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  • 1. POVOS E CULTURAS DO MUNDO
  • 2. EB 2, 3 de Colares Ano lectivo 2009-10 Geografia – 8º ano Guião de Trabalho Repórteres Geográficos Deixo-vos o seguinte desafio: “POVOS E CULTURAS DO MUNDO”.  O que devem fazer? 1- Cada grupo de trabalho escolhe um povo de um continente diferente e irá pesquisar em revistas, jornais, livros… sobre os seguintes dados:  Localização;  Etnia;  Língua;  Religião;  Costumes;  Técnicas;  Património Cultural e Artístico. 2- Combinar antecipadamente com a professora o povo/cultura escolhido e os elementos do grupo. 3- O trabalho deverá conter uma fotografia que seja representativa do povo/cultura. 4- Preparar a apresentação em PowerPoint desse tema à turma, de forma sucinta e clara, pelos 4 alunos. A apresentação não deverá exceder os 15 minutos. Notas: - Grupos de trabalho: 4 alunos. - Data de Entrega: 19 Novembro em suporte informático (Word) através da Plataforma Moodle. - Calendarização das apresentações à turma: última semana do 1º período. - Tempo para a apresentação: até 15 minutos.
  • 3. Como vão ser avaliados? Parâmetros de avaliação do trabalho Estrutura do Clareza e Rigor Apresentação Espírito Adequação trabalho adequação da científico estética crítico do tema à linguagem disciplina * Trabalho bem * Utilização de * Apresentação * Capacidade organizado e com * Expressão escrita conceitos criativa e apelativa de identificar os * O tema insere- uma sequência correcta geográficos aspectos se nos correcta * Utilização de vocabulário positivos e os conteúdos da geográfico adequado aspectos a disciplina melhorar Alguns links úteis para a vossa pesquisa: GERAL: http://www.rituais.com/Paginas_I/Povos_e_Culturas.htm http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_ethnic_groups http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Grupos_%C3%A9tnicos América: http://pt.wikipedia.org/wiki/Classifica%C3%A7%C3%A3o_dos_nativos_americanos http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Povos_americanos África: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tuaregues http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupos_%C3%A9tnicos_do_Gab%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Khoisan http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Povos_africanos Ásia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_dos_grupos_%C3%A9tnicos_chineses http://pt.wikipedia.org/wiki/Curdos http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Povos_asi%C3%A1ticos Europa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Povos_da_Europa Oceânia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Povos_da_Oceania O nosso grupo de trabalho é:_______________________________________________________ O dia da apresentação é:_____________________________ Prof:Ana Tiago
  • 4. Trabalhos do 8ºD
  • 5. - História dos Rastafaris - O que são os rastafaris? - Quem foi Marcus Garvey? - O que é o reggae - A origem do reggae - Bob Marley - Curiosidades
  • 6. A história dos rastafaris O movimento rastafari nasceu no ano de 1935 na Etiópia. Esta comunidade localiza-se principalmente na Jamaica. E é uma comunidade de luso- africanos, a sua língua é inglesa (e também falam outras línguas consoante o país onde estão). Tem como costume o reggae e algumas das sua habilidades é esculpir peças de motivo africano, como as máscaras, as estátuas e os símbolos bíblicos. Tem como património cultural e artístico, a musica, rituais de dança e tambores. Praticas de cura e crenças no poder mágico das palavras. Localização da Etiópia Localização da Jamaica O que são os rastafari? São pessoas que vivem com a natureza, plantam e colhem, e consomem erva (maconha, cannabis, marijuana, wella, etc.). Não são de guerras, não comem carne nenhuma, nem peixe. Usam cabelos compridos e despenteados com rastas. Frequentemente são considerados pessoas “desleixadas”.
  • 7. Um dos símbolos mais óbvios dos Rastafari são as cores. Estas são o preto, o vermelho, o amarelo e o verde. Estas cores foram retiradas do movimento de Marcus Garvey. Preto - Representa a cor dos africanos, dos quais descendem 98% dos Jamaicanos Vermelho – Simboliza a triunfante igreja dos Rastafari, representando também o sangue dos mártires que existem na história dos rastas Amarelo - Simboliza a abundância da sua terra natal. Verde - Representa a beleza da vegetação da Etiópia e da terra prometida
  • 8. Quem foi Marcus Garvey? Marcus Gavey é considerado um dos maiores activistas da história do movimento nacionalista negro. Garvey liderou o movimento mais amplo de descendentes africanos até então; é lembrado por alguns como o principal idealista do movimento de “volta para a África”. Na realidade ele criou um movimento de profunda inspiração para que os negros tivessem a “redenção” da África, e para que as potências coloniais europeias desocupassem a África. Em suas próprias palavras, “Eu não tenho nenhum desejo de levar todas as pessoas negras de volta para a África, há negros que não são bons elementos aqui e provavelmente não o serão lá.” Apesar de ter sido criado como metodista*, Marcus Garvey se declarava católico. *O metodismo é de origem Anglo-Americana, organizado pelo reverendo inglês John Wesley que enfatizou o estudo metódico da Bíblia, e busca a relação pessoal entre o indivíduo e Deus. Iniciou-se com a adesão de egressos da Igreja Anglicana e Presbiteriana, bem como de dissidentes da Igreja Episcopal Americana.
  • 9. O que é o reggae? O Reggae é tido pelos próprios Rastas como sendo a musica de Jah (Deus), primeiro por ter a mesma batida do coração e depois pelas mensagens, através das letras de carácter religioso. O reggae é um estilo de música originário da Jamaica. Bob Marley, cantor e compositor, é o ícone deste estilo musical. Em sentido mais amplo, Reggae pode referir-se a outros ritmos como ska, rocksteady, dub, dancehall e ragga. Qual a origem do raggae? O reggae é um estilo de música originário da Jamaica que é composto pelo Ska, um ritmo acelerado com instrumentos de metal, resultantes da musica negra americana dos ano 50 e 60. Da metade para o final da década de 60, o Ska tornou-se mais lento, dando origem ao Rocksteady. Os metais deixaram de ser os instrumentos que marcavam a musica , e nos seus lugares foi inserido a percussão africana com a batida da guitarra num estilo Rock.Esse ritmo a partir da década de 70 ainda passou a ser mais lento originando o Reggae. Bob Marley um dos Soja, uma das muitas bandas cantores mais famosos de reggae . de Reggae .
  • 10. Bob Marley Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley nasceu em Saint Ann a 6 de Fevereiro de 1945 e faleceu em Miami a 11 de Maio de 1981 foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o género. Grande parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Ele foi chamado de “Charles Wesley dos rastafáris” pela maneira com que divulgava a religião através de suas músicas. Bob foi casado com Rita Marley, uma das “I Threes”, que passou a cantar com os Wailers depois que eles alcançaram sucesso internacional. Ela foi mãe de quatro de seus doze filhos (dois deles adoptados), os renomados Ziggy e Stephen Marley, que continuam o legado musical de seu pai na banda Melody Makers. Outro de seus filhos, Damian Marley (vulgo Jr. Gong) também seguiu carreira musical.
  • 11. Curiosidades  O Museu Bob Marley é um museu em Kingston, na Jamaica, dedicado ao famoso cantor de reggae (Bob Marley). Localiza-se na antiga residência do cantor e foi nessa casa que, ocorreu uma tentativa de assassinato a Bob Marley em 1976.  Bob Marley faleceu com 36 devido a um cancro.
  • 12. Trabalho realizado por: Ana Melo nº2 João Nunes nº10 Madalena Correia nº12 Madalena Nunes nº13 Viktoraya Hirinina nº24
  • 13. Os Argentinos Localização: O território argentino está localizado nos hemisférios sul e ocidental. Etnia: Os argentinos são caucasianos (brancos). Língua: A língua falada na argentina e o Espanhol e o básico mas também há o castelhano que e uma mistura. Religiões: A religião oficial e a católica apostólica romana, representada por um grande numero de igrejas. Costumes: Depene das religiões mas por ex: Em Buenos Aires tomam banho pelo menos duas vezes por dia, usam perfumes franceses lêem muito e trabalho muito, e tem todos o habito de se cumprimentarem com apenas um beijinho na cara.
  • 14. Técnicas: ------------- Património cultural e artístico: Os governos de Angola e da Argentina assinaram sexta-feira na cidade de Buenos Aires um acordo de cooperação no domínio do ensino superior e o processo verbal da primeira sessão da comissão bilateral, no termo de dois dias de conversações entre delegações de ambos os países.Foram signatários dos dois documentos, pela parte angolana, o ministro das Obras Públicas, Higino Carneiro, e pela parte argentina, o ministro do Planeamento Federal, Investimento Público e Serviços, Júlio de Vido, e o secretário de Estado do Comércio e Relações Internacionais, Alfredo Chiarodia.No encontro, que decorreu no Palácio San Martin, sede do Ministério das Relações Exteriores Comércio Internacional e Culto da Argentina, Angola procedeu à entrega de uma proposta de acordo no domínio cultural, a qual foi acolhida com satisfação pelos governantes argentinos. O documento em causa estabelece um conjunto de acções que abrangem áreas como a formação artística, artes plásticas, dança, cinema e património cultural. Trabalho realizado por: Ana Catarina Araújo Serôdio nº1 8ºD
  • 15. Os Aborígenes Quem são os Aborígenes? Os Aborígenes são um povo que vive no deserto da Austrália, utilizando os seus métodos para viver. Os Aborígenes existem desde cerca de há 50 000 anos, e nunca mudaram desde esse tempo. Existiam várias tribos de Aborígenes espalhadas na Austrália, mas hoje restam poucas, devido ao avanço dos imigrantes ingleses, que se fixaram no litoral. Desde as primeiras expedições realizadas na Austrália que os Aborígenes se mostraram como bons guias. Este povo conhece o deserto como ninguém. Existem vários objectos associados aos Aborígenes, como o boomerang ou o didjeridoo. Onde se localizam os Aborígenes? Os Aborígenes localizam-se no deserto da Austrália, o qual conhecem perfeitamente. Um dos locais mais sagrados para este povo do deserto é uma grande pedra vermelha, denominada “Ayers Rock”, ou “Uluru”. Para os Aborígenes, a Austrália é um local sagrado, devido à sua grandeza, e à fauna e flora que aí existe. As miragens, as rochas “esculpidas” pela natureza e grandes planícies secas levam os Aborígenes a pensar que tudo pode ser sagrado. Mitologia e Religião Os Aborígenes, embora sejam um povo primitivo, desenvolveram muitas crenças e mitos. Cada tribo pode representar a mitologia à sua maneira, mas certas crenças continuam iguais para todos os Aborígenes. Por exemplo, a lenda da baleia Lumaluma: “Durante o “tempo do sonho” (a época da criação do universo), a baleia Lumaluma decidiu sair do mar e tomar uma forma humana para ensinar várias coisas importantes aos homens. Contudo, pouco a pouco, a baleia começa a abusar do poder. Assim que encontra uma especiaria apetitosa, como mel selvagem, declara-a sagrada. Desta forma, os homens não a podem comer, e apenas a baleia pode saborear esses deliciosos petiscos. Quando ela tentou apreciar carne humana, os homens revoltam-se e matam a baleia. Mas todos os ensinamentos e objectos sagrados que Lumaluma deixou são essenciais para os Aborígenes.”
  • 16. Como comunicam entre si? Os Aborígenes não são um povo de falar muito, mas têm uma grande quantidade de dialectos. Entre estes dialectos, o mais utilizado em mais de 80% da Austrália denomina-se “Greater Pama-Nyungan”, mas existem muitos mais, e a maioria deles é utilizado no norte da Austrália. Existem mais de 120 dialectos diferentes em toda a Austrália. Como sobrevivem? Os Aborígenes são homens primitivos, que vivem no deserto, onde o solo é pouco fértil, a água é pouca e os animais sobrevivem como podem. A agricultura não é uma das opções, devido à qualidade do solo, por isso sobrevivem caçando e comendo animais. Como qualquer outro povo primitivo, utilizam lanças para caçar e fazem fogo com paus e pedras, e comem à mão. As danças rituais também fazem parte do dia-a-dia, para assegurarem a sua sobrevivência. Realizado por: Daniel Schiffart Nº 4 Filipe Costa Nº 7 Gonçalo Xavier Nº 8 Joel Mota Nº 11
  • 17. º º º º
  • 18. - Arte e Arquitectura - Civilizacao Maia - Economia dos Maias - Escrita Maia - Governo Maia - Lingua Maia
  • 19.  A arte e a arquitectura Maia era uma forma de expressão social, politica ideológica de um dos povos pré- colombianos mais desenvolvidos. Durante mais de 2 mil anos, os maias utilizaram, em suas construções, variados materiais e técnicas. Como consequência, a escultura destes povos acompanhou o desenvolvimento arquitectónico e alcançou um grau de sofisticação não encontrado entre os demais povos da América. A arquitectura maia tem carácter cerimonial, o que proporcionou o surgimento de estruturas suntuosas. As grandes plataformas eram feitas de pedras. As paredes, de terra batida e, depois, revestidas por pedra talhada ou argamassa. Os tetos tinham forma de falsa abóbada. Os exteriores de palácios e pirâmides apresentavam esculturas em suas decorações.
  • 20.  Assim como os Olmecas*, a civilização maia instiga uma série de questões não respondidas aos diversos paleontólogos, historiadores e antropólogos que investigam este povo. Os indícios da origem da civilização maia repousam nos sítios arqueológicos da península do Iucatã, que datam entre 700 e 500 a.C.  Ao contrário de outras grandes civilizações, os maias não se organizaram politicamente através de uma estrutura de poder político centralizado. Em um vasto território que ia da Guatemala até a porção sul do México.  Entre as principais cidades integradas a esse sistema podemos destacar Piedras, Negras, Palenque, Tikal, Yaxchilán, Copán, Uxmal e Labná. * Os Olmecas eram uma civilização, civilização essa que dominava México antes dos Astecas
  • 21.  A base económica dos maias era a agricultura, principalmente do milho, praticada com a ajuda da irrigação, utilizando técnicas rudimentares e itinerantes, o que contribuiu para a destruição de florestas tropicais nas regiões onde habitavam, desenvolveram também actividades comerciais cuja classe dos comerciantes gozavam de grandes privilégios.  Como unidade de troca, utilizavam sementes de cacau e sinetas de cobre, material que empregavam também para trabalhos ornamentais, ao lado do ouro, da prata, do jade, das conchas do mar e das plumas coloridas. Entretanto, desconheciam as ferramentas metálicas.
  • 22.  Entre todos os sistemas de escrita existentes na Mesoamérica, segundo alguns especialistas, a escrita maia é considerada uma das mais desenvolvidas. Esse sistema de escrita, de fato, foi fruto do intercâmbio cultural estabelecido com a civilização olmeca, que anteriormente ocupou a região mexicana entre os anos de 1500 e 400 a.C.. Desprovido de um sistema alfabético, a escrita maia contava com um extenso conjunto de caracteres que representavam sons ou símbolos.
  • 23.  No período de apogeu da civilização maia, é muito provável que as cidades maias tivessem sido sociedades teocráticas e pacíficas. As guerras que ocorriam na maioria delas eram para obterem prisioneiros para serem sacrificados aos deuses.
  • 24.  São inúmeros os dialectos falados na área correspondente ao Yucatàn, Guatemala, El Salvador e Belize. De qualquer forma, os linguistas dividem-nos em dois grandes ramos: o huasteca e o maia. Este segundo ramo se subdividiu em outras línguas (como o Chol, Chintal, Mopan, etc.). A língua maia, falada no Yucatãn, sofreu inúmeras transformações com as invasões toltecas e também devido às influência da língua Náuatle falada pelos astecas. Em seus monumentos deixaram uma série de inscrições que até hoje não foram decifradas. Infelizmente muitos documentos maias foram destruídos chegando até nós apenas três livros. São eles o Códice de Dresde, o Códice de Madrid e o Códice de Paris.
  • 25. O Povo (civilização) Maia foi… Uma cultura “mesoamericana pré-colombiana” com uma grande história ma pré colombiana” de 3000 anos. A civilização Maia (ao contrario de muitas outras), nunca muitas se deu por “extinta”. Entre muitos estudos, mas, nada certo, pode pode-se dizer que os maias começaram a edificar a sua arquitectura cerimonial à cerca de 300 anos. Os Maias habitaram, durante cinco séculos, a s região (actual) do Sul do México. Até, terem sido expulsos e ininvadidos pelos TOLTECAS. Os Mais, nunca formaram um império unificado, facto esse, que, favorece a invasão dos outros povos. As cidades formavam o núcleo político e, religioso do povo. Eram governadas por um estado TEOCRÁTICO.A Arte Maia, foi, antigamente, considerada a mais bela e A sofisticada de todo o Mundo. A arquitectura maia abarca vários váriosmilénios; ainda assim, mais dramática e facilmente reconhecíveis como maias são as fantásticas pirâmides escalonadas do final do período pré- pré-clássico em diante. Durante este período da cultura maia, os centros de poder religioso, comercial e burocrático cresceram para se tornarem incríveis cidades como “Chichén Itzá, Tikal e Uxmal”. Devido às suas muitas Chichén . semelhanças assim como diferenças estilísticas, os restos da arquitectura maia são uma chave importante para o entendimento da evolução de sua antiga civilização.
  • 26. Rastafári Quem são os Rastafári? Os rastafáris são pessoas normalmente da etnia negróide, tranças em desalinho que escorrem pelo corpo ou então sob toucas de lá coloridas. Provavelmente, sempre com um cigarro de marijuana pela mão. A sua alimentação baseia-se em frutas, hortaliças e raízes. A calma reina entre si e sempre com um olhar sereno, e acima de tudo têm um bom sentido de humor. A sua imagem é igual ao ex-imperador etíope Hailé Selassié, “o messias”. Clama pela volta à África, de onde os seus antepassados foram cruelmente arrancados durante um período de escravatura. A Bíblia é uma leitura diária que ilustra os cânticos ao lado das críticas ao sistema que têm, a “Babilônia”. Embora não permitam qualquer tipo de opressão, e por vezes tornam- se agressivos com esta situação, continuam generosos e receptivos a todos indistintamente. Acreditam na vitória do bem contra o mal e sobretudo acreditam na vida eterna. Praticam a máxima paz e amor, e principalmente o seu cenário é:  Jamaica  Cores: Vermelho, Amarelo e Verde. Movimento Rastafári O movimento Rastafari surgiu com a coroação de Hailé Selassié, em 1930. Através da música popular jamaicana, o reggae, foi notado internacional na década de 70 e ganhou seguidores em todo o mundo. Aquilo que em tempos era “a vergonha da Jamaica” – indivíduos de péssima aparência e hábitos “criminosos” – tornou-se rapidamente uma atracção para visitantes, que fazem do turismo a segunda maior fonte de renda do país. Isso, no entanto, não os poupa dos constantes problemas com a polícia, que os toma por vadios e drogados. O certo é que o rastafari possui elementos de grande interesse. Não obstante o etnocentrismo de alguns observadores, que os consideram de loucos e alienados, os rastas conquistaram uma identidade, dentro e fora da Jamaica. Ganhando assim paulatinamente, força social e política.
  • 27. O sistema escravagista implantado na Jamaica foi um dos mais cruéis em todos os tempos. Os primeiros escravos chegaram à ilha em 1509; eram diariamente trazidos para o trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, que sustentaram a economia europeia nos séculos XVII e XVIII. Capturados na costa da Guiné, Congo, Angola e Sudão, pertenciam a grupos tribais importantes, como os coromantees, achantis, mandingas, fantis, dagombas, mamprusis e talenses. Isolados entre si na África, sem intercâmbios, fundaram as suas tradições e culturas no Caribe, descobrindo-se como um só povo, partilhando dos mesmos sofrimentos. Os coromantees provinham de uma tradição guerreira, que os tornavam rebeldes e violentos. Foram a espinha dorsal dos maroons, escravos fugitivos e de atribuições míticas, que se concentraram no interior da ilha, onde estão até hoje. Garantidos por lei, os seus territórios preservam as tradições tribais africanas de seus primeiros. É correcto afirmar que os núcleos maroons são uma espécie de quilombos que deram certo. Oliver Cromwell, a serviço da Coroa Britânica, conquistou a ilha em 1655. O imperador etíope Hailé Selassié, "Senhor dos senhores, Rei dos reis!
  • 28. Os homens de coração Negro A Jamaica é um caso singular no que diz respeito à tradição e folclore. Ao contrário de outros sistemas de escravatura, os negros não eram forçados a adoptar a cultura europeia. Por exemplo os ingleses possuíam objectivos mercantilistas, não se importando com qualquer tipo de catequese ou nenhum ensinamento. Os escravos por sua vez tinham uma cultura própria, fruto da junção tribal que foram submetidos. Os trabalhos eram feitos ao ritmo de canções africanas, do tipo de chamada- resposta, que segundo os ingleses aumentava a produtividade. As primeiras práticas religiosas foram o myalism e o obeah, ambos de uma herança africana, que misturavam com exarcebado, culto aos mortos, voduísmo e curandeirismo. Umas das outras expressões foram a kumina e o junkunnu, que actualmente ainda são vingadas. A primeira a ser considerada como um dos mais antigos cultos afro- caribenhos, está bastante ligada ao myialism. As suas funções incluem a possessão espiritual, o bater frenético de palmas e o ritmo dos tambores. O junkunnu é a mais tadicional festividade jamaicana que tem muita dança, música, teatralização e paródia. Arraigados com as suas tradições, os negros jamaicanos atravessaram praticamente três séculos imunes à cultura e religião brancas. Em 1774, várias práticas de folclore à condição underground. Os seus padrões tinham consciência do perigo em permitir vários escravos unidos, em comunicação constante, sendo assim o fim de um ciclo. Com o começo das práticas religiosas de descendência estritamente africana, criou- se um vazio espiritual na Jamaica. as suas cerimónias nas Igrejas tradicionais eram frias e não se identificavam com os escravos. No ano de 1784, George Liele, afro- americano e também ex-escravo, fundou a Igreja Baptista na Jamaica. Atraídos pelo discurso acessível dos novos sacerdotes, os negros tomaram contacto com a Bíblia, mesmo chegando a descobrir semelhanças entre a histórias dos judeus bíblicos e a deles própria.
  • 29. Etiópia: a origem da civilização cristã George Liele já possuía algum conhecimento sobre o etiopianismo, teoria baseada na Bíblia que diz ser a Etiópia e a raça negra a protocélula da civilização cristã. As diversas traduções disponíveis da Bíblia e as muitas interpretações a que se permitem tornam a questão um poço de dúvidas. A cada conquista árabe ou europeia na antiga África mudavam-se os nomes dos territórios. Assim, as origens da civilização etíope confundem-se no passado com a de Kush ou Méroe, Núbia e até do Egipto. Segundo os gregos, o antigo Egipto era habitado pelas mesmas tribos da antiga Etiópia, indivíduos de pele negra e cabelos como lã. A Igreja Batista tornou-se um lugar de reclamação para os escravos. Os pastores baptistas exortavam os negros à resistência e foram os primeiros a clamar em favor da descolonização e citar a frase, hoje muito reconhecida, “África para os africanos”. O sincretismo entre as imagens e valores bíblicos e afro-americanos foi uma consequência lógica nesse processo. Mesmo após a abolição da escravatura, em 1838, a insatisfação na ilha era generalizada. O apego à fé e às lideranças político-religiosas foi responsável por uma série de rebeliões. O sincretismo catalizou-se em 1860 com o revivalismo, quando a religiosidade e o espiritualismo foram levados a extremos, num episódio sem precedentes na história da Jamaica. No começo deste século, amparados num movimento nacionalista, alguns pregadores lançaram mão de sua influência e retórica para mesclar elementos bíblicos e da teoria etiopanista com reivindicações de cunho social e político. O mais destacado de todos eles era o jovem Marcus Mosiah Garvey. Após liderar movimentos grevistas e revelar um enorme poder de comunicação junto às massas, Garvey fundou a UNIA – Universal Negro Improvement Association (Associação Universal para o progresso Negro) – uma das primeiras tentativas de peso realizadas para a garantia dos direitos dos negros no mundo ocidental. Para que se tenha uma ideia, somente entre 1914 (data da sua instauração) e 1920, a UNIA chegou a agregar quase seis milhões de membros, espalhados por todo o mundo. Ascenção de Selassié Em 1916, Marcus Garvey viajou para os Estados Unidos com o objectivo de apresentar propósitos educacionais para Washington. Terminou instalando-se nesse país e, sempre estimulando o retorno dos negros à África, fundou a Black Star
  • 30. Line (Companhia Estrela Negra) de navegação para garantir o comércio do novo mundo negro e simbolizar a repatriação. Durante os anos 20, ganhou tal eminência junto às comunidades negras dos EUA que o governo daquele país, actuado pelas constantes insinuações do jornal da UNIA, Negro World, expulsou-o em 1928. “Olhem para a África. Quando um rei negro for coroado, a redenção estará próxima.” A afirmação de Garvey em seu retorno à Jamaica foi tomada como uma profecia. A vinda do messias haveria de pôr fim aos sofrimentos e amarguras daquele povo, crente de ser a extensão infausta dos judeus das escrituras. Em 1930, Ras Tafari Makonnen foi coroado imperador da Etiópia. Adoptou o nome de Hailé Selassié I e adicionou os títulos de Rei dos reis, Senhor dos senhores, Leão Conquistador e Tribo de Judá, Eleito de Deus e Luz do Mundo. A analogia, pois, foi rápida e contundente: Hailé Selassié é o messias. Os acontecimentos históricos que se sucederam na Etiópia passaram a ser relacionados com as escrituras, consolidando a suposta divindade do imperador. A invasão do país pelas tropas de Mussolini e a heróica resistência do povo etíope comandado por Selassié. A trágica epopeia dos negros jamaicanos, os sentimentos nacionalistas, o etiopanismo, o sincretismo afro-bíblico, os clamores pela volta à África ganhavam, enfim, um direcionamento, um objecto de adoração e esperança. O nome baptismal do imperador, Ras Tafari, rotulou a fé que lhe era dedicada. Durante uma visita à Jamaica em 1966, Hailé Selassié negou ser o salvador (Jah, para os rastas), mas não foi ouvido. O rastafari foi manipulado por falsos líderes ao longo dos anos 30, 40 e 50. os projectos económicos e educacionais instituídos por Marcus Garvey na década de 20 juntamente com os navios imprestáveis comprados de armadores brancos a preços de mercado negro. O profeta, aliás, morreu miseravelmente em Londres, no ano de 1940. As situações em que se viram atirados os rastas, a violência insuflada por interesses pessoais de alguns e a inadvertida relação com os rude boys na década de 60, ao contrário do que seria presumível, fortaleceram os ideais legitimamente rastas, aos seguidores contemporâneos uma doutrina mais realista e urbana, sem abrir mão de seus preceitos dogmáticos. Os caminhos da redenção Os rastas somam hoje 10% da população jamaicana, estimada em 2,5 milhões de habitantes. Malgrado a morte de Selassié, em 1975, adoram-no ainda, como um ente de vida. Estão espalhados em todo o país, invariavelmente em guetos onde há miséria e práticas de subsistência. Integram-se à sociedade como músicos, soldadores, motoristas, pescadores, artesãos e agricultores. As crianças, com raríssimas excepções, não vão à escola, “centros de lavagem cerebral e maus ensinamentos”. Seja por hábitos, palavras ou aparência, os rastas são facilmente identificáveis. O rastafari é pró-Cristo e anti-papa. Reconhece a Igreja Católica Romana, mas vê no
  • 31. papa a personificação do Satanás, por liderar aqueles que fazem das verdades da Bíblia recurso de dominação de seus seguidores. O totalitarismo das grandes potências e as muitas formas de exploração do homem são, para os rastas, garantidos pela Igreja e seus falsos pregadores; a destruição disso tudo está próxima, e somente os que seguem os ensinamentos da Bíblia, os justos dos justos, serão poupados. A Bíblia, pois, é companheira inseparável dos rastas. Guiando e iluminando os caminhos que hão de leva-los à redenção. A linguagem rasta possui particularidades que vão desde a descaracterização do inglês, a língua oficial jamaicana, até incluir termos do amárico etíope e de origem crioula. A sabedoria discursiva resume-se no conceito de word (razão), sound (fala) e power (coração). A palavra I (literalmente, “eu”) concentra inúmeros predicados de interacção divina e, consequentemente, desmedidas utilizações. Tudo que converge no sagrado inicia-se com I. Daí termos Itation para meditation (meditação), Ivine para divine (divino) e assim por diante. Nos lábios dos rastas o inglês transforma-se. Através de suas canções, Bob marley popularizou os rastas no mundo.
  • 32. Os costumes dos rastas Os hábitos alimentares dos rastas são basicamente vegetarianos. A justificativa, como sempre, é bíblica: “ e a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que rastejam sobre a terra, eu lhes dou os vegetais por alimento” (Gênesis 1, 30). Aém de não comerem carne, alimentos como ovo, queijo, pães, e massas de farinha branca, os rastas mantêm-se com uma variada gama de frutas e hortaliças encontradas na Jamaica. Arroz, feijão, ervilha, mandioca, coco, banana, mamão, abacaxi, laranja, ackee (a fruta típica da ilha), pimenta, batata e uma infinidade de sucos e extractos compõem a mesa do rasta no dia-a-dia. A bebida alcoólica é evitada, bem como os refrigerantes e enlatados de qualquer tipo. Plantar o que come, quando possível, é o ideal. A alimentação rasta é chamada Ital, termo oriundo de natural e vital. Na urbana Kingston, por exemplo, onde as dificuldades em se encontrar a comida Ital se pronunciam, existem restaurantes especializados em prepará-la, normalmente dirigidos por rastas. As dreadlocks (literalmente, “tranças horrendas”) surgiram por volta de 1935, inspiradas em fotos de guerreiros massais e somalis da África Oriental. A ideia corrente de que sejam sujas, nunca lavadas, não é verdadeira. Uma espécie de touca de lã, a tam, guarnece a dreadlocks do sol e do vento e é, quase sempre, tecida nas cores etíopes: vermelha, amarela e verde. Se nas ruas de Kingston um rasta for insistentemente fitado por um turista curioso, certamente arrancará de um só golpe a tam, expondo as dreadlocks num ato de afirmação de sua atitude e crença. Os próprios rastas costumam recitar: “nem todos os rastas usam dreadlocks, nem todos que usam são rastas”. Sem dúvida, a popularização do uso das dreadlocks, na Jamaica e no mundo, deu margem às más interpretações sobre os rastas, não de um modo muito correcto. Mais importante que as dreadlocks, afirmam, é ser rasta no coração. De todos os hábitos rastas, o mais problemático, o mais susceptível a implicações sociais e até legais é o consumo da marijuana, conhecida popularmente como ganza, a erva sagrada. Fumar ganza é um sacramento, comparável à hóstia ou ao incenso na Igreja cristã. Sob o efeito da ganza, os rastas dizem manter íntima relação com divindades, unidade com o mundo e raciocínio lógico. É indispensável durante meditações, cânticos e orações. Na forma de chá, é utilizada para relaxar crianças pequenas que choram muito ou se mostram tensas. Inúmeros pratos da cozinhas fazem uso da erva, também usada contra males do corpo, como infecções, febres e dores de cabeça. Não se sabe quando a marijuana chegou à ilha ou até se já existia antes do descobrimento, mas é certo que ela se encontra na ilegalidade desde 1913. Os problemas com a polícia foram sempre marcantes, mas, actualmente, existe uma
  • 33. relativa conivência para com o porte e consumo em pequenas quantidades. O rastafári encontra-se intrinsecamente relacionado com a música. Através dos anos e das progressivas evoluções dos ritmos jamaicanos, a mensagem rasta foi cantada na lida diária, nas praias, mas clareiras escondidas das Montanhas Azuis (no interior da ilha), nas favelas e palcos mambembes. A música é hoje o mais importante veículo de pregação rastafari e reivindicações sociais. Basta citar o reggae, mundialmente conhecido, para se ter uma ideia do casamento entre ritmo, melodia e doutrina fomentados pelos rastas. A base de tudo são os tambores burru, tradição rítmica africana difundida nos tempos da escravidão e adoptada pelos rastas como nyahbinghi drums. Os rastas reúnem-se constantemente para cantar, para louvar Jah, com tambores e ganza na mão. O ritual é conhecido como grounation e ilustra todas as datas importantes do calendário rasta. Dificilmente a presença de um estranho é tolerada nessas ocasiões, tal a importância e mística que lhe são atribuídas. O rastafari conquistou espaços na sociedade jamaicana inimagináveis há alguns anos. Embora muitos recusem-se a votar, nenhuma campanha política prescinde da inclusão de seus problemas, tal é a força do movimento junto à opinião pública do país. Está gravada na história da Jamaica a imagem do primeiro-ministro branco, Edward Seaga, unificando os brados de “Jah, rastafari!”, durante os funerais de Bob Marley, um rasta que levou, através de sua música, a realidade jamaicana às primeiras páginas dos jornais em todo o mundo. Aninhados sob o sol enérgico da Jamaica, esperam tranquilos a chegada do Apocalipse. Têm certeza de que sobreviverão. Seu canto mavioso e as palavras de sabedoria, como na lenda milenar do rouxinol, mantêm vivo o imperador e distantes os fantasmas das más acções que cometeu. Tambores Burru, um dos instrumentos com que Rastas, especialmente utilizadas realizavam as cerimónias pelos dreadlocks. “Groudantion”.