Jornal dos Bancários Especial Banco do Brasil
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Jornal dos Bancários Especial Banco do Brasil Jornal dos Bancários Especial Banco do Brasil Document Transcript

  • BANCO DO BRASIL • NOVEMBRO DE 2011 • SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE CRÉDITO NO ESTADO DE PERNAMBUCO Força Da greVe arraNca maiS coNQUiStaS No BB O s anos de 1990 foram par- ticularmente ruins para os bancários do Banco do Brasil. O governo Fernando Hen- rique Cardoso (PSDB) adotou uma política de reajuste zero para os bancos públicos e, de quebra, ain- da retirou uma série de direitos do Jaqueline: unidade funcionalismo. garantiu a vitória A partir de 2004, com a unificação da Campanha Nacional, os funcio- nários dos bancos públicos passaram a lutar juntos com os colegas da rede privada. O poder de pressão da cate- goria foi multiplicado e o resultado não poderia ser outro: todos os ban- cários saíram ganhando. “A Campanha Nacional deste ano é um exemplo da importância da unidade dos bancários. No início da greve, o Banco do Brasil, queria descontar todos os dias parados dos seus empregados. Como a Fenaban alguma dúvida sobre a importância salariais são os mesmos para todos. deu as principais reivindicações dos aceitou a compensação nos mesmos da campanha unificada agora tem a Acabamos com a política de reajus- bancários. “Mas ainda temos uma moldes do ano passado, o BB teve certeza de que esta é a melhor es- te zero e garantimos muitos ganhos série de demandas que precisam ser de ceder e seguiu a orientação dos tratégia. “Os bancários do BB con- para os bancários da rede pública e resolvidas. Para isto, temos a mesa demais bancos”, destaca a presiden- seguiram recuperar, desde 2004, privada”, afirma. de negociações permanentes com o ta do Sindicato, Jaqueline Mello. praticamente todos os direitos que banco e vamos inciar, desde já, os Para o secretário-geral do Sin- tinham sido retirados pelo governo Negociação permaNeNte debates pela pauta que ainda não foi dicato, Fabiano Félix, quem tinha tucano. Além disso, os aumentos Fabiano destaca que o BB aten- atendida”, garante Fabiano. priNcipaiS coNQUiStaS aUmeNto reaL piSo é por aprimorá-la sempre. Esse que é considerado o melhor da Reajuste de 9% sobre todas O piso passa para R$ 1.760; primeiro passo garante que o pe- categoria. Esse modelo prevê as verbas salariais e benefícios. com reflexo na curva do PCR (in- ríodo de exercício de comissões, distribuição anual dividida em O mesmo valor será aplicado terstícios). Cada M (mérito) passa desde a criação dos VR´s (valores dois semestres distintos de 90% no VCPI (vencimento em ca- a valer R$ 97,35, representando de referência), seja reconhecido do salário paradigma (E-6, E-6 + ráter pessoal – incorporados), um aumento real de 2,43%. para todos os funcionários. comissão de caixa e VR´s), sen- garantido interstício sobre esta do 45% em cada semestre; 4% verba. Com isso a remuneração pcr pLr do lucro líquido distribuídos de aumenta o poder de compra Retroatividade no mérito na O cálculo da PLR do 1º semes- forma linear, valor fixo com pa- na mesma proporção do ganho carreira do PCR até 1998. Após a tre de 2011 considerou os mes- râmetro no valor definido para a conquistado (1,5% real), valori- conquista da carreira de mérito na mos critérios das distribuições categoria e mais o módulo bônus zando todos os salários. campanha de 2010, agora a luta anteriores, dentro de um modelo para os comissionados. WWW.BANCARIOSPE.ORG.BR
  • 2Bancários garantemtrava contra o a mira cdescomissionamento Por Fabiana Coelho O Um dos principais pontos do alegou que as perdas das funções se ceano Salvador, Gualter, Rômuloacordo aditivo do Banco do Brasil é deram por quebra de confiança ou Brainer, Marcos Aurélio: todosa manutenção da trava de descomis- por desvio comportamental e que o eles trabalham, ou trabalha-sionamento. O banco havia ameaça- fato de todos eles ocorrerem juntos, vam, no Banco do Brasil há mais dedo rever a conquista do ano anterior, nos últimos meses, foi apenas coin- 24 anos. Quase todos, com exceçãomas cedeu às pressões e manteve o cidência. Segundo ela, os represen- de Gualter, estavam à frente dedireito. Assim, o BB só pode retirar tantes do BB garantiram que não há uma agência, como gerente geral,a comissão sob alegação de baixo nenhum descomissionamento pro- há mais de dez anos. Todos elesdesempenho após três ciclos avalia- gramado. “Mas o Sindicato está aten- foram descomissionados entre ju-tórios negativos na GDP. to para defender esses bancários que lho e agosto deste ano. Nenhum Essa conquista é importante, hoje estão gerentes”, conta Sandra. responde a processo administra-principalmente após a onda de des- tivo. Nenhum tem anotações nascomissionamentos, que assustou os Vitória avaliações de desempenho. Nadabancários do Banco do Brasil de A 3ª Turma do Tribunal Regional de faltas ou conduta desabona-Pernambuco entre os meses de julho do Trabalho de Pernambuco orde- dora. Nenhuma explicação para ae agosto deste ano. Na época, o Sin- nou ao BB que incorpore o valor da perda da função, exercida há tantosdicato cobrou uma justificativa do comissão no salário do funcionário anos e com bons resultados.BB, que garantiu que os casos foram Almir Cosme Amorim dos Santos, Oceano e Gualter desconfiam do mo-pontuais. Em reunião realizada no como também todo atrasado. Almir, tivo do descomissionamento, embora nãofinal de agosto, os representantes do comissionado há 18 anos, era gerente lhes tenha sido falado de forma franca. Ébanco garantiram ainda que não há de setor na antiga Gecex-Recife. Foi que eles apelaram à Justiça para garantirmais nenhum descomissionamento descomissionado em março de 2010. seus direitos de trabalhador. “Se o banco uma reunião na Regional de Cprogramado em Pernambuco. O Sindicato tentou solucionar o pro- perde uma ação na Justiça é porque, de recusou-se a receber a Carta de Segundo a secretária da Mulher do blema de forma negociada, mas só fato, agrediu os direitos do trabalhador. sionamento porque, antes dissoSindicato, Sandra Trajano, o banco conseguiu resolver na Justiça. Não pode, portanto, falar em quebra de pedido de aposentadoria. “O ba confiança porque foi a empresa quem que- a maneira de tratar seus funcion brou as regras: os direitos do trabalhador mais aquela empresa de nossos s são indisponíveis”, diz o secretário geral existe mais planejamento, ape do Sindicato, Fabiano Félix, funcionário do Para cumpri-las, passa-se por c Banco do Brasil. e os números passam a valer mu No entanto, antes mesmo de resolver bus- que as pessoas”, diz Gualter. car amparo legal, Oceano já tinha sido re- A forma como os descomiss baixado de função. “Eu era gerente nível 1 ocorrerram é o que mais causa na agência Sete de Setembro. Passei a ser banco tenta fazer você acredita nível 2 na Ceasa. Na época, disseram que competente e isso mexe muito não haveria perda de salário pois o banco cional”, afirma Marcos Aurélio, estaria adotando nova formatação para re- rente em Lajedo, São José do Egi muneração dos gerentes de agência. Não foi e Petrolândia. Rômulo Brainer o que aconteceu”, explica o bancário. renciou as unidades de Agrestin Gualter já gerenciou as agências de Inajá, Paulista, Casa Amarela, Avenida Belém de Maria, Água Preta, Barreiros, Ta- pping Boa Viagem, Olinda, Set quaritinga do Norte, Santa Cruz do Capiba- bro e Espinheiro – não tem idei ribe e Lajedo. Mas havia decidido abandonar foi descomissionado. “Apenas m a função quando foi chamado para assumir a e entregaram o termo. Não tenh agência de Cumaru. Isso depois de ser cha- processo administrativo, os resu mado de incompetente e de ser injustamente bons... A gente fica tentando ima acusado por problemas na agência de Gara- tivo de tudo isso...”, diz o bancá nhuns, onde era gerente de segmento. 31 anos de serviços prestados. As humilhações o fizeram recorrer à De sua filha de seis anos, Oce Justiça. Um mês depois foi chamado a escutar uma pergunta cruel: - Pa
  • 3cega Do BB você não é mais gerente. Você fez algu- estímulo para que se busque metas é im- ma coisa errada? “Se na cabeça de uma portante, mas está sendo mal conduzido, criança inocente vem este questiona- engessado, distorcido”, diz Marcos Aurélio. mento, imagina o que estão pen- E completa: “Há fatores que precisam ser sando os clientes: - Ele roubou? levados em conta: o porte da cidade, o or- - Utilizou-se da função para be- çamento, entre outras coisas. As metas tem nefício próprio ou de terceiros? de ser construídas de acordo com as espe- - O que aconteceu?”, indaga cificidades de cada lugar. Mas o que ocorre o trabalhador, que já passou é que o gerente vive espremido entre duas pelas gerências de Nazaré da opções: não entregar todas as metas, mas Mata, Garanhuns, Caruaru, zelar pela produtividade, bons resultados e Petrolina, Sete de Setembro e normas de segurança; ou render-se à velo- Ceasa, além de Carauari – na cidade das metas que acaba conduzindo a Amazônia, onde iniciou na fun- erros. No primeiro caso, ele per- ção, em 1993. de a comissão; no segundo, pode Ao Sindicato, os representantes perder o emprego”. da empresa alegaram quebra de con- O próprio banco admite a inten- fiança ou desvio comportamental para sa pressão que seus comissionados justificar os descomissionamentos. Não são obrigados a suportar. Em proces- mostraram, entretanto, fato algum que de- so seletivo para preenchimento de uma sabonasse a conduta dos trabalhadores. Ga- vaga para gerente de setor, o banco divul- aruaru. Mas rantiram, ao menos, que não há novos des- gou as competências exigidas. Entre e Descomis- comissionamentos em vista. “O problema é elas, constava: “resiliência – ca-o, entregou o que a empresa faz vistas grossas com erros pacidade de resistir a pressões”. anco mudou de quem cumpre as metas. Mas quando o O secretário-geral do Sindicato,nários. Não é gestor não é um bom vendedor de produtos, Fabiano Félix, lembra que o sonhos. Não o BB é rigoroso demais. Esses descomissio- termo “resiliência”, em sua enas metas. namentos geraram uma instabilidade muito origem, significa superação.cima de tudo grande nas agências, o que deixou o clima Mas foi livremente adapta- uito mais do no ambiente de trabalho péssimo. Por isso do para servir à conveni- é importante esta garantia do banco de que ência do banco. “Todo sionamentos não tem mais nenhum descomissionamento mundo quer ascendera mágoa. “O programado”, ressalta Fabiano Félix. e ser valorizado na ar que é in- profissão. No entan- com o emo- oS cUStoS De Uma comiSSão to, quando se sub- , que foi ge- “Vai chegar um tempo em que ninguém mete a este tipo de ito, Cabrobó mais vai querer ser gerente do BB”. A fala, exigência, não tem - que já ge- de Marcos Aurélio, encontra eco na decisão ideia do signifi- na, Pombos, de Gualter, que tinha desistido de ser ge- cado que tem estea Norte, Sho- rente quando foi convocado para Cumaru. termo para o bancote de Setem- Ele próprio, embora ressalte que o impacto e qual o preço que ia de porque financeiro sobre a família causa um sofri- ele vai ter de pa-me chamaram mento muito grande, revela que agora, que gar. É uma falta de ho anotação, deixou de ser gerente, começa a descobrir respeito com o serultados estão coisas que ele tivera de esquecer sob a pres- humano”, acres- aginar o mo- são do ofício. E isso inclui atos como sorrir centa Sandra Albu-ário, que tem e conversar com os colegas. querque, secretária Todos os ex-gerentes ouvidos nesta re- da Mulher do Sin- eano teve de portagem são unânimes em suas críticas ao dicato e bancária apai, porque modelo de metas do Banco do Brasil. “O do BB.
  • 4 coNheça oS DiretoreS Do SiNDicato QUe Sindicato exige fim São FUNcioNárioS Do BaNco Do BraSiL do assédio moral em reunião com a gepes Fabiano Sandra Félix Trajano Luiz Freitas Azenate Albuquerque A s denúncias de assédio moral seja dissimulado na forma de plano de Cleber Antonio em algumas unidades do Ban- ação”, ressalta o diretor do Sindicato, Gomes Fabiano co do Brasil foram o principal Luís Freitas, empregado do BB. ponto de pauta em reunião do Sindica- Segundo os representantes do banco, to com a Gepes (Gerência de Pessoas), este procedimento não é uma orientação no dia 31 de outubro. Os casos vieram da direção. Mas o fato é que o funcioná- à tona pouco depois da greve. Em uma rio que se negou a assinar o documento Diana Edmar das denúncias, um bancário passou a passou a ser perseguido de várias manei- Souza Matias ser perseguido depois de se recusar a ras. Os gerentes Miguel Arruda e Airton, assinar um termo de compromisso para da Gepes, se comprometeram a acompa- cumprimento de metas. nhar esta e outras denúncias de assédio. “Orientamos aos bancários para que O Sindicato também debateu outros não assinem nenhum compromisso problemas na reunião. Fátima José sobre metas, mesmo que o documento Leia em www.bancariospe.org.br Clark Batista Sindicato analisa dados do Lilian Luiz perito em ação do anuênio Brandão Gustavo A ação do anuênio no Banco do dos. Agora, os dados serão objeto de Brasil entra, agora, em nova eta- apreciação entre as partes. O Sindi- pa. Para tirar todas as dúvidas dos cato já solicitou uma audiência para bancários, o Sindicato realiza uma requerer a documentação. reunião no próximo dia 17, às 19h, “Nós teremos de confrontar os Renato Winelane na sede da entidade. O advogado do dados da relação apresentada pelo Tenório Melo Sindicato responsável pela ação vai Sindicato no início do processo com participar do encontro para debater os que foram disponibilizados pelo Zuleide Andrade todas as questões levantadas pelos perito, já que existe uma diferença funcionários do BB. de 961 nomes”, afirma a secretária Fale com os dirigentes pelo telefone No início de outubro, a perícia da Mulher do Sindicato, Sandra Al- (81) 3316-4233 apresentou os valores devidos a buquerque, funcionária do Banco cada um e os nomes dos beneficia- do Brasil. Informativo do Sindicato dos Bancários de PernambucoDIRETORIA EXECUTIVA Bancos Públicos: Daniella AlmeidaPresidenta: Jaqueline Mello Cultura, Esportes e Lazer: Adeílton Filho Redação: Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista, RecifeSecretário-Geral: Fabiano Félix Saúde do Trabalhador: João Rufino Telefone: 3316.4233 / 3316.4221.Comunicação: Anabele Silva Secretária da Mulher: Sandra Albuquerque Correio Eletrônico: imprensa@bancariospe.org.br Sítio na rede: www.bancariospe.org.brFinanças: Suzineide Rodrigues Formação: Tereza SouzaAdministração: Epaminondas França Ramo Financeiro: Elvis Alexandre Jornalista responsável: Fábio Jammal Makhoul Conselho Editorial: Anabele Silva, Geraldo Times, Tereza Souza eAssuntos Jurídicos: Alan Patricio Intersindical: Cleber Rocha Jaqueline Mello. Redação: Fabiana Coelho e Fábio Jammal Makhoul. Diagramação: Bruno Lombardi.Bancos Privados: Geraldo Times Aposentados: Luiz Freitas Impressão: NGE Tiragem: 1.000 exemplares