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doenças respiratórias em decorrência de secas e incêndio de campos e florestas; aumento demortalidade de crianças e idosos...
REFERÊNCIASACKERMAN, J. Comida. National Geographic Brasil, maio de 2002. São Paulo: Editora     Abril, 2002.p.58-100.CARS...
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O futuro do planeta uma questão de ética e educação

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  1. 1. Contribuição ao “Encontro Estadual de Preparação para a Campanha da Fraternidade 2011” Fraternidade e a vida no planeta. O FUTURO DO PLANETA TERRA: UMA QUESTÃO DE ÉTICA E EDUCAÇÃO Jorge Alberto Villwock Instituto do Meio Ambiente - PUCRSINTRODUÇÃO A Terra se apresenta como um sistema dinâmico caracterizado por uma evoluçãocomplexa, onde as interações entre litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera vêmproporcionando o desenvolvimento de uma enorme variedade tanto de paisagens e formasde relevo como de formas de vida que se abrigam em um amplo espectro de habitats. É emmeio a estas constantes transformações, as chamadas mudanças globais, que a espéciehumana surge, se desenvolve e passa a condição de agente modificador do planeta. Até recentemente, pensava-se que a atividade do homem causava mudançasambientais locais ou, no máximo, regionais. Hoje se reconhece que os efeitos dessaatividade sobre a Terra são de tal envergadura que estamos todos envolvidos em umexperimento planetário não planejado e, portanto, difícil de controlar. Para entender eeventualmente reverter algumas modificações ocasionadas pelo homem é preciso conhecercomo este sistema funciona e nele distinguir as mudanças decorrentes da evolução naturaldo planeta daquelas induzidas pela atividade humana (Hidore, 1996). Mudanças climáticas decorrentes da alternância de períodos glaciais e interglaciaistêm afetado o gênero humano desde que ele surgiu no planeta há alguns milhões de anos.Elas deslocaram áreas de caça e de coleta de frutos e motivaram migrações como a que
  2. 2. resultou na ocupação da América há aproximadamente 15 mil anos. A natureza mudando ocomportamento do homem. Com o passar dos tempos, o homem desenvolveu a agricultura e a pecuária,melhorou suas condições de sobrevivência. Criou cidades, indústria, transporte, comércio,tecnologia. Grande parte da tecnologia tem sido dirigida para modificar os ambientesnaturais. Remodela a superfície da terra, muda o curso dos rios, altera a flora e a fauna,consome cada vez mais energia. Na pretensão de melhorar a natureza ele entra em choquecom os processos naturais e produz impacto ambiental. O homem mudando ocomportamento da natureza. O crescimento populacional, em parte decorrente desta melhora das condições devida e do desenvolvimento científico e tecnológico, faz crescer as grandes metrópoles,estimula a migração do homem do campo para a cidade, produz fome, miséria einsegurança. A disposição de resíduos, a agricultura e o pastoreio, incêndios florestais,erosão do solo, assoreamento dos cursos e corpos de água, desertificação e salinização,impactam a litosfera. O uso de herbicidas e pesticidas, o lançamento de esgotos cloacal,pluvial e industrial, derrames de petróleo, promovem poluição dos rios e corpos de água,impactam a hidrosfera. A produção de materiais particulados (poeiras), e de gasesdecorrentes da queima de combustíveis fósseis (monóxido e dióxido de carbono, diversoscompostos de enxofre e nitrogênio), e de refrigeração (cloro-fluor-carbonos), impactam aatmosfera. As modificações da superfície da terra, das águas e do ar ocasionam a perda dehabitats, promovem a extinção de espécies, impactam a biosfera. Estes impactos, decorrentes de todo este processo evolutivo, resultaram no estado degrave degradação das condições ambientais atuais do planeta em que vivemos. Os danos àbiodiversidade que ameaçam a existência da própria espécie humana, têm sido motivo depreocupação global. A humanidade se depara diante de enormes desafios para resgatar asustentabilitade do planeta e garantir a sua sobrevivência.
  3. 3. O despertar de consciências diante de tais fatos, a partir da segunda metade doséculo passado, tem motivado ações no sentido de diminuir, parar e mesmo reverter osprocessos de agressão ao meio ambiente decorrentes do desenvolvimento desenfreado esem sustentabilidade. As Conferências de Estocolmo e do Rio de Janeiro, e o Protocolo deKioto são alguns dos inúmeros exemplos de iniciativas de envergadura mundialdirecionadas à busca desta sustentabilidade. Sabe-se, entretanto, de que nada adiantarão esforços internacionais, nacionais oumesmo de menor abrangência, se eles não forem acompanhados de uma mudança de atitudede cada indivíduo ou de um número cada vez maior de indivíduos, no sentido de respeitar eproteger o meio em que vivemos, onde se processa, constantemente, o milagre da vida. As escolas, em todos os níveis, através de seus processos educacionais,proporcionam educação, vivência e crescimento cultural para uma importante parcela dacomunidade. É através da educação que se forma cidadãos que passam a ser agentesmultiplicadores do conhecimento nos seus locais de atuação e de vida. Diante das atuaiscircunstâncias é fundamental que se desperte, nestas mulheres e nestes homens, umsentimento ético de respeito à vida e uma consciência ambiental. Este tem sido um dosobjetivos da “Década das Nações Unidas da Educação para o DesenvolvimentoSustentável” promovida pela UNESCO, (UNESCO, 2005). É nesse sentido que este trabalho se propõe a contribuir com o Encontro Estadual dePreparação para a Campanha da Fraternidade 2011. Dentre as várias ameaças que pairamsobre a humanidade destacam-se as que envolvem segurança alimentar e as relacionadascom as mudanças climáticas. São dois temas que exigem atenção urgente. A sua mitigaçãodependerá de uma mudança de postura que só poderá ser alcançada através da ética e daeducação.SEGURANÇA ALIMENTAR
  4. 4. O aumento da população trouxe maior necessidade de alimentos. A agriculturatornou-se extensiva. Mecanização e tecnologias mais refinadas permitiram que áreas cadavez maiores produzissem mais com um menor número de trabalhadores do campo. O êxodorural passou a ser uma constante e ao redor das grandes metrópoles criaram-se grandescinturões de miséria. As mesmas considerações podem ser feitas com relação à atividadepecuária e com a pesca. Pressões econômicas levaram ao desenvolvimento de monoculturas e o aumento daprodutividade mediante o uso de fertilizantes e de pesticidas. Na produção animal o uso dehormônios e de antibióticos. Perdas na biodiversidade e envenenamento generalizado. No final dos anos 40 e início dos 50, no século passado, grandes quantidades depesticidas foram empregados no combate aos mosquitos transmissores de doenças. O DDTfoi durante muito tempo a salvação das populações mais pobres dos países tropicais. Aeliminação de doenças proporcionou a drástica diminuição das taxas de mortalidade infantile aumentou mais ainda as taxas de crescimento populacional. Entretanto, nunca asuperfície do planeta e os sistemas de vida, fruto de um processo evolutivo em andamentohá milhões de anos, foram tão injuriados e estiveram tão ameaçados. O livro, a “Primavera Silenciosa” (Carson, 1969), lançado em 1960, foi um grito dealerta para o fato de que agentes químicos persistentes estavam contaminando a natureza ese acumulando em nossos corpos. Alicerçada em observações detalhadas realizadas comrigor científico, inúmeros casos de contaminação, de doença e de morte foram relatadospela autora. Estavam alicerçadas algumas bases do movimento ecológico que a partir daívem tentando diminuir a velocidade do processo de destruição. A proibição de uso do DDT e de muitos outros pesticidas organoclorados não foisuficiente para acabar com o problema. Ao contrário, novas substâncias danosas foramusadas. Em 1996, outra contundente denúncia foi apresentada através do livro “O FuturoRoubado” (Dumanoski, et al., 2002). O livro revisa um conjunto enorme e crescente deevidências científicas que demonstram a relação entre os agentes químicos sintéticos,
  5. 5. venenosos, persistentes e acumulativos, com doenças degenerativas, vários tipos de câncer,desenvolvimento sexual aberrante, problemas comportamentais e dificuldades reprodutivas. Em 2002, o excelente artigo publicado na revista National Geographic (Ackerman,2002) discute o assunto “Comida” como um dos desafios à humanidade. A autora comentaque à medida que essa indústria evolui, os cientistas e consumidores levantam maisdúvidas. Logo a seguir, discute questões sobre o zelo pela segurança dos alimentos e osbenefícios e riscos dos avanços da engenharia genética. Com a tomada de consciência de problemas de tal envergadura algumasprovidências estão sendo tomadas e nasce uma nova agricultura. A Agricultura Ecológica,ou a Agricultura Orgânica. Um novo tipo de agronegócios, cuja importância cresce a cadadia que passa. Alimentos agrícolas produzidos sem fertilizantes químicos, sem pesticidas,sem agrotóxicos, vêm encontrando um mercado cada vez maior e sendo cotados a preçosmais elevados que os produtos comuns. Entretanto, é quem pode pagar mais que perde orisco de ser envenenado. É preciso que estes produtos estejam ao alcance de todos. Apesar de tudo, o espectro da fome continua pairando sobre a humanidade. Ospaíses mais pobres, sobretudo os da África e os da Ásia, padecem de problemas decorrentesda superpopulação, ao que se somam a seca e a desertificação produzidas pelas mudançasclimáticas globais.MUDANÇAS CLIMÁTICAS Dentre todas as transformações globais induzidas ou aceleradas pela atividadehumana, a mais assustadora é, sem dúvida, o aquecimento global. O fenômeno é decorrentedo aumento da concentração de gases, em especial o dióxido de carbono e o metano, naatmosfera, produzidos em quantidades crescentes a partir da Revolução Industrial. Estesgases são responsáveis pelo chamado “Efeito Estufa”, mecanismo que impede a fuga, parao espaço exterior, do calor emitido pela superfície do planeta, aquecida pelas radiaçõessolares. O aumento das temperaturas médias resultante desse processo vem alterando a
  6. 6. circulação das massas de ar produzindo as mudanças climáticas que já se fazem sentir e quese afiguram assustadoras em um futuro próximo. O assunto foi tema de um relatório daOrganização Não-Governamental “Greenpeace”, em 1990, publicado no Brasil em 1992(Legget, 1992). Em 1988, a Assembléia Geral das Nações Unidas criou o Painel Intergovernamentalsobre Mudança Climática (PIMC) (Intergovernmental Panel on Climate Change – IPCC).Desde então centenas de cientistas pertencentes a dezenas de países têm produzidorelatórios periódicos alertando as lideranças mundiais quanto à seriedade da mudança doclima global, avisando que a humanidade terá sérios problemas, a menos que se reduzamdrasticamente as emissões dos gases de estufa. Estes relatórios estão disponíveis nos siteswww.ipcc.ch e www.mct.gov.br . Estes trabalhos têm mostrado que uma variação de temperatura de 1,5 a 4,5 C emum século ou dois não tem precedentes na história recente do planeta. Um aumento de 2 Cseria suficiente para retornar às condições do Ótimo Climático de 6.000 anos atrás. Talaumento na temperatura média da Terra produziria um impacto significativo na sociedademundial. O estresse do ajuste seria fenomenal e afetaria todas as formas de vida no planeta.Certamente afetaria a produção de alimentos. Desde que a agricultura começou atemperatura não variou mais do que 1 C da média. As previsões são de que a temperaturaglobal continuará subindo e assim continuará pelo próximo século. Se isso acontecer,muitas outras mudanças físicas e econômicas ocorrerão. Para mencionar, dentre os impactos principais do aquecimento global, os maissignificativos estariam relacionados com degelo das calotas polares e das geleiras demontanhas e a conseqüente subida do nível do mar (30 a 110 cm nos próximos 100 anos)produzindo inundações nas zonas costeiras do planeta onde vivem mais de 50% da suapopulação. Além disso, as mudanças climáticas decorrentes afetariam, entre outros,agricultura, florestas, biodiversidade, ciclo hidrológico, demanda de energia elétrica,qualidade do ar e saúde humana.
  7. 7. Resultante das atividades do Painel Intergovernamental para as MudançasClimáticas e da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática foidiscutido em 1997 o Protocolo de Quioto, instrumento que foi ratificado em 1999 entrandoem vigor em 2005. O Protocolo de Quioto é um tratado internacional com compromissosobjetivando a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, considerados, deacordo com a maioria das investigações científicas, como causa do aquecimento global.Nele se estabelece um roteiro pelo qual os países desenvolvidos deverão de reduzir aquantidade de gases de efeito estufa em, pelo menos, 5,2% até 2012, em relação aos níveisde 1990. Os países signatários terão que colocar em prática planos para reduzir a emissãodesses gases entre 2008 e 2012. Mais de 20 anos foram necessários para que a humanidade tomasse consciência deque a crise ambiental é real e que os seus efeitos estão se fazendo sentir. O assunto hoje,início de 2007, ocupa grandes espaços na mídia internacional. Nesse sentido, o livro de Al Gore, “Uma Verdade Inconveniente: o que DevemosSaber (e Fazer) Sobre o Aquecimento Global” (Gore, 2006), também apresentado sob aforma de um documentário cinematográfico, imperdível, apresenta dados incontestáveissobre a crise climática provocada pela ação do homem no planeta. Com base em pesquisasrealizadas por especialistas e instituições de renome, e compilando dados e exemplos nomundo inteiro, Al Gore produz uma obra eficaz de alerta sobre o aquecimento global. Seudocumentário acaba de ser premiado pela Academia de Arte e Ciências Cinematográficasdos Estados Unidos com o OSCAR 2007. Também em fevereiro de 2007, em Paris, foi aprovado formalmente o relatórioelaborado pelo Grupo de Trabalho I do Painel Intergovernamental sobre Mudança doClima. O documento, intitulado “Mudança do Clima 2007: a Base das Ciências Físicas –Sumário para os Formuladores de Políticas”, que também está disponível nos sitesanteriormente citados, considera inequívocas as evidências de que o aquecimento global écausado pelos humanos. O relatório descreve uma acelerada transição para um mundo maisquente, esperando-se um aumento de 3°C, neste século, marcado por temperaturas mais
  8. 8. extremas, incluindo ondas de calor, novos padrões de ventos, tornando piores as secas emalgumas regiões e precipitações mais pesadas em outras, fundindo geleiras no Ártico eelevando o nível médio global dos mares. No que diz respeito ao Brasil, o Ministério do Meio Ambiente acaba de divulgar,(fevereiro de 2007) os resultados de oito projetos preliminares de pesquisa sobre MudançasClimáticas e seus Efeitos sobre a Biodiversidade Brasileira. Os estudos analisaram o perfilevolutivo do clima no País e desenharam possíveis cenários do clima nos próximos 100anos (2010 a 2100). Também foram avaliados os efeitos da elevação do nível do mar nacosta brasileira e identificados indicadores para aferir com maior sensibilidade as mudançasclimáticas. O relatório de um desses projetos, intitulado “Mudanças Climáticas Globais e seusEfeitos sobre a Biodiversidade: Caracterização do Clima Atual e Definição das AlteraçõesClimáticas para o Território Brasileiro ao longo do Século XXI” ( Marengo, 2007), mostraresultados preocupantes. Alguns pontos são dignos de menção. Dentre eles ressalta-se aconstatação de um aumento de temperatura média de aproximadamente 0,75°C no séculoXX e uma estimativa de aumento de até 4°C no Brasil e de até 8°C na Amazônia, até 2100.O aumento na quantidade e na intensidade de eventos extremos, tais como chuva intensa enoites quentes no Sudeste do Brasil. A ocorrência do furacão Catarina, em março de 2005,foi possivelmente o primeiro furacão do Atlântico do Sul uma vez que não há registros nahistória brasileira de fenômeno tão intenso na costa sul do Brasil. Ainda, observou-se, nacosta brasileira, tendência de subida do nível médio do mar da ordem de 40 cm nospróximos 100 anos. Cidades litorâneas e 25% da população brasileira, cerca de 42 milhõesde pessoas que vivem na zona costeira poderão ser afetadas por inundações e por erosão dalinha de costa. Como conseqüências gerais, considera-se que a mudança climática poderá alterar aestrutura e o funcionamento dos ecossistemas. Pode haver perda de biodiversidade e derecursos naturais. No que se refere à saúde humana, haverá, entre outros, aumento do riscode incidência de doenças como malária, dengue, febre amarela e encefalite; aumento de
  9. 9. doenças respiratórias em decorrência de secas e incêndio de campos e florestas; aumento demortalidade de crianças e idosos, causado pelas ondas de calor, e agravamento dadesnutrição resultante da queda da produtividade agrária.O FUTURO Ao optar pela permanência das tendências atuais, a humanidade certamente estarácaminhando para um futuro incerto e sua provável extinção. O desmatamento continuarácrescendo, a biodiversidade global continuará diminuindo, o sobrepastoreio aumentará emescala mundial, aumentará a erosão do solo e o assoreamento dos cursos e corpos de água ea degeneração ambiental assumirá formas ainda não conhecidas. O mundo perderá suasustentabilidade. É preciso tomar consciência desta realidade, mudar atitudes e assumir aresponsabilidade, individual e coletiva, de descontinuar e, se possível, reverter o processode degradação ambiental. É preciso lutar por um desenvolvimento sustentável,estabelecendo um compromisso com o desenvolvimento dos países e a busca daminimização das diferenças existentes no plano social, econômico e das dotações derecursos naturais, de modo a satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometero atendimento das necessidades das gerações futuras. Há um longo caminho a ser percorrido. Esta trajetória, certamente, passa pela ética epela educação, particularmente a ambiental. Nesse momento é bom lembrar que: Educação ambiental é querer um mundo diferente, com cidadania, paz, alegria, comida, educação, emprego, liberdade... É buscar ações de transformação para uma vida melhor no presente e no futuro. É olhar para a natureza com os olhos do coração e respeitar todas as formas de vida, considerando a inter-relação e interdependência entre todos os elementos presentes no meio ambiente (Crivelaro et al., 2001).
  10. 10. REFERÊNCIASACKERMAN, J. Comida. National Geographic Brasil, maio de 2002. São Paulo: Editora Abril, 2002.p.58-100.CARSON, R. Primavera Silenciosa (Silent Spring). 2ª ed. Tradução de Raul de Polillo. São Paulo: Ed. Melhoramentos, 1969. 305p.CRIVELLARO, C.V.L. et al. Ondas que te quero mar: Educação Ambiental para comunidades costeiras. Porto Alegre: Gestal, 2001.122p.DUMANOSKI, D. & COLBORN, T. O Futuro Roubado. 2ª ed. Porto Alegre: Editora LPM, 2002. 354p.GORE, A. Uma verdade inconveniente. São Paulo: Ed.Manole, 2006.326p.HIDORE, J.J. Global Environment Change: Its Nature and Impact. New Jersey, Prentice Hall, Inc, 1996. 263p.LEGGET, J. (ed) Aquecimento Global: O relatório do Greenpeace. Rio de Janeiro. Fundação Getúlio Vargas, 1992. 516p.MARENGO, J. A. Mudanças Climáticas Globais e seus Efeitos sobre a Bidiversidade – Caracterização do Clima Atual e Definição das Alterações Climáticas para o Território Brasileiro ao longo do Século XXI. Brasília:MMA, 2007. 212p. (Série Biodiversidade, v. 26). Disponível no site www.mma.gov.br .UNESCO Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, 2005-2014: documento final do plano internacional de implementação. Brasília : UNESCO, OREALC, 2005. 120p.Adaptação do texto publicado em:Sardi,S.A.; Souza, D.G. e Carbonara,V. (Org.) Filosofia e Sociedade. Perspectivas para o Ensino de Filosofia. – Ijuí: Ed. Unijuí, 2007, 568 p. (Coleção filosofia e ensino; 11) pp.309-318.

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