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História colectiva final
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História colectiva final

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Transcript

  • 1. História colectiva Era uma vez uma menina que se chamava Maria. Ela morava em Castelode Vide. Era muito rica e toda a gente a menosprezava por ser muitoconvencida. Na verdade, todos a invejavam, porque tinha muito dinheiro eroupas de marca. Um dia, os pais delaperderam todo o dinheiro quetinham e, depois, fugiram. Maria teve de ir viver comuma tia, que era pobre e,assim, aprendeu a viver napobreza. A partir daí começou aperceber que o dinheiro nãoera o mais importante, mas sima saúde e a amizade. Passado algum tempo, a Maria começou a ter uma amiga com quemfalava, brincava, etc. Esta amiga apresentou-a a outras e, desta forma, ficoucom muitos amigos. Um dia, inesperadamente, os pais da Maria voltaram com mais dinheiro eprocuraram-na para morar com eles. A Maria disse que não queria ir, poispreferia ficar com a tia, uma vez que tinha amigos e sentia-se mais feliz. Os pais de Maria tentaram “tirá-la” da tia. Maria não sabia o que fazer.Estava tão assustada só de pensar que iria voltar à vida que tinha, semamigos, rica, mas infeliz. Certo dia, ela decide fugir com uma amiga. As duas fogem para Lisboa,pois estavam fartas daquela vida. Maria levou as suas poupanças paracomerem, quando lá chegassem. Quando chegaram a Lisboa constataram queo dinheiro era pouco, por isso só puderam comer o que havia no Mcdonald´s a1€. Depois, tentaram arranjar algum sítio para viver. Foram ver de umapensão e perguntaram ao dono da pensão se podiam viver lá, sem pagarem. Odono da pensão respondeu que podiam ficar durante uma semana. Depois,tinham de pagar metade da pensão. As raparigas aceitaram, mas disseram que
  • 2. seria um pouco difícil arranjar dinheiro, pois tinham chegado há pouco tempo aLisboa. Então, o dono da pensão disse-lhes que precisavam de empregadas eque se elas aceitassem ali trabalhar ainda lhes dava um extra para aalimentação. As raparigas concordaram, de imediato. Certo dia, andavam a arrumar um quarto e debaixo da cama havia 50€.Elas ficaram muito contentes, mas não sabiam o que fazer ao dinheiro. Então,resolveram dizer ao dono da pensão o que tinham achado. Este disse-lhes queesses 50€ eram seus e disse que elas podiam ficar com eles. Elas nãoaceitaram o dinheiro, porque o dono da pensão tinha sido muito bondoso porlhes ter dado casa e trabalho. Uma tarde, foram passear pelas ruas de Lisboa e encontraram uma rapariga sozinha num banco do jardim a chorar. Elas tiveram pena dela, sentaram-se ao seu lado e perguntaram-lhe porque chorava. A rapariga disse-lhes que fugira de casa e não tinha para onde ir. Elas lembraram-se da pensão e disseram-lhe que a podiam ajudar. Então, as raparigas foram perguntar ao senhor da pensãose ela podia lá ficar. Ele aceitou que a rapariga lá ficasse com a condição deajudar as amigas nas suas tarefas. Passadas duas semanas, as três raparigas tiveram que se ir embora dapensão. De tão empenhadas que foram, o senhor deu-lhes alguma comida. No caminho,pararam para descansarum pouco e, ao longe,avistaram uma casavelha e decidiram ir atélá, embora parecesseum pouco assustadora.Elas arriscaram entrarna casa e decidirampassar lá uns temposaté encontrarem um
  • 3. sítio melhor para ficar. As raparigas tentaram arranjar a casa, limparam-na e quando foramacender a lareira repararam que ainda tinha brasas, por isso entraram logo emhisterismo, pois pensaram que a casa estava assombrada. Revistaram a casa de uma ponta à outra, mas nem sinal de fantasmas,nem de pessoas. Então, reuniram-se e comeram o que tinham trazido dapensão. Contaram as histórias umas das outras e quando chegou a vez darapariga que tinham encontrado a chorar, ela disse: - A minha história é muito simples. Eu era maltratada pelos meus pais ecomo já não aguentava mais, fugi de casa. As outras raparigas responderam: - Tem calma. Tudo se vai resolver, tenta não pensar muito nisso. - E agora? O que vamos fazer? – Perguntou a Maria. E decidiram contar histórias das suas terras. Maria começou: - Na nossa terra (Castelo de Vide) havia uma igreja no castelo, que sechamava igreja da Nossa Senhora da Alegria. Um dia, houve um incêndio nocastelo. O fogo aproximava-se da casa onde estava guardada pólvora. Apopulação acorria com baldes de água, pois receavam uma explosão. Uma idosa gritou: - Que Nossa Senhora da Alegria nos acuda! O fogo desapareceu, a população disse que era um milagre e dirigiram-se à igreja, onde viram que o manto da Nossa Senhora estava queimado equente. A outra rapariga que estava com elas gostou da história e pediu-lhes para lhe contarem mais uma. Então, a amiga de Maria disse: - Em Castelo de Vide há uma igreja, no topo da serra, chamada igreja da Nossa Senhora da Penha. Conta-se que no sítio onde está a igreja, numa noite de tempestade, apareceu Nossa Senhora montadanuma égua toda branca, para salvar um pastor que ia caindo pela encosta da
  • 4. serra. O pastor fugiu para a vila e disse que ocorrera um milagre. A populaçãodecidiu construir uma igreja num local chamado Pouso, em honra do milagre.Começaram a construi-la, mas todas as noites desapareciam as ferramentas etudo o que eles tinham construído. Ao fim de uma semana as pessoas foramprocurar as ferramentas e encontraram tudo no local do milagre, o que fezcom que a igreja fosse construída onde está (foi devido à vontade da NossaSenhora). De repente, as três raparigas ouvem um barulho. Dirigem-se para aporta de casa e deparam-se com um homem, com um aspecto muito pobre.Primeiro, tiveram medo, mas, depois, perceberam que era um mendigo e queele não lhes ia fazer mal. Maria encheu-se de coragem e perguntou: - O que faz aqui? - Eu moro aqui, nesta casa. E vocês o que estão aqui a fazer? –Respondeu o mendigo. - Nós fugimos de casa e não temos onde ficar… Agora estamos a contarhistórias para passar o tempo. - A contar histórias?! Então ouçam a minha: eu também fugi de casa,quando era da vossa idade. Acabei por não estudar e, desde aí, a minha vidatem sido uma miséria, mal tenho dinheiro para comer. As raparigas ficaram a pensar naquilo que o mendigo lhes dissera, poistinham medo que lhes acontecesse o mesmo. Assim, depois de conversarem,tomaram uma decisão: voltar para casa dos pais. No dia seguinte, de manhã, caminharam até à pensão e pediram aosenhor para fazer um telefonema. Assim, telefonaram para os pais e disseramonde estavam. Os pais, preocupados, foram imediatamente buscá-las, a Lisboa. Depois de estarem todos juntos na pensão, os pais quiseram dar umarecompensa ao senhor por ter ajudado as três raparigas, mas ele não aceitou. As três adolescentes voltaram para a casa dos pais, passaram a sermuito felizes com eles e, no Verão, passavam sempre as férias juntas. Texto redigido pelos alunos das turmas do 7ºB, 8ºA e 8ºB. Ilustrações feitas pelos alunosCatarina Borrego (7ºB), Gonçalo Grácio (8ºA) e Madalena Barreiros (8ºB).

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