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SMALL BANGS eBOOK Apresentação
 

SMALL BANGS eBOOK Apresentação

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Small Bangs de Augusto de Franco (2012) eBOOK Apresentação

Small Bangs de Augusto de Franco (2012) eBOOK Apresentação

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    SMALL BANGS eBOOK Apresentação SMALL BANGS eBOOK Apresentação Presentation Transcript

    • Uma metáforapara o netweaving
    • Instruções para construir uma bomba criativa
    • Uma bomba criativa (ou bomba-fluzz)produz uma singularidade no camposocial deformado pela hierarquiatornando possível o nascimento de ummundo mais distribuído do quecentralizado.
    • Quando a bomba-fluzz explode abre umabolha no espaço-tempo dos fluxos...
    • Esse mundo altamente conectado é umSmall World: um mundo-bebê em... permitindo que se configure umgestaçãoHighly Connected World.
    • É uma bomba porque essa irrupçãocriativa ocorre de uma vez...
    • ... como uma explosão, um bang.
    • Mas uma explosão que não pode ser tãogrande a ponto de provocar areadequação do sistema hierárquicocomo um todo impedindo a formação dabolha.
    • Tem que ser uma pequena explosão, oumelhor, várias pequenas explosões quevão se irradiando a partir de pontosdistintos, de localização imprevisível,sobretudo nas bordas dos sistemashierárquicos.
    • Sim, são perturbações na periferia doscampos deformados, não ataques aosseus centros.
    • Por isso que não é um (único) Big Bang esim vários Small Bangs, gerando umadiversidade de mundos-bebês.
    • Cada mundo-bebê que vem à luz ésempre temporário e localizado; oumelhor, glocalizado.
    • A bolha se desfaz quando o seumetabolismo não consegue maissustentá-la.
    • A bolha é destruída de fora para dentrose não consegue continuar resistindo àpressão ambiental do mundohierárquico.
    • De qualquer modo, mais cedo ou maistarde, o novo mundo se desconstituirá.
    • Outra bomba criativa deverá então serconstruída. A intermitência é da naturezado processo.
    • Para construir uma bomba-fluzz comecearticulando uma rede de pessoas. Pelomenos três pessoas são necessárias parainiciar a construção da bomba.
    • Essas pessoas, conectadas em rede, vãocomeçar um processo de cocriação apartir de seus desejos. Quaisquerdesejos: não é o conteúdo que importa esim o processo.
    • A explosão é criativa, não destrutiva.
    • Para que possa abrir uma singularidadeno campo social deformado pelahierarquia, permitindo o surgimento e aexpansão da bolha, o processo – além deimprevisível e intermitente – deve seraberto, distribuído e interativo (nãoparticipativo).
    • Se tais requisitos forem atendidos,pronto! Está feita a bomba criativa.
    • Quando a primeira criação for realizada abomba explodirá abrindo a bolha.
    • Outras pessoas poderão entrar na bolha,conectando-se à rede de mododistribuído. Os desejos dessas novaspessoas suscitarão novas criações.
    • Enquanto novas criações estiveremsurgindo a bolha existirá. Enquanto abolha durar você poderá com-viver nela.
    • Mas as regras são bem diferentesdaquelas que lhe ensinaram para viverno mundo hierárquico. Se você insistirnas velhas maneiras de interagir poderádestruir a bolha prematuramente.
    • A bolha pode murchar, desaparecer, seextinguir, se autodestruir, implodir, sedesintegrar, se cristalizar e quebrar ouinflar e romper sua fina película sesurgirem no seu interior deformaçõespróprias de mundos hierárquicos.
    • Destroem a bolha: caminhos pré-traçados, mestres para transmitirensinamentos, exigência de obediência,luta contra inimigos, direcionamento deesforços para alcançar sucesso, tentativasde transformar pessoas no que elas nãosão, conduzi-las ou organizá-las top downe propaganda.
    • Por isso se diz que na bolha não hácaminho, não há mestre, não háobediência, não há luta, não há sucesso,não há transformação, não háorganização e não há propaganda.
    • Não há caminhoSe você traçar um caminho para que aspessoas sigam por ele a bolha murchará.
    • Caminho é um sulco para fazer escorrer por ele as coisasque ainda virão. Isso só faz sentido em um mundofracamente conectado. Nos Highly Connected Worldsexistem múltiplos caminhos. No limite, tudo é caminho.Logo, não há caminho.
    • Não há mestreSe você seguir um mestre e se submeteraos seus ensinamentos ou se quiser seconverter em um mestre para ensinar osoutros, a bolha desaparecerá.
    • Toda região do campo social deformado pela hierarquiaconfigura um campo de ensino-reprodução, seja umaescola propriamente dita ou uma escola de pensamento,seja uma igreja, uma corporação ou partido, um órgãoestatal, uma empresa tradicional ou uma organização civilda nova burocracia associacionista das ONGs.
    • As bolhas são campos de aprendizagem-criação, espéciesde refúgios dos campos de reprodução da Matrix ouabrigos temporariamente livres da sua influência. Nelastodos são mestres uns dos outros enquanto se polinizammutuamente. Logo, não há mestre.
    • Não há obediênciaSe você obedecer a alguém ou exigirobediência de alguém, a bolha seextinguirá.
    • Obediência é sempre manutenção de uma ordem impostatop down. Ela foi introduzida para disciplinar a interação econter a criação. O espírito de liberdade é a fonte de todacriatividade (que é sempre des-ordem).
    • Em uma organização hierárquica desobediência é,simplesmente, fazer redes (mais distribuídas do quecentralizadas). Portanto: desobedeça. Se vocêdesobedece, não há obediência.
    • Não há lutaSe você lutar contra alguém elegendo-ocomo inimigo, a bolha se autodestruirá.
    • Inimigos são criados pela luta contra alguém. Mas não háuma boa luta, não há um bom combate, não há umaguerra justa do bem contra o mal. A guerra (ou a políticapraticada como arte da guerra) é, em si, o mal.
    • Assim como o justo monarca legitima as autocracias, osuposto “guerreiro da luz” envolvido em um combatecontra um suposto “guerreiro das trevas” legitima aexistência da guerra (e, consequentemente, o emprego e afabricação da arma).
    • O único inimigo que existe é o criador de inimigos. Se vocêlutar, você será o inimigo. Portanto, não lute. Se você nãolutar, não há luta.
    • Não há sucessoSe você direcionar esforços para obtersucesso, a bolha implodirá.
    • Se você busca o sucesso é sinal de que deseja ser umapessoa incomum. Neste caso terá mesmo muitadificuldade de ser uma pessoa comum (quer dizer, com asmesmas condições de compartilhamento do que as outraspessoas).
    • Sendo uma pessoa não-comum – famoso, rico, poderoso,possuidor de muitos títulos de reconhecimento doconhecimento ensinado, herói ou santo – terá maisdificuldade de permanecer aberto à interação com ooutro-imprevisível. Resultado: se sucumbir a isso,comportando-se como se fosse diferente dos outros, nãoconseguirá viver plenamente a nova convivência queocorre na bolha.
    • Porque na bolha você não tem que se destacar dossemelhantes e sim, pelo contrário, se aproximar deles. Nabolha não há pessoa mais importante do que outra. Todassão igualmente importantes, todas tiveram sucesso aoatingir o supremo objetivo de ser pessoas comuns. Logo,não há sucesso.
    • Não há transformaçãoSe você tentar se transformar no quevocê não é ou quiser transformar outraspessoas no que elas não são, a bolha sedesintegrará.
    • Não é uma tribo especial que pode fazer netweaving, nãoé um cluster de gênios, uma fraternidade de seresnotáveis, dotados de faculdades e qualidadesexcepcionais, super-humanas. É você! Se você não fizer,nada se modificará em seu mundo (ou melhor, você nãopoderá sair do mundo que lhe impuseram e no qual vocêestá aprisionado).
    • Para tanto, você não precisa ser mais do que você é. Vocêsó precisa ser o que você pode ser como revelação oudescoberta do que você é. Assim, você não tem que setransformar no que você não é.
    • Não há nada errado com você. Você não veio com defeitode fábrica, que precise ser consertado por algumainstituição hierárquica. Você não precisa ser educado –quer dizer, ensinado, adestrado, domado – para aplacaruma suposta besta-fera que existe no seu interior.
    • Não há nada no seu interior humano além da composiçãofractal de todos os outros humanos que fazem com quevocê seja uma pessoa: um humano, esse maravilhosoencontro fortuito do simbionte natural (em evolução) como simbionte social (em prefiguração).
    • No momento em que você aceitar-se como é e renunciarao chamamento, aparentemente revolucionário, paratransformar os outros no que eles não são, toda perversãotransformacionista se desfaz. Logo, não há transformação.
    • Não há organizaçãoSe você organizar as pessoas, a bolha secristalizará e quebrará.
    • Não organize, deixe rolar. Resista à tentação de liderar.Resista à tentação de fazer um grupo ou de pertencer aum grupo. Deixe as pessoas se aglomerarem por simesmas, deixe o enxameamento acontecer, deixe aimitação exercer o seu papel, deixe os mundos secontraírem.
    • Em vez de tentar organizar a auto-organização, construainterfaces para conversar com a rede-mãe, aquela queexiste independentemente de nossos esforçosorganizativos voluntários.
    • É a rede-mãe que está se manifestando nas bolhas.Usando uma imagem do filme Avatar para fazer umaevocação (metafórica), as bolhas são como aquelaswoodsprite (atokirina em Na’vi) da árvore das almas,ligadas à rede neural biobotânica de Pandora. Se aspessoas se auto-organizam, não há organização.
    • Não há propagandaSe você fizer propaganda, a bolha inflaráe se romperá.
    • Uma evangelização baseada nessas orientações não teráqualquer efeito. Ou terá um efeito contrário ao que vocêespera. Ideias não mudam comportamentos.
    • Só comportamentos mudam comportamentos. Se vocêabrir mão de se comportar de uma nova maneira em trocada ilusão de que fazer propaganda do que está lendo aquipode substituir sua ação concreta, nada acontecerá.
    • O proselitismo broadcasting (que tem o mesmo sentido depropaganda) de uma nova ética (ainda que seja a chamada“ética hacker”) é regressivo e prejudicial.
    • Se você quiser se dedicar ao netweaving, comeceesquecendo toda essa bullshit sobre ética como conjuntode normas sobre o que fazer ou não-fazer válidas paraqualquer interação e estabelecidas antes da interação.
    • O que caracteriza o netweaver é o que ele faz e não umconjunto de crenças ou valores, por mais excelsos,solidários ou do-bem que possam ser estimados. Se emvez de mostrar como deve ser feito, você fizer, não hápropaganda.
    • Clique para ler o livro: http://goo.gl/BvgW8