalfabetos, os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos e os maiores desetenta anos.A Constituição proíbe o alistamento eleitoral dos estrangeiros e dos brasileirosconscritos no serviço militar obrigatório, considera a nacionalidade brasileira comocondição de elegibilidade e remete à legislação infra-constitucional aregulamentação de outros casos de inelegibilidade (lei complementar n. 64, de 18de maio de 1990).O que é Cidadania 38
  • 39. A origem da palavra cidadania vem do latim “civitas”, que quer dizer cidade.A palavra cidadania foi usada na Roma antiga para indicar a situação política deuma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer. SegundoDalmo Dallari: “A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa apossibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quemnão tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada dedecisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.(DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14) No Brasil, estamos gestando a nossa cidadania. Damos passos importantescom o processo de redemocratização e a Constituição de 1988. Mas, muito temosque andar. Ainda predomina uma visão reducionista da cidadania (votar, e deforma obrigatória, pagar os impostos... ou seja, fazer coisas que nos sãoimpostas) e encontramos muitas barreiras culturais e históricas para a vivência dacidadania. Somos filhos e filhas de uma nação nascida sob o signo da cruz e daespada, acostumados a apanhar calados, a dizer sempre “sim senho?, a «engolirsapos”, a achar “normal” as injustiças, a termos um “jeitinho’ para tudo, a não levara sério a coisa pública, a pensar que direitos são privilégios e exigi-los é ser boçale metido, a pensar que Deus é brasileiro e se as coisas estão como estão é porvontade Dele. Os direitos que temos não nos foram conferidos, mas conquistados. Muitasvezes compreendemos os direitos como uma concessão, um favor de quem estáem cima para os que estão em baixo. Contudo, a cidadania não nos é dada, ela éconstruída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização,participação e intervenção social. A cidadania não surge do nada como um toque de mágica, nem tão poucoa simples conquista legal de alguns direitos significa a realização destes direitos. Énecessário que o cidadão participe, seja ativo, faça valer os seus direitos. 39
  • 40. Simplesmente porque existe o Código do Consumidor, automaticamente deixarãode existir os desrespeitos aos direitos do consumidor ou então estes direitos setornarão efetivos? Não! Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-osvaler, esses serão letra morta, ficarão só no papel. Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. Acidadania é algo que não se aprende com os livros, mas com a convivência, navida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossacidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisapública e o próprio meio ambiente. A cidadania deve ser perpassada por temáticascomo a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia, a ética. A cidadania é tarefa que não termina. A cidadania não é como um dever decasa, onde faço a minha parte, apresento e pronto, acabou. Enquanto seresinacabados que somos, sempre estaremos buscando, descobrindo, criando etomando consciência mais ampla dos direitos. Nunca poderemos chegar eentregar a tarefa pronta, pois novos desafios na vida social surgirão, demandandonovas conquistas e, portanto, mais cidadania. VALORES IMPOSTOS PELA MÍDIA PADRÕES DE BELEZA 40
  • 41. A necessidade crescente da busca pelo reconhecimento perante a sociedade,temfeito com que as pessoas se deixem influenciar pelo consumo desmedido deprodutos ofertados pelas indústrias culturais. Isso se dá, dentre outros fatores,pela constante evolução e aprimoramento de novas tecnologias de comunicação,que possibilitam a circulação de informações de forma rápida e abrangente. Nestecontexto,observa-se que a constante difusão de valores estéticos realizados pelasmídias, e em especial pela TV aberta, tem se tornado essencial para o sustento da‘indústria da beleza’ que faz com que o indivíduo, na necessidade de serreconhecido como parte de um todo, absorva tais valores muitas vezes semquestionamentos. Na sociedade do espetáculo, a hipervalorização da imagem física é fruto daexcessiva exposição os corpos nas mídias, e em especial nas telas de cinema ena TV aberta. Essa segunda por sua vez, em se tratando do Brasil, possuiabrangência inquestionável, pois está presente em quase todos os laresbrasileiros. Assim, seu poder de penetração é indubitavelmente significativo.A comunicação nos dias de hoje, “favorece a vaidade convulsiva, e a adoração daimagem passa pela contemplação do objeto de consumo”Percebemos atualmente que a indústria televisiva brasileira é capaz de estimularanseios, ditar comportamentos, moda e estilos de vida, buscando vender seusprodutos associando-os aos artistas famosos e aos momentos agradáveis de umanovela: “um acessório ou uma roupa usada pela atriz principal, tudo éminuciosamente preparado para os sonhos e ambições dos telespectadores” . O mesmo ocorre com o uso de roupas e acessórios da moda, quecompõem e complementam os padrões de beleza e estética impostosprincipalmente pelas mídias. O que normalmente ocorre, é que esses padrões de beleza expostos nasmídias são absorvidos pelas pessoas, que passam a almejá-los para si. Padrõesque muitas vezes tornam-se inalcançáveis para a maioria. A partir daí podemosafirmar mais uma vez a estreita relação entre os padrões de estética e beleza, as 41
  • 42. mídias e as indústrias culturais, uma vez que as últimas estão intimamente ligadasao capitalismo. A busca pela perfeição corporal muitas vezes implica em excessoscometidos tanto por quem almeja a beleza-padrão como pelos profissionaisresponsáveis por tornar a uniformização estética uma realidade.O PREÇO PAGO NA BUSCA PELO CORPO IDEAL Os adolescentes do ano 2000 sofrem na carne um novo tipo de escravidão:aquele dos parâmetros de beleza absoluta, que lhe são cobrados como condiçãofundamental para terem acesso a uma vida feliz e realizada. Hoje os jovens estãose rendendo à cirurgia plástica e a tratamentos de estética em vez de cuidarem dasaúde física e mental. Em dez anos triplicou o número de adolescentes que sesubmeteram a cirurgias. As pessoas sofrem com transtornos alimentares como bulimia, anorexia,doenças que estão entre as principais causas de mortes principalmente dosjovens. No início, os jovens se sentem controlando seu corpo, podendo comer evomitar ou se recusando a comer e, aos poucos, se percebem prisioneiras daobsessão de ser magra. Vista como a salvação da pátria para quem não consegue emagrecer, alipoaspiração traz consigo uma enormidade de mitos, muitas vezes sugeridos pelaprópria divulgação na mídia. , mas ela é um procedimento cirúrgico, que deve serutilizado somente em casos extremos, pois oferece riscos a saúde das pessoas,como o de vida, por exemplo. O uso de drogas anabolizantes, as chamadas "bombas", com o objetivo deobter rapidamente um corpo musculoso, tanto por parte de homens como porparte das mulheres e causam vários problemas a saúde como alterações dafunção sexual masculina e feminina ,retenção de líquido e distúrbio naconcentração de sais minerais no organismo, feminização, hipertensão arterial, 42
  • 43. aumento do teor de colesterol no sangue, alterações cardíacas, doença hepática( fígado), distúrbios psíquicos, alterações de comportamento, em particularaumento da agressividade, risco de doenças infecciosas como a hepatite B e a C,por exemplo, hipertrofia da próstata, entre outros . Preconceito 43
  • 44. A complexidade da real origem dos preconceitos é uma das grandes dificuldadesque o ser humano enfrenta para entender como respeitar e amar o próximo deforma objetiva e sensata.Embora esse assunto ainda seja pouco comentado, os preconceitos podem serdivididos em dois segmentos: um segmento é maléfico à sociedade e o outrobenéfico. O segmento maléfico é constituído de preconceitos que resultam eminjustiças, e que são baseados unicamente nas aparências e na empatia. Já osegmento benéfico é constituído de preconceitos que estabelecem a prudência esão baseados em estatísticas reais, nos ensinamentos de Deus ou no instintohumano de autoproteção. Em geral, os preconceitos benéficos são contra doençascontagiosas, imoralidades, comportamentos degradantes, pessoas violentas,drogados, bêbados, más companhias, etc. Na verdade, é muito difícil definir olimite correto entre preconceito maléfico e preconceito benéfico. Por isso, aliberdade de interpretação pessoal deveria ser sempre respeitada.É importante entendermos, também, que cultivar o amor ao próximo não significaexterminar preconceitos. Tentar destruir preconceitos à força é cultivar opaganismo e deixar entrar todo tipo de sujeira comportamental na nossasociedade. No paganismo, (atualmente disfarçado sob o título de “pluralismo” e“laicismo”) tudo é permitido e nada é considerado errado.Na década de 90, supostos defensores de direitos humanos (agindo comodefensores de “anomalias humanas”) deformaram a palavra preconceito, a palavraamor, a palavra cultura e várias outras. Parece que a intenção era confundir osignificado destas palavras e abrir caminho para oficializar práticas pagãs nasociedade brasileira. De fato, nos anos seguintes constatamos o aumento dohomossexualismo, do feminismo, da infidelidade conjugal, dos rituais satânicos emdiversas regiões, da prostituição em diversos níveis e de outros comportamentosdegradantes e imorais “justificados” como festivos e culturais. 44
  • 45. Infelizmente, uma parte da mídia vem usando uma máscara de amor ao próximopara condenar as discriminações de caráter preventivo e apregoar aindiscriminação total e generalizada. Essas pessoas, de ideais utópicos eestranhos, têm atribuído conotações exclusivamente pejorativas, à palavrapreconceito, para desmoralizá-la e destruir seu efeito preventivo (o lado benéfico).No fundo, querem semear “ervas daninhas” em nosso meio e contaminar a naçãocom hábitos idólatras e pagãos.Ao contrário do que tais pessoas têm apregoado, tudo o que não devemos fazer,nesta área, é praticar a discriminação injusta e precipitada, contra o nossopróximo, seja ele quem for ou quem quer que aparente ser. No entanto, fazer usode conceitos concebidos de maneira prévia, porém comprovados estatisticamenteou orientados por Deus (através da Bíblia), é um direito legítimo porque faz partedo nosso sistema de defesa; todo cidadão deve ter a liberdade e o direito de fazê-lo sempre que achar necessário.A estrutura biológica humana também faz uso de preconceitos (de anticorpos)para se defender de vírus e bactérias caracterizados como nocivos. Em geral, osanticorpos repudiam tais invasores antes que se multipliquem e contaminem todoo corpo (um efeito preventivo de origem natural). A medicina avançada tambémproduz vacinas artificiais para desenvolver preconceitos biológicos (do sarampo,da poliomielite, do tétano e de várias outras doenças consideradas infecto-contagiosas). O objetivo é deixar o sistema imunológico preparado para quando ovírus nocivo chegar, o corpo, já vacinado (previamente avisado), esteja prevenidoe se defenda antes que o vírus se multiplique e cause maiores problemas.Portanto, o preconceito por si só não é sinônimo de subdesenvolvimento. Naverdade, quando bem usado é sinônimo de prevenção e de prudência. A maioriados povos civilizados e prósperos desenvolveu-se fazendo separação entre ocerto e o errado e o bem e o mal. E, o preconceito, quando fundamentado emexperiências reais ou nos ensinamentos de Deus, é um método preventivo que seantecipa ao erro e ao mal evitando a disseminação de maus hábitos e aconseqüente destruição da sociedade. 45
  • 46. Se desejamos combater o preconceito injusto e a discriminação indevida, asolução não é impor igualdade mascarada e fictícia por intermédio de leis. Asolução é admitir e esclarecer as diferenças, as aparências e as realidades paraque o sistema de defesa humano as compreenda e não rejeite o que for normal esaudável. Tentar impor qualquer tipo de igualdade, por força de lei, é semear afalsidade, a hipocrisia, o desrespeito e, por conseqüência, a violência. Amar, não ésimplesmente compreender, tolerar e querer bem ao próximo. Amar o próximo étambém ter a coragem de repreendê-lo para que se torne bem-sucedido como serhumano e cidadão.Já é hora de o brasileiro compreender que a liberdade pacífica, de praticar o justoe fundamentado preconceito (o benéfico), é mais útil a uma nação do que aproibição de usar a intuição humana e o prévio conceito como medida preventiva.Só as pessoas inconseqüentes, ou muito inocentes, é que entendem quedevemos considerar todo mundo em igualdade absoluta e irrestrita (sejam sadios,doentes, crianças, homens, mulheres, gays, lésbicas, estupradores, prostitutas,gente de bem, ladrões, aidéticos, etc.). No entanto, as pessoas sensatas eequilibradas, que se preocupam com o futuro da humanidade e que sabem dosaro amor com a disciplina, enxergam a necessidade da moderação nestas questões.Na verdade, precisamos respeitar o comportamento de cada pessoa segundo seumerecimento individual. Temos que levar em conta o risco de boa ou de máinfluência que cada pessoa ofereça. 46
  • 47. Drogas ConceitosDroga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida noorganismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através dedeterminadas plantas,de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (docafé), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THCtetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas emlaboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se avárias interpretações, mas comumente suscita a idéia de uma substância proibida,de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, ohumor e o comportamento. As drogas estão classificadas em três categorias: asestimulantes, os depressores e os perturbadores das atividades mentais. O termodroga envolve os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, tranquilizantes ebarbitúricos, além do álcool e substâncias voláteis. As psicotrópicas, são asdrogas que tem tropismo e afetam o Sistema Nervoso Central, modificando asatividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas devárias formas: por injeção, por inalação, via oral, injeção intravenosa ou aplicadasvia retal (supositório).Intoxicação AgudaÉ uma condição transitória seguindo-se a administração de álcool ou outrasubstância psicoativa, resultando em perturbações no nível de consciência,cognição, percepção, afeto ou comportamento, ou outras funções ou respostaspsicofisiológicas.Uso Nocivo 47
  • 48. É um padrão de uso de substância psicoativa que está causando dano à saúde. Odano pode ser físico (como no caso de hepatite decorrente da administração dedrogas injetáveis) ou mental (ex. episódio depressivo secundário a um grandeconsumo de álcool).ToxicomaniaA toxicomania é um estado de intoxicação periódica ou crônica, nociva aoindivíduo e à sociedade, determinada pelo consumo repetido de uma droga,(natural ou sintética). Suas características são:1 - irresistível desejo causado pela falta que obriga a continuar a usar droga.2 - tendência a aumentar a dose.3 - dependência de ordem psíquica (psicológica), às vezes física acerca dosefeitos das drogas.Síndrome de DependênciaÉ um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual ouso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridademuito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos queantes tinham mais valor.Uma característica central da síndrome da dependência é o desejo(frequentemente forte e algumas vezes irresistível) de consumir drogas psicoativasas quais podem ou não terem sido prescritas por médicos.CodependênciaCodependência é uma doença emocional que foi "diagnosticada" nos EstadosUnidos por volta das décadas de 70 e 80, em uma clínica para dependentesquímicos, através do atendimento a seus familiares. Porém, com os avanços dosestudos das causas e dos sintomas, que são vários, chegou-se à conclusão deque esta doença atinge não apenas os familiares dos dependentes químicos, mas 48
  • 49. um grande número de pessoas, cujos comportamentos e reações perante a vidasão um meio de sobrevivência.Os codependentes são aqueles que vivem em função do(s) outro(os), fazendodestes a razão de sua felicidade e bem estar. São pessoas que têm baixa auto-estima e intenso sentimento de culpa. Vivem tentando "ajudar" outras pessoas,esquecendo, na maior parte do tempo, de viver a própria vida, entre outrasatitudes de auto-anulação. O que vai caracterizar o doente é o grau denegligenciamento de sua própria vida em função do outro e de comportamentosinsanos.A codependência também pode ser fatal, causando morte por depressão, suicídio,assassinato, câncer e outros. Embora não haja nas certidões de óbito o termocodependência, muitas vezes ela é o agente desencadeante de doenças muitosérias. Mas pode-se reverter este quadro, adotando-se comportamentos maissaudáveis. Os profissionais apontam que o primeiro passo em direção à mudançaé tomar consciência e aceitar o problema.Como as Drogas Circulam no Corpo As drogas circulam de maneira previsível pelo corpo e ganham maior velocidade e alcance a partir do momento em que entram na corrente sanguínea. O sangue circula dos tecidos para o coração através das veias. Do coração, ele parte para os pulmões para adquirir oxigênio e liberar o dióxido de carbono. O sangue volta, então, para o coração através das artérias, carregando consigo a droga.As drogas podem der administradas oralmente, aspiradas pelo nariz ou inaladasaté os pulmões. Podem também ser injetadas através da pele, de uma camada degordura, músculo ou dentro de uma veia (via intravenosa). A injeção intravenosa é 49
  • 50. a via que produz os efeitos mais rápidos.Tipos de Drogas Drogas estimulantes As drogas estimulantes mais conhecidas são as anfetaminas, a cocaína eseus derivados. As anfetaminas podem ser ingeridas, injetadas ou inaladas. Suaação dura cerca de quatro horas e os principais efeitos são a sensação de grandeforça e iniciativa, excitação, euforia e insônia. Em pouco tempo, o organismopassa a ser tolerante à substância, exigindo doses cada vez maiores. A médioprazo, a droga pode produzir tremores, inquietude, desidratação da mucosa (bocae nariz principalmente), taquicardia, efeitos psicóticos e dependência psicológica. A cocaína também pode ser inalada, ingerida ou injetada. A duração dosefeitos varia, as a chamada euforia breve persiste por 15 a 30 minutos, em média. 50
  • 51. Nos primeiros minutos, o usuário tem alucinações agradáveis, euforia, sensaçãode força muscular e mental. Os batimentos cardíacos ficam acelerados, arespiração torna-se irregular e surge um quadro de grande excitação. Depois, elepode ser náuseas e insônia. Segundo os especialistas, em pessoas que têmproblemas psiquiátricos, o uso de cocaína pode desencadear surtos paranóides,crises psicóticas e condutas perigosas a ele próprio ou a terceiros. Fisicamente, ainalação deixa lesões graves no nariz e a injeção deixa marcas de picada e o riscode contaminação por outras doenças (DST/aids). Em todas as suas formas, causaséria dependência, sendo o crack o principal vilão.Drogas depressoras No conjunto das drogas depressoras, as mais conhecidas são o álcool, ossoníferos, a heroína, a morfina, a cola de sapateiro, os remédios ansiolíticos eantidepressivos (barbitúricos) e seus derivados. Seu principal efeito é retardar ofuncionamento do organismo, tornando todas as funções metabólicas mais lentas. A heroína é uma substância inalável. Excepcionalmente, pode ser injetada,o que leva a um quadro de euforia. Quando inalada, porém, resulta em fortesonolência, náuseas, retenção urinária e prisão de ventre – efeitos que duramcerca de quatro horas. A médio prazo, leva à perda do apetite e do desejo sexuale torna a respiração e os batimentos cardíacos mais lentos. Instalada adependência, o organismo apresenta forte tolerância, obrigando o usuário aaumentar as doses. A superdosagem pode resultar em coma e morte porinsuficiência respiratória. Os derivados da morfina apresentam efeitos muito parecidos com os daheroína, porém, com características euforizantes menores. Seu efeito depressor é 51
  • 52. explorado pela Medicina há várias décadas, principalmente no alívio da dor depacientes com câncer em estado terminal. Outra preocupação constante dos médicos é o uso abusivo dosantidepressivos, soníferos e ansiolíticos (barbitúricos). Para pessoas que têmdoenças psiquiátricas, como as depressões e os distúrbios de ansiedade, estasdrogas são extremamente importantes, pois o tratamento adequado atenua o mal-estar e permite que o indivíduo leve uma vida normal. No entanto, só um médicoé capaz de identificar quem deve usar e em que dosagem. Como o próprio nomeindica, os antidepressivos aliviam a ansiedade e a tensão mental, mas causamdanos à memória, diminuição dos reflexos e da função cardiorrespiratória,sonolência e alterações na capacidade de juízo e raciocínio. A conduta do usuárioé muito parecida com a do dependente alcoólico. Em pouco tempo, estas drogascausam dependência, confusão, irritabilidade e sérias perturbações mentais.Alucinógenos As drogas alucinógenas mais comuns são a maconha, o haxixe, o LSD, oscogumelos e o ecstasy. A maconha e o haxixe são usadas em forma de cigarro (também pode sercheirada ou ingerida). Seu efeito dura entre uma e seis horas. Inicialmente, ousuário tem a sensação de maior consciência e desinibição. Ele começa a falardemais, rir sem motivo e ter acessos de euforia. Porém, ele pode perder a noçãode espaço (os ambientes parecem maiores ou menores) e a memória recente,além de apresentar um aumento considerável do apetite (“larica”). A maconhacostuma afetar consideravelmente os olhos, que ficam vermelhos e injetados.Com o tempo, pode causar conjuntivite, bronquite e dependência. Em excesso, 52
  • 53. pode produzir efeitos paranóicos e pode ativar episódios esquizofrênicos empacientes psicóticos. O LSD é encontrado em tabletes, cápsulas ou líquido e é ingerido. Suaação dura entre 10 e 12 horas. Inicialmente, a droga intensifica as percepçõessensoriais, principalmente a visão, e produz alucinações. Com o tempo, podecausar danos cromossômicos sérios, além de intensificar as tendências psicótica,à ansiedade, ao pânico e ao suicídio, pois gera um medo enlouquecedor. Ousuário costuma dizer que ouve, toca ou enxerga cores e sons estranhos; falacoisas desconexas e tem um considerável aumento da pupila. Já o cogumelo, geralmente, é ingerido em forma de chá. Seu efeito duracerca de seis a oito horas, propiciando relaxamento muscular, náuseas e dores decabeça, seguidos de alucinações visuais e auditivas. A médio prazo, não seconhecem seus efeitos sobre o organismo. Seus sintomas são muito parecidoscom os do LSD. Mais recentemente, surgiu no mercado das drogas o Ecstasy, umcomprimido que vem sendo comercializado cada vez mais em todo o mundo. Seusefeitos também são alucinógenos, como no caso do LSD e a dependência éinevitável. Benefícios da atividade física na saúde 53
  • 54. Atividade física regular pode melhorar sua saúde e reduzir os risco de morteprematura das seguintes formas: • Reduz o risco de desenvolver doença cardíaca coronária e as chances de morrer disso • Reduz o risco de infarto. • Reduz o risco de ter um segundo ataque cardíaco em pessoas que já tiveram um ataque. • Diminui tanto o colesterol total quanto os triglicerídeos, e eleva o bom colesterol HDL. • Diminui o risco de desenvolver pressão alta. • Ajuda a reduzir a pressão arterial em pessoas que já têm hipertensão. • Diminui o risco de desenvolver diabetes tipo 2 (não dependente de insulina). • Reduz o risco de câncer de cólon. • Ajudas as pessoas a conseguirem e manter um peso ideal. • Reduz os sentimentos de depressão e ansiedade. • Promove o bem-estar psicológico e reduz sentimentos de estresse. • Ajuda a construir e manter articulações, músculos e ossos saudáveis. • Ajuda pessoas mais velhas a ficarem mais fortes e serem mais capazes de moverem-se sem cair o ficar excessivamenteA falta de atividade física pode prejudicar sua saúde? Evidências mostram quepessoas que não praticam atividades físicas definitivamente não estãoajudando sua saúde e provavelmente a estão prejudicando. Quanto maisexaminamos os riscos para a saúde associados à falta de atividade física, maisconvencidos ficamos que pessoas que não praticam atividade física devemcomeçar a se exercitar. Lendas brasileiras 54
  • 55. CaiporaÉ um Mito do Brasil que os índios já conheciam desde a época do descobrimento.Índios e Jesuítas o chamavam de Caiçara, o protetor da caça e das matas.É um anão de Cabelos Vermelhos com Pelo e Dentes verdes. Como protetor dasÁrvores e dos Animais, costuma punir o os agressores da Natureza e o caçadorque mate por prazer. É muito poderoso e forte.Seus pés voltados para trás serve para despistar os caçadores, deixando-ossempre a seguir rastros falsos. Quem o vê, perde totalmente o rumo, e não sabemais achar o caminho de volta. É impossível capturá-lo. Para atrair suas vítimas,ele, às vezes chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana. É tambémchamado de Pai ou Mãe-do-Mato, Curupira e Caapora. Para os Índios Guaranisele é o Demônio da Floresta. Às vezes é visto montando um Porco do Mato.Uma carta do Padre Anchieta datada de 1560, dizia: "Aqui há certos demônios, aque os índios chamam Curupira, que os atacam muitas vezes no mato, dando-lhesaçoites e ferindo-os bastante". Os índios, para lhe agradar, deixavam nasclareiras, penas, esteiras e cobertores.De acordo com a crença, ao entrar na mata, a pessoa deve levar um Rolo deFumo para agradá-lo, no caso de cruzar com Ele.Nomes comuns: Caipora, Curupira, Pai do Mato, Mãe do Mato, Caiçara, Caapora,Anhanga, etc.Origem Provável: É oriundo da Mitologia Tupi, e os primeiros relatos são daRegião Sudeste, datando da época do descobrimento, depois tornou-se comumem todo País, sendo junto com o Saci, os campeões de popularidade. Entre oTupis-Guaranis, existia uma outra variedade de Caipora, chamada Anhanga, umser maligno que causava doenças ou matava os índios. Existem entidades 55
  • 56. semelhantes entre quase todos os indígenas das américas Latina e Central. Em ElSalvador, El Cipitío, é um espiríto tanto da floresta quanto urbano, que tambémtem as mesmos atibutos do Caipora. Ou seja pés invertidos, capacidade dedesorientar as pessoas, etc. Mas, este El Cipitío, gosta mesmo é de seduzir asmulheres.Conforme a região, ele pode ser uma mulher de uma perna só que anda pulando,ou uma criança de um pé só, redondo, ou um homem gigante montado num porcodo mato, e seguido por um cachorro chamado Papa-mel.Também, dizem que ele tem o poder de ressuscitar animais mortos e que ele é opai do moleque Saci Pererê.Há uma versão que diz que o Caipora, como castigo, transforma os filhos e mulherdo caçador mau, em caça, para que este os mate sem saber.Boi TatáÉ um Monstro com olhos de fogo, enormes, de dia é quase cego, à noite vê tudo.Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente deum grande dilúvio que cobriu a terra. Para escapar ele entrou num buraco e láficou no escuro, assim, seus olhos cresceram.Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais. Algumas vezes,assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de suacabeça e persegue os viajantes noturnos. Às vezes ele é visto como um fachocintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. No Nordeste do Brasilé chamado de "Cumadre Fulôzinha". Para os índios ele é "Mbaê-Tata", ou Coisade Fogo, e mora no fundo dos rios. 56
  • 57. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas, e por ondepassa, vai tocando fogo nos campos. Outros dizem que ele protege as matascontra incêndios.A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo, que são os gasesinflamáveis que emanam dos pântanos, sepulturas e carcaças de grandes animaismortos, e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento.Nomes comuns: No Sul; Baitatá, Batatá, Bitatá (São Paulo). No Nordeste; Batatãoe Biatatá (Bahia). Entre os índios; Mbaê-Tata.Origem Provável: É de origem Indígena. Em 1560, o Padre Anchieta já relatava apresença desse mito. Dizia que entre os índios era a mais temível assombração.Já os negros africanos, também trouxeram o mito de um ser que habitava aságuas profundas, e que saía a noite para caçar, seu nome era Biatatá.É um mito que sofre grandes modificações conforme a região. Em algumasregiões por exemplo, ele é uma espécie de gênio protetor das florestas contra asqueimadas. Já em outras, ele é causador dos incêndios na mata. A versão dodilúvio teve origem no Rio Grande o Sul.Uma versão conta que seus olhos cresceram para melhor se adaptar à escuridãoda caverna onde ficou preso após o dilúvio, outra versão, conta que ele, procurarestos de animais mortos e come apenas seus olhos, absorvendo a luz e o volumedos mesmos, razão pela qual tem os olhos tão grandes e incandescentes.Mula sem cabeçaNos pequenos povoados ou cidades, onde existam casas rodeando uma igreja,em noites escuras, pode haver aparições da Mula-Sem-Cabeça. Também sealguém passar correndo diante de uma cruz à meia-noite, ela aparece. Dizem que 57
  • 58. é uma mulher que namorou um padre e foi amaldiçoada. Toda passagem dequinta para sexta feira ela vai numa encruzilhada e ali se transforma na besta.Então, ela vai percorrer sete povoados, ao longo daquela noite, e se encontraralguém chupa seus olhos, unhas e dedos. Apesar do nome, Mula-Sem-Cabeça,na verdade, de acordo com quem já a viu, ela aparece como um animal inteiro,forte, lançando fogo pelas narinas e boca, onde tem freios de ferro.Nas noites que ela sai, ouve-se seu galope, acompanhado de longos relinchos. Àsvezes, parece chorar como se fosse uma pessoa. Ao ver a Mula,deve-se deitar debruços no chão e esconder Unhas e Dentes para não ser atacado.Se alguém, com muita coragem, tirar os freios de sua boca, o encanto serádesfeito e a Mula-Sem-Cabeça, voltará a ser gente, ficando livre da maldição quea castiga, para sempreNomes comuns: Burrinha do Padre, Burrinha, Mula Preta, Cavalo-sem-cabeça,Padre-sem-cabeça, Malora (México),Origem Provável: É um mito que já existia no Brasil colônia. Apesar de ser comumem todo Brasil, variando um pouco entre as regiões, é um mito muito forte entreGoiás e Mato Grosso. Mesmo assim não é exclusivo do Brasil, existindo versõesmuito semelhantes em alguns países Hispânicos.Conforme a região, a forma de quebrar o encanto da Mula, pode variar. Há casosonde para evitar que sua amante pegue a maldição, o padre deve excomungá-laantes de celebrar a missa. Também, basta um leve ferimento feito com alfinete ououtro objeto, o importante é que saia sangue, para que o encanto se quebre.Assim, a Mula se transforma outra vez em mulher e aparece completamente nua.Em Santa Catarina, para saber se uma mulher é amante do Padre, lança-se aofogo um ovo enrolado em fita com o nome dela, e se o ovo cozer e a fita nãoqueimar, ela é. 58
  • 59. É importante notar que também, algumas vezes, o próprio Padre é que éamaldiçoado. Nesse caso ele vira um Padre-sem-Cabeça, e sai assustando aspessoas, ora a pé, ora montado em um cavalo do outro mundo. Há uma lendaNorte americana, O Cavaleiro sem Cabeça, que lembra muito esta variação.Algumas vezes a Mula, pode ser um animal negro com a marca de uma cruzbranca gravada no pelo. Pode ou não ter cabeça, mas o que se sabe de concretoé que a Mula, é mesmo uma amante de Padre.A IaraOs cronistas dos séculos XVI e XVII registraram essa história. No princípio, opersonagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem peixe que devoravapescadores e os levava para o fundo do rio. No século XVIII, Ipupiara vira asedutora sereia Uiara ou Iara. Todo pescador brasileiro, de água doce ou salgada,conta histórias de moços que cederam aos encantos da bela Uiara e terminaramafogados de paixão. Ela deixa sua casa no fundo das águas no fim da tarde.Surge magnífica à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longosenfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai embusca de vítimas.Quando a Mãe das águas canta, hipnotiza os pescadores. Um deles foi o índioTapuia. Certa vez, pescando, Ele viu a deusa, linda, surgir das águas. Resistiu.Não saiu da canoa, remou rápido até a margem e foi se esconder na aldeia. Masenfeitiçado pelos olhos e ouvidos não conseguia esquecer a voz de Uiara. Numatarde, quase morto de saudade, fugiu da aldeia e remou na sua canoa rio abaixo.Uiara já o esperava cantando a música das núpcias. Tapuia se jogou no rio esumiu num mergulho, carregado pelas mãos da noiva. Uns dizem que naquelanoite houve festa no chão das águas e que foram felizes para sempre. Outros 59
  • 60. dizem que na semana seguinte a insaciável Uiara voltou para levar outra vítima.Origem: Européia com versões dos Indígenas, da Amazônia.Cobra grandeÉ uma das mais conhecidas lendas do folclore amazônico. Conta a lenda que emnuma tribo indígena da Amazônia, uma índia, grávida da Boiúna (Cobra-grande,Sucuri), deu à luz a duas crianças gêmeas que na verdade eram Cobras. Ummenino, que recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada deMaria. Para ficar livre dos filhos, a mãe jogou as duas crianças no rio. Lá no rioeles, como Cobras, se criaram. Honorato era Bom, mas sua irmã era muitoperversa. Prejudicava os outros animais e também às pessoas.Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-lapara pôr fim às suas perversidades. Honorato, em algumas noites de luar, perdia oseu encanto e adquiria a forma humana transformando-se em um belo rapaz,deixando as águas para levar uma vida normal na terra.Para que se quebrasse o encanto de Honorato era preciso que alguém tivessemuita coragem para derramar leite na boca da enorme cobra, e fazer um ferimentona cabeça até sair sangue. Ninguém tinha coragem de enfrentar o enormemonstro.Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu libertarHonorato da maldição. Ele deixou de ser cobra dágua para viver na terra com suafamília.Origem: Mito da região Norte do Brasil, Pará e Amazonas. 60
  • 61. Vitória RégiaOs pajés tupis-guaranis, contavam que, no começo do mundo, toda vez que a Luase escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suasvirgens prediletas. Diziam ainda que se a Lua gostava de uma jovem, atransformava em estrela do Céu. Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficouimpressionada com a história. Então, à noite, quando todos dormiam e a Luaandava pelo céu, Ela querendo ser transformada em estrela, subia as colinas eperseguia a Lua na esperança que esta a visse.E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-lae dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe. Em uma noite, a índia viu, naságuas límpidas de um lago, a figura da lua. A pobre moça, imaginando que a luahavia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca maisfoi vista.A lua, quis recompensar o sacrifício da bela jovem, e resolveu transformá-la emuma estrela diferente, daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa"Estrela das Águas", que é a planta Vitória Régia. Assim, nasceu uma planta cujasflores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.Origem: Indígena. Para eles assim nasceu a vitória-régia.Saci PererêA Lenda do Saci data do fim do século XVIII. Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos-velhos assustavam as crianças com os relatos dastravessuras dele. Seu nome no Brasil é origem Tupi Guarani. Em muitas regiõesdo Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugaresele é visto como um ser maligno. 61
  • 62. É uma criança, um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa nacabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como o dedesaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que épretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos. Eletambém se transforma numa ave chamada Matiaperê cujo assobio melancólicodificilmente se sabe de onde vem.Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar animaisdos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc.Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Elenão atravessa córregos nem riachos. Alguém perseguido por ele, deve jogarcordas com nós em sem caminho que ele vai parar para desatar os nós, deixandoque a pessoa fuja.Diz a lenda que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bentoou uma peneira, pode capturá-lo, e se conseguir sua carapuça, serárecompensado com a realização de um desejo.Nomes comuns: Saci-Cererê, Saci-Trique, Saçurá, Matimpererê, Matintaperera,etc.Origem Provável: Os primeiros relatos são da Região Sudeste, datando do SéculoXIX, em Minas e São Paulo , mas em Portugal há relatos de uma entidadesemelhante. Este mito não existia no Brasil Colonial.Entre os Tupinambás, uma ave chamada Matintaperera, com o tempo, passou ase chamar Saci-pererê, e deixou de ser ave para se tornar um caboclinho preto deuma só perna, que aparecia aos viajantes perdidos nas matas.Também de acordo com a região, ele sofre algumas modificações:Por exemplo, dizem que ele tem as mãos furadas no centro, e que sua maiordiversão é jogar uma brasa para o alto para que esta atravesse os furos. Outros 62
  • 63. dizem que ele faz isso com uma moeda.Há uma versão que diz que o Caipora, é seu Pai.Dizem também que ele, na verdade eles, um bando de Sacis, costumam se reunirà noite para planejarem as travessuras que vão fazer.Ele tem o poder de se transformar no que quiser. Assim, ora apareceacompanhado de uma horrível megera, ora sozinho, ora como uma ave.O negrinho do pastoreioO Negrinho do Pastoreio É uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada nofinal do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. Émuito popular no sul do Brasil.Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões.Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um meninonegro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. Nofinal do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalobaio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficousangrando. ‘‘Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece’’, disse omalvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou elepastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou,nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de suavítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, semnenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e maisadiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindoperdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montouno baio e partiu conduzindo a tropilha. 63
  • 64. Origem: Fim do Século XIX, Rio Grande do Sul.Papa figoO Papa Figo, ao contrário dos outros mitos, não tem aparência extraordinária.Parece mais com uma pessoa comum. Outras vezes, pode parecer como umvelho esquisito que carrega um grande saco às costas.Na verdade, ele mesmo pouco aparece. Prefere mandar seus ajudantes em buscade suas vítimas. Os ajudantes por sua vez, usam de todos os artifícios para atrairas vítimas, todas crianças claro, tais como; distribuir presentes, doces, dinheiro,brinquedos ou comida. Eles agem em qualquer lugar público ou em portas deescolas, parques, ou mesmo locais desertos.Depois de atrair as vítimas, estas são levadas para o verdadeiro Papa-Figo, umsujeito estranho, que sofre de uma doença rara e sem cura. Um sintoma dessadoença seria o crescimento anormal de suas orelhas.Diz a lenda, que para aliviar os sintomas dessa terrível doença ou maldição, oPapa-Figo, precisa se alimentar do Fígado de uma criança. Feito a extração dofígado, eles costumam deixar junto com a vítima, uma grande quantia em dinheiro,que é para o enterro e também para compensar a família.Origem: Mito muito comum em todo meio rural. Acredita-se que a intenção doconto era para alertar as crianças para o contato com estranhos, como no contode Chapeuzinho Vermelho. 64
  • 65. Esteróides AnabolizantesEsteróides anabolizantes androgênicos são uma classe de hormôniosesteróides naturais e sintéticos que promovem o crescimento e divisão celular,resultando em crescimento de diversos tipos de tecido, especialmentemúsculos e ossos. Diferentes esteróides anabolizantes tem variadascombinações de propriedades androgênicas e anabólicas. Anabolismo é oprocesso que constrói moléculas maiores a partir de menores.Os esteróides anabolizantes foram descobertos no começo da década de 1930e têm sido, desde então, usados para vários propósitos médicos, comoestimulação do crescimento ósseo, músculos, apetite e puberdade. O uso maisdisseminado dos esteróides anabolizantes é para condições crônicas comocâncer e AIDS. Esteróides anabolizantes podem ocasionar vários efeitosfisiológicos como elevação da síntese de proteínas, massa muscular, força,apetite e crescimento ósseo. Os esteróides anabolizantes também estãoassociados a vários efeitos colaterais como elevação do colesterol, acne,aumento da pressão arterial, hepatotoxicidade (intoxicação que afeta ofuncionamento do fígado) e alterações na morfologia do ventrículo (umacâmara inferior do coração) esquerdo.Efeitos anabolizantes e virilizantesEsteróides anabolizantes produzem efeitos anabólicos e virilização, tambémconhecida como efeito androgênico. A maioria dos esteróides anabolizantesfunciona primeiro ligando o receptor andrógeno e elevando a síntese deproteínas. Depois, eles reduzem o tempo de recuperação ao bloquear osefeitos do cortisol no tecido muscular. Como resultado, catabolismo na massamuscular é fortemente reduzido.Exemplos de efeitos anabólicos: 65
  • 66. * Elevação da síntese de proteínas a partir de aminoácidos. * Aumento da massa muscular e força. * Estimulação do apetite. * Elevação da remodelação e crescimento ósseo. * Estimulação da medula óssea aumentando a produção de células sanguíneas vermelhas.Exemplos de efeitos virilizantes:* Aumento da clitóris em mulheres e pênis em crianças do sexo masculino. Opênis de adulto não cresce indefinidamente mesmo com altas doses deandrogênico.* Aumento de pelos com crescimento sensível a andrógenos (barba, pelos nopeito e braços).* Engrossamento da voz.* Aumento do libido.* Supressão dos hormônios sexuais endógenos.* Produção de espermatozóides prejudicada. Riscos e possíveis efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes * Aumento da pressão arterial. * Piora dos níveis de colesterol, elevando o nível de LDL (colesterol ruim) e diminuindo o de HDL (colesterol bom). Isso pode ocasionar elevação do risco de doenças cardiovasculares e coronárias. * Acne. * Calvície prematura. * Câncer de próstata. * Alteração na morfologia do ventrículo esquerdo. * Hepatotoxicidade. * Supercrescimento gengival. 66
  • 67. Efeitos específicos na mulher: * Aumento de pelos corporais. * Engrossamento da voz. * Aumento da clitóris. * Diminuição temporária dos ciclos menstruais. Efeitos específicos no homem: * Ginecomastia (desenvolvimento excessivo das mamas no homem). * Redução da função sexual e infertilidade temporária. * Atrofia testicular. Efeitos específicos no adolescentes: * Parada no crescimento. * Aceleração da maturação óssea. * Crescimento de barba rala. Hormônios Esteróides Anabolizantes? Qual é o Melhor?Qual é o melhor Hormônio Esteróide Anabolizante? Existe algum esteróideanabolizante natural? Quais são os efeitos dos anabolizantes? O que são ciclosdos anabolizantes?Estas, são as principais dúvidas que um professor de academia escuta do alunoque começa a treinar musculação, e quer resultados "milagrosos" num curtoespaço de tempo. Mas saiba, desde já que os "resultados" alcançados, são maisprejudiciais do que benéficos e vou explicar o por quê. Já escrevi sobre o assuntono post "Como ganhar massa muscular? Dicas Infalíveis!"Vamos as principais dúvidas:Antes de responder as dúvidas, uma curiosidade. A foto acima é da atleta suecade fisiculturismo Irene Andersen. Quase foi banida pela IFBB (InternationalFederation of BodyBuilders) ou Federação Internacional de Fisiculturismo, porcompra e revenda indevida de hormônios anabolizantes esteróides. Mas, foiinocentada pelo advogado pois ele ela alegou que os hormônios eram paraconsumo próprio e não para revenda. A polícia confiscou suplementos como 67
  • 68. efedrina e clenbuterol, mas foram devolvidos. Somente um frasco de Winstrol(estanozolol), um anabolizante popular entre os usuários, foi confiscado.1- De onde surgiu o uso dos esteróides anabolizantes no esporte?No ano de 1935, a testosterona foi sintetizada, pela primeira vez, em 1939 pordois cientistas Ruzica e Weltstein e sugeriram que os hormônios sexuais poderiamaumentar o desempenho atlético.O registro histórico do uso de hormônios sexuais, no aumento do desempenho emcampeonatos mundiais é datado de 1954, quando foram utilizados por atletasrussos durante campeonato mundial de levantamento de peso, em Viena, naÁustria.2- O que são os hormônios esteróides anabolizantes?Os hormônios esteróides anabolizantes androgênicos (EAA) compreendem atestosterona e seus derivados. São produzidos pelos testículos e no córtexadrenal, e promovem características sexuais secundárias associadas amasculinidade.3- Para que servem os hormônios esteróides?Na medicina é utilizada para tratamentos de sarcopenias (do grego "perda decarne") que é perda degenerativa de massa muscular pelo envelhecimento (cercade 1% ao ano, após os 65 anos de idade), também no hipogonadismo (defeito nosistema reprodutor), câncer de mama e osteoporose.Nos esportes, são utilizados para aumento da força física e massa muscular,entretanto, os efeitos sobre o desempenho atlético permanecem, ainda,controversos.4- Quais são os efeitos androgênicos e anabólicos da testosterona?Efeitos androgênicos: • crescimento do pênis • espessamento das cordas vocais • aumento da libido • aumento da secreção das glândulas sebáceas • aumento dos cabelos do corpo e da face • padrão masculino dos pêlos pubianosEfeitos anabólicos: • aumento da massa muscular esquelética • aumento da concentração de hemoglobina 68
  • 69. • aumento do hematócrito • aumento da retenção do nitrogênio • redução dos estoques de gordura corporal • aumento da deposição de cálcio nos ossos5- Quais são os efeitos colaterais do uso dos hormônios esteróides anabolizantes?Efeitos colaterais, como o próprio nome diz são efeitos indesejáveis e muitasvezes prejudiciais à saúde. São relatados psicopatologias, câncer de próstata,doença coronariana, e esterelidade são alguns dos efeitos comprovados.Síndrome compartamental de risco em adolescentes, atos agressivos (brigas,agressões) e crimes, também irritabilidade, raiva e hostilidade são relatados emdiversos estudos científicos.Suicídios, alterações psiquiátricas como esquizofrenia aguda estão relacionadasao uso de metandienona. Hipomania, mania e confusão mental, além de paranóiae depressão estão relacionadas ao uso de oxandrolona e oximetolona.Atletas competitivos e recreacionais relatam síndrome de abstinência ligadas asíndromes comportamentais, por causa da mudança da função hormonal.Nas mulheres, os efeitos masculinizantes como, voz mais grossa, aparecimentode acne, pele oleosa, crescimento de pêlos na face, calvície além de hipertrofia doclitóris são algumas modificações que muitas vezes são irreversíveis.Em adolescentes, pode acarretar um déficit de crescimento em consequência doamadurecimento precoce.Sobrecarga do fígado, hemorragia intra abdominal, icterícia e adenocarcinoma dofígado, também infarto agudo do miocárdio e morte súbita são efeitos relatados.6- Existe algum esteróide anabolizante natural?A pergunta, já foi respondida na segunda pergunta, pois estes hormônios sãonaturalmente produzidos no nosso organismo.7- Quais são os hormônios esteróides mais utilizados?Segundo o National Intitute on Drug Abuse os hormônios mais utilizados são:Esteróides Injetáveis: • Deca-Durabolin (decanoato de nandrolona) • Durabolin (fenilpropionato de nandrolona) • Depo-testosterone (cipionato de testosterona) • Equipoise (undecilenato de boldenona)Esteróides orais: • Anadrol (oximetolona) • Oxandrin (oxandrolona) • Dianabol (metandrostenolona) • Winstrol (estanozolol)8- O que são ciclos dos anabolizantes? 69
  • 70. Basicamente, os Hormônios Esteróides Anabolizantes Androgênicos são utilizados por três métodos: 1. Ciclo: refere-se a qualquer período de utilização de tempos em tempos, que varia de quatro a dezoito semanas. 2. Pirâmide: o atleta começa com pequenas doses, aumentando progressivamente até o ápice e, após atingir esta dosagem máxima, existe um redução regressiva até o final do período. 3. Stacking: Uso alternado entre os hormônios esteróides de acordo com a toxicidade. Refere-se a utilização de vários esteróides ao mesmo tempo. Existem ainda, os "atletas" que fazem o uso dos três métodos descritos acima, fazendo uso por semanas e até meses. Hormônio do crescimento O que é o Hormônio do Crescimento (HGH) ? O hGH (iniciais de Human Growth Hormone) é a versão sintética do hormônio do crescimento humano, o GH, produzido naturalmente por uma glândula localizada na parte inferior do cérebro, a hipófise . A produção natural atinge o pico entre 13 e 18 anos; é por isso que o adolescente “estica” nessa época, ganhando massa muscular e tamanho. Começa a cair entre 25 e 30 anos, podendo zerar a partir dos 60. Como funciona o GH ? Injetado na coxa, abdômen e na região da virilha, o hGH cai na corrente sanguínea e vai para o fígado, onde estimula a produção de uma substância conhecida como somatomedina C, que provoca o desenvolvimento das cartilagens . Também enrijece a musculatura e reduz a gordura corporal Quais são os efeitos esperados com administração do GH ? No nanismo: desenvolve a cartilagem de crescimento Desprezando os riscos à saúde, usuários apostam no hormônio de crescimento para ganhar músculos, aumentar a disposição física e adiar o envelhecimento Na velhice: pode combater a hipotrofia muscular e osteoporose, além de diminuir a gordura e dar sensação de bem-estar (apesar de haver controvérsias sobre os resultados) Em adultos com deficiência: recupera a densidade óssea, aumenta a massa muscular e dá sensação de bem-estar Quais são os efeitos colaterais ?• Crescimento das extremidades ósseas, como dedos, mãos , pés e queixo (acromegalia)• Dores nas articulações ;• Inflamação e dores crônicas em mãos e dedos, provocadas pela síndrome do túnel do carpo (osso entre o antebraço e a mão); 70
  • 71. • Alargamento dos tendões ( Frouxidão ligamentar );• Hipertensão arterial ;• Resistência à insulina, piorando o diabete;• Risco de câncer em pessoas com histórico da doença na família;• Crista orbital(embaixo das sobrancelhas) ressaltada;• Inchaços provocados por retenção de líquidos. Efeitos Colaterais dos Esteróides Anabolizantes A ocorrência de efeitos colaterais relacionados a utilização deliberada de esteróides anabolizantes em praticantes de atividades físicas, como forma de maximizar a performance esportiva, tem sido pesquisado e documentado através de métodos e procedimentos aceitos internacionalmente pela comunidade científica. Segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva (1989), os esteróides têm inúmeros efeitos adversos que se manifestam em praticamente todos os sistemas do organismo, principalmente no aparelho reprodutor e nas características sexuais secundárias, que são denominados de efeitos androgênicos, sendo extremamente danosos à saúde. Santarém (1995) relata que, a presença dos efeitos colaterais dos esteróides dependem diretamente da predisposição genética do indivíduo, desta forma, não podem ser previstos. Sendo assim, apenas a ocorrência dos efeitos deletérios definirá a existência de uma predisposição genética. Alén e Raakila (1988) realizaram uma pesquisa referente aos efeitos anabólicos e suas influências sobre o metabolismo lipídico e o sistema endócrino, e constataram que a magnitude dos efeitos colaterais dependem da especificação das drogas utilizadas, de suas associações, do tempo de uso, freqüência de utilização e vias de administração. 71
  • 72. Yesalis (1993) relata que, a utilização de doses elevadas de esteróides são capazes de elevar a testosteronaplasmática além do limite superior da sua normalidade, reduzindo os níveis dos hormônios fólico estimulantes(FSH) e lutenizantes (LH), diminuindo também suas respostas ao estímulo pelo hormônio hipotalâmicoliberador de gonadotrofinas (Gn-RH). Tendo como conseqüência uma atrofia dos testículos, da ordem de 20por cento, e da espermatogênese, de cerca de 90 porcento. Não havendo modificações do volume ejaculado,sendo este dependente da ação androgênica sobre vesículas seminais. Comparação testicular entre um não usuário (à esquerda) e umusuário (à direita), com evidente atrofia ocasionada pela utilização deliberada de esteréroides anabolizantesEncontramos na literatura científica, fortes relatos associando os esteróides a fortes alterações psicológicasdurante períodos de uso da droga. Este fato também foi evidenciado no meio cinematográfico, através de umfilme de Jaclyn Smith, baseado em fatos reais, que tem como título "Vítimas de uma fúria", que retrata em seuroteiro questões referentes à utilização de esteróides, relacionando seu uso e efeitos adversos, destacandoalterações nos níveis de agressividade. Desta forma, tornando o usuário violento, agressivo e capaz decometer crimes."Nos períodos de uso de esteróides ocorreram aumentos significativos de alterações do humor, quer"positivas" (euforia, excitação sexual), quer negativas (irritabilidade, flutuação do humor, sentimentos violentose hostilidade). Sendo também observado nessas ocasiões (falta de concentrações, diminuição de memória econfusão"(BRITO, 1996).Contudo, fica evidente a sintomatologia no tocante a associação de esteróides, em ocorrências demodificações psicológicas conhecidas como Steroid Rage" (raiva esteróide), levando pessoas de boa índolea cometer crimes, atos psicóticos, até mesmo suicídios como relata Brower (1991).Segundo estudosrealizados por Friedl e Yesalis (1989), foi constatado o aparecimento de efeitos de feminização,caracterizados por dor, inchaço no tecido mamário, com aparecimento de nódulos que precisaram deremoção cirúrgica, esta patologia é denominada de Ginecomastia, podendo ocorrer em uma ou mais mamas.De forma empírica, culturistas se automedicam, utilizando drogas como Tamoxifem (estrogênio) eMesterolona (anabólico que não aromatiza), com o objetivo de reduzir a ginecomastia. 72
  • 73. Ginecomastia bilateral, ocasionada pela utilização de esteróides anabólicos. Processo cirúrgico para retirada dos nódulos.Yesalis (1993) relata em seus estudos, efeitos adversos androgênicos relacionados ao sistemacardiovascular, constatando uma diferença significativa referente à massa ventricular esquerda e espessurado septo intraventricular em usuários.Mochizuke e Richter (1998) em seus estudos, documentaram casos referentes à utilização de esteróides porum período prolongado e a possível ocorrência de A.V.C. e cardiopatia.Conforme Yesalis (1993); Santos (2003) , a pele do usuário de esteróides anabolizantes também sofre suasadversidades marcadas pela maior ocorrência de acne, oleosidade aumentada, cistos sebáceos, alopéciaandrogênica, dermatites, calvície, seborréia e estrias atróficas. Podendo ocorrer raramente quelóides lineares. Hipertrofia ventricular ocasionada em decorrência da utilização deliberada de esteróides anabolizantesEvans et al. (1998); David et al. (1994), afirmaram que uma grave complicação no sistema locomotordecorrentes do uso de esteróides, que é a ruptura de tendões e ligamentos, decorrentes da ação inibitória dadroga sobre o colágeno, possibilitando o aumento de lesões. 73
  • 74. Alterações dermatológicas com acne severa e calvície em usuários de esteróides anabólicosHá evidências de que os esteróides promovem aumento da agregação plaquetária e induzem a geração defatores da coagulação, especialmente trobina e plasmina com aumento do risco de trombose (YESALIS,1993). Alterações no sistema locomotor como, ruptura de tendões e ligamentos do bíceps e tríceps em usuários de esteróides anabolizantes.Segundo Fox e Fos (1989), estudos realizados através de relatos onde levantadores de pesos, que usam umagrande variedade de esteróides anabolizantes, apresentavam um padrão constante de níveis sangüíneosbaixos a muito baixos de HDL colesterol (lipoproteínas de alta densidade). Sendo os níveis de HDL-colesterolabaixo de aproximadamente 38mg/100ml de sangue estão associados com um alto risco de coronariopatiaprematura. 74
  • 75. Alterações da parede arterial com lesão, ilustrando ruptura do endotélio e asmodificações subseqüentes que levam à arterosclerose ocasionadas pela utilização deliberada de esteróidesanabólicos.A utilização de anabólicos-androgênicos orais por um período de tempo prolongado, ocasionou distúrbioshepáticos em algumas pessoas. Sendo alguns desses distúrbios, aparentemente reversíveis com o términodo uso das referidas drogas, porém, outros não são.Yesalis (1993); Wilmore; Costill (2001) relatam que, a utilização de esteróides por via oral exercem efeitosadversos quando da sua passagem pelo fígado, ocasionando aumentos da bilirrubina conjugada e dafosfatase alcalina e lesões hepáticas decorrentes de um tipo de hepatite química, podendo evoluir paratumores e cistos hepáticos hemorrágicos.Alterações hepáticas decorrentes da utilização de esteróides anabolizantes: Adenoma Hepatocelular, Malígno Carcinoma Hepatocelular e Piliose hepáticaCOE (1988), enumera uma lista de efeitos colaterais ocasionados por esteróides anabolizantes, sendo emmulheres enumerados os seguintes efeitos: acne, rouquidão, engrossamento de voz, crescimento excessivode pêlos, ciclo menstrual irregular (se as doses são suficientes para suprimir a gonadotrofina), câncermamário, calvície, musculatura proeminente e hipertrofia clitoriana. Em crianças, foram relatados a possívelocorrência de parada do crescimento até 03 meses após a interrupção da droga. 75
  • 76. Crescimento excessivo de pêlos (padrão masculino), hipertrofia clitoriana e musculatura proeminente em mulheres usuárias de esteróides anabólicos.Melchert, Herron e Welder (1992) demonstraram em seus estudos referentes à aplicação de esteróidesanabolizantes, apresentando ocorrências de prejuízos de membrana sarcolema, retenção de líquidos comdanos a integridade dos lisosssomos, além da depressão da atividade da mitocôndria das célulasmiocardíacas, levando a degradação da habilidade deste de formar substrato de alta energia paramanutenção osmótica e integridade celular (danificando a produção de energia nas células).Conforme relata Yesalis (1993), a dependência física também referida como dependência farmacológica oufisiológica é caracterizada pelos sintomas físicos ou psicológicos como angústia, aflição, depressão e outros,quando o usuário interrompe o uso da droga.Segundo Brito (1996), temos que considerar também a questão da partilha de agulhas e seringas, como apossibilidade de infecção pelo HIV. Newshan; Leon (2001) relatam um caso de AIDS em um culturista usuáriode esteróides, onde o mesmo admitiu o uso de esteróides e cocaína, partilhando agulhas e seringas comcompanheiros de academia.Fotos publicadas na internet, orientando a auto aplicação, potencializando o risco para lesões como abscesso(acúmulo de pus em cavidade formada por processo inflamatório). 76
  • 77. Tendo em vista os aspectos supracitados, torna-se evidente a necessidade de realizarestudos no tocante a produção de conhecimentos, a respeito dos efeitos colateraisdecorrentes da utilização deliberada de esteróides anabolizantes, procurando alertar osatletas e a população em geral sobre os riscos causados pelo consumo da referida droga.Efeito colateral do uso de anabolizantes e óleos injetáveis “Cresce o número de pessoas que adere ao uso de esteróides anabolizantes para moldar o corpo e ganharforça, resistência e velocidade. Sem qualquer controle, o medicamento, apesar de ser proibido, é oferecidoprincipalmente em academias de ginástica. Os danos causados por seu uso, entretanto, podem serirreversíveis. O problema já está sendo visto como um caso de saúde pública”.IntroduçãoA busca de corpos esculpidos à base de remédio está levando jovens de aparência saudável a um víciomuitas vezes sem volta. O motivo é o uso dos chamados esteróides anabolizantes. Apesar de não haverestatísticas, sabe-se que vem crescendo o número de consumidores da droga. E não são apenas os atletasem busca de mais força, velocidade, e resistência dos músculos os únicos a usá-lo. Homens, jovens emulheres que querem apenas ganhar massa corporal em pouco tempo também se deixam seduzir pelosefeitos da droga. O abuso desse medicamento não é novidade. O maior problema, atualmente, segundoespecialistas, é a adesão às drogas nas academias convencionais.“Muitas vezes, é o próprio instrutor quem chega para o aluno e diz que seu desenvolvimento chegou ao limite.Aí vem a sedução pelos anabolizantes”, explica Fernando Vítor Lima, professor da Universidade Federal deMinas Gerais e mestre em Treinamento Esportivo. Nas lojas de suplementos nutricionais, a situação não édiferente: “O charlatanismo é muito grande nesse meio. As pessoas receitam o produto como se soubessemtudo sobre ele. Quem compra, na verdade está pagando pelo sonho de um corpo perfeito, na verdade, deuma ilusão, porque os problemas ocasionados são muitos”, orienta.Nos Estados Unidos, os anabolizantes já são considerados uma droga proibida, que só pode ser vendida comreceita médica. Na Suécia, existem serviços que encaminham os usuários para tratamento, como se ele fosseum viciado em droga. No Brasil, segundo o professor, apesar da proibição de venda, a Vigilância Sanitária éfalha e os esteróides continuam sendo consumidos em larga escala.O uso indiscriminado desses esteróides teve início em 1930, com alguns fisiculturistas e atletas quebuscavam desenvolvimento muscular rápido e melhora de performance. Com o passar dos anos, o uso seestendeu para esportistas amadores, frequentadores de academias e adolescentes.O que são Esteróides AnabolizantesOs anabolizantes são substâncias sintéticas similares aos hormônios sexuais masculinos e promovem,portanto, um aumento da massa muscular (efeito anabolizante) e o desenvolvimento de caracteresmasculinizantes. A massa corporal aumenta porque eles aumentam a capacidade do corpo de absorverproteína, além de reter líquido provocando o inchaço dos músculos.Geralmente, os anabolizantes, ou “bombas”, como também são chamados, são tomados oralmente emcápsulas/tabletes, ou injetados no músculo. Muitas vezes, as drogas são usadas em associação de até trêstipos diferentes e em doses 100 vezes maiores que as preconizadas por tratamento médico. Anadrol, Oxadrine Durabolin são alguns exemplos de esteróides.Embora muita gente não saiba, o anabolizante tem uso na medicina, para casos de osteoporose, deficiênciade crescimento, problemas hormonais masculinos, como o hipogonadismo. Entretanto, só é ministrado em 77
  • 78. doses terapêuticas e necessitam sempre de prescrição médica para serem adquiridos. “Os médicos receitamdoses de, no máximo, 15 mg enquanto que os fisiculturistas chegam a tomar até 300 mg”, diz Fernando.Consequências do uso de AnabolizantesO efeito de um corpo saudável com os anabolizantes é apenas aparente. Está provado que seu uso só geradanos à saúde. Os efeitos colaterais das superdosagens são muitos. A pessoa pode desenvolver problemasno fígado, inclusive câncer, redução da função sexual, derrame cerebral, alterações de comportamento comaumento da agressividade e nervosismo, aparecimento de acne. Ao todo, 69 efeitos colaterais já foramdocumentados.Em garotos e homens existe a diminuição da produção de esperma, retração dos testículos, impotênciasexual, dificuldade ou dor ao urinar, calvície, desenvolvimento irreversível de mamas.Em adolescentes de ambos os sexos, também pode ocorrer parada prematura do crescimento, tornado-osmais baixos que outros, não usuários de anabolizantes.A parada brusca do uso de anabolizantes também pode produzir sintomas como depressão, fadiga, insônia,diminuição da libido, dores de cabeça, dores musculares e desejo de tomar mais anabolizantes.O uso compartilhado de esteróides por seringas e agulhas não esterilizadas é comum e pode expor oindivíduo a doenças como Aids, hepatites B e C e endocardite bacteriana.Caminho sem VoltaSegundo o professor Fernando, não se sabe até que ponto os problemas ocasionados pelo uso das “bombas”são reversíveis. “Os casos têm que ser analisados de forma isolada porque cada organismo reage de um jeitoao uso do esteróide. Em muitos casos, o nível de comprometimento das funções é tão grande que não háopção de cura. Várias pessoas já morreram por causa do uso indiscriminado dos anabolizantes”, adverte.Por tantos riscos e inconvenientes, o uso indiscriminado de anabolizantes deve ser desencorajado, banido domeio esportivo. Para Fernando, a grande arma capaz de resolver esse problema são as campanhaseducativas. ” O uso de esteróides já se tornou um caso de saúde pública. O governo tem que tomarprovidências”, completa.Separamos algumas imagens de pessoas que sofreram sérias consequências devido ao uso dosanabolizantes, por isso, por mais que o caminho em busca de um corpo sarado seja díficil o que valerealmente a pena nessa luta é malhar com saúde.O RISCO AINDA MAIOR QUE O USO DOS ANABOLIZANTES: INJEÇÃO DE ÓLEOSParece irreal acreditar que algumas pessoas em busca da perfeição corporal sejam capazes de injetardeterminados tipos de óleos, isso mesmo, eles utilizam uma substância na forma química de óleo viaendovenosa,os riscos dessa prática são devastadores.Um dos óleos mais utilizados por jovens que desejam um músculo mais avantajado é o ADE, um conjunto desubstâncias utilizado para bois, cavalos, carneiros, porcos, que servem para suprir a deficiência de vitaminasno corpo do animal. Como um combustível, os jovens fazem um coquetel de substâncias e injetam nosmúsculos para um rápido crescimento, sem se preocuparem com os riscos que essa injeção pode trazer.(Tribuna do Norte)O ADE, também usado pelos jovens, é um complexo vitamínico que pode causar necrose do músculo se malaplicado. Pagnani contabilizou pelo menos 30 casos recentes de graves seqüelas decorrentes da máaplicação do ADE. Desde 1998, há pelo menos quatro mortes documentadas no país relacionadas aosanabolizantes. A associação prepara uma campanha contra o uso dessas substâncias. (Folha de S. Paulo) 78
  • 79. Sem efeito anabolizante, o ADE provoca uma inflamação quando injetado no músculo. A substância fica“encapsulada” e infla o local, o que pode ser confundido com hipertrofia muscular. Pode causar necrose dostecidos, amputação e até morte. (Folha Cotidiano)Como funcionamO que estas substâncias poderiam fazer pelo desenvolvimento muscular? A resposta é clara: nada. Nenhumdesses compostos tem a capacidade de promover o anabolismo, muito pelo contrário o efeito mais claro deseu uso é a morte dos tecidos adjacentes.Quando se aplica uma dessas drogas, apenas uma pequena parte é absorvida de imediato, o restantepermanece estagnado no local. A grande quantidade de óleo é reconhecida pelo organismo como um corpoestranho dentro do músculo e, como meio de proteção, uma camada de tecido conectivo é formada em voltado óleo para evitar que ele se espalhe e cause mais danos. Ou seja, ao aplicar um desses óleos, não se estáaumentando a massa muscular e sim criando uma espécie de tumor.A inflamação aliada à presença dos óleos, leva ao aumento do volume no local, que permanece por algunsanos, até que o corpo consiga removê-lo totalmente ou, pior, até que ele destrua os tecidos e tenha que serremovido cirurgicamente.Efeitos colateraisO organismo pode não ser capaz de controlar adequadamente os processos lesivos decorrentes da presençado óleo, gerando uma progressiva destruição tecidual que leva ao comprometimento de toda a região, queculmina com a remoção cirúrgica dos tecidos mortos e, em casos extremos, leva a amputações. Apesar deparecer distante para muitos usuários, nos Estados Unidos, onde esta moda se espalhou e ganhouproporções absurdas, as amputações já ocorrem, e há quem diga que são relativamente comuns.Outro problema grave é o próprio ato de injetar os óleos, o que normalmente é feito pelo próprio usuário oupor outra pessoa despreparada, sem nenhum conhecimento de anatomia. Normalmente os locais onde seaplicam as drogas são altamente vascularizados, como bíceps e panturrilha, o que aumentaexponencialmente o risco de se atingir ramos do sistema circulatório durante a aplicação. Caso estasubstância caia na circulação o risco de morte é real e iminente, podendo causar embolias, ataquescardíacos, infartos, derrames cerebrais ou outros problemas graves (um renomado fisiculturista profissionalatingiu uma veia enquanto aplicava um desses produtos e quase foi a óbito por complicaçõescardiocirculatórias). Também são relativamente comuns os casos onde se atingem nervos, levando aparalisias irreversíveis. (para quem acha que isto é um alarde irreal, recomendo que veja uma foto onde semostra a quantidade de nervos, veias e artérias dos locais onde se aplica o óleo).Considerações finaisPor ser uma prática leiga, obscura e sem nenhum controle, será muito difícil obter dados oficiais dosproblemas advindos do uso de óleos para crescimento localizado, mas já se ouve muitos relatos de efeitoscolaterais sérios, como morte, embolia, infartos, amputações, paralisias e necroses.Além dos males diretos, a facilidade em obter um aumento do volume de determinado músculo através deinjeções localizadas está criando verdadeiras aberrações. O uso desses óleos está fazendo com que se percao bom-senso, sendo comum vermos braços desproporcionais ao tórax, com uma aparência e consistênciaque denuncia claramente que aquilo não é músculo.SEPARAMOS ALGUMAS FOTOS DE EFEITOS GERADOS PELO USO DE ANABOLIZANTES E PELAINJEÇÃO INDISCRIMINADA DE ÓLEO COM FINALIDADE PARA USO ANIMAL, PARA QUE VOCÊSPOSSAM VISUALIZAR OS REAIS DANOS CAUSADOS POR ESSAS PRÁTICAS 79
  • 80. 80
  • 81. 81
  • 82. O treino correto e a alimentação disciplinada são meios valiosos não só de se obter benefícios estéticos, mas principalmente para se alcançar melhoras que atingem a saúde e outros aspectos qualitativos da vida. Noentanto, as práticas saudáveis estão sendo substituídas por frascos de óleos. Usar artifícios que não trazemganhos reais e, ainda prejudicam seriamente seu organismo é ignorância e não tem nada a ver com esporte, saúde ou com uma atitude racional e coerente 82
  • 83. Suplementos Alimentares Os suplementos alimentares são preparações destinadas a complementara dieta e fornecer nutrientes, como vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos ouaminoácidos, que podem estar faltando ou não podem ser consumida emquantidade suficiente na dieta de uma pessoa. Os suplementos alimentares para fisiculturismo são usados porpraticantes de atividade física, mais comum em praticantes de musculação,proporciona nutrientes essenciais como proteínas, carboidratos, aminoácidos,vitaminas e etc. A grande vantagem dos suplementos para fisiculturismo é a poucaquantidade de gordura presente neles.Alguns suplementos protéicos • Albumina, • Whey Protein, • Caseína, • Proteína de soja, • Levedura de cerveja, • Creatina • PowerMaxCarboidratos • MaltoDextrina, • Dextrose, • Hipercalóricos em geral.Suplementação Desportiva O uso de suplementos cresce no mercado e milhares de pessoas buscamesse tipo de produto na esperança de mais saúde, beleza e rendimento. Aspromessas de resultados feitas pelos fabricantes geralmente não possuemqualquer respaldo científico ou são embasadas em pesquisas encomendadas. O uso de substâncias que melhorem o rendimento é uma prática antiga nomeio esportivo, mas o que é um suplemento? Burke & Read classificam os suplementos em duas grandes categorias: ossuplementos dietéticos e os auxiliadores ergogênicos. Os suplementos dietéticossão similares aos alimentos em relação aos nutrientes fornecidos, são produtospráticos para ingestão durante atividade, podem servir como auxiliares no 83
  • 84. aumento do consumo energético ou do aporte vitamínico-mineral. Entre elesestão: as bebidas esportivas (com CHO e eletrólitos), os suplementos com altoteor de CHO (como os geis de CHO), os multivitamínicos, vitamínicos,suplementos minerais, refeições líquidas e os suplementos à base de cálcio. Poreliminação, o restante das sustâncias ingeridas de forma suplementar aalimentação seria considerado auxiliador ergogênico. Os suplementos dietéticosnão promovem aumento de desempenho. O resultado melhor na performanceseria uma consequência da capacidade em atender uma demanda nutricional. Ouseja, o atleta não ficaria mais forte ou mais rápido devido ao suplemento, masconseguiria manter-se em atividade mais tempo, por exemplo. Já o auxiliadorergogênico teria a capacidade de aumentar a performance, fornecendosubstâncias que fisiologicamente não fariam parte da demanda nutricional. Outrasclassificações surgiram e alguns autores classificam todos os suplementos comosendo ergogênicos porque de uma forma ou de outra eles auxiliam naperformance. Na verdade a grande diferenciação que se deve fazer é: existemsubstâncias que podem agir alterando processos metabólicos e genéticosdiferentemente dos alimentos e existem produtos que simplesmente fornecem osnutrientes que normalmente viriam da alimentação de outra forma. É a linha quedivide o que seria considerado suplementação nutricional do que se aproxima dodoping. Dessa forma, quem consome suplementos e participa de eventosesportivos, deve estar atento para o conteúdo REAL do suplemento para nãoingerir substâncias proibidas, fato que já ocorreu com atletas importantes, queforam condenados por doping e que depois provou-se que a substância provinhade produtos comercializados como “suplementos alimentares”.Utilidades para cada tipo de atividade A ausência de recomendações nutricionais para atletas dos mais diversosesportes facilita a difusão de conceitos infundados em relação à necessidade dasuplementação. Normalmente o consumo de suplementos é fomentado pela ideiade que é necessário compensar uma dieta inadequada, para atender um supostoaumento nas necessidades diárias imposto pelo treinamento ou pela vontade deter um efeito sobre a performance. Mas na verdade as carências nutricionais precisam de testes para seridentificadas. O aumento do consumo energético normalmente pode ser feito peladieta e muitas vezes os conteúdos dos suplementos, como a proteína, já sãoabundantes na alimentação normal. E a noção de melhorar a performance a custado suplemento quase sempre carece de evidência científica. Como algunscostumam dizer: existem dois tipos de suplementos para aumentar a performance,os que não funcionam e os que são proibidos.Os suplementos podem e devem ser utilizados em treinos ou competiçõesquando: 1. há uma dificuldade em ingerir as calorias suficientes para repor o que o atleta gasta durante o treino ou competição; 84
  • 85. 2. deseja-se diminuir o bolo fecal para evitar evacuação durante a competição; 3. pretende-se fazer uma supercompensação com CHO e não existe abundância de alimentos ricos em CHO ou as condições de higiene e preparo não são favoráveis; 4. existe a necessidade de recuperação pós-esforço combinada com situações de falta de apetite; 5. o indivíduo passa por uma situação temporária de restrição alimentar; 6. competições e treinos longos que necessitam do consumo de CHO para serem mantidos em níveis de volume e intensidade aceitáveis.Suplementos e Exercícios de Força Sem dúvida o grande vilão do mercado de suplementos está em cima dosprodutos para ganho de massa muscular, principalmente aqueles à base deproteína concentrada. Contrariando a crença popular, durante o exercício de endurance o corpousa mais proteína do que durante o exercício de força com sobrecarga. Mas quemfaz uso do suplemento alega que a proteína é importante durante a recuperação, oque é verdade, mas também é verdade que a proteína da dieta normal quasesempre é suficiente ou excessiva. Uma das alegadas vantagens dos suplementos protéicos como o WheyProtein e PowerMax, seria a sua rapidez de absorção. Realmente os hidrolisadosde proteína são mais rapidamente digeridos, mas dois aspectos chamam aatenção: 1. Existe evidência de que as proteínas de rápida absorção como o wheyprotein ficam menos tempo circulantes e 2. Normalmente os fisiculturistas e aspessoas que buscam hipertrofia muscular fazem refeições a cada 2-3 horas. Comesse regime de horários não é possível existir queda nos níveis de aminoácidos,portanto, a velocidade de absorção é indiferente. Uma refeição que contenha caseína mantém os níveis de aminoácidosaumentados por 7 horas, questionando também a necessidade em se fazerrefeições tão próximas. Não se nega o fato da maior necessidade protéica em atletas de exercíciosde força, a questão é que na maioria dos casos o consumo de proteína já é váriasvezes acima do necessário.A suplementação com proteína pode ser indicada nos casos em que: 1. existe uma necessidade real em se aumentar o aporte protéico e isso deve ser feito sem incrementar o conteúdo de gordura da dieta; 2. a dieta deve ser complementada porque o indivíduo não tem condições no dia-dia de consumir proteína (mora sozinho, sem tempo de cozinhar, etc.); 3. indivíduos que precisam passar por restrição calórica e não desejam perder massa magra. 85
  • 86. Para quem visa aumento de massa muscular e vai consumir algumsuplemento, o melhor horário é assim que encerre os exercícios. Testes feitoscom bebidas contendo CHO e proteína ingeridas logo após o treino indicam que asíntese protéica foi aumentada nessa situação. Algumas pesquisas estão sendo feitas com a estratégia de ciclos de proteína.Alternando dias de baixo consumo com períodos de alto consumo supostamente aabsorção das proteínas seria melhorada, mas os resultados ainda são muitoimprecisos e duvidosos.Suplementos e Exercícios de Endurance Nos esportes de longa duração e nas provas de vários dias, só é possívelpara o atleta equilibrar o gasto energético com o consumo, se utilizar alimentos ousuplementos durante a atividade. Deve-se levar em conta que os depósitos de glicogênio podem não serrestaurados de um dia para o outro. Treinos em dias consecutivos podem levar auma depleção tamanha que precise de repouso para recuperação total. Manteruma dieta rica em CHO e usá-los durante o treino é a maneira mais eficiente deevitar este problema. Um ciclista em provas longas como o Tour de France, porexemplo, necessita de até 9 mil calorias por dia, o que é um fator limitante nestesesportes. Muitos atletas não conseguem suportar a competição por nãoconseguirem absorver a energia necessária. A suplementação costuma ser usadanessas situações. Atualmente existem repositores que conseguem em umapequena garrafa entregar 1000 calorias ao atleta em forma de líquido. O atleta quenão repõe o que gasta perde peso e desempenho Como em exercício de endurance as gorduras são queimadas emabundância, faria sentido usar suplementos lipídicos nessas situações. Entre estessuplementos estariam os triglicerídeos de cadeia média (TCM), que aumentam aoferta de ácidos graxos no plasma. Uma alternativa seria aumentar o consumo degordura, como proposto pela dieta 40/30/30. O uso dos TCM surgiu como uma alternativa, mas existe uma baixatolerância gastrintestinal aos TCM e nas quantidades aceitáveis não houveeconomia de glicogênio. As dosagens que resultaram em economia de CHO sãomuito altas e geralmente causam efeitos colaterais que comprometem odesempenho. Ao iniciar uma dieta hiperlipídica o organismo passa por várias adaptaçõesenzimáticas no sentido de usar melhor os AGL, mas outro efeito resultante domaior consumo de gordura é que com esse aumento ocorre uma diminuição noconsumo de CHO, diminuindo os depósitos de glicogênio muscular. O aumento da concentração de AGL no sangue com a finalidade dediminuir o gasto de CHO em exercício foi testado de várias formas, inclusive com 86
  • 87. injeções de produtos que aceleram a captação de AGL e outros métodosinvasivos. Todos seriam considerados doping. Dessa forma, atualmente a suplementação com lipídios e as dietas ricas emgordura parecem não trazer nenhuma vantagem para o atleta de endurance.Segurança A abundância de produtos disponíveis e a falta de controle fazem com queseja difícil estudar a eficácia e até mesmo a segurança dos suplementos. Muito doque é divulgado não passa de propaganda. Existe uma indústria milionáriaapoiando a venda dos produtos enquanto que a verba investida em pesquisa sériasobre os produtos é irrisória.Suplementos mais conhecidos • Cafeína: como a cafeína tem ação lipolítica, supôs-se que a suplementação auxiliaria na lipólise e pouparia glicogênio muscular. Mas os resultados foram contraditórios e apesar de ser também um forte estimulante, a cafeína é um diurético, aumentando a perda líquida em atividade, um fator indesejável. A quantidade de cafeína para ter um efeito significativo como estimulante é muito grande e seria considerada doping. Além disso, o consumo cotidiano de cafeína interfere na sua sensibilidade – pessoas que nunca consomem café são mais sensíveis aos seus efeitos. Essa variação pessoal seria mais um complicador caso se faça uma prescrição individual de uso. • Carnitina: atua como transportadora de lipídios intracelulares e pensou-se que o uso poderia facilitar a utilização de AGL circulantes. Mas os estudos mostraram que esse tipo de suplementação não traz melhorias ao rendimento e que na verdade o que pode acelerar o processo é uma aceleração do funcionamento enzimático intracelular, o que só ocorre com o treinamento. Mesmo assim, a carnitina é vendida mundialmente sob o pretexto de ser um “queimador de gordura”. • Aminoácidos isolados: o consumo de aminoácidos isolados como suplemento iniciou com a suplementação de pessoas doentes e os defensores desta prática para atletas alegam que poderiam estimular a secreção de hormônio do crescimento (GH), mas isso não foi provado. Existem indicações de que estes aminoácidos poderiam influenciar a absorção de outros aminoácidos, causar falha renal e lesões teciduais. A suplementação por longos períodos com aminoácidos não tem qualquer benefício comprovado sobre o rendimento, podendo ainda induzir um quadro de resistência periférica à insulina. Não há, portanto evidências apontando o uso de aminoácidos como sendo benéfico para o atleta ou para o seu rendimento. • BCAA (Branched-chain amino acids): aminoácidos de cadeia ramificada, valina, leucina e isoleucina. A maior quantidade de estudos com BCAA deve-se ao quadro da fadiga central. As estratégias para utilização do 87
  • 88. BCAA em relação à fadiga central procuram estabelecer que sua suplementação realmente atrase o início da fadiga. Atualmente existem três manobras nutricionais para evitar a fadiga central: a) suplementação de CHO durante o exercício, o que diminuiria o uso de BCAA, e consequentemente sua queda no sangue; b) suplementação com BCAA para manter seus níveis no sangue; c) uma mistura de BCAA e CHO durante o exercício. O poder anabólico e anticatabólico dos BCAA também vêm sendo estudado. O consumo de BCAA estimularia a liberação de hormônios anabólicos como o GH, insulina e testosterona. Vários estudos já mostraram que altas doses de BCAA podem afetar negativamente o rendimento, reduzindo a absorção de água, causando distúrbios gastrintestinais e aumentando a produção de amônia.• Beta-hidroxi metil butirato: quando associado ao treino de força parece induzir aumentos na massa magra e na força, no entanto a quantidade dos estudos e as populações estudadas não permitem fazer qualquer tipo de prescrição confiável.• Glutamina: é o aminoácido mais comum em nosso plasma e é muito queimado em exercício. Este aminoácido é fonte energética para as células do sistema imunológico e as quedas da glutamina baixam a resistência contra infecções oportunistas, um dos motivos para gripes e resfriados próximos à competições ou treinos fortes. A glutamina não pode ser suplementada eficientemente porque as células intestinais são altas consumidoras de glutamina e não permitem que ela passe para o sangue. Além do efeito sobre o sistema imunológico, a glutamina poderia ter um efeito anabolizante e de estimular a síntese de glicogênio. Formas associadas do aminoácido e outras alternativas estão sendo estudadas e existe alguma indicação de que mesmo com a questão da absorção abdominal prejudicada, o fato de suplementar poderia poupar glutamina endógena.• Creatina: a capacidade máxima do sistema anaeróbico em produzir energia é regulada pela degradação do fosfato de creatina e dura em média 10 segundos. A concentração de fosfato de creatina intramuscular é importante para a realização de exercício anaeróbico, intermitente ou de apenas um esforço único que dure no máximo 30 segundos. A creatina que usamos pode ser fornecida diretamente pela alimentação (carnes) ou ser produzida de forma endógena pelo fígado, rins e pâncreas a partir dos aminoácidos glicina, arginina e metionina. Os efeitos da creatina suplementada são mais bem percebidos em: - testes de sprint na natação - produção de força máxima em cicloergômetro; - tiros de até 700 metros em corrida; 88
  • 89. - velocidade final em tiros de 60 m em corrida;- tempo até a exaustão em testes de alta intensidade em bicicleta;- capacidade de força e na composição corporal de levantadores de peso;- performance em saltos.O uso da creatina deve obedecer a uma estratégia porque ela étransportada para o interior celular por proteínas que, quando expostas porlongos períodos a grandes doses de creatina, perdem sua sensibilidade.Portanto, o consumo regular de creatina não surte qualquer efeito. Operíodo em que a creatina intramuscular fica elevado é de 4-6 semanas.A creatina é mais bem absorvida quando ingerida junto com CHO emlíquidos mornos. Até o momento não se conhece nenhum prejuízo à saúdedevido à suplementação com creatina como na estratégia proposta. O usocrônico não foi avaliado.Atletas de atividades mais longas do que 5 minutos parecem não terqualquer benefício com a creatina, podendo apresentar ligeiro ganho depeso, o que normalmente é indesejável em várias modalidades 89
  • 90. DST (doenças sexualmente transmissíveis)Doenças sexualmente transmitidas ou DSTs, são doenças infecciosas que podemser disseminadas através do contato sexual. Algumas podem também sertransmitidas por vias não sexuais, porém formas não-sexuais de transmissão sãomenos frequentes. Estima-se que de 10 a 15 milhões de americanos tenhamdoenças sexualmente transmitidas, muitos dos casos são epidêmicos, incluindogonorréia, inflexão da uretra não causada pela gonorréia, herpes genital,candiloma, scabics (mites) e infecções na uretra e na vagina causadas pelabactéria Chlamydia trachomatis, pelo protozoário Trichomas e pelo fungo monilia.Vários estudos mostram que as doenças sexualmente transmitidas afetampessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de todos os níveis sociais nosEstados Unidos.Um grande número de infecções são transmitidas predominantemente ouexclusivamente por contato sexual. Além das doenças epidêmicas que foramcitadas acima, podemos incluir a sífilis, o chato (pediculosis pubis), infecçãovaginal causada pela bactéria Hemophilus e muitas outras. DSTs podem sercausadas por uma grande variedade de organismos, tais como o protozoárioTrichomonas, a levedura causadora de moniliasis, bactérias causadoras dagonorréia e da sífilis e o vírus que causa a herpes genital.TransmissãoA transmissão de todas estas doenças só ocorre através do contato íntimo com apessoa infectada, porque todos os organismos causadores morrem rapidamentese forem removidos do corpo humano. Apesar da área de contato sernormalmente as genitais, a prática de sexo anal e oral pode também causarinfecções. Gonorréia, sífilis e infecção clamidial podem ser transmitidas de umportadora grávida ao filho que está sendo gerado, tanto através do útero comoatravés do parto. 90
  • 91. Apesar das doenças venéreas se manifestarem na genitália externa, elas podematingir a próstata, o útero, os testículos e outros órgãos internos. Algumas dessasinfecções causam apenas uma irritação local, coceira e uma leve dor, porém agonorréia e clamídia podem causar infertilidade em mulheres.ControleA natureza epidêmica das doenças sexualmente transmitidas as torna de difícilcontrole. Algumas autoridades em saúde pública atribuem o aumento no númerode casos destas doenças ao aumento de atividade sexual. Outro fator quetambém contribui significativamente é a substituição do uso de camisinha(condom) - que oferece alguma proteção - por pílulas e diafragmas com métodosanticonceptivos. Os padrões das doenças sexualmente transmitidas são bastantevariáveis. Enquanto a sífilis e a gonorréia eram ambas epidêmicas, o uso intensivode penicilina fez com que a freqüência da sífilis caísse para um nívelrazoavelmente controlado; a atenção voltou-se então ao controle da gonorréia, foiquando a freqüência da sífilis aumentou novamente. Os casos de herpes genital eclamídia também aumentaram durante a década de 70 e durante o início dadécada de 80.O tratamento de doenças sexualmente transmissíveis é feito basicamente comantibióticos. A penicilina tem sido uma droga eficiente contra a sífilis e a gonorréia,porém muitos dos organismos causadores da gonorréia são hoje resistentes àpenicilina; usa-se nestes casos o ceftriaxone ou a spectinomicine. A tetraciclina éusada para tratar o linfogranuloma venéreo, o granuloma inguinale e a uteriteclamidial. Existem tratamentos específicos para a maioria dasdoenças sexualmente transmitidas, com exceção do molluscum contagiosum. Adroga antivirus aciclovir tem se mostrado útil no tratamento da herpes.A única forma de se prevenir a dispersão das doenças sexualmente transmitidas éatravés da localização dos indivíduos que tiveram contato sexual com pessoasinfectadas e determinar se estes também necessitam tratamento. Localizar a 91
  • 92. todos, entretanto, é bastante difícil, especialmente porque nem todos os casos sãoreportados.AIDS (SIDA) e a hepatite B são transmitidas através do contato sexual, porémestas doenças podem também ser transmitidas de outras formas.Condiloma(HPV)Condiloma é a designação genérica do Papilomavírus Humano. Outrosdenominações como condilomatose, condiloma acuminado e crista de galotambém podem ser usadas. A exemplo do herpes, o condiloma tem períodos delatência (remissão) variáveis de um indivíduo para o outro. Causam lesõesverrugosas, a princípio microscópicas e de difícil visualização a olho desarmado,que vão lentamente crescendo como lesões sobrepostas umas às outras,formando a designação popular de crista de galo. Podem chegar, em indivíduoscom higiene precária, a lesões coalescentes e grandes como a palma da mão deum adulto. Seu contágio é quase que exclusivamente sexual (gênito-genital, oro-genital ou gênito-anal) e sua manifestação depende da imunidade do contaminadoO diagnóstico faz-se por penoscopia direta (coloração especial que tinge as lesõescondilomatosas quando presentes) e sempre que possível, biópsia para confirmar-se a suspeita clínica. Uma vez diagnosticado o condiloma, o tratamento é quasesempre é cirúrgico por uma destas modalidades: eletrocauterização oueletrofulguração, que consiste em queimar as lesões ou a exerése das lesões queserão mandadas para exame anatomopatológico, fazendo-se assim a biópsia e otratamento ao mesmo tempo. Muitas vezes os dois métodos são utilizados emconjunto, nas lesões extensas. A cauterização química com ácidos orgânicos quetambém queimam as lesões, têm uma série de contra-indicações e complicaçõesque me levaram a quase descartá-lo para uso rotineiro. 92
  • 93. O cliente com condilomatose deve ser alertado para a possibilidade de recidivasapós os tratamentos, como se lesões latentes esperassem a hora certa paraaparecer. Não raro estes clientes terão repetidas sessões de terapia. Também éimportante salientar que no homem o condiloma é apenas uma lesãoesteticamente feia, mas na mulher é precursor do câncer de colo do útero, umadoença grave. Portanto, tratar o homem é prevenir uma complicação séria para amulher. Nestes casos, frequentemente recebemos o homem para penoscopia porsolicitação do ginecologista da esposa, que diagnosticou displasia do colo de úteroe suspeita de condiloma como agente causador.HerpesOs vírus herpes simples (VHS) tipo 1 e tipo 2 são ambos da família herpesvirushumanos, a qual ainda inclui o citomegalovírus, o Epstein-Barr vírus, varicelazoster vírus e herpesvirus humanos específicos (Kaposi). A principal característicados herpesvírus é a de produzir infecções latentes, potencialmente recorrentes. Alatência se desenvolve a partir da sobrevivência do material genético do vírusdentro de células hospedeiras, sem produção de partículas infectantesA infecção genital pelo VHS é adquirida a partir do contato de superfícies cutâneas(pele) ou mucosas genitais com os vírus infectantes. Sendo um parasita celularobrigatório (é desativado pela perda de umidade à temperatura ambiente), épouco provável que se transmita por aerossol (gotas microscópicas) ou fômites(peças de vestuário íntimo, assento do vaso sanitário, papel higiênico, etc.), sendoo contato sexual, orogenital ou genito-anal e gênito-genital, o modo habitual detransmissão.Acredita-se, a exemplo de outras infecções genitais, que o VHS penetre no corpohumano por pequenas escoriações (raspados) ou fissuras na pele ou mucosas,resultante do ato sexual. Após sua infecção, o VHS é transportado através dos 93
  • 94. neurônios (nervos), com isto podendo variar seus locais de recidiva. Na infecçãoinicial a gravidade das lesões será diretamente proporcional à imunidade dapessoa, disto também dependerá a freqüência e gravidade das recidivas. Apessoa que teve infecção anterior pelo VHS oral poderá ter uma infecção peloVHS genital atenuada (menos grave) pela presença de anticorpos cruzados.Não existe até o presente momento, cura para qualquer tipo de herpes. Todo otratamento proposto visa aumentar os períodos de latência em meses e até anos.A partir de diagnóstico clínico e laboratorial, medidas higiênicas devem sertomadas para o indivíduo e sua/seus parceiros sexuais. Em mulheres grávidas,maiores cuidados em relação ao feto devem ser adotados, mesmo que odiagnóstico não tenha sido na gestante e sim no seu parceiro sexual. Este,infectado, deve evitar o coito durante a gravidez ou fazê-lo de modo seguro.Como adquiri isto ? Pergunta freqüente de consultório, sempre implicandoem "infidelidade". Esta pode estar presente, sem dúvida, mas grande parte dosinfectados é assintomático até sua primeira crise herpética, num intervalo quepode ser de muito tempo e depois de vários relacionamentos amorosos.Lembro aqui que o perigo maior de contágio está nas lesões por recorrênciaquando então o indivíduo deve se proteger para não transmitir durante a atividadesexual.Fatores que baixam a imunidade, como gripes ou resfriados e o stress podemcontribuir para tornar as recidivas mais freqüentes. Por isto pacientes aidéticospodem ser cronicamente molestados por esta doença. Não há evidências médicasde relação do herpes com qualquer tipo de câncer humano.Uretrites 94
  • 95. É a designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra(canal que conduz a urina da bexiga para o meio externo, ao urinarmos) masculinae feminina. Os sintomas da uretrite compreendem: a descarga uretral (secreção)que varia de acordo com o agente etiológico, desconforto urinário sob forma deardência e/ou dor para urinar e às vezes sensação de "coceira" na parte terminalda uretra (perto do meato urinário na glande peniana). Estes três principaissintomas podem variar de intensidade de acordo com a doença.As uretrites inflamatórias (sem a participação de germes), em grande parte, sãooriginadas pelo trauma externo, como por exemplo o hábito de ordenhar a a uretraapós urinar, ou hábito masturbatório, lembrando aqui que a uretra é uma estruturabastante superficial e sensível. O trauma interno, como aquele que ocorre apósmanipulação com instrumentos ou sondas, também pode originar uma uretriteinflamatória, que deverá receber tratamento sintomático adequado.As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DST), que é onome atualmente aceito para as antigas doenças venéreas, termo esteempregado no passado, quando blenorragia (gonorréia) e sífilis dominavam ocenário das DST. Ainda deste conceito temos a classificação das uretritesinfecciosas, como uretrite gonocócica e não-gonocócica. A gonocócica, como diz otermo, é a causada pelo gonococo (N. gonorrhoeae) e as não-gonocócicas sãomais comumente causadas por um dos germes a seguir: clamidia, micoplasma eureaplasma. A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor,ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupaíntima do(a) portador(a). Já as demais uretrites, podem ter sintomatologiaescassa, com pouca ou nenhuma secreção no início da doença. Um dos sintomasmais comuns, é o misto de ardência para urinar com coceira após urinar. Nasuspeita deste tipo de uretrite, devem ser realizados exames laboratoriais para setentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físicominucioso devem ser realizados. 95
  • 96. Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações maissérias, como uma cervicite e doença inflamatória pélvica na mulher ou orquite,epididimite ou prostatite no homem. Na maior parte das vezes o urologista vaipreferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomasimportantes. Como sequelas das complicações das uretrites mal conduzidas,podemos citar infertilidade e as estenoses de uretra.CandidíaseÉ a infecção causada pela Cândida albicans, e não é obrigatoriamente uma DST.No homem, balanopostite ou postite por cândida e na mulher, vaginite ou cervicitepor cândida. É um fungo que habita normalmente nosso organismo, tendo afunção de saprófita (alimenta-se de restos celulares) no aparelho genital. Comoqualquer outra micose, gosta de ambientes quentes e úmidos, como a vagina e oprepúcio. No homem, o microtraumatismo peniano que resulta de uma relaçãosexual pode ser o suficiente para desencadear o processo de instalação de umabalanopostite por cândida, que com certeza vai incomodar seu portador. Surge jánas primeira horas uma ardência ao contato com secreção vaginal ou à própriaurina, bem como a pele torna-se avermelhada, brilhante e friável (descama comfacilidade ao toque) com um prurido (coceira) intensa. Na mulher, o sintoma maisimportante é o prurido vaginal ou dos lábios da vulva, seguido ou não porsecreção vaginal (corrimento) branco. No período menstrual, como há intensadescamação do endométrio e perda de sangue (células mortas), há um aumentoda população da cândida ( e outros saprófitas), pois há uma quantidade maior derestos celulares a serem removidos do organismo. Também, o uso prolongado deantibióticos, que não agem sobre os fungos, pode fazer uma seleção destes,aumentando sua população no organismo (por exemplo, sapinho). O contatosexual nestes dias pode resultar em candidíase em ambos os sexos. A excessivapopulação de cândida acidifica ainda mais o ph vaginal, que é o que causa a dor ea ardência genital em ambos os sexos. 96
  • 97. A queixa pode surgir de qualquer dos sexos e como dito acima, é a cândida umahabitante normal de nosso organismo, desde que não nos agrida. Portanto, não háa menor possibilidade de erradicá-la definitivamente, uma vez que a adquiriremosnovamente horas após, pela dieta, pelo ambiente, convívio social, sexual, etc. Otratamento visa principalmente alívio para os sintomas e diminuir a população dofungo a uma quantidade que não agrida nosso organismo. O tratamento do casalé imperativo e medidas higiênicas adequadas devem ser adotadas para seucontrole efetivo.Em alguns homens portadores de diabetes, pode ser necessária a remoçãocirúrgica do prepúcio (circuncisão), como uma medida profilática à balanopostitepor cândida. Ainda, o uso inadequado de absorventes ou duchas vaginaispossuem papel importante na recidiva da candidíase da mulher.CancroTambém conhecido por cancróide, é uma DST aguda e contagiosa, que secaracteriza por lesões genitais ulceradas e dolorosas que evoluem com asupuração (saída de pus) dos linfonodos (gânglios) inguinais.É causada pelo Hemophilus ducreyi e o período de incubação é de 3 a 7 dias apóso contato sexual suspeito. Pequenas lesões avermelhadas e elevadas (pápulas)se rompem e tornam-se úlceras rasas, com as bordas macias e com anelavermelhado ao redor. Tais úlceras variam de tamanho e podem se agrupar(coalescentes), formando uma lesão maior, intensamente dolorosa.Os linfonodos inguinais se tornam dolorosos, aumentados de tamanho eagrupados (bubão), sendo facilmente palpáveis. Forma-se aí o abscesso que podedrenar através da pele da virilha.SIfilis 97
  • 98. Doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e normalmentetransmitida através do contato sexual ou pelo beijo. A infecção através de objetoscontaminados é bastante rara, pois a bactéria morre em contato com o ar. Um fetocarregado por uma portadora de sífilis pode contrair a doença, condiçãodenominada de sífilis congênita.HistóricoAcredita-se que a sífilis foi introduzida na Europa em 1493 por um grupo demarinheiros retornando da primeira expedição de Cristovão Colombo à America.Já no século XVI, a sífilis tornou-se a maior epidemia pública. O aspirilo,responsável pela doença, foi descoberto somente em 1905, pelo zoologistaalemão Fritz Schaudinn. Em 1906 o bacteriologista alemão August vomWassermann desenvolveu o primeiro exame de sangue para diagnosticar adoença. Em 1909 outro bacteriologista alemão, Paul Ehrlich, desenvolveu oprimeiro tratamento efetivo. Em 1943 a penicilina mostrou-se bastante efetiva nocombate à sífilis e até hoje continua sendo o medicamento preferido para otratamento dessa doença.Intensos programas de saúde pública reduziram o número de casos reportadosnos Estados Unidos de 160.000 (1947) para 25.000 (1975), porém o númerocresceu para mais de 39.000 em 1988. Durante a década de 70, a maioria doscasos de sífilis em homens ocorreu em homossexuais, entretanto o aumento nonúmero de casos durante a década de 80 aparenta ser em indivíduosheterossexuais. Este fato aumenta a incidência da sífilis congênita, que causa umgrande índice de mortalidade infantil. Pessoas portadoras de AIDS (SIDA) têmmaiores chances de desenvolver sérias formas de sífilis e a sofrerem recaídasapós tratamentos que normalmente curam a doença.Estágios e SintomasO primeiro estágio da sífilis é caracterizado por uma pequena lesão, que aparecena região de contágio, de três a seis semanas após a contração. Os fluidos 98
  • 99. oriundos dessa lesão são extremamente infecciosos. Em um segundo estágio, quemanifesta-se cerca de seis semanas mais tarde, ocorre um repentinoaparecimento de lesões. Úlceras doloridas desenvolvem-se na boca, assim comoem várias regiões do corpo; lesões em forma de pequenas protuberâncias,também altamente infecciosas, podem aparecer na região genital; dores decabeça, febre e inchamento das glândulas linfáticas são, algumas vezes,observados. Estes sintomas normalmente desaparecem de 3 a 12 semanas. Adoença entra então em um estágio latente não apresentando sintomas externos,porém as inflamações podem instalar-se em órgãos internos. Este estágio latentepode durar de 20 à 30 dias. Em 75% dos casos não ocorrem outros sintomas alémdos já mencionados; entretanto, quando o estágio final ocorre (sífilis terceira),nódulos enrijecidos podem se desenvolver em tecidos sob a pele, nos tecidosmucosos e nos órgãos internos. Os ossos são freqüentemente afetados, assimcomo o fígado, os rins e outros órgãos viscerais. Infecção do coração e dosprincipais vasos sanguíneos ocorrem em casos terminais. Em aproximadamente15% dos casos de sífilis terceira ocorre o que é chamado neurosífilis,representado pela perda do controle urinário, degeneração dos reflexos e perdada coordenação muscular, que pode levar à paralisia. Durante este estágio,infecções no trato urinário podem, em uma gravidez, levar ao aborto ou aonascimento de uma criança portadora de sífilis congênita. Crianças afetadasnormalmente apresentam sinais típicos como: testa grande, nariz seliforme edentes mal formados. Perto da segunda década da vida, tais crianças podemapresentar deterioração no sistema nervoso central.A sífilis é detectada através dos sintomas de um dos vários testes de sangue oude fluido da coluna espinhal. A droga mais usada no tratamento é a penicilinabenzatina que é ministrada em duas injeções separadas por uma semana deintervalo. Quando se trata de neurosífilis, o antibiótico é ministrado três vezes porsemana.O controle da sífilis inclui localizar as pessoas que tiveram contato sexual com 99
  • 100. portadores e tratar aquelas cujo contato se deu durante o período decontaminação. O uso da camisinha oferece alguma proteção contra a sífilis.Aids (sida)Síndrome da deficiência imunológica adquirida é uma condição que resulta nasupressão do sistema imune relacionada à infecção pelo vírus HIV (HumanImmunodeficiency Virus). Uma pessoa infectada com o vírus HIV perdegradativamente a função imune de algumas células imunológicas denominadasCD4 linfócitos-T ou CD4 células-T, tornando a pessoa infectada vulnerável àpneumonia, infecções fúngicas e outras enfermidades comuns. Com a perda dafunção imune, uma síndrome clínica (um grupo de várias enfermidades que, emconjunto, caracterizam a doença) se desenvolve com o passar do tempo eeventualmente pode causar a morte devido a uma infecção oportunista (infecçõespor organismos que normalmente não causam mal algum, exceto em pessoas queestão com o sistema imunológico bastante enfraquecido) ou um câncer.HistóricoDurante o início dos anos 80 se observou um grande número de mortes causadaspor infecções oportunistas em homens homossexuais que, apesar de tal infecção,eram pessoas saudáveis. Até então estas infecções oportunistas causavam mortenormalmente em pacientes que receberam órgãos transplantados e estavamrecebendo medicamento para suprimir a resposta imune.Em 1983, Luc Montaigner, um francês especialista em câncer, juntamente comoutros cientistas do Instituto Pasteur em Paris, isolaram o que parecia ser um novoretrovírus humano (um tipo especial de vírus que se reproduz de maneiradiferente) de uma glândula (nódulo) linfática de um homem sob risco de AIDS.Simultaneamente cientistas norte americanos liderados por Robert Gallo,trabalhando no Instituto Nacional do Câncer em Bethesda (Maryland) e o grupo 100
  • 101. liderado pelo virologista norte americano Jay Levy de San Francisco isolaram oretrovírus de pessoas com AIDS e também daquelas que tinham contato comportadores da doença. Os três grupos de cientistas isolaram o que hoje seconhece como vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus que causa a AIDS.A infecção por este vírus não significa necessariamente que a pessoa tenha AIDS,porém erroneamente costuma-se dizer que a pessoa HIV-positiva tem AIDS. Defato, um indivíduo HIV-positivo pode permanecer por mais de 10 anos semdesenvolver nenhum dos sintomas clínicos que diagnosticam a doença.Em 1996 estimou-se que 22,6 milhões de pessoas no mundo estavam vivendocom o HIV ou com a AIDS, dos quais 21,8 milhões eram adultos e 380.000crianças. A Organização Mundial da Saúde estimou que no período entre 1981,quando o primeiro caso de AIDS foi diagnosticado, e em 1996 mais de 8,4 milhõesde adultos e crianças desenvolveram a doença. Estimou-se também que nomesmo período 6,4 milhões de mortes foram causadas pelo vírus HIV. 101
  • 102. Métodos anticoncepcionaisQualquer outra definição para explicar o que são métodos anticoncepcionais nãoabrangeria sua verdadeira utilidade: eles servem para evitar uma gravidez.Não há como classificar o melhor método, pois o melhor é aquele que a mulher eseu parceiro confiam e também que não exista contra-indicações ao seu uso.Por isso é sempre bom saber quais são os métodos existentes e procurar seadequar a algum deles - sempre acompanhado de uma orientação médica.Existe cinco métodos:Comportamentais ou de abstinência periódica: são aqueles que identificam o período fértil, para se ter relações nesse período. • Tabelinha • Método de Billings ou da ovulaçãoBarreira: são aqueles que não deixam os espermatozóides subirem através do colo do útero. • Camisinha • Diafragma • EspermicidasHormonais: são aqueles que possuem substâncias que produzem algumas alterações no aparelho genital da mulher. Sua atuação é principalmente a nível de ovário, trompas, endométrio e muco. 102
  • 103. • Pílulas • InjetáveisIntra-uterinos: colocação de um aparelho que fica dentro do útero. • DIUCirúrgicos: operações que são feitas tanto no homem quanto na mulher para interromper definitivamente a capacidade reprodutiva. • Vasectomia • Ligadura de Trompas 103
  • 104. Jogos PanamericanosOs Jogos Pan-americanos, são um evento multidesportivo, que tem como baseos Jogos Olímpicos e organizados pela ODEPA. Funcionam como uma versãodas Olimpíadas modernas onde participam os países do continente americano.Nos Jogos, são disputados esportes incluídos no Programa Olímpico e outros nãodisputados em Olimpíadas. Acontecem a cada quatro anos e tradicionalmenteseguem um rodízio entre as três regiões do continente: América do Sul, Central edo Norte. A primeira edição foi realizada em Buenos Aires, capital da Argentina,em 1951.História Jogos Pan-AmericanosRepresentantes de diversos países da America Latina após as Olimpíadas de1932 propuseram uma espécie de "Competição Regional" só para as Américas.Nessa época já existiam os Jogos Abertos da América Central e seus dois últimoseventos tinham sido no México em 1926 e em 1930 na Cuba socialista. A históriasegue até 1938 quando a região do Caribe começa a participar da competição.Após essa inclusão (e também dos Estados Unidos no ano de 1944), todos osoutros países da América quiseram competir. Foi então que o ex-presidenteargentino Roberto Marcelino Ortiz, fundou o Congresso Panamericano deEsportes (Pan American Sports Congress) em Buenos Aires, Argentina, emAgosto de 1940. Ficou convencionado que Buenos Aires seria onde realizariam oprimeiro Jogos Pan-americanos em 1942. Isso acabou não acontecendo emdecorrência da Segunda Guerra Mundial que durou de 1939 até 1946. Com otérmino da segunda grande guerra, e a volta ao período de paz, alinha-se comisso, um amplo crescimento econômico (em vários países da América) em razãodas exportações crescentes para a Europa destrída pela guerra. Em virtude detudo isso que durante o período compreendido entre 8 e 15 de Agosto de 1948,em Londres, Inglaterra, aconteceu o Segundo Congresso Pan-americanos (II PanAmerican Congress). O Congresso delibera novamente sobre a Ata inicial dos 104
  • 105. jogos e decidem que em 25 de Fevereiro de 1951 a cidade de Buenos Aires iriasediar o primeiro Jogos Pan-americanos.Modalidades • Atletismo • Ginástica Artística • Squash • Badminton • Ginástica Ritmica • Natação • Basebol • Trampolim • Nado sincronizado • Basquetebol Acrobático • Tênis de mesa • Boliche • Hóquei em Campo • Taekwondo • Boxe • Handebol • Tênis • Canoagem • Judô • Triatlo • Ciclismo • Karatê • Vôlei • Salto ornamental • Pentatlo moderno • Vôlei de Praia • Hipismo • Patinação sobre • Pólo aquático • Esgrima rodas • Levantamento de • Futebol • Remo peso • Vela • Luta greco-romana • Futsal • Tiro esportivo • Luta Livre • Tiro com Arco • Esqui aquático • Softbol • Maratonas Aquáticas-Número total de medalhas dos paísesContagem de medalhas dos Jogos Pan-Americanos de todos ostemposPos País Total 105
  • 106. 1 Estados Unidos 1651 1207 821 36792 Cuba 722 496 440 16583 Canadá 309 503 627 14394 Argentina 247 263 330 8405 Brasil 187 243 336 7666 México 139 193 378 7107 Venezuela 61 133 189 3838 Colômbia 43 89 149 2819 Chile 31 65 99 19510 Porto Rico 18 66 101 18511 Jamaica 18 28 58 104-Sedes Anteriores1951 - Buenos Aires (Argentina) - 25 de fevereiro a 9 de março2.513 atletas, 21 países, 18 esportes 106
  • 107. 1955 - Cidade do México (México) - 12 a 26 de março2.583 atletas, 22 países, 17 esportes1959 - Chicago (Estados Unidos) - 27 de agosto a 7 de setembro2.263 atletas, 25 países, 18 esportes1963 - São Paulo (Brasil) - 20 de abril a 5 de maio1.665 atletas, 22 países, 19 esportes1967 - Winnipeg (Canadá) - 24 de julho a 6 de agosto2.361 atletas, 29 países, 18 esportes1971 - Cáli (Colômbia) - 25 de julho a 8 de agosto2.935 atletas, 32 países, 18 esportes1975 - Cidade do México (México) - 12 a 25 de outubro3.146 atletas, 33 países, 18 esportes1979 - San Juan (Porto Rico) - 1º a 15 de julho3.700 atletas, 34 países, 22 esportes1983 - Caracas (Venezuela) - 14 a 29 de agosto3.426 atletas, 36 países, 23 esportes1987 - Indianápolis (Estados Unidos) - 7 a 23 de agosto4.453 atletas, 38 países, 27 esportes1991 - Havana (Cuba) - 8 a 18 de agosto4.519 atletas, 39 países, 26 esportes 107
  • 108. 1995 - Mar del Plata (Argentina) - 11 a 26 de março5.144 atletas, 42 países, 34 esportes1999 - Winnipeg (Canadá) - 23 de julho a 8 de agosto5.000 atletas, 42 países, 34 esportes2003 - Santo Domingo (República Dominicana) - 1 a 17 de agosto5.500 atletas, 42 países, 35 esportes2007 - RIO DE JANEIRO (BRASIL)13 a 29 de julho5.662 atletas*, 42 países, 37 esportes2011 - Guadalajara (México) - 1 a 17 de agosto6003 atletas, 42 países, 40 esportes2015 - Santo Domingo (República Dominicana) - 1 a 17 de agosto5.500 atletas, 42 países, 35 esportesJogos Panamericanos-Rio-2007 Os Jogos Pan-Americanos de 2007, oficialmente denominados XV Jogos Pan-Americanos, foram um evento multiesportivo realizado em julho na cidade do Rio deJaneiro, no Brasil. Durante os dezessete dias de competição, 5633 atletas de 42 paísescompetiram em 332 eventos de 47 modalidades. 108
  • 109. Os Jogos Pan-Americanos de 2007, oficialmente denominados XV Jogos Pan-Americanos, foram um evento multiesportivo realizado em julho na cidade do Riode Janeiro, no Brasil. Durante os dezessete dias de competição, 5633 atletas de42 países competiram em 332 eventos de 47 modalidades. [1]O Rio de Janeiro foi eleito sede dos Jogos em 2002, vencendo a cidade de SanAntonio, nos Estados Unidos. Nos cinco anos de preparação, diversos locais decompetição foram construídos ou reformados e mais de vinte mil voluntários foramconvocados para trabalhar no evento principal e em eventos preparatórios. Açõescomo a escolha do nome da mascote e o revezamento da Tocha Pan-Americanaforam feitas para envolver todo o país na realização do Pan. [2]Os Jogos do Rio de Janeiro criaram uma nova perspectiva e definiram novosmarcos para os Jogos Pan-Americanos. Considerada uma competição olímpica denível organizado, esta edição foi a mais cara na história do evento, com umorçamento de 2 bilhões de dólares. Os meios de comunicação relataram uminteresse do público sem precedentes nos Jogos, com o maior de atendimento aopúblico e maior audiência de televisão na história do Pan-Americano. Os jogosforam transmitidos em alta definição e todas as instalações esportivas estavamlocalizadas dentro dos limites da cidade de acolhimento.Esta edição do Pan foi marcada por atrasos nas obras, como também porpolêmicas envolvendo a postura dos torcedores, que vaiaram o presidente Lula nacerimônia de abertura e atletas estrangeiros durante todo o evento, e peladeserção de quatro membros da delegação de Cuba. Durante o período do Pantambém ocorreu o acidente com o Voo TAM 3054 em São Paulo, tendo sidodecretado luto oficial pelo governo federal e pela ODEPA. 109
  • 110. Dentro dos locais de competição, o Rio de Janeiro viu as conquistas da primeiramedalha de Granada e do primeiro ouro de Antígua e Barbuda e El Salvador, osfeitos de Thiago Pereira, o maior medalhista em uma única edição do Pan, e avitória do Brasil no futebol feminino em umBaseada nos movimentos do esporte aliados ao arrojo do vôo, a logomarca trazum pássaro como ponto de partida para retratar os recortes da paisagem dacidade, em especial o Pão de Açúcar. A repetição deste elemento, com cores,tamanhos e posições diferentes, representa a reunião das várias culturas dasAméricas, irmanadas e integradas. Já a tipologia do nome “RIO 2007” tem amodernidade da linguagem digital dos cronômetros e placares.CAUÊ - O Rio de Janeiro é famoso internacionalmente pela beleza de suas praias,freqüentada por banhistas em busca de sol. Nada mais adequado do que escolhero astro-rei como símbolo dos XV Jogos Pan-americanos Rio 2007, o que faz doevento o primeiro a não ter um animal como mascote. Amante da natureza, osolzinho Cauê lança seus raios sobre todos os participantes da competição,passando uma mensagem de paz, respeito ao meio ambiente, amizade econfraternização, valores intrínsecos ao movimento olímpico.A palavra “Cauê” – escolhida para batizar a mascote em uma votação popular –vem da língua indígena tupi e é um nome próprio. Possivelmente, foi derivado de“auê”, uma saudação tupi que significa “salve!”. Em dicionários de nome próprios,significa “homem bondoso que age com inteligência”. Alguns escritores afirmamainda que cauê é uma bebida tupi (kawi), que teria o poder de conferir poderes debondade e sabedoria a quem a ingerisse, segundo a crença indígena 110
  • 111. Eleição do Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos 2007A escolha da cidade do Rio de Janeiro para a realização dos Jogos Pan-Americanos 2007 aconteceu no dia 24 de agosto de 2002 na Cidade doMéxico. A adversária do Rio de Janeiro foi San Antonio, cidade americana doestado do Texas, a qual ofereceu uma forte estrutura para receber os JogosPan-Americanos. A edição dos Jogos Pan-Americanos na cidade do Rio deJaneiro acontecerá de 13 a 29 de Julho.LegadoReceber uma edição dos Jogos Pan-americanos é muito mais do que realizar umamegacompetição esportiva. Para a cidade, o estado e o país que a organizam, emesmo para o continente americano, é realizar um evento que promovemudanças sócio-econômicas profundas que ficarão para sempre. Os Jogosmudam definitivamente a sua sede. Basta ver o que aconteceu com a capital sul-coreana Seul e a cidade espanhola de Barcelona, revitalizadas em diversosaspectos após os Jogos Olímpicos de 1988 e 1992. Com o RIO 2007, é possívelver mudanças no cenário mesmo antes do início das competições.A vitória do Rio na disputa pela sede dos Jogos Pan-Americanos representou umaelevação do grau de credibilidade internacional de uma cidade brasileira sobre suacapacidade de promover grandes eventos internacionais. Tanto que, após aconfirmação da realização dos Jogos, o Rio conquistou o direito dereceber Campeonatos Mundiais. Ainda na área esportiva, houve a construção doEstádio Olímpico João Havelange, do Complexo Esportivo de Deodoro e doComplexo Cidade dos Esportes, no Autódromo, e a reforma do ComplexoEsportivo do Maracanã e do Estádio de Remo da Lagoa. Além disso, foram 111
  • 112. importados equipamentos esportivos para 29 modalidades. São benefícios queficarão à disposição dos atletas e dos fãs do esporte mesmo depois dos Jogos.Do ponto de vista da economia e da infra-estrutura, houve aumento na geração deempregos na construção civil e no setor de turismo; obras de ampliação ereformas de ruas, de estações de trem e do aeroporto Santos Dumont; instalaçãode câmeras de monitoramento para controle de tráfego; e a remodelação dosquiosques da orla de Copacabana. Com isso, novos eventos são programadospara a cidade, o comércio se expande e mais investimentos acontecem. O turismoganha força com a construção de hotéis e melhora da infra-estrutura da cidade,ajudando na consolidação do Rio como líder desse setor na América Latina.Juntos, o programa de voluntários para o RIO 2007 e a criação desses empregoslevam à capacitação de uma mão-de-obra qualificada em diferentes áreas,especialmente no atendimento ao visitante estrangeiroNo setor de segurança pública, foi consolidada a atuação da Força Nacional deSegurança e promovida a integração de ações pelas forças de segurança,conforme estabelecido no Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Houveainda o investimento de R$ 562 milhões, aplicados na capacitação de agentes ecães farejadores e na compra de equipamentos como viaturas, aeronaves, rádiosdigitais e armamentos letais e não letais, que continuarão sendo utilizados depoisdos Jogos. Além disso, foram criados projetos para integração social, tal como otreinamento de moradores de comunidades carentes para atuarem comobrigadistas socorristas, operando em conjunto com órgãos de segurança públicano RIO 2007 e adquirindo o currículo mínimo para o curso de formação debombeiro civil, ou como guias cívicos, fazendo parte da organização dos Jogos ese habilitando para trabalhar futuramente na área de turismo.Ao longo do período de preparação e durante sua disputa, os Jogos irão estreitaros laços do Rio de Janeiro e do Brasil com os países da América, além de darexperiência à cidade na condução de acontecimentos desse porte. O Rio será 112
  • 113. exibido mundialmente como uma cidade com capacidade de organização e donade uma riqueza esportiva, artística, cultural e natural.Enfim, obras, reformas e desenvolvimento de políticas ficam como um importantepatrimônio para a cidade, para o estado e para o país, servindo aodesenvolvimento do esporte, à descoberta de novos talentos e à formação de umcorpo técnico e de centros de excelência. Tudo isso causa uma modificação nainfra-estrutura urbana, já que as adjacências das instalações dos Jogos tambémreceberam melhorias. Uma importante evolução será sentida ainda em setorescomo tecnologia, telecomunicações e medicina especializada em esporte.E, acima de tudo, ficará a memória de um momento especial, quando foramreunidos atletas de todas as Américas para uma confraternização histórica emtorno dos valores do esporte.Alegria em ParticiparO slogan dos XV Jogos Pan-americanos Rio 2007 é "Viva Essa Energia!",inspirado no primeiro dos quatro valores olímpicos: "Alegria em Participar","Esperança", "Sonhos e Inspiração" e "Amizade e Fair Play". Assim, o RIO 2007tem como conceito fundamental a integração da comunidade em torno dos Jogos.Todo o país está se envolvendo com o evento, seja esgotando os ingressospostos à venda, decorando ruas, fazendo trabalho voluntário para a organizaçãoou comprando produtos oficiais. Cauê, mascote dos Jogos, já pode ser visto emtodos os cantos, em camisas, vitrines e, agora, também em seu computador.Resumo do Pan do Rio de Janeiro 113
  • 114. RIO DE JANEIRO, 30 de junho - Encerrados os XV Jogos Pan-americanos Rio2007, uma análise dos resultados revela a evolução esportiva de vários países.Um dos exemplos de ascensão é o Brasil. Os anfitriões subiram ao pódio 161vezes, sendo 54 no degrau mais alto. Nunca os brasileiros tinham conseguidotantos ouros em um Pan-americano. O Brasil foi o segundo colocado em númerosde medalhas, atrás apenas dos americanos, que conquistaram 237 (97 de ouro,88 de prata e 52 de bronze). Mas a segunda posição no quadro geral ficou comCuba, que levou cinco ouros a mais do que o país-sede. Em São Paulo 1963, oBrasil conseguiu a segunda posição geral nos Jogos, mas naquela edição, osbrasileiros ganharam 14 de ouro, 20 de prata e 18 de bronze.Com o bom desempenho no RIO 2007, o Brasil subiu para o quarto lugar naclassificação geral dos Jogos, superando a Argentina. De uma desvantagem de 30medalhas de ouros em relação à nação vizinha antes da competição, o país-sededos Jogos passa a ter 13 medalhas douradas a mais e um total de 901, contra 899dos argentinos.O nadador brasileiro Thiago Pereira foi o maior vencedor dos Jogos, com oitomedalhas (seis de ouro, uma da prata e outra de bronze). Com o ótimodesempenho no Parque Aquático Maria Lenk, Thiago se tornou o recordistabrasileiro de vitórias em uma edição dos Jogos, superando o também nadadorFernando Scherer (quatro em Winnipeg 99).Outro país que deu um importante salto no quadro de medalhas foi o Chile. Se em2003 os chilenos conquistaram apenas duas medalhas de ouro e terminaram oPan-americano em décimo terceiro lugar, no RIO 2007 os atletas do Chilevenceram seis competições e fecharam os Jogos na décima posição.A Colômbia também subiu na classificação final. Oitavos colocados em SantoDomingo, com 11 medalhas de ouro, oito de prata e 24 de bronze, os colombianosultrapassaram argentinos e venezuelanos e terminaram em sexto lugar no Rio deJaneiro, com 14 de ouro, 21 de prata e 13 de bronze. Foi o melhor desempenhoda Colômbia nos Jogos.Também celebram as suas melhores participações em pan-americanos ElSalvador, Granada e Antígua e Barbuda. Os salvadorenhos fizeram bonito. Namarcha atlética 20km, Cristina Lopez ganhou o primeiro ouro do país em umaedição dos Jogos. O país conquistou ainda três medalhas de prata e seis debronze. Até o RIO 2007, El Salvador tinha obtido nove medalhas nos Jogos, sendotrês de prata e seis de bronze.Antígua e Barbuda foi outro país a comemorar seu primeiro ouro pan-americano.Brendan Christian venceu os 200 metros rasos e levou a medalha. O país, queconseguira apenas um bronze nos Jogos, em Mar del Plata 1995, ainda fez festapara outras duas medalhas: os bronzes de James Grayman no salto em altura edo já herói Brendan Christian nos 100 metros rasos. 114
  • 115. Já Granada festejou a terceira colocação de Sherry Fletcher nos 200 metros rasosfeminino. Foi a primeira medalha do país na história dos Jogos.Outro número que chama a atenção é o de medalhas de ouro conquistadas peladelegação dos Estados Unidos. Apesar da folgada vitória, com 97 ouros e 237medalhas, pela primeira vez, desde os Jogos da Cidade do México 1955, osamericanos não conseguiram atingir a marca de 100 medalhas de ouro em umaedição de Pan-americano. Naquela ocasião, a delegação dos Estados Unidossubiu 81 vezes ao lugar mais alto do pódio.Outro país que leva do RIO 2007 menos ouros do que o costume é Cuba. Adelegação cubana conseguiu 59 ouros, 13 a menos do que em Santo Domingo2003 e 11 a menos do que em Winnipeg 1999. Nos últimos 25 anos, somente em1975, quando a Cidade do México recebeu os Jogos Pan-americanos pelasegunda vez, a ilha caribenha conseguiu um número menor de triunfos (56).Anfitriões dos próximos Jogos (Guadalajara 2011), os mexicanos tiveram, no RIO2007, um desempenho semelhante ao obtido em Santo Domingo 2003. Há quatroanos, os mexicanos terminaram em quinto lugar no quadro geral de medalhas,com 20 de ouro, 27 de prata e 32 de bronze, num total de 79. No Rio de Janeiro, acolocação final foi a mesma, mas, desta vez, o México conseguiu 18 de ouro, 24de prata e 31 de bronze, num total de 73 medalhas.Embora com um número menor de medalhas, a República Dominicana, país-sededos XIV Jogos, manteve a colocação de 2003: nono lugar. Quando receberam osJogos, os dominicanos conquistaram 41 medalhas, sendo dez de ouro. Em 2007,o país somou 29 medalhas, sendo seis de ouro. Antes de receber os Jogos em2003, os dominicanos registravam apenas três ouros pan-americanos em suahistória.Dez países saíram do RIO 2007 sem medalha: Aruba, Belize, Bermudas, Bolívia,Costa Rica, Ilhas Virgens, Ilhas Virgens Britânicas, São Vicente & Granadinas,Suriname e São Cristóvão & Neves.Brasil comemora recorde de medalhas nos JogosRIO DE JANEIRO, 29 de julho - O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) comemorou odesempenho da delegação do país-sede nos XV Jogos Pan-americanos Rio 2007,que superou as objetivos traçados pela entidade. Em entrevista coletiva aosjornalistas, neste domingo, dia 29, o comitê fez um balanço do desempenho dopaís, que conseguiu este ano a sua melhor participação na história da competição,com 54 medalhas de ouro, 40 de prata e 67 de bronze. A equipe ficou em terceiro 115
  • 116. lugar no quadro de medalhas, ganhando uma posição em relação de SantoDomingo 2003. A delegação conseguiu um total de 161 medalhas, atrás apenasdo Estados Unidos (237).No número de medalhas de ouro, o Brasil conseguiu um aumento de 116% emrelação aos Jogos Pan-americanos de Winnipeg 1999 e de 86% aos de SantoDomingo 2003. Dos 660 atletas que representaram o país, 315 (48%)conseguiram medalhas no RIO 2007. O aproveitamento nas modalidades foimaior. Nas 47 disputadas nos Jogos, o Brasil obteve medalhas em 41 (88%).“Este resultado pode ter sido surpresa para muitas pessoas, porém para nós, doComitê Olímpico Brasileiro, e para as Confederações, a participação do Brasil noRIO 2007 reflete o planejamento e a execução proporcionada pelo primeiro ciclopan-americano completo com os recursos da Lei Agnelo Piva”, avaliou opresidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.O Chefe da Missão Brasileira, Marcus Vinicius Freire, também destacou oplanejamento executado pelo COB e Confederações esportivas e a importânciados recursos obtidos com a Lei Agnelo Piva.“Foram contratados 21 técnicos estrangeiros, que agregaram novas metodologias,em vista da evolução das modalidades. Além disso, com os recursos da LeiAgnelo Piva, foram organizados intercâmbios internacionais e competiçõesesportivas no Brasil”, disse Freire.Além de medalhas, no RIO 2007 o Brasil também conseguiu classificar dezmodalidades e 96 atletas para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008.A maior delegação brasileira da história foi composta por 999 pessoas, sendo 660atletas, 212 técnicos e auxiliares, 51 chefes de equipe, 60 profissionais médicos e16 profissionais administrativos. 116
  • 117. Jogos OlímpicosIntroduçãoA cada quatro anos, atletas de centenas de países se reúnem num país sede paradisputarem um conjunto de modalidades esportivas. A própria bandeira olímpicarepresenta essa união de povos e raças, pois é formada por cinco anéisentrelaçados, representando os cinco continentes e suas cores. A paz, a amizadee o bom relacionamento entre os povos são os princípios dos jogos olímpicos.Origem dos Jogos OlímpicosForam os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 AC, osgregos faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus. Atletas dascidades-estados gregas se reunião na cidade de Olímpia para disputaremdiversas competições esportivas: atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo epentatlo ( luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Osvencedores eram recebidos como heróis em suas cidades e ganhavam umacoroa de louros.Além da religiosidade, os gregos buscavam através dos jogos olímpicos a paz ea harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Mostratambém a importância que os gregos davam aos esportes e a manutenção deum corpo saudável.No ano de 392 AC, os Jogos Olímpicos e quaisquer manifestações religiosasdo politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, apósconverter-se para o cristianismo.Jogos Olímpicos da Era ModernaNo ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa dofrancês Pierre de Fredy , conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeiraOlimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputandoprovas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo,natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas deouro e um ramo de oliveira. 117
  • 118. Jogos Olímpicos e PolíticaAs Olimpíadas, em função de sua visibilidade na mídia, serviram de palco demanifestações políticas, desvirtuando seu principal objetivo de promover a paze a amizade entre os povos. Nas Olimpíadas de Berlim (1936), o chanceleralemão Adolf Hitler, movido pela idéia de superioridade da raça ariana, nãoficou para a premiação do atleta norte-americano negro Jesse Owens, queganhou quatro medalhas de ouro. Nas Olimpíadas da Alemanha em Munique(1972), um atentado do grupo terrorista palestino Setembro Negro, matou 11atletas da delegação de Israel. A partir deste fato, todos os Jogos Olímpicosganharam uma preocupação com a segurança dos atletas e dos envolvidos nosjogos.Em plena Guerra Fria, os EUA boicotaram os Jogos Olímpicos de Moscou(1980) em protesto contra a invasão do Afeganistão pelas tropas soviéticas. Em1994 é a vez da URSS não participarem das Olimpíadas de Los Angeles,alegando falta de segurança para a delegação de atletas soviéticos.Modalidades OlímpicasExistem centenas de esportes, e nem todos podem ser considerados comomodalidades olímpicas, pelo que se encontrou um termo que pemite selecionar osque terão lugar nos Jogos Olímpicos. Atualmente, para um esporte serconsiderado Olímpico tem que ser praticado por homens em pelo menos 75países e em quatro continentes, e por mulheres em pelo menos 40 países e emtrês continentes.Nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 são consideradas 29 modalidadesolímpicas: Andebol ou handebol, Atletismo, Badminton, Basebol, Basquetebol,Boxe, Canoagem, Ciclismo, Equitação, Esgrima, Futebol, Ginástica, Halterofilismo,Hóquei em campo, Judo, Natação, Pentatlo Moderno, Pólo aquático, Remo,Softbol, Tiro, Tiro com Arco, Taekwondo, Ténis, Ténis de Mesa, Triatlo, Vela,Voleibol e Wrestling ou Luta greco romana e Livre.Por sua vez, muitos dos 118
  • 119. esportes olímpicos subdividem-se em duas ou mais disciplinas, existindo aindacompeticões separadas para homens e mulheres.Lista das Cidades que receberam os Jogos Olímpicos1896 - I Olimpíada - Atenas, Grécia1900 - II Olimpíada - Paris, França1904 - III Olimpíada - Saint Louis Estados Unidos da América1906 - Edição comemorativa - Atenas - Grécia1908 - IV Olimpíada - Londres, Reino Unido1912 - V Olimpíada - Estocolmo, Suécia1916 - VI Olimpíada - Interrupção devido à I Guerra Mundial1920 - VII Olimpíada - Antuérpia, Bélgica1924 - VIII Olimpíada - Paris, França1928 - IX Olimpíada - Amsterdão, Países Baixos1932 - X Olimpíada - Los Angeles, Estados Unidos da América1936 - XI Olimpíada - Berlim, Alemanha1940 - XII Olimpíada - Interrupção devido à II Guerra Mundial1944 - XIII Olimpíada - Interrupção devido à II Guerra Mundial1948 - XIV Olimpíada - Londres, Reino Unido1952 - XV Olimpíada - Helsínquia, Finlândia 119
  • 120. 1956 - XVI Olimpíada Melbourne, Austrália1960 - XVII Olimpíada - Roma, Itália1964 - XVIII Olimpíada - Tóquio, Japão1968 - XIX Olimpíada - Cidade do México, México1972 - XX Olimpíada - Munique, República Federal da Alemanha1976 - XXI Olimpíada - Montreal, Canadá1980 - XXII Olimpíada - Moscovo União Soviética1984 - XXIII Olimpíada - Los Angeles, Estados Unidos da América1988 - XXIV Olimpíada - Seul, Coreia do Sul1992 - XXV Olimpíada - Barcelona, Espanha1996 - XXVI Olimpíada - Atlanta, Estados Unidos da América2000 - XXVII Olimpíada - Sydney, Austrália2004 - XXVIII Olimpíada - Atenas, Grécia2008 - XXIX Olimpíada - Pequim, China2012 - XXX Olimpíada - Londres, Inglaterra2016 - XXXI Olimpíada – Rio de Janeiro, Brasil 120
  • 121. Jogos Olimpicos 2016-Rio de Janeiro-BrasilJogos Olímpicos de 2016 oficialmente Jogos da XXXI Olimpíada, mais comumente Rio2016, serão um evento multiesportivo realizado no segundo semestre de 2016, no Rio deJaneiro, Brasil. A escolha foi feita durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional,que aconteceu em Copenhague, Dinamarca, em 2 de outubro de 2009. Os JogosParalímpicos de Verão de 2016 serão sediados na mesma cidade e organizados pelo mesmocomitê. Será a primeira vez que os Jogos Olímpicos serão sediados na América do Sul.O evento ocorrerá entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016, e as Paralimpíadas serão entre 7 e18 de setembro do mesmo ano. O local de abertura e encerramento será o Estádio doMaracanã. Serão disputadas 28 modalidades, duas a mais em relação aos Jogos Olímpicosde Verão de 2012. O Comitê Executivo do COI sugeriu as inclusões do rugby sevens e dogolfe, e foram aprovados durante a 121ª Sessão. O programa dos Jogos ainda poderá serexpandido, após o sucesso de novas modalidades incluídas nos primeiros Jogos Olímpicosda Juventude realizados em Singapura em 2010.Processo de candidaturaO processo de eleição da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 ocorreu entre2007 e 2009 e contou com a participação de sete cidades de três continentes. Outras aindaplanejaram participar do processo, mas não se inscreveram.Em 13 de setembro de 2007 encerrou-se o prazo de inscrições. Duas cidades da América(Chicago e Rio de Janeiro), duas da Ásia (Doha e Tóquio) e três da Europa (Baku, Madri ePraga) oficializaram a postulação. Em 4 de Junho de 2008 o Comitê Olímpico Internacional(COI) revelou o resultado das avaliações preliminares das sete cidades postulantes,eliminando Baku, Praga, Doha e tornando as quatro restantes em cidades candidatas: Rio deJaneiro, Madrid, Tóquio e Chicago.A segunda fase começou com o Programa de Observação dos Jogos Olímpicos de Verão de2008, em Pequim. Depois de elaborar o seu livro de candidatura e receber a visita daComissão Avaliadora do Comitê Olímpico Internacional, as cidades agora candidatasparticiparam, em junho, de um encontro, promovido pela primeira vez na história, com osmembros do COI, que elegeriam a cidade-sede dos Jogos de 2016.Em setembro de 2009, a Comissão Avaliadora divulgou o relatório com suas impressõessobre os projetos finalistas. Tóquio, a cidade que teve a nota preliminar mais alta, perdeu ofavoritismo, principalmente devido aos baixos níveis de apoio popular que a candidaturarecebia. Chicago sofreu com protestos internos e com problemas com as leis americanas. Acandidatura de Madrid teve o projeto mais criticado, principalmente por causa da falta declareza das leis antidoping da Espanha e da estrutura organizacional do comitê local. Ascríticas fizeram os representantes da candidatura fazerem mudanças drásticas empouquíssimo tempo, e, mesmo com o prefeito Alberto Ruiz-Gallardón já admitindo aderrota, o Parlamento Espanhol aprovou a alteração nas leis antidoping do país poucos dias 121
  • 122. antes da votação. O Rio de Janeiro, apesar de ter tido boas notas, teve problemas com aacomodação e os transportes. As avaliações foram consideradas equilibradas, não sendopossível até então apontar alguma cidade como favorita, nem pelo presidente do COI,Jacques Roggenem pelos membros da entidade, que tinham o direito de escolher avencedora, assim como por órgãos de imprensa e sites especializados.A cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2016 foi escolhida em 2 deoutubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca, em votação durante a 121.ª Sessão doComitê Olímpico Internacional. Após as eliminações de Chicago e Tóquio, Madri e Rio deJaneiro chegaram à final,sendo que a vencedora foi eleita por maioria dos votos.[11] 121ª Sessão Comitê Olímpico Internacional 2 de outubro de 2009, no Bella Center, Copenhagen, Dinamarca. Cidade Nação 1ª Rodada 2ª Rodada 3ª Rodada Rio de Janeiro Brasil 26 46 66 Madri Espanha 28 29 32 Tóquio Japão 22 20 — Chicago Estados Unidos 18 — —PreparaçãoNa Assembleia Geral do COB do dia 22 de dezembro de 2009 foi criado o ComitêOrganizador dos Jogos Olimpicos e Paralímpicos Rio 2016, cujo presidente é Carlos ArthurNuzman. No momento, o Comitê Rio 2016 está em fase de aprovação pelo COI.Locais de competiçãoA lista a seguir apresenta os locais de competição que estão confirmados nos JogosOlímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro. Os eventos serão distribuídos em quatroregiões espalhadas pelo Rio. Os únicos eventos realizados fora da cidade serão aspreliminares do futebol que ocorrerão em quatro cidades brasileiras. A maioria dos eventosserá realizada na zona oeste da cidade, na região da Barra da Tijuca. Os locais marcadoscom PO estão na área do Parque Olímpico do Rio, uma ampliação do Complexo EsportivoCidade dos Esportes.[18] O boliche é o único desporto que ainda não teve local confirmado. Construção Desportos Bairro Zona Centro Olímpico de Basquetebol, Handebol, Judô, Treinamento do Rio PO Lutas e TaekwondoCentro Olímpico de Hóquei PO Hóquei Jacarepaguá BarraCentro Olímpico de Tênis PO Tênis Velódromo da Barra PO Ciclismo de pista, Hocket e 122
  • 123. Patinação Parque Aquático Maria Polo aquático e Saltos Lenk PO ornamentais Estádio Olímpico de Nado sincronizado e Natação Desportos Aquáticos PO Ginástica Artística, Rítmica e de HSBC Arena PO Trampolim Badminton, Boxe, Halterofilismo Riocentro e Tênis de mesa Área não-esportiva para lazer dos Praia Olímpica atletas estrangeiros Área não-esportiva para Vila Olímpica do Rio Camorim hospedagem dos atletas Vila da Mídia Área não-esportiva Rua Carioca Área não-esportiva International Broadcast Área não-esportiva Center (IBC)Condomínio Reserva Uno Golfe Barra da Tijuca Sociedade Hípica de Hipismo Deodoro Centro Nacional de Tiro Tiro esportivo Parque do Pentatlo Pentatlo moderno Deodoro Deodoro Moderno Arena Deodoro Esgrima BMX, Ciclismo Montanhoso e Parque Radical Canoagem Slalom Engenho de Stadium Rio Atletismo e Rugby DentroSambódromo da Marquês Tiro com Arco e chegada da de Sapucaí Maratona Cidade Nova MaracanãPavilhão Cidade Olímpica Área não-esportiva Cerimônias de Abertura e Estádio do Maracanã: Encerramento, e finais do Futebol MaracanãGinásio do Maracanãzinho Voleibol Ciclismo de estrada, Maratona e Parque do Flamengo Flamengo Marcha atlética Maratona aquática, Triatlo e Praia de Copacabana Copacabana Copacabana Voleibol de praiaLagoa Rodrigo de Freitas Canoagem e Remo Lagoa Marina da Glória vela Glória 123
  • 124. Fora do Rio de JaneiroQuatro cidades, que também serão subsedes da Copa do Mundo FIFA de 2014, receberãoas partidas preliminares do futebol: • Arena Fonte Nova (Salvador) • Estádio Nacional de Brasília (Brasília) • Estádio Mineirão (Belo Horizonte) • Estádio do Morumbi (São Paulo)LogoO processo de escolha da logomarca dos Jogos Olímpicos de 2016 reuniu 138 agênciasbrasileiras. Na reta final, apenas oito continuaram no páreo. Após passar pelo crivo de umacomissão julgadora de 12 membros, o desenho criado pela agência carioca Tátil foi ovencedor.O lançamento da logomarca ocorreu no dia 31 de dezembro de 2010 na festa de reveillon,em Copacabana.. Às 22 horas, a cantora Daniela Mercury chamou ao palco da festa acampeã olímpica Maurren Maggi e outros atletas para juntos revelarem a logomarca.Estiveram presentes na festa, assistindo de camarote o presidente do COI (Comitê OlímpicoInternacioanal), Jacques Rogge, o presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), CarlosArtur Nuzman, o governador de Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito dacidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o ex-ministro dos esportes, Orlando Silva e acoordenadora da comissão do COI, Nawal El Moutawakel.A logomarca é representada pela união de três figuras humanas unidas pelas mãos e pés nascores verde, amarelo e azul.[20] O símbolo, que pela primeira vez na história étridimensional, representa o abraço que só o brasileiro e o carioca, com sua culturaacolhedora e receptiva, pode dar, o morro do Pão de Açúcar, cartão postal mais famoso doBrasil e do Rio de Janeiro, e entre outras interpretações os números que formam 2016 e apalavra "Rio".A logomarca tem provocado alguma controvérsia com a mídia brasileira que apontasemelhanças entre ela e o logotipo utilizado pela Fundação Telluride no Colorado e com apintura de Henri Matisse, La Danse. Os projetistas afirmaram que as semelhanças entre ostrês são mera coincidência. Programa esportivo 124
  • 125. O programa esportivo dos Jogos Olímpicos de 2016 terá 28 esportes, totalizando 38modalidades. Ao contrário das edições anteriores, duas vagas estavam abertas para novosesportes, já que o beisebol e o softbol tinham sido eliminados do programa para os JogosOlímpicos de Verão de 2012, em Londres. O Comitê Executivo, após resultado de umaconsultoria, anunciou os sete finalistas para estas duas vagas. Quatro deles já estiveram emedições anteriores de Jogos Olímpicos: beisebol e softbol (excluídos do programa em2005), golfe (presente nos Jogos de 1900 e de 1904) e rugby sevens, uma variação do rugbypresente nas edições de 1900, 1908, 1920 e 1924. Completaram a lista de esportes-candidatos a patinação sobre rodas, o caratê e o squash. As respectivas federações fizeramsuas apresentações para os mesmbros do COI em junho de 2009.Em agosto, o conselho executivo inicialmente aprovou a inclusão do rugby sevens, pormaioria de votos, eliminando assim, patinação e squash da disputa. Entre os três restantes(golfe, caratê e softbol) o conselho escolheu o golfe. A decisão sobre os dois esportesrestantes foi feita em 9 de outubro de 2009, no último dia da 121ª Sessão do COI em que acidade do Rio de Janeiro foi eleita como sede. Para serem aprovados os dois esportesprecisavam de maioria simples de votos.Os membros do COI votaram para inclusão do rúgbi (63 votos a favor, 27 contra e duasabstenções) e do golfe (81 votos a favor, oito contra e uma abstenção) no programa dosJogos a partir da edição do Rio de Janeiro. Os outros 26 esportes também foram ratificadospela maioria absoluta. • Atletismo • Ginástica • Nado • Tênis • Badminton (artística, sincronizado • Tênis de rítmica e • Natação mesa • Basquetebol trampolim) • Boxe • Pentatlo • Tiro • Golfe moderno • Canoagem • Tiro com • Halterofilis • Pólo arco (slalom e mo aquático velocidade) • Triatlo • Handebol • Remo • Ciclismo • Vela (estrada, pista, • Hipismo • Rugby • Voleibol BMX e • Hóquei sevens Mountain sobre a grama • Saltos • Voleibol de Bike) • Judô ornamentais praia • Esgrima • Lutas • Taekwondo • FutebolCríticas 125
  • 126. Para algumas regiões da cidade do Rio de Janeiro,a realização dos JogosOlímpicos,tem trazido certos impactos negativos.Estas denúncias foram feitas por parte daRelatoria Especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à MoradiaAdequada. Segundo estas denúncias, nestas áreas, estão acontecendo despejos forçados emalgumas áreas da cidade, especialmente na Zona Oeste da cidade, como por exemplo nasVilas Recreio II Harmonia e Restinga, localizadas no Recreio dos Bandeirantes, que será oepicentro dos Jogos Olímpicos.[27] Metabolismo 126
  • 127. Metabolismo (do grego metabolismos, μεταβολισμός, que significa"mudança", troca[1]) é o conjunto de transformações que as substâncias químicassofrem no interior dos organismos vivos. É também usado o termo "metabolismocelular" referindo-se mais especificamente ao conjunto de todas as reacçõesquímicas que ocorrem nas células. Estas reações químicas são responsáveispelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula. Metabolismo é o conjunto de transformações que os nutrientes e outrassubstâncias químicas sofrem no interior do nosso corpo. Isso produz energiasuficiente para mantê-lo funcionando. Para que as pessoas mais leigas possamentender esse conceito, podemos dizer numa linguagem mais clara e objetiva quemetabolismo é a taxa com que o corpo queima calorias para se manter vivo. Ometabolismo divide-se em anabolismo (conjunto de reações que produzemcompostos e substâncias a partir de componentes menores) e catabolismo(conjunto de reações que degradam as substâncias em componentes menores). Do total de energia gasto por uma pessoa em um dia, entre 60% e 70% sãousados apenas nas funções vitais, como respirar, bater o coração, manter atemperatura corporal, etc. É o chamado metabolismo basal. Cerca de 10% a 12%do consumo de energia total são utilizados no gasto termogênico dos alimentos.Ou seja, a cota que o corpo precisa para processar o que se come, da mastigaçãoaté a absorção pelo organismo. O metabolismo é influenciado por inúmeros fatores, tais como genética,idade, peso, altura, sexo, temperatura ambiente, dieta e prática de exercícios.Dessa forma, existem pessoas que dependendo desses fatores, gastarão mais oumenos energia do que outras. É por isso que existem pessoas magras, quecomem de tudo e não engordam de jeito nenhum, enquanto outros lutam paraperder alguns quilos a mais.Fatores que afetam o metabolismo 127
  • 128. Cerca de 80% da taxa metabólica é determinada geneticamente, enquantoos outros 20% dependem de outros fatores que listamos a seguir. Você não podemudar a genética, mas pode acelerar o seu metabolismo, observando essesfatores:1º) Tecido muscular - Quanto mais músculos você tem, maior e mais veloz é ogasto calórico, independente do seu nível de atividade, da sua idade, etc. Osmúsculos são tecido vivo e estão lá para trabalhar para você, queimando calorias24hs por dia.2º) Alimentação - O excesso de açúcar, especialmente após a refeição, deve serevitado, uma vez que a digestão de proteínas e gorduras fica prejudicada. Oaçúcar é digerido mais rapidamente, retardando a digestão de outros alimentos eenganando o cérebro, que sinaliza com mais fome em pouco tempo. Isso tambémvale para as farinhas de trigo brancas (refinadas) utilizadas no preparo de pães,bolos e massas. Os alimentos gordurosos também devem ser controlados, mas éimportante não reduzi-los em demasia, uma vez que a deficiência desse nutrientediminui a produção de certos hormônios, levando à diminuição do metabolismo.Utilize em suas refeições gorduras que fazem bem para a saúde provenientes denozes, castanhas e azeite de oliva.3º) Freqüência das refeições - O tempo entre uma refeição e outra é muitoimportante. Quanto maior o tempo, mais lento é o seu metabolismo, pois elediminui para poupar energia. Quando pulamos refeições, ficando muito tempo semcomer, o corpo procura obter a energia que precisa consumindo o seu própriotecido muscular (catabolismo).4º) Atividade física - Praticar atividade física, combinando exercício aeróbico eginástica localizada ou musculação acelera o metabolismo. Além disso, oexercício regular ajuda a transformar glicose e gordura em energia, sem anecessidade de produzir o hormônio insulina, que ajuda a engordar. É importanteque a atividade física seja regular, para que haja uma ação metabólica contínua, eque a alimentação seja adequada ao gasto calórico.5º) Água -A maioria das funções do corpo acontecem na presença de água. Olíquido é fundamental para transportar hormônios, vitaminas e minerais, além de 128
  • 129. facilitar o trânsito intestinal e a eliminação de toxinas. A falta de água desacelera ometabolismo. Por isso, beba pelo menos 8-10 copos por dia.6º) Sexo - O metabolismo masculino é mais acelerado do que o feminino, pois oshomens apresentam proporção maior de massa muscular e menor de gordura doque as mulheres. Por isso é importante que as mulheres não deixem de praticaruma atividade física, que ajude no desenvolvimento de massa muscular.7º) Idade - A partir dos 30 anos o metabolismo começa a ficar mais lento, contudopesquisas indicam que isso ocorre pelo fato das pessoas tornarem-se maissedentárias, o que acarreta uma perda gradual de massa muscular. Por isso, éimportante que haja um controle alimentar e prática regular de atividade física.8º) Temperatura ambiente - Em dias mais frios, o corpo consome mais energiapara se manter aquecido.Acelere o seu metabolismo Para acelerar o metabolismo é importante fracionar as refeições 5-6 vezesao dia (o organismo terá de trabalhar mais vezes para processar um maior númerode refeições), comer devagar, mastigando bem os alimentos e reduzir o consumode alimentos gordurosos e ricos em açúcar e farinhas refinadas. Alimentos ricosem fibras (grãos integrais, legumes, frutas e verduras) levam mais tempo paraserem digeridos e por isso aceleram o metabolismo. A prática de exercíciosfísicos, principalmente os aeróbicos (caminhada, natação, ciclismo, esteira,bicicleta, ajuda muito. A taxa metabólica aumenta 25% durante 12 a 15 horas apósos exercícios aeróbicos intensos Não pular refeições e evitar dietas rígidas também ajuda a acelerar ometabolismo. Quando se faz uma dieta para emagrecer, o metabolismo basal ficacom um gasto calórico menor como uma forma de defesa (reserva), e quantomenor a ingestão calórica diária, menor será o metabolismo, pois o organismo vaiinterpretar essa situação como uma ameaça. A depressão do metabolismo basal 129
  • 130. com dietas sem orientação e/ou acompanhadas com inibidores de apetite leva oorganismo a reagir com mecanismos de preservação de calorias e a conseqüênciaé a dificuldade de se perder gordura corporal, além do risco de desenvolvimentode cálculos na vesícula. Por isso, a dieta deve ser equilibrada do ponto de vistanutricional e as calorias oferecidas devem ser compatíveis com a necessidadeindividual de cada pessoa, caso contrário o programa de emagrecimento será umverdadeiro fracasso. O ideal é fazer de cinco a seis pequenas refeições diárias ereduzir a ingestão calórica, calculando uma perda de peso de até 500g porsemana, de forma segura e com bons resultados a longo prazo. Copa do Mundo 130
  • 131. A Copa do Mundo, ou Campeonato Mundial de Futebol, é um torneio de futebolmasculino realizado a cada quatro anos pela FIFA. Começou em 1930, com avitória da seleção do Uruguai. No primeiro mundial, não havia torneio eliminatório,e os países foram convidados para o torneio. Nos anos de 1942 e 1946, a Copanão ocorreu devido à Segunda Guerra Mundial. O Brasil possui a seleção commais títulos mundiais, o único país pentacampeão e o único a ter vencido o torneiofora do seu continente. É também o único país a ter participado de todas osCampeonatos. Segue-se a seleção tetracampeã da Itália, a tricampeã Alemanha,as bicampeãs Argentina e Uruguai e, por fim, as seleções da Inglaterra e daFrança, com um único título.A Copa do Mundo é o segundo maior evento desportivo do mundo, ficando atrásapenas dos Jogos Olímpicos de Verão. É realizada a cada quatro anos, tendo sidosediada pela última vez em 2006 na Alemanha, com a Itália como campeã, ficandoa França em segundo lugar, o país organizador a Alemanha em terceiro e Portugalem quarto. Os próximos, em 2010, serão na África do Sul e em sua próximaedição (em 2014), será selecionado algum país da América do Sul (provavelmenteo Brasil) capaz de abrigar um evento desse porte. Caso nenhum país da Américado Sul tenha capacidade para aportar a Copa do Mundo, Canadá e EUA sãoconcorrentes absolutos.As últimas três Copas do Mundo tiveram 32 participantes, o que provavelmenteserá mantido para as próximas Copas.HistóriaAs primeiras competições internacionaisO primeiro amistoso internacional de futebol foi jogado em 1872, entre a Inglaterrae Escócia, num momento em que o esporte era raramente praticado fora da Grã-Bretanha. No final do século XIX o futebol começou a ganhar mais adeptos, e porisso se tornou um esporte de demonstração (sem disputa de medalhas) nos JogosOlímpicos de Verão de 1900, 1904 e 1906, até se tornar uma competição oficial 131
  • 132. nos Jogos Olímpicos de Verão de 1908. Organizada pela Football Association, eraum evento para jogadores amadores, e na época não foi considerado uma realcompetição, mas sim um mero espetáculo. A seleção amadora da Inglaterra foi acampeã nas duas edições, 1908 e 1912.Em 1914 a FIFA reconheceu o torneio olímpico como uma "competição global defutebol amador"[1], tomando para si a responsabilidade em organizá-lo. Com issona edição de 1924 houve a primeira disputa de futebol intercontinental. O Uruguaifoi a campeã nas duas edições, 1924[2] e 1928. Em 28 de Maio de 1928 a FIFAtomou a decisão de fazer a competição em separado, não sendo mais um esportedos Jogos Olímpicos de Verão. Para celebrar o centenário da independência doUruguai em 1930 foi-se decidido que a sede da competição seria no país sul-americano, no mesmo anoA primeira Copa do Mundo oficialSó treze seleções participaram da primeira Copa, sete da América Latina(Uruguai, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru), quatro da Europa(Bélgica, França, Jugoslávia e Romênia) e duas da América do Norte (México eEUA). Muitas seleções européias desistiram da competição devido à longa ecansativa viagem pelo Oceano Atlântico.As duas primeiras partidas da Copa ocorreram simultaneamente, sendo vencidaspela França e EUA, que venceram a México por 4 a 1 e a Bélgica por 3 a 0,respectivamente. O primeiro gol em Copas do Mundo foi marcado pelo jogadorfrancês Lucien Laurent. A final foi entre o Uruguai e a Argentina, tendo osuruguaios vencido o jogo por 4 a 2, no Estádio Centenário, em Montevidéu, comum público estimado de 93 mil espectadores.[3]O artilheiro deste torneio foi o argentino Guillermo Stábile 132
  • 133. CrescimentoOs problemas que atrapalhavam as primeiras edições do torneio eram asdificuldades da época para uma viagem intercontinental. Nas Copas de 1934 e1938, realizadas na Europa, houve uma pequena participação dos países sul-americanos. Só a seleção brasileira esteve presente nessas duas edições. Já asedições de 1942 e 1946 foram canceladas devido à Segunda Guerra Mundial.A Copa do Mundo de 1950 foi a primeira a ter participantes britânicos. Eles tinhamse retirado da FIFA em 1920, por se recusarem a jogar com países que tinhamguerreado recentemente e por um protesto da influência estrangeira no futebol, jáque o esporte era uma "invenção" britânica e esses países consideravam que omesmo tinha sido deturpado pelo modo de jogar estrangeiro [4]. Contudo, elesvoltariam a ser membros da FIFA em 1946. O torneio também teve a volta daparticipação do Uruguai, que tinha boicotado as duas edições anteriores.Nas Copas de 1934 até 1978 havia 16 seleções classificadas para a fase final(exceto nos raros casos onde houve desistência). A maioria era da América Latinae Europa, com uma pequena minoria da África, Ásia e Oceania. Essas seleçõesnormalmente não passavam da primeira fase, sendo facilmente derrotadas (comexceção da Coréia do Norte, que chegou às quartas-de-final em 1966).A fase final foi expandida para 24 seleções em 1982, e 32 em 1998, permitindoque mais seleções da África, Ásia e América do Norte pudessem participar. Nosúltimos anos esses novos participantes têm conseguido se destacar mais, comoCamarões chegando as quartas-de-final em 1990 e Coréia do Sul, Senegal e EUApassando às quartas-de-final em 2002, ainda com a Coréia do Sul chegando aoquarto lugar.Troféu 133
  • 134. De 1930 a 1970 a Taça Jules Rimet era dada aos campeões de cada edição.Inicialmente conhecida como Taça do Mundo ou Coupe du Monde (em francês),foi renomeada em 1946 em homenagem ao presidente da FIFA responsável pelaprimeira edição do torneio, em 1930. Em 1970, com a terceira vitória da seleçãobrasileira a mesma ganhou o direito ter a posse permanente da taça. Contudo, elafoi roubada da sede da CBF em dezembro de 1983, e nunca foi encontrada.Acredita-se que os ladrões a tenham derretido. [5]Depois de 1970 uma nova taça, chamada Troféu da Copa do Mundo FIFA ouFIFA World Cup Trophy (em Ingles), foi criada. Diferentemente da Taça JulesRimet, ela não irá para qualquer seleção, independente do número de títulos.Argentina, Alemanha, Brasil e Itália são os maiores ganhadores dessa nova taça,com dois títulos cada um. Ela só será trocada quando a placa em seu pé estivertotalmente preenchida com os nomes dos campeões de cada edição, o que sóocorrerá em 2038.FormatoEliminatóriasDesde a segunda edição do torneio, em 1934, eliminatórias têm sido feitas paradiminuir o tamanho da fase final. Elas são disputadas nas seis zonas continentaisda FIFA (África, Ásia, América do Norte e América Central e Caribe, Europa,Oceania e América do Sul) organizadas por suas respectivas confederações.Antes de cada edição do torneio a FIFA decide quantas vagas cada zonacontinental terá direito, levando em conta fatores como número de seleções eforça de cada confederação. O lobby dessas confederações por mais vagastambém costuma ser bastante comum.As eliminatórias podem começar três anos antes da fase final, e duram um poucomais que dois anos. O formato de cada eliminatória difere de acordo com cada 134
  • 135. confederação. Normalmente uma ou duas vagas são reservadas para osganhadores dos play-offs internacionais. Por exemplo, o campeão da eliminatóriada Oceania e o quinto colocado da América do Sul disputaram um play-off paradecidir quem ficaria com a vaga da fase final Copa do Mundo de 2006.[6] Da Copade 1938 para cá os campeões de cada edição eram automaticamenteclassificados para a próxima Copa, sem precisar passar pelas suas eliminatórias.Contudo, a partir da edição de 2006 o campeão é obrigado a se classificarnormalmente como qualquer outra seleção. O Brasil, vencedor em 2002, foi oprimeiro campeão a ter que disputar uma eliminatória para a Copa seguinte. [7].Fase finalA fase final do torneio tem 32 seleções competindo por um mês no país anfitrião.A fase final é dividida em duas fases: a fase de grupos e a fase do mata-mata, oueliminatória.Na primeira fase (grupos) as seleções são colocadas em oito grupos de quatroparticipantes. Oito seleções são a cabeça-de-chave de cada grupo (as seleçõesconsideradas mais fortes) e as outras são sorteadas. Desde 1998 o sorteio é feitocom que nunca mais que duas seleções européias e mais que uma seleção damesma confederação fiquem no mesmo grupo. Na fase de grupos cada seleçãojoga uma partida contra as seleções de seu grupo, e as duas que mais pontuaremse classificam para a fase do mata-mata. Desde 1994 a vitória numa partida valetrês pontos, o empate um e a derrota nenhum. Antes, cada vitória valia doispontos.A fase de mata-mata é uma fase de eliminação rápida. Cada seleção joga apenasuma partida em cada estágio da fase (oitavas-de-final, quartas-de-final, semi-finale final) e a vencedor passa para o próxima estágio. Em caso de empate no temponormal a partida é levada para a prorrogação e em caso de empate da mesma háa disputa de pênaltis. As duas seleções eliminadas da semi-final fazem um jogoantes da final para decidirem o terceiro e quarto lugar. 135
  • 136. Escolha das sedesNas primeiras edições as sedes eram escolhidas em encontros nos congressos daFIFA. As escolhas eram sempre polêmicas devido a longa viagem da América doSul à Europa (e vice-versa), as duas grande potências futebolísticas da época (eainda hoje). A decisão da primeira Copa ser no Uruguai, por exemplo, levou àparticipação de apenas quatro seleções da Europa. [8] As duas Copas seguintesforam na Europa. A decisão de sediar a Copa do Mundo de 1938 na França foioutra grande polêmica, já que os países americanos desejavam um sistemarotativo de sedes. Ou seja, uma edição na Europa e a seguinte na América do Sul.Como a Copa de 1934 tinha sido na Itália, a sede da edição de 38 teria que serteoricamente na América do Sul, o que de fato não ocorreu. Isso fez com quetanto o Uruguai e a Argentina boicotassem o torneio. [9]Após a Segunda Guerra Mundial para evitar qualquer tipo de boicote oucontrovérsia a FIFA adotou o padrão de rotacionar as sedes entre a América e aEuropa, que foi usado até a Copa do Mundo de 1998. A edição de 2002, que tevecomo sede tanto Japão quanto Coréia do Sul foi a primeira sediada fora dessesdois continentes. Já a edição de 2010 será a primeira na África.Em 2003 foi decidido que a Copa do Mundo de 2014 será na América Latina. OBrasil seria candidato único, mas no último dia de inscrições para a escolha dasede a Colômbia também se candidatou. No entanto, na data designada para aconfirmação da candidatura, a Colômbia retirou-se do pleito, sobretudo por falta depatrocinadores e de apoio internacional(A Confederação Sul-Americana e osoutros oito países participantes apoiam a candidatura brasileira). 136
  • 137. O sistema de escolha da sede evoluiu ao longo dos tempos, sendo hoje escolhidopela comitê executivo da FIFA, seis anos antes da Copa.Público das FinaisEdição Ano/Data Estádio Cidade Público PaganteI 1930 Estádio Centenário Montevidéu 68.346II 1934 Estádio Olímpico de Roma Roma 55.000III 1938 Estádio Olímpico Yves-du-Manoir Paris 45.000IV 1950 Estádio do Maracanã Rio de Janeiro 173.850V 1954 Estádio Wankdorf Berna 62.500VI 1958 Estádio Råsunda Estocolmo 49.737VII 1962 Estádio Nacional de Chile Santiago 68.679VIII 1966 Estádio de Wembley Londres 96.924IX 1970 Estádio Azteca Cidade do México 107.412X 1974 Estádio Olímpico de Munique Munique 78.200XI 1978 Estádio Monumental de Núñez Buenos Aires 71.483XII 1982 Estádio Santiago Bernabéu Madrid 90.000XIII 1986 Estádio Azteca Cidade do México 114.600XIV 1990 Estádio Olímpico de Roma Roma 73.603XV 1994 Rose Bowl Stadium Pasadena 94.194XVI 1998 Stade de France Saint-Denis 80.000XVII 2002 Estádio Internacional de Yokohama Yokohama 69.029XVIII 2006 Olympiastadion Berlim 69.000XIX 2010 Soccer City Joanesburgo 84.490Primeira participaçãoA cada Copa do Mundo pelo menos uma seleção participa da competição pela primeira vez. Nº Nº deAno Seleções estreantes Equipes estreantes Argentina Bélgica Bolívia Brasil Chile1930 13 13 Estados Unidos França Iugoslávia(1) México Paraguai Peru Romênia Uruguai (3) Alemanha Áustria Egipto Espanha Hungria1934 16 10 Itália Países Baixos Suécia Suíça 137
  • 138. Tchecoslováquia(2) Cuba Índias Orientais Neerlandesas(4) Noruega1938 16 4 Polónia1950 13 1 Inglaterra Alemanha Ocidental(3) Coreia do Sul Escócia1954 16 4 Turquia1958 16 3 Irlanda do Norte País de Gales União Soviética(5)1962 16 2 Bulgária Colômbia1966 16 2 Coreia do Norte Portugal1970 16 3 El Salvador Israel Marrocos (3)1974 16 4 Alemanha Oriental Austrália Haiti Zaire(6)1978 16 2 Irã Tunísia Argélia Camarões Honduras Kuwait Nova1982 24 5 Zelândia1986 24 3 Canadá Dinamarca Iraque1990 24 3 Costa Rica Emirados Árabes Unidos Irlanda1994 24 4 Arábia Saudita Grécia Nigéria Rússia(5)1998 32 4 África do Sul Croácia Jamaica Japão2002 32 4 China Equador Eslovénia Senegal Angola Costa do Marfim Gana República2006 32 8 Tcheca(2) Sérvia e Montenegro(1) Togo Trinidad e (5) Tobago Ucrânia2010 32 2 Eslováquia(2) Sérvia(1)2014 32Ranking histórico de pontos1930 até 2012: País PG J V E D GP GC SG CD1º Brasil 172 97 67 15 15 210 88 122 192º Alemanha(3) 160 99 60 19 20 206 117 89 173º Itália 122 80 44 21 15 126 74 52 174º Argentina 100 70 37 13 20 123 80 43 155º Espanha 83 56 28 12 16 88 59 29 136º Inglaterra 79 59 26 19 14 78 52 26 137º França 71 54 25 11 18 96 68 28 138º Países Baixos 68 43 22 10 11 71 44 27 99º Uruguai 51 47 18 12 17 76 65 11 1110º Suécia 50 46 16 13 17 74 69 5 1111º Sérvia(1) 45 43 17 8 18 64 59 5 1112º México 43 49 12 13 24 52 89 -37 14 138
  • 139. País PG J V E D GP GC SG CD (5)13º Rússia 42 37 17 6 14 64 44 20 914º Polónia 37 31 15 5 11 44 40 4 715º Hungria 33 32 15 3 14 87 57 30 916º Portugal 33 23 12 3 8 39 22 17 517º Bélgica 32 36 10 9 17 47 63 -16 1118º República Tcheca(2) 30 33 12 5 16 47 49 -2 919º Áustria 28 29 12 4 13 43 47 -4 720º Paraguai 28 27 7 10 10 30 38 -8 821º Suíça 28 29 9 6 14 38 52 -14 922º Romênia 26 21 8 5 8 30 32 -2 723º Chile 26 29 9 6 14 34 46 -12 824º Dinamarca 23 16 8 2 6 27 24 3 425º Estados Unidos 23 29 7 5 17 32 56 -24 926º Coreia do Sul 23 28 5 8 15 28 61 -33 827º Croácia 20 13 6 2 5 15 11 4 328º Bulgária 17 26 3 8 15 22 53 -31 729º Camarões 16 20 4 7 9 17 34 -17 630º Turquia 15 10 5 1 4 20 17 3 231º Japão 15 14 4 3 7 12 16 -4 432º Escócia 15 23 4 7 12 25 41 -16 833º Irlanda 14 13 2 8 3 10 10 0 334º Gana 14 9 4 2 3 9 10 -1 235º Nigéria 14 14 4 2 8 17 21 -4 436º Irlanda do Norte 11 13 3 5 5 13 23 -10 337º Peru 11 15 4 3 8 19 31 -12 438º África do Sul 10 9 2 4 3 11 16 -5 339º Colômbia 10 13 3 2 8 14 23 -9 440º Equador 9 7 3 0 4 7 8 -1 241º Noruega 9 8 2 3 3 7 8 -1 342º Marrocos 9 13 2 4 7 12 18 -6 443º Austrália 9 10 2 3 5 8 17 -9 344º Senegal 8 5 2 2 1 7 6 1 145º Costa Rica 8 10 3 1 6 12 21 -9 346º Arábia Saudita 8 13 2 2 9 9 32 -23 447º Costa do Marfim 7 6 2 1 3 9 9 0 248º Ucrânia(5) 7 5 2 1 2 5 7 -2 149° Alemanha Oriental(3) 6 6 2 2 2 5 5 0 150º Argélia 6 9 2 2 5 6 12 -6 351º Tunísia 6 12 1 4 7 8 17 -9 452º País de Gales 5 5 1 3 1 4 4 0 153º Irã 5 9 1 2 6 6 18 -12 3 139
  • 140. País PG J V E D GP GC SG CD (2)54º Eslováquia 4 4 1 1 2 5 7 -2 155º Eslovénia 4 6 1 1 4 5 10 -5 256º Honduras 3 6 0 3 3 2 6 -4 257º Jamaica 3 3 1 0 2 3 9 -6 158º Cuba 3 3 1 1 1 5 12 -7 159º Nova Zelândia 3 6 0 3 3 4 14 -10 260º Grécia 3 6 1 0 5 2 15 -13 261º Coreia do Norte 3 7 1 1 5 6 21 -15 262º Angola 2 3 0 2 1 1 2 -1 163º Israel 2 3 0 2 1 1 3 -2 164º Egito 2 4 0 2 2 3 6 -3 265º Kuwait 1 3 0 1 2 2 6 -4 166º Trinidad e Tobago 1 3 0 1 2 0 4 -4 167º Bolívia 1 6 0 1 5 1 20 -19 368º Iraque 0 3 0 0 3 1 4 -3 169º Togo 0 3 0 0 3 1 6 -5 170º Canadá 0 3 0 0 3 0 5 -5 171º Índias Orientais Neerlandesas(4) 0 1 0 0 1 0 6 -6 172º Emirados Árabes Unidos 0 3 0 0 3 2 11 -9 173º China 0 3 0 0 3 0 9 -9 174º Haiti 0 3 0 0 3 2 14 -12 175º Zaire(6) 0 3 0 0 3 0 14 -14 176º El Salvador 0 6 0 0 6 1 23 -22 2PG-Pontos Ganhos; J-Jogos; V-Vitórias; E-Empates; D-Derrotas; GP-Gols Pró; GC-GolsContra; SG-Saldo de Gols; CD-Copas Disputadas.Classificação pelo número de pontos ganhos, com vitória valendo 2 pontos até 1990 e 3pontos a partir de 1994.Em caso de igualdade entre dois ou mais países, os critérios de desempate estabelecidospela FIFA são: 1) Melhor saldo de gols ; 2) Gols pró; 3) Maior número de vitórias; 4)Maior número de Copas disputadas.Lista completa de participaçõesAbaixo, a lista completa de participações:Nº País Participações19 Brasil 1930 – 2014 (Todas)17 Alemanha(3) 1934 – 1938, 1954 – 2010 140
  • 141. 17 Itália 1934 – 1954, 1962 – 201015 Argentina 1930 – 1934, 1958 – 1966, 1974 – 201014 México 1930, 1950 – 1970, 1978, 1986, 1994 – 2010 1930 – 1938, 1954 – 1958, 1966, 1978 – 1986, 1998 –13 França 201013 Espanha 1934, 1950, 1962 – 1966, 1978 – 201013 Inglaterra 1950 – 1970, 1982 – 1990, 1998 – 201011 Bélgica 1930 – 1938, 1954, 1970, 1982 – 20029 Iugoslávia(1) 1930, 1950 – 1962, 1974, 1982, 1990, 19981 Sérvia e Montenegro(1) 20061 Sérvia(1) 2010 1930, 1950 – 1954, 1962 – 1974, 1986 – 1990, 2002,11 Uruguai 2010 1934 – 1950, 1958, 1970 – 1978, 1990 – 1994, 2002 –11 Suécia 20069 Estados Unidos 1930 – 1934, 1950, 1990- 1994 – 20109 Hungria 1934 – 1938, 1954 – 1966, 1978 – 19869 Países Baixos 1934 – 1938, 1974 – 1978, 1990 – 1998, 2006 – 20109 Suíça 1934 – 1954, 1962 – 1966, 1994, 2006 – 20108 Tchecoslováquia(2) 1934 – 1938, 1954 – 1962, 1970, 1982, 19901 República Tcheca(2) 20061 Eslováquia(2) 20107 União Soviética(5) 1958 – 1970, 1982 – 19902 Rússia(5) 1994, 20021 Ucrânia(5) 20068 Chile 1930, 1950, 1962 – 1966, 1974, 1982, 1998, 20108 Paraguai 1930, 1950, 1958, 1986, 1998 – 20108 Coreia do Sul 1954, 1986 – 20108 Escócia 1954 – 1958, 1974 – 1990, 19987 Romênia 1930 – 1938, 1970, 1990 – 19987 Áustria 1934, 1954 – 1958, 1978 – 1982, 1990, 19987 Polónia 1938, 1974 – 1986, 2002 – 20067 Bulgária 1962 – 1974, 1986, 1994 – 19986 Camarões 1982, 1990 – 2002, 20105 Portugal 1966, 1986, 2002 – 20104 Peru 1930, 1970, 1978 – 19824 Colômbia 1962, 1990 – 19984 Marrocos 1970, 1986, 1994 – 19984 Tunísia 1978, 1998 – 20064 Dinamarca 1986, 1998 – 2002, 20104 Arábia Saudita 1994 – 20064 Nigéria 1994 – 2002, 2010 141
  • 142. 4 Japão 1998 – 20103 Bolívia 1930, 1950, 19943 Noruega 1938, 1994 – 19983 Irlanda do Norte 1958, 1982 – 19863 Austrália 1974, 2006 – 20103 Irã 1978, 1998, 20063 Argélia 1982 – 1986, 20103 Costa Rica 1990, 2002 – 20063 Irlanda 1990 – 1994, 20023 África do Sul 1998 – 2002, 20103 Croácia 1998 – 20062 Egito 1934, 19902 Turquia 1954, 20022 Coreia do Norte 1966, 20102 El Salvador 1970, 19822 Honduras 1982, 20102 Nova Zelândia 1982, 20102 Grécia 1994, 20102 Equador 2002 – 20062 Eslovénia 2002, 20102 Costa do Marfim 2006 – 20102 Gana 2006 – 20101 Cuba 1938 Índias Orientais1 1938 Neerlandesas(4)1 País de Gales 19581 Israel 1970 (3)1 Alemanha Oriental 19741 Haiti 1974 (6)1 Zaire 19741 Kuwait 19821 Canadá 19861 Iraque 19861 Emirados Árabes Unidos 19901 Jamaica 19981 China 20021 Senegal 20021 Angola 20061 Togo 20061 Trinidad e Tobago 2006(1):O Reino da Iugoslávia (1930) e a República Socialista Federativa da Iugoslávia (1950, 1954, 1958,1962, 1974, 1982 e 1990) se classificaram oito vezes para a Copa do Mundo com o nome de Iugoslávia antesda separação das repúblicas em 1992. Também obteve classificação em 1998, com um território bastante 142
  • 143. menor que o inicial, formado apenas por Sérvia e Montenegro, que, juntas, compunham a República Federalda Iugoslávia. Em 2006, a República Federal da Iugoslávia já havia modificado seu nome mais uma vez ecompetia, nessa ocasião, como Sérvia e Montenegro. A FIFA confere à atual Sérvia as participações daantiga Iugoslávia e de Sérvia e Montenegro.(2):A Tchecoslováquia foi dividida em República Tcheca e Eslováquia em 1993. A FIFA confere à RepúblicaTcheca e à Eslováquia as participações da antiga Tchecoslováquia, porém a República Tcheca confere asparticipações e pontuações da antiga Tchecoslováquia, pois caso ocorra o enfrentamento da RepúblicaTcheca contra a Eslováquia não haja conflito de resultados na tabela do Ranking das Copas do Mundo.Caso parecido com a União Soviética, com Rússia e Ucrânia.(3):A Alemanha jogou em 1934 e 1938 unificada. Após a Segunda Guerra Mundial seu território foi divididoem Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental. A Seleção Ocidental é tricampeã mundial, enquanto aOriental participou somente em 1974. A reunificação das duas Alemanhas se deu em 1991 e em 1994 aSeleção Alemã voltou a disputar uma Copa do Mundo como um país só. Para a FIFA, as participações daSeleção Ocidental são somadas às da Alemanha unificada e a Seleção Oriental tem estatísticas próprias.(4):Índias Orientais Neerlandesas, que disputou a Copa de 1938, era o antigo nome da Indonésia.(5):A FIFA confere à Rússia as participações da antiga União Soviética, uma vez que a Rússia éconsiderada a sucessora natural da União Soviética, após a divisão deste país em diversas repúblicas, dentreas quais estão a Rússia, onde localiza-se a capital da antiga União Soviética (Moscou).(6):Zaire, que disputou a Copa de 1974, era o antigo nome da República Democrática do CongoEdições Final SemifinalistasAno Sede Campeão Placar Vice 3º lugar Placar 4º lugar 1930 1 Detalhe 4–2 Estados [nota 1] Uruguai Uruguai Argentina Iugoslávia s Unidos 1934 2–1 2 Detalhe Itália Tchecoslováqui 3–2 Itália (pro) Alemanha Áustria s a 1938 3 Detalhe França 4–2 Hungria 4–2 Itália Brasil Suécia s 1950 [nota 2] [nota 2] 4 Detalhe Brasil Uruguai Brasil Suécia Espanha s 1954 5 Detalhe Alemanha 3 – 2 3–1 Suíça Hungria Áustria Uruguai s Ocidental 1958 6 Detalhe Suécia 5–2 6–3 Alemanha Brasil Suécia França s Ocidental 143
  • 144. 19627 Detalhe Chile 3 – 1 Tchecoslováqui 1–0 Iugoslávia Brasil Chile s a 1966 4–2 União8 Detalhe Inglaterra Alemanha 2–1 Inglaterra (pro) Portugal Soviética s Ocidental 19709 Detalhe México 4–1 Alemanha 1 – 0 Brasil Itália Uruguai s Ocidental 1974 Alemanh10 Detalhe a Alemanha 2 – 1 1–0 Países Baixos Polônia Brasil s Ocidental Ocidental 1978 3–111 Detalhe Argentina 2–1 Argentina (pro) Países Baixos Brasil Itália s 198212 Detalhe Espanha 3–1 Alemanha 3–2 Itália Polônia França s Ocidental 1986 4–213 Detalhe México Argentina 3 – 2 Alemanha França (pro) Bélgica s Ocidental 199014 Detalhe Itália Alemanha 1 – 0 2–1 Argentina Itália Inglaterra s Ocidental 0–0 1994 (pro)15 Detalhe Estados (3 – 4–0 Unidos Brasil Itália Suécia Bulgária s 2 pen) 199816 Detalhe França 3–0 Croácia 2–1 Países França Brasil s Baixos 2002 Corei17 Detalhe a do Sul 2–0 3–2 Coreia do Brasil Alemanha Turquia s Japão Sul 1–1 2006 (pro)18 Detalhe Alemanh (5 – 3–1 a Itália França Alemanha Portugal s 3 pen) 144
  • 145. 201019 Detalhe Africa do 1–0 3–2 Espanha Holanda Alemanha Uruguai s Sul 201420 Detalhe Brasil s 201821 Detalhe Rússia s 202222 Detalhe Qatar s Copa do Mundo FIFA de 2014A Copa do Mundo FIFA de 2014 será a vigésima edição do evento e terá como país-anfitrião o Brasil. É a segunda vez que este torneio é realizado no país, depois da Copa doMundo FIFA de 1950. A competição será disputada entre 12 de junho e 13 de julho[2]. eocorrerá pela quinta vez na América do Sul, a primeira após 36 anos já que a Argentinaacolheu o evento em 1978. Foi a última sede de Copa do Mundo escolhida através dapolítica de rodízio de continentes implementada pela FIFA, iniciado a partir da escolha daCopa do Mundo de 2010 na África do Sul. PreparativosInfraestrutura: 145
  • 146. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estima que o custo de construção eremodelação dos estádios custará mais de R$ 1,9 bilhão. Além das construções e reformasde estádios, haverá ainda mais alguns milhões gastos em infra-estrutura básica para deixar opaís pronto para sediar o evento.Quando informado sobre a decisão de sediar o torneio, o presidente da CBF, RicardoTeixeira, disse: "Nós somos uma nação civilizada, uma nação que está passando por umafase excelente e temos tudo preparado para receber adequadamente a honra de organizaruma excelente Copa do Mundo." Teixeira estava na sede da FIFA, em Zurique, quando fezo anúncio."Nos próximos anos teremos um fluxo consistente de investimentos. A Copa de 2014permitirá ao Brasil ter uma infra-estrutura moderna", disse Teixeira. "Em termos sociaisserá muito benéfico. Nosso objetivo é tornar o Brasil mais visível nas arenas globais",acrescentou. "A Copa do Mundo vai muito além de um mero evento esportivo. Vai ser umaferramenta interessante para promover uma transformação social."Em setembro de 2008, o Ministro de Transportes do Brasil anunciou o trem de altavelocidade no Brasil, um projeto para a Copa do Mundo que faria a ligação entre as cidadesde Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. o projeto custaria R$ 11 bilhões. A tecnologiapara a construção provavelmente será feita por empresas da França, Japão, Coreia do Sul ouAlemanha, que irão formar consórcios com empresas de engenharia brasileiras. No entanto,em 2 de julho de 2010, foi anunciado que a linha não é esperada para ser inaugurada antesdo final de 2016.Em 31 de agosto de 2009, a agência estadual de gestão dos aeroportos da Infraero divulgouum plano de investimentos de R$ 5,3 bilhões [10] para atualizar os aeroportos de dez cidadessede, aumentando a sua capacidade e o conforto para os centenas de milhares de turistasesperados para a Copa. Uma parcela significativa (55,3%) do dinheiro será gastoreformulando os aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro. O valor de investimento abrangeobras a serem realizadas até 2014.O anúncio feito pela Infraero veio em resposta às críticas feitas pela Associação Brasileirade Aviação Geral, um grupo de proprietários de aviões particulares, de que os aeroportos doBrasil atualmente não poderiam lidar com o afluxo causado pela Copa do Mundo. O vice-presidente da associação, Adalberto Febeliano, disse a jornalistas que mais de 500.000 fãsde futebol eram esperados, com cada uma tendo entre seis e quatorze voos durante o torneiopara chegar aos jogos nas diversas cidades sede. A maioria dos aeroportos do Brasil foram construídos antes do fim da Segunda GuerraMundial e vários estão em ponto de saturação em termos de passageiros, de acordo com aassociação. Acrescentou que deve ser possível reformar as instalações "no prazo de três ouquatro anos", se existir vontade política. A Infraero afirmou em um comunicado: "Nacorrida contra o tempo, a Infraero garantirá que os sessenta e sete aeroportos na sua redeestejam em perfeitas condições para receberem com conforto e segurança os passageiros doBrasil e do exterior". Em maio de 2010, o governo brasileiro alterou a legislação delicitação para permitir maior flexibilidade para a Infraero.[12] 146
  • 147. O Grupo Executivo da Copa do Mundo de 2014 (Gecopa) publicou uma nova listaconsolidada das obras e valores incluídos no documento com base em novas regras. São101 intervenções, sendo 12 estádios, 51 projetos de mobilidade urbana, 31 ações emaeroportos e 7 em portos. A previsão é de um investimento total de mais de R$ 26 bilhõespara a Copa de 2014.Incentivos fiscaisO Governo Federal informou em 17 de maio de 2010, que fará uma concessão deincentivos fiscais para a construção e remodelação de estádios para a Copa de 2014. Emnota, o Ministério da Fazenda disse que "a concessão será de isenção fiscal para os estádiosda Copa do Mundo, que não terão de pagar Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI),Imposto de Importação (II) ou contribuições sociais (PIS/COFINS)."Além disso, as doze cidades que serão sede dos jogos da Copa do Mundo devem sercapazes de conceder a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços(ICMS) sobre todas as operações envolvendo mercadorias e outros bens para a construçãoou remodelação dos estádios. "Condicionais sobre a concessão cumulativa dos benefíciosenvolvendo Imposto de Importação, IPI e PIS/COFINS, a isenção de ICMS sobre asimportações só serão aplicáveis se a mercadoria não tiver um produto similar de produçãonacional", informou em nota, acrescentando que esta decisão deve ser viabilizada atravésde uma Lei ou Medida Provisória.Em setembro passado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES) abriu uma linha de crédito de R$ 4,8 bilhões para os estádios da Copa do Mundo.Cada cidade anfitriã será capaz de financiar até R$ 400 milhões , ou 75% do projeto, comrecursos do Banco.EstádiosDezoito cidades candidataram-se para sediar as partidas da Copa, porém Maceió desistiu,[15]restando dezessete cidades, todas capitais de estados. A FIFA limita o número de cidades-sedes entre oito e dez, entretanto, dada a dimensão continental do país sede, a organizaçãocedeu aos pedidos da CBF e concedeu permissão para que se utilizem 12 sedes no mundial.Após sucessivos adiamentos, finalmente no dia 31 de maio de 2009 foram anunciadas assedes oficiais da Copa. A lista eliminou as candidaturas de Belém, Campo Grande,Florianópolis, Goiânia e Rio Branco.[16] Dentre as 12 cidades escolhidas, cinco delasdeverão receber também a Copa das Confederações 2013, "evento teste" para a Copa.Umas das sedes, o Recife, organizará os jogos em outra cidade da Região Metropolitana,São Lourenço da Mata.Originalmente, o Estádio do Morumbi em São Paulo estava no projeto, mas porincompatibilidade financeira do projeto, a FIFA retirou o estádio como uma das sedes. Ocomitê organizador da copa em São Paulo estudava a construção de um novo estádio emPirituba, zona noroeste da cidade de São Paulo, mas esta opção foi descartada devido ao 147
  • 148. tempo insuficiente, então o comitê organizador da Copa juntamente com a Prefeitura e o Governo de São Paulo decidiram que o estádio sede em São Paulo será o novo estádio do Corinthians em Itaquera.[17] Posteriormente, Salvador anunciou estar na disputa para abrigar o jogo de abertura do evento,[18] além de Brasília e Belo Horizonte.[19] Em 20 de outubro de 2011, enfim, a FIFA anunciou oficialmente que o estádio de São Paulo seria o palco da abertura do Mundial de 2014.[20] Também conhecido como Itaquerão, [21] em 23 de janeiro de 2012 este estádio foi denominado pela FIFA de Arena de São Paulo. [22] O primeiro estádio a ficar pronto para a Copa do Mundo foi o Castelão, em Fortaleza, sendo reinaugurado em 16 de dezembro de 2012.[23] Em seguida foi entregue o Estádio Mineirão, em 21 de dezembro de 2012. Na cerimônia de reabertura do remodelado estádio estavam presentes diversas autoridades governamentais, entre elas a presidente Dilma Roussef. Belo Horizonte Brasília Cuiabá Curitiba Fortaleza Estádio Mineirão Estádio Nacional Arena Pantanal Arena da Baixada Estádio CastelãoCapacidade: 62.547[25] Capacidade: 70.064[26] Capacidade: 42.968[27] Capacidade: 41.456[28] Capacidade: 64.846[29] (em reconstrução) (em reconstrução) (em reforma) Manaus Natal Arena Amazônia Estádio das DunasCapacidade: 42.374[30] Capacidade: 42.086[31] (em construção) (em construção) Porto Alegre Recife Rio de Janeiro Salvador São Paulo Estádio Beira-Rio Arena Pernambuco Estádio do Maracanã Arena Fonte Nova Arena de São PauloCapacidade: 48.849[32] Capacidade: 44.248[33] Capacidade: 76.804[34] Capacidade: 48.747[35] Capacidade: 65.807[36] (em reforma) (em construção) (em reforma) (em reconstrução) (em construção) 148
  • 149. MarketingO logotipo é chamado de "Inspiração" e foi criado pela agência brasileira "África". Oprojeto resulta de uma fotografia icônica de três mãos vitoriosas juntas levantando o Troféuda Copa do Mundo FIFA. Bem como para descrever a noção humanitária das mãos eminterligação, a representação das mãos também é simbólica no amarelo e verde do Brasil,dando calorosas boas-vindas ao mundo. O logotipo foi apresentado em uma cerimôniarealizada em Joanesburgo, África do Sul, em 8 de julho de 2010.A FIFA e o COL Brasil 2014 convidaram 25 agências brasileiras para apresentar projetospara o emblema oficial do torneio de 2014 e a tarefa de escolher o vencedor foi delegada aum grupo de juízes composto pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol,Ricardo Teixeira, o secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke, a supermodelo GiseleBündchen, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho, a cantora Ivete Sangalo eo designer Hans Donner.A comunidade brasileira de designers reagiu com duras críticas à identidade visualescolhida. Segundo Alexandre Wollner, um dos precursores do design moderno brasileiro eum dos maiores profissionais da área no país [40], o desenho se assemelha a uma mãocobrindo o rosto de vergonha e o processo de escolha, por um júri que excluía designersgráficos profissionais, não foi corretoMascote 149
  • 150. A seleção do mascote da Copa do Mundo FIFA de 2014 ocorreu em março de 2012 comuma decisão da própria FIFA. Na disputa para ser mascote da Copa, estavam as seguintesopções: a Arara, o Saci Pererê, a Onça Pintada e o Tatu-bola. O tatu-bola, vencedor dadisputa, foi apresentado ao público como mascote da Copa do Mundo de 2014 em 16 desetembro de 2012.A ideia de candidatar o animal surgiu da ONG cearense Associação Caatinga. A campanhaganhou repercussão nas redes sociais e, em 29 de fevereiro de 2012, um dossiê foi entregueaos representantes do Ministério dos Esportes. O tatu-bola-da-caatinga é uma espécieendêmica do Brasil e, de acordo com a União Internacional para a Conservação daNatureza e dos Recursos Naturais (IUCN), encontra-se ameaçada de extinção, com estadode conservação vulnerável.A questão da preservação ambiental, simbolizada nos mascotes, começou a ser umapreocupação das comissões organizadoras dos torneios desde a Copa do Mundo FIFA de2010, quando um leopardo (espécie que sofre com a caça predatória na África do Sul)batizado de Zakumi, foi o mascote da competição.A identidade visual do mascote compõe-se do tatu-bola em amarelo, com a carapaça emazul, trajando um calção verde e um camiseta branca na qual está grafado "Brasil 2014".Uma votação pública foi aberta para a decisão do nome. "Amijubi" (palavra formada pelafusão de amizade e júbilo), "Fuleco" (junção de futebol e ecologia) e "Zuzeco" (umamistura de azul e ecologia) são os nomes postulantes. Com 48% dos 1,7 milhão de votospela internet no Brasil e no mundo, "Fuleco" foi escolhido como nome oficial do mascote eanunciado em 25 de novembro de 2012. Zuzeco obteve 31% e Amijubi 21% dos votos. 150
  • 151. AVALIAÇÃO FÍSICAAs avaliações físicas são testes (antropométricos e ergométricos) que identificarao estado atual de condicionamento físico tanto muscular ,como cardiorespiratorioanalisar o percentual de gordura Um bom teste deve começar com uma boa anmenese ,que é umquestionário para rastrear seus hábitos alimentares,doençashereditárias,patologias, cirurgias e atividades físicas. Para analisar a composição corporal,(percentual de gordura) existe osmétodos diretos ,indireto e duplamente indireto.Método direto: Este é o mais preciso ,porém só é possível na dissecação decadáveres.Método indireto: Não há manipulação dos componentes separadamente. Estemétodo visa a contagem de potássio radioativo (k40 e k42) diluição de oxido dedeutério, excreção de creatina urinaria,etc....pelo meio químico.Método duplamente indireto: Este é o mais acessível para a população em geral eé realizado através da bioimpedância e por dobras cutâneas,assim como porpesagem hidrostática. 151
  • 152. Bioimpedância: Este método permite uma avaliação rápida do percentual degordura através da passagem de corrente elétrica ,verificando o nível de águaexistente no organismo e quantificando o percentual de gordura.Dobras cutâneas: É analisado por medidas verificadas por um compassoobtendo dados para aplicar em alguma formulas já estabelecidas ,consideradascomo padrão através vários estudos ,pelo fato de sabermos que as grandesquantidades de gordura encontram-se em depósitos adiposos debaixo da pele.Teste neuromuscular: Verifica a resistência de grandes grupos muscularesdurante 1 min de exercícios repetidos em máxima velocidade.Dinamometria: Permite a mensuração da força através de um equipamento.Avaliação postural: Verifica anomalias no esqueleto, deve ser realizado por umortopedista.Teste de flexibilidade: Verifica a capacidade do músculo de se estender aoMaximo através de equipamento elaborado chamado de Banco WellsPeso e altura: Apenas para adquirir dados para conferência.Ergoespirometria: Este teste nos dá parâmetros para analisar o vo2Max(capacidade máxima de absorção de oxigênio) e definir o limiaranaeróbio( ponto onde a capacidade de remover o acido lático é menor que aprodução do mesmo e definir a predominância da utilização de gordura ecarboidratos como fonte de energia). Com estes dois dados podemos definir equantificar um treinamento específico para cada indivíduo. 152
  • 153. Teste de eletrocardiografia: Executado por um cardiologista, permite conhecer oestado atual do coração e seus limites.Índice de Massa Corporal: O índice de Massa Corporal (IMC) é uma fórmula queindica se um adulto está acima do peso, se está obeso ou abaixo do peso idealconsiderado saudável. A fórmula para calcular o Índice de Massa Corporal é:IMC = peso / (altura)2 153
  • 154. MúsculosExistem dois tipos de contrações musculares: contração isotônica e contraçãoisométrica.A contração isotônica refere-se a uma contração em que um músculo encurtaenquanto exerce uma força constante que corresponde à carga que está sendoerguida pelo músculo. Divide-se em concêntrica e excêntrica. Na concêntrica acontração vence a resistência e há o encurtamento muscular e na excêntrica aresistência vence a contração havendo o alongamento muscular.Ex: A corrida é concêntrica pois o velocista vence a barreira do ar Ex: Queda debraço é excêntrica pois a resistência está em seu oponente.A contração isométrica refere-se a uma contração em que o comprimento externodo músculo não se altera, pois a força gerada pelo músculo é insuficiente paramover a carga à qual está fixado.No corpo, a maioria das contrações é uma combinação de ambas contraçõesTipos de músculosTodos os três tipos musculares têm as seguintes características: 154
  • 155. Podem contrair-se e encurtar, tornando-se mais tensos e duros, em resposta a umestímulo vindo do sistema nervoso;Podem ser distendidos, aumentando o seu comprimento;Podem retornar à forma e ao tamanho originais.A propriedade do tecido muscular de se contrair chama-se contratilidade e apropriedade de poder ser distendido recebe o nome de elasticidade.Histologicamente, podemos classificar os músculos em três categorias:Músculo estriado esqueléticoOs músculos esqueléticos possuem uma coloração mais avermelhada. Sãotambém chamados de músculos estriados (fibrocélulas estriadas), já queapresentam estriações em suas fibras. São os responsáveis pelos movimentosvoluntários; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens econtribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo.É o mais nobre de todos os músculos, se analisado histologicamente temcaracterística de músculo esquelético, mas funcionalmente tem característica demúsculo liso assim como o esquelético, apresenta fibrocélulas bastantecompridas. É também chamado de miocárdio, é o que constitui a parede docoração. Apesar de ser estriado,possui movimentos involuntários. Este músculo secontrai e relaxa sem parar. Entretanto, elas são mononucleadas ou binucleadas,com núcleos localizados mais para o centro da célula. Também possuem discosintercalares, que são linhas de junção entre uma célula e outra, que aparecemmais coradas que as estrias transversais. No tecido cardíaco, têm bastanteimportância as fibras de Purkinje, células responsáveis pela distribuição doimpulso elétrico que gera a contração muscular às diversas fibrocélulas cardíacas. 155
  • 156. Músculo lisoColoração esbranquiçada, também chamados de músculos viscerais que entramna constituição dos órgãos profundos, ou vísceras, para assegurar-lhesdeterminados movimentos (contrações). Estes músculos têm estrutura "lisa" efuncionam independentemente da nossa vontade. A maneira com que se dispõede suas fibras é bem diferente da musculatura estriada. São involuntários e, emgeral são longos e lentos. Os músculos lisos não apresentam estrias. Suas célulastêm o formato de fuso e constituem parede de órgãos internos, como o estômago,o intestino, etc. Como exemplo, podemos citar os movimentos do tubo digestivo -movimentos peristálticos - e o aumento e a diminuição da pupila. E são essemovimentos que auxiliam na digestão, em se tratando do sistema digestivoProblemas MuscularesO esforço excessivo ou movimentações bruscas podem provocar lesõesmusculares. As mais comuns são: cãimbras, cansaço muscular, distensões erupturas. Em geral, tais problemas acontecem durante a prática esportiva. Acãimbra é causada por contrações repentinas e involuntárias do músculo. Comoas outras células, as fibras musculares produzem energia por meio de reações decombustão. Devido a intensa atividade para proporcionar movimento e calor aocorpo, as fibras musculares precisam gerar grande quantidade de energia (glicose,gorduras e oxigênio). Caso o oxigênio seja insufiente, o organismo produz umasubstância denominada ácido lático. Dentro das fibras musculares, o ácido láticoimpede a renovação da energia necessária para a contração do músculo (cansaçomuscular). A cãimbra é uma contração brusca, espasmódica da musculaturaacompanhada de dor intensa. Importante salientar que não é apenas a contraçãoprolongada dos músculos que pode provocar dor. O estiramento excessivo(distensão muscular) também é seguido de intensa dor. Contrações muscularesbruscas podem afetar os tendões, resultando, em certos casos, no rompimento daarticulação. Quando isso acontece, dizemos que ocorreu uma ruptura de tendão. 156
  • 157. Contrações muscularesAs Contrações musculares podem ser dividas em : Contração reflexa ( atoinvoluntário de movimento muscular mas de músculos somáticos voluntários).Contração tônica (contração esta mantida mesmo quando o músculo está"relaxado", este tipo de contração ajuda na manutenção da postura, por exemplo,do pescoço, no tônus dos dedos. Contração fásica isotônica dividida ainda emcontração concêntrica ( encurtamento muscular) e contração excêntrica( alongamento (contração) do músculo oposto ao que se contrai). E, por último,contração fásica isométrica ( não encurta nem alonga, mantem o mesmocomprimento muscular, mas com uma tensão maior do que o tônus muscular.A contração muscular corresponde a um encurtamento das fibras muscularescomo resposta normal a um estímulo nervoso.De acordo com o modelo de Huxley, a contração muscular é conseqüência deuma série de eventos:1) O impulso nervoso alcança a célula muscular por meio de uma sinapseespecial, chamada sinapse neuro-muscular ou placa motora.Há liberação de mediadores químicos nas placas motoras que excitam as célulasmusculares estriadas e o mediador químico é a acetilcolina.2) O mediador químico atinge a membrana plasmática da célula muscular, querecebe o nome especial de sarcolema. Uma vez a célula muscular tendo sidoexcitada, um potencial de ação é desencadedo na célula muscular.3) Esse potencial de ação propaga-se por todo o sarcolema e também peloretículo sarcoplasmático (RS), nome que recebe o retículo endoplasmático dessascélulas. Com o estímulo, as membranas do RS tornam-se permeáveis aos íonscálcio. Anteriormente armazenados nas cisternas do RS, os íons cálcio penetramnos sarcômeros e colocam-se em contato com as moléculas de actina e demiosina. 157
  • 158. 4) Na presença de cálcio, as moléculas de miosina adquirem atividade catalítica(atividade ATPásica) e começam a degradar moléculas de ATP, convertendo-asem ADP.5) Com a energia liberada pela hidrólise do ATP, as moléculas de miosinadeslizam-se sobre as de actina, encurtando os sarcômeros. Com o encurtamentodos sarcômeros, as miofibrilas como um todo encurtam, diminundo o comprimentoda célula inteira.Tipos de Contração Muscular : Concêntrico (Impulsor ou Positivo) - permite, através de um encurtamentomuscular, mover o peso do próprio corpo ou pesos exteriores, ou superar resistências.Está presente na maioria dos desenvolvimentos motores esportivos. FM > Resistência. Excêntrico (Frenador ou Negativo) - é caracterizado por um aumento longitudinaldo músculo, que produz um efeito ativo contrário. Intervém no amortecimento desaltos e na preparação de movimentos. Isométrico (Estático) - é caracterizado por uma contração muscular, que exclui oencurtamento. Serve para a fixação de posições determinadas do corpo ou dasextremidades. Combinado (Autotônico ou Auxotônico) - caracteriza-se por elementos do tipoimpulsor, frenador ou estático. É utilizado para desenvolver a força sem aumentar ocorte transversal. Isocinético (Acomodativo) - Resistência diretamente proporcional aodesenvolvimento da força por espaço de tempo. Resistência adaptada a força muscularutilizada. Pliométrico (Reativo) - Passagem do trabalho muscular excêntrico para oconcêntrico. Estimula o reflexo miotático. 158
  • 159. Modalidades da Força :A força nunca aparece, nos diversos esportes, sob uma forma pura, masconstantemente como uma combinação, ou mais ou menos como umamistura de fatores físicos de condicionamento da “performance”(Weineck, 1989:97). Força MáximaCaracteriza-se pelo nível de força que o aluno/atleta é capaz de alcançarem conseqüência da tensão muscular máxima. Dinâmica - Capacidade de desenvolver tensão máxima nodesenvolvimento de um movimento articular Estática - Maior força que o sistema neuromuscular pode realizar porcontração voluntária. FM Estática > FM DinâmicaObs.: Uma FM só ocorre quando houver equilíbrio entre a carga e aforça de contração do músculo.A FM depende dos seguintes fatores:- Seção fisiológica transversal do músculo;- Coordenação Intermuscular;- Coordenação Intramuscular. Vantagens:- Aumento da força sem aumento essencial da seção transversal e dopeso corporal.Sistema Energético:Os fosfatos ricos em energia (ATP-CP), desempenham um papel decisivono desenvolvimento da força máxima. Uma carga máxima levada aoesgotamento, atinge uma superacidez intracelular (elevação do lactato)e reduz a “performance” a níveis submáximos (Weineck,1989:97). Força de ExplosãoÉ a capacidade que o sistema neuromuscular tem de superarresistências com a maior velocidade de contração possível (Harre,1976). 159
  • 160. Segundo Bühhrle-Schmidtbleicher (1981), a elevação da FE dependedos seguintes fatores:- Número de unidades motoras simultaneamente envolvidas no início domovimento (coordenação intramuscular);- A velocidade de contração das fibras musculares ativadas;- A força de contração das fibras musculares empenhadas, ou seja, aseção transversal do músculo Subdivisão: Força de largada - é a capacidade de empregar um número máximode unidades motoras no início da contração e de executar uma forçainicial elevada. (Weineck,1989:100). Força explosiva - ocorre um aumento da força por unidade de tempo.Depende: velocidade de contração das unidades motoras e da força decontração das fibras comprometidas. Força explosiva de resistência - movimentos repetidos comsobrecarga que permitem manter, ao mesmo tempo, uma velocidadealta com um número de repetições elevadas.Obs.: Se as resistências a serem vencidas forem pequenas, é a força delargada que predomina, se a carga aumentar ou o tempo de duração forprolongado, é a força explosiva, se só o tempo for prolongado, força deresistência. Para cargas muito elevadas, força máxima(Letzelter,1978). Força de ResistênciaÉ a capacidade de resistir a fadiga do organismo, em caso deperformance de força de longa duração (Harre,1976).Depende:- intensidade do estímulo (% da força máxima);- volume do estímulo (número de repetições). 160
  • 161. Divisão: segundo (Frey,1977) Força de Resistência Geral - Capacidade de resistência à fadiga daperiferia corporal com emprego de 1/7 à 1/6 da musculatura esqueléticatotal. Força de Resistência Local - Capacidade de resistência à fadiga docorpo com o emprego de menos de 1/7 à 1/6 do total da musculaturaesqueléticaDivisão: segundo (Zaziorski, citado por Manso,1996: 250). Força de Resistência Global - Capacidade de resistência à fadiga daperiferia corporal com emprego de mais de 2/3 da musculaturaesquelética total. Força de Resistência Regional - Capacidade de resistência à fadigada periferia corporal com emprego entre1/3 a 2/3 da musculaturaesquelética total. Força de Resistência Local - Capacidade de resistência à fadiga docorpo com o emprego de menos de 1/3 do total da musculaturaesquelética. Formas Particulares: Força Absoluta - é a força produzida independentemente do pesocorporal. Força Relativa - é a força produzida relacionada com o peso corporal. Força Limite - força voluntária máxima + a reserva de forçamobilizável pelos componentes psíquicos (ou drogas). 161
  • 162. DEFICIÊNCIA FÍSICA1. DEFINIÇÃOA deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende osistema ósteo-articular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões que afetamquaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir quadros de limitaçõesfísicas de grau e gravidade variáveis, segundo o(s) segmento(s) corporais afetados e o tipo delesão ocorrida.2. TIPOS • Lesão cerebral (paralisia cerebral, hemiplegias) • Lesão medular (tetraplegias, paraplegias) • Miopatias (distrofias musculares) • Patologias degenerativas do sistema nervoso central (esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica) • Lesões nervosas periféricas • Amputações • Seqüelas de politraumatismos • Malformações congênitas • Distúrbios posturais da coluna • Seqüelas de patologias da coluna • Distúrbios dolorosos da coluna vertebral e das articulações dos membros • Artropatias • Reumatismos inflamatórios da coluna e das articulações 162
  • 163. • Lesões por esforços repetitivos (L.E.R.) • Seqüelas de queimaduras3. DADOS ESTATÍSTICOSA OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, em tempos de paz, 10% da população depaíses desenvolvidos são constituídos de pessoas com algum tipo de deficiência. Para os paísesem vias de desenvolvimento estima-se de 12 a 15%. Destes, 20% seriam portadores de deficiênciafísica. Considerando-se o total dos portadores de qualquer deficiência, apenas 2% deles recebematendimento especializado, público ou privado. (Ministério da Saúde - Coordenação de Atenção aGrupos Especiais, 1995).4. CAUSAS • Paralisia Cerebral: por prematuridade; anóxia perinatal; desnutrição; materna; rubéola; toxoplasmose; trauma de parto; subnutrição; outras. • Hemiplegias: por acidente vascular cerebral; aneurisma cerebral; tumor cerebral e outras. • Lesão medular: por ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca; acidentes de trânsito; mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos; quedas; processos infecciosos; processos degenerativos e outros. • Amputações: causas vasculares; traumas; malformações congênitas; causas metabólicas e outras. • Mal formações congênitas: por exposição à radiação; uso de drogas; causas desconhecidas. • Artropatias: por processos inflamatórios; processos degenerativos; alterações biomecânicas; hemofilia; distúrbios metabólicos e outros.5. FATORES DE RISCO Violência urbana  Uso de drogas Acidentes desportivos Sedentarismo Acidentes do trabalho  Epidemias/endemias Tabagismo  Agentes tóxicos Maus hábitos alimentares  Falta de saneamento básico6. PARA FAZER A IDENTIFICAÇÃO • Observação quanto ao atraso no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê (não firmar a cabeça, não sentar, não falar, no tempo esperado). 163
  • 164. • Atenção para perda ou alterações dos movimentos, da força muscular ou da sensibilidade para membros superiores ou membros inferiores. • Identificação de erros inatos do metabolismo. • Identificação de doenças infecto-contagiosas e crônico-degenerativas. • Controle de gestação de alto-risco. • A Identificação precoce pela família seguida de exame clínico especializado favorecem a prevenção primária e secundária e o agravamento do quadro de incapacidade.7. EXAMES PARA TER UM DIAGNÓSTICO CORRETO Barositometria (Lesados Medulares)  Ergoespirometria Avaliações Complementares por  Baropodometria Especialidades Afins Avaliação Isocinética  Avaliação Clínica Fisiátrica Eletroneuromiografia  Teste de Propriocepção - Reactor  Avaliações Complementares por Equipe Potencial Evocado Multiprofissional  Laboratório de Análise Tridimensional do Urodinâmica Movimento DEFICIÊNCIA MENTALDeficiência mental Deficiência mental é o nome dado à caracterização dosproblemas que ocorrem no cérebro, e leva a um baixo rendimento cognitivo, masque não afetam outras regiões ou funções cerebrais.A Deficiência mental pode ter várias etiologias, entre as principais estão os:fatores genéticos, perinatais, (ocorridos durante a gestação e o parto) e pósnatais.Os portadores de necessidades especiais (já denominados Excepcionais ou(Deficientes) necessitam de atendimento multiprofissional (incluindo: médico, 164
  • 165. fisioteraputa/ terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo, pedagogo entreoutros) a fim de minimizar os problemas decorrentes da deficiência. Quanto maiscedo houver um diagnóstico e mais precoce for a intervenção melhores serão osresultados. As técnicas exercidas por diversos profissionais de reabilitação epuericultura para identificar precocemente lesões e intervir são denominadasAvaliação do Desenvolvimento e Estimulação Precoce.A criança com deficiência mental tem as funções intelectuais situadas abaixo dospadrões considerados normais para sua idade,e em conseqüência, podeapresentar dificuldades no desenvolvimento e comportamento adaptativo.A deficiência mental resulta, quase sempre, de uma alteração na estruturacerebral, provocada por fatores genéticos, na vida intra-uterina, ao nascimento ouna vida pós-natal. O grande desafio para os estudiosos dessa característicahumana é que em quase metade dos casos estudos essa alteração não éconhecida ou identificada e quando analisamos o espectro de patologias que tema deficiência mental como expressão de seu dano nos deparamos com umconjunto de mais de 200 doençasProblemas da definição de deficiência mentalAs clássicas definições da deficiência mental, a exemplo da AssociaçãoAmericana Deficiência Mental têm como referência a limitação da atividadeintelectual (leia-se praticamente habilidades lógico matemáticas) e a capacidadede adaptação (leia-se socialização) contudo ambos conceitos, aqui referidos,podem ser ampliados em função das suas distintas aplicações.Para Piaget a inteligência é um prolongamento da adaptação orgânica, oprogresso da razão consiste numa conscientização da atividade organizadora daprópria vida. Essa definição, uma das muitas possibilidades de definir lógica einteligência em seus estudos, revelam sua opção de pesquisa a partir de umconceito básico da biologia moderna, a adaptação, sem o qual não poderíamoscompreender as relações entre forma e função e/ou a teoria da evolução. 165
  • 166. Autismo: HistóricoFoi descrito pela primeira vez em 1943, pelo médico austríaco Leo Kanner,trabalhando no Johns Hopkins Hospital, em seu artigo Autistic disturbance ofaffective contact, na revista "Nervous Child", vol. 2, p. 217-250. No mesmo ano, otambém austríaco Hans Asperger descreveu, em sua tese de doutorado, apsicopatia autista da infância. Embora ambos fossem austríacos, devido à IIGuerra Mundial, não se conheciam.A palavra "autismo" foi cunhada por Eugene Bleuler, em 1911, para descrever umsintoma da esquizofrenia, que definiu como sendo uma "fuga da realidade".Kanner e Asperger usaram a palavra para dar nome aos sintomas queobservavam em seus pacientes.O trabalho de Asperger só veio a se tornar conhecido nos anos 1970, quando amédica inglesa Lorna Wing traduziu seu trabalho para o inglês. Foi a partir daí queum tipo de autismo de alto desempenho passou a ser denominado síndrome deAsperger.Nos anos 1950 e 1960, o psicólogo Bruno Bettelheim afirmou que a causa doautismo seria a indiferença da mãe, que denominou de "mãe-geladeira". Nos anos1970 essa teoria foi posta por terra e passou-se a pesquisar as causas doautismo. Hoje, acredita-se que o autismo esteja ligado a causas genéticasassociadas a causas ambientais. Dentre possíveis causas ambientais, acontaminação por mercúrio tem sido apontada por militantes da causa do autismocomo forte candidata, assim como problemas na gestação.Características do autismo*Dificuldade na interação social: 166
  • 167. *Dificuldade acentuada no uso de comportamentos não-verbais (contato visual,expressão facial, gestos);*Dificuldade em fazer amigos;*Apresenta dificuldade em compartilhar suas emoções;*Dificuldade em demonstrar reciprocidade social ou emocional.*Prejuízos na comunicação:*Atraso ou falta de linguagem verbal;*Para aqueles onde a fala é presente, verifica-se uma grande dificuldade eminiciar ou manter uma conversa;*Uso estereotipado e repetitivo da linguagem;*Falta ou dificuldade em brincadeiras de "faz de conta".Há alguns anos, as alterações de linguagem apresentadas por autistas foramconsideradas apenas uma característica do transtorno, porém, atualmente asquestões de linguagem são consideradas como um dos principais problemas doAutismo.*Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades:*Preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados;*assumir de forma inflexível rotinas ou rituais (ter "manias" ou focalizar-se em umúnico assunto de interesse);*maneirismos motores estereotipados (agitar ou torcer as mãos, por exemplo);*preocupação insistente com partes de objetos, em vez do todo (fixação na rodade um carrinho, por exemplo). 167
  • 168. Síndrome de Down ou trissomia do cromossomo 21: é um distúrbiogenético causado pela presença de um cromossomo 21 extra total ouparcialmente. Recebe o nome em homenagem a John Langdon Down, médicobritânico que descreveu a doença em 1866. A síndrome é caracterizada por umacombinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal. Geralmente asíndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitivae desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. A síndrome de Down égeralmente identificada no nascimento.Portadores de síndrome de Down podem ter uma habilidade cognitiva abaixo damédia, geralmente variando de retardo mental leve a moderado. Um pequenonúmero de afetados possui retardo mental profundo. A incidência da síndrome deDown é estimada em 1 a cada 800 ou 1000 nascimentos.Muitas das características comuns da síndrome de Down também estão presentesem pessoas com um padrão cromossômico normal. Elas incluem a prega palmartransversa (uma única prega, ao invés de duas), olhos com formas diferenciadasdevido às pregas nas pálpebras, membros pequenos, tônus muscular pobre elíngua protrusa. Os afetados pela síndrome de Down possuem maior risco desofrer defeitos cardíacos congênitos, doença do refluxo gastroesofágico, otitesrecorrentes, apnéia de sono obstrutiva e disfunções da glândula tireóide.CaracterísticasIndivíduos com síndrome de Down podem ter algumas ou todas as seguintescaracterísticas físicas: fissuras palpebrais oblíquas, hipotonia muscular, a flatnasal bridge, uma prega palmar transversal única (também conhecida como prega 168
  • 169. simiesca), uma língua protrusa (devido à pequena cavidade oral), pescoço curto,pontos brancos nas íris conhecidos como manchas de Brushfield,[1] flexibilidadeexcessiva nas articulações, defeitos cardíacos congênitos, espaço excessivo entreo hálux e o segundo dedo do pé. As crianças com síndrome de Down encontram-se em desvantagem em níveis variáveis face a crianças sem a síndrome, já que amaioria dos indivíduos com síndrome de Down possuem retardo mental de leve(QI 50-70) a moderado (QI 35-50), [2] com os escores do QI de crianças possuindosíndrome de Down do tipo mosaico tipicamente 10-30 pontos maiores. [3] Alémdisso, indivíduos com síndrome de Down podem ter sérias anomalias afetandoqualquer sistema corporal.Outra característica frequente é a microcefalia, um reduzido peso e tamanho docérebro. O progresso na aprendizagem é também tipicamente afectado pordoenças e deficiências motoras, como doenças infecciosas recorrentes,problemas no coração, problemas na visão (miopia, astigmatismo ou estrabismo)e na audiçãoCausas e genéticaA síndrome de Down poderá ter quatro origens possíveis. Das doenças congénitasque afectam a capacidade intelectual, a síndrome de Down é a mais prevalecentee melhor estudada. Esta síndrome engloba várias alterações genéticas das quaisa trissomia do cromossoma 21 é a mais freqüente (95% dos casos). A trissomia 21é a presença duma terceira cópia do cromossoma 21 nas células dos indivíduosafectados. Outras desordens desta síndrome incluem a duplicação do mesmoconjunto de genes (p.e., translações do cromossoma 21). Dependendo da efectivaetiologia, a dificuldade na aprendizagem pode variar de mediana para grave. 169
  • 170. Os efeitos da cópia extra variam muito de indivíduo para indivíduo, dependendo daextensão da cópia extra, do background genético, de factores ambientais, e deprobabilidades. A síndrome de Down pode ocorrer em todas as populaçõeshumanas, e efeitos análogos foram encontrados em outras espécies comochimpanzés e ratos.Trissomia 21A trissomia 21 poderá ser causada por um fenómeno de não-disjunção meiótico.Neste caso, a criança terá três cópias de todos os genes presentes nocromossoma 21. Esta é a causa apontada em 95% dos casos observados desíndrome de Down.Translocação RobertsonianaO material extra poderá ser proveniente de uma translocação Robertsoniana, istoé, o braço longo do Cromossoma 21 liga-se topo a topo com outro cromossomaacrocêntrico (cromossomas 13, 14, 15, 21 ou 22), podendo haver assimvariabilidade na região extra. A mutação pode ser uma mutação de novo e podeser herdada de um dos progenitores que não apresenta a doença pois tem umatranslação Robertsoniana equilibrada. Por disjunção normal na meiose osgâmetas são produzidos uma cópia extra do braço longo do Cromossoma 21. Estaé a causa de 2 - 3% das síndromes de Down observadas. É também conhecidacomo "síndrome de Down familiar".MosaicismoO indivíduo pode ser um mosaico de células com arranjo genético normal ecélulas com trissomia 21. Isto pode acontecer de duas maneiras: Uma não-disjunção numa divisão celular durante as primeiras divisões do zigoto, ficandoassim essa célula com uma trissomia 21, dando origem a mais células iguais a sinas divisões seguintes e as restantes células permanecendo normais; ou entãopoderá acontecer o contrário, um zigoto ou embrião com síndrome de Down sofrer 170
  • 171. uma igual mutação, revertendo assim as células para um estado de euploidia, istoé, correcto número de cromossomas, que não possuem trissomia 21. Existe,obviamente, uma variabilidade na fracção nº de células doentes/nº de células sãs,tanto no total como dentro de um próprio tecido. Esta é a causa apontada em 1 -2% dos casos analisados de síndrome de Down. Note-se que é provável quemuitas pessoas tenham uma pequena fracção de células aneuplóides, isto é, comnúmero de cromossomas alterado.Duplicação de uma porção do cromossomo 21Muito raramente, uma região do cromossoma 21 poderá sofrer uma fenómeno deduplicação. Isto levaria a uma quantidade extra de genes deste cromossoma, masnão de todos, podendo assim haver manifestações da doença.IncidênciaEstima-se que a incidência da Síndrome de Down seja de um em cada 660nascimentos, o que torna esta deficiência uma das mais comuns de nível genético.A idade da mãe influencia bastante o risco de concepção de bebé com estasíndrome: em idades compreendidas entre os 20-24 anos é de apenas 1/1490,enquanto que aos 40 anos é de 1/106 e aos 49 de 1/11 (Fonte: Hook EB. Rates ofchromosomal abnormalities at different maternal ages.). As grávidas com riscoelevado de ter um filho afectado por esta síndrome devem ser encaminhadas paraconsultas de aconselhamento genético, no âmbito das quais poderão realizartestes genéticos (como a amniocentese). 171
  • 172. O termo foi referido pela primeira vez pelo editor do The Lancet, em 1961 [1]. Era,até à data, denominado como mongolismo pela semelhança observada por Downna expressão facial de alguns pacientes seus e os indivíduos oriundos daMongólia. Porém, a designação mongol ou mongolóide dada aos portadores dasíndrome ganhou um sentido pejorativo e até ofensivo, pelo que se tornou banidano seio científico.SaúdeAs cardiopatias congénitas afectam 40% (30-60%) destas crianças (defeitos dosepto e tetralogia de Fallot). São as principais causas de morte das crianças comeste síndroma. No entanto, se forem corrigidas, a esperança de vida destascrianças é bastante elevada.A afecção do foro gastroenterológico mais frequente é a atrésia duodenal, mastambém aparecem a estenose pilórica, a doença de Hirschsprung e as fístulastraqueo-esofágicas. A incidência total de malformações gastroenterológicas é de12%.3% destas crianças têm cataratas congénitas importantes que devem serextraídas precocemente. Também são mais frequentes os glaucomas.A hipotonia é muito frequente no recém-nascido, o que pode interferir com aalimentação ao peito. Normalmente a alimentação demora mais tempo eapresenta mais problemas devidos à protrusão da língua. A obstipação é maisfrequente devido à hipotonia da musculatura intestinal.O hipotireoidismo congénito é mais frequente nas crianças com trissomia 21.A laxidão das articulações e a hipotonia combinadas podem aumentar a incidênciade luxação congénita da anca embora esta alteração seja rara. 172
  • 173. As convulsões são mais frequentes, com incidência de 10%.A imunidade celular está diminuída, pelo que são mais frequentes determinadasinfecções, como as respiratórias. Habitualmente têm hipertrofia dos adenóides edas amígdalas. Há uma maior incidência de leucémias.São muito frequentes as alterações auditivas nestas crianças devido a otitesserosas crónicas e os defeitos da condução neurosensorial.Há uma grande controvérsia sobre a instabilidade atlantoaxial. Radiologicamente,15% ou mais dos casos apresentam evidência deste facto, mas há muito poucascrianças com problemas neurológicos associados.Há um atraso no crescimento com tendência para a obesidade.Os dentes tendem a ser pequenos e espaçados irregularmente.TratamentoVários aspectos podem contribuir para um aumento do desenvolvimento dacriança com síndrome de Down: intervenção precoce na aprendizagem,monitorização de problemas comuns como a tiróide, tratamento medicinal sempreque relevante, um ambiente familiar estável e condutor, práticas vocacionais, sãoalguns exemplos. Por um lado, a síndrome de Down salienta as limitaçõesgenéticas e no pouco que se pode fazer para as sobrepor; por outro, tambémsalienta que a educação pode produzir excelentes resultados independentementedo início. Assim, o empenho individual dos pais, professores e terapeutas comestas crianças pode produzir resultados positivos inesperados.As crianças com Síndrome de Down frequentemente apresentam redução dotônus dos órgãos fonoarticulatórios e, consequentemente, falta de controle motorpara articulação dos sons da fala, além de um atraso no desenvolvimento dalinguagem. O fonoaudiólogo será o terapeuta responsável por adequar os órgãos 173
  • 174. responsáveis pela articulação dos sons da fala além de contribuir nodesenvolvimento da linguagem.Os cuidados com a criança com S.D. não variam muito dos que se dão àscrianças. Os pais devem estar atentos a tudo o que a criança comece a fazersozinha, espontaneamente e devem estimular os seus esforços. Devem ajudar acriança a crescer, evitando que ela se torne dependente; quanto mais a criançaaprender a cuidar de si mesma, melhores condições terá para enfrentar o futuro. Acriança com S.D. precisa participar da vida da família como as outras crianças.Deve ser tratada como as outras, com carinho, respeito e naturalidade. A pessoacom S.D. quando adolescente e adulta tem uma vida semi-independente. Emborapossa não atingir níveis avançados de escolaridade pode trabalhar em diversasoutras funções, de acordo com seu nível intelectual. Ela pode praticar desporto,viajar, frequentar festas, etc. Deficiencia AuditivaCegueira é a condição de falta de percepção visual, devido a fatores fisiológicos ouneurológicos. Várias escalas têm sido desenvolvidas para descrever a extensão da perda devisão e definir a cegueira. Cegueira total é a completa falta de percepção visual de forma eluz e é clinicamente registrado como NLP, uma abreviação para "no light perception" (sempercepção de luz). Cegueira é frequentemente usada para descrever a deficiência visualgrave, com visão residual. Aqueles descritos como tendo apenas percepção de luz têmapenas a capacidade de diferenciar o claro do escuro e a direção de uma fonte de luz.A fim de determinar quais as pessoas podem necessitar de assistência especial por causa desua deficiência visual, várias jurisdições governamentais formularam definições maiscomplexas, conhecida como "cegueira legal". No Brasil, "cegueira legal" é quando umapessoa tem visão menor que 0,1 ou 20/200 no olho com melhor acuidade. Isto significa queum indivíduo legalmente cego teria que ficar a 20 pés (6,1 m) de um objeto para vê-lo —com lentes oftálmicas— com o mesmo grau de clareza de que uma pessoa com visãonormal poderia ver a 200 pés (61 m). Em muitos lugares, as pessoas com acuidade média,que, no entanto têm um campo visual inferior a 20 graus (o normal é 180 graus) tambémsão classificadas como sendo legalmente cegas. Cerca de dez por cento daquelesconsiderados legalmente cegos, por qualquer medida, não têm visão. O resto tem algumavisão, e percepção de luz, uma acuidade relativamente boa. Visão subnormal é por vezesutilizado para descrever acuidade visual de 20/70 a 20/200. 174
  • 175. Segundo a 10 ª Revisão da OMS de Classificação Estatística Internacional de Doenças,Lesões e Causas de Morte, a visão subnormal é definida como acuidade visual inferior a20/60 (6/18), mas igual ou melhor que 20/200 (6/60), ou correspondente a perda de campovisual menor que 20 graus, no melhor olho com a melhor correção possível. A cegueira édefinida como acuidade visual menor que 20/400 (6/120), ou correspondente a perda decampo visual menor que 10 graus, no melhor olho com a melhor correção possível.Cegos com olhos sem danos podem ainda registrar a luz não-visual com a finalidade demanter o ritmo circadiano durante o ciclo de 24 horas. Sinais de luz para este propósitoviajam através do trato da retina e não são afetados pela lesão do nervo óptico, ondeexistem tratos.Sinais e sintomasA cegueira é definida pela Organização Mundial de Saúde como visão menor que 20/500no melhor olho de um pessoa ou campo visual inferior a 10 graus. Esta definição foi criada em 1972 e há uma discussão em curso sobre se ela deve seralterada.Deficiência visual é uma categoria que abrange pessoas cegas e com visão reduzida. Nadefinição pedagógica, a pessoa é cega, mesmo possuindo visão subnormal, quandonecessita da instrução em braile; a pessoa com visão subnormal pode ler tipos impressosampliados ou com auxílio de potentes recursos ópticos.A definição clínica define como cego o indivíduo que apresenta acuidade visual menor que0,1 (com a melhor correção no melhor olho) ou campo visual abaixo de 20 graus; comovisão reduzida quem possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou umcampo visual entre 20 e 50 graus, e sua visão não pode ser corrigida por tratamento clíniconem com óculos convencionaisComorbidadesCegueira pode ocorrer diante de algumas condições tais como retardo mental,espectro autista, paralisia cerebral, surdez e epilepsia. Em um estudo com 228crianças com deficiência visual na região metropolitana de Atlanta entre 1991 e1993, 154 (68%) tinha uma deficiência adicional além da deficiência visual.Cegueira em combinação com a perda auditiva é conhecida como surdocegueiraCausasDeficiência visual grave possui uma variedade de causas:Doenças 175
  • 176. De acordo com estimativas da OMS, as causas mais comuns de cegueira em todo o mundoem 2002 foram: 1. cataratas (47,9%), 2. glaucoma (12,3%), 3. degeneração macular relacionada à idade (8,7%), 4. opacidade da córnea (5,1%), 5. retinopatia diabética (4,8%), 6. cegueira infantil (3,9%), 7. tracoma (3,6%), 8. oncocercose (0,8%).Em termos de prevalência mundial de cegueira, a um número muito maior de pessoas emaior probabilidade de serem afetadas em países em desenvolvimento, significa que ascausas de cegueira nessas áreas são numericamente mais importantes. A catarata éresponsável por mais de 22 milhões de casos de cegueira e glaucoma seis milhões,enquanto que a lepra e oncocercose cegam aproximadamente um milhão de indivíduos emtodo o mundo. O número de indivíduos cegos por tracoma caiu drasticamente nos últimos10 anos de seis para 1,3 milhões, colocando-o em sétimo lugar na lista de causas decegueira no mundo. É estimado que a xeroftalmia afete cinco milhões de crianças a cadaano; 500 mil desenvolvem o envolvimento da córnea ativa, e metade destes tornam-secegos. Ulceração da córnea central é também uma importante causa da cegueira monocularno mundo, o que representa uma estimativa de 850 mil casos de cegueira corneal todos osanos apenas na Índia. Como resultado, as cicatrizes corneanas por todas as causas agora sãoa quarta maior causa global da cegueira.[12]A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença degenerativa da retinaque provoca uma perda progressiva da visão central e leva a cegueira. Atualmente éapontada como a causa mais comum de perda de visão nas pessoas acima de 55 anos.Segundo dados da Foundation Fighting Blindness, 10 milhões de pessoas nos EUA temDMRI ou possuem risco considerável de desenvolver a doença. Estima-se que no ano de2020, até 8 milhões de pessoas com 65 anos ou mais poderão apresentar DMRI. [13] A taxade acometimento pela DMRI aumenta com a idade.Pessoas nos países em desenvolvimento são significativamente mais propensas a adquirir adeficiência visual como consequência de doenças tratáveis ou evitáveis do que suascontrapartes em países desenvolvidos. Enquanto a deficiência visual é mais comum empessoas com mais de 60 anos de idade em todas as regiões, as crianças em comunidadesmais pobres são mais propensas a serem afetadas do que seus pares mais ricos.A ligação entre pobreza e deficiência visual tratável é mais evidente quando se realizamcomparações regionais sobre a causa. A maioria dos adultos com deficiência visual naAmérica do Norte e na Europa Ocidental tem como causa degeneração macular relacionadaà idade e retinopatia diabética. Enquanto ambas as condições estão sujeitos a tratamento,nenhuma delas pode ser curada. 176
  • 177. Nos países em desenvolvimento, onde as pessoas têm menor expectativa de vida, catarata eparasitas transmitidos pela água —ambas podem ser tratadas eficazmente— são na maioriadas vezes os culpados. Em países desenvolvidos, onde doenças parasitárias são menoscomuns e cirurgia de catarata é mais disponível, a degeneração macular relacionada àidade, glaucoma e retinopatia diabética são geralmente as principais causas da cegueira.[14]Cegueira infantil pode ser causada por condições relacionadas à gravidez, tais como asíndrome da rubéola congênita e retinopatia da prematuridade.Anormalidades e lesõesLesões nos olhos, na maioria das vezes ocorrem em pessoas com menos de 30, são aprincipal causa de cegueira monocular (perda de visão em um olho) em todo o EstadosUnidos. Lesões e cataratas afetam o olho em si, enquanto anormalidades tais comohipoplasia do nervo óptico afetam o feixe nervoso que envia sinais do olho para trás docérebro, que pode levar à diminuição da acuidade visual.Pessoas com lesões no lóbulo occipital do cérebro podem, apesar de terem os olhos enervos ópticos danificados, ainda serem legalmente ou totalmente cegos.Anomalias genéticasPessoas com albinismo têm frequentemente perda de visão e muitos são legalmente cegos,embora poucos deles realmente não possam ver. Neuropatia óptica hereditária de Leberpode causar cegueira total ou perda de visão grave desde o nascimento ou na infância.Os recentes avanços no mapeamento do genoma humano identificaram outras causasgenéticas de baixa visão ou cegueira. Um exemplo é a síndrome de Bardet-Biedl.IntoxicaçãoRaramente, a cegueira é causada pela ingestão de determinados produtos químicos. Umexemplo bem conhecido é o metanol, que é apenas levemente tóxico e minimamenteintoxicante, mas não quando o etanol compete com o metabolismo, metanol decompõe-seem formaldeído e ácido fórmico substâncias que por sua vez pode causar cegueira, umasérie de outras complicações de saúde e até a morte. [15] O metanol é comumente encontradoem bebidas alcoólicas, o álcool etílico desnaturado, para evitar pagar impostos sobre avenda de etanol destinados ao consumo humano. Álcool etílico é por vezes usado poralcoólatras como um substituto desesperado e barato para bebidas alcoólicas.Ações intencionaisCegueira tem sido usada como um ato de vingança e tortura em alguns casos, para privaruma pessoa de um sentido importante pelo qual ela pode guiar-se ou interagir com omundo, agir com total independência e estar ciente dos acontecimentos que os rodeiam. Umexemplo da esfera clássica é Édipo, que fura seus próprios olhos após perceber que cumpriu 177
  • 178. a terrível profecia sobre ele. Assassino de búlgaros, o imperador bizantino Basílio II cegou15 mil prisioneiros, antes de libertá-los.Em 2003, um tribunal antiterrorista paquistanês condenou um homem a ser cegado depoisde ter realizado um ataque com ácido contra a sua noiva, que resultou em sua cegueira. Amesma sentença foi dada em 2009 para o homem que cegou Ameneh Bahrami.RecursosUm estudo de 2008 publicado no New England Journal of Medicinetestou o efeito do usode terapia genética para ajudar a restaurar a visão de pacientes com uma forma rara decegueira hereditária, conhecida como Neuropatia óptica de Leber ou NOL. A Neuropatiaóptica de Leber danifica os receptores de luz na retina e normalmente começa a afetar avisão na infância, com piora da visão até a cegueira completa em torno da idade de 30 anos.O estudo utilizou um vírus comum do resfriado para levar uma versão normal do genechamado RPE65 diretamente nos olhos dos pacientes acometidos. Notavelmente todos os 3pacientes com idades de 19, 22 e 25 responderam bem ao tratamento e relataram melhorada visão após o procedimento. Devido à idade dos pacientes e a natureza degenerativa doNOL a melhoria da visão dos pacientes em terapia genética é encorajadora para osinvestigadores. Espera-se que a terapia genética possa ser ainda mais eficaz em pacientesmais jovens que sofreram perda de visão limitada, bem como em outros indivíduos cegosou parcialmente cegos.Dois tratamentos experimentais para os problemas de retina incluem um substitutocibernética e transplante de células da retina fetal.MobilidadeMuitas pessoas com sérias deficiências visuais podem se locomover de formaindependente, usando uma ampla gama de ferramentas e técnicas. Especialistas emorientação e mobilidade são os profissionais que são treinados especificamente para ensinaras pessoas com deficiência visual como se locomover com segurança, confiança, e deforma independente em casa e na comunidade. Estes profissionais também podem ajudar aspessoas cegas na prática de locomoção em rotas específicas, que possam ser utilizadas,muitas vezes, como a rota da casa para uma loja.Ferramentas como a bengala branca com uma ponta vermelha — o símbolo internacionalda cegueira — também podem ser usadas para melhorar a mobilidade. A bengala cano-longo é usada para aumentar o alcance da sensação de toque do usuário. Geralmente éusada com ela para baixo em um movimento de balanço, através do caminho planejado,para detectar obstáculos. No entanto, as técnicas para manuseio da bengala podem variardependendo do utilizador e/ou da situação. Algumas pessoas com deficiência visual nãopossuem esses tipos de bengalas, optando pela menor e mais leve bengala de identificação(ID). Outros ainda necessitam de uma bengala de apoio. A escolha depende da visão doindivíduo, motivação e outros fatores. 178
  • 179. Um pequeno número de pessoas utilizam cães-guia para ajudar em sua mobilidade. Estescães são treinados para desviar de vários obstáculos, e indicar quando se torna necessáriosubir ou descer um degrau. No entanto, a utilidade dos cães-guia é limitado pelaincapacidade de cães de entender os complexos caminhos. A metade humana da equipetraça o caminho, com base em habilidades adquiridas através da formação de mobilidadeanterior. Neste sentido, o manipulador pode ser comparado ao navegador de uma aeronave,que deve saber como ir de um lugar para outro, e que o cão o piloto, que deve levá-los aodestino com segurança.Algumas pessoas cegas usam GPS para deficientes visuais como ajuda em sua mobilidade.Esses softwares podem ajudar as pessoas cegas, com orientação e navegação, mas não é umsubstituto para ferramentas de mobilidade tradicionais, tais como bengalas brancas e cães-guia.Tecnologia para permitir que pessoas cegas possam conduzir veículos motorizadoscomeçou a ser desenvolvida em 2011, por pesquisadores do Instituto Politécnico eUniversidade Estadual da Virgínia, juntamente com a Federação Nacional dos Cegos dosEstados Unidos.[23][24]Ações do governo são algumas vezes tomadas para tornar lugares públicos mais acessíveisa pessoas cegas. O transporte público está disponível gratuitamente para os cegos emmuitas cidades. Piso tátil e semáforos com autofalantes podem tornar mais fácil e maisseguro para os pedestres com deficiência visual atravessarem as ruas. Além de fazer regrassobre quem pode e não pode usar uma bengala, alguns governos obrigam que se de apreferência aos usuários de bengalas brancas ou cães-guiaEducaçãoO tema da cegueira e da educação incluiu abordagens da evolução e percepção pública damelhor forma de abordar as necessidades especiais de alunos cegos. A prática deinstitucionalização em asilos dos cegos tem uma história que remonta mais de mil anos,mas só no século XVIII que as autoridades criaram escolas para eles, onde as criançascegas, particularmente aqueles mais privilegiadas, geralmente eram educadas em taisambientes especializados. Essas instituições fornecem desde a formação profissional e asimples adaptação, bem como aprofundamento em assuntos acadêmicos oferecidos atravésde formatos alternativos. Literatura, por exemplo, foi sendo disponibilizada para alunoscegos por meio de relevo nas letras romanas.Os antigos egípcios foram a primeira civilização a mostrar interesse nas causas e curas paraa deficiência e, durante alguns períodos as pessoas cegas foram registrados comorepresentando uma porção substancial dos poetas e músicos na sociedade.A primeira escola destinada a preparação de alunos com deficiência visual foi fundada porValentin Haüy, em 1784, na cidade de Paris, a Instituição Real para Jovens Cegos em Paris(hoje o Instituto Nacional para Jovens Cegos, o INJA). A primeira escola para cegos noBrasil foi o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, fundado por Dom Pedro II no Rio de 179
  • 180. Janeiro, hoje o Instituto Benjamin Constant. Em Portugal a primeira instituição de ensinopara cegos foi a Associação Promotora dos Ensino Cegos (APEC) que inaugurou suaprimeira escola em 1888.Leitura e ampliaçãoA maioria dos deficientes visuais que não são totalmente cegos leem impressões, sejam deum tamanho normal ou aumentado por dispositivos de ampliação. Muitos também leemimpressões ampliadas que é mais fácil para se ler sem nenhum tipo de dispositivo. Umavariedade de lentes de aumento, algumas portáteis e outras não, podem tornar a leitura maisfácil para eles.Outros leem Braille (ou o raramente usado alfabeto da lua) ou contam com livros falados eleitores ou máquinas de leitura, que convertem texto impresso em fala ou em Braille. Elesusam computadores com hardware especiais, tais como scanners e monitores Braille, bemcomo software que escrevem especificamente para os cegos, como aplicativos dereconhecimento óptico de caracteres e leitores de tela.Algumas pessoas acessam estes materiais através de agências para os cegos, comoBibliotecas para Cegos.[29]Circuitos fechados de televisão são equipamentos que aumentam e contrastam os itenstextual, são uma alternativa mais "high-tech" do que dispositivos de ampliação tradicional.Um ecrã braille, o monitor para pessoas com deficiência visual.Há também mais de 100 serviços de rádio para se ler em todo o mundo que proporciona àspessoas com deficiência visual leituras periódicas através do rádio. A AssociaçãoInternacional de Serviços de Informação de Áudio fornece links para todas essasorganizações.EsportesPessoas cegas e com visão parcial praticam esportes como natação, esqui na neve, eatletismo. Alguns esportes foram inventados ou adaptados para cegos, como golbol, futebolde cinco, criquete, judô e golfe. A autoridade mundial em esportes para cegos é a Federação 180
  • 181. Internacional de Desportos para Cegos (IBSA). Pessoas com deficiência visual participamdos Jogos Paralímpicos desde o Jogos Paralímpicos de Verão de 1976 em Toronto. Futebol de cinco, tipo futebol adaptado para deficientes visuais. Deficiência auditivaDeficiência auditiva (também conhecida como hipoacusia ou surdez) é a perda parcial outotal de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças.No passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de déficit deinteligência. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-seque eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência emvirtude dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade decomunicação entre surdos e ouvintes. Porém, o desenvolvimento das diversas línguas desinais e o trabalho de ensino das línguas orais permitiram aos surdos os meios dedesenvolvimento de sua inteligência.Atualmente, a educação inclusiva é uma realidade em muitos países. Fato ressaltado naDeclaração de Salamanca que culminou com uma nova tendência educacional e social.Perda Auditiva e HipoacusiaOs conceitos gerais sobre surdez, classificações, técnicas e métodos de avaliação da perdaauditiva, características dos diversos tipos de surdez, etc., são fundamentais paracompreender as implicações da deficiência auditiva. 181
  • 182. O deficiente auditivo é classificado como surdo, quando sua audição não é funcional navida comum e hipoacústico aquele cuja audição, ainda que deficiente, é funcional com ousem prótese auditiva. A deficiência auditiva pode ser de origem congênita, causada porviroses materna doenças tóxicas desenvolvidas durante a gravidez ou adquirida, causadapor ingestão de remédios que lesam o nervo auditivo, exposição a sons impactantes,viroses, predisposição genética, meningite, etc.As hipoacústicas classificam-se em função do grau da perda auditiva, sua ordem elocalização. Quando a lesão se localiza no ouvido externo ou no médio é denominada comodeficiência de transmissão ou deficiência mista dependendo da intensidade da lesão.Quando se origina no ouvido e no nervo auditivo é dita deficiência interna ousensorioneural (estágio mais agudo da deficiência).Mas o conceito de perda auditiva nem sempre é suficientemente claro para a pessoa que sedepara pela primeira vez com o problema da surdez.O grau de perda auditiva é calculadoem função da intensidade necessária para amplificar um som de modo a que seja percebidopela pessoa surda. Esta amplificação mede-se habitualmente em decibéis, como já descritoanteriormente.Para o caso do ouvido humano, a intensidade padrão ou de referência correspondem àmínima potência de som que pode ser distinguida do silêncio, sendo essa intensidadetomada como 0 dB. Uma pessoa com audição normal pode captar como limiar inferior,desde -10 dB até + 10 dB. Verifica-se essa progressão se dá de forma exponencial ou sejamultiplicando-a por dez. Logo, pressupõem-se que 10 dB tenha uma intensidade dez vezessuperior a 0 dB e 30 dB são de uma intensidade cem vezes superior a 10 dB.Dessa forma entende-se melhor a grande diferença entre uma pessoa com uma perda de 60dB, que consideramos hipoacústico, e outro com 100 dB de perda. Tendo em vista que 60dB é mais ou menos a intensidade de um grito a 1,5 m de distância. Portanto,compreendemos que a diferença entre uma perda de 60 dB e 100 dB.Á última sendoconsiderada bem mais difícil, para o prognóstico de reabilitação.Contudo a medida da perda auditiva não é suficiente para medir o real problema de audiçãoque uma pessoa apresenta. Faz-se necessário mensurar também qual o espectro defreqüência que está afetado pela surdez. Considera-se que as perdas auditivas nasfreqüências baixas são mais prejudiciais do que as perdas nas freqüências altas. "Paracompreendermos a causa disto teremos de analisar a relação entre a freqüência de um som eo tom com que este som se percebe". (CRYSTAL, 1983).A freqüência de um som é medida em ciclos por segundo ou Hertz (Hz). O ouvido humanopercebe sons nas freqüências entre 20 Hz e 20.000 Hz.Entretanto a resposta perceptiva ao estímulo sonoro é denominada tom. Porém não há umarelação entre a escala de tons e a escala de freqüências. Mas, podemos tomar comoparâmetros a escala de tons. Onde se compara o tom de uma nota musical a exemplo a nota"lá" que poderá apresentar um grau de entonação inferior ou superior dentro da mesma nota"lá". 182
  • 183. Essa variação denomina-se uma oitava. "Ora bem, percebe-se como uma oitava superior aum tom dado, o som, em termos físicos, dobra a freqüência do primeiro. Desta forma,embora entre 2000 Hz e 4000 Hz haja uma distância física de freqüência menos do queentre 100Hz e 2000Hz, porém à distância perceptiva de tons é muito maior". (FRY et. al.,1982).Comparando esses valores percebemos que entre 2000 Hz e 100 Hz há mais de quatrooitavas, porque de 2000 Hz para 1000 Hz há uma oitava, ou seja, a metade da suafreqüência. Por tanto de 2000 Hz para 1000 Hz há uma oitava, de 1000 Hz para 500 Hztambém há uma oitava, de 500 Hz a 250 Hz há outra e de 250 Hz a 125 Hz há outra.Entendemos agora por que as perdas auditivas nas freqüências baixas são de muito piorprognóstico do que as perdas nas altas freqüências.Para um diagnóstico correto de uma surdez é preciso fazer uma exploração audiométrica dograu de perda por relação com um espectro de freqüência que vá pelo menos de 125 Hz a4000 Hz, já que são estas as freqüências mais utilizadas na fala humana.(CASANOVA,1988).Outro problema que deve ser levado em consideração e a relação entre o limiar auditivo e olimiar doloroso, de forma, a saber, qual o tipo de resíduo auditivo que poderá seraproveitado para a reabilitação indivíduo surdo. O limiar auditivo corresponde ao nível deintensidade necessário para que a pessoa surda perceba o som e este limiar pode serdiferente em cada freqüência. O limiar doloroso é o ponto em que a intensidade sonoraproduz dor à pessoa. A distância que vai do limiar auditivo ao limiar de dor é o que sechama de resíduo auditivo utilizável.O professor pode suspeitar de casos de deficiência auditiva entre seus alunos quandoobservar os seguintes sintomas: Excessiva distração; freqüentes dores de ouvido ou ouvidopurgante; dificuldade de compreensão; intensidade da voz, inadequada para a situação,muito alta ou baixa ou quando a pronúncia dos sons é incorreta.Patologias do ouvidoA deficiência auditiva pode ser classificada como: deficiência de transmissão – quando oproblema se localiza no ouvido externo ou no ouvido médio; deficiência mista – quando oproblema se localiza no ouvido médio. E deficiência interna ou sensorioneural – quando seorigina no ouvido interno e no nervo auditivo.As principais patologias do ouvido humano são: as ligadas à membrana timpânica, adeficiência de transmissão sonora no sistema tímpano-ossicular, a rigidez nos ligamentos desuporte ossicular, a timpanoesclerose, a fixação do martelo, a ausência no reflexoestapediano, a paralisia do nervo do músculo estribo, a complacência da membranatimpânica ou a sua rigidez, a lesão retrocloclear e a surdez psicogênica que é um dosdistúrbios psicogênicos. 183
  • 184. A impedância acústica do ouvido médio é um tipo comum de patologia. Pode ser definidacomo a resistência que a mesma oferece à energia sonora que penetra no conduto auditivoexterno. E há ainda as patologias ligadas a Trompa de Eustáquio apresentando-se ou muitoaberta ou obstruída e causando sintomas como autofonia e a percepção sonora da respiraçãopelo indivíduo.ClassificaçõesClassificação por origem da surdez • Os portadores de surdez patológica, normalmente adquirida em idade adulta; • E aqueles cuja surdez é um traço fisiológico distintivo, não implicando, necessariamente, em deficiência neurológica ou mental; este é o caso da maioria dos surdos congênitos.Classificação por forma de comunicação • Surdos oralizados: aqueles que se comunicam utilizando a língua oral e/ou escrita. • Surdos sinalizados: aqueles que se comunicam utilizando alguma forma de linguagem gestual. • Surdos bilíngues: aqueles que utilizam ambas as formas de comunicação.Etiologia da surdezAs causas da surdez podem ser dividias em: pré-natais, peri-natais e pós natais. As causaspré-natais são: • Hereditárias (A deficiência auditiva pode ser transmitida geneticamente de geração em geração, particularmente quando existem casos de surdez na família); o Doenças adquiridas pela mãe durante a gravidez, tais como:  Rubéola;  Sífilis;  Toxoplasmose;  Citomegalovirus;  Herpes;  Intoxicações intra-uterinas;  Agentes Físicos (como, por exemplo, os raio-X);  Alterações Endócrinas (Diabetes ou Tiróide);  Carências Alimentares.As causas peri-natais podem ser: • Traumatismos Obstétricos; • Anóxia. 184
  • 185. As causas pós-natais podem ser: • Doenças infecciosas; • Bacterianas (ex.: meningites, otites, inflamações agudas ou crónicas das fossas nasais e da naso-faringe); • Virais; • Intoxicações; • Trauma Acústico. 185
  • 186. CONDICIONAMENTO FISICOO exercício é a atividade física planejada, realizada de forma repetidapara desenvolver ou manter o condicionamento físico. Ocondicionamento físico é a capacidade de realizar atividades físicas.Para tornar-se e manter-se condicionado, os indivíduos devemexercitar-se regularmente. Os exercícios fortalecem o coração,permitindo que ele bombeie uma maior quantidade de sangue emcada batimento.O sangue então pode liberar mais oxigênio ao organismo, aumentandoa quantidadade máxima de oxigênio que o organismo consegue obtere utilizar. Essa quantidade, denominada captação máxima deoxigênio, pode ser medida para se determinar o nível decondicionamento de um indivíduo. Os exercícios beneficiam o corpode muitas outras maneiras. O alongamento pode aumentar aflexibilidade. O exercício com sustentação do peso fortalece os ossose ajuda a prevenir a osteoporose.Os exercícios também ajudam a evitara constipação, a prevenir econtrolar algumas formas de diabetes e do colesterol ligado àlipoproteína de baixa densidade (LDLcolesterol). Os exercíciosbeneficiam aos indivíduos de qualquer faixa etária, inclusive os idosos.Estudos recentes demonstraram que o exercício pode fortalecer osmúsculos de indíviduos idosos debilitados que vivem em asilos. Oshomens idosos que continuam a treinar e a participar de competições 186
  • 187. de corridas de longa distância conseguem manter a sua captaçãomáxima de oxigênio.A inatividade, mais do o envelhecimento em si, é a principal causa dodeclínio da capacidade física dos idosos. Os benefícios dos exercíciossão perdidos assim que o indivíduo deixa de praticá-los. A força docoração e dos músculos diminui, assim como o nível do colesterolligado à lipoproteína de alta densidade (HDL-colesterol) – odenominado colesterol bom –, enquanto a pressão arterial e a gorduracorporal aumentam. Mesmo os ex-atletas que deixam de se exercitarnão conservam benefícios mensuráveis a longo prazo. Eles nãoapresentam uma maior capacidade para realizar atividades físicas,nem menores fatores de risco de infarto do miocárdio e nem umaresposta mais rápida ao exercício do que aqueles que nunca seexercitaramINÍCIO DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOSO modo mais seguro para se iniciar um programa de exercícioconsiste em executar o exercício ou o esporte escolhido em uma baixaintensidade, até que membros inferiores ou superiores tornem- sedoloridos ou até eles tornarem-se “pesados”. Se os músculos ficaremdoloridos após apenas alguns minutos de prática, a primeira sériedeverá durar apenas esse período. À medida que o condicionamentoaumenta, o indivíduo deve ser capaz de exercitar-se por mais temposem sentir dores musculares ou desconforto.Quando é possível exercitar-se confortavelmente durante 10 minutosconsecutivos, as séries devem ser executadas em dias alternados, 187
  • 188. avançando de modo gradual até 30 minutos de exercício contínuo. Asorientações relativas à duração e à freqüência do exercício, à suaintensidade e como prevenir lesões são as mesmas para todos ostipos de exercícios e esportes.Duração e FreqüênciaPara obter e manter o condicionamento físico, um indivíduo deveexercitar-se por apenas 30 minutos, três vezes por semana. Para amaioria dos indivíduos, não é necessária a prática de exercício pormais de 30 minutos por vez, pois o condicionamento, mensurado pelacaptação máxima de oxigênio, aumenta muito pouco com práticas comduração superior a 30 minutos. A melhoria é decorrente da tensãosobre os músculos e de sua subseqüente recuperação e não darealização da mesma série todos os dias.Embora o coração possa ser exercitado várias vezes por dia todos osdias, os músculos esqueléticos começam a falhar quando exercitadosintensamente mais freqëntemente do que em dias alternados. No diasubseqüente a um exercício intenso, podem ser observadossangramento e lacerações microscópicas nas fibras musculares. É poressa razão que os músculos ficam doloridos no dia seguinte a umasérie de exercícios adequada. Os indivíduos que se exercitam devemrepousar durante 48 horas para que os músculos se recuperem após oexercício. Quando recuperados, os músculos tornam-se mais fortes. Aprática de exercícios duas ou três vezes por semana, com aalternância de dias de exercício com dias de repouso, pode ajudar aevitar lesões. 188
  • 189. IntensidadeO condicionamento físico é determinado mais pela intensidade doexercício que pela sua duração. As séries de exercícios devem sersuficientemente intensas a ponto dos músculos tornarem- se umpouco doloridos no dia seguinte, mas totalmente recuperados no outrodia. Para fortalecer o coração, o exercício deve ser realizado em umaintensidade que aumente a freqüência cardíaca (medida embatimentos por minuto), pelo menos 20 batimentos acima dafreqüência cardíaca de repouso. Quanto mais intensamente oexercício for realizado, mais rápido o coração baterá e mais fortetornar-se-á o miocárdio (músculo cardíaco).A freqüência cardíaca é determinada força de contração dos músculosesqueléticos. Quando um indivíduo começa a exercitar-se, osmúsculos esqueléticos contraem e comprimem as veias próximas,forçando o sangue em direção ao coração. Quando os músculosesqueléticos relaxam, essas veias enchem-se de sangue. Aalternância de contrações e relaxamentos dos músculos esqueléticosfunciona como um segundo coração, bombeando sangue extra aocoração. O fluxo sangüíneo aumentado faz com que o coração batamais rapidamente e com mais força. Portanto, quanto mais intensa fora contração dos músculos esqueléticos, mais rápidas serão as batidasdo coração.A freqüência cardíaca recomendada (freqüência cardíaca detreinamento) é igual a 60% da freqüência cardíaca máxima doindivíduo, a qual é igual a 220 menos a idade do indivíduo. Entretanto, 189
  • 190. esse cálculo não se aplica aos indivíduos idosos que apresentam umbom condicionamento físico. A freqüência cardíaca máxima mensura aforça dos músculos esqueléticos, não a força do coração, e, por isso,um indivíduo idoso bem condicionado e forte apresentará umafreqüência cardíaca máxima muito mais elevada que um indivíduomais jovem fraco e não condicionado.A mensuração da freqüência cardíaca não é necessária desde que oindivíduo comece a se exercitar lentamente e aumente a intensidadegradualmente. A intensidade deve ser aumentada até que sejaatingida a freqüência cardíaca de treinamento: quando os ombroselevam-se a cada respiração e a respiração é mais rápida e profunda,indicando que o indivíduo necessita de mais oxigênio. Para tornar-sebem condicionado, não é necessário exercitar-se mais intensamentedo que isso. Apenas os atletas que estejam treinando para competiçãonecessitam exercitar-se até o ponto de sentir falta de ar.À medida que a intensidade do exercício aumenta, aumenta aprobabilidade da ocorrência de lesões de músculos esqueléticos. Aprobabilidade de lesão desses músculos durante a realização deexercícios contínuos e intensos é muito maior que durante arealização de exercícios intermitentes. No caso de exercíciosintermitentes, o indivíduo realiza um aquecimento inicial lento e,gradualmente, aumenta o ritmo. Quando os músculos começam a ficarpesados, doloridos ou desconfortáveis, o indivíduo diminui o ritmo.Quando os músculos relaxam, o ritmo é aumentado. 190
  • 191. O indivíduo alterna movimentos mais rápidos e mais lentos até o“peso” nos músculos não mais desaparecer e, em seguida, interrompea sessão. A melhoria é decorrente do aumento do tempo gasto noexercício intenso e pela diminuição concomitante do tempo gasto noexercício mais lento. O indivíduo deve sentir-se bem após o exercício.Caso isso não ocorra, é provávle que ele tenha se exercitadoexcessivamente. O excesso de exercício faz com que as articulações,músculos, tendões e ossos tornem-se doloridos, aumenta o risco delesão e torna o indivíduo irritadiço.topoPREVENÇÃO DAS LESÕESMais do que 6 em cada 10 indivíduos que iniciam um programa deexercícios desistem nas primeiras semanas por causa de uma lesão.As lesões podem ser evitadas se as sessões de exercícios foremmarcadas com um intervalo de 48 horas. Com esse tipo deprogramação, um indivíduo pode exercitar- se em dias alternados ou,para quem deseja exercitar-se todos os dias, podem ser trabalhadosdiferentes grupos musculares em dias alternados, ou ele podeexercitar-se intensamente um dia e menos intensamente no diaseguinte (princípio do difícil-fácil). Repetir os mesmos exercícios todosos dias não melhora o condicionamento físico e, na realidade,aumenta as probabilidades de uma lesão. Além disso, o indivíduodeve interromper o exercício caso sinta dor.Exercícios em Dias Alternados 191
  • 192. É normal que os indivíduos acordem com os músculos rígidos edoloridos no dia seguinte à participação de uma competição ou àrealização de exercícios vigorosos. O modo mais rápido de serecuperar consiste no repouso, isto é, não praticar nenhum tipo deexercício o dia inteiro. Um exercício vigoroso e prolongado podeesgotar a maior parte das reservas de açúcar (glicogênio) dosmúsculos. O glicogênio é a principal fonte de energia durante oexercício. Se os níveis de glicogênio estiverem baixos, os músculostornamse pesados, fracos e cansados. O consumo de alimentos ricosem carboidratos, como pão, massas, frutas, cereais, cereais integraise a maioria dos doces, repõe o glicogênio muscular. O repousopermite que praticamente todo o glicogênio que entra nos músculosseja armazenado e também que as fibras musculares lesadas securem.Alternância de ExercíciosDiferentes exercícios solicitam diferentes grupos musculares. Porexemplo, a corrida força principalmente os músculos dos membrosinferiores; o choque dos calcanhares contra o solo e a elevação docorpo apoiado sobre as pontas dos dedos forçam mais os tornozelos.O ciclismo força principalmente os músculos das coxas. Ao pedalar, oindivíduo trabalha os joelhos e os quadris. O remo e a natação forçama parte superior do corpo e as costas. Um programa ideal alternaexercícios para a parte superior do corpo realizados em um dia eexercícios para a parte inferior realizados no dia seguinte. 192
  • 193. Para os indivíduos que se exercitam todos os dias, a alternânciapermite que os músculos se recuperem, evita lesões e promove ummaior nível de condicionamento físico. A probabilidade de ocorrênciade lesões é muito menor para o indivíduo que corre 30 minutos em umdia e pedala durante 30 minutos no dia seguinte que para aquele quepratica as duas modalidades todos os dias, durante 15 minutos cada.Os corredores de maratona sofrem lesões com maior freqüência queos triatletas, os quais competem em três esportes, embora estes seexercitem mais intensamente. Os triatletas trabalham diferentesgrupos musculares em dias sucessivos: podem correr em um dia enadar e praticar ciclismo no dia seguinte.Seguir o Princípio do Difícil-FácilPara atingir os níveis mais elevados de condicionamento físico ou paracompetir em em eventos esportivos, o indivíduo deve exercitar-seintensamente duas ou três vezes por semana e menos intensamentenos demais dias (o princípio do difícil-fácil). Os atletas profissionaistreinam diariamente e o treinamento é específico para o esporte – umindivíduo não se torna um melhor corredor andando de bicicleta. Poressa razão, para proteger- se contra lesões, os atletas planejam umtreinamento intenso em um dia e um mais leve no dia seguinte.Dessa forma, os treinamentos intensos causam menos lesõesmusculares. “Difícil” e “fácil” referem-se à intensidade, não àquantidade. Por exemplo, em um dia fácil, um corredor de maratonapode correr 30 quilômetros, mas em um ritmo muito mais lento que emum dia difícil. Os levantadores de peso (halterofilistas) levantam 193
  • 194. grandes pesos apenas uma vez por semana e pesos mais leves nosoutros dias.Os jogadores de basquetebol participam de jogos-treinos prolongadose exaustivos em um dia e, no dia seguinte, praticam apenas jogadas earremessos. Para aumentar a força, a velocidade e a resistência, osatletas exercitam-se de forma intensa ou suficientemente prolongadaem um dia até os músculos tornarem-se pesados ou até eles sentirema sensação de uma discreta queimação - um sinal de que eles foramadequadamente trabalhados.Geralmente, os músculos doem por aproximadamente 48 horas. Osatletas exercitamse com menor intensidade nos dias seguintes, até osmúsculos pararem de doer. Quando os músculos estão doloridos, arealização de exercícios intensos causa lesões e diminui odesempenho, enquanto que os músculos tornar-se-ão mais fortes se oindivíduo aguardar que a dor cesse antes de retornar aos exercíciosintensos. Dois tipos de desconforto muscular podem ser sentidos apóso exercício.O tipo desejável, a dor muscular de início retardado, manifesta-sesomente somente algumas horas após o exercício intenso, afetageralmente ambos os lados do corpo de modo igual, desaparece após48 horas e faz com que o indivíduo se sinta melhor após oaquecimento para a próxima série de exercícios. Por outro lado, a dordevida a uma lesão normalmente é sentida logo após a suaocorrência, é pior em um dos lados do corpo, não desaparece após 48 194
  • 195. horas e aumenta de intensidade quando o indivíduo tenta exercitar-senovamente.AquecimentoA elevação da temperatura dos músculos (aquecimento) antes doexercício ou da participação em um esporte pode auxiliar naprevenção de lesões. Os músculos aquecidos são mais flexíveis eapresentam menor risco de laceração em comparação aos músculosfrios, os quais contraem lentamente. O aquecimento mais eficaz –muito melhor que o aquecimento passivo dos músculos com águaquente ou com almofadas térmicas – consiste na realização lenta dospróprios movimentos do exercício ou do esporte.A repetição dos movimentos aumenta o fluxo sangüíneo para osmúsculos que serão utilizados, aquecendo-os e preparando-os para osexercícios mais vigorosos. O fluxo sangüíneo deve aumentarsubstancialmente para proteger os músculos contra lesões durante oexercício. A calistenia (série de movimentos que exercitam um grupomuscular isolado, como as flexões) não é suficientemente específicapara aquecer os músculos para um determinado esporte.AlongamentoO indivíduo deve realizar o alongamento apenas após ter se aquecidoou realizado exercícios, quando os músculos estão aquecidos eapresentam menor risco de lesão. O alongamento distende osmúsculos e tendões e músculos mais longos podem produzir maisforça em torno das articulações, ajudando o indivíduo a saltar mais 195
  • 196. alto, a levantar pesos maiores, a correr mais rapidamente e a realizararremessos mais longos.Entretanto, o alongamento, ao contrário do exercício contra resistência(como no treinamento com pesos), não fortalece os músculos e é ofortalecimento que diminui o risco de lacerações. Existem poucasevidências de que o alongamento cause lesões ou dor muscular deinício retardado, a qual é provocada por lesões de fibras musculares.ResfriamentoA redução gradual dos esforços (resfriamento) ao final do exercícioajuda a evitar a tontura. Quando os músculos dos membros inferiores,o sangue acumula-se nas veias vizinhas. Para enviar o sangue aocoração, os músculos das pernas devem contrair. Quando o exercícioé subitamente interrompido, o sangue acumula-se nos membrosinferiores e não chega em quantidade suficiente ao cérebro, causandotontura.O resfriamento também ajuda a remover o ácido lático, um produtometabólico que se acumula nos músculos após o exercício. O ácidolático não causa dor muscular de início retardado e, portanto, oresfriamento não impede a ocorrência desse tipo de dor.ESCOLHA DO EXERCÍCIO CORRETOQualquer exercício que aumenta a circulação de sangue através docoração melhora o condicionamento físico. Os exercícios mais segurossão a caminhada, a natação e a pedalagem em uma bicicletaergométrica. Durante uma caminhada, pelo menos um dos pés sempre 196
  • 197. encontra- se em contato com o solo de modo que a força com que opé choca-se contra o solo nunca é maior do que o peso do indivíduo.Durante a natação, a água sustenta o corpo e, por essa razão, osmúsculos raramente são submetidos a forças capazes de causarlaceração. As bicicletas são pedaladas com um movimento circularcontínuo que não “sacode” os músculos. A caminhada lenta não tornaum indivíduo bem condicionado fisicamente. Para caminhar maisrapidamente, o indivíduo pode realizar passos maiores além de moveros membros inferiores mais rapidamente. Os passos podem seraumentados através da oscilação dos quadris de um lado para outro,de modo que os pés avancem mais para frente.A oscilação dos quadris tende a fazer com que os dedos apontempara fora quando os pés tocam o solo e, por isso, o alcance dos pésnão é tão grande quanto seria se os dedos apontassem diretamentepara a frente. Portanto, a indivíduo que está andando sempre devetentar apontar os dedos dos pés diretamente para frente. O movimentomais rápidos dos membros superiores ajuda os pés a também semoverem mais rapidamente. Para movimentar os membros superioresmais rapidamente, o indivíduo deve flexionar os cotovelos, paraencuratr o balanço e reduzir o tempo que os membros superioreslevam para balançar para trás e para frente.A natação exercita todo o corpo – membros inferiores, membrossuperiores e e costas – sem forçar as articulações e os músculos.Freqüentemente, a natação é recomendada para os indivíduos comproblemas musculares e articulares. Os nadadores, movimentando-se 197
  • 198. em seu próprio ritmo e utilizando qualquer estilo de natação, podemexercitar-se de forma gradual durante até 30 minutos de nataçãocontínua. Se a perda de peso for um dos principais objetivos doexercício, a natação não é a melhor escolha. O exercício fora da águaé mais eficaz, pois o ar isola o corpo, aumentando a temperatura e ometabolismo corpóreos por até 18 horas.Esse processo queima mais calorias tanto após o exercício quantodurante a sua realização. Por outro lado, a água conduz o calor parafora do corpo, de modo que a temperatura corpórea não aumenta e ometabolismo não permanece aumentado após a natação. Apedalagem em uma bicicleta ergométrica é um bom exercício. Atensão da roda da bicicleta deve ser regulada, de modo que sejapossível se pedalar em um ritmo de 60 rotações por minuto. À medidaque ele progride, o ciclista pode aumentar a tensão e o ritmo até 90rotações por minuto. Uma bicicleta ergométrica horizontal é umaescolha particularmente boa para os indivíduos idosos. Muitos delesapresentam fraqueza da musculatura da coxa, pois o único exercícioque eles praticam é a caminhada e a deambulação sobre umasuperfície plana utiliza muito pouco esses músculos.Conseqüentemente, muitos indivíduos idosos apresentam dificuldadepara se levantar de uma cadeira sem usar as mãos, para levantar daposição agachada ou para subir escadas sem apoiar-se no corrimão.A pedalagem fortalece os músculos da coxa. Entretanto, algunsindivíduos não conseguem se manter equilibrados mesmo sobre umabicicleta ergométrica (fixa). Outros não utilizam esse equipamento porcausa do desconforto provocado pela pressão do selim estreito contra 198
  • 199. a pelve. Por outro lado, uma bicicleta ergométrica horizontal é segurae confortável. Esse aparelho possui um assento contornado, de modoque mesmo um indivíduo que tenha sofrido um acidente vascularcerebral pode sentar-se. Também no caso em que o indivíduoapresenta paralisia de um dos membros inferiores, suportes para osdedos mantêm os dois pés no lugar, de modo que o indivíduoconsegue pedalar com a outra perna. A dança aeróbica, um tipopopular de exercício oferecido por muitas entidades, exercita todo ocorpo.Os indivíduos podem exercitar-se em seu próprio ritmo com aorientação de instrutores experientes. A música alegre e as rotinasfamiliares tornam os exercícios divertidos e o compromisso com umprograma ou com os amigos podem aumentar a motivação. A dançaaeróbica também pode ser praticada em casa, com a ajuda de vídeo-teipes. A dança aeróbica de baixo impacto elimina os saltos e ascolisões da dança aeróbica comum, o que diminui a tensão sobre asarticulações. A aeróbica com degrau (steps aerobics) força sobretudoos músculos anteriores e posteriores das coxas (quadríceps emúsculos posteriores da coxa), quando o praticante sobe e desce deuma plataforma elevada (um degrau) em uma série de rotinas commúsica e ritmo determinado. Assim que sentir dor muscular, opraticante deve parar, fazer alguma outra coisa e retornar à aeróbicacom degrau após uns dois dias.A aeróbica na água (hidroaeróbica) é uma escolha excelente para osindivíduos idosos e para aqueles com músculos fracos. Os aparelhosde esqui de cross-country exercitam as coxas e as pernas. Muitos 199
  • 200. indivíduos gostam de usar esse equipamento, mas outros acham difícildominar os movimentos. Como o uso desses aparelhos exige umamaior coordenação que a maioria dos tipos de exercícios, o indivíduodeve experimentar o aparelho antes de comprá-lo. Os aparelhos deremo fortalecem os grandes músculos dos membros inferiores, dosombros e das costas e ajudam a proteger as costas contra diversaslesões. No entanto, o indivíduo que apresenta problemas nas costasnão deve usar esse equipamento.O esforço para remar, o qual é realizado principalmente com ascostas, pode agravar o estado dos músculos e articulações das costasjá afetados. Todos os aparelhos de remar de boa qualidade possuemum assento deslizante e os melhores possuem uma catraca giratóriaque permite ao indivíduo ajustar a tensão enquanto ele rema. Osindivíduos que podem se exercitar durante 30 minutos com facilidadepodem desejar uma maior variedade em seu programa de exercícios.A marcha atlética (caminhar o mais rápido possível balançando osmembros superiores vigorosamente), o jogging, a corrida, o ciclismo, apatinação no gelo, o skate, o esqui de cross-country, o raquetebol, ohandebol e o squash são modalidades excelentes para a obtenção docondicionamento físico, mas elas exigem pelo menos um nívelmoderado de coordenação e habilidade. Esses esportes tambémapresentam um maior risco de lesão. 200
  • 201. Postura CorporalBoa postura corporal decorre da manutenção de três curvaturas normais da espinha.As curvas do pescoço (cervical), torácica (meio da costas) e lombar (parte inferior dascostas) devem ser alinhadas e equilibradas. Uma má postura corporal pela vida podecomeçar a progressão de sintomas na vida adulta. Na maioria dos casos a má posturacorporal é uma combinação de vários fatores, podendo ser causada pode fatoresambientais ou maus hábitos.Hoje em dia problemas relacionados à postura estão aumentando devido:1) A sociedade assistem mais televisão do que as gerações anteriores.2) A sociedade está mais eletrônica, com trabalhos mais sedentários e sentados diantede computadores.3) Mais carros nas ruas causando mais acidentes e lesões.4) Fica-se mais tempo sentado dirigindo o carro. Muitas vezes, a pessoa tem má postura por tanto tempo que não lembra maiscomo era ter uma boa postura. A postura perfeita é quando estão apropriadamentealinhados: os pontos entre os olhos, queixo, clavícula, esterno, área púbica e pontomédio entre os tornozelos. De lado, pode-se notar facilmente as três curvas naespinha. Quando observado de frente aos ombros, os quadris e joelhos devem estar namesma largura e a cabeça não deve estar curvada para um dos lados. Obviamente,ninguém passa o dia todo nessa posição, mas se a pessoa assumir naturalmente umaposição relaxada ficará mais equilibrada e terá menos estresse em outras atividades.Dentre os distúrbios dolorosos que afetam a humanidade, a dor lombar (lombalgia, dor nas costas ou dor nacoluna) é a grande causadora de morbidade e incapacidade para o trabalho, só perdendo para a cefaléia oudor de cabeça; e afeta mais os homens do que as mulheres.Aos 30 anos de idade, inicia-se um processo de dessecação progressiva dos discos da coluna vertebral, quesofrem maior risco de rompimento e arrancamento, por perda de elasticidade e resistência. Hérnia de disco e"bico de papagaio" são doenças comuns da coluna lesada.A postura no desenrrolar de tarefas pesadas é a principal causa de problemas de coluna, mais precisamentena hora de levantar, transportar e depositar cargas, ocasião em que os trabalhadores mantêm as pernas retase "dobram" a coluna vertebral. 201
  • 202. Pode ocorrer também outro movimento perigoso, o giro do tronco, quando a carga for pega ou depositadamais para o lado e não necessariamente à sua frente.Quanto maior o peso da carga, maior será a pressão sobre cada vértebra ( figura abaixo ) e cada disco.Quanto mais distante do corpo, maior será a pressão.Cargas que representam o equivalente a apenas 10% do peso do corpo, já causam problema à coluna.A postura correta do indivíduo ao trabalhar com o computador doméstico (posição da coluna, das pernas, aaltura dos olhos, etc.) está esquematizada na figura ao abaixo.Quando as pernas e os pés não estão bem apoiados, por exemplo, podem ocorrer caimbras após um certotempo de operação. O encosto da poltrona, também deve ser curvo e ajustar-se às costas, sempre quepossível.Quanto à posição de trabalho em pé ou sentado, diz a Norma número 17 do Ministério do Trabalho -MTE que: "sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve serplanejado ou adaptado para esta posição." 202
  • 203. O trabalho em pé favorece a incidência do alargamento das veias das pernas (varizes) e causa edemas dostecidos dos pés e das pernas.A penosidade da posição em pé pode ser agravada se o agricultor tiver ainda que manter posturasinadequadas dos braços (acima do ombro, p.ex., como na colheita do cacau mostrada na foto abaixo ),inclinação ou torção do tronco (como na colheita da laranja) ou de outras partes do corpo.Assim, sempre que a atividade agrícola o permitir, a alternância de posturas (em pé-sentado-em pé) deve sersempre buscada, pois permite que os músculos recebam seus nutrientes e não fiquem fatigados.Transporte manual de cargasO transporte manual de cargas é uma das formas de trabalho mais antigas e comuns, sendo responsável porum grande número de lesões e acidentes do trabalho. Estas lesões, em sua grande maioria, afetam a colunavertebral, mas também podem causar outros males como, por exemplo, a hérnia escrotal.A figura abaixo mostra a técnica correta para o levantamento de cargas (caixa, barra, saco, etc.).O joelho deve ficar adiantado em ângulo de 90 graus. Braços esticados entre as pernas. Dorso plano. Queixonão dirigido para baixo. Pernas distanciadas entre si lateralmente. Carga próxima ao eixo vertical do corpo.Tronco em mínima flexão.Na figura abaixo, a técnica indicada para a movimentação lateral de carga (no caso, um barril) é aseguinte: posição dos pés em ângulo de 90 graus, para evitar a torção do tronco. 203
  • 204. No outro croqui, em que o modelo carrega uma caixa, o porte da carga é feito com os braços retos(esticados), de modo a obter menor tensão nos músculos dos mesmos.A movimentação manual de cargas é cara, ineficaz (o rendimento útil para operações de levantamento é daordem de 8 a 10%), penosa (provoca fadiga intensa) e causa inúmeros acidentes. Portanto, sempre quepossível, deve ser evitada ou minimizada.Transporte de CargasA mecanização das atividades pode ser feita com o emprego de: polias, transportadores de correia, talhasempilhadeiras, carrinhos de transporte, elevadores, guindastes, pontes-rolantes, etc. 204
  • 205. A foto abaixo mostra uma pilha de sacas sendo içadas por meio de cabos acionados por guindaste (que nãoaparece).É claro que o uso desses equipamentos representa um custo de investimento, razão porque devem seradquiridos e empregados apenas quando forem constantemente utilizados.A figura abaixo apresenta uma esteira rolante ou transportador de correia, muito usado no manuseio de sacase outros materiais.Recomendações gerais para o transporte manual de cargasEvitar manejo de cargas não adequadas ao biotipo, à forma, tamanho e posiçãoUsar técnica adequada em função do tipo de cargaProcurar não se curvar; a coluna deve servir como suporteQuando estiver com o peso, evite rir, espirrar ou tossirEvitar movimentos de torção em torno do corpoManter a carga na posição mais próxima do eixo vertical do corpoProcurar distribuir simetricamente a cargaTransportar a carga na posição eretaMovimentar cargas por rolamento, sempre que possívelPosicionar os braços junto ao corpoUsar sempre o peso do corpo, de forma a favorecer o manejo da carga 205
  • 206. Desvios PosturaisAlterações na coluna representadas por desvios anormais ou acentuamento de curvas normais já existentes éo que chamamos de desvios posturais. Esses podem levar ao uso incorreto das outras articulações corporais,uma vez que o corpo busca compensações para se manter o equilíbrio do indivíduo, podendo, também,causar enrijecimento e encurtamento dos músculos.Exercícios físicos e buscar sempre manter a postura correta são maneiras que podem evitar ou reduzir essesdesvios, sendo que, quanto mais nova a pessoa se tratar, maior a porcentagem de correção. Às vezes taisdesvios são leves e, muitas vezes, pouco perceptíveis e podem ser corrigidos com medidas mais simples,como seções de fisioterapia, musculação e alongamento. Entretanto, em alguns casos, é necessário umtratamento intensivo e uso de coletes – ou mesmo cirurgias.A coluna vertebral possui, naturalmente, curvaturas na região torácica e lombar, como mostra a figura. Emcasos de desvios posturais, há alterações nesta conformação natural. 206
  • 207. Na lordose ocorre um aumento anormal da curva lombar, dando-nos a impressão de que as nádegas destaspessoas são mais salientes:Na cifose, há um aumento anormal da curvatura da região dorsal (costas), dando à pessoa um aspecto decorcundez: 207
  • 208. Já na escoliose, há uma ou mais curvaturas na coluna em sentido lateral, perceptível em uma posição ventralou dorsal: Um médico ortopedista será capaz de diagnosticar as magnitudes destes desvios e indicar um tratamento para as particularidades de cada um – inclusive tratamentos para erradicação ou controle de dores. 208
  • 209. AlcoolismoO alcoolismo é geralmente definido como o consumo consistente e excessivo e/ou preocupaçãocom bebidas alcoólicas ao ponto que este comportamento interfira com a vida pessoal, familiar,social ou profissional da pessoa e pode potencialmente resultar em condições (doenças)psicológicas e fisiológicas, assim como, por fim, na morte. É um dos problemas mundiais de uso dedrogas que mais trazem custos. Com exceção do tabagismo, o alcoolismo é mais custoso para ospaíses do que todos os problemas de consumo de droga combinados.CaracterísticasAlém dos prejuízos na vida acadêmica, profissional, social e familiar o abuso de álcool portempo prolongado pode causar câncer na cavidade oral, esôfago, faringe, fígado e/ouvesícula biliar; hepatite, cirrose, gastrite, úlcera, danos cerebrais, desnutrição, problemascardíacos, problemas de pressão arterial, além de transtornos psicológicos. Durante agestação, causa má formação fetal. Apesar do abuso do álcool ser um pré-requisito para oque é definido como alcoolismo, o seu mecanismo biológico ainda é incerto. Para a maioriadas pessoas, o consumo de álcool gera pouco ou nenhum risco de se tornar um vício.Outros fatores geralmente contribuem para que o uso de álcool se transforme emalcoolismo. Esses fatores podem incluir o ambiente social e cultura, a saúde psicológica e apredisposição genética.TerminologiaMuitos termos são aplicados para se referir a uma pessoa alcoólica e ao alcoolismo. Existemuita controvérsia a esse respeito, entretanto é consenso que:1. O alcoolismo pode levar a morte;2. Alcoolismo é uma doença, um transtorno psicológico sério, que precisa de tratamento multiprofissional.3. O alcoólico pode apresentar prejuízos relacionados com o uso de álcool em todas as áreas da vida (Prejuízos físicos, mentais, morais, profissionais,sociais, entre outros).4. O alcoólico perde a capacidade de controlar uma quantidade de bebida que ingere, uma vez que vence uma ingestão. Abuso, uso pesado, vício e dependência são todos rótulos comuns usados para descrever os hábitos de consumo, mas o real significado dessas palavras muito podem variar, dependendo do contexto em que são usadas. Mesmo dentro da área de saúde especializada, uma definição pode variar entre as áreas de especialização. Muitas vezes a política e a religião ainda confundem o problema e agravam uma ambiguidade.Uso refere-se ao simples uso de uma substância. Uma pessoa que bebe qualquer bebidaalcoólica está usando álcool. 209
  • 210. Desvio, problemas com uso e uso pesado são termos que sugerem que o consumo de álcool tem causado problemas psicológicos, físicos, sociais, ou seja, prejuízos ao bebedor. Os danos sociais e morais são altamente subjetivos e, portanto, diferem de indivíduo para indivíduo, o que dificulta a identificação desses usuários. A expressão abuso de substâncias tem uma variedade de significados possíveis. No campo da saúde mental, o uso do DSM-IV por psicólogos e psiquiatras traz uma definição específica, que envolvem um conjunto de circunstâncias da vida que acontecem por causa do uso da substância. No direito, o abuso é freqüentemente usado para se referir ao uso ilegal de qualquer substância. Dentro do vasto campo da medicina, o abuso, por vezes, refere-se ao uso de medicamentos prescritos em excesso da dose prescrita ou a utilização de um medicamento que exige prescrição médica sem receita. Dentro da religião, o abuso pode se referir a qualquer uso de uma substância considerada inadequada. O termo algumas vezes é evitado por profissionais pela variabilidade em sua definição.A dependência é simultânea à tolerância, ou seja, necessidade de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. O diagnóstico de dependência de álcool não necessariamente indica uma presença de dependência física, ela pode ser apenas psicológica e estar associada com influência de amigos e família ou com poucas habilidades sociais. Dependência está associada a dificuldade em resistir a uma substância. A definição precisa de vício é debatida, mas em geral se refere a qualquer condição que faz uma pessoa continuar a demonstrar comportamentos nocivos mesmo sofrendo prejuízos sociais, profissionais e pessoais. Pode ser causado por dependência física e psicológica. Remissão é, segundo a Associação Psiquiátrica Americana, uma condição em que os sintomas físicos e mentais do alcoolismo não estão mais evidentes. A remissão pode ser parcial, quando breve, ou persistente, quando dura mais de um ano. Outros (principalmente Alcoólicos Anônimos) usam o termo recuperação para o usam descrever aqueles que cessaram completamente o consumo de álcool. Diagnóstico Um diagnóstico de dependência pelo CID-10 pode ser feito somente se três ou mais dos seguintes requisitos tenham sido experimentados ou exibidos em algum momento durante um período de 12 meses[4]:• Um forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância;• Dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de seu início, término ou níveis de consumo;• Um estado de abstinência fisiológico quando o uso da substância cessou ou foi reduzido, como evidenciado pela síndrome de abstinência característica para a substância ou o uso da mesma substância (ou de uma intimamente relacionada) com a intenção de aliviar ou evitar sintomas de abstinência;• Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas; 210
  • 211. • Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor da substância psicoativa, aumento da quantidade de tempo necessário para obter ou tomar a substância ou para se recuperar de seus efeitos;• Persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de conseqüências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estados de humor depressivos consequentes a períodos de consumo excessivo da substância ou comprometimento do funcionamento cognitivo relacionado à droga; deve-se fazer esforços para determinar se o usuário estava realmente (ou se poderia esperar que estivesse) consciente da natureza e extensão do dano. Efeitos fisiológicos do alcoolismo O consumo excessivo de álcool leva a uma degradação do etanol em etanal pelo fígado, fato que consome NAD+ formando NADH. Na segunda reação para a formação de acetato também há consumo de NAD+ e formação de NADH, dessa forma o ciclo de Krebs (dependente de NAD+) é diminuído pela falta de NAD+, aumentando portanto o metabolismo anaeróbico das células, o que irá produzir mais ácido lático no organismo. Esse excesso de ácido lático no organismo compete com a excreção de urato contribuindo para o aumento de ácido úrico no sangue, o qual irá precitar em articulações gerando uma doença conhecida como gota.O conjunto de efeitos fisiológicos sentidos após excessivo consumo de álcool é conhecido como veisalgia, popularmente chamada de "ressaca". Álcool no sangue Álcool no sangue Álcool no sangue Estados Sintomas (gramas/litro) 0,1 a 0,3 Sobriedade Nenhuma influência aparente Perda de eficiência, diminuição da atenção, julgamento 0,3 a 0,9 Euforia e controle Instabilidade das emoções, descoordenação muscular. 0,9 a 1,8 Excitação Menor inibição. Perda do julgamento crítico Vertigens, desequilíbrio, dificuldade na fala e distúrbios 1,8 a 2,7 Confusão da sensação. Apatia e inércia geral. Vômitos, incontinência urinária e 2,7 a 4,0 Estupor fezes. 4,0 a 5,0 Coma Inconsciência, anestesia. Morte Acima de 5,0 Morte Parada respiratória Observações: Em média 45 gramas de etanol (120 ml de aguardente), com estômago vazio, fazem o sangue ter concentração de 0,6 a 1,0 grama por litro; após refeição a concentração é de 0,3 a 0,5 grama por litro. Um conteúdo igual de etanol, sob a forma de cerveja (1,2 litros), resulta 0,4 a 0,5 gramas de etanol por litro de sangue, com estômago vazio e 0,2 a 0,3 gramas por litro, após uma refeição mista. Prevalência 211
  • 212. No Brasil os índices variam muito entre as diversas regiões, mas os estudos indicam que amédia nacional está em torno de 3 a 6% da população, sendo cerca de 5 vezes mais comumem homens. Tanto em Salvador quanto em Ribeirão Preto a média foi de 6,2%, sendo de11% entre os homens e de 1,5% entre as mulheres. A proporção de indivíduos maiores de13 anos que consumem álcool no Brasil está em torno de 52%, o que é bastante inferior aorelatado em diversos países: 90% nos EUA, 87% na Austrália, 83% no Canadá e 75% noEquador. O índice brasileiro é semelhante ao índice da Colômbia e México (51%). O nívelde alcoolismo é muito menor que a média americana (10-12%) e europeia (5 a 20%). Amaior proporção de consumidores de álcool e de alcoolistas é entre homens de 30 e 49anos.Associação com cigarroEntre alcoolistas, 67% também são fumantes. Os alcoolistas tendem a iniciar-se noconsumo tabágico mais cedo, fumam durante mais tempo, fumam um maior número decigarros por mês e apresentam fluxo expiratório mais baixo do que os abstêmios.Tratamentoss tratamentos para o alcoolismo são bastante variados porque existem múltiplasperspectivas para essa condição. Aqueles que possuem um alcoolismo que se aproxima deuma condição médica ou doença são recomendados a se tratar de modo diferentes dos quese aproximam desta condição como uma escolha social. Não se deve confundir otratamento do alcoolismo com o tratamento apenas da síndrome de abstinência. Otratamento do alcoolismo é complexo, multiprofissional e longo dependendo dapersistência do paciente e sua rede social de apoio para o processo de cura.A maioria dos tratamentos busca ajudar as pessoas a diminuir o consumo de álcool, seguidopor um treinamento de vida ou suporte social de modo que ajude a pessoa a resistir aoretorno do uso de álcool. Como o alcoolismo envolve múltiplos fatores que incentivam apessoa a continuar a beber, todos estes fatores devem ser suprimidos para que se previnamcom sucesso os casos de recaídas. Um exemplo para este tipo de tratamento é adesintoxicação seguida por uma combinação de terapia de suporte, atendimento em gruposde auto-ajuda, etc. A maioria dos tratamentos geralmente preferem uma abstinência detolerância zero; entretanto, alguns preferem uma abordagem de redução de consumoprogessiva.A efetividade dos tratamentos para o alcoolismo varia amplamente. Quando considerada aeficácia das opções de tratamento, deve-se considerar a taxa de sucesso daquelas pessoasque entraram no programa, não somente aqueles que o completaram. Como o término doprograma é a qualificação para o sucesso, o sucesso entre as pessoas que completam umprograma é geralmente perto de 100%. Também é importante se considerar não somente ataxa daqueles que atingiram os objetivos do tratamento, mas também a taxa daqueles quetiveram recaídas. Os resultados também devem ser comparados com a taxa aproximada de5% de pessoas que abandonam os programas por conta própria. 212
  • 213. A desintoxicação trata os efeitos físicos do uso prolongado do álcool, mas na verdade nãotrata o alcoolismo. Após a desintoxicação estiver completa, as recaídas são propensas deocorrer se não houver um tratamento subseqüente. A desintoxicação pode ou não sernecessária dependendo da idade, estado de saúde e histórico de ingestão de álcool dapessoa. Por exemplo, um homem jovem que quando consome álcool o faz em quantidadesexcessivas em um curto período de tempo, e busca tratamento uma semana após seu últimouso de álcool, pode não precisar de desintoxicação antes de iniciar o tratamento para oalcoolismo.PsicoterapiaApós a desintoxicação, diversas formas de terapia em grupo ou psicoterapia podem serusadas para lidar com os aspectos psicológicos subconscientes que são relacionados àdoença do alcoolismo, assim como proporcionar a aquisição de habilidades de prevenção àsrecaídas como assertividade e técnicas de relaxamento mais saudáveis.O aconselhamento em grupo através de ajuda mútua é um dos meios mais comuns deajudar os alcoólicos a manter a sobriedades. Muitas organizações já foram formadas paraproporcionar esse serviço, como os Alcoólicos Anónimos.A terapia cognitivo comportamental é feita individualmente, mas pode convidar familiarese amigos para participar caso o paciente aceite, e tem como objetivos [11]: • Desenvolver aprendizagem e prática de novos comportamentos substitutos para o comportamento de beber através de treinamento de habilidades intrapessoais (auto- identificação) e interpessoais (sociais); • Ensinar estratégias de enfrentamento que podem ser usadas para lidar com situações de alto risco (internas e externas) que poderiamlevar ao comportamento adictivo; • Estabelecer estratégias gerais de mudanças no estilo de vida que ajudem o paciente a atingir seus objetivos acadêmicos, profissionais, sociais e familiares de forma mais eficiente; • Desenvolver estratégias que favoreçam a manutenção do processo de mudança nos hábitos produzidos pelo tratamento.Psicólogos cognitivos comportamentais também fazem planos emergenciais para umavariedade de situações de estresse que podem surgir de maneira inesperada e planejam como paciente estratégias para resolvê-las.Durante a terapia é comum que outros transtornos como fobia social, depressão maior,transtorno bipolar, hiperatividade, transtorno de personalidade limítrofe, transtorno deansiedade generalizada, anorexia nervosa ou outro transtorno de humor, ansiedade oualimentar sejam identificados como a causa do alcoolismo. 213
  • 214. Racionamento e moderaçãoOs programas de racionamento e moderação do uso do álcool não forçam uma abstinênciacompleta. Apesar de a maioria dos alcoólicos serem incapazes de limitar o seu consumoatravés destes programas, alguns passam a beber moderadamente. Muitas pessoas serecuperam do alcoolismo. Um estudo realizado em 2002 nos Estados Unidos mostrou que17,7% das pessoas que tinham sido diagnosticadas como dependentes do álcool a mais deum ano (anteriormente à pesquisa) retornaram ao consumo de baixo risco de álcool.[12]MedicamentosEmbora não sejam necessários para o tratamento do alcoolismo, diversas medicaçõespodem ser prescritas como parte do tratamento. Algumas podem facilitar a transição para asobriedade, enquanto outras podem causar dificuldades físicas quando do uso do álcool. Namaioria dos casos, o efeito desejado é fazer com que o alcoólatra se abstenha da bebida. • O dissulfiram previne a eliminação de acetaldeído, um composto químico que o corpo produz quando quebra o etanol. É o acetaldeído que causa os diversos sintomas da "ressaca" após o uso do álcool. O efeito geral do medicamento é um grande desconforto quando o álcool é ingerido: uma "ressaca" desconfortável extremamente rápida e de longa duração. Isso desencoraja o alcoolista a beber quantidades significativas de álcool enquanto ele está tomando o medicamento. O consumo excessivo de álcool associado com o dissulfiram pode causar doenças severas e até a morte. • A naltrexona é um antagonista competitivo para os receptores opióides, bloqueando efetivamente a habilidade do corpo em usar as endorfinas e opiáceos. Ele também parece agir na ação da neurotransmissão do glutamato. A naltrexona é usada em duas formas muito diferentes de tratamento. O primeiro tratamento usa a naltrexona para diminuir os desejos pelo álcool e encorajar a abstinência. O outro tratamento, chamado extinção farmacológica, combina a naltrexona com o hábito normal de ingestão de álcool de forma para reverter o condicionamento das endorfinas que causam o vício ao álcool. A naltrexona é apresentada em duas formas. A naltrexona oral é uma pílula que deve ser tomada diariamente para ser eficiente. Vivitrol é uma formulação que é injetada nas nádegas uma vez ao mês. • Acredita-se que o Acamprosato (também conhecido como Campral) estabiliza o equilíbrio químico do cérebro prejudicado pelo alcoolismo. O FDA aprovou esta droga em 2004, dizendo "Embora seu mecanismo de ação não seja perfeitamente compreendido, acredita-se que o Campral atue nas vias químicas do cérebro relacionadas ao abuso do etanol. O Campral mostrou-se efetivo em manter a abstinência por um curto período de tempo. " Embora seja efetivo sozinho, é comumente ministrado com outros medicamentos como a naltroxetona com grande sucesso. • Oxibato de sódio é o sal de sódio do ácido gama-hidroxibutírico (GHB). Ele é usado para a abstinência aguda do álcool e para a desintoxicação a médio e longo prazo. 214
  • 215. Essa droga melhora a neutrotransmissão do GABA e diminui os níveis de glutamato. • Baclofeno tem mostrado em estudos em animais e em pequenos estudos em humanos que melhora a desintoxicação. Esta droga atua como um agonista do receptor GABA B e isto pode ser benéfico.Extinção farmacológicaA extinção farmacológica é o uso de antagonistas opióides como a naltrexona combinadoscom o hábito normal de ingestão de álcool para eliminar o desejo intenso pelo álcool. Essatécnica obteve sucesso na Finlândia, Pensilvânia, e Flórida, e é às vezes citada como oMétodo Sinclair.Terapia nutricionalO tratamento preventivo das complicações do álcool incluem o uso a longo-prazo demultivitaminas além de vitaminas específicas como B12 e folato.Apesar da terapia nutricional não ser um tratamento propriamente para o alcoolismo, elatrata as dificuldades que podem surgir anos após o uso intenso de álcool. Muitosdependentes de álcool tem a síndrome da resistência à insulina, um distúrbio metabólico noqual a dificuldade do corpo em processar açúcares causa um suprimento desequilibrado nacorrente sanguínea. Apesar do distúrbio poder ser diminuído com uma dieta hipoglicêmica,ele pode afetar o comportamento e as emoções, efeitos colaterais que freqüentemente sãoobservados entre os álcool-dependentes em tratamento. Os aspectos metabólicos destadependência são freqüentemente negligenciados, gerando resultados ruins para ostratamentos.[20]PrognósticoSem acompanhamento profissional aproximadamente 90% dos alcoólatras voltam a bebernos 4 anos seguintes a interrupção.[2] A principal causa de recaída apontada pelos usuáriossão emoções negativas (35%), pressão social(20%), brigas (16%), incapacidade de resistirao desejo (11%) e teste de auto-controle (9%). Esses dados ressaltam a importância deacompanhamento psicológico prolongado e persistente em qualquer abuso de substâncias.[21]O fato de serem diagnosticados outros transtornos psicológicos associados ao uso do álcoolnesse caso é sinal de bom prognóstico, pois o tratamento desses transtornos costumamresolver a raiz do alcoolismo e fatores que manteriam o consumo.Outro fator de bom prognóstico é quando amigos e familiares também param de beber eoferecer bebidas ou já não tinham o hábito de beber. Quanto maior o apoio de amigos efamiliares, melhores as chances de cura definitiva. 215
  • 216. TABAGISMOO tabagismo é uma toxicomania caracterizada pela dependência física e psicológica doconsumo de nicotina, substância presente no tabaco.Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, os cigarros contém cerca de 4.720 substânciastóxicas, sendo uma delas, a nicotina, responsável pela dependência.De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, o tabagismo é o responsável porcerca de 30% das mortes por cancro (câncer no Brasil), 90% das mortes por cancro dopulmão, 25% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por doença pulmonarobstrutiva crónica e 25% das mortes por derrame cerebral. Ainda de acordo com a OPAS,não existem níveis seguros de consumo do tabaco.As doenças ocasionadas pelo consumo de tabaco matam 3 milhões de pessoas no mundoanualmente, com uma projeção estimada de óbitos em torno de 10 milhões até o ano 2020 -das quais 7 milhões ocorrerão nos países em desenvolvimento. Vale dizer que o tabagismo,hoje, mata mais que a soma das mortes por AIDS, cocaína, heroína, álcool, suicídios eacidentes de trânsito. As doenças causadas pelo tabaco são responsáveis por perdaseconômicas de aproximadamente US$ 200 bilhões de dólares, no mundo.O método de avaliação de Fagerström é, hoje, utilizado por especialistas, para ajudar adefinir a melhor estratégia para quem quer largar o cigarro. Trata-se de um questionárioutilizado por médicos a fim de determinar se uma pessoa está seriamente viciada nanicotina.HistoriaO hábito de fumar se iniciou na Europa em 1580, introduzido por Walter Raleigh, pessoade confiança na corte de Elizabeth I da Inglaterra. Os cigarros se popularizaram a partir de1881, quando foi inventada a máquina que os manufaturava.Tabagismo no BrasilNo Brasil, estima-se que cerca de 290 mil mortes por ano são decorrentes do tabagismo. Aproporção de fumantes no país é de 23,9% da população. Segundo dados da PNAD, em2008, o Brasil tinha 24,6 milhões de fumantes habituais com idade a partir de 15 anos ou17,2% da população de pessoas dessa faixa etária, sendo 15,1% fumantes diários.Cerca de 90% dos fumantes tornam-se dependentes da nicotina entre os 5 e os 19 anos deidade. Há 2,8 milhões de fumantes nessa faixa etária, mas a maior concentração defumantes está na faixa etária de 20 a 49 anos.A região Sul do país é a que apresenta maior proporção de dependentes - 45% dosfumantes. Em 2008, a região Sul, com 19,3%, tinha o maior porcentual de fumantescorrentes[3]. 216
  • 217. No Nordeste, os fumantes dependentes são 31%. Os moradores da zona rural tambémfumam mais que os das zonas urbanas.O fumo é responsável por 95% dos casos de câncer de boca [4]; 90% das inflamações demama; 80% da incidência de câncer no pulmão; por 97% dos casos de câncer da laringe;50% dos casos de câncer de pele; 45% das mortes por doença coronariana (infarto domiocárdio) e também 25% das mortes por doença vascular-cerebral (derrames cerebrais).O tabagismo, incluindo o passivo, é o fator de risco mais comum para a DPOC, DoençaPulmonar Obstrutiva Crônica. No Brasil, estima-se que a doença atinja cerca de 6 milhõesde pessoas. Somente 12% dos pacientes são diagnosticados e, desses, apenas 18% recebemtratamento. Já no cenário mundial, a estimativa é de que aproximadamente 210 milhões depessoas tenham DPOC e a previsão é que a doença se torne a terceira principal causa demorte por volta de 2020. Outros fatores que contribuem para o desenvolvimento da doençasão a inalação de poeiras e produtos químicos em fábricas ou ambientes profissionaissimilares, poluição do ar, desenvolvimento pulmonar prejudicado e fatores genéticos.Segundo uma pesquisa realizada em 20 países, o brasileiro, com 91%, é o que mais searrepende de ter começado a fumar. Entre os fumantes brasileiros do estudo internacional,63% apóiam campanhas e leis contra o fumo e 82% relatam que o fumo já lhes causoualgum problema de saúde [5].O Brasil é o maior exportador e quarto maior produtor mundial de tabaco - depois da China,EUA e Índia.Tabagismo passivoO tabagismo passivo (fumo passivo, fumaça ambiental do tabaco (FAT), ou fumaça desegunda-mão) refere-se ao ato de inalar a fumaça de qualquer substância fumígeraproveniente de um fumante, fazendo com que os malefícios do fumo ocorram mesmo emnão-fumantes.Impacto na saúdeDe acordo com pesquisa realizada no Brasil pelo Instituto Nacional do Câncer, pelo menossete brasileiros que não fumam morrem a cada dia por doenças provocadas pela exposiçãopassiva à fumaça do tabaco.Os não fumantes, que presenciam fumantes, ou passam tempos mesmo que esporadicos,proximo a esses, pode ter os seguintes sintomas: • Coceira no olhos; • Tosse interminente; • Odores na laringe; 217
  • 218. • Odores nos membros e vestes; • Trombose nas vias aeras; • Odores capilares; • Falta de apetite; • Falta de olfato; • Falta de paladar;Tabagismo e saúdeOs maus efeitos à saúde causados pelo fumo de tabaco se referem diretamente àtabagismo assim como à inalação de fumaça ambiente (tabagismo passivo). A OrganizaçãoMundial de Saúde (OMS) estima que 16% da população brasileira é fumante. A OMStambém estima que em países desenvolvidos, 26% das mortes masculinas e 9% das mortesfemininas podem ser atribuídas ao tabagismo. Desta forma, o tabagismo é uma importantecausa de morte prematura em todo o mundo.Riscos primáriosOs principais maleficios à saúde relacionados ao tabagismo referem-se às doenças dosistema cardiovascular, sendo o tabagismo um fator de risco importante para infarto domiocárdio (ataque cardíaco), doenças do trato respiratório como a Doença PulmonarObstrutiva Crônica (DPOC) e enfisema, e câncer, particularmente câncer de pulmão ecâncer de laringe e boca. Antes da Primeira Guerra Mundial, o câncer de pulmão eraconsiderado uma doença rara, a qual a maioria dos médicos poderia jamais ver durante suacarreira profissional. Com o crescimento da popularidade do tabagismo após a guerra,houve um aumento epidêmico de câncer de pulmão.A incidência de impotência sexual é aproximadamente oitenta e cinco por cento maior emfumantes masculinos do que em não fumantes e é uma causa importante de disfunção erétil.O tabagismo leva à impotência por causar o estreitamento das artérias (do pênis e docorpo).As doenças relacionadas ao tabagismo matam quatrocentos e quarenta mil cidadãosestadunidenses por ano e cerca de mil, duzentos e cinco por dia, fazendo com que otabagismo seja a maior causa de morte capaz de ser prevenida nos Estados Unidos.O risco aumentado da pessoa em contrair doenças é diretamente proporcional à duração dotempo em que a pessoa continua a fumar assim como à quantidade fumada. Entretanto, sealguém para de fumar, então estas chances diminuem gradualmente já que os danos aocorpo são reparados.Doenças associadas ao tabagismo incluem: 218
  • 219. • várias formas de câncer, particularmente câncer de pulmão, câncer dos rins, da laringe, Cabeça, pescoço, mamas [11][12], bexiga, esôfago, pâncreas e estômago. Há evidências de risco aumentado de leucemia, câncer de pele, fígado, colo uterino, intestinos, Vesícula biliar, adrenal, além de correlação com tumores infantis. • Doenças cardiovasculares; • acidentes vasculares cerebrais; • doença vascular periférica; • distúrbios respiratórios, como bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica e enfisema; • tromboangeite obliterante; • Impotência sexual; • catarata; • redução da memória e dificuldade de aprendizado em tabagistas adolescentes.Fumantes de charuto e cachimbo tendem a inalar menos que os fumantes de cigarro; porconta disso, seu risco de cancro do pulmão é menor, mas ainda é várias vezes mais elevadodo que o risco em não fumantes. Todos estes grupos sofrem o mesmo risco de cancros dacavidade oral: laringe ou esôfago, um risco que foi apenas uma hipótese, sem qualquerligação entre fumar e o câncer, até ser provado cientificamente e pela cobertura daimprensa dos cancros relacionados com o tabaco de dois presidentes estadunidenses:Ulysses S. Grant morreu em 1885, aos sessenta e três anos, depois de uma longa e penosabatalha contra o cancro da garganta, assumindo-o como o resultado de seu hábito de fumarcharuto. Grover Cleveland foi diagnosticado em 1893 com cancro da mandíbula esquerda,que era frequentemente visto pela imprensa e pelo público fumando charuto. Do mesmomodo, o cancro da boca e mandíbula é também um risco para quem masca tabaco. Osbenefícios para quem para de fumar são imediatos: a pressão arterial, frequência cardíaca ea temperatura corporal retornam à faixa normal; o risco de ataque cardíaco diminui; acapacidade de sentir aroma e sabor é apurada e melhora a circulação.É geralmente aceito que o grande fator motivacional por trás do tabaco é a nicotina que elecontém. No entanto, a prática de ingerir o fumo diretamente de sua folha gera uma enormequantidade de compostos químicos ativos, agrupados como alcatrão, muitos deles sãobiologicamente reactivos e potencialmente perigosos à saúde. Mesmo grupos de tabacoconsiderados mais brandos são também cancerígenos, provavelmente porque compostossemelhantes são gerados para a cura do câncer; os nórdicos snus, utilizam vapor, portanto,são muito menos cancerígenos.) Existem cerca de três mil substâncias químicasencontradas no fumo do tabaco.Exposição a longo prazo aos outros compostos na fumaça, como monóxido de carbono,cianeto, e de outros compostos provocam danos no tecido arterial do pulmão, e se acreditaque seja responsável pelos danos cardiovasculares e pela perda de elasticidade nos alvéolos,levando a enfisema e DPOC. Além disso, os cigarros contêm 19 agentes cancerígenosconhecidos. 219
  • 220. Nicotina e vícioA nicotina é um estimulante poderoso e é um dos principais fatores que levam ao consumocontínuo de tabaco. Embora a quantidade de nicotina inalada no fumo seja muito pequena(a maior parte da substância é destruída pelo calor), ela ainda é suficiente para causardependência psicológica e/ou física. A quantidade de nicotina absorvida pelo corpo notabagismo depende de diversos fatores, incluindo o tipo do tabaco, se a fumaça é inalada ese é usado um filtro.Tabagismo de cigarro versus charutoHá quem julgue o ato de fumar charutos menos danoso à saúde que fumar cigarros, devidoao fato do fumante de charutos não "tragar", ou seja, não inalar ativamente a fumaça.Entretanto, as evidências científicas não corroboram esta ideia. Nos Estados Unidos daAmérica, o Instituto Nacional do Câncer, divulgou , em 1998, que fumar charutos estáassociado a vários tipos de Câncer, incluindo tumores da cavidade oral (lábio, língua,bochechas, garganta), do esôfago, laringe e pulmão. Este estudo levava em consideraçãopessoas que fumavam ao menos um charuto ao dia e afirmava que os riscos de fumarmenos que diariamente não são conhecidos. Apesar do estudo mostrar que a maioria dosfumantes de charutos não inalarem ativamente a fumaça, alguns, principalmente ex-fumantes de cigarrros, o fazem ,sendo assim o risco igual ao de fumantes de cigarros. Nocaso de fumantes passivos, a grande quantidade de fumaça produzida por charutos,principalmente em ambientes fechados e ou quando vários fumantes se congregam, é maisque suficiente para afetar a saúde de quem permanecer nestes ambientes. Este estudo doInstituto Nacional do Câncer foi criticado por defensores do charuto, alegando uso indevidodas estatísticas.Tabagismo e doenças cardiovascularesO tabaco provoca o amarelecimento dos dentes, por via da nicotina. Provoca cancro daboca, da língua, do esôfago, da faringe e da laringe, além de provocar a insuficiênciarespiratória forçando o coração a bater mais rapidamente para maior captação de oxigêniodiminuindo assim sua vida útil.Epidemiologia do tabagismoUma Equipe de Cientistas Britânicos liderados por Richard Doll fez uma pesquisa com34,439 especialistas médicos entre o ano de 1951 e 2001, pesquisa esta apelidada de"British doctors study." O estudo demonstrou que fumar diminui a expectativa de vida ematé 10 anos e que quase metade dos fumantes morrem por doenças causadas possivelmentepelo cigarro (como câncer, doenças cardiovasculares e infartos). Cerca de 5,900 dosparticipantes da pesquisa ainda estão vivos e somente 134 ainda fumam. No Reino Unido,os impactos do uso contínuo do cigarro é mais acentuado nas classes sociais mais baixas,que já tem a menor expectativa de vida. 220
  • 221. Tabaco e reproduçãoO tabaco provoca infertilidade, problemas de erecção nos homens e aborto espontâneo nocaso das mulheres.Efeitos do tabagismo nas células espermáticasExistem cada vez mais evidências de que os compostos danosos do tabagismo matamcélulas espermáticas (os espermatozóides). Desta maneira, alguns governos exigem que osfabricantes coloquem avisos em suas embalagens.Síndrome da morte súbita infantilO tabagismo passivo está relacionado à Síndrome da Morte Súbita Infantil.A síndrome da morte súbita infantil ocorre quando na há explicação de como um bebêfaleceu mesmo tendo feito autópsia e com investigação. Também podemos chamar estasíndrome de morte de berço, pois ela acontece enquanto os bebês dormem durante a noiteou estão cochilando durante o dia, e ela que por sua vez vem sendo a maior causa de mortesentre os bebês. Normalmente o bebê que morre devido à síndrome morre antes decompletar os seus quatro meses de vida ou durante esse período e as estações onde maisocorre este tipo de morte é no outono, inverno e geralmente no início da primavera.O porquê isto ocorre ninguém sabe exatamente, o que os médicos e pesquisadores dizem éque isto acontece devido a uma série de fatores, entre elas podem estar irregularidade nobatimento cardíaco de uma criança, um distúrbio metabólico, entre outros fatores, esses sãoapenas alguns. Esses fatores e ainda o modo de como a criança dorme de bruços e inalamuita fumaça de cigarro, ou pegar uma doença respiratória, ou seja, inala muito dióxido decarbono ela tem mais chances de ser vitima da SMSI.Como realizadas em pesquisas quando o bebê apresenta defeito no cérebro a maioria delesapresentam anomalias no seu tronco cerebral, às vezes o bebê até percebe o que está sepassando, mas pode não ter mecanismos de proteção para que isso não ocorra. No caso deum distúrbio metabólico eles não produzem a quantidade de ácidos graxos da maneiranecessária e um possível acumulo desses ácidos poderia evitar que ocorra a síndrome. Ofavorecimento disto se dá através da criança dormir em colchões macios, se o bebê forprematuro, se ficar exposto a fumaças, entre outros. Alguma dica para sempre proteger oseu bebê é o deixar dormir sempre de costas e a temperatura do quarto não muito aquecidase o clima estiver bom, entre muitas outras.Efeitos benéficos de fumarAo tabaco já foram atribuídos possíveis efeitos benéficos sobre certas condições,presumivelmente devido aos efeitos da Nicotina sobre o sistema nervoso. Alguns estudosdemonstraram que a incidência de tabagismo em pacientes que desenvolveram o Mal deAlzheimer é menor que na população em geral, o que foi interpretado como uma possível 221
  • 222. proteção que o tabagismo traria contra a doença. Entretanto, a pesquisa sobre o assunto élimitada e os resultados controversos. Alguns estudos demonstram que fumar aumenta orisco de desenvolver o mal de Alzheimer. Revisões recentes sobre a literatura científicadisponível concluíram que a aparente menor incidência do Mal de Alzheimer entretabagistas deve-se ao fato de que fumantes tendem a morrer antes de atingirem a idade dedesenvolverem a doença. A mortalidade precoce é um problema encontrado nas pesquisasque pretendem investigar os efeitos do tabagismo em doenças de acometimento tardio, apósos 75 anos de idade, como é o caso do Mal de Alzheimer já que o número de fumantes queatingem a idade de 80 anos é 50% menor que não fumantes..Alguns estudos sugerem que o tabagismo está associado a menor incidência de: • Doença de Parkinson, , embora os autores sustentem que as desordens de movimento próprias da doença impedem as pessoas de fumar. • Colite ulcerativa., embora aumente o risco de Doença de Crohn. • Sarcoma de Kaposi • Há alguma evidência de menor incidência de Endometriose em mulheres inférteis enquanto alguns estudos apontam incidência maior em tabagistas. Não há evidências de efeito protetor em mulheres férteis. • Evidência inconsistente de menor incidência de Mioma uterino em fumantes., • Evidência limitada de menor incidência de Doença hipertensiva específica da gravidez, em fumantes., Evidência invalidada em gestações gemelares. Fumar, com certeza, trás riscos graves à saúde da gestante e do concepto.No caso da Esquizofrenia, muitos pacientes esquizofrênicos utilizam o fumo como umaforma de auto-medicação contra a ansiedade..Problemas acidentaisUm problema de saúde pública indireta colocados pelos cigarros é a de incêndiosacidentais, normalmente associados ao consumo de álcool. Inúmeros projetos de cigarrostêm sido propostas, algumas das empresas de tabaco em si, que extinguiria um cigarrodeixados sozinhos por mais de um minuto ou dois, reduzindo assim o risco de incêndio. Noentanto, a indústria do tabaco historicamente tem resistido a essa ideia, alegando que oincômodo de ter de reacender o cigarro deixado intocado por muito tempo reduziria as suasvendas. Na verdade, o tabaco tratado formaram um cigarro vai extinguir-se de formarelativamente rápida, se deixado sozinho, e como um cigarro de tabaco resultado é tratadaquimicamente para que esta possa estar latente indefinidamente. 222
  • 223. Dependência QuímicaA Dependência Química é um conjunto de fenômenos que envolvem o comportamento, acognição e a fisiologia corporal conseqüente ao consumo repetido de uma substânciapsicoativa, associado ao forte desejo de usar esta substância, juntamente com dificuldadeem controlar sua utilização persistente apesar das suas conseqüências danosas. Nadependência geralmente há prioridade ao uso da droga em detrimento de outras atividades eobrigações sócio-ocupacionais.A tolerância é o primeiro critério relacionado à dependência. Tolerância é a necessidade decrescentes quantidades da substância para se atingir o efeito desejado ou, quando não seaumenta a dose, é entendida também como um efeito acentuadamente diminuído com o usocontinuado da mesma quantidade da substância. O grau em que a tolerância se desenvolvevaria imensamente entre as substâncias.Existe um padrão de uso repetido da substância que geralmente resulta em tolerância,abstinência e comportamento compulsivo de consumo da droga. Um diagnóstico deDependência de Substância pode ser aplicado a qualquer classe de substâncias. Os sintomasde dependência são similares entre as várias substâncias, variando na quantidade egravidade de tais sintomas entre uma e outra droga. Os sintomas psíquicos e sociais 223
  • 224. decorrentes da dependência do fumo, por exemplo, são absolutamente menores do queaqueles da dependência ao álcool.Chama-se "fissura" o forte impulso subjetivo ou compulsão incontrolável para usar asubstância. Embora não seja especificamente relacionada como um critério, a “fissura”tende a ser experimentada pela maioria dos indivíduos com Dependência de Substância (senão por todos). A dependência é definida como um agrupamento de três ou mais dossintomas relacionados adiante, ocorrendo a qualquer momento, no mesmo período de 12meses.Os indivíduos com uso pesado de opióides e estimulantes podem desenvolver níveisgravíssimos de tolerância, por exemplo, como se necessitasse dez vezes mais quantidadedepois de algum tempo. Freqüentemente essas dosagens da tolerância seriam letais parauma pessoa não-usuária. Muitos fumantes consomem mais de 20 cigarros por dia, umaquantidade que teria produzido sintomas de toxicidade para uma pessoa que estácomeçando a fumar.Os indivíduos com uso pesado de maconha em geral não têm consciência de quedesenvolveram tolerância, embora esta tenha sido largamente demonstrada em estudos comanimais e em alguns indivíduos. A tolerância pode ser difícil de determinar com baseapenas na estória oferecida pela pessoa, porém, os testes laboratoriais acabam mostrandoaltos níveis sangüíneos daquela substância, juntamente com poucas evidências deintoxicação, o que sugere fortemente uma provável tolerância. Critérios para Dependência de Substância Um padrão mal-adaptado de uso de substância, levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo, manifestado por três (ou mais) dos seguintes critérios, ocorrendo a qualquer momento no mesmo período de 12 meses: (1) tolerância, definida por qualquer um dos seguintes aspectos: (a) necessidade de quantidades progressivamente maiores da substância para adquirir a intoxicação ou efeito desejado (b) acentuada redução do efeito com o uso continuado da mesma quantidade de substância (2) abstinência, manifestada por qualquer dos seguintes aspectos: (a) síndrome de abstinência característica para a substância (b) a substância (ou outra estreitamente relacionada a ela) é consumida para aliviar ou evitar sintomas de abstinência (3) a substância é freqüentemente consumida em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido (4) existe um desejo persistente ou esforços mal-sucedidos no sentido de reduzir ou controlar o uso da substância (5) muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância (por ex., consultas a múltiplos médicos ou fazer longas viagens de automóvel), na utilização da substância (por ex., fumar em grupo) ou na recuperação de seus efeitos 224
  • 225. (6) importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas são abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância (7) o uso da substância continua, apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tende a ser causado ou exacerbado pela substância (por ex., uso atual de cocaína, embora o indivíduo reconheça que sua depressão é induzida por ela, ou consumo continuado de bebidas alcoólicas, embora o indivíduo reconheça que uma úlcera piorou pelo consumo do álcool)O dependente pode até expressar um desejo persistente de reduzir ou regular o uso dasubstância, mas reluta sempre em decidir deixar de vez a substância. E com freqüência jádeve ter havido muitas tentativas frustradas de diminuir ou interromper o uso. A questãoessencial, de fato, está no fracasso do dependente se abster de usar a substância, apesar dasevidências do mal que ela vem causando.Em geral o dependente dedica muito tempo obtendo a substância, usando-a ourecuperando-se de seus efeitos. Em alguns casos de Dependência de Substância,virtualmente todas as atividades da pessoa giram em torno da substância.As atividades sociais, ocupacionais ou recreativas podem ser seriamente prejudicadas,abandonadas ou reduzidas em virtude da dependência ou uso bastante abusivo dasubstância, e o dependente pode afastar-se de atividades familiares a fim de usar a droga emsegredo ou para passar mais tempo com amigos usuários da substância.As primeiras experiências com drogas ocorrem, freqüentemente, na adolescência. Váriostrabalhos, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS) têm evidenciado aprecocidade da faixa etária do início do uso de drogas, geralmente dentro da adolescência,entre 10 e 19 anos.Fisiologicamente, na adolescência as regras costumam ser questionadas e contestadas e,juntando-se o fato desta ser uma época de experimentações, surge um risco maior para ouso de drogas ilícitas, álcool e fumo. Todavia, felizmente, nem todas as pessoas queexperimentam drogas se tornam dependentes, porém, quando ocorre, a dependênciaquímica é uma doença complexa, de tratamento longo e nem sempre eficaz.Quando se pesquisam as causas para a dependência química é acaba-se sempre concluindoser esta multideterminada, ou seja, multifatorial. Existem alguns fatores fortementeassociados ao uso abusivo de drogas e dependência química, como por exemplo, os fatoresgenéticos, psicológicos, familiares e sociais. Em geral parece que esses fatores nãocostumam agir isoladamente e sim em conjunto.Causas existenciais atribuídas ao uso de drogasAqui vamos comentar algumas influências sócio-ambientais no uso de drogas, ou seja, nasinfluências do destino vivencial da pessoa sobre seu comportamento, pensamento esentimento. 225
  • 226. Família – Dentre os inúmeros fatores associados à dependência química, a família, ou,mais precisamente, as atitudes da família com propósitos educativos parece ser umfortíssimo fator de intervenção e influência, principalmente em relação à prevenção dadependência. Dessa maneira, o meio familiar pode ser um importante elemento de proteçãoou, ao contrário, de facilitação dos comportamentos de risco, do abuso ou de uma possíveldependência de drogas.Segundo Pons (1998), os principais fatores familiares de proteção ao uso de drogas seencontram nos laços afetivos estabelecidos entre seus membros, no monitoramento dasatividades e amizades do adolescente, na construção de escalas de valores éticos e noestímulo para condutas sociais adequadas.Rebolledo, Ortega e Pillon (2004, citado por Broeker e Jou, 2007) analisaram 2.829estudantes de ambos os sexos, com idades entre 12 e 17 anos, mediante o Test Drug UseScreening Inventory. Os autores constataram que a disfunção familiar e a existência detranstorno emocional prévio foram os fatores mais correlacionados ao maior risco para ouso de drogas.Alguns outros pesquisadores (Pechansky, Szobot e Scivoletto, igualmente citados porBroeker e Jou, 2007) atribuíram à ausência do pai no domicílio do adolescente um risco 22vezes maior chance de o adolescente ser dependente de drogas, quando comparado aosadolescentes que viviam com ambos os pais.Sem nenhuma dúvida reconhece-se universalmente que o papel dos pais e do ambientefamiliar é marcante no desenvolvimento dos filhos. A falta de suporte e estrutura familiar,bem como o comportamento de risco ou o uso de drogas pelos próprios pais são atitudesfacilitadoras ao uso, abuso e dependência dos filhos.Acredita-se, inclusive, haver uma relação entre o aumento no consumo de drogas e asmudanças sofridas pela estrutura familiar na modernidade. A entrada das mulheres para omercado de trabalho e, conseqüentemente, a ausência proporcional de sua presença no larsem dúvida acabou por conferir um novo perfil à família. Com isso pode ter havido umacrescente dificuldade no acompanhamento intensivo e na educação dos filhos.Consumada essa nova estrutura familiar, juntamente com o grande e crescente número deseparações conjugais, automaticamente inviabilizaram-se os modelos educativos dasgerações passadas e novos modelos deverão ser aplicados. Como tudo o que é novo, diantedo novo modelo educacional, onde participa cada vez mais as instituições e cada vez menosos pais, existe uma grande apreensão e insegurança sobre quais são, exatamente, as práticaseducativas mais desejáveis.Seriam consideradas práticas educativas desejáveis a sensibilidade para os sentimentos dosfilhos, o envolvimento positivo nas atividades dos membros da família, o controle positivoda disciplina conscientizando o objetivo das regras e divisão da tomada de decisões.Seriam consideradas práticas educativas indesejáveis a intromissão, o controle docomportamento através da culpa e da disciplina através da autoridade, a evitacão departicipação nas decisões. 226
  • 227. Evidentemente qualquer pesquisador de bom senso entenderá que a questão pais separadosou não, mãe trabalhando fora ou não, etc., etc., não pode ter um valor absoluto no modo deagir dos filhos. Em medicina a relação causal exige uma observância mais criteriosa. Se aquestão fosse tão simples assim, todas as crianças criadas em instituições e orfanatos seriamdependentes químicos, sociopatas, prostitutas, marginais e assim por diante.Modelo Cultural – Outro fator existencial que pode contribuir para a busca por drogas estáno modelo cultural. A cultura, através da mídia fortemente penetrante no pensamento do serhumano contemporâneo, influi sobremaneira na elaboração de escalas de valores.A imagem propalada de usuários de drogas como pessoas interessantes, glamorosas, bemsucedidas sexualmente, artistas famosos, algumas vezes com destaque social e/oueconômico seguramente influi nos conceitos de certo-errado do jovem em formação.O apelo para beber é absolutamente inegável em nossa sociedade ocidental. Não se vê,socialmente, uma pessoa convidando a outra para “ir lá em casa tomar um chazinho”, oupara comemorar algum sucesso em uma confeitaria. Entre os jovens, causa muitaestranheza a pessoa recusar um copo de bebida alcoólica alegando simplesmente “eu nãobebo”. Possivelmente sua imagem ficará algo arranhada, principalmente para o sexooposto.Também não se vê durante uma noitada de entretenimento, de forma alguma, um jovemalertando o outro sobre os riscos da dependência química. Muito pelo contrário; qualqueratitude normativa e de aconselhamento nesse sentido é pejorativamente tida comoinadequada, retrógrada e aborrecedora.Alguns ídolos do mundo artístico mortos por overdose de alguma droga acabam sendo atéenaltecidos. São vários os filmes sobre biografias de grandes drogados, alguns com fortestraços sociopáticos, apresentando-os como pessoas interessantíssimas, fascinantes emeritosas.O valor e mérito social da pessoa na sociedade contemporânea parece estarem atreladosquase exclusivamente à sua condição de produção. O uso de drogas pode ser bastantetolerado se a pessoa for um bom aluno, um trabalhador regular, bem sucedidoeconomicamente, enfim, se for alguém que convencionalmente se define como “umapessoa de sucesso”. Mas não devemos esquecer que sendo “uma pessoa de sucesso” seucomportamento servirá como modelo para outras tantas pessoas, não necessariamente “desucesso”.A Pessoa – Agora vem uma questão capaz de arruinar qualquer raciocínio conclusivoaplicado às anteriores; a responsabilidade da pessoa em seu próprio destino. Não sedesmerece, de forma alguma, a importância da família e da sociedade no desenvolvimentoe no desígnio da pessoa, entretanto, a parte mais importante desse vir-a-ser continua sempresendo ela mesma.Juntamente com as pesquisas investigativas sobre a causalidade da dependência, devem-seenfatizar as pesquisas sobre a personalidade pré-mórbida do dependente, sobre seu histórico 227
  • 228. emocional, seus antecedentes psicopatológicos, sobre sua natureza genética, enfim, aspesquisas devem valorizar o dependente com o mesmo entusiasmo que valoriza o meio.Como recomenda muito bem o existencialismo, didaticamente exposto em Sartre, de fato apessoa não deve ser responsabilizada pelo que o destino fez com ela, mas é totalmenteresponsável pelo que ela vai fazer com aquilo que o destino fez com ela (veja mais sobreDependência e Personalidade).Dados sobre o uso de drogas entre adolescentes no BrasilOs adolescentes usuários e dependentes de drogas têm uma situação vivencial que pode sercomparada aos não dependentes da seguinte maneira: Adolescentes Dependentes e Não Dependentes Dependentes Químicos % Não está estudando 70,8% Freqüentavam escolas públicas 79,2% Repetência de ano pelo menos 1 vez 87,5% Têm pais separados 79,2% Não Dependentes % Estão estudando 87,5% Freqüentam escolas particulares 79,2% Não têm repetência 29,2% Têm pais casados 62,5% Broecker & Jou, 2007 Droga usada por adolescentes Dependentes e Não Dependentes Droga Depend. Não Depend. Maconha 96,0% 33,3% Craque 79,2% 8,40% Cocaína 50,0% 16,7% Cola 41,7% 8,40% Solventes 4,2% 12,5% Broecker & Jou, 2007Percepção da pessoa sobre sua própria dependênciaQuanto, exatamente, o dependente químico reconhece sua própria dependência? Aautopercepção com relação à drogadição é alta, pois, respondendo questionários anônimoscom franqueza, 87,5% dos dependentes reconhecem ser dependentes químicos e admitemprecisar de ajuda, e 89,4% dos sem-dependência disse não ter problemas em relação ao usode drogas ilícitas. 228
  • 229. Talvez o fato comum dos dependentes externarem um discurso de não reconhecemostensivamente sua própria dependência seja um mecanismo de defesa de pseudo-negaçãoda angustiante penúria existencial em que se encontram.Entre os adolescentes brasileiros o consumo de drogas tem sido pesquisado por váriosautores, havendo alguma discrepância bem pouco significativa entre os resultados. Emrelação as drogas mais consumidas os resultados de Tavares, Béria e Silva Lima são osseguintes: Subst. mais consumidas Freqüente Predomínio Álcool 86,8% 24,2% Meninos Maconha 19,9% 4,9% Meninos Solventes 18,2% 2,5% Meninos Anfetamínicos 8,4% 2,3% Meninas Tabaco 41,0% 28,0% Meninas Cocaína 3,2% 2,3% Meninos Beatriz Franck Tavares, Jorge Umberto Béria e Maurício Silva de Lima - Rev Saúde Pública 2001;35(2):150-158 (2.410 estudantes entrevistados)O uso freqüente e intoxicações por álcool foram mais prevalentes entre os meninos. Há aassociação positiva entre uso de drogas (exceto álcool e tabaco) e• Turno escolar noturno,• Maior número de faltas à escola• Maior número de reprovações escolares.Embora sejam países com realidades muito diferentes, a comparação entre Brasil e EstadosUnidos é válida, tendo em mente que em nosso país a sociedade tem uma tendênciainexorável de arremedar costumes e comportamento dos americanos. O levantamentodomiciliar realizado pelo CEBRID buscou em todos os detalhes acompanhar o dosamericanos, o que torna a análise de ambos interessantes. Os dados do estudo americanoforam retirados do SAMSHA, 2001, referindo à pesquisa feita em 2000. Comparação dos resultados do Brasil e EUA para o uso das diversas drogas psicotrópicas. DROGAS Uso na vida Brasil EUA% % Qualquer Droga* 19,4 38,9 Maconha 6,9 34,2 Cocaína 2,3 11,2 Crack 0,4 2,4 Heroína 0,1 1,2 Alucinógenos 0,6 11,7 Solventes 5,8 7,5 Opiáceos 1,4 8,6 Tranqüilizantes 3,3 5,8 229
  • 230. Estimulantes 1,5 6,6 Álcool 68,7 81,0 Tabaco 41,1 70,5 * - exceto álcool e tabaco CEBRID – disponível em http://www.cebrid.epm.br/levantamento_brasil/parte_5.pdfConsumo de maconha no BrasilEstudo feito pelo CEBRID abrangendo 107 cidades com mais de 200 mil habitantes sobre oconsumo de maconha no Brasil. Exceto tabaco e álcool, o uso na vida, no total das drogasfoi de 19,4%, sendo a maconha a droga que teve maior uso experimental com 6,9%. Aregião Sul do Brasil foi à campeã em porcentagens de uso na vida para a maconha com8,4% de usuários. A dependência de maconha ,ao contrário do que sempre se divulgou com duvidosaintenção, existe sim e apareceu em 1,0% dos entrevistados, o que equivale a uma populaçãoestimada de 451.000 pessoas no país. Este é provavelmente um número muito otimista,considerando as dificuldades em se obter respostas sinceras. A região Sul foi aquela ondeapareceram as porcentagens mais expressivas de dependentes de maconha 1,6% dosentrevistados. Prevalência (uso na vida) de maconha e cocaína Maconha* Cocaína** EUA 34,2% 11,2% Reino Unido 25,0% 3,0% Dinamarca 24,3% 1,7% Espanha 19,8% 3,2% Chile 19,7% 4,5% Holanda 19,1% 2,6% Grécia 13,1% 1,0% Suécia 13,0% 1,0% Brasil 6,9% 2,3% Colômbia 5,4% 1,6% Alemanha 4,2% 0,2% Itália 3,5% Portugal 1,3% *- CEBRID ** - Ospina,1997; CONACE, 2001, 2005; EMCDDA, 2005; NIDA, 2005; CICAD, 2005Poucos países separaram o uso de crack da cocaína. No Brasil o uso na vida de crack foi de0,7%, no Chile é de 1,4% e nos Estados Unidos 2,6% (CONACE, 2005; NIDA, 2005). As regiões commaiores porcentagens de uso de crack no Brasil foram a região Sul com 1,1% e a Sudestecom 0,8%. A capital com maior uso na vida de crack foi João Pessoa com 2,5% dosestudantes. 230
  • 231. Nos EUA houve um aumento significativo de usuários nocivos e dependentes de maconhaentre os anos de 1992 e 2002 (30,2% e 35,6% de usuários, respectivamente). Este aumentopode estar relacionado, em parte, ao aumento do potencial de dependência da maconha.Isso talvez seja conseqüência do amento de 66% no teor da substância ativa da maconha(chamada de THC) nesse período. Com técnicas sofisticadas de apuração da planta o THCna amostra de maconha analisada em 1992 era de 3,01%, contra 5,11% da maconhaanalisada em 2002.Em um estudo prospectivo, iniciado em 1970, com acompanhamento por 12 anos, mostrou-se que 1 em cada 4 usuários de maconha desenvolveram síndrome de dependência noperíodo compreendido entre a adolescência e a idade adulta jovem.Aumento do consumo de maconha no BrasilDados do CEBRID em 10 capitais, onde foram realizados levantamentos anteriores entreestudantes, pode-se notar que a tendência par o uso na vida (pelo menos uma vez na vida)foi aumentar em oito capitais, exceto em Brasília e Salvador. O uso de maconha nos quatrolevantamentos realizados pelo CEBRID, entre estudantes do ensino fundamental e médio,de dez capitais brasileiras (1987, 1989, 1993, 1997 e 2004) passou de 2,6 em 1987 para 6,5% em 2004. Uso de maconha entre meninos de rua em 4 capitais Capitais 1987 2003 São Paulo 43,7% 73,8% Rio de Janeiro 20,0% 59,3% Brasília 21,9% 52,3% Porto Alegre 29,3% 21,3%A maconha é a substância ilícita mais consumida nas sociedades ocidentais. Três questõesreferentes ao consumo de maconha são discutidas atualmente:• O início do consumo cada vez mais precoce na adolescência;• A potência cada vez maior das novas apresentações de canabis e• O aumento progressivo da prevalência do uso.A Dependência Química é um dos transtornos mentais mais comuns, acometendo as maisdiversas faixas etárias, porém, mais comumente iniciado na adolescência e juventude.Consumir drogas é uma prática milenar e universal e não há sociedade que não conheçaalgum tipo de droga com as mais diversas finalidades.A adolescência é uma etapa do desenvolvimento que suscita grandes preocupações quantoao consumo de drogas, principalmente por conta da vulnerabilidade à todo tipo deinfluência e frustrações. As causas da dependência aparentemente são múltiplas, desdegenéticas, culturais, até vivenciais, o tratamento é dificílimo e o prejuízo na vida pessoal dodependente é incalculável. 231