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Vulcanos têm “sete sentidos”,que incluem os cinco sentidos conhecidos pelos humanose um sexto sentido animal,que é “a habi...
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Quando o sopro não percorre livremente os mundos é porque houvedirecionamento de fluxo. Pré-cursos foram estabelecidos. Ve...
Notas(1) SENECA, Lucius Annaeus (c. 3 a. E. C. – 65). Cf. Wikiquote:<http://pt.wikiquote.org/wiki/S%C3%AAneca>Não foi poss...
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Fluzz pilulas 25

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Fluzz pilulas 25

  1. 1. Em pílulasEdição em 92 tópicos da versão preliminar integral do livro de Augusto deFranco (2011), FLUZZ: Vida humana e convivência social nos novos mundosaltamente conectados do terceiro milênio 25 (Corresponde à introdução do Capítulo 4, intitulado Anisotropias no espaço-tempo dos fluxos)Os deuses eram ventos.Arturjotaef em Numância (2010)Ama-gi é uma palavra suméria para expressar alforria...Traduzida literalmente significa “retorno à mãe” - na medida em que os ex-escravoseram “devolvidos às suas mães (i. e., libertados)”.Acredita-se ser a primeira expressão escrita do conceito de liberdade.Wikipedia (2010)
  2. 2. Vulcanos têm “sete sentidos”,que incluem os cinco sentidos conhecidos pelos humanose um sexto sentido animal,que é “a habilidade de sentir a presençade distúrbio em campos magnéticos”.Walter Robinson (Ritoku, pessoa-zen) citando Gene Roddemberry (1979)em Morte e Renascimento de uma Mente Vulcana (2008) 2
  3. 3. Não há nada a fazer. Deixem fluzz soprar para ver o que acontece. (Na verdade, dizer ‘deixem fluzz soprar’ é apenas uma maneira de dizer, pois fluzz já é o sopro). Quando fluzz soprar, prá que ensino, prá que escola? Quando fluzz soprar, para que religião, para que igreja? Quando fluzz soprar, para que corporação, para que partido? Quando fluzz soprar, para que nação, para que Estado? Oh! É claro que todas essas instituições perdurarão: como remanescências. Não serão mais prevalecentes. Aliás, como já se prenuncia, elas se contaminarão mutuamente: nações serão religiões, escolas serão igrejas, Estados serão corporações... e tudo será, afinal, o que é – sempre a mesma coisa: programas verticalizadores que “rodam” na rede social instalando anisotropias no espaço-tempo dos fluxos.O cordobés Lucius Annaeus Sêneca (c. 3 a. E. C. – 65) escreveu que “se umhomem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável”(1). Mas é o contrário. Pouco importa onde está Ítaca. É o vento, soprandolivre sobre a superfície das águas, que constitui o não-caminho (oudesconstitui todos os caminhos).Como cantou Konstantinos Kaváfis, “se partires um dia rumo a Ítaca, fazvotos de que o caminho seja longo, repleto de aventuras... Melhor muitosanos levares de jornada e fundeares na ilha, velho enfim, rico de quantoganhaste no caminho, sem esperar riquezas que Ítaca te desse. Uma belaviagem deu-te Ítaca... Tu te tornaste sábio, um homem de experiência, eagora sabes o que significam Ítacas” (2).Manobrando o leme para seguir uma rota já traçada não há como viver emprocesso de Ítaca. É preciso deixar-se ao sabor do vento. 3
  4. 4. Quando o sopro não percorre livremente os mundos é porque houvedirecionamento de fluxo. Pré-cursos foram estabelecidos. Velas foramorientadas para capturar e condicionar o vento. Em geral isso é feito poressas intervenções antrópicas resultantes do congelamento de fluxos quechamamos de instituições (hierárquicas): escolas, ensino, religiões, igrejas,corporações, partidos, nações, Estados. São artifícios para exercer a Força,ou seja, para impor caminhos.A pergunta é: quando fluzz soprar, para que forçar? Por isso se diz: não hánada a fazer (quando fluzz soprar). Não há nada a fazer significa que épreciso deixar-ir. Ter um comportamento fluzz é deixar-ir. Fluzz não é aforça. Fluzz é o curso.Impor caminhos é deformar um tecido, perturbar um campo. Se pessoasinteragindo com pessoas são redes, o tecido deformado é sempre uma redeque se tornou mais centralizada ou menos distribuída. Se o campo social écomposto pelo emaranhado de conexões, a perturbação é sempre umdesemaranhar, de sorte que alguns mundos perderão contato com outros;ou melhor, deixarão de estar sujeitos às mesmas interações. Se issoacontece é porque interworlds foram aniquilados.Quando forçamos um caminho exterminamos mundos (para nós, é claro –mas o que dá no mesmo, se não podemos mais interagir com eles).Perdemos então as oportunidades – de que fala o belo poema de Kaváfis –de “entrar pela primeira vez um porto para correr as lojas dos fenícios ebelas mercancias adquirir” ou de peregrinar naquelas “muitas cidades doEgito... para aprender” (3). 4
  5. 5. Notas(1) SENECA, Lucius Annaeus (c. 3 a. E. C. – 65). Cf. Wikiquote:<http://pt.wikiquote.org/wiki/S%C3%AAneca>Não foi possível determinar a localização desta citação. Cf. a bibliografia deSENECA: <http://www.egs.edu/library/lucius-annaeus-seneca/biography/>(2) KAVÁFIS, Konstantinos (1911). Ithaca. Kaváfis não publicou nenhum livro emvida. Estão disponíveis online as traduções de José Paulo Paes e Haroldo deCampos em:<http://www.org2.com.br/kavafis.htm>(3) KAVÁFIS: Op. cit. 5

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