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Hiperactvidade a-vida-a-100-hora
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Hiperactvidade a-vida-a-100-hora Document Transcript

  • 1. Hiperactividade A Vida a 100 à hora!Mais que uma inquietação, uma perturbação... Área de Projecto 2009/2010
  • 2. Ficha técnicaAna MatosFilipa NascimentoInês Sim SimMarta Zegre12º1Sob a orientação daProfessora Maria José Barata 2
  • 3. Hiperactividade A Vida a 100 à hora!Mais que uma inquietação, uma perturbação... 3
  • 4. 4
  • 5. Agradecimentos Professora Maria José Barata Professora Dra. Ana Rodrigues da Faculdade de Motri- cidade Humana Dr. Renato Paiva do CAP Dra. Susana Pina da Faculdade de Motricidade Huma- na Professora Graça CamposEntidades: 5
  • 6. 6
  • 7. ÍndiceIntrodução 9O que é a PHDA 10Quais as causas? 11Quem sofre desta perturbação? 16Quais os comportamentos que os hiperactivos 18adoptam?Como diagnosticar este transtorno? 22  Teste de Conners 23  Perguntas-chave de um diagnóstico 24Que factores pioram o prognóstico? 27Quais os tratamentos e terapias? 28Ser pai ou mãe de um hiperactivo 30A Hiperactividade e a escola 35  Dificuldades de aprendizagem 35 · Défice de atenção 36 · Automonitorização inadequada 36 · Dificuldade em manter o esforço 37 · Memória 37 · Memória a curto prazo 38 · Memória de trabalho 38 · Controlo Executivo 39 · Leitura e Ortografia 39 · Matemática 40 · Linguagem oral 41  Aspectos positivos 42 7
  • 8. ÍndiceIntervenção da escola 43  Como integrar um hiperactivo no meio escolar? 43  Como distinguir um aluno hiperactivo de um alu- 45 no irrequieto?  Métodos e estratégias de ensino para focalizar e 46 manter a atenção. · Na apresentação de tarefas 50 · Na avaliação 51Conclusão 54Referências bibliográficas 57Anexos 59 · Inquérito 60 · Resultados dos inquéritos 61 · Análise dos resultados 63 8
  • 9. IntroduçãoO nosso objectivo crucial neste prospecto é fornecer infor-mação à comunidade escolar sobre a PHDA e sobre omodo como as crianças com esta perturbação podem edevem ser ajudadas na escola, para que haja uma melhorcompreensão por parte de todos sobre este tema tão pou-co abordado.Para além disso, pretende-se definir a Perturbação deHiperactividade com Défice de Atenção (PHDA), mostran-do de maneira clara e abrangente o comportamento hipe-ractivo adoptado por estas pessoas e a sua trajectória aolongo da vida.É importante ter a consciência de que a Hiperactividade éuma doença; ter preconceitos, esperar que o crescimentoou amadurecimento resolvam o problema não é umamaneira correcta de se proceder.O essencial é o reconhecimento da doença e a busca desoluções. Actualmente muitas pesquisas estão a ser ela-boradas, visando uma melhoria de vida para os hiperacti-vos e a tendência é cada vez mais para se avançar nestaárea, ultrapassando barreiras, tornando a vida dessas pes-soas e familiares mais agradável. 9
  • 10. O que é a PHDA?A Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atençãoé uma perturbação do desenvolvimento com três grandescaracterísticas: o défice de atenção, o excesso deactividade motora e a impulsividade.Esta perturbação interfere com a capacidade do indivíduoregular o nível de actividade (hiperactividade), inibir com-portamentos (impulsividade) e prestar atenção às tarefas.Estas alterações do comportamento são inapropriadaspara o nível de desenvolvimento geral do indivíduo.É uma perturbação crónica que afecta frequentemente acapacidade da criança para operar com sucesso nos cam-pos académico, comportamental e/ou social. À criançacom PHDA não faltam as aptidões ou capacidades, masesta não sabe o que fazer. Tem dificuldade em demonstrarou seguir instruções de forma consistente. Quando se tra-ta do desempenho das tarefas, é muito frustrante e difícilpara pais e professores, porque num dado dia ou momen-to a criança é capaz de realizar o trabalho e no dia seguin-te já não é. 10
  • 11. Ser pai ou mãe de uma criança com PHDA, é uma tarefadesgastante, inquietante e promotora de conflitos diários.Para os pais, o filho de aparência absolutamente normal,constitui sempre uma incógnita face aos comportamentosque apresenta. Estes são constantemente confrontadoscom uma série de questões às quais não é possível res-ponder, tais como: Porque é que o meu filho não segue asinstruções que lhe são dadas? Porque é que não cumpreas regras e não segue os pedidos que lhe são feitos? Por-que não consegue organizar-se de forma autónoma eparece não ouvir o que se lhe diz dezenas de vezes edurante anos?Muitos pais alimentam a ideia de que tudo passará com otempo, mas na maior parte das vezes, o tempo confirmaos seus piores receios e a realidade vai revelando umagravar da situação. 11
  • 12. Quais as causas?De acordo com o Dr. Nuno Lobo Antunes, a dopamina éum neurotransmissor presente no corpo humano queinduz adrenalina, estimulando o Sistema Nervoso Central.Este neurotransmissor é responsável por controlar os nos-sos impulsos, antecipar e prever as consequências dosnossos actos, determinar o que é mais importante e por-que ordem devemos realizar as nossas tarefas.Os lobos pré-frontais organizam o dia e permitem-nostomar decisões acertadas e racionais.Na PHDA os lobos frontais, sobretudo a zona mais ante-rior, têm dificuldade em focar-se por tempo prolongadonuma tarefa, em organizar o tempo e as actividades e emcontrolar os impulsos. Assim, nos indivíduos que sofremda PHDA, os seus lobos pré-frontais têm baixos níveis dedopamina, o que impossibilita que possam ser utilizados.A actividade do lobo pré-frontal, em pessoas que soframde PHDA, leva a dificuldades em prever o futuro e em ini-bir o que se deseja agora.Crê-se que os maiores responsáveis pelo problema sejamos genes. Os factores genéticos parecem, no entanto,influenciar de forma distinta rapazes e raparigas. (Nuno Lobo Antunes, Mal-entendidos, 2009) 12
  • 13. É difícil, na maioria dos casos, determinar uma etiologiaprecisa, já que também não é detectável nenhum danocerebral, como acontece noutras perturbações mentais.Existem alguns estudos que indicam que este tipo de per-turbação apresenta maior incidência nos rapazes que nasraparigas. A questão que estas investigações colocamprende-se com a determinação dos factores responsáveispor estas diferenças. Assim, estas teorias explicativas,baseadas umas em factores genéticos e outras em facto-res neuroquímicos não apresentaram resultados que per-mitam chegar a explicações absolutamente conclusivas. 13
  • 14. As características da PHDA podem também resultar dainteracção de outros factores, como por exemplo:Factores genéticos: Estudos revelam que as caracterís-ticas bioquímicas, que influenciam o aparecimento de sin-tomas de PHDA, são transmitidas de pais para filhos.Não há uma clara relação entre a vida familiar e a Hipe-ractividade, pois nem todas as crianças de famílias instá-veis ou disfuncionais têm esta perturbação e nem todas ascrianças com PHDA provêm de famílias disfuncionais.Factores pré-natais: O uso de álcool e drogas durante agravidez ou complicações intra-uterinas, e pré-natais,como traumatismos crânioencefálicos e anoxia, são tam-bém considerados responsáveis por mudanças estruturaise funcionais do cérebro.Factores alimentares: Consta que alguns açúcares,corantes e conservantes têm uma relação com a PHDA,apesar de ainda não estar cientificamente comprovadoque estes sejam uma causa para o aparecimento destaperturbação. No entanto, observou-se, por exemplo, quequando crianças com hiperactividade consumiam muitoaçúcar aumentava o seu nível de agitação, embora umadieta sem açúcar não diminuísse os sintomas da hiperacti-vidade. 14
  • 15. Factores biológicos1: Foi detectado que as pessoas com hiperactividade têm áreas do cérebro menos activas em comparação com as pessoas que não têm este distúrbio, o que leva à suspeita de uma possível disfunção do lóbulo frontal e das estruturas diencéfalo-mesenfálicas. Porém, do ponto de vista biológico, sabe-se que as razões fundamentais que originam esta disfunção cerebral são fruto de um défice ao nível do desenvolvimento de circui- tos cerebrais responsáveis pela manutenção da atenção por tempo prolongado em tarefas de natureza monótona e pela inibição comportamental. Desta forma, é natural que os indivíduos com PHDA apresentem dificuldades em autocontrolar-se, em resistir à frustração, em adiar a gra- tificação e em focalizar e manter a atenção numa só tare- fa.1 In http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/TL0041.pdf 15
  • 16. Quem sofre desta perturbação?Todas as faixas etárias podem sofrer desta perturbação,no entanto os casos mais comuns são em crianças e emadolescentes, pois à medida que estas vão crescendo vãoatenuando os seus comportamentos.Como já foi dito anteriormente, pensa-se que esta pertur-bação tenha uma condição hereditária e vários foram osestudos que levaram a esta hipótese. Por exemplo, con-forme encontrámos na Brochura do CADin, Stevenson(1994, cit. por Barkley, 1998) refere, numa revisão da lite-ratura sobre estudos com gémeos, que é possível verificara existência de PHDA em cerca de 80% dos pares degémeos. Estudos familiares têm verificado também que,num grande número de famílias, a existência de umacriança com PHDA, revela a existência de um familiar pró-ximo com o mesmo problema não identificado na infância. 16
  • 17. A hiperactividade do tipo predominantemente desatento(sem agitação motora pronunciada) é mais frequente emraparigas. A ausência de hiperactividade, propriamentedita, leva a que estas sejam diagnosticadas 4 anos maistarde que os rapazes.O sexo masculino tende a ter uma maior incidência para oproblema.A ocorrência de PHDA no adulto é cerca de metade daincidência em crianças e jovens.A PHDA associa-se a outros problemas. Menos de 1/3 dascrianças com PHDA sofrem esta perturbação no “estadopuro”, isto é, sem que outras perturbações lhe estejamassociadas. 17
  • 18. Quais os comportamentos que os hiperactivos adoptam? A criança pode ter dificuldades em:Défice de atenção e - seleccionar informações concentração - iniciar actividades - manter a atenção até ao final de uma tarefa - prestar atenção a dois estímulos em simultâneo Estas crianças têm dificuldade em: - reflectir antes de agir Impulsividade - prever as consequências das suas acções - planificar actividades - seguir normas estabelecidas Estas crianças podem manifestar um nível excessivo de movimento corporal (actividade quase perma- Hiperactividade nente e incontrolada sem finalida- de concreta). As dificuldades podem ser mais evidentes nas situações em que se requer maior tranquilidade. 18
  • 19. - baixa tolerância à frustração - baixa auto-estima - dificuldades em seguir nor- mas - desmotivação escolar - rendimento escolar oscilante - dificuldades em respeitar a sua vez, precipitação nas res- postas - podem ser pouco populares entre os seus companheiros - fazem barulhos ou sons desadequadosOutras características - são imprevisíveis e distraídos apresentadas: - parece que não escutam quando se fala com elas - perdem ou esquecem o material escolar - têm os deveres pouco cuida- dos - podem ser lentas a copiar a informação - têm dificuldades em adaptar- se às mudanças - reagem de forma despropor- cionada quando provocadas - podem ser facilmente explo- radas pelos outros 19
  • 20. Desatenção – Têm muita dificuldade em manterem-seatentos e concentrados, não conseguem dar atenção adetalhes, distraem-se facilmente, parecem estar sempre asonhar acordados ou de “cabeça no ar”, são desorganiza-dos, perdem tudo, odesempenho é muito irre-gular (dias bons e diasmaus), evitam tarefas querequerem esforço mentalc o n tí n uo, fr e q ue n te sesquecimentos na vidaquotidiana.Hiperactividade – Mexem as mãos ou os pés ou con-torcem-se na cadeira, estão sempre em movimento, falamdemais. Não são capazes de estar sentados durante muitotempo, levantam-se várias vezes à refeição, não aguen-tam uma aula inteira sentados, levantam-se, correm,interferem e implicam com os outros; respondem de for-ma atabalhoada às questões; interrompem os outros, têmdificuldade em esperar numa fila ou em aguardar a suavez nos jogos; fazem ruídos com os objectos que têm nasmãos ou simplesmente com a boca. 20
  • 21. Impulsividade - Têm enorme dificuldade em inibir ouparar uma resposta, seja esta um comentário ou um com-portamento. Assim sendo, falam, comentam, respondem eagem sem pensar primeiro nas consequências, tornando-se, por vezes, inconvenientes e desagradáveis. Esta carac-terística prejudica o desempenho escolar e dificulta oaguardar pela vez que lhes compete. Devido também àImpulsividade estes correm para o meio da rua sem olhar,o que faz com que fiquem mais vulneráveis aos acidentesde viação. 21
  • 22. Como diagnosticar este transtorno? A PHDA não tem um marcador biológico, um parâmetro facilmente mensurável, que nos permita afirmar com segurança a presença da disfunção. O comportamento da criança pode ser distinto em casa, na sala de aula ou no próprio gabinete médico, pelo que a análise do comportamento deverá ser feita com base nos diferentes espaços que esta possa percorrer. A Hiperactividade é uma perturbação com características próprias do desenvolvimento da criança e, como tal, deve ser avaliada com critério e por profissionais habilitados. Sem o devido diagnóstico pode ser confundida com doen- ças mais graves, como a esquizofrenia, ou simplesmente não passar de “mau comportamento”. 22
  • 23. Teste de ConnersConners desenvolveu um questionário conduzido por umconjunto de comportamentos, graduados numa escala, eque permite obter um perfil comportamental da criança.Os resultados são expressos em valores numéricos e com-parados com os obtidos por um conjunto de crianças semPHDA. Além de ajudar no diagnóstico, os questionáriospodem ser úteis na avaliação da intervenção terapêutica.Porém, podem existir resultados discrepantes entre osvários informadores.A suspeita de PHDA numa criança deve ser despistada poruma avaliação de um médico experiente em perturbaçõesemocionais que avalie a criança de uma forma global,inquirindo a qualidade das suas relações familiares, amiza-des, hábitos, hobbies, medos e atitudes. 23
  • 24. Perguntas-chave de um diagnóstico:1. Tem ou não esta criança maior dificuldade que outrasda mesma idade em concentrar-se em tarefas que exigemesforço mental?R: É necessário saber qual é a capacidade de atençãoexpectável para cada etapa do desenvolvimento. A avalia-ção da capacidade de atenção deve-se fazer quando acriança se encontra envolvida em tarefas que requeremesforço mental.Os professores deverão ter uma amostra significativa decrianças para saber se alguma delas foge da norma.2. Definida a presença de uma dificuldade em manter aatenção, a questão seguinte prende-se com as circunstân-cias em que esta surge.R: As implicações do Défice de Atenção verificam-se nasrotinas de todos os dias. Os filhos não são autónomos,não se organizam no tempo, não se conseguem responsa-bilizar por despir/vestir, tomar banho, comer, organizar amochila, entre outras. Como resultado os pais substituem-nos em praticamente tudo e as crianças tornam-se muitodependentes. 24
  • 25. 3. Socialmente também são crianças com dificuldades emjogos de grupo, principalmente se implicam um planea-mento com regras para cumprir (facilmente as esquecem).A dificuldade de atenção prejudica a criança de forma cla-ra?R: Os resultados escolares de uma criança com PHDApoderão ser razoáveis, mas no entanto inferiores aos dopotencial revelado pelo aluno. Ou então, existe um enor-me consumo de energia, por parte dos pais e da criança,que interfere com a oportunidade de desfrutar tempos delazer, para realizar trabalhos de casa ou estudar. 25
  • 26. 4. Porque razão o diagnóstico se baseia na interpretaçãode relatos e observações, e não se pode apoiar exclusiva-mente em valores estatísticos obtidos através de questio-nários?R: A criança deve ser avaliada no seu contexto familiar eescolar, desmontada e compreendida a sua rede de liga-ções emocionais, hábitos ou idiossincrasias emocionais.O diagnóstico da PHDA assenta na revelação do quotidia-no íntimo da criança e sua família, na análise dos compor-tamentos na aula e no recreio, e pela observação do com-portamento no gabinete de consulta (gestos, movimentose olhares – códigos que apuram a dificuldade de atenção). (Nuno Lobo Antunes, Mal-entendidos, 2009) 26
  • 27. Que factores pioram o prognóstico? A PHDA, se não for identificada correctamente e conse- quentemente não der origem a uma intervenção atempa- da, pode originar outras perturbações e desadaptações, por vezes mais graves que a hiperactividade em si mes- ma. Esta perturbação não surge na vida de uma criança em consequência de uma situação traumática (como um divórcio ou morte de um familiar próximo). Pode, porém acontecer, que as características que já estavam presentes no comportamento, se agravem e se tornem mais disrup- tivas nessas alturas. Esquematicamente, os factores que pioram o prognóstico podem ser:  Diagnóstico tardio;  Fracasso escolar (a auto-estima tem um papel impor- tante numa boa evolução da perturbação);  Educação demasiado permissiva ou excessivamente rígida (deve-se tentar encontrar um meio termo);  Ambiente familiar marcado pelo stress e/ou hostilida- de/violência;  Problemas de saúde ou atrasos no desenvolvimento;  Problemas familiares (alcoolismo, patologias psiquiá- tricas, etc.). 27
  • 28. Quais os tratamentos e terapias?A intervenção pressupõe dois planos: a intervenção aonível dos sintomas próprios da perturbação e, ao nível dadesadaptação secundária existente em cada caso.Na maioria das situações, a PHDA provoca um ciclo vicio-so de relações interpessoais e de insucesso em diferentesplanos. Actuar ao nível dos sintomas, pode ser o primeiropasso para que outras situações se possam resolver. Estaactuação pressupõe, em muitos casos, uma intervençãofarmacológica, à base de psicoestimulantes, que actuamao nível do Sistema Nervoso Central, melhorando as capa-cidades de atenção e diminuindo a impulsividade do indi-víduo. 28
  • 29. No entanto, uma intervenção exclusivamente farmacológi-ca não é suficiente. A Hiperactividade resulta de inúmerasdificuldades e, a actuação ao nível dos sintomas, não pro-move nem desenvolve as competências que cada criançanecessita adquirir no seu percurso de vida. Como tal, é deafirmar que a intervenção na PHDA deve ser Multimodal1.A monitorização dos comportamentos da criança(evolução, diferenças ao longo do dia, surgimento dereacções inesperadas) é um valioso instrumento para afe-rir os resultados da intervenção terapêutica e deve sercomunicada aos pais e/ou médico assistente da criança.1 Uma abordagem Multimodal inclui uma combinação de Programas de Modifica-ção Cognitivocomportamental (mudanças de comportamento na escola e emcasa) e uma intervenção farmacológica. 29
  • 30. Ser pai ou mãe de um hiperactivoNa família, a PHDA representa um desafio diário. As situa-ções de conflito são mais frequentes e mais intensas doque noutras famílias com crianças da mesma idade, o quegera, nos pais uma angústia e sentimentos de culpa. Aangústia de não conseguir gerir as situações vem quasesempre acompanhada de um grande sentimento deincompetência parental, potencializado pelas situaçõessociais vividas entre os amigos e com a sua própria famí-lia. Não é raro que, as famílias com crianças hiperactivas,se isolem e desistam de realizar um conjunto de activida-des. Acabam por se fechar em si mesmas e aumentar assuas dificuldades. 30
  • 31. O desgosto, por não conseguirem que os filhos se com-portem como as outras crianças, conduz frequentementea uma grande tensão familiar que se reflecte na relaçãoconjugal e na relação de fraternidade. Os sentimentosgeneralizados de incompetência arrastam, frequentemen-te, uma necessidade de culpabilizar o outro pelo “maucomportamento” da criança hiperactiva que, por sua vez,sente essa acusação dirigida a si mesma. Este sentimentogera mais comportamentos disruptivos, potencializando ociclo vicioso que se instala nas relações familiares. É fre-quente assistirmos a estilos parentais muito punitivos,sabendo que a punição é o caminho errado para aliviar atensão.Um dos passos mais importantes para quebrar este cicloconsiste no facto dos pais poderem perceber o que é aHiperactividade, em que consiste, e como é que as suascaracterísticas provocam desadaptação na vida da criança.Para tal, a informação é muito importante, bem como arealização de reuniões formativas. 31
  • 32. Como posso eu ajudar o meu/minha filho/a? É apergunta mais frequente e que a maioria dos pais faz.Existem várias estratégias que podem contribuir para umaboa comunicação com a criança. Encontrámos numa bro-chura informativa do CADin as seguintes estratégias paraos pais: Seja proactivo – isto é, é preferível que antecipe a situação, evitando que aconteça, do que reagir a ela. Para orientar a criança, ajude-a a encontrar soluções alternativas e a rever os erros cometidos, mantendo a calma e a tranquilidade. Ponha as coisas mais importantes em primeiro lugar – há situações que podem ser ignoradas. Não reaja a todas da mesma forma, ignorando aquelas que não interferem significativamente com a vida familiar e com a saúde e segurança de todos. Tente compreender a situação do seu filho antes de querer ser compreendido – se tentar, em primeiro lugar, entender a situação do seu filho, aumenta a probabilidade de ser correspondido, pois está a actuar como modelo. 32
  • 33.  Promova a cumplicidade entre pai e mãe e entre pais e filhos – se existir uma cumplicidade entre os pais, é mais provável que a acção desejada seja alcançada com sucesso. Utilize com frequência o reforço positivo – refor- ce de forma imediata o bom comportamento e as capacidades do seu filho. Não deixe para depois o jogo prometido ou a ida a um sítio especial. Escolha algo que possa dar de imediato e aposte em conce- der-lhe um tempo especial entre si e ele, sem interfe- rências. Se tiver de utilizar uma punição – não grite nem se exalte. Explique porque é que está a actuar desta forma, mantendo a calma ao falar e agir. Não puna a criança numa situação de “conflito aberto” ou numa “birra”. Nestes casos retire a criança da situação e espere que se acalme. Relembramos que não se deve exaltar. Quando a criança estivar calma explique-lhe o porquê da punição (não física, mas sim retirada de privilégios). 33
  • 34.  Ajude o seu filho a organizar-se – crie rotinas para o seu filho e procure que a criança participe nas rotinas familiares, mas não se esqueça, que as tare- fas devem estar adequadas às suas capacidades e que deve tentar dar a informação de forma clara e concisa de forma a facilitar a assimilação por parte da criança. Ajude o seu filho com as amizades – organize situações lúdicas de desafio e aventura, fora de casa, e aproveite as situações para modelar as relações entre ele e os amigos e para o ajudar a organizar-se e adequar o ser comportamento. Mantenha sempre a calma – ou pelo menos tente e treine, pois manter uma atitude firme mas tranquila é essencial para lidar com o seu filho. 34
  • 35. A Hiperactividade e a escolaDificuldades de aprendizagemMuitas crianças com PHDA apresentam dificuldades a nívelda leitura, ortografia, escrita, matemática e linguagem(com uma incidência que varia entre os 35 e os 50%).Estas crianças têm um rendimento académico que podeser muito inferior às suas capacidades intelectuais devidoaos seus problemas de atenção, memória e escasso con-trolo dos impulsos. 35
  • 36. Défice de atençãoO défice de atenção é a principal causa da existência deum rendimento escolar aquém das possibilidades da crian-ça.O défice de atenção implica uma dificuldade em seleccio-nar os estímulos de forma adequada. Quando a informa-ção chega a estas crianças, elas fixam-se em detalhesmínimos e não são capazes de apreender a ideia principal.Assim, quando respondem a uma pergunta, podem fazê-lopela tangente e, nos seus trabalhos, distribuem mal otempo.Automonitorização inadequada (ausência decontrolo de qualidade)Estas crianças cometem erros pelo facto de concluírem eentregarem os trabalhos de formaprecipitada. Quando lêem em vozalta, enganam-se nas palavras por-que não comprovam se a palavra fazsentido naquela frase antes de adizer. Isto deve-se à falta de aten-ção, mas também à sua impulsivida-de. 36
  • 37. Dificuldade em manter o esforçoEstas crianças têm muita dificuldade em manter a atençãoem actividades que não lhes geram interesse. Aborrecem-se, desconcentram-se nos deveres, enquanto um jogo devídeo é capaz de captar a sua atenção durante horas. Estafalta de perseverança afecta de forma significativa o ren-dimento nos primeiros anos de escolaridade. Estas crian-ças cansam-se facilmente em trabalhos que exigem a suaconcentração e é natural que evitem essas tarefas.MemóriaÉ difícil separar os problemas de atenção dos problemasde memória. Se não somos capazes de estar atentos auma informação, dificilmente conseguimos apreendê-la,integrá-la e armazená-la. Normalmente estas crianças têmuma boa memória a longo prazo mas a sua memória acurto prazo e a memória de trabalho deixam muito adesejar. Recordam-se do que aconteceu há um ano, mastêm muita dificuldade em reproduzir o que se lhes acaboude explicar. 37
  • 38. Memória a curto prazoA maioria destas crianças tem muita dificuldade em recor-dar instruções e em reter informação sequencial.Memória de trabalhoRefere-se à capacidade de reter vários tipos de informa-ção ao mesmo tempo. Se não somos capazes de repre-sentar mentalmente vários números, não podemos fazercálculos mentais. Se queremos compreender o que lemos,temos que ser capazes de recordar as palavras do princí-pio de um parágrafo quando chegamos ao fim. Na lingua-gem, a memória de trabalho ajuda-nos a combinar pala-vras mentalmente para conseguir o máximo de impactoao utilizá-las oralmente ou por escrito. 38
  • 39. Controlo ExecutivoA capacidade de reflectir e planear antes de actuar estáafectada nestas crianças o que lhes causa problemas emestabelecer prioridades, planificar, organizar o tempo,antecipar consequências, aprender com a experiência esintonizar socialmente.Leitura e Ortografia problemas com a fonética das palavras; problemas na leitura visual – reconhecer palavras; pela forma; problemas de compreensão da leitura; impulsividade, escassa automonitorização, problemas de compreensão motivados pela fraca memória de trabalho. 39
  • 40. MatemáticaOs problemas de cálculo mental são quase universais nascrianças com PHDA e muitas delas têm também dificulda-des específicas na área da matemática. Não têm dificulda-des em reproduzir os números de memória e podem con-tar por correspondência (ex: utilizando os dedos) masquando se lhes retira esse suporte começam os proble-mas. Muitas crianças têm também uma discalculia – custa-lhes entender o tamanho relativo das figuras, aprendertabuadas, recordar sequências de algarismos, entender osignificado dos sinais e compreender conceitos matemáti-cos avançados. 40
  • 41. Linguagem oralEstas crianças costumam ter uma forma particular deexpressar-se e muitos problemas na aprendizagem da lei-tura correspondem a dificuldades que têm na hora de des-codificar a linguagem no cérebro.Os problemas de falta de atenção, memória de trabalho econtrolo executivo são a causa da maioria das dificuldadesa nível da expressão oral. As crianças respondem semterem escutado a pergunta, interrompem as conversasdos outros e são muito desorganizadas. O seu discursopode carecer de uma linha narrativa clara, podendo saltarde um assunto para outro. Com os seus problemas deselectividade, são capazes de se perder em pormenoresirrelevantes e podem não saber dar uma ideia de conjuntoao seu discurso. Os seus relatos costumam ser muitointerrompidos por hesitações que podem ocultar a dificul-dade real em encontrar uma palavra adequada. Quandose lhes colocam perguntas abertas, podem responder“não sei” ou “não me lembro” para não terem que seesforçar a organizar o discurso. Muitas vezes têm dificul-dade em adaptar o discurso ao interlocutor – falta dehabilidades pragmáticas da linguagem. 41
  • 42. Aspectos positivosPara além das características e comportamentos típicosdos alunos com Hiperactividade, também devemos realçaralguns factores positivos que, por vezes, lhes estão asso-ciados, tais como: Ingenuidade; Criatividade; Espontaneidade; Grandes reservas de energia Sensibilidade relativamente às necessidades dos outros; Receptividade e disposição para perdoar; Disposição para correr riscos; Intuição; Curiosidade; Imaginação; Abordagens inovadoras; Gestão de recursos; Empatia; Bondade; Capacidade de observação; Muitas ideias. 42
  • 43. Intervenção da escolaComo integrar um hiperactivo no meioescolar?O estilo de aprendizagem de uma criança com PHDA émuito diferente do estilo de uma criança sem PHDA. Sãocrianças menos reflexivas, com tendência a prestar aten-ção a muitos estímulos em simultâneo e com maior difi-culdade em processar estímulos verbais. São crianças que“aprendem fazendo”, por tentativa e erro e que se movempara “obter algo”. Necessitam, com frequência, de pistasorientadoras para a realização das tarefas. A sua aprendi-zagem escolar melhora se as tarefas forem curtas e esti-mulantes e se forem sistematicamente forçadas positiva-mente pelas suas conquistas.Para se ter sucesso, deve-se encarar a situação como umtodo, um sistema em desequilíbrio, que necessita de serreorganizado e estruturado.É importante que se equacione todos os elementos dessesistema (criança, escola, professor, recursos, colegas,família, etc.) e as interacções que entre eles estabelecem. 43
  • 44. Para intervir na escola é necessário modificar os contextose práticas, as atitudes, crenças, entre muitos outros.O professor é uma peça chave no desenvolvimento destascrianças e só a estreita colaboração entre a escola e afamília permite uma intervenção adequada.Na escola, o hiperactivo deve ser acompanhado por umaequipa multidisciplinar, mas na ausência desta, o professorterá de implementar um conjunto de estratégias e técni-cas pedagógicas para ajudar a criança com PHDA a res-ponder melhor à aprendizagem. 44
  • 45. Como distinguir um aluno hiperactivo deum aluno irrequieto?Antes de passarmos às estratégias para professores,devemos esclarecer esta diferença.Nem todas as crianças com dificuldades em manter aatenção, irrequietas e impulsivas têm uma PHDA. Podeexistir outra perturbação que origine tais sintomas oupode ser que a criança seja, apenas, mais desatenta, irre-quieta e/ou impulsiva do que as outras da sua idade.Importa acima de tudo saber se essas característicasestão a causar sofrimento e desadaptação na sua vida enos contextos familiar, escolar e social.Deve-se encaminhar a criança ao Gabinete de EducaçãoEspecial da escola onde poderão contactar especialistas ediagnosticar, ou não, a criança com hiperactividade. 45
  • 46. Métodos e estratégias de ensino parafocalizar e manter a atenção: Diminuir os factores de distractibilidade – a sala de estudo ou de aula deve estar isenta de factores de alheamento como televisores, telemóveis ou brinque- dos. Os principais factores de desatenção na sala de aula são os próprios colegas, pelo que a procura do melhor lugar para sentar a criança com PHDA é cru- cial. Facilite a atenção – criar uma aula viva e interes- sante. Material visual atraente, sublinhados, instru- ções curtas e dadas uma de cada vez (reforçadas com o contacto visual para o professor assegurar que o contacto foi ouvido). Utilização de um sinal conven- cionado para chamar a atenção (toque no ombro ou na carteira). 46
  • 47.  Desloque-se pela sala para manter a visibilida- de Ajude na organização do trabalho – ajude na criação de métodos e hábitos de estudo do aluno, de forma a facilitarem a sua organização do trabalho. Deve ser dado tempo suficiente ao estudante com Hiperactividade para copiar as indicações do quadro para o caderno, uma vez que se trata de um aluno mais lento que os colegas. As expectativas e objectivos terão de ser cla- ros. Calendários bem visíveis no local de trabalho com inscrição das datas de testes e apresentações de tra- balhos. Utilização de instrumentos simples que emitam sinais sonoros para poder regular o ritmo de trabalho ou de estudo. Estimular o estudante a realizar resumos dos aspectos mais importantes e sublinhar as palavras- chave. Informar os pais de imediato quando os trabalhos não são realizados. 47
  • 48.  Diminuir a frustração – O elogio e o reforço positi- vo são fundamentais. Se a criança estiver com dificul- dades em se manter tranquila durante um longo período de tempo, escolha-a quando é necessário fazer um recado ou uma pequena tarefa como reco- lher enunciados. Os alunos com PHDA deverão ser inscritos nas aulas de manhã, altura do dia em que lhes será mais fácil manter a atenção. Os métodos de avaliação devem ser ajustados às crianças com PHDA sendo as provas orais o melhor método de avaliar uma criança hiperactiva. Avisar/alertar o aluno se este “saltou” uma pergunta ou se cometeu um erro por evidente falta de atenção. Os pais são a autoridade – a criança deverá com- preender que qualquer acto que pratica tem conse- quências 48
  • 49.  Deve-se incentivar a criança com prémios e recompensas - Para reforçar os comportamentos positivos, os professores podem encontrar formas de compensar os alunos. Esses prémios podem ser con- quistados sempre que o aluno atinja um patamar de “pontos”/”estrelas” previamente definidos pelo pro- fessor. Os pais da criança devem ser informados acer- ca dessas conquistas. Esses pontos podem ser con- quistados individualmente ou em grupo. (por exem- plo, apagar o quadro, fechar a porta à chave, fazer recados, etc.). 49
  • 50. Na apresentação de tarefas: Utilize a instrução verbal em combinação efectiva com suporte visual; Não dê instruções muito compridas e com informação pouco pertinente; seja claro nos seus pedidos; Providencie que a instrução seja dada de forma direc- ta à criança em causa; A instrução deve ter em conta a experiência anterior da criança sobre o assunto ou tarefa e o professor deve certificar-se de que a criança compreendeu o pedido; Utilize meios dinâmicos e estimulantes para apresen- tar as tarefas às crianças. A investigação tem demonstrado que ao aumentar o grau de estimulação nas tarefas, bem como implicar a novidade nos mate- riais e métodos utilizados, melhora a capacidade de resposta da criança com PHDA. Assim, utilize o traba- lho de grupo, as cantilenas, a resposta em coro, o diálogo, a actividade motora, a cor e a forma altera- da, para estimular a focar a atenção. 50
  • 51. Na avaliação: A criança com PHDA beneficia se a sua avaliação for essencialmente verbal, ou através de trabalhos de natureza vária. Na realização dos testes necessita de mais tempo e de um ambiente calmo e longe de factores distracto- res. As perguntas de um teste também deverão ter algu- mas adaptações como: não existirem perguntas enca- deadas, cuja resposta depende de uma anterior; não existirem perguntas com muita informação contex- tual; nas perguntas de escolha múltipla ter muito cui- dado com a forma como as alternativas são dadas (não existirem alternativas com pequenas nuances). 51
  • 52.  Quando existem perguntas de escolha múltipla, o professor deve acautelar que a impulsividade pode provocar erros de resposta. Durante a realização de testes tente perceber se a criança está a ler as perguntas até ao fim e de forma correcta. Evite testes fotocopiados frente e verso e se assim for, chame a atenção da criança para o facto. Utilize cópias a preto e branco, saliente informação pertinente nas perguntas, utilize os testes como guia de estudo.Adapte materiais de apoio ao estudo A maioria dos materiais de apoio ao estudo contém muita informação, o que dificulta a atenção da crian- ça com PHDA. Lembre-se que estas crianças têm muita dificuldade em resumir textos e em tirar as informações mais importantes da leitura dos mesmos. Não use materiais com muita informação. Sintetize o máximo possível a informação nuclear e acompanhe com ilustrações ou desenhos apelativos. 52
  • 53. 53
  • 54. ConclusãoA experiência escolar pode constituir um verdadeiro desa-fio para uma criança com PHDA. A sua impulsividadeimpede-a de responder de forma reflexiva e conduz fre-quentemente ao erro, as dificuldades de memória de cur-to prazo dificultam a retenção de informação, as dificulda-des de planeamento e organização interferem com aescrita, em especial, quando há tempo limitado para tal.A grande maioria das crianças é identificada quandocomeça a existir uma dificuldade em acompanhar as exi-gências escolares próprias para a sua idade e se começama repetir os insucessos e falhanços. Outras razões de iden-tificação são os comportamentos disruptivos, frequentesna sala de aula, ou as dificuldades de relacionamento comos pares.Para lidar com estas crianças deve-se conhecer a pertur-bação. Saber distinguir quando se trata de mau comporta-mento ou da perturbação. Estas crianças não fixam a suaatenção e portanto torna-se difícil chamá-las à razão paraalgo que fizeram mal. Não cumprem regras, pois não asdecoram e isso dificulta a sua aprendizagem. Não sãocrianças intelectualmente inferiores às outras, simples-mente não conseguem expressar a sua inteligência. 54
  • 55. Com este trabalho, pretendemos ajudar a comuni-dade escolar, e até os pais, a lidar e a perceberestas crianças, pois,“mais que uma inquietação, elas têmuma perturbação.” 55
  • 56. 56
  • 57. Referências bibliográficas Antunes, N. L. (2009). Mal-Entendidos. Verso da Kapa. Associação Portuguesa da Criança Hiperactiva. (s.d.). Obtido de http://www.apdch.net/. Desordem por Défice de Atenção com Hiperactivida- de. (s.d.). Obtido de http://ddah.planetaclix.pt. Documentos facultados pelo Gabinete de Educação Especial e Apoio Educativo. Hiperactiva, A. P. (s.d.). Pertubação de Hiperactivida- de com Défice de Atenção - um guia para professo- res. Hiperactividade, G. d. (Abril de 2010). Inquéritos a professores e sua análise. Pina, D. S. (Maio de 2010). Entrevista com uma Psi- coterapeuta e mãe de uma criança hiperactiva. (G. d. Hiperactividade, Entrevistador) Rodrigues, A. N. (Abril de 2005). Hiperactividade e Défice de Atenção - Compreender e Intervir na Escola e na Família. Cascais: CADin. 57
  • 58. 58
  • 59. Anexos 59
  • 60. INQUÉRITO DESTINADO A PROFESSORESEste inquérito tem como objectivo a realização de um trabalho sobre Hiperactividade – “Vida a 100 àhora!”, no âmbito de Área de Projecto do 12º1.Sexo: F □ M □ Idade: □ Menos de 30 □ Entre os 30 e os 50 □ Mais de 50Disciplinas leccionadas: ___________________________________________________Há quantos anos lecciona? □ 1 a 10 anos □ 11 a 20 anos □ Mais de 20 anosAnos de escolaridade que lecciona: □ 7º ano □ 8º ano □ 9º ano □ 10º ano □ 11ºano □ 12ºano □ Cursos Profissionais □ Ensino Nocturno1. Sabe o que é um hiperactivo? □ Sim □ Não2. Percebe como deve reagir correctamente com um/a aluno/a hiperactivo? □ Sim □ Não □ Com dificuldade3. Seleccione as opções que remetem para sintomas de Hiperactividade: □ Não cumpre as regras. □ Trabalha isolado/a. □ Não consegue manter a atenção durante muito tempo. □ Não consegue permanecer sossegado/a. □ Má educação persistente.4. Que medidas se devem adoptar, numa sala de aula, com um/a aluno/a hiperactivo? □ Agir normalmente com o/a aluno/a. □ Manter o aluno/a isolado/a dos colegas para bom funcionamento da aula. □ Reforçar de forma positiva o esforço do/a aluno/a. □ Ser persistente com o/a aluno/a. □ Utilizar sanções disciplinares por mau comportamento e distúrbio. □ Utilizar métodos de ensino alternativos e estimulantes (cores, animações, diminuição dos estímulos externos).5. Os alunos hiperactivos devem ter avaliações (critérios, instrumentos,…) especiais em relação aoscolegas? □ Sim □ Não Porquê?___________________________________________________________________________________________ Muito obrigada pela sua colaboração! Grupo 2 Ana Sofia Matos Filipa Nascimento Inês Sim Sim Marta Zegre 60
  • 61. Resultados dos Inquéritos 1. Sabe o que é um hiperactivo?2. Percebe como deve reagir correctamente com um/aaluno/a hiperactivo?3. Seleccione as opções que remetem para sintomas deHiperactividade: 61
  • 62. 4. Que medidas se devem adoptar, numa sala de aula,com um/a aluno/a hiperactivo?5. Os alunos hiperactivos devem ter avaliações (critérios,instrumentos,…) especiais em relação aos colegas? 62
  • 63. Análise dos ResultadosNo âmbito do projecto “Hiperactividade – Vida a 100 àhora!”, do grupo 2, do 12º1, foram elaborados inquéritosdirigidos a professores. Foi recolhida aleatoriamenteuma amostra de 37 professores, sendo 26 do sexofeminino e 11 do sexo masculino.Depois de recolhidos os inquéritos, estes foram analisadose pudemos retirar algumas conclusões:Todos os inquiridos sabem o que é um hiperactivoe no entanto, a maioria tem dificuldade em percebercomo se deve reagir correctamente com alunos quesofram desta perturbação. Mostraram também reconheceros sintomas de Hiperactividade, não contrariando as res-postas da questão anterior. 63
  • 64. É de salientar que a maioria dos professores escolheuopções correctas acerca de como lidar com umhiperactivo numa sala de aula. Agir normalmente como aluno, reforçá-lo de forma positiva, a persistência e autilização de métodos de ensino alternativos e estimulan-tes são as medidas a tomar pela grande maioria.Ainda assim, há uma pequena percentagem que indi-ca que ainda se acha que se devem aplicar sançõesdisciplinares por mau comportamento ou isolar oaluno para um bom funcionamento da aula.Há grande ambiguidade em relação à questão dasavaliações especiais para hiperactivos. Metade dos hiperactivosinquiridos é a favor de serem feitas avaliações, serem utili-zados critérios e instrumentos de avaliações diferentespara hiperactivos e a outra metade é contra. 64
  • 65. 65
  • 66. A minha filha antes de ser diagnosticada com hiperactivi-dade, tinha, de facto, características muito específicas queeu penso que estão presentes na maioria das criançascom hiperactividade, tais como: o facto de não dormir, aagitação que formava uma desarrumação total da casa, eque fazia com que não houvesse nada que estivesse nodevido lugar, pois isso não era possível.Esta agitação, não é igual em todas as crianças, no casoda minha filha eram tiques. Ela tinha muitos tiques, elanão conseguia estar sentada, tinha sempre a perna debaixo do rabo, depois tirava-a e depois ficava de joelhos.Ela não saltava nem se pendurava nos candeeiros. Nãoera isso, mas tinha tiques muito pequeninos. Chuchavatudo. Destruía os lápis e as canetas. Até podia ser oobjecto mais rijo, que ela conseguia danificá-lo com aboca. Fazia muitos gestos.Eram pequenos tiques que mostravam bem a ansiedade eo mal-estar dela.Eu na altura não pensei que fosse uma PHDA, pensavaapenas que era uma menina mais mexida e que tinha difi-culdade na arrumação e no cumprimento das regras.Nunca pensei que pudesse ser hiperactividade, até ela terentrado para a escola. Dra. Susana Pina Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta e mãe da Marta, uma menina hiperactiva. 66