História da Música

  • 2,993 views
Uploaded on

 

More in: Education
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
No Downloads

Views

Total Views
2,993
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
0
Comments
0
Likes
1

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. Pequena História da Música A música é considerada a arte mais antiga e a mais primitiva de todas.Desenvolveu-se a partir dos principais ritmos e vibrações do mundo. É por issoque se costuma ouvir dizer que “a música na terra é tão antiga como ohomem”. Numa tentativa de te facilitar o estudo da música, vou reconstituir a suahistória passando por todas as épocas, ou seja, desde a Pré-história até àmúsica moderna do século XX.
  • 2. Pré-história Sabe-se que o homem primitivo teve desde muito cedo necessidade decomunicar. Para isso usava, por exemplo, sinais sonoros como: gritos, sonscorporais, batimentos com pedras ou com ramos de árvores, etc. No fundo, ohomem pré-histórico tinha como principal objectivo o de imitar a natureza e nãoo de fazer música. Mas desde o momento que o homem começou a produzirsons com a intenção de fazer música, pode-se afirmar que se deu início aolongo percurso da história da música. Assim o homem começou a fazer uso da música nas suas cerimónias erituais, como por exemplo, na evocação das forças da natureza, no culto dosmortos, no decorrer da caça, Começou por usar apenas a voz e os diversos sons corporais e, maistarde, também introduziu gradualmente instrumentos (flautas, ramos de árvoresperfurados, paus, pedras) que construía para usar nas suas músicas e danças,numa tentativa de agradar mais aos deuses. Depois de descobrir a beleza e a funcionalidade da música o homemnunca mais se separou dela.
  • 3. Antiguidade (até 400 d.C.) A música assumiu um papel central nas diversas actividades diárias dasgrandes civilizações da antiguidade, nomeadamente no Egipto, Grécia eRoma.Egipto O Egipto, situado a nordeste de África, caracteriza-se essencialmente pelosseus monumentos como as pirâmides e as esfinges. No Egipto fazia-se músicatanto no palácio do faraó como no trabalho do campo ou ainda no culto dosmortos. Eram normalmente as mulheres que tocavam. A música tinha uma origem divina e estava muito ligada ao culto dos deuses Instrumentos: Os instrumentos usados eram essencialmente harpas, liras, flautas,alaúdes e instrumentos de percussão.Grécia A Grécia aparece muito ligada à poesia e à escrita que, a par com a música,participavam como forma de expressão nos teatros. A civilização grega teveum papel fundamental para a evolução da história da música ocidental, sendode destacar o seu contributo essencialmente em relação ao ritmo e à notaçãomusical.
  • 4. Sabe-se que em Atenas se realizavam anualmente concursos de canto eque as peças de teatro eram acompanhadas por música. Os gregos já tinham noção do culto da música como arte e como ciência,pois a música era tão valorizada que fazia parte das quatro disciplinasessenciais para a educação dos jovens. Foi também na Grécia Antiga que surgiu o órgão. Instrumentos: Os instrumentos usados por esta civilização são o aulos, a lira e osinstrumentos de percussão: O aulos: é um instrumento de dois tubos separados com o mesmocomprimento e soprados ao mesmo tempo. A lira: é um instrumento de cordas com caixa de ressonância. Os instrumentos de percussão: Tímpanos T Címbalos C SistrosRoma Toda a música do império romano foi influenciada pela dos gregos. EmRoma, as lutas dos gladiadores eram acompanhadas por trombetas. A músicaestava sempre presente nas casas dos homens e mulheres com muitodinheiro. Nas ruas davam-se pequenos espectáculos de malabarismo e deacrobacia que eram sempre acompanhados por flautas e pandeiretas. Destaca-se nesta cultura a invenção do órgão hidráulico. O órgão hidráulico é um tipo de órgão que funcionava a água.
  • 5. Idade Média (de 1400 a 1450) Com a queda do Império Romano e a implantação do cristianismo, a igrejapassa a ter um papel fundamental para o desenvolvimento e evolução damúsica, pois são os monges que, nos mosteiros e depois dos gregos,continuam a desenvolver a escrita e a teoria musical. São os cânticos litúrgicos vocais e de transmissão oral que fazem parte dorepertório mais usado na musica da Idade Média. Estes cantos litúrgicosvariavam nas suas interpretações consoante a raça, a cultura, os ritos e oshábitos musicais dos diversos povos. Sentindo necessidade de unificar e de fortalecer o cristianismo, São GregórioMagno, monge beneditino e eleito papa em 590, compilou e seleccionou umasérie de cânticos litúrgicos com qualidade e dignos de culto. Foi neste sentidoque reuniu alguns cânticos já existentes e outros de sua própria autoria numacolectânea que intitulou de Antifonário. A esta forma de cantar deu-se o nome de Canto Gregoriano, que erabasicamente uma forma de oração para demonstrar o amor a Deus. Este cantotinha uma melodia simples que seguia o ritmo das palavras. Nesta época começa a haver uma grande separação entre a músicareligiosa e a música popular. Uma das grandes diferenças entre elas está nosinstrumentos que são usados em ambas. Na igreja apenas o órgão erapermitido, enquanto na música não religiosa ou chamada profana usavam-se: arabeca, o saltério, o alaúde, a charamela, a flauta, a gaita de foles, asanfona, a harpa, os pratos, os pandeiros, os tambores,... A língua usada nos cantos da igreja era o Latim, enquanto na músicapopular eram os dialectos próprios de cada região.
  • 6. Os menestréis eram cantores, músicos e malabaristas que andavam deterra em terra juntamente com os saltimbancos. Os trovadores eram nobres que compunham música e poesia tendo comotema preferido, para as suas composições, o amor. A notação musical serviu no início apenas para auxiliar a memória de quemcantava, mas, ao longo dos tempos, tornou-se cada vez mais precisa. Numafase inicial eram colocados pequenos símbolos chamados neumas. Mais tarde e de forma progressiva foram introduzidas as linhas até se chegarao conjunto das 4 que foram inventadas por Guido D’Arezzo, conhecido comosendo um grande teórico da música na Idade Média. Mas, a partir do século XI, o uso da pauta tornou-se habitual.
  • 7. Renascimento (de 1450 a 1600) O período renascentista é caracterizado pela mudança de pensamento dohomem perante o mundo. Sabe-se desde logo que esta mudança vai tambéminfluenciar a arte. O homem do renascimento já não vive apenas dominadopelos valores da igreja, agora encontra valores nele próprio e na natureza. Aigreja também se tornou menos rígida e permitiu uma troca maior entre amúsica sacra e a música profana. É nesta altura também que os donos das cortes e homens ricos concedemoportunidades de trabalho aos compositores e aos músicos, promovendofestas, audições e acontecimentos culturais. Neste período, as obras musicais que se desenvolvem são essencialmentevocais, ou melhor, a música vocal polifónica é a composição mais comum.Música vocal polifónica: composição vocal com diferentes vozes que cantamem simultâneo, na qual cada uma das vozes canta uma melodia diferente dasrestantes. As formas vocais mais importantes deste período são: os madrigais, amissa, e o motete. Os madrigais: composição coral elaborada de origem italiana que, com base num pequeno poema, podia ser acompanhada por diversos instrumentos. Geralmente era tocado nas reuniões sociais palacianas e em espectáculos teatrais.
  • 8. A missa: composição e interpretação vocal de carácter religioso que podia ser acompanhada pelos instrumentos musicais da época. O motete: composição com base no texto sagrado. É um género vocal que recorre à técnica da imitação (essencialmente no séc. XVI), ou seja, as vozes imitam-se entre si. É também no renascimento que, apesar de se continuar a utilizar osinstrumentos para duplicar, reforçar ou substituir as vozes, se começou adesenvolver uma música composta para ser tocada por instrumentos musicais,destacando-se o alaúde e as violas de gamba.
  • 9. Barroco (de 1600 a 1750) Barroco é o período em que a música instrumental atinge, pela primeira vez,a mesma importância que a música vocal. A música do barroco é exuberante, de ritmo energético e frases melódicaslongas muito bem organizadas. Neste contexto os compositores fazem uso deum contraponto com grandes contrastes tímbricos. O violino é o instrumento que mais se afirmou devido à evolução da suaconstrução e logo da sua execução. Também os instrumentos de tecla sofremgrandes evoluções, nomeadamente o cravo que aparece como instrumentosolista, e não apenas como acompanhante. A orquestra também, por sua vez, toma maiores proporções e uma formamais estruturada. Dá-se também um aperfeiçoamento técnico dos músicos,assim como um maior acesso à música por parte do público em geral. A ópera e o ballet são formas musicais, orquestrais e vocais que surgem ese desenvolvem com grande autonomia. A suite que também é outro género deste período, é uma sucessão dediferentes peças musicais com andamentos de dança. Entre os compositores mais famosos destaca-se: Johann Sebastian Bach.
  • 10. Classicismo (1750/ 1810) No período clássico a música torna-se mais leve e menos complicada que nobarroco. Agora a música revela uma extrema suavidade e beleza com grandeequilíbrio e perfeição estética. No classicismo é a melodia com acompanhamento de acordes quepredomina. As frases melódicas são curtas, claras e bem definidas, sentindo-seo princípio, meio e fim de cada uma. Há também uma maior variação emrelação à dinâmica das obras musicais, surge o sforzatto, o crescendo ediminuendo. A sonoridade resultante de todas estas características é bastantetonal. O cravo cai em desuso para dar lugar ao piano que o irá substituirdefinitivamente. Também a orquestra toma maiores proporções ao mesmotempo que diversifica os seus instrumentos. Desenvolvem-se grandes géneros instrumentais como: a forma sonata, oquarteto de cordas, a sinfonia e o concerto.
  • 11. Romantismo (de 1810 a 1910) Este período caracteriza-se pela liberdade de expressão e de sentimentos.Também as alterações políticas e sociais provocadas pela revolução francesade 1789 fazem surgir sentimentos nacionalistas (daqui o surgimento da músicafolclórica). Assim, Paris junta-se a Viena e tornam-se os principais centros de música daEuropa. Neste contexto os compositores do Romantismo procuravam suscitar,através da música, os seus sentimentos e afetos em relação à sociedade daépoca. Surgem assim compositores como Schubert, Mendelsson, ou Chopin einstrumentistas como Liszt (no piano) e Paganini (no violino). Os compositores também conseguem libertar-se da tutela dos nobres que osempregavam e passam a compor por conta própria. Com a ascensão da burguesia os concertos públicos tornam-se maisfrequentes e, como consequência disto, surgem grandes salas de espetáculose concertos. As melodias românticas são mais líricas e as harmonias mais contrastantes,dando assim um resultado sonoro com uma maior variedade de sonoridades,dinâmicas e timbres. Também as obras musicais tomam maiores proporçõestanto a nível sonoro com a nível de duração. É importante referir também que,devido a uma melhor qualidade dos instrumentos e dos executantes, aorquestra atingiu grande qualidade sonora e quantidade de músicos. Por outro lado, a literatura exerceu uma enorme influência sobre a músicaromântica, facto este que se comprova com o aparecimento do Lied e dopoema sinfónico. O Romantismo desenvolveu o virtuosismo na execução instrumental queatingiu elevados graus de dificuldade e técnica instrumental levando osmúsicos a tornarem-se figuras públicas de destaque.
  • 12. Música Moderna – século XX O século XX surgiu como a era das experiências, da procura de novastécnicas e de novos caminhos para a arte em geral. Como o Romantismo explorou ao máximo as possibilidades tonais, o séculoXX trouxe para a música mudanças em relação à sonoridade, que resultaramda aplicação de novas técnicas de composição e de instrumentos com sonsinovadores e tecnológicos. Neste contexto surgem assim os primeirosinstrumentos eletrónicos (guitarra eléctrica e sintetizador) ligados, numaprimeira fase, à música Pop e Rock e, numa segunda, a outros génerosmusicais. Há uma maior tendência para valorizar as culturas extra-europeias, mas, éde referir, que este fator foi impulsionado pela evolução dos meios decomunicação. Outro facto importante, foi o aparecimento da gravação que abriuum novo mundo para a produção musical. A procura de novas sonoridades fez com que alguns compositoresexplorassem sons de variados objetos e utensílios para os transformar eminstrumentos musicais. Também os instrumentos convencionais são transformados e devidamentepreparados de forma a alargar as suas possibilidades tímbricas e sonoras,pois, é importante saber que o timbre é talvez o parâmetro da música maisvalorizado deste período.
  • 13. Houve então uma renovação na linguagem musical devido à procura denovos timbres, novas harmonias, novas melodias e novos ritmos assim como oaparecimento de novos métodos de composição musical. Com a procura e o desenvolvimento de novos sons, a forma de composiçãomusical foi progressivamente abandonando o uso das oito notas da escala.Com isto, deu-se a ausência da tonalidade definida, a que se chamou deatonalidade, e começaram a escrever-se obras a partir da utilização de umasérie de 12 notas que consiste na técnica do dodecafonimo.