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Trabalhos científicos
 

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    Trabalhos científicos Trabalhos científicos Document Transcript

    • Trabalhos Científicos MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE MILHO EM CONDIÇÕES DE CAMPO Peixoto, Thiago Pimenta – Acadêmico do Curso de Agronomia; Miranda, José Messias - Orientador 1 INTRODUÇÃO O milho é um dos principais cereais existentes no Brasil, sendo cultivado em quase todo o país, e é um dos quatro mais importantes produtos agrícolas do mundo ( Bastos,1987). Embrapa (2000) provavelmente, o milho é a mais importante planta comercial com origem nas América. Há indicações de que sua origem tenha sido no México, América central ou Sudoeste dos Estados Unidos. É uma das culturas mais antigas do mundo, havendo provas, através de escavações arqueológicas e geológicas, e através de medições por desintegração radioativa, de que é cultivado há pelo menos 5.000 anos. Logo depois do descobrimento da América, foi levado para a Europa, onde era cultivado em jardins, até que seu valor alimentício tornou-se conhecido. Passou, então, a ser plantado em escala comercial e espalhouse desde a latitude de 58o norte (União Soviética) até 40o sul (Argentina) (Godoy, 2002; Jugenheimer 1990). A importância econômica do milho é caracterizada pelas diversas formas de sua utilização, que vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Na realidade, o uso do milho em grão como alimentação animal representa a maior parte do consumo desse cereal, isto é, cerca de 70% no mundo. Nos Estados Unidos, cerca de 50% é destinado a esse fim, enquanto que no Brasil varia de 60 a 80%, dependendo da fonte da estimativa e de ano para ano Embrapa (2000). Duarte (2001) associando o consumo humano ao consumo animal, além de se verificar também o crescimento do uso de milho em aplicações industriais, pode-se observar o aumento de sua importância no contexto da produção de cereais na esfera mundial. Nesse sentido, o milho passou a ser o cereal mais produzido no mundo. Embora seja versátil em seu uso, a produção de milho tem acompanhado basicamente o crescimento da produção de suínos e aves, no Brasil e no Mundo. O crescimento da produção de milho, suínos e aves no Brasil, em uma série que vai de 1978 até 2001. Nota-se que, apesar das flutuações de sua oferta, há uma tendência de crescimento de sua produção, acompanhando, principalmente, o crescimento da produção de frangos e
    • suínos no país, fato esse relacionado com a demanda por milho, que é um ingrediente importante na composição das rações para esses animais. Na realidade, poder-se-ia pensar nos frangos e suínos como um "subproduto" do milho, dada a importância deste na alimentação daqueles. Além dos suínos e dos frangos, também fazem parte da demanda por milho para alimentação animal os bovinos e os pequenos animais. Atualmente, a produção de ração para pequenos animais (pet food) tem se constituído em um mercado crescente para o uso desse cereal, dado o crescimento da demanda por alimento de melhor qualidade para esses animais (Duart, 20001). Duarte (2001) relata que dentro da evolução mundial de produção de milho, o Brasil tem se destacado como terceiro maior produtor, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. A produção mundial ficou em torno de 590 milhões de toneladas em 2000, enquanto que Estados Unidos, China e Brasil produziram aproximadamente 253 milhões de toneladas, 105 milhões de toneladas e 32,3 milhões de toneladas respectivamente (veja tabela abaixo). Em 2001, o Brasil apresentou a safra recorde de 41,5 milhões de toneladas. Apesar de estar entre os três maiores produtores, o Brasil não se destaca entre os países com maior nível de produtividade. A introdução do milho híbrido na década de 1920, deu um grande impulso à agricultura moderna. Os estudos trouxeram ainda contribuições de importância práticas e científica. A contribuição dos melhoristas de milho foi de importância extraordinária para os aumentos constantes para sua produtividade. Pesquisas de Francelli & Dourado Neto (2000) mostram que antes da implantação do milho híbrido , a maior produção em um único ano foi cerca de 82 milhões de toneladas em 4 milhões de hectare , sendo a media de 2,0 toneladas por hectare. Desde 1965 a produção de milho no Estados Unidos tem sido maior do que 110 milhões de toneladas , produzidos de menos de 30 milhões de hectares . Uma parte desse aumento é devido a práticas culturais , aumento do uso de fertilizantes , maior densidade populacional maior facilidade do preparo do solo devido aos melhores equipamentos e ao uso de inseticidas e herbicidas . Algumas dessas inovações exigiram novos estudos e novas mudanças genéticas. Temos como exemplo a necessidade de obtenção de novos híbridos para tolerar maiores densidades populacionais , como finalidade do uso da colheita mecanizada, necessitando da introdução de híbridos adequados a região. De maneira geral, os híbridos foram e estão sendo estudados para aumentar a produtividade do milho , e conseguir características desejáveis de acordo com seu destino final , seja ele para comercio, para a fabricação de ração, para consumo humano entre outros . O objetivo desse trabalho é a avaliação de métodos de previsão
    • antecipada da produtividade de milho em condições de campo, na região de Alfenas. 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Cultura do milho O milho, sendo uma planta de origem tropical, exige, durante o seu ciclo vegetativo, calor e umidade para se desenvolver e produzir (Fancelli & Dourado Neto,2000). Fancelli & Dourado (2001) nos últimos 31 anos a área plantada aumentou em 2,38 milhões de hectares, a produtividade em 1619 kg/ha e produção total em 23,61 milhões de toneladas. Na safra de 2001/2002 houve uma redução de 10,1% na área plantada e 15,8 % na produção de milho em relação a safra anterior. Fancelli & Dourado (2001) é cultivado em praticamente todo o território nacional. Na safra 2000/2001, 77 % da área plantada e 92 % da produção concentraram-se nas regiões Sul , Sudeste e Centro-Oeste, sendo que a região Sul participou com 42,32 % da área e 53,70 % da produção; Sudeste com 19,01 % da área e 19,62%da produção e Centro - Oeste com15,77 % da área e 19,22% da produção. 2.2 Origem Espécies da família Gramineae, Espécies Zea Mays l. originaria do México, anual, com 1.00 metrso a 3.00 metros de altura no florescimento, cultivada no verão e outono ( safrinha ) no Estado de São Paulo, em ssolos bem drenados, da qual se utiliza o grão para consumo ou toda planta , no caso de silagem . O consumo pode ser feito tanto na propriedade como na industria para extração de óleo, fabricação de alimentos e ração, podendo ainda ser utilizado como milho verde (Sawazaki et al, 1998). 2.3 Plantio Sawazaki et al (1998) relatou que o plantio de milho na época adequada, embora não tenha nenhum efeito no custo de produção, seguramente afeta o rendimento e, consequentemente o lucro do agricultor. Para a tomada de decisão quanto à época de plantio, é importante conhecer os fatores de riscos, que tendem a ser minimizados quanto maior eficiente for o planejamento das atividades relacionadas à produção. O agricultor tem que estar consciente de que a chance de seu sucesso deve-se a seu planejamento, e que este depende de vários elementos, dentre eles os riscos climáticos a que está sujeito.
    • Segundo Fancelli e Dourado Neto (2001) a produtividade do milho é função de vários fatores integrados, sendo os mais importantes a interceptação de radiação pelo dossel, eficiência metabólica, eficiência de translocação de fotossintatos para os grãos e a capacidade de dreno. As relações de fonte e dreno são funções de condições ambientais e as plantas procuram se adaptar a essas condições. As respostas diferenciadas dos genótipos à variabilidade ambiental, ou seja, à interação genótipo e ambiente, significa que os efeitos genotípicos e ambientais não são independentes. Daí a importância de conhecer a época de plantio analisando todo o ciclo da cultura, procurando prever as condições ambientais em todas as suas fases fenológicas. A grande dificuldade que se encontra é com respeito às variações ambientais não previsíveis. Essas variações imprevisíveis correspondem aos fatores ambientais altamente variáveis, não só espacialmente como de forma temporal (precipitação, temperatura, vento, etc.). Sabe-se que a interação genótipo e ambiente está associada a fatores simples e complexos. Os simples são proporcionados pela diferença de variabilidade entre genótipos nos ambientes e os complexos, pela falta de correlação entre os desempenhos do genótipo nos ambientes. Como pode-se observar, é uma tarefa difícil estabelecer a época de plantio para uma dada região sem um conhecimento prévio das cultivares a serem plantadas e das condições ambientais onde se pretende desenvolvê-las. Portanto, a época de semeadura refere-se ao período em que a cultura tem maior probabilidade de desenvolver-se em condições edafoclimáticas favoráveis Fancelli e Dourado Neto (2000). De acordo com Embrapa (2000) no Brasil Central, mais especificamente na região dos Cerrados, embora o cultivo do milho seja feito em diversas condições climáticas, considerando a variabilidade temporal e espacial do clima, pode-se observar que, durante todo o ciclo da cultura, a temperatura é superior a 15oC e não ocorrem geadas. A temperatura noturna, em alguns locais, é elevada (maior que 24oC), o que afeta o desempenho das plantas, principalmente no período coincidente com aquele entre emborrachamento e grão leitoso, reduzindo a produtividade. De forma geral, pode-se dizer que, nessa região, a melhor época de semeadura é entre setembro e novembro, dependendo do início das chuvas (Embrapa, 2001). Fancelli & Dourado Neto (2001) a produtividade, geralmente, é mais alta quando as condições do tempo permitem o plantio em outubro. Depois disso há uma redução no ciclo da cultura e queda no rendimento por área. Trabalhos de pesquisa no Brasil Central mostram que, dependendo da cultivar, atraso do plantio a partir da época mais adequada (geralmente em outubro) pode resultar em redução no rendimento em até 30 kg de milho por hectare por dia. Obviamente, muitas vezes esse atraso não depende do produtor, por razões diversas. Cabe a ele elaborar seu planejamento de plantio de forma a não atrasá-lo por negligência ou por desconhecimento, pois assim estará perdendo dinheiro e comprometendo seu negócio.
    • Excetuando-se as elevadas altitudes, onde o que determina a época de plantio é a temperatura, no Brasil Central, o que define a época de plantio é a distribuição das chuvas. O uso conjuntivo de água para o milho durante seu ciclo varia de 500 e 800mm, dependendo das condições climáticas dominantes. A água é absorvida diferencialmente com o estádio de crescimento e desenvolvimento da cultura. Vale a pena ressaltar que o déficit hídrico tem influência direta na taxa fotossintética, que está associada diretamente à produção de grãos e sua importância varia com o estádio fenológico em que se encontra a planta. Pesquisas mostram que dois dias de estresse hídrico podem reduzir até 20% de produtividade e que estresse hídrico de quatro a oito dias diminui a produção em mais de 50%. Considera-se, ainda, que o período que vai da iniciação floral até o desenvolvimento da inflorescência e o período do pendoamento até a maturação são as fases críticas do déficit hídrico. Em resumo, a época de semeadura é determinada em função das condições ambientais (temperatura, distribuição das chuvas e disponibilidade de água do solo) e da cultivar (ciclo, fases da cultura e necessidade térmicas das cultivares). Ainda com respeito ao clima, deve-se levar em consideração a radiação solar e a intensidade e freqüência do veranico nas diferentes fases fenológicas da cultura (Embrapa, 2002). Fancelli e Dourado (2001) afirmaram que o milho safrinha, que é plantado além dos limites dos Cerrados, não tem um período pré-fixado para seu plantio, como o milho de safra normal, que é plantado no início das chuvas. É uma cultura desenvolvida de janeiro a abril, normalmente após a soja precoce e, em alguns locais, após o milho de verão e o feijão das águas. Por ser plantado no final da época recomendada, o milho safrinha tem sua produtividade bastante afetada pelo regime de chuvas e por fortes limitações de radiação solar e temperatura na fase final de seu ciclo. Além disso, como o milho safrinha é plantado após uma cultura de verão, a sua data de plantio depende da época do plantio dessa cultura antecessora e de seu ciclo. Assim, o planejamento do milho safrinha começa com a cultura de verão, visando liberar a área o mais cedo possível. Quanto mais tarde for o plantio, menor será o potencial e maior o risco de perdas por adversidades climáticas (seca e/ou geadas) (Fancelli & Dourado, 2001). Segundo Sawazaki et al. (1998) isso a torna uma cultura de alto risco, uma vez que a estação chuvosa encontra-se no fim, o que proporciona uma variabilidade espacial e temporal muito grande e, como conseqüência, uma variabilidade de produção. Na safrinha, além do potencial de produção ser reduzido, há alto risco de frustação de safras, baixo investimento na cultura e, conseqüentemente, baixa produtividade. 2.4 Clima e solo Existe sempre uma preocupação em analisar as características ambientais em termos da adequação ao uso que se tem em mente. Isto é da mais
    • alta relevância, porque a capacidade ambiental de dar suporte ao desenvolvimento possui sempre um limite, a partir do qual todos os outros aspectos serão inevitavelmente afetados. Sawazaki et al. (1998) citam em outras palavras, o uso e a ocupação de uma determinada paisagem são condicionados pelas suas características intrínsecas. Estas determinam as potencialidades de uso/ocupação e a potencialização de conflitos de interesses. Para qualquer análise do meio-físico, é necessário selecionar critérios que permitam avaliar características ambientais importantes para o tema enfocado. No caso presente, o interesse é uma análise das demandas da cultura do milho, para se fazer um balanço com as ofertas ambientais, visando uma produção sustentável. Almeida (1999) cita ao proceder a essa análise, verifica-se que a planta capta energia solar (radiação) e necessita de água e nutrientes para manter o seu crescimento. Esses fatores ambientais são definidos principalmente por clima e solo. Os fatores edafoclimáticos são referidos como os mais importantes não só para o desenvolvimento das culturas, como também para a definição de sistemas de produção. O milho, assim como a maioria das culturas econômicas, requer a interação de um conjunto de fatores edafoclimáticos apropriados ao seu bom desenvolvimento. Assim, um solo rico em nutrientes teria pouco ou quase nenhum significado para a cultura se esse mesmo solo estivesse submetido a condições climáticas adversas ou, ainda, apresentasse características físicas inadequadas que influenciariam negativamente na condução e desenvolvimento da cultura, tais como: drenagem e aeração deficientes, percolação excessiva, adensamento subsuperficial, pedregosidade excessiva, profundidade reduzida, declividade acentuada, etc (Sawazaki et al., 1998). Sawazaki et al. (1998) em termos de solos, serão aqui discutidas algumas características físicas mais importantes que, isoladas ou em conjunto, servirão para orientar a escolha de um solo adequado para a cultura. Profundidade efetiva - É a profundidade até a qual as raízes podem penetrar livremente em busca de água e de elementos necessários ao desenvolvimentos da planta. Sendo o milho uma planta cujo sistema radicular tem grande potencial de desenvolvimento, é desejável que o solo seja profundo ( mais de 1m) (Sawazaki et al., 1998). Os solos rasos, além de dificultarem, o desenvolvimento das raízes, possuem menor capacidade de armazenamento de água, além de estarem sujeitos a um desgaste mais rápido, devido à pouca espessura do perfil (Almeida, 1998). 2.5 Germinação e Emergência Almeida (1988) em condições normais de campo, após a semeadura, as
    • sementes absorvem água e começam a crescer. A radícula é a primeira a se alongar, seguida pelo coleóptilo, com plúmula incluída. Esse estádio, conhecido como VE, é atingido pela rápida elongação do mesocótilo, o qual empurra o coleóptilo em crescimento para a superfície do solo. Em condições de temperatura e umidade do ar adequadas, a emergência ocorre 4 a 5 dias após a semeadura, porém, em condições de baixa temperatura e pouca umidade, a germinação pode demorar até duas semanas ou mais. Assim que a emergência ocorre e a planta expõe a extremidade do coleóptilo, o mesocótilo pára de crescer. O sistema radicular seminal, que são as raízes oriundas diretamente da semente, tem o seu crescimento nessa fase e a profundidade onde elas se encontram depende da profundidade da semeadura. O crescimento dessas raízes, também conhecido como sistema radicular temporário, diminui após o estádio VE e praticamente inexiste no estádio V3 (três folhas desenvolvidas) (Fancelli & Dourado Neto, 2000). O ponto de crescimento da planta de milho, nesse estádio, está localizado cerca de 2,5 a 4,0 cm abaixo da superfície do solo e encontra-se logo acima do mesocótilo. Essa profundidade onde se acha o ponto de crescimento é também a profundidade onde vai-se originar o sistema radicular definitivo do milho, conhecido como raízes nodais ou fasciculada. Almeida (1988) citar a profundidade do sistema radicular definitivo independe da profundidade da semeadura, uma vez que a emergência da planta vai depender do potencial máximo de alongamento de mesocótilo. O sistema radicular nodal inicia-se, portanto, no estádio VE e o alongamento das primeiras raízes inicia-se no estádio V1, indo até o R3, após o qual muito pouco crescimento ocorre (Almeida, 1988). No milho, não é constatada a presença de fatores inibitórios ao processo de germinação, visto que, sob condições adequadas de umidade, os grãos podem germinar imediatamente após a maturidade fisiológica, mesmo ainda estando presos à espiga (Almeida, 1988). Almeida (1988) em síntese afirma, na germinação, ocorre a embebição da semente, com a conseqüente digestão das substâncias de reserva, síntese de enzimas e divisão celular. Baixa temperatura do solo no plantio geralmente restringe a absorção de nutrientes do solo e causa lentidão no crescimento. Esse fato pode ser parcialmente superado por uma aplicação de pequena quantidade de fertilizante no sulco de plantio, ao lado ou abaixo da semente. Embrapa (2003) a lentidão na germinação predispõe a semente e a plântula a uma menor resistência a condições ambientais adversas, bom como ao ataque de patógenos, principalmente fungos do gênero Fusarium, Rhizoctonia, Phytium e Macrophomina. Para uma germinação e emergência mais rápidas em plantio mais cedo, deve-se optar por uma profundidade de semeadura mais rasa, onde a temperatura do solo é
    • mais favorável. Em plantios tardios, as temperaturas do solo são geralmente adequadas em qualquer profundidade e a umidade do solo, nesse caso, é o fator limitante para rápido crescimento. Se a irrigação está disponível ou uma chuva recente aconteceu, não há com que se preocupar. No entanto, na falta dessas situações, as camadas mais profundas do solo possuem maior teor de umidade nos plantios tardios Embrapa (2003). 2.5.1 Estádio V3 (três folhas desenvolvidas) O estádio de três folhas completamente desenvolvidas ocorre aproximadamente duas semanas após a emergência. Nesse estádio, o ponto de crescimento encontra-se ainda abaixo da superfície do solo e a planta ainda possui pouco caule formado . Pêlos radiculares do sistema radicular nodal estão agora em crescimento e o desenvolvimento das raízes seminais é paralisado Embrapa (2003). Todas as folhas e espigas que a planta eventualmente irá produzir estão sendo formadas no V3. Pode-se dizer, portanto, que o estabelecimento do número máximo de grãos ou a definição da produção potencial estão sendo definidos nesse estádio. Sawazaki (1998) citam no estádio V5 (cinco folhas completamente desenvolvidas), tanto a iniciação das folhas como das espigas vai estar completa e a iniciação do pendão já pode ser vista microscopicamente na extremidade de formação do caule, logo abaixo da superfície do solo. Sawazaki(1998) o ponto de crescimento, que encontra-se abaixo da superfície do solo e é bastante afetado pela temperatura do solo nos estádios iniciais do crescimento. Assim, temperaturas baixas podem aumentar o tempo decorrente entre um estádio e outro, alongando o ciclo da cultura, podendo aumentar o número total de folhas, atrasar a formação do pendão e diminuir a disponibilidade de nutrientes para a planta. Uma chuva de granizo ou vento nesse estádio vai ter muito pouco ou nenhum efeito na produção final de grãos. Disponibilidade de água nesse estádio é fundamental; por outro lado, o excesso de umidade ou encharcamento, quando o ponto de crescimento ainda encontra-se abaixo da superfície do solo, pode matar a planta em poucos dias Sawazaki(1998). O controle de plantas daninhas nessa fase é fundamental para reduzir competição por luz, água e nutrientes. Como o sistema radicular está em pleno crescimento, mostrando considerável porcentagem de pêlos absorventes e ramificações diferenciadas, operações inadequadas de cultivo (profundas ou próximas à planta) poderão afetar a densidade e a distribuição de raízes, com conseqüente redução na produtividade Sawazaki (1998)citam portanto, é recomendada cautela no cultivo.
    • 2.5.2 Estádio V6 (seis folhas desenvolvidas) Nesse estádio, o ponto de crescimento e o pendão estão acima do nível do solo o colmo está iniciando um período de alongação acelerada. O sistema radicular nodal (fasciculado) está em pleno funcionamento e em crescimento Sawazaki(1998). Fancelli & Dourado (1999) nesse estádio, pode ocorrer o aparecimento de eventuais perfilhos, os quais encontram-se diretamente ligados à base genética da cultivar, ao estado nutricional da planta, ao espaçamento adotado, ao ataque de pragas e às alterações bruscas de temperatura (baixa ou alta). No entanto, existem poucas evidências experimentais que demonstram a sua influência negativa na produção. No estádio V8, inicia-se a queda das primeiras folhas e o número de fileiras de grãos é definido. Durante esse estádio, constata-se a máxima tolerância ao excesso de chuvas. No entanto, encharcamento por períodos de tempo maior que cinco dias poderá acarretar prejuízos consideráveis e irreversíveis Fancelli & Dourado (1999). Fancelli & Dourado (1999) estresse hídrico nessa fase pode afetar o comprimento de internódios, provavelmente pela inibição da alongação das células em desenvolvimento, concorrendo, desse modo, para a diminuição da capacidade de armazenagem de açúcares no colmo. O déficit de água também vai resultar em colmos mais finos, plantas de menor porte e menor área foliar. Evidências experimentais demonstram que a distribuição total das folhas expostas nesse período, mediante ocorrência de granizo, geada, ataque severo de pragas e doenças, além de outros agentes, acarretarão quedas na produção da ordem de 10 a 25%. Períodos secos, aliados à conformação da planta, característica dessa fase (conhecida como fase do "cartucho"), conferem à cultura do milho elevada suscetibilidade ao ataque da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), exigindo constante vigilância. De V6 até o estádio V8, deverá ser aplicada a adubação nitogenada em cobertura Fancelli & Dourado (1999). 2.5.3 Estádio V9 Fancelli & Dourado (1999) nesse estádio, muitas espigas são facilmente visíveis, se for feita uma dissecação da planta Todo nó da planta tem potencial para produzir uma espiga, exceto os últimos 6 a 8 nós abaixo do pendão. Assim, uma planta de milho teria potencial para produzir várias espigas, porém, apenas uma ou duas (caráter prolífico) espigas conseguem completar o crescimento.
    • Nesse estádio, ocorre alta taxa de desenvolvimento de órgãos florais. Fancelli & Dourado (1999) citam o pendão inicia um rápido desenvolvimento e o caule continua alongando. A elongação do caule ocorre através dos entrenós. Após o estádio V10, o tempo de aparição entre um estádio foliar e outro vai encurtar, de quatro dias para cada dois ou três dias. Próximo ao estádio V10, a planta de milho inicia um rápido e contínuo crescimento, com acumulação de nutrientes e peso seco, os quais continuarão até os estádios reprodutivos. Há uma grande demanda no suprimento de água e nutrientes para satisfazer as necessidades da planta Fancelli & Dourado (1999). 2.5.4 Estádio V12 Fancelli & Dourado (1999) o número de óvulos (grãos em potencial) em cada espiga, assim como o tamanho da espiga, são definidos em V12, quando ocorre perda de duas a quatro folhas basais. Pode-se considerar que, nessa fase, inicia-se o período mais crítico para a produção, o qual estende-se até a polinização. O número de fileiras de grãos na espiga já foi estabelecido, no entanto, a determinação do número de grãos/fileira só será definida cerca de uma semana antes do florescimento, em torno do estádio V17 Fancelli & Dourado (1999). Fancelli & Dourado (1999) em V12, a planta atinge cerca de 85% a 90% da área foliar, e observa-se o início de desenvolvimento das raízes adventícias ("esporões"). Devido ao número de óvulos e ao tamanho da espiga serem definidos nessa fase, a deficiência de umidade ou nutrientes pode reduzir seriamente o número potencial de sementes, assim como o tamanho das espigas a serem colhidas. Fancelli & Dourado (1999) citam potencial desses dois fatores de produção está também relacionado com o período de tempo disponível para o estabelecimento deles, o qual corresponde ao período de V10 a V17. Assim, genótipos precoces, geralmente, nesses estádios, possuem um período mais curto de tempo e usualmente têm espigas menores que as dos genótipos tardios. Uma maneira de compensar essa desvantagem dos precoces seria aumentar a densidade de plantio. 2.5.5 Estádio V15 Esse estádio representa a continuação do período mais importante e crucial para o desenvolvimento da planta, em termos de fixação do rendimento. Desse ponto em diante, um novo estádio foliar ocorre a cada um ou dois dias. Estilos-estigmas iniciam o crescimento nas espigas
    • Almeida (1998). Almeida (1998) em torno do estádio V17, as espigas atingem um crescimento tal que suas extremidades já são visíveis no caule, assim como a extremidade do pendão já pode também ser observada. Estresse de água no período de duas semanas antes até duas semanas após o florescimento vai causar grande redução na produção de grãos. Almeida (1998) citar porém, a maior redução na produção poderá ocorrer com déficit hídrico na emissão dos estilos-estigmas (início de R1). Isso é verdadeiro também para outros tipos de estresse como deficiência de nutrientes, alta temperatura ou granizo. O período de quatro semanas em torno do florescimento é o mais importante para a irrigação. 2.5.6 Estádio V18 Fancelli & Dourado (1999) é possível observar que os "cabelos" ou estilos-estigmas dos óvulos basais alongam-se primeiro em relação aos "cabelos" dos óvulos da extremidade da espiga. Raízes aéreas, oriundas dos nós acima do solo, estão em crescimento nesse estádio. Essas raízes contribuem na absorção de água e nutrientes. Em V18, a planta do milho encontra-se a uma semana do florescimento e o desenvolvimento da espiga continua em ritmo acelerado Fancelli & Dourado (1999). Estresse hídrico nesse período pode afetar mais o desenvolvimento do óvulo e espiga que o desenvolvimento do pendão. Fancelli & Dourado (1999) citam com esse atraso no crescimento da espiga, pode haver problemas na sincronia entre emissão de pólen e recepção pela espiga. Caso o estresse seja severo, ele pode atrasar a emissão do "cabelo" até a liberação do pólen terminar, ou seja, os óvulos que porventura emitirem o "cabelo" após a emissão do pólen não serão fertilizados e, por conseguinte, não contribuirão para o rendimento. Híbridos não prolíficos produzirão cada vez menos grãos com o aumento da exposição ao estresse, porém, tendem a render mais que os prolíficos em condições não estressantes. Os prolíficos, por sua vez, tendem a apresentar rendimentos mais estáveis em condições variáveis de estresse, uma vez que o desenvolvimento da espiga é menos inibido pelo estresse Fancelli & Dourado (1999). 2.5.7 Pendoamento, VT Esse estádio inicia-se quando o último ramo do pendão está completamente visível e os "cabelos" não tenham ainda emergido. A emissão da inflorescência masculina antecede de dois a quatro dias a exposição dos estilos-estigmas. Sawazaki et al (1998) citam no entanto,
    • 75% das espigas devem apresentar seus estilos-estigmas expostos, após o período de 10 a 12 dias posterior ao aparecimento do pendão. O tempo decorrente entre VT e R1 pode variar consideravelmente, dependendo do híbrido e das condições ambientais. A perda de sincronismo entre a emissão dos grãos de pólen e a receptividade dos estilos-estigmas da espiga concorre para o aumento da porcentagem de espigas sem grãos nas extremidades. Em condições de campo, a liberação do pólen geralmente ocorre nos finais das manhãs e no início das noites. Nesse estádio, a planta atinge o máximo desenvolvimento e crescimento. Estresse hídrico e temperaturas elevadas (acima de 35o C) podem reduzir drasticamente a produção. Um pendão de tamanho médio chega a ter 2,5 milhões de grãos de pólen, o que equivale dizer que a espiga em condições normais dificilmente deixará de ser polinizada pela falta de pólen, desde que o número de óvulos esteja em torno de 750 a 1000. A planta apresenta alta sensibilidade ao encharcamento nessa fase. O excesso de água pode contribuir inclusive com a inviabilidade dos grãos de pólen Sawazaki et al (1998). Sawazaki et al (1998) água nesse período, além de afetar o sincronismo pendão-espiga, pode reduzir a chance de aparecimento de uma segunda espiga em materiais prolíficos. Nos estádios de VT a R1, a planta de milho é mais vulnerável às intempéries da natureza que qualquer outro período, devido ao pendão e todas as folhas estarem completamente expostas. Remoção de folha nesse estádio por certo resultará em perdas na colheita Sawazaki et al. (1998). O período de liberação do pólen estende-se por uma a duas semanas. Durante esse tempo, cada "cabelo" individual deve emergir e ser polinizado para resultar num grão Sawazaki et al (1998). 2.5.8 Estádio R1, Embonecamento e Polinização Almeida (1998) esse estádio é iniciado quando os estilos-estigmas estão visíveis, para fora das espigas. A polinização ocorre quando o grão de pólen liberado é capturado por um dos estilos-estigmas .O grão de pólen, uma vez em contato com o "cabelo", demora cerca de 24 horas para percorrer o tubo polínico e fertilizar o óvulo. Geralmente, o período requerido para todos os estilos-estigmas em uma espiga serem polinizados é de dois a três dias. Os "cabelos" da espiga crescem cerca de 2,5 a 4,0 cm por dia e continuam a alongar-se até serem fertilizados. O número de óvulos que será fertilizado é determinado nesse estádio. Óvulos não fertilizados evidentemente não produzirão grãos Sawazaki et al (1998). Estresse ambiental, nessa fase, especialmente hídrico, causa baixa
    • polinização e baixa granação da espiga, uma vez que, sob seca, tanto os "cabelos" como os grãos de pólen tendem à dissecação. Sawazaki et al (1998) citam não se deve descuidar de insetos com a lagarta-da-espiga, que se alimentam dos "cabelos". Deve-se combater essas pragas, caso haja necessidade. A absorção de potássio nessa fase está completa, enquanto nitrogênio e fósforo continuam sendo absorvidos. A liberação do grão de pólen pode iniciar ao amanhecer, estendendo-se até o meio-dia. No entanto, esse processo raramente exige mais de quatro horas para sua complementação. Ainda sob condições favoráveis, o grão de pólen pode permanecer viável por até 24 horas. Sua longevidade, entretanto, pode ser reduzida quando submetido a baixa umidade e altas temperaturas Sawazaki et al (1998). O estabelecimento do contato direto entre o grão de pólen e os pêlos viscosos do estigma estimula a germinação do primeiro, dando origem a uma estrutura denominada de tubo polínico, que é responsável pela fecundação do óvulo inserido na espiga. A fertilização ocorre de 12 a 36 horas após a polinização, período esse variável em função de alguns fatores envolvidos no processo, tais como teor de água, temperatura do ar, ponto de contato e comprimento do estilo-estigma Sawazaki et al (1998). Assim, o número de óvulos fertilizados apresenta estreita correlação com o estado nutricional da planta, com a temperatura, bem como com a condição de umidade contida no solo e no ar Almeida (1998). Boren (1999) evidencia-se, portanto, a decisiva influência do ambiente nessa etapa de desenvolvimento, recomendando-se criterioso planejamento da cultura, com referência principal à época de semeadura e à escolha da cultivar, de forma a garantir as condições climáticas favoráveis exigidas pela planta nesse estádio. Boren (1999) a escolha do genótipo para uma determinada região, assim como a época de semeadura, deve ser fundamentada em fatores como finalidade da produção, disponibilidade de calor e água, ocorrência de veranicos durante o ciclo, bem como no nível tecnológico a ser adotado, entre outros. 2.5.9 Estádio R2, grão bolha d'água Os grãos aqui apresentam-se brancos na aparência externa e com aspectos de uma bolha d'água .O endosperma, portanto, está com uma coloração clara, assim como o seu conteúdo, que é basicamente um fluido, cuja composição são açúcares. Embora o embrião, esteja ainda desenvolvendo-se vagarosamente nesse estádio, a radícula, o coleoptilo e a primeira folha embrionária já estão formados. Assim, dentro do embrião em desenvolvimento já encontra-se uma planta de milho em miniatura. A espiga está próxima de atingir seu tamanho máximo. Boren (1999) citar os estilos-estigmas, tendo completado sua função no florescimento, estão
    • agora escurecidos e começando a secar. A acumulação de amido inicia-se nesse estádio, com os grãos experimentando um período de rápida acumulação de matéria seca, N e P continuam sendo absorvidos e a realocação desses nutrientes das partes vegetativas para a espiga tem início nesse estádio. A umidade é de 85% nos grãos Boren (1999). 2.5.10 Estádio R3, Grão Leitoso Boren (1999) essa fase é iniciada normalmente 12 a 15 dias após a polinização. O grão apresenta-se com uma aparência amarela e, no seu interior, um fluido de cor leitosa. Este açúcares são oriundos da translocação dos fotoassimilados presentes nas folhas e no colmo, para a espiga e grãos em formação. A eficiência dessa translocação, além de ser importante para a produção, é extremamente dependente de água. Embora, nesse estádio, o crescimento do embrião ainda seja considerado lento, ele já pode ser visto caso haja uma dissecação. Este estádio é conhecido como aquele em que ocorre a definição da densidade dos grãos. Os grãos, nessa fase, apresentam rápida acumulação de matéria seca e com cerca de 80% de umidade, sendo que as divisões celulares dentro do endosperma apresentam-se essencialmente completas. Boren (1999) citar crescimento a partir daí é devido à expansão e ao enchimento das células do endosperma com amido. Almeida (1998) um estresse hídrico nessa fase, embora menos crítico que na fase anterior, pode afetar a produção. Embora, nesse período, a planta deva apresentar considerável teor de sólidos solúveis prontamente disponíveis, objetivando a evolução do processo de formação de grãos, a fotossíntese mostra-se imprescindível. Em termos gerais, considera-se como importante o caráter condicionador de produção a extensão da área foliar que permanece fisiologicamente ativa após a emergência da espiga. Boren (1999) essa fase é crítica para o consumo do milho verde, pois representa a época de colheita. O descarregamento e transporte de açúcares para os grãos em desenvolvimento se dá via floema; a sacarose, penetrando no apoplasto, é dividida em frutose e glicose pela enzima invertase ácida. Na verdade, os estádios de desenvolvimento da planta de milho para o consumo verde, em "R3" ou "Grão leitoso" não diferenciam-se do desenvolvimento da planta para consumo de grãos secos. Entretanto, é preciso ficar atento para as características exigidas pelo mercado consumidor dessa modalidade de milho, principalmente quanto à cultivar a ser utilizada, uma vez, que, dependendo do ciclo, o momento de colheita (R3) é variável, assim como o tempo de permanência no campo
    • na fase de grão leitoso apto para colheita Boren (1999) . 2.5.11 Estádio R4, Grão Pastoso Esse estádio é alcançado com cerca de 20 a 25 dias após a emissão dos estilos-estigmas; os grãos continuam desenvolvendo-se rapidamente, acumulando amido. O fluido interno dos grãos passa de um estado leitoso para uma consistência pastosa e as estruturas embriônicas de dentro dos grãos encontram-se já totalmente diferenciadas. Sawazaki et al (1998) citam a deposição de amido é bastante acentuada, caracterizando, desse modo, um período exclusivamente destinado ao ganho de peso por parte do grão. Em condições de campo, tal etapa do desenvolvimento é prontamente reconhecida, pois, quando os grãos presentes são submetidos à pressão imposta pelos dedos, mostram-se relativamente consistentes, embora ainda possam apresentar pequena quantidade de sólidos solúveis, cuja presença em abundância caracteriza o estádio R3 (grão leitoso). Os grãos encontram-se com cerca de 70% de umidade e já acumularam cerca da metade do peso que eles atingirão na maturidade. A ocorrência de adversidades climáticas, sobretudo falta de água, resultará numa maior porcentagem de grãos leves e pequenos, o que comprometeria definitivamente a produção Sawazaki et al (1998). 2.5.12 Estádio R5, Formação de dente Esse período é caracterizado pelo aparecimento de uma concavidade na parte superior do grão, comumente designada de "dente", coincide normalmente com o 36o dia após o princípio da polinização Nessa etapa, os grãos encontram-se em fase de transição do estado pastoso para o farináceo. Sawazaki et al (1998) citam a divisão desses estádios é feita pela chamada linha divisória do amido ou linha de leite. Essa linha aparece logo após a formação do dente e, com a maturação, vem avançando em direção à base do grão. Devido à acumulação do amido, acima da linha é duro e abaixo é macio). Nesse estádio, o embrião continua desenvolvendo-se, sendo que, além do acentuado acréscimo de volume experimentado pelo endosperma, mediante o aumento do tamanho das células, observa-se também a completa diferenciação da radícula e das folhas embrionárias no interior dos grãos. Alguns genótipos do tipo "duro" não formam dente, daí, nos referidos materiais, ser mais difícil notar esse estádio de ser notado, podendo apenas relacioná-lo ao aumento gradativo da dureza dos grãos Sawazaki et al (1998). Sawazaki et al (1998) estresse ambiental nessa fase pode antecipar o aparecimento da formação da camada preta, indicadora da maturidade fisiológica. A redução na produção, nesse caso, seria relacionada ao peso dos grãos e não ao número de grãos. Os grãos nesse estádio
    • apresentam-se com cerca de 55% de umidade. Materiais destinados a silagem devem ser colhidos nesse estádio, pois as plantas apresentam em torno de 33 a 37% de matéria seca. O milho colhido nessa fase apresenta as seguintes vantagens: apesar do decréscimo na produção de matéria verde, obtém-se significativo aumento na produção de matéria seca por área; decréscimo nas perdas de armazenamento, pela diminuição do efluente, e aumento significativo no consumo voluntário da silagem produzida Sawazaki et al (1998). 2.5.13 Estádio R6, Maturidade Fisiológica Esse é o estádio em que todos os grãos na espiga alcançam o máximo peso seco e vigor, ocorre cerca de 50 a 60 dias após a polinização. A linha do amido já avançou até a espiga e a camada preta já foi formada. Essa camada preta ocorre progressivamente da ponta da espiga para a base. Nesse estádio, além da paralisação total do acúmulo de matéria seca nos grãos, acontece também o início do processo de senescência natural das folhas das plantas, as quais gradativamente começam a perder a sua coloração verde característica. Sawazaki et al (1998). O ponto de maturidade fisiológica caracteriza o momento ideal para a colheita, ou ponto de máxima produção, com 30 a 38% de umidade, podendo variar entre híbridos. No entanto, o grão não está ainda em condições de ser colhido e armazenado com segurança, uma vez que deveria estar com 13 a 15% de umidade, para evitar problemas com a armazenagem. Sawazaki et al (1998) citam com cerca de 18 a 25% de umidade, a colheita já pode acontecer, desde que o produto colhido seja submetido a uma secagem artificial antes de ser armazenado. Resende(1997) a qualidade dos grãos produzidos pode ser avaliada pela percentagem de grãos ardidos, que interfere notadamente na destinação do milho em qualquer segmento da cadeia de consumo. A ocorrência de grãos ardidos está diretamente relacionada ao híbrido de milho e ao nível de empalhamento a que estão submetidas as suas espigas. Ainda de forma indireta, a presença de pragas, adubações desequilibradas e período chuvoso no final do ciclo, atraso na colheita e incidência de algumas doenças podem influir no incremento do número de grãos ardidos. A partir do momento da formação da camada preta, que nada mais é do que a obstrução dos vasos, rompe-se o elo de ligação da planta-mãe e o fruto, passando o mesmo a apresentar vida independente Resende (1997). 2.7 Sintomas de Deficiência Os sintomas de deficiência podem se constituir, no campo, em elemento auxiliar na identificação da carência nutricional. No entanto, para a
    • identificação da deficiência com base na sintomatologia, é necessário que o técnico tenha razoável experiência de campo, uma vez que deficiências, sintomas de doenças e distúrbios fisiológicos podem ser confundidos. A sintomatologia descrita e apresentada a seguir, em forma de chave, foi adaptada de Malavolta & Dantas (1987). 2.8 Sintomas Iniciais na Parte Inferior da Planta 2.8.1 Com clorose Malavolta & Dantas (1987) afirmaram que o amarelecimento da ponta para a base em forma de "V"; secamento começando na ponta das folhas mais velhas e progredindo ao longo da nervura principal; necrose em seguida e dilaceramento; colmos finos - Nitrogênio Clorose nas pontas e margens das folhas mais velhas, seguida por secamento, necrose ("queima") e dilaceração do tecido; colmos com internódios mais curtos; folhas mais novas podem mostrar clorose internerval típica da falta de ferro - Potássio Malavolta & Dantas (1987). As folhas mais velhas amarelecem nas margens e depois entre as nervuras dando o aspecto de estrias; pode vir a seguir necrose das regiões cloróticas; o sintoma progride para as folhas mais novas – Magnésio Malavolta & Dantas (1987). Faixas brancas ou amareladas entre a nervura principal e as bordas, podendo seguir-se necrose e ocorrer tons roxos; as folhas novas se desenrolando na região de crescimento são esbranquiçadas ou de cor amarelo - pálido, internódios curtos – Zinco Malavolta & Dantas (1987). 2.8.2 Sem necrose Cor verde-escuro das folhas mais velhas, seguindo-se tons roxos nas pontas e margens; o colmo também pode ficar roxo - Fósforo Malavolta & Dantas (1987) citam pequenas manchas brancas nas nervuras maiores, encurvamento do limbo ao longo da nervura principal - Molibidênio 2.9 Sintomas Iniciais na Parte Superior da Planta 2.9.1 Com clorose
    • Malavolta & Dantas (1987) as pontas das folhas mais novas gelatinizam e, quando secas, grudam umas nas outras; à medida que a planta cresce, as pontas podem estar presas. Nas folhas superiores aparecem, sucessivamente, amarelecimento, secamento, necrose e dilaceração das margens e clorose internerval (faixas largas); morte da região de crescimento - Cálcio Faixas alongadas aquosas ou transparentes, que depois ficam brancas ou secas nas folhas novas, o ponto de crescimento morre; baixa polinização; quando as espigas se desenvolvem podem mostrar faixas marrons de cortiça na base dos grãos - Boro Malavolta & Dantas (1987). Malavolta & Dantas (1987) amarelecimento das folhas novas logo que começam a se desenrolar, depois as pontas se curvam e mostram necrose, as folhas são amarelas e mostram faixas semelhantes às provocadas pela carência de ferro; as margens são necrosadas; o colmo é macio e se dobra - Cobre Malavolta & Dantas (1987) Clorose internerval em toda a extensão da lâmina foliar, permanecendo verdes apenas as nervuras (reticulado finas de nervuras) - Ferro Clorose internerval das folhas mais novas (reticulado grosso de nervuras) e depois de todas elas, quando a deficiência for moderada; em casos mais severos aparecem no tecidos faixas longas e brancas e o tecido do meio da área clorótica podem morrer e desprender-se; colmos finos Manganês Malavolta & Dantas (1987). 2.9.2 Sem clorose Folhas novas e recém-formadas com coloração amarelo-pálido ou verde suave. Ao contrário da deficiência de nitrogênio, os sintomas ocorrem nas folhas novas, indicando que os tecidos mais velhos não podem contribuir para o suprimento de enxofre para os tecidos novos, os quais são dependentes do nutriente absorvido pelas raízes – Enxofre Malavolta & Dantas (1987). 2.10 Calagem Goerdert et al.(1987) o desenvolvimento ou adaptação de cultivares mais tolerantes à acidez do solo, via melhoramento genético, não elimina o uso do calcário na agricultura, pelos seus efeitos e sua importância nos diferentes níveis tecnológicos dos diversos sistemas de produção usados no Brasil. A recomendação de calagem não é um procedimento simples, por pressupor o conhecimento de um número razoável de informações adicionais, como: características da propriedade agrícola (caracterização da área, da cultura, tipo de solo, histórico da área, expectativa de rendimento etc...), conhecimento tecnológico (tem sua origem na
    • pesquisa naquela região ou estado) e, por último, informações oriundas das condições do mercado, principalmente àquelas relacionadas a preços de insumos e também disponibilidade de crédito, e que são indenpendentes das duas anteriores. Os solos brasileiros, na sua maioria, são ácidos, destacando-se aqueles sob vegetação de cerrado. Tais solos são caracterizados por baixas concentrações de cálcio e de magnésio, elementos diretamente envolvidos no desenvolvimento das raízes, e por valores elevados de alumínio trocável e baixa disponibilidade de fósforo do solo Goerdert et al. (1987). Goerdert et al.(1987) as respostas das culturas à calagem dependem de fatores ligados à planta, ao solo e ao corretivo empregado, de tal forma que essa interação direcione a máxima eficiência da prática. A acidez do solo é representada basicamente por dois componentes: a fase sólida, que é representada pelas argilas, a matéria orgânica e os óxidos de ferro e alumínio , está em equilíbrio com a fase liquida, a solução do solo. Os íons H+ dissociados na fase líquida são denominados acidez ativa, que é estimada pelo pH. Goerdert et al.(1987) citam os demais íons H+ e Al+3, ligados à fase sólida, são denominados acidez potencial. Apenas parte dos íons alumínio são deslocados por outros cátions, sendo, por isso, denominados de Al trocável ou acidez trocável. 2.11 Nutrição e adubação Nos últimos anos, a cultura do milho, no Brasil, vem passando por importantes mudanças tecnológicas, resultando em aumentos significativos da produtividade e produção. Entre essas tecnologias, destaca-se a necessidade da melhoria na qualidade dos solos, visando uma produção sustentada. Essa melhoria na qualidade dos solos está geralmente relacionada ao adequado manejo, o qual inclui, entre outras práticas, a rotação de culturas, o plantio direto e o manejo da fertilidade, através da calagem, gessagem e adubação equilibrada com macro e micronutrientes, utilizando fertilizantes químicos e/ou orgânicos (estercos, compostos, adubação verde, etc.) (Francelli & Dourado, 1999). Segundo Malavolta & Dantas (1987) nos últimos anos, a cultura do milho, no Brasil, vem passando por importantes mudanças tecnológicas, resultando em aumentos significativos da produtividade e produção. Entre essas tecnologias, destaca-se a necessidade da melhoria na qualidade dos solos, visando uma produção sustentada. Essa melhoria na qualidade dos solos está geralmente relacionada ao adequado manejo, o qual inclui, entre outras práticas, a rotação de culturas, o plantio direto e o manejo da fertilidade, através da calagem, gessagem e adubação equilibrada com macro e micronutrientes, utilizando fertilizantes químicos e/ou orgânicos (estercos, compostos, adubação verde, etc.). Para que o objetivo do manejo racional da fertilidade do solo seja
    • atingido, é imprescindível a utilização de uma série de instrumentos de diagnose de possíveis problemas nutricionais que, uma vez corrigidos, aumentarão as probabilidades de sucesso na agricultura (Malavolta & Dantas, 1987). 2.12 Exigências Nutricionais De acordo com Coelho & França (1995) com relação aos micronutrientes, as quantidades requeridas pelas plantas de milho são muito pequenas. Para uma produtividade de 9 t de grãos/ha, são extraídos: 2.100 g de ferro, 340 g de manganês, 400 g de zinco, 170 g de boro, 110 g de cobre e 9 g de molibdênio. Entretanto, a deficiência de um deles pode ter efeito tanto na desorganização de processos metabólicos e redução na produtividade como a deficiência de um macronutriente como, por exemplo, o nitrogênio. 2.13 Cultivares O rendimento de uma lavoura de milho é o resultado do potencial genético da semente e das condições edafoclimáticas do local de plantio, além do manejo da lavoura. De modo geral, a cultivar é responsável por 50% do rendimento final. Conseqüentemente, a escolha correta da semente pode ser a razão de sucesso ou insucesso da lavoura. Existem no mercado cerca de 200 tipos de milho e a escolha baseada no gosto pessoal, disponibilidade e preço não é a melhor (Coelho & França, 1995). Outros aspectos relacionados às características da cultivar e do sistema de produção deverão ser levados em consideração, para que a lavoura se torne mais competitiva. A escolha de cada cultivar deve atender as necessidades específicas, pois não existe uma cultivar superior que consiga atender a todas as situações. Coelho & França (1995) citam na escolha da cultivar, o produtor deve fazer uma avaliação completa das informações geradas pela pesquisa, assistência técnica, empresas produtoras de sementes, experiências regionais e pelo comportamento em safras passadas. 2.14 Plantas Daninhas As plantas daninhas requerem para seu desenvolvimento os mesmos fatores exigidos pela cultura do milho, ou seja, água, luz, nutrientes e espaço físico, estabelecendo um processo competitivo quando cultura e plantas daninhas se desenvolvem conjuntamente. É importante lembrar que os efeitos negativos causados pela presença das plantas daninhas não devem ser atribuídos exclusivamente à competição, mas sim a uma resultante total de pressões ambientais, que podem ser diretas (competição, alelopatia, interferência na colheita e outras) e indiretas (hospedar insetos, doenças e outras). Esse efeito total denomina-se INTERFERÊNCIA. O grau de interferência imposto pelas plantas daninhas a cultura do milho é determinado pela composição florística (pelas espécies que ocorrem na área e pela distribuição espacial da comunidade
    • infestante) e pelo período de convivência entre as plantas daninhas e a cultura. A competição por nutrientes essenciais é de grande importância, pois esses na maioria das vezes, são limitados. Mesmo o milho sendo eficiente na absorção, não consegue acumular nutrientes como as plantas daninhas fazem em seus tecidos. Em condições de competição o nitrogênio seria o nutriente de maior limitação entre milho e planta daninha. Assim, a adubação nitrogenada merece especial atenção em condições de alta infestação (Fancelli & Dourado, 1999). Fancelli & Dourado (1999) citam a competição por espaço ocorre e a planta do milho assume uma arquitetura diferente daquela que possue quando cresce livre da presença de outras plantas, mudando o posicionamento de suas folhas , porque o espaço que deveria ocupar já se encontra ocupado por outra planta. É importante ressaltar que qualquer mudança na arquitetura da planta do milho representa sérios prejuízos na produção. O termo alelopatia aplica-se quando uma planta daninha libera substancias químicas no meio, prejudicando o desenvolvimento de outro, podendo ocorrer inclusive entre indivíduos da mesma espécie. Diversas plantas daninhas possuem capacidade alelopática que reduzem o desenvolvimento do milho, como exemplo o capim-arroz(Echinochloa crusgalli), o capim-colchão (Digitaria horizontalis) e o caoim-rabo-de-raposa (Setaria faberil). O grau de interferência das plantas daninhas pode variar de acordo com as condições climáticas e sistemas de produção. No entanto, as perdas ocasionadas na cultura do milho em função da interferência imposta pelas plantas daninhas têm sido descritas como sendo da ordem de 13,1%, sendo que em casos onde não tenha sido feito nenhum método de controle esta redução pode chegar a aproximadamente 85%. 2.14.1 Objetivos do Manejo de Plantas Daninhas Fancelli & Dourado (1999) relatam que o manejo integrado visa eliminar as plantas daninhas durante o período crítico de competição, que é o período em que a convivência com as plantas daninhas pode causar danos irreversíveis a cultura, prejudicando o rendimento. Outro importante aspecto é dar condições para que a colheita mecanizada tenha a máxima eficiência, e evitar a proliferação de plantas daninhas, garantindo-se a produção de milho nas safras seguintes. 2.14.2 Evitar perdas devido à competição O importante é que o produtor entenda que as perdas pode variar de ano a ano, devido às condições climáticas, e de propriedade a propriedade, devido às variações de solo, população de plantas daninhas, sistemas de manejo (rotação de culturas, plantio direto) etc. Fancelli & Dourado (1999) citam portanto, é necessário que o produtor de milho tenha uma estimativa das perdas que as plantas daninhas ocasionam em sua lavoura pois ela servirá para avaliar quando e de que modo deve ser feito o controle
    • 2.14.3 Beneficiar as condições de colheita Os métodos de controle de plantas daninhas serão usados também para beneficiar a colheita e não apenas para evitar a competição inicial. As plantas daninhas que germinam, emergem e crescem no meio da lavoura do milho após o período crítico de competição, não acarretam perdas na produção. Entretanto, tanto a colheita manual quanto a mecânica podem ser prejudicadas. No caso da colheita manual a presença da espécie Mimosa invisa Mart. Ex Colla, popularmente conhecida como malistra ou dormideira, pode provocar ferimentos nas mãos dos trabalhadores. A colheita mecânica quando realizada em lavouras com alta infestação de corda-de-viola (Ipomoea sp.) e trapoeraba (Commelinna sp.) pode ser inviabilizada pois a máquina não consegue operar devido ao embuchamento dos componentes da plataforma de corte (Fancelli & Dourado, 1999). 2.14.4 Evitar o aumento da infestação O terceiro objetivo do manejo integrado de plantas daninhas está ligado à produção sustentada. Ao terminar a colheita da safra, o produtor deve lembrar-se de que a terra é um bem sagrado e que deve ser conservada para as próximas safras. Se a terra é deixada em pousio, as plantas daninhas irão sementear e aumentar a infestação. O banco de sementes das plantas daninhas é o solo e, se nada for feito para evitar a produção de sementes, o número de plantas daninhas emergindo a cada ano vai aumentar significativamente, as produções de milho cairão, a dependência do uso de herbicidas aumentará, os custos de controle ficarão mais elevados e, depois disso, o único jeito é abandonar a terra. Em um sistema de produção sustentado, um dos fatores mais importantes é a manutenção da população de plantas daninhas em baixos níveis de infestação. Para isso podem ser adotadas algumas técnicas como rotação de culturas e semeadura de plantas de cobertura e de adubação verde. Culturas de cobertura, como nabo forrageiro, aveia, ervilhaca peluda, milheto, no período de entressafra, tem grande poder de supressão na emergência e desenvolvimento das plantas daninhas. Fancelli & Dourado (1999)citam operações de pós-colheita, como a passada de uma roçadeira ou aplicação de herbicidas para dessecação das plantas daninhas, também podem ser realizadas para que não ocorra produção de sementes e/ou outros propágulos. 2.14.5 Proteger o meio ambiente Finalmente, o último objetivo do manejo integrado está ligado diretamente ao controle químico, que no atual sistema de produção de milho é realizado quase que exclusivamente com herbicidas. Fancelli & Dourado (1999)citam herbicidas são substâncias químicas que apresentam diferentes características físico-químicas e, portanto, um comportamento ambiental diferenciado. Dependendo dessas características, como o coeficiente de adsorção (Kd), a constante da lei de Henry e, principalmente, a meia-vida do composto no solo, ar e água (T1/2), o herbicida usado pode ser uma fonte de contaminação do
    • ambiente. Produtos voláteis (que se transformam em gases) poderão contaminar o ar, produtos lixiviáveis (que sofrem movimentação no perfil do solo) poderão atingir o lençol de água subterrâneo e os herbicidas fortemente presos nos sedimentos poderão atingir depósitos de águas superficiais, por meio da erosão. A adoção de métodos de controle de plantas daninhas que minimizem ou dispensem o uso de herbicidas são desejáveis para tornar a atividade agrícola ambientalmente mais segura. 2.14.6 Métodos de Controle de Plantas Daninhas Fancelli & Dourado (1999) afirmam que diversos são os métodos de controle de plantas daninhas empregados na cultura do milho, dentre os quais pode-se destacar: 2.14.7 Controle Preventivo O controle preventivo tem como objetivo evitar a introdução ou disseminação de plantas daninhas nas áreas de produção. A introdução de novas espécies geralmente ocorrem por meio de lotes contaminados de sementes, máquinas agrícolas e animais. De acordo com Gazziero et al. (1989) a utilização de sementes de boa procedência, livres de sementes de plantas daninhas, limpeza de máquinas e implementos ante de cercas e de estradas, em terraços, em pátios, em fontes de água e em canais de irrigação, ou em qualquer lugar da propriedade, são importantes para evitar a disseminação de sementes e de outras estruturas de reprodução. 2.14.8 Controle Cultural De acordo com Gazziero et al. (1989) o método cultural normalmente é utilizado pelos agricultores mas não como uma técnica de manejo de plantas daninhas. O método cultural visa aumentar a capacidade competitiva da cultura em detrimento das plantas daninhas. Menor espaçamento entre linhas, maior densidade de plantio, época adequada de plantio, uso de variedades adaptadas as regiões, uso de cobertura morta, adubações adequadas, irrigação bem manejada, rotação de culturas, são técnicas que permitem a cultura tornar-se mais competitivas com as plantas daninhas. O plantio direto tem auxiliado no controle das plantas daninhas, especialmente no milho safrinha, semeado após a lavoura de verão. Nesse sistema, sem revolvimento do solo, o banco de sementes na parte superficial do solo tende a reduzir, reduzindo a germinação dos propágulos. 2.15 Controle Mecânico de Plantas Daninhas 2.15.1 Capina Manual Esse método é amplamente utilizado em pequenas propriedades. De acordo com Hill (1982) dos 350 milhões de produtores no mundo, estimados nos anos 80, aproximadamente 250 milhões usavam algum
    • tipo de capina manual. Normalmente de duas a três capinas com enxada são realizadas durante os primeiros 40 a 50 dias após a semeadura, pois a partir daí o crescimento do milho contribuirá para a redução das condições favoráveis para a germinação e desenvolvimento das plantas daninhas. A capina manual deve ser realizada preferencialmente em dias quentes e secos e com o solo com pouca umidade. Cuidados devem ser tomados para evitar danos as plantas de milho, principalmente às raízes. Este método de controle demanda grande quantidade de mão-de-obra visto que o rendimento desta operação é de aproximadamente 8 dias. homem por hectare (Silva et al., 1987). 2.15.2 Capina Mecânica A capina mecânica usando cultivadores, tracionados por animais ou tratores, ainda é o sistema mais utilizado no Brasil. As capinas devem ser realizadas nos primeiros 40 a 50 dias após a semeadura da cultura. Neste período os danos ocasionados à cultura são minimizados comparados com os possíveis danos (quebra e arranquio das plantas de milho) em capinas realizadas tardiamente. À exemplo da capina manual, o cultivo mecânico deve ser realizado superficialmente em dias quentes e secos, com o solo com pouca umidade, aprofundando-se as enxadas o suficiente para o arranquio ou corte das plantas daninhas. Quando as plantas de milho encontrarem-se de 4 a 6 folhas utilizar enxadas do tipo asa de andorinha para evitar danos no sistema radicular do milho pois o mesmo encontrase superficial. A produtividade deste método é de aproximadamente 0,5 a 1 dia.homem por hectare (tração animal) e 1,5 a 2,0 horas por hectare (tratorizada) (Silva et al., 1987). 2.15.3 Controle Químico O controle químico consiste na utilização de produtos herbicidas para o controle das plantas daninhas, sendo necessário o registro dos produtos no Ministério da Agricultura. Em algumas situações as Secretarias Estaduais de Agricultura podem proibir o uso de determinado(s) produto(s). Ao se pensar em controle químico em milho, algumas considerações devem ser feitas: i - a seletividade do herbicida para a cultura, ii - a eficiência no controle das principais espécies na área cultivada e iii - o efeito residual dos herbicidas para as culturas que serão implantadas em sucessão ao milho. O uso de herbicidas, por ser uma operação de maior custo inicial, é indicado para lavouras médias e grandes, e com alto nível tecnológico onde a expectativa é de uma produtividade acima de 4.000 kg/ha. Embora seja, ultimamente, o método de controle com maior nível de crescimento, o controle químico, se utilizado indiscriminadamente, pode vir a causar problemas de contaminação ambiental. Cuidados adicionais devem ser tomados com o descarte de embalagens, armazenamento, manuseio e aplicação dos herbicidas. 2.16 Algumas estratégias de manejo
    • 2.16.1 Tratamento de sementes O tratamento de sementes é uma prática que tem sido largamente difundida nos últimos anos visando o controle de pragas subterrâneas e iniciais da cultura do milho em áreas que apresentam histórico de problemas oriundos de ataque de determinados grupos de insetos (ver sessões de pragas subterrâneas e iniciais).Cruz (1997) citam os danos causados por essas pragas, resultam em falhas na lavoura devido a sua alimentação, nas sementes após a semeadura, nas raízes após a germinação, e da parte aérea de plantas recém-emergidas. Tem-se como ponto primordial para se obter alta produtividade na lavoura, o estabelecimento de um número ideal de plantas por área para que tal fato se suceda. Em lavoura com baixo estande, a utilização dos demais insumos não contribuirão para que o agricultor obtenha a rentabilidade esperada da lavoura. No tratamento de sementes, a quantidade relativamente pequena de ingrediente ativo aplicado sobre a semente, protege as sementes no solo até a sua germinação, bem como as raízes e a parte aérea da planta logo após a sua emergência. O seu emprego, muitas vezes reduz a necessidade de pulverizações de plantas recém-emergidas com inseticidas de custos elevados e que na aplicação, geralmente, não atinge o alvo, devido a pequena área foliar das plantas em pós-emergência. Portanto, a prática contribui para reduzir o impacto negativo no ecossistema, uma vez que não afeta diretamente os inimigos naturais que estão se estabelecendo nesta fase de desenvolvimento da cultura. Cruz (1997) citar a técnica ainda apresenta a vantagem do uso ser relativamente fácil e em alguns casos, de baixo custo. Atualmente, existe uma variação bastante grande nos preços de inseticidas, na toxicidade e na eficiência no do tratamento de sementes. Tem-se observado que determinados grupos de inseticidas possibilitam melhor controle de lagartas (elasmo, lagarta-rosca), outros apresentam melhor desempenho para insetos sugadores (percevejo castanho, percevejo barriga verde, percevejo preto), térmitas (cupins) e finalmente, larvas de coleóopteros (bicho-bolo, larva-arame, larva-alfinete). Para cada caso, a escolha do inseticida deve estar em consonância com os registros no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento O período de proteção das sementes e das plantas recém-emergidas proporcionado pelo tratamento de sementes dependerá da interação de vários fatores. Pode-se destacar os relacionados com a própria semente (tamanho, formato, textura, permeabilidade), com a natureza dos inseticidas (modo e espectro de ação, formulação, dose) e com as características do ambiente (pressão de infestação da praga, textura, temperatura e umidade do solo). Associado a esses fatores, também é importante levar em consideração a qualidade da aplicação, como o tipo de equipamento utilizado e a qualificação e capacitação do pessoal envolvido (Fancelli & Dourado, 1999). Cruz (1997) relata que dependendo da toxicidade do inseticida, o tratamento de sementes pode ser realizado na própria fazenda, ou deve
    • ser realizado em Centros de Tratamentos de Sementes ou em revendas especializadas com máquinas apropriadas e com pessoal treinado. Nas fazendas, geralmente são utilizados tambores rotativos construídos especificamente para essa finalidade. No entanto, independente do equipamento ou inseticida utilizado, todos os cuidados devem ser tomados para evitar possíveis contaminações ou intoxicações do operador. Cruz (1997) no caso da semente de milho, a eficiência na distribuição da semente tratada no sulco de semeadura pode ser melhorada com a adição de grafite em pó. Isso se deve ao fato, que a semente tratada com inseticida apresenta uma alteração em sua forma original, muitas vezes trazendo como conseqüência maior dificuldade de escoamento dentro do compartimento da semeadora. Nesse caso, o uso de grafite melhora o escoamento das sementes tratadas, especialmente em sistemas de distribuição através de discos. Aos contrário, o excesso de grafite, colocado nos sistemas de dedos (garras), tem funcionado de maneira contrária. A quantidade recomendada de grafite varia de acordo com o tamanho da semente. Sementes maiores demandam uma maior quantidade. Em média, recomenda-se cerca de 2 a 4 gramas de grafite em pó por quilo de semente tratada. Cruz (1997) como recomendação final, sugere-se que as sementes tratadas não sejam armazenadas e que se faça a semeadura em poucos dias após o tratamento. Os inseticidas geralmente não afetam a germinação de sementes de alta qualidade. Entretanto, sementes de qualidade inferior, podem ter o vigor afetado e consequentemente reduzir o número de plantas na lavoura. Deve-se também, evitar que as sementes fiquem descobertas no sulco de plantio, pois são tóxicas para pássaros e outros animais. 2.17 Seletividade de inseticidas No passado a escolha de determinado inseticida para uso contra as pragas da agricultura era baseada na capacidade do produto químico de atuar rapidamente e sobre diferentes espécies de praga. Geralmente eram produtos de amplo espectro de ação, e, invariavelmente altamente tóxico. Por apresentarem custo relativamente baixo, tais produtos químicos eram considerados como um seguro para a produção de alimentos. Eram utilizados independente da necessidade. No entanto, com o passar dos anos foi fácil verificar os efeitos danosos dos produtos para a natureza como um todo. E, especialmente em relação ao método de controle em si, começaram-se a aparecer raças resistentes de pragas e até mesmo novas pragas, anteriormente presentes, porém em nível populacional baixo em virtude da ação de diferentes agentes de controle natural. Atualmente, o conceito do controle químico tem mudado. Há uma preocupação crescente não só pela sociedade como um todo, mas também pelo próprio agricultor, com o uso indiscriminado de produtos químicos. Tem-se buscado inclusive pelas empresas produtoras de inseticidas, produtos que sejam menos danosos ao ambiente - tem-se portanto, buscado a seletividade dos produtos. Tal seletividade pode ser
    • alcançada através do produto em si, por exemplo, produtos que atuem somente sobre determinados grupos ou sobre determinadas fases da fisiologia dos insetos (inseticidas fisiológicos). A seletividade também pode ser alcançada através de aplicações dirigidas. Por exemplo, a aplicação de inseticidas para o controle da lagartas no cartucho da planta de milho posicionando o bico de pulverização de modo a aplicar o produto somente na área desejada utilizando o trator é mais seletiva do que a aplicação via água de irrigação (que é uma aplicação em área total).Cruz (1997) cita de maneira semelhante, o tratamento de sementes é mais seletivo do que a pulverização, em função da formulação do produto e do modo de utilização. A seletividade também pode ser em relação a determinados inimigos naturais. Por algum mecanismo do inseto, ele pode não ser afetado drasticamente por determinado produto químico. Tais produtos devem ser preferidos em programas de manejo. 2.17.1 Aplicação de Inseticidas via Água de Irrigação Define-se como insetigação, a aplicação de inseticidas via água de irrigação. Na insetigação o sistema de irrigação por aspersão, tem sido o método mais utilizado para a aplicação dos inseticidas. A técnica iniciouse na América do Norte na década de 60 visando o controle de pragas foliares com a utilização dos inseticidas azinphos methyl e carbaryl para o controle de insetos-praga na cultura do milho. No Brasil, a insetigação começou a ser utilizada na década de 80, havendo uma grande escassez de informações técnicas para as nossas condições. Atualmente, com a expansão de áreas agrícolas irrigadas, tem-se utilizado aplicações de inseticidas via irrigação por aspersão, muita das vezes, sem se conhecer parâmetros técnicos necessários para se obter a melhor eficiência e redução de riscos oriundos de qualquer utilização de defensivos agrícola (Cruz, 1997). A insetigação tem sido utilizada com sucesso para o controle de diversas pragas e culturas, entretanto existem exemplos de insucessos, indicando que o método não se aplica para todas as condições. Cruz (1997) cita as doses dos inseticidas aplicados na insetigação são as mesmas utilizadas em pulverizações pelos utilizando-se os métodos convencionais (tratorizada ou costal). As primeiras avaliações de inseticidas na insetigação, baseiaram-se nos princípios ativos que apresentavam eficiência comprovada através de pulverização para o controle de determinada praga. Vários parâmetros são relevantes para se obter uma boa eficiência na insetigação e evitar riscos, destacando-se as condições ambientais (velocidade do vento, umidade relativa, precipitação pluviométrica), tipo e umidade do solo, seleção de inseticidas (solubilidade em água, dose), volume, qualidade e velocidade do fluxo de água e compatibilidade de produtos. Cruz (1997) citar a insetigação, deve-se precaver contra aplicações indiscriminadas de inseticidas, cuidados no manuseio de inseticidas que na maioria são inflamáveis, utilizar equipamentos de segurança adequados, evitar deriva e não entrar na área logo após ser
    • tratada. Desde o início de sua utilização, a insetigação, tem adaptado tecnologias existentes, tanto na parte de equipamentos ou dos químicos a serem aplicados. No futuro, novas formulações de inseticidas deverão ser desenvolvidas para essa modalidade de aplicação, visando obter maior eficiência no controle das pragas. Pesquisas deverão ser conduzidas objetivando reduzir a quantidade de inseticidas aplicados nas lavouras, com reflexos diretos nos custos de produção e de contaminação ambiental. A indústria deverá desenvolver equipamentos para alta eficiência tanto para irrigação como para aplicação de produtos químicos. Melhoria de eficiência de controle de pragas poderá também ser obtida com novos aspersores, tanques e depósitos para a mistura da calda inseticida, microprocessador controlando irrigação e injeção (Cruz, 1997). 2.17.2 Controle Biológico: Papel dos inimigos naturais no controle das pragas Francelli & Dourado (1999) em função da importância de insetos-praga da ordem Lepidoptera (mariposas, especialmente) como pragas da cultura do milho no Brasil e também em relação ao aparecimento de populações resistentes aos inseticidas, como é o caso da lagarta-docartucho, as pesquisas com controle biológico têm aumentado no país. Deve-se considerar que, em certas circunstâncias, os inimigos naturais podem diminuir consideravelmente a população da praga no campo. São importantes inimigos naturais das principais pragas do milho quatro espécies de vespas (chamados parasitóides, ou seja, insetos cujas larvas se desenvolvem dentro dos ovos ou das lagartas da praga) e, talvez, o mais importante, e facilmente percebido no campo, a chamada "tesourinha", presente no cartucho da planta ou na espiga. Todos esses inimigos naturais atuam nas primeiras fases de desenvolvimento da praga, e, portanto, evitando danos significativos à planta (Francelli & Dourado, 1999). Francelli & Dourado (1999) relatam que dos parasitóides dois atuam exclusivamente sobre os ovos da praga, impedindo a eclosão da larva: Trichogramma spp. e Telenomus remus. São insetos facilmente criados no laboratório, a um custo inferior ao do produto químico padrão. Esses inimigos naturais já estão sendo liberados em áreas comerciais, em diferentes regiões do Brasil, com sucesso. O ciclo total dessas vespas varia entre 10 e 12 dias. A vespa Chelonus insularis é de ocorrência comum no Brasil. A fêmea coloca seus ovos no interior dos ovos da praga, permitindo no entanto a eclosão das larvas. A larva parasitada não provoca danos significativos ao milho. Francelli & Dourado (1999) citam o ciclo biológico total do parasitóide é de 28 dias, distribuídos em período de incubação de 1,8 dias, período larval de 20,4 dias e período pupal de 6,2 dias. A larva parasitada sai precocemente do cartucho, dirigindo-se para o solo, onde constrói uma câmara. Após a construção desta câmara a larva do
    • parasitóide perfura o abdômen da lagarta-do-cartucho e dentro da câmara, constrói seu casulo e transforma-se em pupa. Campoletis flavicincta é uma outra vespa medindo cerca de 7 mm de comprimento, que coloca seus ovos no interior do corpo de lagartas de S. frugiperda recém-nascidas. Uma só fêmea pode parasitar mais de 200 lagartas. O ciclo biológico completo do inseto é de 16,5 dias. Dentro da lagarta-do-cartucho o parasitóide passa cerca de 9,6 dias. A larva parasitada reduz significativamente o alimento ingerido. Próximo à saída da larva do parasitóide, o inseto parasitado sai do cartucho da planta e dirige-se para as folhas mais altas da planta. Neste local fica praticamente imóvel até ser morto pelo parasitóide que perfura seu abdômen. A tesourinha Doru luteipes tem presença constante na cultura de milho. Tanto os imaturos quanto os adultos alimentam-se de ovos e de lagartas pequenas da praga. Um adulto do predador pode consumir cerca de 21 larvas pequenas por dia. Os ovos da tesourinha são colocados dentro do cartucho da planta, sendo que uma postura possui em média, 27 ovos. O período de incubação dura cerca de sete dias. As ninfas, a semelhança dos adultos são também predadoras. Cruz (1997) citar a fase ninfal dura em torno de 40 dias. Os adultos podem viver quase um ano. A presença do predador em até 70% das plantas de milho é suficiente para manter a praga sob controle. Cruz (1997) existem vários outros inimigos naturais da lagarta-docartucho que de certa forma contribuem para diminuir a população da praga na cultura do milho. No entanto, os mencionados aqui já são criados em laboratório e apresentam com grande potencial para serem utilizados em liberações inundativas ou inoculativas. A conscientização de que os inimigos naturais podem ser aliados importantes no manejo de pragas tem forçado a busca de inseticidas e/ou aplicações mais seletivas. No caso específico da cultura de milho, o predador Doru luteipes por sua importância no controle biológico da praga, além de todas as suas formas biológicas estarem intimamente ligadas ao cartucho da planta, é o mais sujeito a ação dos produtos químicos. Por essa razão, tem-se avaliado o impacto dos diferentes produtos químicos sobre suas fases. Sabe-se que os adultos são mais tolerantes a vários produtos, especialmente biológicos e fisiológicos. No entanto ovos e formas imaturas são bem mais sensíveis. A sensibilidade desse e de outros inimigos naturais bem como os critérios para a escolha de um produto químico para uso no manejo integrado de S. frugiperda em milho, Cruz (1997). 2.18 Colheita Segundo Embrapa (2003) o agricultor deve integrar a colheita ao sistema de produção e planejar todas as fases, para que o grão colhido apresente bom padrão de qualidade. Nesse sentido, várias etapas, como a implantação da cultura, até o transporte, secagem e armazenamento dos
    • grãos têm de estar diretamente relacionadas. Para um melhor escoamento da safra depois de colhida, alguns aspectos devem ser levados em consideração desde o planejamento de instalação. Embrapa(2003) citar num sistema de produção em que, por exemplo, o milho vai começar a ser colhido com o teor de umidade superior a 13%, alguns pontos decisivos devem ser destacados: ·área total plantada e data de plantio de cada gleba; ·produtividade de cada gleba; ·número de dias disponíveis para a colheita; ·número de colhedoras; ·distância entre os silos e as glebas; ·número de carretas graneleiras; ·velocidade da colheita; ·número de horas de colheita/dia; ·teor de umidade do grão; ·capacidade do secador; e ·capacidade do silo de armazenamento. O milho está pronto para ser colhido a partir da maturação fisiológica do grão, o que acontece no momento em que 50% das sementes na espiga apresentam uma pequena mancha preta no ponto de inserção das mesmas com o sabugo. Todavia, se não houver a necessidade de antecipação da colheita, esta deve ser iniciada quando o teor de umidade estiver na faixa entre 18-20%. Para tal, o produtor deve levar em consideração a necessidade e disponibilidade de secagem, o risco de deterioração, o gasto de energia na secagem o preço do milho na época da colheita Embrapa (2003). 2.19 Planejamento da Colheita Para melhorar o rendimento, as áreas devem ser divididas com carreadores, de forma a facilitar a movimentação da colhedora e o escoamento da colheita pelas carretas ou caminhões (Embrapa, 2003). De acordo com Embrapa (2003) a diferença de produtividade das glebas, assim como desuniformidade nas condições da cultura no campo,
    • também podem alterar a capacidade efetiva de utilização da colhedora, isto é, a quantidade de milho colhida em determinada área, por unidade de tempo. A fim de obter uma boa colheita, devem ser considerados também os seguintes itens: ·a regulagem do espaçamento entre cilindro e côncavo; ·a velocidade de rotação do cilindro; ·o teor de umidade do grão; ·a qualidade do grão e as perdas. O conjunto formado pelo cilindro e o côncavo constitui-se no que pode ser chamado de "coração" do sistema de colheita, e exige muita atenção na hora da regulagem. O cilindro adequado para a debulha do milho é o de barras, e a distância entre este e o côncavo é regulada de acordo com o diâmetro médio das espigas. A distância deve ser tal que a espiga seja debulhada sem ser quebrada e o sabugo saia inteiro ou, no máximo, quebrado em grandes pedaços (Embrapa, 2003). Outro ponto fundamental diz respeito à relação entre a rotação do cilindro e o teor de umidade. Embrapa (2003) cita a rotação do cilindro debulhador é regulada conforme o teor de umidade dos grãos, ou seja, quanto mais úmidos, maior será a dificuldade de debulhá-los, exigindo maior rotação do cilindro batedor. À medida que os grãos vão perdendo umidade, eles se tornam mais quebradiços e mais fáceis de serem destacados, sendo necessário reduzir a rotação do debulhador. A regulagem de rotação do cilindro e a abertura entre o cilindro e o côncavo é uma decisão entre a opção de perda e grãos quebrados, sem nunca ter os dois fatores 100% satisfatórios. Por exemplo, em caso de sementes, pode-se optar por uma perda maior, com menos grãos quebrados (Embrapa, 2003). Pesquisas realizadas na Embrapa Milho e Sorgo, com uma colhedora automotriz, confirmam que, em teores de umidade mais altos (22-24%), há uma maior dificuldade para se destacar a semente do sabugo, sendo recomendado colher com rotações na faixa entre 600 e 700 rpm. À medida que os grãos vão secando no campo, as rotações mais baixas são recomendadas, pela facilidade de debulhar, além de reduzir risco de danificação mecânica na semente. Embrapa (2003) no caso da colhedora de cilindro helicoidal, acoplada ao trator, verificou-se que a debulha foi mais eficiente, tendo-se conseguido retirar praticamente todos os grãos dos sabugos, apesar de o mecanismo debulhador não ter regulagem para variação de rotação.
    • Durante a regulagem do sistema de debulha, devem ser verificadas algumas partes da colhedora como: tanque graneleiro, para ver se há grãos quebrados; elevador da retrilha, para saber se há muito material voltando para o sistema de debulha; e saída da máquina, a fim de verificar se está saindo grão preso ao sabugo e se o sabugo está sendo muito quebrado (Embrapa, 2003). 2.20 Qualidade dos grãos No final da década de 70, a Embrapa realizou uma avaliação dos danos mecânicos em grãos de milho durante a colheita. O método utilizado aliava inspeção visual à determinação de um índice de danos, baseado na avaliação do poder germinativo de sementes com diferentes categorias de danos. Os resultados mostraram que, em todas as situações, o índice de danos é menor quando os grãos foram colhidos em rotações mais baixas e teores de umidade inferiores a 16%. 2.21 Perdas A velocidade de trabalho recomendada para uma colhedora é determinada em função da produtividade da cultura do milho, por causa da capacidade admissível de manusear toda a massa que é colhida junto com o grão. A faixa de velocidade de trabalho varia de 4 a 6 km/h, mas em colheita, o trabalho é medido em toneladas/hora. Portanto, ao tomar a decisão de aumentar ou diminuir a velocidade, não se deve preocupar com a capacidade de trabalho da colhedora em hectares/hora, mas verificar se os níveis toleráveis de perdas de 1,5 sacos/ha para o milho estão sendo obtidos (Embrapa,2003). 2.21.1 Existem quatro tipos de perdas: Pré-colheita - O primeiro tipo de perda ocorre no campo sem nenhuma intervenção da máquina de colheita e deve ser avaliada antes de iniciar a colheita mecânica. Essa avaliação, tem, também, o objetivo de saber se uma cultivar apresenta ou não problemas de quebramento excessivo de colmo, se é adaptada ou não para colheita mecânica (Embrapa, 2003). Plataforma - As perdas de espigas na plataforma são as que causam maior preocupação, uma vez que apresentam efeito significativo sobre a perda total. Podem ter sua origem na regulagem da máquina de colheita, mas, de maneira geral, estão relacionadas com: a adaptabilidade da cultivar à colhedora (uniformidade da altura da inserção de espiga, altura de inserção de espiga, porcentagem de acamamento de plantas, porcentagem de quebramento de plantas); o número de linhas das semeadoras, que deverá ser igual ou múltiplo do número de bocas da plataforma de colheita, e parâmetros inerentes à máquina de colheita (velocidade de deslocamento, altura da plataforma, regulagem das chapas de bloqueio da espiga e regulagem do espaçamento entre bocas)
    • (Embrapa, 2003). Grão soltos - As perdas de grãos soltos (rolo espigador e de separação) e de grãos no sabugo estão relacionadas com a regulagem da máquina. O rolo espigador, geralmente no final da linha, recebe um fluxo menor de plantas e, com isso, debulha um pouco a espiga, ou então a chapa de bloqueio está um pouco aberta e/ou com espigas menores que o padrão, entrando em contato com o rolo espigador. As perdas por separação são ocasionadas quando ocorre sobrecarga no saca-palha, peneiras superior ou inferior um pouco fechadas, ventilador com rotação excessiva, sujeira nas peneiras (Embrapa, 2003). Grãos nos sabugos - Esse tipo de perda ocorre em função da regulagem do cilindro e côncavo e apresenta, como possíveis causas, a quebra do sabugo antes da debulha, grande folga entre cilindro e côncavo, velocidade elevada de avanço, baixa velocidade do cilindro debulhador, barras do cilindro tortas ou avariadas, côncavo torto e existência de muito espaço entre as barras do côncavo (Embrapa, 2003). Segundo Embrapa (2003) nos teores de umidade mais altos, testes indicaram que a perda de grãos no sabugo foi o que mais contribuiu para o aumento da perda total. Por isso, rotações mais altas (600 a 800 rpm) são mais indicadas. Nos teores de umidade mais baixos, a perda de espigas, após a colheita, foi a maior responsável pelas perdas totais, e a rotação mais indicada está na faixa de 400 a 600 rpm. A secagem natural do milho no campo traz benefícios no sentido de economizar energia na secagem artificial, mas, à medida que o milho seca, diminui a concorrência com as plantas daninhas, aumentando a incidências destas. Embrapa (2003) cita que o fato traz inúmeros problemas para a operação de colheita mecânica, como, por exemplo, o embuchamento das colhedoras com plantas daninhas, impedindo que as máquinas tenham bom desempenho. 2.22 Secagem e Armazenamento O tipo de armazenamento ideal é função da necessidade de armazenar grão ou espiga de milho. Além disso, o nível tecnológico do armazenamento será estabelecido de acordo com o volume a ser armazenado e a disponibilidade de recursos para a construção e para os equipamentos que constituirão a unidade armazenadora Almeida (1997). Caso se queira armazenar grãos, estes podem ser armazenados a granel, em silos, ou a granel ou em sacarias, em armazéns. Almeida (1997) citam caso se queira armazenar espigas, estas podem ser armazenadas em paiol ou ensacadas em armazém.
    • Hoje em dia, em geral, o armazenamento é de grãos, porém o milho produzido em pequenas propriedades, com reduzidos níveis tecnológicos, ainda podem ser armazenados em espigas (Almeida, 1997). Almeida (1997) a qualidade do milho armazenado, bem como as perdas na colheita e pós-colheita, é dependente de vários fatores como cultivar, época de colheita, região de cultivo e da regulagem das máquinas colheitadeiras. 2.22.1 Fatores pré-colheita São todos aqueles fatores que conferem características próprias ao milho e que irão determinar as respostas do produto ao manejo pós-colheita e sua qualidade final. Estima-se em 3%, o percentual de perdas que ocorrem no milho produzido no cerrado, abaixo da média nacional (4%), devido às condições climáticas da região (Fancelli & Dourado, 1999). Secagem natural no campo: A secagem natural do grão de milho na planta ainda é um método corriqueiro em muitas propriedades brasileiras. Fancelli & Dourado (1999) citam a permanência do milho no campo traz o inconveniente de expô-lo a condições adversas de clima, ao ataque de pragas e maior susceptibilidade de trincamento na trilhagem. Condições climáticas: As condições climáticas na época de produção e da colheita podem favorecer ou desfavorecer a qualidade final do milho. Caso as condições climáticas não difiram muito daquelas para a qual a cultivar foi desenvolvida a tendência é de que a qualidade física e sanitária do milho correspondam às expectativas baseadas nos testes de produção que foi submetido. Cas Fancelli & Dourado (1999) citam o a umidade seja maior que a prevista, pode ocorrer maior incidência de doenças. Na região do cerrado, em geral não chove na época da colheita, favorecendo a qualidade pós-colheita do milho. 2.23 Ponto de colheita O ponto de colheita se refere a características relacionadas ao momento ótimo para se colher o milho, de acordo com o tipo de armazenamento disponível ou finalidade a que se destina. O milho doce, por exemplo, é colhido com 72 a 75% de umidade, de 20 a 28 dias após o florescimento. Já o milho pipoca é colhido com 20% de umidade, quando se utiliza secagem artificial, após a colheita ou com 13 a 15%, quando se utiliza secagem natural. Outro caso, que será discutido com mais detalhes, é o caso do grão de milho que será seco em silo cheio, devendo ter, no máximo, 20% de umidade, pois o tempo de secagem é longo (Fancelli & Dourado, 1999). 2.24 Tipo de colheita A colheita manual promove menos danos à espiga, bem como a debulha
    • manual. Estimam-se em 1,0 a 1,5% as perdas promovidas pela colheita manual. Entretanto, o rendimento da colheita é muito baixo, requerendo muita mão de obra e aumentando os custos. É mais apropriada para pequenas propriedades e terrenos muito declivosos. Na colheita mecanizada, a regulagem adequada das máquinas é importante para se reduzir as perdas quantitativas e qualitativas, ou seja, perda de grãos ou de massa de grãos, propriamente dita, e redução da qualidade por trincamento e quebra do grão, além da ocorrência de doenças. Fancelli & Dourado (1999) citam as perdas devido a colheita mecanizada são da ordem de 8 a 10%. 2.25 Limpeza Fancelli & Dourado (1999) é a remoção de impureza, de restos culturais e de grãos tricados, quebrados ou ardidos do lote a ser armazenado. Deve se realizar previamente ao armazenamento, com ou sem secagem, para que se garanta a qualidade dos grãos normais e sadios, reduzindo umidade e minimizando contaminações, uniformizando a massa de grãos, para os processos de aeração e/ou secagem. 2.25 Armazenamento 2.25.1 Armazenamento a granel É a forma mais comum de se armazenar milho, atualmente, devido aos avanços tecnológicos disponíveis aos produtores, como colheitadeiras e estruturas de armazenamento/secagem de grãos. Apropriada para armazenamento de produções em maior escala. Pode ser feita em silos aéreo ou subterrâneo, e em armazéns em sistema hermético (Fancelli & Dourado, 1999). 2.25.2 Silo É o método mais seguro de armazenamento, permitindo maior controle da qualidade, devido a facilidade de associação com sistemas de secagem com ar forçado. Pode ser vertical ou horizontal, de acordo com a proporção altura:largura. O silo vertical possui proporção de 2:1, podendo ser de chapa metálica ou de concreto. O silo horizontal, ou graneleiro, possui altura baixa e base maior, não sendo vedados, dificultando a fumigação. No descarregamento dos grãos, o milho pode ser seco após o enchimento completo do silo (em lotes), ou em camadas. Fancelli & Dourado (1999) citam quando se adota a secagem em lotes (silo cheio) a secagem é lenta e, portanto, a umidade do grão deve ser de, no máximo, 20%. Isto reduzirá o desenvolvimento de patógenos em pós-colheita. A secagem também pode se realizar em camadas, de forma a se realizar a secagem numa massa de grãos, interrompendo o enchimento do silo, até que esta camada esteja seca. Em seguida, é
    • descarregada nova camada de grãos e realizada nova secagem. Isto se repetirá até que se atinja o limite de armazenagem do silo. Na secagem em camadas é recomendável adotar-se a aeração de manutenção nos grãos que aguardam a secagem. A secagem de ambos os processos poderá ser com ar natural, ou melhor, em temperatura ambiente, com o ventilador sendo ligado ao mesmo tempo em que se realiza o enchimento do silo. Ao se associar um aquecedor ao ventilador, realiza-se secagem com ar aquecido, acelerando esta etapa do processo, porém correndo-se o risco de secar o milho além do recomendado. A temperatura de secagem para grãos destinados a moagem não pode ultrapassar 55o C, e para os grãos destinados a fabricação de ração não deve ultrapassar 82o C, de modo a não comprometer a qualidade do produto a que se destina. A secagem com ar aquecido deve ser seguida de seca-aeração para se reduzir a temperatura da massa de grãos, ainda um pouco úmida, mais rapidamente. Durante o armazenamento, a massa de grãos tende a ter sua temperatura elevada naturalmente devido a liberação de calor proveniente do processo respiratório. Toda vez que exista um gradiente de temperatura superior a 5o C, entre a massa de grãos e a temperatura externa deve-se proceder aeração de resfriamento, no próprio silo de armazenagem, ou transilagem, que consiste na transferência da massa de grãos para outro silo. 2.25.3 Armazenamento em sacaria Em armazéns, o armazenamento é feito em sacaria, devendo atentar para algumas exigências da técnica para garantir a qualidade do milho. O milho deve estar com umidade entre 12,5 e 14%, e a sacaria deve ser suspensa do piso, sobre estrados, e mantida distante das paredes de forma que possa haver circulação de carrinhos hidráulicos ou de pessoas, para movimentação da carga e facilitar inspeções. As instalações devem possuir boa ventilação. O piso deve ser concretado, impermeabilizado e estar 30cm acima do nível do solo. Deve-se proceder o controle de ratos, com telas em todos os ralos, janelas e nos vãos entre a estrutura e os telhados. Além de consumir o milho em sua alimentação, os roedores podem transmitir doenças através da urina e dos pêlos. Os grãos contaminados são impróprios para o consumo humano e animal. O expurgo periódico dos lotes deve ser realizado sempre que se identificar alta incidência de traça e de caruncho. Almeida (1997) citar os cuidados básicos para este tipo de armazenamento são a garantia da limpeza dos grãos antes de ensacá-los ( remoção de restos culturais, insetos, grãos quebrados ou ardidos), umidade adequada do grão, limpeza e desinfestação do armazém, eliminação de focos de ratos e de insetos, uso de sacaria limpa e empilhamento adequado, inspeções permanentes de modo a se efetuar eficaz controle de ratos e de pragas. O armazenamento em sacaria requer maior mão de obra e requer maiores espaços que os silos, além do custo da sacaria em si, como inconveniente. Porém, a detecção de poucos sacos contaminados, impede a inviabilização de lotes inteiros, pela facilidade de remoção e de inspeção.
    • 2.25.4 Armazenamento de espigas Almeida (1997) é um método mais empregado em pequenas propriedades, com baixo investimento tecnológico, requerendo muita atenção durante o período de armazenamento, devido às maiores perdas inerentes ao sistema. O bom empalhamento das espigas favorece a boa conservação, desfavorecendo o ataque de pragas. As características gerais para estruturas para o armazenamento de espigas são baixo custo e durabilidade (aproveitando materiais da propriedade), possuir barreiras contra a penetração de ratos mas que permita bom arejamento, facilidade para o controle de pragas e para o manejo da carga. É apropriado para a alimentação de animais na propriedade (grãos para suínos e aves, e sabugo e palha triturados para bovinos), ou mesmo, para estocagem seguida de comercialização. Permite ao agricultor colher o milho com umidade elevada (18%), ocorrendo continuação da secagem natural já no paiol. Em caso de colheita das espigas com umidade inferior a 16%, são mínimos os problemas com fungos, desde que o paiol possua boa ventilação. Pode ser feito em paióis abertos (espigas com palha), paióis fechados (espigas sem palha) ou em armazéns. 2.25.5 Paiol aberto De acordo com Fancelli & Dourado (1999) é apropriado para armazenamento de espigas com palha, colhidas com teor de umidade de 13-14%, uma vez que a palhada promove proteção adicional aos grãos, possibilitando que o produtor possa esperar melhor época para comercialização. Os materiais utilizados para construção deste tipo de estrutura são madeira, bambu, alvenaria, etc, e depende da maior ou menor facilidade de obtenção pelo armazenista. Com exceção dos paióis de alvenaria, os demais possuem frestas para circulação de ar e são construídos sobre colunas de 0,8 a 1,0m de altura do nível do solo. Independentemente do material utilizado para sua construção, tais colunas devem ser fixadas em sapatas de concreto. É fundamental a colocação de "chapéu chinês", nestas colunas para se evitar o acesso de ratos. As aberturas de acesso devem ser feitas acima do dispositivo antiratos e as escadas de acesso somente devem permanecer no local quando estiverem em uso. Deve-se construir o paiol longe de árvores ou de construções que permitam o acesso de roedores pelo seu telhado. Os paióis de alvenaria não necessitam de vão entre seu piso e o solo, e o dispositivo anti-ratos consiste de um beiral de alvenaria ou metálico, projetado 30cm além das paredes. A construção de paiol de alvenaria deve seguir algumas recomendações da construção de armazéns, com impermeabilização do piso, que deve estar a 30-40cm do nível do solo. Suas paredes podem ser de tijolos furados ou de tijolos maciços afastados de 2,0 a 3,0cm. Nas duas opções, o início de sua colocação deve ser a partir de 80cm do nível do solo. As portas e janelas devem ser, obviamente, acima do dispositivo anti-ratos. O bom empalhamento das espigas garante bom controle de pragas, superior até a tratamentos químicos, devendo-se classificar as espigas quanto ao empalhamento e
    • armazená-las separadamente. As espigas com pior empalhamento podem requerer tratamentos periódicos. 2.25.5 Paiol fechado Quando se deseja armazenar espigas sem palha, o paiol não deve ter aberturas permanentes. Deve-se construí-lo com duas aberturas teladas: uma em sua parte inferior e outra em sua parte superior, com tampas removíveis. Assim pode-se garantir circulação de ar e possibilitar tratamentos periódicos, para controle de pragas, garantindo maiores possibilidades de manutenção da qualidade do que paióis abertos. Nos dois tipos de paióis, é recomendável aproveitar a declividade natural do terreno para facilitar a operação de descarga (Almeida, 1997). 2.25.6 Armazém Segundo Fancelli & Dourado (1999) armazenamento de espigas em armazéns deve ser separado do armazenamento de sacaria, devido a diferenças na susceptibilidade a infestação por insetos. Assim, se possível deve-se evitar ter os dois produtos em uma mesma estrutura. 2.25.7 Recomendações gerais Todas as instalações e equipamentos citados devem ser limpos antes de novo carregamento, de modo a se eliminar focos de infestação e de contaminação. Deve se ter em mente que todo procedimento realizado no milho colhido não aumentará sua qualidade pós-colheita, mantendo, no máximo, a qualidade obtida durante o processo de produção no campo. Embrapa (2003) citam assim deve-se ter muito cuidado na escolha da cultivar, adequada às condições de cada região e às condições de armazenamento, aos tratos culturais e controle de pragas, época de colheita e adequada regulagem das máquinas utilizadas na colheita. Deve-se realizar registros de origem e das características de qualidade de cada lote individual, para que se garanta a rastreabilidade do milho, devido a ocorrências que possam ocorrer no destino final do produto. 2.25.8 Mercado do Milho no Brasil Produção De acordo com Embrapa (2003) a produção de milho no Brasil, juntamente com a soja, contribui com cerca de 80% da produção de grãos no Brasil. A diferença entre as duas culturas está no fato que soja tem liquidez imediata, dada as suas característica de "commodity" no mercado internacional, enquanto que milho tem sua produção voltada para abastecimento interno. Apesar disto, o milho tem evoluído como
    • cultura comercial apresentando, nos últimos vinte e oito ano, taxas de crescimento da produção de 3,0% ao ano e da área cultivada de 0,4% ao ano. A produção brasileira de milho em grãos tem dois destinos. Primeiro, o consumo no estabelecimento rural, refere-se aquela parcela do milho que é produzida e consumida no próprio estabelecimento, destinando-se ao consumo animal em sua maior parte e ao consumo humano. Segundo a oferta do produto no mercado consumidor, onde tem-se fluxos de comercialização direcionados para fabricas de rações, indústrias químicas, mercado de consumo in natura e exportações, quando é o caso (Embrapa, 2003). 3 MATERIAL E MÉTODO 3.1 Local O experimento foi conduzido na Companhia Monte Alegre da gleba Tamoyo localizada no munícipio de Alfenas, Sul de Minas Gerais. O tipo de solo é um latossolo – vermelho com textura argilosa. Alfenas possui uma altitude média de 849,2m, latitude, 21º 25´ e longitude 45º 56´W. Alfenas pertence a região II do sul de Minas Gerais, está situada nos limites meriodionais da zona intertropical mesotérmica. A temperatura médi anual oscila geralmente entre 21 a 23ºC. O verão e a primavera são as estações mais quentes, com máximas diárias variando de 28º a 30ºC .outubro e novembro, são os meses mais quentes Goes (2004). Nestes meses já se registrou temperaturas a de 36ºC e 37ºC, sendo que as mínimas diárias apresentam valores bastantes baixos, entre 9º a 10º C, são raras as temperaturas abaixo de zero graus, feita aos período de ação de intensas massas de ar de origem polar que podem resultar em geadas.Com relação ao regime de chuvas, o clima é úmido, com precipitação média anual de aproximadamente 15000 mílimetros. 3.2 Preparo do solo e plantio O híbrido da área de campo foi semeado do dia 07/11/2003 ao dia 14/11/2003. Foi realizado um cultivo mínimo, onde passou-se trincha e esperou a rebrota, para depois fazer a dessecagem. Para a semeadura foi utilizada a semeadora exata, de acordo com a densidade do híbrido que foi de 55000 plantas/ha. 3.3 Condições de Campo de Produção No campo de produção, foi utilizado o híbrido da empresa PIONNER 30K
    • 75 que contou com uma área de 50ha para o plantio. 3.4 Tratamento de sementes O tratamento de sementes foi feito com o inseticida Thiodicarb na dosagem de 2,0 litros de p.c/100Kg de sementes. 3.5 Controle de plantas daninhas O controle de plantas daninhas foi feito com aplicação de 2,5l/há de trop e 2,0litros /Há de Atrazina. 3.6 Adubação de plantas 3.6.1 Adubação de plantio Seguindo-se a análise de solo, da área, a adubação utilizada foi : 450 kg/há de 08:24:12 + micronutrientes. Adubação cobertura 150kg/há com seis folhas e 150 kg com 12 folhas de 30:00:20 os fertilizantes utilizados foram da fertipar. 3.7 Colheita 3.7.1 Avaliação pela metodologia 1 Neste método de avaliação foram colhidos 10 amostras, em uma área de 50 hectares. Cada amostra foi retirada uma área de 5.5m2 , e foram contados os números de espigas, para chegarmos a uma unidade de espigas por plantas e plantas por hectares. Ápos colhidos, foram pesadas e retiradas as a umidade de cada amostra. Tendo os resultados, corrigimos os pesos de cada amostra e calculamos a produção por hectare e somamos todas as amostras e tiramos uma media final da produção. 3.7.2 Avaliação pela metodologia 2 Nesse método foram escolhidos cinco espigas de cada amostra colhida, e
    • foram contados o números de fileiras e o números de grãos por fileira. Depois as amostras foram debulhados e retiradas a umidade, foir retirado o peso de 500 grãos (sementes) por amostra. Tendo o número de fileiras e o números de grãos por fileiras, chegamos ao número de grãos por amostra que são relacionados com o peso dos 500 grãos e terá peso final de cada espiga. Tendo o numero de espigas por hectare e o peso corrigido de cda espiga por amostra, cheguei ao resultado final da produção por hectare em cada amostra. Com isso chegaremos a produção final por uma media das amostras. 3.8 Produção realizada Nesse método os resultados obtidos foram através da colheita feita por uma colheitadeira mecânica da marca CASE, tendo a produção levada por caminhões para o silo de armazenamento, onde foram feito o processo de secagem e limpeza do milho. Após todo o processo de beneficiamento do milho nos foram passados os resultados da produção. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 Resultado da produção de milho Método 1: Tabela 1: Resultado da produção de milho obtida em 5/m2 colhidos na Fazenda Monte Alegre, Tamoyo e transformado em quilo por hectares de grão de milho a 13% de umidade. Área colhida Produção Parcela Produção Kg/há 2 3,48 8.700 2 2,75 6.875 2 3,62 9.050 2 3,48 4m 4m 4m 4m Média 8.700 8.331 kg/ha Método 2: Tabela 2 – Determinação do “Stand” de colheita Número planta Número espiga Espigas /planta 24 25 1,04 14 22 1,15 25 23 0,92 24 23 0,95
    • 23 média 1,01 A determinação do Stand média de 23 plantas por 5 metros colhidos resultandoem 4,6 plantas por metro linear. No espaçamento de 0,8 metros entre linhas tem a 12.500 metros linear que multiplicado por 4,6 resultará em 57.500 plantas. 4.2 Número de espiga por hectare Com o Stand final é de 57.500 plantas e multiplicado por 1,015 espigas por planta teremos 58,312 espigas por hectare. 4.3 Cálculo da produtividade Método aleatorio média de espiga por planta número números de pes de de milho espigas média de espigas 25 24 1,041666667 22 19 1,157894737 23 25 0,92 23 24 0,958333333 média de números 1,019473684 de espigas por planta hectare espaçamento distancia da linha 10000 0,8 12500 Nºde plantas/1 metro nº de planatas/hectare nº de espigas/hectare 4,6 57500 58619,73684 Nº Total Peso Nº de Nº de densidade gramas de de hectare Quant./sacos amostras fileira do grão pesadas fila grão Kg 1 14 38 532 0,3 159,6 9.355,71 155,93 2 14 27 378 0,3 113,4 6.647,48 110,79 3 12 37 444 0,3 133,2 7.808,15 130,14 4 16 27 432 0,3 129,6 7.597,12 126,62 5 14 31 434 0,3 130,2 7.632,29 127,20 6 16 30 480 0,3 144 8.441,24 140,69
    • 7 16 30 480 0,3 144 8.441,24 140,69 8 12 33 396 0,3 118,8 6.964,02 116,07 9 14 33 462 0,3 138,6 8.124,70 135,41 10 14 34 476 0,3 142,8 8.370,90 139,51 11 16 35 560 0,3 168 9.848,12 164,14 12 17 26 442 0,3 132,6 7.772,98 129,55 13 17 21 357 0,3 107,1 6.278,17 104,64 14 14 18 252 0,3 75,6 4.431,65 73,86 15 12 20 240 0,3 72 4.220,62 70,34 16 14 28 392 0,3 117,6 6.893,68 114,89 17 16 28 448 0,3 134,4 7.878,49 131,31 18 16 26 416 0,3 124,8 7.315,74 121,93 19 12 30 360 0,3 108 6.330,93 105,52 20 12 40 480 0,3 144 8.441,24 140,69 21 14 28 392 0,3 117,6 6.893,68 114,89 22 17 26 442 0,3 132,6 7.772,98 129,55 23 12 34 408 0,3 122,4 7.175,06 119,58 24 12 34 408 0,3 122,4 7.175,06 119,58 25 16 30 480 0,3 144 8.441,24 140,69 26 12 25 300 0,3 90 5.275,78 87,93 27 14 29 406 0,3 121,8 7.139,88 119,00 28 16 23 368 0,3 110,4 6.471,62 107,86 29 14 36 504 0,3 151,2 8.863,30 147,72 30 12 37 444 0,3 133,2 7.808,15 130,14 31 12 35 420 0,3 126 7.386,09 123,10 32 16 32 512 0,3 153,6 9.003,99 150,07 33 10 37 370 0,3 111 6.506,79 108,45 34 14 36 504 0,3 151,2 8.863,30 147,72 35 14 32 448 0,3 134,4 7.878,49 131,31 36 14 40 560 0,3 168 9.848,12 164,14 37 14 25 350 0,3 105 6.155,07 102,58 38 10 34 340 0,3 102 5.979,21 99,65 39 14 27 378 0,3 113,4 6.647,48 110,79 40 14 29 406 0,3 121,8 7.139,88 119,00 41 14 20 280 0,3 84 4.924,06 82,07 42 16 36 576 0,3 43 12 35 420 0,3 126 7.386,09 123,10 44 14 27 378 0,3 113,4 6.647,48 110,79 45 14 29 406 0,3 121,8 7.139,88 119,00 46 13 26 338 0,3 101,4 5.944,04 99,07 47 16 25 400 0,3 120 7.034,37 117,24 172,8 10.129,49 168,82
    • 48 14 19 266 0,3 79,8 4.677,86 Média 7.314,64 total 77,96 121,91 Observa-se na tabela 1, que o número de espigas por planta, da área experimental obteve melhor desempenho com 1,01 espigas/planta. O milho difere dos demais cereais pois sua espiga cresce e uma gema axilar e por isso está sujeito a ação de dominância apical. Portanto a redução da atividade metabólica do pendão antes da antese pode contribuir para o aumento do crescimento do tamanho da espiga Fancelli & Dourado Neto (2002). Como pode se notar na tabela 1, a porcentagem de grãos por espiga não houve diferença estatística significativa, porém os híbridos. Conforme Fancelli & Dourado Neto (2000), o número de grãos por planta e por unidade de área constitui-se em um dos mais importantes componentes, determinantes do rendimento da cultura, o qual é influenciado por eventos ocorridos entre a emissão da 4º e 10º folhas além daqueles evidenciados no florescimento (fecundação). A obtenção do maior número de grãos possível, é em função da população do mínimo de espigas encontradas por planta, por área e do sistema de produção adotado em primeira instância o número de espigas é mais importante que o tamanho das mesmas, o rendimento de grãos e o número de grãos aumenta significativamente com os incrementos do índice de área foliar (IAF), variando de três a cinco. No Brasil rendimentos elevados tem sido obtido com a utilização de 55.000 plantas a 72.000 plantas/ha, adotando se espaçamento entre 0,55 e 0,85 cm, apresentando 3,5 a 5 plantas por metro linear. Com relação a produção de milho (kg/ha), nota-se que há uma diferença significativa a 5% de probabilidade. Para os híbridos que foram testados em condições de campo existe uma diferença significativa entre a área experimental e a área de campo. Conforme Paterniani (1993), os híbridos simples são mais produtivos, por apresentar em sua genética duas linhagens diferentes. As linhagens devem ser selecionadas, antes da hibridação propriamente dita não só no, quesito produtividade mas também resistência ao acamamento resistência a doenças, fatores que podem interferir na produtividade. Essa relação é importante na pré-hibridação principalmente na produção de híbrido simples que não apresentam uma ampla constituição genética, não tem muita rusticidade, necessitam de uma alta tecnologia todos os fatores favoráveis a sua produção (Goes, 2002). O método padrão ainda se constitui na essência da obtenção da linhagem segundo Borem (1999) citado por Goes (2002), sendo os outros métodos, na sua maioria, modificações deste. Consiste em auto fecundar por sucessivas gerações, plantas selecionadas de acordo com o objetivo do
    • melhoramento. As espigas colhidas serão por sua vez, julgadas, e as selecionadas serão plantadas segundo o esquema de uma espiga por fileira. Na Segunda geração, selecionar-se-ão as melhores fileiras e dentro delas, as melhores plantas repetindo-se o processo. Há uma rápida perda de vigor com as primeiras autofecundações, estabilzando-se em seguida, a partir da sétima geração por autofecundação, considera-se a linhagem como "pura" ou homozigótica, de um modo geral o vigor período durante o endocruzamento ou autofecundação tende a ser recuperado com o cruzamento. Cruzando-se, então, as plantas que atingiram esse estádio de uniformidade, há um vigor repentino nos indivíduos nascidos desse cruzamento. Esse vigor híbrido a que se chama de heterose resulta da combinação de fatores hereditários em estado de dominância. Ao ser plantado o milho híbrido diversas vezes a produção volta a cair, porque aqueles fatores que estavam reunidos num único indivíduo se dispersam começando a aparecer genes recessivos indesejáveis (Menezes 1959). A verificação da heterose, conforme Borém (1999) citado por Goes (2002), apresentada nos programas de hibridação dos (EUA) associada a genética, levaria criação do conceito de grupos heteróticos, ou seja de populações cujos materiais deles derivados apresentam, em média, significativamente nível de heterose quando cruzados. As linhagens podem apresentar falhas, sendo necessário introduzir as características desejadas através do cruzamento com uma linhagem portadora do caráter a ser transferido e inicia-se uma série de retrocruzamento. Essas características muitas vezes foram perdidas na autofecundação Borém (1999) citado por Goes (2002). Conforme Russell (1981), as principais fontes para melhoramento de populações são, provavelmente as seguintes: - Híbridos simples, triplos, duplos e retrocruzamento de linhagens selecionadas. - Variedades de polinização aberta, tanto adaptadas como introduzidas. 5 CONCLUSÃO No geral a produtividade dos híbridos em condições experimental produziram acima dos cultivados em condições de campo. Utilizou-se o híbrido da PIONNER 30 k 75 , um híbrido simple, com um stand final de 55000 sementes. (as sementes foram tratadas com o inseticida thiodicarb na dosagem de 2.0 litros por 100 kg de sementes). A adubação utilizada foi de 450 kg de 8:24:12 + micronutrientes por hectare e 300kg de 30:00:20 em cobertura dividida em duas aplicações (150kg com 6 folhas e 150kg com 12 folhas),adubos utilizados foram da
    • Fertipar. O preparo do solo foi feito um cultivo mínimo, onde se passou a trincha e esperou a rebrota a fim de fazer a dessecagem com aplicação do Kade, na concentração de 0.74litros/ha. Para a semeadura foi utilizada a semeadura e exata. Retira as amostras o milho foi debulho, aplicado os primeiros passos das metodologias. Apos foram feitos a correção da umidade dos grãos a 13 % e depois feito o estudo comparativo pelas metodologias utilizadas. No geral os resultados obtidos não tiveram diferenças. 6 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ALBUQUERQUE, P.E.P. de; ANDRADE, C. de L.T. de. Planilha eletrônica para a programação da irrigação de culturas anuais. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo, 2001. 14p. (Embrapa Milho e Sorgo.Circular Técnica, 10). ALDRICH, S.R.; SCOTT, W.O.; LENG, E.R. Modern corn production. 2.ed. Champaign: A & L Publication, 1982. 371 p. ALVARENGA, R. C.; CRUZ, J. C.; PACHECO, E. B. Preparo do solo. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v.13, n.147, p.40-45, 1987. BRITO, R.A.L.; COSTA, E.F. Cálculos operacionais e calibração nos sistemas pressurizados. In: COSTA, E.F. da; BRITO, R.A.L.; VIANA, P.A.; TEIXEIRA, D.M.C.; PITTA, G.V.E.; COELHO, A.M.; ALVES, V.M.C.; VASCONCELLOS, C.A.; VALICENTE, F.H.; PINTO, N.S.J.A.; SILVA, J.B. da; KARAM, D.; VIEIRA, R.F. Curso de engenharia e manejo de irrigacao: quimigacao - aplicacao de produtos quimicos e biologicos via agua de irrigacao. Brasilia: ABEAS / Vicosa: UFV, 1998. Modulo 9, Cap.4, p. 37-56. COELHO, A.M.; FRANÇA, G.E. Seja o doutor do seu milho: nutrição e adubação. Informacoes Agronomicas, Piracicaba, n.71, set. 1995. Arquivo do Agrônomico, Piracicaba, n.2, p.1-9, set. 1995. Encarte. COELHO, A.M.; FRANÇA, G.E. de; BAHIA FILHO, A.F.C. Nutrição e adubação do milho forrageiro. In: EMBRAPA.Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo. Milho para silagem: tecnologias, sistemas e custo de produção. Sete Lagoas, 1991. p.29-73. (EMBRAPA-CNPMS. Circular Técnica, 14) CRUZ, I.; WAQUIL, J.M. Pragas da cultura do milho para silagem. In: CRUZ, J.C.; PEREIRA FILHO, I.A.; RODRIGUES, J.A.; FERREIRA, J.J. (Ed.). Produção e utilização de silagem de milho e sorgo. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo, 2001. cap.6, p.141-207. CRUZ, I.; VALICENTE, F.H.; SANTOS, J.P. dos; WAQUIL, J.M.; VIANA, P. Manual de identificação de pragas da cultura do milho. Sete
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