CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS
UNILESTE
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

BÁRBARA ARAÚJO DE CASTRO

ARQUITE...
BÁRBARA ARAÚJO DE CASTRO

ARQUITETURA COMO EXTENSÃO DO CORPO

Trabalho de Conclusão de Curso de Arquitetura
e Urbanismo do...
AGRADECIMENTOS

Agradeço

aos

meus

e

Agradeço

aos

incentivo. Ao meu irmão, Álvaro Castro, pelas

especial

a

longas
...
“Os

homens

não

apenas

na

natureza

geométricos
abstratos

na

materializar
pensamentos.”
Yi-Fu Tuan

mente,
seus

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RESUMO

A

obra

a

complexa

seguir
relação

se

refere

entre

à

pesquisa

corpo

e

da

espaço,

abordando conceitos h...
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ....................................................................... 1
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .........
mutação,

INTRODUÇÃO

interferindo

nos

ambientes

e

tornando-os vivos.
Durante o curso de Arquitetura e Urbanismo do

D...
com o espaço arquitetônico. Este último é o

Outro teórico que apresenta uma importante
definição de arquitetura é Zevi (1...
é a partir do que incomoda o homem que este

de
conservação,
etc.,
poderá
indicar
a
condição sócio-econômica de seus usuár...
usuário

para

o

ambiente

que

o

cerca,

o

Welwood (2003) coloca esta percepção do espaço
com

ambiente que o acolhe.
...
importância

nessa

pesquisa.

Portanto

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contemporâneo. Assim, chegar-se-á ao objetivo

melhor compreender essa rela...
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

serão apresentados também teorias e registros
realizados ao longo da pesquisa.

A percepção do meio...
homem e mulher era esclarecida pela teoria de

possível descortinar todo o interior. Quem se
movesse em uma direção ao lad...
Os romanos se alimentavam da visão com tal

encimados por domus – simples transferência
do semicírculo para o plano tridim...
critério.

Com

o

intenso

comércio,

portas

e

remonta à linguagem simples da pregação de
São Francisco de Assis. Tal i...
população fica proibida de esvaziar penicos

necessidade

nas ruas e o espaço urbano busca um desenho

pessoas diversas. L...
No início do século XX, com o surgimento de

estudos

novos

complexidades.

avanços

movimentos

tecnológicos,

que

arqu...
desse conjunto de fatores que geram a leitura

uma não vivência espacial. Sendo impossível

final desse espaço.

desvincul...
Figura 01

Figura 02

20
O uso desse outro espaço, que não é real,
acontece

simultaneamente

ao

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Desaprendemos a conviver com a realidade...
Considerando
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diversas,

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de

Janet

Cardiff

(1957),

necessidade, como também...
De todos os equipamentos sensoriais, pode-se

Fica claro que o corpo é capaz de compreender

dizer

destaque,

e memorizar...
tenha o mesmo espaço ou objeto, cada pessoa
fará

uma

associação

relacionada

com

comunidades

é

coletiva

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a

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Na figura 04, a seguir, pode-se observar esse
tipo

de

violação,

neste

caso

a

arquitetura

limita uma ação por meio d...
Figura 04 | pessoa descendo a escada

28
Existem ainda outras diversas formas do espaço
arquitetônico induzir uma ação. Nas imagens a
seguir (figura 05 e 06), é po...
Figura 06 | Frente do NEXCAU no curso de arquitetura do

Figura 05 | Corredor do curso de

Unileste

Arquitetura no Uniles...
A

Figura

07

influenciar

evidencia
no

como

a

forma

comportamento.

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Trata-se

da

influência no fluxo de pesso...
Figura 07 | Interior do Shopping do Vale do Aço

32
Existem

ainda

outras

formas

de

conduzir

a

relação entre corpo e espaço, a arquitetura
internacional é um traz uma v...
Figura 09

34
Outro

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da

interação

entre

espaço

pode

ser

percebido

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instalação

In

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meio

e
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Figura 11

Figura 10

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Yayoi Kusama em sua obra Obliteration room,
permite

a

interação

arquitetônico
delicadeza
forma

esse

da

por
obra

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Figura 12 | The obliteration room

38
Soho, um edifício comercial em Pequim (figura
13) apresenta a interação entre corpo e espaço
de outra forma, além do comér...
Figura 13 | Soho, Zaha Hadid

40
Entender
capaz

o

de

corpo

como

mapear

e

um

complexo

registrar

o

sistema

espaço

em

memória, usando da percepç...
42
DESENVOLVIMENTO

A

partir

do

arquitetura

questionamento

ser

investigou-se

uma
o

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conceito

“Poderia
do
de
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INTERVENÇÃO 1

INTERVENÇÃO 2

MEMÓRIA + CORPO + ESPAÇO

ESPAÇO + OBJETO + CORPO

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A primeira intervenção está relacionada com a
memória.

Como

anterior,

a

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INTERVENÇÃO 1

foi

discutido

memó...
Agora contarei o que a cidade de zenóbia tem de
extraordinário: embora situada em terreno seco, erguese sobre altíssimas p...
A segunda intervenção é na verdade um conjunto
de intervenções que relacionam corpo, espaço e
objeto. Conforme visto no ca...
INTERVENÇÃO 2
O

ETAPA 1 : ESPAÇO

mesmo

espaço

sendo

modificado

pelo

corpo e objeto

ETAPA 2 : OBJETO

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Na primeira parte da segunda intervenção, será
feito um registro fotográfico, com o objetivo

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Figura 15

50
Na

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segunda

parte,

será

trabalhado

o

objeto

como elemento para alterar o espaço e assim
modificar

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...
Figura 16

52
Figura 17

53
Um

mesmo

lugares

e

objeto
será

será

usado

registrado

em

para

diferentes
sobrepor

as

diferentes formas de corpo...
Figura 18 | ponto de ônibus em frente a Unileste.

55
Figura 19 | Fluxograma do ponto de ônibus.

56
Figura 20 | Materiais do ponto de ônibus

57
Figura 21 | Ponto de ônibus

58
Figura 22 | parque em Timóteo

59
Figura 23 | Fluxograma do parque

60
Figura
materiais

24

|
do

parque

61
Figura 25 | Praça

62
Figura 26 | camelô em Timóteo

63
Figura 27 | Fluxograma do camelô

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Figura 28 | materiais do parque

65
Figura 29 | materiais do parque

66
Figura 30 | loja em Timóteo

67
Figura 31 | Fluxograma da loja

68
Figura 32 | Materiais da loja

69
Figura 33 | Loja

70
A

terceira

parte

da

segunda

intervenção

consiste em modificar um mesmo lugar por onde

INTERVENÇÃO 2

passam

as

me...
Figura 34 | Cosmococas de Hélio Oiticica

72
Figura 35 | Cosmococas de Hélio Oiticica

73
A intervenção consiste em modificar o espaço
por

meio

de

diferentes.

objetos

Será

intervenções,

distintos

realizad...
F
Figura 36 | Frente do Nexcau

75
F
Figura 37 | Fluxograma

76
Figura 38 | Materiais do nexcau

77
Figura 39 | Nexcau

78
CONCLUSÃO

Torna-se claro o entendimento da arquitetura
como extensão do corpo por meio da percepção,

A pesquisa parte do...
80
BIBLIOGRAFIA

http://2.bp.blogspot.com/sT0KQvL5XPA/Tx8cbiC9DUI/AAAAAAAAAYo/boQlWtVacV
Q/s1600/yayoi_kusama_obliberation_ro...
http://www.arquiteturarevista.unisinos.br/pdf/

http://www.unemat.br/revistas/ecos/docs/v_10/2

36.pdf (acessado em 14/11/...
Revista UFMG Belo Horizonte. Volume 19 jan/dez
2012
Zevi,

Saber

ver

a

arquitetura/Bruno

Zevi:

[tradução Maria Isabel...
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Trabalho de Conclusão de Curso de Arquitetura e Urbanismo na Unileste.
Aluna: Bárbara Castro
Orientadora: Carla Paoliello

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  1. 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS UNILESTE CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO BÁRBARA ARAÚJO DE CASTRO ARQUITETURA COMO EXTENSÃO DO CORPO Timóteo | 2013
  2. 2. BÁRBARA ARAÚJO DE CASTRO ARQUITETURA COMO EXTENSÃO DO CORPO Trabalho de Conclusão de Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais como requisito parcial para obtenção do título Arquiteta e Urbanista. Orientadora: Carla Paoliello Timóteo | 2013
  3. 3. AGRADECIMENTOS Agradeço aos meus e Agradeço aos incentivo. Ao meu irmão, Álvaro Castro, pelas especial a longas Hofner conversas pais, no pelo apoio telefone, que meus colegas Fernanda Moraes, José do Fontes, Enésio curso e em Freddy Cosme, Pinheiro, Paulo proporcionaram o desenvolvimento de ideias. Ao Mello, Luis Azevedo, Silvana Assunção, Luana meu Kelem namorado, Vinicius Rodriguez, pelo e Samira Marques, madrugadas A todos os meus professores, em especial a opiniões, sugestões, críticas e incentivo. calma, dedicação e por me mostrar o caminho, sempre que me sentia fora dele. Amanda Machado e Danielly Garcia, pelas orientações ao longo do curso, troca de informação e incentivo que foram de formação. grande importância no processo de pelas tardes incentivo, os livros, compreensão e paciência. Carla Paoliello pelas orientações, paciência, produtivas, pelas e conversas,
  4. 4. “Os homens não apenas na natureza geométricos abstratos na materializar pensamentos.” Yi-Fu Tuan mente, seus discriminam como e criam também sentimentos, padrões espaços procuram imagens e
  5. 5. RESUMO A obra a complexa seguir relação se refere entre à pesquisa corpo e da espaço, abordando conceitos históricos dessa relação. Questiona-se e busca-se compreender o corpo contemporâneo, sua forma de perceber o espaço, a partir do uso de elementos sensoriais e da semiótica, apresentando relacionando-o registros de com como a memória esse e corpo compreende o espaço por meio do movimento.
  6. 6. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ....................................................................... 1 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................... 13 DESENVOLVIMENTO ................................................................. 43 CONCLUSÃO ....................................................................... 79 BIBLIOGRAFIA .................................................................... 81
  7. 7. mutação, INTRODUÇÃO interferindo nos ambientes e tornando-os vivos. Durante o curso de Arquitetura e Urbanismo do Discutir Unileste, os alunos são instigados a observar acontece? espaço arquitetônico é capaz de influenciar o olhar, percebe-se que estes as de influenciada individual; mundo. pelo cada Cada pessoa espaço, um tende mas a sente de e Existe dois uma fronteira elementos? Eram que separa alguns dos arquitetônico ser uma extensão do corpo?”. é forma expressar espaço final a ser discutida aqui é “poderia o espaço feito para pessoas, cada uma com sua percepção visão e questionamentos feitos inicialmente. A questão atividades acontecem em um espaço real que é e corpo desta pesquisa. Qual é essa relação? Como ela em que vivem e ser mais cientes de como o o entre identidade de seu usuário é ponto de interesse cotidiano, a fim de despertá-los para o local Abre-se relação arquitetônico e como este demonstra a forte mais e a se sensibilizar para as questões do homem. a É importante esclarecer que ao referir-se ao sua corpo, fala-se de seus aspectos físicos e identidade no lugar onde vive, influenciando e biológicos, ciente de que este constitui um sendo influenciada por ele. Ao desenvolver e indivíduo, executar tem-se conceitos e percepções individuais a respeito consciência de que não se entrega algo pronto, do espaço que o cerca. Porém, será tratado leva-se em conta que o usuário intervém no aqui, espaço, insere sua espaço, que reage e utiliza seus mecanismos de lembrar que pessoas um projeto as arquitetônico identidade. estão em É preciso constante o percepção dotado corpo - de como visão, inteligência, elemento audição, que tato, cultura, ocupa o olfato, paladar e propriocepção – para se relacionar 8
  8. 8. com o espaço arquitetônico. Este último é o Outro teórico que apresenta uma importante definição de arquitetura é Zevi (1996) espaço criado pelo homem e é o que possibilita o acontecimento das atividades humanas em seu interior. (...) Que o espaço, o vazio, seja protagonista da arquitetura, se pensarmos bem, é, no fundo, também natural, porque a arquitetura não é apenas arte, nem só imagem de vida histórica ou vivida por nós e pelos outros; é também e sobretudo, o ambiente, a cena onde a nossa vida se desenvolve. (ZEVI; 1996,p.28) De acordo com o dicionário Aurélio, corpo é “a substância física de cada homem ou animal; pessoa, indivíduo” e espaço arquitetônico é “aquele que elementos manifestam, diferentes é gerado e limitado arquitetônicos, para quem dimensões da e nele forma pelos no demora, qual Pode-se as de arquitetura é dada que o espaço da manipulação de elementos, criando formas concretas definição então, arquitetônico é concebido pelo homem, por meio arquitetônica (visual, táctil, auditiva, odorífica)”. Outra entender por com o intuito de abrigar-se. Mas este pode ir além e expressar a identidade do Silva (1994) e segundo este autor, arquitetura usuário, é também ter a função de ordenar a partir de um sendo referência sociocultural e ponto no universo circundante como apresentado a manifestação cultural, materializada na modificação intencional do ambiente, com o propósito de adequá-lo ao uso humano, através da produção de formas concretas habitáveis imóveis, caracterizadas por uma organização instrumental, uma configuração construtiva e um conteúdo estético.(SILVA; 1994, p.100) por Silva (1994, p.91). Sobre as alterações do espaço, destaca-se a importância da percepção de conforto, associada a técnicas construtivas. Sabe-se que 9
  9. 9. é a partir do que incomoda o homem que este de conservação, etc., poderá indicar a condição sócio-econômica de seus usuários. Assim, mesmo que em uma condição embrionária, a complexidade dos papéis desempenhados pela arquitetura pode ser sintetizado nas menores iniciativas de modificação do ambiente. (SILVA; 1994, p.94) vai gerar mudanças no ambiente de maneira a torná-lo mais agradável. ...a natureza é tão desconfortável. A grama é áspera, irregular e úmida, e cheia de horripilantes insetos pretos. [...] Se a natureza fosse confortável, o gênero humano jamais teria inventado a arquitetura, e eu prefiro as casas em vez do ar livre. Numa casa nós todos sentimos as proporções apropriadas. (WILDE; 1963. p.909) Silva (1994) esclarece a importância Observa-se então que, a partir de uma necessidade biológica (se proteger de uma alta temperatura), junto com o domínio da técnica do (confeccionar o guarda-sol), o homem modifica conforto de maneira exemplar colocando outros o ambiente, propiciando conforto. Percebe-se aspectos a serem analisados então, claramente, que a habitação surge de uma necessidade que se inicia do corpo, é como O guarda-sol na praia é um embrião, quase caricato, da iniciativa arquitetônica, para criar uma sombra, ou seja, modificar as condições ambientais. Sob a cúpula de lona, cria-se um microclima diferenciado, uma área onde a temperatura torna-se mais baixa. A sombra protege os usuários da insolação exagerada. Isto é, o guarda-sol cumpre a função de abrigo, no sentido fisiológico do termo: isentar o usuário da necessidade de adaptações biológicas severas. Mas há outros papéis exercidos pelo equipamento. Ao cravar a haste do guarda-sol na areia, a hipotética família demarca um lugar e delimita um território. As demais pessoas tenderão a respeitar um certo espaço da privacidade, e evitarão invadi-lo. Por outro lado, a qualidade do próprio guarda-sol, seu estado uma segunda pele, que vem a nos acolher, da mesma forma que a essência humana está contida numa complexa estrutura de carne e osso. Todas as pessoas possuem pontos em comum com relação a suas necessidades, existe sim uma temperatura adequada para mantê-los vivos, necessidade de luz e de ar, porém é possível proporcionar espaços que são mais do que o mínimo 10 necessário. Espaços que despertem o
  10. 10. usuário para o ambiente que o cerca, o Welwood (2003) coloca esta percepção do espaço com ambiente que o acolhe. O homem também insere neste espaço construção da mente” (Welwood; 2003 p.66). “Se o nosso mundo é constantemente criado por nós particular. mesmos – nós somos o mundo; nós não somos nada afirmar que as alterações para mais do que a realidade” (Welwood; 2003 p.94) atendimento do conforto ambiental, ou para a Pode-se entender que o mundo é tudo aquilo que colocação de uma identidade no espaço, serão a partir da flexibilização se percebe, a informação após ser processada - do interpretada espaço arquitetônico ou modificação do espaço caminhos suas interferências, ele conseguirá apresentar sentir verdadeiramente o espaço, e acolhido, assim se que sentir tornando olhar, passa a ser a para entender a arquitetura como extensão do corpo. É importante compreender sua identidade, expressar sua forma pessoal de e pelo realidade do sujeito, sendo este também um dos a partir do próprio corpo. Se o usuário fizer ver “(...) como reagimos a elas – é, em grande, parte uma Cria-se sua forma, sua habitação, seu mundo conseguidas interessantes, elas significam para nós, como as sentimos e que este seja sua referência de localização. cedo afirmações nossa realidade – como vemos as coisas, o que sua identidade, fazendo como dito anteriormente, É duas o ambiente também é reflexo dessa realidade processada. a arquitetura uma extensão de seu ser? Essa é Essas uma pergunta que se espera ser respondida com apresentadas, esta pesquisa. entendimento da forte relação entre corpo e espaço 11 são apenas para arquitetônico, algumas começar que será questões a ter de o grande
  11. 11. importância nessa pesquisa. Portanto para contemporâneo. Assim, chegar-se-á ao objetivo melhor compreender essa relação, será estudado principal os espaço arquitetônico como extensão do corpo. seguintes autores: Bruno Zevi, Richard Sennet, Marleau Ponty, Yi-Fu Tuan, Evan Silva, Bernard Tshumi, Terezinha Douglas Petrúcia da Vieira de Nóbrega, Aguiar, Adolf Von Hilderbrand. Que serão detalhados no próximo capítulo Existe uma forte relação entre corpo e espaço arquitetônico e faz-se necessário entender os pontos de conexão e criar uma postura crítica, para a elaboração Portanto serão de futuros abordados os projetos. seguintes aspectos: a relação entre corpo e espaço, a apresentação de seus conceitos, o pontos de e estabelecimento de fronteiras, corpo o arquitetura, a como arquitetura conexão propositor como da artifício sensorial, o corpo como elemento que percebe e mapeia o espaço, os elementos da percepção, a relação entre história, e corpo também e espaço ao registros longo do da corpo 12 dessa pesquisa, que é revelar o
  12. 12. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA serão apresentados também teorias e registros realizados ao longo da pesquisa. A percepção do meio usando da visão, olfato, audição, paladar importância e para tato o é de ser Na pré-história, o ser humano, ainda nômade, fundamental humano, mesmo sendo ferramentas, necessária para sua sobrevivência ao longo da vida. Ela trabalha geradores de também memória, com seja dominá-lo cultivo O espaço arquitetônico, composto por cheios e despertam mapeado o por e sombra, corpo, meio da é formas por diversas este percepção ocupava e espaços e, do assim, desenvolver alimento, a técnica a caça, da o arte, utensílios, ferramentas e então sua moradia. que Com vivenciado, e inicialmente objetos e sentir cada material, até que fosse possível que o cerca. luz desenvolver sobrevivência. Era necessário observar, tocar ou coletiva, possibilita o entendimento do espaço vazios, de oferecidos pela natureza por uma questão de sistemas individual capaz o surgimento evolução registrado social. da A escrita, percepção ocorre continua uma a se desenvolver principalmente por meio dessa nova através da memória. forma de comunicação, o uso dos desenhos e das Nesta etapa da pesquisa, apresenta-se a cores e a busca por novas técnicas movem esse relação entre corpo e espaço arquitetônico, a importância da percepção como forma corpo em constante aprendizagem. de Na conectar ambos e suas modificações ao longo da história. Será colocado em questão o Grécia antiga, o corpo era sinal de liberdade de expressão e cidadania. Exibir o corpo corpo era demonstrar que se estava inserido na contemporâneo e sua relação com a arquitetura, sociedade 13 como cidadão. A diferença entre
  13. 13. homem e mulher era esclarecida pela teoria de possível descortinar todo o interior. Quem se movesse em uma direção ao lado sem paredes, de frente para a praça, seria notado, pois estaria no “lado macho, o lado da exposição” (SENNETT; 2003, p.45) que os homens possuíam corpos quentes e as mulheres corpos frios, sendo considerado quente o corpo ativo, que exercia atividades físicas e dominava a fala. Essa visão refletia Em a postura do homem como quem anda e age de outros forma imponente, enquanto a mulher não teria edificações essa forma de agir. definida cidadão. liberdade atribuída confirmava A a democracia de à pensamento nudez.” sua dignidade ateniense a (Sennet; mesma 2003, dava o sentido sentidos. da A visão sobrepunha arquitetura imponentes independente e do uma apresenta malha contexto. os urbana Cidades eram destruídas para a construção do Império “Para o antigo habitante de Atenas, o ato de exibir-se Roma, Romano, de refletindo alimentava à uma compulsivamente sociedade da que imagem, se e a própria casa definia hierarquias e formas de ênfase comportamento. p.30). Esses conceitos atribuídos à pessoas, acabavam O romano acreditaria no que visse; olharia e obedeceria a um regime duradouro. A persistência da cidade corria em sentido contrário ao tempo durante o qual o corpo humano ultrapassava fases de crescimento e decadência, planos derrotados e esquecidos, lembranças de faces obscurecidas pelo envelhecimento ou desespero. Num de seus poemas, Adriano reconheceu que a experiência que o homem tem de seu corpo conflitava com a ficção do lugar chamado “Roma”. (SENNETT; 2003 p.45) por serem utilizados nas edificações, de forma que os espaços abertos com colunas, além de extensão das praças, era visto como uma área mais masculina. Nos edifícios públicos, as salas de jantar eram como numa casa, cercados por sólidas paredes, pois os homens não se rescostariam “de costas para uma colunata aberta” ninguém entrava sem ser convidado, embora fosse 14
  14. 14. Os romanos se alimentavam da visão com tal encimados por domus – simples transferência do semicírculo para o plano tridimensional. Essa linguagem visual, ou desejo de orientação exata, demonstrava a mesma ânsia que se expressava no gosto pela repetição interminável de imagens, até que se convertessem em verdades inquestionáveis. Era o reflexo das carências de um povo que não desfrutava de conforto e vivia em meio a desigualdades, sem nenhum controle, em busca de um espaço tranquilizador. A geometria procurava dar idéia de uma Roma eterna e essencial, que permaneceria de algum modo a salvo das rupturas históricas. Embora dominando essa linguagem, Adriano sabia que ela não passava de uma ficção. (SENNETT, 2003, p.107) intensidade que uma das principais atrações era o anfiteatro que, por meio da pantomima, comunicava aos espectadores o que acontecia, transmitindo histórias da cultura romana. Usava-se de combates sangrentos entre pessoas e animais, e as histórias nunca eram modificadas, mas repetidas em grandes números. Esse corpo romano, sedento por imagens influenciou muito a arquitetura, que buscava formas precisas, uma geometria que induzia ao comportamento de forma imponente. Até mesmo os cômodos das casas sugeriam como cada Na Idade Média, não havia planejamento urbano, coisa as pessoas recém-saídas do campo, iam para a deveria acontecer, ostentando o status social da família e também a forma com que cidade, gerando lugares superpovoados. As ruas cada não ofereciam um acesso adequado, em caminhos visitante deveria se portar, como esclarece que nem sempre se conectavam, havia ainda o Sennett (2003). uso confuso repartidos Corpo, casa, fórum, cidade, império baseavamse em imagens lineares. Os críticos da arquitetura mencionam a obsessão romana de organizar o espaço de forma clara e precisa – espaços ortogonais bem definidos, como a rede romana; estruturas rígidas, como o arco romano; prédios rigorosamente desenhados, entre os conforme empreendimento de terrenos, a cada que eram necessidade e proprietário. As edificações aconteciam sem pensar no entorno, colocavam-se aberturas onde era mais conveniente e fechava-se com a mesma falta de 15
  15. 15. critério. Com o intenso comércio, portas e remonta à linguagem simples da pregação de São Francisco de Assis. Tal identidade entre carne e pedra se fortalecera, no ano em que Jehan de Chelles estava prestes a concluir sua obra, à medida que os cristãos davam os primeiros passos para vincular seus próprios sofrimentos corporais aos padecimentos de Jesus. (SENNETT; 2003, p.141) janelas tornavam-se vitrines em meio a ruas desordenadas. A casa ainda não explorava questões de conforto, era o lugar onde tudo acontecia e não havia uma diferença entre área pública e privada. Durante o Renascimento quebra-se com a teoria do calor do corpo, a partir da descoberta do Por outro lado, o espaço religioso evolui, em sistema circulatório do sangue. Inicia-se uma busca de catequisar e despertar sensações por revolução científica que mudou por completo a meio da visão, usando da pintura, até chegar forma às igrejas góticas, que distorcem a noção de proporção. Cria-se um espaço exagerado, de entender o corpo que reflete na organização da cidade, cria-se um novo modelo o urbano. A partir desse novo corpo, valorizam- corpo torna-se pequeno diante do sagrado. se as áreas abertas, os grandes espaços, a liberdade Emoldurando o portal da Notre-Dame, o visitante contempla esculturas de seres humanos esculpidas numa escala pouco superior à sua estatura normal, mas que ainda assim parecem diminuídas diante do imenso tamanho da catedral, cuja altura equivale a um ato de fé. Desde o século XI, os construtores de igrejas procuravam talhá-las dessa forma, para mostrar – nas palavras de um moderno historiador de arte – a “relação entre valores do homem e os princípios imanentes o mundo” as figuras apelam diretamente para quem as observa, convidando-o a fazer parte da igreja – um gesto de inclusão cuja origem de movimentos oxigênio, refletindo organização do roupas passam espaço a ser e o consumo completamente urbano. mais Até leves de na mesmo a as fim de facilitar os movimentos e permitir que a pele respire, desenvolve-se o hábito do banho, o maior cuidado com a higiene do corpo e do espaço. As casas passam a ter revestimentos de gesso, protegendo e facilitando a limpeza, a 16
  16. 16. população fica proibida de esvaziar penicos necessidade nas ruas e o espaço urbano busca um desenho pessoas diversas. Leva-se ao estranhamento, o que permite maior circulação, por meio do uso corpo passa a se individualizar, respeitar o de grandes espaços abertos e jardins. espaço do outro para não ter o seu espaço invadido. de É se nessa dividir época os também espaços que com cria-se consciência da necessidade do conforto, pois A geração de L’Enfant, por seu turno procurou dar ao pulmão urbano uma forma visual mais definida. As autoridades parisienses, em 1765, por exemplo, analisaram diversos projetos alternativos com vistas à construção de um jardim mais acessível ao povo da cidade, a pé ou em carruagens; proibido qualquer tipo de comércio, suas ruas e passeios deveriam romper radicalmente com a malha urbana mais antiga. O movimento através do pulmão deveria ser uma experiência sociável. (SENNETT; 2003 p.223) as desgastantes, transportes seria maior poder aquisitivo, às enquanto pessoas os ou aumentar do corpo trabalho de conforto, horários a eram de nos folga, produtividade. induziu a A novas (2003) Cem anos antes, as pessoas defecavam sentadas em chaises-percés que cobriam o penico — enquanto conversavam normalmente. Só no século XIX é que isso passou a ser feito em cômodos separados, onde estavam instaladas, também, a banheira e a pia. Ali, calmamente sentado, entregue aos seus próprios pensamentos, às vezes lendo ou bebendo, o indivíduo literalmente se soltava, sem nada ou ninguém que o perturbasse, gozando do mesmo isolamento que lhe ofereciam as demais cadeiras da casa, em que repousava tranqüilo, após um dia de exaustivo trabalho.(SENNET; 2003, p.276) reforma urbana, reorganizando o espaço, áreas destinadas mínimo públicos de de concepções de espaços, como nos mostra Sennett torna-se individual. A cidade passa por uma são capaz horas o individualidade No período da revolução industrial, o corpo privilegiadas exageradas de outros eram obrigados a ir para a periferia. Com os avanços tecnológicos, os meios de transporte público passam a existir e, com eles, surge a 17
  17. 17. No início do século XX, com o surgimento de estudos novos complexidades. avanços movimentos tecnológicos, que arquitetônica. corpo estavam questionavam Existia perfeito a para sendo surgem diversos a produzidas. as de casas Numa era um construtivas onde a traziam novos entendimentos da relação entre corpo e espaço, o corpo estaria sempre vivenciando o ambiente interno, sendo necessária uma estrutura muito eficiente nas necessidades feita casas, do sempre para morador. Sua por motorizado, as privilegiando o meio ruas atender locomoção era automóvel, até sendo o espaço pensado a partir do corpo. É necessário largas, mesmo ambiente questionar esse os espaço é um complexo ao seu redor, por meio da visão, mecanismos, mas também existe a influência de arquitetos que este espaço, não acontece apenas por meio desses perfeito no espaço perfeito. porém, que audição, tato, paladar e olfato. A leitura do do alto dos prédios. Era a busca do corpo tarde, entender mecanismo, com diferentes formas de perceber o os jardins eram elaborados para serem apreciados Mais de espaço, onde um passa a interferir no outro, transporte seriam dotado Cria-se uma relação recíproca entre corpo e as de corpo Não é, no entanto, antes do final do século XIX, que o conceito de espaço é introduzido na teoria da arquitetura e, de modo ampliado, nas artes em geral. E é na arquitetura que um conceito mais antropológico de espaço se desenvolve; isso porque é no contexto da arquitetura que o corpo – o corpo humano – se torna base para a experiência e a recepção dos espaços construídos. O papel do corpo é central (AGUIAR; 2010, p.19) que velocidade de locomoção, informação e novas formas esse produção idealização abrigar sobre era começam a outros fatores como a memória ou cultura. Ao produzido e vivenciar principalmente, que corpo é esse. Iniciam-se 18 o espaço, faz-se um entendimento
  18. 18. desse conjunto de fatores que geram a leitura uma não vivência espacial. Sendo impossível final desse espaço. desvincular corpo e mente, faz-se necessário considerar corpo contemporâneo restrito ao seu parece espaço, encontrar-se não toca e não e de extensores equipamentos da mente, que seja funcionam o como computador, distantes sem que seja necessário fisicamente presente, desenvolver pensamentos ou criar relações sociais sem a que este se insere no espaço, a partir de dia, pode-se observar o quanto esse corpo se visuais, tempo cria-se inteiro uma comunicação e virtualmente sociável de ação, um e interações virtuais, conseguem estabelecer uma informações contradição corpo interativo, relação diferente com o lugar. E como se o entre que um tecnologia na postura desse corpo e na forma entendimento do impacto tecnológico no dia a o criando As figuras 01 e 02 mostram a influência da necessidade de um corpo físico. A partir do alimenta perfeito, os Pode-se dizer que os avanços científicos no campo da medicina e da biotecnologia, o incremento das práticas de “building-body” (plásticas, implantes, próteses e tatuagens), a conversão da doença em um fator produtivo da economia global e a atenção quase que exclusiva a um ideal de físico perfeito e saudável tornaram-se fatores incisivos na maneira como o corpo se inscreve na contemporaneidade. (Esther; 2012, p77) onde é possível arquivar memórias, conversar estar corpo sociais, Esther (2012). celular, tablete ou qualquer outro mecanismo, com pessoas do barreiras corpo reprimido e mutilado, como nos mostra é tocado, alimenta-se principalmente por meio da visão as estereótipos Entretanto, vale ressaltar também que parte do corpo fizesse o uso de lugares distintos ao é mesmo tempo, seja por meio do diálogo com o porém outro, ou acesso às páginas de navegação que fisicamente intocável travado por barreiras. permitem escapar do contexto físico. Pode-se dizer que o meio tecnológico induz a 19
  19. 19. Figura 01 Figura 02 20
  20. 20. O uso desse outro espaço, que não é real, acontece simultaneamente ao uso do Desaprendemos a conviver com a realidade corpórea, com a experiência dos sentidos, pois privilegiam uma razão sem corpo. No entanto, a percepção compreendida como um acontecimento da existência, pode resgatar este saber. (NÓBREGA; 2008 p. 142) espaço físico. Apesar desse espaço não real, seduzir e ser capaz de transportar a mente e despertar sensações, o corpo físico se encontra em um A percepção é como um fio condutor, do mundo lugar determinado, existente, e no momento que exterior para o interior da mente, por meio ocorre uma interação física, pode-se dizer que dela este se encontra em primeiro plano, por ser possibilitando concreto, palpável e principalmente por estar informações e armazene por meio da memória. A no mesmo lugar que o corpo. A percepção por percepção meio permite da memória ou do uso de equipamentos (celular, tablete, computador...) se encontra o corpo é se que um vivenciar a situa mente no registre acontecimento e entender espaço, do o novas corpo e espaço, o universo que o cerca. em segundo plano. Antes da ciência do corpo – que implica a relação com outrem – a experiência de minha carne como ganga de minha percepção ensinoume que a percepção não nasce em qualquer outro lugar, mas emerge no recesso de um corpo (Marleau-Ponty, 1994, p.21) Independente de ser um espaço em primeiro ou segundo plano, ambos despertam sensações, são registrados pela mente, mapeados e compreendidos, sendo que esta relação acontece por meio da existência de um corpo, Ponty (1994) propõe que a percepção vem de uma como vivência que só é possível a partir de um melhor explica Nóbrega (2008). corpo físico, que percebe, sente e reconhece o espaço a partir de sua expressão e símbolos. 21
  21. 21. Considerando importante os aspectos entender apresentados, como a é vazios, local em que se encontra o observador arquitetura em movimento. influência o corpo, não apenas pela forma, mas Objetos devem ser utilizados para construir um espaço total e criar o que poderia ser denominado como uma malha cinestética a qual, embora descontínua, sugere um volume total contínuo. Nesse sentido, o objeto individual se torna um componente estrutural; sua posição dentro do vazio é definida pelo desenvolvimento espacial mais geral e pela sua própria capacidade de evocar e estimular nossa ideia de espaço (HILDERBRAND; 1994, p.239) principalmente os símbolos e significados que nela estão impregnados. É importante destacar que a semiótica, como estudo dos símbolos e significados, pode ser grande para os ajuda uma ferramenta arquitetos, para de a releitura de significados, entendendo que a arquitetura é impregnada de significados que estão sendo, a todo o momento, A organização espacial por meio de objetos, absorvidos como nos mostra Hilderbrand (1994), molda os pelos observadores. Portanto, é necessária uma espaços vazios e influenciam na percepção das releitura e compreensão das formas que estes atuam sobre o corpo, pois cada dimensões do ambiente. É importante notar a percepção relação entre o vazio, corpo e espaço, sendo o reflete em uma ação. vazio o elemento que vai permitir que o corpo O corpo passa a ter papel central, busca-se se insira no espaço e o vivencie, é o que compreender suas complexidades e relação com o permite a existência de um espaço interior. espaço. Os estudos de fluxo podem ser Os estudos de fluxo levam a um entendimento de entendidos como uma forma de inserir o corpo espaço a partir da relação dos vazios que são no espaço, a espacialidade passa a ser melhor compreendida a partir do entendimento moldados dos pelos elementos arquitetônicos, relacionando com o corpo em movimento. Cria-se 22
  22. 22. assim cada um aspecto projeto, fluxos, peculiar, uma definindo identidade acessos, privada, locais meio obstáculos, de diferenciado, de por área passagem ou barreiras, meio a meio de experiência direta, é o protagonista do fato arquitetônico. (Zevi; 1996, p.18) dos pública espera, e Não apenas de tempo, o corpo também necessita por aberturas de e sensores elementos que abriguem o corpo ou o induz a outra ação, seja por curiosidade, de meio passagem de ou texturas, A relação entre corpo e espaço arquitetônico é intensa e difícil de ser definida, da mesma forma que a arquitetura busca compreender e corpo, proporcionar sensações e despertar os sentidos. O corpo necessita de tempo, para arquitetura. sentir Como nos e perceptivos para com os outros experimentar o (...) Movimentos tão simples como esticar os braços e as pernas são básicos para que tomemos consciência do espaço. O espaço é experiência do quando há lugar para se mover. Ainda mais, mudando de um lugar para outro a pessoa adquire um sentido de direção. Para frente, para trás e para os lados são diferenciados pela experiência, isto é, conhecidos subconscientemente no ato de movimentar-se. O espaço assume uma organização coordenada rudimentar centrada no eu, que se move e se direciona. Os olhos humanos, por terem superposição bifocal e capacidade esteroscópica, proporcionam às pessoas um espaço vívido, em três dimensões. A experiência, contudo é necessária. (Tuan; 1930, p.13) sensação. o conjunto espaço. iluminação, vazios e cheios que despertem uma abrigar em despertar formas, movimento compreender mostra também a Zevi (1996). É interessante destacar também as formas que os outros sentidos colaboram para uma noção o espaço interior, espaço esse que não pode ser representado de nenhuma forma, que não pode ser conhecido e vivido a não ser por espacial. Todos os sentidos podem ser apurados e refinados, cada 23 vez porém mais, alguns tem enquanto se atrofiado outros se
  23. 23. hipertrofiam, por razões diversas, desde a Forty Part Motet de Janet Cardiff (1957), necessidade, como também a forma que o espaço localizada em Inhotim, na qual a percepção de arquitetônico vem propondo a percepção à esse um outro espaço por meio de sons. (Figura 03) corpo. O olfato pode ser usado de forma não tão eficiente para se relacionar à distância, que pode ser percebida de acordo com a intensidade de cada cheiro. Ao atravessar uma praça logo se percebe que estão vendendo churrasquinho ou pipoca, sendo possível localizá-los pelo cheiro. O paladar, ainda que tenha uma forte interação com o tato e olfato, pouco contribui para a noção de espaço. O tato, além de perceber texturas e formas, quando associado ao movimento proporciona uma ampla percepção de espaço. A audição, assim como a visão, apresenta um forte potencial arquitetônico, compreender para a isolada, formas, mas percepção não nos do nos orienta espaço permite e nos Figura 03 | Forty part motet de Janet Cardif localiza. Tal potencial aparece na instalação 24
  24. 24. De todos os equipamentos sensoriais, pode-se Fica claro que o corpo é capaz de compreender dizer destaque, e memorizar o espaço arquitetônico. Pode-se ir potencializada não apenas por uma questão de para além, entendendo que o espaço concreto, luz e sombra, reconhecimento de texturas ou dotado de formas, luz e sombra e todos os distâncias, formas e proporções, mas também elementos pela enorme capacidade do ser humano de dar existir em um mundo físico, porém se este não significados aos símbolos, não apenas formas e for desenhos, mas avisos diversas que a visão é vivenciado compõe por a arquitetura, meio do corpo, pode não for mapeado e registrado em memória sua existência dotadas de é questionável. É possível questionar o que é símbolos. É um dos sentidos mais refinados e real. Até mesmo os espaços virtuais como os pode ser potencializado ainda com a audição, espaços reais nunca visitados, mas vistos por que fotos, ou em livros, com tamanha minúcia, são na alfabeto, que de auxilia o grande sinais e também de outras coisas localização dentro de um capazes de despertar sensações e tornarem-se espaço. reais por meio delas. [...] As pessoas às vezes se comportam como animais encurralados e desconfiados. Outras vezes também podem agir como cientistas frios e dedicados à tarefa de formular leis e mapear recursos. Nenhuma das duas atitudes dura muito. As pessoas são seres complexos. Os dotes humanos incluem órgãos sensoriais semelhantes aos de outros primatas, mas são coroados por uma capacidade excepcionalmente refinada para a criação de símbolos. (TUAN; 1930, p.5) Se retomar o que foi dito sobre a semiótica, quanto a estudo de símbolos, nota-se que a realidade em cada ser está relacionada a percepção individual de cada um. Um sentido é acionado, as informações são levadas ao cérebro, que registra o que foi percebido e associa tal informação com os conhecimentos que já possuímos. Portanto, por mais que se 25
  25. 25. tenha o mesmo espaço ou objeto, cada pessoa fará uma associação relacionada com comunidades é coletiva por a diferente, memória. possível meio de particular, Nos haver casos uma símbolos de memória fortes que atingem a toda a população. Esta situação é particular também de patrimônios históricos. Existe ainda o que Tschumi (1995) sugere como uma contradição na relação corpo e espaço, denominando de violência da arquitetura. De alguma forma os corpos violam o espaço e o espaço também viola os corpos, seja pela forma desse espaço arquitetônico ou pela ação inesperada do corpo. 26
  26. 26. Na figura 04, a seguir, pode-se observar esse tipo de violação, neste caso a arquitetura limita uma ação por meio da forma. A dimensão dos degraus, força quem passa por ele a descer em determinado ritmo, descendo sempre o degrau com o mesmo pé, seguido de um passo. Dessa forma cria-se um movimento contínuo, um ritmo um tanto desconfortável, pelo fato de exercitar mais uma perna que a outra, tanto no ato de subir como o ato de descer, também por fugir a sequência a qual se está acostumado, o corpo torna-se mais atento. 27
  27. 27. Figura 04 | pessoa descendo a escada 28
  28. 28. Existem ainda outras diversas formas do espaço arquitetônico induzir uma ação. Nas imagens a seguir (figura 05 e 06), é possível notar que a condição do corredor na faculdade além de um lugar de passagem, de certa forma propõe que as pessoas se encontrem por ali e tenham conversas rápidas. Na figura 06, além de local de encontro devido a proteção e o mural de avisos, as pessoas escoram no pequeno muro de contenção, colocam bolsas ou até mesmo sentam. Neste caso é possível notar o corpo violando a arquitetura a partir de usos que não foram pré- estabelecidos, mas que acabam por acontecer. 29
  29. 29. Figura 06 | Frente do NEXCAU no curso de arquitetura do Figura 05 | Corredor do curso de Unileste Arquitetura no Unileste 30
  30. 30. A Figura 07 influenciar evidencia no como a forma comportamento. pode Trata-se da influência no fluxo de pessoas em um grande corredor, completamente preenchido por elementos. As áreas cheias são vitrines com objetos coloridos vazios também e são decorativos, ainda que em a área brilhantes, tomados maiores. questão é os por Deve-se em maior grandes objetos lembrar parte comercial, apesar de oferecer formas de lazer. Porém mesmo sendo um local voltado para o consumo, a arquitetura sufoca esse corpo. É possível reparar que as pessoas nem se quer olham por onde andam, observam sempre as laterais desse grande corredor, e não olham para quem passa ao seu lado. 31
  31. 31. Figura 07 | Interior do Shopping do Vale do Aço 32
  32. 32. Existem ainda outras formas de conduzir a relação entre corpo e espaço, a arquitetura internacional é um traz uma visão diferente dessa relação. O entendimento da relação corpo e espaço pode ser melhor observada no edifício H2O Expo, dos arquitetos holandeses NOX. Neste local, os possibilidades arquitetos de criam percepção do novas espaço arquitetônico a partir de um ambiente que se modifica constantemente de acordo com o usuário. Existe uma relação por meio de ação e reação, possível por meio de sensores que modificam o espaço de acordo com os movimentos de cada corpo também por meio da iluminação que cria a ilusão de texturas e instiga os outros sentidos, gerando reações diversas. Figura 08 33
  33. 33. Figura 09 34
  34. 34. Outro exemplo da interação entre espaço pode ser percebido por instalação In Orbit, de Tomás corpo meio e da Saraceno, Formada por uma rede suspensa que modifica com a presença distribuição de de cada corpo. cargas que Por meio tencionam da a estrutura, modificando a forma de andar por essa rede. Portanto o corpo altera no espaço que por sua vez altera no movimento do corpo. (figura 10 e 11) 35
  35. 35. Figura 11 Figura 10 36
  36. 36. Yayoi Kusama em sua obra Obliteration room, permite a interação arquitetônico delicadeza forma esse da por obra espaço entre meio do permite foi pessoas e uso cores. de perceber ocupado ao espaço de A que longo do tempo e até mesmo que tipo de corpo o ocupa. 37
  37. 37. Figura 12 | The obliteration room 38
  38. 38. Soho, um edifício comercial em Pequim (figura 13) apresenta a interação entre corpo e espaço de outra forma, além do comércio possui uma área de entretenimento. Os cheios e vazios possibilitam a interação entre os elementos arquitetônicos e a visualização do exterior e entendimento visualizam do fluxo, passando por as esta pessoas ampla área se de conexão. 39
  39. 39. Figura 13 | Soho, Zaha Hadid 40
  40. 40. Entender capaz o de corpo como mapear e um complexo registrar o sistema espaço em memória, usando da percepção é de fundamental importância para a arquitetura. A arquitetura está conectada com esse corpo, através do conforto, das técnicas e elementos simbólicos, que representam esse corpo no espaço físico, influência em na postura e na forma de agir ao mesmo tempo está apta a ser modificada por ele. É de entendimento grande da importância percepção como também, forma o de conexão entre corpo e espaço, como elemento que lê o que é real e registra o espaço na mente, ou seja, possibilita a criação de memórias. A arquitetura influência o espectador e por ele é influenciada. 41
  41. 41. 42
  42. 42. DESENVOLVIMENTO A partir do arquitetura questionamento ser investigou-se uma o extensão conceito “Poderia do de a corpo?” espaço arquitetônico e corpo. A proposta para a etapa do TCC2 mostrem é realizar as relacionadas quatro questões ao corpo, intervenções aqui espaço, que abordadas, percepção e memória. 43
  43. 43. INTERVENÇÃO 1 INTERVENÇÃO 2 MEMÓRIA + CORPO + ESPAÇO ESPAÇO + OBJETO + CORPO 44
  44. 44. A primeira intervenção está relacionada com a memória. Como anterior, a despertar INTERVENÇÃO 1 foi discutido memória tem sensações, no a capítulo capacidade reviver de lugares e situações. Essa intervenção meio de consiste entrevista, um em registrar espaço por existente em memória e relaciona-lo com o espaço real, que será fotografado. MEMÓRIA + CORPO + ESPAÇO Nessa intervenção, a parte escrita será relacionada com a fotografia do espaço real, a fim de possibilitar um paralelo entre espaço imaginário e espaço real. Serão entrevistadas quatro pessoas, duas relacionadas à memória do espaço público e as outras duas ao espaço privado. Uma analogia fragmento do à essa livro intervenção Cidades Italo Calvino e a figura 14. 45 seria um Invisíveis, do
  45. 45. Agora contarei o que a cidade de zenóbia tem de extraordinário: embora situada em terreno seco, erguese sobre altíssimas palafitas, e as casas são de bambu e zinco, com muitos bailéus e balcões, postos em diferentes alturas, com andas que superam umas as outras, ligadas por escadas de madeira e passarelas suspensas, transpostas por belvederes cobertos por alpendres cônicos, caixas de reservatório de água, cata-ventos, desdobrando roldanas linhas e guindastes (Calvino; 2001, p.36) Figura 14 | releitura de Zenóbia 46
  46. 46. A segunda intervenção é na verdade um conjunto de intervenções que relacionam corpo, espaço e objeto. Conforme visto no capitulo anterior, o INTERVENÇÃO 2 corpo pode alterar o espaço, assim como pode alterar o espaço assim como pode ocorrer o oposto, uma troca que acontece constantemente por meio da importância ESPAÇO + OBJETO + CORPO percepção. o objeto, Também como é de grande elemento que interage com o corpo, também capaz de alterar o espaço. 47
  47. 47. INTERVENÇÃO 2 O ETAPA 1 : ESPAÇO mesmo espaço sendo modificado pelo corpo e objeto ETAPA 2 : OBJETO O mesmo objeto modificando a percepção ETAPA 3 : CORPO Corpo sendo modificado por diferentes do espaço em corpos distintos objetos em um mesmo espaço 48
  48. 48. Na primeira parte da segunda intervenção, será feito um registro fotográfico, com o objetivo INTERVENÇÃO 2 de mostrar o espaço sendo alterado pelo uso de objetos e do próprio corpo. As PARTE 1 áreas foram: a escolhidas área da para essa prefeitura intervenção de Timóteo, Feirarte em Ipatinga e a praça da estação em Coronel Fabriciano. ESPAÇO + OBJETO + CORPO As áreas escolhidas apresentam como característica em comum os usos diferenciados de acordo com horário e dia da semana. A figura 15 ilustra um pouco sobre a forma de registro que será feita nesses locais. 49
  49. 49. Figura 15 50
  50. 50. Na INTERVENÇÃO 2 segunda parte, será trabalhado o objeto como elemento para alterar o espaço e assim modificar a percepção. Como foi visto no capítulo anterior, a percepção é o meio pelo PARTE 2 qual o corpo Alterando o mapeia espaço, e reconhece modifica-se o a espaço. forma de entendê-lo e de agir. ESPAÇO + OBJETO + CORPO A figura 16 representa uma das possibilidades de intervenção. 51
  51. 51. Figura 16 52
  52. 52. Figura 17 53
  53. 53. Um mesmo lugares e objeto será será usado registrado em para diferentes sobrepor as diferentes formas de corpos distintos reagirem a um mesmo elemento, evidenciando como este interfere na postura e ação desses corpos. Os locais escolhidos são distintos, apresentam usuários de diversas idades e fluxos diferenciados, são eles: um local de espera, o ponto de ônibus em frente a Unileste em Coronel Fabriciano (figura 18); uma área de lazer, a praça 29 de Abril em Timóteo (figura 22); um local de passagem, a calçada em frente ao camelô em Timóteo (figura 26); uma área privada, o interior de uma loja em Timóteo (figura 30). 54
  54. 54. Figura 18 | ponto de ônibus em frente a Unileste. 55
  55. 55. Figura 19 | Fluxograma do ponto de ônibus. 56
  56. 56. Figura 20 | Materiais do ponto de ônibus 57
  57. 57. Figura 21 | Ponto de ônibus 58
  58. 58. Figura 22 | parque em Timóteo 59
  59. 59. Figura 23 | Fluxograma do parque 60
  60. 60. Figura materiais 24 | do parque 61
  61. 61. Figura 25 | Praça 62
  62. 62. Figura 26 | camelô em Timóteo 63
  63. 63. Figura 27 | Fluxograma do camelô 64
  64. 64. Figura 28 | materiais do parque 65
  65. 65. Figura 29 | materiais do parque 66
  66. 66. Figura 30 | loja em Timóteo 67
  67. 67. Figura 31 | Fluxograma da loja 68
  68. 68. Figura 32 | Materiais da loja 69
  69. 69. Figura 33 | Loja 70
  70. 70. A terceira parte da segunda intervenção consiste em modificar um mesmo lugar por onde INTERVENÇÃO 2 passam as mesmas pessoas. Esta intervenção assim como as outras, também se relaciona com a percepção, mas a partir de outra abordagem. PARTE 3 Questionando a influência do meio nesse corpo, em seu comportamento e postura. A ESPAÇO + OBJETO + CORPO obra análoga mostra possibilidades de modificações no espaço por meio de objetos, de forma que alteram o ambiente e comportamento do corpo. 71
  71. 71. Figura 34 | Cosmococas de Hélio Oiticica 72
  72. 72. Figura 35 | Cosmococas de Hélio Oiticica 73
  73. 73. A intervenção consiste em modificar o espaço por meio de diferentes. objetos Será intervenções, distintos realizado totalizando um três em tempos conjunto de intervenções que vão acontecer em dias diferentes em um mesmo local, por onde passam as mesmas pessoas. O local escolhido foi a frente da sala nexcau, na Unileste, por onde passam funcionários diversos e alunos. 74 professores,
  74. 74. F Figura 36 | Frente do Nexcau 75
  75. 75. F Figura 37 | Fluxograma 76
  76. 76. Figura 38 | Materiais do nexcau 77
  77. 77. Figura 39 | Nexcau 78
  78. 78. CONCLUSÃO Torna-se claro o entendimento da arquitetura como extensão do corpo por meio da percepção, A pesquisa parte do seguinte questionamento: comunicação através “poderia presentes na a arquitetura ser uma extensão do das formas arquitetura, e símbolos que são corpo?”. interpretados pelo corpo; também por meio da Durante o desenvolvimento, são definidos os memória, quanto forma de registrar os locais conceitos de corpo e espaço arquitetônico, a das partir de teorias que tratam da relação entre significados, influenciando o corpo através do corpo tempo. e espaço, abordando desde o contexto vivências humanas, junto a seus histórico até o contemporâneo, assim como a Contudo, esta complexidade do corpo, memória, percepção e proposta de semiótica. prática No decorrer pesquisa foi possível revelar a trabalhando com os elementos corpo, espaço, percepção como elemento fundamental na relação percepção e memória. entre corpo e espaço, quanto forma de compreender o entorno, que acontece por meio de subjetividades, o corpo percebe, interpreta e armazena informações desse espaço, o mapeia. O espaço por sua vez, além de influenciar o corpo, é por ele influenciado, modificado por meio da postura, da ação e por vezes até mesmo violado. 79 das relação tcc2, será tendo hipóteses que desenvolvida como foram objetivo na a abordadas,
  79. 79. 80
  80. 80. BIBLIOGRAFIA http://2.bp.blogspot.com/sT0KQvL5XPA/Tx8cbiC9DUI/AAAAAAAAAYo/boQlWtVacV Q/s1600/yayoi_kusama_obliberation_room_set1.jp g (acessado em 23/11/2013 às 16h) AGUIAR, Douglas. Alma espacial: o corpo e o movimento na arquitetura. 1ªed. Porto Alegre: http://hdl.handle.net/10183/12459 Editora da UFRGS, 2010. (acessado em 14/11/2013 às 15:13h) Corpocidade : debates, ações e articulações / http://media.mutualart.com/Images/2009_02/22/0 organização 043/43252/43252_3c29ef0d-493d-4fea-a9419c71ad5b21a0_42845_273.Jpeg Espaço e lugar: a pespectiva da experiência / (acessado em Yi-Fu Tuan; tradução de Lívia de Oliveira. – 20/11/2013 às 15h) São Paulo : DIFEL, 1983. http://tyrannusmelancholicus.blogspot.com.br/2 011/11/italo-calvino-nos-temos-muita- HERTZBERGER, Herman. Lições de arquitetura. 2. sorte.html (acessado em 23/11/2013 às 14h) ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. http://vimeo.com/5829883 Hildebrand, A. The problem of form in the fine arts. In: MALLGRAVE,H.F.; IKONOMOU,E.(ed). (acessado em 14/11/2013 às 15:50h) Empathy, form and space: problems in german http://vimeo.com/70519294 aesthetics, 1873-1893. Santa Mônica: the getty center publication programme, 1994. (acessado em 14/11/2013 às 15:55h) 81
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