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01/06/2005 a 30/11/2005                                        Projetos                      Parcerias      Estrutura Recu...
30/11/2005 a 01/06/2006                                       Projetos                       Parcerias      Estrutura Recu...
01/06/2006 a 03/12/2006                                            Projetos                     Parcerias          Estrutu...
03/12/2006 a 01/06/2007     Recursos - Humanos                 Projetos             Parcerias       Estrutura físicaProf.ª...
     Patrocinador - proprietários e acionistas - fornece os recursos financeiros para o      projeto, podendo ser a organ...
MUDANÇA DE ESTRATÉGIA       Em sua nova fase, institucionalmente o Lab Design deixa ser projeto de extensãopara se tornar ...
OS PROJETOS DO DESIGN AÇÃO   1. Laboratório de Design       Criado em 1996, atendendo à solicitação da Federação das Indús...
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c. Atendimento a micro-empresas, em investimentos com recursos próprios, a pequenas     e médias empresas, desde que nunca...
lançar no mercado empreendimentos inovadores. A seleção de empreendimentos será feitaatravés de edital público e conterá o...
O artesanato é uma manifestação popular onde a criação de objetos utilitários émanual, feitos um a um, se o auxilio de máq...
Oportunidade de bons negócios       Segundo Pannunzio (1982:17), apesar de fornecer suporte financeiro a muitosartesãos, s...
então, que o comportamento dos produtos industrializados é bastante diferente dosartesanais.       O processo inicial de a...
CONTINUIDADE       Em 2008 muitas mudanças ocorrerão, uma delas será a mudança do espaço físico,que pode ser considerado o...
BIBLIOGRAFIAARTEMANHAS                -.         Artesanato          -         Disponível     em:http://www.edukbr.com.br/...
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Lab design – mudança de estratégia na definição de foco

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O objetivo deste trabalho é expor o desenvolvimento do Laboratório de Design da UDESC, através de um breve relato histórico dos seus sete anos de existência, analise da situação atual, exposição do novo posicionamento, e discussão de mudança de estratégia.

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  1. 1. Lab Design – Mudança de Estratégia na Definição de FocoMACEDO, Mayara Atherino, UDESCm.atherinomacedo@gmail.comROSA, Silvana Bernardes. Doutora. UDESCsilvanabernardesrosa@gmail.comResumoO objetivo deste trabalho é expor o desenvolvimento do Laboratório de Design da UDESC,através de um breve relato histórico dos seus sete anos de existência, analise da situaçãoatual, exposição do novo posicionamento, e discussão de mudança de estratégia.Palavras-chaves: design, gestão e estratégia.
  2. 2. INTRODUÇÃO O Laboratório de design da UDESC – Lab Design consiste em um projeto deExtensão que já se faz presente na Universidade do Estado de Santa Catarina há sete anos,tendo começado suas atividades em 01/05/2000, a partir da iniciativa dos professores eAlexandre Amorim dos Reis junto com a Professora Silvana Rosa. Objetiva gerar demanda para os egressos, melhor preparar os alunos do curso deDesign, estreitando relações entre o mercado produtivo e a atividade acadêmica. Visatambém, a ser um importante instrumento na formação de uma imagem de qualidade doDesign catarinense, trazendo reconhecimento ao curso de Design da UDESC, seus alunos,ex-alunos e corpo docente por seus níveis de excelência. O presente artigo faz ligeira uma abordagem histórica dos seus 7 anos de atuação,dando enfoque para mudança de estratégia na definição de foco, a mudança de estratégiaconsiderando esta revisão de objetivo, e os novos desafios para os próximos anos.METODOLOGIA A presente pesquisa, no tocante à sua natureza, apresenta a forma de pesquisaaplicada. Isto implica em que não se está interessado unicamente em explicações, mas napossibilidade da solução de problemas concretos. Em relação à forma de abordagem da pesquisa, esta se trata de uma abordagemqualitativa. Neste sentido busca-se um esclarecimento conceitual, na forma de explicaçõese hipóteses, muito mais do que meramente grandezas e índices numéricos. Embora issonão afaste a possibilidade de se recorrer a procedimentos de quantificação, na medida emque isso tender aos interesses gerais do projeto. Com base nos objetivos deste trabalho, a metodologia empregada é do tipoexploratória, a partir da delimitação de um objeto de estudo – o Lab Design, por meio daanalise histórica, e as estratégias atuais. Sendo assim, quanto aos procedimentos, a pesquisa será bibliográfica, paraesclarecimento de conceitos; e estudo de caso, coletando dados por meio de entrevistas,observação de casos semelhantes já existentes, e aplicação do conhecimento adquirido emum caso real – Lab Design.
  3. 3. HISTÓRICO DO LAB DESIGN O Lab Design iniciou seu funcionamento em 01/05/2000; dividindo seu espaçocom o Projeto Geometrando1 por um ano. Neste seu primeiro ano possuiu na sua maiorparte projetos internos, que o ajudaram na sua atuação posterior. 01/05/2000 até 01/06/2001 Recursos - Humanos Projetos Parcerias Estrutura física Prof. Alexandre -Orientador Prof.ª Silvana - Administrativo Identidade Visual UDESC Herdada do projeto Ana – Bolsista de Labdesign CNPq Geometrando. extensão Kely - Bolsista de extensão Total – 2 alunos 1 projeto 2 parceiros - No seu segundo ano de existência o Labdesign apresentou poucas mudanças. Noperíodo de 01/06/2001 até 01/06/2002 dividia ainda espaço com o projeto Geometrando, eestava buscando uma melhor estruturação. 01/06/2001 a 01/06/2002 Recursos - Humanos Projetos Parcerias Estrutura físicaProf. Omar –OrientadorProf.ª Silvana -Administrativo  Mobiliário Museu Herdada do projeto UDESCAna – Bolsista de  Folder Abca Geometrando.extensãoAlexandre – Bolsistade extensão Total – 2 alunos 2 projetos 1 parceiro - No terceiro ano de atuação do laboratório (2002 a metade do ano de 2003), esteconquistou seu espaço físico próprio (não dividia mais espaço com o ProjetoGeometrando). Com objetivo dar continuidade ao projeto de extensão, iniciou-se umanova forma de desempenho, partindo da necessidade de planejar a sua futura atuação.Além de prestar serviços a empresas, o Labdesign começou a abrigar projetos de pesquisae bolsistas de trabalho que prestavam serviços à própria Universidade. 1 Desenvolvimento de um ambiente hipermídia para aprendizagem voltado para a construção dos conhecimentos geométricos tendo como metáfora a História da Arte.
  4. 4. 01/06/2002 até 01/06/2003 Recursos - Humanos Projetos Parcerias Estrutura físicaProf.ª Gabriela  TODOS-OrientadorProf.ª Silvana -  TODOSAdministrativo  Elaboração das placas de sinalização do Laboratório de Metal-mecânica.  Criação de etiquetas e mural doKarina – Bolsista de Labdesign.extensão  Criação de marcas e aplicações do Diana – Bolsista de III Fórum Brasil Esporteextensão  Desenvolvimento identidade visual Nova Esperança  Identidade Visual Biomecânica Aquática. Herdada do UDESC projetoSuzana - aluno projeto SEBRAE Geometrando.temporárioJorge - aluno projeto  HZ - Escritório VirtualtemporárioLeandro - aluno projetotemporárioMaria Claudia -  Didática do Design – Projeto deCaroline Pesquisa  Prestação de serviços aoÉzio PROCOM-Pró Reitoria Comunitária.Mauricio  VoluntárioGuilherme  Voluntário  Identidade Visual: SEBRAE -Aldriwn Usina do leite Total – 11 alunos 10 projetos 2 parceiros Entrando no quarto de funcionamento, sentiu-se um aumento na procura porserviços de design gráfico. Para atender a demanda do mercado, o Lab Design, além depossuir os bolsistas de extensão, passou a abrigar bolsistas temporários, contratadosapenas pelo período do projeto. Desta forma o Labdesign pôde oferecer mais oportunidadeaos alunos e atender a mais projetos. O extremo da demanda de design gráfico fez comque os bolsistas fixos do laboratório (bolsistas de extensão) fossem unicamente dahabilitação demandante. Desta forma estava-se rendendo às demandas naturais econfirmando as dificuldades de prospecção de projetos de design industrial. Diante destaconstatação se fez a opção de prospectar.
  5. 5. 01/06/2003 a 01/06/2004 Projetos Parcerias Estrutura Recursos - Humanos físicaProf.ª Gabriela  TODOS-OrientadorProf.ª Silvana -  TODOSAdministrativo  Reformulação da Identidade Gráfica – Cimject.Julio – Bolsista de  Criação da Identidade Visual –extensão Credence.Jean – Bolsista de  Identidade corporativa – Nepegem.extensão  Layout do site – Labdesign  Identidade Visual Clinica Biguaçu.Aline Projeto ViaNatacha  Identidade Visual da BU - Biblioteca design +Raquel Universitária. 1 servidor,Renato  Site para a Secretária da Educação - UDESC 6Willian PMF SEBRAE computadoresPaulo CERTI  Projeto Home Page do CEART 1 NotebookGeraldo 1 impressora  Inicio projeto Via design em 04/11/2003Suzana – Designer  Desenvolvimento de produto Arte deJunior Sobra – Artesãs de Capivari de BaixoDeleo – informática  Desenvolvimento de produto –Caroline –Bolsista Sabonetes ArmazémRaquelPaulo  Criação Home Page do CEARTGeraldoAline  Identidade Visual BU-BibliotecaNatacha universitária da UDESCRenato  Site da PMF – Secretária da educaçãoWillian Total – 19 alunos 14 projetos 3 parceiros De 2003 para 2004, houve um explicito salto quantitativo em termos de projetos ede recursos humanos do Lab Design. Foram percebidas as limitações de espaço e deequipamentos nas dependências do Laboratório. A gestão passou a ser dificultada vistoque o crescimento não estava planejado e os dados e as condições de cada projeto, assimcomo as equipes e os processos se tornam mutantes e efêmeros. Percebeu-se que o excessode pessoas dificultava o trabalho das equipes, que os prazos de entrega nãonecessariamente estavam sendo cumpridos em sua totalidade e muito da vida acadêmicainterferia na ação de projeto.
  6. 6. 01/06/2004 a 01/06/2005 Projetos Parcerias Estrutura Recursos - Humanos físicaProf.ª Gabriela  TODOS-OrientadorProf.ª Silvana -  TODOSAdministrativoRafaela – Bolsista de  Semana Inclusiva – Folder,extensão  Identidade Visual - DialogWillian – Bolsista de  Calendário acadêmico CEARTextensão Projeto Via design +  Continuação -Identidade Visual da BU - UDESC 1 servidor,Rafael Biblioteca Universitária. SEBRAE 6 MEC-SESU computadores  Continuação Desenvolvimento de CERTI 1 NotebookSuzana 1 impressora produto Arte de Sobra – Artesãs deDeleo Capivari de BaixoNatacha  Desenvolvimento de produtos ArtezémCaroline – Artesãs de ArmazémMarco  Desenvolvimento de produtos TocaAdelita Tapetes – Artesãos de Ararângua.Michelle  Desenvolvimento Pré para Projeto.Albert  Pesquisa – Física para design eRicardo Marketing para design.Luana  Gestão da marca da UDESCNatacha  Inicio Projeto MEC/SESU – CasaMariana Familiar Rural – Armazém SC Total – 15 alunos 11 projetos 4 parceiros Em meados de 2005, tem inicio o projeto Via Design, cuja inserção no Laboratórioinjetou novos equipamentos no Laboratório, e 6 novas estações de trabalho foramadquiridas, garantindo a mobilidade pela aquisição de um notebook e novos servidores derede, assim como um cabeamento estruturado para telefone e dados. Os projetos entrantesnesta unidade de design passaram a demandar mais recursos humanos e melhordistribuição de tarefas. A falta de gerenciamento tornava onerosa a busca de dados,quando necessários.
  7. 7. 01/06/2005 a 30/11/2005 Projetos Parcerias Estrutura Recursos - Humanos físicaProf.ª Gabriela  TODOS-OrientadorProf.ª Silvana -  TODOSadministrativo  Identidade Visual – Mestrado deAdelita – Bolsista de Engenharia de Materiaisextensão  Identidade visual – LingerieAmanda – Bolsista de  Diagnóstico Coepad – Cooperativaextensão especial de Pais, Amigos e Portadores Projeto Via de Deficiência. design + UDESC 1 servidor, SEBRAE  Continuação -Identidade Visual da BU - 6Rafael MPE Biblioteca Universitária. computadores MEC-SESU 1 Notebook CERTI 1 impressora  Continuação - Desenvolvimento deSuzana produtos Toca Tapetes – Artesãos deNatacha Ararângua.Adelita  Desenvolvimento Pré para Projeto.Michelle  Diagnóstico Escola de Oleiros - São JoséMayara  Pesquisa – Ensino de Gestão do DesignSoraya  Gestão da marca da UDESC  Continuação Projeto MEC/SESU – CasaMariana Familiar Rural – Armazém SC Total – 10 alunos 10 projetos 5 parceiros Findo 2005 e principio de 2006 ocorre o processo inverso ao ocorrido em 2003, aredução de projetos, visando o aumento da qualidade dos projetos. O número de pessoasfoi reduzido pelo processo de renovação de bolsas. Esta estratégia de amadurecimentocomeça a ser notada, os projetos se tornam mais responsáveis. Entretanto começa surgir anecessidade de aquisição de conhecimento em gestão por parte da liderança do laboratório.O processo de capacitação da liderança iniciou com a adesão ao Ciclo 2004/2005 doPrograma de Excelência na Gestão de Unidades de Design, estendendo-se na realização decursos como Empretec, capacitações em design estratégico e consultoria.
  8. 8. 30/11/2005 a 01/06/2006 Projetos Parcerias Estrutura Recursos - Humanos físicaProf.ª Gabriela  TODOS-OrientadorProf.ª Silvana -  TODOSadministrativoAmanda – Bolsista deextensão Projeto ViaDaniel – Bolsista de design +Extensão  Projeto de Design de Louças para Olaria 1 servidor,Elisa – Bolsista de UDESC 6 São JoséExtensão SEBRAE computadoresÂngela – Bolsista de 1 NotebookExtensão 1 impressoraMayara  Pesquisa – Ensino de Gestão do DesignSoraya  Gestão da marca da UDESC Total – 6 alunos 3 projetos 2 parceiros Em dezembro de 2005 ocorreu avaliação do Programa Nacional da Qualidade ,onde o Lab Design obteve 80 pontos. A partir deste resultado, o laboratório inicia umanova fase, uma reestruturação. Avaliando os diferentes níveis de clientes, o foco mudou, oprincipal cliente passa a ser o aluno, onde este é instigado a prospectar seu própriomercado através do Lab Design – Hotel de Projetos. Em agosto de 2006, o projeto deextensão abriga os 2 primeiros empreendimentos de acadêmicos: a Luminato e a InquatroDesign. E ainda permanece com 2 bolsistas, finalizando projeto iniciado anteriormente.
  9. 9. 01/06/2006 a 03/12/2006 Projetos Parcerias Estrutura Recursos - Humanos físicaProf.ª Gabriela  TODOS-OrientadorProf.ª Silvana -  TODOSadministrativoDaniel – Bolsista de Projeto ViaExtensão  Projeto de Design de Louças Olaria design +Elisa – Bolsista de São José 1 servidor,Extensão UDESC 6 SEBRAE computadores 1 Notebook 1 impressora  Pesquisa – Ensino de Gestão doMárcia DesignInquatro Design –Amanda, Mayara,  Hotel de ProjetosSoraya, Fernanda.Luminado – Adelita eMichele. Total – 9 alunos 3 projetos 2 parceiros Entrando em seu sétimo ano de existência, o Lab design, dando continuidade aonovo plano estratégico (que ainda encontra-se em estruturação), dá continuidade e finalizaos projetos da Olaria São José e de pesquisa. No Hotel de Projetos, a equipe da Inquatro Design conclui a graduação e se lançano mercado, dando lugar à Gyros Design no laboratório. Durante este período a Luminatose desfez e as bolsas de extensão não são renovadas para o segundo semestre de 2007. Buscando as melhores estratégicas de gerenciamento, um sistema degerenciamento de projetos Odyssea é adquirido, e se firma uma parceria com a empresaque o produz a Sensys Consultoria e Sistemas.
  10. 10. 03/12/2006 a 01/06/2007 Recursos - Humanos Projetos Parcerias Estrutura físicaProf.ª Silvana - administrativo  TODOSDaniel – Bolsista de ExtensãoMayara – Bolsista de Extensão Projeto Via design +(assumiu o posto do Daniel em  Louças Olaria São 1 servidor,maio) José 6 computadores UDESCAnelise – Bolsista de Extensão 1 Notebook Sensys 1 impressora Consultoria e Sistema de Sistemas.  Pesquisa – Ensino Gerenciamento deMárcia de Gestão do Projetos Odyssea DesignGyros Design – Márcia e  Hotel de ProjetosAnelise. Total – 3 alunos 3 projetos 2 parceirosDEFINIÇÃO DO FOCO Conforme o PMBOK® “a equipe de gerência do projeto deve identificar as partesenvolvidas, conhecer suas necessidades e expectativas e, então, gerenciar e influenciarestas expectativas de forma a garantir o sucesso do projeto”. Sendo assim, tornou-seprimordial as partes interessadas no projeto de extensão Lab Design, pois este possuistakeholders diversos. Para poder entender quem são os stakeholders do laboratório foipreciso primeiro delimitar primeiro os tipos de envolvidos: Gerente do projeto - indivíduo responsável pela gerência do projeto. Clientes - estes podem ser classificados conforme o ciclo de vida do produto: o Clientes internos: setores produtivos, desde o planejamento do produto até o projeto, do planejamento do processo até a sua produção. o Clientes intermediários: setores de mercado, aqueles que vendem o produto (marketing) e aqueles compram para revender ao usuário. Clientes externos: usuários, manutenção, desativação/reciclagem e descarte do produto. Organização executora - organização que está conduzindo, através de seus colaboradores, a execução do projeto; Equipe do Projeto: Grupo de pessoas no projeto que está executando seus trabalhos; Equipe de Gerenciamento de Projetos: Grupo de pessoas diretamente ligados às atividades de gerenciamento de projetos;
  11. 11.  Patrocinador - proprietários e acionistas - fornece os recursos financeiros para o projeto, podendo ser a organização promotora do projeto; Fornecedores - organizações fornecedoras de produtos e serviços às organizações responsáveis pelo projeto; Fundações, tais como instituições financeiras; Influenciadores - Pessoas ou grupos que podem influenciar positiva ou negativamente o projeto, apesar de não estarem relacionados à aquisição ou uso do produto do projeto, devido à sua posição na organização cliente ou na organização executora, tais como agências do governo e a sociedade em geral. Na mudança de estratégia na definição do foco, percebeu-se que o principal clientedo laboratório é o cliente interno, ou seja, aluno do curso de design da UDESC, visto queum dos seus objetivos é melhor preparar os estudantes do curso, estreitando relações entreo mercado produtivo e a atividade acadêmica. Ou seja, o cliente interno consiste emacadêmicos, professores, colaboradores, laboratórios e projetos; e o cliente externo é acomunidade, empresas incubadas, empreendimentos do terceiro setor, micro-empresas,grupos de artesãos. Para deixar mais claro a mudança, temos abaixo a quadro com alguns dosstakeholders do projeto de extensão Lab Design, cujo produto consiste no lançamento (ouiniciação) do acadêmico no mercado, ou seja, um processo de venda completo do serviçode design.Etapa do Ciclo de Papel Stakeholder InfluenciaVida do Produto Organização executora Lab Design – UDESC colaborador Reitor da UDESC Diretor do Centro de ArtesProjeto Patrocinador Influenciador Empresas que investem no Lab Design Gerente de projeto Coordenador do Lab Design colaborador Equipe de desenvolvimento Acadêmicos do curso de design da Influenciadores do projeto detalhado UDESC Fornecedor de materiais de Colaborador escritório Setores da UDESC: ServiçosProdução Fornecedores de Gerais, Financeiro Colaborador equipamentos, hardware e (compras/licitações), software. Fornecedor de Departamento de Design, Colaborador conhecimento Professores, Orientadores. Empresas que compram os serviços Comprador (cliente externo) InfluenciadoLançamento no de design.mercado Fundartec (emite notas ficais para o Emissão de notas fiscais Colaborador Lab Design) Clientes das empresas que compramUso Usuário Influenciados serviços de design.
  12. 12. MUDANÇA DE ESTRATÉGIA Em sua nova fase, institucionalmente o Lab Design deixa ser projeto de extensãopara se tornar um Programa de Extensão chamado DesignAção, ou seja, ele será compostopor um grupo de projetos relacionados ao design, que gerenciados de modo coordenadopara obtenção melhor controle e sucesso. Mantendo a premissa de oferecer serviços de design de forma a fomentar omercado para o egresso do curso e permitir ao acadêmico exercício profissional assistido oprograma de extensão DesignAção pretende sistematizar estas ações. Para o públicointerno à UDESC pretende-se oferecer possibilidades de atuação profissional real, para opúblico externo colocar a disposição os conhecimentos de design de forma a contribuir nageração de emprego e renda contribuindo para o desenvolvimento econômico do estado. A possibilidade de praticar e adquirir experiência profissional tem demonstrado sero grande diferencial oferecido pelos projetos trazendo para a formação a contribuição daextensão. Da mesma forma o Programa esta vinculado ao ensino, visto que abriga projetosde pesquisa que tem o ensino como objeto (Teoria do design – Profª Gabriela Mager eAprendendo a ser designer – Profª Silvana Rosa). O público atendido pelo programa envolve: instituições sem fins lucrativos (ONGscomo a do projeto Nova Esperança) grupos de artesão (Toca Tapetes, Artezem, CasaFamiliar Rural entre outros) e Prefeituras Municipais. Para os acadêmicos se abre apossibilidade de ampliação do seu leque de atuação profissional e aumenta o campo de suacontribuição social como profissional cidadão. As parcerias do projeto envolvem o departamento de Design e o Departamento deModa do Centro de Artes. Em termos de Centros existe uma vinculação com a ESAGdevido à proximidade necessária com a Administração e o Marketing. Considerandooutras instituições pode-se listar: SEBRAE (parceria no projeto de Núcleo de Inovação emArtesanato), Fundação CERTI (parceria na Instituição de um Centro de DesignEstratégico), MEC- SESU (financiamento de projeto de extensão de oficina de papelartesanal). O DesignAção é composto pelos seguintes projetos: Sinalização Externa doCampus Itacorubi, Capacitação de Artesão para Produção e Comercialização - PPP (que seencontra em processo desenvolvimento), Laboratório de Design da UDESC – LabDesign,Hotel de Projetos de design – Pré-incubação; Núcleo De Inovação Em Design - Artesanato
  13. 13. OS PROJETOS DO DESIGN AÇÃO 1. Laboratório de Design Criado em 1996, atendendo à solicitação da Federação das Indústrias do Estado deSanta Catarina – FIESC, o curso de Design da UDESC foi o primeiro curso desta naturezaa se estabelecer neste Estado. Sem tradição de utilização do Design em suas atividades econômicas, o estado deSanta Catarina carece de iniciativas que possam trazer à luz os benefícios que a atividadedo Design propicia, tanto a produtores quanto a consumidores. Infelizmente, a criação emanutenção dos cursos não se mostra como suficiente para o fomento da atividade, senãopara a formação e capacitação de recursos humanos. Deste modo mantendo uma cultura deprodução fragilizada e distanciada dos mais bem sucedidos pólos produtivos mundiais. Nesta perspectiva, podem-se entender os produtos industriais projetados segundo osprincípios do design industrial como produção cultural de uma nação, podendo citar ascaracterísticas que distinguem o design italiano, do alemão, do francês, dentre outros.Firmando tal pensamento, cita-se o pronunciamento da então ministra da indústria,comércio e do turismo Dorothéa Werneck, quando do lançamento do Programa Brasileirode Design, em 1995, afirmando que o produto brasileiro era desvalorizado em pelo menos50% em relação aos concorrentes internacionais, apenas pelo não reconhecimento dacultura do design brasileiro. Segundo BAXTER (1998): “A atividade de desenvolvimento de um novo produtonão é simples e nem direta. Ela requer pesquisa, planejamento cuidadoso, controlemeticuloso e, mais importante, o uso de métodos sistemáticos. Os métodos sistemáticos deprojetos exigem uma abordagem interdisciplinar, abrangendo métodos de marketing,engenharia de métodos e a aplicação de conhecimentos sobre estética e estilo. Essecasamento entre ciências sociais, tecnologia e arte aplicada nunca é uma tarefa fácil, mas anecessidade de inovação exige que ela seja tentada. O mais importante é ter conhecimentosbásicos e metodológicos para o desenvolvimento de novos produtos, para coordenar asatividades de projeto.” Dessa maneira, o projeto necessita de uma reflexão mais ampla a respeito dos seusmétodos organizacionais, e segundo IIDA (1998): “O uso de metodologias inadequadaspode levar a considerações errôneas sobre os fatores do projeto, sem uma atenção devidaaos aspectos realmente importantes. O moderno mundo dos negócios exige um tratamento
  14. 14. mais meticuloso e específico das necessidades do consumidor e análise dos concorrentes,para aumentar as chances de sucesso do novo produto. Isso pode representar a diferençaentre o sucesso e o fracasso de novos lançamentos e, a longo prazo, entre a sobrevivência eo desaparecimento da empresa.” O projeto Lab Design consiste de um laboratório de design que esteja,constantemente, atento aos mais novos incrementos científicos à atividade de design, comocomponente de uma entidade universitária, e que possa experimentá-los e aplicá-los ematividades produtivas, públicas ou privadas, disseminando avanços tecnológicos e, emcontra partida, reconhecendo os verdadeiros potenciais e dificuldades da produçãoestadual, estabelecendo, assim, um elo de ligação entre a academia e a prática produtiva,ligação esta reconhecidamente frágil e alvo de críticas as mais diversas. Com base no que foi exposto, é possível notar a necessidade desta iniciativa que,isenta de interesses lucrativos comuns a qualquer iniciativa privada, tem por prioritáriointeresse o fomento do design no Estado, capacitando os alunos, auxiliando nodesenvolvimento econômico e criando demanda aos nossos egressos. Se gerar uma cultura de design brasileiro é inalcançável a este laboratório, geraruma cultura de design catarinense é a meta, trazendo reconhecimento ao curso de Designda UDESC, seus alunos, ex-alunos e corpo docente por seus níveis de excelência. O objetivo do Lab design é contribuir para o fomento da atividade de Design nocenário catarinense, nas categorias de Design Industrial e Design Gráfico, criando, combases acadêmicas, mercado aos nossos egressos e reconhecimento pela capacitação denossos alunos, além de difundir os benefícios do planejamento e desenvolvimento emDesign às empresas distanciadas de aportes tecnológicos ou do próprio Design. É natural que se possa concluir, em primeiro momento, que o LAB-DESIGN,lastreado por uma estrutura pública, possa fazer concorrência aos próprios egressos docurso de Design da UDESC, entretanto, há critérios e procedimentos de atuação queimpedem o beneficiamento de empresas capacitadas para a contratação de serviços dedesign privados. São eles: a. Atendimento a empreendimentos de interesse comunitário sem fins lucrativos, como campanhas beneficentes, ONG´s, instituições carentes, etc. b. Atendimento a micro-empresas amparadas por programas de financiamento subsidiado para o desenvolvimento industrial e geração de empregos.
  15. 15. c. Atendimento a micro-empresas, em investimentos com recursos próprios, a pequenas e médias empresas, desde que nunca tenham produzido projetos de design, em no máximo dois projetos, o suficiente para que absorvam os conceitos e benefícios para a otimização de sua produtividade. d. Atendimento a pequenas, médias e grandes empresas em atividades de pesquisa tecnológica ou em consultorias destinadas à criação de uma política administrativa em design. 2. Hotel De Projetos De Design O Projeto tem por finalidade ampliar, com padrões de qualidade superior epertinência, as oportunidades de qualificação profissional dos acadêmicos. Objetivaestabelecer uma relação dinâmica e positiva de reciprocidade entre a comunidade e aUniversidade, buscando qualificação de pessoal do acadêmico através do estimulo doempreendedorismo no meio acadêmico, preparando-os para o ingresso na incubadora e seulançamento no mercado. Consiste em uma articulação das atividades de extensão com oensino e a pesquisa e com as necessidades e demandas do entorno social, por meio doapoio a criação e desenvolvimento de empreendimentos inovadores por partes dos alunos.Seu cliente externo é a comunidade, as micro-empresas, projetos sociais, arranjosprodutivos, empresas incubadas O desenvolvimento do empreendedorismo em ambientes acadêmicos é importante,pois, oportuniza ao egresso uma nova perspectiva de inserção no mercado de trabalho epermita a realização profissional na sua área de interesse. O projeto Hotel de Projetos –Hotel de Projetos surge da necessidade de preparar o aluno para sua vida profissional,equivalendo como formação complementar, de forma a contribuir para a formação integraldo acadêmico, por meio do estimulo da capacidade empreendedora, tornando-os agendesde mudanças em qualquer lugar onde possam vir a desempenhar sua atividadeprofissional. Assim, o Lab Design – Hotel de Projetos poderá contribuir para aumentar atava de sobrevivência das pequenas empresas, geração de produtos inovadores,fortalecimento do espírito associativo e maior interação entre empresas e entidades doconhecimento. Pretende-se consolidar o projeto através do estimular o empreendedorismo no meioacadêmico; preparar os alunos para o ingresso na incubadora; apoiar, acompanhar eanalisar propostas que tenham potencial de mercado, sob aspectos técnico e econômico; e
  16. 16. lançar no mercado empreendimentos inovadores. A seleção de empreendimentos será feitaatravés de edital público e conterá os requisitos mínimos para a constituição de uma açãoempreendedora. O processo de seleção dos empreendimentos se dará de forma a enfatizaro aprendizado, onde as evitando o sistema de classificação eliminatório. Os acadêmicossão capacitados antes de apresentarem suas propostas, após a entrega destas, aindapossuem a chance de corrigir possíveis falhas, verificadas pela banca avaliadora, para emseguida reapresentar seus projetos. As propostas são avaliadas por uma banca compostapor professores da UDESC e um consultor ad hoc, que analisam os aspectos comerciais,financeiro, técnicos, administrativos e forma de apresentação. 3. Sinalização Externa do Campus Itacorubi O Projeto tem por finalidade o desenvolvimento de um sistema de sinalizaçãoexterna para a Universidade Estadual de Santa Catarina – UDESC, (campus Itacorubi).Visa solucionar o problema de sinalização no campus, melhor adequar as orientações doscentros já existentes, e sinalizar de forma apropriada e harmoniosa as novas instalações queestão em processo de finalização e inauguração. Objetivando assim informar, orientar edirecionar à comunidade acadêmica, os visitantes, e ao público em geral que procura auniversidade. Ele será desenvolvido por três bolsistas sob a orientação de um professor. O projeto de sinalização do campus da UDESC tem a necessidade de informar àprópria comunidade universitária, e principalmente ao visitante, a localização das unidadese setores da instituição. 4. Núcleo De Inovação Em Design - Artesanato Tem como objetivo apoiar ações de design na área de Artesanato Catarinense demodo a Estabelecer um plano de desenvolvimento do artesanato catarinense, tomando oDesign como ferramenta de melhoria e diferenciação no mercado, proporcionando aospólos de produção melhores condições de trabalho, emprego e renda. A abrangência doprojeto é todo o estado de Santa Catarina e os núcleos produtivos ou associaçõesconstituídas envolvendo atividades artesanais. O Núcleo de Inovação em Design –Artesanato irá apoiar as diferentes oficinas em estudos de mercado, prospecção deprodutos, desenvolvimento de produtos, protótipos e estudo de formas de distribuição ecomercialização. Seu cliente externo é a comunidade, empreendimentos do terceiro setor,grupos de artesãos
  17. 17. O artesanato é uma manifestação popular onde a criação de objetos utilitários émanual, feitos um a um, se o auxilio de máquinas ou equipamentos motorizados. Asformas de artesanato se repetem, pois a técnica é passada de pai para filho, de geração emgeração. Estas formas pouco a pouco são absorvidas pelo povo, se espalhando por todas aspartes do país, principalmente nas áreas pobres e abundantes em matéria-prima. Oartesanato brasileiro é muito mais do que tudo isso. O artesanato brasileiro traduz em suaarte, às vezes com uma espontaneidade ingênua, mas rica e vibrante, suas crenças etradições expressando de forma marcante a criatividade e ousadia da arte popularbrasileira. (Artemanhas, 2003). A condição do artesanato no Brasil requer um olhar mais atento. Toda história doartesanato vem sendo contada de pai para filho, através das habilidosas mãos do artesãoque transmite sua técnica, sua profissão, seu legado. A atividade artesanal, por conceito,enquadra-se no contexto sócio-econômico além de ser relevante como expressão cultural ede preservação de tradições populares. No entanto, o que se observa aos poucos é orompimento desta corrente gerando a subutilização dos seus produtos e a vulnerabilidadeda atividade. (BACK & CABRAL, 2003) A indústria surge como principal fator de decadência da produção da renda debilro. Sua produção é infinitamente maior e conseqüentemente mais barata. O que não sepode comparar aqui é o valor simbólico que cada um destes produtos tem: a renda de bilroé um produto cultural e carrega significados. Por outro lado a produção industrial se beneficia das dificuldades da produçãoartesanal. Obviamente a produção é pequena. Não existe uma padronização dos processose muito menos a organização das atividades. Este artesanato é entendido como atividadecomplementar da receita da família e, portanto, não constrói uma estrutura de produção. Porém, existe a possibilidade de potencializar as qualidades deste produto,identificando oportunidades de bons negócios, transformando assim este artesanato emuma receita real para os artesãos, deixando de ser apenas uma atividade alternativa.Verifica-se então, a necessidade de um resgate desta arte, abrindo caminhos para umamaior valorização do artesanato e do artesão.
  18. 18. Oportunidade de bons negócios Segundo Pannunzio (1982:17), apesar de fornecer suporte financeiro a muitosartesãos, servindo igualmente para outros como complemento da receita familiar, aatividade artesanal no Brasil tem sido conduzida empiricamente pela falta de adequadasestruturas de produção e comercialização, adaptadas à realidade nacional. Uma ferramenta que vem favorecer o desenvolvimento da atividade artesanal é odesign. Redig (1077:32) define design como “o equacionamento simultâneo de fatoresergonômicos, perceptivos, antropológicos, tecnológicos, econômicos e ecológicos, noprojeto dos elementos e estruturas físicas necessárias à vida, ao bem estar, e/ou à culturado homem.” Mas, o design pontual, aquele que está inserido apenas em partes doprocesso, não resolve os problemas encontrados na atividade. Não basta um produtoartesanal que tenha design ou uma identidade visual. Para que o design torne a atividadeartesanal competitiva no mercado e assim, torne-se bem sucedida é preciso que este estejainserido como um todo na atividade através de uma cultura de Gestão do Design. Enfim, épreciso que o design esteja atuando em todo o processo e não apenas em partes deste, jáque ao atuar pontualmente o design não solucionará os problemas da atividade artesanal. Épreciso que uma gestão do design seja desenvolvida na atividade artesanal para que estaseja estruturada de forma a competir no mercado trazendo para os artesãos a garantia dosustento de sua família e não apenas um complemento no orçamento familiar. Ressalta-se, então, a importância de toda e qualquer atividade basear suasestruturas na gestão do design que tem a função de planejar e coordenar as estratégiascorrespondentes aos objetivos e valores da empresa motivar empregados e controlar ostrabalhos, assegurando que cumpram com os objetivos, com os prazos e custos planejados.A Gestão do Design pode ajudar as empresas a criar seus objetivos baseados em seusconhecimentos, capacidades e meios de produção, relacionado ao seu grupo deconsumidores, assim como desenvolver uma estratégia própria para encontrar o seu nichoe finalmente atingir seus objetivos com sucesso no mercado. (WOLF, 1998:18) Sabe-se que a atividade artesanal difere, e muito, das empresas com certo nível dedesenvolvimento industrial. Enquanto os produtos industrializados são produzidos emgrande escala, os produtos artesanais são desenvolvidos um a um com suasparticularidades e trazendo para cada produto um valor simbólico agregado. Cabe ressaltar
  19. 19. então, que o comportamento dos produtos industrializados é bastante diferente dosartesanais. O processo inicial de atuação se deu pelo oferecimento de oficinas de capacitaçãopara preparar o artesão para desenvolvimento de projeto. Contendo 9 conteúdos básicos(empreendedorismo, público-alvo, metodologia, preço dos produtos, análise estratégica,estratégias competitivas, ciclo de vida, identidade e embalagem) processo de formaçãorecebeu o nome de Pré-Para-Projeto.DISCUSSÃO A formação do aluno é o objetivo principal do Laboratório de Design, e assimsendo volta-se para ele as ações em termos de formação profissionalizante. Em termos deeducação o objeto da ação é o acadêmico. A mudança no processo de absorção de acadêmicos pelo Lab Design, visando comque o objetivo de cada acadêmico possa ser perseguido, ao atendimento das necessidadesde design da UDESC pelos acadêmicos e a interação concreta com a comunidade e seussegmentos, evidenciam os impactos das ações do projeto, no processo de qualificaçãosocial dos estudantes e dos cursos envolvidos na execução. Para o planejamento dos próximos passos do laboratório, o empenho dosprofessores, acadêmicos, aquisição de ferramentas gerenciais, treinamento em diferentesaspectos da gestão, é fundamental para traçar os novos rumos, focados na sua missão earticulados com a macro-estrutura da Universidade. Os produtos do Laboratório a contribuição na formação de profissionais deexcelência que ajudem a construir a cultura do design, que se refletem por meio dosprojetos por executados pelos acadêmicos e pela a comunidade externa atendida. Quanto aos atores qualificados neste artigo percebe-se um efeito de aceleração naprofissionalização dos acadêmicos e de construção de sua própria história. Confrontadoscom as situações reais e diante de condicionantes incontornáveis, o estímulo aodesenvolvimento pessoal e à aprendizagem é bem mais eficaz. A atratividade que oLaboratório representa pode ser observada e atestada no surgimentos de novosempreendimentos.
  20. 20. CONTINUIDADE Em 2008 muitas mudanças ocorrerão, uma delas será a mudança do espaço físico,que pode ser considerado o marco físico da nova fase do Lab Design, outra será ainstitucionalização do laboratório, ou seja, ele deixa de ser um programa/projeto deextensão para fazer parte do Departamento de Design, podendo até adquirir, futuramente,um caráter interdisciplinar; interdepartamental; intercentros; interinstitucional. A gestão baseada em fatos permitiu observar a evolução dos projetos, das pessoas,das parcerias do Laboratório e permitem identificar onde ocorreram conflitos, dificuldadese suas naturezas. Porém, mudanças organizacionais ainda precisarão ocorrer, como porexemplo a criação de uma cultura organizacional de gerenciamento de projetos, apoiadapelo sistema de gerenciamento de projetos já adquirido pelo laboratório. Os indicativos das pessoas que trabalham no Labdesign apontam para oengajamento dos recursos humanos como sendo vital para o funcionamento harmonioso daequipe de trabalho. Iniciativa e autonomia sempre foram características desejáveis nosacadêmicos do Laboratório. Porém, este deve ocorrer de uma maneira ordenada, baseadaem processos, procedimentos e métodos. Como conclusão deste artigo percebe-se que, apesar de funcionando a mais de 7anos, o laboratório esta em constante transformação, adaptando-se às necessidades de seupessoal, às limitações de espaço físico, de acesso à recursos, de infra-estrutura. Os processos de questionamento constante de seu papel, de seu rumo, de suasprioridades levam a um ciclo contínuo de aprendizagem e revisão que permite rever asquestões frágeis e apontar para estratégias de consolidação. A própria definição do cliente,passo inicial de um processo de planejamento, sofreu transformações recentes. Cliente,alunos, clientes parceiros, clientes empresas, são diferentes relações que podem determinaratuações distintas. Atuações estas que serão sempre revistas, avaliadas e re-posicionadasnum processo de constante planejamento, execução, controle e avaliação.
  21. 21. BIBLIOGRAFIAARTEMANHAS -. Artesanato - Disponível em:http://www.edukbr.com.br/artemanhas/artesanato.asp. Acesso em: 05 maio 2004BACK, Suzana. CABRAL, Diana Maia. Gestão do Design em Renda de Bilro.Florianópolis: LabDesign/SEBRAE-SC, 2003.BAXTER, Mike. Projeto de Produto: guia prático para o desenvolvimento de novosprodutos. Trad. Itiro Iida. São Paulo. Ed. Edgard Blücher. 1 ed, 1998.BOEING, Adelita F, e BERNARDES, Silvana R. Processo de construção de Identidade– Labdesign. Artigo não publicado.GASNIER, Daniel. Guia Prático para Gerenciamento de Projetos – Manual desobrevivência para os profissionais de projeto. São Paulo: IMAM, 2000.IIDA, Iida. Evolução das metodologias de projeto. In Anais P&D Design. 3º CongressoBrasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design. 1998. AEnD- BR. Rio de Janeiro.MANUAL DE GESTÃO DE DESIGN. Porto: Centros Portugueses de Design - CPD,1997.PANNUZIO, Paula Maria. Aspectos do comportamento do consumidor de artesanatobrasileiro – um estudo comparativo entre dois mercados. 1982. 166f. Dissertação(Mestrado em Administração) - Faculdade de Economia e Administração, USP, São Paulo.1982.PMI. PMBOK® – Project Management Body of Knowledge – 2000Programa Brasileiro de design, Estudo sobre a Capacitação de Recursos-Humanos emDesign – Volume 1,1999.REDIG, Joaquim. Sobre o Desenho Industrial (ou Design) e Desenho Industrial noBrasil: Desenho de Produto e Comunicação Visual – Conceituação e Perspectivas daProfissão. Rio de Janeiro. ESDI – Brasil. 1977.VARGAS, Ricardo. Manual Prático do Plano de Projeto. Rio de Janeiro: Brasport 2003WOLF, Brigitte. O Design Management como fator de sucesso. Florianópolis: IEL-Abipti, 1998.

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