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Projeto o uso da fábula e a mída no processo de ensino - aprendizagem

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  • Ola amiga, gostei muito do seu projeto, gostaria de incluí-lo como fonte de pesquisa para o meu projeto 'Uso da mídia impressa e digital no ensino de Fábulas' por favor, você me permitiria imprimi-lo?
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Projeto   o uso da fábula e a mída no processo de ensino - aprendizagem Projeto o uso da fábula e a mída no processo de ensino - aprendizagem Document Transcript

  • PROGRAMA DE INFORMATICA - PROINFO INTRODUÇÃO A EDUCAÇÃO DIGITAL MÁRCIA CRISTINA FIGUERÊDO DA SILVA JOSIANE PEREIRA DOS SANTOS MARIA EDNA BARBOSA FABRÍCIO PROJETO: O Uso Da Fábula E A Mídia Digital No Processo De Ensino Aprendizagem TIMBAÚBA, 2010
  • MÁRCIA CRISTINA FIGUERÊDO DA SILVA JOSIANE PEREIRA DOS SANTOS MARIA EDNA BARBOSA FABRÍCIO PROJETO: O USO DA FÁBULA E A MÍDIA DIGITAL NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM Projeto a ser entregue ao Curso Introdução a Educação Digital pelos alunos do Projeto PROINFO, sob a orientação da Profª Maria Auxiliadora de Vasconcelos Leite. TIMBAÚBA, 2010
  • 1 INTRODUÇÃO A fábula é uma narrativa curta em prosa ou verso, que apresenta, via de regra, uma moralidade ao final. De modo geral ou quase sempre, os personagens são animais que pensam, sentem, agem e falam como se fossem pessoas, assumem comportamento humano, revelando questões relacionada às relações éticas, políticas ou questões de comportamento. A fábula é um gênero literário muito antigo que se encontra em praticamente todas as culturas humanas e em todos os períodos históricos. Este caráter universal da fábula se deve, sem dúvida, à sua ligação muito íntima com a sabedoria popular. A importância do uso de Fábulas como recurso didático no processo de ensino e aprendizagem. sabendo a necessidade de o professor conhecê-los e utilizá-los de maneira eficiente e eficaz em sua em prática docente. Despertando o imaginário e o gosto pela leitura em seus anos iniciais de aprendizado. Porém, a atuação do educador contribuirá exitosamente para o sucesso da prática pedagógica, pois ele será o elo da ligação mesmo que, sendo NELLY NOVAES, (2000, p. 93) ''Nada substitui a atuação do próprio aluno na tarefa de construir significados sobre os conteúdos da aprendizagem". Porém é o educador fabulista que fará com que as fábulas os ensinem a lidar com suas emoções, trazendo para fora suas aflições, medos, tristezas, conceitos e o olhar curioso da criança sobre o processo. A leitura é um processo muito amplo, pois qualquer atividade do dia-a-dia requer o ato de ler, seja nas escolas, no trabalho como em todo lugar. Quando ler-se, associam todas as informações lidas com o conhecimento que se tem armazenado em no cérebro. E quando um aluno das series iniciais, não tem interesse pela leitura é considera- se um problema muito grave, pois essa falta de interesse leva à preguiça mental com isso, proporcionará na humanidade caos cultural e social. Esse projeto que tem como tema “O uso da fábula e a mídia digital no processo de ensino aprendizagem”, tem como proposta abordar fábula em sala de aula e na de informática, no intuito de despertar nos alunos o gosto pela leitura, com isso
  • enriquecer o vocábulo dos mesmos. Oferecendo ao professor mais uma ferramenta no processo ensino aprendizagem no que tange a leitura e escrita dos vocábulos.
  • 2 JUSTIFICATIVA Partindo da idéia que a leitura é fundamental para o desenvolvimento de uma nação. A leitura propicia o ser humano a encontrar-se com o mundo e adquirir muitos conhecimentos, ato de ler não é apenas interpretar os símbolos e gráficos, mas sim vivenciar o mundo ao redor. Considerando que os alunos da escola apresentam dificuldades na escrita e pouco acesso à leitura, surgiu a idéia de trabalhar com o gênero textual fábula, por ser uma leitura de fácil compreensão dos alunos. Foi Esopo, no século VI a.C., na Grécia Antiga, o responsável por introduzir as fábulas na tradição escrita. Muitos séculos depois a escrita das fábulas foi retomada por diversos escritores e no século XVII, coube ao francês La Fontaine, o redirecionamento e a renovação deste gênero. Sendo assim pensamos que além da sala de aula tradicional, é preciso explorar outros recursos, como os tecnológicos disponíveis na sala de tecnologia educacional. Justifica-se também este projeto, para tentar minimizar o déficit de uso da Tecnologia Educacional por parte de alguns docentes, principalmente, nos anos inicias do ensino fundamental, pois os mesmos encontram dificuldades em assimilar conteúdo com uso desta ferramenta pedagógica. Portanto, a nossa missão, é ao final do projeto, que os alunos tenham interagido com várias fábulas sabendo distingui-las dos demais gêneros textuais. Que façam análise das moralidades, reflexões sobre a mesma e acima de tudo que haja mudança de comportamento, através das ferramentas tecnológicas.
  • 3 OBJETIVO 3.1 Geral:  Construir o ensino aprendizagem da leitura através do uso da fábula e a mídia digital. 3.2 Específicos:  Contribuir para a compreensão do gênero textual fábula, incentivando a leitura, a escrita, a reescrita, a produção de texto, motivando os educandos a elaborar melhor a interpretação a cerca de tudo que lê e vive em seu dia-a-dia, elevando sua auto-estima através da arte, da música, da dança, da dramatização de textos transformados em peças teatrais.  Compreender que a Fábula é um texto narrativo em verso ou prosa, que chamamos de ficcional, no sentido da história imaginada, que tem uma moral, em que os personagens agem num certo tempo num determinado lugar.  Direcionar os alunos a conhecer diferentes versões de uma mesma fábula e diferentes fábulas, através de materiais impressos: (livros, revistas, jornais), vídeos: filmes em desenho, teatro de sombra, desenho em fantoche).  Despertar no aluno o hábito da leitura e da escrita, da criação da produção e da reprodução de textos, refletindo sempre os valores que são transmitidos através das fábulas;  Refletir com os alunos os valores que são transmitidos através das fábulas.  Visitar sites para conhecer outras fábulas dos autores.  Garantir sempre que possível o trabalho em grupo.  Levar o aluno a conhecer diferentes versões de uma mesma fábula através de vídeos e materiais impressos (livros, revistas e jornais).  Favorecer o desenvolvimento criativo dos alunos, através de diferentes expressões, tais como desenhos e dramatizações.
  • 4 METODÓLOGIA O presente está baseado na construção de estratégias para ser desenvolver em sala e na sala de informática, onde os docentes acessarão o site educativo como: http:www.contandohistoria.com/fabulas, e outros sites, onde irá conhecer varias fábulas, assim poderão analisar quais fabulas poderão ser utilizadas em sala de aula, essa dinâmica será individual conforme a disponibilidade do professor. Será trançada estratégias e cronogramas para os alunos possam ter acesso as fabulas através das mídias digitais, onde os mesmos poderão ler textos (fábulas), ver fotos, vídeos, e atividades. Com a leitura das fabulas através da mídia digitais em sala de aula, os alunos poderão conciliar as duas realidades, ou seja adquirir os saberes através dos recursos tecnológicos, que podem ser um texto, vídeos, jogo didático, e etc.. Temos como público alvo alunos, do 2º ano do ensino fundamental, da Escola Municipal Dr. Antônio Galvão Cavalcanti, localizada no município de Timbaúba, Zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco. Finalizando o projeto o professor fará exposição na sala de aula ou na escola (a definir), com contos de fábulas pesquisados na sala de informática, para isso serão utilizados recursos tecnológicos como: computador, Tvs, Dvd, Aparelho de som, Data show. 5 RECURSOS UTILIZADOS  Livros de fabulas;  Computadores  Sons  Data Show  DVD 6 CRONOGRAMA Será realizada durante o mês de novembro do ano de 2010.
  • 5 AVALIAÇÃO Será realizada de forma processual, contínua e diagnóstica. Essa análise do nível do conhecimento dos alunos referente ao gênero textual fábulas através dos critérios da: participação, confecções sugeridas, reescrita de texto e, como também, da criação de fábulas. No intuito de garantir um bom acompanhamento no processo ensino aprendizagem, haverá os registros das atividades desenvolvidas, através de lista de presença, fotos, além de avaliar o comportamento e participações dos alunos no decorrer das aulas, respeitando o conteúdo programático anual do 2º ano do Ensino Fundamental, além de preservar a metodologia do professor envolvido. Espera-se sensibilizar o professor e os alunos sobre o uso da tecnologia na informação na educação básica e fornecer, um novo caminho na construção do saber significativo para os todos os envolvidos, além de despertar o prazer de ler em crianças através de fábulas digitais. .
  • REFERÊNCIAS ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. 4.ed. São Paulo: Scipione, 1994. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 43ª edição. São Paulo: Cortez, 2002. No mundo das fábulas. Disponível em: http://nonio.eses.pt/fabulas/. Acessado em: 19 outubro 2010. Sala de leitura fábulas ilustradas. Disponível em: http://www.contandohistoria.com/fabulas. acessado em: 19 outubro 2010.
  • ANEXOS
  • A cigarra e a formiga Manhã clara de verão, céu sem nuvem, azulado, velha mangueira florida, um formigueiro a seu lado. aindo de lá do fundo, das galerias do chão, a cantiga das formigas, mais parece um cantochão. Entretanto, bem no alto, lá da mangueira florida, uma cigarra feliz, canta a alegria da vida. A cigarra é uma grande cantora e passou o verão todo cantando lindas
  • canções no alto de uma árvore. icava o dia inteiro cantando e olhando as formigas trabalharem sem parar. O verão passou. O inverno chegou. A formiga precavida, recolheu-se ao formigueiro, pois trabalhando no estio, havia enchido o celeiro.
  • as a cigarra que havia cantado todo o verão, ficou sem roup a para o frio e sem migal ha de pão. E na sua ingenuidade, julgando ter uma amiga, desceu do ramo mais alto e foi procurar a formiga. for mig a olho u por uma fre
  • sta e perguntou: - Quem é você? O que quer? u sou a cigarra que mora no alto da árvore, cantei o verão todinho e agora não tenho comida nem casa para me abriga r do vento e do frio. - Ah, cantava? - Pois agora dance! cigarra argumentou:
  • - Des cul pe, ma so seu can to é mui to trist e. E se eu dei xar de cantar, nem a senhora resiste. Então, a cigarra pôs-se a cantar, junto com as formigas for mig a não diss e nad a. A cig arr a ia saindo entristecida, quando a formiga chamou. - Puxa vida! Então era você que ficava alegrando nossas vidas enquanto trabalhávamos? - disse a formiga.
  • - Sim, era eu mesma - disse chorando, a cigarra. - Eu acho que tem razão, minha cigarra querida! Vivo juntando mil coisas e desperdiçando a vida. Quem trabalha como nós, dia e noite, noite e dia, precisa de vez em quando, de quem lhe traga alegria.
  • - ode entrar, fique conosco. E assim, juntemos a cantiga da cigarra com o trabalho da formiga.
  • epois que o inverno se foi, a cigarra continuou a cantar, alegrando a vida de toda a bicharada da floresta. "Deve-se prever sempre o dia de amanhã." Fábula de Esopo
  • A lebre e a tartaruga Há muitos e muitos anos, no reino da bicharada, vinha uma lebre correndo pelo campo em disparada. - Eu corro pra lá eu corro pra cá, eu corro pra lá eu corro pra cá, ninguém na floresta me pode vencer, pois igual a mim ninguém pode correr! No entanto, nesse momento, andando bem sossegada, surgiu dona Tartaruga, caminhando pela estrada. - Tralalálá lálálá, lá vou eu devagarinho, carregando a minha casa, pelas curvas do caminho!
  • Mas a lebre era matreira, zombava da tartaruga, cantando dessa maneira: Lá vem dona tartaruga, vem andando sossegada, vou sair da frente dela pra não ser atropelada! Porém dona Tartaruga, não gostou da cantoria, pôs a cabeça de fora e berrou com valentia: - Ora, deixe de ser prosa! Aposto a minha vida como hei de vencê-la numa corrida! - Aceito o desafio. Amanhã bem cedinho, prometo vir encontrá-la, na curva do caminho. E saiu em disparada, pra avisar a bicharada.
  • E assim, na manhã seguinte, bem cedo ao nascer do dia, lá estavam todos os bichos, a torcer com alegria! O tigre de guardachuva, o macaco de cartola, a cobra de saia e blusa e o sapo de camisola. E em meio do entusiasmo e da alegria geral, rompeu a famosa banda do maestro picapau!
  • E a bicharada gritava numa encontida alegria, quando o macaco apitou, dando início a correria. A lebre saiu correndo em tamanha disparada e ao fim de poucos instantes, sumiu na curva da estrada. Entretanto a tartaruga, andava tão devagar, que os bichos em zombaria, começaram a cantar:
  • Lá vem dona tartaruga, vem andando sossegada, vou sair da frente dela pra não ser atropelada! E a lebre, onde andará? Ela que tanto correu, já devia estar de volta! Que foi que lhe aconteceu! - Puxa, como estou cansada, porque fui correr assim. A tartaruga a essa hora, deve estar longe de mim. Sabem que mais? - Vou dormir enquanto espero por ela. Depois de correr um pouco, e passar a frente dela. E a lebre adormeceu, tranquilamente a sonhar. Enquanto
  • isso a tartaruga, foi passando devagar. Todavia, horas mais tarde, a pobre lebre acordou e vendo a noite cair, apavorada ficou! - Céus, já está anoitecendo, preciso sair correndo. E sem pensar em outra coisa, foi saindo em disparada, quando ouviu soar ao longe, o canto da bicharada! Salve a dona tartaruga, tartaruga destemida, deixou a lebre para tras e venceu a corrida! Dona lebre só vivia a correr o dia inteiro, porém dona tartaruga, andando chegou
  • primeiro! E a lebre desapontada, afinal compreendeu esta bonita lição que a tartaruga lhe deu. Não desdenhemos dos fracos e as vezes é bom pensar! "Nem sempre quem muito corre, é o primeiro a chegar". Fabula de Esopo recontada por Jean de La Fontaine
  • A leiteira e o balde Um a leit eir a ia a ca min ho do me rca do. Na ca beça, levava um grande balde de leite. Enquanto andava, ia pensando no dinheiro que ganharia com a venda do leite:
  • - Comprarei umas galinhas. As galinhas botarão ovos todos os dias. Venderei os ovos a bom preço. Com o dinheiro dos ovos, comprarei uma saia e um chapéu novos. De que cor?
  • Verde, tudo verde, que é a cor que me assenta bem. Irei ao mercado de vestido novo. Os rapazes me admirarão, me acompanharão, me dirão galanteios, e eu sacudirei a cabeça ...assim! . . . E sacudiu a cabeça. O balde caiu no chão e o leite todo espalhou-se. A leiteira voltou com o balde vazio.
  • O cachorro e o burro Na fazenda viviam muitos bichos: patos, porcos, galinhas...além de um burro e um cachorro. E todos eles ficavam esperando a hora em que o dono voltava do trabalho. No entanto, quando ele chegava, somente o cachorro corria para lhe dar as boas vindas e fazer festa. O dono passava a mão na cabeça de seu fiel amigo. Mas o burro, olhando a cena,
  • pensava com tristeza: "Meu dono não liga para mim! Ele só acaricia o cachorro!" Um dia, que ren do rece ber cari nho, o burr o fico uà espera do dono para também recebê-lo com festas. Assim, quando o homem chegou, o burro relinchou festivamente e, para imitar o cão, ergueu as patas. O que aconteceu foi um desastre: desajeitado, ele acabou derrubando o dono no chão. O homem, surpreso, deu ordens
  • para que o burro fosse amarrado na cerca. E ficou pensando: "Afinal, o que deu nesse bicho? Ficou louco? Está achando que é cachorro?" No dia seguinte, ele precisou do burro para levar cestos de verdura à feira. E então, passando a mão carinhosamente na cabeça do animal, disse-lhe, para consolá-lo: - Meu amigo, um burro é um burro e um cão é um cão. Um serve para carregar, o outro, para vigiar. E isso ninguém vai mudar. "Cada um é o que é. Não se pode forçar a própria natureza." La Fontaine
  • O leão e o ratinho Caía a tarde na selva. E ao longe pelos caminhos, ouvia-se a passarada que regressava a seus ninhos.
  • Na beira de uma lagoa, os sapos em profusão, cantavam bem ritmados, a sua velha canção. No mais, tudo era silêncio. No entanto, nesse momento, surgiu um velho leão, a procura de alimento. Andava orgulhosamente, com passos lentos, pesados. E por onde ele passava, os bichos apavorados, fugiam para suas tocas, deixando livre o caminho.
  • Porém, eis que de repente, surgiu um pobre ratinho. O leão não perdeu tempo e assim estendendo a pata, alcançou o pobrezinho que corria pela mata. - Vejam só, que sorte a minha! Abocanhei-te seu moço. Tu não és lá muito grande, mas já serve para o almoço! - Tenha piedade senhor! - Oh, solte-me por favor! Do que lhe serve matar-me! Pois veja bem, se me come, eu sou tão pequenininho, que mal posso matar-lhe a fome. - Pensando bem, tens razão! Eu vou soltar-te ratinho. O que ia fazer contigo, assim pequeno, magrinho. Segue em paz o teu passeio. Não vês, sou teu amigo, para mim de nada serves, quase não pode contigo! - Seu Leão, esse favor, eu jamais esquecerei. Se puder, algum dia, ainda lhe pagarei. - Oh! - Pagar-me? Ora! Tu mal aguenta contigo! O que poderias fazer a meu favor, pobre amigo! - Não sei, não sei majestade, mas prometo-lhe outra vez, algum dia, hei de pagar-lhe, o grande bem que me fez E assim dizendo, o ratinho correu e muito feliz entrou no seu buraquinho. E o leão tranquilamente, embrenhou-se na floresta.
  • Entretanto, de repente . . . - Vejam, meninos, que horror! O pobre animal, caiu na rede de um caçador. E a fera se debatendo de raiva e pavor, urrava! E quanto mais se esforçava, mais a corda o enlaçava. Nesse instante, o tal ratinho, que de longe tudo ouvia, chegou perto do leão, que
  • urrando se debatia. - Não se aflija meu amigo, aqui estou para salvá-lo. Espere. Fique tranquilo, pois vou tentar libertá-lo. Deixe-me roer a corda que o prendeu... assim...assim... não se mexa por favor, descanse e confie em mim. E o ratinho foi roendo, roendo insistentemente, até que a corda cedeu e arrebentou finalmente! - Pronto, estou livre afinal! - Muito obrigado ratinho. O que seria de mim sem tua ajuda, amiguinho! E o ratinho humildemente, cheio de satisfação, estendeu sua patinha ao grande e velho leão!
  • - Amigo, não me agradeça, entretanto aprenda bem, não faça pouco dos fracos, confie neles também - E o leão compreendeu esta lição acertada! Mais vale a calma e a prudência à fúria desenfreada E o leão, aprendeu a lição! "Mais vale, a calma e a prudência, à fúria desenfreada." "Os pequenos amigos podem se revelar seus grandes aliados." Fábula de Esopo recontada por Jean de La Fontaine